google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: Car and Driver online
Miltonn Masteguin (1934-2012)

Faleceu hoje em São Paulo, aos 78 anos, Mitlon Masteguin, um dos fundadores da Lumimari, firma formada em 1964 para produzir o GT Malzoni e que depois se transformaria na Puma. Milton era sócio do piloto da Vemag, Mário César de Camargo Filho, mais conhecido por Marinho, na concessionária Vemag Comercial MM, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo. Uma luta de dois anos contra um câncer o derrotou.

O estranho nome Lumimari era acrônimo formado por letras dos nomes dos sócios: Luiz Roberto Alves da Costa, Milton, Marinho e Rino Malzoni. Quando o gerente de competições da Vemag, Jorge Lettry (1930-2008), deixou a fabricante em julho de 1966, pouco antes de a Volkswagen comprá-la, e entrou para a sociedade como diretor técnico, a primeira coisa que fez foi mudar a razão social para Puma Veiculos e Motores Ltda, pois achava que Lumimari "era nome de loja de lustres", como dizia sempre. Lettry sempre contava que o Milton era um touro, com uma disposição ímpar para o trabalho.

Fotos: Citroën e autor



O Citroën, fabricado em Porto Real, no estado do Rio de Janeiro e lançado em maio de 2003, é um desses carros chegados mais tarde que se incorporaram à paisagem brasileira, havendo mais de 240.000 deles em circulação aqui.  Em 2008, como ano-modelo 2009, passou por uma revisão de projeto em que a maior mudança, fora um bom retoque no estilo frontal, foi o acerto da suspensão em questão de rumorosidade, "tropicalizando-se" de fato e se igualando aos concorrentes na aptidão para enfrentar bem o nosso chão. 

Na ocasião passou a ser oferecido o câmbio automático de quatro marchas. Uma nota curiosa é metade dos proprietários ser do sexo feminino, nota-se isso no trânsito. A caixa automática certamente contribuiu para esse inusitado equilíbrio.

O novo C3, ano-modelo 2013, está 94 mm mais comprido, 41 mm mais largo e 2 mm mais alto. Curiosamente, o enreeixos está 1 mm menor, 2.459 mm. O resultado é amplitude interna um pouco maior, exceto no espaço para pernas dos ocupantes do banco traseiro. O compartimento de bagagem ficou 5 litros menor, 300 litros agora. Engordou pouco, dos 1.075 do primeiro passou a 1.081~1.202 kg, da versão de entrada Origine à Exclusive com câmbio automático.

Não se notam as diferenças de tamanho, mas o visual melhorou bem



O premiado motor Ford 3-cilindros de 1 litro, vista em corte


Em 2012 o mercado brasileiro de automóveis vem assistindo a um intenso ritmo de lançamento de novos produtos, desconsiderando os face-lifts. A Fiat trouxe o Grand Siena (família 326); Citroën, o C3 de segunda geração, completando os modelos do projeto A5x (Air Cross, Picasso e C3); GM, o Chevrolet Cruze hatch, Sonic hatch e sedã, Spin, S10 de segunda geração; mais à frente vem o Onyx sedã; Ford, a Ranger nova geração e o novo EcoSport; Peugeot, 308 etc.; e nestas últimas semanas carros totalmente novos despontam, o Hyundai HB20 e o Toyota Etios.

Porém, nem todos os motores que equipam esses lançamentos são inéditos. O que então define a necessidade de trazer um novo motor ou trem de força? O ciclo de vida dos motores segue um tempo diferente?

Neste espaço do AE, não foram poucos os leitores que manifestaram suas críticas a alguns motores que estão há longo tempo em nosso mercado e ver os lançamentos mais recentes equipados com velhos conhecidos não lhes deixou boa sensação, no que de certa forma concordamos.

Fotos: autor
Corolla XRS, versão esportiva do Corolla

Outro dia fui buscar um Toyota Corolla XRS para o teste de um mês do site Best Cars na histórica sede da empresa, na primeira fábrica da marca no país, em São Bernardo do Campo. Lembrei que lá pela metade dos anos 1970 estivera ali, onde então se fabricavam apenas os sólidos jipes Bandeirante, ícones de uma época onde no Brasil as estradas ruins eram em sua maioria de terra e não de asfalto.

Naquela época me chamou a atenção a aparência daquela fábrica, uma série de galpões baixos, parecendo mais uma grande oficina do que uma indústria de veículos. Era um lugar quase deserto de gente, de maquinários imponentes e decorrente tecnologia digna de nota. O tempo parecia andar mais devagar ali, e de fato andava pois o modelo fabricado era praticamente o mesmo desde quando a empresa se instalou no ABC paulista em 1962, o simples e robusto jipe Bandeirante e suas derivações, herdeiro pouco evoluído do lendário Toyota Land Cruiser japonês do início dos anos 1950.

