google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)




Começa tudo outra vez, incluindo novidades





Albert Park, Melbourne: aqui começa o Mundial de F-1 (foto Renault Sport)

Temporada da F-1 começa no fim de semana com a disputa do GP da Austrália. Regulamento novo sugere que final da corrida será mais emocionante que a largada e desenvolvimento será controlado por uma tabela de pontos.
 
Em 1950 os principais automóveis clubes europeus decidiram adotar uma nomenclatura única para os carros que disputavam os grandes prêmios da época: Fórmula 1. Desde então várias derivações amistosas e outras nem tanto surgiram mas nenhuma logrou desbancar a que hoje é um dos maiores eventos esportivos e comerciais do mundo e, sem sombra de dúvida, o mais importante no esporte a motor. Como tudo que cresce e é geneticamente modificado com o enxerto de valores corporativos/empresariais, o show tem que se reinventar com a freqüência necessária para agregar valor aos seus investidores ou, trocando em miúdos, não se tornar um espetáculo chato e repetitivo. 

Como a F-1 2014 recupera, armazena e usa energia (Ilustração Renault Sport)

Fotos: autor
Enquanto o motor Opala era preparado, o Chevette recebia um trato visual

O Chevetinho hatch 1982 que veio de Minas para virar Chepala não teve recepção muito calorosa da família. Minha mulher achou-o um horror, um “carro de pobre”. Disse que nunca ir andar “naquilo”. Pensei até em colocar um adesivo “Foi Deus quem me deu” no Cheva. Quem chegou agora nesta história, é melhor ler antes a primeira parte. Meu filho mais novo, 28 anos, usualmente um aliado, também não foi gentil: “Caramba, pai, você exagerou na ratoeira!” Da bronca da minha mulher acabou surgindo uma luz: “Você pode comprar qualquer coisa, desde que seja um minicarro” (ela adora “nosso” Subaru Vivio). Claro, aproveitei a brecha e comprei novamente um Daihatsu Cuore, mas isto é assunto para outro post. 

Primeiro vamos terminar o Chepalinha (a transformação e a história para vocês acompanharem). Já o Rica (Dilser), que me ajudou a resgatar o carrinho em Belô, ainda queria comprar o Chevette, pois lembrou que tinha um motor mexido (acho que de Vectra), encostado na garagem. Depois de algum tempo, e da esposa andando de Chevette com cara amarrada, surgiu causa e solução. O estofamento original era digno de museu: o tecido do banco parecia aqueles panos de enrolar múmia. A gente saía do carro com pedaços da espuma grudados na bunda. Mulher odeia isso, sujeira em poltrona, banco... qualquer lugar. Já homem senta em porta suja de oficina para jogar conversa fora. 

Tomando um caldo de cana numa encruzilhada de estrada, ao lado do garapeiro havia uma Kombi velha, cheia daquelas poltronas-saco horrorosas, recheadas de bolinhas de isopor. Um cidadão gordo saiu da Kombi e pergunta se “podia olhar o Chevette”. Claro. Ele olhou, olhou e veio a sentença: "O carrinho tá uma graça, mas este estofamento tá uma m%&$a. Resolvo isso por R$ 100."

Suécia, primeiro dia útil após mudança da mão de direção


Há praticamente um ano publicamos o post Se o Brasil mudasse a mão de direção, no qual falamos da mudança de mão esquerda para direita (a nossa) feita na Suécia, disparada na madrugada (5h00) de domingo 3 de setembro de 1967. Vale a pena reler como foi feita a mudança, os preparativos dos suecos.

Mas esta semana um leitor me mandou a foto acima, que abre este post, feita na segunda-feira imediatamente seguinte à mudança. Como se vê, mudar a mão de direção é mesmo uma operação para lá de complicada, uma experiência que acho que ninguém gostaria de passar.

A outra foto é de uma placa de sinalização. O leitor esteve na Ilha da Madeira, viu a placa e imediatamente pensou naquilo que vimos falando aqui no Ae, a necessidade de se trafegar o mais rapidamente possível dentro dos limites de velocidade, com o objetivo único de promover a maior vazão do tráfego possível. É mesmo incrível alguém num lugar tão pequeno, uma ilha de apenas 750 km² no Oceano Atlântico, 980 quilômetros a sudoeste de Lisboa, haja uma placa recomendando algo tão elementar.

Que sirva de exemplo para quem cuida de trânsito no Brasil.

"Circule com rapidez cumprindo os limites de velocidade"

Meu avô materno, Antônio de Souza Amaral, nunca dirigiu, mas me lembro, ainda adolescente, por volta de 1957, de suas sábias palavras: "O que atrapalha o trânsito é a morosidade".

