HONDA PCX, UM ÓTIMO SCOOTER PARA QUEM GOSTA DE SCOOTER

Fotos: autor


Como motociclista veterano – já são 45 anos tendo motocicletas – devo esclarecer que não sou fã dos scooters para uso em cidades esburacadas e de trânsito atrapalhado como São Paulo. Se eu fosse um veterano “vespista” ou “lambrettista”, na certa adoraria os scooters atuais, pois eles são uma evolução de Vespa, Lambretta e outros, suas rodas são também pequenas e a posição de pilotagem é semelhante. E é justamente dessas características que me vem a estranheza; me sinto inseguro. Me sinto e me racionalizo inseguro. Então vou, mas vou cabreiro, desconfiado; não relaxo como relaxo numa boa moto.

Vamos aos porquês. A princípio parecerá que estou dando voltas na explanação, porém, com o desenrolar elas deverão se justificar.

Ótimo acabamento. Boa visualização dos mostradores

No mar, para quem não é bom nadador de mar, existe a regra do umbigo, a famosa regra do umbigo, que o salva-vidas consciente deve ensinar aos banhistas. Quem não sabe nadar muito bem no mar não deve deixar que o nível da água lhe passe do umbigo, e isso tem uma razão de ser. O umbigo é o nosso ponto de equilíbrio. Conseguimos escorar uma boa força aplicada abaixo do umbigo, mas se essa mesma força nos é aplicada acima do umbigo, nos desequilibramos e tombamos. No caso do mar, se estivermos com água abaixo do umbigo, conseguimos escorar uma corrente de água, mas se o nível estiver acima do umbigo, a corrente certamente nos tirará os pés do chão e nos levará. Nota extra: para sairmos dela vale a regra do rio. Imaginar que a corrente é um rio e em vista disso deveremos nadar para a margem mais próxima, e não rio acima.

Essa regra também se aplica a parapeitos de terraços, por exemplo. Se um distraído topar com um parapeito que lhe bata abaixo do umbigo, é batata que o infeliz dará uma cambalhota e terá uma péssima experiência. Se o parapeito for mais alto que o umbigo, a chance dele ser ali escorado é infinitamente maior. A regra de projeto é essa, o que não impede de vermos por aí projetistas relapsos fazendo parapeitos abaixo do correto. 

O prático porta-objetos dos scooter

O nosso “parapeito” numa moto ou scooter é o guidão. É nele que nos escoramos com os braços ao toparmos com uma súbita desaceleração, tipo topar um buraco ou degrau. Se o guidão for baixo e estivermos sentados em posição ereta, como se costuma sentar nos scooters, temos grande dificuldade em nos escorarmos no guidão. Teremos que fazer um grande esforço muscular nos braços, ombros e pernas para não sairmos voando. Um dos galhos com as Vespas, Lambrettas e a maioria dos scooters é que o guidão é muito baixo em relação ao assento.

Garupa confortável, desde que não peguemos buracos

Vale notar que nas motos tipo speed o motociclista vai debruçado sobre o tanque, e isso muda tudo e nem preciso aqui explicar por quê. Vale notar que nas tipo cross os guidões são altos e a nossa posição de pilotagem também é própria para o erguermos e assim vencermos o obstáculo.

O outro problema das scooters é a outra regra: quanto menor o pneu, maior o buraco. Quando encaramos um buraco o pneu tem duas etapas a cumprir. A primeira delas, a mais fácil, é cair nele, e até aí, até que tudo bem. Mas é na segunda etapa, que é a de sair dele, que é quando esse pneu topará com um degrau adiante, é que o bicho pega quando a roda é pequena, pois aí damos de cara com a tal regra do umbigo de novo. O nível do eixo da roda é o umbigo do pneu. Se o degrau for mais baixo que o nível do eixo, tudo bem, a roda acaba passando pelo degrau do buraco, mas se o degrau for mais alto, você dançou, porque a roda ficará travada por ali e a sua cambalhota é certa. 

Imagine uma criança, com sua bicicletinha de aro pequeno, topando um degrau de calçada e tentando subi-lo. Difícil, não é? Impossível, pois o degrau normalmente é mais alto que o eixo da bicicletinha. Agora imagine um adulto, com uma bicicleta aro 29, fazendo o mesmo. Bem mais moleza.
Bom farol, bom design
É por essas e outras que os bons jipes têm rodas de grande diâmetro. Quanto maior o diâmetro da roda, mais fácil e suavemente ele supera os degraus com que topa; sejam só degraus diante de um piso plano, sejam degraus de saída de buraco.

Bom, feitas a minhas ressalvas ao scooter, vamos às suas qualidades. Uma delas, que não me diz diretamente respeito, é que se pode pilotá-las de saia, pois não haverá um tanque entre as pernas (o Honda Biz, por exemplo, também é assim justamente pra isso). Outra é que a saia dianteira da scooter nos dá uma certa proteção contra os respingos d’água levantados pelo pneu dianteiro. Outra é que praticamente na totalidade delas não temos que mudar marchas, já que o câmbio é CVT, continuamente variável, ou seja, as relações vão se alterando de maneira contínua tanto para mais longas quanto para mais curtas. Resumindo, basta acelerar, coisa que até chimpanzé de circo faz. E isso é prático, conveniente e gostoso para uma tocada não esportiva, só de deslocamento. Essa facilitação permite que pessoas não-motociclistas pilotem e usufruam um veículo de duas rodas, sendo mais fácil andar de scooter que de bicicleta. Acho até que motos 125 a 150 cm³ deveriam oferecer esse câmbio.

O recém-lançado Honda PCX traz algumas vantagens sobre seu irmão Honda Lead 110, a começar pelas rodas maiores. Elas têm aro 14, tanto na dianteira quanto na traseira, sendo que as da Lead têm aro 12 na frente e 10 atrás. O Suzuki Burgman 125i tem aro 10 nas duas rodas. Isso, como se vê, é sinal de maior segurança para o PCX. Vale lembrar que quanto maior a roda, maior o efeito giroscópico por ela gerado, portanto, maior tendência à moto ou scooter ficar em pé.
Outro fator que a meu ver pesa contra os scooter é o excessivo peso não suspenso sobre a roda traseira. Como se vê na foto acima, a transmissão está sobre a suspensão traseira, e isso tira rapidez de movimentos dessa suspensão. A conseqüência é que em piso ruim o pneu traseiro tem mais dificuldades para acompanhar o solo e com ele perde contato facilmente. Todas os scooters, infelizmente, são assim, sendo que nas motos esportivas, speed e cross, tanto a indústria luta para que tenham rodas e suspensões leves...
 
