E SE NÃO HOUVESSE VELOCÍMETRO?

 Foto: phoenixtuning.com

Um velocímetro bem antigo, provavelmente dos anos 1930

Outro dia o Arnaldo escreveu sobre o conta-giros e o fato de ser dispensável no dia a dia ao volante da maioria das pessoas, especialmente quando o carro tem câmbio automático. Do ponto de vista de operação até que ele tem certa razão, uma vez que, chegando o motor à rotação-limite, a maioria dos automáticos passa uma marcha para cima. Se não passar, o limitador de rotação - seja por corte de injeção ou, mais modernamente, fechamento da borboleta de aceleração quando o acelerador é de comando eletrônico - se encarrega de evitar rotação que possa ocasionar danos.

Mas mesmo assim gosto de saber a quantas anda o motor, é um "mapa" de como está funcionando. Mas isso porque conheço motor, o que rotação significa, que a grande maioria desconhece.

Como uma coisa puxa outra, assim dizem, pergunto, e se não houvesse velocímetro, como seria? É o velocimetro realmente imprescindível para se dirigir? Respondo: não é, mas com a ressalva de ser dispensável só se não houvesse limite de velocidade nas vias. Vamos, então, fazer de conta que não existe essa coisa chanada :"velocidade máxima permitida".

Visual de um velocímetro típic atual - bem melhor que o da foto de abertura (autohowstuffworks..com)

Praticamente todos nós já andamos de avião. Sabemos ou sentimos que no pouso o aparelho vem numa determinada atitude e quando chega próximo do solo essa atitude muda. Muda como? O nariz - a frente - do avião levanta, em uns mais que os outros, depende do avião. Esse processo é o da transição do voo para rodar em terra firme (ou deslizar na água se for um hidroavião).

Esse momento do pouso se chama arredondamento (do francês arrondissement), é quando a trajetória retilínea no plano vertical passa a ser uma curva, como no final de um escorrega de parque infantil. Muito bem, o objetivo do que foi dito não é para ninguém aprender a pousar um avião, mas para dizer que o início do arredondamento depende exclusivamente da visão, o piloto toma a decisão de arredondar baseado apenas no que ele vê, não é um instrumento que lhe diz isso.

Ao dirigir em velocidade numa pista, saber qual é a velocidade é o que menos interessa. É tudo na referência visual. O piloto não tem necessidade alguma de saber a que velocidade uma curva é feita ou a quantos quilômetros por hora o carro chega no fim da reta principal.

Se nos dois casos citados, arredondamento do voo no pouso e carro numa pista,.ambos críticos, não se precisa de velocímetro, para que, então, precisamos dele no nosso carro? Não precisamos.

Todos sabemos qual é a melhor velocidade numa via. Em muitos países a determinação do limite de velocidade numa rua ou avenida é feita colocando-se motoristas para dirigir nela com velocímetro tampado para não poder ser consultado. Tira-se média pelo método 85 percentil e essa é a velocidade máxima a ser permitida.

A questão da referência visual é uma coisa tão séria que é comum se ver placa de trânsito indicando "Devagar". Devagar quanto? A decisão fica para o motorista.


Usando o exemplo de dirigir numa pista, a regra da bandeira vermelha, interrupção de prova, é "os carros devem se dirigir lentamente para o box". Quanto é esse "lentamente"?. Referência visual apenas.

Bandeira vermelha, interrupção da prova, carros devem seguir devagar para o box: a quanto? (f1wolf.com)

Cada um de nós tem a própria velocidade confortável. Em autoestrada, a minha é 140 km/h. Nem é preciso olhar o velocímetro. Na Itália o limite é 130 km/h, mas a coluna de tráfego roda a 150 km/h. Por outro lado, vê-se com frequência pessoas andando a 100 ou 110 km/h em rodovias de 120 km/h. Para essas o limite é velocidade demais.

Um solução para um mundo de carros sem velocímetro seria utilizar o recurso usado há anos na Fórmula 1, um botão que, quando acionado pelo piloto, o carro não passa de determinada velocidade, isso para  andar na frente de box. Muitos carros já têm limitador de velocidade selecionável pelo motorista. Quando tem, uso-o, é pratico, pode-se pisar à vontade no acelerador que a velocidade não ultrapassa o que foi definido.

Mas é claro que não há a menor possibilidade de haver um carro de rua sem velocímetro. Abalaria a indústria da multa por excesso de velocidade fundada nos Estados Unidos no comecinho do século 20.

Não está longe o dia de ondas de rádio entrarem no módulo de comando eletrônico do motor e a velocidade  do carro ser limitada à força. Espero não viver para ver isso.

