CONSUMO DE COMBUSTÍVEL



Quanto o carro consome de combustível sempre foi uma preocupação dos donos de automóveis, até nos tempos de gasolina barata nos Estados Unidos dos anos 1950. Só não é preocupação nos países do Oriente Médio produtores de petróleo e na Venezuela (pode ser que tenha mudado em razão dos governos socialistas-bolivarianos iniciados pelo imbecil do Hugo Chávez e continuado pelo cara que o sucedeu), onde a gasolina tem preço irrisório.

Não existe nada mais variável que o consumo de combustível. São tantos os fatores envolvidos que se vêem número totalmente discrepantes no mesmo carro. A começar pela maneira de dirigir, que tem influência direta no consumo — quanto mais potência se utilizar, mais o carro consome. Vejo aqui no Ae leitores informarem números expressivos de baixo consumo, outros dizendo ao contrário. Entre as variáveis pode-se citar:

- estado do veículo (condição mecânica, alinhamento de rodas, pressão de enchimento dos pneus
- topografia do terreno onde está a estrada ou rua
- fluidez do trânsito maior ou menor
- carga a bordo (além do peso, traseira afundada faz piorar a aerodinâmica)
- alterações de aerodinâmica (bagageiro de teto, pneus trocados por mais largos)
- temperatura ambiente (mais calor, mais consumo, o avanço de ignição diminui com mais calor)
- versão do veículo (os mais "completos" tendem a consumir mais)
- composição do combustível (gasolina "batizada" com mais álcool ou este "batizado" com mais água)

Esses são alguns dos exemplos do elenco de variáveis que influenciam o consumo. Há outras, como quando se mede consumo tanque-a-tanque, pois a vazão da mesma bomba no posto pode variar, o tanque pode não ter sido enchido exatamente ao mesmo ponto do abastecimento anterior, abastecer num dia muito quente pode resultar em aumento do volume da combustível.

Variação no reabastecimento (foto blogdaale.com.br)

Por essa razão só há uma maneira de estabelecer o consumo de um carro: no laboratório "rodando" sobre um rolo dinamométrico e "dirigido" de maneira padronizada sob determinada norma técnica com a existente em vários países ou regiões como a Europa. Isso com combustível controlado, com as características legais, por exemplo, no Brasil gasolina E22, gasolina com 22% de álcool anidro. Para medir o combustível gasto e calcular-se o consumo, um medidor de vazão de combustível em litros, como o PLU, é aplicado ao veículo. A sala é climatizada a 25 °C e aplicam-se correções de altitude, pois dificilmente o laboratório está no nível do mar. Esse rodar controlado é efeito mediante ciclos, o urbano e o rodoviário.

As fábricas sempre informaram o consumo determinado pela norma brasileira, a NBR 7024 — até que começaram a pipocar ações na Justiça por "ispertos" argumentando que o consumo dos seus carros não conferia com o que o fabricante dizia ser e juízes menos avisados acreditando no reclamante sem conhecer o lado técnico da questão, dando-lhe ganho de causa. Resultado, as fábricas pararam de informar consumo, em justa defesa. E isso não aconteceu só no Brasil, nos EUA e Europa também, obrigando os reguladores das agências de tráfego a reformularem os padrões de medição e cálculo. Aqui, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), modificou o padrão da NBR 7024 aplicando uma correção nos números obtidos, 29% no ciclo rodoviário e 22% no urbano, de modo a aproximar o mais possível os números de laboratório daqueles do mundo real. Mas mesmo assim é ressalvado que o que é informado pode variar em razão de variáveis, entre elas a maneira de dirigir. E com o consumo agora sob a chancela do Inmetro, que é vinculado ao Ministério da Indústria e do Comércio, juízes têm mais base para decidir, dando um basta aos espertos que querem levar vantagem.

Etiqueta do Inmetro, ver nota "Importante" no pé dele

Os novos números oficiais não querem dizer que o carro poderá consumir até os limites informados, poderá gastar menos se o motorista usar técnicas de condução apropriadas, embora implique em velocidades muito baixas. Há uma história envolvendo o competente jornalista gaúcho Valter Boor, infelizmente já falecido (março de 2003, aos 70 anos), que era campeão dos testes de economia que as fábricas fazem de vez em quando, ele conseguia números quase miraculosos. Poderia estar fazendo o maior calor que ele andava com vidros e ventilação de cabine fechados e motor quase em marcha-lenta na última marcha.

Isso explica consumos obtidos por leitores que numa primeira análise são impossíveis, mas que na verdade são plenamente viáveis.

Há um dado curioso, fruto da minha experiência de 57 anos no banco do motorista: o consumo na cidade é o mesmo do na estrada andando de pé em baixo...

Há outra variável de consumo que não citei, estado de espírito. Um motorista calmo leva o carro a consumir menos do que o mesmo veículo dirigido por alguém tenso, irado. Uma vez li estudo a respeito numa revista americana que falava em variação de consumo de até 40% somente devido a esse fator. Até nas corridas ele existe, por incrível que pareça, mesmo que dois pilotos virem no mesmo tempo no mesmo carro.

Portanto, dirigir com calma ajuda a economizar combustível.

BS

209 comentários :

  1. Bob, tenho uma dúvida que me parece um tanto boba mas que sempre me deixa pensando. Sou adepto do já conhecido método carga, que você e o Fabrício do Best Cars sempre defenderam, e através dele consigo bons resultados rodando na cidade, mas faço uma coisa que creio não ter nenhum problema mas nunca vi mais ninguém falando exatamente disso. Quando eu não preciso de aceleração, costumo colocar uma marcha (ou até duas) acima da que eu estava, e deixo o carro simplesmente no embalo (coisa de 40 por hora a 5ª marcha, por exemplo, mas nunca acelerando). Quando preciso novamente de resposta do motor, volto pra uma marcha compatível com a que é indicada no manual de acordo com cada velocidade, já que li muitas vezes e acredito que forçar o carro em marchas altas e baixa velocidade mais prejudica do que melhora o consumo. Dessa maneira eu continuo economizando combustível ou é um hábito completamente desnecessário?

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    1. Boa pergunta, eu também faço frequentemente, pois 40km/h em quinta marcha no meu carro da 1500rpm e dependendo do momento, da pra retomar dessa velocidade em quinta marcha mesmo, porém com manuseio cuidadoso do acelerador e não esperando grandes acelerações na retomada, reduzindo até 3 marchas se necessário. Também aguardo a resposta.

      Mendes

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    2. O que é esse "método de carga" ?
      Seria pedal do acelerador no talo e baixa rotacao do motor?

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    3. Tanto da teoria como da prática, me parece que seu método é correto. Muita carga em marcha alta, quando em giros muito baixos, costuma dar em desempenho muito fraco (a ponto de chegar a fazer o carro dar trancos) e consumo alto

      O método carga é uma das coisas mais polêmicas que tem e dá certo em apenas algumas situações. Se for usar para tudo, vai resultar em virar uma tartaruga no transito e consumir muito

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    4. Salvo engano, uma vez a Saab fez um teste com um de seus carros pulando as marchas pares (1-3-5) e conseguiu redução de 10% de consumo. Creio eu que ao cortarem duas reduções de rotação conseguem evitar gastos desnecessários. Se bem que não é todo carro que bebe menos assim. Tive um que aceitava bem isso e de fato bebia menos. Porém, meu carro seguinte até bebia mais quando eu fazia isso.

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    5. Anônimo das 13:23, o que eu conheço de gente que teima em subir morro com carro 1.0 em marchas mais altas... "Economiza mais" eles dizem, enquanto o carro se estremece todo e o motor fica até fazendo barulho de geladeira velha se retorcendo. Isso me dói no fundo da alma! Método carga pra mim só em casos de trânsito tranquilo, sem pressa, com tudo sob controle; vindo ultrapassagem ou subida pela frente é jogar uma 2ª ou 3ª marcha e afundar o pé!

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    6. O método carga tem como principal vantagem reduzir as perdas por bombeamento, já que a borboleta de aceleração trabalha boa parte do tempo com abertura máxima, reduzindo as perdas nesse componente.

      É importante lembrar que o pedal do acelerador não está ligado em uma torneira de gasolina, e sim em uma "torneira" de ar, que vai ser misturado com gasolina e consumido pelo motor. Depois que eu assimilei isso ficou mais fácil andar com o pé embaixo em baixas rotações, se a sensação de que a gasolina vai derramar pelo escapamento.

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    7. Olha, esse método carga eu vejo como algo questionável. Explico: Passei o carnaval com um Gol 1.6 2012 [mas quase 0km, com apenas 2 mil km acredite ou não] e ficava aferindo o consumo pelo pc de bordo. Andando no método carga, abaixo de 1500 R.P.M o carro bebia horrores, eram médias de 7/7,5 km/l. Andando no "método aceleração" ficando sempre acima de 1500 R.P.M e tentando ficar próximo de 2000 R.P.M as médias subiam para 9/9,5 km/l, feitas no mesmo trajeto com o mesmo trânsito.

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    8. Anônimo 13/4 13:11
      Método carga é operar o motor com acelerador bem ou todo aberto e rotação a mais baixa possível. É a condição de menor consumo dos motores de ciclo Otto.

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    9. Eu faço exatamente isto, há um bom tempo já. Não sei qual a precisão do computador de bordo dos carros, mas depois que comprei um que tem este item, resolvi fazer um pequeno teste. Como uso o carro todo dia e no mesmo trajeto sempre, 100% ciclo urbano, em um período de cinco dias continuei com esta forma de condução e no final do período o computador acusava consumo médio de 10,9 km/l. No outro período de cinco dias, passei a usar todas as marchas, em sequencia normal, e no final do período, o consumo médio caiu para 9,8 km/l. O carro é um Palio 1.4 flex, abastecido somente com gasolina.

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    10. Os aceleradores eletrônicos vieram para calcular a eficiência máxima da borboleta em qualquer condição. Acho que o método carga já não faz diferença e pode ter efeito contrário. Em carros mais novos as injeções eletrônicas entendem o "pé no fundo" e adotam programações menos econômicas para gerar mais potência. Elas podem por exemplo desligar a injeção de forma seqüêncial, podem desligar a injeção direta ou até variar a pressão do turbo.

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    11. Deixar o carro em marcha alta sem acelerar, pelo que aprendi e algumas fabricantes divulgam isto em cursos de injeção eletrônica, é ativar o cut-off, isto é, o corte da injeção. O motor continua funcionando sem receber combustível, por causa do movimento, mas em consequência segue com o motor freiando o carro, que será menor nas marchas mais altas.

      Esse é o método que mais uso.

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    12. O cutoff nos carros da Fiat e GM entram em ação a 1500RPM quando o acelerador não está sendo pressionado. Nas outras marcas eu desconheço, mas deve ser o mesmo valor.

