DUAS TURBINAS, UM GALAXIE, MUITOS SORRISOS

Fotos: Rohbson Teixeira de Oliveira e autor
V-8 e biturbo, força extra ao Galaxie, a combinação ficou inusitada e interessante.

Nem só de placa preta viverá um homem. A frase, com um quê de bíblica, é o que penso sobre os carros de uma garagem. Confesso que já fui muito a favor dos "streets", também já fui um "xiita zé-frisinho", hoje me considero no meio-termo. Atualmente penso: cada carro tem uma história e cada um faz o que quer com seus veículos.

O carro conserva muitos detalhes originais em sua carroceria, por exemplo, os frisos e lanternas...

... o que não é original do modelo veio de outros Galaxies e automóveis da marca, o que confere um charme ao projeto

Garanto que qualquer autoentusiasta, ao engatar a primeira marcha desse LTD, pisar fundo no acelerador e soltar a embreagem, terá a certeza de que esse Galaxie não é qualquer um, se não bastasse as costas colando no encosto do banco inteiriço, o giro que sobe rápido... a luz espia do "Óleo" acende, mas calma, esse é só o "shift-light" do carro avisando que o motor e suas duas turbinas pedem mais marcha. Sair cantando pneu e marcando a rua com restos de borracha é quase inevitável.

Os pneus faixa branca mantêm um pouco da sobriedade que resta ao projeto, mas derreter borracha é um pedido que o automóvel praticamente suplica ao condutor.
Meio pacato e meio ousado, dificilmente projetos de "street rods" conseguem essa harmonia nos Galaxies, mas ai está a prova de que a mistura é possível

No painel, o relógio foi substituído por um conta-giros, cuidadosamente montado para parecer original de fábrica, os desavisados nem reparam na substituição. No assoalho, em cima do túnel do câmbio, três manômetros orientam sobre as pressões do sistema (óleo, combustível e turbo). No mais, tudo original: Bancos em jersey, laterais de porta em courvin e volante de dois raios. Aí está um meio de fazer automóveis que me agrada, manter a identidade, mas mexer no que é fundamental.

O trio de manômetros no assoalho é um dos poucos detalhes que denunciam, por dentro, a não originalidade.

No mais, boa parte do interior mantém a originalidade do automóvel, e andar num turbo com câmbio na coluna é sensacional

Se estamos falando de carro e do que é fundamental, é claro que vamos para onde mais interessa, o motor: o 302 original, conhecido como "canadense", embora tenha um giro fantástico, tem durabilidade menor que outros V-8 de bloco pequeno da marca. Um dos motivos é que o pequeno "Windsor" estava na penúltima medida, então foi substituído pelo 292 que equipava a linha Galaxie até 1975.

O motor original 302 foi substituído pelo 292, o bloco foi pintado na cor do carro

O motor, até onde sei, não foi para o dinamômetro, então afirmar uma cavalaria é algo um tanto baseado no chute. Uma alternativa seria dizer uma daquelas frases de "tirar da reta", onde se fala de uma cavalaria "estimada". Para não ser leviano e jogar um número absurdamente grande, na minha experiência com esses motores apenas diria algo próximo aos 300 cv, mas o torque, ah, meus amigos leitores, nem ouso chutar um número, mas posso dizer que é uma patada e tanto, com o pé direito teimando em aproximar do assoalho os carros que estão lá longe na dianteira ficam próximos num espaço de tempo pequeno demais para um desavisado. Ainda assim, não faria a desfeita de apenas desfilar calmamente com esse monstrinho, acelerar é preciso!


A mufla cobre o carburador duplo Motorcraft, original dos 302, que ganhou banho de níquel e agora trabalha com álcool

A troca do coração que mora embaixo do capô pode parecer uma heresia, mas neste caso não é. Acontece que o "Y block" é um motor mais "torcudo" e com peças superdimensionadas (nos EUA esse bloco chegou a 312 polegadas cúbicas, 5,1 litros). Equipado com dois turbocompressores, o motor ganhou elasticidade no giro, nem de perto parece o comportamento original dele. Para alojar os turbos — originais da Ranger Diesel — na dianteira do carro, haja criatividade: um dos coletores de escapamento é do caminhão, que passa pela frente do bloco, o outro é do próprio 292, mas foi trocado de lado. Assim, em vez dos gases de escapamento irem para a parte de trás do carro, eles são direcionados para a dianteira. 

