DE CARRO POR AÍ



Coluna 1814 30.abr.2014                        rnasser@utoentusiastas.com.br        

up! tira portas, baixa preço e tem opção robotizada
É o mais barato dos Volkswagen no Brasil? Ou é o mais barato com câmbio robotizado? O up! duas-portas, recém-lançado, responde às duas questões.

Ele amplia o leque do produto mais moderno e seguro de seu segmento, e tanto a redução de preço em R$ 2 mil e a combinação do esperto motor tricilíndrico com a caixa robotizada busca aumentar vendas e diminuir o susto na queda de comercialização de sua fabricante, notada com a retirada de produção do antigo Gol G4, seu mais barato.

Embora sem explicitar, o que a Volkswagen pretende com o up! parece ser retomar slogan antigo, o Bom senso sobre rodas. O up! é o mais atualizado, inovador, econômico e performático de sua classe, mas tantas boas características encontram dificuldades de escolha por ser produto inteiramente novo.
A robotização do câmbio SQ100, sem tensor ou cabos, e seu gerenciador são evolução no campo. Agora a posição D analisa o uso e seleciona os melhores pontos para troca de marchas buscando economia no uso. Se o motorista quiser controle pleno, use a posição M.

Preços do up!


2-portas
4-portas
(I-Motion)
Manual
I-Motion
Manual
I-Motion

take up!
26.900

28.900


move up!
28.300
30.990
30.300
32.990
2.690
high up!


34.990
37.760
2.770
black up!


39.390
42.160
2.770
red up!


39.390
42.160
2.770
white up!


39.390
42.160
2.770




VW up!, agora duas portas e mais barato

E a Bahia, meu rei, terá seu autódromo
São Francisco do Conde, a 67 km de Salvador, deu o primeiro passo para sediar um autódromo na Bahia. Prefeita Rilza Valentim dedicou um milhão de metros quadrados para abrigar a praça esportiva iniciando com kartódromo de implantação imediata, pista de velocidade em terra para carros e motos, e pista de arrancada.
Negócio bem engrenado, o governo do estado já destinou R$ 3M para a construção do circuito para as corridas de kart, base das carreiras das múltiplas atividades que envolvem o automobilismo: líder da equipe, mecânicos, pilotos ... Com tal ferramenta esportiva o município quer gerar empregos na área, incentivar o desenvolvimento de competidores, atrair provas nacionais e internacionais somando-as às atrações culturais e turísticas da cidade.
Na costura paciente, feita por Selma Morais, jornalista, presidente da Federação Baiana de Automobilismo, além da verba estadual, o município participa com o imóvel e o trabalho de terraplanagem. A executiva iniciou contatar investidores interessados em participar da construção do autódromo.
Ford e JAC, instalada e em instalação no estado, e Fiat em final de obras em Pernambuco, poderiam usar parte de seu imposto sobre lucro participando na construção da pista de corridas e nas variáveis para testes, e utilizar como pistas de avaliação para novos produtos. Acredite, o Brasil, recordista ocidental em fábricas de veículos, dispõe apenas de duas áreas de testes e avaliações: Ford em Tatuí e GM em Indaiatuba, SP. Ao norte de SP, nada.