Bob Sharp
Editor-chefe
AUTOentusiastas
Fotos: autor, salvo indicado



A Renault deixou para o Salão de Genebra, aberto ao público no último dia 6 com encerramento no próximo dia 16, a apresentação oficial do novo Twingo, apesar de nos últimos dias vir soltando notícias da novidade. Mas ao contrário do primeiro Twingo, de 1993, e da segunda geração, de 2007, o novo não tem nacionalidade francesa apenas, uma vez que resultou de cooperação com a Daimler (Mercedes-Benz) através de sua subsidiária smart. Os interesses convergiram quando a fabricante do pequeno carro de dois lugares planejou futuros modelos de dois e quatro lugares, tendo sido assinado acordo de co-concepção em abril de 2010 prevendo sinergias e rateio dos custos de desenvolvimento. A Renault aproveitou a experiência de arquitetura de motor traseiro do smart para se impor no mercado de carros pequenos com uma grande novidade, numa contraposição à corrente de motor e tração dianteiros. Também ao contrário dos dois primeiros Twingos, o novo tem quatro portas.

Renault 4 CV (Wikipedia)
O último Renault de motor traseiro de grande série havia o R10 (1965–1971), arquitetura iniciada com o Renault 4 CV de 1947 (ao lado) e continuada com o Dauphine de 1957 e seus derivados Gordini e 1093. Os três chegaram a ser fabricados também no Brasil sob licença pela Willys-Overland de 1959 a 1968. Antes do R10 existiu o R8, de 1962. Houve um modelo de motor central-traseiro, o rápido R5 Turbo (1980–1984) visando o Grupo 2 do rali e que vendeu 3.500 unidades (400 foram para homologação esportiva).


Porta de carga é de vidro



Resolução n° 336 do Conselho Nacional de Trânsito, de 24/11/2009, portanto com força de lei:

"Considerando que a aplicação de tachas ou tachões transversalmente à via como dispositivos redutores de velocidade, ondulações transversais ou sonorizadores causa defeitos no pavimento e danos aos veículos, resolve:

Art. 1º Os arts. 2º e 6º da Resolução nº 39, de 21 de maio de 1998, do Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN passam a vigorar com as seguintes redações:

Art. 2º, Parágrafo  único:  É proibida a utilização de tachas e tachões, aplicados transversalmente à via pública, como redutor de velocidade ou ondulação transversal.

Art. 6º, Parágrafo único:  É proibida a utilização de tachas e tachões, aplicados transversalmente à via pública, como sonorizadores."
Não muito normal, mas não muito Citroën


O texto de hoje não é exatamente sobre um carro. O Citroën XM é a última das naves espaciais francesas a aportar no planeta Terra, ou Urântia para os iniciados.

Aparecido em 1989, com desenho atribuído à casa Bertone, já por aí se nota um complô interplanetário que fez acreditar que a responsabilidade foi dos italianos e franceses. Sabendo das famas desses dois criativos povos, os extraterrestres atribuíram a eles a autoria do XM, já que qualquer pessoa que conheça cidadãos desses países entenderia e aceitaria perfeitamente que não poderia sair nada muito normal dessa mistura. Os E.T.s  imaginaram que seria uma boa camuflagem.

Nuccio Bertone parece pensar: de onde veio isso?

Tanto é verdade que ele não é daqui, que há a letra X no nome, internacionalmente usada para denotar coisas “extra” e experimentais. Um experimento extraterrestre em nosso planeta, sem dúvida alguma. 

Só houve duas carrocerias, um hatch e uma perua — break, como dizem os franceses —, ambas de quatro-portas. 

Espaço de sobra para gente e bagagem

Fotos: Paulo Keller


Mal o up! foi lançado e publicado o post a respeito dele, recebi um para andar normalmente, no uso, como costumamos dizer. Era um high up!, topo da gama, acrescido do acabamento "colorido", pela foto acima, o red up! Carro com quase todos os opcionais, faltando pintura metálica ou a de cor amarelo Saturno e outros menores, sendo seu preço público sugerido R$ 41.900. Caro? Um pouco, mas não exagerado, levando em conta o conteúdo do carro.

Mais uma vez, só elogios para o novo Volkswagen. O projeto é muito bom, as mudanças para o Brasil, melhores ainda, e sua produção, em ótimo nível considerando estar no começo. A percepção de qualidade associada a estarmos andando em algo moderno dá plena satisfação. Entre seus destaques, o motor EA211 de três cilindros. Pode até ser um pensamento bem autoentusiasta, que poucos se darão conta, mas saber que está ali na frente um motor de alta tecnologia é bem prazeroso. Mais ainda ao vê-lo "trabalhar", deslocar o pequeno automóvel com uma desenvoltura incomum e até certo ponto incoerente para a sua baixa cilindrada, de tão boa.






                                                           

