DUAS FAIXAS DE ÔNIBUS EM SÃO PAULO, PÉSSIMA IDÉIA

Foto:onibusdob.blogspot.com


Mais uma vez peço desculpas aos leitores que não são de São Paulo por tratar de um assunto local, mas determinadas burrices em questão de gerenciamento de trânsito, misturadas com abuso de autoridade, têm que ser divulgadas, pois elas têm o poder de infectar as mentes de tantos quantos cuidam do assunto e podem, como numa epidemia, se alastrar para outros municípios. O interesse neste caso não é local somente.

Olhe bem esta foto da Av. N. S. de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro. Duas faixas de ônibus, duas para "o resto". Mas ônibus precisam parar nos pontos, junto à calçada, e como nesta salada carioca eles podem ultrapassar uns aos outros nas faixas "deles", é um frenético e incessante ultrapassa-e-volta, numa balbúrdia completa. É assim há pelo menos duas décadas naquela importante avenida. Mas, se táxis e qualquer veículo de passageiros precisam parar para embarque/desembarque, onde podem fazê-lo? Acertou, na última faixa da esquerda! Isto significa que nesses instantes não tão breves resta apenas uma faixa de rolamento para o tráfego que não é constituído de ônibus. Acho que nem preciso dizer o resultado.

Eu não teria visto a notícia desta quarta-feira não fosse os leitores André Stutz e Gabriel Sartório gentilmente me mandarem links da reportagem no portal do jornal O Estado de S. Paulo falando sobre plano da Secretaria Municipal de Transportes de São Paulo que, na prática, significa "importar" o esquema carioca da segunda faixa para São Paulo, com uma sutil mudança. Este post se baseia nesta reportagem.

Segundo o jornal, a idéia foi defendida na mesma quarta-feira pelo secretário municipal de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, na abertura da sexta reunião do Conselho Municipal de Transportes, que debate as questões da mobilidade da cidade desde os protestos contra o aumento das tarifas de ônibus em junho último. A mesma idéia fora apresentada pelo engenheiro de tráfego Horácio Augusto Ferreira durante um encontro com o secretário, proposta da Rede Nossa São Paulo para a questão.

A segunda faixa foi chamada de "faixa solidária" por nela ser previsto o tráfego de carros com mais uma pessoa além do motorista, diferindo nesse ponto da solução carioca, em que só ônibus de linha regular podem utilizar as duas faixas.

Estas, em São Paulo, seriam uma continuação das exclusivas para ônibus já existentes. Em vias com pelo menos três faixas a proposta é reservar uma segunda apenas para o tráfego de carros com mais de um ocupante, táxis e ônibus fretados. Ônibus que usam as faixas exclusivas também poderiam usar essa faixa para fazer ultrapassagens. (nosso grifo)

Onde será que o dileto secretário está com a cabeça? Será que ele nunca foi ao Rio, à Av. N. S. de Copacabana para ver um pequeno detalhe, o de que carros não podem dobrar à direita devido às duas faixas? Naquela avenida carioca ainda é possível dobrar à esquerda para efetuar o quadrado (aumentando desnecessariamente o trânsito nas ruas próximas) para tomar a rua desejada à direita, mas, e no caso da Av. Paulista e outras de pista dupla, impossível de se dobrar à esquerda, como fazer?

Av. Paulista: com só uma faixa para "nós" e duas à direita para os "outros", como dobrar à direita? (foto culturamix.com)

No entanto, diz reportagem, Jilmar Tatto ressaltou que a proposta é embrionária e ainda precisa ser melhor estudada e discutida entre a sociedade. Ainda precisa de muito debate, disse, e que a idéia só seria tocada depois de uma série de medidas que estão tomando, como obras pontuais, sinalização de vias, fiscalização dos táxis nos corredores de ônibus. O secretário disse não haver prazo para implementar eventual mudança. Menos mal.

Aí vem a pergunta: será que esses planejadores estão achando que alguém, no seu carro particular, vai querer andar na faixa dos táxis e ônibus fretados, tendo ônibus de linha regular saindo na sua frente para ultrapassar, valendo-se do fato de estar acompanhado no carro? Estão sonhando.

Sabe-se que é idéia fixa do prefeito priorizar o transporte público — que inexiste de forma minimamente decente e que já está saturado (até parei de usar o metrô; não quero ser empurrado para os trilhos por algum débil mental). Por aí se vê o divórcio do prefeito da realidade na busca desmedida de auto-promoção, popularidade "entre os pobres" ou coisa que o valha.

Não merecemos isso, que essa idéia maluca não vingue!

BS 


50 comentários :

  1. Prefeitos do Rio de Janeiro e de São Paulo,

    Sapatadas do Bob devem tomar!