Roda-a-Roda

Adiamento – A Fiat cancelou apresentação e início das vendas da versão Abarth de seu modelo 500 — 160 cv de potência, pimenta sobre rodas. Antes programada para junho, concomitante com o Brazil’s Classic Fiat Show, maior encontro nacional de veículos antigos, em Araxá, MG, transferiu lançamento ao Salão do Automóvel, São Paulo, outubro. Vendas a seguir. 
Novo – Há 10 anos seria impossível imaginar a Porsche, dos esportivos performáticos, dedicar-se aos utilitários esportivos. Mas ocorreu com o volumoso Cayenne, contabilmente o veículo mais rentável do mundo. 
Mais – Agora, no caminho, o Macan, tamanho assemelhado ao Audi Q5, de quem toma a plataforma. Dois motores V-6: 3 litros, turbo, injeção direta, 340 cv, e 3,6 litros, também com soprador e 400 cv. Preços em R$ 399 mil e R$ 499 mil — cem cavalos adicionam R$ 100 mil à etiqueta. 
Mercado - A marca não opera diretamente no Brasil, mas através da Stuttgart Sportcar, intentando vender 500 unidades nos sete meses deste ano. 
Outro – Tais volume e prazo, de veículo com preço médio de R$ 450 mil, ou é entusiasmo, ou é dado que o Ministério da Fazenda poderia utilizar exibindo a expansão da capacidade de consumo. Minguou a classe C. É a vez da classe A. 
Tentativa – Sergio Marchionne, número 1 da Fiat Chrysler Automobiles, apresentará parte do projeto para as marcas nos próximos dias. Nela, inclusão da marca Alfa Romeo e seus produtos. Diz a bem informada Automotive News que Alfa será marca separada. 
Aliás – Alguns órgãos da imprensa nacional têm divulgado lançamento, durante o segundo semestre, do novo Citroën C4 hatch. Na esteira, o multiutilitário Berlingo II. Opinião da Coluna? Olvide, dê tempo ao tempo. 
Sim? – Raciocínio empresarial: PSA, holding envolvendo Peugeot e Citroën, enfrenta a maior crise desde sua criação, há 130 anos. Teve que abrir as portas e receber acionistas externos, como o estado francês e a chinesa Dongfeng; tem novo número 1; planos em papel, porém não aplicados. Há diagnóstico feito, remédio sendo aviado, mas a paciente ainda não o tomou. 
Daí – Ante declarações de Carlos Tavares, novo presidente, vendas na Europa reagirão 3%; crescerão 10% na China. Mas cairão 5% na Rússia, e 7% na América Latina. Brasil e Argentina enfrentam a seu modo problemas econômicos por má gestão governamental, sem sinal de rápida retomada de vendas. Difícil imaginar investimentos em mercados sem expansão. 
Vizinho – A Argentina licenciou, o mercado doméstico, 955 mil veículos em 2013. Previsão para este exercício, 650 mil. Esperem-se versões. Modelos, não. 
AL– Governo venezuelano em crise econômica e de sobrevivência mudou as regras para obtenção de dólares a exportadores. Agora, leilões. A expectativa é de redução de acesso à moeda e aumento de custo aos produtos. Ex motorista de caminhão, o presidente Maduro tem certa dificuldade em dirigir a economia. 
Classe B – Estudo da consultoria IPC Marketing indica mudança na pirâmide econômica: sai a Classe C, antes detentora da maior massa de moeda e volta a Classe B, respondendo por 50,84 do potencial de consumo, com aproximados R$ 1,55T. Classe C reduziu a 48,52 e Classe A tem 19,5%. 
Justiça – Juiz paulistano Victor Frederico Kümpel encerrou a picuinha de Luiz Rogério Weissmann contra a Abiauto, associação de jornalistas especializados em automóveis, buscando ser reintegrado à entidade e indenizado por perdas causadas em seus negócios pela falta de filiação... 
Mais - Abiauto o afastou por infringir o estatuto do grêmio. Decidiu o magistrado, entidade pode cortar de seus quadros quem desrespeita suas regras; mostrou-o incoerente em argumentos; condenou-o a honorários e custas. 
Enfim – N.S. da Penha, padroeira do Espírito Santo — e o próprio —, ao que parece, atenderam às expectativas dos capixabas e guiaram os gaúchos da Marcopolo — multi brasileira no fazer ônibus, dona da Volare  — à costeira São Mateus para quebrar o jejum de esperanças e lá fabricar pequenos ônibus. 
Como – Lá, terreno de 820 mil metros quadrados — e 21 mil m² de galpões —, pleno gás de instalação, quer iniciar produzir 1.000 unidades dos pequenos Volare. O estado já teve promessas várias de implantação de fábricas — Asia, Lada, e outras de volatilidade igual... Volare é a primeira com concretude. 
Exumação – Fábrica italiana de motocicletas, controlada pela Audi, Ducati exumou seu modelo 916 Senna — então lançado pós-passamento de Ayrton Senna, com detalhes a ele atribuídos. Aplicou-os ao modelo 1199 Panigale e chamou-o S Senna. 
Festa – Coisa festiva em 161 unidades, número das provas disputadas pelo bom Senna na Fórmula 1. Anda sobre a tênue e perigosa linha entre a merecida reverência e a condenável oportunidade comercial integrando-se às lembranças dos 20 anos do passamento do tricampeão na Fórmula 1. 
E – A 1199 Panigale — insólito nome é da pequena cidade italiana sede da Ducati — tem partes em compósito de polímero e fibra de carbono, motor bicilíndrico desmodrômico — 4 válvulas acionadas na abertura e no fechamento para evitar flutuação e permitir rotações mais elevadas. Os 1.198 cm³ geram 195 cv a 10.950 rpm. 
Como – Marketing da Ducati é o de elevado preço. No caso, R$ 100 mil. A fim?
-
Panigale 1199 S Senna – post mortem. Respeito ou falta de?
Outra – Honda fará 300 unidades Special Edition Repsol da CB 300R.Tenta lembrar visual da moto vencedora do Moto GP 2013. Mas igual, apenas o grafismo, sem semelhanças mecânicas: monocilíndrico, 291 cm³, 26,5 cv a 7.500 rpm. R$ 12.040 versão básica, mais frete, seguro e o não básico. 
Pesados – Fábricas de caminhões e chassis para ônibus festejam bons negócios. Scania vendeu 38 chassis ao sistema BRT em Belo Horizonte. Metro-Schacman, chinesa, 30 caminhões à MTF empresa de transporte e logística em Santos, SP. MAN, 91 caminhões VW Constellation e Delivery para M. Dias Branco, gigante cearense de massas e biscoitos. 
Mercado – MWM International fornecerá anualmente 580 motores diesel Maxxforce para tocar compressores Atlas Copco. Seis cilindros em linha, 6,5 e 7,2 litros, fazem de 215 a 330 cv de potência. Parceria antiga. 
Expansão – BorgWarner, de autopeças para motor e transmissão assumiu a alemã Gustav Wahler fabricante de válvulas e termostatos. Manterá marca. 
Esquina – Volta e meia, neste universo de pouco desenvolvimento como o é o dos automóveis, surge produto reverencial, forçando dobrar a esquina, provocando caminho a ser seguido, transformando-se em marco no setor. 
Ligeiro – Um deles, o Citroën Traction — no Brasil o modelo 11L — de légère, leve, mas aqui dito Ligeiro ... Uma referência, projeto revolucionário, desenho por escultor, tração dianteira, exigiu tantos meios incluindo nova fábrica, máquinas e processos, que tirou o genial André Citroën de seu comando. Festa – A criatura sobrevive e seus 80 anos são contados por exposições e mostras mundo a fora. Em Paris, no prédio institucional mantido pela Citroën na Avenue des Champs-Élysées 42, faz exposição “My Citroën Aventure”.  
Gente – Javier Hernandes Gonzalez, 43, mexicano, engenheiro, mudança geral.OOOO Veio para a pequena Flores da Cunha, RS, ser diretor de operações na expansiva e familiar Keko Acessórios. OOOO Missão, ajustar processos e procedimentos para ampliar presença mercados nacional e internacional. OOOO 

