google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: oficinavw.blogspot.com

Há uma velha piada que conta um diálogo entre um médico e um mecânico.
— O trabalho de vocês é fácil, é o mesmo modelo sai ano entra ano — diz o mecânico — temos que aprender novidades todos os anos para poder desmontar e montar alguma parte quando dá defeito.
— É, mas eu queria ver você desmontar o motor com ele funcionando — respondeu o médico.

Piada a parte, essas duas classes de profissionais têm diante de si o maior de todos os desafios, o diagnóstico. Uma vez diagnosticado o problema, vem a sua correção. Mas primeiro é preciso saber o que fazer, seja abrir o abdômen do paciente, seja desmontar o motor.

Na minha vida profissional, seja como subchefe de oficina de concessionária Vemag ou sócio-gerente de uma, em que era responsável pela assistência técnica, vi-me diante de problemas difíceis de resolver e errei muitas vezes.


Antes de começarmos, gostaria de dizer que este é um post diferente, porque é participativo, onde você, caro leitor, vai poder acompanhar, experimentar, tomar decisões, observar resultados, e, acima de tudo, compartilhar o que percebeu e o que aprendeu com outros leitores para então ter uma posição mais definida sobre as decisões burocráticas que norteiam nosso trânsito.

A Prefeitura de São Paulo vem desde o ano passado promovendo uma padronização de velocidades dos principais corredores de trânsito da cidade. Ano passado foi a vez da Avenida 23 de Maio, que teve sua velocidade reduzida de 80 km/h para 70 km/h, e agora rebaixaram as velocidades das avenidas Santos-Dumont, Tiradentes e passagem sob o Vale do Anhangabaú de 70 para 60 km/h.
Foto: carrofacil.org.br





Saiu neste sábado no portal Clic RBS: a Polícia Militar atuando em São Bento do Sul, SC adquiriu um medidor de transmitância luminosa Translux II (foto) e começou a efetuar medições como medida educativa. A fiscalização para valer começa em 13 de maio. Já houve protestos dos inconformados. em não poderem mais se esconder em seus carros.  Leia mais.

BS


Foto: wheel.blogs.nytimes.com

Quase todo mundo sabe que os Estados Unidos entraram na onda do carro flex em 1991, bem antes de nós, precisamente doze anos antes. Sabe também que os americanos foram mais inteligentes do que nós ao adotar mistura de 85 por cento de etanol e 15 por cento de gasolina, o chamado Ethanol 85 ou E85. Desse modo, não há nenhum problema de partida a frio e elimina-se a necessidade de sistema auxiliar a gasolina, que inclui o famoso “tanquinho”.

O motivo de partirem para o etanol foi para se defenderem da extrema dependência de petróleo importado, que chega a 60 por cento, uma questão de segurança nacional.

Com base no poder calorífico da gasolina e do E85, o ponto de equilíbrio em custo por distância corresponde à autonomia relativa de 67 por cento, bastante próxima do nosso caso, que é 70 por cento.
Fotos: GM Media, Autoblog, Florida Today, Dreamstime, autor e outras fontes


Nesse dia 7 de maio, sábado, ocorreu um evento bastante interessante.

Para comemorar os 50 anos - meio século, dá para acreditar? – do primeiro americano no espaço, uma parada foi realizada em Cocoa Beach, cidadezinha próxima ao Cabo Canaveral, onde o Kennedy Space Center está localizado. De lá saíram e saem todos os voos espaciais americanos, e Cocoa foi residência de muitos astronautas.

O Corvette era o carro da maioria dos astronautas, inclusive de Alan B. Shepard, que saiu da atmosfera terrestre e voltou em cerca de 20 minutos, no dia 5 de maio de 1961. Foi um voo suborbital, ou seja, em forma aproximada de uma parábola, sem voltas ao planeta Terra.

O evento em Cocoa reuniu cerca de 30 carros, todos Corvettes, levando a bordo astronautas de várias épocas e missões, além de alguns familiares dos que já se foram. Os carros abrangem todas as carroceria dos Corvettes, combinando com a época das missões de cada astronauta.