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    13. Tem carros com cutoff a 1200 rpm. Outra coisa é que essa perda de bombeamento tem um certo terrorismo em cima dela. Existem motores gasolina sem borboleta e o consumo deles não é nada de espetacular, é +/- o mesmo que um motor equivalente porém com borboleta

      E sim, em carros com injeção o pé no fundo é entendido como um chamado para despejar gasolina e maximizar o desempenho e não a economia. Os com acelerador eletrônico, como disse o Perneta, ACENTUAM esse efeito e já fazem sozinhos o trabalho de usar a maior carga possível sem que haja aumento de consumo de forma a se aproveitar da pequena redução pela menor perda por bombeamento

      Outra coisa é que baixos RPM e alta carga são coisas diferentes. Andar a RPM baixos, porém compatíveis com o motor de um carro, é uma coisa. Andar a baixos RPM com o carro sofrendo e pé no fundo é outra (esse sim método carga, embora nem sempre o motor reclame)

      O teste do Best Cars foi feito com os carros mais favoráveis possíveis, com câmbios curtíssimos e alto torque em baixa. Ambos com acelerador eletrônico, que deve ter ajudado também (e que provávelmente não estavam usando 100% de carga na realidade). Acho que foi um dos maiores furos da história deles até hoje

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    14. jose marcelo (jmvieira)14/03/14 15:17

      os aceleradores eletronicos entorpeceram essa coisa do método carga. acima de determinada posição de pedal -- e isso pode acontecer nos carros de acelerador a cabo também -- a central desativa a condição de malha fechada com controle de mistura via sonda lambda, e vai pro controle de malha aberta -- usando como parametrização o fuel trim de longo prazo -- e a mistura tende a operar mais rica por causa da associação da malha aberta com o enriquecimento da mistura

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    15. Anônimo,
      nem de longe. Só há 2 sistemas que trabalham sem a borboleta de acelerador a fim de evitar as perdas por bombeamento que são o VANOS [da BMW] e o Multiair [da Fiat, este mais eficiente], todo o resto sofre dessas perdas.

      Afora isso, se você leu o texto no BestCars viu que eles usaram um Stilo 2.4, um Astra 2.0 16Ve um Polo sedan 1.6. O Polo é 8V o que facilita o método carga por ter bom torque em baixa. Já o Fivetech é uma maravilha mesmo, motor muito elástico, coisa que sempre foi elogiada no Marea e se repetiu no Stilo e o Astra tem um motor torcudo.

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    16. Exatamente jmvieira

      Paulo Freire, lembrei justamente desses motores. E nenhum é grandes coisas em consumo comparado com os concorrentes de borboleta. A perda por bombeamento é só uma parte na equação e não é grande como se pensa. Tem carro com boboleta tipo revolver para não perder potência devido ao bombeamento quando 100% aberta. O ganho desse sistema é mínimo, coisa de poucos cavalos num motor já com muitos e muitos, mas em competição cada cavalo conta então usam isso (mas mesmo assim, nem sempre)

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  2. Corsário Viajante13/03/14 12:16

    Ótimo post, e tem gente que não entende isso de forma alguma, e fica naquelas discussões sem fim sobre quanto o carro consome.

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  3. Tema muito interessante. Também não gosto muito de falar em números de consumo por conta dessas variáveis. O que vale mesmo é o modo de condução e manutenção do veículo. Fiz esse vídeo dando dicas de como melhorar o consumo do carro. Por experiência própria, faz muita diferença seguir essas dicas.
    https://www.youtube.com/watch?v=VbBEnpJovYY

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  4. Fiquei curioso, como funciona este método carga?

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  5. Davi
    Já que você está usando o embalo do carro, o que é absolutamente correto, você pode colocar o câmbio em ponto-morto para aproveitar o embalo (inércia de movimento) de modo ainda mais eficiente. É o formato da roda-livre do DKW-Vemag que voltou com os câmbios robotizados e suas embreagens automáticas, com recentemente contei no teste do Audi A3 sedã. Mas pode continuar a usar o seu método, sem problema.

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    1. Compreendi Bob! Mas esse formato da roda-livre traz muitos ganhos nos carros sem os câmbios automatizados? Sempre evito ao máximo deixar o carro no embalo na "banguela", só quando bem próximo de um semáforo mesmo.

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    2. Davi, Best Cars acabou de fazer esse comparativo - "marcha mais alta" X "banguela" - na última atualização do teste no novo Golf. A roda livre ganhou por margem pouco expressiva.
      O comparativo foi muito bem feito; mesmo percurso, mesmo condutor...etc.

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    3. Bob,

      Eu fiquei curioso com essa questão da roda livre economizar combustível já no seu post sobre o Audi A3 Sedan pois acreditava que em carros com injeção eletrônica, havia o cut off da injeção como diz o Állek Cezana Rajab em situações onde o carro está engatado mas sem acionamento do acelerador pois o motor pode continuar girando sem combustível por estar conectado ao câmbio e consequentemente às rodas.
      No caso da roda livre acredito que mesmo que pouco, algum combustível tem que ser injetado para que o motor gire em marcha lenta correto?
      Então entendo que nesse caso a diferença entre uma forma e outra é desprezível, portanto não deve ser considerada. É isso mesmo?

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    4. Usar a banguela ajuda, pois em marcha alta e baixa rotação, o motor trabalha com mistura mais rica para evitar que o motor morra. Colocando em ponto-morto, evita-se atrito de transmissão e a mistura fica menos rica.
      Usar o Cut-off na cidade não gera muitos ganhos, pois ele só acontece acima de 1500~1700 RPM.

      Uma coisa que quem usa o tal do "Método Carga" sempre se esquece é que o desgaste do motor é abruptamente elevado ao se usar altas cargas em baixa rotação.

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    5. Esse embalo somente economiza se você estiver em uma ladeira ou com alguma inclinação, onde o carro consegue ganhar mais velocidade desengatado do que engatado. No entanto, para ganhar tanta velocidade assim mesmo na 5ª marcha precisa ser uma inclinação bastante grande

      Esse recurso deve economizar quase nada em combustível, mas como na europa a histeria com isso está grande, deve ter pesado a favor. E fazer isso em carro manual além de cansativo tem seus riscos

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    6. Bob, falando em "roda livre", quando a Audi vai rolar o "no uso" do A3 Sedan?

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    7. Danilão, justamente esse comparativo do Best Cars que reacendeu essa antiga dúvida em mim. Ele foi bastante esclarecedor mas ficou a dúvida de como fica essa diferença num carro manual sem roda-livre, se continua sendo mínima ou aumenta.

      Guilherme, quanto ao desgaste do motor por usar o método carga, eu desconheço essa questão, mas não creio que resulte em muitos problemas, ou então o Bob não seria grande adepto dele.

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    8. sem ofensas, por favor, mas quer economizar? anda de 1.0! rsrsrs

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    9. Em ponto morto e com rodas livres o carro demora mais a perder o embalo, mas em ponto morto, a central ainda envia combustível para ser queimado no motor e deixá-lo em ponto morto. Quando de anda com a marcha engatada sem aceleração, quem gira o motor é a inércia do carro. Desta forma não é necessário que o motor queime combustível. Assim a central corta o combustível dos bicos injetores. Este procedimento é conhecido como Cut off e é com ele que se mais economiza quando se está andando com o veículo. Em uma descida de serra por exemplo, você irá economizar muito mais com o cut off do que com a marcha em ponto morto. Trabalhei na FIAT com simulações de performance e consumo e diretamente com o programa INOVAR AUTO. No meu trabalho eram decididos os melhores pontos de troca para economia de combustível, onde todos os parâmetros comentados no texto eram avaliados.

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    10. Guilherme, quanto ao desgaste, realmente parece aumentar. Só não sei se de forma abrupta, mas nenhum mecânico de boa formação que conheço gosta desse método realmente. Já quanto ao cutoff, quantas vezes você fica abaixo de 1500 rpm? Se estiver na marcha certa, apenas no final de uma frenagem vai atingir essa rotação, então o cutoff funciona bastante na cidade, em especial nos muitos trechos em que a velocidade diminui pelo trânsito mas não a ponto de parar. Deixar o carro no cutoff economiza bem e ainda faz com que nem seja preciso pisar no freio, já que a resistência do motor/cambio é muitas vezes o suficiente para acompanhar a redução de velocidade

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    11. Roda-livre economiza, a idéia é bem antiga. Trata-se de aproveitar ao máximo a inércia no plano e a força de gravidade nas descidas. Não há riscos, ou a roda-livre não teria voltado.

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    12. Guilherme
      Não existe o que você diz, desgaste do motor na operação de alta carga a baixa rotação.

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    13. José Ferrarini
      Tenho certeza de que a fábrica avaliou, fez as contas e concluiu que o gasto de combustível em marcha-lenta acaba ficando menor do que deixar de aproveitar a inércia do carro, desperdiçar essa energia cinética.

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    14. Por mim "roda-livre" acaba economizando muito pouco perante a falta de aceleração com o carro engatado (em um câmbio manual), e ainda sobrecarrega os freios. NMHU não vale a pena.

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    15. Dr. Gori
      Está previsto, estamos aguardando o carro.

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    16. Bob, o desgaste existe em qualquer condição de funcionamento, porém é sim acentuado quando a carga é alta e a rotação é baixa. Tenho alguns PDFs com testes que mostram isso, posso passar a você por e-mail se for de interesse.

      Resumidamente, a pressão hidrodinâmica do filme de óleo nos mancais axiais ou radiais é proporcional à sua velocidade (no caso, rotação do motor), o que faz aumentar a espessura mínima do filme de óleo nesse mancal enquanto que a carga sobre um mancal faz diminuir a espessura do filme de óleo. Com alta carga e baixa rotação, é óbvio que o filme de óleo formado se aproxima de um valor mínimo permissível. No caso dos mancais de virabrequim esse problema é minimizado porque mesmo a baixas rotações é possível formar uma boa folga mínima entre mancal e árvore, porém no caso dos mancais axiais com movimento alternado, os pistões/camisas, a velocidade no PMS e PMI é nula e muito baixa nos 30º, aproximadamente, anteriores e posteriores aos Ponto-Mortos, havendo atrito do tipo limítrofe. Isso acontece mesmo a cargas mais baixas e em rotações mais altas, mas por isso mesmo se torna tão sensível à menores rotações e cargas mais altas, pois a interação entre as rugosidades se torna mais intensa, havendo, em casos extremos, rompimento da película e atrito direto entre as peças metálicas, aumentando o desgaste com arrastamento de material.

      O problema não só existe como é evitado ao máximo. Basta ver em alguns manuais que o fabricante do motor fornece a velocidade mínima em cada marcha. Outro exemplo é que, mesmo com essa bobagem ecochata, nenhum carro com câmbio automático (inclusive CVC) mantém o motor funcionando em rotação menor que 1300 RPM mesmo que só se pise "com a casquinha" no acelerador. Pressionando o pedal a, digamos, 1/5 do seu curso, nenhuma troca de marcha é feita se a rotação para a marcha seguinte cair para menos de 1500 RPM. Geralmente as trocas em CVC com marchas virtuais acontecem por volta de 2000 RPM mesmo que haja potência de sobra para a mesma retomada em rotação muito menor. Não existisse o problema, será que os engenheiros nunca pensaram em usar esse método carga para diminuir consumo?

