NOVO CHEROKEE, O AVENTUREIRO DA JEEP

Novo Jeep Cherokee, no terreno que a maioria deles irá trafegar

"Se você tomar um grupo demográfico de jovens, ricos, com curso superior completo, repare no relógio que usam e saberá se dirigem uma minivan ou um Jeep. Se for um Timex, minivan, se um Rolex, Jeep. Eles estão mais preocupados com as aparências do que com praticidade".
R. S. Miller Jr. - Ex-executivo da Chrysler 


Num belo domingo ensolarado de março, o Bill Egan, que já escreveu aqui no Ae, me convidou para encontrá-lo na Cinemateca Brasileira, onde corria um encontro de antigos. Entre vários notáveis, nos deparamos com um Cadillac Eldorado conversível 1956, um dos maiores expoentes da era dos rabos-de- peixe, que atingia o seu apogeu.

Cadillac conversível, como o que vimos na Cinemateca Brasileira

Aqueles mais de seis metros de comprimento, num amarelo canário claro, interior branco, capota branca, teve e tem vários significados na sua época. A praticidade passou longe dali. "Ninguém precisa de seis metros para acanhados seis lugares, tampouco duas toneladas, dois metros de capô e dois metros de porta-malas, menos ainda daqueles imensos rabos-de-peixe, as coberturas de pára-lamas dianteiros, que tampam as rodas, impedem-nas de esterçar o suficiente para contornar uma rotatória de Moema," disse-me o Bill. Mas esse Cadillac 1956 mexeu com o imaginário de milhões de americanos, era muito mais que um objeto de desejo e símbolo de status.

Há décadas que os automóveis deixaram de ser somente meio de transporte e a indústria pegou carona na idéia do "transporte de ilusões" para multiplicar seus números de produção. No pós-2ª guerra dos EUA os executivos não tardaram muito para se indagar se no bolso do pai da família americana média não caberia mais de um carro. Bastava aumentar o seu endividamento, quando passaria ali a haver uma pequena frota composta do carro principal, do esportivo dois lugares do chefe de família, o da mãe, assim que os filhos fizessem dezoito anos cada um ganharia o seu, um cortador de grama movido a gasolina, bicicletas e motos. Evidentemente não haveria metros quadrados suficientes nas garagens, tampouco essas poderiam ser maiores que a área residencial, problema que se resolveu deixando livre o excedente na frente da casa e melhorando o aproveitamento dos porões. 

A liberação da mulher trouxe-a ao mercado de trabalho, complementando a renda e aumentando o poder de consumo. A área pavimentada em estradas e ruas se multiplicou para comportar esse fenômeno de expansão. Os executivos de marketing tratavam de criar novos segmentos que despertassem novos desejos, um carro para cada membro da família, tratavam de fidelizar as marcas.

O Cadillac 1956 nada tinha de carro da família. O fato de pouco esterçar em nada limitava seu uso para passeios dominicais, preferencialmente no verão com a capota aberta, no inverno a garagem o esperava, mas quem se importava com essa "impraticidade"? Além de belo, reunia avanços de engenharia que nenhum outro havia ousado chegar até então. Ter carro para impressionar o vizinho não é, nem nunca foi, exclusividade tupiniquim. Aliás, acho que nessa pecha pejorativa há uma ponta de inveja, para que se preocupar com os outros?

General Motors e Ford dualizavam a preferência do consumidor médio americano. A Chrysler vinha atrás, a cada segmento inaugurado por uma das duas, os executivos de Auburn Hills (sede da Chrysler, no mesmo estado de Michigan, EUA) se esmeravam para dar a sua resposta, criar seus produtos na esteira do sucesso dos líderes e inspirados neles. Isso durou décadas, até a chegada de um ex-executivo da Ford, chamado Lido Anthony "Lee" Iacocca, no final dos anos setenta.

Sob a batuta de Lee, a Chrysler inaugurou o segmento das minivans que imediatamente se tornou um sucesso. O novo veículo lhe permitia acumular margens melhores, praticar preços mais lucrativos até a chegada da concorrência e, com o caixa gordo, partiu para a compra da AMC já de olho na marca Jeep.

Mãe das minivans e símbolo das soccer moms, a Dodge Caravan 1984

O segmento das minivans, na cultura automobilística americana, deixou um fenômeno, as soccer moms. Segundo a definição do Wikipedia, eram mães de classe média suburbana (no bom sentido, que morava bem, afastada do centro, não a conotação pejorativa) que despendiam boa parte de seu tempo transportando seus filhos e colegas deles da escola para eventos esportivos como o soccer (o nosso futebol, pronuncia-se [só'quer]) e vice-versa. A minivan foi a categoria que melhor representou essa soccer mom, e aí notamos certo exagero nas palavras daquele ex-executivo da Chrysler, sobre a praticidade: é possível apostar que a grande maioria dos proprietários de minivans não tinha um grupo de filhos para transportar a jogos, muitos deles não tinha mais de um ou dois herdeiros. Um automóvel ofereceria infinitamente mais praticidade para esse fim, mas a minivan se tornou moda e estilo de vida. Este sim, passou a ditar padrões de consumo que os compradores aspiravam — ou se iludiam. 

