Mercado: ANFAVEA DIVULGA NÚMEROS DE ABRIL E DO 1º QUADRIMESTRE DE 2014

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou nesta sexta-feira resultados da indústria automobilística em abril e no quadrimestre. O licenciamento de autoveículos apresentou aumento de 21,8% ao se comparar as 293,2 mil unidades vendidas no quarto mês do ano com as 240,8 mil de março.

No comparativo com abril de 2013, que registrou licenciamento de 333,7 mil unidades, o recuo foi de 12,1%. No resultado do quadrimestre o setor também registra retração: foram 1,11 milhão de produtos comercializados neste período contra 1,16 milhão no ano passado, baixa de 5%.

O setor registrou queda também nas exportações de autoveículos nos quatro primeiros meses do ano. Foram 111,9 mil produtos enviados para fora do Brasil, retração de 31,9% na comparação com as 164,3 mil do mesmo período do ano passado. Na análise mensal o registro é de crescimento: as 36,7 mil unidades de abril de 2014 representam alta de 55,7% frente a março, quando o setor exportou 23,5 mil autoveículos – com relação as 52,8 mil de abril de 2013 a redução foi de 30,4%.

A produção no quadrimestre foi de 1,07 milhão de autoveículos, 12% menor do que as 1,21 milhão de 2013. Apenas em abril saíram das linhas de montagem 277,1 mil unidades, o que representa redução de 21,4% com relação as 352,4 mil do mesmo mês do ano passado e alta de 1,6% frente as 272,8 mil de março de 2014.

Caminhões e ônibus
Os licenciamentos de caminhões registraram baixa de 22%: foram 10,9 mil unidades comercializadas em abril deste ano contra 13,9 mil de igual período de 2013 – sobre as 9,2 mil unidades de março de 2014 houve acréscimo de 17,8%. Quando analisado o volume de vendas nos quatro primeiros meses do ano, a queda é de 14,4% – 41,3 mil caminhões em 2014 e 48,3 mil no ano passado.

Já o segmento de ônibus comercializou 2,2 mil produtos em abril, declínio de 8,8% com relação a março, com 2,4 mil, e de 19,7% frente a abril do ano passado, quando foram licenciados 2,8 mil. Ao comparar os 9,2 mil do acumulado deste ano com os 10,4 mil de 2013, o segmento retraiu 19,7%.

Os fabricantes de caminhões produziram também em abril 12,3 mil veículos, baixa de 11% em relação a março, com 13,8 mil, e decréscimo de 31,6% contra as 18 mil de abril do ano anterior. A produção acumulada também registrou queda: a comparação dos 55,1 mil caminhões de 2014 com os 61,1 mil de 2013 significam recuo de 9,8%.

O segmento de ônibus também seguiu em baixa. No último mês saíram das linhas de montagem 3,4 mil ônibus, inferior em 9,7% com relação as 3,8 mil de março e em 8% com as 3,7 mil de abril do ano passado. O declínio para o acumulado do ano foi de 2,1%: foram fabricadas 13,3 mil unidades este ano e 13,6 mil em 2013.

As exportações no acumulado de caminhões apresentou alta de 5,9% – foram enviados para fora do Brasil 6,6 mil em 2014 e 6,2 mil de 2013 – enquanto o resultado para ônibus foi de recuo de 13,5%: 2,1 mil ônibus este ano e 2,4 mil no ano anterior.

 Resumo dos licenciamentos


Licenciamento total de veículos leves - abril 2014






Fabricante
Autos
Com. leves
Total
%










Fiat
43487
16761
60248
21,51


GM
39928
10123
50051
17,87


VW
39826
7408
47234
16,86


Ford
18887
7460
26347
9,41
65,644
4 grandes
Renault
14449
4637
19086
6,81


Toyota
11238
5331
16569
5,92


Hyundai BR
14166
0
14166
5,06


Honda
11050
188
11238
4,01


Outras
3332
4951
8283
2,96


13°
Nissan
4144
1445
5589
2,00


12°
Hyundai Imp
1079
4043
5122
1,83


11º
Mitsubishi
378
4534
4912
1,75


10º
Citroën
4467
132
4599
1,64


14º
Peugeot
3539
251
3790
1,35


15º
Mercedes
707
775
1482
0,53


16º
Audi
538
359
897
0,32


17º
Iveco
0
351
351
0,13


19º
Subaru
10
74
84
0,03


18º
Mahindra
0
66
66
0,02


20º
Agrale
0
3
3
0,00



211225
68892
280117
100,00










Fonte: Anfavea








6 comentários :

  1. Prejuízo ou diminuição de lucros?
    É esse setor que o governo vai ajudar ... Aliás, sempre ajuda.

    Moy

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  2. A crise já vai chegando e em breve teremos uma situação bem parecida com a da Venezuela... o povo está endividado, e quem deveria comprar carro zero, já comprou, resta agora, pagar as inúmeras prestações. Se indústria não vender, nem importar, vai ter que demitir... se demitir, os trabalhadores não vão conseguir pagar os financiamentos que fizeram... com isso o bancos vão quebrar. A arrecadação de impostos vai diminuir, e o Governo não vai conseguir fechar suas próprias contas... no máximo, manterá apenas o pagamento da bolsa família, para manter o apoio das classes baixas (tal qual o Maduro faz na Venezuela), não conseguirá também, honrar o pagamento dos títulos que emitiu. Dará um calote nos investidores. O Brasil vai ser rebaixado pelas agências ao grau máximo de risco, o capital estrangeiro vai se debandar, deixando o Tesouro mais descapitalizado.. os impostos vão subir assustadoramente, e com tamanha carga tributária, os pequenos empresários, terão que fechar, deixando mais gente desempregada. Conselho que dou... Paguem todas suas dívidas, quitem tudo o que puder. A possibilidade de ficar desempregado nos próximos anos é grande. E quando a crise se instalar, não adianta vender nada, ninguém terá dinheiro para comprar. Funcionários públicos ficarão sem salários e tudo vai parar: saúde, educação, segurança pública... haverá saques e muita quebradeira. O protesto nas ruas, não será por causa dos 20 centavos. Quem tiver grana no banco, vai outro conselho, mudem de país, antes que seja tarde.

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    1. É praticamente o fim dos tempos.

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  3. Boa Rogério. Só esqueceu das desgraças naturais... Kkk brincadeiras à parte, concordo com quase tudo que escreveu, mas com um pouco menos de pessimismo.

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  4. Pessimistas de plantão12/05/14 15:11

    Um ótimo conselho o colega mais acima deu.
    Mudem de país o quanto antes! Quanto menos pessimistas morando aqui, melhor, vamos deixar esta terra vazia.

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  5. Sobre otimistas e pessimistas e o mercado automotivo Joel Leite matou a pau a questão ,leiam ;
    http://omundoemmovimento.blogosfera.uol.com.br/2014/04/30/otimistas-e-pessimistas/

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