Os turbomcompressores usados no projeto são as mesmas originais da Ranger Diesel de 2002

O LTD que ilustra essa matéria é um caso típico em que a história do carro leva o veículo a não ser exatamente igual aos seus irmãos da linhagem Galaxie. O automóvel que nasceu ostentando um belo tom de marrom na carroceria e também no teto de vinil, recebeu alguns apelos estéticos, na pintura um flocos de alumínio (bem finos) dão mais brilho ao verniz, o teto recebeu uma cobertura feita em couro. O que mais confere personalidade ao carro é a cobertura dos faróis (que foi feita usando outras duas grades originais) e para combinar com o visual filetado da dianteira; as calotas são dos LTD/Landau 1971 e 1972.

As calotas são dos LTD/Landau 1971 e 1972, combinam com os friso e a frente, também dão um ar filetado ao automóvel
A dianteira é formada com o uso de três grades; para cobrir cada conjunto ótico foi usado mais do que meia grade.
A  identidade do conjunto lembra os Mercury Cougar XR7 de 1968

Conheci o carro em 2005, durante uma busca num site de compras. Tenho mania de entrar todos os dias nesse site a procura de peças e carros. Numa dessas buscas eis que encontro o automóvel à venda, na época o preço era alto — hoje seria até baixo —, entrei em contato com o dono do veículo e me identifiquei deixando bem claro que não podia comprar o carro, mas trabalhava para uma revista e gostaria de fazer matéria com o LTD. De cara lhe disse, "para mim seu Galaxie é a matéria de capa!"

A tapeçaria ainda é a original, laterais de porta em courvin com costura eletrônica e bancos em jersey
No capô do motor, o emblema original dos LTD americanos serve de adorno para o biturbo

Prometido e cumprido, estava prestes a sair da revista onde trabalhava como editor, mas ainda tinha a decisão nas mãos e um faro de que ali estava um carro curioso. Aquela foi uma das maiores vendagens da publicação, o reconhecimento na época foi tanto que o dono do veículo decidiu não vender mais seu bólido.

Anos depois o automóvel mudou de mãos, foi para a garagem de um entusiasta da linha Galaxie, Paulo Mondoni, que tem seis originais com suas placas pretas penduradas nos pára-choques. A exceção que ainda mantêm penduradas nos pára-choques as placas cinzas é o biturbo, ou seja, como disse lá no início, uma garagem deve ser assim... democrática.

PT

50 comentários :

  1. deve ser engraçado ver a barca saindo na frente no semáforo

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    1. Olá Ravi,
      Realmente é engralado, mas o som dos assobios e também os espirros das turbinas denunciam, de qualquer forma é muito interessante.

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  2. Esse carro me lembrou um que vi há um bom tempo nas páginas da finada Oficina Mecânica... era, justamente, um LTD na mesma tonalidade de cor ostentando um kit de injeção eletrônica no motor.

    Essa frente ficou matadora, se ele fosse preto seria o carro ideal pro Besouro Verde... imagino o susto de quem vê essa frente "mascarada" no retrovisor se aproximando rápido.

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    1. Pois é, ao mesmo tempo ficou elegante e agressivo.

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  3. Um carro entusiasticamente fantástico !! Show de bola !!
    Imagino a patada que deve ser a aceleração, o barulho grosso do V-8.. esse aí deixa qualquer um com um sorriso no rosto, bem aberto !!
    Que ano que é esse modelo mesmo ? Não vi essa informação no texto.
    Excelente post , Portuga !

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    1. Fala Xracer, realmente não coloquei a informação, esse é um LTD 1976

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  4. Acho que estou mais para "zé-frizinho", mas tem muito trabalho de personalização (eu disse personalização, coisa que no meu dicionário automobilístico passa looooooooooonge de ser sinônimo de xunação) que não tem como não admirar e tirar o chapéu. Eu mesmo, se tivesse condições$, há pelo menos dois carros que gostaria de ter em dobro, um completamente original, e um personalizado: Chevrolet Veraneio, e Simca Chambord. Em tempo, já que se falou nele: o tecido que forra os bancos desse Galaxie ( e que também esteve presente em alguns Opala), é o tecido mais agradável ao toque de que me lembro ter sido usado em um carro, mais até que o outro que gosto demais, o veludo.

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    1. Mr Car,
      Também sou fã do tecido Jersey e também veludo.

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  5. Lindo demais, adorei a grade toda filetada até os farois.

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    1. Também achei que ficou interessante e com as calotas conferiram harmonia.