Se por trás de cada compra há uma lógica racional, esqueça, não há mais, nunca houve. Você com um filho pequeno vai até o concessionário e sai de lá com uma minivan de sete lugares, V-6 e sua mulher irá amá-lo ainda mais, porque ela passou a integrar um grupo social do qual nunca deixou de fazer parte e somente ela não tinha uma minivan. Até a sua compra, o que seu filho mais queria era se sentir o máximo ao chegar ao treino de basebol numa minivan dirigida por sua mãe, e ponto.

Jeep Cherokee,  o pai dos SUVs

O estilo de vida associado a automóveis dava mais um passo na nação do consumo elevado. Era tudo o que a turma do Iaccoca precisava para se lançarem em mais um segmento, o dos utilitários esportivos, de sigla inglesa SUV (sport utility vehicle). Da compra da AMC dos franceses da Renault herdaram o desenvolvido e pronto Jeep Cherokee, ainda uma versão rústica e anêmica de 133 cv, suficiente para utility, mas claramente insuficiente para ostentar o sport, que logo seria revigorada com outro motor 44 cv mais potente. 

Interior de couro e caprichos e estava criado outro fenômeno de vendas. A Chrysler novamente liderava um recém-criado segmento, seus dois concorrentes de cidades vizinhas — Dearborn, Ford e Warren, GM — correndo atrás para apresentar os seus produtos desse segmento, que se multiplicaram sub-segmentos. O mundo inteiro queria ter um SUV. Quinze anos depois (2002) a Porsche lançou o seu, o Cayenne, que, por incrível que pareça, representa mais da metade da receita das vendas e lucro da outrora fabricante de bólidos esportivos apenas. 

Aspiração e ilusão nunca estiveram tão fortemente ligadas. Ia-se até uma concessionária e se comprava um Cherokee, que evidentemente não vinha com uma pedra para escalar, tampouco com uma gleba de terra cheia delas. Em contrapartida, o novo comprador seguiria até uma loja da rede Sports Authority e compraria botas Timberland, mais indumentária que o mostrasse como alguém que freqüenta o campo rochoso, mesmo nunca tendo saído de Manhattan.

Range Rover, então o avô dos SUVs

Há quem conteste ser o Cherokee o "pai" dos SUVs. Charles Spencer King liderara a criação do Range Rover quatorze anos antes, também com linhas quadradas, mas do tipo chassi-carroceria em vez do monobloco do modelo americano, suspensões por eixo rígido mas com molas helicoidais. Se o Cherokee se inspirou nas linhas do modelo inglês, mas poupou custos mantendo suspensões por eixo rígido e molas semi-helípticas, não saberemos. O fato é que se o Range Rover era destinado a pouco mais de 20 mil abastadas famílias por ano, o Cherokee multiplicou esse número por quinze. 

Um proprietário de Range Rover podia aspirar ser um caçador de faisões com os seus serviçais a acompanhá-lo nas incursões numa pequena frota de Defenders, dentro deles cães de caça babando para encontrar as aves a serem abatidas, evitando sujar o carro do patrão. Em caso de não ter poder econômico para ostentar todo esse sonho, o Range Rover, sim, inspirava estilo de vida sofisticado.

Já o Jeep traduz o que a cultura americana tem de mais forte, massifica o conceito, centenas de milhares de motoristas por ano calçando botas Timberland, por que não? Reides fora da estrada passaram a integrar o estilo Jeep de ser. No Brasil, país que adota mistura de cultura americana com veículos de porte europeu, a Ford achou a sua fórmula no EcoSport, que de produto típico tupiniquim passou a ser global e vários seguidores apresentando às suas respostas a ele.

O Jeep Cherokee carregava ainda a herança do incrível pequeno utilitário 4x4 empregado na Segunda Guerra Mundial, o Jeep Willys MB, que em vida civil após a guerra virara CJ (Civilian Jeep). A grade frontal do Cherokee tinha de evocar aqueles sete elementos verticais. Em 1984, o conflito já tinha terminado há quase 40 anos. Se algum comprador encontrasse certa identidade com o velho MB, seria através de seus laços familiares diretos, tio ou pai poderiam haver estado no front, ou do que via nas ruas. Portanto, quando o SUV estava sendo concebido, pensaram também em trazer alguma identidade ligada à vitória aliada na guerra ao forte sentimento nacionalista estadunidense.

O Cherokee deixou sucessores mundo afora, esteve por longos dezessete anos no mercado, mas numa obra dos novo controlador germânico da Chrysler, que a absorvera em 1998, decidiu-se que seu sucessor se chamaria Liberty, permanecendo somente o Grand Cherokee no portfólio Jeep. O Liberty era totalmente outro carro, de segmento superior. Especular se os alemães da Daimler-Benz curtiam ou não essa identidade com os vitoriosos invasores nos campos de batalha é pura bobagem, mas deixar minguar o modelo que inaugurara o segmento SUV custa compreender, mesmo olhando as circunstâncias da época, quando o segmento SUV sofreu grande retração.

Numa analogia, seria como se a Apple abandonasse o iPod, pai do iPhone e iPad. O tocador de MP3 pode não mais ser líder de vendas num segmento de inúmeros copiadores que custam fração de seu preço. Do ponto de vista de marketing, a Jeep pagou caro por essa decisão.

Vieram os crossovers (cruzamento de raças, no caso cruzamento de peruas com SUVs), com os quais a Jeep não tinha armas para brigar. Nos EUA, Honda CR-V, Toyota RAV4 e Ford Escape foram os seguidores do Cherokee num novo segmento de compactos e nadam de braçada, são objetos do desejo mundo afora. Ninguém mais lembra das botas sujas como identidade SUV. Já se passaram trinta anos do lançamento do pai de todos. Se algum comprador se identificar com lama, estará no veículo inapropriado, para dizer o mínimo. 

