SOCORRO! COMETI UM CHEPALA, UM CHEVETTE COM MOTOR OPALA - PARTE 2

Fotos: autor
Enquanto o motor Opala era preparado, o Chevette recebia um trato visual

O Chevetinho hatch 1982 que veio de Minas para virar Chepala não teve recepção muito calorosa da família. Minha mulher achou-o um horror, um “carro de pobre”. Disse que nunca ir andar “naquilo”. Pensei até em colocar um adesivo “Foi Deus quem me deu” no Cheva. Quem chegou agora nesta história, é melhor ler antes a primeira parte. Meu filho mais novo, 28 anos, usualmente um aliado, também não foi gentil: “Caramba, pai, você exagerou na ratoeira!” Da bronca da minha mulher acabou surgindo uma luz: “Você pode comprar qualquer coisa, desde que seja um minicarro” (ela adora “nosso” Subaru Vivio). Claro, aproveitei a brecha e comprei novamente um Daihatsu Cuore, mas isto é assunto para outro post. 

Primeiro vamos terminar o Chepalinha (a transformação e a história para vocês acompanharem). Já o Rica (Dilser), que me ajudou a resgatar o carrinho em Belô, ainda queria comprar o Chevette, pois lembrou que tinha um motor mexido (acho que de Vectra), encostado na garagem. Depois de algum tempo, e da esposa andando de Chevette com cara amarrada, surgiu causa e solução. O estofamento original era digno de museu: o tecido do banco parecia aqueles panos de enrolar múmia. A gente saía do carro com pedaços da espuma grudados na bunda. Mulher odeia isso, sujeira em poltrona, banco... qualquer lugar. Já homem senta em porta suja de oficina para jogar conversa fora. 

Tomando um caldo de cana numa encruzilhada de estrada, ao lado do garapeiro havia uma Kombi velha, cheia daquelas poltronas-saco horrorosas, recheadas de bolinhas de isopor. Um cidadão gordo saiu da Kombi e pergunta se “podia olhar o Chevette”. Claro. Ele olhou, olhou e veio a sentença: "O carrinho tá uma graça, mas este estofamento tá uma m%&$a. Resolvo isso por R$ 100."

Aí notei que o cara vendia aquelas capas de banco que ficam penduradas em varais. Nunca pensei nessa solução, um quebra-galho dos piores. Mas, tinha uma mulher com nojo de um Chevette. Era uma emergência para discar 190 ou dar um jeito no estofamento. "Faz R$ 80?" Fechamos por R$ 90. Nunca mexo em funilaria (lanternagem), pintura e estofamento antes de terminar a mecânica, mas era melhor acalmar o casamento. Minha mulher adorou: “Humm, estofamento novo!”. Assim é, se lhe parece, dizia Pirandello já em 1917. E começava a maratona que iria durar alguns meses. 

O Chevette ganhou laterais novas e capas de banco "engana-trouxa"

O Renato (Gaeta, meu mecânico em Tatuí) fuçava no motor Opala quatro-cilindros e eu fazia o “trabalho de preso”, restaurando dezenas de detalhes de carroceria e interior. Além disso, caçava peças para a adaptação. Você não sabe quantos componentes tem um carro até fazer a restauração de um velhinho: pára-choques, painel, máquinas de vidro, logotipos, borrachas e canaletas, grades, faróis e lanternas, parte elétrica, infiltrações de água, barulhos em todo lugar, faltam parafusos, grampos e detalhes... uma lista interminável. Tinha até espelhos-velocímetro: quando chegava a exatos 100 km/h no GPS, o espelho do lado do motorista deitava. Mais 5 km/h e era a vez do espelho do carona dobrar com a pressão do ar. Para preservar a originalidade, nada como uma boa gambiarra ou RTI (Recurso Técnico Improvisado). Dois parafusos auto-atarrachantes em cada espelho, pressionando a esfera de apoio, resolveram a parada. 

Dois parafusos acabaram (veja as setas) com a função velocímetro do espelho

Internet e ferro-velho são as melhores fontes para conseguir raridades, como “aquele distintivo que falta”, como foi o caso do SL do painel. Achei até o relógio para completar o cluster (onde vão os instrumentos no painel). O interior ganhou um console porta-objetos (novo, por incrível que pareça) e um conta-giros, colocado bem abaixo no painel, para não mexer numa capa de painel que foi recuperada com muito trabalho. O rádio/toca-fita ficou o “de época”, sinônimo de um CCE bem meia-boca. Os dois alto-falantes pequenos na traseira (nos suportes laterais da tampa do porta-malas, local previsto pela fábrica), que permitem escutar notícias com alguma qualidade sonora. Impressionante como os alto-falantes evoluíram: um 4-polegadas de três vias tem uma ótima sonoridade e preço bem razoável (R$ 50~60 o par).

No interior, o trabalho maior foi a recuperação do painel
Para o cluster veio até o relógio original, o velho "quartzo"

Laterais de portas e pára-choque dianteiro foram substituídos. As laterais eram ótimas réplicas das originais e o pára-choque antigo era uma homenagem a um dos nossos maiores pilotos: parecia o “S” do Senna. E lá vem o Renato de novo com sua “boca santa”, enquanto está abrindo o motor 151: "Opala não gasta a parte de baixo (virabrequim e bielas), mas os pistões 'comem o bloco'”. Não deu outra: abrimos o motor 151 encostado há anos (já do Opala mais recente) e o virabrequim estava na primeira retifica (0,25 mm). Em compensação, os pistões já estavam na quarta e, pior, ultima retífica (1 mm a mais de diâmetro). Não gosto muito de motores encamisados (quando se colocam tubos prensados no bloco e o motor volta a usar pistões standard): eles sempre ficam estranhos, raramente são motores “redondos” de funcionamento. Deve surgir algum problema de materiais ou de troca de calor no encamisamento.

Não estou falando de motores que já tem camisas removíveis, geralmente “molhadas”, cuja troca é normal durante uma retífica. O Renato lembrou que existiam pistões de sexta retífica para reposição do Opala, com diâmetro 1,5 mm maior. Achamos os benditos pistões, de cabeça plana, resolvendo várias coisas: não encamisamos o motor, a cilindrada aumentou de 2.471 para 2.544 cm³ — 2,6 litros, arredondando — com os pistões oversize de 103,1 mm (standard, 101,6 mm), e os pistões eram para motor a álcool (e o Chepala rodaria com gasolina). Assim, a ridícula taxa de compressão de 7.5:1 ganhou uns dois pontos, indo para 9,5:1. No motor a álcool a taxa é ainda maior, 10,5:1, mas existem diferenças no cabeçote. Em carros mais antigos, antes da gasolina com álcool, a taxa de compressão era geralmente baixa, para não detonar ("bater pino") devido à taxa elevada.

O projeto do Chepala previa — além de não se fazer modificações na carroceria — praticamente dobrar tudo, até a cilindrada, que passaria de 1,4 para 2,6 litros. A potência do Chevette 1,4 (65 cv/5.800 rpm) iria para uns 120 cv com o motor Opala preparado (de fábrica são 98 cv a 4.800 rpm). O torque também seria mais que o dobro, já o Chevette tem apenas 10,3 m·kgf a 3.000 rpm. O Opala de fábrica oferece 19,8 m·kgf a 3.200 rpm, mas teríamos uns 21~22 “quilos” com a preparação do motor. 

