DEL REY EXECUTIVO, UMA HISTÓRIA QUASE ESQUECIDA – PARTE 1

Fotos: Lucas Facchini Vane, autor e arquivo pessoal
Executivo SR Del Rey, aposta da empresa no setor de automóveis de luxo diferenciados


Estava numa gravação no Velo Città, circuito no interior paulista que pertence ao empresário Eduardo Souza Ramos, quando o gerente da pista chegou em sua Mitsubishi L200 com um recado do patrão, ele disse: "Portuga, o Dr. Eduardo (Souza Ramos) pediu para te avisar que ele vai vender os carros que você gosta, o Landau e o Del Rey."

Autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu,, interior de São Paulo, um circuito bonito e muito bem planejado; na seta, a sensacional curva Saca-Rolha, reprodução da curva homônima no autódromo de Laguna Seca, nos EUA (foto Divulgação)

Foto de 1991, retirada de uma revista sobre celebridades, noticiando o fato do Roberto Carlos usar um automóvel SR.

Não acreditava nisso! O Landau Limusine 1978 que o Souza Ramos transformou para a inauguração do Palace, que durante anos foi alugado para o Roberto Carlos, veículo que passou por um processo de reforma há oito anos, participou da mostra dos 50 anos de carreira do cantor que foi seu maior cliente e agora seria peça do museu particular do seu construtor, estaria à venda? Além disso, o Del Rey Executivo, uma limusine montada no Del Rey também, à venda? Não consegui encontrar respostas para isso, demorei alguns dias e não encontrei respostas, resolvi ir ver logo os veículos.

Landau Limusine SR, veículo transformado por Souza Ramos e que serviu durante anos ao cantor Roberto Carlos

Estas fotos foram feitas durante a exposição dos 50 anos da carreira 
do cantor, na Oca Cultural do Parque do Ibirapuera, em São Paulo

O Landau já havia sido vendido para um colecionador de Taubaté (SP), não consegui o contato, mas o Del Rey ainda estava lá. Tinha acabado de comprar um Galaxie LTD e não tinha o valor pedido — que não era muito —, resolvi então repassar a oportunidade a quem pudesse dar o valor que o veículo merecia, nesse momento entra meu amigo e irmão de ferrugem Lucas, um cara que gosta de automóvel nacional e história.

O veículo é 1978, mas possui itens que só saíram em 1981 e apliques típicos dos "SR", como as mascaras de faróis.

O interior  com veludo e no mesma padrão usado para as picapes cabine dupla da empresa

Aproveitamos para visitar o carro, aparentemente estava bom, mas precisava de alguns detalhes. /a falta de uso provocou zinabre que impedia o bom funcionamento dos vidros elétricos, o excesso de graxa e uso de guarnições paralelas não davam bom fechamento às portas, porém no visual o problema estava na combinação roda-calota, que deixava o carro horrível, ainda mais se comparado com o que originalmente ele deveria ter, rodas de liga leve do Del Rey.

Negócio fechado, era hora de um trato no veículo. Mexe daqui, mexe dali e descobre-se que seria necessário fazer retífica completa do motor, abertura e revisão. Claro que as rodas que nunca deveriam ter deixado a "limusine" voltaram ao veículo.

O carro, de volta com as rodas de liga e lanternas originais, já
 ficou com outra cara, além de trazer o brilho de sua época de ouro

Alguns detalhes só notamos ao conhecer um automóvel, por exemplo, o carro foi alongado em cerca de 40 cm. Por motivos óbvios, escolheram a versão sedã, entre as portas dianteiras e traseiras nota-se um detalhe que não é percebido nos outros automóveis similares da marca: esta unidade tem divisória entre o motorista e os passageiros do banco traseiro, por isso, a coluna central (B) não apresenta vidros e sim uma cobertura frisada de em plástico reforçado com fibra de vidro.