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  6. Muito legal esse galaxie, na hora lembrei de um transformado para carro funebre, conheci já readaptado, com banco traseiro, uma perua duas portas, motor 292, pintura meio desgastada, teto com vinil removido, agora penso nele com duas turbinas...
    Luciano D.

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    1. Anonimo,
      Ficaria um carro de matar kkkk

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  7. Portuga, não que seja problema, mas fiquei curioso com o consumo de combustível! É um carro que andei bastante quando mais novo, me apaixonei desde então, esse biturbo melhora tudo!

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    1. Rafael,
      Para ser sincero não sei em quanto ficou o consumo, mas num passeio abasteci num sábado de manhã, em São Bernardo do Campo, andei até em casa, em São Paulo, passei o final de semana com ele e devolvi no domingo a noite em Santo André, gastei meio tanque (38 litros) aproximadamente

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    2. Rafael,
      Vou apurar com o dono do carro

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  8. Pessoal, vou puxar um assunto fora do tópico, mas relacionado a autos antigos: hoje, um amigo me contou que conhece um Opala 4 portas 81, com ar-condicionado e...câmbio de três marchas com alavanca na coluna de direção...Segundo ele, esse carro está original. Eu não quero e nem tenho condições de comprá-lo, mas, p/ mim, só havia saído Opala com três marchas até 1979. Algum colega sabe dizer com precisão até que ano a GM produziu o Opala com três marchas?
    Antônio do Sul

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    1. Eu conheci (esse conheci mesmo, ninguém me contou) um Opala com câmbio na coluna feito depois de encerrada sua produção oficial. O dono (um primo em segundo grau), quando vi o carro e estranhei, me contou ser um pedido dele para um amigo que era graúdo dentro da fábrica da GM. Como foi feito (se dentro da própria fábrica, em uma oficina de concessionária GM, ou em oficina particular), não sei dizer. Só sei que a GM ainda tinha em estoque tudo que era necessário para montar um assim, e foi montado. No caso, era uma Caravan.

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    2. Amigo, eu tive um Opala (4 portas, 4 cilindros, preto), ano 1984 com 3 marchas câmbio manual "encima" . Banco inteiriço, seis passageiros no documento. O dono anterior havia comprado em leilao da aeronautica. Ao que me consta ateh 1990 havia esta possibilidade em "special order". Umberto.

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    3. O Opala e a Caravan tinham versões de 3 marchas em catálogo até pelo menos 1988. Tenho um manual de Opala que descreve essa combinação.

      Deve ser coisa rara, rarissima mas que existiu existiu.

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    4. Amigo, esse aí que você viu é dos últimos. Tenho quase certeza de que a partir do modelo 82 só saiu com câmbio no assoalho.

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    5. Amigos, muito obrigado pela ajuda. Esse Opala de que falo é branco ou bege, quatro portas, mas com bancos individuais, não sei se originais ou adaptados, e está nas mãos do terceiro dono. A minha desconfiança é de que tenha sido carro de frota, como do anônimo das 16:43. Não faz muito sentido um particular ter encomendado um Opala com câmbio de três marchas e ar-condicionado, que era um opcional caríssimo naquela época.
      Antônio do Sul

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    6. Fora de tópico nada meu amigo.
      Acho até uma bela sugestão de post para a turma do Autoentusiastas!

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    7. Pessoal,
      O cambio manual de tres marcjas com acionamento na coluna de direção existiu, pelo menos, até 1988.
      Explico: sou louco para comprar um Comodoro 4 portas, 4 cilindros bege de interior begw que tem bancos inteiriços e câmbio na coluna, o ano 1983 - o carro esta com seu terceiro do o e o segundo proprietário foi o CAAS (Clube de Automóveis Antigos de Santos). Um grande amogo meu é o segundo do o de um Opala Comodoro coupe, 4.1S, ele é o segundo do o do veículo, e em seu
      Manual consta a opção do câmbio de três marchas na coluna de direção, resumindo - pelo menos até 1988 existiu.

