google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Fotos: autor
Este é o novo brinquedo da garagem, uma F-100 V-8 1976, cor turquesa Laguna

Meus carros têm nome. Sim, eu confesso, sou um daqueles malucos que dá nome aos automóveis e se pega conversando com o veículo. Concordo com a maioria das pessoas "um automóvel é só um amontoado de peças, lata, vidro, borracha...", mas pertenço a minoria maluca que acredita que essa junção de peças carrega sentimentos.

Já citei isso antes, em postagens mais antigas aqui mesmo no AUTOentusiastas, mas agora o motivo é nobre. Depois de muito tempo caçando uma F-100, enfim consegui uma do jeito que queria, a última safra das V-8. Há alguns anos tive uma dos anos tive uma 1962, primeira série com a cabine "bolinha" e a caçamba grande (os modelos mais belos na minha opinião) e também uma 1965, modelo passeio, uma versão luxo da época, mas as duas tinham um item que me desagradava: a suspensão dianteira.

Minha ex caminhonete F-100 Passeio 1965, carro que necessitava de restauração
A última série das F-100 de cabine redonda com a caçamba quadrada, o conjunto que mais admiro.


Foi anunciado no Palácio do Planalto, em Brasília, anteontem, pelo presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, o investimento de 170 milhões de euros (R$ 520 milhões) na fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná, para a produção do novo Golf no Brasil, baseado na nova plataforma modular da VW mundial, a MQB. O início da fabricação do novo Golf é previsto para 2015 e terá motores flexíveis.

Este investimento se faz necessário para adaptar e ampliar a capacidade da fábrica de São José dos Pinhais, hoje a mais moderna fábrica da VW no Brasil, para receber a produção do novo Golf. Ele dividirá a linha com Fox, CrossFox e SpaceFox. O Golf antigo, que também é produzido em São José dos Pinhais, sai de linha.

Segundo Thomas Schmall, o programa Inovar-Auto do governo brasileiro teve um grande peso na decisão de se trazer a produção do Golf para o Brasil. Ele também afirmou que o carro será idêntico ao que hoje é fabricado na Alemanha em nível de equipamentos e de segurança, não será simplificado para o mercado brasileiro. Sabemos que alguns fabricantes simplificam o acabamento dos projetos mundiais que são vendidos aqui, para cortar custos, uma vez que o mercado brasileiro é menos exigente que o europeu. Não será o caso do Golf, pelo que Thomas Schmall afirmou.
Jutta Dierks, vice-presidente de Vendas e Marketing, e Thomas Schmall, presidente, da VW do Brasil

Este valor de 520 milhões de reais soma-se aos R$ 8,7 bilhões já planejados pela VW para serem investidos no Brasil entre 2012 e 2016. A intenção da VW é, ao longo dos anos, trazer suas plataformas mundiais para todos os veículos do mercado brasileiro, inclusive os de entrada, sendo o Golf apenas o início desta tendência, substituindo nosso defasado Golf geração "4,5" pelo geração 7, a atual na Europa. Vale lembrar que, três gerações depois, o novo Golf é um carro muito diferente do atual: sua distância entre eixos cresceu nada menos que 12 centímetros, tendo ficado 6,5 centímetros mais largo, o que se reflete em um grande aumento de espaço interno, suficiente para colocá-lo em um segmento de mercado superior.

Nesta fábrica também deverá ser produzido futuramente o Audi A3, que utiliza a mesma plataforma do Golf.

CMF




Fotos: Paulo Keller


Basicamente, a série especial do Punto BlackMotion é a versão mais chique e luxuosa do Sporting. Mesmo motor, mesma suspensão, mesmo bom conjunto que faz dele um carro gostoso de guiar, principalmente para aqueles que apreciam o peculiar tempero dos carros italianos. Sendo, assim, irmão gêmeo do Sporting, o que for aqui levantado sobre a dinâmica do BlackMotion vale também para o Sporting. 

Na estrada ele é pregado no chão. Vai reto e seguro, seguindo impassível, estável, um estradeiro de primeira linha, bom para viagens longas Muito bom de curva; rápido e sempre no trilho, preciso e obediente. É planejar uma linha, imaginar traçando-a no asfalto adiante, e facilmente seguir por ela fazendo uma linha limpa. Bom de lenha e também bom de suavidade na estrada. O motor 1,8 16V E.torQ, que rende 132 cv e 18,9 m·kgf, (álcool), não deixa a desejar, já que, segundo a Fiat, o leva a 100 km/h em 9,6 segundos e a 190 km/h de máxima; bons números para um hatch "apimentado".

Porém, o BlackMotion é tão bom de chão que ele como está daria facilmente conta da motorização do T-Jet, o 1,4 turbo de 152 cv. Para dar conta dessa potência extra ele não precisaria ter a suspensão calibrada para ser ainda mais esportiva, mais firme, tal qual a do T-Jet. Digo isso porque o BlackMotion, a meu ver, está com excelente acerto de suspensão. É firme e rápida, porém confortável. Resumindo, sua esposa não reclamará que o carro é duro, nem você reclamará que o carro é mole. Caso você queira dar umas puxadas em trechos próprios, e se for suave na guiada, sua patroa não perceberá a velocidade, pois o isolamento acústico é bom, a 5ª marcha é razoavelmente longa, e o carro segue firme, sem oscilações. A 120 km/h em 5ª e última marcha o giro vai a 3.450 rpm; adequado para a relação motor-carro. Eu não pediria câmbio mais longo nem mais curto. Há a opção do câmbio robotizado Dualogic Plus, cujas relações de transmissão são exatamente iguais às do câmbio manual.
 