      Obviamente, o motor não vai quebrar se acelerar fundo em baixa rotação, mas o desgaste mais acentuado está lá, sim, principalmente próximo ao PMS, onde a lubrificação é crítica e frequentemente os anéis entram em contato seco com a parede do cilindro.

      Num dos PDFs há um gráfico relacionando a rotação do motor com a taxa de desgaste em um motor novo (não "amaciado", no sentido de não ter a rugosidade das peças móveis já estabilizada) e a diferença a medida que se aumentava a velocidade era gritante, havendo, inclusive, uma taxa menor de desgaste mesmo após o período de "amaciamento" quando o motor era colocado em rotações mais altas.

      Novamente, não quero pregar o horror ao método carga, ninguém vai estourar o motor se usar esse método... mas dizer que isso que falei não existe também não está correto.

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    17. Guilherme, se possível, compartilhe esses PDF`s conosco.
      Caso não seja pedir muito, meu email é: evzanetti@gmail.com

      De forma resumida, o que gastam são as bronzinas, certo? De fato há diferença na espessura do filme lubrificante durante a cinética do motor e esta se altera para menos com mais facilidade quanto maior for o torque aplicado.

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    18. Guilherme
      De novo, tem motor hoje dando torque máximo a 1.250 rpm e essa tendência é irreversível. Isso com todo tipo de esforço interno nessa condição. Diz-se método carga apenas para ilustrar grandes aberturas de acelerador, pois em rotações baixas um motor aspirado produz bem pouco torque e potência, não chegando nem perto do ponto de rompimento do filme de óleo. Mas passe-me os PDF sim, gostaria de vê-los.

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    19. Foi o que eu sempre ouvi de mecânicos conceituados. Que o filme de óleo se rompe nessas condições de alta carga e baixo giro, alguns até associando carbonização e borra no óleo com esse procedimento

      Bob, sabe se esses sistemas de roda livre novos se ativam no plano? Pessoalmente eu duvido, acredito que só aproveitem a inércia quando haja inclinação, pois nesse caso o carro não perde velocidade e não é necessário reacelerar (o que tiraria o ganho do sistema)

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    20. Eduardo, já mandei um arquivo que considero bom por ser em português e explicar tudo de uma forma bem fácil de entender, sem deixar de ser técnico.
      Bob, vou mandar aqui no contato seu do AE, confira lá!

      Bob, continuando a discussão, o fato do torque máximo chegar a 1250 RPM em alguns casos contradiz o que você disse depois sobre o motor gerar muito pouco torque em rotações baixas. E independentemente disso, eu não disse que isso não era possível, mas apenas que manter o motor em baixa rotação usando alto torque provocava um desgaste maior, sem que isso signifique que o motor vá quebrar ou durar apenas centenas de quilômetros! O torque máximo em baixa rotação está lá, usa quem quer, mas isso não quer dizer que não há consequências negativas para o motor.

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  6. Imagino o drama que seria instalar isso na avenida que utilizo para chegar ao centro de Suzano, a velocidade máxima dela é de razoáveis 60 km/h e como minha CNH ainda está na permissão eu desço a avenida inteira com o ponteiro colado nos 60, mas é chegar em radar e lá vou eu tendo que reduzir a velocidade para 40, 30 por hora, tudo pq o infame que está na minha frente esta montando com os 2 pés no pedal do freio e eu não estou afim de bater com meu velho fiat uno 1990 em ninguém então monto no freio também, se tem uma coisa que irrita é motorista que reduz desnecessariamente no radar como se isso fosse dar pontos ou sabe se lá o que! Quando estou sem ninguém a frente é sem conversa, passo colado a 60 por hora, quem vem atrás agradece.

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    1. Cláudio Fischgold13/03/14 15:45

      Veras, aproveite para aumentar o stress, e, quando afundar o pé no freio, olhe pelo retrovisor para saber se você não vai ganhar de presente uma bela cacetada de quem vem atrás. :))

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    2. Mecânico Anônimo13/03/14 16:53

      "quem vem atrás agradece."

      Normalmente, quem vem atrás some no retrovisor...

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  7. SANTO DEUS!!!! Estão conseguindo criar uma geração de idiotas. Agora imagina só o quanto custou cada radarzinho desses e ver quem levou nessa. Uma caixa de cerveja pra quem acertar

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    1. Xiii!!! O que aconteceu? Ei, Bob, você colocou meu comentário no post errado.

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    2. Anonimo acima , acho que voce que comentou no post errado!
      O assunto aqui já é outro.

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    3. Errado, comentei no post certo. Pro seu governo fiz isso antes da atualização diária, ou seja, antes das 12:00 do dia de hoje (13/03). Não teria como comentar aqui neste post já que este nem existia.

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  8. Eu utilizo três artifícios, mas não sei se é correto:

    * Dirijo de forma a evitar utilizar os freios. Exemplo: você está a 500m do semáforo e ele está fechado. Há quem acelere o carro e só vai frear bem próximo... Eu não...

    * Utilizo muito o freio motor, que, até onde sei, ativa a estratégia cut off das injeções; Exemplo: Na situação anterior, eu vou reduzindo as marchas e sempre quando a rotação atinge 1500 rpm +/- eu reduzo mais uma. Mas deve-se evitar isso em situações de muito tráfego, para não causar engarrafamentos.

    * Quase nunca pressiono o acelerador até o limite. Na maioria das vezes, do meio pra cima.

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    1. Os dois primeiros funcionam. O segundo aumenta perdas pela borboleta de ar e aumenta o consumo.

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    2. O que dizer sobre os carros que não possuem borboleta?

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    3. Anônimo 13/03.14 16:36
      Os carros que não têm borboleta possuem outro meio de controlar a entrada de ar, caso dos motores BMW, em que isso é feito pela válvula de admissão, sistema Valvetronic, ou os Fiat e Alfa Romeo, MultiAir. O motor Diesel não tem nenhum controle de entrada de ar, a regulação de potência é apenas pelo volume de combustível injetado.

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  9. É por haverem todas essas variantes influenciando no consumo, que não me fio em selo de Inmetro. Me fio em mim mesmo, e em tudo que posso fazer para diminuir a "sede" do carro. E faço bem. Me lembro da chiadeira geral sobre o consumo de um carro com fama de beberrão, o Monza 2.0. Tive um e fazia marcas excelentes na estrada, ou mesmo em ciclo urbano em uma cidade de trânsito menos travado, como Brasília. E sempre sem abrir mão do AC, o que evidentemente tornaria a coisa ainda melhor. Só não tinha muito milagre no Rio, com primeira e segunda o tempo todo no trânsito caótico.

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    1. O RJ está infernal !
      Outro dia fui a sua cidade a trabalho e gastei quase 2 horas da Barra para o Centro...
      Dizem que mesmo aqueles que moram na luxuosa Zona Sul tem bastante dificuldades no transito ...

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    2. Nao esta toa ruim assim nao Mr.Car..
      Nao sei em que regiao da cidade voce fica ou trabalha, se tiver que atravessar ai é complicado.
      Eu saio diariamente da regiao do J.Botanico , via Lagoa e sigo ate a Siqueira Campos.
      Mas ha de se dizer que ja foi muito melhor. Estou com receio da época de Copa e na futura Olimpíadas.
      O que realmente está um absurdo sao os precos dos servicos e alimentacao no RJ.
      Assusta ate quem vem para cá com a carteira recheada de dólares.

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    3. Claudio Fischgold13/03/14 14:09

      Anonimo,

      se voce gastou menos de duas horas da Barra até o centro, provavelmente foi antes do nosso "maravilhoso" prefeito fechar a Av Rio Branco para os carros. Agora está bem pior. Te digo isto com a experiencia de morar na Barra há 32 anos.


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    4. o trânsito do RJ é um caos, posso falar por ser morador, o trãnsito aqui está de perto com o de São Paulo....

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    5. Mr. Car,

      A ideia do selo do INMETRO, pelo que eu entendi é dar um parametro de comparação, se for utilizado o mesmo método, a tendencia é que haja uma maneira de comparar (comprar carro x e não y porque o 1ª é A e o 2º C, por exemplo), não quer dizer que é o consumo que você conseguirá.

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    6. Trânsito ruim é o de BH, e tenho dito.
      Palavra de um ex morador de São Paulo.

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  10. Davi, faço a mesma coisa e funciona.
    O bom disso também é o silêncio à bordo!

    Bob, dirigir com calma realmente funciona.

    Já consegui 14,25km/l no meu Focus 2.0 16v mk1,5 (Duratec) com 5 pessoas dentro e ar desligado. Na ocasião, tinha uma descida de serra; deixei em 5ª e o carro foi sozinho sem acelerar e precisando frear pouco.

    A última medição rodoviária foi voltando do Rio de Janeiro com minha esposa. Voltamos pela Dutra não passando de 110 km/h e caminho todo com o ar ligado. Conseguimos 13,89 km/l.

    Acabei de trocar o Focus por um Fiesta hatch 1.5 16v SE. Espero conseguir marcas ainda melhores dirigindo "de boa".

    Abraço!

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    1. No meu Civic estou conseguindo na estrada uma média de 16 km/l com ar ligado andando entre 100 e 110 km/h. Em descida de serra sempre aplico essa estratégia de acelerar com a alavanca de câmbio em vez de no pedal. Dá para descer uma serra inteira praticamente sem pisar no freio e mantendo velocidade compatível com o trecho. Claro que é preciso olhar sempre vários metros adiante, de maneira a se antecipar às reduções de velocidade (que serão praticadas reduzindo-se as marchas em vez de pisando no freio), mas acaba sendo mais seguro no todo, pois os freios do carro estarão quase sempre prontos para uma frenagem de pânico das boas, se necessário.
      Em relação ao Fiestinha, minha preocupação é que ele possa não consumir tão pouco quanto o Focus, mas aí não por causa do modo de direção, mas sim por causa daquela penalidade que se esconde no cofre para que esse motor consuma tanto gasolina quanto álcool.

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    2. São bons resultados Rodrigo, ainda mais com o carro cheio e motor 2.0. Dirigir com calma faz toda a diferença, nem precisa ficar se arrastando por aí pra gastar pouco; na última viagem que fiz (040 sentido BH) consegui 16km/l (rodando sempre em volta de 100/110, com ar ligado) com um Gol 1.6 2013, que tem um motor já com uns anos de projeto nas costas. Isso rodando tranquilamente, sem preocupar com gastar pouco. Já consegui 15km/l num Palio 1.8R também mas aí já foi por uma questão de maior concentração e foco pra conseguir um resultado melhor do motor GM dele.

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    3. Anônimo13/03/14 14:16:
      Esse é meu medo... o fator flex... fico imaginando como seria se esse motor 1.5 fosse só a gasolina...

      Davi:
      Eita! 15km/l no Palio 1.8? Foi muito bem! Parabéns! Bota foco nisso!