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    8. Portuga, esse Opala de que falei está à venda e é bem próximo desse que você quer comprar. É também um Comodoro do primeiro modelo de farol quadrado, com interior bege, mas bancos dianteiros individuais. Esse carro é de Curitiba e está anunciado no bomnegócio.com. Para vê-lo, na busca, digite Shadow (o atual dono estuda trocá-lo por uma Honda Shadow).
      Antônio do Sul

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    9. Opala e Caravan com 3 marchas (nas versões básica e Comodoro, indisponível para Diplomata) saiu como opção normal de linha - embora cada vez mais rara - até o começo de 1988! prova: tenho dois manuais do modelo 88 - um de dezembro de 87 que traz instruções sobre o câmbio na coluna, e outro de abril de 88 que já não traz mais essas informações... Eu mesmo tive um Opala 84 preto com câmbio na coluna (era do exército), e conheço alguns outros, sendo o mais novo 85. A maioria saiu para o governo e frotistas, sendo os particulares bem mais raros, mas conheço um 81 branco com interior marrom "civil" desde zero km! E ainda reza uma lenda que teriam saído sob encomenda algumas Caravans ambulância com câmbio na coluna até o fim da linha, em 92...

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  9. Lorenzo Frigerio01/03/14 17:17

    Parece o tipo da conversão feita por quem tinha um monte de peças jogadas e resolveu tirar uma xinfra "na bacia das almas", inclusive o carburador bijet F2 dá a entender isso. Pois tirar um 302, que pode ser retificado com componentes de boa qualidade e a um baixo custo, para botar um 292, que é um motor que deixou de ser fabricado em 1958 e não serve nem como âncora de navio, é o mesmo que desmontar o sistema de injeção de um carro assim equipado para colocar carburador. É absolutamente inexplicável. Já tive esses carros com os dois motores, não dá para comparar. A não ser que, realmente, estivesse tudo na mão, inclusive um 292 funcionando bem, mas mesmo assim, os coletores de escape tiveram de ser fabricados, e isso custa.
    Sei de um Galaxie 67/68 de um piloto de avião que está com um motor 460... talvez você o conheça. Acho que esse daria uma reportagem interessante, pois o carro é um "sleeper", bem original por fora.
    Um amigo meu também tem um carro bem forte: um R/T biturbo. Só que é uma conversão feita como se deve: motor "Magnum" 5.2L injetado a álcool. Segundo ele, deu 535 cv no dinamômetro.

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    1. Lorenzo,
      Se você tiver a cjance de reler o tezto perceberá que o motor 302 origianl nao suportou bem a dupla de turbinas, daí o motivo de ter sido usado o 292, que na sua opinião não presta, mas na de outros que gostam e entendem de V-8 é um motor bem aceito e bastante durável.
      Conheço esse Galaxie com o 460, senão me engano o conjunto mecânico veio de uma antiga ambulância norte-americana que veio num lote dos anos 90e usada pelo SAMU de SP.
      Quanto o uso de injeção eletrônica nesses projetos eu não gosto, sou do tipo que gosta do carburador, quase sempre um carro injetado anda o mesmo que um carburado, gasta tanto quanto e quamdo dá problema só é arrumado em oficina, mas isso é questão de opinião.
      So para relembrar, os coletores de escape não foram fabricados e sim usado peças oroginais para V-8 nacionais da marca.

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    2. Lorenzo Frigerio01/03/14 23:09

      O 302 V8 é basicamente o mesmo motor que o 289 usado no AC Cobra e no próprio Galaxie 1966 americano que deu origem ao nosso. Portanto, ele é intrinsecamente capaz de aguentar um biturbo tão bem quanto um 292.
      O 302 tem má fama no Brasil por culpa da Ford, que trouxe para cá o refugo do refugo. Motores sem balanceador harmônico (só com polia) e engrenagem do comando de "celeron" (para ficar silencioso e dane-se a durabilidade). Esses motores também sofriam de "core shift", que podia deixar as paredes dos cilindros finas em alguns pontos, prejudicando as maiores retíficas possíveis. É óbvio que alguém que se proponha a biturbinar um motor desses tem que fazer o teste sônico do bloco, se ele der mais que .020". Talvez o dono/mecânico optou pelo 292 porque é um bloco mais pesado, e ele já o tinha, mas é um museu, com cabeçotes desenhados na época da Marta Rocha e uma relação diâmetro/curso não tão favorável quanto a do 302.
      De qualquer forma, o dono/mecânico foi criativo na escolha dos componentes, imagino que mexa muito nesses carros. Isso é que é "fazer das tripas coração"!
      Já do ponto de vista "antigomobilista" não vejo com bons olhos o uso de turbo nesses carros. Sou mais um bom veneno aspirado e um visual tão original quanto possível. Aliás, os Landoxas ficam bem com um 351 Windsor e provavelmente há alguns rodando por aí.

