DE CARRO POR AÍ


                                                         


Coluna 1914  7.mai.2014                          rnasser@autoentusiastas.com.br        

Uma nova idéia para os híbridos
A — sem trocadilho — corrente de soluções buscando somar motores a gasolina ou diesel com geradores elétricos para aumentar autonomia dos veículos, diminuindo seu consumo e emissões, é atualmente a de maior factibilidade. O funcionar de um motor a combustão interna tocando gerador elétrico, e este carregando baterias para alimentar motores elétricos em tração adicional, objetiva que a soma supere o rendimento energético de cada um. O automóvel com menor consumo à venda no Brasil é o Ford Fusion híbrido por este sistema.
O mundo da técnica sabe, o momento atual é mero estágio intermediário, quebra-galho momentâneo, de resultados pífios ante os que podem ser atingidos.
Há novidades. A Toyota tomou o caminho de racionalidade, juntou conceitos existentes, evoluiu-os no que chama Gerador Linear sem Pistões. Menor tamanho, peso e maior capacidade de geração vistos os sistemas atuais.
O motor linear não tem virabrequim ou bielas. Os pistões, com cabeça em forma de “W”, e com a câmara de combustão no centro, trabalham um contra o outro, e a expansão dos gases queimados na combustão opera como uma mola, forçando-os se distanciar. O ciclo é de dois tempos, significando admissão de ar externo por janela lateral, explosão em todos os ciclos de compressão, e vazão de gases através de janelas nos pistões. Emprega injeção direta do combustível e não tem sistema convencional de árvore de comando e válvulas. 
Os princípios da câmara comum para combustão, ou do ciclo 2-tempos, são antigos. A grande revolução está na maneira de funcionar e no processo de gerar energia. Não se trata de gerar movimento — pois não há um eixo rotativo para transmiti-lo —, mas na forma de produzir energia: as extremidades do citado W são um magneto em liga de neodymium-ferro-boro, e as paredes da câmara, revestidas por um fio em forma de mola. A passagem dos pistões/magneto por tais bobinas gera carga e alimenta uma bateria.
O protótipo não é potente. Faz 10 kW — quase 14 cv —, mas dois deles são capazes de mover com competência e autonomia algum Toyota, Yaris ou Corolla, permitindo fazer 110 km/h em estrada.
Ainda é protótipo, exibido no recente encontro mundial da SAE, a sociedade de engenheiros automobísticos. Mas é o caminho mais prático, simples, barato e factível dentre as variadas tecnologias híbridas recém apresentadas.