    Yoda saber que eles merecer!

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  2. Bob esta gente é burra de nascença mesmo!

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  3. Rafael Ribeiro30/03/14 11:36

    Jilmar Tatto, basta uma rápida pesquisa no Google para obter-se interessantes denúncias a respeito do envolvimento de sua mulher com auditores fiscais de SP denunciados por corrupção. Já começou errado na primeira letra de seu nome...

    Quanto as faixas exclusivas no Rio de Janeiro, o pior nem é isso, mas sim a absurda balbúrdia de linhas mal distribuídas, muitas sobrepostas, atravancando ruas, parando de qualquer maneira nos pontos. Sem contar a agressividade da maioria dos motoristas estressados, que colocam em risco a vida de milhares de passageiros diariamente, com frequentes acidentes, como nesta semana em Campo Grande, zona oeste da capital, onde duas crianças morreram e outras ficaram feridas, além dos VÁRIOS ônibus despencando de viadutos nos últimos três anos. O pior é que minha filha precisa usar o sistema diariamente para ir à faculdade, pois o metrô ainda não chega lá.

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    1. Tem mais: Jilmar Tatto mora na Tattolândia, um condomínio exclusivo construído e habitado pela família Tatto, no meio do Bolsão de Interlagos onde, pela convenção do bairro, é estritamente proibida a construção de condomínios fechados. Bloquearam uma rua com trilhos (rua Imuris X r Joaquim Teles de Mattos) para que somente os moradores das 22 casas passem diante o condomínio. Como conseguiram???

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  4. A cidade perfeita teria dois andares de pistas: uma para transporte público e uma para carros. Ah, já existe metrô pra isso, né? Ok...

    Falando com toda a seriedade agora, eu ainda acho que uma rede grande de metrôs é o método mais eficiente de transporte público. Toda grande cidade na Europa (sim sim, lá na Europa) tem um sistema avançado de metrô. Por quê no Brasil insistimos em não utilizar trilhos?

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    1. Não temos extensas redes de metrô nas metrópoles por três motivos. Primeiro, é caro de se fazer uma obra de metrô, aqui esperam ter demanda para tal, se preocupando apenas com números, e esquecem que em certos locais somente o transporte subterrâneo é a solução, como em centros históricos, ou com muitos prédios antigos tombados que já façam parte da cultura e vida da cidade.

      Segundo, existe uma pressão muito grande dos donos de empresas de ônibus, afinal, nada pode perturbar o enorme lucro deles. Mesmo que muitos ainda vão utilizar os ônibus alimentadores de um metrô, mais ainda deixaram de usá-lo para usar diretamente o trem.

      Terceiro, ainda conseguem convencer uma série de idiotas que ônibus pode se tão bom quanto metrô! Usam como comparações sistemas de BRT da Cidade do México ou da Colômbia, que dizem transportar até 50 mil passageiros/hora, enquanto muitas linha de metrô não chegam à esse número. Só esquecem (convenientemente) de falar que o sistema inteiro com todas as linhas do BRT chegam à esse número, e são totalmente lotadas no horário do pico, sendo que as linhas de metrô que usam como comparação, são sistemas subterrâneos com VLT's. Uma única linha de metrô pode levar até 80 mil passageiros/hora (imaginem um sistema inteiro).

      Querem um bom exemplo? O BRT Transoeste no RJ já nasceu totalmente saturado e faz um percurso que deveria ser feito pela linha 4 do metrô, nasceu com caráter totalmente eleitoreiro de ficar pronto rápido, e para satisfazer os donos de empresas de ônibus. O pior de tudo, são 4 faixas com veículos de 20, 30 toneladas circulando à 60 km/h, um perigo para pedestres e veículos menores, sendo que poderia ser um sistema totalmente segregado do tráfego e com portas de plataforma, isolando totalmente o usuário do perigo de cair nos trilhos. E ainda por cima, o governo se vangloria do BRT TransBrasil, com demanda de até 60 mil passageiros/hora. Qualquer um sabe que isso deveria ser o suficiente para que fosse uma linha de metrô, mas preferiram abrir as pernas para os empresários de ônibus e o usuário vai mais que espremido dentro dos ônibus, quando na verdade deveriam estar viajando por baixo da terra.

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  5. Ultimamente tenho andado mais de metrô, pois comecei a trabalhar na Paulista. Uma impressão é que o sistema não está saturado, mas mal operado. Tem dias em que está tudo uma maravilha, mas tem dias em que o tempo de ciclo do metrô sobe para mais de 5 minutos, e é aquele empurra empurra...

    A vulnerabilidade do Metrô parece ser justamente a falta de redundância.