Punto ficou mais atraente nesta versão BlackMotion





End. eletrônico: edita@rnasser.com.br                Fax: +55.61.3225.5511          Coluna 4013  02.out.2013

Melhor, referência, chega o Focus 3
Sempre bom, bem acertado, equilibrado, estável, o Ford Focus chega à terceira geração. Versões hatch 1,6, 16 válvulas, 135 cv, ou opcional 2,0, também 16V, com injeção direta e 178 cv. Câmbio manual 5-marchas ou robotizado, com 6 por duas embreagens.
Feito na Argentina, no 1,6 motor e câmbio brasileiros; 2,0, motor dos EUA complementado no vizinho país, jogo duro contra o gasto de divisas, câmbio alemão Getrag, da Ford, dupla embreagem. Suspensão McPherson frontal, traseira independente multibraço, freios a disco nas 4 rodas com eletrônica de controle — exceto a versão básica, S , direção rápida — umas 2 e ½ voltas de batente a batente —, assistência elétrica.
Estilo melhorado, o sedã tem frente lembrando o Mustang, sem as barras cromadas, e traseira com mais personalidade. Projeto mundial, tem dedo brasileiro nos dois “Z” que ligam os traços nas laterais. Bom coeficiente de resistência ao ar: 0,28. No hatch, lanternas traseiras melhor integradas.
Lançamento argentino em Mendoza, onde 3% é um deserto elegante. Os outros 97%, pedregoso, cenário de western spaghetti. A área reduzida, onde se produz bom vinho Malbec e a torna capital da azeitona e do azeite sul americanos, é regada com a água das geleiras dos Andes, visíveis e a três horas de automóvel. Estradas boas, lisas, sem buracos ou emendas — a corrupção que estraga as nossas ainda não chegou lá —, mas inadequadas ao teste. Deveria ter sido ao nível do mar para que a maior pressão atmosférica mostrasse a realidade do uso. Para os brasileiros, andar 125 km foi apenas referência, pois os automóveis, todos 2,0, eram da frota da Ford na Argentina e, por isto, originais ao consumo de gasolina pura, no caso a Fangio, 98 octanas, diferindo dos nacionais aptos à miscela de álcool e gasolina.
O motor 2.0 será referência, reunindo conceitos importantes, como a injeção direta, e a novidade tecnológica da partida a frio — até 10 graus negativos —, sem o humilhante tanquinho de gasolina, ou pré-aquecimento do sistema ou dos bicos. Partida a seco, válvulas fechadas, impressionante pressão de injeção. Para ideia, se um turbo sopra pressão de uma atmosfera, a injeção se dá a equivalente a 150 turbos! O combustível se microvaporiza e ignita. Potência aumentou em ambos os motores. O Sigma 1,6, e ótima configuração, todo em alumínio, feito na pioneira fábrica do dr Jorge Rezende, em Taubaté, SP vem ganhando potência. Chegou aos 135/131 cv (álcool/gasolina), com uso de tecnologia humana: respira e expira melhor por aumento dos dutos. O 2,0 é referência em tecnologia não apenas pela potência relativa à cilindrada, mas como primeiro flex com injeção direta em todo o mundo. Torque bom, 21,5 m·kgf a gasolina e 22,5, a álcool. Não havia hatches com motor 1.6 disponíveis.
Observações de uso superficial, 4 pessoas — prestigiado pela equipe de design liderada pelo João Marcos Ramos — há qualidades que avultam: as sensações de condução, a firmeza na rolagem, os ótimos freios, direção precisa, e o motor, plano, suave, enchendo desde as baixas rotações, mudando as marchas do cambio robotizado Powershift ao máximo de 6.750 rpm — sem tranco, tanto nas mudanças ascendentes, quanto as descendentes até engrazar a primeira marcha. A carroceria é rígida, sem torcer prejudicando a vedação termo-sonora, um dos pontos altos da rolagem confortável do sedã.
Foto: autor


Não sei qual o substantivo adequado para descrever a situação dessa foto, se incompetência, burrice ou má-fé. Ou os três juntos. Num trânsito complicado por natureza com o da cidade em que resido, a operadora  chamada Companhia (?) de Engenharia (?) de Tráfego promove uma insanidade dessas por causa da demarcação de faixa exclusiva de ônibus. Só poderia dar no que deu, mais lentidão. O local mostrado na foto é a av. Washington Luís, no viaduto sobre av. Jornalista Roberto Marinho.

