google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 O FUTURO DO FUTURA - AUTOentusiastas Classic (2008-2014)

O FUTURO DO FUTURA

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O Futura foi um carro-conceito da Volkswagen de 1989 que veio com muitas promessas para o futuro do automóvel Exibido aqui no Salão do Automóvel do ano seguinte, ficou nacionalmente conhecido por todo noticiário falado e escrito pela sua proposta mais visível. Ele estacionava sozinho.

O carro realizava este feito tirando partido de um eixo traseiro direcional que virava para o mesmo lado das rodas dianteiras. Assim, o carro andava em diagonal, e não tinha problemas de entrar ou sair automaticamente até mesmo em vagas apertadas.

Pequenos sensores de proximidade por ultrassom embutidos nos para-choques permitiam a aproximação sem risco de colisão de obstáculos até o alinhamento próximo ao meio fio.

Era a promessa de um carro para os barbeiros de plantão.


Embora a capacidade de estacionar automaticamente seja a marca registrada do Futura, esta não era a única promessa revolucionária do carro.

Ele contava com um painel de instrumentos digital em cristal líquido, mas que apresentava dados de uma forma completamente nova

No centro do painel, com dígitos grandes, estava o velocímetro digital. A cor dos segmentos que formavam os dígitos variava conforme a rotação do motor. Azul para marcha-lenta, verde para rotação econômica e vermelho para excesso de rotação.

A cor de fundo mostrava a temperatura do motor: azul para motor frio, verde para temperatura ideal de funcionamento e vermelho para sobreaquecimento. O painel era programado de forma que sempre houvesse contraste entre os dígitos do velocímetro e o fundo.

Segundo a Volkswagen, era uma forma mais rápida do motorista assimilar as três informações com uma única passada de olhar pelo painel.


Outro sistema digno de nota era o sistema de anti-som. Microfones do lado de fora do carro captavam o ruído ambiente, este sinal era processado e um som de mesmo nível, porém de fase invertida era emitido pelos alto-falantes. Ao somar no habitáculo o som externo com o som dos alto-falantes, o resultado era um grande silêncio. Era a promessa de uma ilha de tranquilidade em meio ao caos urbano.

Fora estas características, era um carro conceito que apresentava tudo aquilo que já vimos de outros salões. Portas asa de gaivota, muitos mimos no espaço interno...



Passados 20 anos, o que se realizou do Futura? Estranhamente tudo... e nada!!!

Comecemos pelo sistema de estacionamento automático.Ho je muitos carros apresentam sensores de ultrassom nos para-choques, mas são apenas indicadores de manobra para o motorista.

Temos também carros com câmbios automáticos computadorizados e sistemas de controle de estabilidade que acionam o freio de cada roda independentemente por um comando da unidade de controle. E até motores de carros populares possuem aceleradores Drive-by-Wire, onde a borboleta de aceleração é aberta por comando da central controladora de injeção.

O que faltaria para um carro atual que reunisse todas estas coisas fazer o que o Futura fazia 20 anos atrás? O eixo traseiro direcional? Certamente não. Então, o que seria?

A resposta está no vídeo a seguir:


É uma situação constrangedora. Um brinquedo modular de criança (mesmo que crescida), feito para criar e programar brinquedos sofisticados mas acessível a qualquer um, é capaz de fazer, mesmo que de forma um pouco atrapalhada, o que praticamente todos os carros que nos são acessíveis não são capazes.

Mas não são capazes não porque não possuam o equipamento para isso, mas porque falta um software que integre aquilo que o carro já tem, além de um simples motor elétrico para virar o volante automaticamente.

Do painel, passa-se por mais uma situação pouco confortável. Hoje temos uma profusão enorme de telas LCD, de pequenos e baratos aparelhos de MP3 portáteis feitos na China e displays de celulares, a até TV’s de alta definição de 50 polegadas. Todas com grande exuberância de cores e com custo já bastante reduzido.