Há cinco anos, num domingo de julho, apanhei um RAV4 e o pus para seguir o caminho até a Baía de Castelhanos em Ilhabela, no litoral norte. Aquela estrada de lama, mal cuidada, dizem propositalmente para preservar a Ilha, apresentou uma dificuldade enorme para o Toyota transpor, enquanto jipes de verdade e Bandeirantes que seguiam comigo o fizeram com bem mais facilidade. Cheguei a ser ultrapassado por um ciclista na parte mais crítica da travessia. Saldo: um amassado no cano de escapamento, que a concessionária Toyota orçou em mais de seis mil reais — encontrei essa peça na Alemanha por € 780 (R$ 2.400) — mas decidi nada fazer, uma vez que o efeito do amassado era nulo no ruído e no desempenho do carro. A proposta dos crossovers é no máximo uma estrada não pavimentada e em boas condições, quiçá um pouco de neve.

O maior risco do caminho estava nos facões profundos, que acabaram por causar pequenos danos no tubo de escapamento

O valente RAV4 em Castelhanos,  Ilhabela; notem que placa dianteira quase foi arrancada no último riacho

O segmento de entrada dos SUVs, mesmo que com veículos distantes da idéia original, tem volumes enormes. Com o pai deles fora de linha, sem sucessores, a Jeep precisava voltar a disputá-lo. A agora FCA (Fiat Chrysler Automobiles), sob o comando de Sergio Marchionne, escolheu o caminho da rentabilidade para levar a empresa a sobreviver e alcançar novos patamares. O foco é estar em todo segmento lucrativo e de volume com bons produtos para disputar a liderança de vendas. O novo Cherokee é derivado da plataforma do Alfa Romeo Giulietta e engenheirado para se tornar um bom contendor no segmento de entrada dos crossovers. Explicações dadas pelos engenheiros da Jeep, por ocasião do lançamento, esclareceram por que não mais o desenho quadrado, os sete elementos verticais na grade restaram como único elemento de ligação com o MB ou XJ (o primeiro Cherokee). Nada de eixos rígidos e molas semi-elípticas. Para dizer a verdade, esse é um típico caso de apanhar emprestada a marca e usá-la em algo totalmente diferente.

Novo Jeep Cherokee Trailhawk, este mais para 4x4 severo

Sentei no Cherokee novo, nos primeiros quilômetros lembrei-me do MAO e seu mau humor misturado com sarcasmo quando se refere à morte das tradicionais marcas de automóveis que, segundo ele, morreram quase todas. Não no sentido de existir ou de produzir e sim como uma morte de propósitos e da alma que havia por trás de cada grande criação. Na sua lista, lembrei do Mini, em que o atual não tem absolutamente nada a ver com a criação de Sir Alec Issigonis, a não ser o nome e as linhas modernizadas.

O novo Cherokee parece tomar emprestado essa "identidade emprestada"’ do novo Mini. Para não dizer que matou totalmente o conceito original, a Chrysler lançou também uma versão batizada de Trailhawk, com capacidade fora-de-estrada superior ao pai dos SUVs. Provou isso num evento onde jornalistas andaram nos dois modelos num campo preparado para tanto. Há também os modelos Sport, Latitude e Limited: se é para tomar emprestada a marca Cherokee, que fosse com algo acompanhando. 

Os compradores de hoje, trinta anos depois do primeiro SUV, pouco se lembrarão do fenômeno Timberland, estes talvez protagonizados por seus pais, que evitarão contar a eles essas bobagens que fizeram. Seria como se eu contasse à minha filha que usei calças boca-de-sino, camisa xadrez rente ao corpo e cabelo até os ombros — melhor nada contar, morreremos com essa cafonice anônima, sem deixar que se repita em nossos herdeiros. Se nada lembrar do SUV de trinta anos atrás, o que dizer da Segunda Guerra Mundial, que acabou há quase 70 anos? No caso dos compradores americanos irem consultar seus avós, estes olharão o novo Cherokee e nada identificarão com o velho MB. Melhor assim, poderá disputar mercados no mundo todo sem lembranças inapropriadas.

O que é o novo Cherokee novo e o que ele pretende? Um crossover bem feito e executado, com opção de motores 4-cilindros 2,4-l MultiAir e V-6 3,6-l, capaz de brigar com CR-V de entrada até Escape topo de linha. Tamanhos e proporções similares, proposta similar, sofisticação na escolha dos materiais de acabamento interno e externo incomuns num Jeep. Andei num Latitude de locadora, branco, interior preto, motor 2,4-l. Foram poucos quilômetros de contato, consumimos exatamente um tanque, alguns dias com bastante neve e baixas temperaturas no fim do inverno americano. 

O novo Cherokee é um automóvel, seu comportamento de estrada em nada lembra um suve. Num momento com nada à frente acelerei até passar de 160 km/h; mudanças de faixa, nada de balançar, nenhum perigo, não havia duendes eletrônicos para me alertar, nem precisava. Silêncio, trocas imperceptíveis de marcha, pus no modo manual e juro achei tinha algo errado, o mostrador indicando engatara a 9ª marcha, mas o conta-giros não acusava nada desde a 6ª, pensei que houvesse um daqueles erros de software, a 96 km/h tanto fazia estar e 6ª como em 9ª. Eu queria entender os ganhos reais dessas marchas adicionais, talvez sejam somente emissões, um custo obrigatoriamente extra ao comprador para cumprir regras verdes apenas.

