DEL REY EXECUTIVO, UMA HISTÓRIA QUASE ESQUECIDA - PARTE 2


Fotos: Lucas Facchini Vane, Bob Sharp, Paul W. Gregson, Portuga Tavares e arquivo pessoal.

Na segunda parte desta história, como o carro recebeu a certificação de originalidade


No primeiro capítulo dessa epopéia que aconteceu entre "cair no colo" um carro histórico e o início do resgate dos dias de glória deste veículo me senti responsável por duas coisas. A primeira, conferir ao automóvel o Certificado de Originalidade pelas vias legais e aceitáveis perante a FBVA (Federação Brasileira de Veículos Antigos) e também conseguir o reconhecimento que o carro merece na maior festa do antigomobilismo nacional, o EPAA. (Encontro Paulista de Automóveis Antigos).

Detalhes curiosos com a marca SR que são do carro foram registrados para o 
processo: a capa, plaqueta de identificação e o vidro feito por encomenda na Fanavid


Certificado de Originalidade é o documento emitido e que permite modificar o campo "espécie" do documento de "passeio" para "coleção", mas a identificação é facilmente vista por qualquer um verificando a existência das placas de fundo preto e letras e números em cinza. Como diretor técnico de um clube federado, minha primeira missão foi telefonar ao presidente da instituição e avisar que estava enviando um processo de um veículo com modificação de carroceria (item excludente de avaliação), porém, um automóvel com valor histórico próprio, ou seja, que merece ser certificado por não ser uma modificação recente, mas sim enquanto o automóvel era estava em produção e para atender uma demanda de mercado da época.

O carro com um pouco de trabalho na estética ficou com outra aparência; o motor e o câmbio
 precisaram ser refeitos; e a manutenção deixava a desejar e prejudicava o desempenho do automóvel

Tenho o conhecimento de, pelo menos, outros três veículos de "origem SR" que tiveram sucesso na Certificação de Originalidade, tratei de anexar isso ao processo, além de matérias da época sobre o automóvel em questão. O interessante era saber que entre estes automóveis estava uma perua Volvo de 1957, o carro que chegava em nosso país na forma de "torpedo", ou seja, da Suécia vinha o chassi/plataforma, conjunto mecânico e a parte frontal da carroceria, sob a denominação PV445, uma "evolução natural" do sedã PV444. Cabia à empresa Cabrasa, no Rio de Janeiro, "encarroçar" o veículo, que ganhou uma configuração station wagon. Um dos diretores da empresa era o pai do Eduardo Souza Ramos. A perua seria — provavelmente — um dos geradores do DNA da família em criar novas carrocerias em veículos e conferir personalidade própria.

No autódromo Velo Città, a unidade construída pelo pai de Eduardo Souza Ramos, de 1957.
Uma foto dos anos 1960, com uma "perua" similar", registros da tradição familiar em transformar automóveis

O último workshop realizado pela instituição gerou uma carta com definições, que foi redigida na capital paulista e ficou conhecida como "Carta de São Paulo", e lá foram instituídas as regras que a Federação adotaria, bem como seus clubes filiados. Nela Paul William Gregson, grande conhecedor e colecionador de Mavericks, defendeu a importância de transformações, por exemplo, a Maverick station wagon — feita pela SR Veículos Especiais — como automóvel de valor histórico próprio.

Maverick SW, construída com base em Maverick sedã pela SR. Esta unidade é do maior
 conhecedor de Mavericks do Brasil, o colecionador e amigo Paul W. Gregson, autor da foto


Essa foi uma conquista não só para este carro, mas também todos aqueles que tiveram, ainda novos, seu "corpo modificado" para atender uma demanda de mercado, algo que era uma realidade bastante comum até o início dos anos 1990, época em que os automóveis disponíveis nem sempre eram feitos de maneira suficiente para atender o status ou a necessidade de algum dono de carro mais exigente. Nos anos 1980, por exemplo, o símbolo de "quem chegou lá" eram as picapes cabine-dupla e diversas "encarroçadoras" surgiram. Na mesma onda estavam alguns conversíveis e quase todas as limusines.