Os internautas também estão acostumados a transformar completamente os aspectos de seus softwares prediletos por meio de “skins”.

Com as modernas telas de LCD, o “skin” do painel do Futura seria apenas uma das infinitas possibilidades que cada motorista poderia experimentar e até mesmo criar para seu carro.

Mas a realidade automotiva atual não é tão maravilhosa assim. Painéis de instrumentos coloridos e customizáveis são artigo de luxo nos carros de alto padrão. Painéis de LCD monocromáticos e com design fixo existem em alguns carros, mas a grande maioria continua mesmo com os velhos ponteiros sólidos sobre uma escala pintada.

Hoje, o aficcionado por vídeos pode aproveitar a ambiência criada pelos sistemas de home theartre. Sistemas HT mais sofisticados reprocessam em alta velocidade os sinais dos múltiplos canais de áudio de um filme para compensar o ambiente da sala e criar um espaço sonoro fidedigno. O espectador realmente se sente dentro do filme.

Muito desta sofisticada tecnologia deriva de uma muito mais simples, a partir da qual foi criado o sistema de anti-som do Futura. Para os padrões de hoje, é uma tecnologia simples e barata.

Porém, onde estão os carros com anti-som original de fábrica ou equipamentos aftermarket com esta função?

O potencial do Futura está todo aí, bem na nossa frente, mas este carro conceito é uma promessa de futuro nunca realizada apenas pela falta de interesse todos os fabricantes.

Como disse nosso colega Felipe Bitu, "No final das contas sabe o que realmente o Futura deixou de concreto para nós? As rodas modelo “Orbital”, usadas depois pelo Santana e pelo Gol."

16 comentários :

  1. AAD

    Eu merecia uma citação na conclusão do seu artigo hein. Hahahahaha...

    Só sobrou mesmo a Orbital pra contar história, uma roda com ventilação deficiente que já deixou muita gente em apuro.

    Abraço!

    FB

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  2. carro bom é gol

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  3. carro bom é gol, com roda orbital

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  4. Bitu, realmente. A frase sobre a roda orbital é sua.

    Desculpe a mancada.

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  5. É... Realmente a indústria automobilística mundial "estacionou" nas invenções/inovações. Salvo uma ou outra ilha, como a Rinspeed com suas "peculiaridades". Mas nada em grande escala.

    Aposta-se muito nos híbridos/elétricos. Porém quase todos "sem sal".

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  6. Sem dúvidas que o VW Futura há 20 anos troxe muito do que está sendo apresentado aos poucos hoje.
    O sistema de cancelamento de som é hoje usado pela Honda na van Odissey (mercado americano), a própria VW apresentou somente há pouco sistemas de estacionamento automatizados (primeiro na Touran, com auxílio do motorista - e seguido pela Ford E.U.A - e agora totalmente automático em um protótipo Passat)
    A única coisa que realmente não entendo, é quanto aos LCD's. Aplicação mais fácil, impossível. Agradaria a gregos e troianos. Com um painel totalmente LCD, a apresentação de dados poderia ser com dígitos ou simulando instrumentos analógicos. Poderia-se escolher todos os dados a serem mostrados, desde os mais básicos aos mais complexos. E esses dados já estão bastante disponíveis nos carros atuais pela central da injeção eletrônica. Caberia apenas a apresentação gráfica deles.
    Os eixos traseiros direcionais, foram algo que acabou por vir ao mercado e desaparecer sem deixar rastros (a Citroën usou em alguns modelos, assim como a Dodge) hoje confesso não conhecer nenhum modelo de produção que os use.

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  7. AAD

    Mancada pra mim é competição entre pessoas com necessidades especiais (conhecida antigamente como "corrida de aleijado").

