O DIA EM QUE NÜRBURGRING PAROU: 12/05/1984





Alguns circuitos de corrida são verdadeiros templos do automobilismo. Indianápolis e as 500 Milhas estão na história desde 1911, é um patrimônio americano. As ruas do Principado de Mônaco recebem a mais glamurosa etapa do campeonato desde os tempos de ouro da F-1. Le Mans é um lendário circuito na França que recebe a mais tradicional corrida de endurance do mundo. E Nürburgring é o orgulho alemão.

Localizado no oeste do país, perto da fronteira com a Bélgica, Nürburgring tem o mais desafiador traçado de todos, com centenas de curvas, todas muito parecidas, que desde 1927 separa os garotos dos homens. A pista já teve diversas configurações, a mais famosa com mais de 20 km de extensão e é usada até hoje. Um pouco desta história foi contada
aqui no AE.

A versão de 1984 para o circuito alemão, mais curta e apropriada para a F-1
 
Nos anos 70, a F-1 utilizou o anel norte (Nordschleife), ou seja, a pista de grande extensão, mas acidentes como o de Niki Lauda colocaram um fim ao reinado do Inferno Verde como a maior e mais desafiadores pista de corridas do mundo. Uma grande reforma e a criação de um circuito menor (4,5 km) e em acordo com as novas normas de segurança da FIA fez com quem em 1984 a F-1 voltasse para Nürburgring, como o GP da Europa, uma vez que Brands Hatch já iria receber o GP da Inglaterra.


Antigo Mercedes-Benz W164 em uma volta de demonstração, Nürburgring 1984
 
Para comemorar a inauguração do novo circuito, eventos promocionais rechearam a programação do fim de semana de meados de maio. O que chamou a atenção de todos no domingo, 12 de maio de 1984, não foram as voltas de demonstração de Juan Manuel Fangio com um pequeno carro dos anos 20 nem Hermann Lang, um dos pilotos de fábrica da Mercedes nos anos 30, com um Flecha de Prata W154, mas sim uma corrida de carros de rua. Isso mesmo.

A Mercedes-Benz estava promovendo seu novo modelo, o 190E 2.3-16V, com o famoso motor de quatro cilindros preparado pela inglesa Cosworth. Temos aqui no AE a história muito bem detalhada deste que foi um dos grandes carros da Mercedes.

Todos os vinte Mercedes 190E preparados para o evento

Para mostrar o potencial esportivo do carro, a Mercedes organizou uma corrida amistosa com diversos pilotos de F-1 de várias gerações e outros pilotos convidados. Uma jogada de marketing muito inteligente.

Até aí, nada de muito espetacular poderia-se esperar. Seria apenas mais um “evento confete” para mostrar mais um carro de passeio de um grande nome da indústria mundial. Só que ninguém esperava o desenrolar deste evento.

Entre os pilotos convidados, lendas vivas como Sir Stirling Moss, Jack Brabham, John Surtees e Phil Hill. Talvez estes os maiores pilotos ainda vivos na época. Campeões mundiais veteranos como Alan Jones, Denis Hulme, Keke Rosberg, Niki Lauda, Jody Scheckter e James Hunt também foram escalados, e para completar o grid de vinte carros, os pilotos Jacques Laffite, Carlos Reutemann, John Watson, Alain Prost, Elio de Angelis, Klaus Ludwig, Udo Schultz, Hans Herrmann e Manfred Schurti. Ah, sim, e um tal jovem sul-americano que acabara de entrar na F-1, um tal de Ayrton da Silva.

A largada do que viria a ser a primeira corrida em Nürburgring após a reforma

Podemos dizer que este tal de Ayrton Senna, neste fim de semana de maio, já carimbara o atestado de rival definitivo de Prost pelo próximos anos. A estréia de Senna na F-1, alguns meses antes, foi com a pequena equipe Toleman, que depois se transformaria na Benetton. Até então, Senna conseguiu dois bons sextos lugares, na África do Sul e Bélgica.

Alain Prost deu uma entrevista na época contando que ele recebeu um pedido de um dos responsáveis da Mercedes pelo evento, pedindo que ao chegar no aeroporto, no começo do fim de semana da prova, levasse com ele o jovem Ayrton, que estava no mesmo aeroporto. Prost contou que conversaram normalmente, em um clima amigável.

Keke Rosberg pilotando o 2.3-16v

Nos treinos para a corrida dos 190E, os pilotos já estavam levando o evento a sério, como sempre. Os mais jovens mostraram-se rápidos, a pista molhada dificultava um pouco, o traçado era novidade para todos. Ao final dos treinos, Prost foi o mais rápido, e para surpresa de todos, Senna foi o segundo. “Depois dos treinos, Senna não falou mais comigo”, relatou o francês. Pode-se filtrar um pouco desta declaração, uma vez que Prost sempre foi bem dramático e vítima do destino.

