BLACK FRIDAY À BRASILEIRA



De uns anos para cá começou a aparecer no comércio uma moda importada dos Estados Unidos, a Black Friday (sexta-feira negra, em tradução livre). A origem do termo é controversa e não será aqui que discutiremos isso. Nos EUA, a Black Friday é a sexta-feira logo após o feriado do Dia de Ação de Graças (Thanksgiving), que sempre ocorre na quarta quinta-feira de novembro. A Black Friday marca o início da temporada de compras de Natal.

Por conta disso, os comerciantes aproveitam a data para fazerem uma “limpa” no estoque. Tudo das linhas antigas, tudo de mostruário, tudo que está encalhado tem seu preço generosamente reduzido para “ir embora”. Isso abre espaço nas prateleiras para a nova linha de produtos, que será vendida nesta época de compras de Natal que se segue à Black Friday. Por causa disso, filas de consumidores aguardando pelas ofertas se formam na frente das lojas.

A brasileirada que vai pra lá viu isso e se animou com as ofertas, com muitos itens saindo “quase de graça”. Só que quando chegam aqui só se lembram das ofertas malucas, não prestaram atenção no resto. O primeiro detalhe é que não é tudo que está sendo vendido “quase de graça”. Apenas itens fora de linha, de mostruário, abertos (open-box, itens que o cliente não gostou e devolveu). É uma limpa do que tem de velho no estoque, certo? Então por que venderiam com enormes descontos os itens da linha atual, que podem continuar a serem vendidos para o Natal?

Todo mundo atrás de "um bom negócio"

Mas novembro não tinha nenhuma data comercial forte como têm outros meses. Dia das crianças, dia dos pais, das mães e dos namorados caem todos em outros meses. Então alguns empresários que conheceram a Black Friday nos EUA resolveram trazer a ideia para cá para tentar turbinar as vendas de novembro. Para variar, fazendo tudo errado.

Venderam a ideia de que Black Friday era época de tudo com descontos arrasadores – errado, os descontos são apenas para limpar os estoques, não são para todos os produtos. Além disso, o Brasil tem uma característica que não ocorre nos EUA – o 13º salário. No fim de novembro, está todo mundo com o 13º engatado e as compras no cartão só cairão na fatura de dezembro, quando o 13º já terá entrado na conta do cliente.

Sendo assim, para atender à expectativa de descontos em TUDO, as empresas têm que elevar o preço dos itens que não são queima de estoque – a famosa maquiagem de preço, que deu origem ao nome “tudo pela metade do dobro”. Além disso, para que conceder descontos generosos em uma época em que os clientes estão cheios de dinheiro pela injeção do 13º na economia? Época de se conceder descontos é a época de baixa de vendas, em que as empresas abrem mão de parte de seu lucro para conseguir fazer seu estoque girar. O que não é o caso do final de novembro no Brasil.

Ninguém precisa dar desconto para vender num mercado aquecido

Por conta destes fatores é que a nossa Black Friday virou “Black Fraude”. E nem poderia ser diferente, como já mostrei aqui. E o que isto tem a ver com o AE? Neste ano teve até fabricantes de automóveis entrando na onda da Black Friday com os seus feirões. Dada a época, eu diria que não se fizeram grandes negócios neste dia. Toda a linha a venda já é 2014, os clientes com a perspectiva da entrada do 13º em suas contas...

Não, não é época em que seja necessário se conceder descontos para aumentar as vendas, elas já aumentam sozinhas naturalmente pelas características da própria economia. Sendo assim a Black Friday acaba funcionando mais como um chamariz para os mais desavisados, mais uma propaganda de “oportunidade única”, como tantas vezes se fez no último ano, em que todo fim de mês era a oportunidade única do “último final de semana do IPI reduzido”.