Na recepção da atual e bem mais imponente Toyota de SBC, esperando "meu" Corolla XRS (made in Indaiatuba, certamente uma fábrica que nem de longe se parece com a antiga Toyota), lembrei também de meu primeiro contato com um veículo da marca japonesa: quando adolescente, tive poucas e boas aventuras em um jipe Bandeirante, carro de trabalho do pai de um amigo do colegial, o Fábio. Adepto do esporte favorito de nossa turma antes de completar os 18 anos de idade (surrupiar carros da família sempre que possível) aquele Toyota foi protagonista de curtas mas intensas aventuras, que basicamente consistiam em subir e descer barrancos de terrenos baldios em uma região da capital paulista que hoje está coalhada de prédios residenciais, o Klabin.



Os anos 1980 trouxeram ao mundo diversos mitos e marcos históricos, tanto bons e memoráveis quanto muitos ruins e lastimáveis. A queda do Muro de Berlim, a criação dos computadores pessoais, "Thriller" de Michael Jackson, o lançamento do Super Mario. Por outro lado, a moda de vestimentas estilo Restart, músicas deprê, José Sarney.

No mundo automobilístico, seus altos e baixos também foram marcantes. Os supercarros vieram com tudo, a lendária disputa Ferrari F40 vs Porsche 959 vs Lamborghini Countach. Por outro lado, encerraram o Grupo B de rali e tivemos a Autolatina.

Exatos trinta anos atrás, saía de linha um dos mais famosos automóveis dos anos oitenta, e não famoso por suas vendas, seu desempenho ou seu preço, mas sim por causa de um filme. Uma trilogia, na verdade, que todo entusiasta conhece de ponta a ponta. Em 1982, morria o DeLorean DMC-12, o sonho que virou pesadelo, e foi imortalizado no clássico filme "De Volta para o Futuro", de 1985.


Um cara, quarentão, ralando muito no trabalho, totalmente estressado, e de tanto estresse, ficando meio gordinho, com os cabelos caindo e constantes dores nas costas. E antes que sejam maldosos, todo o resto funcionando muito bem! Aí surge uma viagem a trabalho para a Califórnia. Para um trabalho empolgante, mas puxado. Mas esse cara tem sorte; o trabalho acabaria na sexta-feira e o vôo de volta, só no domingo. 

Ao fazer o check-in pela internet apareceu um código de desconto para aluguel de carros na Avis. Sábado livre e desconto no aluguel. Corri para o site da Avis e procurei o Challenger. Isso porque durante férias anteriores já aluguei um Camaro e alguns Mustangs. Naturalmente faltava o Challenger para que eu pudesse ratificar minha preferência (emocional) pelo Mustang. 

O Challenger teve que esperar!

fotos: topspeed.com e Ferrari




Estava eu domingo passado na maravilhosa garagem de um amigo, admirando seus incríveis carros, quando ele mencionou casualmente que podíamos dar uma volta no Ferrari Mondial 8 dele. Imediatamente me lembrei do que escrevi há algum tempo aqui no blog, quando fiz uma lista dos 10 melhores Ferrari de todos os tempos:

...é fato que nunca foi criado um Ferrari menos do que sensacional, nunca, em tempo algum.”

Era uma oportunidade única de morder a língua. Aquele Mondial 8 de 1982, recém-importado dos EUA pelo meu amigo, é um carro muito raro aqui no Brasil, porque foi fabricado na época da proibição das importações, e portanto só pode aparecer agora que tem mais de 30 anos de idade, importado como carro de coleção e valor histórico. Mas é também simplesmente o menos amado Ferrari de todos os tempos. Um 2+2 baseado no 308 GTB, lançado na fase talvez mais baixa de desempenho da marca, o Mondial é um dos Ferrari mais baratos no mercado de usados hoje, e o menos venerado pela imprensa quando era um carro zero-km. Se nenhum Ferrari é menos que sensacional, este carro provaria o ponto, para um lado ou para o outro...

Mas antes de contar como foi este breve mas esclarecedor passeio, um pouco de história se faz necessária, para colocar as coisas em perspectiva.
Fotos: autor


Um carro de contrastes. Tem características ótimas, admiráveis, e também tem características ruins que a Volkswagen facilmente evitaria, caso desejasse. Vamos às ruins:

A direção assistida hidráulica do Voyage 1,6 Trend 2013, que é parte do pacote I-Trend, é leve demais. Na cidade, tudo bem, mas na estrada chega a ser chata de tão leve. É rápida demais, arisca, incomoda. Não acho bom, por razões de segurança, que seja tão rápida. Isso, aliado à extrema leveza da direção, torna a viagem menos relaxante do que poderia ser. São três voltas entre batentes (quatro, se não tivesse assistência), mas esse número de voltas sozinho não define a resposta da direção aos nossos movimentos iniciais e sim a geometria de direção e suspensão.

