O OPALA NA 25 HORAS DE 1973

Instantes finais, tentando chegar no Maverick líder, faróis ligados de dia para facilitar o avanço

Tudo começou quando um grupo de 15 cariocas resolveu criar uma categoria de stock cars em 1972. Uma grande concessionária Chevrolet na época, a Mesbla, se interessou pela modalidade e negociou com a GM a produção e venda, a preços de incentivo, do Opala cupê 4100 standard. Resultou num preço bem conveniente e 15 carros foram comprados, sendo organizadas provas no autódromo do Rio. Havia um regulamento específico, inclusive permitindo pequenas modificações na carroceria e retirada de todo material de acabamento interno, bem como a troca dos vidros laterais e traseiro por acrílico. Pneus, só radiais de rua. Foram feita algumas corridas, com relativo sucesso, mas a modalidade não foi adiante. Um dos carros pertencia a um grande amigo meu (até hoje), José Carlos Ramos da Silva, que quis começar a correr aos 30 anos de idade e realizou seu sonho nessas provas no Rio.

O Opala  "stock car" do José Carlos, estréia

No final de julho de 1973 soube-se que o piloto e construtor de carros de corrida e réplicas, Antônio Carlos Avallone, de São Paulo, organizaria uma prova de longa duração nunca feita antes, de 25 horas, empregando regulamento da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), o Turismo de Série Divisão 1. Um regulamento bem restrito, pelo qual pouco se podia mexer nos carros, liberado apenas molas, amortecedores (desde que nacionais) e rodas de alumínio de até 7 polegadas de tala. Seriam três classes de cilindrada, a A, até 1.600 cm³, a B, de 1.601 a 2.500 cm³, e a C, acima de 2.500 cm³.

O José Carlos negociando a Curva Norte do autódromo do Rio original, em sua primeira corrida

Ao saber da novidade, eu disse para o José Carlos, "Vamos nessa? Além de nos divertirmos a valer, você vai ganhar muita mão na corrida". Ele topou imediatamente. "Mas, o carro, não é mais original, como fazer?" perguntou, com razão. "Deixe comigo", disse-lhe.

No dia seguinte fui falar com o Narciso Nogueira de Sá, português, dono da Mecânica Lagoinha, oficina autorizada Chevrolet em São Conrado, que cuidava do Opala do José Carlos. Ao falar com o Narciso, antes de tudo um amigo, ele já veio dizendo, "Já sei, vocês querem correr a 25 Horas".  Como ele sacou que era isso o que eu queria conversar com ele, mostra o quão ele era ligado e interessado no automobilismo (ele mesmo havia corrido no autódromo algumas vezes com Gordini). Assim começou o trabalho de devolver o estado original ao Opala do José Carlos, felizmente estava tudo guardado lá.

Como o regulamento da Divisão obrigava o uso do banco original, podendo ser modificado para segurar mais o corpo nas curvas, usamos o mesmo do "stock car", que já tinha o formato alterado para essa finalidade. Assim, em tempo recorde, o Opala voltou ao visual de fábrica.

O nosso Opala nada tinha de especial senão amortecedores mais firmes e a eliminação da barra estabilizadora traseira (pode-se ver nas fotos como rolava nas curvas), em compensação a tração era incrível. E em tempo de corrida descontraída, ainda fiz uma brincadeirinha: deixei a mistura de marcha-lenta bem rica, o motor parecia que tinha outro comando (proibido), deixando muita gente desconfiada...

A corrida tinha um elemento novo, o Ford Maverick V-8 que havia sido lançado recentemente, em maio. Desse modo, na classe C haveria Opala, Dart e o novo Ford., que tinha uma notória vantagem sobre o Opala em cilindrada, 4.940 cm³ contra 4.093 cm³, apesar de algo mais pesado.

A "tropa" toda de pilotos, muitos deles amigos , se inscreveu na corrida, que prometia. A Ford, que assumiu o lado esportivo da Willys-Overland do Brasil quando a absorveu em 1968 mas estava meio ausente, estava representada oficialmente pela Greco Competições e seu carismático proprietário e chefe de equipe Luiz Antônio Greco com um Maverick. Tripulando-o, os irmãos Bird e Nilson Clemente e o gaúcho Clóvis de Moraes, um grande nome da Fórmula Ford. No Opala do José Carlos estava o amigo Jan Balder formando o trio. Como a Brahma patrocinava a equipe de Fórmula Super Vê do Jan, nos patrocinou também.