A maioria dos Del Rey Executivos da SR possuíam vidros fixos na coluna B, porém os que eram equipados com a divisória entre os bancos dianteiros e traseiro recebiam uma "cobertura sanfonada" em plástico reforçado com fibra de vidro

Ao ver o automóvel, notei que na divisória havia um pequeno barzinho, com lugar próprio para acomodar uma garrafa e duas taças, um compartimento abaixo para colocar gelo que resfriaria a bebida alojada logo acima. No topo do bar um quadrado deixava claro que ali deveria ter uma televisão portátil, teoria que não poderia ser desmentida ao avistar na tampa traseira a antena de televisão, tão comum nas limusines americanas. Porém, o lugar destinado à TV é pequeno demais, além disso, a fiação nunca foi passada, o que fez surgir o pensamento de que a idéia de ver transmissões das emissoras no carro nunca saiu do plano inicial.

A divisória entre a parte dianteira e traseira do habitáculo tem o 
barzinho refrigerado e o alojamento para TV,, esta nunca colocada na ativa

Mas o Del Rey não foi apenas alongado na coluna "B", ele também teve a porta traseira aumentada. Como a janela de acionamento elétrico foi mantida, o falso quebra-vento ficou muito maior que o original, para isso a SR Veículos Especiais encomendou ao fabricante de vidros Fanavid peças com grafismo próprio. O automóvel em questão tem diversos detalhes interessantes.

Além do "esticamento" na coluna B,, o carro também recebia um aumento nas portas 
traseiras; os falsos quebra-ventos eram feitos pela Fanavid sob encomenda para a SR

Os pára-choques originais foram substituídos por peças em plástico reforçado com fibra de vidro. Os frisos originais também deram lugar a peças de plástico que acompanham o desenho dos pára-choques formando o conjunto conhecido como "envolvente", que era moda nos anos 1980, próprio para agradar quem estava disposto a gastar muito com um automóvel e queria algo que parecesse importado, numa época em que só era possível ter um carro nacional.

Assim como acontece com as laterais e a dianteira, na traseira o pÁra-choque é de plástico e  fibra
 de vidro; a antena de TV é verdadeira, embora nunca tenha exercido a função para qual foi projetada

A dianteira também tinha o kit de modificação da SR, que incluía um novo conjunto ótico dianteiro e a grade do radiador com o emblema da empresa em alto-relevo. Os piscas foram passados para o pára-choque. Como a visualização era difícil, uma prática comum para os donos desses carros era posicionar a luz-piloto dos piscas viradas para frente. Originalmente eram colocadas no topo dos para-lamas dianteiros e informavam ao motorista que os piscas foram acionados, acendiam e apagavam na intensidade do pisca-pisca da luz de direção, nesse caso em vez de informar ao motorista eles mostram para quem está no sentido contrário.

A dianteira recebeu, além dos para-choques em plástico e fibra, a grade "SR", faróis 
retangulares e para melhor observação as luzes-espia dos piscas foram invertidas: em
 vez de alertar ao motorista agora serviam para avisar quem vinha no sentido oposto.

Por mais que desse vontade de dirigir esse carro, eu queria mesmo era aproveitar o veículo em movimento, mas no lugar mais nobre, o banco traseiro. Esse foi o momento em que notei que o carro tem encosto de cabeça para os ocupantes do banco de trás, mas não onde deveriam estar — na frente. O proprietário do automóvel, sempre muito observador, matou a charada: o encostos atrapalhavam a visibilidade, além disso, a intenção era dar conforto ao passageiro da ala nobre, tanto que os bancos são melhor estofados do que no carro original, deixando-os assim mais macios.

O banco traseiro foi melhor estofado e é mais macio que o original, ainda ganhou os 
encostos de cabeça que originalmente ficavam para o motorista e o passageiro da frente

Pronto, uma vez reconhecido o automóvel e alguns detalhes pitorescos, nossa meta agora era que o veículo fosse conhecido e reconhecido no universo antigomobilista e entre os que gostam de automóveis nacionais com detalhes curiosos, mas isso fica para a próxima postagem.
Logotipo da empresa de transformações Souza Ramos Veículos Especiais, sediada em Diadema, na grande São Paulo.

PT

75 comentários :

  1. E vem aí, a segunda e terceira parte dessa história!

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    1. Cadê, cadê?!