Coluna 1014  05.mar.2014          rnasser@autoentusiastas.com.br              
Salão de Genebra. Pequeno, mas o futuro passa por ele
Oitenta e cinco anos sediando referencial mostra do mundo dos automóveis novos, o Salão do Automóvel em Genebra enfrenta a crise mundial do combate do dia a dia pelo mercado, e as projeções de como sobreviver em caminho próprio. Antes, há menos de uma década, requeria apenas o rótulo de Verde, como sede para exibição de novas tecnologias da mobilidade não agressivas ao meio ambiente. O partido de marketing colou, e Genebra soube expandi-lo, mantendo-se líder no caminho, expondo os resultados, como a construção veicular mais limpa, menos agressiva, com menores gastos de energia, água, geração de resíduos, reciclabilidade e, em paralelo, mostrar as conquistas crescentes e aceleradas da digitalização — a aplicação da informática nos veículos. Tem suas curiosidades. Genebra, a par da qualidade em tudo, é dos lugares mais caros do mundo — ande 2 km de taxi e pagará uns R$ 60, hotel 4 estrelas a mais de R$ 1.500 a diária ..., um quilograma de filé mignon perto de R$ 400, ônibus a R$ 12 —, além do frio vento de fim de inverno soprando pelo lago que a pontua. Talvez o frio elegante e a formação da cidade definam a arrumação das moças ilustrando os carros novos. Sem os atrevimentos tropicais, arrumação contida, elegante. Na Porsche, as modelos em conjunto preto com echarpe Hermés entre o marrom e o bege, dispensavam os cortes e recortes para compor o cenário e chamar atenções. Em ritmo anterior, as da Audi, em vestido vermelho, languidamente se recostavam nos capôs dos carros brancos, e eram atração à parte quando cruzavam as pernas. E muito cruzavam...
Fotos: autor


Decidi fazer o vídeo da Fiat Strada Adventure cabine dupla 3-portas numa estrada sinuosa justamente para, com a ajuda das imagens, mostrar melhor o quão boa de chão é esta picape. O Bob já me dissera isso após a ter guiado por ocasião do lançamento, mas disse numa conversa rápida e sem enfatizar, afirmando que só guiando para crer.

Pois é, após dirigi-la por dias, inclusive viajar com ela, não me resta dúvida alguma. Ela é boa de chão de verdade, desde que esteja com pneus para asfalto. No caso, a “minha”, de cabine dupla, veio com pneus Continental PowerContact 205/60R16, projetados para serem bons no asfalto. 

Bons pneus Continental, de asfalto

J6 no uso, elegante!

Depois de um "no uso" com o Golf GTI, um dos posts mais difíceis que já fiz, encontro-me agora em outra circunstância similar. Assim como o Golf está arraigado no imaginário das pessoas como "o carro", um JAC pode estar definido como "um chinês" e a desconfiança que isso implica. Posso realmente estar enganado e fazer disso uma generalização, mas não há como negar que para muitos um carro chinês não passa nem perto da lista de possíveis compras. E há razões para isso, diversas. Muitas ligadas a uma percepção geral sobre os carros chineses, como monstros oriundos de experiências genéticas cruzando genes de diversos outros modelo e criando formas muito familiares, para não dizer cópias, muito pioradas de coisas que já existem. Acho o principal exemplo disso o Lifan e seu monstrengo MINI.

Mas falando de marcas, minha percepção geral sobre a JAC é muito positiva. O experiente Sérgio Habib e sua equipe fizeram um trabalho invejável no lançamento da marca em 2010. Imagine a perfeição em todos os pontos: uma rede de concessionárias novíssima e bem treinada, armazém de peças preparado para atender o pós-venda, garantia de 6 anos para acabar com qualquer percepção de qualidade ruim, uma campanha de marketing das mais lembradas, preços supercompetitivos e produtos readequados especificamente para o Brasil. O Sérgio Habib poderia escrever um livro sobre como iniciar uma nova empresa sem chances de dar errado. Foi tudo tão perfeito que fez os fabricantes locais tremer na base e bater no nosso Governo protecionista pedindo alguma contra-medida à "invasão chinesa"'.








Primeiramente, peço desculpas aos leitores pela grande extensão do post, mas não é possível contar quase trinta anos de história em poucas linhas. E o Uno merece uma homenagem à altura do que significou para a indústria brasileira.

Estamos em 2014. Muita gente com certeza não lembrará, mas este ano marca o aniversário de 30 anos do lançamento da “botinha ortopédica”, o Fiat Uno. Ele quase conseguiu estar vivo para comemorar seu aniversário: Sua produção parou em dezembro, faltando apenas 9 meses para seus trinta anos.

O Uno é figurinha conhecidíssima de todos nós. Eu arriscaria dizer que é o Fusca da geração que nasceu de 1980 para cá. Da mesma forma como todos nós nascidos entre 1950 e 1980 temos histórias com o Fusca, todos os nascidos de 1980 para cá têm suas histórias com o Uno. Foi um dos carros mais longevos do nosso mercado, só sendo batido pela veterana Kombi, que também se despediu no ano passado, tendo quase igualado os 30 anos de produção do Fusca no Brasil (1959-1986 e 1993-1996). Para todo canto na rua que se olhe, vê se um Uno.

O Uno começou a nascer em 1979, quando foi encomendado a Giugiaro um carro pequeno de luxo para substituir o Autobianchi A112. Giugiaro então criou com um carro muito espaçoso para as suas dimensões externas. Porém, por causa de mudanças dentro do grupo Fiat, acabou sendo o substituto do Fiat 127, que no Brasil conhecemos por 147. Foi lançado no mercado italiano em março de 1983, 12 anos após o lançamento de seu antecessor, o 127.