Observe a largura da faixa: ele comporta dois carros, meio apertado mas comporta e, entretanto, não há a linha demarcatória. Chega a ser surreal. Eu já havia comentado isso, as novas faixas extra-largas, em outro post, mas essa situação que presenciei quando fui devolver o 408 Griffe à Peugeot nesta segunda-feira me pareceu mais apropriada para expor e comentar com o leitor essa loucura oficial.
Fotos: autor
Visual da dianteira agradável, sem o "bocão" da marca

O Peugeot 408 chegou em fevereiro de 2011, substituindo o 307 sedã, em três versões, Allure, Feline e Griffe, todas 2-litros flex, com câmbio manual de 5 marchas ou automático epicíclico de 4 na primeira e apenas automático nas duas superiores. Onze meses depois era a vez da versão Griffe THP, com o eficiente e amplamente utilizado pela PSA e pela MINI motor 1,6-litro turbo de 165 cv, de projeto BMW, associado ao transeixo Aisin AT6 de seis marchas, enquanto Allure e Feline 2-litros continuavam com o automático AT8 de quatro marchas (no lugar do AL4) que, mesmo tendo sido retocado na sua eletrônica de comando e apresentado bom funcionamento, ainda não era o ideal. Finalmente, em agosto, o Peugeot apresentou o 408 modelo 2014 cuja principal mudança foi a adoção do câmbio AT6 de seis marchas no lugar do de quatro, concomitantemente com a eliminação da versão Feline. Agora as versões são Allure 2,0 manual 5-marchas ou Allure 2,0 automática 6-marchas — esta objeto deste teste — e Griffe THP, automática apenas.

Eu já havia dirigido, recentemente, também em agosto, a combinação 2-litros-Aisin AT6 no Citroën C4 Lounge, que fiz questão de experimentar na apresentação à imprensa em Mendoza justamente para ver o resultado. Como se sabe, Citroën C4 e Peugeot 408 são "clones", de mesma plataforma, abrigados sob o guarda-chuva da PSA Peugeot Citroën.

Estilo elegante e com personalidade
Fotos: Divulgação/ Organizadores dos eventos.
Itatiba, SP - próximo a capital, encontro agradável e bom para ir com a família e passear pela região

É com grande satisfação que informamos, nossa recém-criada Agenda AUTOentusiastas está na sua segunda edição e começa a se tornar referência. Recebemos muitos e-mails divulgando os encontros de outubro. Para melhor visualização, colocaremos por estado e na ordem dos eventos.
O primeiro final de semana de outubro começa com possibilidades para antigomobilistas de todo o Estado de São Paulo. Próxima à capital, Itatiba faz as honras. Na região entre Mogi-Mirim (SP) e Poços de Caldas (MG) é a pequena e acolhedora cidade de Aguaí que abre suas portas aos veículos veteranos. A terra do calçado masculino, Franca, cidade próxima a Ribeirão Preto, mais uma vez recebe os veículos antigos, no evento organizado pelo CAAF.

Aguaí, SP – 6 de outubro –  região entre Mogi-Mirim, SP e Poços de Caldas, MG.
Franca,  próxima a Ribeirão Preto, é uma boa opção para todo o final de semana.



Os anos sessenta foram marcados por duelos épicos nas competições automobilísticas. Entre um dos mais marcantes, e que mais trouxe frutos aos amantes do esporte e de belos carros, foi entre Ferrari e Ford.

O final desta batalha acabou com a Ford finalmente vencendo a Ferrari em seu principal território, as corridas de longa duração de carros esporte. Depois de muito tentar, a Ford conseguiu bater a equipe do cavallino rampante com os lendários GT40, sob o controle de Carroll Shelby.

Antes do sucesso dos GT40, a Ford já vinha brigando a ferro e fogo com o seu nome representado pela equipe do texano Shelby e seus hot rods chamados Cobra. Ao colocar grandes e potentes V-8 americanos nos leves AC Ace ingleses, unindo leveza e força bruta, Shelby conseguiu se igualar em desempenho aos modelos europeus.


Lenha na fogueira

FIA propõe combustível único para a F-1. A emoção de um novo Acordo de Concórdia ainda não assentou e já tem muita gente preocupada com a nova proposta. Sem falar em um calendário de 22 corridas...


Medida cheira moeda de troca
 
Cingapura está garantida para 2014 (foto Sauber/Reinhard)
Em qualquer atividade humana a contusão que mais dói é aquela que afeta o bolso. E jamais será a F-1 a contestar este fato consumado. Por isso mesmo soa como moeda de troca as últimas propostas de Jean Todt, atual presidente da Federação Internacional do Automóvel (FIA), para replicar na área de combustíveis o que já acontece com os pneus. Em outras aceleradas, estabelecer um fornecedor único para todas as equipes, medida que tem poder de alta octanagem para afetar as finanças já combalidas de várias equipes da categoria. Não é nada, não é nada, estima-se que as petroleiras que atualmente participam ativamente da categoria são responsáveis por um investimento que beira duas centenas de milhões de dólares no orçamento das equipes envolvidas.
  