Foto: california.inetgiant.com


Vê-se comumente nos comerciais de tevê e no dia a dia no trafego: motoristas com os braços muito esticados, sentados longe demais do volante. Nota-se essa hábito principalmente entre os mais jovens. Contrariam, assim, um dos pressupostos para se dirigir não só bem, mas sobretudo com segurança.

Não dá para precisar muito bem quando começou esse hábito, mas imagino que tenha sido no começo dos anos 1960 e advindo, por incrível que pareça, da Fórmula 1. Fotos e filmes de carros de corrida monopostos dos anos 1920 e 1930 mostram o piloto sentado bem próximo ao volante e com os braços muito flexionados. O motivo era a direção geralmente pesada, comprovado pelo grande diâmetro dos volantes de direção. Dessa época até os anos 1960 os carros tinham configuração de motor dianteiro e tração traseira, com exceção do Auto Union P-Wagen de motor central-traseiro.
Tazio Nuvolari com um Maserati de grand prix (gptotal.com.br)


Fotos: autor

Quando monto um cavalo que sabe bem onde põe as patas e tem andar macio, gostoso e ritmado, costumo chamá-lo de “patas de veludo”. Sendo assim, se o leitor me permitir a analogia, eu diria que o Renault Fluence é um sedã com patas de veludo.

Como caminha bem! Silencioso, suave, estável e seguro – viajar com ele é uma verdadeira tranquilidade. E se você quiser se divertir andando forte, tudo bem, porque ele também acelera rápido, e segue acelerando, continuando a ganhar velocidade mesmo em velocidades altas. É impressionante o que anda bem em alta. E vai firme, tranquilinho.
Fotos: www.1302super.com e outras fontes


Em 1971, a Volkswagen alemã lançou uma memorável evolução do Fusca, os modelos 1302 e 1302 S. Eram notáveis pelo fato de manterem na integra o desenho básico da equipe do Prof. Ferdinand Porsche, congelado (definido) em 1938, porém com alterações de suspensão dignas de Porsche 911.

Na traseira, a suspensão independente por semi-eixos oscilantes deva lugar a uma moderna suspensão por braços arrastados, como a do Omega lançado aqui em 1992, conferindo comportamento exemplar ao Besouro. Semiárvores com juntas homocinéticas levam movimento do trasnseixo às rodas a suspensão em seu curso normal não ocasionava mais a grande e indesejável variação de camber. A solução também abaixava consideravelmente o centro de rolagem (roll center), que antes muito alto era um dos causadores do traiçoeiro comportamento do Fusca em situações extremas.


No Brasil, a solução só foi conhecida na Variant II, de vida curta (1977-1980) e na Kombi, adotada em 1975 e presente até hoje.

O câmbio era um Clark de três marchas, transplantado de um falecido Dodge Dart. Parece pouco, mas na verdade havia uma marcha sobrando: a primeira era curta demais, praticamente uma "crawler" para situações específicas. Alavanca na coluna, solução que um dia foi chamada de "universal", mas de raro emprego atualmente: em uso normal, ela (no feminino mesmo) saía da imobilidade em segunda marcha, devidamente utilizada até o limite de rotação. A terceira e última marcha era engatada com um rápido movimento para baixo, numa "patada" só.

Ela fazia parte da primeira fornada, modelo 1975 – não vou dizer quem era ela, deixo para o leitor ou leitora adivinhar, é fácil – com os sealed beam emoldurados pelo painel metálico dianteiro. Já estava com 30 anos nas costas, bem ao norte de seus melhores dias, mas o motor de seis cilindros em linha ainda apresentava alguma galhardia: cabeçote trabalhado, tuchos mecânicos, comandão 270º "de rua" e um coletor de escapamento artesanal, supostamente curvado a quente, preenchido com areia. A alimentação ficava por conta de 3 carburadores DFV, que babavam gasolina em coletores de admissão fabricados pelo já lendário Felipe Raad.