Luiz Antônio Greco e o Maverick 20

Não me lembro da nossa posição na largada, mas estávamos bem. Depois de largar e a corrida se estabilizar, dois carros se destacavam, o Maverick do Greco e o nosso Opala. Era uma nova experiência para todo mundo ali, uma prova tão longa com carros relativamente novos no mercado. O fato que a liderança ficou na alternância entre nós e eles e rodávamos em tempos praticamente iguais. Os Dodges (acho que eram dois) logo abandonaram com motor quebrado por não ser permitido pelo regulamento colocar separadores de óleo no cárter e a pressão caía muito nas curvas.

Antes da largada, uma conversa com o chefe de equipe, meu irmão Rony

Quando o José Carlos, ainda inexperiente, viu o Opala liderando, num gesto inesperado e que nunca vi, abriu mão de pilotar o carro que era dele, por ter consciência de que prejudicaria o ritmo de corrida. Fiquei emocionado quando ele me comunicou nisso com a prova em andamento. Mas ficou no boxe, com macacão, pronto, caso fosse preciso pilotar por um motivo qualquer.

Tivemos um grande vantagem, andar 2 horas com um tanque, enquanto os Maverick não passavam de 1 hora e meia. Mas tínhamos um "truque" no nosso Opala, um medidor de pressão da linha de combustível (permitido), de modo que podíamos arriscar ir até o fim do tanque sem risco de parar na pista. Esse fato, inclusive, fez levantar suspeitas de que tínhamos um tanque suplementar sob o assento do banco traseiro, para o que o publicitário Mauro Salles, que tinha a conta da Ford, começou a se movimentar para fazer protesto formal: era a primeira participação do Maverick numa corrida e tudo estava pronto para anunciar a vitória.

O José Carlos e eu, momentos tensos, avisados que queriam nos protestar no final da corrida

Num dos turnos não conseguimos rodar 2 horas e o Jan precisou entrar para reabastecer. Quando saiu do carro, viu que havia algo estranho, eu não estava pronto para assumir e nem o José Carlos. O motivo era ser obrigatório, pelo regulamento esportivo, descansar pelo menos 2 horas. O Jan voltou para o carro, que saiu depois de reabastecido.
Eu e o José Carlos explicando para o Jan por que ele tinha que continuar

Problemas, todos tivemos, de freio, principalmente. No nosso carro as pastilhas acabaram e para piorar as plaquetas entortaram, fazendo perdermos três voltas para trocar até os discos destruídos. Houve muita dificuldade para retirar o que restou das pastilhas das pinças. Nos faltou também uma parafusadeira elétrica ou pneumática para a troca de pneus, tínhamos a velha chave em cruz para isso, enquanto a equipe Greco tinha parafusadeira. Mas mesmo assim a liderança continuou se alternando entre o Maverick n° 20 e o Opala n° 7.

Quando faltava uma hora para o final, tínhamos boa liderança sobre o Maverick – mais de 1 minuto, tivemos um pneu dianteiro dechapado, obrigando a uma parada não programada. Com isso o Maverick nos passou e começamos, eu pilotando, uma "caçada" incrível. Tirávamos 4 a 5 segundos por volta, o Maverick totalmente aleijado de suspensão, não fazia mais curva. Com 25 horas veio a bandeirada final, o Maverick venceu com 370 voltas e cruzei a linha de chegada 47 segundos depois. Quase deu! Mais 10 minutos de prova e vitória teria sido nossa. Mas são coisas de corrida!

Pódio: da esq. para a dir., Clóvis de Moraes, Bird Clemente, Nilson Clemente (Maverick), eu, José Carlos e Jan Balder

Em terceiro chegou outro Maverick, de Chico Landi/Luiz Landi/Antônio Castro Prado, 7 voltas a menos. O notável é que o velho Chico já tinha 66 anos. Que piloto! Que honra tive, participar de uma prova com ele disputando o asfalto comigo!



E anteontem, 26 de agosto, o José Carlos me ligou do Rio para lembrar que se passaram exatamente 40 anos dessa nossa grande corrida!