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    3. Lorenzo,

      Sob a ótica da boa tecnica mecanica, o carro é um nonsense completo. O Y block é infinitamente inferior ao 302 em qualquer quesito que vc compare. Se o cara fez o 302 e ele quebrou, na boa, é porque fez mal feito. Mas tambem, turbo, com bico suplementar, carburador e provavelmente um presostato de geladeira acionando o bico não é receita para fazer motor que funcione e seja confiavel. Assim qualquer coisa quebra. Se fizer injetado direito, com um modulo controlador decente, com todas as funções que deve ter, voce consegue com uma pressão de pouco mais de 1 bar dobrar a potencia original do motor, andando na gasolina, sem nenhum veneno adicional no motor e sem quebrar, mantendo o consumo praticamente inalterado enquanto não pressurizar ele.
      Nesta linha, sabendo que o 292 original não fornece nem 150 cavalos liquidos, da forma que escrevi voce chegaria nos 300, um numero que o Portuga fornece como provavel potencia dele. Só que 300 cavalos em 302 é relativamente simples de conseguir, com vida longa pela frente se minimamente bem feito, aspirado com apenas um quadrijet. E sem as perturbações legais de ter um carro turbo não legalizado e tendo que aturar a falta de humor de nossas autoridades de transito.

      AG

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    4. Queria saber que carro é esse que com carburador bebe e anda igual a injetado. Até hoje não vi um.

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  10. Fordão nervoso...

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  11. Gostaria de ver como ficou o conta-giros. Teria alguma foto?

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    1. Pois é, acredita que só na hora de postar as fotos percebi que não tinha tirado foto do conta-giros.

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  12. Portuga

    Eu pertenço a turma do Zé Frisinho. Alias, ri aos montes com essa definição!! provavelmente, se minha esposa ler seu post irá fazer piada comigo até eu dizer chega...
    Mas este carro está "o fino da roda". Muito bem cuidado, muito bem feito a reengenharia. Não sei quem é o proprietário, mas ganhou minha admiração.
    Me diga uma coisa: não precisou mexer em embreagem e sistemas de cardã / diferencial para suportar o maior torque do motor? E as relações de marcha, continuaram as originais do carro? Um câmbio com 1ª e 2ª marcha mais curtas não poderiam casar melhor com o torque do motor?
    Por favor, mande meus parabéns ao proprietário!

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    1. Ola Fábio
      Confesso que continuo mais ze frizinho do que streetero, mas fazer o que ne? Rssss
      O cambio continuou o original, bem como o carda e diferencial, o sistema de embreagem, senão me engano, é do 292. Realmente, em 2005, o mecânico responsável pela "reengenharia" chegou a comentar que tinha a vontade de fazer alguma adaptação usando um câmbio de quatro marchas, mas como fucou bom de guiar dessa maneira, assim ficou. O atual proprietário é o Paulo Mondoni e quem realizou as modificações foi o Emilio Colonic

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  13. Rafael Ribeiro01/03/14 20:37

    Parabéns ao proprietário pelo bom gosto e ao Portuga pelo post. Para ficar perfeito, faltou um vídeo mostrando a borracha derretendo e o berro da besta ...

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  14. Portuga, curto carros com a aparência mais próxima possível da original e acessórios de época, mas uma mecânica forte, hehe......... o meu velhinho é assim.........

    Abs

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  15. Apesar de eu achar estranho um antigo de motor V8 turboalimentado (não sou antigomobilista nem nada parecido), pareceu interessante o comportamento, dando a entender que as turbinas estão sempre "prontas" para pressurizar. Pouco importa se tem 300 ou 600cv, em um carro desses, o importante é ter potencia cedo e uma coisa é certa: mesmo com 3 marchas, (é isso mesmo ou falei bobagem?) o resultado parece ter sido plenamente alcançado.

    O único detalhe que não gostei muito (mas que num geral em nada desmerece o carro) foi o motor todo pintado na cor do carro. Fora isso, excelente!

    Parabéns pela experiencia, interessantíssimo esse Galaxie.

    Mendes

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  16. Fabiani C Gargioni #2701/03/14 23:36

    Adoro os 292 Portuga, tive um Galaxie e adorei estes motores e dizem alguns preparadores que ele guenta muito mais "lenha" do que os 302!!! Lindo este exemplar!!!

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  17. Muito bom gosto nas alterações. Como amante de motos e usuário de capacetes pela maior parte do tempo, considero Alcântara o melhor tecido em contato com a pele. Se tivesse tempo e interesse em investir trocaria fácil o tecido do banco do meu carro por Alcântara. Acho engraçado a fama desses motores de duráveis e qualquer motor de dentista hoje durar 300 mil km... Tenho um amigo que possui uma kawasaki zx 6 com 300 mil km que nunca mexeu no motor. Um motor 600 cm3 com 4 cilindros perto de 100 CV e 300 mil km...