Sem ajuste de altura e distância, volante é muito alto


Foto: Nelson Antoine/Foto Arena/Agência Estado



Depois de enaltecer o trabalho do inspetor da Polícia Rodoviária Federal José William no post de 20 de junho, o de, admiravelmente, expor antigos veículos da corporação defronte do posto policial nas imediações de Uberaba, MG, o que aconteceu hoje – a PRF interromper o trânsito rodoviário em três estados e no Distrito Federal – jogou por terra toda a admiração que eu tinha por essa organização policial.

Não só jogou por terra como teve o efeito de revoltar, justamente quem deveria assegurar a maior mobilidade do cidadão interromper o fluxo de rodovias a título de "manifestação" reivindicatória, provocando engarrafamentos colossais.

Me senti um palhaço,  e tenho certeza de não ser o único, por uma fração do que pago em impostos de toda ordem servir para pagar esse tipo de gente que provou hoje não ter a menor noção do dever, não ter caráter.

Greve é um direito, o de cruzar os braços, parar de trabalhar, mas jamais prejudicar o mais elementar direito, o de ir e vir, de se circular livremente no país.

Os prejuízos causados por esse ato inominável, coisa de moleque (na acepção usada no Rio de Janeiro, a de indivíduo sem integridade, capaz de procedimentos e sentimentos vis, canalha) são incalculáveis. Dezenas de milhares de pessoas foram prejudicadas, talvez tenha havido até mortes por impossibilidade de deslocamento de ambulâncias, vá-se saber.

Duvido que esses maus brasileiros tivessem peito para fazer o que fizeram entre abril de 1964 e janeiro de 1985. Queria só ver!

Mais uma vez: democracia significa poder do povo (do grego demos, povo + cratos, poder) por meio da eleição de seus governantes, não de zorra e desrespeito ao mais elementar direito de qualquer pessoa.

Com essa atitude vil, a Polícia Rodoviária Federal transformou-se na mais nova vergonha brasileira.

BS




Há 30 dias pegamos nosso Grand Siena Attractive na concessionária Fiat, com apenas dois itens opcionais, condicionador de ar e preparação para som. Nesses tempos de IPI reduzido, está bem difícil de conseguir um carro do jeito que você procura, queríamos um Essence 1,6-litro, mas nenhuma concessionária tinha em estoque, e olha que procuramos bastante. Alguns aceitavam encomendas, mas ficamos sem coragem de fazê-lo ao consultar a internet e encontrar um monte de gente reclamando de demora na entrega, muitos sem receber o carro mesmo transcorridos 60 dias do pedido.

Apesar do modelo Essence ser mais interessante quando comparado a um Attractive com os mesmos equipamentos, já que a diferença de preço é mínima e você leva o motor E-torQ com quase 30 cv a mais, resolvemos comprar o que estava disponível, já que o modelo está vendendo bem e o que chega à concessionária sai rápido.  E como a função dele é ser o carro do dia-a-dia, de uso predominantemente urbano, pensamos não ser tão importante o motor mais forte.
Mapeamento de superfície a laser - Cadillac Eldorado 1957
Foto: Hexagon Metrology

Alguns dias atrás o Bob escreveu aqui sobre as miniaturas da coleção de carros nacionais que está no mercado.

Descrevia ele a perfeição de cada um deles, e posso dar minha opinião que são mesmo muito próximas de um carro de verdade miniaturizados. Tenho alguns e é mesmo notável. O que mais impressiona nesses carros e em outros vários que existem em lojas que trabalham com produtos de boa qualidade é a forma geral do carro, não apenas detalhes.

Quando olhamos miniaturas antigas ou de marcas de pouca expressão, podemos ver carros tortos, que são deformações do original.  Esses produtos que não são fiéis ao carro de origem tendem a desaparecer, pois o consumidor e colecionador está cada vez mais exigente, como o comprador de carros de verdade.
Fotos: Ford



 Só o nome é o mesmo, o novo EcoSport é outro carro – aliás, está mais para automóvel do que suve agora. O que o anterior tinha de jeito de utilitário, o novo definitivamente não tem mais, a não ser pelo estepe externo, fixado na porta de carga (que bem poderia ter sido eliminado. O novo poderá, eventualmente, até não agradar a todos os seus mais de 700 mil admiradores desde 2003, mas com certeza vai conquistar mais, de modo que no fim a Ford sairá no lucro. A filial brasileira, juntamente com a engenharia global da fabricante, fez mesmo um excelente trabalho. O ponto alto é o rodar, mas veremos isso adiante.