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  6. Aqui em Niterói (RJ) algumas ruas têm faixas exclusivas para ônibus, assim como essa do Rio. E em nenhuma delas há esse problema de virar à direita, o que pode ser feito normalmente, sem problemas com ilegalidade. A Avenida Roberto Silveira tem duas faixas para ônibus, e é perfeitamente aceitável um carro entrar nelas para tomar uma rua à direita. Não conheço o caso de Copacabana, e eu nunca tinha pensado nesse problema antes, que, por aqui, não existe.

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  7. É bom lembrar que essa faixa dupla para ônibus não é exclusividade da Avenida Copacabana. Está em vários lugares da cidade. O efeito é o citado pelo Bob: muitas vezes estão vazias, e o "resto" engarrafado nas duas faixas restantes. E outra: quando pegam suas faixas com caminho livre, os motoristas encarnam Ayrton Senna em plena via urbana. Os atropelamentos (geralmente de idosos) estão ocorrendo sempre.

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  8. Só uma correção, pode-se virar a direita sim, o que não pode é o cara andar por mais de um quarteirão direto na faixa exclusiva para ônibus.
    Zito

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    1. Zito
      Isso no caso de faixa única de ônibus, há até linha tracejada para entrar nela, inclusive com sinalização vertical informando a possibilidade. No caso do Rio não se pode entrar nas faixas.

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    2. Bob, moro em Copacabana. É permitido sim entrar nas faixas exclusivas para virar a direita.

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    3. Claudio Fischgold30/03/14 17:28

      Confirmando o comentário do Ulisses e do Anônimo das 12:40. Pode-se dobrar à direita, mesmo na faixa contínua, mas não pode ficar nas faixas exclusivas por mais de um quarterão.

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    4. Daniel Calvente30/03/14 18:37

      Em Copacabana os automóveis só podem trafegar no BRS se forem virar à direita no mesmo quarteirão senão há radares em cada esquina do bairro, Bob...

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    5. Claudio Fischgold
      Lembro-me perfeitamente de não se poder dobrar a direita na av. N.S. de Copacabana depois que foram criadas as duas faixas de ônibus. Sabe quando isso mudou? É sinalizado, há linha tracejada permitindo cruzar a linha entre as faixas 2 e 3 e depois 2 e 1?

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    6. Bob, essa imagem esclarece: http://migre.me/izAza

      OBS: o link curto do Google Maps não funcionou.

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    7. Bob, não sei dizer quando mudou, talvez em alguma mudança de prefeitura, mas está sim bem sinalizado, aqui é possível entrar na faixa azul contínua para virar na esquina vindoura em qualquer lugar da cidade. Essa faixa azul está se espalhando fortemente pela cidade carioca. Está também na Rua S. Clemente, na Tijuca, etc. Abs. R. Mazza

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  9. E as novas câmeras, mais 40% delas, previsão "orçamentária" pra mais de bilhão! Dirigir em São Paulo virou um desprazer, quando não está travado, o limite é tão baixo que vc é naturalmente multado. E vão lotar delas nos semáforos, aquela escapadinha (quem não sabe fazer ou é "politicamente correto", nos poupe do seu comentário) do semáforo em local ermo, já era, agora é só esperar o "di menor", sequestrador e latrocida, te pegar. E ainda há os "filósofos" do direito (infelizmente minha área), a todo custo dificultando punição de adulto pra eles. E os 50 anos do Golpe? Nunca vi uma unanimidade tão grande sobre determinado assunto, 24 horas na TV. Toda unanimidade é burra, ou só enxerga para um lado?

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    1. Os semáforos continuam dando problemas com uma chuva leve. Como diria J. Paulo de Andrade em suas críticas a essa administração de SP (se é que se pode dizer assim), semáforo "é coisa de burguês".
      Realmente, investir em radares é mais prioritário. Mesmo radares também sendo coisa de burguês, reforçarão o caixa destes incompetentes. Neste caso, há "coisas de burgues" que interessam bastante, devem até ter sido contratadas com urgência.
      André.

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  10. Bob Sharp a questão é mais complexa do que parece.
    As grandes cidades do país estão com problemas sérios de mobilidade, e parte desse problema é por conta das vendas desenfreadas de carros.
    Mas, se venderam tantos carros assim foi porque o próprio governo estimulou o consumo de bens duráveis - mas não preparou as cidades para questões de mobilidade e deslocamento e agora as prefeituras é quem estão correndo atrás do prejuízo, fazendo gambiarra atrás de gambiarra.
    Acho válido e necessário estimular o uso do transporte público, mas da maneira como São Paulo e RJ o fazem é demais! E a praga de copiar o que existe de pior de outros lugares quem diria, eu achava que só em Campinas se fazia isso...