Continuei rodando com o Chevette original, consertando detalhes e garimpando peças. Sempre que passava por algum policial de trânsito em Tatuí, ele berrava: "Põe o cinto, tio! Parava, mostrava o cinto subabdominal original (dois pontos) e a resposta era sempre algo como “Esse não vale”. Em um carro com mais de 30 anos, estes cintos estão legalmente corretos, ele tinha obrigação de saber disso. Pensei até em comprar camisetas com o cinto estampado (policial sempre quer ver o cinto de longe). Mas fui num ferro-velho e retirei os cintos três pontos de um Celta PT (Perda Total, não o partido político preferido do Bob). Eram ótimos cintos que inclusive haviam sido bem testados: o Celtinha havia rolado ribanceira abaixo. E manteria a “originalidade”, já que os cintos vieram de um Chevrolet. Tecnicamente não é uma adaptação lá muito recomendável, pois a fixação na coluna B (central) nunca vai ter a mesma resistência de fábrica. Mas vale para se livrar de encheções de saco. 

Para evitar encheções devido ao cinto subabdominal, quase comprei esta camiseta

No motor Opala, foi trocado tudo: bronzinas, pistões e anéis, bombas (água, óleo e combustível), tuchos e válvulas, engrenagem de comando, embreagem... o velho comando de válvulas foi mantido original para se preservar o bom torque em baixa rotação. Mais que potência, a idéia era conseguir um Chevette torcudo, subindo forte de rotação a partir da marcha-lenta em qualquer marcha. Dei sorte, achei um câmbio de cinco marchas do Chevette (o original era de quatro marchas) já preparado para Chepala. O câmbio é praticamente o mesmo do Opala, mas é necessário trocar a capa seca (carcaça da embreagem, que serve de flange entre motor e câmbio) e a árvore-piloto para o câmbio casar com o motor Opala e permitir o uso da embreagem também de Opala. 

O mesmo vendedor do câmbio também tinha um cárter modificado, com uma reentrância para o motor Opala “descer” na travessa do Chevette. O rapaz que vendia as peças tinha um Chepala e estava tirando motor quatro-cilindros para colocar um seis-bocas. Vi vários Chepala com o cárter “normal” e motor Opala fica levantado na frente, até batendo no capô. Com o cárter modificado, o motor fica bem na horizontal. Claro, como todos os componentes do Chepala, o “novo” câmbio de cinco marchas foi desmontado e lá se foram rolamentos, sincronizadores etc, tudo novo. Não dá para economizar num carrinho que poderá cruzar a 140~150 km/h. E odeio carro velho que pára na rua. Além do transtorno em si, sempre tem algum gaiato berrando piadas sem graça, lembrando o “Pois é” de uma propaganda de 30 anos atrás. 

Um pedaço da aleta traseira do bloco Opala foi retirada, para não interferir com a coluna de direção do Chevette

Compramos um diferencial mais longo, do Chevette com câmbio de cinco marchas: o carrinho tinha coroa e pinhão para o câmbio de quatro marchas, relação 4,1:1, e veio um 3,9:1. Claro, troca de rolamentos, retentores... O ideal era o diferencial do Chevette automático (3,54:1), ainda mais longo, mas isto é mosca branca com um olho azul e outro verde. Mas, ainda vamos a voltar a mexer no diferencial, fazendo um misto quente dos diferenciais do Chevette e Opala, seguindo as sugestões do amigo Alexandre Garcia, que também escreve no AUTOentusiastas

Ganhou conta-giros, porta-objetos e ficou o rádio "de época", uma droga; a manopla da alavanca espera o câmbio de cinco marchas

Com o motor já fechado, foi necessário fazer um corte na caixa seca e no bloco, do contrário ele interferiria com a coluna de direção do Chevette. Consegui um coletor de admissão do Opala 151 a álcool, de alumínio, que permite colocar um carburador de corpo duplo (normalmente é um Solex 40, corpo simples). A idéia era ganhar desempenho, mas deixar o motor amigável e econômico (rodando no primeiro estágio do carburador), sem marcha-lenta quadrada ou buracos na aceleração.

Ainda rodando original, o Chevette ganhou rodas de liga leve 14-pol. (as 15 geralmente batem nas caixas de roda traseiras e não queríamos mudar nada na carroceria), em lugar das aro 13 originais. Na frente vieram pneus 185/65 e a traseira ganhou pneus bem maiores, 195/80. Como sempre, queríamos alongar a relação final. Só nos pneus alongamos 11%, já que os originais para aro 13 tinham 1.740 mm de perímetro e com os aro 14 ele foi para 1.930 mm. E isto iria se juntar a um novo diferencial, uns 5% mais longo, além do câmbio com mais uma marcha, também mais longo. A esta altura, o velocímetro já virava um corno: estava enganado e feliz. Corno e cara com peruca sempre acham que ninguém percebeu e que está agradando. Basta ver as fotos do ex-biliardário brasileiro, todo sorridente com sua “prótese capilar”. Claro, isto antes dele ficar pobre e endividado como nós. 

Rodas aro 13 foram substituídas pelas 14 de liga leve com pneus maiores na traseira 

Pneus 195/80-14 foram os maiores que couberam sem modificar as caixas de roda na traseira

No final, com os novos câmbio, diferencial e pneus, o erro do meu velocímetro chifrudo foi enorme: indica 100 km/h e o GPS mostra a velocidade real de 115 km/h. A esta altura, recebo o primeiro elogio espontâneo. Quem mexe muito com cacos velhos sabe bem o que é reciclagem e ecologia. Fui num borracheiro — com outro carro — para reaproveitar dois pneus aro 13 do Chevette. O borracheiro viu o aro e já sentenciou: isso é Chevette. Claro. E o papo continuou. Aí o borracheiro declara: 

— Aqui em Tatuí só tem um Chevette que presta, o resto pode jogar tudo fora. Nem ferro-velho aceita. 
— Qual é? — pergunto. 
— É um branquinho, hatch, de um cara que mora em tal rua... 
— Como você sabe?
— Nas horas vagas, ajudo meu primo a limpar piscinas. Quando fazemos a manutenção da piscina do vizinho deste cara, a gente passa um tempão no muro, namorando o hatchzinho.

Claro, era o meu carrinho. E agora que o Chevette já recebeu a aprovação popular quanto à estética, já é na hora de enfiar ele na oficina, “jogar tudo no chão”, desmontando toda a mecânica, para sair de lá um Chepala 2,6. 

JS

125 comentários :

  1. Victor Gomes10/03/14 12:19

    Muito maneira a história! Aguardando ansiosamente pela parte 3, parte 4, parte 5...

    Mas e aquele Ragge California da penúltima foto? É seu? Disserte algo sobre ele!

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    1. Victor
      Aquilo é realmente um Ragge Califórnia, outra história longa.Qq hora eu conto.

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    2. Há, há . . . boa !

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  2. Josias, anda logo com essa PARTE 3, pô! He, he, he, !