BS

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70 comentários :

  1. Bob;

    Com essa historia das 25 horas de Opala, você foi parar até na Wikipédia americana,

    http://en.wikipedia.org/wiki/Chevrolet_Opala

    Abraços!

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  2. Bob,

    Nos carros normais,de rua,o Maverick V8 também era bem mais gastador que o Opala 4100?

    E a troca dos vidros por acrílico era para diminuir o peso ou por segurança?

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    1. CCN 1410
      Sim, o Maverick pesava mais e tinha mais dois cilindros para fazer atrito. Comparando potências dos carros standard, era 121 cv Opala e 135 cv, Maverick. / Acrílico, para tirar peso, uma velha prática.

      Para você e os demais leitores: a demora em liberar comentários e responder é por motivo de viagem, estou em Porto Alegre, programa da Renault sobre eficiência energética.

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  3. Que show, Bob. Que show. É como assistir um bom filme antigo. Parabéns!

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    1. Marcus Vinicius
      Também curto um filme antigo...

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  4. Nao ha do que se desculpar Bob.
    Ontem minha Vivo ficou o dia todo fora. A patroa reclamou um bocado.
    Essas operadoras todas sao mequetrefes, cada vez estao piores!
    Jorjao

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    1. Jorjão
      Fiz uma reclamação formal à Anatel. A Vivo tem falhado demais. Obrigado pela compreensão.

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  5. Bob,

    incrível deve ter sido essa corrida, tão longa, com carros quase de rua. Nem vou falar de novo sobre um livro seu. Todo mundo que comenta seus posts sobre corridas já pedem isso, então não vou repetir.

    Agora me diga, existe livro publicado sobre o Chico Landi ?

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    1. JJ
      Sim, existe, livro do Paulo Scali. Amanhã vejo detalhes, editora etc.

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  6. Bob,

    Para quando normalizar a situação, seguem alguns links de fotos do Opala :

    http://www.bandeiraquadriculada.com.br/BobSharp.htm

    http://www.antigomotors.com.br/interna.asp?id=154&Type=Antigos%20nas%20Pistas

    http://mestrejoca.blogspot.com.br/2010/04/mitos-e-verdades7.html

    http://ruiamaraljr.blogspot.com.br/search/label/Mil%20Milhas%201973

    Miniatura...
    http://titotilp.blogspot.com.br/2012/02/paper-opala-76.html

    Abs

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    1. Mikesp82
      O Bandeira Quadriculada e o Mestre Joca, conheço,, são ótimos. Vou ver os outros,,agradeço a dica.

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  7. É, a vitória do Maverick também foi heróica, ainda mais c/ aqueles feixes de mola na traseira dos Maverick de série!

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    1. Sem dúvida alguma que foi heróica. O trio ali era muito bom.

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  8. Foto 1 - Chevetinho atrevido no meio da briga dos cachorros grnades.
    Maverick X Opala , "treta braba" de longa data !
    Jorjao

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    1. Jorjão
      É como em Le Mans, carro de 250 km/h e carro de 380 km/h...

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  9. Impressionante, três colegas se juntam para uma competição de longa duração pra se divertir e se vêem competindo de igual pra igual com uma equipe com apoio oficial da fabrica, tento a sorte definindo o resultado no finalzinho corrida, isto é coisa pra ter orgulho resto da vida. Completar a corrida de 25hrs já seria um grande feito. Tomara que tenha mais dessas histórias guardadas aí.

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  10. Essa história é fantástica, ainda mais se pensarmos que o Opala daquela corrida não era o 250-S e o Maverick já tinha o 302 V8. Logo, havia a penalidade da menor potência (e aqui podemos falar tanto no bruto quanto no líquido), mas o benefício do menor peso. Também creio que favorecesse o Opala o fato de sua suspensão traseira ser de eixo rígido com molas helicoidais, dois tirantes e barra Panhard em comparação ao mais prosaico feixe de molas do Maveco. Foi uma corrida que acabou decidida mesmo no pneu dechapado e no disco de freio carcomido.