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    1. Fábio Vicente
      O maior problema de todos é os órgãos de trânsito não terem se aparelhado para tempos de alta densidade de tráfego, do mesmo modo que a rede pública de saúde não se preparou para o aumento populacional. Onde está o controle inteligente dos semáforos? Onde estão a correção da geometria das vias, eliminação da faixas de rolamento que desaparecem, a eliminação de valetas, a regularização de lombadas, a adoção de velocidades realistas? E o transporte público, que continua precário, como se tudo estivesse muito bem? Não se está usando inteligência nas questões de trânsito, isso é mais do que evidente.

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    2. Bob,
      Me perdoe a pouca deselegância, mas o problema é que pessoas desinformadas pensam como o Fábio. Façamos uma conta rápida: A população do Brasil está na casa dos 200 milhões a quantidade de veiculos fabricados/vendidos em 3 milhões ou seja: Imaginando que não haja troca de automoveis que a cada ano algumas pessoas comprem seu automóvel temos que apenas pouco mais de 1% da população brasileira tem acesso a credito para comprar seu automovel (estes numeros sao apenas ilustrativos) ou seja é uma falacia afirmar que o problema do transito é em funcao do aumento de credito para compra de automoveis. Não posso falar de outros locais mas pergunto o quanto de infraestrutura foi incorporado nas cidades. Posso afirmar que aqui em Brasilia a quantidade de vias é praticamente a mesma desde a decada de 60 enquanto que neste periodo a população do DF já chega a mais de 2700000,0 habitantes se contarmos com o entorno, estamos proximos de 5 milhoes. Ou seja o proble é que enquanto a população aumenta, enquanto o numero de veiculos aumenta, a infraestrutura urbana permance a mesma pois nossos governantes estão dormindo em berço explendido.

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    3. Ah Bob Sharp... Você agora levantou uma questão crucial: não se está usando a inteligência...
      Aí que está o problema: seus artigos publicados ao longo da existência do AE mostram que em se tratando de órgão governamental brasileiro - em qualquer local ou instância - inteligência é algo que simplesmente não existe!
      De norte a sul do país, estamos todos a mercê da mediocridade daqueles que ocupam o poder. Não sei se estou exagerando, mas a situação é desesperadora.

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    4. Anônimo 14:57 vamos lá:
      1. Perdoo sua "pouca deselegância" pois como se vê, você é bem informado mas pouco sabe sobre como formular um texto;
      2. Leia com atenção meu comentário. Está convergente com o seu pensamento quando diz que não foram feitos investimentos em infraestrutura.
      3. Seu calculo (mal feito por sinal) teria validade se a população estivesse distribuída de forma homogênea pelo território brasileiro. Como você parece conhecer poucos locais alem da região que você habita, verá que a Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Belo Horizonte são regiões de alta concentração de pessoas. E o trânsito está caótico por uma série de situações variadas, mas uma das causas é justamente a alta nas vendas de automóveis sem que se tenha estrutura adequada nas cidades para comportar tamanha quantidade de veículos. Deve-se parar de vender carros para solucionar este problema? Obvio que não!! Apenas deveriam ser adotadas soluções de mobilidade - este blog alias possui várias sugestões - para essa realidade.

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    5. Fabio Vicente: Sou da época da internet discada, onde o provedor da minha cidade tinha um link de miseros 0,2 mpbs em 1999. Era suficiente pra suprir coisa de uns 200 clientes que se alternavam durante o dia. Já faz muito tempo que não sou usuario deste provedor, final de 2000 eu já estava com internet a cabo.
      Bom... Foram vendidos muitos computadores desde então, mais pessoas conectadas, e qual foi a solução tomada pelo provedor (que existe até hoje) para melhorar a conexão:
      a) melhorar a estrutura, aumentar a velocidade, velocidade distribuida por todos;
      b) Investir em roteadores limitadores, politicas de contenção (alguem lembra dos limites de download?), e deixar toda estrutura exatamente igual, apesar de ganhar mais com mais clientes?

