google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
 Foto: autor
O novo motor MSI 1,6 16V

Chegou o sucessor do motor EA111 1,6, fabricado em São Carlos desde a inauguração de fábrica em outubro de 1996, a Volkswagen já desvencilhada da Autolatina: é o 1,6 MSI, da nova família EA211, a mesma do tricilíndrico do Fox BlueMotion e do up!. Básica e construtivamente é o três-cilindros com mais um cilindro, exatamente dentro do conceito de família. Esta possui, além do motor de 1-litro do up! e do Fox 1,0 BlueMotion, versões 4-cilindros de 1,2 e 1,4 litro na Europa e esta 4-cilindros de 1,6 litro ora lançada no Brasil. Esta só era aplicada até agora no Škoda Rapid, um sedã médio lançado no Salão de Paris de 2012 (a checa Škoda pertence à VW desde 1991)

Veja as diferenças entre os dois 4-cilindros 1,6-litro:


COMPARATIVO DOS MOTORES
Motor
EA111 1,6-litro
EA211 1,6-litro

Cilindrada
1.598 cm³
Diâmetro e curso
76,5 x 86,9 mm
N° de cilindros/disposição
Quatro/em linha
Taxa de compressão
12,1:1
11,5:1
Material do bloco/cabeçote
Ferro fundido/alumínio
Ambos alumínio
Localização e n° de comandos de válvulas
Cabeçote, 1
Cabeçote), 2
Acionamento de comando
Correia dentada
Variador de fase
Não
Sim, admissão, por 50°
Válvulas por cilindro
Duas
Quatro
Atuação das válvulas
Indireta, alavanca roletada
Potência, gasolina
101 cv a 5.250 rpm
110 cv a 5.750 rpm
Torque, gasolina
15,4 m·kgf a 2.500 rpm
15,8 m·kgf a 4.000 rpm
Potência, álcool
104 cv a 5.250 rpm
120 cv a 5.750 rpm
Torque, álcool
15,6 m·kgf a 2.500 rpm
16,8 m·kgf a 4.000 rpm
Potência específica (G/A)
63,2/65,1 cv/l
68,8/75,1 cv/l
Comprimento da biela/ rel. r/l
140 mm/0,31
Trocador de calor óleo-água
Não
Sim
Sistema de partida a frio
Injeção de gasolina
Aquecimento do álcool
Peso do motor
105 kg
90 kg


O motor do Škoda citado desenvolve 105 cv a 5.600 rpm e 15,6 m·kgf a 3.800 rpm, portanto mesmo com gasolina o motor brasileiro é superior; com álcool, logicamente, bem superior, ajudado pela nossa taxa de compressão de 11,5: 1, contra 10,5:1 na origem.


Saveiro Cross 2015

Foto: divulgação Inmetro
Alfas 2300 em Xerém

O Campus de Laboratórios do Inmetro, em Xerém, distrito de Duque de Caxias, RJ, região da Grande Rio de Janeiro, viveu nesta terça-feira, 25 de março, um momento marcante com a passagem da Caravana Alfa Romeo. Quinze carros de todas as épocas da fabricante desfilaram pelo Campus, como parte de uma viagem histórica pelo Brasil para visita à antiga Fábrica Nacional de Motores, onde foram fabricados inicialmente. Naquelas instalações funciona atualmente a fábrica de carrocerias de ônibus Ciferal-Marcopolo. 

Servidores e colaboradores do Inmetro — Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia que, coincidentemente, tem 40 anos de existência — lotaram o entorno do restaurante, para ver de perto veículos que fizeram sucesso nas ruas nas décadas de 1970 e 1980, entre eles o Alfa Romeo 2300 branco que puxava a caravana e que depois de 40 anos voltou em perfeito estado a Xerém, onde foi produzido.

O belga Impéria GP

Da cidade universitária de Liège, na Bélgica, ponto de encontro de várias culturas, surge a proposta de um esportivo "verde", ou "azul", como normalmente são classificados no continente europeu os veículos de orientação ecológica.

