google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)



O que acontece com Felipe Massa?





 
Massa andou forte, liderou e bateu na penúltima volta (Foto Voando Baixo)

Brasileiro torna-se o primeiro piloto a liderar um GP na temporada dominada pelos pilotos da Mercedes-Benz mas bate em Sérgio Pérez ao disputar o quarto lugar nas voltas finais do GP do Canadá.  Australiano Daniel Ricciardo vence seu primeiro GP e quebra a invencibilidade de Nico Rosberg e Lewis Hamilton em 2014

Daniel Ricciardo venceu pela primeira vez na F-1 (Foto GEPA Pictures)

Em uma temporada na qual a equipe Mercedes-Benz exerce tamanho domínio próximo do absoluto, liderar uma volta ou vencer uma corrida é fato relevante, para usar a expressão tão cara aos corretores da Bolsa. Verdade que liderar algumas poucas voltas pode ser circunstancial, decorrência de táticas de paradas nos boxes e que tais. Já ganhar uma corrida, é diferente. Dentro deste quadro, o australiano Daniel Ricciardo conquistou sua primeira vitória na F-1 e galgou importante degrau em sua carreira ao se juntar a um seleto grupo de pilotos. Da mesma maneira, a atuação de Felipe Massa no GP do Canadá, a sexta etapa do Campeonato Mundial de F-1 disputada domingo em Montreal, novamente colaborou para empanar sua habilidade e reforçar uma sequência de resultados aquém do que muito quer e espera do brasileiro. 


Como de costume Hamilton e Rosberg largaram na frente (Foto Mercedes-Benz)

Fotos: autor, exceto onde indicado
Entrada do museu

Há um lugar na Flórida imperdível para quem gosta de máquinas voadoras. O estado americano é bem conhecido por uma grande quantidade de brasileiros, mas não muitos conhecem este museu, por ser de interesse específico e longe do eixo Miami–Orlando.

Se você tem uma queda por aviões de uso naval, sempre procurou saber mais sobre eles, colecionar miniaturas, montou ou monta kits plásticos deles, tem livros e discos com filmes e vídeos sobre o assunto, se sentirá sem fôlego ao ir percorrendo os edifícios e encontrando tudo que você já viu em fotos ou filmes. É uma verdadeira  superdose de informação histórica, e uma realização emocionante.

Nesse museu de entrada franca e estacionamento idem, a Marinha dos Estados Unidos (U.S. Navy), o Corpo de Fuzileiros Navais (U.S. Marine Corps) e a Guarda Costeira (U.S. Coast Guard) mantêm um acervo numeroso e de grande qualidade de conservação e de importância histórica. São cerca de 150 aeronaves inteiras, além de muitos outros itens.

O gate keeper, guardião da entrada do museu, é um Grumman F-14 Tomcat, colocado sobre um pedestal. Há outro completo dentro,  para melhor apreciação.
A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) apresentou na 5ª feira da semana passada, em São Paulo, o desempenho da indústria automobilística em maio. Os dados apontam estabilidade no licenciamento: a diferença entre os 293,4 mil autoveículos comercializados no quinto mês de 2014 e os 293,2 mil de abril do mesmo ano não chegou a 200 unidades.

Na comparação com os 316,2 mil autoveículos de maio do ano passado houve retração de 7,2%. No acumulado do ano, com 1,40 milhão de produtos negociados em 2014 contra 1,48 milhão no ano passado, a redução é de 5,5%.

A produção de autoveículos dos cinco primeiros meses do ano mostra declínio de 13,3% ao se comparar as 1,35 milhões de unidades fabricadas neste ano com as 1,56 milhões de 2013. Só no mês de maio deixaram as linhas de montagem 282,5 mil veículos: alta de 1,9% com relação as 277,1 mil unidades fabricadas em abril e queda de 18% no comparativo com maio do ano passado, que registrou 344,5 mil veículos.

A Porsche está voltando a Le Mans com o 919 Hybrid na classe LMP1-H e a famosa corrida de 24 horas será no próximo sábado. A rival Audi, embora tanto ela quanto a Porsche estejam hoje sob o guarda-chuva do Grupo Volkswagen, colocou no YouTube um comercial que é da beleza mais pura, verdadeira obra-prima, e que por isso tem de ser compartilhada com o leitor do Ae.