Já era hora da corrida no domingo, os treinos foram um show para quem estava assistindo. Imagine você, vinte sedãs idênticos, motores Cosworth e pneus radiais, nas mãos de gênios do passado, presente e futuro, em uma pista nova para todos, e molhada.

Primeira curva já embolada

Jacques Laffite, francês como Prost, atrasou-se para o evento e perdeu os treinos. Ele mesmo conta que “não fazia idéia para que lado eram as curvas”, e diz a lenda que ele ofereceu ao diretor da Mercedes comprar o carro que ele iria pilotar, ao final do evento, se não batesse.

Logo no começo da corrida, Senna e Prost se estranharam, o francês levou a pior e foi lá para trás na classificação. A corrida teve doze voltas emocionantes, sem nenhum piloto poupando esforços para vencer. Era praticamente um grande prêmio de F-1, pelo menos na cabeça dos pilotos e na forma como que disputaram a corrida.

Senna domando com maestria o Mercedes

O circuito parou, todos estavam atentos e de certa forma, perplexos. Como alguém com tão pouco tempo de F-1, praticamente sem reconhecimento, poderia dar uma aula de pilotagem assim? E ainda por cima, disputar forte com um dos nomes de maior destaque do ano?

Ao final da corrida, o tal Ayrton Senna da Silva conseguiu abrir quase dois segundos de vantagem para ninguém menos que Niki Lauda e Carlos Reutemann. Prost terminou em 15°. Senna havia deixado uma marca profunda em seu currículo, e no ego de Prost. Ainda seria apenas só o começo, mas já o suficiente para o francês "ficar esperto" com aquele brasileiro.

Resultado da corrida

A imprensa, presente em peso a convite da Mercedes, não perdeu tempo em destacar o espantoso talento na pista úmida do brasileiro que até então teve apenas algumas participações atraentes na F-1. Aquele jovem brasileiro que pilotou com maestria a não se intimidou frente a gigantes como Jack Brabham e Stirling Moss.

Provavelmente esta foi a chance que Senna viu de provar a todos que ele era um piloto determinado a ser campeão do mundo, e que não se intimidaria por ninguém. Talento ele tinha de sobra, o segundo lugar na qualificação logo atrás de Prost já mostrava isso, mas a disputa forçada com o francês provou que ele não deixaria nada atrapalhar seu caminho até à vitória.

O jovem Senna recebendo seu prêmio pela vitória

Outros pilotos que participaram da corrida da Mercedes elogiaram muito a pilotagem de Senna, talvez um pouco agressiva, mas ainda assim muitos elegeram o brasileiro como promessa a curto prazo.

A corrida da F-1 em Nürburgring, em outubro de 1984, foi vencida por Alain Prost, com boas disputas que o traçado reformulado permitia. A vitória de Prost não foi nenhuma grande surpresa, uma vez que o então jovem francês estava se destacando como uma das estrelas da F-1 e disputando o campeonato com Lauda.

Hulme em ação

Senna não teve muita sorte, pois envolveu-se em um acidente logo no começo da corrida e ficou de fora. A ausência do brasileiro não atrapalhou seu crescimento e reconhecimento dentro do mundo da F-1, pois alguns meses antes, Senna já havia mostrado que era piloto bom e com raça, no conturbado GP de Mônaco em meio a chuvas e a uma bandeira vermelha discutível.

Senna não completou a prova da F-1 em Nürburgring naquele ano

Aquele domingo de maio, no recém-reformado circuito de Nürburgring, foi o começo de uma das maiores rivalidades da história do automobilismo. Um jovem piloto sul-americano peitando sem medo os maiores nomes da F-1, nomes que tempos depois o veriam sagrar-se campeão do mundo por três vezes.

Ainda em 1984, além desta corrida de Mercedes-Benz, Senna participou de uma corrida de endurance, a bordo de um Porsche do Grupo C, mas esta é para outro momento.

Senna e o inesquecível 190E número 11

Fotos: Mercedes-Benz, divulgação do evento.
MB


30 comentários :

  1. Post legal, acho que o brasileiro perdeu este sangue no olho pra ser campeão! E a mercedez show de bola poderia fazer isto denovo

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  2. Sei que isto é clichê pacas, mas...Senna vive! Pelo menos no meu coração, vive. Valeu, Ayrton!

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    1. Boa Mr.Car.
      Vive no meu tambem !
      Jorjao

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    2. No de todos nós...