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    2. Previsão de data?? =P

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    3. Portuga: parabéns pelo texto e reportagem! Este carro, entretanto, nos faz recordar de alguns tristes fatos da época a saber; 1) Poderia figurar entre os carros mais feios do mundo na sua época, antes dela e até hoje. 2) Como "era" ( ainda mais) nojento o nosso mercado, sem nada além do que as 4 grandes forneciam. Para ter algo diferente ou " melhor" (?), somente fazendo estes Frankstein. 3) Da década completamente perdida.

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    4. Anônimo,
      Continuo a pensar que beleza é algo subjetivo, particularmente não acredito que esteja entre os mais belos automóveis, mas a história desse carro compensa.
      Concordo que com, apenas, quatro marcas o mercado era lerdo, atrasado e bastante ruim em termo de opções. Eu - garoto - lia matérias inteiras sobre a mudança da polaina do carro X, ou seja, passava um ano, dois, três e o carro era basicamente o mesmo.
      Eu diria que entre 1974 e 1991, nosso mercado ficou muito ruim, nada de importados chegando e apenas quatro opções de marcas, resultado: fabricantes estagnados.

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    5. Portuga Tavares,

      Post sensacional ! Abração do Meccia

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  2. Portuga, belo post. Gosto muito dessas curiosidades e veículos especiais.
    Uma dúvida: motor e câmbio foram mantidos originais?

    Frank Pontes de Oliveira

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    1. Frank,
      O câmbio é original de cinco marchas, o motor é original também, um CHT álcool. Na terceira parte pegamos estrada com o carro e falamos de desempenho.

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  3. Muito bom.
    Só conhecia as F1000 SR

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    1. Houveram algumas versões de Pick-Ups SR feitas com base na F1000. A mais famosa era a Deserter XR

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  4. Portuga, eu me lembro que ainda na década de 70, a Souza Ramos lançou um Corcel SR ou equivalente, com uma traseira caída ao estilo do Passat, mas com inclinação do vidro traseiro muito mais suave. O carro era feito em cima de uma Belina, com traseira mais longa, e tinha uma grade de 4 faróis retangulares (de Fiat 147) muito similar à essa do Del Rey Executivo. O carro ficou muito diferente do Corcel.
    Vi esse carro a primeira vez numa revista 4 Rodas, e depois umas 2 ou 3 vezes na rua, mas isso já tem mais de 30 anos.

    Você sabe se ainda existe algum inteiro?

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    1. A foto do dito cujo: https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcT-TmWJN5s9RKXyhyOp2PEOyWgvpZ4cAKDmIPyTzOQnSxjXhOPnvw

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    2. http://spf.fotolog.com/photo/63/55/95/fordcorcel/1314586019890_f.jpg

      Unica imagem até hoje que encontrei deste Corcel SR.
      Revista Abril 1980,tem acervo digital?

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    3. Corrigindo Revista Veja,Abril de 1980

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    4. Julio Bomfim15/05/14 14:08

      Seria este Corcel Hatchback < http://www.pumaclassic.com.br/2012/07/fora-de-area-corcel-hatchback.html >, né André? Eu sempre tive curiosidade de saber se ainda existia algum desses andando por aí. Achava um carro com bom potencial para a época, assim como este Del Rey Executivo.

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    5. Era o Corcel Fast? Tinha uma traseira similar ao primeiro Monza 2 portas.

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    6. Olá André, tudo bom?
      Sei qual é esse carro que você se refere, o nome era Corcel Hatch. A dianteira era igual a dessa limousine da matéria. Nunca mais vi um carro desses, particularmente era um modelo que me agradava, tanto quanto o Escort JPS com faróis escamoteáveis.

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  5. Nunca gostei desses carros comuns de produção esticados para se tornarem limosines. Ficam estranhos, desproporcionais. Além do Landau e do Del-Rey, também me lembro de Monza e Passat assim configurados. O Monza não sei quem fazia, o Passat, salvo engano, era a Dacon. Da SR eu gostava das camionetes que ganhavam cabine dupla, porém sem esticar carroceria, apenas perdendo parte da capacidade da caçamba. De qualquer forma, não deixam de ser itens interessantes para um colecionador pela raridade, e no caso do Landau, tem também o fato de ter sido por bom tempo de uso de uma celebridade do tipo "celebridade mesmo", não qualquer mané que tem seus 15 minutos de fama por conta de um "BBB" da vida. Ainda sobre carros transformados: gosto demais da station Maverick, muito bacana, e da Caravan quatro portas, talvez a mais harmoniosa de todas as modificações, ficou perfeita. Já as stations derivadas do Passat e do Monza, achei bem estranhas.