Cuidado com as armadilhas da "última oportunidade"

Bem, se não é bom comprar carro zero km na Black Friday, quando é? Lembremos o que causa a Black Friday nos EUA: os empresários tendem a conceder mais descontos em épocas em que a procura é baixa e/ou há a necessidade de se livrar de estoques antigos. Sendo assim, eu diria que a “nossa Black Friday” automotiva são os meses de janeiro e agosto. Em janeiro, mais especificamente entre a segunda quinzena de janeiro e a primeira quinzena de fevereiro. Por que? Os consumidores estão voltando das férias com os bolsos vazios, gastaram tudo no Natal e nas férias. Além disso, janeiro é o mês de vencimento de vários impostos (IPVA, IPTU), das matrículas escolares, dos uniformes, do material escolar... Sendo assim, os consumidores estão menos propensos a gastar dinheiro em compras que podem ser adiadas, como é o caso do carro novo.

Na segunda quinzena de janeiro também começam a chegar os primeiros carros fabricados em 2014, ou seja, ano e modelo 2014. Desta forma, desvalorizam-se os carros modelo 2014, mas ainda fabricados em 2013 (uma sandice que só existe neste mercado tupiniquim, distinguir um carro ano-modelo 2014 fabricado em 2013 de um fabricado em 2014, sendo o carro exatamente idêntico). Necessidade de limpa de estoque para os carros 14/14 + poucos consumidores querendo comprar = DESCONTOS!!! Sim, ao contrário da Black Friday, quando há muitos consumidores dispostos a comprar e não há a necessidade de desovar o estoque, no final de janeiro a situação é oposta, é o consumidor quem dá as cartas.

Uma vantagem que pouca gente sabe é que os carros pagam IPVA por seus anos de fabricação. Sendo assim, um carro ano-modelo 2014 fabricado em 2013 tem todas as características do ano-modelo 2014, mas paga IPVA como um 2013. Isso pode dar uma boa economia ao longo dos anos.

Só no Brasil o ano de fabricação é lembrado – no resto do mundo vale o ano-modelo apenas

Agosto também é uma boa época, pois é a época em que saem os modelos do ano seguinte e as concessionárias precisam desovar os estoques dos modelos do ano corrente. Além disso, é volta das férias de julho, quando vencem as contas das despesas feitas no mês anterior — hora de apertar o cinto, o que diminui a demanda. De novo ocorre a conjunção planetária perfeita para a concessão de descontos.

Só que, ao contrário de janeiro, normalmente os modelos do ano seguinte saem com novidades em relação aos seus antecessores. Além disso, na hora da venda ou até de ser ressarcido por perda total em um sinistro, valerá valor do ano-modelo corrente, pois é o ano-modelo do carro que conta para seu preço de mercado, valor este que também embasará uma eventual indenização da seguradora. Sendo assim, o desconto tem que ser substancial para o negócio valer a pena, uma vez que, neste caso, a opção por um ano-modelo anterior traz prejuízos em relação ao ano-modelo atual.

Ainda assim, há que se ter bom senso, os descontos variam de acordo com o carro que se está comprando. Modelos de menor apelo ou de mercado mais difícil tendem a ter descontos maiores do que os queridinhos de mercado do momento. Não se espera achar um desconto substancial no modelo mais procurado do mercado, ainda mais na cor e com os acessórios que todo mundo procura. Este carro praticamente se vende sozinho, o vendedor não precisa dar desconto para vendê-lo.

Necessidade de desovar o estoque: hora de boas compras

Ninguém dá desconto porque é bonzinho (como querem fazer parecer os marqueteiros da Black Friday), os descontos são concedidos conforme a necessidade em função da procura do mercado. Dar desconto é receber a menos pelo que se tem e ninguém gosta de receber menos dinheiro, a não ser que isto seja necessário. O que embasa o quanto o vendedor vai dar de desconto são justamente a dificuldade e a necessidade que ele tem de lhe vender aquele carro em específico. Se for um carro procurado, haverá mais pessoas interessadas e a propensão dele de conceder um bom desconto diminuirá, podendo inexistir ou até se transformar em sobrepreço. Caso contrário, o desconto terá que ser mais gordo para facilitar a busca de um comprador que se interesse.