Dos leitores

Olá senhores. Seu comentário (Coluna 1714 sobre as marcas chinesas) toca num assunto que acho interessante e assustador.  Numa indústria plenamente madura em que a consolidação no resto do mundo já aconteceu há décadas atrás, os chineses conseguem continuar com umas 100 marcas existentes.  
Mas será que são marcas mesmo?  Será que mais de 10-20 realmente fabricam alguma coisa? Será que a maioria dos carros apresentados recentemente no Salão de Beijing são nada mais que fantasmas construídos para sugerir capacidades que, na verdade, não existem?  
Qual é o propósito de tantos veículos que, com certeza, não são produzidos em quantidades suficientes para vender e, em grande probabilidade, nunca serão? Me parecem o que os próprios chineses chamaram de paper tigers — tigres de papel — na época do Mao. Um desgaste para tapear quem? Uma província decepcionando a uma outra vizinha? 
Só para dar indicação das quantidades de carros e marcas efetivamente desconhecidos, essas fotos em anexo.  Dezenas de carros que, de perto ou de longe, parecem idênticos. Dongfeng?  Haima?  Haval?  Lifan?  Qoros?  Youngman? Zotye?  
Pelo menos já não se chamam de Chana ...
Rex Parker, Huttington Beach, Califórnia, EUA.
R. Bem observado. Estou nesta teoria e na de que os chineses, tivessem mais organização para garantir qualidade de produto e processos, já teriam tomado o mundo.