FIA quer provedor único de combustível (foto Sahara Force India)

Foto: www.grandprix.com
O quartel-general da FIA, 8, Place de La Concorde, Paris

Anunciada nesta sexta-feira em Dubrovnik a renovação do famoso Acordo de Concórdia, que vai influir na próxima eleição da FIA. No Chile, governo libera a importação de carros de corrida usados

Acordo de Concórdia é renovado
“Podemos nos orgulhar deste acordo, que estabelece um cenário mais eficiente para a administração do Campeonato Mundial de F-1 da FIA”. Estas foram as palavras de Jean Todt, atual presidente da Federação Internacional do Automóvel, ao anunciar nesta sexta-feira (27/9), em Dubrovnik, Croácia, a renovação do famoso Acordo de Concórdia para o período 2013–2020. Criado em 1981 diante do impasse entre a categoria e a Federação Internacional do Automobilismo Esportivo (FISA), braço desportivo da FIA e então reguladora do esporte em nível mundial, o acordo estabelece, entre outros pormenores, o valor que a FOM (sigla em inglês para Administração da Fórmula Um) paga à FIA pelos direitos comerciais de explorar o mundial da categoria. Este documento é considerado o principal item na batalha eleitoral pelo controle desta entidade e que ocorrerá em dezembro.

Preparando-nos para sair do estacionamento do hotel em Mendoza. Ao volante, o Fernando Calmon nessa primeira etapa; na seguinte, eu

O novo Focus foi apresentado à imprensa brasileira e sul-americana nesta sexta-feira, em Mendoza, na Argentina e o AE estava lá, a convite da Ford. Gostou do que viu e sentiu. O Ford fabricado na Argentina, em General Pacheco, na Grande Buenos Aires, a 37 quilômetros a noroeste da capital, passou por grande mudança em sua terceira geração e chega com força para disputar o mercado dos médios. O estilo atualizou-se, em especial o hatchback, cujos grupos óticos traseiros "desceram" das colunas e estão num local que ser harmoniza mais com o resto do carro.

A maior novidade, sem nenhuma dúvida, é a injeção direta de combustível do motor 2-L Duratec Direct Flex, que trouxe grande aumento de potência, 175 cv/178 cv, a 6.500 rpm, gasolina/álcool, ante 143 cv e 148 cv, a 6.250 rpm com injeção no duto. É o primeiro motor flex de injeção direta do mundo, que começou pela versão de mercado americano, onde o álcool contém 15% de gasolina (E85), para depois chegar ao Brasil, com o nosso exclusivo álcool puro (E100). É o único motor do sedã e pode vir opcionalmente no hatchback.

Potência de 178 cv e nada de capas para esconder o motor

Caros leitores: aguardem o post sobre o novo Ford Focus, hoje excepcionalmente às 13 horas em vez do nosso horário habitual de novos posts, 12 horas.

Bob Sharp
Fotos: autor e divulgação
Versão Trekking: Adventure brasileiro faz escola

Com motor MultiAir Turbo 1,4, o Fiat 500L apenas lembra visualmente o pequeno Cinquecento. Muito mais espaçoso, seu interior é de minivan. Um clássico caso de "parece, mas não é”. Para os leitores com maior quilometragem, ele recorda exatamente o slogan do Denorex, xampu anti-caspa dos anos 1980, que parecia remédio, mas era xampu. O 500L parece o Fiat 500, mas não é. Bem mais longo, com 4.250 mm de comprimento, sua plataforma básica vem do Punto e tem apenas alguns acessórios e recursos visuais para lembrar o pequeno 500. Parece um carro, um hatch, mas não é. Sua arquitetura, principalmente interna, é de monovolume, apesar do capô pronunciado. Tanto que Betim estuda sua produção por aqui para substituir o Idea, outro monovolume. Nada existe de oficial, mas o Idea não embalou mais em vendas mesmo se tornando o “carro do Papa” aqui no Brasil.

Apesar do visual, o 500L nada tem a ver com o Cinquecento

Lembra o Diablo, e com motivo

Em 1987 a Lamborghini foi comprada pela Chrysler, que via no fabricante italiano um negócio atraente para expandir sua capacidade de fazer carros exclusivos e vendê-los com muito lucro. Até mesmo um motor Lamborghini na Fórmula 1 existiu, de 1989 a 1992, através dessa injeção de dinheiro, que visava tirar o honorável fabricante italiano dos problemas financeiros de muitos anos, algo que até mesmo Franco Gozzi (1932-2013), o veterano assessor de imprensa e braço direito de Enzo Ferrari, lamentou certa vez. Diante de um Silhouette com o qual o jornalista Mel Nichols fora visitar a fábrica do Commendatore, ele disse, balançando lentamente a cabeça: “Que tragédia que as coisas estejam tão ruins para uma empresa que faz carros como esse”.

Óbvio que entrar na casa italiana com soluções americanas não poderia dar cem por cento certo, e alguns funcionários e prestadores de serviços resolveram abandonar a área, levando com eles décadas de conhecimento.

Quase ao mesmo tempo, Claudio Zampolli, um ex-engenheiro de testes de desenvolvimento que trabalhou na Lamborghini de 1966 até 1973 nos projetos do Miura e do Countach, fundou uma empresa junto com o produtor musical e compositor Giorgio Moroder, para fabricar um carro considerado excessivo.

Um modelo não funcional ainda na Lamborghini. Seria bastante modificado.