      Abcs

      LCB

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    3. #SennaVive

      Não só em nossos corações verde e amarelo.. mas no de todo ser humano que admira a garra e a determinação que só um grande homem é capaz de ter..

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  3. A EVO levou o carro usado por Senna para o Ring estes dias. Para fotos somente. Segue link:

    http://www.youtube.com/watch?v=664k0onPaVY

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  4. Escrevo este comentário antes mesmo de ler o texto para dizer, MUITO OBRIGADO, pois ha muito esperava mais um texto sobre Nürburgring.

    Michael Schumacher

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  5. Agora comento após ler o texto e repito, obrigado pelo post.

    Acredito que hoje, devido às cláusulas contratuais, seriia quase impossível uma "corrida" dessas.

    Mas, imaginem hoje em dia, pilotos de F1 disputando uma prova, não com os atuais esportivos de alto nível (AMG, M, RS e outros veículos afinados pelas preparadoras daquele preparadoras highline) mas com carros do nosso cotidiano, de preferência de modelos médio para baixo, seria de arrepiar. Agora imaginem isso no final de semana do GP Brasil, levando em consideração os modelos do nosso mercado.

    Mas um dos meus sonhos (sei que é sonho)seria ver um piloto de F1, completando apenas uma hotlap em um carro já bem usadinho, tipo um Gol Bola, Monza e afins, claro, que em bom estado de conservação.

    Devo ainda dizer que me divirto muito vendo os vídeos do Top Gear, em que Pilotos de F1 dão uma volta rápida naquele carrinho deles (acho que é Suzuki Liana o nome do brinquedo), vez que ali percebe-se o verdadeiro sentido da palavra PILOTAR, muito diferente do DIRIGIR, que é o que, ao menos em tese, os motoristas de rua sabem fazer.

    Sobre Nürburgring, agora só falta um post em forma de relato de algum dos editores ou leitores do AE a respeito de uma experiência no templo, de preferência com citação e fotos/vídeo da Sabine Schmitz, pois sou "Zé Gasolina".

    Espero um dia poder escrever um relato a respeito de uma experiência vivida no Nordschlheife.

    Abraços.


    Michael Schumacher

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    1. Viaje para a Alemanha enquanto tem tempo. O autodromo corre risco de fechar, vivemos tempos sombrios que podem querer proibir ate as autobahns e a vida passa. Nurburgring fica aberta quase todo fim de semana e alguns dias de semana e basta pagar o ingresso (um bilhete recarregavel que se compra perto do autodromo) e entrar com um carro que pode ser seu, alugado ou de alguma companhia que aluga carros para esse fim (existem muitas perto da localidade).

      Devido ao tipo de pista comprida, com pouca margem de erro e guardrails proximos, sugiro um dia de sol sem chuva e de preferencia num dia mais vazio. Muito cuidado com as motos e com o transito na pista, especialmente de fim de semana porque fica uma zona. Essa seria a parte mais perigosa, porque tem muita gente dentro da pista ao mesmo tempo e mistura carro com moto e mesmo onibus! A pista fica fora do mundinho organizado da Alemanha infelizmente.

      Muitos carros com GPS possuem o desenho da pista e isso ajuda muito, pode baixar o mapa da pista para alguns modelos que faltam esse lugar, pesquisando se acha.

      No mais, nem tem o que falar. A pista parece a da Belgica mas maior ainda e com mais altos e baixos ainda. O que se sente nesse autodromo difere muito de qualquer outro por esse motivo, se pilota para os lados, para cima e para baixo.

      E nunca corra na parte externa de Nurburgring. Uns dizem que era parte do autodromo antes e realmente faz sentido, mas pode dar multa e tem muito perigo (transito e animais).

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  6. 1)Jody Scheckter 2.12.50
    2)Keke Rosberg 2.13.15
    3)Jack Brabham 2.13.24
    4)Alain Prost 2.13.47
    5)Aírton Senna 2.13.54

    Essa foi a ordem dos mais velozes.

    Com um fantástico Jack Brabham, que na época já devia ter seus 70 anos.

    Aliás desconhecia o fato que Senna ganhou essa prova após botar o Pole, no caso o Prost, para fora da pista. Por mim ele tinha ganho na velocidade e do Lauda.

    Excelente a coleta de dados Milton Belli.



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    1. Alexei,
      Com certeza teve muita velocidade sim, pois não bastava só colocar o primeiro para fora, ainda teria que segurar os outros 18.