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    4. Foco e talvez um pouquinho de sorte, haha. A estrada tranquila (essas estaduais de Minas, sem muito movimento e recém feitas) ajudaram um pouco, nunca passando de 100 por hora. Mas foi só chegar perto de BH e encarar 20 minutos de trânsito que a média despencou...

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  11. É bom evitar parar bruscamente para consumir menos energia. Por exemplo, se houver retenções, há pelo menos 200 metros do teu carro, não faz sentido continuar acelerando até chegar lá bem pertinho e parar bruscamente. Essa parada brusca é um meio não inteligente de liberar a energia produzida desnecessariamente no momento em que motorista ainda pisava no acelerador ao invés de aproveitar-se do movimento de inércia, talvez suficiente para percorrer aqueles 200 metros até o semáforo ainda fechado.

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    1. Silva
      Voce esta correto, tambem nao sou de frear forte e em cima do carro da frente.
      Mas saiba que poucos guiam assim

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    2. Verdade, mas você dirige para saber isso?

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  12. hoje em dia é possível confiar nos testes do inmetro? se eu for comprar um carro, posso escolher o com menor consumo nesse teste e sera o menor consumo com o meu jeito de dirigir?

    bob, a roda livre que voce falou so serve pra novos robotizados? porque se eu descer engrenado o motor gasta menos, correto?

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    1. Daniel
      Sim, pode-se confiar nos números do Inmetro. A etiqueta nos carros serve exatamente para o comprador se orientar caso busque o menor consumo. Quando não há etiqueta, os consumos podem ser conhecidos em http://pbeveicular.petrobras.com.br/TabelaConsumo.aspx. Roda-livre do jeito que é hoje só é possível nos câmbios robotizados, pois todos têm embreagem automática, que desacopla para proporcionar o efeito, com se o pedal de embreagem fosse apertado. Descer engrenado gasta mais do que desengrenado, seguro hoje em razão da eficiência e resistência dos freios ao fading. Mas se numa descida longa como a de uma serra for preciso usar muito o freio, convém descer engrenado para eliminar qualquer possibilidade de fading.

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  13. Thiago A. B.13/03/14 12:57

    Bob,

    Essa do consumo na estrada de pé em baixo ser igual ao da cidade, também já notei isso. Quanto ao método carga, procuro utilizá-lo também, mas com um detalhe: não pisar mais do que 80% do curso do pedal, pois como li aqui nas experiências com scanner do Carlos Farjoun, acelerar tudo leva ao enriquecimento total para máxima potência, perdendo a correção da sonda lambda. Pode-se até ainda obter ótimos números de consumo, mas certamente aumentará em muito a carbonização do motor. Isso ocorreu tempos atrás com um carro meu, que começou a grilar em baixa rotação, após uso regular do método carga com 100% de borboleta aberta(acelerador mecânico).

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    1. Muitos mecânicos não gostam mesmo de método carga, inclusive chegando a comentar de problemas de lubrificação por isso. O que sei é que realmente a injeção trabalha em modo nada economico com pé no fundo e assim não adianta fazer isso se precisar afundar o pé. É bem provável que aumente a carbonização também, afinal é combustível jogado em excesso com giro baixo

      Sobre a estrada, discordo do Bob e de você. Estrada com pé embaixo mesmo chega a gastar mais do que na cidade. Mas tem que ser realmente de pé embaixo a maior parte do tempo. Isso também leva a fazer certas contas, raramente vale a pena viajar assim. Além da segurança, viajar apenas um pouco mais tranquilo (pisando fundo só às vezes e mantendo uma velocidade alta, mas sem tirar todo o possível do carro) significa perder apenas alguns minutos a mais e fazer médias que chegam a ser 80% melhores

      Sabendo tocar e tendo um carro que ajuda (alguns só de pisar fundo vez ou outra já acabam com a média de consumo) dá para viajar bem rápido fazendo médias muito boas

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    2. Tiago AB
      O gerencialmento eletrônico não se baseia apenas em posição do acelerador para determinar a formação de mistura, rotação também é levada em conta. A carbonização certamente não foi causada por usar o método carga e o grilar tem várias causas. Tudo bem você usar 80% do curso do pedal.

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    3. Sharp,
      Tenho um carro 1.6 cujo pico de torque é as 2500RPM.
      1) Ao andar tranquilamente passo as marchas a no máximo essas 2500RPM devido a sobra de torque já cedo. O silêncio a bordo é muito agradável nessa circunstância.

      Entretanto, em congestionamentos:
      2) Passo as marchas mais cedo, nas 1500RPM onde o a próxima marcha fica engrenada com aproximadamente 800RPM (lenta do motor) ou 1000RPM e deixo o carro rodar e continuo a fazer isso chegando ao ponto extremo de estar a 45km/h já com a 5ª marcha, embreagem acoplada, e nenhuma carga no acelerador, apenas a lenta do motor.

      Os dois procedimentos que adoto podem ser melhorados? Me parece que usar alta carga é ineficiente uma vez que se necessito apenas 5kw em baixa RPM só para manter o movimento, porque subir uma marcha, afundar o pé e ainda sentir aquele sequência de solavancos, como se o motor estivesse confuso sobre a quantidade correta de combustível para injetar.

      Por último, durante uma frenagem é conveniente reduzir as marchas pois a energia cinética do carro, se converte parcialmente em energia inercial dos componentes câmbio, diferencial e partes móveis do motor e o freio motor passa a atuar. A pergunta então é: Aquela desaceleração que sinto no meu carro ao jogar da segunda para a primeira marcha a aprox. 30km/h enquanto solto a embreagem é essencialmente essa conversão de energia? E só então depois da embreagem totalmente acoplada é que o freio motor passa a ser relevante? (para um motor a gasolina)

      Obrigado, Guilherme Goto.

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    4. A embreagem patinando, por si só, já é um freio motor

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  14. Meu gol G3 1.8 com cambio PS que o diga em estrada faz médias kilometricas rsrsrs tudo isso gracas ao BS !

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    1. Exato. Gol, Voyage e Parati quadrados com esse câmbio eram bons nisso na estrada. Com gasolina dava tranquilo para passar dos 15 km/l.

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    2. Esse meu g3 com esse cambio longo (doado de um quadrado) faz na casa dos 18 na pista andando a 90/100 km/h

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  15. Bob
    Uma dúvida:
    Por que os carros da GM à venda nas concess. nao tem a Etiqueta do Inmetro ??
    Seria por consumirem mais que seus concorrentes? Não deveria ser obrigatório?]

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    1. Hoje o programa é voluntário, ou seja, o fabricante opta por entrar. No caso, a empresa optou por não entrar. Deve ter seus motivos para ser a única no Brasil a não participar.

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    2. A GM não participa do programa de etiquetagem do Inmetro, que por ora é opcional. Tenho cá minhas desconfianças de que os modelos dela continuem sendo beberrões, com isso piorado pela adoção de sistema flex (ainda com tanquinho).
      Pelo que me lembro, o programa Inovar Auto tem uma meta de consumo para os fabricantes atingirem, ganhando benefícios aqueles que a atingirem e não sendo à toa essa onda de motores tricilíndricos ou um lento retorno das multiválvulas nas Quatro Grandes.

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    3. amigo, parece que é opcional e que alguns fabricantes não aderiram temendo serem processadas por consumidores que não conseguiram obter as marcas indicadas na etiqueta. Dizem que isso aconteceu com a Kia nos EUA.

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    4. Anônimo 13/4 13:09
      A etiqueta é facultativa, deverá ser obrigatória em 2016. De qualquer maneira, é uma atitude inesperada da GM, fica parecendo que tem receio de ficar mal na classificação.

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    5. Se for por medo então não seria por tanto. Posso falar pelo 1.4 econoflex e pelo 1.4 SPE4. Em consumo estão nivelados com seus concorrentes diretos. Do resto da linha não posso falar já que não tenho parâmetros. O resto é mimimi de leitor do NA.

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    6. Os GM têm a característica de serem economicos se dirigidos direito e de fazerem média muito ruim se pisar fundo às vezes ou se dirigir errado. Uma coisa pela outra e a maioria consegue médias muito ruins com eles, só os 1.0 escapando disso. Por isso não aderiram à etiqueta

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    7. E como é esse jeito certo de dirigir os GM??

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    8. Nos 2.0 e 1.8, muita calma e aproveitar o alto torque, mantendo nas marchas certas (geralmente as pessoas ou deixam em marchas muito altas ou muito baixas). Nos 1.4, a mesma coisa mas manter no RPM certo (um pouco mais alto no caso dele)

      A maioria das pessoas não tem paciência para fazer isso, geralmente colocam na 5ª o mais rápido possível ou então afundam muito o pé. Outros motores não aumentam tanto o consumo com isso, nos GM é crítico. Pessoalmente, não teria paciência para carro assim. Dirijo certo, mas gosto de enfiar o pé de vez em quando sem que o consumo despenque por isso

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  16. Parece difícil dirigir economicamente na cidade, dada a quantidade de malandros querendo tomar sua frente todo o tempo. Li aqui no AE que nos EUA o pessoal não gosta de gente que fura fila de trânsito. Aqui parece que o pessoal gosta de ser furado, dão passagem pra furador na maior ignorância.
    Faço muito uso do cutoff, banguela e método carga, mantenho embalo (melhoro a vida do trânsito que vem atrás de mim), calculo tempo de abertura de semáforo, mas também dirijo agressivamente, pois MUITA raiva eu passo de malandro querendo se aproveitar e ainda não fiquei paciente o bastante pra tolerar isso. Entre tudo isso, sempre mantenho minhas médias de consumo tanto no fit quanto no bmw e36 melhores que as médias de fábrica. Pelo menos pra mim, é fácil gastar pouco.

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    1. Mas você dirigindo com cut off, banguela, etc vai acabar sendo costurado por todos.
      Eu nao tenho muita paciencia se alguem vem devagar, esperando semáfaro abrir. Eu passo e quando o sinal abre costumo arrancar rápido tambem.
      A vida esta muito corrida , todos tem seus compromissos. Temos que ser ágeis no transito e assim liberar logo as vias ..
      A economia de combustivel e importante , mas eu economizo mantendo meu carro bem regulado e de olho no contagiros, controlando o rpm com o cambio e embreagem.

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    2. Eu acho que o BMW 36 nao e um carro para se dirigir economicamente.
      Deve ser aproveitado, principalmente em estradas.
      Eu se tivesse um andaria mais forte.

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    3. Não sei qual a ligação de ser costurado por outros, e a velocidade em que você está. Pode ser costurado mesmo andando rápido...

      Por isso acho bem válida a observação do Anônimo 13/03/14 13:18

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  17. Bob, o de Petrópolis13/03/14 13:37

    Bob, consegui em recente viagem aos Estados Unidos um consumo de 36mph, a 65 mph controlados no "cruise control", indicados no computador de bordo. O carro em questão era um Ford Fusion 2013, gasolina regular. Em alguns momentos o consumo chegou a ser de 39.99 mpg, provavelmente o limite do medidor.
    Como não pude aplicar o método de alta carga por ser um carro automático, pressionava levemente o acelerador até o carro chegar na velocidade de cruzeiro.
    No Brasil tenho conseguido bom consumo com minha Tracker 2008 aplicando o método de alta carga , além de substituído o filtro de ar por um K&N, de maior vazão, óleo 5w30, 2 PSI a mais de pressão nos pneus originais (26 PSI), ar condicionado ligado, velocidade de cruzeiro de 90km/h e velas Bosch Iridium. Consigo um consumo combinado de 12km/l, medidos no abastecimento, sempre em postos de bandeira conhecida (Petrobras, Ipiranga).