Transmissão é peso não suspenso

Outro galho dos scooters em geral é o pequeno curso das suspensões. O da PCX é de 100 mm na dianteira e 80 mm na traseira. A consequência é que, por exemplo, basta passar meio rápido por uma tampa de bueiro rebaixada para que a suspensão traseira atinja seu batente e daí venha uma bela pancada na coluna do garupa. Peguei uma dessas quando levava minha mulher, que é leve, na garupa – e ela é leve. Foi inevitável, não deu para escapar devido ao trânsito, e foi também inevitável que eu me irritasse, pois molestou minha mulher. Se estivéssemos numa CG 125, por exemplo, teríamos passado sem molestações. 

O motor, de 152,9 cm³, refrigerado a líquido, rende 13,5 cv a 8.500 rpm e 1,41 m·kgf a 5.250 rpm. Tendo essa potência ela acelera muito bem, seja só com piloto, seja levando garupa. Pouca bola ela dá para o peso do garupa, desde, claro, que seja uma moça maneira. O Lead 110 tem 9,2 cv e 0,97 m·kgf. O Burgman, 9 cv e 0,95 m·kgf. A diferença do PCX, como se vê, é bem grande: potência e torque 50% maiores. Ele tem sua velocidade máxima limitada a 120 km/h, enquanto que a a máxima do Lead 110 e do Burgman 125i está entre 90 e 95 km/h.

Botão superior no manete direito aciona ou desliga o sistema desliga-liga

Esses dois diferenciadores, aro e potência maiores, já colocam o PCX num patamar acima desses dois scooters citados. Com o PCX já é possível pegar uma estrada. Já com os outros citados, não é recomendável.

Não viajei com o PCX, mas na marginal do Pinheiros, num trecho de bom piso, fui rapidamente a 90 km/h e ali ele se manteve muito estável, silencioso e agradável. Dá até para viajar com ele, imagino, a ao redor dos 100 km/h, desde, claro, que a estrada esteja livre e o asfalto bom. Obviamente, uma CG 125 viajaria muito melhor, teria maior estabilidade, segurança etc.

Bons freios: manete esquerdo aciona freio dianteiro e traseiro, que nem carro

Os freios merecem um belo elogio, pois remediam um erro muito comum dos “motociclistas” inexperientes, que costumam ter a péssima mania de frear moto só usando o freio traseiro. No caso da Lead os freios são acionados pelos manetes. Nada de pedal. O da direita freia somente o dianteiro, a disco, e o faz acionando duas pinças. Já o manete da esquerda freia que nem carro, ou seja, aciona o a disco dianteiro e o a tambor traseiro, sendo que neste caso o disco dianteiro só é mordido por uma pinça. A Honda dá a esse sistema de Combo Brake, ou seja, frenagem combinada. Ótimo! Mas para termos melhor frenagem com ele o melhor é acionar os dois manetes, na dose certa. Seria muito bom que a Honda instalasse esse sistema em suas motos “de guerra”, as 125, pois é notório que muitos “motociclistas” não sabem frear.

Ele tem também um sistema que anda sendo aplicado em alguns carros modernos, que é o desliga-liga. Ao pararmos num sinal, por exemplo, o motor logo é desligado automaticamente. Para ligá-lo, basta acelerar que imediatamente o motor liga e ele sai rapidinho. Dizem que com isso haverá uma economia de combustível. “Mas cá entre mim” acho que, se houver essa economia, ela será irrisória e o sistema, na prática, só serve em termos de conforto e curiosidade. Como rodei por São Paulo, e não Estocolmo ou Zurique, preferi desligar esse sistema num botão do manete para assim ficar tranquilo nas saídas de farol, pois por aqui as saídas de farol são como o estouro da boiada. Se o scooter ficar parado, o carro de trás passa por cima. Vale notar que o sistema nunca falhou comigo e a partida é realmente imediata, mas é duro convencer macaco velho e manhoso, é duro.


Refrigeração a líquido. Ventoinha sopra ar quente para longe da gente

O centro de gravidade do PCX é baixo, ele tem boa ciclística, o motor é macio e silencioso, a ventoinha do pequeno radiador sopra ar quente que sai lá por baixo e não nos atinge, e assim ele é um veículo bem gostoso de pilotar, desde que o piso seja bom. Nesse caso ele é muito agradável, sem dúvida, e melhor que o Lead 110 e o Suzuki Burgman 125i, e também é mais caro, custa R$ 7.990,00.
Se eu morasse em Estocolmo ou Zurique, ou mesmo uma cidade calma, e com bom prefeito, do interior, seria uma boa pedida. O galho é que moro em São Paulo, onde o modelo de duas rodas mais recomendável é a motocross.

AK 

Fica técnica: 
Motor: OHC, monocilíndrico, 4 tempos, arrefecido a líquido 
Cilindrada: 152,9 cm³
Tipo do Chassi: monobloco de estrutura inferior
Comprimento x largura x altura: 1.917 x 738 x 1.094 mm
Sistema de alimentação Injeção eletrônica PGM-FI
Potência máxima: 13,6 cv a 8.500 rpm 
Torque máximo: 1,41 m·kgf a 5.250rpm
Pneu dianteiro : 90/90-14M/C 46P  
Pneu traseiro: 100/90-14M/C 57P
Peso seco: 124 kg 
Transmissão: Tipo V-Matic
Sistema de partida: elétrico
Capacidade do tanque: 5,9 litros  
Cores: Vermelho metálico e branco perolizado


(Atualizado em 20/08/13 às 14:15, correção do curso das suspensões)



90 comentários :

  1. Lead 110 é limitada a 82km/h.

    Entrei curioso para ler pois acabei há pouco vendi uma Burgman AN125 com a qual fiquei por quatro anos e comprei uma Lead, mas achei que atirou para todo lado e não analisou o scooter em si, ficou a maior parte do tempo comparando com outros tipos de proposta.

    Sei que estou sendo chato, a análise superficial deve ser porque o blog não é sobre duas rodas, é genérico, mas dá para "barbarizar" com essas motoquinhas sem se abalar tanto com os buracos. E já tive todo tipo de moto, inclusive sete DT's 180 ou 200, algumas para trilha. Não acho o problema com os buracos tão importantes. São chatos, principalmente com garupa, mas não são tão perigosos.

    Eduardo

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    1. Eduardo, pesquisei sobre a Lead 110 e os testes indicam velocidade máxima ao redor de 90 km/h. Estranho isso que você diz que ela é limitada a 82 km/h. Não está batendo com os testes.

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    2. Arnaldo, a correia do cvt vai gastando e deixando a relação final mais curta. A minha Lead corta hoje aos 80 km/h

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    3. Arnaldo.