End eletrônico: edita@rnasser.com.br                      Fax: +55.61.3225.5511           Coluna 3913  25.setembro.2013
O bem que a Toyota faz à Argentina
Com orgulho o governo argentino anunciou investimentos e planos não divulgados pela Toyota no Brasil. No parceiro do Mercosul, a japonesa investirá 800M de dólares para receber a nova geração IMV de seus picapes Hilux e o utilitário esporte SW4.
Festa argentina não é pelo aporte, mas por sua missão. A Toyota de lá quer fazer 140 mil destes veículos após as obras em sua fábrica em Zárate, beirada de Buenos Aires. O volume é assemelhado à capacidade da marca em suas duas fábricas brasileiras, onde faz Corolla e Etios, mas a diferença de propósitos é enorme. Num comparativo simploriamente numérico, o Brasil neste ano fará 143 mil veículos e exportará em torno de 26.500 — menos de 20% do total. No projeto argentino a relação é diferente. Das 140 mil unidades a ser produzidas, as exportações são projetadas em 110 mil, grosso modo 70%, destinando-se a suprir toda a América Latina, a começar pelo Brasil, cliente maior.
Ao tornar sua empresa base de abastecimento continental, a Toyota dá empregos diretos e indiretos. Seu projeto na Argentina é muito mais interessante para o país, relativamente à atuação da empresa no Brasil, mercado cinco vezes maior que o do vizinho. Projeta o governo de dona Cristina Kirchner, surfando na boa notícia em difícil época eleitoral, as exportações da Toyota em 2015 representarão 1,2B de dólares.
Registro de crescimento, em 2005 a Toyota fazia circa 15.000 unidades anuais, crescendo quase 1.000% num período aproximado de 10 anos.
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Cross, o próximo Etios
Tentando correr atrás do Hyundai HB20, sua referência de mercado, lançado em data próxima, mas de quem tomou surra desanimadora por má recepção, a Toyota insiste no Etios. Não pode desistir, não tem tempo hábil para mudanças externas. Ao lançamento, enquanto o HB20 escriturava filas, seu Etios sobrava na fábrica e nos revendedores, provocando crescentes descontos para desovar os imprevistos estoques, e um relançamento disfarçado, corrigindo as críticas da imprensa e reclamações dos compradores. Além destas alterações a Toyota criou novidade para aproveitar o 13º salário, as festas de final de ano e as férias, quando a razão é usualmente embaçada pela emoção, e pretende aumentar vendas com a versão Cross.
Nada novo ou criativo, segue o receituário criado pela Fiat, inventora do sub-segmento, seguido com amplidão, mesclando a fórmula aviada pela dita coreana em sua versão S do HB20, e busca socorro no VW CrossFox, situando o carro no topo da tabela, e aplicando pintura sólida, mais barata que a metálica oferecida pelo HB20.
Fórmula conhecida, pouco criativa, uma polegada a mais em distância livre ao solo, apliques de plástico nas laterais, revestimento no para-choque frontal para sugerir ser peça resistente, arcos no teto, adesivos, spoiler, rodas aro 15 pol., em liga leve. Função prática, nenhuma e tão desconhecido quanto improvável ganho em performance para o sugerido pelo nome.
Furo pelo sítio Autoblog.ar, autor das fotos.

Etios Cross. Mira o HB20, mas na decoração...

...copia o VW CrossFox

Fotos: Bill Egan, Rafael Tedesco, PK e MAO (AE)



Eu estava realmente me divertindo. Em qualquer marcha que estivesse, era só pisar para ouvir aquele sofisticado, discreto, mas rasgante berro do pequeno seis em linha, acompanhado de um empurrão gostoso nas costas. Com aquele câmbio de relações longas, a aceleração é comprida, esticada, um longo passeio até a faixa vermelha que é demais de bom, e extremamente viciante. E quase completamente livre de vibrações indesejadas, apenas o suficiente para se sentir aquela gostosa impressão de algo vivo, pulsante e real que só um motor de combustão interna nos dá. O oposto completo do tão falado motor elétrico, que de tão perfeito chega a ser inerte, insosso e virtual como um videogame.

O tráfego não deixava atingirmos as altas velocidades de cruzeiro nas quais a peruinha está feliz e em casa; mas mesmo assim, era uma delícia o modo com que, em qualquer marcha que estivesse, a resposta  satisfazia. O carro na estrada é simplesmente sensacional; a direção, pesada a baixas velocidades, fica perfeita, a estabilidade direcional é incrível, a aerodinâmica bem cuidada mantendo baixo ruído interno. O incrivelmente preciso e multifuncional computador de bordo, apelidado por meu amigo RT de HAL9000 (o computador inteligente que dizia "bom dia, Dave" mas secretamente plotava seu assassinato no famoso filme de Stanley Kubrick "2001, uma odisséia no espaço"), marcava bem razoáveis 10 l/100km, e agradáveis 24 graus Celsius de temperatura lá fora. A minha peruinha BMW 328i pode já ter passado dos 15 anos de idade (aos 17, está bem perto dos 20 na realidade), mas ainda tem uma saúde de ferro, e me deixa feliz como nenhum outro veículo que tive.  


 

Recentemente, numa viagem, aluguei um Celta por uma semana. Uma das coisas que estranhei bastante nele foi o seu marcador de temperatura. O marcador de temperatura do Celta é um mostrador dividido em quatro quartos. A primeira marcação dele é o motor frio e a última é o vermelho (superaquecimento). Pois bem, saindo com o carro, reparei que o ponteiro demorava para se mexer. Problema de termostática, imaginei. Porém, mesmo pegando pista expressa, o ponteiro não baixava, o que não condiz com uma situação de termostática defeituosa. Além disso, o carro alugado era novo demais para já estar com esse tipo de problema.