Foto: radiodeverdade.com


O automobilismo de competição está mesmo um saco. Falo isso de cátedra porque corri durante 24 anos e trabalhei muito para Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) em diversas oportunidades, como colaborador. Sou do meio, como se diz. O que vem acontecendo nesses últimos anos está transformando o automobilismo numa coisa estranha, enfadonha, algo que eu nunca podia esperar que fosse acontecer.

Fórmula 1 não pode mais treinar livremente, tem regra. Foi para baixar custos, dizem, mas equipes poderosas podem dar um jeito de desenvolver os carros  em testes de túnel de vento. As menos favorecidas não têm recursos para isso. Não adiantou nada.

Imagem de computador do fluzo de ar no túnel de vento (lotusenthusiast.net)

Esse ano asa traseira pode variar ângulo de ataque quando o carro de trás estiver dentro de 1 segundo do carro da frente para ganhar velocidade e facilitar a ultrapassagem – lembrando que 1 segundo a 300 km/h  significa 83,3 metros de separação. É chamado pomposamente de Sistema de  Redução de Arrasto (Drag Reduction System). Em 2009 já havia passado a ser permitido variar o bordo de fuga da asa dianteira.

Fotos: Hemmings.com


Um anúncio de carro usado no Hemmings, um dos sites mais importantes sobre carros antigos, me chamou atenção há alguns dias. Por US$ 17.500,00, preço nos Estados Unidos, pode-se levar para casa um Buick Electra sedã, fabricado em 1968. Um carro do final dos melhores e mais empolgantes anos para entusiastas automobilísticos, essa raça que está sempre procurando sarna para se coçar.

Os anos 60 viram carros esplêndidos sendo lançados em várias partes do mundo. Nos EUA, eram quase sempre com tecnologias antigas e confiáveis, mas com uma grande dose de estilos interessantes. Já não eram mais tão chamativos pelas ornamentações como havia sido na década de 50. Era algo mais discreto, marcado pelas dimensões generosas.


Quem me acompanha nesses anos na imprensa automobilística e mais recentemente no AUTOentusiastas, sabe que sempre fui e continuo a ser contra o etanol como combustível de veículos automotores. As razões são várias, uma delas ser um combustível de baixo poder calorífico em relação à gasolina, o consumo é maior e até lança mais CO2 na atmosfera do que gasolina enquanto o carro anda, embora se argumente que no ciclo completo do crescimento da cana de açúcar o carbono é retirado do ar.

Aliás, sobre isso há um ponto interessante. Enquanto a frota queima etanol e emite o CO2  durante o ano inteiro, o sequestro do carbono ocorre durante apenas seis meses, enquanto a cana cresce. Então, teórica e minimamente, a temperatura do planeta aumenta e diminui, aumenta e diminui. Será que a mãe Terra gosta  mesmo desse vai e vem de temperatura?
Fotos: Motor Trend e Quatro Rodas
No domingo de Páscoa, ao ler o caderno de veículos de um importante periódico, me deparei com a seguinte informação: "As medições de frenagem não foram realizadas, pois o veículo avaliado não contava com freios ABS".

Custei a acreditar no que estava lendo. Há cerca de dois anos, o MAO postou o que ele definiu como "ABS blues", a estranha (e triste) sensação de que há um duende eletrônico fazendo o que você, simples mortal, só é capaz de fazer depois de anos e mais anos de experiência.

Principalmente hoje, considerando o fato de que a vasta maioria dos automóveis disponíveis no mercado oferecem freios com boa modulação, possibilitando um controle muito preciso nas situações ideais em que são efetuados os testes, ou seja, asfalto uniforme e seco.


O modelo 9-5 Combi. (foto: Saab Media)

Que não seria fácil, todos sabíamos. Desde que Victor Muller comprou a Saab com ajuda de bancos, era esperada uma recuperação complicada. Há cerca de dois meses, a Saab voltava às notícias, por atrasar pagamentos a fornecedores, e em seguida, ficar sem peças para produzir seus carros.