Exemplos de automóveis transformados pela Sulam em 1984

Poucos sabem, mas as Placas Pretas ou, se preferir, o Certificado de Originalidade, pode sim ser emitido para automóveis que fujam do padrão "original de fábrica", desde que o veículo seja comprovadamente — por documentos — feito em sua época para atender a uma demanda. Por isso, sua certificação é defendida sob o aspecto de "valor histórico próprio". A regra é clara: "Veículos com mais de 30 anos, que conservem às características originais de fábrica, e valor histórico próprio", sendo os dizeres "... que conservem às características originais de fábrica..." entre vírgulas, daí o automóvel dever ter pelo menos uma ou outra função.

O Brasinca 4200GT/Uirapuru teve 73 unidades produzidas, das quais apenas duas foram conversíveis; a unidade da foto é uma recriação de um dos conversíveis, uma maneira de preservar o automóvel e ainda contar uma história: outro exemplo de "valor histórico próprio"

No time do AUTOentusiastas está Roberto Nasser, um dos pais da portaria que criou a Placa Preta e tanto lutou pela regularização e permissão de que os automóveis antigos conseguissem rodar com dignidade e dentro da lei. Além de brilhante jornalista ele é advogado — e dos bons — portanto estou longe de ser o mais indicado deste time para aprofundar o assunto. Voltemos então à parte deste capítulo que realmente nos interessa: o Del Rey Executivo

Detalhe da janela corrediça da divisória e o alojamento para o televisor, intacto como sempre esteve.
Detalhe do barzinho que é refrigerado colocando gelo num alojamento próximo ao túnel do carro


Feito o processo, enviado à FBVA e recebido o C.O. (Certificado de Originalidade), coube ao novo dono do belíssimo exemplar emplacá-lo no órgão de trânsito de sua cidade. Sua paciência foi testada, porque além de ele ter de ir atrás da devida lacração, tinha de me agüentar ligando para seu telefone sempre com o mesmo discurso, "vamos lá, quero ver ele no evento". Seria necessário percorrer 400 quilômetros da garagem onde o carro fica guardado até Campos do Jordão, que este ano foi o palco da XIX Encontro Paulista de Automóveis Antigos, que depois de 17 edições em Águas de Lindóia mudou de cidade, mantendo o espírito serrano, ainda na divisa de Minas Gerais, porém em novo território agora.

Folder do XIX Encontro Paulista de Automóveis Antigos, este ano realizado em Campos de Jordão, SP

E neste novo território, no meio do outono deste ano, o Del Rey Executivo foi estrear sua aparição em encontros de automóveis antigos, mas isso fica para a nossa próxima postagem, a terceira e última parte desse capítulo recente, mas quase esquecido, da nossa história da indústria automobilística nacional.

Enfim, com placas pretas, o carro segue com seu primeiro evento, o XIX Encontro Paulista de Automóveis Antigos

PT

34 comentários :

  1. Ainda falando em modificações, alguém se lembra de uma das minhas favoritas, uma F-1000 transformada em uma luxuosa van, chamada "Poá Caravelle"?

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    1. Mr. Car, dessa Van não me recordo.
      Tem algum material dela para enviar?
      Meu e-mail: portugatavares@gmail.com

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    2. Mr. Car, dessa eu me lembro.

      Tenho uma foto dela em um caderno de infância de recortes de carros de jornais e revistas.


      Michael Schumacher

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    3. Portuga, infelizmente não tenho, mas você pode ver uma foto dela no acervo digital da Quatro-Rodas edição 296 (Março de 1985), página 81. Era feita pela Sulamericana Carrocerias LTDA e ao que parece, vendida pela Caltabiano Veículos S.A.
      Abraço.

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    4. Mr. Car
      Estudarei sobre o veículo, obrigado pela dica.

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    5. Lembro-me de um teste feito pela revista 4x4 & Cia com uma Poá Caravelle que utilizava a mecânica de um Landau, motor V8 e Câmbio automático na coluna de direção. Era extremamente luxuosa, com três fileiras de banco, tendo na última, um interessante banco cama. Onde deveria estar a alavanca original da f1000, tinha uma geladeira e os bancos dianteiros e centrais giravam, formando uma verdadeira sala de estar. Ela possuía dois arcondicionados, um dianteiro e um traseiro. Muito luxo e sofisticação para a época! Existia também uma versão cabine dupla chamada GB Fly. Não tenho certeza, mas soube que fizeram uma versão cabine simples também.