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    1. Foi a primeira coisa que me saltou aos olhos, o motor 250 normal dando um suador no Maverick. Aliás, o posterior 250-S ficou tão bom que fez a Ford apelar e lançar o Maverick com quadrijet. Depois ainda surgiu o Maverick da equipe Holywood, com cabeçotes importados e quatro Weber 48 duplos para alimentar o 302 sem dó! Aí virou covardia para o 250-S...

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    2. Falando no 250-S, ainda quero ter o gosto de ler sua história aqui - e melhor ainda se for contada pelo Bob, um dos pais da criança!

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    3. Lorenzo Frigerio28/08/13 21:15

      Road Runner, 4 Weber 48 IDA duplas são "overkill" para um 302. É claro que, com os venturis corretos, você as calibra para um 302 ou para um 460. O falecido Gelson, de São Paulo, tinha um Maverick meio "sleeper" com essa carburação. É possível colocar 3 Weber 48 DCOE num 250S e encarar o Mavecão. Não tem covardia coisa nenhuma. Aí entra a arte do preparador e a grana do dono da equipe.

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    4. Anônimo 15:02
      Depois dessa corrida o pessoal acertou melhor os Mavericks.

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    5. Dois pequenos grandes erros em nossa indústria nacional dos anos 1970:

      1) A GMB não ter feito mais com o seis em linha, ainda mais quando se vê o tanto de potência que essa unidade pegou com as pequenas mudanças do 250-S (que basicamente pegavam peças de prateleira) e o tanto de potência que essa unidade pega com as pequenas mudanças que os preparadores fazem;

      2) A GMB não ter sido mais ousada e criado um Opala com motor smallblock ou de repente ter aproveitado ferramental descontinuado da Pontiac e trazido para cá o motor Sprint, que tinha afinidades construtivas com o seis em linha que conhecemos e tinha correia de fibra de vidro (juntando as boas qualidades tanto da correia dentada de borracha quanto da corrente metálica);

      3) A Ford não ter tornado o quadrijet algo de série no Maverick.

      Tudo bem que parte dessa estagnação deveu-se à crise do petróleo, mas a outra parte, a da acomodação, é que ferrou tudo.

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    6. Lorenzo,
      Por acaso um colega meu, no início dos anos 90, teve um Opala 6 cilindros super-preparado, gastando uma pequena fortuna com os 3 Weber 48, taxa de compressão altíssima, comando de válvulas mais bravo que o usado na stock car da época, rodando no álcool. Um motor de pista que ele teimava em usar nas ruas... Certa vez ele mediu em dinamômetro e deu algo em torno de 380 cv ABNT, a mais de 6000 rpm (se a memória não me traiu nesses 20 anos passados...)

      Uma pena é que a carburação não estava bem afinada, pois o motor embaralhava bastante em baixa (parava de pipocar lá pelas 3500 - 4000 rpm). Ou então otimizaram o motor para média/alta, não sei ao certo. O que me marcou bastante no carro (além do desempenho extremamente estúpido!) era o consumo, da ordem de 0,8 km/L...

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  11. Belo relato Bob! Adoro essas histórias. principalmente por se tratar de um automobilismo diferente da frieza de hoje. Um aspecto interessante foi quando comentou sobre o interesse das concessionárias pelo automobilismo com os exemplos da Mesbla e da Lagoinha. Ainda na minha época, anos 80, vi muitos carros de turismo patrocinados por concessionárias. Hoje em dia esse interesse parece ter morrido, talvez junto com o das próprias montadoras.

    A propósito Bob, desde de o seu post “Meus três Fuscas incríveis”, quando encerrou dizendo: “...Mas os “a água”, que foram três também – L 2-portas, LS 4-portas e TS – ficam para outro post, que incluirá um quarto Passat, LSE, já na minha fase de vida neopaulistana”, eu que tenho um Passat LSE estou a espera ansioso por essa história. :-)
    Cláudio

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    1. Cláudio
      Realmente, a coisa esfriou muito, é bem diferente daquele tempo. Quanto aos "a água", aguarde, virão.

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  12. Belo post, Bob, tanto o texto quanto as imagens. Desculpe pelo desvio de assunto, mas me bateu a curiosidade: Que fim levou aquele Chevette da primeira foto? Pergunto pois na tabela com a classificação final só tem os Opalas e Mavecos. Você se lembra qual mecânica ele usava? Tem quer ter peito pra se enfiar no meio dos "quatro-ponto-alguma coisa" com a mecânica original.