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    1. E nem adianta reclamar Josias..., veja o lado bom.., se seu texto fosse enfadonho ninguém estaria ansioso pra ver o fechamento desta trilogia...

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  3. Quando o carrinho estiver pronto, vai ser muito legal rodar em 4ª marcha, deixar a rotação cair até uns 1200rpm, acelerar e ver o ponteiro do velocímetro subir rápido...vai parecer as motos da Harley Davidson. Dica: conheço uma tapeçaria ótima aqui em SP, fica na Vila Madalena, é a Auto Tapeçaria Modelo, 3812-2581, os caras lá são muito caprichosos, estão acostumados a reformar carros antigos.

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    1. ArkAngel
      Brigado pela dica do tapeceiro. Mas faltou tempo e $$. Logo faço os bancos.

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    2. Tenho a impressão de que bancos do primeiro Corsa servem, talvez até os de trás. É questão de dar uma olhada. Dá para encontrar em preço muito bom.

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    3. Uma pergunta... essa roda é de Gol/Santana (BBS)?

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    4. ArkAngel
      A Tapeçaria Modelo saiu da Vila Madalena
      Eles estão atendendo agora no Bairro do Butanta, próximo a Marg do Rio Pineiros. Atendem ainda nesse telefone
      Também recomendo o trabalho deles !

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    5. Paulo Roberto.
      A roda é uma BBS cópia, genérica, e serve em qualquer carro com furação 4 X100 mm. Serve em Gol e boa parte da linha GM.

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    6. Anônimo 10/03/14 19:11

      Valeu, faz tempo que não passo na Vila Madalena, nem imaginava que eles tinham se mudado.

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  4. JS, mais uma vez ótimo texto!!! Impagável..., já vou vi falar de Chepalas utilizando o diferencial do próprio Opala, mas com as "canetas" mais curtas (confesso que não me recordo se as do próprio Opala encurtadas ou as do Chevette), ainda em tempo, não lhe ocorreu montar um 4 cilindros 3.0 (nem sei se isso ainda se acha), com virabrequim de maior curso e as bielas dos 4.1? Parabéns pelo carrinho e pelo texto!!!

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    1. Nilton
      O Chepalinha já está rodando com o diferencial e cambio do jeito que descreví. Mas, depois foi mexer na coroa e pinhão, do jeito que o Alexandre Garcia ensinou, com coroa e pinhão do Opala na carcaça de diferencial do Chevette

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    2. JS, a substituição de coroa e pinhão exige o balanceamento do conjunto? Se sim, antes (peça a peça) depois de montado o conjunto?

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    3. Nilton.
      Não chega a ser necessário o balanceamento, que só é feito no eixo cardã, qdo existem vibrações. O que é preciso é o ajusto da coroa e pinhão, do contrário o diferencial fica roncando.

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  5. Texto lido(um deleite como sempre), abro as imagens para ver com mais detalhes e.....

    ....Um Reggae!?!?!

    Qualquer Reaggae já me chama atenção... sendo do Josias então, deve ter uma ótima história...eu preciso saber dela!!!!

    Fazendo anos que eu me coço para compra um desse(até pq mexer com fibra coça pa...) ou uma Polauto ou uma Pagus, para fazer de cabo a rabo ala Josias. Fazer um carro com aparência normal (se é que um carro desses da para dizer que aparencia é normal) mas confiável e invocadinho para andar no vira vira.

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    1. Luke.
      Este Ragge veio de longe e, claro, rodando. Depois do Chepala, será a vez dele ou do "novo" Cuore ter a história publicada aqui.

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  6. Eurico Jr.10/03/14 12:44

    Mais um texto impecável, impagável e imperdível do Josias. E aguardando notícias sobre o Cuore... sou fã desses carrinhos!

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    1. Eurico.
      Como disse para o Luke, depois do Chepala será o Cuore ou o Ragge. Tbém gosto de encrencas de fibra de vidro.

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  7. Vai ficar uma beleza andar em linha reta com esse carro com essa altura da traseira, perdeu um monte de caster que ja não tem muito... e abaixar vai ser dificil com esses pneus, melhor rever isso e colocar pneus mais adequados e aumentar a segurança do carro.

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    1. Bongar
      Admiro seu conhecimento de caster, mas vc precisa analisar melhor as fotos. A foto que vc se baseou foi tirada com lente grande angular, que deforma a perspectiva. Se vc examinar a primeira foto, que abre o post, verá que a traseira está entre 10 e 15 mm mais alta que a dianteira, apenas. Ou seja, a mudança de caster é insignificante. O carrinho anda reto e enfrenta bem as curvas, pode ficar tranquilo qto a minha segurança. Obrigado pela preocupação.

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  8. Muito bom para início de projeto. 15% de diferença positiva de velocímetro. Quando finalizada a mecânica, dê uma funilaria e banho de tinha com um bom poliuretano poliéster PPG, uns 2 pares de faróis de milha com lâmpadas Rallye Phillips 100/90 W, encostos de cabeça nos bancos traseiros do Megane, bancos revestidos em couro, molas de Ágile na traseira (e dianteira) para dar uma levantada nessa carroceria rebaixada, pneus Continental ou Michelan 185/60-15 na traseira (opcionalmente na dianteira) (com boas molas o diâmetro não interferirá raspando nos pára-lamas), lanternas traseiras novas e som Sony MP3 com caixas JBL. Boa sorte !

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    1. roberto afiado10/03/14 16:59

      Deixa o cara fazer o projeto do jeito dele. Se quer fazer do seu jeito, compre o seu e o faça. Até no som o cara dá pitaco.

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    2. Mendonça.
      Ótimas sugestões. Vou abrir uma lista na Internet, para angariar fundos e fazer tudo isso, assim como o pessoal do Mensalão rsrsrs.

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    3. Bancos de Megane?? Bancos de couro??? Som?? Bleehhrg.......

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  9. Serio mesmo, apesar de não ser muito fa de Chevettes, tendo em vista a tosca experiência que tive com um (meu primeiro carro, por sinal), esse daí vai ficar interessante... Creio que o alongamento da transmissão, já fez uma bela diferença, mesmo com o motor 1.4, deixando o carrinho mais apto a boas velocidades de cruzeiro... liberaram as amarras, os cavalinhos vão correr mais à vontade... Com motor 2.6.... Acho que depois de pronto, sua patroa vai adorar.

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  10. Seus textos são impagáveis, a propósito, nunca vi vascaíno e ponte pretano tomar multa he he ... .

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  11. Caro Josias; Muito legal a história, modo de contar e a modificação em si. Coisa de apaixonado. Concordo com sua mulher e filho quanto ao carro que, particularmente, nunca gostei, notadamente porque com 1,90 metros nunca me coube direito. E o desempenho sempre foi uma m.... desculpe. Creio também que vc fez mais pelo prazer de fazer, pelo gosto e por ter a técnica do poder fazer do que propriamente para ter um carro com desempenho. Na época justificava esta transformação, pois tínhamos ainda menos que hoje aqui em terras tupiniquins. Hoje continuamos sem quase nada, pouca coisa que preste e não esteja defasada mas já podemos comprar com este valor um Omega, por exemplo, com tração onde vc parece gostar e andar muito mais e com muito mais conforto, desfrutando de ar, direção, vidros, etc. Só não vai ter teu cambio manual, a graça e nem vai dar os sustos que este chevetinho promete em muita gente....Espero ansioso as próximas partes, meu caro Hitchcock automotivo! Abs. MAC.