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    1. As Caravan quatro portas eram feitas na Guaporé Veículos, concessionária do grupo Porto Seguro, daí o nome Caravan GPS (Guaporé Porto Seguro).

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    2. Caramba!!!
      Eu pensei que voce iria adorar essas duas verdadeiras raridades....
      Filhas únicas de mae solteira !

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    3. As peruas Maverick e Caravan GPS? Gosto sim, acho interessantes e com boas histórias.

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    4. Se não me falha a memória, o Monza "limo" era feito pelo Avallone

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    5. Me lembro do Aero-Willys limousine...poucos foram fabricados, não me lembro quantos.

      Quem sabe vou postar uma matéria a respeito

      Obrigado e abraço

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    6. Itamaraty Executivo, um dos automóveis que ouso sonhar em ter... mas todos já estão nas mãos de bons donos...

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  6. No aguardo da continuação. Carro muito interessante.

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    1. Na segunda parte falamos da certificação do carro, outros modelos SR, um pouco do histórico da empresa e a situação de mercado da época.

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  7. O motor é o original ou foi feita alguma modificação?

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    1. Clésio, o motor é CHT álcool e o câmbio é cinco marchas.

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  8. Carros idealizados para uma época que não haviam muitas opções de compra.
    Os fora-de-série eram nos anos 80 o que chamam atualmente de "veículo premium". E de certa forma, cumpriam seu papel de exclusividade.
    Em particular eu gostava mais das transformações das F-1000 e D-20 da época, mas este Del Rey não deixa de ser interessante.
    Portuga, alguma informação de quantas unidades foram comercializadas do Landau e do Del Rey? Outra curiosidade: com tantos anexos eletrônicos, que amperagem de bateria usavam à época?

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    1. Tanto o Landau quanto o Del Rey tiveram algumas unidades produzidas e comercializadas, bem como os outros modelos SR. Poderiam ser feitos em veículos 0km e também usados, conforme a necessidade e disponibilidade do proprietário do carro. Essa unidade do Del Rey Executivo não tinha nada elétrico e/ou eletrônico além do original, por isso toda a parte elétrica é original, apenas parte do chicote foi alongada.

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  9. A Souza Ramos sempre foi muito criativa, explorava todas as brechas de mercado.
    Memorável foi a caríssima perua Maverick, muito bonita.
    Pena que com a tecnologia (ou a falta dela) da época, ela enferrujava um bocado. Será que sobrou alguma inteira?

    Pena que a competitividade atual praticamente acabou com a criatividade das empresas.
    Um GM Futurliner, ou um Gilmore Tanker Truck, por exemplo, são iniciativas que dificilmente retornarão.
    Aliás, achei incrível a iniciativa da Jaguar de produzir os 6 exemplares "pendentes" do E-Type Lightweight!

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    1. BlueGopher,
      Tanto o Eduardo Souza Ramos, quanto outros colecionadores tem Mavericks SW, na segunda parte da matéria falamos dessa unidade e outras SW feitas pela família Souza Ramos.

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    2. BlueGopher, tenho conhecimento de ao menos uma em perfeitíssimo estado. Vá ao "Youtube", e coloque "Indiana Gomes desvenda uma Perua Maverick" na barra de procura.

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    3. Mr. Car, que bela dica! O carro está simplesmente sensacional, de fazer o queixo cair.

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    4. Eu nem imaginava que existiu essa perua...,
      Achei lindíssima também
      So mesmo pessoas como o Mr. Car ( e logicamente os editores do AE) para conhecer e dividir conosco o grande conhecimento desses carros incríveis!
      Muito obrigado senhores...

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    5. Bella macchina, Mr. Car, matei as saudades.
      Obrigado pela dica!

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    6. Esse programa do Flavio Gomes na ESPN era sensacional! Faz falta.