Lançamento do Uno no Cabo Canaveral
 
Mais rápido no Bahrein, Massa mostra otimismo contido






 
Felipe Massa, o mais rápido da pré-temporada (Foto Williams)

Motores Mercedes confirmaram potência e resistência enquanto a Ferrari aparece como maior rival do exército alemão. Mundial de F-1 começa dia 16 na Austrália e Porsche vaza foto do modelo 919 de Endurance

Verdade que a imagem que mostra as forças da temporada 2014 da F-1 só ficará nítida após duas ou três etapas, isto é, depois que os novos carros superarem o primeiro grande teste no circuito de Melbourne, o calor e a umidade da Malásia e, novamente, o clima seco que caracteriza a pista árabe onde domingo terminou a terceira e última sessão de testes para este ano. Mesmo assim não é demais enxergar que Felipe Massa tem nas mãos um carro capaz de colocá-lo como protagonista de um campeonato onde Nico Rosberg e Lewis Hamilton despontam como favoritos, a Ferrari surge como força a ser olhada com respeito enquanto Force Índia e McLaren podem surpreender.
Durante as três sessões de testes pré-temporada — uma em Jerez, Espanha, e duas no Bahrein —, o brasileiro esteve sempre entre os mais rápidos e os que mais treinaram. Com base no desempenho que obteve em seis dos 12 dias que a F-1 usou para testar os novos carros de 2014, Massa mostrou que tem condições de conseguir bons resultados na temporada que inicia no circuito de Albert Park, em Melbourne, na semana que vem:

Em 22 de outubro passado foi publicado aqui no Ae a primeira parte de uma pretensa "saga" trópico-bávara que ilustrará o leitor, você, sobre as entranhas de minha garagem. Falo do texto sobre a BMW 320i ano 1986, o (já clássico, acho) modelo E30. Agradeço os 76 favoráveis comentários de então e agora, pedindo desculpas pelo atraso de mais de quatro meses na postagem, submeterei vocês a mais um capítulo, tratando da BMW 328i Touring, a 2ª a chegar ao meu lar.


Imponente


Segunda História: BMW 328i Touring

Gosto de cachorro, tenho dois. Se pudesse teria dez, doze. Quando passo diante de um pet shop quero “salvar” todos os filhotes. Mas naquele final de 2005, durante uma chuva do cão típica do mês de dezembro em São Paulo, o destino me levou a uma avenida na zona norte, coalhada de lojas de carros. Elas têm um efeito pet shop sobre mim — quero salvar todos os carros sem dono também. Com o canto do olho vi algo "abanando o rabo", de raça, preto, brilhando, com o deselegante VENDE-SE escrito com cal no parabrisa. Apurei a visão e identifiquei: um BMW (que pedigree, hein?) Touring, ou seja, carroceria “perua” em português paulistano.

Gosto de peruas (as de lata). Tive várias Fiat Elba e uma Marea Weekend, das primeiras. O rosnado do motor 5 cilindros em linha era libidinoso, promotor de ultrapassagens gloriosas no vai e vem dos finais de semana ao litoral. Vendida sem muita razão, deixou um vácuo de desempenho não preenchido pelo pacato sucessor, um Doblò.


Totalmente lisa

Volto ao “VENDE-SE” do tal dezembro: não consegui seguir meu caminho e o retorno fácil me levou em minutos ao BMW. Gostei da placa: 3, com três zeros na frente. Gostei de outro número aplicado na tampa da mala, 328, indicando o motor mais forte dos seis cilindros da marca de Munique para aquele modelo, codinome E36, também possível de ser achada em versão 323 e 325.

Interior em estado perfeito

Carro de avenida?

Nem todos os automóveis nasceram para desfilar na avenida. Claro que quase todos ficam muito bem no asfalto e tem suas melhores características trazidas à tona quando suas quatro rodas encontram-se com o solo em ruas, estradas e avenidas.

As cidades têm o seu tecido urbano desenhado para acomodar os carros, vida moderna e carros nas ruas são conceitos simbióticos. Por que então tentar usar os automóveis de outra maneira? Quem teve a idéia de tirar os carros da avenida?

Entramos então em um território diferente, onde o automóvel não tem função de levar alguém ao trabalho ou à escola. Em vez de ir buscar as compras no supermercado, neste ambiente os carros são apenas o instrumento para ir buscar aventura.

Retiremo-lo da avenida e vamos então para o fora-de-estrada, para encontrar aventura e emoção próximo à natureza.

Longe do asfalto

Fotos: Rohbson Teixeira de Oliveira e autor
V-8 e biturbo, força extra ao Galaxie, a combinação ficou inusitada e interessante.

Nem só de placa preta viverá um homem. A frase, com um quê de bíblica, é o que penso sobre os carros de uma garagem. Confesso que já fui muito a favor dos "streets", também já fui um "xiita zé-frisinho", hoje me considero no meio-termo. Atualmente penso: cada carro tem uma história e cada um faz o que quer com seus veículos.

O carro conserva muitos detalhes originais em sua carroceria, por exemplo, os frisos e lanternas...

... o que não é original do modelo veio de outros Galaxies e automóveis da marca, o que confere um charme ao projeto



Depois da vergonhosa absolvição de crime de formação de quadrilha dos líderes do Mensalão, que o deixou arrasado, todos nós vimos, V.Sª. é a única esperança que nos resta para voltarmos a ser respeitados e também acabar com a farra em Cuba, Venezuela e Bolívia com o nosso dinheiro.