Por falar em excesso de velocidade, em 1978 quase fui parar em Luanda, Angola, gerenciar a assistência técnica do importador VW local, a Guerin, com contrato da Volkswagen do Brasil. Desisti quando me disseram que a pessoa que eu substituiria havia ficado presa uma semana por excesso de velocidade...
 
Por causa da "indústria" é que velocímetro é  equipamento obrigatório dos veículos no mundo inteiro. Mas que se pode viver perfeitamente sem ele, não tenho nenhuma dúvida.

BS

33 comentários :

  1. Bob, esse velocímetro da primeira foto tem o odômetro digital, não seria mais atual não?

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  2. Está parecendo linha Retrô da Auto Meter

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  3. Concordo com você, Bob, quanto a não especificação do limite de velocidade lá fora. Mas aqui no Brasil, com esta safra de recém-motoristas com seus carros comprados em 96 parcelas, nem sabem pra que serve o retrovisor, imagine saber o que é "velocidade compatível".

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  4. Thiago e Samuka
    Pode ser, mas a foto é meramente ilustrativa. Não tenho referências.

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  5. Ciro Margoni
    É a velha história de qual veio antes, o ovo ou galinha. Nos países avançados ha motoristas novos como aqui, só que as exigências para dirigir são maiores, então a formação de motoristas acompanha. Ou começamos a avançar nesse questão, ou ficaremos eternamente no berço esplêndido da ignorância automobilística.

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  6. Caio Cavalcante03/06/11 10:07

    No Brasil, o ovo surgiu junto com a galinha.

    Bob,
    O que você levou em consideração para definir sua velocidade confortável, exatamente?

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  7. Bob,

    O Mégane/GT/Fluence possuem um sitema desse pra controle de velocidade, ele não deixa o carro passar da velocidade escolhida, somente se vc apertar o acelerador até o final do curso ele libera o controlador.

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  8. Caramba Bob, realmente a idéia de ficar preso em Luanda não é das melhores... Sempre tem projeto na minha área por lá, mas não sou tão ambicioso...

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  9. Comprei minha Vespinha há três anos e só agora trouxe um velocímetro que funciona pra ela. Como sei que ela não passa de 100 km/h, não senti falta nenhuma.

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  10. Em cidades pequenas e algumas médias na Holanda já se aboliram até as placas de limite de velocidade, ao mesmo tempo em que se mudou o leiaute da estrada. Isto é, quando a estrada vai se aproximando de uma cidade, o pavimento muda de textura e cor, o pneu faz barulho diferente e o betume vira um bege cerâmico; as faixas laterais somem, dando a impressão que a faixa de rolamento é mais estreita do que realmente é e foram abolidas as guias ou meio-fios, mais próximo aos centros.
    Não tenho convicção de que o resultado positivo dessas medidas sejam efeito de "educação" meramente, muito menos da educação de um país, como se costuma apregoar. Não que isso não tenha sua importância, afinal sou professor, mas pensar que é proponderante para se evitar acidentes pode ser a melhor maneira de se desviar o dedo da ferida.
    No caso do trânsito, um conjunto de pequenas mudanças pode se desdobrar em proporções maiores do que acreditar que grandes conveções, como o controle de velocidade, serão capazes de evitar acidentes e mortes no trânsito.

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  11. jackie chan03/06/11 10:48

    A minha velocidade confortável é aquela de melhor eficiência no consumo de combustível, por isso estou sempre de olho no velocímetro e contagiros. E estaria de olho no consumo instantâneo, se tivesse computador de bordo.. Por onde costumo rodar, quase não preciso me preocupar com outros fatores, como não atrapalhar o fluxo, pouco tempo disponível para me deslocar, etc. Prefiro gastar com outras coisas que me dão mais prazer o que economizo em combustível, peças de desgaste (pneus, freios, suspensão), risco de multa, etc.. Por exemplo, com quase 100 mil kilômetros rodados, embreagem está ok, pastilhas de freio estao em meia vida, e estaria ainda no segundo jogo de pneus se não tivesse perdido o primeiro jogo prematuramente por defeitos de fabricação nos Pirellis.

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  12. Sacco
    Perfeito! A segurança é resultado de pequenas e inteligentes mudanças.

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  13. Caio Cavalcante
    É a velocidade na qual não há sensação de estar perdendo tempo, nem a que representa qualquer tipo de risco em meio às condições. Numa comparação aproximada, a impressão de estar num avião, terminou a subida e nivelou, iniciando o voo de cruzeiro marcado pela luz de cintos se apagar e começar o serviço de bordo.