Muito má situação para quem começara a vender o 9-5 novo, e precisava encher concessionários pelo mundo todo. Não dá para vender carros sem tê-los nas lojas.
Foto: oglobo.globo.com


Esse assunto de Lei Seca, de número 11.705/08, de 19 de junho de 2008, está passando dos limites. Basta alguém mais conhecido ser flagrado "bêbado" para a notícia repercutir pelo país inteiro, caso do senador por Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB-MG) e, mais recentemente, do ator Marcello Novaes, da TV Globo. No entanto, há algo de substancialmente errado e até indecente na própria lei.

Ela encerra uma desordem jurídica incabível. Seu objeto, alterações em alguns artigos do Código de Trânsito Brasileiro relacionados a alcoolemia e crimes de trânsito, decorridos três anos ainda estão por ser regulamentados pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), essencial para que haja o efeito legal.




O Bob, que gentilmente me convidou a acompanhá-lo no lançamento do Bravo, voltou a falar sobre o carro aqui e, como sempre, surgiram vários comentários dos leitores do AUTOentusiastas. Em cima de alguns desses comentários é que vamos continuar a discussão sobre o hatchback médio da Fiat.

Um ponto que citei no outro artigo que escrevi sobre o carro e que um leitor comentou ontem, é a quantidade de itens oferecidos como opcionais. Em primeiro lugar, nessa faixa de preço (55-60 mil reais) é mais fácil vender um sedã do que um hatch, pois o comprador desse patamar de valor normalmente já é pai de família, com filhos, e acaba preferindo um três-volumes. Se considerarmos que o Bravo mais barato custa 55 mil, o pacote de equipamentos de série dele acaba sendo considerado básico, pois oferecer menos do que isso seria inaceitável para um carro desse preço.


Certo, vamos lá... Motor ligado, cinto afivelado, pressão de óleo OK, temperatura OK. Só esperar na fila para ser o próximo. Vai ser rápido, sem problemas... cara, vou dar uma lição...
Fotos: Fiat


Eu só havia andado no Bravo por ocasião do lançamento em novembro, no autódromo Nélson Piquet, no Rio, com uma saída pelas avenidas da Barra da Tijuca. Aproveitei que o Alexandre Cruvinel mora perto e pedi à Fiat que o deixasse estar junto, no que fui gentilmente atendido pelo pessoal de imprensa.

Além de dirigirmos bastante a versão T-Jet, 1,4 turbo de 152 cv no circuito, saímos do autódromo com um Essence Dualogic. Mas como é tudo plano por lá e o trânsito estava muito congestionado, ficou faltando andar com o carro em um meio conhecido, como a cidade onde moro, São Paulo.

Como escrevi antes, o motor 1.75-litro empurra bem, mas não chegou a empolgar. No carro de 1.340 kg era um tanto, digamos, plano, no sentido não atrair como eu esperava. Por isso pedi um exemplar para avaliar e tive a grata surpresa de ver como anda. Motor que berra, passa do pico de potência a 5.250 rpm e vai forte até o corte a 6.500 rpm. Mesmo em baixa, por volta de 1.500 rpm, já acorda.


É uma pena que se hoje os motores fiquem escondidos...

Mais surpreendente ainda se consideramos que São Paulo está a 800 metros acima do nível do mar. E mais ainda quando o tanque esgotou e abasteci com gasolina ter dado até impressão de ficar melhor.


Tenho notado que aumenta o cordão dos maria-vai-com-as-outras na questão de escolha do automóvel, cordão que não é de hoje. Quando eu trabalhava na GM, recebi um telefonema de uma senhora (presumivelmente, pela voz) perguntando qual a cor mais vendida. Eu já sabia o motivo, mas fiz questão,. depois de lhe ter respondido, de perguntar por que ela quis saber. “É para o carro desvalorizar menos”.

Como autoentusiasta, considero inconcebível uma pessoa deixar de ter o carro que deseja, seja modelo ou detalhes como cor, só para se defender da desvalorização.
Uma dupla vitória para os fãs do Corvette neste fim de semana, nas etapas paulistas do Campeonato Itaipava GT Brasil, realizado no circuito de rua do Anhembi, que também recebeu a Indy.