      Então, pra mim o problema não é os carros, primeiro problema é a burrice e a mania do brasileiro de levar vantagem (até no transito!!) Isso é a maior fonte de problemas e acidentes, hoje mesmo, um caminhão de areia fez sinal pra eu parar, via exp. de 80 km/h, que o belezão ia fazer um cruzamento em nivel passando por cima das faixas continuas!
      Todo dia, eu ando um pouco mais, e faço o retorno... O tempo que o capial ficou esperando no acostamento ele já tinha feito 2 retornos, depois a redução de velocidade que ele causou em mim (e em quem tivesse atras) e depois cruzar duas faixas continuas num ponto de visibilidade bem ruim. E os folgados de semaforo?? Ve as duas faixas da direita bem cheias já vai pra ultima a esquerda (que é pra quem só vai dobrar a esquerda!! Assim como a da direita, deve se seguir o mesmo conceito) e esse folgado da seta, buzinada, e pede pra cruzar a frente de todo mundo! Ai nessa no minimo por uns 10 segundos atrapalhou 2 faixas...
      Tem muitos exemplos, mas como eu disse, esse é o que causa acidentes e engarrafamentos, a falta de educação e respeito. Respeite a faixa, faça retorno. Outra dica, é que vi no mythbusters que dobrar a direita era muito mais eficiente que dobrar a esquerda, e que uma empresa americana fazia as rotas de seus funcionarios para somente virar a direita (mesmo que precisasse fazer "o quadrado"), e que isso economizava combustivel... No fundo descobriram que não economiza muito, mas que no entanto não se ficava esperando para fazer um cruzamento pra esquerda (se levava menos tempo pra fazer entregas)... Tenho aplicado e tem sido muito eficiente.

      Bom, agora a outra coisa, os limites de velocidade cada vez mais baixos, mais carros, mais acidentes, isso é obvio, e qual a solução para as autoridades? Limita bem baixo!
      E o transito só aumenta, no fundo tinham era que ter subido a velocidade, fechar locais de cruzamentos em nivel que fossem possiveis (aumentar a quantidade de vias de mão unica, fechar entradas e saidas constantes de vias expressas) E por ultimo aumentar a velocidade, não sei se seria possivel, mas no minimo talvez fosse possivel atraves de um "upgrade" de vias... Em vez de via expressa, as marginais poderiam mudar o status para rodovias (isso tiraria impedimentos de lei pra botar no minimo a 100 ali) avenidas para vias expressas, e algumas ruas para avenidas... aumentando no minimo em 10 km/h eu chuto que passaria pelo "mesmo cabo" uns 30% a mais de carros, e hoje com quedas de 20 km/h ante o original nas vias chuto que reduz em uns 50%.
      Uma pequena queda na velocidade gera um congestinamento muito grande, trabalho com redes e até por isso dei o exemplo da internet, pois fico imaginando um velho provedor de 1999 usando hoje 0,2 mbps, vindo com um apito na porta da tua casa, uma multa, e ainda culpar você porque você comprou um computador (a culpa é sua! você deixa a internet de todo mundo lenta!!), na hora que você clicou em "fazer download".

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    6. Anônimo 31/03/14 09:30 - É incrível como o brasileiro respeita as filas em qualquer tipo de ambiente: no cinema, no restaurante, no parque de diversões, etc. mas entrou no carro, a coisa muda da água pro vinho (pra pior, muito pior), onde ele puder levar vantagem, com certeza levará! Cruzamento em nivel sobre faixas contínuas eu assisto praticamente todos os dias na Avenida Washington Luis em SP, e estou falando em saída de condomínio de alto padrão, ou seja, de pessoas que você acredita que tem educação acima da média.
      Cortar pela esquerda em faixa dedicada a conversão? É praticamente regra. E nesta mesma avenida, que tem faixas tão estreitas que não permitem os famigerados corredores de motos no meio dos carros, bastou parar o transito para os motociclistas avançarem pela contramão na maior naturalidade, e se você estiver vindo no sentido inverso, desvie para não provocar um acidente.
      Eu acho que muita gente reclama mas não faz a sua parte para tornar o transito melhor.

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    7. Nos EUA o sinal vermelho não se aplica quando se vira a direita, salvo quando explicitamente sinalizado com uma placa onde se lê "Don't Right Turn on Red.

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  11. Talvez o problema sejamos nós, os brasileiros, pois entra e sai prefeito, seja qual grupo partidário, nada muda. Já morei em Sampa, mas muito da ineficiência do trânsito parte de nós motoristas, mal-educados como parte da nossa cultura brasileira. Que só sabe apontar culpados e o erro alheio. E claro, culpa também da falta de inteligência dos politicos...

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    1. Félix
      Concordo, o dirigir mal ocasiona diversos males no trânsito. Não é preciso ser perito na questão para constatá-lo.