      No manual não é especificado, mas é fato, confirmei na Cc Honda da Rua Pamplona, em SP. E a minha faz exatamente isso, ela chega com saúde até os 82, quando dá para perceber o corte sujo. Pego a Marginal Pinheiros diariamente e, para ir embora, quando há pouco trânsito, vou "apoiado" no limitador.

      Em todos os fóruns e sites abaixo eles confirmam os 82. É só dar um find por 82 lá.

      http://www.testedos100dias.com.br/lead110/?p=169
      http://www.portalmotorcar.com.br/noticias/honda-lanca-scooter-que-liga-e-desliga-nos-semaforos.html
      http://www.motosblog.com.br/2770/honda-lead-110-primeiras-impressoes/
      http://www.suzukionline.org/t15617p15-honda-lead-x-nova-burgan-i-injetada
      http://www.moto-choice.com/en/Bike-Review/114/honda-nhx-110i-lead-elite-2008-current-absolute-city-scooter.html

      Abs.

      Eduardo

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    4. O que significa a sigla PCX? E a CG?

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  2. Adorei a postagem. Como tenho uma casinha numa cidade do interior de Goiás, uma dessas (usadinha e em bom estado) será, daqui uns anos, uma possível opção para mim. Aqui no DF nem pensar!

    Abraço!

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    1. jvdacosta, sim, para isso é perfeito. Muito prático, gostoso. Vale a pena, sim. Bons passeios!

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  3. Luiz Dranger20/08/13 12:33

    Arnaldo, belo post para variar. Ando de moto há anos, e já tive várias, Hondas 125 Turuna, 550F, CBR450, Yamaha RD350, mas atualmente uso no dia a dia, uma velha scooter Honda Spacy 1994, o que é bem prática para pequenos deslocamentos. Creio que com a devida atenção aos buracos e velocidade, é bem segura.
    Abração

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    1. Luiz,

      O problema, meu amigo, é que em cidades como SP não basta ter atenção. Os carros te espremem e ou você cai no buraco ou toma um totó dos carros. Vc cai na marra.

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  4. Realmente está um degrau acima do Honda Lead, o problema é que tem varias cidade que estão vendendo ela por mas de 9 mil reais, o que inviabiliza a compra. Sem contar que a desvalorização de scooters é grande, então quem pagou lá seu 6 ou 7 mil anteriormente num Honda Lead e agora, quer trocar pela PCX, terá que praticamente "dar" o Lead por uns 3000 e pouquinhos e pagar os 5 mil (no que podem chegar a 8 mil dependendo da cidade) para fazer o upgrade.

    O scooter é bacana, mas pra quem já tem um Honda Lead, financeiramente não vale a pena não.

    Mendes

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    1. Não concordo com essa desvalorização a que se refere não. Vendi uma Lead 2011 por R$ 5.000,00, considerando que a zero km está por volta de R$ 6.500,00 achei a desvalorização pequena.

      Sem contar que vendi à vista, sem desconto, no segundo dia em que anunciei e para o primeiro que olhou.

      Carlos.

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    2. Carlos
      A desvalorizacao nao e tao pequena assim. Mais de 20% em apenas 1 ano.
      Voce teve muita sorte em vender seu Lead rapido.
      Levante suas maos aos ceus!

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    3. Roda pequena ; vou de Mini 1960 e seu aro 12!
      Jorjao

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    4. Anonimo 15:46, É 2011 - são 2 anos. Ok, dá 20%, mas é um bem de baixo valor. Olha umas contas que fiz:

      Em dois anos a manutenção é somente a básica - óleo e pastilhas. Ou seja, dá pra usar dois anos, vender e comprar outra - com lucro:

      Moro a 15km do trabalho, gasto por volta de R$2,50 de gasolina/dia (ela faz 36, 38 de média), portanto dá R$ 55,00 por mês. O ônibus daria 132,00. A diferença, R$ 77,00 é a economia.

      Considerando a desvalorização de R$ 1.500,00 reais em dois anos, são R$ 62,00 por mês de desvalorização. Economizo 77 e "perco" 62. Sobra R$ 15,00 por mês para a manutenção. Dá!

      E olha que estou comparando com ônibus, na verdade eu uso moto como alternativa ao carro. Só o estacionamento extorsivo que deixei de pagar no Itaim-Bibi daria para comprar uma Lead por ano, hehe.

      E o tempo que demoro no trajeto casa/trabalho é de 20/25 minutos, faça chuva ou faça sol, com ou sem trânsito.

      Carlos.

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    5. Agora sim.
      Realmente nessa analise entendi melhor.
      E uma economia de $$ e principalmente de tempo.
      Abracos
      Anônimo20/08/13 15:46

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    6. Então nesse caso o valor de revenda depende mais da cidade onde se compra, pois aqui entregando na autorizada pagam menos de 3000 no modelo 2010 (pode chegar perto de 4 mil vendendo para particular). Ainda sim é fato (pelo menos em minha cidade) a maior desvalorização, principalmente para quem compra e condições normais (A Lead daqui de casa custou 6 mil a vista zero km, mas o preço 'normal' chega perto de 7 mil).

      Mas ao mesmo tempo também concordo que desvalorização não é o que deve definir qual carro ou moto você deve comprar, já que, na minha opinião, moto (e carro) foi feita para andar, e não para revender. O problema é fazer um hipotético upgrada de scooter (Lead para PCX) e ter que pagar pelo menos 5 mil para subir de degrau (Se eu fosse fã de scooters não me importaria tanto, mas apesar do preço sugerido ser de 8 mil, nem todas as localidades o preço é esse).

      Mendes

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  5. Adorei a reportagem pois ela apareceu em um momento oportuno, não aguento mais o trânsito de SP e estava estudando a possibilidade de comprar uma scooter para ir e voltar ao trabalho, mas desisti ao saber do preço da PCX, ao saber do preço, resolvi estudar a respeito da Lead e da Burgman, mas honestamente AK, no fim desisti das duas rodas e continuarei trabalhando com o meu carro mesmo, pois sou motociclista inexperiente e tenho um pouco de medo de me enfiar de scooter no meio dos motoristas psicopatas que estão rodando por ai :(

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    1. O trânsito de SP está um horror!
      E, pior, até mesmo os motoboys e outros motociclistas inconsequentes (saudade do trema...) te intimidam no "corredor" quando você quer andar numa velocidade segura, pouco acima da dos carros e eles querem trafegar na velocidade máxima, não da pista, mas, das suas próprias motos. Um terror.

      Fez bem!

      ______
      42

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    2. Passarini, Também já passei por essa situação, além de gostar de motos desde pequeno, eu tinha medo de pilotar, estou a 2,5 anos pilotando e hoje digo que tomando os devidos cuidados e sendo prudente, é possível sobreviver sim, minha esposa tirou a carta recentemente e comprou uma burgman, está feliz da vida, andando na boa, se quiser umas dicas visite meu blog, motovisao.blogspot.com tem alguns posts relacionados a burgman e também a como começar nas duas rodas, grande abraço!!

