DEL REY EXECUTIVO, UMA HISTÓRIA QUASE ESQUECIDA - PARTE 3


Fotos: Lucas Fachini Vane, arquivo pessoal e autor
Del Rey Executivo SR


Vamos à terceira parte dessa epopéia. Na primeira parte conto como o carro me foi oferecido e pude passar a oferta a um amigo que saberia como preservá-lo; na segunda parte nossa história conta como o automóvel recebeu certificação e diferenciamos um dos significados do "valor histórico próprio para placa preta". Agora, nesta última parte, o principal: colocar o automóvel para rodar e mostrar essa história para as pessoas.

A responsabilidade social em divulgar a história do automóvel 
vale para todos os automóveis, seja para o raro Concorde...

... ou outros nacionais de pequena série como os Pumas;em um
 país sem memória é sempre bom divulgar um carro brasileiro
Pode parecer "só um Puma", mas o interessante é aprender
 que se trata de um espartano, destinado a competições


Sou da opinião de que um antigomobilista tem como obrigação contar a história dos automóveis e cabe ao sujeito que preserva esse pedaço da memória expor seus carros para que mais pessoas tenham contato com os veículos, aprendam com eles e transmitam as histórias. Ouso completar isso com a vivência de que um carro é o reflexo de uma sociedade, então esse Del Rey é só um reflexo de um comportamento e uma necessidade de uma época. Isso envolve política, economia e costumes desse período. Isso também é nossa história, daí a importância de propagarmos e mostrarmos nossos veículos.

A SR se especializou em Ford, a Envemo trabalhava com os 
Chevrolet, criando grades e apliques para Opala e Caravan...
... e também carrocerias especiais como o Monza Station Wagon,
 que poderia ser feito em veículos duas ou quatro portas


Depois um parágrafo de devaneio filosófico, voltemos ao Del Rey de nossa história e sua mais nova jornada, sair do centro-oeste do estado de São Paulo em direção à cidade de Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, divisa com Minas Gerais e com acesso mais simples via eixo Rio–São Paulo (Rodovias Dutra e Carvalho Pinto). Passei a "pentelhar" o novo dono do Del Rey para provar que seria interessante ele propagar a história que guarda em sua admirável garagem e o resultado é que ele aceitou encarar os 400 quilômetros.

Preparativos para a viagem, carro abastecido e limpo, 
agora era hora de enfrentar a viagem e testar a nova mecânica

Conforme comentado anteriormente, a mecânica do automóvel não estava na melhor das condições. Apesar de vistoso nos detalhes, instalação e limpeza, o carro não tinha força, vazava compressão, as marchas estavam difíceis de engatar, radiador era errado e os periféricos elétricos tinham alguns problemas. Por sorte — e muita competência — o carro ficou pronto e perfeito. O motor CHT 1,6 a álcool responde bem ao acelerador..Apesar de 40 cm mais comprido e com apliques de plástico reforçado com fibra-de-vidro, o peso do automóvel não parece ter aumentado tanto. Não pense que o motor foi mexido, ele está original e para a proposta de andar em cidade, estrada, enfrentar trânsito, subidas e ultrapassagens, atende muito bem.

O motor CHT 1,6, movido a álcool, não cansa muito, mesmo o carro sendo um pouco mais pesado.
Todo o percurso da viagem foi feito com o ar-condicionado
ligado, mesmo na subida da serra de Campos do Jordão

Para acompanhar o Del Rey Executivo acreditei que o melhor veículo seria o meu Corcel II GT 1979. Assim poderia avaliar, mesmo que a distância, e assim poder comparar o rendimento da limusine e o de uma versão que está totalmente original de fábrica. Nos encontramos em São José dos Campos (cidade do interior paulista localizada no Vale do Paraíba), combinamos na noite de terça-feira 29 de abril, dois dias antes do início do Encontro Paulista de Automóveis Antigos, que subiríamos a serra rumo a Campos do Jordão na manhã do dia seguinte.


Para acompanhar o Del Rey Executivo fui com o Corcel 
II GT,, assim teria um parâmetro de comparação na estrada


Partimos de São José dos Campos mantendo velocidade média de 120 km/h, com picos um pouco acima disso medidos pelo GPS (muito mais preciso que os velocímetros originais), mas o excesso de radares atrapalha a possibilidade de querer chegar à velocidade final sem ganhar pontos na CNH e perder dinheiro. Início da serra entre Taubaté e Campos do Jordão, a seqüência de curvas livres era um convite para brincar, a gravidade não pareceu problema e mantivemos os mesmos 120 km/h, com rápidas diminuições nos radares de 80 km/h.
 