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  2. Concordo com sua colocação, embora modificados tem o seu valor historico e a placa preta é merecida.

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    1. Fernando,
      Acho que uma coisa é uma modificação atual, ou descaracterização, outra é aquela modificação que foi feita para atender um mercado, daí minha defesa.

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    2. Nada mais justo. Concordo plenamente com isso. Aliás espero ver os produtos Dacon sobreviventes todos preservados.

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    3. Apesar do "valor histórico próprio", não concordo com essa de carro transformado em sua época merecer PP. O bom advogado, não é aquele, que usa uma vírgula gramatical, para mudar o resultado de entendimento de uma frase. Isso é usar brechas da lei. Dai tantos crimes impunes no país.
      Fico imaginando, daqui 25, 30 anos, os carros de manos com placa preta. Aqueles Gol bolinha com grade nas lanternas traseiras, saias TG-Poli e Neon roxo por baixo. Sem contar os Vectra, Astra e Palios com aerofólio no teto. Todas essas, foram e são, modificações feitas nos tempos em que os carros eram novos, ou seja, no futuro, serão modificações "de época". Ainda mais para as pessoas, que tiveram esses carros assim modificados e porventura ainda gostem.
      Sou Advogado e faço parte do Fusca Clube entre outros, cito este, por ser de carro antigo. E em "clube sério", esse tipo de modificações (não me referindo à essa SR, ou Dacon, Sulan etc) não são aceitas para a placa preta. Inclusive, esse assunto é de longe o que mais causa discussão e desavenças por parte de interessados na placa preta. Infelizmente, existem clubes, certificando até carros com pintura metálica da década de 60.
      Não é minha intenção, entrar em qualquer mérito por mim citado ou no texto, apenas fico apreensivo, quanto ao futuro dos carros hoje xuning de mal gosto. Lembro-me muito bem, do meu pai e tios o que eles achavam (de negativo) antigamente desses carros modificados, inclusive dos VW Dacon que eu particularmente os acho bacana (mas não para PP).

      Existe um projeto de lei, que cria (volta a criar) a placa amerela. Justamente, para veículos com 30 anos ou mais, que estejam em perfeitas condições de rodagem, porém não necessariamente, mantém os 80% de originalidade de fábrica. O que nesse caso, seria o ideal para praticamente a totalidade dos antigos dessa categoria modificados "de época".

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    4. Anônimo,

      quando você cita "carro de mano" certamente não está falando de um carro onde seu primeiro dono tirou da concessionária e que pela primeira vez rodou no transito com os itens que comentou? (neom, volante X, farol Y, saia lateral Z...) Então isso não é um modificado de época porque não foi feito na mesma época do carro 0km, assim como não foi feito para atender uma necessidade específica de um mercado.

      Ainda assim, se carros modificados especiais não fossem considerados como ORIGINAIS então simplesmente não existiria o principal concurso de elegância do mundo, Pebble Beach, onde somente carros especiais e que não estiveram em linha de produção comum aos reles mortais são premiados como The Best of Show, sempre sai de lá um "Alfa especialmente desenhado para o Prínicipe de Mônaco", ou um "Rolls com uma carroceria única, feita à mão para o Czar da Rússia..", com certeza esses carros não estavam numa linha de produção, concorda comigo?

      Notou que existe uma diferença entre um carro 0km ter atendido uma necessidade e - por isso - ser modificado e que isso é bem diferente de "tunar" um automóvel?

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    5. Anônimo21/05/14 21:09
      A turma do frisinho acha que só os carros deles merecem reconhecimento. Placa amarela já!

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    6. Como eu disse, o assunto é bastante controverso. E a ideia não é discutir isso aqui, nem poderia. Apenas comentei um ponto de vista de alguém dentro do assunto, porém não sou especialista, mas defendo o assunto.

      Sim, turma do frisinho e também dos parafusos com logo do fabricante. São esse detalhes, que fazem a diferença entre um carro antigo e um antigo placa preta.

      Fico imaginando, por exemplo, o insul-film como sendo algo "de época" daqui 20 anos. Sistemas que economizam combustível, lanternas de led, adesivo imitando fibra de carbono e demais "acessórios" que muitos instalam ainda em css.