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  6. Curso de 8mm nem a Formula 1 tem. Deve ser 8cm, melhor corrigir o texto.

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  7. O curso da suspensão dianteira é de apenas 1 cm(10mm) e na traseira 8mm? Está correto isso? Acho que nem F1 tem curso tão curto.

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    1. Clésio e anônimo,

      falha de digitação, bobeira minha. Me desculpe. É 100mm e 80 mm, vocês estão certos.

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  8. Me agradou muito a vinda do PCX. Pode até sofrer com os buracos, quicar, e tudo... mas a com a vinda do PCX, esse é o primeiro veículo de duas rodas de baixa cilindrada realmente moderno dos últimos anos, bem a frente da maioria de nossas motos pequenas, que são recriações em cima de conceitos e projetos antigos.

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  9. Faltou alguns pontos positivos: a capacidade de bagagem, poder usar roupa social sem sujar o sapato. O câmbio automático é muito bom para o trânsito. Uso uma lead diariamente no trânsito de SP e só utilizo o carro quando não é possível sair com ela (nevasca ou se está chovendo canivete aberto).

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    1. Luiz AG,

      Faltou citar a praticidade do bagageiro, mas isso uma Biz tem e uma moto pode ter, bastando adaptar aquele porta-capacete sobre o bagageiro. Citei que a saia nos protege dos respingos d'água, sim. Só esqueci desse lance de usar sapato social.
      O que vc faz de scooter, Luiz, poderia fazer de moto. Eu prefiro vc de moto.

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    2. Acho scooter mais charmosa do que moto. Comparada a uma 125 então, piorou. Quem anda de roupa social e CG?

      Realmente, bagageiro é muito prático. Baú é barulhento e feio. Capacete amarrado no bagageiro molha e é roubado.

      Motos normais estragam o sapato nas trocas de marcha.

      E são mais visadas.

      Eduardo.

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    3. Arnaldo mas a minha Lead tem bagageiro e faço até supermercado com ela. Quanto a preferir moto, não se preocupe. Tenho também uma Aprilia Pégaso modelo "mico Josias Silveira" que me vindo dos motoboys que me empurram quando saio com ela.

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    4. Tem gente que recomenda um carro esporte pra tudo e vai de minivan no track day

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    5. Tô com o Luiz AG. Amo carros, sempre tive motos e recentemente peguei uma scooter. Faço tudo com ela, é legal se virar e dá numa boa. Agora estou na fila de espera da PCX, scooters são bem menos visadas e mais seguras (e elegantes) do que motos no dia-a-dia do trânsito, até mesmo pela menor agilidade e potência vc acaba correndo menos.

      Mas SP é outra cidade de scooter, vc nunca se atrasa. E fica mais tranquilo tb, mais relaxado. Hj em dia, o tempo é muito mais valioso que era há 50 anos. Se andar com consciência, evitar corredores expressos com muitos caminhões e ônibus, souber se impor sem desafiar ou arriscar e tiver um mínimo de agilidade e experiência, minimiza bem os riscos. Os ganhos de economia no tempo e nas finanças são imbatíveis.

      Risco existe em tudo. Eu ignoro os ignorantes e relaxo, estejam de moto, de carro ou até mesmo a pé. Meus deslocamentos são todos de 15 a 20 minutos, seja pra onde for. Scooter aqui em SP é uma revolução na vida pessoal de qualquer pessoa, pra mim vale qualquer risco.

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  10. Arnaldo,
    Tenho a mesma impressão que vc... não me sinto seguro em scooters, seja pela potência e falta do câmbio ou pelo tamanho das rodas. Nada como uma moto...
    A propósito, depois de sua análise comprei uma Bonneville, que já está com quase 1.600 km. Achei um pouco dura a suspensão traseira, tanto que passei para a última regulagem. Vc não achou?

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    1. nrporto,

      Parabéns pela Bonneville!! Bela motocicleta!
      Eu também coloquei no ponto que dá mais maciez. Sou leve e faço isso com praticamente todas.
      Se vc acha a Bonneville dura, experimente uma Harley 883. Essa é bem mais. Eu achei a Bonnie normal para a proposta. Uma cross seria mais macia. Por essas e outras que digo que as cross são as mais indicadas para uso no dia a dia paulistano. Um cross 250 acho a ideal. Potente o bastante e levinha. A Bonnie fica para a curtição de moto mesmo.

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    2. AK,

      embora seja adepto das motos esportivas, concordo com você quanto ao conforto e conveniência das motos de cross para uso urbano. Principalmente se for na faixa das 250cc.

      Um abraço, Guilherme C. Vieira

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  11. Oliveirajc20/08/13 18:28

    E sobre a Citycom 300, já testou ou tem planos? Fiquei curioso em ler o que o senhor tem a dizer sobre ela. Pelo memos a roda é maior, mas deve ter massa não-suspensa traseira bem maior, só andando pra saber como atua. Abraço.

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    1. Oliveira, dei só umas voltinhas nela, e ela, sim, me pareceu mais adequada. Também fiquei curioso a respeito dela, principalmente depois que li uma boa reportagem de um rapaz que brigou com a namorada e de saco cheio se mandou pro Ushuaia com uma dessas. Pegou neve e tudo. Um sarro esse rapaz. Valente pacas.

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    2. Oliveira, já tive uma citycom. Quanto a durabilidade e manutenção sem problemas, pode comprar sossegado. O problema dela é em relação ao tamanho - não passa nos corredores do trânsito de São Paulo. Outro problema é a balança traseira muito pesada, somado a suspensão dura faz você pular mais que a Lead nos buracos. Viaja a velocidade de cruzeiro de 120 km/h com final de 140 km/h. Faz média de 25 km/l. A Dafra tem cuidado muito bem dela no pós venda. Se for seu desejo, abrace sem medo,
      Abs. Não

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    3. Novamente vou concordar com o Luiz. Tb tive uma City e embora seja robusta e potente, ela é demais para trânsito apertado como o de SP. Estou com uma Burgman 125 e ela é quase perfeita, leve e ágil e mesmo com as rodinhas, enfrenta com valentia as ruas daqui. Se não aparecesse a PCX eu ficaria com minha Suzukinha, ela impressiona depois que vc se acostuma e não deixa na mão.

      No momento estou aguardando minha PCX, imagino que seja um bom compromisso entre porte e potência para andar com agilidade no meio do trânsito. Pra quem roda muito com garupa (não é meu caso) a City é perfeita, pra quem roda sozinho e trajetos curtos a Burgman é imbatível. A Lead eu não conheço e nunca tive mas parece bacana tb.