A fiscalização por radares foi o que obrigou o carro a manter os 80 km/h,
no mais a velocidade média foi acima disso e satisfatória para uma viagem
Del Rey Executivo SR a frente e eu seguindo com o Corcel II GT, enquanto eu o fotografava ele fez o mesmo

O cansaço em ganhar velocidade na subida parecia ser igual nos dois veículos, acredito que o fato do Del Rey ser a álcool compensa o excesso de peso do alongamento da carroceria. Diferença mesmo na hora de fazer curvas, enquanto eu aproveitava ao máximo o fato de ter as duas faixas e trazia o carro no último momento da tangência, a limusine exigia um ângulo mais aberto.

Subida da serra livre entre Taubaté e Campos do Jordão, 
um convite a testar o escalonamento de marchas do Del Rey

Chegamos ao encontro, a 19ª edição do Encontro Paulista de Automóveis Antigos estava ainda em fase de organização. Mesmo a apenas um único dia para o início da festividade tudo ainda estava cru, o que exigiu um exercício de paciência dos primeiros donos de automóveis que vieram prestigiar o encontro — que é grande, tem tradição, mas recentemente teve de se adequar a uma nova realidade e novos padrões de logística.

Chegada a Campos do Jordão, a nova cidade do Encontro Paulista e seu portal
Expostos lado a lado o Corcel II GT e o Del Rey Executivo SR, ainda com o sereno da manhã

Como dizem por aí, vale a experiência e tudo serve de aprendizado, o importante mesmo era cumprir a missão: expor o automóvel e contar esse capítulo curioso do automóvel brasileiro. Importados belos e raros como La Salle, Lamborghinis e até um Ferrari Barchetta levaram merecidamente o Prêmio Destaque, mas esses são veículos que atualmente qualquer um com boa vontade levanta a história em sites espalhados pelo mundo inteiro. Difícil mesmo é contar a história de um país sem memória como é o Brasil, em que muitos fabricantes de automóveis não se preocuparam em preservar nada, por isso surpresa mesmo foi ver que a indicação de quem avalia os Ford nacionais serviu para garantir um prêmio entre os destaques nacionais do encontro.

Os Ferrari Barchetta são raríssimos em todo o mundo
O La Salle, conhecido como baby Cadillac
Carro como o Lamborghini 400GT levar prêmio em eventos é quase uma unanimidade

O troféu em si só serve para acumular pó na estante e tomar espaço em casa, o que vale mesmo é poder propagar a história de automóveis que têm em sua bagagem um capítulo de uma época de nosso país e que aos poucos começa a ganhar reconhecimento e ajuda os antigomobilistas a cumprir sua função social, a de ensinar como a sociedade reflete nos meios de transporte.

PT

40 comentários :

  1. Lamborghini Urraco, não. Esse da foto é um 400 GT.

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  2. Pequena correção necessária, mesmo que assunto fora do objetivo do texto.

    http://en.wikipedia.org/wiki/Lamborghini_Urraco
    http://en.wikipedia.org/wiki/Lamborghini_400GT

    Entusiasta é assim, ainda mais em se tratando de Lamborghini.

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  3. Pessoal,
    Perdoem-me a falha na legenda da foto, vou corrigir ainda hoje.
    Obrigado ao Paulus que me alertou do equívoco.

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  4. Portuga, sobre essa station derivada do Monza: no blog "Registros Automotivos do Cotidiano" (www.essevaleumafoto.com), em uma postagem do dia 25/04/2013, há fotos de uma em aparente muitíssimo bom estado, flagrada no trânsito de João Pessoa-PB. É bom saber que ao menos uma ainda está por aí em plena forma.
    Abraço.

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    1. Mr.Car,há também uma em Quatro Barras no PR,1984 se não me falha a memória,em bom estado e logo passará por restauração.

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    2. Diogo Pimentel29/05/14 15:31

      Aqui o link direto: http://www.essevaleumafoto.com/2013/04/monza-envemo-perua-1985.html

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    3. Essa de João Pessoa talvez seja a que eu vi de perto, e conversei com o dono, uns 5 anos atrás numa oficina especializada em carburadores. Lembro de achar bem feita a transformação, faltando apenas lanternas diferenciadas para ficar perfeito. Nem todas as conversões de sedã para perua ficavam boas, mas essa ficou.