BS


Fotos: autor


Ah!, nada melhor que uma boa pista de autódromo para se conhecer um verdadeiro esportivo. O ritual da descoberta, a atenção com que se vai coletando informações a respeito do carro, é, a meu ver, um dos grandes prazeres do autoentusiasta. Analisar o seu comportamento nas curvas, nas retas, a pegada dos freios, o modo como o motor entrega sua potência, câmbio, ronco do motor, o momento certo de subir marcha, a aderência dos pneus, posição de guiada, sensibilidades dos comandos etc., é algo realmente prazeroso, principalmente se você está aprovando e gostando de cada item analisado. São inúmeras informações que vêm em cascata, que chegam como chuva, não só uma gota por vez, uma informação por vez, mas várias ao mesmo tempo, o que nos faz aguçar ao máximo todos os sentidos no esforço de evitar elas nos escapem, que não as memorizemos com clareza. 

Ao mesmo tempo, no caso de um carro dos bons, dos fortes e bem equilibrados, realmente bons de chão, uma parte de nós está só querendo curtir o envolvente prazer que a velocidade da máquina dá. E aí o negócio é tratar de administrar a coisa, raciocinar rápido e claro e também curtir o que puder. É muito bom. Opa se é!

Melhor ainda se você tiver vários Jaguar à disposição, tipo ao descer de um e já haver outro para andar.







O Jan Balder confirma a 2ª etapa do Torneio Interlagos de Regularidade 2014 para o dia 19 de junho próximo (feriado de Corpus Christi). O motivo de realizar o rali neste dia, que pode ser inconveniente para os que desejam aproveitar o fim de semana prolongado (fazendo ponte com a sexta-feira 20/6), se deve aos jogos da Copa do Mundo de futebol ainda estarem na fase classificatória e, mais importante, em meados de julho o autódromo fechará para os preparativos do GP do Brasil de F-1 e assim permanecerá durante três meses.

Ele chama a atenção para as inscrições prévias que serão realizadas no dia 14 de junho (sábado) na oficina Orange com desconto de R$ 130,00. Abaixo segue o link para baixar do Dropbox a ficha de inscrição para você efetuar sua reserva, que deve ser enviada, para controle e reserva de numeral, para o e-mail jbalder@ig.com.br .

Link para o Dropbox:
https://www.dropbox.com/s/xg5qkx50ldtr9ux/FICHA%20RALLY%20VER%C3%83O%202014.docx

 
Data da prova
19/06/14 (quinta-feira)




Os carros feitos exclusivamente para entusiastas costumam ser péssimos pelo ponto de vista comum. Um Lotus Elise é mal acabado, apertado e sem espaço para carregar nada. Um Caterham Seven é primitivo e sem recurso nenhum. Mas todos eles são os ótimos em colocar um grande sorriso no rosto do motorista.

Podemos dizer que tudo começou com Colin Chapman, ao lançar o Lotus Seven. O conceito do Seven é usado até hoje. Simplicidade e baixo peso, ou apenas “add lightness” (adicione leveza) como dizia o próprio Chapman. O MAO já contou sobre esta pequena maravilha da engenharia aqui. Em resumo, quanto mais leve for o carro, menos motor ele precisa para ser rápido, e o Seven traduz este lema muito bem.

Ao longo dos anos, diversos carros chamados de minimalistas foram feitos, até chegar no pequeno Ariel Atom, um pequeno carro para dois ocupantes com motor 1,8-litros e chassi exposto. É uma versão moderna do que o Seven foi o passado. Um pequeno motor em um carro bem leve e o resultado é espetacular.

Entretanto, o Atom teve um parente muitas vezes esquecido no tempo, mais precisamente, nos anos 1990. Em uma época repleta de carros magníficos como o Jaguar XJ220, o Vector M12 e o McLaren F1. O McLaren, para mim, é um dos maiores carros já feitos na história e Gordon Murray, seu criador, não começou por ele.

Desde os tempos da F-1, Murray se destaca como um dos maiores engenheiros do ramo

Justamente pela grandeza dos feitos do F1, um dos projetos anteriores de Murray não teve as mesmas proporções de público e divulgação, mas foi tão sensacional quanto o próprio F1. Em 1992, juntamente com seu colega Chris Craft, ex-piloto de Formula-1 e de carros esporte, Murray projetou o que viria a ser chamado de Rocket. Pelo nome, dá para ter uma idéia do que se trata.


Atenção aos leitores: o objetivo deste post é apenas de discutir o assunto em pauta. Em momento algum o Ae estimula os leitores a fazerem experiências alterando as regulagens previstas pelo fabricante para os faróis de seus carros. A regulagem correta é especificada após o estudo de muitos fatores que determinam níveis mínimos de iluminação em certos pontos e níveis máximos de ofuscamento contidos nas regulamentações governamentais. Mantenha sempre os faróis do seu carro em bom estado e regulados de acordo com as especificações do fabricante.

O BS, em alguns posts, como este, já reclamou da fama dos faróis ruins do Fiat 147, causada pela regulagem incorreta destes. A Fiat indicava uma queda de 1,3%, mas por erro, regulava-se os faróis destes carros com apenas 1% de queda, como era comum em outros carros da época. A pergunta que fica é: por que em outros carros se regulava com 1% e não se reclamava de seus faróis, como se fazia com o Fiat 147?