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  12. Um grande problema dos motociclistas que não sabem frear ocorre pois nas moto escolas(pelo menos em MG) não se ensina a usar o freio dianteiro para evitar uma freada brusca durante o exame(que por sinal é feito em sua totalidade abaixo de 20km/h e em 1ª marcha). É uma vergonha e quem paga o preço é o motociclista.

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    1. Nós também pagamos, pois depois temos que sustentar um coitado de um acidentado inválido. Dá dó ver moços sadios de pernas amputadas, etc, por causa de acidentes de moto.

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  13. AK,

    Também penso muito na finalidade ou "usualidade" do veículo, seja com 2 ou quatro rodas...e concordo por experiência própria que uma scooter é bem perigosa em buracos...fim de curso de suspensão em carro ouve-se uma batida e um golpe na direção, numa scooter se pula no banco e aquela sensação de pernas no ar e a scooter lá embaixo é um medo só. Um piso melhor me faria aceitar melhor os pneus perfis automotivos 55 e as scooters com suas rodas pequenas, mas como você sugere só mudando para o primeiro mundo, por aqui é só tinta no asfalto e o milagre da multiplicação das faixas!

    Mudando de patamar financeiro, mas pelo lado conceitual da coisa, já deu uma olhada em uma Integra disponível lá fora? Rodas aro 17, cara de scooter, jeito de moto. Acho que uma dessa com um motor menor de 350 ou 400 cm3 faria o papel de moto para estrada e scooter veículo urbano, uma 2 em 1! (http://www.honda.co.uk/motorcycles/scooters/#!/integra/)

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    1. Essa Integra é outro patamar, mesmo. 670 cm3 e câmbio robotizado. Deve ser legal, sem dúvida. Mas o problema da PCX, por exemplo, não é falta de potência. Ela anda muito bem para uso urbano. Larga na frente dos carros, fácil.
      Um layout desses da Integra, com a potência da PCX, bastaria, e seria bem mais em conta.

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  14. AK, eu também concordo contigo acerca das impressões "estranhas" de um scooter comparadas a uma moto comum. Acrescento a lista o fato de se ficar com as pernas mais próximas, alterando o equilíbrio em baixas velocidades. Quanto a buracos, aquela manha de se ficar em pé nas pedaleiras da moto também funciona em scooters?

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    1. Jairo, bem notado por você e vejo que faltou eu comentar isso na matéria. Não dá para erguer o traseiro para enfrentar buraco. Não temos posição.
      Obrigado por levantar essa lebre e lamento não ter escrito isso na matéria.
      Valeu!

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    2. Jairo e Arnaldo
      O mesmo, de não dar para se apoiar direito nos pedais e levantar, nas Harley-Davidson e assemelhadas.

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    3. Exatamente, Bob. Já citei essa mazela quando testei modelos assim. Bem lembrado também.
      O galho é que scooter vende uma imagem mais chique que as "motos de motoboys", as boas 125. É diferente o sujeito chegar de CG 125 ou chegar de scooter. Essa imagem colou e o consumidor dá muita importância a isso, que nem mulher que vai de sapato alto mesmo que aquilo lhe mate de dor nos pés e ela tropece e torça o tornozelo.
      Ces't la vie...

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    4. Arnaldo.

      Você insiste nisso como se fosse verdade universal, mas se pensar em outros aspectos, talvez concorde que não é verdade sempre.

      - Se você (ou o Bob, hehe) tiver que carregar um maço de cigarros ou uma flanela em uma CG125, não tem lugar. No scooter (Lead ou Burgman) você pode usar o porta luvas.
      - Não precisar estragar o calçado trocando de marcha é importante.
      - Poder sentar em uma posição confortável e assumir que o scooter deve ser tocado de maneira calma e cuidadosa também é importante (serve para os vida-loka menos disciplinados).
      - Não precisar carregar baú é importante.
      - Poder colocar (como fiz ontem mesmo na Lead) um pacote de 12 latas de cerveja + um frango resfriado + uma peça de cupim + um capacete aberto + capa de chuva completa com galocha embaixo do banco é importante (falei de cupim e frango num post sobre moto!!!).
      - Não ficar com medo, a cada semáforo, de ter a motoca roubada é importante (acho que ladrão tem vergonha de "dar fuga" de scooter).

      Um dia, um maluco que não me viu (porque não olhou) entrou verticalmente no corredor e pegou toda a lateral da Burgman que eu tinha. Ralou desde a carenagem dianteira até a carenagem traseira direita, a mais ou menos 30cm do solo. Se eu estivesse de moto, minha perna teria sido encontrada nesse caminho.

      Não acho certo você dizer que moto é melhor em todos os aspectos. Não é verdade sempre! Já tive tudo quanto é tipo de moto, hoje estou com a Lead, gostaria de ter também uma moto de mais de 600cc, mas moto pequena, só quero scooter.

      Outra coisa, a manobrabilidade dela é bem razoável, depois de um certo tempo e costume ela entrega muito mais do que se espera. Até o combo, que não gostei de cara porque sempre fui muito técnico em frenagens, usando ambos os freios, acabou me agradando.

      Exagerei, daqui a pouco a mensagem vai ficar maior que o post. De qualquer forma, obrigado por levantar o assunto.

      Abs.

      Eduardo.

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    5. Eduardo, diga logo, por favor, se você acha scooter mais seguro que moto -- não só no seu caso, mas de maneira geral. Vamos à tal verdade universal que você diz que eu me acho dono.
      abraço,

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    6. Não Arnaldo. Não é. Desculpe pela insistência. Motos são mais seguras que scooters.

      Eduardo.

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    7. Eduardo, pois continue insistindo. Não se desculpe, por favor, pois fica parecendo que eu sou um tremendo turrão. Defenda seu ponto de vista. Não me sinto dono da verdade, como você sugeriu.
      O título do post é "Um ótimo scooter, para quem gosta de scooter". Vc gosta, eu não.

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    8. Arnaldo, nem precisa liberar esse post, inclusive já é passado.

      Só desanimei porque escrevi uma mensagem grande, tentando ser bem humorado para deixar mais leve, enumerando alguns pontos de vantagem que vejo e você simplesmente ignorou tentando guiar uma resposta que você quer. Eu estava só acrescentando, e não corrigindo você. Até escrevi que prefiro "motos" quando a capacidade cúbica é maior.

      Motos não são seguras. Motoqueiros é que são ou não responsáveis. Se você andar como um maluco numa 125 e numa scooter, suas chances de se dar mal são as mesmas. O que mata "piloto" no dia-a-dia não é um buraco que o cara não conseguiu evitar, é a irresponsabilidade de alguns motoqueiros combinada à falta de atenção/paciência/tolerância/educação de alguns motoristas.