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  18. Tenho comigo alguns exemplos práticos comigo:

    Com meu carro de uso diário, meu trajeto é bem curto em dimensões(5km), porém pego um certo congestionamento, anda e pára de esquinas e faróis, muitas subidas e descidas por causa dos bairros por onde passo, e sem falar que somente quando chego no destino que o motor já está na temperatura normal de funcionamento, ou seja, até ali ele estava funcionando com mistura mais rica. Apesar de tudo isso, faço na faixa de 9~10km/l de gasolina, Clio com motor de 1,6L.

    Ou seja, comparando somente um "número", muita gente me diria que o consumo é alto, mas TUDO depende das condições, que nesse caso já provei em outros carros que não são de alto consumo, fiz próximo 5km/l de gasolina.

    Vendo o outro lado e fugindo deste meu uso, fiquei por umas semanas indo para outro local de trabalho, onde justamente eu peguei exatamente condições favoráveis: pouco trânsito e fluindo bem, poucos faróis, ruas planas e aproveitando bem o embalo. Resultado: 20km/l, sim, tive a certeza pois a quilometragem que rodei e a quantia de litros que entrou foram bem diferentes do comum.

    Meu método de medição é de quilometragem a cada abastecimento, e cada vez que o faço é no mesmo posto e mesma bomba(no primeiro estalo), afinal se ele estiver inclinado a quantia de combustível que entraria seria diferente.

    Agora o meu modo de dirigir é parcialmente como o do Davi que escreveu acima, mas prefiro aproveitar algumas situações para ao invés de aproveitar o embalo(que aproveito para quando é um local plano em que não vá manter velocidade constante), vejo que precisarei frear mais à frente, e ao invés de perder força em forma de calor nos freios, deixo engrenado para o freio-motor dar conta disso, e a injeção eletrônica faz a parte dela com o cut-off.

    Acho que tudo dito ajuda a explicar que não se deve comparar consumos de pessoas diferentes, e isso é o que mais vejo fazerem e me perguntarem, "porque não consigo o mesmo consumo do joãozinho?". Esse meu exemplo acima mostra comigo mesmo que nem precisa ir longe para descobrir que as condições mesmo com o mesmo motorista se alteram muito e afetam de forma gigantesca. Gostaria muito de sempre pegar boas condições de pouco trânsito como citei, não pelo consumo, mas pelo stress também, isso nos afeta muito mais.

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    1. Tive um desse flex. 10 na cidade era o máximo que eu conseguia, 10.5 com sorte. Com álcool achava um terror, 6 a 7 no máximo. Mas os motores da época de mesma potência no ácool chegavam a 5, então não estava tão ruim

      Já o gasolina sei que era muito economico

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  19. Devo ser muito ruim de roda,pois várias pessoas q possuem o mesmo carro que o meu(Voyage 2014)são mais econômicos q o meu...e o pior,são mais andadores que o meu,isso no blá blá blá !!!

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    1. Nao e so voce nao
      Meu Gol sempre anda menos que o dos colegas e gasta muito mais!
      Fora isso o carro deles nunca da mecanica , valem horrores e ta cheio de gente querendo comprar...
      Só tem falastrao por ai .. to cheio!

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    2. Antonio Pacheco13/03/14 16:45

      Eu estou com uma Saveiro 2012 e fiquei decepcionado com o desempenho dela. Sempre ouvi dizer maravilhas desse motor 1.6, mas estou rodando no álcool, e na estrada, com ar ligado, noto que o giro demora a subir, e as retomadas são lentas. Não sei se eu esperava mais do que é o normal, mas a decepção foi grande.

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    3. anonimo 15:51
      Boa. É isso aí.

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    4. Antonio Pacheco, de arranque esse motor é bom nos Gols e Saveiros. Vai ver em alta não são grandes coisas

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  20. Um ponto que me chama muita atenção é a quantidade enorme de motoristas que vivem usando o freio desnecessariamente! As vezes eu chego a pensar que tem alguém de sacanagem comigo na minha frente.

    Eu sei que o motor de um carro 1.0 não segura tanto na redução quanto um de maior cilindrada mas isso não justifica ficar usando tanto o freio como eu vejo por aí. Numa descida de serra então bah, ninguém sabe o que é fazer uma redução de marcha...

    Na estrada então parece há uma lei marcada a fogo que todo motorista PRECISA pisar no freio em 100% da curvas. Numa comparação com a média nacional eu acho que uso o freio uns 90% menos que a maioria dos outros motoristas.

    Isso reflete de maneira direta e negativa no consumo do automóvel, no conforto dos passageiros e no fluxo da via.

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    1. Também já percebi isso. Costumo viajar por uma serra cheia de curvas e pista simples (+/- 60km) e irrita quando aparece um motorista desses na frente.

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    2. Boa, eu também só piso no freio em caso de última necessidade. Não sei qual é a dificuldade de muita gente em ajustar a velocidade antes das curvas sem pisar no freio.

      Pior gente na estrada, em reta, que acende a luz de freio a cada 15 ou 20 segundos. Acho que é só pra conferir se não deixaram de funcionar.... deve ser algum TOC.

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    3. Perneta
      Também noto isso, com acende luz de freio à toa!

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  21. Como o trânsito em SP anda bem "trash", uma das minhas diversões ao volante é dirigir da forma mais econômica e suave possível. Não sou especialista no assunto, mas acho que essas três técnicas simples já ajudam muito a reduzir o consumo:

    - utilizar o já citado método carga (marchas altas e grande abertura do acelerador);

    - aproveitar ao máximo a inércia do carro, usando pouco os freios;

    - escolher a faixa com menos 'resistência': evitar aquelas onde há ônibus parando/arrancando, carros entrando em estacionamentos ou fazendo conversões e assim por diante.

    Obviamente, deixar a manutenção do carro sempre em dia e calibrar os pneus com freqüência também são bons hábitos.

    E engana-se quem acha que adotar esse modo de dirigir faz do motorista um tranca-ruas. Pelo contrário, sempre que julgo seguro, procuro dirigir no limite da via mais uns 5 km/h (assim não é necessário frear em radares); observo o semáforo da transversal ou de pedestres e assim que começarem a fechar já coloco a 1ª; dou passagem para quem quiser ir mais rápido, mesmo acima do limite de velocidade; por fim, gosto de fazer curvas carregando a maior velocidade possível para contorná-las com segurança.
    Acho engraçado quando solto o acelerador ao ver um sinal fechado e alguém me ultrapassa com tudo e freia no semáforo ainda fechado. Quase sempre esse mesmo cidadão leva uma eternidade para arrancar no verde.

    Desse modo, consigo fazer uma média bem consistente de 13,5 ~ 14 km/l na cidade (sem A/C, somente motorista) com um Fiesta 1.0 2004. Só não é lá essas coisas porque é um carro muito pesado (1050 kg) e o motor não é particularmente econômico.

    Desculpem-me pelo tamanho do texto, mas achei que seria relevante ao tema do post.


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    1. Média muito boa. Um Ka 1.0 desse mesmo motor fazia 12 ou 13 na mão de um colega, fazer 14 com um Fiesta bem mais pesado está ótimo

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  22. Só sei que meu Versailles 2.0 gasolina tem fama de beberrão, de certa forma injusta. O que muita gente esquece é que a reserva dele é grande, ou seja, quando a luz acende, ainda dá pra rodar uns 90km em estrada. Da última vez consegui uma média de 13 km/l na rodovia. Andando leve, é claro.

    João Paulo

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    1. É a preguiça de medir direito o consumo. O mesmo tipo de pessoa acharia uma Dakota um carro econômico, afinal o tanque de cerca de 100 litro dura muito

      Já passei por um Santana 2.0, já dos Mi, e na estrada o consumo era bom para a época. 12 ou 13 também, a 120. Até hoje não é ruim, mas era mais pelo cambio longo. Na cidade fazia 8 andando com calma, o que já considero gastão

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  23. Bob, você lembra qual era a porcentagem de álcool na gasolina na década de 90? Tenho um Civic 1.5 16V AT ano 93 e estou pensando seriamente em encher um tanque só com a gasolina sem álcool, pois uso ele todos os dias rodando cerca de 325km por semana (10km cidade e o restante estrada sempre @ 80km/h com cruise control) e não consigo uma média melhor que 12,4km/L (tanque-a-tanque). Isso dá quase 4 tanques por mês. A taxa do motor é 9,2:1, então não teria problemas com "batidas de pino"... só teria que encontrar alguém pra comprar meu álcool depois...

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    1. Ezequiel
      Em 1982 passou a 12% e no final de 1997, a 22%. No começo dos anos 2000, foi para até 25%, podendo baixar para 20% em caso de dificuldades com produção de álcool. Mas acho que a gasolina "fabricada" sem álcool não teria a octanagem necessária para o motor. Em todo caso, experimente. O máximo que pode acontecer é bater pino, mas você, atento, evitará que aconteça e jogará um pouco de álcool no tanque.

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    2. Obrigado Bob! Foi mais ou menos a quantidade que estimava (10%). Meu hondinha é japonês, então acho que a ECU dele foi calibrada para esses 12% de álcool, por isso ele não dá média melhor porque hoje temos já na refinaria o dobro de álcool, fora o que adicionam "por fora".

      Sobre "bater pino": o índice de octanagem era menor com certeza naquela época devido, é claro, menor teor de álcool, não é? Então, se eu deixar os 12% teoricamente não haverá batida. Mas, a gasolina melhorou seu IAD de lá pra cá ou foi somente pelo maior teor de álcool?

      Abraço!

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    3. Aproveitando a deixa: o que seria necessário para que tivéssemos uma gasolina tipo C de maior octanagem sem a necessidade de tanto álcool? Quando penso nisso me vem a mente a Podium que segundo site da PeTrobras (PT maiúculos porque agora é do partido e não mais da nação) seu índice RON (ou IAD, salvo engano) é 102 e, tem o mesmo teor de álcool que as demais, ou seja, teoricamente acrescenta a mesma resistência à detonação que acrescenta às demais... como será que eles conseguem um índice tão alto? Aditivos?

      Não seria melhor então eu usar a Podium "pura" pra não precisar adicionar álcool depois?

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    4. A batida de pino não acontece só quando o motor é exigido e não recebe alimentação adequada? Num motor acoplado num câmbio AT a alimentação sempre é a ideal para a força, não?

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    5. Passei uma semana no Uruguai com um Fit 1.5 CVT e na gasolina deles fiz 18,5km/l de média total da viagem. Lá quebra molas, sinaleiras e trânsito pesado praticamente não existem. Parece o Brasil de 30 anos atrás.