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    1. No inicio do texto têm as categorias, classe A até 1,6, B até 2,5 e a C acima disso. Chevette devia estar competindo contra os VW a ar e corcel imagino eu.

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    2. Eu emendo mais uma pergunta: Que fim levou o Opala do José Carlos? Esse merecia ter sido guardado para a posteridade...

      Um abraço, Bob!

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    3. Isso, havia três classes de cilindrada e, repetindo que eu respondi a outro leitor, é comum no automobilismo internacional essa "mistura" de classes de cilindrada. Não me lembro quem comprou o Opala do José Carlos; talvez ele se lembre. Vou ver com ele.

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  13. Show! Parabéns, Bob! Bela postagem. Como sempre, ótimas histórias de grandes nomes do nosso automobilismo.

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  14. O tempo não passa,voa como esses Opalas.Mistura melhor impossível, grandes carros,grandes pilotos,abraço.

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  15. Sensacional ler esta história. Voltei depois pra rever com fotos.
    Roberto Mazza

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  16. Que história! Pensei que fosse terminar com seu triunfo, igual qualquer filme de esportes onde o mocinho vence no final, mas foi um relato honesto de um honroso 2o lugar.
    E que foto essa do JC negociando a curva Norte... minha nossa!
    Como curiosidade, foi no mesmo dia que minha querida Lusa dividiu o campeonato paulista com o Santos.

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  17. Sou suspeitíssimo para falar, mas caramba, Bob! Que texto maravilhoso de se ler!!! Me senti no autódromo, acompanhando as últimas voltas na caça ao Maverick. Só nome de "gente grande" no texto, os grandes da época mais legal do automobilismo nacional.

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    1. Road Runner
      As provas desse ano deram uma boa reacendida no autombilismo, que andava meio morto. Foi o grande mérito do Avallone.

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  18. Putz, meu pai teve um Opala vinho 1972, com exatamente essas rodas do José Carlos. Deu até um arrepio aqui, eu era menino, mas consigo me lembrar disso!

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    1. Raphael
      Essas rodas Scorro tinham o nome de "Ramona", alusão ao Chevrolet Ramona de 1928/1930. Tenho uma foto do meu pai lado do Ramona da família dele, igual!

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  19. Bob,

    Ali, na primeira foto, era você quem estava dando farol alto para os "rodas-presas" sairem da frente? (rsrs)

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    1. Marcelo R.
      Exatamente isso, tudo ligado de dia! (menos os neblinas, claro, rsrsrs)

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  20. Ola Bob,
    Bela corrida que assisti da arquibancada gelada na qual passei aquela infindavel noite, aos 15 anos, torcendo pelo Opala laranja da Brahma, que até ler o post achava que era numero 6. Tempos memoraveis. Opala, Maverick, Landau, Dodge Dart, Chevete, Corcel, Fusca. Acho que até Dodginho tinha naquela prova.
    Grandes lembranças.

    Renato Ver

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    1. Que barato, Renato! Parece eu com sua idade, vindo do Rio para assistir várias Mil Milhas...Vou ver depois, pode ser que tivesse Dodginho, embora fosse lançamento recente também.

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  21. Ao ver estas fotos fico imaginando como as corridas atuais são chatas, carros que não tem nada haver com os originais se dizendo " stock cars ". O nome certo destes atuais deveria ser " stock chatos ".

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    1. O pior é a mecânica exatamente igual em todos. Tira a graça. O nome é 'corrida de automóveis', não 'corrida de pilotos' .

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  22. Lorenzo Frigerio28/08/13 21:28

    "Os Dodges (acho que eram dois) logo abandonaram com motor quebrado por não ser permitido pelo regulamento colocar separadores de óleo no cárter e a pressão caía muito nas curvas."
    Pelo visto, não queriam Dodges na corrida.
    Como carros de rua são projetados para a RUA, acredito que, quando colocados na pista, deveriam poder receber modificações que apenas corrijam deficiências que possam surgir nessas novas condições, e que não representem vantagem competitiva de qualquer espécie. Separadores de óleo não são "veneno". São, no caso, acessórios que ESTIMULAM a competição. Uma corrida dessas é uma verdadeira competição de perícia de pilotos, e o espetáculo perde.
    A conclusão é que as pessoas mais anti-competitivas do automobilismo parecem ser aquelas que fazem os regulamentos, justamente as que não correm.