Desenho do motor


Fiat Chrysler e seu livro
Para sobreviver em mercado cujo crescimento se dá em praças novas, a Fiat Chrysler Automobiles apresentou seu projeto quinquenal. Sergio Marchionne, principal executivo, reuniu em Auburn Hills, beiradas de Detroit, EUA, e antigo feudo da agora italiana Chrysler, para contar como imagina o futuro.
Reunião longa, cansativa, importante a mercados influenciados pela companhia, 18 executivos de topo falando de marcas, e do operacional da FCA.
Discurso mudou. Marchionne, hábil artífice de marketing pessoal, avisou, abria a reunião como um fabricante global; e de não se tratar de novo degrau, mas do escrever um novo livro. Em pregação anterior, vaticinava, o futuro da indústria de automóveis estava na união de empresas para cobrir os maiores mercados, e na venda conjunta de 3 milhões de unidades. Agora, mudou. Fiat e Chrysler não são empresas unidas, como Renault e Nissan, ou como foi a operação entre Mercedes e a própria Chrysler, mas uma empresa só, e como tal atuará. Alterou, também, os objetivos. Em vez de aumentar produção e participação percentual nos mercados europeus, para as marcas de massa, como Fiat e Chrysler, quer crescimento e lucros, sobretudo lucros.
A FCA aposta na expansão de três marcas de seu portfólio: Maserati, Alfa Romeo e Jeep. Esta é vista como a mais icônica e mal aproveitada, daí objetivar quase triplicar vendas em 2018, de 732 mil marcados em 2013 para 1M 900 mil. O mercado chinês é a maior aposta, iniciando produzir em 2015 o pequeno Renegade — o mesmo a ser feito em Pernambuco no final do ano.
Não é apenas novo projeto mas, se tiver título, possivelmente será o Livro da Salvação. A hora de consolidar o atrevimento, como o foi assumir a Chrysler para ter presença nos EUA. Fará por simbiose de meios e processos, cruzamento e complementaridade de produtos, uso de motores, transmissões e plataformas.
Para os americanos, menos produtos Dodge e mais carros Chrysler. Jeep substituirá os atuais menores Compass e Patriot pelo Renegade, e os superiores serão mantidos com mudanças, incluindo o Wrangler, mítico, bisneto do Jeep, a mudar totalmente, incluindo motorização, provocada pelas crescentes obrigações legais sobre consumo e emissões, campo onde a Fiat lidera com seu cabeçote MultiAir.
O projeto Maserati se mantém, com o objetivo agora factível da venda de 50 mil unidades/ano, contra 6.000 de par de anos passados.
Alfa
Marca com as maiores alterações. Sai da Fiat Auto e terá personalidade jurídica própria – como a Ferrari. Isto significa orçamento e independência no corajoso projeto de ser para a Fiat o que a Audi é para a Volkswagen. Similaridade mecânica, mas exigências próprias como produto superior e melhor qualidade construtiva, desempenho, ser o melhor da classe. Na prática, e sem ironia que a colocação pode motivar, empregar métodos da Alemanha no fazer carro na Itália. Está na rota: o chefe da marca, Harald Wester, é alemão.
O endereço afoga as expectativas nacionais de ter Alfa dividindo plataformas com produtos Fiat, Jeep e Chrysler produzidos em Pernambuco.
Orçamento sensível, 5B de euros para mudar filosofia, processos, produtos, e vender 400 mil unidades em 2018 — ano passado, declinantes 74.000. Mira a imagem mundial da centenária marca: carros esportivos em todas as configurações, incluindo utilitário esportivo.
Produtos voltam ao passado na disposição mecânica, motor dianteiro e tração traseira, na plataforma à qual chamam Giorgio, a ser dividida com Chrysler e Dodge. Parece claro, os dois atuais produtos, MiTo e Giulietta, com tração dianteira, não têm futuro distante.
Proposta valente, quer resgatar o DNA da marca, gasto no colocar seu emblema em carros que nada tem a ver, como Renault Dauphine, Nissan e Fiat, perdendo seu grade adágio, o Vencer no domingo, vender na segunda, lembrando as conquistas esportivas como fomentadoras de vendas.
Produtos, Giulietta sedã, como Mercedes CLA e hatch como o Audi A3 Sportback. Médio a ser chamado Giulia, para substituir o 159 — Opel revisto pela Alfa. Sedã grande, derivado do Maserati Ghibli, porém sobre a plataforma Giorgio, mais barata. Utilitário mirando o espaço entre os BMW X3 e X5. E utilitário grande, variante do Jeep Grand Cherokee. Ao todo, nos 5 anos, 8 produtos.
Frustrando expectativas, Alfa no Brasil não será capítulo do virtual livro da Fiat Chrysler Automobiles. Voltará ao país, importada da Itália, para vendas pontuais, filtradas pelas enormes barreiras alfandegárias — exceto se o Brasil, para se livrar dos enguiços com a Argentina, fomentar acordo comercial com a União Européia.
Brasil
Fiat terá 8 produtos no Brasil, do subcompacto substituto do Uno, a sedã grande, construídos na fábrica de Pernambuco, apta a 150 mil veículos/ano: Renegade, misto de utilitário esportivo com Jeep e, logo após, sedã maior que os Fiat atuais. Picape superior aos Strada, mantido, assim como o Gran Siena.

