FALANDO EM FIAT


O post abaixo do amigo Keller sobre o novo carro conceito da Fiat me fez lembrar de umas fotos que recebi há algum tempo. São fotos de época dos simpáticos Fiat 147 nas pistas, em diversos campeonatos pelo país.

O 147 não deixou boas lembranças pelo país, principalmente pela falta de confiabilidade e problemas de fabricação, como a famosa transmissão e trambulador "esconde esconde", em que o motorista devia procurar as marchas em algum lugar do curso da alavanca.

Mas nem tudo era desgraça no pequeno Fiat, pois foi um carro de elevado número de vendas, e há quem o ame até hoje. E claro, nos anos 70 usavam o 147 nas pistas, com curto entre-eixos e ágil nas curvas, era diversão garantida.




18 comentários :

  1. Miltone, apesar das dimensões reduzidas, o motor 1050 (por alguns chamado "liquidificador") era valente, mas o que valia mesmo era o comportamento dinâmico do veículo. O 147 freava e fazia curvas maravilhosamente bem, em estrada sinuosa e/ou molhada podia dar um "calor" em veículos bem maiores (leia-se aí Dodges, Mavericks e Opalas, etc). Certo quando a pista endireitava o jeito era ligar o TKR e se conformar.
    O cambio não era tão ruim quanto diziam as revistas da época.
    O primeiro Rally, já 1300cc, era muito legal.
    Milton, só prá te falar que para alguns saudosistas o 147 deixou saudade, parabéns pelo post.
    Abraço

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  2. Muito legal. Se não me engano, o primeiro fiat da segunda foto de cima para baixo é pilotado pelo Bob Sharp. Mas me lembro que na época em que ainda era fabricados, e até um bom tempo depois, de vê-los andando bem rápido.

    Abraço


    Lucas

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  3. Éra o que eu ia dizer, o Bob Sharp pilotou um destes

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  4. Lucas e Anderson,
    Eu mesmo. Foto no Autódromo do Rio. Eram corridas sensacionais, mesmo com motor 1050.

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  5. show de bola..era um diversão garantida nas pistas!

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  6. Todos
    Acho que vale a pena contar a história do câmbio do 147.
    Desde que foi lançado, foi muito criticado pela primeira dura de engatar e pela ré que arranhava. A dureza de engate da primeira era causada principalmente pelo sincronizador de primeira e segunda patente Porsche, com seus anéis sincronizadores de aço, que cumpriam bem seu papel, mas tinham o inconveniente da dureza de engate.
    A outra causa da dureza e do arranhar da ré era desacoplamento incompleto da embreagem, resultado de pouco curso do pedal. Só que esse pouco curso devia-se ao uso de sobretapetes de borracha, não previsto no cálculo do pedal.
    Para resolver, e sem perceber a questão do pedal apesar dos meus avisos (eu era funcionário), foram tomadas duas providências, isoladamente. Uma, a troca do sincronizador Porsche pelo Borg-Warner, com anéis de bronze, de engate muito mais macio. Outra, modificação da varetagem, tirando o varão único e colocando sistema de um varão móvel e outro fixo, de reação, além de alterar a relação de movimento da alavanca (mais curso, mais leve).
    Só que as duas providências foram tomadas em redundância. Bastaria uma.
    Comprei um ano 81, com o "novo câmbio", uma lástima, curso de engate e seleção muito longo. A solução o leitor já deve estar imaginando: reverter para o varão único original. Com o sincronizador Borg-Warner a carga de engate era leve. Como não uso sobretapetes, a embreagem desacoplava totalmente. Fácil, não?
    Esse câmbio tinha uma característica que fazia muita gente boa jurar que a primeira não era sincronizada. Ao engatar a primeira, a luva sincrônica, que era também uma das engrenagens de ré pela sua parte externa, passava pela engrenagem intermediária de ré, tocando-a e escutando-se um ruído tipo "nhéq". Isso ficou assim até 1990, quando a caixa foi reformulada (câmbio Termoli).
    O arranho de varão único era ótimo. Passar de segunda para terceira era reto em frente, sem precisar buscar o canal 3a-4a. Igual ao famoso comando de câmbio Hurst, americano. Era perfeito.
    Entretanto, apesar de tudo o que falei, o câmbio era considerado problemático. Seria tema pro Jack?

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  7. Bob, quantos cavalos rendia aproximadamente o 1050 de pista?
    Em BH, diz a lenda que um preparador especializado em Fiat fazia o 1300 girar 9000 rpm. Será que o bichinho aguenta?

    Abraço

    Lucas

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  8. Este modelo quase destruiu a imagem da Fiat na época, mas confesso que estou arrependido de não ter comprado um, recentemente, em bom estado de conservação.
    Tem seu valor e foi muito mal tratado, pelos críticos de então.
    Comparado aos similares da época, tinha desempenho superior. Posso dizer que aperfeiçoei meu aprendizado de motorista num desses, quando descobrí que pela primeira vez tinha mais carro na mão do que experiência ao volante!
    Se o ^câmbio era ruim, realmente não me lembro, mas não devia incomodar, bem como os "volantes tortos" e outros adjetivos pejorativos que a "imprensa especializada" usa!