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    1. Ta, mas entre a gente, ter tanto problema de lubrificar o motor assim com componentes originais significa que ou deveria ter isso de fabrica ou deveria ser repensado. Na rua igualmente existem curvas, pense no longo prazo um carro com um problema desses sendo usado num lugar de serra por exemplo. Com as curvas todo dia, uma hora daria problema.

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    2. Lorenzo
      Concordo plenamente.

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    3. Anônimo 00:31
      Tudo bem, para o uso típico nos EUA não faz diferença ter ou não separadores no cárter, já na Europa seriam essenciais mesmo.

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    4. Lorenzo Frigerio29/08/13 14:25

      Separadores, é claro, têm um custo desprezível quando da fabricação do cárter. Acontece que, na fabricação, a Engenharia considera absolutamente tudo passível de corte por razões de custo. Um motor 318, assim como o Dodge Dart (tal e qual o Maverick e seu motor 302, ou os motores GM de 6 cilindros e todos os carros que os receberam) jamais foram projetados para performance. O fato de o Maverick e os Opalas não terem sofrido com esse problema foi pura sorte. Lembrando que o desenho do cárter é ditado pela posição do braço central da direção. No caso do Dodjão, o depósito de óleo do cárter fica na traseira e, na freada forte antes da curva, o óleo deve ter corrido todo para a frente, descobrindo o pescador. Acho que no 302 (não sei no GM) o depósito já fica na frente, então ele não teria esse problema.

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    5. Opala 6 foi projetado para performance ao seu tempo, assim como os 302. Visto que todos os Darts tiveram problema de lubrificar e outros nada de problemas com isso, acho que foi mais que sorte.

      Claro que o custo pesa, mas coisas assim deviam ser o minimo a se esperar. Na europa seria mesmo essencial um separador ou um melhor projeto dessa parte do carro. Muitos lugares possuem curvas e serras, portanto mais que na europa isso seria importante no longo prazo mesmo sem uso esportivo.

      Acho que pesa muito o fato que esses carros foram pensados para os EUA, dado que poucos outros lugares os compravam. Ainda assim, projetar um carro para uso apenas em retas no minimo merece criticas. Hoje, ainda mais com os projetos globalizados, acredito que nem passaria pelos testes algo assim.

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  23. Carlos Miguez28/08/13 22:29

    Bob,
    Parabéns pela "reportagem" histórica, lembro-me muito bem de fotos em revistas (que hoje não cobrem mais o automobilismo) deste Opala vermelho, com estas maravilhosas rodas de "magnésio". Foi a 1ª vez que lí e gravei seu nome. Pode ser que eu esteja errado, se eu estiver por favor me desculpe a arrogância, mas neste trecho: "Como a Brahma patrocinava a equipe de Fórmula Super Vê do Jan, nos patrocinou também.", acho que há um equivoco, pois a Fórmula Super-Vê começou somente em 1974. Lembro-me que a "Brahma" patrocinava carros da Fórmula Ford e depois a Fórmula Super-Vê ( achava a pintura maravilhosa - do tempo em que a garrafa tinha 03 cores em listas), da "Vê" não lembro. Por favor, não é necessário publicar meu comentário.

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    1. Carlos
      Tem que publicar, sim, ora, História merece precisão. A minha menção ao Jan e Brahma se deve ao fato de ele já ter iniciado negociações com a Brahma para a categoria que existiria a partir de 1974, além de ele já pilotar para a Equipe Casari-Brahma.

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    2. Carlos Miguez29/08/13 17:13

      Obrigado. Então só comprova que com automobilismo na década de 70 havia mais planejamento, emoção e vontade do que hoje; apesar da pouca verba e restrição de equipamentos. Infelizmente hoje é ao contrário: muito dinheiro, facilidade de importação, grande máquina de propaganda, mas nenhum planejamento de longo prazo e entusiasmo ZERO dos dirigentes.
      Sds

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  24. Muito bom o texto!