As nove marchas pareciam excessivas, a lentidão de respostas do câmbio nada tinha a ver com elas, fiz vários kickdowns e tive a impressão que se colocasse uma ampulheta para medir a resposta, boa parte da areia branca já teria passado ao outro lado. A FCA pareceu ter pressa nesse desenvolvimento, capricharam no pacote de equipamentos, no acabamento, mas ficou a impressão que faltou refinamento mecânico. O sistema de climatização da versão alugada era do tipo convencional com disponibilidade de ajustar o graduador do aquecedor pela tela tátil, apenas uma opção mais em conta, e não automático por seleção de temperatura. Enfrentamos –18 ºC e havia enorme demora em deixar o interior agradável. O motor também tardava a esquentar, mas não estando habituado a avaliar veículos nessas condições extremas, prefiro acompanhar o que dirão as revistas especializadas. As críticas até agora não têm sido muito positivas.

O seletor de tração foi customizado e redefinido como "seletor de terrenos", bom marketing, nem tanto para o entusiasta. O modelo Latitude que andamos tinha o 4x4 básico, denominado Jeep Active Drive I, no qual o eixo traseiro é acionado apenas em condições de baixa aderência, quando no modo automático, ou se posicionado no modo lama ou neve. Depois da nevasca de terça-feira e no dia que se seguiu pegamos somente pista seca ou com pouca chuva, nenhuma trilha para provar as capacidades do novo Jeep. A versão Trailhawk oferece mais opções como bloqueio dos diferenciais e redutor, para uso 4x4 mais pesado e também para não descaracterizar totalmente a marca e o caráter Jeep.

"Seletor de terreno" do Jeep Cherokee versão Trailhawk

O sistema de entretenimento é de última geração, isso significa que você não pode mais levar seus CDs para tocar, não há fenda para inseri-los. Obrigue-se a ter um iPod ou iPhone ou sistema MP3 consigo. Novos tempos...

Meu resumo do novo Cherokee? Um bom carro em versão aventureira, com uma lendária marca emprestada, que acredito competirá em condições de igualdade com os líderes do segmento no qual um dia foi o pioneiro. Por decisões executivas tomadas há mais de quinze anos, inexplicavelmente não atentaram para o sub-segmento dos crossovers de entrada e reentrar nele evocando o pai de todos SUV. Pode ser um desvio de propósitos, cada vez mais comum com o marketing de profusão de marcas de hoje. 

Lembram daquela comparação com iPod da Apple? Imaginem se a marca da maçã tivesse descontinuado a produção de seu tocador de MP3 e, dez anos passados, lançassem um relógio de pulso com capacidade de 128 GB de músicas e vídeos e o batiza de iPod... Mais ou menos isso, um produto mais moderno e faz tudo melhor que o seu "pai", porém pouco a ver com a sua proposta inicial.

:Nada pedi ao MAO que me ajudasse a dizer algo a respeito, acho ele teria sido menos condescendente...


MAS

53 comentários :

  1. João Carlos31/03/14 12:11

    Um carro desses não tem nada haver com nossa realidade viária, mais parecida com a européia. Precisamos fazer uma definição do brasileiro como se faz do argentino: um italiano, que fala espanhol, e pensa que é inglês. O "pensa que é americano", já está pronto.

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    1. O brasileiro é um haitiano que pensa que é americano mas queria ser cubano.

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    2. kkkkkkkkkkkkk

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  2. MAS:
    O Roberto Nasser, colunista aqui do AE aponta a Willys Station Wagon,de 1949, a nossa Rural, como a precursora do segmento SUV, incluindo outras marcas. Há outros produtos Jeep anteriores que formam uma bela linhagem.
    Por que você aponta o primeiro Cherokee como inaugurador ?
    AAM

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    1. Antonio,
      Entendo o Cherokee como o primeiro no conceito de Utilitário Esportivo, uma proposta, isso não significa que esteja negando as raízes apontadas pelo excelente texto do Nasser

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    2. O primeiro suv, pela arquitetura de construção que incorporava tudo o que um SUV hoje tem, foi o Lada Niva.

      CerberosPh

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    3. O Lada Niva era um jipe, não SUV. Além da construção tem outras caracerísticas muito importantes que são diferentes entre os dois. Um SUV por dentro é como um carro normal e ainda por cima um tanto luxuoso. Um jipe por dentro é o mais simples possível. O tamanho também é muito diferente, o SUV é comprido como uma picape para poder ter espaço e porta-malas. O jipe é pequeno de forma a facilitar o uso em trilhas estreitas

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    4. Anônimo 18:40,

      Antes do Lada Niva tivemos o GAZ-61 (primeiro carro com tração 4x4 do mundo), lançado em 1938 pela URSS. Como a URSS sofria um embargo multinacional naquele tempo, a transmissão 4x4 só foi apresentada ao Ocidente após a entrada do Exército Vermelho na II Guerra Mundial, em 1941.