Jeep Renegade, primeiro em Pernambuco

Roda-a-Roda

Projeto – Continuam os bons resultados de expansão da Audi: vendeu 412.846 unidades no primeiro trimestre de 2014, 11,7% de crescimento; lucro operacional de 1,314B de euros. Terá 17 lançamentos neste ano. No Brasil, projeto de vender 14 mil em 2014 vem sendo mantido.
Segurança – Espelho retrovisor da Nissan, eletrônico monitor de LCD apto a operar como espelho normal, foi premiado no World Traffic Safety Symposium 2014, encontro para implementar ações mundiais pela segurança de trânsito.
Fim – Projeto econômico — ou falta de — na Venezuela dizimou a indústria de automóveis. Remanescente, com monumentais dificuldades para conseguir dólares para pagamento de componentes importados, a Ford suspendeu montar até conseguir meios de produção. Toyota, desde fevereiro.
Correria – Ex-líder com Civic, mas perdendo vendas para o recém-lançado Toyota Corolla — com natural fila de espera —, Honda antecipou mostrar o Civic revisto. Aperta os parafusos do prazo sobre fornecedores, e fará a apresentação pré-Copa. Basicamente um tapa na aparência e agregação de firulas eletrônicas.
Mercosul – Brasil necessita reengatar exportações de automóveis à Argentina — caíram 1/3 neste ano. Problema, encolhimento do mercado vizinho e dificuldades de caixa para o país, sem credibilidade externa. Idéia nacional é financiar as exportações, — que a Argentina promete honrar com emissão de títulos… 
Idem – Encerra sábado 17 o desafio auto-imposto pela Suzuki como efeito demonstração de qualidade dos jipinhos Jimny feitos em Catalão, GO: rodar 100 mil km em 100 dias. Fim no circuito Velo Città, Mogi Guaçu, SP.
Bom negócio – Ford vendeu 1.250 Ecosport 1,6 à Localiza, 110 mil veículos, maior locadora de automóveis na América do Sul. Escolha por bom custo de manutenção e valor residual de venda como usado.
Melhor – Vender usados de frota deve ser a parcela mais rentável do negócio de locar veículos. Os preços de compra são surreais, menores aos obtidos com a venda, seis ou doze meses de uso. Locadoras são as maiores compradoras no país.
Branco – Interessante artigo do eng Carlos Meccia, ex-Ford, exibe com clareza a inadequação de se escolher veículos escuros no Brasil. Indica, cor branca é ecológica, reduz emissões em até 1,9% e consumo em até 2%. Vale ler: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/search?q=meccia
Ação – Movimento “Maio Amarelo” utilizará o mês para lembrar estarmos no quarto ano da Década de Ação pela Segurança do Trânsito, sem maiores resultados. Hoje os acidentes penalizam, com danos e mortes, a faixa dos 18 aos 34 anos. Custos materiais assustadores. Diz a ANTP, Associação Nacional de Transportes Públicos, acidentes de trânsito custam ao país R$ 40B/ano.
Reação – A idéia dos formuladores é mobilizar a sociedade, empresários, governos, entidades para atenção e discussão do tema e encontrar caminho efetivo aos resultados. Quer aderir? (www.maioamarelo.com). Das fabricantes de veículos a Volkswagen foi a primeira a se juntar.
Ecologia – Na boa via tecnológica cursada no Brasil para utilizar os subprodutos da produção da cana de açúcar, como o bagaço, a Artecola criou manta sólida, mix de restos de madeira, fibras de coco. Chama-a Ecofibra Automotive.
E, – Na prática é revestimento de portas, de caixas de roda, teto e porta-malas. Recentemente, o porta-pacotes do Mitsubishi Pajero TR4. Não se vende a público mas GM, Hyundai, Renault, Fiat, Ford, Citroën, entre outras, utilizam o Ecofibra.
Mais – Após bons resultados comerciais com moto dita superesportiva Daytona 675R, a Triumph vende versão mais mansa, chassis simplificado, suspensões com itens mudados, fibra de carbono na decoração. É a apenas 675, sem o R. Três cilindros, 675 cm³ de cilindrada, 128 cv. Mais dócil, menor preço: R$ 41.900.

Triumph Daytona 675


DNA – Correndo em casa na Fórmula 3, o jovem brasiliense Pedro Piquet, 15, venceu as duas baterias. Repetiu o desempenho da rodada anterior. É o caçula do tricampeão de F-1 Nelson Piquet.
Gente – Sergio Marchionne, 61, administrador, ítalo-canadense, fica. OOOO Executivo-chefe de sua criação, a Fiat Chrysler Automobiles, até 2018. OOOO Linda Jackson, inglesa, financista, ascensão. OOOO Diretora geral da marca Citroën. OOOO Yves Bonnefont, francês, pesquisador econômico, desafio. OOOO Implantará DS, nova marca premium da PSA. OOOO Maxime Picat, engenheiro, francês, mantido. OOOO Diretor Geral da Peugeot. OOOO Integram o time de salvação da companhia no plano Back in the Race. OOOO

VW, de volta às origens?
Quando começou, a Volkswagen se confundia com seu monoproduto, universalmente conhecido como Beetle. Tempo passou, produtos e versões se multiplicaram, a empresa geriu a transição entre o motor traseiro, de cilindros opostos e arrefecimento por ar, para os dianteiros, com cilindros em linha ou em "V." E muita expansão ocorreu, com interesses e agregações surpreendentes, como Lamborghini, Bugatti, motos Ducati e caminhões MAN e Scania.
Hoje a VW disputa com a GM a segunda colocação em produção, e quer passar a Toyota e ser a primeira.
O Beetle renasceu. J. Mays, designer estadunidense recriou-o e a empresa bancou o projeto, hoje em segunda geração, com mecânica performática. Seus 210 cv de potência são quase 10 vezes mais o obtido com o pequeno motor de 1.131 cm³.
O considerado sítio alemão Auto Bild relata a possibilidade de Beetle se tornar marca própria sob o guarda-chuva da VW, gerando família com o seu DNA.
A VW não confirmou — ou negou. Mas deu informação interpretada como possível, declarando, qualquer iniciativa somente seria materializada em 2018, prazo necessário para o desenvolvimento de eventuais novos produtos.
O sítio entendeu estar na pista certa, e desandou sugerir versões a seu ver factíveis e comercialmente desejáveis: de cupês dois-lugares, como foi o Karmann-Ghia, a estudo inspirado na Kombi, porém compacto, o Bulli, e deste até versões verdadeiramente aventureiras com tração nas 4 rodas.