Assim como outras cidades da Bélgica, Liège é jovem no espírito e milenar em civilização. Do outro lado do país existe outra cidade com uma formação parecida a esta, Leuven, neste caso uma cidade no lado flamenco da Bélgica. Liège está no lado de língua francesa, porém tão próxima da Alemanha e da Holanda que o seu tecido urbano e seu modo de ser são na verdade uma constelação de tradições.

Desenho retrô curvilíneo

Fotos não creditadas: divulgação
Wikipedia


Esta lista apareceu naturalmente depois daquela da semana passada, a de Os 10 mais lendários motores de todos os tempos. Aquela lista era na verdade uma de motores que valem por eles mesmos, independentemente de onde estejam montados. Um carro equipado com qualquer um deles se torna imediatamente algo de interesse, não importando o quão ruim seja o resto dele. O oposto exato disso é esta lista, uma de carros que, mesmo com motores que não são lá grande coisa, ainda assim são interessantes e desejáveis.

Mesmo não sendo bons, os motores dos carros abaixo ainda assim são parte indelével de sua personalidade; intimamente ligados aos carros que movem, para o bem ou para o mal.

Talvez seja uma lista para provar que não existem verdades absolutas; um motor bom faz qualquer carro melhor, sim, mas não é condição imprescindível para a excelência.

A lista é só de coisa antiga, não de forma proposital, mas sim porque um motor ruim é algo do passado. Por mais que coçasse a cabeça tentando colocar algo moderno, nenhum motor moderno chega aos pés desses 10 aí embaixo... Até a Citroën, marca que tradicionalmente é emblemática deste tipo de carro, hoje usa motores desenvolvidos em conjunto com a BMW, que são simplesmente brilhantes.

E falando em Citroën, tive que limitar os modelos da marca a dois apenas, porque se poderia facilmente fazer uma lista apenas de Citroëns aqui. Antes de 1975, praticamente todo modelo da marca poderia entrar aqui. A exceção seria apenas o SM, que, claro, tinha motor Maserati.

Em ordem cronológica, são eles então:


  GP da Malásia neste domingo promete emoções







Na Malásia, calor, umidade e pancadas de chuva formam novo cenário para F-1 2014. Chuva batizou estréia vitoriosa de Felipe Fraga na Stock Car. Fasp e SPTuris não se entendem sobre datas do Campeonato Paulista de Asfalto.

Após Austrália, chuva pode marcar prova da Malásia (foto Pirelli)

Circuito situado pouco acima da linha do equador, Sepang é provavelmente único no desafio que apresenta à F-1: apenas 2°49´ao norte da linha do equador e perto de uma região de floresta tropical, essa região da Malásia é conhecida por seus altos índices de temperatura e umidade. Em tempos pré-eletrônica de bordo isto seria um desafio e tanto; hoje, com sensores e computadores de última geração, não passa de um problema-e-pouco. A atual fase de desenvolvimento e descobertas da F-1 atual cobra atenção de engenheiros e fabricantes para evitar dissabores como o que tirou de Daniel Ricciardo o segundo lugar no GP da Austrália disputado há quase 10 dias, em Melbourne. A razão disto é que tanto os comissários técnicos da Federação Internacional do Automóvel (FIA), quanto as equipes da F-1 sabem que o aparato que controla o fluxo de combustível dos motores da categoria ainda está longe de ter a confiabilidade de, digamos, uma vela de ignição. Falando em Ricciardo, o apelo da equipe Red Bull contra a sua desclassificação  será julgado pela Corte Internacional de Apelações da FIA no dia 14 de abril, em Paris. Dietrich Mateschitz, proprietário da Red Bull, deu indícios de que sua empresa pode deixar a F-1 por causa desse problema. O fato de patrocinar duas equipes do grid pode preocupar; por outro lado, a marca também já ameaçou retirar seu patrocínio na Stock Car brasileira, algo que não se concretizou. 
   