      Voltando ao principal, aguardo ansioso a próxima parte.

      Sim, a placa amarela será muito útil e bem vinda. Eu mesmo, pretendo tirar a placa preta de um carro que não condiz de fato com ela para voltar a nova placa amarela. Não jogando indireta ao Portuga nem ao 22/05/14 15:12, mas muita gente não sabe o real valor de uma placa preta em um automóvel.

      P500<<

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  3. E ainda tem a terceira parte...

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  4. Portuga, publica os dados técnicos do carro, eu já ia questionar isso no post anterior, mas achei que viria no segundo, mas...

    Todo esse peso extra no Del Rey, que já não era de desempenho exemplar, e o velho CHT original puxando a boiada?

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    1. Silvio,
      a terceira parte da matéria é exatamente sobre a dirigibilidade e mecânica. Adianto que é um CHT álcool com câmbio de cinco marchas.

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  5. Com todo respeito à história do veículo, mas a dirigibilidade, não deve ser das melhores. Se bem que dirigibilidade não era o foco desse carro, assim co das picapes de quem "chegava lá" ´na época.

    Aguardando o próximo post.

    Michael Schumacher

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    1. "Michael Schumacher",

      Dirigibilidade é algo relativo, se a pessoa espera de um automóvel uma crescida repentina de giro, uma velocidade de cruzeiro altíssima e entradas em curva acelerando sem limites, realmente uma limousine, seja lá, qual era for não é o carro mais indicado.

      Se for pensar em termos de comparação com um Corcel II, um Del Rey ou outro carro semelhante - lembrando que estamos falando de um nacional de 1984 - te garanto que a dirigibilidade é satisfatória.

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    2. Meu pai possuía uma f1000 cabine dupla em 87. Posso lhe garantir que a dirigibilidade dela era melhor do que a da F1000 cabine simples. A junção da "boléia" com a caçamba, deixava a F1000 cabine dupla com uma carroceria mais rígida e o peso a mais deixava a suspensão traseira mais macia.

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  6. Falando de placa preta, sugiro a leitura deste post do blog Home-Page do Passat:
    http://blog.hpdopassat.com.br/2014/05/placa-treta-a-arte-de-vender-gato-por-lebre/

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    1. Carros do Portuga,

      Concordo com a matéria do link e acho ótima essa sugestão no final da postagem, para que as pessoas consultem a placa e saber a origem do certificado, quando emitido pela entidade.

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  7. Marcus Lahoz21/05/14 17:11

    Nesta questão da placa preta, então um veículo que foi alterado para obter maior desempenho também sem enquadra? Veja que neste caso o veículo atende uma uma pequena parcela, da mesma forma que o Del Rey.

    Isso pode abrir uma série de placas pretas não originais, pois qualquer opala (apenas exemplo, mas pode pensar em um vw sedan) que esteja original de lataria, mas com mecânica adaptada (veja estou falando de adaptação da época) pode receber a placa preta.

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    1. Marcus,
      Dependendo do que for a modificação mecânica ele pode sim, ter placa preta. A tal "carta São Paulo" que cito permite que um Opala 4cil e/ou 6cil tenham seus motores trocados, desde que por motores disponíveis no mesmo ano/modelo do automóvel a ser avaliado.
      São 31 pontos de avaliação para motores, todos os periféricos devem atender concordância com o motor instalado e o carro começa a avaliação com 10 pontos a menos, referentes à bloco, cabeçotes e coletores.
      Essa regra foi criada pelo Opala Clube de São Paulo e acatada pela comissão, pois era uma prática comum - na época do carro 0km - a troca de motores, tenho uma nota fiscal digitalizada de um Opala 0km com essa descrição de troca de motor, tudo feito na concessionária.
      O Fusca Clube do Brasil, na mesma carta permite a troca de motor 1200 por 1300, isso por preservação do automóvel, visto que em 1967 muitos fuscas mais antigos sofreram a modificação, ação publicitária incentivada pela própria Volkswagen do Brasil S/A, onde você levava seu velho 1200 6v na concessionária e a base de troca era vendido um 1300 - 0km - com sistema elétrico 6v ou 12v instalados no câmbio original do 1200, uma das maluquices de época.