                                                         
Coluna 2314 05.julho.2014                           rnasser@autoentusiastas.com.br        

Audi ocupa espaços — e planta dúvidas
Será desorientado olhar a Audi como mais uma importadora disseminando pequenas quantidades de seus veículos no Brasil. País mudou, mundo idem, hoje sua compra é seletiva análise entre os muitos concorrentes. Audi tem projeto de crescimento e sedimentação. Nas mãos de Jörg Hoffmann, constrói fábrica; definiu futuros produtos — A3 e utilitário esportivo Q3; dinamiza o mercado; abre leque de opções; foca-os nas preferências dos clientes, como os sedãs.

Começou bem o ano, recordes de vendas contínuos, publicidade intensiva, e coroou as ações com a apresentação de versão do líder A3 sedã em apto equilíbrio de características e preços a liderar vendas da marca.

Tem novidade, o A3 sedã motor 1,4 TSFI, a partir de R$ 94.800. R$ 99.800, versão mais completa, e menos R$ 13.800 em relação à versão com motor 1,8.
Na prática do A3 1,4, o amplo torque de 20,5 m·kgf acelera com brio, pouco mais de 9 s de 0 a 100 km/h, e velocidade final em torno de 210 km/h, consome pouco. Confortável, atualizado, bom de sensações, a ele faltam poucos itens, como a câmera de ré — traz sensores e, a quem gosta, ignição sem chave.               

Venderá muito e auxiliará a marca a atingir as desejadas 10 mil vendas neste ano — ultrapassou a metade em cinco meses.
Adicionalmente cria consciência crítica, e instiga consumidores quanto a preço. Por que este automóvel, importado, com todos os custos deste processo e mais imposto alfandegário, custa quase o mesmo que Toyota Corolla na versão Altis, fabricado em São Paulo — e sem o estabilizador eletrônico ESP?


Fotos: Paulo Keller



Há menos de um mês tivemos o post do New March, que conhecemos por ocasião do seu lançamento, mas, como é comum nessas ocasiões, falta um contato mais prolongado, digamos mais íntimo, com o carro, o que só é possível dirigindo-o por vários dias tanto no ambiente urbano quanto numa estrada. Embora o carro de agora seja parecido com o da primeira vez, cor azul Pacific, é outra unidade, placas LUP-5749, enquanto o outro era o LUP-5753, ambos licenciados na cidade-sede da fábrica, Resende, estado do Rio de Janeiro, lembrando que na ocasião era um 1,6 SV, e este é um 1,6 SL.

Suas grandes qualidades, evidenciadas no uso, são agilidade e desempenho, combinados com baixo consumo de combustível e facilidade de dirigir. Agilidade tanto pelo comprimento de apenas 3.827 mm quanto, principalmente, pelo incrível e pequeno diâmetro mínimo de curva, apenas 9 metros. Pode parecer exagero, mas dirigir um carro com essa capacidade, na cidade, arranca sorrisos de quem o dirige, tudo parece, e fica, mais fácil. Se quem já dirigiu um Chevette apreciava esse diâmetro, 9,8 metros num carro com entreeixos de 2.395 mm, então transpondo 9 metros para o New March de 2.450 mm (coincidência: a mesma do Porsche 911 atual) entre eixos dá uma idéia da excelência do nipo-fluminense nesse aspecto.

Comportamento dinâmico que agrada

Uma pequena galeria de fotos, principalmente de detalhes, do Encontro Paulista de Autos Antigos de 2014.
 
 

  Se preferir pode ver a galeria diretamente no Flickr: Antigos em Campos do Jordão.

Abraço, PK
Foto:terrordonordeste.blogspot.com


Notícia de hoje no jornal O Estado de S. Paulo informa: a Prefeitura de São Paulo planeja construir 400 km de ciclovias segregadas na cidade até 2016 a um custo de R$ 80 milhões (nosso grifo).

Diz a reportagem que como essas canaletas para bikes (termo do jornal, um absurdo completo) ocuparão principalmente o lado esquerdo das vias, coladas à calçada, o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, estima que entre 30 mil e 40 mil vagas de estacionamento, entre as quais as de Zona Azul, sejam suprimidas.

O plano, segundo o jornal, e que o Ae considera diabólico, foi divulgado na manhã desta quarta-feira por Tatto no Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT), em que o secretário disse: "Vamos tirar vagas dos carros para uma ocupação do espaço público pelas bicicletas", que disse prever reclamações dos motoristas. "É uma mudança para valer na cidade. Se fosse fácil já teriam feito," acrescentou.
Ford Escort MK1 (material do acervo particular do autor)


O início do Escort na Ford do Brasil foi nos idos de 1973 quando importamos um MK1 duas-portas da Europa com a finalidade de conhecer a fundo o modelo e quem sabe disponibilizá-lo para o mercado brasileiro.