Vettel, o vencedor de Sepang em 2013 (foto Red Bull-GEPA)
Fotos: Paulo Keller salvo indicado


A Toyota fez algumas modificações no Etios para o ano-modelo 2014, entre elas o terceiro na hierarquia de versões, o XS — há o básico, o X e o XLS — passar a ter motor 1,5-litro, não mais 1,3-l, justamente o que experimentei por ocasião do lançamento em setembro de 2012 e que gerou um post. Pouco depois, em novembro, o Arnaldo avaliou o Etios sedã XLS 1,5. Agora é a vez do "novo" XS com o motor de 1.496 cm³, de R$ 38.990, preço único, sem opcionais. No lançamento o XS 1,3 custava R$ 38.790, de modo que a mínima diferença a mais é recompensadora, têm-se um motor mais forte e torcudo por mais R$ 200. E que motor!

Dizem que é feio. Será mesmo? (foto autor)

Eu já havia dado uma guiada rápida no sedã que o Arnaldo testou e, como ele, achei o motor ótimo,  mesmo sem ser um expoente em potência, com 64,5 cv/l ou 96,5 cv (a 5.600 rpm, com álcool), pela sua notável elasticidade e capacidade de acelerar. Por isso fiquei curioso de ver como andaria o hatchback com 35 kg menos (945 kg) e com pneus de seção transversal 10 mm menor (175/65R14T em vez de 185/60R15H) e 3,4% menor em diâmetro, encurtando o resultado final da transmissão, a v/1000 em 5ª baixando de 34,8 para 33,6 km/h. Esse pequeno encurtamento realçou ainda mais a disposição para acelerar e retomar velocidade, sacrificando pouco o conforto em velocidade de viagem, com a rotação a 120 km/h em 5ª aumentar de 3.300 para 3.500 rpm, ainda dentro do razoável.

Visual dos instrumentos melhorou bem

*Do livro inédito "História de Automóveis e Coisas Afins", de Roberto Nasser
Todos os direitos reservados - Fundação Memória dos Transportes - 2012 - Desenvolvido por apoio.biz


No princípio das corridas com os nascentes carros nacionais, sentar-se num JK, o FNM 2000, era começar bem. Expunha o melhor conjunto mecânico aqui fabricado. No caso pela Fábrica Nacional de Motores, pioneira, estatal. Mas, enquanto os outros fabricantes de automóveis montavam equipes de competição como forma de desenvolver tecnologia, resistência e desempenho, argumentos de venda, a FNM não tinha um projeto na área. Em corridas tinha picos e vales. Do envolvimento total ao extremo do mero apoio a algum competidor com a marca.

O principal núcleo de interesse sobre o JK era a histórica cidade serrana de Petrópolis, RJ, da qual um binóculo curvo enxergaria em Xerém, na raiz da serra, distrito de Duque de Caxias, o parque industrial da FNM. Em Petrópolis residia bom percentual da engenharia, técnica da empresa, e diferentes interessados na marca: Hamilcar Barone – seu engenheiro-chefe; os irmãos Varanda, acelerando qualquer coisa com roda e motor; e alfistas como o bancário do Banco do Brasil, Mário Olivetti; o transportador e preparador de Alfas Carlos Bravo; e muitos outros.

O Onça

Onça, lançado em 1966. Preço? Dois Ford Galaxie



Caros leitores e leitoras,

Nós já os conhecemos bem através da interatividade que temos nos comentários dos posts e sabemos que nossos leitores e leitoras, além de compartilhar nosso entusiasmo por automóveis e seu mundo, são maduros, inteligentes e conhecedores do assunto. Enfim, é um prazer compartilhar e trocar experiências com vocês através do Ae.

Recentemente fizemos uma pergunta na nossa página do Facebook e obtivemos muitas respostas positivas que nos motivaram a continuar com nosso planos de melhorar o Ae. Queremos fazer tudo com muito cuidado para não perdermos nunca a nossa essência, que é justamente o entusiasmo.

Por isso resolvemos fazer uma pesquisa um pouco mais abrangente. São algumas questões que levam entre 5 e 10 minutos para serem respondidas, e muito facilmente. Sua resposta é mesmo importante!

Link para responder a pesquisa: perfil dos leitores do AUTOentusiastas.

Um abraço e bom final de semana.


A equipe de editores
AUTOentusiastas

Fotos: autor
O Chepalinha "pronto". Sempre falta algum detalhe ou upgrade

Depois de uns dois meses e uns 3.000 km rodando com a mecânica original, finalmente o Chevettinho entrou na oficina do Renato. “Tudo no chão”: a parte mecânica toda foi desmontada. Antes do motor e câmbio serem colocados, veio uma revisão total na suspensão, direção e freios.