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  10. Existia alguma menos alongada que essa, modificada por uma outra empresa? Digo isso porque quando era criança, na década de 80, via sempre um Del Rey com um comprimento maior que o normal em um bairro de classe média alta aqui de Vitória. Lembro até hoje desse Del Rey e de uma Furglaine, quando a gente passava por lá depois da aula, na Kombi do tio João ...

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    1. Existiram algumas empresas que transformaram Del Rey em limousine, além da SR uma outra também usava o nome "Executivo" para esse tipo de automóvel.

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  11. E o motor desse Del Rey Executivo, era o mesmo CHT? Se for, só imagino o desempenho...

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    1. Na terceira parte da matéria falamos do desempenho e mecânica, motor CHT álcool e câmbio de cinco marchas.

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  12. Juba e Lula usaram uma SR cabine dupla numa das temporadas de "Armação Ilimitada."

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    1. No seriado nacional Armação Ilimitada a dupla de "dublês" Juba e Lula usavam uma C10 cabine dupla com kit envemo "El Camino", aliás uma curiosidade que que o garoto propaganda desse modelo de conversão era o Jô Soares e uma caminhonete dessas também foi usada numa capa de um dos discos do Sérgio Reis.

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  13. Esse acabamento dos bancos era muito semelhante ao do Granada Ghia! Aliás, acabamento para envergonhar muito carro de luxo atual...

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    1. Realmente Harerton,
      É uma espécie de veludo, muito legal e confortável.

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  14. Leo Cordeiro15/05/14 15:18

    Com todo o respeito aos amigos entusiastas,mas esse Del Rey é um verdadeiro Frankstein!Horrível a modificação e desproporcional de cabo a rabo... desculpem,mas é o que penso.

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    1. Leo Cordeiro,
      Sua opinião pode ser respeitada, o que não quer dizer que em algum momento esteja valendo mais o quesito "beleza subjetiva" do que o quesito história.
      O que é bonito para um é horrível para outro e vice e versa, portanto beleza é algo bastante questionável... O que faz um automóvel antigo é sua história.

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  15. Portuga

    Tu falou no texto que esse Del Rey foi alongado em dois lugares, na coluna B e na porta traseira, num total de aproximadamente 40 cm. Mas, olhando a primeira imagem, daquele material de propaganda, a impressão que tenho é que todos os 40 cm estão apenas na coluna B. A porta traseira e o vidrinho quebra-vento de mentira parecem ser como originais. Será que faziam diferente, de acordo com essas versões com ou sem parede divisória interna??

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    1. Anônimo,
      Realmente ao ver o carro temos exatamente essa impressão, de que o veículo foi alongado somente na Coluna B, mas isso é uma falsa impressão. As portas traseiras também foram alongadas, tanto que o falso quebra vento é maior que o original.
      Na segunda parte da matéria mostro o detalhe desse vidro com o grafismo SR Fanavid.

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    2. Portuga, sem querer criar discussão mas o anônimo acima fez uma observação de procede, pois reparando bem nos detalhes, na primeira foto, a do folder com fundo azul, de fato mostra um outro tipo de alongamento, onde fizeram uma dupla de colunas B (b1 e b2) separadas por um vidro mais largo, e mantendo as portas traseiras no tamanho normal.
      Já nesse exemplar preto da matéria, de fato a coluna B foi ´engrossada´ e as portas traseiras alongadas, mas então mantendo os vidros que descem originais, eles vieram pra frente até encostar na coluna B engrossada e de fato a diferença foi compensada com adoção de vidros fixos, os falsos quebra ventos, mais largos.
      Outro detalhe diferente entre a versão da publicidade e a desse modelo preto é justamente a localização dos apoios de cabeça, na versão do folder só estão na frente, enquanto como mencionado por ti mesmo na matéria, nesse exemplar preto existem só no banco traseiro.
      Bom, sempre acompanho as matérias aqui, pouco opino ou comento, mas vejo teu empenho em divulgar também boas histórias, então o intuito é só de elucidar pra enriquecer a continuação dessa história!
      Aguardando ansiosamente as próximas partes!
      Luiz Fernando