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    1. Anonimo.
      Exatamente pelo desempenho ser uma m... que fiz a modificação. E andar mais rápido com um Chevette é muito divertido. Ninguém acredita.

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  12. seria possível nos dias de hoje legalizar um Chevette com mecânica de opala ou família II?

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    1. Boa pergunta. Acho que não o negócio e trocar o motor e guardar o velho se quiser vender o carro depois.

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    2. No Rio dá para legalizar. Tem de juntar a nota fiscal do motor e mão-de-obra (se foi a própria pessoa que fez o serviço, fazer uma declaração, com firma reconhecida, expressando que a mão-de-obra foi própria). Daí é tirar o Certificado de Segurança Veicular (oficinas credenciadas, que no RJ não são muito de perturbar) e levar tudo ao DETRAN, com agendamento prévio para mudanças de características, bem como o DUDA pago.

      Teoricamente isso era para ser aceito em todos os Estados, mas não sei como está fora do RJ.

      Leo-RJ

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    3. obrigado pelas informações Leo-RJ.
      vou me informar se no meu estado é possível.
      se não for, vou ver se legalizo ele por aí!

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    4. Nico.
      Acredito que em São Paulo o procedimento é semelhante. Como este Chevette não tinha ainda o numero do motor no documento (doc antigo), foi até mais simples. Um despachante cuidou de tudo e qdo saiu o doc em meu nome já estava com o motor Opala.

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  13. Josias,
    Como sempre ocorre com textos seus, essa saga do Chepala está ficando ótima, com uma linguagem divertidíssima. Essa do velocímetro corno foi de rachar de rir!

    Como vou me enveredar pelo restauro de um Opala SS-4 1980 em breve, que pretendo manter o mais original possível (tá sobrando SS-4 "de documento" que ganhou um 250 lá na frente...), fiquei interessado na preparação de seu motor. Foi feito só o aumento de cilindrada, taxa de compressão e carburador de corpo duplo ou houve algo a mais?

    Abraço!

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    1. Road Runner.
      Aguarde a parte final do post, que vai ter todos os detalhes de preparação, carburação inclusive.

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  14. Josias, tenho uma caravan 90 4cc e gostaria de saber qual carburador de corpo duplo você instalou no motor do seu chevette. Se for interessante, talvez eu faça o mesmo na minha perua!

    Obrigado e abraços,
    Paulo

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    1. Paulo, aguarde o próximo capítulo da novela.

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  15. Meu primeiro carro foi um Chevette 77 azul cobalto. Essa dos retrovisores fechando pelo vento eu me lembro bem. Isso acontecia naqueles dias de calor na Piaçaguera-Guarujá. Já no tempo frio do inverno eles se seguravam abertos até uns 140, que era a máxima que ele atingia antes de desintegrar. Pena que não pensei nessa de prender com parafusos...

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    1. Vilchez.
      Os parafusos não prendem os espelhos, apenas aumentam a pressão. Eles são regulados normalmente, só que não dobram com a pressão do ar.

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  16. Josias, mas será que esses pneus grandes não vão bater na caixa de rodas quando o senhor passar num buraco, quebra-mola, ou coisa assim?

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    1. Confesso que a escolha desses pneus também me preocupou, não só pela possibilidade (iminente ou nem tanto?) de pegarem na carroceria por conta do maior diâmetro quanto pela alta lateral (são maiores que os 195/70-14 dos Opalas), que permitirá uma grande dobra...

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    2. Silva e Nilton.
      Os pneus não pegam no interior da caixa de roda e nem nos pára-lamas, que foram levemente rebatidos por dentro. São pneus R, para 170 km/h, o que está de bom tamanho para o Chepalinha. Porém, são reforçados, pois são usados tbém na Kombi. Assim, trabalham pouco lateralmente, não "dobram" muito em curvas mais rápidas.

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  17. Corno e cara com peruca sempre acham que ninguém percebeu e que está agradando
    Lembrete de máxima importância: jamais ler os posts do Josias bebendo algo... choveu água tônica aqui no teclado.

    Sei que é uma solução temporária, mas... eu gostei dessas capas! Casaram bem com o interior do Chevette.
    E que bom ver alguém valorizando o uso do Quatro Cilindros ao invés de partir pra solução mais simples e radical: "taca logo um 250 debaixo do capô, mermão!"

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  18. (Rs) O Bob deve ter adorado o comentário do partido dele...

    Esse pneus 195/80r14 entraram sem adaptação na suspensão?

    São pneus de kombi? 195R14? Como fica o índice de velocidade...

    TT

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    1. Anonimo.
      O trabalho de suspensão fica para o próximo post, o final da história. A suspensão ficou um pouco mais rígida e esportiva. Não se trata do 195R, pois o indice de velocidade máxima é mais baixo, sendo um pneus ruim de curva e bom de carga. É um pneu normal, que tbém pode ser usado na Kombi. Indice R, para 170 km/h.

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    2. Entendi.

      170km/h vai ficar ele vai beliscar rapidamente.

      Nunca vi essa medida. Já vi os comuns 175/80r14 e 195/70r14.

      Pelo desenho da banda de rodagem parecem pneus Sunny SN600 na dianteira (banda muito parecida com Pirelli P6000). A traseira não deu pra ver a banda...

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    3. Anonimo.
      Eu tbém nunca tinha visto a medida. Ficamos fuçando numa loja de pneus e apareceu este par. Os mais comuns da Kombi, 195R14, são muito reforçados nas laterais (trabalham mal em curvas) e ainda pegavam na parte interna das caixas de roda.

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    4. Eu quando montei um jogo de rodas igual a este,ou ao menos muito parecido,procurei muito pneus 195/60 14 e não encontrei,nesta medida jamais havia visto,no fim montei 185/60 e até agora sem problemas,não raspa em nada,mesmo com o Chevette um pouco mais baixo que o comum.

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  19. Muito bom ! Mais um bom carro antigo resgatado.

    Mas alguém ai pode me dizer:

    Qual é a distribuição de peso entre os eixos de um Chevette original, e como ficaria com o motor L4 do Opala ?

    Existe algum diferencial auto blocante para ele que aguente uns 35kgfm de torque ?

    Existe disco de freios traseiros ?

    Até mais.

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    1. Antônio, pelo que eu já pesquisei a respeito do assunto o motor 4 cil. do Opala é pouca coisa mais pesado que o original do Chevette, ou seja, aumenta um pouco a diferença da distribuição dos pesos dos eixos, pelo maior peso na frente, mas nada grave.

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    2. Antonio.
      O Nilton tem razão. O aumento final de peso na dianteira foi de uns 35/40 kg. Não altera tanto a distribuição de peso. Analiso isto melhor na ultima etapa do post. Existe diferencial blocante para o Chevette (do Opala adaptado), mas não achei necessário. Tbém existem freios a disco feitos especialmente para a traseira do Chevette. Mas, tudo isso encarece e complica o projeto, que é de um carro de rua. Se fosse para a pista, a história e o custo seriam outros.