Realmente os cilindros das rodas traseiras estavam travados há anos e foram substituídos. Trocamos pastilhas, lonas, braços e borrachas de suspensão... A caixa de direção foi reajustada e os terminais, trocados. Na traseira, além do novo diferencial mais longo, colocamos uma barra estabilizadora (que não vinha no Chevette mais simples) e consegui um raro par de amortecedores novos do SR, o esportivo da linha. Na dianteira, amortecedores novos, normais. Inicialmente mantivemos as molas do Chevette.

O motor Opala 2,6-l ficou bem alinhado, sem a frente levantada

A Bosch divulgou essa informação hoje e o Ae a considera útil por fornecer um panorama do que está sendo feito em favor da mobilidade eficiente e segura. É um texto um pouco longo, que obviamente chama à empresa a apreciação, mas que independentemente disso vale a pena ler quando se dispuser de um tempo. Espero que aproveitem.

Bob Sharp
Editor-chefe
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Há 20 anos, a internet revolucionou a computação. Ao longo dos próximos anos, a internet também irá revolucionar os veículos. A Bosch está tornando os carros uma parte ativa da internet e trazendo uma ampla variedade de benefícios aos motoristas. "Um carro conectado sempre será um carro melhor", diz Wolf-Henning Scheider, membro do Conselho de Gestão da Robert Bosch GmbH e responsável pelo setor Automotivo. Ao colocar os veículos em rede, a Bosch está melhorando o conforto, a segurança e a eficiência da mobilidade do amanhã, ao mesmo tempo em que a empresa está trazendo a fascinação do mundo digital para as ruas.

Fotos: autor


O novo EcoSport é mesmo outro carro, outro suve, como bem disse o Bob em seu post por ocasião do lançamento em agosto de 2012. O leitor interessado no modelo deve ler o post, pois é completo. Este meu apenas traz detalhes pinçados no dia-a-dia, com observações que só usando o veículo ao longo da semana e viajando com ele se pode levantar, e fala também sobre o câmbio robotizado de duas embreagens PowerShift, opcional ainda não disponível na ocasião do lançamento, só introduzido no fim do ano.



Quanto ao design, me abstenho de comentar. Uns gostam e outros nem tanto. Só posso dizer que achei honesta a mudança radical de suas linhas, pois o EcoSport mudou em essência. Hoje ele não é só um jipinho urbano, como as linhas do anterior sugeriam. Não se tratou de mero facelift que manteria o veículo o mesmo. Houve mudanças também radicais de comportamento, sendo que hoje está bem mais macio e é um bom estradeiro, como suas atuais linhas sugerem.

A versão avaliada é a Titanium Plus 2,0 PowerShift, de preço público sugerido R$ 81.390. O "plus" significa bolsas infláveis laterais e de cortina, além das obrigatórias frontais, e bancos parcialmente revestidos em couro, em adição aos itens do Titanium normal.







Coluna 1214   19.mar.2014                     rnasser@autoentusiastas.com.br     
10 anos de garantia em peças e serviços 
Uma das maiores questões quanto à garantia de manutenção por existência de peças e serviços está em caminho de solução Como toda questão simples, é complexa. Pergunte a algum amigo qual o prazo, obrigatório por lei, para existir partes destinadas à reposição, aptas a manter um automóvel em rodar correto. Ouvirá, na maioria das vezes, 10 anos. Número mágico, na prática não existe.
Nossa legislação, pelo Código Civil, não abriga tal previsão. E a lei específica, o Código de Defesa do Consumidor, sai-se com etérea precisão em seu Art 32, § único: “os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto (…) cessadas a produção ou a importação, a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo (nosso grifo), na forma da lei.” 
Nada mais abstrato e inaplicável que o dito período razoável, transformando reclamação em discussão ampla, longa, com poucas chances de resolução do problema do consumidor. Pequena referência às vezes utilizada, da Secretaria da Receita Federal, a Instrução Normativa 162/1998 estabelece prazos para desvalorização contábil e, ao atingir o zero em abatimento, entende-se como o prazo de duração do bem. Em tal tabela automóveis durariam apenas cinco anos.
Muda
Foto: globoesporte.globo.com


Hoje Ayrton Senna completaria 54 anos. Além de tudo o que se conhece da sua carreira na F-1, tragicamente interrompida em 1° de maio de 1994 no GP de San Marino, esse é um dos gestos mais marcantes de Senna, exibir a bandeira brasileira após uma vitória.