O MK1 que importamos tinha motor 1,3 litro OHV (overhead valves) com comando no bloco, conceito bem semelhante ao motor do Corcel com varetas acionadoras dos balancins das válvulas. O MK1 era 40 cm menor  que o Corcel em seu comprimento total com a altura praticamente a mesma. 

Logo fomos avaliar o MK1 que tinha tração nas rodas traseiras com cardã e motor dianteiro longitudinal. Era aproximadamente 50 kg mais leve que o Corcel e seu motor 1,3-l empurrava bem o veículo devido também ao seu câmbio com relações de marchas bem reduzidas.

Após inúmeras avaliações funcionais feitas por nossa engenharia, o MK1 foi totalmente desmontado e seus sistemas e peças analisados comparativamente com o Corcel,  também desmontado, o chamado processo de teardown. Todos os dois veículos passaram por esse processo, com análise do peso das peças, conceitos de projeto e também conceitos de manufatura.  Quem fez todo o trabalho de teardown foi a nossa equipe da engenharia avançada no Centro de Pesquisas da Ford em São Bernardo do Campo.

Corcel 1973 versus Escort 1973 (foto do acervo particular do autor)

Equipe do teardown, engenheiros ainda de gravata (foto acervo particular do autor)




Certas motos parecem ter uma sina especial. Uma dessas é a Monster, que salvou a Ducati de uma profunda crise financeira há mais de duas décadas. Apresentada ao mundo no final de 1992, ela é uma verdadeira “instant classic”, tendo entrado para a história como uma das mais cobiçadas máquinas de nosso tempo. 



A Monster nasceu na prancheta do designer argentino Miguel Galuzzi quando a Ducati era propriedade do genial Claudio Castiglioni, homem que deu vida à Cagiva, que ressuscitou a sueca Husqvarna e a MV Agusta, e que entre a década de 1980 e 1990 moldou o sucesso da Ducati como a conhecemos hoje. Ao assumir a gestão em 1983 tendo seu irmão Gianfranco como parceiro, Castiglioni “colocou pilha” em projetos que literalmente ressuscitaram a marca de Borgo Panigale. 

O sucesso nas pistas da Ducati 851 Superbike e suas descendentes funcionou como vitrine tecnológica, mas os modelos que venderam mesmo foram as Monster. 

A primeira Monster, com motor 900 cm³, lançada em 1993 (foto Motribu)

 


Reinauguração de Goiânia pode marcar novo ciclo no esporte




 



Reinauguração de Goiânia teve casa cheia (foto Duda Bairros)


Investimento de R$ 57 milhões transforma autódromo em parque público, reinauguração da pista com prova de Stock Car mostra que cidade pode se firmar como novo pólo do automobilismo regional



A aparência da pista original em 1974 (foto Nobres do Grid)

  
Inaugurado em 1974, o Autódromo Internacional de Goiânia refletia a popularidade e o apelo que o automobilismo nacional desfrutava graças às conquistas de Emerson Fittipaldi e os resultados que Wilsinho Fittipaldi e Carlos Pace conseguiam no cenário internacional quatro décadas atrás. Desde então muita coisa mudou, muitos carros passaram por esse asfalto e pouco, muito pouco mudou no interior das torres de controle do esporte, provocando uma deterioração marcante nesse universo. A remodelação da pista goiana, agora oficialmente batizada de Autódromo de Goiânia, pode consolidar um renascimento deste segmento que emprega milhares de profissionais em diversas áreas e ajuda a formar pessoas que sabem da importância do comprometimento e da ética.

Segurança marca a pista Goiana (foto Fernanda Freixosa)

A vida dos donos de veículos licenciados em São Paulo será facilitada na transferência de titularidade entre particulares. A nova regra entrará em vigor no próximo 24 de julho.  

Segundo o decreto nº 60.489, os cartórios estaduais deverão informar à Secretaria da Fazenda quando houver esse tipo de transferência. Com a norma, o proprietário fica dispensado de comunicar a venda ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran). Sendo assim, essa ação evita que, em caso de atraso na transferência de propriedade, o antigo dono receba multas ou cobranças de impostos gerados após a venda do veículo. 

É um exemplo a ser imitado pelas demais unidades da Federação.