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  12. Bob,
    Desde a implementação do BRS (Bus Rapid System - em inglês porque é "manero") em 2011, o atual formato da faixa dupla para ônibus, permite aos veículos particulares fazer conversão à direita, desde que trafeguem pelas faixas exclusivas por no máximo uma quadra. A parada para desembarque realmente é proibida do lado direito.
    O sistema mostrou aparente êxito por alguns motivos. Foi feito uma redução no número de linhas que cruzam a avenida, os pontos de parada passaram a ser intercalados, e como existe a Av. Atlântica paralela, motoristas passaram a evitar utilizar a avenida interna.
    Claro, problemas mil. O trânsito durante o dia na Av. N. S. de Copacabana é impraticável, não há fiscalização competente para inibir a parada de carros por tempo demasiado na pista da esquerda (é comum flagrar carros da guarda municipal nessa situação), os ônibus ao trafegar a velocidades altas, que chegam a ser o triplo dos carros nas pistas da esquerda, criam situações de risco potencial altíssimo, colaborando o comportamento irresponsável dos pedestres em atravessar entre carros a qualquer momento, sinais abertos ou fechados. O trânsito nas ruas perpendiculares e também na orla piorou muito. Há também de se pensar na questão dos imóveis da região. Copacabana possui uma infinidade de imóveis comerciais. Pense no médico que possui um consultório do lado direito da avenida e agora seus pacientes precisam desembarcar do lado esquerdo da via. Fatalmente em alguma medida a solução afetará o valor dos imóveis.
    Mas o pior não fica por aí. Se em Copacabana a fórmula em certa medida funcionou, o que as cabeças pensantes concluíram? "Podemos instalar o sistema na cidade inteira! Fazer estudo de viabilidade caso a caso para que...". Para ilustrar: está para ser implementado o mesmo sistema na Rua São Clemente, em Botafogo. Essa rua possui em toda a sua extensão do lado direito um sem número de colégios de grande porte, e possui três faixas de rolamento, Imagina o trânsito como ficará nos horários de entrada e saída dos alunos.
    Enfim, esse é uma breve pincelada do que tem ocorrido no Rio de Janeiro. Temos diversas outras invenções como o BRT (Bus Rapid Transport - mais "manero" ainda) que já nasceu obsoleto e com erros de execução gravíssimos; as últimas alterações no Centro da cidade, temporárias, é verdade, mas que quase travam a cidade inteira; etc.
    Costumo dizer que gostaria de ver o Rio com os olhos de um turista...
    Um grande abraço

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    1. Caio, o problema da conversão à direita, embora permitida, é justamente que só se pode andar nestas faixas por um quarteirão, e como é difícil que alguém permita que se entre à sua frente em tempo hábil de pegar a rua que se quer entrar, o sujeito teria que ir tentando isso desde "lá atrás", senão, muitas vezes, não consegue. Ah, e não tiraram tantas linhas quanto deveriam: dava para tirar muitas mais. Se vê muito ônibus praticamente vazio. O problema é que o desce/sobe de passageiros para rodar uma distância curta é muito lucrativo, e a máfia das empresas de ônibus não quer perder essa boquinha. O resultado é ônibus demais na Zona Sul, enquanto nas outras regiões da cidade o sujeito tem que esperar "uma vida" por um ônibus.

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    2. Mr. Car,
      Concordo com vc, tanto falei se tratar de aparente êxito apenas. A av. com certeza ficou com um trânsito insuportável, essa medida do tráfego à direita autorizado por apenas uma quadra certamente contribui para causar lentidão por conta dos motoristas tentando "furar" a barreira de ônibus. É um salve-se quem puder.
      Mas óbvio que dentro da visão míope de analisar a extensão de um problema até a distância de um umbigo, a medida mostrou resultados. Logo após a implementação do BRS foi alardeado que o tempo gasto para cruzar de ônibus a av. caíra para menos da metade. Hoje, com fiscalização já afrouxada e com o jeitinho que sempre se dá, não sei se continua tão vantajoso.
      Já sobre o sistema de ônibus na cidade meu amigo, melhor nem começar a falar. Com certeza o número de linhas poderia ser muito menor e melhor distribuída. A sobreposição de linhas em corredores importantes, como Copacabana, chega a ser insana.
      Enfim, como toda ação feita para render avaliações positivas rapidamente, sem se avaliar as implicações resultantes, o BRS, naquilo que se propôs, permitiu ao Eduardo Paes sair bem na foto.
      Vc é carioca ou mora no Rio?
      Um grande abraço

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    3. Sou carioca de nascimento, candango de coração (de todo coração), moro no Rio, mas sou louco para dizer adeus.
      Abraço.