      Vale lembrar que um Opala com motor V6 Vortec ou um Fusca com motor Subaru nunca foi algo de época e sim algo muito mais recente que o automóvel em questão, daí a impossibilidade de certificar com originalidade e valor histórico próprio.

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    2. Marcus Lahóz22/05/14 10:24

      Entendi. Então acessórios de época também são válidos, como rodas de liga leve e similares.

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    3. Marcus Lahóz,
      Nesse quesito - a minha opinião - é que as regras devem mudar, porque foi incluso que rodas não originais são itens excludentes, o que eu acho errado. Oras bolas, ninguém comprava um Maverick GT ou um Charger R/T e deixava as rodas originais de ferro, era quase - que - obrigatório ter alguma roda com desenho mais bonito e feita de materiais leves.
      Por isso defendo um novo workshop contemplando itens de época que infelizmente ainda não são aceitos, o que me faz parecer um incrível erro.

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  8. Muito bom ver o valor dos veículos com características de sua época recebendo aval para serem considerados assim originais se não de fábrica, mas sim de sua época.

    Confesso ser estranho ver algumas modificações de época, que algumas vezes eram de resultado estranho, mas acho que é justo este o intuito: se os via assim nas ruas quando foram fabricados(e alterados por empresas, e seguindo alguns padrões para algumas unidades), e assim continuam, para mim merecem mais que justamente.

    Parabéns a todos envolvidos!

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    1. FCM,

      Também acho alguns fora-de-série e modificações de época horríveis, outras simpáticas, algumas - poucas - legais. Mas é fato que todas, todas mesmo, são importantes para contar a história do automóvel no Brasil.

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  9. E ainda tem aquela antena aerodinâmica na traseira, como as limos ianques...

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    1. A antena de televisão não sei se ela é exatamente aerodinâmica, também não sei te dizer se é bonita ou feia, fato é que marcou época como item obrigatório em carros esticados norte-americanos.

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  10. É, vírgulas são mesmo um problema, principalmente para quem não sabe usá-las. Merecida placa preta!

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  11. Esse assunto placa preta é tão espinhoso quanto o sexo dos anjos... e sinceramente tenho minhas dúvidas se ela, 17 anos depois, realmente cumpriu o objetivo para o qual foi criada, qual seja, valorizar os clássicos em impecável estado de conservação.
    Virou, no meu entendimento, um eu tenho, você não tem do meio antigomobilsita.

    E essa inciativa da placa amarela, Portuga, você vê com bons olhos ou teme ser mais um motivo de polemica no meio?

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    1. Leonardo Brito,
      Eu não vejo a placa preta como algo "eu tenho você não tem", vejo como algo que aos olhos do leigo mostra que aquele é um automóvel que merece respeito e representa uma história.
      Também não sou ingênuo de pensar que a vaidade não exista, é claro que ela existe, tem gente que compra carro única e exclusivamente por vaidade, por sorte, quem entra no antigomobilismo por onda acaba vendo que essa não é sua praia e parte para outro modismo - é o que tenho notado, ao menos.
      Sobre a criação de placas para veículos modificados, eu vejo com bons olhos sim, acredito que a cultura Rodder e os seus Hot Rods, Street Rods, Custons Cars, Rats e demais veículos que fazem parte da história do automóvel e do ser humano que se usa dele deve ser mostrado de maneira que qualquer leigo no assunto consiga identificar que aquele veículo é um representante de uma cultura, daí minha defesa por placas diferenciadas para os automóveis, seja eles quais forem.

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  12. Muito interessante esse Del Rey limousine.

    Del Rey é um carro que acho bem legal, mas, não sei, acho que alongá-lo para transformá-lo em limousine algo meio forçado, já que tinha o Opala, que servia melhor tanto aos propósitos de ser mais luxuoso (mesmo quando original) quanto de virar limousine.

    Enfim, é um veículo histórico, que tem seu valor, e também se constituía como opção em um mercado tão fechado como era àquela época.

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  13. Acho válido dar certificado de origonalidade a veículos modificados com valor histórico. Seria legal ver mais viaturas da polícia, carros dos bombeiros, ambulâncias, e até mesmo táxis com placas pretas..

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