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  3. O ser humano evolui. A tecnologia evolui. Em conseqüência, o estilo de vida das pessoas irá se adequar visando atender as mudanças sócio econômicas. Inevitavelmente, vários conceitos serão quebrados e novos paradigmas serão estabelecidos. E assim funciona o mercado de automóveis.
    Eu porém não gosto quando um fabricante rompe com a tradição de um modelo ou marca. Por mais que o carro não esteja ao meu alcance para comprar, sinceramente odeio quando uma história rica como a do Cherokee é simplesmente jogada no lixo para atender aqueles que, como foi dito no começo do texto, estão mais preocupados com a aparência. Atender as novas normas de emissões de poluentes, com toda certeza é válido. Mas reduzir a capacidade fora de estrada deste carro - por mais que seus proprietários não a utilizem - é lamentável. E pior: se não o fizerem, o segmento novo (leia-se suves) irá matar de vez o carro!
    Respeito quem gosta deste tipo de carro, ou de suves como o RAV-4 e o Honda CRX, mas esta é apenas a minha opinião. Eu ainda prefiro as boas e velhas SW's para transportar minha família, os bons e velhos Jeeps para andar em terrenos hostis (vida longa ao Troller e ao Jimny) e os bons e velhos câmbios manuais quando quero me divertir ao volante.

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  4. Muitos preferem e compram um Jaeger-LeCoultre Master Ultra Thin Date, outros se contentam com um “quase igual” Bulova Dress Series 98h51.
    É a vida...

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    1. Bosley de La Noya01/04/14 12:22

      Ah, meu Deus, quanta besteira...

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    2. Bosley de La Noya,
      Não tenho culpa se você não entendeu...

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    3. Bosley de La Noya01/04/14 21:01

      Entendi perfeitamente meu caro Célio. O que não impede que eu continue achando isso uma besteira sem tamanho...

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    4. Ok Odilon A G, digo Bosley..
      Célio.

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  5. "O mundo inteiro queria ter um SUV, mas ainda bem que eu não sou o mundo inteiro".
    :-)

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    1. Relojoeiro
      Os SUVs cada vê mais estão onipresentes
      Se vc ainda nao teve, com certeza terá um no futuro
      Zezinho Bulova

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    2. Anônimo 31/03/14 18:00,
      Nem morto!
      Onde ficaria minha ética?

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  6. Na real, usuarios de Rolex nem olham mais para Jeep...virou carro de jogador de futebol, novo rico. Hoje, a moda são os Range Rover, Cayennes, etc...com motores que deixam muito esportivo com vergonha.

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  7. Cadê o site Autoentusiastas?

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    1. Fernando
      Está em fase final de elaboração e ajustes.

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  8. Nunca gostei de jipe nem de SUV, mas isso aí é estranho. Plataforma de Giulietta? Poderiam ter criado um carro novo, um "aventureiro urbano" para isso e não usar o nome Cherokee
    Não sei o que está fazendo essa aliança da Fiat com a Chrysler. O sucesso deve ser só financeiro, porque até agora só carros confusos e que parecem não agradar nem o público europeu e nem o público americano. Um flashback dos tempos da aliança da Mercedes, só que pior ainda na parte de produtos

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    1. A. 31/03/14 16:19
      Pelo visto você é mais um "plataformeiro". Já falamos aqui várias vezes que plataforma é um mero dado interno do fabricante, que simplesmente não tem nenhuma influência no produto final. O que importa são as características de projeto e fabricação do produto.

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    2. Ótimo post MAS!

      Gosto do design e função dos SUVs, apesar de não pensar em possuir um. Tenho um pouco de mágoa deles, porque no Brasil (no exterior não vejo isso) eles "mataram" as peruas/station wagons. O típico pai de classe média que compraria uma VW Parati, Ford Belina (tomando como exemplo a década de 80) hoje tem uma gama de "caixotes" pra chamar de seu (De Fiat Doblò até Hyundai SantaFe, entre outros). É uma pena, há SWs realmente interessantes ainda no mercado americano/europeu.

      Richard

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    3. Bob, sejamos sinceros. Nem o MAS gostou dessa idéia e dessa construção mecânica para a Cherokee. Um jipe SUV que se proponha a ser bom para uso pesado tem que ter mecânica apropriada para isso. E não vai ser de um hatch médio tração dianteira que vai sair uma coisa dessas.

      Chame de mecânica, chassi, estrutura ou plataforma. Para bom entendedor, meia palavra basta. Se a mecânica/chassi/plataforma/estrutura é inadequada é isso que interessa. Pode me chamar de plataformeiro que nem ligo, estou com o autor da avaliação nesse ponto e não abro. O carro se desvirtuou completamente, inclusive na plataforma, do conceito original.

      O próprio MAS citou o RAV4 como exemplo do que acontece devido a essa inadequação. A imprensa americana fala o mesmo. Eu vejo o mesmo.

      Se quiser discordar, ótimo, é sua opinião e você como chefe daqui tem todo o direito de a expor. Mas ela vai contra a opinião do próprio MAS e não tem porque desqualificar um leitor apenas por usar os termos que a própria indústria usa. Se plataforma fosse algo irrelevante e sem influência, não teria festa no anúncio de uma MQB ou de novos modelos com plataformas "de destaque", onde no press release invariávelmente isso é alardeado.

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    4. Ok Anônimo, agora me diz, por que a plataforma do Cherokee é inapropriada?