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    6. Caro Ezequiel,

      10% de álcool já atua como oxigenante na mistura com a gasolina, tornando melhor a queima, menos poluidora também; acima disso já começa a atuar como incrementador de octanagem, exageros à parte...
      Mas interesses e lobby de usineiros e políticos à parte, é bom você primeiro se preocupar com a taxa de compressão do seu carro antes de pensar em botar uma gasolina pura ( tipo A desviada das distribuidoras ), mesmo sendo a pódium, que é mais refinada possuindo octanagem maior só por ser do tipo premium, contra a do tipo A, pois não é divulgado a tal octanagem da gasolina tipo premium na forma pura. Sinceramente, não se preocupe com isto ( E22, sendo 20 ou 25% ), vai demorar muito, muito mesmo, para termos uma produção de gasolina que atenda ao mercado interno de forma que se poderia reduzir o teor de álcool, e ainda de quebra criar o E85...
      Fora isso, nos contentamos em ver que só a pouca gasolina que é exportada ( por acordos ) é que vai na forma pura, não temos condições de fazer isto para o mercado interno sem depender do álcool, ainda não temos, paciência, senão o volume de importação seria bem maior ainda...

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    7. Perneta
      O consumo seria ainda menor se o Fit tivesse calibração para gasolina até 10% de álcool, padrão mundial. Como o carro era calibrado para o Brasil a mistura ar-combustível ficou mais rica, o que causa maior consumo. Quanto ao Uruguai, certíssimo, mas evite comentário como o feito, senão aquilo lá entope de brasileiro... (risos).

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    8. Ezequiel
      Sim, a detonação ocorre com cargas altas, mas não relação com alimentação nem com o tipo de câmbio.

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    9. Ezequiel
      Correto, a Podium de 102 octanas RON (esqueça IAD) sem o álcool é uma gasolina de 98 octanas RON. A octanagem é o obtida na refinaria. Mesma coisa a gasolina Premium de 98 RON, sem álcool é de 95 RON, que é a gasolina mais encontrada na Europa, chamada Super lá.

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    10. Bob, que método se utiliza para retirar o álcool anidro da gasolina?

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    11. KrR
      Mistura-se água e gasolina, os dois ficam separados, depois agita-se bem tudo e o álcool da gasolina junta-se à agua, ficando a gasolina sem álcool. É trabalhoso mas dá para ser feito, Como com todo manuseio de combustível, todo cuidado é pouco. O risco de acidente (incêndio) sempre é alto.

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    12. Não sabia que era tão simples, mas existe uma proporção de água a ser usada? Acredito que se usar muito pouco, não retire todo álcool, ou não?

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  24. Baixas rotações e altas cargas resulta em economia em g/cvh em motores Otto e Diesel e não prejudica o motor desde de que se mantenha a pme dentro dos parâmetros aceitáveis para o motor em questão.
    Porém, é ai que esta o problema, como manter a pme (pressão média efetiva) dentro de um limite ótimo? R: Não tem como, a menos que você tenha no seu carro um sofisticadíssimo regulador velocidade x carga, sem pé não chega nem perto disto e com uma frequência enorme você estará fora do ideal sem se aperceber e prejudicará seu motor.
    Sendo assim vai carbonizar e prejudicar válvulas e injetores a de médio para o longo prazo, em carros mecânicos isto é muito mais acentuado que nos automáticos cujo "regulador" não vai deixar você abusar do motor por muito tempo.
    Como economia na utilização de um veiculo não esta somente no consumo de combustível, eu desaconselho que se ande em rotações anormalmente baixas.
    Nota: "rotação anormalmente baixa", um método moleza de saber onde você esta é pisar levemente no acelerador, se o carro reclamar (trepidar, fazer barulho estranho mais grave que o normal), você ou já esta ou está muitíssimo próximo dela.
    Contra este método de economia pesam também fatores ligados a segurança, portanto reitero que não é uma boa ideia este "método carga".
    Ser suave no acelerador é ainda o método mais eficiente de dirigir de maneira econômica no sentido amplo.
    Acosta

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    1. Älvaro Costa
      Não; tudo isso é conceito passado. Hoje tudo é direcionado para as menores perdas por bombeamento possíveis por meio de alta carga e baixa rotação, uma das razões que levam ao downsizing. O pé leve não economiza tanto quanto o pé pesado com baixa rotação. Até os automáticos hoje estão programados para aceitar o método carga. Motores toleram funcionar em rotações bem baixas, melhor exemplo é o torque máximo dos motores a gasolina turbo atuais, havendo caso de 1.250 rpm. Estou com um Etios 1,5 de teste que retoma velocidade em quinta a 1.000 rpm sem protestar.

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    2. Mecânico Anônimo13/03/14 21:32

      Antigamente, abusar de rotações baixas (próximas da marcha lenta) tendia a diminuir a vida útil das molas de amortecimento do disco de embreagem. Era comum na oficina Monzas de vovôs apresentando molas de disco de embreagem quebradas, com material atritante ainda novos.

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    3. Acho que o Acosta finalmente disse algo que preste. Bob, se o carro não reclama é uma coisa, mas a maioria dos carros odeia retomar a 1000 ou 1500 RPM em 5ª marcha, sem contar que realmente é algo inseguro. A retomada costuma ser tão lenta que atrapalha o fluxo e ainda por cima se vira um alvo no meio de carros mais rápidos. Também tenha na cabeça que a "alta carga" que costumam usar para economia é o acelerador eletronico programado para fazer a retomada uns 60% de abertura (embora o motorista esteja pisando uns 20 ou 30). Se estiver precisando de 100% de abertura, está errado e acho que apenas carros híbridos (com ciclo atkinson) fazem isso

      Só uso o método carga quando o carro ainda responde bem e mesmo que isso realmente economizasse combustível e não fizesse mal, não dirigiria assim. É chato e perigoso. Talvez num brutamontes com muito torque em baixa como um V8 grande isso dê certo

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    4. Mecânico anônimo
      Isso só pode acontecer com uso do motor tranqueando, não com baixa rotação.

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    5. Anônimo 14/03/14 00:25
      Quando se retoma velocidade com marcha alta ou mesmo última, a partir de rotação baixa, não se está pensando em rapidez, por isso está se usando pouca potência.

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    6. Mecânico Anônimo14/03/14 09:01

      Isso mesmo, alguns motoristas, ao trafegarem em baixas rotações, na certa acabavam por tranquear o motor com frequência, daí a falha prematura...

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  25. Antonio Pacheco13/03/14 16:34

    Bob, em relação à roda livre, o fluence CVT possui conversor de torque e, ao se retirar o pé do acelerador, ele mantém a rotação criando o efeito do freio motor, cortando a injeção. Dá para ver pelos números do computador de bordo. Só que, nessa mesma descida, caso o motorista dê um leve toque no acelerador, parece que o câmbio desacopla, pois a rotação cai imediatamente para a de marcha-lenta e o carro fica solto. Interessante é que, os números indicados pelo pc de bordo continuam indicando o cut-off. Não existe nada no manual a respeito dessa "funcionalidade", mas já conversei com outros proprietários e o câmbio se porta da mesma maneira.

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    1. Antônio Pacheco
      Interessante essa sua observação, eu desconhecia essa operação do CVT Nissan/Renault. Você procurar ver isso.

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  26. MonteCristo13/03/14 16:35

    Bob, redução do avanço da ignição significa que se em condições normais a ignição se dá por exemplo a 10 graus APMS, ela passará a 5 graus APMS ? sempre confundo !!! Seria a mesma coisa que a ignição faz quando o motor está "grilando" (batendo pino/detonação) ? a propósito, é por isso então que quando em temperaturas mais elevadas - de tarde - que este fenômeno ocorre mais frequentemente ? Notei muito isso em um Zetec Rocam 1.6 Flex (o reio do grilo) com TX de compressão de 12,8:1 se não me engano.
    Outra, o menor rendimento de motores ciclo Otto com temperaturas mais elevadas ocorre exclusivamente em função da variação do avanço da ignição ? Ou podemos considerar, que em temperaturas maiores o rendimento volumétrico do motor é afetado (menor concentração de oxigênio/volume) contribuindo também para redução do rendimento ?
    Outra, uma vez li no catálogo da Scania que o Intercooler em motores diesel reduzem a temperatura do ar comprimido pela turbina em 100 graus celsius !!! Será tudo isso ?
    Desde já agradeço Bob !
    E Viva ao ABS/ESP/TCS/EPC/EBD/REF entre outras siglas que nos salvam todos os dias no trânsito !!!

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    1. MonteCristo
      Redução do avanço, correto, de 10º APMS para 5º APMS é reduzi-lo, como no caso de detonação, que tem mais tendência a ocorrer quando a temperatura ambiente é elevada. A diminuição de potência é mais pelo ar aquecido, menos denso, menos oxigênio, menos enchimento dos cilindros. Não tenho informação da queda de temperatura de ar pelo intercooler, mas 100 °C me parece muito.

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    2. Bob, quanta potência um motor pode perder em rendimento entre um dia a 25ºC e outro a 40ºC?
      Outra pergunta, a umidade relativa do ar afeta o desempenho do motor? Tenho a impressão que em dias úmidos os motores se comportam melhor.

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    3. Perneta
      Não tenho esse dado, vou procurar. Mas não é tanto. Com ar mais úmido há efeito de vaporização da água e conseqüente queda de temperatura, aumentando a densidade da carga admitida e contribuindo para mais potência. Sua observação é correta.

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    4. Noto muito esse efeito. Mais no consumo que no desempenho e a diferença chega a ser grande (1 km/l). Alguns motores sofrem menos com isso e outros mais, acho que também conta a evaporação do combustível

      Quando ao mesmo tempo está frio e úmido, dá uma grande diferença no consumo e no desempenho. Fico imaginando com carburados se isso é maior ou menor

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    5. Perneta
      A perda de potência por aumento de temperatura é de 0,2% a cada grau Celsius. Sua pergunta fala em 25 ºC e 40 ºC, 15 ºC de aumento, portanto a perda é de 3%.

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    6. Muito obrigado, na prática a perda me pareceu mais evidente.

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    7. 3% já não é tão pouco, são 3 cavalos num motor de 100. Por isso então que é uma mudança bastante evidente

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  27. Sempre usei a marcha lenta a popular "banguela" desde que tinha carro carburado ,mas sempre ouvi falar que gasta mais nos injetados quando a carro está desengrenado ,quando passei para carro com injeção continuei usando a marcha lenta do mesmo jeito ,acho muito legal em determinada velocidade o ponteiro de temperatura recuar por causa do vento no radiador.

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    1. Speedster
      O ponteiro não deveria cair nessa condição, pode ser que a válvula termostática não esteja boa.

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    2. Bob Sharp13/03/14 18:43 Acho que não Bob,o ponteiro recua quando está próximo de acionar a ventoninha.

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    3. Speedster
      Certo, supus ponteiro nos 90 °C.