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  18. Tenho fotos deste carro q achei na internet laaa em 2006, dando um borrachao no acostamento de uma estrada. Ate hj guardo essas fotos pq e um projeto q me chama atenção.

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  19. No meu gosto, só um escape mais aberto... Um urro medonho e melódico, não sei se era o caso, Sensacional o carrão... Só o consumo que deve ter números dignos de Bugatti Veyron... 5 l/km... Penso que deve torrar 5 litros de alcool a cada Km, ou será que chega a tanto? Bom, mas se dane o consumo!... A diversão dessa, não tem preço.

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  20. Portuga, concordo contigo.

    1. A melhor das garagens deve ser bem democrática. Se conseguir manter um original e outro preparado, ótimo. Só sorrisos para o dono. Mas creio que o visual deva ser preservado ao máximo, restando as melhorias para a parte mecânica, passível de refinamento, caso excepcional desse LTD. Só que ss manômetros extras acho que poderiam ficar bem em outra posição.

    2. Cada carro tem uma história e cada um faz o que quer com seus veículos.
    Nada contra. Só não concordo quando o dono decide vender o carro e passa a cobrar absurdos por ele, como se sua escolha fosse a melhor possível. Humildade sempre!

    3. Sou meio termo entre original e preparado. Teria e terei ambos.

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  21. Ha há! Alguma coisa em comum!

    Meu Opala 84 também acende a luz vermelha do óleo quando acelero mais forte.

    Só que é a bomba de óleo indo pro saco, junto com o motor...

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  22. Portuga,
    Tenho algumas perguntas, porque fiquei bem curioso a respeito do carro:
    É impressão minha ou ele usa um bico extra montado na mufla? Nesse caso, sabe como ele é controlado e se também tem algum gerenciamento de ponto de ignição?
    Ainda sobre a mufla, existe algum problema com o fato dela ser tão pequena?
    Gostei do filtro de óleo deslocado, mas fiquei com a impressão de serem dois em série. É isso mesmo?
    Sobre os coletores de escape, gostei das soluções, mas particularmente eu preferia modelos tubulares feitos sob medida. Não é algo caro e melhora bastante o rendimento, quando feitos por quem realmente entende.

    E esse LTD me lembrou que quase comprei uma Blazer V6 em um leilão da polícia, semana passada. A ideia seria exatamente montar com duas turbinas e rodando no álcool, em um primeiro momento, só que ao contrário do Ford, sem cuidado nenhum na parte estética. Infelizmente elas saíram mais caras do que eu havia planejado...

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  23. paulo Mondoni04/03/14 18:01

    Boa Trade Portuga , obrigado porse lembrar deste carro ,hoje e do meu filho e so nos traz alegria ,,valeu

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  24. wanderson cleyton07/03/14 23:06

    Eu também acho q só faltou um vídeo da borracha queimando o chão preto,rsrs!

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  25. O carro ficou lindo! Eu não sei como o Bob Sharp não entrou aqui para dar um chilique daqueles, alegando que essa grade vai diminuir a eficácia dos faróis, que no conjunto-ótico não se deve interferir, e blá-blá-blá, blá-blá-blá... Por que não deu um chilique neste caso? São dois pesos e duas medidas? Uns podem mexer no carro e outros não? Se o dono for da "panelinha", aí pode mexer à vontade? Enfim, há um evidente excesso de subjetividade e nenhuma objetividade nas opiniões...

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  26. Anônimo 15/06/14 23:13
    Falou bobagem. Primeiro, eu não preciso entrar aqui, eu ESTOU aqui. Portanto, se fosse o caso de "dar chilique", este seria por meio de não publicar o post do Portuga e você e ninguém ficaria sabendo dele. Segundo, sua visão dos fatos está completamente deturpada – será que há grades diante dos seus olhos? Faróis atrás de grade é coisa bem antiga, de antes da II Guerra Mundial até. Entre com Peugeot 202 no Google para ver um exemplo disso. No próprio post há a foto de um Mercury Cougar XR7 com faróis atrás da grade. O primeiro Corvette, de 1953, também tinha grade à frente dos faróis. E a terceira bobagem, falar em panelinha. Que besteira! Você não nada de útil para fazer em vez de ficar falando asneiras?

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