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    5. Anonimo,
      Discordo parcialmente, eu apenas relatei a origem do novo Cherokee, como sendo plataforma Alfa Romeu, ele se aproximou do RAV4, seu par europeu seria o Tiguan, mas acredito o VW seja pouco mais sofisticado e para o gosto europeu, enquanto o Cherokee parece adequado ao gosto norte-americano dos mesmos usuários de CR-V, RAV4 e Escape.
      abs,

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    6. MAS, foi isso justamente o que comentei. Fica claro no seu texto que ele se aproximou mais dessa proposta de Tiguan e RAV do que da proposta SUV original. Tiguan e RAV já podem ser considerados mais crossover que SUV. E justamente isso que não gostei, apesar que jamais teria um jipe, SUV ou crossover de qualquer forma (sem querer dizer nada contra aqueles que compram esses carros por se adequarem ao seu uso)

      Paulo Freire, tração dianteira é apropriada para um SUV? Para um crossover com certeza, para um SUV não. Tamanho reduzido e motores reduzidos são apropriados para um SUV? O câmbio automático de carro de passeio com 9 marchas voltado para a economia é adequado para um SUV? A robustez boa para um hatch que anda no asfalto é adequada para um SUV? Acho que isso responde sua pergunta

      Já ouve um tempo em que a Cherokee mantinha os eixos rígidos para aguentar uso extremamente severo, mesmo que isso não fosse vantajoso para a empresa. Ela tinha de fazer com que ainda assim o veículo fosse estável o suficiente e aparentemente era, existiam poucas reclamações disso quanto à Cherokee. Fazer isso com uma suspensão mais "normal" seria muito mais fácil e barato, mas o carro tinha que se manter na sua proposta

      Esse é o problema. Proposta. Tenho certeza que a plataforma da Giulietta é excelente, foi desenvolvida para ser usada exclusivamente por produtos de topo e o carro como um todo (estabilidade, segurança e robutez) foi elogiado mundo a fora. Mas uma coisa é hatch e outra é SUV. Mesmo com a tal modularidade, certas coisas são muito distantes entre si

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    7. Sempre que aparece a tal palavra 'plataforma' fico sem entender, pois li que o Porsche Macan
      é com a 'plataforma' do Audi Q5, mas que seriam carros totalmente diferentes (blablabla), parecendo um menosprezo da Porsche em relação ao Q5 ; afinal de contas, o que seria realmente usar uma plataforma de um outro veiculo? ( ao que parece seria usar o mesmo pneu, ponteiras de escape igual, foi muito fala-se que é mesma plataforma mais outro carro com outros propulsores, "outros tudo")
      Por favor, sanem minha duvida!

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  9. - Jeep sem tração na 4 rodas;
    - Carro de Formula 1 com motor 1.6;
    - BMW de tração dianteira..

    Só falta a Ferrari lançar uma MINIVAN ......daí o MUNDO ACABOU.....

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    1. Minivan eu nao diria..
      Mas nao se desespere se a Ferrari lançar um SUV num futuro próximo
      Submeta-se

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    2. E o Bob ainda não acha nada de errado nessa nova Cherokee feita com base hatch, assim como uma Ecosport por exemplo. Virou um perfeito crossover e não mais um SUV de verdade e um dos poucos que ainda servia para terrenos bem difíceis.

      Acho que isso sim é sinal que o mundo acabou mesmo. Se vier Ferrari minivan é só confirmação.

      Mas parece que é pior que não ter acabado. As coisas estão se tornando muito sem graça e sem sentido. Outro dia vi uma Mercedes nova que nunca tinha visto. Estava meio longe e parecia um carro coreano. Não acreditei quando vi o símbolo da Mercedes naquilo. A F1 então é a segunda corrida que durmo ao assistir, devido ao barulho abafado, baixo e 90% do tempo muito feio.

      Os Maias devem ter acertado a previsão, só esqueceram de dizer que o mundo ia acabar num sentido diferente. E a geração nova, pelo que converso, nem liga para nada disso. Acha normal. Se lançassem uma Ferrari adventure é capaz que achassem legal...

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    3. É incrível como bobagem se espalha feito fogo na mata. Quero saber qual o problema de a plataforma do Cherokee ser derivada da do Giulietta. Se a Fiat-Chrysler tivesse mentido e dito que era uma plataforma feita do zero e especialmente para o novo Jeep [mesmo não sendo] duvido que tivessem essa frescura, mas não, o que importa é o rebanho repetir a mesma coisa de sempre, reclamar de um carro sem nunca ter andado, sequer olhar para ficha técnica e ver que há tração 4x4, inclusive com tudo de mais moderno que a linha oferece.

      Nessas horas ninguem lembra do Compass...

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    4. Simples Paulo, quando notassem a tração dianteira com 4x4 não integral e com reduzida apenas na mais cara, os motores pequenos e a falta de robustez poderiam ter dado o nome que fosse para a plataforma que iam reclamar

      SUV é SUV, cross over é cross over. Chega dessa mistureba, daqui a pouco não sobra nem Porsche e nem Ferrari com propósito fixo. É tudo flex, tudo homogeneo, chega...