Por isso, é bom comprar o carro nas época de menor procura, de forma a estar concorrendo com menos gente no mercado e em épocas que os concessionários precisam se livrar do estoque. São momentos piores para quem vende, o que aumenta o poder de quem compra. Nestas épocas aumentam as chances de se fazer um melhor negócio. Sem ficar esperando pela Black Friday.

CMF

55 comentários :

  1. Corsário Viajante30/11/13 12:22

    Ótimo texto. A Black Friday veio importada sem critério e acabou deturpada e sem sentido por aqui.
    Assim como Feirões ou promoções (inclusive as movidas pelo efeito "fim-imediato-que-nunca-chega-do-IPI"), aqui no Brasil costumam mais ser formas de tentar fazer você comprar algo de forma apressada do que realmente uma oportunidade de fazer um negócio vantajoso.

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  2. Interessantíssimo!
    Eu não sabia como funciona lá nos EUA e deu pra perceber que é bem diferente daqui.
    A única coisa que me "beneficiei" ontem, foi encher o tanque por R$ 0,13 / litro mais barato. Sensacionais R$ 5,00 de vantagem...
    Justo um item que não tem nada a ver com queima de estoque.

    Valeu CMF, gostei e compartilhei no face.

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    1. Claro que tem a ver: Você compra a gasolnia que estava no estoque, e... queima!

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  3. Esse texto é um porto de lucidez nessa salada toda. Empresários vendem uma ideia distorcida e sem motivação real, clientes não se informam e compram essa ideia...
    O resultado é esse aí: recorde de reclamações por parte de pessoas que queriam encontrar lojas com todos os produtos com descontos de quase 100%, maquiagem nos preços - inaceitável, diga-se, é estelionato - e por aí vai.
    Aliás, não bastasse o conceito da blackfriday não se encaixar perfeitamente no Brasil, distorceram ele mais ainda: recebi anúncios de ofertas relacionadas à data para toda a semana passada! Blue monday, yellow wednesday, uma verdadeira semana do arco-íris.
    Mas quem acompanha os preços faz tempo consegue aproveitar alguma boa promoção aqui e ali.

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  4. Dois casos:

    Comprei meu carro em meados de fevereiro e ontem a fábrica o oferecia com desconto de
    R$ 5.000,00.

    Adquiri um produto com ótimo desconto na quinta-feira passada, um dia antes da "black friday". Seu preço não foi igualado por nenhuma outra empresa no dia seguinte.

    Na sexta-feira, adquiri outro produto de uma loja que não participava da "black friday", por preço menor que outras que estavam a participar.

    Mas a do carro doeu na alma e vou pensar seriamente se fico com a marca na próxima troca.

    Para mim, foi muita sacanagem.





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    1. Corsário Viajante30/11/13 14:07

      Que carro CNN? APosto que é GM... rs
      Mas veja, isso é normal, flutuações de preço ocorrem o tempo todo, normalmente para cima, mas ocasionalmente para baixo também.
      O valor também pode mudar de acordo com a negociação, quando comprei meu carro atual consegui um desconto de 10% sobre o preço de tabela, que daria em torno de 5 a 6mil. Ou seja, às vezes o "preço black friday" é só o preço que o vendedor conseguiria chegar num mês ruim em que não bateu sua meta ou por determinado tipo de pagamento, por exemplo.

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    2. que carro foi??

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    3. Isso dá raiva mesmo. Comigo aconteceu algo menos prejudicial ao bolso, mas pintou um certa frustração: coisa de pouco mais de um mês que eu havia comprado meu Palio ELX 1.0 16v Fire (2001) a Fiat lançou a edição comemorativa "25 anos", que por uma merrequinha a mais, trazia rodas de liga, faróis de neblina, saias retrovisores, e frisos de laterais na cor da carroceria, além do belíssimo interior (isso foi o que mais me deixou puto, pois adoro) com forração de bancos e portas em veludo num tom de azul. Shit! Presumo que sei que carro você comprou, e apesar da sacanagem desse descontão logo depois, pergunto? Está satisfeito com ele? Se é mesmo o carro que estou pensando, é forte candidato para ocupar minha garagem em substituição ao Logan.
      Abraço.