Candidate-se a presidente, Ministro Joaquim Barbosa. O primeiro turno liquida o assunto.

Bob Sharp
Editor-chefe
AUTOentusiastas

Na procura de um Chevette para virar Chepala, este hatch 1982 foi o escolhido

Alguns carros nascem de ponta-cabeça (de cabeça pra baixo, dizem muitos), como o caso do meu Chepala. Há quase 10 anos eu tinha um motor Opala quatro-cilindros 2,5 jogado na oficina do Renato Gaeta, em Tatuí. Sobrou de algum projeto antigo. Ele pedia para eu tirar o motor de lá e a resposta era: Calma! Vou arrumar um carro pra gente colocar este motor. Ou seja, tinha o motor, faltava o carro.

Queria um Chevette, um carrinho de boas lembranças, que merecia aquele motor Opala. Tive dezenas de carros, mas nunca um Chevette. Meu irmão teve um “zero-bala” em 1976/77, um Tubarão azul calcinha. Andei bastante com o carrinho do meu irmão e até os defeitos eram agradáveis. Gostava da sua agilidade e até de dirigir com os “pés tortos”, já que os pedais são deslocados para a esquerda em relação ao volante devido ao grande túnel central. Mas, o que realmente me atraía no Chevettinho era aquele pulinho, aquela levantada de traseira quando se trocava as marchas com rotação mais elevada. Resultado da lendária tração traseira, na qual as rodas empurram ao invés de puxar o carro, combinado com o tubo de torque que reagia empurrando o carro para cima. Uma tração “onde Deus mandou”. E o Chevette acabou se transformando praticamente no último carro pequeno com tração traseira no Brasil, ao lado do coitado do Gurgel BR-800.

Foi encontrado em Belo Horizonte, em anúncio na internet












Coluna 0914   26.fev.2014                rnasser@autoentusiastas.com.br            
Salão de Genebra, 6 a 16 de março, tem posição mercadológica bem definida para sobreviver na disputa entre a poderosa meia-dúzia que se impõe ao setor: novidades européias e pesquisas para os novos tempos com os automóveis — menores consumo, e emissões, integração com eletrônica, novos combustíveis.
Novidades
De veículos comuns, motores de ciclo Otto – combustível vaporizado e velas de ignição —, ainda tem seu lugar e serão, por tempos, maioria das vendas.
Ford Focus - No setor, é a novidade mais palpável a consumidores brasileiros, exibindo as próximas mudanças a ser aplicadas no produto feito na Argentina. Mudança maior, frontal, grade mais elevada, trabalho no grupo óptico, idem para o traseiro. Dentro, trabalho em materiais como o cromo satinado, no console, porta-luvas, para mudar, melhor operar, oferecer sensação de aconchego e refinamento. Mudança maior, embora culturalmente difícil ao mercado brasileiro, é a opção de um novo motor: três cilindros, 1,0, 12 válvulas, injeção direta e turbo, 123 cv e uns 15 m·kgf de torque. Este motor será produzido no Brasil, inicialmente com aspiração atmosférica, marcando o sucessor do Ka. Caixa de seis marchas, suspensão, direção e freios reacertados.

Ford Focus, refrigério nas linhas

Em virtude de estarmos sem conexão banda-larga (10 Mbps), por obra e graças da Vagalume Telecomunicações S.A. (nova razão social da Vivo Telecomunicações) desde as 11h15 de hoje, as liberações dos comentários estão levando um tempo considerável. 

O nome da empresa havia mudado sábado, quando começou a desconectar/conectar continuamente, vindo nesse regime até a hora acima, quando o inseto morreu de vez.

Estamos conectados através de um modem 3G da Claro, mas de apenas 236 kbps, tornando o navegar difícil e às vezes impossível.

Aos leitores as nossas desculpas.

Bob Sharp
Editor-chefe
AUTOentusiastas



Vender — e comprar — automóveis usados exige mais que interesse, conhecimento, técnica e, às vezes, arte. Há, às vezes, jogos de palavras, descrições imprecisas, verdades e mentiras flexíveis. Também, textos e gentes a arranhar os códigos civil, penal, do consumidor. É mandatório tino para interpretar, competência para aclarar. A internet, com seus portais ganhando espaço como mídia para vendas, e o tradicional anúncio classificado em jornais, têm muitas propostas neste sentido. Se interessado, um pequeno glossário sobre os verbetes e termos mais utilizados para ajudar a entender a hábil terminologia.
  

Bem calçado – síntese de pneus quase novos ou em bom estado.

Carro de colecionador – O vendedor não é do ramo, mas acha ser argumento sensibilizante para gente que também não é, mas quer ser. Ou seja, o carro pouco importa, e vale o tentar vendê-lo, por valor superior, ao ligado ao mercado dos usados.