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    5. Não é uma minivan mas já estão tentando fazer um suve Ferrari. Dá uma olhada: http://quatrorodas.abril.com.br/blogs/planeta-carro/2014/04/02/um-crossover-da-ferrari/

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    6. Anônimo 19:28, avisa antes de mostrar uma coisa dessas. Dá um susto danado! he hehe

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  10. Pois é! O que dizer...Tem gosto para tudo e marketing é tudo! Então, basta repetir várias vezes que um carro igual a este é tudo de bom, que o proprietário, embora nunca tenha colocado os dedinhos do pé na lama é um aventureiro, que o vizinho vai morrer de inveja, que a sua mulher vai achar que seu desempenho aumentou na cama ( pode ser até no tamanho...quem sabe! ) e pronto: Uma bela alfa se transforma num "crossover" ...Uau! só o nome já te deixa super fashion!!!
    Bem, eu ficaria felicíssimo com uma vera alfa e podia ser bem velhinha... Mas tenho certeza que além de minoria, serei classificado como "careta"... Só com esta expressão já entreguei minha idade!

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  11. Eu me considero muito racional no que diz respeito a comprar um carro. Até me criticam por isso. Não sou de me deixar levar por modismos ou aparência. Também não tenho medo de oficina. Tenho um sedan médio, já com 12 anos nas costas, avaliado pela Fipe em R$ 18.584,00. Apesar da idade é um carro que me atende plenamente, e não só na tarefa de levar e trazer. Mantido em boas condições para não me deixar na estrada repentinamente, tem tudo o que eu quero hoje em um carro (talvez falte o ABS e uns bancos aveludados, pois não faço questão do couro). Não sou de me apegar a futilidades tecnológicas como ar digital ou som no volante de tal forma que o toca CDs Pionner com entrada USB que instalei nele está mais do que suficiente. Da mesma forma que os duendes eletrônicos, que anestesiam o carro numa condução mais purista, não fazem a menor falta (talvez o ABS nem faça falta). Pra piorar ("piorar" acho q só para as fábricas ou para quem vive do comércio de carros) ainda não me vejo "enterrando" 20 ou 30 mil para comprar um carro 8 ou 10 anos mais novo e que o substitua plenamente e mais um pouco, ou seja, que represente ganho real, não apenas avanço de ano. Se é para comprar um carro só 5 ou 6 anos mais novo, gastando fácil aí 10 mil reais em cima, prefiro ficar com o carro que eu já tenho, que pelo menos eu sei perfeitamente o que eu tenho nas mãos. Além do mais, calculo que com cerca de uns 5 mil reais (jogando alto) e com a minha relativa independência de oficinas, posso fazer tudo o que há para ser feito nesse meu carro, inclusive pintura completa. Mas é claro que eu não pretendo ficar com esse carro a vida inteira, mas aí acho q eu irei avaliar bem as possibilidades e me direcionar a algum modelo bem específico, com a ideia de ficar com ele por um bom tempo.

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    1. Muito interessante seu raciocínio. O único porém é a questão da mão de obra. Apesar de conhecer meu carro e saber como mantê-lo em ordem, eu só lido com CANALHAS! Barbaridade! Já me estressei demais com toda espécie de mecânicos. Não existe transparência e comprometimento. Quando sei de uma história bacana como a do Chepala do Josias, sinto uma imensa frustração em não ter contato com um profissional dedicado.

      Nícolas

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  12. Quanto mais categorias e modelos de automóveis melhor,principalmente para os autoentusiastas.

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  13. Meu pai foi pra castelhanos dirigindo um Palio 1.6 98 pô... hahaha

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    1. Fui de Brasília . . .

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  14. Olha discordo de quase tudo no texto, do comparativo com o iPod até as necessidades e equipamentos do carro.

    Para começar a função do iPod é ser um tocador de audio, não importa o formato, para se ter uma ideia há 4 modelos dele: Shuffle, Nano, Touch e Classic. Se a Apple tivesse lançado um relógio, fivela, tênis ou o que for e chamado-o de "iPod", não haveria nenhum problema desde que ele tocasse musica.

    Sobre a Cherokee, também nunca entendi a substituição dela ficando apenas a "Grand", de toda forma, o novo modelo vem adequado a essa época, tal e qual o original, o que inclui sua estrutura, suspensão, motores e por aí vai. Ainda tento entender qual o problema com a plataforma do Giulietta já que o novo Jeep ainda conserva as qualidades de seu antecessor, apenas se adequou ao mercado. Em vez de oferecer a cara tração integral em todos os modelos, ela oferece para quem realmente vai precisar, podendo assim baixar o preço final do produto.

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    1. Paulo Freire,
      A menção plataforma de origem foi apenas informativa, não um juízo, já dirigi RAV4, CR-V, Escape geração anterior e Tiguan, o novo Jeep me pareceu melhor que os japoneses quanto a dirigibilidade, melhor de asfalto, minha crítica foi sim o uso inadequado da marca Cherokee, uma marca torna-se um ativo, mas ela está inerentemente ligada à sua proposta inicial, se o exemplo Apple não ilustrou bem o que penso, imaginemos a Sony lançando um óculos com conexão à internet ultra-rápida e o batiza de Walkman, mais ou menos isso.
      abs,