Esse gesto começou quando ele venceu o GP dos Estados Unidos em Long Beach, 1986. Nesse vídeo ele conta como foi:




Sem querer, Senna, com esse gesto tão aparentemente simples e inocente, teria um efeito sobre os brasileiros que ele nunca poderia imaginar. No sábado, o Brasil fora eliminado da Copa do Mundo de Futebol, no México, nas quartas de final, pela França. Os brasileiros estavam arrasados. Mas aquela volta que Senna deu empunhando a bandeira literalmente mitigou o amargo sabor de derrota e da exclusão da Copa. Curou a ressaca.

Desde então, a cada vitória, a cena se repetiria.

Parabéns e muito obrigado, Ayrton Senna!

Ae
Conforme esperado no começo da semana, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos confirmou acordo com a Toyota para pôr fim a investigação criminal de quatro anos de acusações de ter enganado as autoridades no caso da aceleração não intencional dos automóveis Toyota e subseqüentes convocações. A multa de US$ 1,2 bilhão (R$ 2,8 bilhões) é parte de um acordo com o órgão que impõe a mais pesada penalidade até hoje para uma fabricante de veículos.

A investigação daquele departamento ocorreu devido aos problemas de tapetes prenderem o pedal do acelerador e este ficar agarrado e à atitude da empresa diante das reclamações de aceleração repentina. O departamento disse que quando a Toyota garantiu ao público que a “causa principal” da aceleração fora “resolvida” nos oito modelos 2009 com a convocação dos tapetes, estava escondendo da NHTSA a segunda causa da indesejada aceleração nos veículos: o pedal que prendia sozinho.

“Em vez de prontamente tornar claro e corrigir problemas de segurança de que estavam cientes, a Toyota fez declarações públicas incompletas aos consumidores e forneceu fatos imprecisos a membros do Congresso,” disse o Promotor-Geral Eric Holder.

“Quando os proprietários de automóveis pegam o volante, eles têm o direito de esperar que o veículo seja seguro. Se qualquer peça do carro apresenta problemas de segurança, a fabricante tem o dever de antecipar a eles, a repará-los rapidamente e dizer logo a verdade sobre o problema e suas implicações. A Toyota violou este conceito básico. Que outras fabricantes não repitam o erro da Toyota: uma convocação pode prejudicar a reputação da empresa, mas decepcionar os clientes tem efeito bem mais duradouro.”

A Toyota deixou claro que agora tomou medidas para “se tornar mais ágil” e redirecionou esforços para recuperar a confiança dos clientes. “Na época dessas convocações, assumimos total responsabilidade por quaisquer preocupações que nossas ações possam ter causado aos clientes e nos redirecionamos nós mesmos para ganhar sua confiança,” disse Christopher P. Reynolds, chefe do departamento jurídico da Toyota Motor North America. “Em mais de quatro anos desde aquelas convocações, voltamos aos básicos da Toyota de colocar o cliente em primeiro lugar.”

Continuou Reynolds: “Fizemos mudanças fundamentais em todas as nossas operações globais para sermos uma empresa mais ágil — ouvindo melhor as necessidades dos nossos clientes e proativamente tomando ações para servi-los. Especificamente, demos uma série de passos que nos permitiram melhorar o controle de qualidade, responder mais rapidamente às preocupações dos nossos clientes, reforçar nossa autonomia regional e acelerar as tomadas de decisão. E estamos comprometidos com a melhoria contínua de tudo o que fazemos para manter crescente a confiança na nossa companhia, em nossos funcionários, em nossos produtos. Mais importante, a Toyota resolveu os problemas de pedal de acelerador prendendo e interferência dos tapetes com soluções efetivas e duráveis, e estamos atentos à segurança e qualidade dos nossos veículos. Fechar esse acordo, mesmo que tenha sido difícil, é um passo importante para deixar esse desafortunado capítulo para trás. Permanecemos muito gratos aos nossos clientes que continuaram a prestigiar a Toyota. Andando para frente, eles podem ficar confiantes de que continuaremos com nossa responsabilidade com relação a eles muito seriamente, “ concluiu. (Just-auto/Dave Legget)
Belo pôster com todos os Honda F-1

