google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)


Moro ao lado de um estacionamento onde "dormem" automóveis de todos os tipos: veículos de passeio de uso diário, utilitários da vizinhança (caminhõezinhos, carros de entrega, vans escolares etc.) e alguns carros antigos. Nada do outro mundo: um Passat 1983, Fuscas tratados a pão de ló, um Fiat 147 e uns dois Jeeps bem-cuidados. Mas o que me levou a escrever este post foi um Dodginho.

Da janela do meu escritório, tal qual uma velha fofoqueira, passei a reparar que, semana sim semana não, dois rapazes chegam a bordo de um Dodge Dart com um cabo de chupeta, plugam a bateria do Dart na do Dodginho e fazem o motorzinho de 4 cilindros funcionar por uns 15 ou 20 minutos. Ficam com o rádio ligado, batendo papo, conversando amenidades. Depois que o motor do Dodginho esquenta, desligam, entram no Dart e vão embora. O Dodginho pode até ter saído para rodar alguma vez, mas eu mesmo nunca vi.



Se por um lado estou trabalhando feito um camelo, apesar dos camelos não reclamarem, decidi que a preguiça não vai me impedir de aproveitar algumas oportunidades para eu fazer o que mais gosto: pegar um carro (de preferência bacana) e sair em viagem meio sem destino, descobrindo o mundo, carregando minha câmera. Idealmente sozinho, mas se a companhia estiver disposta a não me atrapalhar ou tiver predisposição acrescentar algo nessa experiência, também é bem-vinda — o primo AK é um exemplo de parceiro bom pra isso, estar com ele é sempre uma troca. Se for para reclamar ou não entrar em sintonia completa, prefiro que se manque. 

Acabei de pensar que meu prazer estaria uma combinação de entusiasta com fotógrafo da National Geographic. Um bom plano B para minha aposentadoria. 

Então, caiu no meu colo uma viagem para Los Angeles, dois dias e meio com programação intensa e sem tempo para nada além de fazer reuniões e relatórios. Isso vindo de duas semanas insanas e sem tempo para sonhar ou preparar essa viagem com mais calma. 



Todo mundo, pelo menos uma vez, já se viu pego de surpresa na hora de experimentar comidas diferentes. É comum, às vezes inventamos de colocar algum ingrediente na comida que não costumamos usar para "ver se fica bom".

Pratos com nomes impronunciáveis em restaurantes metidos a besta são campeões nisso. Arroz com massa e abacaxi, frutos do mar com feijão e beringela. São coisas que não combinam, não tem cara de que vai dar certo, pois são componentes muito sem relação.

O BMW 130i, por sua vez, é uma mistura de diversas características, mas que o resultado não poderia dar errado.



Para ir de ponto a ponto na região de Orlando, e visitar os eventos que mostramos anteriormente, aluguei um carro, obviamente o modo mais fácil e simples de se deslocar no país do automóvel. É um processo sempre interessante este de escolher um carro que não é seu.

Você chega no balcão da locadora de segunda linha, com preços promocionais, apresenta o número da reserva, a carteira de motorista brasileira, o cartão de crédito, assina o contrato, vai para o estacionamento, lê a placa "full-size" sobre uma fila de carros, olha todas as opções, pondera os percalços das viagens com a família, e chega ao Impala.

Analisa brevemente por fora, depois por dentro e pensa: será que não tem outro carro para eu alugar? Olha de novo a fila toda, e não tem jeito. Ou o porta-malas é pequeno, ou o carro é muito feio, ou já conhecemos.

Pior ainda, na fila em frente formada pelos carros de outra locadora, olhava para mim, abanando a cauda, um modelo que atenderia bem minha necessidade, não tanto quanto o Impala, mas de uma marca que aprecio bastante.