      Nunca vi uma scooter caída (e sei que caem - e que matam), mas o que vejo é que o perfil de quem tem scooter é diferente do perfil de quem tem motos de baixa cc - inclusive uma quantidade expressiva de mulheres aderiram às duas rodas por causa das scooters).

      Eduardo.

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    9. Defendendo o Eduardo, o texto ficou mesmo focando muito em falar que prefere motos e o porque do que falar do produto. Um erro que o AE evita ao falar de carros, pois quando avalia um veiculo de carga avalia ele mesmo e nem se preocupa em ficar perdendo tempo em dizer que um carro normal curva mais, freia melhor, etc.

      Ademais, fica parecendo que o autor quer com essa insistencia em falar disso no lugar de falar do produto dizer que motociclista de verdade nem poderia gostar de scooter ou coisa similar.

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    10. Eduardo,

      Por várias vezes citei no texto que gosto de scooter, mas devido à minha experiência de quase meio século tendo ininterruptamente motocicletas dos mais variados tipos me sinto obrigado a alertar parte dos leitores sobre as inconveniências de um modelo. Não me dirigi a vocês, que, pelo visto, não precisam de alertas e sabem bem no que montam, mas ao leitor em geral, cuja maioria sai comprando o que acha bonitinho e charmoso, na moda.
      Dá para me entender?
      Vocês têm filhos? Se têm, o que diriam a eles se eles fossem inexperientes sobre motos e eles resolvessem comprar um veículo de duas rodas? Os alertariam sobre as diferenças entre um scooter e uma moto, não é?
      Pois é assim que faço. Não só escrevo para os amigos, para os macacos velhos que não trepam em galho podre, mas também escrevo para jovens, meus sobrinhos e sobrinhas inexperientes.
      Sinceramente, me desculpem se meu post lhes foi redundante e/ou desagradável, porém essa é a minha postura e se fosse para eu escrever aqui sem ter a MINHA postura, não faria sentido eu escrever.

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  15. Muito boa a matéria AK.
    Tivemos um Yamaha Neo lá em casa, que é muito melhor que as outra duas citadas, diga-se de passagem. Eu eu gostava muito de andar com ela na cidade, e é bem como você disse: mais fácil que andar que uma bicicleta.
    Acredito que a PCX deve ser muito boa, tem tudo para ser, mas concordo que o modelo de duas rodas mais recomendável é a motocross, e não apenas em Sampa...

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  16. velho rabugento21/08/13 09:45

    Duas rodas, nem pensar! Em primeiro lugar,mesmo sem querer, passaria a fazer parte do rebanho de loucos que andam desesperados nos corredores entre carros, arrancam nos semáforos como se fossem Valentino Rossi, atropelam pedestres nas calçadas, quebram retrovisores de carros quando não conseguem passar, e por fim são merecidamente premiados com a invalidez ou um jazigo esquecido em algum cemitério, justa premiação conseguida à custa da própria estupidez e da qual sobra a conta para toda a sociedade pagar. Por isso, pra mim, só quatro rodas mesmo e enquanto os motoqueiros e afins nos permitirem trafegar!

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    1. Toda vez que leio um comentário desses minha vontade de mudar de país aumenta.

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    2. Nossa! Que dramático.

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    3. Aumenta porque quer um pais onde os motociclistas sejam responsaveis ou aumenta porque acha que os motociclistas podem fazer o que quiserem nas ruas sem que reclamem?

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    4. Vc precisa subir numa moto algum dia... sentir o vento na cara e a sensação de ser parte da paisagem de alguma estradinha cheia de curvas e verde. Não me sinto parte de um rebanho de loucos, pois procuro sempre respeitar a todos e obedecer as regras de trânsito. Espero que vc não seja do tipo que fecha o corredor e espreme as motos propositalmente.

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    5. Sou outro anonimo, nunca andei de moto mas andei de outros meios de transporte/meios de esporte que tomam vento na cara e nunca consegui entender esse gosto dos motociclistas. Deve ser coisa de gosto mesmo, porque pra mim o vento fica gostoso de sentir em velocidades bem baixas, depois disso incomoda demais (especialmente pelo barulho). Conversivel por ex. fica legal apenas em velocidade baixa, depois vira uma barulheira e uma onda de vento chatas.

      Pra passear devagar deve ser legal, mas num consigo imaginar que seja bom fazer uma estradinha com curvas de maneira `entusiasta` com o vento batendo e aquela barulheira aerodinamica.

      Nos corredores nem sei o que o velho rabugento faz, eu pelo menos deixo livre mas me recuso a ficar circulando quase no guard rail por exemplo pra abrir ainda mais lugar. O pior que alguns dos que fazem parte do rebanho de loucos reclamam, eu nem ligo mais, se pode passar tranquilamente 1 moto grande no corredor que deixo o cabra tem onde passar se estiver em velocidade de gente. Se quiser dar 100 km/h no corredor fica responsabilidade do louco e nesse caso precisaria de um corredor maior, que eu me recuso a dar. Se bater quem vai que cair? Cada um com sua escolha.

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    6. Olha o espelho!!!

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    7. Olha o espelho... De repente, se bater pode amassar seu carro. Não fique de picuinha com as motos!!!

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    8. Amassou arruma, quebrou o espelho troca e ainda pode ter que dar um passeio na delegacia. Muito tiozinho que mete o sapato em espelho leva a pior, nunca se sabe com quem ta mexendo. Quem vai cair num sou eu, isso que vale.

      Num entenda mal, eu deixo corredor, mas me recuso a ter que deixar um corredor que passa um carro (tendo que dirigir colado no guardrail) porque o vida loka quer passar a 120 entre duas fileiras de carros que podem se mexer a qualquer momento. Quem assume e paga o risco de se arrebentar que se vire.

      A maioria entende isso e sem reclamar, acredite. Alem disso quem fica um pouco mais pra fora no corredor tem menos chances de ser batido na verdade.

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    9. é isso ai mano, mandou bem...

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    10. Se vc acha que são as motos que não deixam vc andar no transito, está redondamente enganado! Seus "inimigos" são os outros carros. É velho e ainda não aprendeu isso...

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  17. Vendi recentemente uma Harley Davidson Fat Boy de 1.600cc e comprei a PCX. Achei o veículo ideal para meu deslocamento diário entre Copacabana e Centro, no Rio de Janeiro. O percurso plano e o bom asfalto da Av. Atlântica e do Aterro fazem da ida e volta ao trabalho um momento de lazer. Interessante que recebo muito mais elogios e comentários na rua com essa scooter do que recebia com a Fat Boy - e a PCX merece mesmo!