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    3. Antônio
      O 4c nao atinge 35kgf de troque
      Essa parada de troque e do 6c
      Acredito que o 151 atinja números próx a 20kgf .

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    4. Olá Nilton e Josias !

      Pelo sonho de ter um carro bom de curva, leve e rápido como um Lotus (ou quase...rs) me deu aquele estalo na cabeça em procurar mais sobre Chevette, coisa que não sei quase nada além do que vieram de fabrica e da época que os dirigi, mas, com estilo e próximo dessa relação tão sonhada e equilibrada.

      Josias, 40kg a mais de diferença na frente é algo que talvez não seja tão pouco assim para um carro de 1000kg, mas o suportes do motor é o mesmo ou adaptado ? Há sim, tem como postar fotos da evolução e mudanças do seu Chevette ?

      Algum Chevetteiro de carteirinha de plantão ai para tirar a duvida sobre a distribuição de peso em porcentagem do carro ?

      Obrigado pelas respostas !

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    5. Antonio.
      Os 40 kg não são tão significativos, tanto que o volante nem chegou a ficar mais pesado em manobras. Por exemplo, um sistema de ar condicionado dos mais antigos (como o usado no Opala, chega a aumentar uns 20 kg na dianteira.

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    6. Anônimo das 19:43, a pergunta é diretamente sobre algum diferencial que sirva no Chevette com auto blocante e que aguente até uns bons 35kgfm, nada mais.

      Valeu.

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    7. Então aproveito e pergunto: e diferencial com deslizamento limitado (bloqueio menor que 100%) tem para Chevette?

      ass: KzR

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  20. Alguêm sabe como montar um 153 com os pistões do151 ?

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    1. Anonimo.
      Sei pouco sobre o motor 153 do Opala mas, pelo que me lembro, não dá pra montar. Existem diferenças de altura de pistão, diametro do pino etc.

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    2. Prezado Josias,

      Lá vou eu me meter de novo no seu post. Daqui a pouco vc me manda catar coquinho.
      151: 4.000"X3.000", com biela 6.000". É meio chevy 302 de camaro 67/68
      153: 3.875"X3.250" com biela 5.700", é meio motor chevy 307 de 68 a 76.
      Logo como a altura do deck dos blocos é igual, a altura do pistão do 151 é 1.580" e a do 153 é 1,675" a altura do pistão do chevy 350 é 1.540" e a do 327 que é 4X3.25 é 1.675",
      voce pode (e deve,claro) comprar 4 pistões avulsos de chevy 327V8, com 4 bielas de 153 e com o vira do 153 num bloco de 151 e vc faz um 164 cid, 2,7 litros, barato e facil.
      SE estiver sem saco, cata o mesmo vira do 153, com as bielas curtas do 153, que são as mesmas do 250 até 87, corta 2,7mm da cabeça dos pistões do 151 a alcool e monta tudo numa boa do mesmo jeito com peças que vende ali na esquina.
      É isso que vc queria ler?

      Abração

      AG

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    3. Alexandre, meu caro.
      Vc é sempre benvindo para ajudar. E vc fuça mais que eu nestes motores de origem americana com todas suas polegadas. Pelo menos acertei que os pistões tem diferença de altura. Entre à vontade. Abração.

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    4. Alexandre Garcia a cabeça do pistão 151 álcool fica frágil tirando 2,7mm, da para fazer o mesmo esquema utilizando bloco do 153 e fica legal utilizar dois dfv228 + comando?

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  21. Muito legal seu Chevette! Ansioso pelas próximas partes!

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  22. A aprovação do borracheiro foi demais ! Josias, o que tu pretende para a suspensão ? Já que até mesmo o motor original é pesado para as molas dianteiras. Se está aberto a opiniões, dentre todas as modificações de suspensão que vi e experimentei em Chevettes ( tirando molas especiais e amortecedores Koni ) o melhor resultado disparado, é adaptar as molas e amortecedores dianteiros do Opala 4 cilindros na frente, e molas de Caravan com amortecedores a gás do Kadett GSI na traseira. Obviamente tu tem que reduzir o comprimento das molas, cortando mesmo... Antes que me apedrejem, as molas de Opala/Caravan, possui uma resistência elástica bem maior do que as do Chevette. Não esqueça também da barra anti-torção no topo das caixas de roda dianteiras, pois para rachar o túnel/parede corta-fogo é rapidinho, além de ganhar uma boa rigidez de carroceria, necessária ao novo sobrepeso. Uma ideia interessante paro o Chevette é remover a bateria do cofre e adaptá-la no porta-malas.

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    1. Ace
      Quase tudo isso já foi feito e o carrinho já roda com motor Opala. Aguarde a próxima etapa do post.

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    2. Ace, será que essa rachadura de túnel e parede corta-fogo não se deve ao tanto que o 151 vibra?

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  23. Josias, duas questões: uma legal e outra bem-humorada.

    Primeira: como é que você conseguiu transferir de município sem precisar fazer placas novas com a letra modelo atual? Desconheço Ciretran que aceite lacrar placa modelo antigo como a sua, trocando somente a tarjeta.
    Segunda: No meu Dodge resolvi o problema do cinto vestindo uma camisa do Vasco! Embora não seja entusiasta do time.
    Abraços.

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    1. CSS.
      As placas são novas e, pelo que sei, existem ainda vários modelos. Estas são as não refletivas e no menor tamanho permitido pela legislação. Pensei na camisa do Vasco, mas se fantasiando de torcedor a gente ainda arruma briga com a torcida adversária rsrs.

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  24. Josias que história, melhora a cada parte. Muito bom esse final!!!
    O esquema que falaram ai de deixar 3.0 é usando o vira de volvo penta.

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    1. Grechejr
      O motor já está pronto e rodando. Não vou complicar mais minha vida, mas a receita pode funcionar.

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  25. Um amigo meu comentou comigo outro dia: "Cara, morri de dó. Vi o Josias na avenida Indianopolis com um Chevette velho todo estranho. Uma pena...". Expliquei que o Josias é assim mesmo, não precisa ter dó dele não. rsrsrsrs

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    1. Caruso, tinha de ser vc pra me encher o saco. Vc morre de inveja do Chepalinha. E, praga maior, ainda vai andar nele.
      abração

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  26. Lorenzo Frigerio10/03/14 19:29

    Vejam nessa página, entre vários carros, um "Chevazer":
    http://www.piercemanifolds.com/category_s/297.htm

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  27. só pra constar, 98 cv é a potência bruta dos motores 151-S, nenhum a gasolina passou de 90 cv líquidos. os 91 e 92 a álcool tinham 97 cv líquidos.

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    1. Fernando.
      Apesar das diferenças de potencia citadas, não só dependendo das fontes como tbém da maneira que foram medidas na época, isto não é importante no meu caso. A idéia é um motor com bom torque em baixa rotação e não potencia em elevadas rotações. Quem quer potencia e giro é melhor colocar um motor Vectra.

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  28. Olhando a segunda foto do post, lembrei-me de uma coisa: qualquer motorista comum dos anos 2000 muito provavelmente jamais saberá um dia na vida o que significa "puxar o afogador". Grande Chevette, bons tempos!