Ae
Aerodinâmica e seus mistérios: faróis verticais no 919 Hybrid


Ao retornar à LMP1, a categoria-topo do Campeonato Mundial de Longa Duração (World Endurance Championship, WEC), a Porsche tem grandes desafios pela frente. Primeiro, o novo 919 Hybrid, de corrida, é o carro híbrido mais complexo que a fabricante de Stuttgart/Zuffenhausen já fez. Segundo, ao contrário dos concorrentes, a Porsche não tinha experiência ou dados dos anos anteriores em que se basear. Terceiro, a Porsche deu ordem aos seus engenheiros para desenvolverem um protótipo para a categoria LMP1 (de Le Mans Prototypes, "1" designa carros de fábrica), uma meta bem difícil, mas que no longo prazo seria mais promissor do que comprar componentes já existentes de outras empresas. 

Durante a empreitada, Alexander Hitzinger, o diretor técnico para a categoria LMP1, e sua equipe, estão seguindo um caminho que é tradição na Porsche: encontrar soluções que possam vir a aplicadas nos carros de produção no futuro.

A busca pela eficiência ideal de conversão de energia está tendo uma influência enorme sobre todos os aspectos do Porsche 919 Hybrid. A aerodinâmica do carro para Le Mans, bem como o peso dos componentes individuais, foram otimizados. Entretanto, os sistemas de recuperação de energia e de propulsão extremamente avançados são duas das características excepcionais no carro. O novo e revolucionário regulamento técnico determinado pela FIA para a temporada de 2104 do WEC deu aos engenheiros da Porsche uma ampla margem de manobra.




Este post aborda a Autolatina pela visão de um engenheiro, no caso eu, que participou de grande parte desta história.

Lembro-me como se fosse hoje, nos idos de 1986, quando ouvíamos pela "rádio peão" que a Ford estava para ser vendida à Volkswagen. O pessoal achava engraçado o boato e ninguém acreditava nele, até que no dia 25 de novembro de 1986 soubemos do acordo de cooperação mútua firmado entre a Ford e a VW no Brasil, dando origem à Autolatina.

Nosso pessoal da engenharia, a maioria formada de "Fordeanos de corpo e alma", ficou perplexo com o fato e um clima de ansiedade tomou conta do ambiente. Cultura alemã com cultura americana nunca vai dar certo, falávamos... até que soubemos que a VW seria majoritária com 51% das ações da Autolatina.

Incrédulos, fomos comunicados que toda a nossa engenharia iria para as instalações da VW em São Bernardo do Campo e o nosso Centro de Pesquisas seria desativado... desativado?!  E dito e feito, aos poucos toda a nossa engenharia, incluindo a oficina experimental, a construção de protótipos, laboratórios e banco de provas foi sendo transferida para a fábrica da VW.

Fotos: Divulgação Troller





A Troller, fundada em 1994 e desde 2007 pertencente à Ford Motor Company Brasil, com fábrica em Horizonte (CE), apresentou ontem em São Paulo a nova geração do utilitário T4. Totalmente renovado, o modelo foi exibido à imprensa e fãs do veículo num evento público na Av. Europa, um dos pontos de comércio de veículos de alto preço mais movimentados da cidade. Além das linhas completamente diferentes, o Troller T4 ganhou suspensão dianteira independente e, mais importante, potência: seu motor é o Diesel de 3,2 litros cinco-cilindros da picape Ford Ranger, de 200 cv, combinado com câmbio manual de seis marchas.

O modelo havia sido apresentado como conceito no Salão do Automóvel de 2012 e chamou bastante a atenção pelo porte e linhas arrojadas. De lá para cá passou por extenso desenvolvimento, inclusive no campo de provas da Ford em Tatuí, interior de São Paulo.

Preços e dados técnicos não foram divulgados e vendas começam em julho.

BS

Mais fotos:

Foto: www.terrordonordeste.blogspot.com



Quando demos a notícia no dia 28 último da aprovação do Projeto de Lei nº 15/2006 pela Câmara Municipal, dissemos que população paulistana, submetida à vergonha do rodízio de veículos há quase 17 anos, esperava que o prefeito Fernando Haddad, num lampejo de inteligência, sancionasse o PL. Mas a julgar pela cara dele nesta foto de abertura, esse lampejo não poderia mesmo ocorrer e hoje ele vetou o que a Câmara Municipal havia aprovado, numa atitude típica de inimigo público nº 1 de São Paulo. Afinal, o que será que esse cara quer, o que veio ele fazer aqui?

Primeiro, desmantelou um sistema de inspeção veicular para emissões que funcionava bem, sem apresentar alternativa. Depois, ante o clamor da população diante do aumento das tarifas de ônibus, colocou-se contra ela dizendo que não voltaria atrás (mas voltou, como um cachorro com o rabo entre as pernas). 