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  15. Hah! o "Life Style!" Certa vez arrumei uma encrenca com "pickupeiros" ao afirmar que uma Strada, consegue fazer 90 por cento dos seviços, de uma caminhonete 4x4 turbo diesel. Considerei a única vantagem das grandalhonas, alguma situação de atoleiro. Só que não, tendo vista o vexame da SW4, no artigo acima. Se a Stradinha ficaria pelo caminho, a grandalhona de R$ 150.000 quase ficou, e ainda deu um prejuízo razoável. Foi mencionado o exemplo do Cadillac: 6 metros, para 6 lugares apertados... Ora! aqui em Goiás, conseguimos ser mais irracionais ainda. O Lyfe Style pesudo-caipira, faz pessoas comprarem carros de duas toneladas com 5 lugares apertados, (o Caddy pelo menos tinha 6!) e com mais de 6 metros de comprimento...Tudo bem, é um modismo irracional, não questiono isso, gosto é gosto! Mas a questão, beira a imoralidade e a idencência quendo verificarmos que tais trambolhos da moda, comprados geralmente por moradores de condomínios de luxo, são, muitas vezes, movidos pelo diesel subsidiado pelos nossos impostos. (sim, pela legislação, uma SW4, uma GrnadCherokee, uma TrailBlazer ou uma Pajero Dakar, é considerado um veículo de trabalho, um caminhão!). Bonito, né? Você, trabalhador, pagador de imposto, colabora com o subsídio, para o "Boy com Life-Style Pseudo-Caipira" (não sabre arrear um cavalo, mas usa bota e chapéu) encher o tanquão do trambolho com diesel, e ir para balada sertaneja universitária. Não é recalque! Apesar de goiano, torcedor do verdão, nunca quis interpretar tal papel ridículo e se tivesse bala na agulha e quisesse tirar onda, ia de Camaro Amarelo: Ficaria igualmente doce, doce, doce, com as gatas, e teria um devorador de asfalto, que não cobre duas vagas do estacionamento no Shopping Center... Mas tem o Lyfe Syle, não é? O jeito interiorano de ser, de falar arrastando o rrrrrrr, de só escutar modão bruto, rustico e sistemático, de entornar garrafa de uisque e gritar iiiiiiiirraaaahhhh! tudo isso pede uma caminhonete! Já aqueles que realmente tem sítios e fazenda por aqui, atento ao custo de tudo (todo fazendeiro que conheço, é bem pão duro)... Vai de Strada mesmo, até por uma questão de consumo e de manutenção!

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    1. O "r" à caipira é bem mais antigo que esse life-style que você bem descreve. Tem origem no inglês, falado por aqueles que vieram para as obras de implantação das ferrovias, lá no século dezenove. É de raiz tal qual a moda de viola. Tudo o mais que você cita é importação recente dos EEUU, a chamada cultura "country". Pura imitação de quem não conhece sua própria história, que por sinal, é bem rica.
      Com relação ao Diesel, o AE me corrija, por favor, se estiver errado, já não há mais subsídios há mais de dez anos.
      AAM

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    2. Rogério Ferreira,
      Eu acho que por aqui só nós pensamos assim.
      E viva os trambolhos, hehehe...

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    3. Antonio,
      Sim, já não há subsídios ao diesel, não temos carros a diesel aqui por conta da limitação da capacidade de refino da escandalosa Petrobras, o perfil de craqueamento que eles tem já é inadequado às necessidades atuais, o que diria se o mix de consumo diesel aumentasse...

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  16. Esse texto me trouxe grandes lembranças de um SUV não mencionado no texto. A Blazer, aqui em casa tivemos uma por 4 anos, tinha seus defeitos, mas mesmo assim não deixava de agradar.

    Era grande e pesada, motor 2.2 fraco pra uma serra, os plásticos do painel eram pessímos, o banco traseiro não era tão confortável. Mas tinha a faixa degradê no parabrisa, que o Bob sempre aponta, e a tração traseira mesmo na 4x2 trazia mais força numa estrada de terra.

    Deixou saudades, mesmo com uma Ranger no seu lugar, ainda é difícil encontrar algo que agrade como a Blazer fez. Ainda não andei numa Cherokee, acho que encantou muito seus donos, e espero que a versão com raízes italianas também satisfaça-os.

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  17. Péraí, para tudo.
    Virou zona mesmo de vez. Grand cherokee sem eixo rigido, sem pelo menos opção de um unico motor V8 que seja e com o 4 cilindros que é na verdade um mitsubishi 4G64 disfarçado de tigershark?
    Esse cavalo é egua e essa coca cola é fanta. Vou passar bem longe disso aí e continuar a curtir a minha maravilhosa GC, que é V8, de verdade, com um unico comando no meio do bloco, vareteiro, eixos rigidos na frente e atrás e boa. Tchau, acabou, já era, zé fí ní.

    AG

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    1. KKKK .. Também tenho uma GC V8 ,ano 1997 e também é verde metálica , hoje com 120.000kms originais .. Não vendo nem a pau..Esse modelo para mim foi um dos últimos com cara de Jeep ..os atuais são muito ridículos... são carros para ir às compras e levar a molecada para a a escola..

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    2. Falou tudo Alexandre Garcia! Depois essas empresas se perguntam porque estão indo pro buraco. Desvirtuaram completamente o espírito do que faziam no passado, uma completa falta de respeito à própria memória, que dará frutos amargos num futuro próximo.
      Apesar que para esses homens de hoje, criados a base de leite desnatado com pêra, que ligam para o guincho mesmo que o problema seja um simples pneu furado, o futuro do automóvel é isso aí que estamos vendo agora. Lamentável...

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    3. Fui criado a base do leite desnatado com pera e quando chamo o guincho é porque o carro não tem a mínima condição de uso e às vezes nem de arrumar. Passar bem hehehe

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    4. Pedro de Albuquerque02/04/14 21:21

      Parabéns pra você, nesta data querida...

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