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    4. Corsário Viajante,

      Não, não é GM... Depois de 17 anos de GM mudei para a Fiat.

      É um Palio Essence (quase) completo, hehehe... Tem até vidros elétricos nas portas traseiras, mas as rodas são de aço e não tem controle remoto dos retrovisores.

      PS.: Sempre que eu leio ou escrevo carro completo, ou quase completo, eu lembro de você.

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    5. Mr. Car,

      É um Palio Essence, meu vigésimo primeiro carro e primeiro Fiat e optei por ele depois de ler um post do Bob aqui no AE.

      Eu sempre tive receio em comprar carros da Fiat, mas gostei tanto do relato do Bob, que quis experimentá-lo.

      Mesmo assim, eu o comprei com o pensamento em trocá-lo em pouco tempo com minha filha, se não conseguisse me adaptar a ele.

      Se for mesmo o carro que você pensou, o que eu tenho a dizer é que gostei muito dele.

      Ele não dá "status", mas é um carro firme, bom de curvas e ótimo para punta-taco.

      Ele também é confortável e agradável para guiar, e devido ao seu tamanho, é muito fácil estacioná-lo, mesmo nas menores vagas.

      No início ele apresentou ruídos no painel, mas que foi solucionado. Era um parafuso do porta-luvas com defeito.

      O que incomodou e que ainda incomoda, é o banco do motorista que teve o tecido perfurado por um arame do próprio banco e o trilho que entortou.

      O pano e o trilho foram trocados, mas novamente o banco apresenta perfurações.

      Também apresentou ruído na porta do motorista e a concessionária me informou que depois de seis meses, ruídos internos não estariam cobertos pela garantia. Acionei então a fábrica que disse que mesmo assim o problema seria resolvido, mas não foi preciso, porque um amigo o consertou antes da revisão.

      Em resumo o carro é bom, tem bom espaço interno e porta malas de hatch, que para mim é suficiente.

      Em minha opinião foi uma boa compra, mas depois do desconto do "black friday", me senti lesado e é bem provável que tenha sido o primeiro e último Fiat.

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    6. Foi o carro que imaginei, CCN, he, he! Já tive Fiat, e gostei muito dele. Como estou focado em um hatch como próximo carro, o Palio é candidatíssimo. Caso compre, vou querer um igual ao seu + rodas + retrovisores + vidros traseiros elétricos. Outros hatches até R$ 40.000,00 também serão analisados.
      Abraço

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    7. Mr. Car, vc vai sentir saudade do latifúndio traseiro do Logan. O porta-malas desse Palio novo acho que é menor que o antigo.

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    8. Não vou, não, Tuhu. O Palio pode compensar o porta-malas pequeno com rebatimento do banco traseiro, he, he!
      Abraço.

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    9. João Guilherme Tuhu,

      Nem todos necessitam e nem querem porta-malas enorme.

      Para mim, como exemplo, os 3,60m de comprimento e os 200 litros de porta-malas do Picanto são mais do que suficientes.

      Só não comprei esse carrinho, devido seu motor 1,0-litro ser muito fraquinho, caso contrário, ele já estaria em minha garagem há muito tempo.

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    10. Então vcs estão bem. Dessa categoria, o Palio Essence talvez seja o melhor. Considero que Gol 1.6, Onix 1.4, HB20 1.6, Etios 1.5, C3 e 208 1.5 ficam para trás.

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  5. Descontinho de 10, 20% não é black friday

    João Paulo

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  6. Realmente excelente texto. Um bom exemplo de um carro que hoje é vendido com mais descontos que os seus adversários devido a demanda menor é o Chevrolet Sonic hatch. Como estou pesquisando preços de carros dessa categoria, achei bons descontos nesse carro, mas mesmo assim acho que vale esperar o mês de Janeiro.

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  7. Não sei se é exatamente uma sandice distinguir um carro com ano de fabricação diferente de outro.
    Creio que sandice é se fabricar um carro na primeira quinzena de janeiro de 2014 já como modelo 2015.