Em seguida, entupiu a cidade de faixas exclusivas de ônibus, prejudicando o trânsito de automóveis – para ele automóvel particular deve ser "coisa de rico". Mas quem autorizou um livro escolar que diz ser certo falar ou escrever, por exemplo, "nós pega o peixe", quando ocupava a pasta da Educação, é quase certo não saber fazer conta de dividir, pois se soubesse veria que se a população da cidade é de 11 milhões e a frota circulante é de 7,5 milhões, são 1,46 habitantes por veículo. Isso população geral, contando-se aí crianças, adolescentes e idosos, que não dirigem. Portanto, prejudicar o trânsito de automóveis é prejudicar a população. 

Agora, num flagrante desrespeito à casa parlamentar municipal — e, principalmente, ao povo, veta o PL que punha fim a esse incômodo, a essa vergonha, a essa aberração chamada Operação Horário de Pico, vulgo rodízio. 

Justamente num momento em que a Câmara Municipal de São Paulo readquiria o respeito da população paulistana ao se redimir de trapalhada de 3 de outubro de 1997, que resultou na Lei nº 12.490 autorizando o executivo a implantar programa de restrição à circulação no formato conhecido, a diabólica invenção do vivaldino prefeito Celso Pitta.

Não satisfeito de ferrar os paulistanos, esse inimigo público nº 1 fala em expandir a zona de restrição circulação, que é já descomunalmente grande, como se São Paulo fosse dele. Aliás, o tal do "centro expandido" onde o atual rodízio é aplicado, mais do que gozação, é um dos maiores eufemismos que já se viu. Fala também em estabelecer uma vaga de garagem por apartamento.

Não dá mais para ter um cara desses dirigindo São Paulo. Processo de impeachment – seria pela Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo? – já!

Bob Sharp
Editor-chefe

Ator mecânico de filme de Hollywood, um dos carros-conceito mais importantes de todos os tempos

Provavelmente o Lincoln Futura é o carro-conceito, ou “de sonho”, mais conhecido do mundo, mas não em sua forma original. Apesar de ter sido modificado, o que já é algo por definição, ruim,  teve um destino glorioso que o fez famoso.

Nunca esquecido como as dezenas de carros que tiveram sua fama em exposições mundo afora, o Futura teve destino dos mais interessantes, apesar de que sempre haverá pessoas que não concordam com a desvirtuação de um carro único. Muita gente já sabe no que ele se tornou, depois de ter sido vendido pela Ford.

Sem mais delongas, direto ao ponto.  O Futura era um exemplar único, e foi transformado por George Barris e equipe no primeiro Batmóvel para a televisão, sendo o principal protagonista do seriado que estreou em 1966 e que todo mundo (meninos, pelo menos) que tem mais de 35 ou 40 anos viu algum dia no passado. Meu pai brincava dizendo que o Batman usava as cuecas em cima da calça,  o que é no mínimo engraçado e esquisito, mas eu assistia aos episódios para ver o principal, o carro. Hoje eu concordo com ele, o Batman era mesmo ridículo naquele tempo.

O principal motivo para passar o tempo diante da televisão era sem dúvida o carro da dupla dinâmica, não as habilidades de Batman ou Robin.

As cenas do Batmóvel deixando a Bat Caverna ficaram na mente de milhões de crianças e adultos. Aquilo sempre foi um sonho. Usar um carro exótico para combater os malfeitores, saindo com ele de seu laboratório secreto, em meio às árvores, numa estrada perdida nas montanhas, acelerando uma turbina com som de avião a jato e levantando poeira. Nada podia ser mais legal aos sete anos de idade. Nem mesmo se aparecesse Barbara Gordon, a filha do Comissário Gordon, trocando de roupa e se transformando em Bat-Girl.

Fotos: divulgação


Se impressionar os jornalistas com a incrível capacidade do Jimny no fora-de-estrada era o que a Suzuki pretendia, ela atingiu seu objetivo nessa apresentação feita logo ao lado do autódromo Velo Città, em Mogi Guaçu, a 180 km de São Paulo. O excelente autódromo, que é propriedade particular de Eduardo Souza Ramos, foi construído em sua fazenda, e ele inteligentemente aproveitou uma verdadeira biboca (termo da roça, um local pedregoso e praticamante imprestável para a produção agrícola ou pastoril) para fazer um circuito fora-de-estrada bem casca-grossa. E bota casca-grossa nisso. É ideal para um divertido “quase morri”. Pedra é o que não falta, e pedras de tudo quanto é tamanho, do cascalho solto a pedras do tamanho de um elefante. E toca a meter o Jimny lá pelo meio. Fiquei de queixo caído após dirigir o valente jipinho por trechos onde até uma mula traquejada teria dificuldades.