 
Sábado à tarde. Da janela da sala vejo um Honda branco estacionado do outro lado da rua. É um Fit Twist, e acaba de ser incorporado à frotinha da família. Bonitinho, competente, prático, moderno. Nosso primeiro Honda. Primeiro, e não “primeira”: as motocicletas da marca há muito freqüentam a garagem da casa. Pequenas ou nem tanto, mas todas com um ponto em comum, quase uma mania melhor dizendo. Qual? A de serem tremendamente competentes, funcionando dia após dia, ano após ano, década após década, e sempre muito bem.




Um comichão cerebral me acomete enquanto olho o Fit: Honda branco? Sim, eu já tive um! Em 1969 ou 1970 ganhei — nada mais, nada menos — o estupendo RA 273, o terceiro carro de fórmula 1 construído integralmente pela marca japonesa. O modelinho, escala 1/32 da italiana Politoys (marca que patrocinava o Williams pilotado por José Carlos Pace em seu ano de estréia na F-1) era um dos favoritos da coleção.


José Carlos Pace no Williams-Ford, um dos patrocinadores a Politoys

As vendas de automóveis na Europa cresceram cerca de 8% em fevereiro, o sexto ganho mensal consecutivo, ajudadas pela gradual recuperação econômica do sul da região e redução de preços para incentivar a procura por novos modelos.

Licenciamentos na União Européia e nos mercados de livre comércio europeu subiram de 831.371 há um ano para 894.730, informou hoje a ACEA, a associação européia de fabricantes de automóveis. As vendas no primeiro bimestre cresceram 6,3%, atingindo 1,86 milhão de carros.
Foto: www.asme.org


Acho que todos concordam que o som é uma das coisas mais importantes na nossa vida. Todos temos sons guardados na memória que remontam aos nossos primeiros anos de consciência do mundo ao redor. É som que nos deixa em contato com o mundo quando não vemos ou avistamos alguma coisa, por exemplo, um barulho estranho na casa ou no carro.

Compartilho com o leitor alguns sons que marcaram nesses meus 71 anos, com os quais, estou certo muitos irão se identificar. Dado o tipo de blog que o AUTOentusiastas é, sons ligados ao automóvel, claro.

Um dos primeiros sons marcantes, ou o primeiro, foi de carro de corrida. Em 1946 a família se mudou de um apartamento em Copacabana para uma casa na Gávea. Eu tinha quatro anos. Em 1949, com em todos os anos, houve a corrida no Circuito da Gávea, o Grande Prêmio Cidade do Rio de Janeiro, em março. Acho que foi a primeira corrida que assisti (houve Gáveas em 1947 e 1948, mas não lembro se as assisti). Nossa casa ficava numa transversal da rua Marquês de São Vicente e ficava a 100 metros dela, que era parte do circuito. Eu tinha 6 anos, completados em novembro.

Pois bem, o berro do motor do Maserati do italiano Luigi Villoresi, que hoje sei se tratar de um 4CLT San Remo, 8 cilindros em linha de 1.490 cm³ com dois compressores, quatro válvulas por cilindro, 290 cv, até hoje está indelével na minha memória, guardado junto com o odor do escapamento, que trazia do motor uma mistura queimada de gasolina, álcool e benzeno impregnada com o óleo lubrificante à base de óleo de rícino que era alucinante. Villoresi venceu, com Giuseppe Farina, Ferrari, em segundo.