Pedro Queirolo levou pela primeira vez o potente Corvette Z06R ao primeiro lugar do pódio nas duas baterias, vencendo os Ford GT, Lamborghinis e até o novo Ferrari 458 Italia. O Z06R é uma versão especialmente desenvolvida para disputar as categorias GT3 ao redor do mundo, com base no carro de rua e motor LS7 de 7-litros, diferente do modelo que disputa Le Mans e Fia GT, que é o C6R, com outra especificação de motor (maior potência) e características de chassi.


Na primeira bateria, Queirolo superou o Lambo Gallardo LP600 da dupla Allan Khodair e Marcelo Hahn por pouco menos de quatro segundos, enquanto que na segunda bateria quem viu o Vette receber a bandeirada foi a dupla Valdeno Brito e Matheus Stumpf., com Ford GT.

Acompanhe aqui pelo site oficial os resultados da GT Brasil, cada vez com mais novidades e carros interessantes.


fotos: itaipavagtbrasil.com.br

MB
Foto: lancenet.com.br/Ari Ferreira

Muita gente perdeu tempo nesse domingo tentando assistir à prova de Fórmula Indy em São Paulo. Horas a fio de espera, olhando para o céu, torcendo para a chuva, ridiculamente fraca, parar.

Depois de algumas horas, claro que não fiquei grudado na TV, pois não sou trouxa. Desliguei.

Vim a saber apenas depois da 9 horas da  noite, pelo meu pai, que a corrida continua nesta segunda-feira, dia 2 de maio, às 9 horas da manhã.
Foto: gm-volt.com
No painel de informação do sistema de propulsao do Volt, a pilha à esquerda indica bateria quase descarregada

Não adianta: cada vez que vejo o aviso do título no meu telefone celular – em inglês mesmo, escolha minha, prefiro para assuntos técnicos – não posso deixar de pensar nos carros elétricos que estão vindo aí. Já há até dois,  o Peugeot iOn e o Nissan Leaf, fotos abaixo, na ordem (fotos gas2.org e autovic.com)


Imagine estar meio afastado de um lugar onde você normalmente conta com postos de recarga e de repente você vê esse aviso no painel, low battery. Que situação mais incômoda!

Uma vez enguiçado, não dá para pedir carona até um posto para comprar um pouco de combustível. Vai-se ficar ali mesmo, de onde só sairá numa prancha – até uma estação de carga ou sua garagem. Pelo menos enquando não inventarem "socorro elétrico", um carro com motogerador para recarga no local.  O temor de parar com bateria descarregada já tem até nome: ansiedade de autonomia (range anxiety).

Foto: transitoweb.com.br


Antes de começar, quero explicar aos leitores do AE de outras cidades e estados que o texto abaixo é baseado em informação da autoridade de trânsito de São Paulo e se justifica por ser a cidade mais populosa e com maior número de veículos. Fora dados estatísticos, o que será dito a seguir é aplicável ao país todo.

Acabou de sair o número. Em 2010, 478 motociclistas perderam a vida no município de São Paulo. Mais de uma pessoa por dia, 1,3 para ser exato. Sobre 2009, o aumento foi de 11,2 por cento. Motos – 900.000 – representam 11 por cento do total de veículos registrados em São Paulo e motociclistas envolvem-se em 30 por cento dos acidentes fatais.
Foto: atc.org.br

Certos hábitos são difíceis de entender. Comprar carro na feira é um deles..

Até onde minha memória alcança, os chamados feirões começaram perto do fim de década de 1990. Feirão de fábrica nos fins de semana de repente começou a ser a maneira de vender automóvel.

Anúncios na tevê tipo “A GM abre os portões da sua fábrica”, acrescido de “condições especiais” passaram a ser comuns. Estratagemas como “O sucesso do feirão no fim de semana passado foi tão grande que resolvemos continuar no próximo” repetem-se à exaustão.