Carro de médico – Rótulo intenta ser interpretada como elogiativo e valorativo. Entretanto, nunca descobri qual o vínculo entre os profissionais de branco e quais suas qualidades adicionais podem aspergir sobre um veículo usado. Tirando automóveis de origem nipônica do Dr. Carlão Freitas, o meu cardiologista, a conduzir como um canadense — os mais cuidadosos motoristas do mundo —, o restante trabalha muito, vai de um lado para outro, pula de emprego em emprego, pára de qualquer maneira; não tem tempo de aquecer motor; muito menos para manutenção. Para mim o rótulo desmerece e desvaloriza — menos, claro, os carros do Carlão. 

Carro de Mulher – Teoricamente um atributo aplicado como valorizador. Mas sobre a origem feminina há controvérsias e no atual leque de classificação de gêneros abre-se caminho com variáveis que me escapam. O produto original é, no usual, mais cuidadoso que homens para dirigir e manter veículos.
Se a classificação se amplia, o resultado também, e assim as há, e a elas sempre ligados comportamentos que em nome da paz de convívio são usualmente olvidados como, por exemplo, o descompromisso com a troca do óleo lubrificante do motor; rodas desalinhadas de raspar meio-fio; embreagem em fim de vida por excesso de esquecimento do pé no pedal; inacreditável porcariada sob os tapetes, entre encosto e assento dos bancos, o motor tem a pior aparência possível, estas coisas da superioridade feminina. 



Em março de 1994 era lançado o Fiat Uno Turbo i.e., inaugurando a era do motor de ciclo Otto turboalimentado no Brasil. O pequeno Fiat, sem querer, mostrava o caminho do futuro, o binômio baixa cilindrada-superalimentação hoje popularizado sob o nome downsizing, redução de tamanho (do motor, no caso) em inglês.

O lançamento para a imprensa automobilística foi no Autódromo Internacional de Caruaru, em Pernambuco, que teria o nome mudado naquele mesmo ano para Autódromo Internacional Ayrton Senna, homenagem ao nosso segundo tricampeão, que faleceria pouco depois, no dia 1º de maio. No evento houve um exibição de tiros de bacamarte, arma-símbolo de Pernambuco cujo estampido é ensurdecedor, um belo espetáculo. Existe até uma federação de bacamarteiros no Estado.

Como é padrão nos lançamentos da Fiat em autódromos, pista total, livre, sem chicanas artificiais para reduzir velocidade, e a novidade pôde ser explorada sem restrições por todos, inclusive pelo editor-chefe do Ae, na época editor de testes e técnica da revista Autoesporte

Era um desempenho inimaginável para um carro daquele porte e aplicação, com seu motor, importado, de apenas 1.372 cm³ (80,5 x 67,4 mm), 118 cv a 5.750 rpm e 17,5 m·kgf a 3.500 rpm, taxa de compressão 7,8:1 e 0,8 bar de pressão de superalimentação (tinha até manômetro!) pelo turbo Garrett T2, com interresfriador, e injeção multiponto Bosch Jetronic L 31.

Sua velocidade máxima declarada era de 195 km/h e a aceleração 0-100 km/h, em 9,2 segundos. Pesava 975 kg e vinha corretamente dotado de pneus 185/60HR14. A altura de rodagem era 10 mm mais baixa em relação ao Uno normal.

Marcou época, foi produzido até 1996.

Ae
BMW (ilustração de Matheus Mari)


Leões são o símbolo da Bavária. Esta região multicultural da Alemanha tem espírito guerreiro e acolhe em sua corte um dos mais respeitados soberanos entre os reis do mundo do automóvel. O rei das selvas aparece imponente no brasão da Bavária e é também nesta terra que reina um fabricante primoroso e conquistador. BMW é seu nome, simples e congruente, esta sigla vigia aquela empresa que faz carros e simplesmente os faz muito bem.

Brasão da Região da Bavária

A região mais austríaca da Alemanha oferece ainda aos seus habitantes outras maravilhas, como a Oktoberfest, cervejas, cervejarias e uma cultura pujante. Estive lá apenas uma vez, muitos anos atrás, mas ainda tenho presente a lembrança da aura local.

Lembrança da Bavária



A Ford, às voltas com problemas de tecnologia de bordo, baseará a próxima geração do sistema Sync no ONX da BlackBerry Ltd., não mais no Windows da Microsoft, segundo pessoas informadas do assunto. Usar o QNX será menos custoso do que a licença da tecnologia da Microsoft e melhorará a flexibilidade e a velocidade do próximo sistema Sync, disseram essas pessoas, que não quiseram se identificar porque a decisão não foi tornada pública. A Ford tem mais de 7 milhões de veículos nas ruas com o software Microsoft de comando de voz Sync para fazer chamadas telefônicas e tocar músicas.

O presidente executivo da Ford, Alan Mulally, tido como candidato a executivo-chefe da Microsoft até o começo deste ano, acompanhou a queda da Ford nas pesquisas da J.D. Power & Associates e da Consumer Reports, com clientes reclamando de mau funcionamento dos sistemas de tecnologia e das telas táteis. A Ford disse que a qualidade dos seus veículos tem “embolado” em cada um dos três anos passados e não atingiu seu plano de melhorar esses resultados em 2013.