      Não consegui achar imagem do momento da disputa em que eles se estranharam, apenas este video aqui. https://www.youtube.com/watch?v=swlgR4BB8ZA

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    2. 1)Jody Scheckter 2.12.50
      2)Keke Rosberg 2.13.15
      3)John Watson 2.13.20
      4)Jack Brabham 2.13.24
      5)Alain Prost 2.13.47
      6)Aírton Senna 2.13.54

      Só refazendo a ordem dos mais velozes. O Watson tinha passado em brancas nuvens...

      Milton, muito bom o vídeo, no minuto 2.00 a filmagem mostra bem o modo Senna de atacar a zebra interna , 0 190E se desequlibrando todo da pancada na zebra , e se esperar uns segundos, na mesma tomada de câmera, é esperar e ver o Jody Scheckter ( lá pelo décimo lugar) num fantástico powerslide.

      Jody inclusive escrevia um box para a QR sobre suas corridas.

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  7. Texto muito bom, mas eu não chamaria um cara que ganhou 4 campeonatos de F1 em cima de alguns dos melhores de todos os tempos de "vítima do destino".

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    1. Carlos, uma coisa não tem nada a ver com a outra. Prost sempre reclamou de tudo e de todos, mas não tira seu mérito em momento algum.

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    2. Ser um sujeito reclamão não o faz vítima do destino. Vítima do destino foi o Felipe Massa quando aquela mola voou na cabeça dele. Ou quem entra em um avião que, momentos depois cai sem deixar sobreviventes.

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  8. Carlos Miguez17/08/13 19:00

    Esta prova foi transmitida pela TV.

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  9. Aonde estava o atual campeão de F1 da época, o Sr. Nelson Piquet? Vou arriscar um palpite. Ele era garoto propaganda da BMW já que foi campeão com os Bávaros, certo?

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    1. Bruno,

      Aírton correu no lugar de Emerson Fittipaldi, como visto na imprensa e mencionado no vídeo que o Milton Belli disponibilizou acima

      Piquet na época era o campeão da Procar BMW, onde os pilotos da F1 disputavam com o também lendário BMW M1 , e Piquet já disse que ganhava todas as provas porque nos treinos salvava pneus e na corrida tinha mais borracha que a turma.

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  10. Sensacional essa narrativa. Ja procurei essa corrida na internet e não encontro nem completa nem fragmentos. Se alguém souber onde encontrar, please let me know!

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  11. Que legal esse post. Não sei se já disse alguma vez, mas eu tenho uma coleção de autógrafos de Pilotos de F1 e tenho boa parte deste que disputaram essa prova como Stirling Moss, Jack Brabham, John Surtees, Denny Hulme, e James Hunt.

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  12. Carlos Miguez18/08/13 12:37

    http://www.youtube.com/watch?v=swlgR4BB8ZA

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  13. Maravilhoso post, que só nos deixa com água na boca. Ah, se pudéssemos dirigir no velho Nordschleife... E Ayrton dispensa comentários. Não fazia a volta mais rápida das provas, mas era o mais constante.

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  14. Isto sim era uma bela corrida de automóveis, bem diferente dos atuais " stock cars " que de stock não tem nada pois não passam de carros de formula travestidos de carros de serie, e por sinal bem mal travestidos pois são feios pra caramba , e as provas mais parecem desfile de carros enfeitados já que as disputas são raras.

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  15. save the Ring STR
    Acosta

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  16. MB,
    uma bela narrativa que precisava mesmo constar do AUTOentusiastas.

    Obrigado mesmo.

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  17. Para todos os autoentusiastas ...

    Videogame Playstation 3 + jogo Grand Turismo 5 + Kit de volante forcefeedback PRO com raio de ação de 900º. Tente fazer algumas voltas em Nürburgring sem nenhum tipo de assistência à estabilidade ou controle de tração.

    Este circuito é uma coisa de louco, do outro mundo mesmo, subidas e descidas que tornam-se curvas `a direita e `a esquerda, sem muito aviso.

    Um abraço a todos os amigos do blog.

    LCB

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  18. Milton Belli,

    Até onde sei, a foto de capa deste artigo mostra Senna com a 190E que ele ganhou por ter vencido a corrida. Alguém sabe de maiores detalhes desse carro?

    Abraço,

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    1. Dê uma olhada no texto desse blog e nos links que ele cita http://babybenzclub.blogspot.com.br/2011/10/20-anos-do-tricampeonato-de-ayrton.html

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  19. O legado deixado pelo Airton não é só esportivo, é um legado Moral, pois lutou contra os mandos e desmandos dos dirigentes que favoreciam Alan Prost descaradamente. Belo Post, só se lê estas coisas por aqui mesmo.

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  20. Excelente post! Impossível ver o Ayrton correndo e não ficar emocionado.

    http://youtu.be/sZUavAQBwcU

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