Dia de feira na GM de São Caetano do Sul (foto maxpressnet.com.br)

Junto com os feirões de fábrica vieram os feirões simplesmente, organizados em grandes áreas como os estacionamentos de shoppings e não demorou para que parte das redes de concessionárias engajassem em feirões de fim de semana.

Foto: billdodgeautogroup.com


Muito se fala em reduzir consumo de combustível e emissões de CO2, mas costumamos nos esquecer de um detalhe importante relacionado a esses dois pontos: a pressão de enchimento dos pneus.

Um estudo da Bridgestone envolvendo 38.000 carros em nove países europeus revelou que 71 por cento dos carros (27.000) estavam rodando com pressão abaixo da recomendada.

Fotos: Fiat//StudioCerri/Pedro Brito
Um interessante exercício de estilo, é como pode ser chamado o Uno Cabrio. Apresentado no último Salão do Automóvel de São Paulo como carro de show, ganhou vida tornando-se um conceito que anda –  concetto marciante em italiano. A carroceria que serviu de base é a do recém-lançado Uno duas-portas e o trabalho da engenharia experimental, capitaneado por Fabrício Cardinali, envolveu as áreas de Chassi, Motor e Transmissão, Elétrica e Interior. 

Segundo Fabrício, a remoção do teto exigiu reforços em toda a estrutura que chegam a 150 kg, o carro pesando 1.153 kg mas ainda 70 kg menos que o Punto T-Jet, de quem o Cabrio tomou emprestado o trem de força completo, começando pelo motor 1,4-litro turbo 16V de 152 cv a 5.500 rpm

Foto: jorgeluizfiqueinformado.blogspot.com

Foi daqui que foi dado o golpe na maldição energética
Ainda no dia 26 falei sobre etanol e flex, como a indústria do etanol enfiou descaradamente a mão no bolso do consumidor com aumentos abusivos e o que o governo estava pensando em fazer, deixando os usineiros preocupados. Pois ontem a noite saiu a notícia mais alvissareira que se poderia ouvir, a de que o etanol deixa de ser considerado produto agrícola e passa a ser combustível, por isso ficando de rédeas curtas. 

Conforme publicado hoje no Diário Oficial da União, agora cabe à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) o controle do etanol, literalmente acabando com a farra da sua indústria. O controle abrange comercialização, estocagem e exportação, de modo a garantir abastecimento e estabilidade de preços e, mais, fiscalizar e controlar as metas das usinas. Está vendo o que dá ir com muita sede ao pote? Aplausos para a Medida Provisória do Executivo e a certeza de que os usineiros vão chiar. Mas não vai adiantar.



Os leitores mais assíduos vão lembrar que a Carreata da Solidadiedade de Moema, em São Paulo, é um evento sempre prestigiado pela turma que faz este blog. Este ano ela é especial: é a décima edição do evento. Uma década é muito tempo, e a carreata já se tornou conhecida tradição nas ruas de Moema.

Este ano, se tudo der certo, devo acompanhar meu amigo Valter em seu Saab 900 preto, que já esteve aqui nas páginas do blog. Vários amigos já confirmaram presença, e a edição de 10 anos do evento realmente promete.


Depois que começou a inspeção veicular de emissões para motores ciclo Otto em São Paulo em 2009, volta e meia se lê ou se ouve que o catalisador tem vida útil de 80.000 quilômetros, deve ser trocado e por isso tem gente que está fazendo isso para não ter surpresas no momento da inspeção.

Isso é totalmente falso. O que existe é durabilidade mínima de 80.000 quilômetros ou 5 anos assegurada pelo fabricante do veículo ou do item. Caso o catalisador não atinja um desses mínimos o consumidor tem direito a substituição em garantia desde que a peça não tenha sido danificada por pancada ou submetida a funcionamento não previsto, como mistura ar-combustível fora do padrão ou escorrimento de combustível não queimado, como ao tentar fazer o motor pegar empurrado se este deixou de funcionar devido a problema no sistema de ignição.