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  13. Temos que levar em conta que as prefeituras recebem 50% da renda obtida com a arrecadação do IPVA dos veículos emplacados no respectivo município, além de receberem repasses de fundos de participação sobre as receitas de ICMS arrecadadas com a venda de veículos e combustíveis. Com todo esse aumento nas vendas da indústria automobilística, as 3 esferas de governo (União, Estados e Municípios) passaram a ter uma arrecadação maior, mas onde foi investido este dinheiro? Se existe um problema de excesso de tráfego nas vias públicas, existe dinheiro p/ mitigar esse problema, mas, por opção política, deixa-se tudo como está e ainda se penaliza o coitado que realizou o sonho de comprar o primeiro carrinho 0 Km.
    Qualquer taxista ou motorista que circule com frequência pelas ruas e avenidas de uma cidade sabe o que deve ser feito para melhorar o fluxo. Aqui em Curitiba, às vezes tenho a impressão de que os gênios da autarquia municipal que gerenciam o trânsito só andam de helicoptero, pois não enxergam o óbvio.
    Antônio do Sul

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  14. Bob,

    Não peça desculpas. Infelizmente Rio e SP são cidades "exemplo" para o trânsito brasileiro...

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  15. Bob
    já temos faixas duplas em São Paulo, não sei se em muitos lugares, mas podemos encontrá-la na Rua Butanta, um rua paralela a Av. rebolças próxima ao shopping Eldorado.
    A solução ideal para o problema caótico do transito no Brasil é o investimento na educação. Com pessoas mais inteligentes, escolheriam melhor seus representantes políticos. E com isso os políticos é funcionários públicos exerceriam melhor seus trabalhos. E quem sabe assim poderíamos dizer q somos um padrão igual ou melhor a o europeu.
    Sonho meu... Pros políticos está bom assim, quanto mais burra a população mais livres eles estão.

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  16. Aqui em Fortaleza-CE, fizeram na avenida Bezerra de Menezes algo parecido. São quatro faixas, sendo as duas da direita destinada ao transporte coletivo, escolar e taxis. Os demais veículos tem liberdade para acessar essas faixas em alguns locais demarcados, apenas num raio de aproximadamente 100 metros para fazer a conversão à direita ou acessar estacionamentos, lojas e etc. Outro problema é que quem vai fazer essas conversões tem que esperar a oportunidade para mudar de faixa, o que implica na redução de velocidade daquela faixa. Detalhe para a instalação de várias cameras para monitorar e MULTAR os motoristas que trafeguem mais do que o "necessário" nas faixas exclusivas. Nem preciso dizer que o trânsito ficou horrível nas duas faixas da esquerda e que as faixas de ônibus estão quase vazias.

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  17. Não peça desculpas, Bob.
    O primeiro parágrafo deste post vem em boa e adequada hora. Aliás, não poderia ser mais pertinente.
    Aqui onde moro (Caxias do Sul), a pista dupla para ônibus também está em vias de implantação.

    Definitivamente as piores idéias demoram bem menos a chegar às profundezas do Brasil do que imaginamos...

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  18. Infelizmente, somos "comandado", por um imbecil, que é sempre assessorado por um outro bando de Imbecis.... Desculpem-me pelo desabafo... Marco....

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    1. Sem dúvidas, somos "comandados" por um imbecil (e seus assessores Tatto). Nitidamente estes "pangarés" estão perdidos. Não sabem o que fazer, nem mesmo com as faixas exclusivas de ônibus, com esta lambança que fizeram no trânsito. Depois de travar o bairro do Jaguaré, alteraram o horário das faixas na avenida de mesmo nome que antes valiam para praticamente o dia todo para apenas três horas (e várias outras alterações que fizeram, faixas de menos de 200 metros travando o trânsito onde antes não se tinha complicações, tudo isso nos indicando claramente que estão atirando para todos os lados, sem direção).

      Findado seu mandato, Haddad não ganha mais nem parabéns no dia de aniversário. O Paulistano certamente irá varrer esses lixos (Haddad e seus Tattos) para bem longe nas próximas eleições.

      Agora, neste caso específico deste post, esta ideia esdrúxula vem de uma "coisa" petista que se diz ONG, denominada Rede Nossa São Paulo. Nitidamente, essa ONG é mais um tentáculo do PT, partido que incansavelmente usou esta ONG para atacar os outros prefeitos de partido de oposição que já governaram a cidade de São Paulo - basta ver como esta ONG agora vangloria o Haddad. Não se trata de uma ONG com propósitos fundamentalistas e sim um conjunto de ativistas profissionais a serviço dos esquerdistas.

      Vejam este conteúdo:

      http://www.redebrasilatual.com.br/cidadania/2014/03/tatto-diz-que-prefeitura-nao-pensa-em-implantar-faixa-solidaria-2133.html

      Bob, quando você diz que essas coisas têm que ser divulgadas e que infectam as mentes de tantos quantos cuidam do assunto, como numa epidemia, você está coberto de razão. Um sério "foco de infecção" é essa ONG maldita, liderada por Oded Grajew, israelense naturalizado brasileiro, que ao que consta, foi um ex-assessor do Lula no Fome Zero. Além de constantemente liberarem periodicamente toneladas de conteúdos anti-carro (ao ridículo de sugerirem a transformação das marginais de SP em corredores de ônibus expressos), somados a outras verdadeiras lavagens cerebrais politicamente corretas, são tentáculos esquerdistas como este que fazem de tudo para dificultar a ação da polícia em redutos de crime e droga, como por exemplo Paraisópolis. Esses são um dos vírus mais perigosos que infectam São Paulo e, diria até que o Brasil.

