NOTÍCIA: RODÍZIO PELO FINAL DE PLACA EM PARIS!

Foto: greencarsreports.com


Quando  leitor José de Paula R. N. A. nos mandou a notícia ontem, tomei um susto. Parecia que a Cidade-Luz havia tomado o rumo da boçalidade paulistana  — melhor dizendo, dos prefeitos da cidade desde 1997 — ao adotar rodízio pelo final de placa.

Ao ler a matéria, porém, alívio (misturado com raiva, pelo que é feito aqui): o rodízio é por razões ambientais, grande acúmulo de névoa fotoquímica (smog) no ar da capital parisiense e não a nossa nojenta "operação horário de pico". Carros com final par rodam um dia, com final ímpar outro; elétricos, sem a restrição.

Como se não bastasse o motivo — justo — do rodízio, ele foi emergencial e por isso mesmo só vigorou ontem e só vigorará hoje.

É exatamente como foi previsto no Código de Trânsito Brasileiro, poderem os municípios adotar restrições de circulação quando se tratar da redução da emissão global de poluentes, Art. 24, Inciso XVI, mas que aqui foi desvirtuado para uma "operação reforça-caixa permanente da Prefeitura" engendrada pelo nojento e vivaldino Celso Pitta (já se foi) e lamentável e imperdoavelmente perpetuada pelo seus sucessores.

Vive la France!

Ae

7 comentários :

  1. Lá um carro elétrico substitui dois movidos à combustão, já aqui não.
    Outra diferença é que lá o controle é eletrônico e aqui o controle é manual e serve como um cabide de empregos para centenas de pessoas.

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  2. Lá em Paris o rodízio acontece esporadicamente desde a década de 1980, quando o clima local não está favorável a dissipação dos poluentes. Contra a natureza não há argumentos, então é melhor deixar o carro na garagem do que usar máscaras de gás para sair na rua.

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  3. Mas rodízio em Paris é facilmente contornável. A cada esquina se tem uma estação de metrô.


    Marco

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    1. Perfeito! No verão anda-se de scooter, no inverno, de metrô. Sem nenhum prejuízo para o dia a dia do cidadão. Aqui somos feitos de refém dentro de um modal. Aqui, deixei a preguiça de lado e adotei a motocicleta, baú e capa de chuva. O ano todo. Não ando re ônibus e metrô nem a pau no Btasil. Se um dia não tiver dinheiro, junto o da passagem e pago a prestação de uma Pop 100.

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  4. Li na BBC News também uma outra grande diferença em relação ao rodízio paulistano: a gratuidade do transporte público durante o período do rodízio.

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  5. Em Londres não sei se há rodízio, mas há pedágio para andar no centro. Lá o motivo é o trânsito pesado mesmo... Mas como já disseram nos comments aqui, a graaaande diferença do rodízio de Paris, pedágio de Londres, para com o rodízio de São Paulo, é que a pessoa só vai de carro para o centro se realmente quiser ou transportar uma carga... Porque os sistemas de transporte público, ônibus, metrô, táxis (caríssimos mas eficientes) funcionam perfeitamente... E em Londres há muitos estacionamentos no arrodeio da área central, você pode vir do subúrbio de carro, parar ali e pegar um transporte público para o centro. Agora vá fazer isso em São Paulo, ou qualquer outra cidade aqui no BR... Mesmo as pequenas podem não ter trânsito nem ônibus cheio, mas o ônibus vai ser ruim com certeza vai, desconfortável, perigoso, impontual, e por aí vai...

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    1. Lorenzo Frigerio18/03/14 18:37

      Em Londres e Paris não existe essa desgraça brasileira chamada "prédios". Cada m2 da Cidade de São Paulo tem potencial para incorporação, aumentando absurdamente o valor do terreno, inclusive para fins fiscais, então não existem estacionamentos junto a estações de metrô mais periféricas, e mesmo que alguém fizesse um estacionamento nesses lugares, o preço de estacionar também seria absurdo, anulando a vantagem da idéia. Lembrem o que aconteceu com o estcionamento da Estação Santa Cruz, que virou shopping.

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