Outra coisa estranha: ao pegar trânsito com o carro, quando o marcador chegava um pouco antes de 3/8 (o meio do caminho entre ¼ e ½), entrava a ventoinha. Sabendo que a ventoinha entra por volta de 100 °C, concluí que o 3/8 da escala indicavam 100 °C. O ponteiro baixava até o pouco acima do ¼ novamente, que imaginei ser a marca de 90 °C. Quando pegava pista expressa, o ponteiro ali ficava, cravado na marca de ¼, condizente com a termostática do Celta, construída para manter o motor acima de 92 °C ± 2 °C. Ficando mais tempo com o carro, comecei a “sacar” mais o marcador e perceber o que eram suas marcações. A primeira marcação parecia ser 70 °C, porque o ponteiro demorava a se mexer.

Raio-x: carsinpedia.com
A lógica

“Cavalo que é muito manso, todo mundo monta e desce o relho”. Esse é um ditado da roça que recomenda que não sejamos sempre muito bonzinhos e calados, que é bom meter uns coices de vez em quando. É um ditado que serve para muita coisa, desde um povo explorado por governantes ladinos a uma esposa maltratada. No caso ele também serve para o Porsche 914. Explico.

O 914 não era lá muito potente, mesmo para a sua época, e já era um carro muito estável, seguro, de comportamento superior em curvas, ótimos freios, mesmo para os padrões de hoje. Em suma, no 914 sobrava carro para o motor. 

Equilíbrio (luiscezar.blogspot.com)

 

 

Custos da F-1 intrigam até Bernie Ecclestone






Ecclestone comenta finanças da F-1 (foto TracksideView)

Chefão da categoria manda recado e fala de sua preocupação sobre as finanças das equipes. Permanência de Massa na F-1 pode envolver direitos de transmissão para o Brasil


São raros os jornalistas de F-1 que tem acesso a Bernie Ecclestone tanto quanto o suíço Roger Benoit, que apesar do nome é do cantão alemão do país e é conhecido por sempre usar sapatos sem meias e portar sempre um charuto nos lábios ou nãos mãos. Correspondente do jornal Blick — um tablóide com DNA sensacionalista, mas com credibilidade acima da média para o setor —, Benoit ouviu de Ecclestone uma confissão no mínimo preocupante: duas equipes da categoria estão em sérias dificuldades econômicas e uma terceira estaria bem perto de ser incluída nesse grupo. O promotor inglês não confirmou nem desmentiu quando perguntado pelo escriba se a Sauber estaria entre essas equipes:

“Nos conhecemos há tempo suficiente para você saber que eu não tenho nada a declarar sobre isso!”, foi a resposta de Ecclestone, que ainda esclareceu uma certa mudança nas regras do jogo que o levou a construir a categoria mais ativa do esporte mundial. Não há como contestar que nenhum outro campeonato se apresenta quase que quinzenalmente em tantos países do mundo com a audiência e freqüência da F-1. Segundo Bernie, os dias de emprestar ou adiantar dinheiro para equipes em dificuldade estão longe e é algo que a atual estrutura da FOM (da sigla em inglês para Gestão da Fórmula Um), não mais permite fazer.


Eu havia dirigido o Fiat Grand Siena apenas no lançamento há um ano e meio, em Santiago do Chile e cercanias; faltava ver como ele se comporta no dia a dia na nossa terra. Como já disse aqui, nesses eventos não se tem a indispensável intimidade com o veículo, dá apenas para conhecer suas características básicas e dirigi-lo um pouco. Cada vez que via um rodando em São Paulo, pensava que devia pedir um para teste, por seu porte me chamar a atenção. Ficou realmente maior, cresceu em relação ao primeiro Siena, surgido em 1997. No post anterior sobre o Grand Siena, que está com link acima, essas diferenças podem ser vistas.

O Grand Siena custa hoje R$ 42.630, mas pode chegar a R$ 55.386 se forem pedidos todos os opcionais, o mais caro sendo o teto solar Sky Wind, nada menos que R$ 3.102. O câmbio Dualogic, já de segunda geração, com avanço lento, custa R$ 2.536, mas traz junto rodas de alumínio 6Jx16 e controle de cruzeiro. Há o kit Sublime, que o carro testado tinha, com vários itens como equipamento de áudio com todas as funções conhecidas, inclusive Bluetooth, vidros traseiros com acionamento elétrico etc, mais o câmbio Dualogic, por R$ 4.450. Sensor de estacionamento traseiro é item isolado, R$ 651, como o são os sensores de chuva/crepuscular e espelho interno fotocrômico, R$ 750.

O Grand Siena ficou grande aos olhos

A faixa incita à proibição de veículos automotores na cidade (clique na foto para ampliar)


A foto que abre este post, feita por Leandro Jefferson, de São Paulo, foi-nos enviada pelo leitor Hélcio Valvano, de São José dos Campos. É revoltante ver uma instituição bancária como o Banco Itaú emprestar seu nome a uma nojeira dessas. Claro, com a "gloriosa" CET, símbolo-mor da incompetência brasileira, por trás.