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  29. Vou arriscar uma sugestão: cluster do GP visando o conta-giros junto ao velocímetro, meu 1º carro foi uma cheva 74 vermelho adaptado para álcool, aos sábados arrancava o carpete (novo) para tirar o poeira. Tinha um adesivo da "Zune",era uma vespa(abelha) cujo corpo era um motor. Bela narrativa, aguardamos a 3ª e última parte, para vermos logo o chepala na íntegra.

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  30. Desculpem a minha ignorância. Sei que certas coisas valem mais a pena pela emoção de fazer e não pela razão. Meu sonho é ter um Omega com motor de Opala Stock Car. Mas visando desempenho e ao mesmo tempo economia, não seria melhor um Familia II? Ele tem praticamente o mesmo torque a rotações mais baixas, do motor do Opala com muito mais potencia sem preparação. Sem contar a faixa útil de rotações e o peso e tamanho menores. No mais muito bacana o post e a sua conquista. Colocar o diferencial do Opala não resolveria? Rodrigo

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    1. Rodrigo.
      Um Familia II tem potencia semelhante, mas o torque em baixa rotação é bem menor. O diferencial do Opala é mais largo e tem outras diferenças técnicas, como apoio, não existe o tubo de torque... daí a salada.

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  31. Que carro é aquele, Azul, aparentemente uma pick up com capa de fibra?

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    1. Paulo.
      Aquilo é um Ragge California. Pelo jeito, vou ter de fazer um post dele tbém.

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    2. Se não for pedir demais :D

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  32. Josias eu nem terminei de ler mais um capítulo do Chepala e tive que vir fazer um comentário.
    Eu desde novo tenho mania de chamar as gambiarras bem feitas de RTP (Recurso Técnico Provisório) com o "P" funcionando como o da CPMF, caso tenha que passar da "Provisório" para "Permanente"! rs

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  33. Josias, sobre o problema do desgaste excessivo dos pistões enquanto a "parte de baixo" fica quase intacta eu estudei sobre o assunto de lubrificação e creio que isso se deva em grande parte pelo lubrificante empregado e não apenas a uma característica de projeto.
    O óleo recomendado para o Opala vai de SAE 20 a SAE 20W50, passando por qualquer um com viscosidade intermediária (no manual do proprietário são citados 10W30 e 20W40).
    O óleo SAE 20W50 é muito viscoso e tem dificuldade de passar pelos anéis e chegar próximo ao PMS, enquanto que o óleo mais "fino",SAE 20, faz isso facilmente porém provavelmente terá um maior desgaste nos mancais devido à diminuição da pressão hidrodinâmica que sustenta esse mancais, mas pela experiência julgo que será praticamente igual ao causado pelo óleo SAE 20W50. Minha dica, portanto, para uma maior durabilidade geral do motor seria adotar um óleo 10W30, por exemplo. Os mecânicos gostam de colocar óleo mais viscoso em motor antigo porque têm medo do motor fumar e o cliente reclamar exigindo garantia, como se houvesse defeito, mas isso só acontece se de fato o motor for mal montado.

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    1. Guilherme,
      Em motores Opala pouco rodados, acredito que o óleo menos viscoso (como o 10W30 que você citou) funcione bem, mas quando a quilometragem do motor aumenta, os óleos mais finos não "carregam" os tuchos hidráulicos corretamente e tem-se uma pequena batida de válvulas, porém nada exagerado.

      Eu já vi vários motores de Opala abertos e, até hoje, em nenhum deles a parte de cima estava sem o famigerado degrau nos cilindros. Todos esses motores que vi já haviam passado dos 100 mil km, mas ao que parece, esse desgaste dos cilindros é algo que não dê para fazer muita coisa a respeito.

      Vou experimentar usar um óleo 10W40 ou 15W40 quando for trocar o óleo do Opala da próxima vez e ver o que acontece. Como não faço a mínima idéia da quilometragem do motor (foi retificado anos atrás pelo dono anterior de quem eu comprei o carro), vai ser um experimento interessante.

      Abraço!

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    2. Guilherme.
      Brigadão pela dica. Vou passar para o 10W30.

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    3. Acredito nas vantagens ditas acima, e é o que fiz no meu Chevette em que refiz o motor. Somente evito o 10W30 por causa do nosso clima já ser quente, acho que o 10W40 está de bom tamanho(e é o que estou usando).

      Também reparo em ver muitos casos de usarem o 20W50 e acho que não é bem o caso para um motor novo, justinho. Imagino que alguns serviços por aí também não sejam dos melhores, então fazem talvez até o motor bater tucho na partida mas evitam que ele fume, pelo menos até a garantia acabar...

      Pelo menos até agora, de motor novo, estou achando muito melhor usar um óleo com boas propriedades(semi ou sintético) e neste grau de viscosidade, o motor parece bem solto e sem problemas com os tuchos(partida e marcha lenta perfeitos) e rodando melhor ainda.

      Abraços

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  34. Gostei da ideia de um motor grande e manso pra empurrar um carrinho leve, a propósito, faz muito tempo que não vejo um hatch tão alinhado e original como esse, teu carro ta muito acima da média Josias.
    Tenho vontade de montar num tubarão SL um "misto quente" o velho quatrinho do opala nunca me agradou... muito vibrante.
    Vou dar um pitaco, troque esses bancos pelos dos Chevettes modernos, muito mais bonitos e confortáveis, ou então use os baixos do antigo mesmo, esses altos são muito feios, minha opniao, claro.
    Boa sorte com o carrinho, cuidando bem vai proporcionar muita diversão.
    Abraço

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  35. Esplêndido o seu conhecimento nesta parte técnica. sr. Josias. Foram os anos de Oficina Mecânica que te tornaram tão bom em cálculos de litragem de motores e de relações de transmissão? Além de você, vejo mais o Bob e o AG tratar desta parte com muito cuidado.

    Então, quais leituras (web ou livros) você recomenda para os leitores que querem se aprofundar nesses detalhes?

    ass: KzR

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    1. KzR
      Além da teoria, obra da Escola de Engenharia Mauá, meu primeiro emprego, ao 15 anos de idade, foi numa oficina mecânica. Ou seja, vai mais de meio século mexendo com graxa. Claro que a revista Oficina Mecânica ajudou muito, principalmente por conhecer malucos como eu, o Bob (um ótimo companheiro de redação, além de amigo) e outros como o Alexandre Garcia, um mago da graxa e das invenções sobre rodas.
      Ler o AUTOentusiastas com certeza já é uma boa base. Aqui não se fala bobagens. E hoje com a Internet, se tem todos os livros do mundo com um clique. Quer saber mais sobre um assunto, pesquise sobre ele. Vai ter besteiras mas, com o tempo e experiencia, a gente separa o que é importante e válido.

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    2. Josias, então realmente comecei de forma errada na graxa. De tempo gasto em graxa, acho que só um dia, umas boas horas trocando o motor de partida do Chevette. Você está com um currículo bem entusiasta. Obrigado por compartilhar.

      Quanto as bibliografias, pergunto se você sabe do nome de um bom livro de mecânica que mostre os detalhes de montagem e projetos de motores, de câmbio, etc. Só percebo os detalhes quando são citados aqui.