Produzido inicialmente na fábrica de Camaçari, na Bahia, o novo EcoSport será fabricado também na China, Índia e Tailândia, com planos de comercialização em mais 100 países, segundo informou a Ford durante a apresentação do novo produto ontem em Natal, no Rio Grande do Norte.

FreeStyle

O estilo frontal, que já se conhecia desde o começo do ano, quando a Ford convocou a imprensa para conhecer uma maquete do veículo em tamanho real em argila, em Brasília, me parece exagerado, com sua grade "de caminhão". Mas gosto é pessoal e acredito que a maioria até goste.

(Foto apenas ilustrativa)


Como dizem os americanos, não existe almoço grátis. Nada é de graça. Por isto, às vezes o que é grátis pode acabar saindo muito caro.

Recentemente tive que fazer a vistoria para o seguro do Siena de minha esposa. A seguradora fez um convênio com uma grande rede de venda de pneus aqui do Distrito Federal para isto.

Neste convênio, o vistoriador fica dentro das lojas da rede e lá faz a vistoria dos carros a serem segurados. É prático porque assim existem postos em muitos endereços aqui do DF e fica conveniente para levar o carro até um mais próximo.

Levei o carro a um posto na W3 Norte (avenida da Asa Norte de Brasília) porque era mais próximo do meu trabalho. Chegando lá, o vistoriador fez rapidamente a vistoria do Siena, tirou fotos, decalque do chassi, do motor, etc. Em 20 minutos estava tudo liberado.
Fotos: Toyota



A Toyota apresentou nesta sexta-feira o Etios, seu novo produto para disputar o aquecido mercado dos compactos, do qual nunca participou. O modo de apresentá-lo à imprensa foi inusitado, porém interessante: no Morumbi Shopping, um famoso centro de compras na zona sul de São Paulo. 

Para isso foi armado um grande estande, que foi aproveitado para mostrar também o híbrido Prius, que chega no fim do ano, e o carro esporte Toyota 86, apresentado no Salão de Genebra em março.

A apresentação para o público, nesse mesmo formato, ocorrerá me várias capitais e também em Campinas. Acesse http://www.etiostoyota.com.br/connection/ para saber quais as cidades, dias e horários.

O Etios será produzido na nova fábrica construída especialmente para ele em Sorocaba, interior de São Paulo, 102 quilômetros a oeste da capital, cuja inauguração será dia 9 próximo.

Foto: pr.quebarato.com.br


Estávamos em Campos do Jordão, e na casa do Sandrão tínhamos umas seis motos para escolher com quais sair. Cunhados e amigos deixam suas motos trail na casa do Sandrão, já que ele é um feliz morador das montanhas. Campos de Jordão é ótimo para trail, é um mundão infindável.

Como eu morava na fazenda e tinha uma Honda XL 250 normalzinha de fábrica, peguei uma XL com motor preparado, aliviada de supérfluos e com pneus biscoitudos para sentir a diferença e ver se valia a pena fazer o mesmo na minha. No asfalto esses pneus eram simplesmente horríveis, conforme o esperado; roncavam e tinham pouca aderência. Porém na terra eles agarravam bem acima do que eu esperava, já que não estava acostumado com esses pneus de utilização específica para a terra. Fiquei impressionado. A XL era outra coisa com esses pneus. Mudaram radicalmente a moto. Piorou um bocado no asfalto e melhorou muito na terra. 

Quando o Fiat Doblò foi lançado, dei uma boa guiada nele, já que era amigo do dono da concessionária de Pirassununga, e fomos juntos dar um passeio. Em seguida, quando o Doblò Adventure foi lançado, de novo fomos dar um passeio. A versão Adventure vinha, e vem, com pneus de duplo-propósito, ou seja, conforme propagandeiam, para uso na terra e também no asfalto. Já eu os considero como sendo de "duplo-despropósito", pois não são bons nem pra um nem pra outro. 

Fotos: Street Side Classics


Esse AMC Rebel é de 1968, tendo sido restaurado quando completou quarenta anos de idade em 2008.   Apesar da empresa ter morrido há anos, debaixo da batuta da Chrysler, ainda tem uma legião de fãs. E é fácil perceber por que.

Normalmente são pessoas que não se satisfazem apenas com os numerosos e muito comuns Ford, Chevrolet e Chrysler e precisam de algo mais raro, mais difícil de ser encontrado, para se alegrar de verdade. Entendemos que ter e apreciar carros que existem aos milhares pode ser muito bom, principalmente pelas facilidades de informação e manutenção. Pode-se inclusive fazer mais amigos, já que bastante gente tem o mesmo gosto, mas também é necessário entender que a raridade dá um toque especial a qualquer coleção.

O Rebel estava a venda há alguns meses em um site especializado em carros antigos, o Hemmings, por US$ 23.995. Na época do anúncio, tinha 95.000  milhas, pouco mais de 2.400 km rodados por ano. Não tão pouco, mas nada que realmente envelheça o carro.  É uma raridade, já que com essa mecânica foram feitos apenas 382 unidades.