Nesta quinta-feira precisei fazer hora no Conjunto Nacional, onde fica a SAE Brasil e de onde eu saíra de reunião de pauta da nossa revista Engenharia Automotiva e Aeroespacial, da qual sou consultor editorial há dez anos. Fazer hora, esperar dar 20 horas, devido ao maldito rodízio, pois o carro com qual eu estava, um Peugeot 408 Allure automático, de teste, tinha final de placa "proibida".

Na andança pelo saguão do térreo vendo lojas, inclusive a Livraria Cultura, me deparei com uma exposição de desenhos de Andy Singer, cartunista americano, parte de um movimento que conheci ali, a "Virada da Mobilidade".

Painel "Virada da mobilidade" no saguão do Conjunto Nacional, em São Paulo

Nuvens pesadas sobre a Ferrari....(foto Sean Heavey/Barcoft Media)

O passado recente da F-1 mostra que cada equipe tem suas características, algo nem sempre lógico e fiel à realidade, mas sempre útil para o entender da estratégia desse mundo. Enquanto caía a noite, ontem, na Europa, um movimento com potencial de tsunami era notado em uma cidade-estado bem longe dali, mais exatamente em Cingapura, onde o Cirquinho do Tio Bernie se apresenta neste fim de semana. O rumor-mais-que-rumor-mas-por-enquanto-apenas-rumor que detonou a instabilidade do sistema foi uma declaração de Martin Whitmarsh, o chefe da McLaren, à reportagem da BBC quando perguntado se ele contrataria Fernando Alonso: “Sim, qualquer equipe o contrataria, ele é o melhor piloto. Não conheço sua situação contratual, mas assumo que ele está sob contrato”.
O futuro do autorama pode estar no futuro dos jovens engenheirandos
Nas três primeiras partes deste artigo, comentei duas grandes experiências não convencionais envolvendo alta tecnologia e autorama. Elas chegaram, passaram, mas deixaram frutos que, semeados, formam muito da minha base como profissional e como pessoa.

Mas será que essa experiência não poderia ser aproveitada? E se fosse multiplicada entre os jovens?

Novas aventuras

Hoje, eu diria que já atingimos um ponto onde boa parte dessa brincadeira com autorama perdeu a graça. Os smartphones que levamos nos bolsos tem potência computacional superior aos maiores supercomputadores daquela época. Acelerômetros, magnetômetros, GPS que naquela época eram sensores enormes, hoje estão dentro dos chips dos celulares.

Um microcontrolador desses dentro de um carrinho ou de um acelerador e um pouco de treino para a eletrônica embarcada, e o principiante vai brigar de igual para igual com o melhor piloto do campeonato regional, isso se ele não se mostrar ainda melhor.

Como diz o velho ditado, se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminaria empatado. Se houver a introdução em larga escala de sistemas de controle eletrônico avançados cada vez mais baratos sobre carrinhos de autorama tecnicamente perfeitos, somente a aleatoriedade nas corridas será capaz de definir um campeão. Em vez de um esporte de capacidade e habilidade, ele se torna um jogo de azar.

Vejam este controlador eletrônico moderno:

Controlador com recursos que facilitam a condução dos carrinhos

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End. eletrônico: edita@rnasser.com.br              Fax: +55.61.3225.5511            Coluna 3813  18.setembro.2013

Audi anuncia fábrica, A3 e uso de motor Volkswagen 1,4
Com direito a audiência com a presidente Dilma Rousseff em dia de decisão de não viajar aos EUA em protesto à arapongagem estadunidense sobre nossos assuntos, Rupert Stadler, presidente da Audi mundial, com Bernd Martens, membro do Conselho e autoridade sobre Jörg Hofmann, presidente da Audi Brasi,l anunciaram a produção do Audi A3 sedã no segundo semestre de 2015, e do utilitário esporte Q3 no primeiro trimestre de 2016. Investirá 150M de euros para produção na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, PR. Volkswagen e Audi pertencem ao mesmo grupo, facilitando uso de instalações e efetivar processos comuns.
A produção dos Audi será paralela à ainda não anunciada do Golf 7ª. geração, sobre a mesma plataforma flexível. Na entrevista, informação do motor VW 1,4 TSI — duplo comando de válvulas, injeção direta, turbo, flex —, equipando o Q3, como o fará para o Golf 7. Tal engenho será produzido pela VW em São Carlos, SP, e seu uso auxiliará cumprir os flexíveis índices de nacionalização.
Internacionalizar-se tem sido caminho para fabricantes europeus, ainda no rastro da quebra estadunidense, e neste ano, pela primeira vez, do milhão e meio de Audis produzidos, mais de metade será vendida fora da Europa. Os mercados em desenvolvimento, em especial China, Índia, Rússia, Brasil e África do Sul, têm merecido atenções pelas respostas em vendas e lucros. O Brasil é o último a ver a Audi surfar na onda, e a explicação era o aguardar a chegada do novo Golf e sua plataforma moderna.
Dado curioso é a relação entre os 150M de euros anunciados como investimento, e as providências simplórias de fazer galpão, equipamentos para montagem e ampliação do setor de pintura atendendo às duas marcas. Para desenvolvimento de fornecedores, Bernd Martens, que morou no Brasil, fala português, e quem estará adstrita a operação, buscou auxílio com a Volkswagen, que dedicou uma equipe para auxiliar.
Última das alemãs a subir ao barco do mercado nacional, seus produtos suprirão, de princípio, mercado doméstico e América Latina. Briga alemã transcende às fronteiras pátrias. BMW já movimenta terra para galpões industriais em Santa Catarina, e Mercedes definiu — como a Coluna antecipou mundialmente — aqui fazer o recém-lançado sedã CLA e o utilitário esporte GLA. Não escolheu local. O condicionamento externo, a busca por mercados, e a regras cerceadoras aos importados, como o elevado imposto de 35%, mais IPI e o Super IPI de 30 pontos sobre o primeiro, provocam decisões sobre o futuro. As alemãs bancam a vinda agora para garantir vendas num mercado crescente.