O Maserati 4CLT de Villoresi na curva da rua João Borges; note o calçamento de paralelepípedos e os trilhos do bonde (foto do meu irmão)



A Ford criou um traje experimental de simulação dos perigos de dirigir sob os efeitos do álcool. A empresa desenvolveu na Alemanha uma “Roupa de Motorista Embriagado”, que simula as dificuldades de visão, coordenação e equilíbrio experimentadas por quem abusa do consumo de bebidas alcoólicas e assume o volante de um carro.

O traje, elaborado em parceria com uma empresa especializada, é composto de óculos com visão de “túnel”, tampões de orelha, pesos no pulso e no tornozelo e ataduras nos cotovelos, pescoço e joelhos. Ele torna mesmo tarefas simples — como andar em linha reta — muito mais difíceis e demonstra como uma atividade muito mais complexa, como dirigir, é afetada pelo álcool, como ilustra este vídeo, infelizmente falado e legendado em inglês, mas de fácil compreensão:




Posição das rodas dianteiras visível para o motorista

Foi impossível pesquisar sobre o Dare DZ que postei outro dia aqui sem encontrar referências a outro carro muito parecido em conceito, o Dax Kamala.

A Dax, da cidade de Essex, Inglaterra, constrói ainda hoje réplicas do Cobra e Lotus Seven, este chamado de Rush e um pouco exagerado, e no final de 1998 apresentou um carro novo, de motor central-traseiro, batizado Kamala.

O carro começou como projeto pessoal de Peter Walker, um ex-engenheiro da Ford inglesa. Até 2001 foi feito pela Dax, mas depois desse ano foi formada a Kamala Cars Ltd. que passou a existir justamente por causa do carro. Os irmãos  Tony e Mark Keen, que tinham anos de trabalho com restauração de antigos, compraram os direitos de fabricação e comercialização, passando a produzir o carro em Norfolk. Depois disso, o “Dax” desapareceu do nome.

Note a estrutura das portas fixada ao plástico transparente

Aberta a temporada de F-1 de 2014

Acidente fatal em prova de arrancada de caminhões







Nico Rosberg: quarta vitória na F-1 (Foto Mercedes-Benz Media)

Na abertura da F-1 2014 Mercedes confirma superioridade e novas regras provocam dúvidas e acidentes, como o que afastou Felipe Massa na primeira volta do GP da Austrália. Omissão de autoridades acaba em morte em arrancada de caminhões em Santa Catarina

Na litorânea Melbourne, nem tanto ao céu nem tanto à terra…


 Pole Hamilton liderou primeiros metros (Foto Mercedes Media)

Não foi a catástrofe que muitos esperavam a ponto de cogitar a interrupção da prova por abandonos mecânicos de 100% do grid e nem, tampouco, uma corrida chata de ser seguida por emissoras estrangeiras de TV que fazem da transmissão um verdadeiro show. A abertura da temporada 2014 da F-1, no fim de semana, em Melbourne, mostrou um GP da Austrália dominado por Nico Rosberg desde a largada, a chegada de novos ídolos como Daniel Ricciardo, Kevin Magnussen, Valteri Bottas e Daniil Kyvat e mais uma dose homeopática de falta de sorte para Felipe Massa. O brasileiro foi afastado da corrida logo na primeira curva quando os freios traseiros do Caterham-Renault de Kamui Kobayashi falharam e o carro do japones acertou de raspão o Ferrari de Kimi Raikkonen e, em cheio, a traseira do Williams-Mercedes de Massa.


Caterham de Kobayashi sem freios traseiros na largada (Foto Caterham)

Foto: greencarsreports.com


Quando  leitor José de Paula R. N. A. nos mandou a notícia ontem, tomei um susto. Parecia que a Cidade-Luz havia tomado o rumo da boçalidade paulistana  — melhor dizendo, dos prefeitos da cidade desde 1997 — ao adotar rodízio pelo final de placa.

Ao ler a matéria, porém, alívio (misturado com raiva, pelo que é feito aqui): o rodízio é por razões ambientais, grande acúmulo de névoa fotoquímica (smog) no ar da capital parisiense e não a nossa nojenta "operação horário de pico". Carros com final par rodam um dia, com final ímpar outro; elétricos, sem a restrição.

Como se não bastasse o motivo — justo — do rodízio, ele foi emergencial e por isso mesmo só vigorou ontem e só vigorará hoje.