Fotos': arquivo pessoal do autor
Num posto do Paraná antes de um Rali da Graciosa

Durante os cinco anos em que trabalhei na Volkswagen administrando competições viajei muito de carro. Sempre na maior lenha – com toda segurança, bem entendido, afinal estou aqui escrevendo, certo?. Muitos leitores poderão não conhecer o significado da palavra lenha neste contextto, é coisa dos mais velhos, mas dá para intuir: andar muito rápido, de pé em baixo.

Sempre que possível, optava por ir de carro aos locais das provas. Acima de tudo, dirigir é um prazer, relaxa, e nada como não depender de carro emprestado ou alugado nos eventos. Especialmente durante os ralis, quando eu precisava me deslocar muito rápido entre os pontos de apoio para chegar a tempo, antes de os carros chegarem.

Usei pouco um Voyage 4-portas (branco) a álcool, uma ou duas viagens apenas, todo o resto foi com Santanas a gasolina, um CD 1985 e outro, um GLS 1987, ambos brancos com interior bege, como na foto de abertura deste post. Gasolina porque participávamos de ralis na Argentina, Chile e Uruguai. Neste havia postos da Ancap, a petroleira estatal uruguaia, com uma bomba de álcool para os turistas brasileiros, embora o preço fosse exatamente o dobro do álcool aqui, que era subsidiado, mas isso não era problema por as viagens serem custeadas pela fábrica.  Mas sempre é bom contar com a maior autonomia proporcionada pela gasolina nas viagens longas, especialmente quando feitas "de pé em baixo", em que o consumo é alto.
Foto: curiosando708090.altervista.org

Honda 500 Four 1972

 O Arnaldo já falou a respeito no post sobre a Honda CBR 600F, mas acho que o assunto merece ser explorado. É a questão de passageiro ("garupa") na motocicleta.

Se o fabricante dota a moto de pedais de apoio para passageiro é porque este é previsto, senão não colocaria. Acho que não há dúvida a respeito disso. Tive motos japonesas quando começou a onda dela na década de 1970 e foi uma época agradável da minha vida usá-las no dia a dia (muito) e em passeios (nem tanto). Tive uma Yamaha RD 350 e depois uma Honda 500 Four (grandes motos, cada uma com seu jeito!)

Nesses anos, que foram até o começo da década seguinte, quando já em São Paulo comprei uma Honda CB 400 1981 de um amigo e vizinho no prédio onde moro. Usava-a para ir trabalhar no centro da cidade e graças à moto tinha tempo de almoçar em casa.

Tanto na miha fase carioca quanto na paulistana era comum ter alguém comigo na garupa – esposa, parente, amigo – o que constituía algo totalmente normal. Essas três motos citadas eram de dois lugares. A foto de abertura, uma Honda 500 Four (a minha era exatamente igual a essa), não deixa dúvidas quanto a isso.
Fotos: Citroën



Depois de falar a respeito do Citroën DS3 por ocasião da sua apresentação há dois meses, usei-o durante uma semana, suficiente para confirmar o que já havia dito e observar mais pontos. Um deles é que quem não quiser chamar a atenção não deve comprar um. Cabeças se viram para ele, nos semáforos motoristas curiosos fazem as perguntas mais diversas, moradores do prédio onde moro querendo sabar que carro é aquele. Há muito eu não via isso. De fato, seu desenho é muito interessante, tem personalidade marcante.

Andar com o DS3 por aí, como se diz, dá enorme satisfação. Como acelera, como é ágil no trânsito! E depois de dirigir vários carros ultimamente com chave de presença e botão de partida, como é bom pegar a velha chave, introduzi-la no interruptor de ignição/partida e girá-la para acionar o motor de arranque. Pode ser coisa antiga, "de velho", mas é como prefiro. Certas "mudernidades" são inúteis.




A noite caía e o céu vagarosamente ia se cobrindo com estrelas, como se puxasse sobre si um manto fulgurante. O ar estava límpido, fresco, perfumado, o que fazia do ato de respirar uma degustação.

A Lua nascia. O céu de certas noites na Serra da Canastra é algo inesquecível, apaixonante.

Os cinco cavalos aos meus cuidados já o estavam sendo. Dei-lhes feno fresco, ração, e os baldes de água deixei aos seus pés. Amarrados com folga ao redor de uma árvore, foram escovados, e agora, baixando a cabeça e deixando as orelhas penderem, descansavam da viagem de caminhão. O Sheik, meu cavalo, castanho, árabe com inglês, já semicerrava os olhos e amolecia o beiço, sinal que começava a embalar no sono.

Cavalo dorme em pé, que nem carro.