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    1. Show de bola! viseira aberta, óculos escuros, sentindo a LIBERDADE!

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  19. Boa noite Arnaldo, tem planos de testar a scooter Prima 150 da kasinski? Onde saber mais sobre vc? Gosto de suas postagens pois coloca sempre a frente o coração e dá alma ao veículo avaliado, incrível.

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    1. Obrigado, Luciano.

      Olha, não tenho planos de testar outro scooter tão já. Me desculpe.

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  20. Luciano Carreteiro Leopoldina MG23/08/13 18:23

    E obrigado pela leitura de fácil digestão, já comentei com o Sr. Sharp que acompanho este blog há dois anos e que apesar de raramente fazer comentários, desde então minha escrita e leitura tem melhorado muito. Obrigado aos entusiastas e aos que comentam.

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    1. Luciano, por favor, comente bastante. Nós sabemos bem que motorista de carreta, via de regra, é bom no volante e tem muito a ensinar. Já dirigi bastantinho caminhão toco e com truck, levando gado e grãos pra lá e pra cá, mas carreta... Ôpa! Aí é coisa pra profissional, mesmo.

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  21. velho rabugento24/08/13 17:46

    Já fui motociclista e uma das minhas motos, das várias que tive, era uma RD-350, tão veloz na sua época, que era apelidada de viúva negra, talvez por ser acostumada a comer o macho que se metesse a besta em cima dela; então, era tocar macio e com cautela, porque o dois tempos acordava de repente, mais ou menos a cinco mil giros e você devia ser esperto para não ser pego de surpresa, até porque os freios da danada não eram lá essas coisas; sempre fui relativamente cauteloso, notadamente nas ultrapassagens e nos corredores entre carros e sempre respeitei semáforos e faixas de pedestres, daí minha indignação atual com aqueles que chamo de motoqueiros, que entre outras coisas erradas, só sabem andar com as pequenas 125 esgoeladas, a meu ver sem nenhum prazer, numa tocada a mais das vezes tão desesperada que parecem estar indo tirar as genitoras daquele lugar.Digo que fui relativamente cauteloso, porque estaria mentindo se afirmasse nunca ter cometido algum excesso ou erro, mas sempre como exceção, não regra, e tanto isso é verdade, que sobrevivi a anos de moto, o que não é mais comum hoje. Minha esposa trabalha em hospital, onde diuturnamente chegam acidentados em motocicletas, e antes mesmo de saberem a causa do acidente, o pessoal da área identifica, pelo tipo de lesões, aquelas causadas por acidente de motos, normalmente as mais graves, com mais tempo de inatividade e de sequelas, quando não mais causadoras de mortes. Mais razão ainda para que eu mantenha minha indignação, como já manifestado em tópico anterior.

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  22. Lançaram uma moto com problema de amortecedor. Com apenas uma pessoa já bate no final toda hora. Com garupa então, fica quase impossível andar. NÃO RECOMENDO! Comprei no pré-lançamento! Minha recomendação é esperar fazerem o recall pra arrumar esse defeito, pra então, comprar.

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  23. o fato de estouro da boiada foi engraçado...kkkkkkkkkkk

    e o pior que é a mais pura verdade

    tinha uma lead e estou pensando em pegar essa pcx pq andar de social em CG é osso na minha opinião

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  24. Muito bom o blog. Pesa que esta lucidez da galera que postou comentários não esteja presente entre todos os motociclistas/motoqueiros. Estou na exata dúvida sobre os aspectos da pilotagem sentada x montada. Encomendei há 35 dias uma PCX que deve ser faturada em breve, mas ainda incerto sobre a confirmação da compra. Confesso que lendo tudo aqui, em nada me ajudou para minha decisão, pelo contrário. Hoje fui buscar minha habilitação para moto, já com 30 anos habilitado para carro. Esta será minha primeira moto. Nunca dei muita bola pra moto e nunca experimentei andar em nenhuma. Aula prática e prova no Detran só para garantir que você tem equilíbrio, porque aprender a pilotar, vai ser na raça mesmo. Os pontos positivos e negativos colocados para os diferentes estilos ou mesmo o próprio uso da moto foram muito bem-vindos, mas entendi que somente a experiência pessoal será o fator determinante para escolher o tipo de moto/scooter que melhor se "veste". E ao velho rabugento, um recado: A idade nos traz responsabilidade e medo. Medo sempre é bom porque nos faz respeitar e preservar a vida. No entanto, o prazer é produto da vida cultivada. Prazer responsável não vai levá-lo quebrado para uma UTI, então não seja chato como os ex-alguma coisa e volte a pilotar que seu mal é falta de prazer.... abraços....

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    1. Cara estou na mesma situação, vou tenho 35 anos e vou tirar a primeira habilitação de moto agora, pois andar de carro em cidade grande esta muito ruim e caro, vou deixar o carro só pros fins de semana, ao trabalho irei de motoca, porém estou na dúvida entre uma PCX 150 ou a nova CG 150...... valeu

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    2. No seu lugar eu iria de PCX 150.

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    3. Já eu, Unknown, iria de CG150. É melhor você mesmo experimentar as duas e pegar a que se sentir mais seguro.

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    4. Tenho 38 e acabei de tirar carteira de moto, junto com minha esposa, SP não da mais, a multiplicação das faixas sem ônibus, vão conseguir o que nem a VW conseguiu tirar meu dodginho 78 das ruas.
      Acabamos de adicionar 2 rodas nas carteiras, o que é aquilo que se aprende na autoescola, quadradinho em primeira e apenas usar somente o freio traseiro... perguntei para meu instrutor como se colocava a segunda RESPOSTA : não interessa na prova vc só vai usar a primeira ????
      Minha esposa quis a burgman i que ate macaco guia, achei uma semi e acabei de levar pra casa e rodei tranquilo mas com aquele medo ou melhor cagaço pois sei que o macaco sabe mais que eu, em cima de 2 rodas.
      Me surpreendi com ela no transito mesmo respeitando e não usando o corredor, não queria para que pilotar... olha que tenho 1,89 e peso 110 kg
      Já amanha pegarei uma moto, mais minha cara e jeito, uma CB400 II mesmo sem ter andado em algo maior que a CG e nunca ter colocado em segunda marcha.
      Espero não ter problemas com o cambio, pegar logo o jeito como foi com a suzuki.
      Pois tb acredito que seja mais seguro nas questões de nossos asfaltos a roda maior mas que a burgman i me impressionou achava que seria pior...
      Amanha será outra historia....