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    1. Carlos, é o ano modelo que determina as características do carro. O Fusion modelo novo, 2013, foi lançado em 2012. Deveria ele valer como o 2012? No resto do mundo, o que vale é o ano-modelo.

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    2. Isso é conversa de vendedor. Eles vendem pelo ano-modelo mas compram pelo ano de fabricação... Além disso, quando compro um carro usado quero saber quanto tempo ele tem de uso na mão do dono anterior. Carro mais usado vale menos. Fora que não é incomum os fabricantes alterarem características de um veículo no mesmo ano-modelo.

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  8. Não entendo defenderem o "ano-modelo". A fábrica lança modelo 2015 em fevereiro de 2014, daí você vai comprar o carro anos depois e não sabe se ele foi feito em fevereiro de 2014 ou em dezembro de 2015 ou qualquer outro mês entre esse período. Se fosse tudo pelo ano de fabricação seria muito mais fácil, pois com certeza o carro foi feito entre 1 de janeiro de 2014 e 31 de dezembro de 2014.

    Por mim acabaria esse negócio "exxxperto" de ano-modelo, coisa feita pra vendedor cobrar mais na hora da vende e depois desvalorizar na hora da compra.

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    1. Exatamente. Eu também não defendo o famoso "ano-modelo". Quando trabalhei em revenda de carros usados, na época eram comuns o Tempra 95, que podia ser fabricado entre março de 94 e setembro de 95, quando então saiu o modelo 96; e o Vectra 97, produzido entre março de 96 e agosto ou setembro do ano seguinte.
      O pessoal se incomodava, mas não tinha como avaliar um carro desses com mais de 1 ano e meio de uso, com o triplo da quilometragem, pelo mesmo preço de um com poucos meses. Não era justo com quem tinha comprado um exemplar bem mais recente.

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  9. No mercado maluco do brasil o valor de um carro 12/13 é o mesmo de um carro 12/12.

    Senti isso na pele ao tentar vender um carro meu.

    Teve uma css que me disse assim: pagamos 12% abaixo da fipe.

    Mas ai o funcionario veio com a fipe 2012. Questionei na hora que não estava certo!!!!!

    Ai ele veio com um calculo maluco fipe2012 + fipe2013 / 2.

    Só no Brasil que um carro tem o valor referente a media das tabelas do ano e ano modelo.

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    1. O comprador sempre tentará depreciar o teu carro para pagar menos. É pacífico que o que vale é o ano modelo, não o ano de fabricação. Obviamente, a ccs estava querendo pagar menos no seu carro para aumentar o próprio lucro. Faça o contrário, entre como comprador e pergunte se pediriam menos no 12/13 do que no 13/13.

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    2. 12% abaixo da Fipe? Onde é? Aqui no Rio o percentual vai a 30%. E a Renault, cobrando um ágio absurdo no novo Logan? Desisti de comprar.

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  10. Estive em NY em uma Black Friday por acaso em 2011. Não vi desconto em nada. Roupa, como sempre, tinha desconto sim, mas não tenho interesse. Já eletrônicos, etc, os descontos eram ridículos. Vi alguma coisa realmente quebrada ou mal arrumada com descontos e nada mais. As lojas costumam prestigiar este dia mas mesmo assim só com coisas encalhadas ou que vão sair de linha. Mas vendem tudo cedo, na hora que abre. Quem tem paciência para isto? Eu hein...O Farjoun está certo. Boa "brima". Aqui, não passa de besteira ou black fraude mesmo. MAC

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  11. Bom, a Fiat estava oferecendo Palio 1.6 completo [de verdade] por 36 mil. Não achei caro, para mim é um bom desconto.

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  12. Ótimo texto. Nesta sexta estava cotando alguns preços em lojas virtuais de redes conhecidas. Incrível como os sites estavam lentos. Em dois deles vi uma mensagem de servidor lotado, pedindo para esperar (e não dar F5), e em outros o cálculo de frete dava erro, o que nunca vi. Não acho que fariam blefe, pois o cliente tende a ir embora quando o site não funciona, ainda mais com tão pouca diferença de preço entre as lojas como hoje. Na certa, a brasileirada estava à toda fazendo compras...