Fotos: autor



No começo do ano, o colecionador e amigo Fabio Steinbruch me procurou para fazer uma proposta, a de, profissionalmente, escrevermos sobre os carros inesquecíveis do Brasil, uma obra para publicação em 50 fascículos com venda nas bancas de jornais e revistas e assinatura. Embalada junto com o fascículo, uma miniatura. O cliente, uma editora espanhola.


Tudo acertado, mãos à obra. A mim coube escrever o texto principal de 10.000 caracteres com a história de cada carro e a respectiva ficha técnica; ao Fabio, dois boxes complementares de 2.000 caracteres cada um e as fotos mais as legendas.



Imagine isso 51 anos atrás!

Carros movidos por turbinas a gás foram uma promessa muito forte nas décadas de 1950 e 1960, principalmente por causa do início das operações comerciais do avião britânico De Havilland Comet em 1952, e de forma mais eficiente e segura com o Boeing 707, ocorrido em 1957. Esses aviões mostraram ao mundo uma nova realidade de tempos gastos em viagens, com velocidades de cruzeiro que foram quase dobradas de uma vez. Uma evolução muito forte e repentina. Era então lógico imaginar que se poderia fazer algo similar com os carros.

Sonhadores e futurólogos são úteis para a humanidade, mas nos entristecemos quando o que acontece na realidade é justamente o oposto às previsões otimistas deles. As estradas vazias onde se pode andar rápido são cada vez mais raras em qualquer país desenvolvido. Não vamos pensar nas nossas estradas, ou fugiremos do assunto.
Fotos: Bosch, salvo indicação




Embora o ABS (sistema de freio antitravamento) seja útil no automóvel para a grande maioria dos motoristas, por isso tendo-se tornado obrigatório na Europa, Estados Unidos, Japão e agora no Brasil em todo carro comercializado a partir de 2014, na motocicleta não é útil, mas imprescindível. Ao contrário do automóvel, a motocicleta depende da geração de força lateral para se manter na posição de rodagem, ou seja, vertical nas retas e inclinada nas curvas.

É sabido que o pneu só consegue gerar essa força se estiver em atrito estático, se estiver girando. No momento em que uma roda trava, esse atrito passa a ser dinâmico e não gera mais força laeral. Se a moto estiver inclinada, não existe praticamente força lateral alguma que se oponha à decomposição do peso. O resultado nem é preciso dizer: tombo. E se for a roda dianteira a primeira a sair, é um dos eventos mais perigosos, pois o motociclista tem grande chance de atingir o solo com a cabeça.

Na chuva, mesmo que as rodas estejam girando, a força lateral gerada é menor do que no seco, mas mesmo assim suficiente para permitir alguma inclinação ao curvar. Nas motocicletas de competição, graças à composição extremamente grudenta dos pneus de chuva, registram-se inclinações que a vista não acredita.

Nem parece que o piso está molhada, graças aos pneus especiais (fitchfx.com)


É mais do que sabido que em terra brasilis o mercado é ditado por moda e referências estrangeiras. Marcas e nomes de fora tomam conta de praticamente tudo o que tem valor agregado e alguma indicação de status. E claro, sempre custa "caro".

Pegar um produto desenhado para um mercado específico e suas condições de contorno de projeto, vender aqui sem grandes alterações e com preço elevado graças a impostos e renome a se manter, também é mais do que conhecido, e acho que é justamente o caso do pequeno Smart fortwo mhd.  A fabricante pertence à Daimler AG.
Fotos: autor


Talvez o caro leitor ainda não tenha dirigido carros dessa última leva de motores a gasolina turbocomprimidos. Se não, é bom ir revendo o conceito que faz dessa solução. Eu revi o meu.

De coisa de um ano para cá fiquei uma semana com cada carro da lista que segue, inclusive viajei com todos eles, todos turbo: Peugeot RCZ (1,6 litro, 165 cv), Peugeot 3008 (mesmo motor do RCZ, assim como o Citroën DS3 e Mini-Cooper, e outros), Mercedes-Benz C180 (1,8 litro, 156 cv), Porsche 911 Turbo 2011 (500 cv) e viajei mais de 1.200 km com o Bravo T-Jet (1,4-litro, 152 cv). Bom, e agora estivecom o BMW 328i (2 litros, 245 cv) e acabo de viajar mais de 500 quilômetros com ele. Como se vê, as experiências são suficientes para ter a minha opinião.

Gostei, e muito; sendo que, alguns anos atrás, não gostava dos turbocomprimidos, ao menos quando em uso nas ruas, estradas sinuosas e circuitos. Para mim eles só serviam para lenha nas retas.
Foto e digitalização: do próprio



Praticamente todo mundo já ouviu histórias de problemas na inspeção veicular ambiental da cidade de São Paulo, de reprovações sem motivo e já houve até contestação dos procedimentos de contratação do serviço por parte da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo pelo Ministério Público Estadual. A inspeção começou em 2008 para a frota a diesel, depois, em 2009, para a todos os veículos ano de fabricação entre 2003 e 2008, finalmente a partir de 2010 todos, inclusive motocicletas.

