O OMEGA QUE NÃO TIVEMOS


A foto que encontrei hoje revirando minha biblioteca, me fez pensar como nosso mercado é estranho em muitas características. Um exemplo é a falta de sedãs com um toque esportivo, como o desse Vauxhall Carlton 3000 GSi 24v, produzido de 1987 a 1994. A versão alemã da Opel se chamava Omega, como o Chevrolet brasileiro.
A grande diferença para o carro que foi fabricado aqui é um belo motor 6-em-linha inicialmente com duas e, a partir de 1989, com quatro válvulas por cilindro, que desenvolvia 204 cv a 6.000 rpm e 27,5 mkgf a 3.000 rpm. Bons números, sem giros exagerados nem potências pouco críveis. A aceleração até os 100 km/h era feita em 7,7 s , chegando até cerca de 240 km/h.

Este motor de família europeia, bem mais moderno que o proveniente do Opala, é tido como bastante resistente, e dava um caráter bastante diverso ao Omega europeu, quando comparado com o nosso, conhecido pela potência abundante em baixa rotação, mais adaptado, sem dúvida, ao modo de condução pacato esperado pelo cliente de um modelo que era o topo de linha da produção brasileira. Uma pena não termos departamentos de marketing de nossas fábricas com a visão de que um sedã esportivo pode ter compradores, levando esses modelos sempre para o lado do luxo. Designação ridícula ao meu ver, pois me lembra sabonete.

Na Grã-Bretanha foram vendidas apenas 1.463 unidades, que têm um público fiel.

JJ

11 comentários :

  1. Um belo carro, sem duvida.Pra completar, nao podemos esquecer do Lotus Omega,tbm outro belo exemplar.Ja no nosso Brasil, o mais proximo disso, acho que foi o
    Vectra GSi.

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  2. Junior VAMODOIDO12/07/09 00:27

    O fato de sedan estar cada vez mais aliado a "tiozão" é a oferta quase sempre única do cambio automático. Ou não seria divertivo um Fusion V6 tração integral com um cambio manual bem escalonado, com bons engates?

    Outra coisa é que o 3000 multiválvula do artigo supre a talvez única reclamação do Omega com esse motor aqui: falta de torque em baixa. Ele entrega 27kgmf e além de tudo com 40 HP extra.

    Abraços

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  3. Pelo menos voces tinham essa geracao de Omega. Nos aqui? Nada! Pelo menos nada ate o tepido Cadillac Catera da geracao seguinte, um carro totalmente esquecivel.

    Sempre gostei da linha desse Omega, tao representante do estilo do nosso amigo Chuck Jordan.
    Que belo carro!

    Rex Parker, California

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  4. Concordo. Lembra do Vectra GSi? Nada do que a GMB fêz por aqui depois dele conseguiu o que aquele sedã fazia. Posso, para alguns, estar falando besteira, mas até um motorista de Civic Si teria muito trabalho se encontrasse um desses em sua cola. Aquilo era o Calibra em versão família.

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  5. É... Lotus Omega....

    Ouuu Brasilsilsil!!

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  6. Falar sobre o Omega, acho que sou muito suspeito.
    Tenho um CD 3.0 94 top, antes estiveram em minha garagem dois CD 4.1, mas nenhum igual a esse que tenho. Ele é como nosso primeiro amor, esse 3.0 não vou conseguir esquecer. Sem dúvida um dos melhores carros que dirigi, nacional é claro (lembrando de seu conjunto mecânico era todo importado).
    Bom a paixão foi tão grande que fui a fundo no modelo, pesquisei sua história, versões principalmente do modelo A, vou citar algumas em que tiveram mais prestígio:

    Lotus: Derivado do 3.0 24v, sua cilindrada foi aumentada para 3.6L mantendo o duplo comando (24v), tinha uma subalimentação de 2 turbinas Garret T-25 gerando incríveis 377cv. Usou a mesma transmissão ZF de 6 marchas da Corvette ZR1. Sua performance era de 0-100 em 5,5 segundos e máxima de 280 a 290 Km/h. Sua produção foi limitada de 1000 unidades, onde segundo um site na Inglaterra que consta a maioria dos registro desse modelo, podemos ver que temos uma registrada no Brasil.

    Evolution 500: Produção limitada também para homologação do carro nas corridas de DTM. Era equipado com um conjunto de spoilers praticamente iguais aos da corrida. Seu motor era o C30XEI, um pouco mais bravo o 3.0 24v produzindo 227cv, com isso sua performance era de 0-100 7.5 segundos e máxima de 249km/h. Um empresa (Imscher)chegou a preparar algumas unidades usando um motor de cilindrada aumentada para 4.0L cujo o motor era o C40SE gerando 268cv.

    3000 / Gsi: Nesse modelo podemos encontrar as seguintes versões: motor C30NE 3.0 12v que era igual ao nosso mas gerava uma potência um pouco maior devido a opção de gasolina de 95 a 98 nos, com isso o motor conseguia 177cv e uma performance de 0-100 8.8 segundos e máxima de 222Km/h. Na versão GSI cujo o motor era C30SE foi adotado um cabeçote de duplo comando de válvula com isso ele conseguia gerar 204cv com performance de 0-100 de 7.8 e máxima de 240km/h

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  8. Mais umas curiosidades:

    Bom agora vamos falar mais um pouco desta unidade no Brasil do Lotus, com referência no site (http://www.lotus-carlton.co.uk/) vamos encontrar no menu do lado esquerdo uma opção “General Lotus/Carton info” depois na opção “Known Cars” depois escolha a numeração de “0500-0599” dentro dele irão aparecer os registros referentes destas unidades, o número “0574D” (a letra D indica fabricação de origem Alemã) podemos observar que esse modelo do ano de 92 diz estar registrado no Brasil.