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    3. Opa Luís Fernando,
      Muito bem observado quanto aos encostos de cabeça, as diferenças de modelo também podem ser observadas nos piscas do para-choque dianteiro e os frisos.
      Havia diveraas opções de acabamento, por isso, entre uma publicidade e outea, entre matérias da epoca e divulgações dá para notar detalhes diferentes.
      Quanto o alongamento, enquanto o da foto não tem divisória entre os bancos dianteiros e o traseiro, por isso a adoção do vidro em vez da cobertura sanfonada.
      Ja a porta traseira, não parece, mas foi alongada também, dá para notar observando quando comparado com um original.

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  16. Portuga,

    Que história bacana! Aguardo pelas outras partes.

    Me diz uma coisa: no meio antigomobilista, os entusiastas aceitariam um veículo original de fábrica, impecável, porém com alterações mecânicas, como uma Caravan V8 ou Chevette V6? Você não parece ser um sujeito xiita nesse aspecto, estou certo?

    Abraço!

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    1. Nícolas,
      Eu não sou Xiita em nenhum aspecto, acho que cada automóvel tem sua história e é essa a principal bagagem que ele carrega.

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  17. Na avaliação da MOTOR 3 com o Opala e Del Rey esticados, ambos receberam muitos elogios pelo acabamento e pela confecção da estrutura central.

    Apenas o desempenho do Del Rey ficou comprometido, já que o Comodoro contava com o 250-S, e passava dos 177 km/h reais, claro, desempenho não é o compromisso principal dos carros, mas o Del Rey limousine ficou tão bom, que mereceria algo a mais.

    A lista de opcionais do Del Rey SR era mais completa, de interior a pintura especial.

    Desse carro do post, eu só retiraria a antena da tampa do porta-malas, falta escopo social, corpo, comprimento e status para ostentar o símbolo mais conhecido das verdadeiras limusines. Ficaria um carrinho ainda mais interessante.

    MFF

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    1. Anônimo,
      Também li e tenho cópia dessa matéria "comparativa". Acredito que a antena de Tv serviria para mostrar como seria um carro "completo de opcionais", não sei se essa era a função, mas acredito que seja plausível e isso explicaria o fato de ter o alojamento de televisão que nunca foi furado e nem teve fiação passada.

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  18. Legal a história, me fez lembrar os tempos em que só tínhamos essas adaptações como "top".
    Mas o que me chamou a atenção na história é que, sendo carro do "Dr. Eduardo", ele não estivesse impecável, com manutenção em dia, e ainda com as rodas "garfadas"....
    RHS

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    1. Anônimo,
      Também me espantei, o carro era do Eduardo Souza Ramos, inclusive em nome dele mesmo e não em uma de suas empresas. Acredito que o carro estivesse "encostado" e sem uso. A manutenção estava vistosa, mas não era das melhores, tanto que o atual proprietário fez motor por completo, câmbio também por completo, voltou o radiador original e muitos detalhes que estavam fora de como o veículo - em tese - deveria ser.

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  19. Realmente o SR teve e tem muita criatividade e esta antenado ao mercado entregando até hoje versões únicas, pena que a qualidade e o respeito ao cliente não sejam seu forte, que o digam os cliente Suzuki e Mitsubishi que precisam de uma garantia da fábrica.

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  20. Portuga
    A Souza Ramos fez em 84 o Escort JPS com uma frente especial e motor turbo
    Voce conhece esse carro?
    Ha algum ainda vivo?

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    1. Vai saber....

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    2. Também não sei o paradeiro desse carro, cheguei a ver um deles na rua - na epoca - depois nunca mais vi nenhum, eu era garoto e gostava muito do modelo.

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    3. Tem um sendo restaurado!