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    4. Particularmente sempre achei a "perua Monza" muito curiosa, ainda mais quando feita em cima do Monza duas portas, em contrapartida ficava mais bonita (ou harmoniosa) na opção quatro portas.

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  5. Só uma pequena correção. A última foto é de um Lamborghini 350GT, o primeiro carro de produção da Lamborghini, produzido entre 64 e 66. O Urraco foi produzido entre 73 e 79, e projetado por Bertone, enquanto o 350GT fora desenhado pela Carrozzeria Touring.

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    1. Carlos Miguez29/05/14 17:52

      Permita-me uma correção: 350 GT e 400 GT são extremamente parecidos. O que os diferencia com facilidade são os fárois: retangulares no 350 GT e redondos duplos no 400 GT. Portanto a foto acima é de um 400 GT.

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  6. Portuga mais difícil do que contar a história de um país sem memória, é você viver neste país tendo vontade de fazer parte do time que preserva uma parte deste acervo e não ter condições para tal.
    Enquanto nos EUA existem empresas especializadas em fazer chassis de carros antigos a preços acessíveis - até a Ford entrou neste mercado - aqui veículos antigos viraram peças de especulação para que espertalhões tirem vantagem. Ou alguém acha que é normal vender um Passat GTS 1984 a 110 mil? Ou ainda um Karmann Ghia a R$ 145 mil?
    Dizer que o brasileiro é apaixonado por carro é uma falácia. Apenas uma pequena parte da população é que realmente gosta de carros - talvez uns 10% das pessoas que aqui habitam (e olhe lá)...

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    1. Já tem gente pagando R$ 150 mil nos Passat GTS e praticamente R$ 200mil nos Karmman Ghia
      Os Mavericks GT quando equipados com o 302 V8 aja atingiram R$ 350 mil faz tempo!
      Brasileiro e rico e pode pagar...
      E a nova classe media do PT inflacionando o mercado de antigos.....

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    2. Lorenzo Frigerio29/05/14 20:13

      Não tem nada mais irritante que ser da época em que esses carros não valiam nada, e ver que as gerações "X" e "Y", que não viveram ou mal viveram a época, inventaram e dominaram esse negócio de "antigomobilismo", Pacaembu (posteriormente Sambódromo), Mercado Livre etc., tirando dessa área o dilletantismo e substituindo-o pelo comercialismo. São carros que não têm nada a ver com a época deles. Parece que falta diversão para as gerações mais novas. É incrível. Num dos posts do Portuga, apareceu uma foto dum Mustang bordô, com a pintura queimada porém com aparência digna e original... não dá mais para ter esses carros no Brasil, como se os vêem nos EUA; sempre aparece um moleque querendo comprar para reformar; quando consegue, abandona o serviço pela metade e tenta vender a carcaça por um preço extorsivo, ou a reforma termina e fica ridícula, com motor e cor desoriginal... aí tenta vender o resultado como "raridade" por um valor absurdo. E fica cinco anos tentando vender, até que não aguenta e passa adiante por menos da metade do que pedia. É a "economia de mercado da sarjeta".

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  7. "...Ouso completar isso com a vivência de que um carro é o reflexo de uma sociedade, então esse Del Rey é só um reflexo de um comportamento e uma necessidade de uma época. Isso envolve política, economia e costumes desse período..."

    Perfeito, é assim que vejo um automóvel antigo e até mesmo os atuais, vide os carros estadunidenses e o nacional Maverick pós crise do petróleo e "nossos" flexíveis em combustível e cheios de eletrônica (o "New" March acessa até o Facebook).


    Michael Schumacher

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  8. Portuga, meu compadre...
    Coisa de louco de linda esse Lamborghini antigo....
    Jorjão

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    1. Lindo sou eu, essa Lamborghini ai é um espetáculo.. hehe

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    2. Lorenzo Frigerio29/05/14 20:19

      Estive em Lindóia há alguns anos, o carro mais incrível, na minha humilde opinião, era um Lamborghini Countach. Ao vivo, o carro é muito mais impressionante que em fotos, você não dizia que o carro era 1975.

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    3. Sobre a beleza do Lamborghini concordo, realmente maravilhoso.