O programa é uma estupidez em si só, pois abrange carros com pouco tempo de uso e baixa qujilometragem, enquanto nos países avançados somente carros com mais de três anos passam pela inspeção, o que faz todo sentido. Por exemplo, um carro zero-km licenciado em dezembro de 2011 e que receba placas de final 1, ter de passar pela inspeção até 30 de abril de 2012 é uma autêntica piada de mau gosto.

Mas o que gerou este post foi um leitor do AE que costuma fazer comentários sob o pseudônimo de "Bussoranga" e que pediu para continuar no anonimato, que nos relatou o problema que seu pai teve ao levar o Vectra Elite 2005 dele para inspeção no posto da Controlar na rua Soldado Claudino Pereira, 150, na Vila Medeiros.

O posto da Controlar em questão (Google Street View)
Fotos: Fiat/Studio Cerri


A Fiat apresentou neste fim de semana, em São Paulo, o Punto 2013. Houve feliz alteração estilística, deixando-o bem mais dentro do contexto atual, e o interior foi refeito, ficando mais bonito e harmonioso. Típico dos tempos atuais, não poderia faltar adição de conectividade, como o Fiat Social Drive. Ao se criar uma conta no servidor do sistema pelo computador ou pelo celular, os ocupantes são mantidos informados sobre o que acontece na internet por meio das redes sociais, inclusive por meio de voz.

Os bancos contam com novas padronagens de tecidos, mas boa mudança ocorreu nos dianteiros do T-Jet,  que ficaram mais envolventes e com apoio lateral bem melhor, corrigindo algo que eu havia comentado em teste anterior do modelo.





Como você se sente, caro leitor ou leitora, ao receber uma conta “salgada” da oficina? Dá raiva, não? Mas será que existe uma razão por detrás dos valores assustadores? Será que por trás de um valor elevado não existe um profissional ou firma séria? Ou seria apenas um valor criado por alguém só para esvaziar o seu bolso?

Mecânicos ruins, mal formados ou que agem de má fé existem aos montes, como existem boas oficinas e bons profissionais. Qual é essa proporção, difícil dizer.




Vamos tentar explicar por que ocorrem muitas situações conflitantes que cercam a relação cliente-oficina ou cliente-mecânico. Cada leitor ou leitora precisará de um pouco de autocrítica e visão para perceber muitas situações sutis, vividas e presenciadas por cada um, e até assumir algumas culpas.



— Cara! Você não pode imaginar o sucesso que fazia esse carro —  me dizia o Fábio diante de um Chevrolet Bel Air 1957, conversível, branco e vermelho, aquele discreto rabinho de peixe, interior vermelho e branco.
—  Imagino, sim — respondi. Ele nunca deixou de fazer um tremendo sucesso. Tudo continua parando pra ele passar.

Pois é, num dado momento, as nuvens no céu se abriram e um facho de luz iluminou o sujeito que o desenhou. Uma inspiração só possível dentro de determinada conjunção de fatores. Uma janela no tempo. Algo aconteceu que nunca voltará a acontecer.

No mesmo dia calhou de eu começar a ler o livro de memórias do Marcello Mastroianni, grande ator italiano – cuja maior glória, a meu ver, foi ter sido amante da Catherine Deneuve – e lá ele cita que lembrava perfeitamente do silêncio que tomou conta do restaurante Chez Maxim’s de Paris quando o Gary Cooper entrou de summer branco. Também tudo parou, inclusive o Mastroianni. E tinha mesmo que parar. Classe é classe. Tira-se o chapéu e deixa passar, e boa.

Página principal do site Reparador Fiat


Finalmente minha esposa trocou de carro. Conseguimos vender o Fiesta, pegando um Siena Fire 2008, com apenas 33.000 km, da mãe de um grande amigo nosso que havia tirado o carro 0-km. Carro com procedência acima de qualquer suspeita.

Gosto de conhecer bem a mecânica dos carros daqui de casa. Quando comprei o Fusion, aproveitei uma viagem que fiz aos EUA para trazer de lá os manuais de reparação dele, Comprei, pelo eBay, os manuais originais de concessionária fornecidos pela Ford americana, por 65 dólares. Já que a Ford Brasil não disponibiliza este tipo de informação ao público, precisei ir “direto à fonte” para conseguir os manuais, obviamente em inglês.