    Bob, a pergunta que não quer calar... você que pilotou os dois na pista, por favor responda: qual foi o melhor, Maverick ou Opala?

    [ ]'s

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  25. Bob,
    Vocês disponibilizam o melhor conteúdo automotivo da internet, e ninguém aqui nunca precisou pagar um centavo por isso.
    Se alguém vier reclamar da demora eventual, avise, que damos uma sova no cara.
    Abraço!

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    1. heahehaeh
      boa! Pode me chamar q eu ajudo!

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  26. Que ronco bacana deveria sair ali debaixo da porta do motorista..."carrinho" enxuto, bonito em sua eficiente simplicidade.

    MFF

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  27. O Opala até 73 é o que possui o desenho mais bonito, ainda mais com o kit Envemo.
    Corrida de carros "stock" de verdade.
    Bob, você é um privilegiado por ter feito tantas coisas legais e participado de tantos momentos históricos no automobilismo.

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  28. Bob e todos os amigos ,vejam o eu encontrei: http://minisnomundo.blogspot.com.br/
    carros em miniatura de corrida entre outros,abraço.

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  29. Sensacional meu caro Bob. Essa era a verdadeira stock car,deveria ter continuado assim, sem motores V8 e pneus slick como é hoje, sem alma.
    Marco de Yparaguirre

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    1. Devia ter continuado a ser com carros no lugar de chassis + bolha e todos iguais. Pneu slick e motor V8 ta o de menos.

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    2. Apoiado, as corridas de stock cars atuais, são muito chatas, mecânica igual e carros horríveis, um monte de peças enjambradas que mais parece um tanque de guerra.

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  30. Bob Sharp jovem e bonitao, com as costeletas a la Fittipaldi

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  31. Esses posts maravilhosos...bons tempos do automobilismo brasileiro. Maravilha!

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  32. Que isto companheiro!!!! espetáculo de reportagem...........e dale a boa briga entre Maverick, Dodge e Opala!!!!! Casa vez mais me orgulho do meu Platina 73 na garagem!!!

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  33. Bons tempos, bons tempos...... hoje? não tem alma, não tem luta, dedicação, é só comercial e politicagem, braço, é p/ poucos.... Bob, o livro Bob.... o livro....

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  34. Eu? Eu 'tava lá... Eu vi!!!
    Tempos de glória do automobilismo nacional, que parece, não voltam mais.
    Uma pena!!!
    'brigado, Bob, por reaviva-los em nossas lembranças.

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  35. Poxa vida hein Bob....40 anos. Parece que foi ontem.Foi um eletrizante corrida. O Avallone acertou em cheio.Treinaram mais de 70 carros.Largaram 56.Chegaram 34.Na pole o Dodge Charger do Jayme Silva.Muitos pilotos conhecidos na área. Chico Landi que vc frisou e detalhe- esta foi a última prova que ele participou.Roberto Dal Pont,Marivaldo Fernandes,Mário Olivetti,Ugo Galina, Luis Fernando Terra Smith,José Maria Ferreira o Giu,Charles Marzanasco,Luiz Lara Campos,Luiz Pereira Bueno,Alex Dias Ribeiro,Totó Porto,Tite Catapani,Pedro Vitor De Lamare,os irmãos Di Loreto,etc.Vcs deram simplesmente 370 voltas no circuito original de Interlagos. Quase 3 mil quilometros .A melhor volta da prova foi do Peroba em 3'52"130,média de 123,470 km/h.Parabéns Bob. É de corridas assim que o automobilismo brasileiro está precisando.

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  36. Do tempo que se corria de verdade no Brasil... automobilismo no peito e na raça, onde o que valia era o ouvido na hora de afinar o motor e a bunda e o braço pra tocar o carro.
    Hoje em dia se espeta um computador no carro, liga o Windows XP e regula tudo, desde pressão do óleo até a próstata do piloto... uma tristeza.

    Ver esse Opalas de corrida me lembra o Gran Luxo 73 que meu pai montou pra correr na Divisão 1, pilotado pelo Edgar Mello Filho. Segue o link com algumas fotos, um dia eu compro um e reproduzo ele em todos os detalhes:
    http://paperslotcar.blogspot.com.br/2010/05/opala-do-causo-da-lixeira.html

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