Sábado passado, um dos meus carros, fabricado no final de 2001 e com 120.000 km rodados, com catalisador original de fábrica, passou com folga pela inspeção.

Todas as famílias nutrem pelo menos um hábito (ou mania) em comum com outras: umas gostam de acampar, outras gostam de frequentar o encontro semanal de carros antigos da sua cidade, outras fazem questão de ir ao estádio asssistir aos jogos do time do coração etc.

A minha família (e muitas outras, tenho certeza disso) tem o hábito de juntar pequenas moedas num pote, até não caber mais moeda alguma. Juntamos as moedas não com o intuito de poupar, mas apenas para ter o prazer de perder alguns minutos empilhando moedas iguais e somando os valores para ver o quanto juntamos naquele período.

O esclarecedor artigo do André Dantas sobre juros compostos tratou o assunto sob um ponto de vista mais sombrio, onde dinheiro emprestado a juros seria sinônimo de dinheiro mal empregado. No que tenho que concordar em se tratando de valores altos, prazos longos e taxas de juros abusivas. Resolvi então olhar por outro prisma, abordar outra situação e apresentar aqui meu ponto de vista.

Entendo que a utilização de uma taxa de 10% ao mês nos primeiros cálculos do artigo dele foi com o objetivo de facilitar a compreensão, já que sempre que extrapolamos um exemplo, a compreensão acaba ficando mais fácil. Utilizarei em meus cálculos 2,5% ao mês, já que para financiamento de veículos as taxas não costumam ser acima de 3% ao mês, e podemos encontrar taxas abaixo de 2% ao mês pesquisando bem.

 Foto: klickeducacao.com.br
 

No final de março falamos aqui no AE sobre flex (Alexandre Cruvinel) e etanol (eu). Pois nesse quase um mês que decorreu a coisa evoluiu para pior. O preço do etanol disparou, o da gasolina subiu não na mesma proporção mas subiu. A nossa maldição energética continua mais firme do que nunca.

Tudo vinha relativamente bem na questão de preços. Coisa de seis meses atrás, os placares nos postos de São Paulo indicavam, em sua maioria, gasolina comum R$ 2,40, etanol R$ 1,40, vantagem de cerca de 15 por cento no custo/quilômetro ao usar etanol nos carros flex.

Por volta de novembro o preço do etanol começou a subir sem motivo. E foi subindo sem parar, chegando hoje a se ver R$ 2,20.




Lembrando o assunto dos câmbios automatizados, vale contar um pouco dos primórdios da tecnologia das trocas de marchas sem a total interferência do motorista.

Como foi comentado aqui sobre as caixas automatizadas do Idea e do Meriva, o sistema basicamente é uma caixa convencional com o acionamento das hastes de comando da troca de marcha feito por meios indiretos ao motorista.


Propaganda da Arsmstrong Siddeley com caixa Wilson, 1928

Fotos: Ervin Moretti
Área de boxes repleta de Volkswagen


Foi em Interlagos (Autódromo Municipal José Carlos Pace) o 19° Encontro do Fusca,  no dia 21, feriado de Tiradentes. promovido pelo Fusca Clube do Brasil. Seu conselheiro, o atuante Ervin Moretti, estava radiante. “A bela manhã de sol do outono ajudou na festa que é de todos nós, apreciadores do Fusca e seus derivados dele”, disse. Claro, ele não poderia ter deixado de levar o Horácio, seu Fusca 1974 assim "batizado" devido à cor verde Hippie, original de fábrica mas rara. O apelido é uma alusão ao simpático dinossauro filhote de Tiranossauro Rex criado por Maurício de Souza para suas tiras em quadrinhos.
Donos entusiastas se reúnem no autódromo

Todo sócio do clube podia entrar na pista e rodar o quanto quisesse. Todo o circuito de 4.309 metros ficou repleto de tudo que tivesse motor arrefecido a ar, exceto por alguns New Beetles. Cena realmente admirável, reflexo perfeito da paixão dos brasileiros pelo carro desenhado por Ferdinand Porsche em 1934.