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  9. nobres
    descobri este espaco a mais tempo mas so agora criei a conta googleçvi estes 147 no rio por varios anos inclusive com bob na pilotagem
    nesta epoca do inicio da copa fiat,no final da reta na maioria das vezes as curvas eram feitas em 3 rodas e a barata nao parava de acelerar
    pra mim na minha jormnada de automaniaco os maiores shows de pista que vi foi nestas baratas
    tinha umtal de atilla sipos que era o cao chupando manga
    capotava com muita facilidade mas que era um espetaculo isto era
    em uma largada capotaram 4 de uma vez ao final da curva sul pro lado externo dentro da caixa de brita
    eu era bandeirinha nesta epoca e nao lembro de show mais completo de automobilismo que esta copa fiat
    pra lembrar o carro era vendido por menos de 50 por cento do custo de um carro de rua isto quer dizer que se compraria um carro por 15 mil e uma parafernalia de pecas e acessorios a baixissimo custo
    velhos tempos que nao voltam mais
    jc sete lagoas

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  10. Marlos Dantas20/07/09 00:21

    Tive a oportunidade de dirigir um desses (em estado impecável), porém, com o tal câmbio "pelancudo", como dizia o dono ao me avisar para ter cuidado. Mas como eu já estava habituado com o câmbio da Elba que não é um primor nos engates, não tive maiores dificuldades. Realmente o carrinho é bem legal e o motor 1.050 cm³ é bem suficiente. Foi uma ótima experiência.

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  11. Marlos Dantas20/07/09 00:23

    Bob,
    Suas experiências em competições renderiam uns bons posts...
    Abraços.

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  12. Ô se renderiam, Marlos! Aguardamos ansiosamente os relatos!

    Para atiçar, conto uma breve historinha que tem Fiat 147 no elenco. Corria o ano de 1978 e meu pai me deu um 147 azul tirreno para substituir meu alquebrado Passat LS. Eu fazia na época o Curso Marazzi de Pilotagem, e o Expedito estava preparando um 147 para correr na D1 Classe A. Um amigo meu também estava preparando um e me pediu emprestado o azul tirreno para umas voltas numa das aulas do Expedito. Emprestei o carro e o amigo, o Dan M. Raymond, acabou encontrando na pista o Expedito com seu 147 (vermelho, lindo) já com roll cage instalado e já com a suspensão rebaixada. O azul tirreno era original e novinho em folha mas mesmo assim meu amigo conseguiu andar na frente do 147 do Expedito. O saldo da brincadeira foram muitas risadas durante os comentários sobre o pega feitos pelo Expedito, pelo Dan, pelo Freddy Eckhart e por mim e um jogo de pneus Pirelli CN15 destruídos. Os do meu 147.

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  13. Lucas,
    Em 84, como estudante de engenharia ainda, preparei motores para a fórmula FIAT com alguns amigos da faculdade. O nosso 1300 não chegava a 9000rpm, mas perto. Não lembro se algum preparador atingiu essa rotação na época. Mas já era muito bom.

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  14. As molas de válvula dos 147 1.300 são usadas hoje em motores GM 250 preparados para arrancada...

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  15. O câmbio do Fiat 147 era, ao menos no modelo que dirigi (um 147 1979 de um amigo), intolerante a hesitações ao trocar as marchas. Principalmente de primeira para segunda: era preciso puxar a alavanca para trás com decisão, senão o engate ficava duro e a marcha entrava meio que na marra. Eram engates secos, mas nunca arranhei marchas, talvez ajudado pela ausência dos sobretapetes.

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  16. pra quem curte o 147 girando alto:

    http://www.youtube.com/watch?v=Zuhl4XwSeaM

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  17. Hoje em dia o carrinho já tem cotação entre colecionadores, aqui na oficina nós brincamos dizendo que ele não se chama mais 147 mas 150,acharam mais 3 defeitos nele,hahahahahahaha, qdo fiz a escola de pilotagem em Jacarepagua eu andei num bicho desses com slick e suspensão acertada para a pista,parecia que tinha chiclete embaixo dele, que chão bom!!!!

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  18. Ai galera, tenho meu 147 modelo europa 1982 veemelho. Estou com o carro a 08 anos e garanto, só fiz a manutenção normal de qualquer carro - óleo, pastilha de freio, correia dentada e terminal de direção. O carrinho é show. Esta com as rodinha gauchas da época (acessório original da Fiat). Tenho manual e nota fiscal, sou terceiro dono e esta agora com 110.800Kms). Estou em Ctba. Se alguém tiver interesse, resolvi me defazer dele para restaurar um Studebaker.

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