Correta a informação, a logomarca Beetle logo estará entre as marcas VW

 RN


A coluna "De carro por aí é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

11 comentários :

  1. Por falar em tecnologia híbrida, quanto ao carro de ar comprimido da Citroën, que fim levou? Eu achava interessante, porque ar (mesmo comprimido) pesa pouco, não precisa de mão de obra muito especializada e é atóxico, ao contrário de baterias.

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  2. Roberto, confesso que tentei imaginar o funcionamento deste novo motor da Toyota com base na foto postada, e estou com câimbra no cérebro até agora. O desenho da parte superior da câmara de combustão é estranho demais, e tenho dúvidas até quanto ao ciclo de funcionamento. Mas é aquela tal história: se mudou a cor da grama, o boi não pasta...
    Os planos da Fiat para suas marcas são bem interessantes, e que ótimo a iniciativa de resgatar a imagem antiga da Alfa Romeo. Acho que ela deveria fazer o mesmo com a Lancia, ou extingui-la de vez, pois é muito desolador ver uma marca simbolo de um passado glorioso nas pistas vendendo Chrysler 300C e Town & Country disfarçados sob seu logotipo.
    Um abraço.

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    1. Tem uma matéria com vídeo que demonstra o funcionamento: http://www.noticiasautomotivas.com.br/toyota-apresenta-tecnologia-de-pistoes-geradores-video/

      Basicamente, é um pistão que, ao se movimentar, gera energia a partir do ímã na sua extremidade. Essa energia movimenta motores elétricos instalados no carro.

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    2. Vendo o vídeo deu para entender como funciona.
      Há uma mola a gás responsável por impulsionar a subida do pistão.

      Só pela foto estava dando um nó na cabeça mesmo.

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  3. Muitas coisas podem ser imaginadas... se o negócio é gerar energia a partir de um motor de combustão, com rotação constante (como no BMW i3), porque não usar turbinas a gás, que queimam qualquer coisa que seja inflamável, e mais leves que os motores com pistões?

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  4. Notícias auspiciosa sobre VW. Mas o "monoproduto" - pelo menos para mim - chama-se... Volkswagen.

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  5. Como bem o Roberto Nasser falou, a Toyota utilizou conceitos existentes. Ou melhor, bem mais que isso...
    Geradores lineares são bem conhecidos na geração termosolar, só que acoplados a motores Stirling.
    Motores lineares são fabricados ou foram, de forma descontínua, geralmente acoplados a compressores.Tinham mecanismos de retorno ou limite de curso do pistão que ainda deixavam a desejar.
    Mas, o grande lance para esse tipo de gerador, segundo o site Inovação Tecnológica foi a introdução de um novo sistema de limite de deslocamento e retorno do pistão, desenvolvido Centro Espacial da Alemanha, que funciona com gás e permite o pistão trabalhar de forma livre. Segue o link:

    http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=gerador-pistao-livre&id=010170130308#.U21nrygVD-Q

    Me parece que o sistema da Toyota pouco difere do Centro Espacial Alemão - DLR.

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  6. Seria o esquecido e subjugado ciclo 2 tempos um pedacinho do futuro ? Ao menos do futuro imediato ? É sempre legal ver conceitos que fogem do comum e premeditado serem reaplicados e reprojetados volta e meia.

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  7. Quanto ao assunto locadoras de veículos, considero que o principal negócio delas na verdade é a revenda. A lei favorece muito isso. Compram a R$ 30.000,00; usam ou deixam largado por um ano e meio!; Revendem por R$ 40.000,00. Negocião!!!

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  8. O que a Fiat quer fazer é o que nunca deveria ter deixado de fazer: manter a tradição. Alfa Romeo com motor transversal e tração dianteira é o mesmo que BMW com essa configuração ou Audi A4 com motor transversal. Isso é muito bom para quem realmente gosta de carros pois leva os fabricantes a não pensarem apenas em cortar custos, mas em manter a tradição de décadas. A Alfa perdeu compradores por causa deste pensamento. Lí no Bestcars que a BMW está pensando em fazer o série 1 com tração dianteira, pois um estudo mostrou que a grande maioria de seus compradores nem se quer sabiam o que era tração, quanto mais se a tração está na frente ou atrás. A BMW, com um estudo anti-entusiastas desse nas mão, correria o risco (remoto) de vir a se tornar uma Alfa Romeo da vida. Aliás, acho que não existe propaganda mais anti-entusiasta no mundo que essas do Cruze e do Onix.

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  9. Criaram um novo gerador MOVIDO A COMBUSTÍVEL FÓSSIL ... ou seja mais do mesmo.
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    O futuro é célula de energia, Fato !
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    http://www.toyota-global.com/innovation/environmental_technology/fuelcell_vehicle/
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    http://www.mbusa.com/mercedes/benz/green/electric_car
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    etc a enésima ..

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