Apesar de ter vivido na roça por quase 30 anos, e tendo por dever do ofício me metido nuns cafundós onde só resta apelar para o Deus-me-ajude, confesso que nunca tive uma experiência como essa. Nunca tive porque, apesar de por anos ter uma picape Toyota Bandeirante, nunca achei que teria em mãos um veículo que enfrentasse tamanhas encrencas.

Valente de verdade

                                                         
Coluna 2214 28.maio.2014                        rnasser@autoentusiastas.com.br        

Turbo Górdio dá vitórias à Mercedes 
Tetracampeão seguido, incontestado talento sobre seu Red Bull Renault, o alemão Sebastian Vettel, está mal de pontos na atual temporada de Fórmula 1: é o sexto. Um ex-bom de serviço.
Nada pessoal contra a baixa performance de Sebs, como o chamam na Europa, ou Tião, aqui referido, mas, para lembrar, razões extra-paróquia, nas regras da Fórmula 1 mudadas, novamente, nesta temporada.
Agora os motores deslocam 1.600 cm³ — os mesmos 1,6 litro do seu Polo, Gol, Ford Fiesta, Renault Sandero, alguns Fiat, todos quatro cilindros em linha, na faixa de 110 cv. Na F-1, 1.600 cm³ em 6 cilindros em V, produzem estimados 600 cv. Outro aspecto, do calor de seu turbo exige-se tecnologia para gerar energia suplementar — o sistema ERS. Na prática pouco notada, os Fórmula 1 tentam se mostrar socialmente úteis no desenvolver tecnologia, economia e tração híbrida.
Nesta temporada os motores Mercedes F1 W05 projetados e construídos pela Mercedes-AMG High Performance Engines, em Brixworth, Inglaterra, cravaram 240 pontos, Renault, 99; Ferrari, 78.

Fotos: Lucas Fachini Vane, arquivo pessoal e autor
Del Rey Executivo SR


Vamos à terceira parte dessa epopéia. Na primeira parte conto como o carro me foi oferecido e pude passar a oferta a um amigo que saberia como preservá-lo; na segunda parte nossa história conta como o automóvel recebeu certificação e diferenciamos um dos significados do "valor histórico próprio para placa preta". Agora, nesta última parte, o principal: colocar o automóvel para rodar e mostrar essa história para as pessoas.

A responsabilidade social em divulgar a história do automóvel 
vale para todos os automóveis, seja para o raro Concorde...

... ou outros nacionais de pequena série como os Pumas;em um
 país sem memória é sempre bom divulgar um carro brasileiro
Pode parecer "só um Puma", mas o interessante é aprender
 que se trata de um espartano, destinado a competições

Foto: agenciat1.com.br



A notícia divulgada no fim de tarde desta quarta-feira (28/5) é típica das brincadeiras de Primeiro de Abril, mas é verdade e assume ares de verdadeiro milagre. A Câmara Municipal de São Paulo aprovou o Projeto de Lei 15/2006 de autoria do vereador Adilson Amadeu (PTB) que determina o fim do rodízio de veículos pelo final da placa e que estava parado na Casa há sete anos. Mas para virar lei precisa de ser sancionada pelo prefeito da cidade, Fernando Haddad. A população paulistana, submetida a essa vergonha desde setembro de 1997, portanto há quase 17 anos, espera que Fernando Haddad, num lampejo de inteligência, sancione o PL.

Inteligência porque os vereadores representam os munícipes e trabalham a favor dos seus interesses — é para isso que são eleitos, não estão ali para ficar brincando — e a aprovação praticamente unânime, com apenas dois votos contra, reflete nitidamente o desejo da população do município e, por extensão, do estado.

De qualquer maneira, sancionado ou não o PL, São Paulo, representada pelos seus vereadores, se levantou contra esse abuso inventado pelo vivaldino prefeito Celso Pitta, que viu no rodízio uma preciosa fonte de receita para os cofres municipais com a arrecadação de multas. Atualmente são lavradas 17 mil autuações por dia por infração ao rodízio, evidência de que as pessoas precisam se locomover para os seus afazeres, e não ficar passeando de carro.

A aprovação do PL é importante também para conscientizar juízes de Direito de que o rodízio é um aberração em si mesma e isso poderá modificar o panorama jurídico nas ações contra o regime de restrição de tráfego, que muitos entendem ser ilegal.

Vamos aguardar o desenrolar deste episódio.

A notícia nos foi passada pelo leitor André Sousa, a quem o Ae agradece.

Ae
BS










Corcel conversível

Em 1968, por incrível que pareça, a Ford-Willys, recém-incorporada, já pensava em um Corcel versão conversível.

Este projeto nunca saiu do desenho para a produçãom embora algumas concessionarias Ford como a Souza Ramos, a Sonnervig, a Cia. Santo Amaro de Automóveis etc, tenham feito algumas propostas do  Corcel conversível de maneira totalmente artesanal.