Melhorar o Sync é crucial para a Ford atrair compradores que cada vez mais procuram estar conectados o tempo todo. Tecnologia de bordo é ponto de venda mais forte para 39% de quem compra carro e mais que o dobro dos 14% que dizem ser primeira consideração os tradicionais números de desempenho como potência e velocidade, segundo estudo feito pela consultoria Accenture divulgado em dezembro.

Apple, Google

Jay Cooney, um porta-voz da Ford, não respondeu imediatamente ao telefone e às mensagens por e-mail fora do horário comercial. Peter Wootton, porta-voz da Microsoft que trabalha para a Waggener Edstrom, se recusou a comentar. Paul Leroux, porta-voz da QNX, idem.

As marcas Ford e Lincoln ficaram em 26º e 27º em 28 marcas na pesquisa anual de confiabilidade da Consumer Reports divulgado em outubro. Enquanto a linha de luxo Lincoln igualou-se na média da indústria no estudo Qualidade Inicial da J.D. Power, em junho, o xará da fabricante terminou em 27º em 33 marcas.

As empresas de tecnologia estão batalhando por maior presença nos veículos. A Google Inc. anunciou aliança com a General Motors, Honda, Hyundai e a fabricante de chips Nvidia Corp. em janeiro para trazer o sistema operacional Android para os carros. A Apple Inc. está trabalhando com a BMW, Daimler, Nissan e outros para introduzir o sistema operacional iOS em carros com aparelhos como o iPhone.

O QNX Software Systems da BlackBerry pode ser encontrado em carros Audi e BMW, segundo seu site. A QNX e a Microsoft são os principais fornecedores de software para sistemas operacionais de automóveis, segundo a pesquisadora IHS oSuppli.

A BlackBerry, então denominada Research in Motion Ltd., comprou a QNX Software Systems em 2010 por US$ 200 milhões. Além de estar nos carros, a tecnologia QNX é usada para controlar usinas nucleares e pelos militares americanos em aparelhos voadores não tripulados. Seus clientes incluem a Cisco Systems Inc, General Electric e Caterpillar. (Automotive News)
Fotos não creditadas: divulgação

Puma GT (foto O Globo)



Quem acabou com o automóvel foi o navio.” – LJK Setright


Leonard John Kensell Setright (1931-2005), historiador, músico, escritor, advogado, motociclista, piloto de testes e teólogo inglês, foi certamente o mais erudito autor que já escreveu sobre carros. A frase acima foi usada repetidas vezes por ele para defender uma teoria de que, ao invés dos famosos “carros mundiais”, o ideal é que cada povo e país pudesse projetar seus próprios automóveis. A antítese completa do mundo moderno, onde o caminho é claro para a padronização.

É claro que é algo impossível a completa proibição de exportação que a frase deixa implícita ser o ideal; o absurdo aqui é usado para nos fazer pensar apenas. Apesar de absurda, faz todo sentido, se é que me entendem. Nós adoramos a latinidade e a óbvia aura italiana de um Fiat ou um Ferrari dos anos 1960. Também preferimos, sem saber muito por que, um Charger 1969 ou um Buick GNX a qualquer outra coisa que tenha saído dos Estados Unidos de hoje. Até os japoneses são ainda mais japoneses em seus pequenos kei-cars. E certamente tenho saudades dos antigos Mercedes-Benz sóbrios e arrogantes em sua falta de decoração eminentemente teutônica. Mesmo que a Alemanha, de certa forma, tenha ditado com sua lógica e culto à engenharia, e por conseqüência a eficiência, o padrão básico do automóvel moderno, hoje mundial.

O que Setright dizia na verdade é que os carros deveriam ser um reflexo dos países e do povo que o criaram, e assim seriam adaptados totalmente ao seu ambiente. Quase como Darwin provou ser o caso com os seres vivos. O temperamento do povo, a topografia das estradas, e as características das cidades definiriam os automóveis de um país.


Um Alfa Romeo em sua terra natal: um completa o outro. (foto: villasanrafaello.com)



Mercedes continua mostrando o caminho

Felipe Nasr é confirmado como piloto-reserva da Williams e a F-1 abre espaço para as mulheres





Nico Rosberg e seu Mercedes na pista do Bahrein (Foto Mercedes-Benz Media)

Magnussen: novamente mais rápido que Button (Foto McLaren Media Centre)

Terminada a segunda sessão de treinos de pré-temporada da F-1, os motores Mercedes continuam mostrando superioridade frente aos rivais Ferrari e Renault tanto em desempenho quanto em confiabilidade. Dos 24 pilotos que foram à pista do Bahrein, os motores alemães impulsionaram sete dos dez mais rápidos, incluindo Felipe Massa (oitavo) e a dupla da equipe de fábrica, com Nico Rosberg liderando Lewis Hamilton. Esta semana a categoria realiza a sua terceira e última fase de avaliações, entre os dias 27 de fevereiro e 2 de março, antes do início do campeonato, em 16 de março, na Austrália. Mais do que experimentar novas soluções de aerodinâmica e suspensão, esses testes vão definir a especificação dos motores para a toda a temporada, parâmetro que deve ser apresentado à Federação Internacional do Automóvel (FIA) até o último dia deste mês.
Fotos: Paulo Keller e autor