É exatamente como foi previsto no Código de Trânsito Brasileiro, poderem os municípios adotar restrições de circulação quando se tratar da redução da emissão global de poluentes, Art. 24, Inciso XVI, mas que aqui foi desvirtuado para uma "operação reforça-caixa permanente da Prefeitura" engendrada pelo nojento e vivaldino Celso Pitta (já se foi) e lamentável e imperdoavelmente perpetuada pelo seus sucessores.

Vive la France!

Ae

Um segundo antes de um motorista bêbado atravessar a linha central de uma estrada rural na Pensilvânia e se estampar no Chevrolet Cobalt 2005 de Esther Matthews, conforme dados do módulo de comando eletrônico, o motor do carro dela estava desligado. Matthews e sua neta de 13 anos no banco do passageiro faleceram na hora. Apesar da severidade do acidente de abril de 2009, as bolsas infláveis nunca abriram, e nos dias seguintes os investigadores contratados pela NHTSA, o órgão de segurança rodoviária dos EUA, não sabiam o motivo.

Advogados disseram à família que não valia a pena o tempo e o esforço em abrir um caso contra a GM porque a fabricante havia falido algumas semanas antes.

“Um motorista bêbado atingiu-a de frente, e foi isso o que soubemos,” disse a nora de Matthews, Leanne Matthews, à Automotive News. “Desistimos.”

Agora, Esther Matthews e a estudante secundarista Grace Elliot são duas das 12 fatalidades que a GM atribuiu ao interruptor de ignição defeituoso que pode levar a bolsa inflável a não funcionar num acidente. Semana passada a GM reviu o número de mortes, que era de 13, depois de concluir que um vítima fora contada duas vezes, mas um estudo disse que poderiam ser centenas mais e a lista está longe de aumentar à medida que as investigações continuam.

Fotos: Ervin Moretti, Flávia Moretti, Marcelo Paolillo, Divulgação Pé Na Tábua e autor
O "Fusquinha", original, no Autódromo de Interlagos em ritmo de passeio, ainda assim é emocionante

O ano de 2014 está no início e já mostra que, no campo dos automóveis antigos, a missão é consolidar uma tendência que há alguns anos tem ganho força: automóveis antigos em pleno movimento. Fugindo da mística que existe por trás dos ralis de regularidade, que são eventos onde exige-se do participante um grande investimento com hospedagem e inscrições, organizadores independentes e clubes têm se dedicado a colocar os automóveis em movimento, com o mesmo ânimo e entusiasmo, sem precisar de um rótulo chancelado por um grupo de elite.

Fuscas de todas as épocas enfeitam a área dos boxes de Interlagos.
Junto aos Fuscas, outros da "família" com seus motores arrefecidos a ar
Seja na estrada ou em circuitos, colocar um automóvel antigo em movimento tem se mostrado muito mais democrático e de fácil acesso do que muita gente imagina. Há anos o Fusca Clube do Brasil faz os Volkswagen "tilintar" seus motores arrefecidos a ar no Autódromo de Interlagos, na cidade de São Paulo. No dia 5 de janeiro fui convidado pelo "amigomobilista" Ervin Moretti a conduzir seu belíssimo Fusquinha 1974 verde Hippie.

Estamos fazendo a curva da Junção de maneira pacata, à nossa frente um "Split Window", cena inusitada.

Junto com Ervin Moretti e o "Horácio", seu Fusca 1300, placa preta, 1974


Em 1936, o personagem "Fantasma" foi criado por Lee Falk (o mesmo criador de "Mandrake"). Como um Batman sem “bat-abilidades", o "Fantasma" era um combatente do crime sem superpoderes nas profundas florestas do fictício país Bengala, que dependia das suas habilidades físicas e da lida com armas para realizar seus feitos heróicos.

O "Fantasma" era na verdade o herdeiro de uma família que havia há gerações encarnado o herói mascarado. Os aborígenes de Bengala, testemunhando a incansável ação do herói, geração após geração, e desconhecendo sua verdadeira identidade, acreditavam ser ele um espírito, o "espírito-que-anda".

Diferentes gerações encarnando o Fantasma (Phantom), o espírito-que-anda