A grande dificuldade encontrada para a conversão é que quando se remove o teto do veículo, sua resistência à flexão e principalmente à torção se reduz drasticamente, gerando problemas de durabilidade e também de movimentos de chacoalhar da carroceria, com desconforto aos ocupantes do veículo.

Fazendo uma analogia, é como tirar a tampa de uma caixa de sapatos.

A plataforma deve ser obrigatoriamente muito mais reforçada para compensar a remoção do teto, gerando elevado custo para desenvolvimento e fabricação, além do inevitável aumento de peso.


Desenho do Corcel conversível assinado pelo Paulo Roberto, super-competente
designer da Ford-Willys (desenho do meu acervo particular)

Fotos não creditadas: divulgação


 
No final de abril de 2009, bem no meio de um público e humilhante processo de falência, a General Motors Corporation se viu obrigada a matar uma série de marcas. Foi triste acabar com a Saturn e a Hummer, sem dúvida, como é sempre matar algo em que pessoas se dedicaram e trabalharam para acontecer por muito tempo. Mas, no frigir dos ovos, não fizeram falta alguma. A veneranda Oldsmobile já tinha desaparecido em 2004, basicamente uma marca sem lugar e significado no novo século. Posicionada bem no meio da famosa escadinha de marcas do conglomerado americano (Chevrolet-Pontiac-Oldsmobile-Buick-Cadillac, em crescente ordem de preço e prestígio), perdera-se em um mundo em que a própria escadinha perdera sentido. Hoje, você ainda precisa de uma marca de prestígio, uma Audi para a sua VW, uma Lexus para sua Toyota, para fazer os consumidores gastarem dinheiro de verdade num carro. Mas todo resto pode ser vendido em uma só marca, sem problema algum. O tempo da escadinha acabara.

Mas se a morte da Oldsmobile, e depois a da Saturn e a Hummer, foram pouco lamentadas, o mesmo não aconteceu com outra que morreu naquele fim de abril de 2009, em meio à falência, há quase exatos cinco anos: a Pontiac. Esta foi e ainda é lamentada. E a lista de hoje é minha humilde homenagem a ela.

O irônico é que, tal qual a Oldsmobile em 2004, no final dos anos 1950 praticamente todo mundo achava que a Pontiac ia desaparecer. Com carros bem menos interessantes que a sua então pujante irmã Chevrolet, pouca gente via motivo para comprar um carro da marca do índio. A Chevrolet estava em seu auge e a Pontiac, no ponto mais baixo de sua história.

Foi salva por um personagem hoje quase mitológico na indústria: o então jovem John Zachary DeLorean (abaixo). Vindo da Packard, onde criou a famosa caixa de câmbio automática “Twin-Ultramatic” pouco antes da empresa ser vendida à Studebaker (e fadada a desaparecer logo em seguida), foi contratado pelos caçadores de talento de Semon “Bunkie” Knudsen, então o chefe da Pontiac e louco para alavancar sua carreira revivendo a moribunda marca.

Um jovem John Z. De Lorean e seus Pontiacs

 


Helinho é segundo em Indianápolis

A segunda chegada mais apertada da Indy (Foto IMS)


Helinho Castro Neves termina em segundo lugar na 500 Milhas de Indianápolis em final dos mais disputados nos 98 anos de história da prova. Em Mônaco, australiano Daniel Ricciardo ameniza o domínio da Mercedes e consegue segundo pódio consecutivo na F-1. Grid de 40 carros agita Interlagos na abertura de certame monomarca da marca alemã
 
Hunter-Reay celebra o Brickyard (Foto IMS)
  
Há poucas coisas, muito poucas, que um ser humano pode fazer em seis centésimos de segundo. Esta lista enxuta ganhou um fato com a vitória de Ryan Hunter-Reay sobre Hélio Castro Neves na 98ª. edição da 500 Milhas de Indianápolis, domingo, no famoso “brickyard” americano: foi esse insignificante espaço de tempo — a segunda menor margem de vitória na história dessa corrida — que impediu o brasileiro de ganhar a corrida que transcorreu sem incidentes até ¾ de sua duração. Na fase final, 21 de quase 50 voltas transcorreram sob bandeira amarela. O brasileiro e o americano foram os pilotos mais constantes de toda a competição, assistida por 500 mil pessoas nas arquibancadas do circuito, como comprova o resultado final da corrida cuja liderança mudou de mãos 34 vezes e foi ocupada por 11 pilotos; juntos, Neves e Hunter-Reays lideraram por 64 voltas, quase a metade da prova.

Helinho refletindo após a prova (Foto IMS)