      É assim que, pouco a pouco, a saúva está nos "comendo pela beirada".

      André.

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    2. Oded Grajew é o tiozinho do joguinho War daquela marca Grow. Sem cometários.

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  19. A frase comumente atribuída ao General Charles de Gaulle - "Le Brésil n’est pas un pays sérieux" - vem muito bem a calhar nestes momentos. Recentemente em entrevista concedida a Roberto D'Ávila o ministro Joaquim Barbosa declarou que este é um dos motivos da sua irritação, somos uma das 10 maiores democracias do mundo e as coisas devem ser levadas mais a sério. A coisa piorou muito depois do Presidente Fanfarrão, para quem estudar não é preciso! Nossas "otoridades" jogam para a platéia e só defendem os seus interesses. É sempre governo x cidadão, quando o governo devia trabalhar para o cidadão. É muito triste o que estamos vivendo...

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  20. Aqui em Fortaleza tem dessas também, 2 faixas de onibus com direito a câmeras atrás das placas [não é ilegal, isso?]...

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  21. Caro Bob, aqui no Rio esta faixa tem uma única explicação: os empresários do cartel dos ônibus foi o maior doador da campanha do atual prefeito, bem como de cerca de 85% dos vereadores do Rio, assim, fazem o que querem.

    Na prática fica assim: a faixa deles (direitas) livres, para operarem o seu ineficiente sistema de transporte, e as da esquerda engarrafadas de carros. Assim, pensaram os donos de ônibus, os motoristas de carros os deixariam em casa e passariam a usar ônibus, enriquecendo mais ainda aqueles.

    Pior é ver a Avenida Presidente Vargas, no sentido Zona Norte, no final do expediente, com os carros particulares todos engarrafados nas pistas de esquerda, e os ônibus andado (quase) livres nas pistas da direita... absolutamente lotados.

    E nem vou comentar o desastre que ficou a Avenida Rio Branco, agora com trânsito nos dois sentidos, e com a "faixa azul"...

    E a derrubada da Perimetral... Você imagina esta última? Os carros que vinha do Aterro e pegavam a Avenida Brasil ou Ponte Rio-Niterói, por cima, sem passar pelo centro, agora foram "jogados" nos sinais e cruzamentos do Centro da Cidade...

    Leo-RJ

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  22. A Companhia de Engenharia de Tráfego – CET de São Paulo está realizando o 6º Prêmio CET de Educação de Trânsito, que tem por objetivo incentivar a reflexão, a criatividade e a produção de trabalhos voltados para a segurança no trânsito.

    Estilo: Crônica
    Tema: Na Copa e no trânsito ninguém ganha sozinho.

    http://cetsp1.cetsp.com.br/premiocet/

    As inscrições deverão ser realizadas exclusivamente neste site no período de 19 de março a 14 de maio de 2014.


    Neste estilo e com este tema, dá para elaborar algo bem-humorado e trazer para o blog.

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  23. Exclusividade de vias deveria ser apenas para veículos sobre trilhos. O resto é invencionice idiota, quebra-galho porco, gambiarra.
    Governantes inúteis.

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  24. Companhia de Engenharia de Tráfego = as piores coisas que inventaram para o transito das cidades os caras não acertam uma só fazem asneiras é impressionante, Bob vc tem que ver
    a m.. que fizeram em Niteroi na Alameda S. Boa Ventura aqueli virou um inferno e vive engarrafada a qualquer hora do dia chegando o engarrafamento ate o posto do pedagio na ponte rio -niteroi...
    abs

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  25. Bob, também não estamos bem aqui em Brasília não!

    Aqui os petralhas criaram uma faixa exclusiva e expressa para os ônibus em grandes vias, o problemas é que fizeram essa FAIXA NA ESQUERDA!
    Resultado, depois de anos de reformas malucas o governo "viu um detalhe", que NÃO EXISTE ÔNIBUS NO DF COM PORTAS A ESQUERDA!

    É brincadeira, só pode...

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    Respostas
    1. O DF já tem ônibus com portas à esquerda e começam a circular à partir do dia 07/04/2014.

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  26. Caro Bob: Aí como cá a mesma insanidade. Ainda bem que vocês não tem o porto maravilha, projeto do nosso tresloucado alcade.

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