Audi A3 sedã, brasileiro em 2015

Simples no desenho, futurista ao extremo

Ele se parece com um carro do futuro desenhado no passado e usado em filme de ficção científica de orçamento mediano, onde cenários e figurinos têm aparência de provisoriedade.  Poderia tranqüilamente participar do hiperclássico "Blade Runner", ou de UFO, a série britânica de televisão popular entre os malucos por esse tipo de filme dos anos 1970, que passou aqui no Brasil também. 

Essa impressão de algo não terminado é reforçada pela aparência dos painéis externos da carroceria, ondulados naturalmente pela construção manual em alumínio, notadamente na traseira, abaixo do pára-choque. Teria que melhorar muito a qualidade desses componentes para poder fazer sucesso entre o público afluente. As linhas de fronteiras entre as peças que vemos nas fotos estão um pouco longe da perfeição, apesar disso ter sido melhorado ao longo dos anos, depois que o carro deixou de ser apenas um protótipo da Aston Martin e passou a ter donos colecionadores. Além do que as rodas traseiras saem levemente das caixas de roda, dando mais ainda a impressão de carro provisório.

Desenho do mesmo William Towns que fez o absurdo Lagonda pouco antes, têm-se a certeza de que ele continuou no embalo e “tascou a pena” num esportivo de altíssima velocidade e aparência chocantemente futurista. Nada surpreendente, já que nessa década pós-Countach todo fabricante de carros de alto preço desejou fazer algo que chegasse perto deste Lamborghini no quesito impacto visual. Ninguém conseguiu, óbvio, com apenas o Ferrari F-40 chegando mais ou menos perto, aí já quase nos anos 1990. Opinião pessoal, que fique bem claro.

O carro foi primeiramente esquematizado pelo lado de fora, para depois o diretor de engenharia Michael Loasby iniciar uma arquitetura mecânica para movimentar o Bulldog.
Na apresentação à imprensa em 1980


Fotos: Divulgação.

Encontro em Itupeva, SP - cidade na região de Campinas, SP

Dois eventos realizam-se próximo e na mesma data, este é um dos raros casos onde a coincidência de datas pode proporcionar ao antigomobilista e demais apaixonados por carros que participem dos dois encontros sem maiores problemas.

A cidade de Itupeva, que fica a aproximadamente 70 km da capital paulista e faz divisa com Jundiaí, Itu, Indaiatuba e Campinas, está com o seu tradicional encontro de automóveis antigos de volta ao calendário dos que têm ferrugem no sangue. Em 2013 o encontro será no Parque da Cidade.

Pertinho dali, haverá a quinta edição do "Curtindo a Estrada", um evento dinâmico, onde os organizadores incentivam os veículos a andar. O ponto de chegada é o Posto Serra Azul, onde há o "shopping suspenso", aquele que passa por cima da Rodovia dos Bandeirantes, fica também localizado nas proximidades do km 70. Para os Paulistanos ainda dá para seguir em comboio, já que o ponto de partida é no primeiro posto de combustíveis da mesma rodovia (São Paulo, sentido interior).

Evento dinâmico, passeio em comboio e exposição, tudo junto.



Acho que essa peça na foto acima resolveu tirar uma da nossa cara. Só pode ser. Cadê o Ministério Público Estadual? Será que existe mesmo ou é apenas (mais um) cabide de emprego? Sob sua gestão (?) a cidade está ficando inviável. Pela primeira vez em 35 anos estou pensando em sair daqui. Já falei na trapalhada das faixas exclusivas de ônibus, mas outro dia vi algo muito louco na Av. 23 de Maio, que ainda não tinha percebido, e fiz a foto. Vejam se não é coisa de maluco:

Faixa exageradamente larga

Observem a largura dessa faixa. A faixa de ônibus ficou mais estreita do que correspondia à primeira faixa da direita. Com isso, a segunda faixa (são quatro no trecho) ficou exageradamente larga, chega a comportar dois automóveis lado a lado. Só que falta a linha tracejada de divisão de faixa para ordenar o fluxo. Ou seja, falta total de noção de regras elementares de sinalização horizontal. Mas isso é café pequeno dentro do que está vindo aí. O automóvel está sendo demonizado em São Paulo.