      O AE foi um ótimo primeiro passo para eu questionar meu atual conhecimento sobre mecânica. Geralmente quando aqui se fala de mudança de deslocamento, com uso de pistões do tipo X, bielas tipo Y e vira tipo W, resultando numa taxa de compressão Z... fico curioso para saber como esses cálculos foram feitos, ao mesmo tempo, perdido e deixo-me levar pelas palavras achando que o resultado é mais importante. Nem sempre.

      A sua alternativa de alongar mais o câmbio com uso de pneus maiores e obter 11% pareceu-me mágica... incrível!
      O assunto como é tratado aqui, é excelente. As besteiras fazem parte do pacote e diverte! Principalmente as suas! Hahaha

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  36. O Chevettinho está ficando em ótima forma... está dando gosto de ver e ler a respeito. Gostei de sua ação de instalar um conta-giros (já que este painel não é o do GP/ S/R/ Ouro Preto), mas não daria para te-lo instalado na coluna de direção? Estudo colocar um no meu hatch...

    Outro detalhe: este modelo do hatch não tem as bordas laterais pretas escrito "CHEVETTE SL"?
    E mais: que modelo de rodas são essas, Josias? De muito bom gosto. Parabéns.

    ass: KzR

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    1. KzR
      O conta-giros na coluna tampa boa parte do painel, inclusive luzes de alerta. E existe pouco espaço na coluna. Não sei a que bordas vc se refere. Seriam abaixo do vindo lateral, como o SR? As rodas são cópias genéricas de BBS. Tbém gostei, acho que o desenho casou bem com o Chevettinho. Brigado

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    2. Eu uso o mesmo jogo de rodas,as minhas são da Girus,modelo BBS,aro 14 tala 6,5.

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    3. Creio que ele esteja se referindo aos frisos laterais com o nome do modelo inscrito... praxe da Chevrolet nos anos 80/90.

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    4. Pela posição dos emblemas nas laterais, creio que esse hatch seja do modelo Standard, portanto, vinha de fábrica sem os borrachões laterais e sem a plaquetinha no canto do tabelier.
      Eis um Standard, para comparação: http://seculo20antigos.com.br/2013/05/02/chevette-hatch-82-placa-preta-lindo-original-de-fabrica-nunca-restaurado-com-67-000-kms-originais/

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    5. Sim, o Leonardo Brito tem razão. Não sei como chamar aqui-lo apropriadamente. São os frisos laterais de plástico, como na foto abaixo:
      http://carplace.virgula.uol.com.br/wp-content/uploads/2013/12/chevrolet-chevette-hatch-01-620x412.jpg
      O seu tá sem. Tá que nem o Opel Kadett C City.

      Eu já vinha supondo que o conta-giros talvez não desse para ser útil ali sem atrapalhar o resto do cluster. As BBS são lindas, essa (tipo a Girus BBS) não fica muito atrás. As aranhas também caem bem. Rodas normais de VW. Sacrilégio? rsrsrs

      Josias, quanto a diferencial de deslizamento limitado (sem bloqueio total) há para chevette?

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    6. KzR
      O meu não tinha mesmo esses frisos, acho que o carrinho é um modelito mais basico. Os diferenciais blocantes ou semi-blocantes podem ser achados na Net, alguns até no Mercado Livre. Porém, são basicamente componentes do Opala trabalhados para o Chevette e os semi-eixos são emendados por solda. Não gosto disso, me deixa pouco tranquilo acima dos 100 km/h.

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  37. Josias,
    Uma dica melhor que a camiseta.

    Resolução CONTRAN nº 48, de 21 de maio de 1998
    Art. 1° Os cintos de segurança afixados nos veículos deverão observar os requisitos mínimos estabelecidos no Anexo único desta Resolução.
    ANEXO
    3 - Requisitos
    3.1.6. - Para os veículos nacionais ou importados anteriores aos ano/modelo de 1984, fabricados até 31de dezembro de 1983, serão admitidos os cintos de segurança, cujos modelos estejam de acordo com as normas anteriores em vigor.


    Resumindo, cinto de três pontos na frente só é obrigatório nos carros feitos a partir de 01/01/1984.

    Outras dicas aqui.

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    1. Alexandre, meu consulto jurídico.
      Eu sei dessa resolução, quem não sabem são os policiais de transito. Além disso, já levei multa em carro antigo, com cinto de dois pontos, por "estar sem cinto". Os policiais não te param para ver e depois dá um trabalhão pra explicar e conseguir a anulação da multa. Mesmo assim, brigadão.

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    2. Essa que é a questão... recorrer de uma multa ilegal dessas é um saco. Talvez o dia que algum agente de trânsito for obrigado a indenizar o cidadão multado ilegalmente dessa forma..... mas até lá.....

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  38. Aquardando a fase 3 do belo projeto ...
    grande abraço

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  39. Boa tarde Sr Silveira
    Se a pergunta for indelicada antecipo minhas desculpas, mas responda uma curiosidade humana: O que aconteceu com a OM? Tenho mais de 400 revistas dela e pelo menos na minha região não acho elas para comprar. Me recomenda qual revista assinar para achar o time seu de entusiastas? Parabêns pela transformação, era a favor de motor AP no Chevy mas sua história me fez declinar interesse pelo torcudo 151. Muito grato pela agradável leitura.

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    1. Luciano.
      Infelizmente as revistas se tornaram um mau negócio. Hoje, com a Internet e outras midias sociais, se perde muito dinheiro com revistas e jornais, midia impressa em geral. Ou seja, OM se tornou inviável economicamente. O time se espalhou e boa parte está exatamente na Net. De uma busca pelos nomes da turma e vc vai encontra-los. Qto a transformação, gosto do AP, mas não gosto de misturar marcas: um motor VW num GM não me agrada. Além do mais, o Opala tem um motor antigo, pra mim um clássico americano, que merece sobreviver num Chevettinho. A gente se vê pelas estradas. Se for coisa estranha andando bem, sou eu.

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    2. Perdão, quis dizer "profundo interesse pelo torcudo 151. Falta-me domínio das letras.

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  40. Sr Silveira gostaria que além de suas maravilhosas histórias postassem também sua foto, gosto de conhecer meus heróis da caneta e da graxa. Eu não sou gay não! Somente admirador.

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    1. Luciano.
      Já tentei varias vezes que minha foto saia nas respostas por aqui. Ainda não consegui mas vou continuar tentando.

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    2. Josias

      Por acaso esse cara animado aí é você??
      http://motordream.uol.com.br/upload/noticia/13050706698975.JPG
      http://motordream.uol.com.br/noticias/ver/2011/05/10/entrevista-josias-silveira-autor-de-sorvete-de-graxa

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  41. Anonimo.
    Sim, o próprio, no lançamento do meu livro Sorvete de Graxa.