    FB

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  8. Creio que o maior motivo de não terem sido empregados em maior escala os avanços do VW Futura seja aquilo que assombra a todos os fabricantes de automóveis (e agora nesses tempos de crise, mais ainda...): custo. Tudo aquilo que tem um certo custo e incertezas de aceitação pelo público, não é mais empregado, salvo pequenas exceções. Um absurdo, mas coerente num mundo onde até nas lâmpadas para marcha a ré é feito economia... Mesquinharia maior, impossível!

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  9. Boa lembrança.
    Esta e outras novidades que nunca vieram....
    Só por isto vale a pena ir à um Salão em São Paulo.

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  10. Boa lembrança.
    Esta e outras novidades que nunca vieram....
    Só por isto vale a pena ir à um Salão em São Paulo.

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  11. O Tiguan, atual, da VW alemã, estaciona sozinho...

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  12. não é só os fabricantes de automovéis que fazem reduções de custo porca não....

    atualmente comprei uma multifuncional que funciona pelo cabo USB, e não veio o cabo USB!
    tudo bem, o cabo custa 4 ou 5 reais, mas é uma economia porca, afinal não dá para usar a impressora sem o cabo USB

    (multifuncional HP C4480)

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  13. Marv74br, acho que a BMW também anda mexendo com essa tecnologia.

    No entanto, vejam todo sistema que disponha dos sensores e dos atuadores necessários e do hardware de controle, basta criar a função de software que integre tudo.

    O software para estacionar sozinho é muito mais elementar que qualquer outro usado para controle de estabilidade. Tão simples que se pode porgramar num brinquedo em casa.
    Custo não é problema incontornável, porque é gerado uma única vez e reproduzido infinitamente sem que sequer um parafuso a mais precise ser fabricado.

    Então, considerando a quantidade de carros com todo conjunto necessário, ter dois ou três modelos no mercado após 20 anos da tecnologia ser mostrada para o público é, no mínimo, de se estranhar.

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  14. Marv74br, o Tiguan ainda não estaciona completamente sozinho. Neste carro você ainda tem de acelerar e frear o carro durante as manobras obedecendo aos avisos sonoros e indicações do painel do carro. O carro manobra, mas não controla o movimento. Esse mesmo sistema está começando a ser utilizado pela Ford U.S.A.,
    Por enaqunto, estacionamento totalmente automático, somete em protótipos.

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  15. Rafael Vieira08/06/2009 15:41

    Acredito qque o autor da Coluna desconheça o Lexus que estaciona sozinho e é vendido no mercado americano e japonês.

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  16. desculpe falar, mas antes de culpar a indústria, amos culpar os clientes.
    Qum fica orgulhoso de comprar um gol g4 pelado 1.nada por 28 mil reais, dos quais mais de 5 mil são lucro da Volkswagen, e outros 15 mil são imposto, são essas pessoas que se sujeitam a pagar isso que deixam a indústria tranquila em não fazer nada pelo cliente.
    Nos anos 90, com abertura de mercado, as fábricas se mexeram em trouxeram carros modernos para o país. Um Gol nacional nada devia para um Golf importado.
    Mas logo a indútria percebeu que o público não queria qualidade, que comprava caro novo apenas se trocassem farol, calotinha, etc, pela ilusão de estar comprando algo novo.
    Ou seja, o mercado parou. A tecnologia dos nacionais atuais é a mesma dos carros anos 90, e vai continuar assim por muitas décadas ainda. Se comparar um Gol atual (falo do G5) que usa plataforma de 1998 no modelo novo, motor projeto de 1995, e absolutamente nenhuma evolução em segurança ou conforto, e compare com seu irmão Europeu, o Golf. Não o golf daqui, que tb parou no tempo, cmpare com o Golf alemão, que era similar ao Gol nos anos 90, e veja o quanto perdemos em 10 anos.
    Enquanto as pessoas comprarem carro de 8 mil pagando 28 mil, felizes e orgulhosos de terem feito uma vergonha dessas, a indústria não vai se mexer!

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