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  14. Marcelo,
    Que legal, parabéns pela Vespinha. Grande veículo! Já tive e curti muito.

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  15. Nos anos 80 eu tinha uma TT125 que comprei com o velocimetro quebrado e rodei assim por uns 2 anos porque custava muito caro um novo, até que um dia acabei comprando um .
    Olha, eu rodava sem problema nenhum, está certo que era uma moto meio fraca, não passava dos 110 km/h de máxima, mas, nunca senti falta do velocimetro,ainda mais numa moto que é um veiculo em que você está espostos aos elementos,naquele tempo radar era só do tipo móvel e raramente se via algum, ô saudades...

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  16. O grande X da questão sobre o limite de velocidade é que o ser humano (ou seria o "cidadão" brasileiro?) não tem o mínimo de respeito pelos outros e pela vida... o Exemplo disso são as lombadas em vias internas... Só aqui na quadra onde moro em Brasília são 5! lombadas até chegar em frente ao meu prédio! Como pode???? Mas se não fizer isso, as pessoas acabam se matando e, o pior, matando quem não tem nada com a sua pressa, porque querem andar a 80kmh em vias onde, mesmo sem o velocimetro, percebe-se claramente que não poderia se passar dos 30. Então não chega a ser simplesmente uma questão de indústria de multa e sim de cidadania (da falta dela). Claro que se aqui não fosse o País da impunidade isso não aconteceria, mas aí já é oooooutra história!

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  17. Pois é, exemplo clássico é quando vc dirige de madrugada, tudo deserto, e tem que ficar se arrastando a 70km/h na 23 ou na Bandeirantes, aqui em SP...
    Lógico que a velocidade deveria depender do contexto e do entorno. Por exemplo, se o trânsito está carregado, ou numa rua cheia de pedestres, deve-se ir mais devagar. Mas esta mesma rua, algumas horas depois, pode estar deserta - e daí qual a utilidade daquele radar para 40km/h? Ridículo!
    Agora, pensando assim apela-se ao bom senso do motorista, coisa que o brasileiro não tem, e já se sabe o resultado.

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  18. O grande problema também é gente que olha demais o velocímetro. Em vias de 60 km/h, por exemplo, que já é uma velocidade lenta, tem gente pra caramba andando a 50 km/h ou menos, com medo de ser multada. Poucos sabem da tolerância de 7 km/h, ou mesmo que o velocímetro do carro costuma marcar velocidade ~5 km/h a mais, geralmente.

    Tem muita gente que dirige lento porque não sabe (ou nem imagina que seja possível) dirigir suave e rápido.

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  19. Concordo. Mas o conta-giros só é dispensável em carros automáticos insípidos, como o Jetta 2.0 8v ou 1.8 easytronic, ou ainda o 1.1 automático.

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  20. Sandoval Quaresma03/06/11 13:10

    quanto ao instrumento em si, vejo que muitos modelos tem alteração de escala, de 100 ou mais pra frente, a escala diminui e acho isso uma M.

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  21. " Cada um de nós tem a própria velocidade confortável "

    Quanto tempo faz que não sei o que é isso ... confortável numa estrada ? impossível :(

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  22. Bob, a imagem da abertura não é de um velocímetro antigo, é um modelo atual de uma linha retrô da Auto Meter, olhe só: http://www.autometer.com/cat_gaugeop.aspx?sid=21

    Muito bom o artigo!

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  23. Isso me faz lembrar qdo passei pela BR 135 em Minas numa viagem que fiz começo do ano. Domingo de manhã, pista livre, o asfalto tava novinho, perfeito parecia um tapete. A viagem rendeu bem... uns 130, 140km/h.

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  24. "Não está longe o dia de ondas de rádio entrarem no módulo de comando eletrônico do motor e a velocidade do carro ser limitada à força. Espero não viver para ver isso."

    Nem eu! Daqui uns dias então teremos sensores monitorando nossos colhões pra saber se estamos flertando em excesso!

    GiovanniF

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  25. Bob, uma curiosidade: Você sabe o porquê de os carros chevrolet possuírem o indicador de 50 km/h pintado em vermelho ??

    Não deve ser nada muito importante, mas sempre quis saber...