Manuais de reparação do Fusion que a Ford americana vende para quem quiser

Fotos: Volkswagen



Depois de quatro anos (julho 2008) e três anos e dez meses (setembro 2008), Gol e Voyage, respectivamente, passaram simultaneamente por atualizações mas sem mudança de geração, que permanece a quinta. As mudanças mais evidentes estão no estilo das extremidades, como ocorre muito, ambos ganhando identidade visual frontal "Wolfsburg", ou seja, acompanhando as linhas gerais de quase todos os Volkswagen alemães.  Aqui, ares de Fox e Polo.

Traseira mudou para melhor

Certamente haverá quem não goste, mas, francamente, não há por que reclamar da decisão da fábrica que tem provocado tanto admiração quanto desaprovação, caso, por exemplo da "semelhança" entre Passat e o Jetta. Mas o mais importante é que de feio não tem nada, pelo contrário, os dois nacionais ganharam presença.

Novo visual do Voyage, mais bonito e com bem mais presença

Foto: autor



Depois do post de ontem sobre a questão de vias impróprias para bicicletas, veio-me a idéia: por que não dar aqui no AE algumas dicas para o ou a ciclista trafegar com mais segurança? Vamos a elas.

1. A bicicleta, embora robusta a ponto de suportar 20 vezes o próprio peso, como eu disse ontem, paradoxalmente é um veículo frágil. Tem pouco contato com o solo, os pneus são estreitos (para menos atrito de rolamento e facilitar o pedalar) e por isso a área de aderência molecular é baixa, o que se traduz em baixa aderência geral. Ou seja, derrapa com facilidade e derrapagem de bicicleta costuma resultar em tombo. Essa aderência é crítica sobre superfícies escorregadias como as faixas de marcação do solo, além do fato de os pneus estreitos serem afetados pelas tachas refletoras nas faixas, podendo até desequilibrar o ciclista. Se ocorre até com motocicletas, o que dirá com bicicletas. Aliás, aplicar esses refletores na vias públicas iluminadas é um crime, na minha opinião: são absolutamente desnecessários nas vias iluminadas das cidades, sendo úteis apenas nas estradas, que não têm iluminação, em que a luz dos faróis é que permite sua visualização.

2. O conjunto bicicleta mais ciclista é estreito e por isso não é facilmente avistado pelos motoristas. Esse problema se agrava significativamente com a praga nacional dos "sacos de lixo" nos vidros, as películas escurecedoras que estão totalmente em desacordo com a legislação (todo carro já sai de fábrica com transparência dos vidros nos limites mínimos, portanto qualquer película que não seja transparente torna o carro irregular). O ciclista precisa ter consciência de que as chances de não ser visto são enormes e deve ficar atento, na defensiva.

3. Lembrar que uma porta de carro que se abra é dos maiores perigos ao andar de bicicleta. Já aconteceu comigo quando bem jovem, felizmente não passou de um corte na região da clavícula direita. Nunca passar junto de um carro, quanto mais hoje que não se sabe se há pessoas a bordo ou não, devido aos "sacos de lixo" (no meu caso citado, era um furgão Chevrolet, dos grandes, dos anos 1950, não tinha como saber se tinha motorista ou não).




Desta vez não foi o AE, mas o próprio governo paulista, conforme publicado no Diário Oficial do Estado quarta-feira passada. A reportagem da capa dizia "Mais ciclistas, mais acidentes", recomendando não andar de bicicleta nas movimentadas ruas da capital. Uma atitude de total lucidez do governo Geraldo Alckmin, que certamente não teve aprovação dos que insistem em achar que num trânsito pesado como o de São Paulo cabe usar bicicleta como meio de transporte no dia a dia. Não cabe, não adianta fazer de conta que São Paulo é Amsterdã ou Maastricht, duas cidades holandesas, ou mais vidas serão perdidas inultimente.

Vida e tráfego tranqüilos em Maastricht, Holanda

Foto: dvice.com
Toyota Prius experimental equipado com sistema de condução autônoma

A Google, não há quem não conheça, é mesmo uma empresa admirável. Quando apareceu, em 1998, deixou o mundo atônito com sua velocidade de busca e pode-ae dizer que revolucionou a internet, a ponto de se poder afirmar que a história grande rede mundial de computadores, a wide world web (www), se divide em antes e depois do Google.

Muitos já conhecem o Google Street View, a ferramenta do Google Maps existente faz poucos anos que nos "coloca" num determinda rua, um feito admirável. Outro dia "andei" pela rua onde morava, na Gávea, no Rio, antes de vir para São Paulo. É incrível. Mas agora tem outra novidade do Google, o carro sem motorista. E pode estar mais perto do que se pensa.

Quem diz é o presidente da Google, Eric Shmitdt, que afirma que o carro comum sem motorista conduzindo-o será coisa normal ainda nos nossos dias. Boa notícia para muitos, péssima outros tantos, obviamente para este que escreve este post, nem é preciso dizer por quê.