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  13. Prezados,o que vcs acham de um Peugeot 308 1.6 13/14 active, manual, com teto solar, Led na frente, couro, keyless e película por R$ 56.000,00?

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    1. Achei caro, Igor. Esse carro não é um 'sapato', na gíria de mercado, mas merece maiores descontos.

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    2. Aqui em São Paulo estão pedindo 55.900,00 no Allure automático de 4 marchas, no de 6 vai a 63 mil. Todos 13/14. Não pesquisei o 2 litros manual. Tão pedindo muito nesse 1,6. Peugeot sempre pratica abaixo da "tabela" de fábrica.

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  14. Igor Bastos
    Com película só vale R$ 20.000,00, mais que isso é caro.

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    1. Bruno Souza30/11/13 23:22

      Essa foi boa hein Bob. Por sinal, o medidor de transparência luminosa acabou em nada. Estou para apurar, mas acredito que a própria Polícia Militar de SP orienta os seus a usarem o carro "lacrado" até no para-brisa. Aqui perto de casa, os carros dos coxinhas que veem aqui para praticarem a Delegada (convênio com a Prefeitura, pra banir os ambulantes sem registro) tem todos carro assim. Um parente meu que também é neganha, usa todos seus carros assim.

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    2. Fazia tempo que o Bob não falava de película. Perdeu a guerra.

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    3. Bob, Desculpe mas não entendi direito. Poderia explicar melhor?

      Obrigado.

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    4. Igor Bastos
      É claro que foi apenas para mostrar como a praga do esconderijo móvel assola o Brasil Esconderijo móvel ou então item para deixar o carro "lindão", a ponto de você ter incluído o saco de lixo na descrição do veículo como atributo.

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    5. Anonimo 1/12 01:44
      Perdi, não, perdemos: o Brasil perdeu. E não foi a guerra, foi a batalha.

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    6. Bruno Souza
      Por aí você dá para você avaliar a (falta de) inteligência da nossa "puliça"...Medidor de transmitância luminosa, parece que só o Detran de Brasília está usando. Preciso mesmo voltar à carga.

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    7. Bob, enfim continuo não entendendo o motivo de sua possível revolta... Pode ter algo de subliminar nisto que não estou conseguindo captar.

      De qualquer forma, o item oferecido foi considerado na avaliação por nenhuma outra montadora ter incluído no pacote. O saco de lixo citado pelo Sr é necessário também pela questão do excesso de claridade, que querendo ou não uma película boa da 3M ajuda a melhorar

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    8. Cristiano Reis03/12/13 10:04

      Bob pode ter todos os contras, mas uma película ajuda e muito a melhorar o conforto aqui no interior do Ceará. Os termômetros marcam 43ºC... Certa vez deixei uma calculadora no painel de um carro comboio durante uma folga, passou 3 dias pegando sol, quando voltei a calculadora estava toda torcida.

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    9. Cristiano
      Errado. Já foi comprovado que o calor não se irradia para fora do carro, portanto a temperatura interna é maior do que se os vidros fossem os esverdeados de fábrica sem "sacos de lixo". A calculadora deformou-se pela temperatura, não pelo sol em si. Morei os primeiros 35 anos da minha vida no Rio de Janeiro e incidência da luz solar jamais foi problema. Temperaturas como a citada são comuns no Rio, no verão. Sacos de lixo nos vidros é moda, símbolo de status ou simplesmente por se achar que o carro fica "lindão", além de ser brinde barato para as concessionárias oferecerem aos compradores de carros novos, deixando-os todos felizes...

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    10. Bob, discordo totalmente. Película pode ser tudo o que você quiser, agora dizer que não faz diferença na sensação térmica de quem está dentro do carro faz perder a razão.