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    4. Eu ainda me lembro do impacto absurdo que foi ver um Countach ao vivo... Como aquilo parece muito largo e baixo, e, porque não dizer, totalmente inadequado para andar nas ruas de Nagoya.
      Lembro-me perfeitamente daquela "coisa" maravilhosa deslizando pela rua, tocando "Cotton eye joe - Rednex", dando umas aceleradas no 12cilindros, fazendo uma esquina apertado e.... catando guia... O cara nem parou nem nada, parece não ter ligado...
      Mas foi uma coisa marcante para mim, com certeza....
      RHS

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  9. É comum, em encontros de carros antigos, proprietários que se irritam com perguntas de visitantes. Este tópico é um belo tapa de luva nos mesmos.

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    1. Há perguntas e perguntas....
      As vezes devem se bancar de tanto escutar abobrinhas" e se enfezam com abelhudos e "entroes"
      Por outro lado se nao querem aborrecimento que nao exponham suas raridades ao publico
      Mas geralmente o antigomobilista autentico costuma ser muito bem educado com os visitantes

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    2. Acredito que é necessário exercitar a paciência em alguns - raros - momentos e aproveitar o questionamento para esclarecer e fazer amigos.

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  10. Acreditem, mas o carro mais raro (até certo ponto) que vi foi um Escort Ghia todo original que nem estava na exposição na hora que vi, mas numa rua próxima. Ferraris, Cadillacs e outras barcas americanas são raros, mas são veículos que vieram pras mãos de abastados já dispostos a cuidar e usá-los como exposição depois. Mas ver um nacional produzido em larga escala e que nem era um modelo executivo de luxo, é coisa pra enxer os olhos.

    Em tempo: o povo das capitar precisa conhecer melhor o mundo que o cerca. Achei estranho o autor mencionar "Nos encontramos em São José dos Campos (cidade do interior paulista localizada no Vale do Paraíba)". Uma linha inteira pra explicar uma cidade de 700 mil hab., distante apenas 97 km de SP? Posso parecer chato, mas para mim, soa com um ar de desdém.

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    1. Jopamcedo,
      Sua colocação faz sentido a nós Paulistas, mas para leitores de outros estados é bem provável que nunca tenham ouvido falar de São José dos Campos, ou ainda que façam confusão com outras cidades com nome de santo e algum complemento.
      A ideia era democratizar a localização a todos os leitores, conheçam ou não a região - aliás, gosto muito de São José dos Campos.

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  11. O cidadão tem um Corcel II GT... já ganhou meu respeito.

    Quando ganhei de aniversário um Aquamóvel da Estrela (que tinha como base o Corcel II) minha primeira providência foi pintar o teto e o capô de preto pra ficar igual a um GT que eu via todo dia voltando da escola... peguei tinha guache, sujei o carpete todo mas o carro ficou uma beleza, heheheheheh.

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    1. Leonardo Brito,
      Eu também tive um Aquamóvel da Estrela, o meu era o Corcel II da Polícia Rodoviária.

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    2. Leonardo Brito29/05/14 15:52 Também tive um Aquamovel de segunda mão he he .

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  12. Sentando a lenha no corcel e no del rey que beleza!! 120 e mantendo o ritimo

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    1. Eu acho rápido demais para um antigo!
      Mas cada um , cada um ....

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    2. Leister,
      Não diria sentar a lenha, até porque o intuito não era competir e sim viajar sem quebras,

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    3. Portuga,
      esse DR esta com pneus 185, pelo que parece nas fotos. Acho que o 195 perfil baixo aro 14 do Ghia ficaria muito mais belo, não?!
      Perderia a originalidade?

      abcs

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    4. Thiago,
      substituir as rodas tiraria a originalidade, mas nem acredito que fosse esse o maior problema, assim como, pelo uso a diferença nas leituras do painel também não seriam de grande expressão (diferente de um carro de uso diário).
      Penso que o maior "prejuízo" seria ficar com um carro de 84 e rodas que só saíram a partir de 89, acredito que para contar uma história fica mais bacana mostrar o veículo o mais próximo possível do que era, apesar de gostar muito das rodas aro 14 que saíram nos Del Rey.