    Gostaria muito de conhecer o paradeiro deste carro, já ouvi rumores de ser do Ingo Hoffmann e de outras pessoas não conhecidas, mas nunca descobri o verdadeiro dono desse carro. Trabalho com fotografia e adoraria poder conhecer esse modelo ao vivo, ainda mais com a oportunidade fotografá-lo, pois para mim esse carro é ícone, referente ao que ofereceu no seu tempo. Se alguém tiver notícia do seu paradeiro, se possível um contato agradeceria de coração.

    A Imscher (http://www.irmscher.com/) fundado em 1961, com grande destaque na Europa sempre preparou os carros do grupo GM/Opel /SAAB /Cadilac.

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  9. Sempre discutí com o pessoal do Omega Clube sobre a falta desse Omega 3.0 24V em terras tupiniquins e a GM do Brasil não parece-me muito interessada no segmento de sedan esportivo, com poucas exceções. Em vez de apenas considerar o Omega como um carro de "tiozão", o carro exibe qualidades suficientes para ter tido uma versão esportiva. Também considero que o motor 3.0 da Opel foi o conjunto mais equilibrado utilizado nos Omegas nacionais. Acho que pela tendência mundial de redução de custos, a GM empurrou o bom e antiquado motor 250 nos Omegas nacionais, torcudo em baixa rotação e não tão girador, utilizando uma moderna injeção SFI e com aliviamento de algumas peças. Sinceramente, apesar de um bom motor, considero que não convinha mais em atualizar um motor antigo de "baixos" giro, compressão e potência específica e alto consumo. Por isso que, mesmo depois da substituição do 3.0 pelo 4.1, muitos comentários foram contrários devido ao atraso tecnológico do velho e bom motor GM 250. Vejamos os exemplos dos "Omegas australianos" (projeto completamente diferente)... com modernos motores 3.8 e 3.6 com multiválvulas e comandos nos cabeçotes. Já imaginaram aquele motor Opel modernizado com injeção SFI e cabeçote multiválvulas ... pois é ... mas aqui nessa terra a gente volta pra trás, que comprendam-me os defensores do bom e velho motor GM 250.

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  10. tudo bem, Mario?

    acho que somos coveiros agora. hauhauha!! recebeu o link desta matéria pelo e-mail também? rsrs!!!

    conheço bem as características do 3.0 e sei que é um baita motor, principalmente na versão que não veio pra nós, com 24v.

    só quero frisar que o 4100, apesar de antigo, ainda renderia muitos cavalos com custo aceitável, caso a GM assim o quisesse. conforme a matéria no link - http://www.omegaclube.com/multimidia/imprensa/upgrade%204.1/4100.jpg - a Lotus ofereceu um upgrade com direito a duplo comando de válvulas e tudo. pelo menos 300cv seriam obtidos. o novo cabeçote permitiria maior taxa de compressão e o consumo seria aceitável, além de gerar mais torque ainda. (na verdade considero bem aceitável um 4.1 consumir praticamente o mesmo que um 3.0. diferença de menos de 0,5km/l).

    acontece que essa potência extra exigiria uma reestruturação no carro já vendido e acredito que essa não era a meta da GM, pois já sabia que em poucos anos passaria a vender o Omega importado. ela queria potência/consumo semelhante ao do então 3.0. e foi o que ocorreu. ambos são páreo duro e andam juntos, com ligeira vantagem pro 3.0, que possui diferencial mais curto e tem menos dificuldade pra girar em alta.

    considero um mérito também o 4.1 empurrar um diferencial 3,15:1 com 5ª 0,81:1, ambas as relações mais longas que no 3.0, a mais de 200km/h, chegando a pelo menos 215km/h. já cheguei a 230km/h no meu com maior taxa de compressão, chip pra álcool e escape mais livre. e não foi de painel, que se marcasse errado marcaria 260km/h. conferi a velocidade. ;) estava com +-190cv medidos no dinamômetro.

    apesar do motor antigo, a injeção do 4.1 era mais moderna que no 3.0.

    no final, mesmo sem os 3.0 24v ou mais potentes e sem o 4.1 mais apimentado pela Lotus, tivemos dois 6 canecos de respeito, que não fazem feio até nos dias de hoje. gosto dos 2 motores, cada um com sua característica, mas confesso que sou fã do bom e velho 4.1. rsrs!!!

    atualmente meu 4.1 mantém a taxa próxima de 10:1 e está com chip original de volta. só roda com podium. 0-100 na casa dos 9s baixos. um upgrade razoável até eu decidir se parto pro álcool com taxa mais alta e consequentemente mais de 200cv.

    já que não tivemos versões apimentadas de fábrica, o jeito é fazer upgrade. hehe!!!

    inté!!!

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  11. ah, esqueci de um detalhe. o 3.8 tem comando no bloco também, como o 4.1. veja suas características e constate sua potência máxima em giro não muito alto. como o 4.1, ele não tem um comando muito "nervoso". é intermediário.

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