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    11. Igor Bastos
      Este assunto já me foi esclarecido pela fabricante de vidros Saint-Gobain, fornecedora da indústria automobilística. O vidro com película não impede o aquecimento sob sol e impede que se dissipe. A sensação a que você se refere pode ser pelo ambiente escuro, mas se a temperatura for medida você verá que fica mais quente. Sou um dos que é encalorado ao extremo, não gosto de calor e aprecio o frio. Jamais senti calor dentro de um carro com ar-condicionado mesmo tendo morado no Rio de Janeiro boa parte da minha vida. Mas independentemente de tudo isso, é injustificável ter a visibilidade prejudicada pelos sacos de lixo, fora que é proibido tê-los abaixo de 5% de transparência.

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    12. Corsário Viajante04/12/13 19:02

      Outro dia conversando com um Policial Rodoviário, falavamos sobre uso de filmes e etc, ele me mostrou o carro pessoal dele, selado no G5, completamente lacrado. Ele só mostrou o uniforme, e falou que não queria morrer tão rápido.

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    13. Corsário
      Um idiota completo e ainda por cima cagão. Devia ser expulso da corporação.

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    14. Corsário
      Um idiota completo e ainda por cima cagão. Devia ser expulso da corporação.

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  15. Triste mesmo é pais colonizado, que nem valoriza sua própria língua....

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    1. João,
      Isto é muito relativo. Valorizar a própria língua não significa ser xenófobo, e um exemplo disso (bem simples) nos vem do próprio Japão (país de uma das mais excêntricas e fortes culturas atualmente). Por lá, importar palavras, termos e conceitos externos não significa nacionalizá-los a seu modo, do contrário mantém-se fiel ao original, e mesmo assim a língua japonesa e sua escrita são consideradas, por eles, artes. Valorizam tanto o que vem de fora quanto o que eles próprios tem, e as duas coisas coexistem em perfeição.
      Quantos carros de fabricante e projeto japoneses são batizados com nomes ou escrita em japonês? Nenhum. Todos recebem nomes em línguas ocidentais, especialmente o inglês. No entanto, não dispensa os carros japoneses das idiossincrasias daquele povo tão pouco os faz uma "colônia" das indústrias europeia e americana. Pelo contrário, são polo vanguardista no desenvolvimento de tecnologia automotiva.

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    2. É verdade. Mas pelo menos eles têm indústria própria. E valorizam suas tradições. Sem xenofobia. Nossa origem de plantation cobra seu preço.

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    3. Charles
      Como fariam os japoneses para dar nome grafado na própria língua aos carros que fabricam?

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  16. Tá black essa friday.
    Faz 5 meses que comprei um celular por 600.
    Na blecki Fraidei ele tá na incrível promoção de 1000 por apenas 699.
    Como diria o zé meu amigo: Cai quem quer ...

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  17. O brasileiro simplesmente não sabe como que o comércio funciona. São poucas as pessoas que têm essa visão como o Bob. Geralmente, as pessoas acham que é obrigação do vendedor manter os preços baixos, saem reclamando quando os preços estão altos, mas compram do mesmo jeito. Elas querem que o governo baixe resoluções para conter o aumento dos preços, mas enquanto o governo não faz (e nem pode, caso contrário quebra o país) isso, seguem comprando, sem perceber que, se ninguém compra, os preços caem automaticamente.

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  18. Ótimo post. Esses mesmos problemas que nos fazem sentir lesados, como comprar um carro hoje e amanha encontrar o mesmo com 5k de desconto, é comum para outros bens. Enfim, o Black Friday é uma grande besteira, serve para aquecer (mais) o comércio, com promoções que existem sempre. E hoje ainda tem a Cyber Monday...

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  19. Teve tanta palhaçada nessa sexta feira fajuta que só mesmo desistindo e saindo "deçepaíz".
    Ah, se eu tivesse a mínima chance.

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  20. Está ficando algo sem ética, esta tal de Black Friday. O comércio e a industria perdem o senso. Atitude semelhante faz a Sadia, ao tentar entubar na maior cara de pau ao consumidor mais uma data ("dia da árvore de natal", em 1º de dezembro) comemorativa, para vender seus produtos. Fiquei com nojo da Sadia, por conta disto.

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