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  26. Sugestão de nova foto para ilustrar o post http://www.google.com.br/imgres?imgurl=http://img.mercadolivre.com.br/jm/img%3Fs%3DMLB%26f%3D82836174_1458.jpg%26v%3DP&imgrefurl=http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-181716141-velocimetro-jeep-willysford-original-_JM&usg=__dR-80-Ta0ITqJPt4PJg7_O5katM=&h=250&w=250&sz=9&hl=pt-BR&start=2&zoom=1&um=1&itbs=1&tbnid=21_aMDdyJH8TYM:&tbnh=111&tbnw=111&prev=/search%3Fq%3Dveloc%25C3%25ADmetro%2Bde%2Bjeep%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26rlz%3D1T4ADFA_pt-BRBR426BR427%26biw%3D1020%26bih%3D566%26tbm%3Disch&ei=RTzpTYfaAY3Atge3yP3FAQ

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  27. Interessante a colocação, me fez pensar em como seria. Mas prefiro fazer esse teste em um autódromo, por precaução.
    Tenho a impressão que quanto mais rápido se anda, a tendencia é essa velocidade se tornar normal, logo uma velocidade mais baixa passaria a impressão de ser muito mais baixa. P.ex.: se vc está acostumado a andar a 100 km\h, 80 km\ parecem 80 km\h; se vc mantém uma média de 140 km\h, quando vc estiver a 80 km\h vai parecer que está a 50 km\h (comigo é mais ou menos assim).
    Então sem o velocímetro (ou com ele tapado) eu não tenho certeza se reduziria o suficiente para uma curva de baixa velocidade.
    Mas pode ser que seja apenas hábito de olhar no velocimetro mesmo...

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  28. Celestino,
    A marca existe em todo carro alemão, a agora tem outra, em 30 km/h, que são as velocdades permitidas nas ruas e bairros residenciais na Alemanha, respectivamente.

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  29. Bob, você está certo...De 1988 à 1996, fui condutor do metrô do Rio, e em situações de emergência, como pessoas na via, era implantada a "marcha à vista", que era uma velocidade tal, definida pelo condutor, que permitisse a parada do trem em caso de necessidade, sem que se provocasse nenhum acidente....Abçs.

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  30. Pedro Bergamaschi03/06/11 19:15

    Se não houvesse controle de velocidade e nem velocímetros, cada um andaria na sua velocidade de conforto, o trânsito fluiria melhor, haveria menos estresse...

    Mas com a falta de bom senso e o constante "emburrecimento" da população, seria a receita para um desastre.

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  31. Jackie Chan.

    Cara, pra mim saber a quantas andas o consumo de combustível, vou na percepção mesmo.
    Costumo andar em uma rotação a qual consigo fechar o máximo possível a borboleta, mas sem perder a resposta rápida na retomada. Entende ? É como se abaixo dessa rotação (constantemente modulada de acordo com o terreno, seja ele aclive, declive, calçamento, estrada, estradas de chão batido etc) o motor vai ter que entregar um plus a mais de gasolina assim que a borboleta abrir mais. O motor não trabalha de uma forma linear crescente nos tempos de injeção, e sim um acréscimo rápido e logo após decai para manter numa faixa constante.

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  32. Realmente o velocímetro é dos mostradores um dos menos necessários.

    Porém não nos esqueçamos que nem sempre é possivel obter visualmente noção plena da velocidade, principalmente nos carros atuais onde cada vez menos se tem "feedback" do que ocorre à volta.

    As placas indicativas de velocidade em estradas e rodovias não se destinam apenas a informar a velocidade a partir da qual seremos punidos por trafegar, mas a indicar um limite de segurança no qual, sob quaisquer condições, pode-se guiar naquele trecho.

    Pode parecer besteira, mas acho importante que o motorista médio tenha uma velocidade recomendada à qual possa aderir, principalmente em se tratando de condutores de carros lotados em sua capacidade de carga, SUV's com freios subdimensionados ou Minivans com ajuste de suspensão priorizando o conforto.

    Nesses veículos apesar da plena ciência do condutor sobre os limites da via não basta - há de se considerar os limites do veículo, nem sempre compatíveis.

    Acrescento ainda que é necessário consultar o velocímetro caso se deseje uma maior autonomia:

    A resistência do ar aumenta com o quadrado da velocidade, logo boa parte da potência gerada em altas velocidades é "desperdiçada" empurrando-se o ar à frente.

    Não à toa, sabemos que as melhores médias de consumo costumam ser em torno de 80km/h, que é quando a potência aplicada para vencer o ar se iguala à potência aplicada para mover o carro adiante.

    Logo, ao nos lembrar a velocidade em que estamos com precisão, o velocímetro pode ser sim um instrumento importante na busca de de segurança ativa e maior autonomia, nada mal, não?

    Um abraço cordial, e mais uma vez parabens pelos textos no Blog - os gringos vão morrer de inveja no dia que descobrirem que o Autoentusiastas existe, mas só tá escrito em português! :)

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  33. Juvenal Antena06/06/11 19:33

    Justameeente!

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