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  28. Por falar em combustível, Bob, o que você acha do galão azul certificado pelo INMETRO que os postos estão vendendo para quem quer comprar combustível avulso?
    Na minha opinião, mais uma roubalheira: o tal galão não tem nada de diferente de um comum qualquer, a não ser a cor e o logo do INMETRO. E aqui na região onde moro custa R$ 15,00, sabendo-se que um lote com 30 pode ser comprado pelo posto por R$ 140. Se duvidar, dá mais lucro que a própria gasolina.

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    1. CSS
      O preço do galão Inmetro é alto realmente, embora a medida seja correta, combustível tem que ser manuseado corretamente.

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    2. É por lei essa medida? Achei interessante mesmo que com preço caro

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    3. Anônimo 14/03/14 00:15
      É uma antiga Portaria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustiveis, mas só recentemente feita cumprir.

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    4. Todo posto tem que ter esses galões então Bob? Eles saem da Petrobrás ou de qualquer distribuídora?

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    5. CSS, tudo aquilo que o posto vende dá mais lucro que o combustível. É onde o dono do posto consegue enfiar a peixeira com mais vontade. E sem a fiscalização pra encher o saco.

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    6. Como curiosidade, existem alguns postos que vendem comida, peças e bebidas a preços bem próximos dos mercados, com a conveniência da abertura 24 horas. Geralmente aqueles de maior movimento são assim, acho que como forma de ganhar clientes de restaurantes e bares

      Fora do Brasil isso é muito comum, tem posto que cobra mais barato por comida que mercados próximos! Mas uma coisa é certa, felizmente passamos daquela fase que a "conveniência" dos postos era extremamente cara, com qualquer coisa custando pelo menos 2 vezes o preço normal. Mesmo para quem não é entusiasta, é muito prático ter essa possibilidade. Em muitas cidades menores, acabam sendo a única opção numa madrugada por exemplo

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  29. marcus lahoz13/03/14 17:48

    ótimo texto.

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  30. Ótimo texto,os carros dos outros são sempre mais econômicos do que o meu(e andando "normal"ainda),vai entender.

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  31. Na minha prática pessoal, tenho obtido números de consumo melhores em carros 1.6 que em carros 1.0. Tinha um Sandero 1.6, que foi substituído por um Fox 1.0 do motor de 4 cilindros. Pois nas mesmas condições, o Sandero consumia bem menos.

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    1. É a coisa mais normal do mundo

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  32. Querem reduzir o consumo de combustível de todos os veículos do Brasil? E, de quebra, reduzir as emissões de poluentes? Fácil: basta acabar com as malditas lombadas!

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    1. Verdade. E de alguma forma fazer as pessoas nas ruas andar como se deve, sem ter que danificar os carros das pessoas corretas, ou seja, sem que os bons tenham que pagar pelos maus.

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    2. Tirar o álcool da gasolina também iria, da noite para o dia, aumentar muito a economia dos carros. Tirar a água do álcool também acredito que poderia ter efeito, lembrando que LEGALMENTE uma porcentagem do álcool tem que ter água (deve ser outra medida para ajudar os pobrezinhos dos usineiros)

      A nova gasolina com enxofre menor já ajudou bastante também

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    3. Anônimo 14/03/14 00:11
      A água pode ser tirada do álcool, caso do álcool anidro que é adicionado à gasolina. Apenas o encarece um pouco. A água que existe no álcool normal, de bomba, é inerente ao processo de destilação.

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    4. Alexandre,
      É um cálculo complexo, mas tenho certeza que revelaria um número assustador de desperdício de combustível, emissões e custo de manutenção de todos os veículos, o que acaba refletindo no preços dos fretes rodoviários e das passagens de ônibus. A lombada é talvez a maior desgraça do Brasil. Pior mesmo que o PT.

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    5. Bob, não sabia que era do processo de destilação. Mas ainda assim, o álcool legalmente aprovado para venda como combustível tem que ter os 4% de água (tirando o usado na gasolina, que não pode ser vendido ao público). É como se fizeram de um jeito que nem precisam se incomodar em retirar a água, já que seria ilegal vender assim

      Será que compensaria o maior custo com melhor consumo?

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    6. Discordo, Bob. Não existe nada mais pior do que o PT. O PT é o rei Midas ao contrário, tudo o que ele toca vira excremento.

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  33. Bob, em que situações deixar um carro manual seguir embalado em ponto-morto gera mais economia que deixá-lo seguir engrenado em última marcha?

    O cut-off funciona só em rotações superiores a 1500 rpm ou pode ser mais baixa?
    Se a rotação cair abaixo dos 1500, o motor volta a ser alimentado? Por que isso acontece?

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    1. Gera economia deixar em ponto morto se com isso se ganhar velocidade (e se ganhar velocidade for a intenção). E abaixo de 1500, dependendo do carro +/-, volta a alimentação para não ter risco do motor morrer

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    2. 14/03/14 00:13
      Em qualquer situação que você não precise de potência para manter o veículo em movimento, como vir numa avenida e ver bem longe que sinal vai mudar para vermelho. Ou estar numa estrada e se aproximar de uma praça de pedágio. Vale notar que o embalo tende a ficar mais utilizável à medida que os carros vão ficando mais pesados e mais aerodinâmicos, reduzindo a dissipação de velocidade. Outro ponto a considerar é o preço mais alto dos combustíveis superar o custo de troca de pastilhas de freio. Note que na aviação comercial a reversão no pouso está dando lugar cada vez mais a usar apenas os freios, exceto com pista molhada. / Para saber com exatidão quando acaba o cut-off, deixe o carro perder gradualmente velocidade em 2ª e você verá o momento em que o motor passar a ser alimentado de novo. Ocorre geralmente entre 800 e 1.000 rpm.

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    3. Bob, mas a inércia funciona também com o carro engatado, apenas perdendo mais velocidade pelo freio motor, que em compensação não precisa alimentar a marcha lenta. Com o sinal mudando para vermelho, melhor ainda que se mantenha velocidade mas com uma certa redução. Com a "banguela" ou roda livre, apenas se prolonga o tempo que o carro mantém velocidade alta, o que numa situação de frenagem é inconveniente, mas numa estrada já tem chances de funcionar porque a intenção seria manter a velocidade o mais alto possível

      Foi bem pensado você mencionar a melhor aerodinâmica atual, porque realmente deve fazer com que compense a roda livre. Mas da-lhe trecho com o pé fora do acelerador para justificar isso e compensar a marcha lenta. Deve ter um grande cálculo por parte da injeção para saber quando compensa e quando não

      Será que isso não está sendo adotado para economizar com motorista que dirige errado? Daqueles que aceleram demais e depois precisam ficar tirando o pé e depois pisando demais novamente, ao infinito? Para uma direção dessas, a roda livre deve economizar muito, afinal ao reacelerar o carro vai ser preciso menos combustível

      A roda livre fica acionada durante frenagens ou automáticamente desaciona em carros como o A3?

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  34. Não sei se vocês concordam comigo, mas nas grandes cidades o pior inimigo do baixo consumo são os motoristas que dirigem pensando na economia! Gente que se amarra para sair do semáforo, gente que leva 15 min para chegar e parar no sinal fechado, gente que demora para ganhar velocidade, gente que anda com rotação baixa e perde velocidade facilmente...

    Costumo dar preferência a economia quando estou dirigindo pelo bairros. Já nas ruas do centro dou preferência a agilidade pois acredito que a economia no transito urbano se dá pela atitude coletiva de deixar o transito fluir sem congestionamentos.

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    1. Paulo
      Certíssimo. Pretender máxima economia e com isso prejudicar o fluxo é o suprassumo do egoísmo.

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    2. A maioria dos motoristas tem reação muito lenta ao sair de uma sinaleira, é impressão sua de que eles estejam querendo poupar combustível. Basta ver que mais adiante estão andando em uma velocidade muita acima da compatível com a via.

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  35. Quando ouço Metallica meu carro consome mais.

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    1. HAHAHA o meu tbm!!!
      Gimme fuel
      Gimme fire
      Gimme that which I desire

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    2. Olha a cautela ! Eu só ouço meus Iron Maiden e Motorhead quando não estou dirigindo. É um convite a perder a conexão com o mundo real e partir para a aventura, portanto evito.

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    3. No meu tempo (tenho 71 anos) era quando escutava "Nel blu di pinto di blu" com o Domenico Modugno no toca-discos 45-rpm na Ford Rachero de um primo...lenha! (rs)

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    4. Bob, esses tocadiscos não falhavam nos buracos ou é como hoje com os CDs que existe tecnologia anti choque?

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  36. Embora não tenha boa precisão, o método de conferir o consumo de um carro tanque-a-tanque, se feito de forma regular, apresenta valores que servem de referência bastante razoável. Como faço isso com todos os carros que passam por mim, ao observar variação no consumo já detectei alguns postos espertalhões (de bomba que indicava volume maior que o realmente abastecido até gasolina com mais álcool que o padrão) e alguns problemas no veículo. Em geral, o consumo aumentou nesses casos. Caso curioso foi com meu Focus atual: o carro foi perdendo desempenho, ao mesmo tempo que o consumo diminuía. Após queimar alguns neurônios e verificar as velas de ignição (todas estavam muito limpas, sinal de mistura pobre), concluí que o problema deveria ser escapamento obstruído, que confirmou-se ao encontrar a cerâmica do catalisador quebrada, obstruindo parcialmente a saída do escapamento. O mais curioso de tudo foi que nenhum mecânico aceitou meu diagnóstico (três ao todo, e competentes por sinal, que conheço a mais de 10 anos): todos perderam horas e horas passando scanner de tudo quanto é jeito no motor, andando para lá e para cá para sentir o carro, que estava bem "amarrado" para andar. Só aceitaram meu diagnóstico ao não sobrar outra coisa senão escapamento obstruído...

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    1. Road Runner
      Lembra-se desse post do André Dantas sobre o vacuômetro, http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2010/11/vacuometro-esse-desconhecido.html? Com uso desse equipamento mata-se na hora entupimento do escapamento, no caso o catalisador.

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    2. Bob,
      Exatamente! Eu inclusive falei a respeito do uso do vacuômetro com os três mecânicos que avaliaram o carro, justamente citando o post do André Dantas (o problema aconteceu no mesmo período), mas nenhum deles se interessou de verdade pelo assunto, o que me surpreendeu negativamente.

      Não sou nenhum expert em mecânica, mas depois desse fato, a partir de agora quando eu tenho uma suspeita em carro meu, de duas uma: eu mesmo mexo ou então o mecânico vai aceitar começar o diagnóstico do problema por aquilo que suspeito, senão, nada feito. O grande problema é a velha história de quebra de paradigma e ter um pouco de humildade ao exercer qualquer atividade. Não é porque tem-se décadas de experiência que algo novo não possa ser usado ou aprendido.