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  13. Portuga, permita - me fazer um comentário sobre o que foi abordado acima com relação à alguns colecionadores:
    Estive no evento de Campos do Jordão no Sábado, e tive a felicidade de poder reencontrar o ex Dodge 1800 do meu sogro que encontrava - se exposto junto dos outros Dodge.
    Prontamente reconheci o carro e liguei para meu sogro, este ficou feliz e me disse para eu encontrar o proprietário que ele queria presentea-lo com o rádio e macaco originais do carro.
    Educadamente me aproximei de um grupo de proprietários e perguntei se alguém sabia de quem era o carro. ..
    Um senhor alto e gordo simplesmente me Ignorou como se eu não estivesse ali, me deu as costas e saiu andando.
    Fui na lua e voltei, saí andando e fiz o comentário: eu tenho algumas informações importantes à respeito daquele carro mas deixa pra lá.
    Dois rapazes mais novos viram a cena, se aproximaram e quiseram saber o que estava acontecendo. Expliquei, pegaram meu nome e telefone e passaram ao atual dono; este me ligou no fim da tarde, conversamos muito à respeito do carro pois eu conheço o histórico do mesmo desde 0km e o cara ficou muito feliz pelo presente que eu pude lhe proporcionar.
    Só insisti em falar com ele pois sei o quanto seria importante aquilo para o dono.
    Desculpe pelo desabafo, mas aquela ignorada saiu barato.
    Abraços

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    1. Gonzalez,
      Cara, que história legal. conheço o dono do Doginho amarelo que estava exposto, o João Fusco, muito legal saber que agora o atual dono está em contato com o primeiro proprietário, isso é muito bacana.

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  14. Eu quando estiver tranquilo, depois que terminar a construção, gostaria de adquirir um automóvel antigo ou raro. Só que achar um original é difícil. Não quero saber modificações caseiras bizarras, malfeitas ou no estilo "xunning". Não digo na parte mecânica, pois até gosto de uma upgrade tecnológica - se bem que muitos consideram que isso desvirtue a proposta - mas a carroceria e estofamento, faço questão que sejam originais. Os preços estão proibitivos. Sou apaixonado pelos primeiros Karmam-Guia e pelo Willis Interlagos, mas os preços destes, em bom estado, beira a insanidade. Dá para comprar um sedan de luxo zerinho. Gosto de foras de série: Pumas, seja o Puminha 1600, seja o GTB, Santa Matilde, Miúras (O Autoentusiastas bem que podia fazer uma matéria sobre ous Miúras, são carros fascinantes!) Mas talvez eu entre no antigomobismo com um representante da década de 1990. Se eu encontrar um Chevrolet Calibra ou Fiat Coupe em bom estado, não penso duas vezes. Não são exatamente antigos, mas são raros. Levará um tempo para ganhar a placa preta, mas ambos são carros especiais, que não existe mais similares no Brasil (Talvez apenas o Peugeot RCZ). Ambos tem uma história que eu faço questão de preservar, pois são verdadeiros ícones de uma das melhores décadas da história dos automóveis no Brasil... e de quebra, seria a realização de antigo sonho de adolescente.

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    1. Tenho um Escort XR3 89 e gostaria de pegar outro carro mais antigo, como um Landau ou um Maverick. Mas como você disse, os preços estão proibitivos. Até pensei em me desfazer do Escort pra realizar essa vontade, mas devido à falta de noção do mercado do antigomobilismo, resolvi ficar com ele mesmo. Esteticamente ele está, quase que impecavelmente original. Mecanicamente, farei algumas melhorias na suspensão, freios melhores e injeção eletrônica.

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  15. Sr Tavares, pode contar outra historia semelhante ao do carro que teve varios donos e ao final de sua vida foi recompensado? Confesso que chorei na metade da leitura. Agradeço tambem postar sua foto para conhecer nossos herois da caneta.

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  16. É o João Fusco mesmo. ..nos add no Facebook.
    Coloquei ele e meu sogro em contato.
    O primeiro dono daquele carro era o Sr. Cláudio que já faleceu. Meu sogro, Sr. Erivelto era vizinho dele e o comprou com cerca de 70000km originais... deu uma boa revisada nele em nosso amigo e mecânico, Sr. Edison e ficou com o carro uns 6 anos.
    Vendeu para um tal de Maurício que vendeu para um tal de Daniel e agora está com o João.
    O carrinho foi premiado no evento, você viu?
    Abraços

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  17. Poxa, sinceramente ainda não consegui entender por que o Dr. Souza Ramos se desfez desse automóvel que leva o seu nome e que conta a história da sua marca. Certamente o valor de venda não foi nada significativo. Se fosse eu, gostaria de montar um acervo com os diversos veículos transformados pela SR.

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    1. Pois é, também não consigo entender e penso exatamente como você.

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