Cravada no oceano entre o Reino Unido e a Irlanda, exite uma pequena ilha de 570 km² chamada Man (ou Mann, pela sua derivação) onde não muita coisa acontece, exceto por uma época do ano em que um grupo de aficcionados se reúne para andar de moto por um percurso pré-determinado.

"Andar" talvez não seja bem a melhor forma de expressar exatamente o que acontece, pois a média de velocidade do percurso de aproximadamente 60 quilômetros é de algo perto dos 210 km/h.


Em resumo, trata-se do mais antigo, mais prestigiado, perigoso e famoso evento de motovelocidade do mundo, o International Tourist Trophy. O evento começou em 1907 e se estende até hoje. O formato da corrida é do tipo Time Attack, ou seja, corrida contra o relógio. Os pilotos andam juntos mas cada um contra seu próprio tempo.

O adjetivo pátrio da Ilha de Man, em inglês, é Manx, e uma das motocicletas de competição mais famosas da história foi justamente a Norton Manx, com ligações óbvias com o Tourist Trophy na ilha. Foi produzida de 1947 a 1962 e se caracterizava pelo motor monocilindrico DOHC de 497,9 cm³ (79,62 x 100 mm), 52 cv a 6.500 rpm. Houve versão de curso curto, 86 x 85,6 mm (497,2 cm³), 54 cv a 7.200 rpm. Chegava a 230 km/h.

Norton Manx 1954 (Wikipedia)

A prova é um dos poucos eventos do esporte a motor que não sofreu grandes mudanças desde sua criação. A tradição é mantida sempre, mesmo com todas as mudanças no mundo do esporte hoje. Uma das marcas registradas do TT é o perigoso percurso, que passa por vilas, cidades e montanhas ao longo de vias públicas. Mais de 200 pilotos perderam a vida tentando vencer os perigos da Ilha. A cada problema com federações e órgãos preocupadas com a segurança do evento, a solução é simples, muda-se de organização.

Correto ou não, a prova é o reflexo da paixão dos pilotos pelo desafio, e cada um sabe bem onde está se metendo. Este é um dos últimos eventos do mundo onde a politicagem e a sujeira dos organizadores e interessados não enterrou seu passado. Por mais louco que seja, é algo a se pensar.


MB


Um dos motivos pelo qual eu ando participando pouco no blog ultimamente é que eu tenho viajado bastante. Uma dessas viagens foi para um destino inesperado, Bangalore, na Índia.

Bangalore fica bem ao sul do país e é a terceira cidade mais populosa da Índia, logo atrás de Deli e Bombaim. Para os entusiastas, a cidade de Nova Deli, que fica em Deli, é conhecida pelo salão internacional do automóvel que se realiza a cada dois anos. Mas é em Bangalore que fica o “Vale do Silício” indiano, um polo de tecnologia que abriga empresas e instituições de pesquisa no campo da tecnologia da informação. Bangalore também é um dos polos econômicos e culturais da Índia.

foto: Wikipedia
Foto: carrofacil.org
O medidor de transmitância luminosa Translux II: leitura rápida

Em 26 de outubro de 2007 o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) baixou a Resolução 253 estabelecendo os critérios de medição da transmitância luminosa dos conjuntos vidro mais película  (e não só da película) aplicados aos vidros dos veículos. Diz o Art. 3° da resolução: a autoridade executiva de trânsito ou seus agentes somente efetuarão o registro de autuação se a medição constatada pelo instrumento (medidor de transmitância luminosa) for inferior a: 26% no caso de limite 28% (vidros laterais traseiros e vigia); 65% quando o limite permitido for 70% (vidros laterais dianteiros) e 70% quando o limite permitido for 75% (para-brisa).

Na ocasião ocorreu mudança nos mínimos de transmitância, cancelando os valores expressos na Resolução 78 do Contran de 19 de novembro de 1998, que eram 75% para o para-brisa, 70% para os vidros laterais dianteiros e 50% para os demais.