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  37. Carlos Miguez13/03/14 22:30

    Esta é uma história interessante que mostra perfeitamente que o maior fator de consumo de um veículo é a maneira que ele está sendo conduzido. Foi em 1982, meu ex-chefe, que anteriormente era responsável pela oficina de uma concessionária Chevrolet em BH, me contou o seguinte: Uma Srª comprou um Chevette 0Km depois de 01 mês começou a ir semanalmente à concessionária reclamar do alto consumo, cerca de 3 a 4 Km/Lt. O carro era testado, medido o consumo com "pipetas" e o consumo, para BH, estava adequado, cerca de 9 Km/Lt. E ninguém entendia o que estava acontecendo. Lá pela 5ª/6ª vez que foi para a concessionária fizeram diferente, "A Srª vai dirigir no percurso que nós fazemos os testes e eu vou ao seu lado". Muito elegante, esta Srª, a 1ª coisa que fez após sentar-se ao volante foi pendurar sua pequena bolsa, puxando a haste retrátil à esquerda do volante, e deu partida no lindo Chevette. Meu ex-chefe disse que foi muito difícil de se conter, pois por dentro estava afogando-se de tanto rir.

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    1. Sim, e aquela prática haste engenhada pela GMB para damas pendurarem suas bolsas era o afogador do carro.

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    2. Carlos Miguez e anônimo em seguida
      Essa história, até onde minha memória alcança, começou com o Fusca nos EUA no começo dos anos 1960...

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  38. Hoje só conheço um fabricante que usa roda livre: a Porsche.
    O teste do Inmetro é padronizado e bota o veículo nas CNTP, só acho estranho muitos conseguirem médias melhores do que foi divulgado nas medições.

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    1. Marcelo
      Além da Porsche, Volkswagen e Audi, mas já deve haver ouros. Sobre o Inmetro, o que vale é um consumo de referência e que possa ser obtido. Antes era praticamente impossível chegar-se aos números de fábrica.

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    2. O Toyota Prius é um dos que usam sistema similar à roda livre, mas realizado pelo complexo sistema de transmissão. O efeito é o mesmo, com a vantagem, por ser híbrido, de poder desligar o motor à combustão durante a "banguela".

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    3. Anônimo 13/03/14 23:50
      Numa visita técnica à Bosch, na Alemanha há quase três anos, dirigi um Passat que tinha roda-livre de desligar o motor quando abaixo de 120 km/h. Não vai demorar a aparecer em alguma marca. É perfeitamente possível por a assistência de direção ser elétrica e o motor religar automaticamente se o vácuo do servofreio baixar de determinado valor. Na corrida no embalo basta tocar o acelerador ou o freio para o motor voltar a funcionar. Não é preciso ser carro híbrido para isso.

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  39. João Carlos13/03/14 22:55

    Passei a saber o consumo de meus carros apenas quando surgiu o computador de bordo... Antes, apenas mera noção pra saber se há algo errado.

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  40. Bob,

    Descobri na prática o quanto a aerodinâmica do carro ajuda no consumo. Meu Mitsubishi Galant com o motor 2.5 V6 acoplado a um câmbio epicíclico de 4 marchas (com função de travamento do conversor de torque na última marcha) já chegou a fazer 12,5km/L numa viagem de São Paulo à Salto de Pirapora. Curioso que o ar-condiconado se manteve acionado e tinham mais 3 passageiros comigo. Meu pai me dizia que o tanque de gasolina do Galant fazia 800km e eu não acreditava até esse episódio! Creio eu que o fato desse carro ser bem baixo com o perfil bem esguio contribua muito para essa proeza de consumo num sedan com motor V6 de quase 15 anos de idade. O Marea 2.4 da minha irmã não consegue médias melhores do que 11km/L, mesmo com câmbio manual, mas basta olhar a altura do carro em relação ao chão pra saber que aquilo é coisa de carro adaptado para maus caminhos... Na cidade obviamente se invertem os consumos, o Galant faz entre 6,5km/L e 7km/L e o Marea faz brincando mais de 8km/L.

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    1. Caramba, 6,5km/L e 7km/L na cidade..
      É melhor voce vender urgente esse carro!

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  41. Tenho adotado as técnicas de hipermilhagem há alguns anos, acompanhando os fóruns principalmente dos Estados Unidos. Meus carros possuem uma tabela que acompanha todos os seus abastecimentos desde 0km, em especial um corsa 2011 hoje com 120 mil km. Posso afirmar que, já com todas as técnicas que uso, considerando meu padrão de direção que já se fixou, o que trouxe mais mudanças diretas no consumo foi a troca dos pneus por verdes (no meu caso continental) e o enchimento dos desses com 20% a mais de pressão - e estou no segundo jogo de pneus após o original, que durou 50 mil km, rodando cerca de 70 mil km por jogo e com desgaste absolutamente perfeito, medido com paquímetro digital. Apenas isso melhora o consumo em cerca de 15%. O segundo item que dá um salto no consumo é o uso de bissulfeto de molibidênio no motor, me trouxe uma melhora de mais 5%. Por fim, com a troca do filtro de ar por um modelo inbox de espuma, lubrificado a óleo, houve uma melhora também de cerca de 3%. Cada mudança dessas deu-se em intervalos de cerca de 30 mil km, o que permitiu sua verificação. Este mês devo trocar as velas por modelos de irídio, mas creio que venham a dar pouca diferença, o farei mais por durabilidade e menos falhas. Como fico muitos anos com cada carro penso seriamente no alívio do volante do motor e troca do diferencial ou das rodas/pneus por diâmetro maior, o que acredito que melhore uns 5 a 10% no total. Finalizando, com essas mudanças e técnicas de hipermilhagem, meu Corsa 1.4 faz tranquila e repetidamente 12,5km/l com álcool, ar ligado, em viagens semanais que realizo de Marília/SP a Curitiba e vice-versa, contra cerca de 10,5km/l antes. Acho impossível ir além de 14km/l com todas as mudanças feitas e a fazer, mas por que não tentar?

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    1. Muito boa média essa. Eu também sou adepto do bissulfeto de molibdênio, tendo colocado no motor e câmbio. Atualmente, estou testando o concorrente dele, o tal condicionador de metais. Também mudei os pneus para mais econômicos e aumentei a pressão. Até estudei as opões para alongar a relação final, incluindo a opção de mudar as rodas. No entanto, eu percebo que, no meu caso, há uma mudança no estilo de direção quando tento alguma dessas estratégias, fazendo com que o consumo melhore no início. Depois de um tempo, quando eu esqueço do experimento e volto aos velhos hábitos, acho que o consumo volta a ficar próximo do que era.

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  42. Rafael
    Raciocínio perfeito. Essas "tupiniquimzações" são mesmo de matar. E tem quem ache o patropi abençoado por Deus...

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  43. Jorge Amadeu14/03/14 02:22

    Bob, tem um site que está agrupando as informações de consumo dos motoristas, é este: www.gastop.com.br. Qualquer um pode contribuir.

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    1. Jorge Amadeu
      É justamente o oposto deste post, consumos variam de motorista para motorista, de modo que o banco de dados que está sendo formado é de pouca valia. Vale apenas como curiosidade.

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    2. Bob, não é tão inútil assim. Ok, não é científico, mas somando todas as mais diversas condições de uso que um banco de dados desse forma, dá para ter uma boa idéia de quanto um carro consome geralmente sem ficar dependendo de números que podem ser mentirosos (eles acabam sumindo em meio a tantos outros) e nem dependendo da opinião de poucas pessoas (que podem ter costumes muito diferentes ao volante)

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  44. Interessantes suas constatações EJRAS. O uso de pneus verdes é realmente incontestável, aliando ao fato de serem da marca Continental, que ao meu ver mantém alto padrão de excelência, porém com um preço absurdo, aqui para nós brasileiros; assim como os Michelin. Por outro lado, como você disse, ao rodar 70 mil Km, talvez se paguem rodando, entretanto para mim que rodo pouco, tais pneus estariam fora do prazo de validade antes de completar tal quilometragem.


    Bob, alguém do AE já pesquisou ou acompanhou testes a fundo sobre estes aditivos a base de dissulfeto de molibdênio ? Pelo que os fabricantes indicam ( e até o Ingo Hoffman ), eles prometem resultados impressionantes, talvez impressionantes até demais, daí a dúvida.

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    1. Ace
      Por relatos ainda nos anos 1960/70, o MoS2, bissulfeto de molibdênio, que é a base do Molykote, quando submetido a altas temperaturas modifica sua composição e passa a MoS3, trissulfeto, tornando-se abrasivo. Por isso é seguro usá-lo em órgãos de transmissão, mas não no motor.

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  45. No comentário acima falei que uso banguela ,mas uso o método de carga também ,as vezes sou criticado por quem anda comigo no carro ,tipo :o carro vai morrer! troca de marcha ! rsrsss... .

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  46. Tenho dois carros com fama de "beberrões",no entanto não se mostram assim. O Omega CD 4.1 (cabeçote rebaixado, óleo fino sintético e velas de irídio) consegue tranquilamente 7 km/l em trânsito urbano e até, dirigindo em torno de 90 km/h, espantosos 14 km/l na estrada. O Audi A3 1.8 Turbo tiptronic (velas de irídio e óleo fino sintético) consegue em torno de 9 km/l na cidade e 15 km/l na estrada. Para um carro automático com 220 cv (reprogramado) está de ótimo tamanho. No entanto, casos se dirija de forma "burra" eles podem fazer médias menores que 4 km/l. Porém, pouco me importo com a gasolina, tratando-se de carros de manutenção e seguro caríssimos, o consumo de combustível não representa nem 30% do gasto. Outro detalhe, em razão da minha forma de dirigir, as pastilhas de freio duram muito, mais que o dobro da média.

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    1. Considero 7 km/l na cidade bem gastão, mas realmente para um Omega 4.1 está ótimo. Já essa média do Audi é muito boa mesmo. As velas deram quanta diferença?

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    2. Anônimo, fica difícil a comparação, pois as velas que estavam no Audi já estavam bem gastas. Antes de trocar as velas fazia entre 7,9 e 8,5 km/l no mesmo trajeto. Não fazem milagre, o lado bom está na durabilidade, duram até 100.000 km!

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    3. Pelo que já vi de diferença com velas gastas contra novas, você deve ter ganho 0.5 km/l com elas então. Nada mal se duram tanto e ainda dão um pequeno ganho em performance

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  47. Por falar em bolivariano, mais uma da administração bolivariana de Sampa. Tá difícil...buscar uma condição melhor de vida em São Paulo atualmente é um pecado.

    http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/03/14/prefeitura-autoriza-taxi-em-corredor-de-onibus-mas-fora-do-horario-de-pico.htm



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  48. João Carlos14/03/14 16:46

    Eu lembro do artigo (ou comentário) do André Dantas sobre coletores, em que ele dizia duma cosia que realmente ocorre. Com 100% de carga, às vezes a resposta do motor é mais lenta que com levemente fechada (uns 90% de abertura). Isso é bem perceptível em alguns motores, como no antigo CHT, mas já com injeção, mas acelerador a cabo.

    Infelizmente não encontro o post ou comentário dele com a explicação.

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  49. João Carlos14/03/14 16:51

    Achei: http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2009/06/o-canto-das-sereias.html

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