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  25. Arnaldo:
    Gostei de sua visão do veículo!
    Há um problema nela...O curso da suspensão do Lead e da PCX são parecidos e, no meu caso, tenho as duas! Com garupa, mesmo buraco e mesma velocidade, a lead não dá fim de curso e nem se aproxima dele...Já a PCX tem uma batida seca, doída no garupa! Certamente existe algum problema nesses amortecedores!
    Vc foi o 1º jornalista a falar abertamente sobre o assunto! Parabéns!!!

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  26. Estou com uma PCX há um mes e 350Kms rodados. O Scooter é fera! Realmente ele não gosta de pisos irregulares, mas no mais, é sensacional. Ciclistica ótima, economia de combustível (faço 40 por litro em zona urbana, minha cidade é só ladeiras), ótimo desempenho. Ele vale cada centavo que custa a mais dos outros da categoria! ;-)

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  27. ai Nau me ajudou ainda to na duvida se eh melhor uma pcx ou uma biz

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    1. PCX frouxo sem duvida! ja tive as duas!

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  28. Ótima matéria. Não conhecia o site, entrei pois era um dos primeiros resultados do google. Mas vamos lá:
    Que eu saiba nenhuma, mas nenhuma scooter gosta de piso irregular. Sou proprietário de uma Suzuki Burgman 125 com 41000 kms rodados em Campinas/SP. Estranhei no início a dirigibilidade da scooter; não sei explicar, mas é algo estranho / diferente, principalmente nas curvas. Parece que ela não vai "vencer" a tangência, mas acabei aprendendo (ou acostumando). O fato deela não ser visada ajuda muito. Nunca tive problema com os buracos tão citados, mas com o curto curso da suspensão sim. Perdi um bagageiro. Por mais feio que seja, não abro mão de um baú em vista das minhas necessidades de carga e a ausência de piso me causa estranheza. Mas o pior para mim é pagar quase R$ 10000 por uma moto de 150 cc. Faz sentido isto? PS: Não acredito em nada maior do que 35 km/l.

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  29. Li com bastante interesse os diversos comentários das pessoas a respeito da matéria, ou nem tanto. É que no momento enfrento o dilema de escolher entre a Lead e a PCX. E achei muito apropriado o questionamento de César Henrique Xavier Rosa sobre o sobrepreço da PCX ! E confesso que toda a minha dúvida entre os modelos parte daí. O próprio scooter Lead já não é tão em conta assim, que dirá o PCX, mesmo que vindo com aquelas melhorias tecnológicas todas. Acho que na minha decisão irá pesar mesmo a destinação do scooter, se for para curtas distâncias será o Lead, se para médias ou longas distâncias, o PCX.

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  30. Caro Hugo, estou com o mesmo dilema PCX ou Lead... mas tenho certeza que vou de scooter, moro em SP e estou com a Lead do meu irmão faz uns 6 meses e pretendo pegar uma PCX. A Lead é muito econômica e confiável mas devido minha altura o guidão bate no joelho e isso atrapalha muito além de ser muito dura, nunca andei numa PCX mas lendo as diversas opniões creio que ela seja a melhor opção e a desvantagem da suspensão que as scooters tem pode ser compensada por outras como economia, bagageiro, cambio automático etc. Uma vantagem das scooter que descobri é se a chuva for fraca não precisa nem por calça de chuva muito menos carregar galocha e se tiver para-brisa a roupa não fica tão defumada. Com relação à segurança o que me agrada é o fato dos joelhos ficarem mais protegidos e o cambio automático dá mais agilidade no transito.

    Edu38

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  31. Galera,vou falar a minha experiençia,tenho 62 anos,e ja tive todo tipo de moto,a minha primeira foi a saudosa agrale elefantee,ja tive 2 biz,,todas zero,em 2006 ,fui com a biz do rj ate ubatuba,logico que escolhi a rio santos ,que tem pouco transito.Realmente,o que aconteçe e o seguinte,na scooter o guidao e mais baixo.E pode ter certeza,se vc bobear vai voar,mesmo freando corretamente.Em Setembro de 2013,para nao atropelar um idoso,que repentinamente,atravessou a rua,e eu com minha Biz ex,praticamente zerada,tive que frear bruscamente,memo com os 2 freios,e voei literalmente,foi meu primeiro tombo de moto.Veio foi feio,mas tive sorte.e so fraturei o cotovelo.Esta e a diferença de moto e scooter.Com certeza se tivesse ,com a minha penultima moto uma Tornado,jamais cairia.Quanto aos buracos,andando com cuidado nao tem problemas ,a nao ser a noite ,num bueiro desnivelado,ai e perigoso.Mas pra andar na cidade ,acho muito bom uma scooter,apesar de a Biz nem chega a ser uma scooter.Mas to pensando seriamente em comprar essa PCX,nao consigo ficar preso no transito em um carro.

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  32. Boas! a Pcx é uma boa Scooter, só peca por ser mt baixa e a roda pequena e estreita. A suspensão tb não é grande coisa. Cá em portugal vende bem, mas já não tanto. A piaggio lançou 2 produtos com o novo motor 3v com preços mt bons e faz concorrência directa à PCX e Vision que já não estão sozinhas no mercado com a nova geração de motores de baixa cilindrada repletos de tecnologiam e baixos consumos. Tenho uma Scarabeo 125ie de roda alta da aprilia com travagem combinada. Faz 3 anos. Agora raramente pego no enlatado.

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  33. Achei essa reportagem muito estranha, mesmo para quem não é entusiasta. Comparar scooter com moto, principalmente citando pancada nas costas do garupa e usar uma CG125 como ícone de maciez é no mínimo estranho. Anda NA GARUPA de uma CG "não Titan" e sinta por sí mesmo oque aquelas pedaleiras soldadas na balança fazem com o garupa. Pra quem vai na frente não dá nada, mas pra quem vai atrás é uma onda de choque que sobe do cóccix até a cervical, basicamente porque todo o esforço da balança é transferido para o garupa. Piora muito se for uma CG modificada, com aqueles malditos calços de suspensão que aumentam 50mm ou mais.

    No mais, eu piloto motos e scooters e gosto muito mais da praticidade que elas desempenham. As questões levantadas como rodas menores, desequilíbrio e até não poder se levantar do assento é muito mais preconceito do que a realidade geral. Eu mesmo me sinto muito mais confiante frear ou deitar uma burgman com aquelas rodinhas 10' do que uma CG com freio tambor e roda fina.

    Já sobre o sistema Start/stop da PCX seria bom que se informasse melhor sobre ele e como é tecnologicamente avançado, não se trata de um simples motor de partida como se pensa a maioria. Pesquisem.

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  34. PCX 150 é ótima, ainda mais depois que a Honda substituiu os amortecedores da minha.

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  35. Arnaldo, excelente análise. A melhor que encontrei sobre a PCX. Parabéns e obrigado.

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