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  42. Prestem atenção na receita Sr.OPALA 4c:http://www.opalass.com.br/projetos/adaptacoes/preparacao-simples-e-barata-para-o-motor-4cil-151

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  43. Alexandre Garcia esse é para você>>>Cabeçote 4 cil - fluxo cruzado (151L4+ um cabeçote de 350v8)
    http://www.jalopyjournal.com/forum/attachment.php?attachmentid=748390&d=1252026649
    http://www.jalopyjournal.com/forum/attachment.php?attachmentid=748389&d=1252026649

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  44. Anonimos:

    O lance mostrado no jalopnik é um cabeçote de aluminio de 350 num 4 cilindros deles, não sei se 153 ou 181. A quantidade de trabalho, modificações, usinagem e solda para fazr isso funcionar é desafiante demais até prum macaco velho e experiente assim tipo o ogro que aqui escreve. Para uma retifica comum com um preparador/mecanico mediano é impossivel. Só um detalhe pra demonstrar o tamanho da encrenca, cabeçote de opala normal é preso por 10 parafusos e o do V8 por 17. Isso 17 e vc não pode refurar o cabeçote, vai ter que achar lugar no bloco, que não tem, para fazer os furos, abrir rosca e tentar apertar o cabeçote do V8 nele. É até mais ou menos comum ver 6 lá com 2 cabeçotes de V8 com 1 cilindro cortado de cada um e soldados juntos depois. Se já é muita geurra fazer num 4, imagina tudo isso num 6 MAIS o trabalho de cortar e soldar os cabeçotes de V8.
    Como eu sou um ogro gente boa, passei prum amigo meu do RJ um cabeçote de corvette de aluminio, ignição HEI para opala 4, e mais umas dicas de como ele deveria fazer para casar tudo. Algum dia ele termina. Ah, tem que soldar pedaços de chapa de aluminio na lateral do cabeçote para vedaro espaço onde as varetas passam e alargar o deck do bloco, V8 usa balancim com relação 1.5 e o 151 usa 1.7. Mais uma complicação. Se não mudar o balancim, a valvula não abre legal.

    Fazer no bloco do 153 não rola pelo cilindro pequeno, e faltou atenção ao ler, os blocos tem a mesma altura. Não muda nada para mehor e ainda fica com um bloco mais fino, pior, se for abrir para 4" e a altura de compressão continua errada do mesmo jeito.
    Já o pistão com 2,7m cortado, sim, ele enfraquece mas ainda sobrevive. Ideal é mandar vir pistão de chevy V8 327, na medida certa, sem nada a fazer.

    E sobre a reportagem, só no lance de rebaixa o cabeçote 1,5mm e vai pra 13/1 de taxa já fica claro que tá errada a conta. Se cortar 1,5mm no cabeçote mal e mal chega a 11/1, quanto mais a 13. Tem gente que fugiu da escola....pra chegar nos 13 tem que cortar o bloco o maximo que der e com certeza absoluta vai ter junta de cabeçote pulando pra fora, o primeiro parafuso do cabeçote na frente esquerda do bloco vai ficar doido pra pular fora e pedir as contas e por aí vai.

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    1. Alexandre, dê uma olhada nesta empresa:
      http://www.kansasracingproducts.com/Kansas_Racing_Products/Features.html
      Pelo que lí, eles fazem o bloco do "Iron Duke" sob medida, podendo alterar cilindrada, bolt patern e cabeçotes (Ford inclusos). Muito interessante.

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  45. Anônimos: Obrigado!!!!!!!!! Qual o máximo que o bloco 153 aguenta em termos pistão pois descobri que meu 153 foi transformado em 151 (vira+biela+pistão+cabeçote)!


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    1. abrir de 3 .875" para 4.000", medida std já é um risco bem alto, mais já é loucura.
      Troca o bloco se der qualquer rolo. Std é risco alto mais ainda dentro do aceitavel.

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    2. Não gostaria de aumentar o pistão não, só gostaria de saber o tamanho da caca que fizeram nele, será que não acharam um pistão p/retífica tipo 020/040 e foram logo arrombando o bloco. Pesso que se possível relate quais às principais diferenças do 153-151. Obrigado

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  46. Josias, vc poderia mostrar em fotos o que o cara fez no carter de óleo para ficar melhor encaixado na travessa do chevette?, cara é muito bom ver esse projeto numa época em que só se pensa em colocar AP ou GM 2..., quem sabe até me empolgue por aqui rsrsrs
    Abraço

    Sergio Carvalho

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    1. Sergio.
      Na sétima foto, que o Renato está cortando a "orelha" do bloco do Opala, vc pode ver bem o perfil do carter, que já é o modificado para encaixar no Chevette

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  47. Prezado Josias, parabéns pela reportagem. Aqui na minha cidade tem um amigo meu com um 77 vermelho com motor Ranger biturbo, mudou eixo traseiro, etc., um canhão. Mas pode um desabafo? tenho carros e motos há mais de 38 anos e nem me lembro de quantos chevettes tive, mas o motor original era e é um aborto da engenharia! Deveriam tomar o CREA desses engenheiros que o projetaram, principalmente os 1.4. Muito cedo já estavam "rajando" bielas e mancais, queimando óleo, batendo comando, tudo devido a deficiências na lubrificação. Ainda por cima "xoxos" e beberrões. Os 1.6 e o "barra S" melhoraram em desempenho mas continuaram "rajantes" e "fumantes" precoces. E os 1.0 são uma piada de engenharia, de muito mal gosto. Ainda hoje, olhe p/ um chevette saindo do semáforo: 90% estão fumando. O carrinho em si agrada pelo conjunto, pela tração traseira e o câmbio de engate mais gostoso (short trow). Abraço!
    Henrique.

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    1. Henrique.
      Concordo com vc. O Chevette é um belo carrinho, com um monte de qualidades, gostoso de dirigir, mas o motor compromete o conjunto, não só pela performance como também pela durabilidade. Daí a decisão de colocar um motor mais "velho" de projeto, como o Opala, com comando no bloco, mas que traz um rendimento para deixar o Chevettinho bem mais interessante..

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  48. Ricardo Dilser17/03/14 10:41

    Hei tio. Casa nova, com teto, motor com mais cavalos e bem mais torque, penduricalhos renovados, gasolina de primeira no tanque... O Chepalinha deve estar muito agradecido. E nós, leitores, também. O problema é que ficamos com um monte de ideias, embalados pela sua desaparafusada cabeça. Já estou atrás de um Fiat 147 para colocar o motor E.torQ que tenho jogado em casa. O carro até posso fazer, mas o texto deixo pra vc escrever. Abraços

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  49. Josias foi vc que fez uma materia na OM com Carlos Cunha no chevette dele? Lembro que comentava do uso do carburador BLFA do monza no motor chevette e tinha ficado muito bom!, Saberia dizer se a comparação era com referencia ao carburador solex35 ou ele é realmente melhor que os DMTBs, miniprogressivos, h34 e 2e que vieram no motor chevette?
    Abraço

    Sergio Carvalho

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  50. Lendo emocionado essa saga, não posso deixar de pensar, consternado, em quão carentes nós fomos, somos e seremos de bons carros no Brasil.

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  51. Josias, estou fazendo um chepala tbm, 4cc.
    Estou usando uma caixa do opala, 5 marchas... quando fui conectar o cabo do velocímetro, o mesmo não funcionou. Então ao checar o pinhão do velocímetro na caixa, percebi que estava todo desgastado. Minha dúvida é que o pinhão que eu retirei é marrom, como o do chevette, com 17 dentes. Eu utilizo o pinhão do chevette ou do opala?

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