Não encontrei  a mangueira Magiflux nas autopeças. Ninguém sabe preço. (Coluna 1714 sobre mangueira de transferir combustível )
José Victorio – Lagolândia, Go.
R. É novidade. Daí, pode demorar a atingir o varejo. Tente o sítio do fabricante: WWW.magiflux.com.br. Lá custa r$ 29,90.

Você esqueceu de incluir a Kombi Late Series na relação dos veículos mais lucrativos. (Coluna 1714 ) Os R$ 82 mil pedidos deveriam dar mais de 100% de lucro.
Jorge Picado, Piracicaba, SP
R. Com certeza. No tema, parece, o entusiasmo tampou o visor da calculadora na hora de projetar o preço, a última série não foi vendida na totalidade, sendo as últimas unidades — estocadas há cinco meses — encontráveis a R$ 60 mil.


Fiat. Do Cavaliere ao pós-graduado
A Fiat comemora a formatura da primeira turma de seus funcionários por parceria inédita formada entre a italiana SDA Bocconi School or Management e a Fundação Instituto de Administração, do Depto. de Administração de Empresas da USP. É investimento da fabricante de veículos para qualificar seus colaboradores, todos com posição-chave, e Cledorvino Belini, presidente latinoamericano da Fiat Chrysler Automobiles, entende ser a educação o fundamento para o desenvolvimento sustentável e experiência crucial para o desenvolvimento da Fiat Chrysler. O curso tomou 440 horas/aula, palestras, estudos de caso, focou oferecer experiências, troca de conhecimentos, diálogo com os desafios diários do trabalho, capacidade de melhor avaliar cenários. No final, trabalhos avaliados pelos diretores da Fiat Chrysler. Tempos novos.

A Fiat, desde a origem, tinha a percepção da necessidade de implementar a importância do conhecimento. E em décadas com palpáveis diferenças de nível e tratamento entre os diplomados e os não diplomados, criou láurea interna. Após anos de acompanhamento da performance, dedicação, conferia o título de Cavaliere — cavaleiro, aos técnicos de brilho. Distinção para realçar conquistas distantes das láureas acadêmicas.

Dos Cavalieri, talvez o de maior destaque tenha sido Alessandro Genero. Cumpriu organograma de funções, chegou à mesa diretora, implantou a fábrica Seat — a Fiat na Espanha, então a mais moderna no mundo —, e parte do projeto — não continuado — da sociedade Fiat-Simca no Brasil. Don Genero, sem diploma, era tratado de ingegnere pelos outros verdadeiros engenheiros.

RN


A coluna "De carro por aí" é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

6 comentários :

  1. Essa estrategia do "novo-menor-mais caro" como o CLA x C e agora o Macan x Cayenne não deu certo pra Mercedes, vamos ver pra Porsche.

    Nada a ver...

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  2. Angelo Genovesi02/05/14 14:28

    Gostei muito dos preços do Take Up! de duas ou quatro portas. Justamente por serem a versão mais acessível. Se eu dispusesse do dinheiro, pensaria em comprar um para os meus pais para uso urbano, já que é um carro bastante racional e conceitualmente inteligente. E ficaria com o Voyage 1989 álcool para mim.

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  3. Saudações
    Fiquei curioso em relação ao comentário "Cayenne, contabilmente o veículo mais rentável do mundo".
    Uma visão bem simplista é que carros mais baratos vendem muito mais e acabam sendo "mais rentáveis" para os fabricantes. No outro extremo temos carros de altíssimo valor, que individualmente representam muito lucro, mas vendem pouco e isto prejudica o desempenho financeiro como um todo.
    A Cayenne representa um ponto de máximo em termos de precificação?

    Márcio - Curitiba

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  4. Se as vendas do up! não aumentarem, vejo a VW lançar um Gol G-5 bem simplório e deixá-lo como carro de nicho.

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  5. Há uma disputa para ver quem "anuncia e depois adia" mais vezes o seu esportivo, a liderança está empatada entre o Megane RS e o Abarth 500, em seguida vem o Civic Si, 208 GTI, Fiesta ST e GT-86.

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  6. Fiat, por favor, venda a Alfa Romeo à Volkswagen... por favor...

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