Os leitores certamente se lembram que estive no lançamento do novo Focus, realizado em Mendoza, na Argentina, em setembro, seguido de amplo post sobre o novo Ford. Fora mudanças de estilo e incorporação de itens da alta tecnologia minuciosamente citados naquele post, o grande salto no Focus foi, sem a menor dúvida, a adoção da injeção direta de combustível num motor previsto para funcionar tanto com a gasolina alcoolizada brasileira, quanto com álcool, puros ou misturados, dentro do conceito de ser flexível em combustível. Mas por questão de logística, já que o Focus é fabricado na Argentina, os carros da apresentação eram versão de mercado "não Brasil", que além de não serem flex rodaram com gasolina de lá, no caso a Super de 95 octanas RON, sem álcool. Outro motivo para isso foi o lançamento atender a imprensa brasileira e também toda a imprensa latinoamericana, em que não lhes interessava absolutamente dirigir uma versão que nunca terão em seus países.

Linhas atuais envolvem um excelente motor

Por isso, deixei Mendoza curioso sobre como seria o funcionamento do Focus 2-litros de injeção direta com álcool, o que só veio a ocorrer nos últimos dias. A curiosidade, além de natural, tinha outro motivo, o de que vinha sendo falado de que injeção direta e o nosso álcool puro eram incompatíveis. A razão, alegava-se, era não haver tempo suficiente para completa vaporização do álcool — bem mais difícil do que a gasolina, como se sabe — no breve intervalo de tempo entre a injeção e a ignição. Isso era dito não só pela própria Ford, como num workshop organizado pela fabricante ao qual compareci, dito por um engenheiro de motores, como nas conversas com as engenharias de outros fabricantes. Seria possível a injeção direta só se o álcool contivesse 15% de gasolina, que agiria como um "catalisador" no sentido de ajudar a vaporização. Inclusive, existe exatamente o mesmo motor Duratec aplicado no Focus comercializado nos EUA numa versão flex. Só que lá o álcool é o chamado E85, expressão que significa mistura de 85% de álcool anidro (sem água) e 15% de gasolina.
Fotos: autor




O ano de 2014 representa vários aniversários significativos na História da França. Há 100 anos, em 1914, começava a Primeira Guerra Mundial, então chamada de “Grande Guerra” por ainda não haver a segunda. A maior parte dela se desenrolou na própria França, apesar de ter participantes ambos perto e longe do país. Setenta anos atrás, em 6 de junho de 1944, houve a invasão aliada nas praias da Normandia, o que ficou conhecido como o “Dia D”, que no fim resultou na libertação da França do jugo alemão. E há 60 anos, em 1954, a França sofria uma sangrenta e trágica derrota no vale infernal de Dién Bién Phu, significando o fim da colônia da Indochina e a formação dos novos países, Laos, Camboja e Vietnã.

Os franceses estão no mínimo observando o centenário do início da Primeira Guerra Mundial, celebrando os acontecimentos da Normandia e, por motivos difíceis de compreender, convenientemente esquecendo a vergonhosa derrota em Dién Bién Phu.

1914
Na Retromobile não havia referências diretas à Normandia. Isso vai só acontecer quando a primavera e o verão chegarem daqui a pouco. Mas havia uma apresentação completa sobre o início da primeira guerra. Como era seu hábito fazer, os alemães começaram a guerra invadindo a França. E quase chegaram a Paris, o que teria significada mais uma vez a derrota do estado francês e provavelmente o fim da guerra com uma vitória alemã e austro-húngara. Mas foram carros que salvaram o dia para os franceses. Carros, e não blindados, aviões, canhões ou artilharia? Sim, carros mesmo. Não havendo condições de transportar a infantaria francesa de Paris até o Vale do Marne, a uns 60 km a leste do capital, para enfrentar o avanço alemão, o exército francês apropriou milhares de táxis parisienses para levar as tropas. A maioria era táxis fabricados pela Renault. Carros normais, nesse caso cheios de tropas e as suas armas leves.

Táxi Renault 1914

Carlos Ghosn, executivo-chefe da Nissan Motor Co., prevê aumento da lucratividade do segundo maior fabricante do Japão em 2014 depois que a empresa perdeu os ganhos com a desvalorização do iene que favoreceu os exportadores. “Podem apostar no fato de que 2014 verá um aumento comparado com 2013”, disse Ghosn numa entrevista ontem em Thimphu, capital do Butão, na Ásia, onde ele anunciou acordo para fornecer Leafs para a frota governamental, sem informar o montante do negócio.

A Nissan, que lucrou mais do que qualquer outro fabricante japonês dois anos atrás, provavelmente gerará menos margens do que seus pares domésticos no ano fiscal que termina em março, enquanto o iene mais fraco contribuiu para elevar os ganhos de fabricantes como a Toyota a níveis recordes, segundo estimativa de analistas compilada pela Bloomberg. Isto se deve em parte à Nissan ter dado mais incentivos nos Estados Unidos do que qualquer outro fabricante asiático, resultando em queda do faturamento lá. Ghosn disse não esperar que continuem os incentivos e que as margens melhorem nos EUA.