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    4. 911 Turbo,
      Essa informação muito me interessa... Poderia me passar o contato?
      portugatavares@gmail.com

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  21. Já conhecia, aqui na cidade onde moro existiu um exemplar dourado. Fico curioso em saber como é o "andar" de um veículo alongado. Se não me falha a memória, posteriormente a SR fez transformação semelhante no Opala.
    Só não entendi a parte da luz-piloto dos piscas.
    Quando eu tinha meus 11 ou 12 anos, meu tio teve um Del Rey dessa primeira "fornada" durante uns quantos anos, e segundo ele, aquela lanterninha sobre os para-lamas era uma espécie de delimitador do início, ou do fim, como queira, do capô, ou seja, uma espécie de balizador, e que se acenderia junto com as lanternas. Não tenho recordações dele ter me mostrado o efetivo funcionamento dessas luzes, mas o fato é que eu jamais vi um Del Rey com essa luz ativada, seja piscando ou permanentemente acesa.

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    1. O Del Rey, na versão Ouro, assim comp outors nacionais e importados que vieram antes tinham essas luzes acima do para-lamas dianteiro que piscavam junto dos piscas do carros, serviam de luz espia ao motorista.

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  22. Só consigo imaginar a exclusividade de um carro desses na sua época. Infelizmente não vivi pra ver isso, mas é de se imaginar a aura de "patrão" que envolvia essas modificações luxuosas. Interessantes tempos aqueles!

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    1. Nao importa nao ter vivido
      Mas o legal e poder conhecer a história desses carros por que gosta e entende demais como o pessoal do AE
      Nao ha do que se queixar
      Rigozija-te, meu caro David

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    2. Eu vivi a época, mas não tive dinheiro, meu pai só tinha Fusca e sempre muito usado, era o que podíamos ter...

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  23. Portuga, muito bacana esse Del Rey limo... em meados da década de 80 eu era criança e morava em São Paulo, e tinha um vizinho que possuia um Monza conversível azul marinho, muito bala mesmo. Além desse carro também via com frequencia os Monza com kit Envemo que remetia aos Pontiac da época, e os belíssimos Passat transformados em Audi Quattro com um kit da Sulam, se não me engano... aliás, toparia comprar um desses se encontrasse por aí

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    1. Anônimo,
      Embora eu goste de automóveis originais, gosto muito desses "modificados de época", ainda gostaria de ter algum modelo pitoresco, seja Passat Quattro, Monza Avallone, Uno Sultam, Chevette Cábrio, Mona 190E... enfim qualquer um deles me deixaria bem satisfeito!

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  24. Boas lembranças!
    Reza a lenda que aqui em minha cidade, um morador investiu suas economias em uma unidade já usada do Del Rey, com o propósito de transportar noivas. Poucos meses depois, como pode acontecer com qualquer veículo que está na rua, estando estacionado em uma avenida de grande velocidade, levou uma pancada na traseira, dobrando-se ao meio, frente e portamalas para baixo. Perda total! Na delegacia, pareceu-me que a emenda não aguentou o impacto, ao contrário do que poderia acontece com o original.
    mh

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  25. Anônimo
    Boa tarde.
    Achei muito interessante as histórias e os comentários sobre o DEL REY SR na parte 1. Você comentou a respeito do Landau Limousine do Roberto Carlos, você sabe de alguma historia ou se Roberto Carlos também teve um DEL REY EXECUTIVE da SR
    Um abraço.

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    1. Anônimo,
      sinceramente não faço ideia se ele usava Del Rey Executivo, desconfio que não, mas a resposta correta somente o próprio "Rei" poderia dar. Há tempos tento fazer matéria com sua coleção, mas não consigo chegar nele.

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  26. Anônimo
    Boa Tarde.
    Obrigado pela atenção. Fiz a pergunta acima por que tenho uma história do meu DEL REY EXECUTIVE. Comprei em 1999 aqui no Rio de Janeiro de uma empresa chamada JCF Representações, o o veículo estava na garagem do prédio onde Roberto Carlos mora, no bairro da Urca, no Rio. Segundo, o porteiro, me passou que o carro pertencia ao Roberto e o mesmo tinha autorizado a venda por estar precisando desocupar a vaga para dar o lugar a um outro veículo que era da ex. esposa que estaria vindo de São Paulo.Este veículo está com a documentação anterior de Santos (SP) e foi unicamente em nome da empresa citada. As fotos dele se encontram publicadas no site do Club do Carro Antigo (Ford Del Rey Executive Limousine)
    Mais uma vez um grande abraço e obrigado pela atenção.

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