google.com, pub-3521758178363208, DIRECT, f08c47fec0942fa0 AUTOentusiastas Classic (2008-2014)
Foto: loja4x4.com.br
Está muito ruim presenciar todos os dias a enorme quantidade de motoristas que dirigem devagar demais.

Seja em ruas, avenidas ou estradas, parece haver um desesperador medo de dirigir em velocidade compatível com as condições de piso, visibilidade, e sinalização.
Fotos: Divulgação Nissan



Viajei com ele - peguei as rodovias Bandeirantes, Anhanguera e algumas estradinhas vicinais - e me agradou o modo como viaja. Vai silencioso, estável, confortável, espaçoso e sempre está pronto a acelerar com segurança. É um bom estradeiro. Viajar com ele não nos cansa.

Nem parece que o motor flex 4-cil. de 1,8 litro de cilindrada rende só 126 cv quando com etanol, porque ele anda muito bem, parece que tem mais potência. O que peguei tinha câmbio manual de seis marchas. Há também a opção do câmbio automático de quatro marchas com quarta overdrive.

Bom de estrada, perfeita estabilidade direcional




Já tinha guiado o caminhãozinho Agrale 1600D do meu sogro várias vezes, nele peguei o jeito rápido. É bem mais alto e largo que um carro, mas não tão mais comprido. O freio hidráulico dele passa sensação ao pedal parecida com de qualquer carro, apenas é mais duro e menos eficiente. Os espelhos laterais são grandes o suficiente para enxergar bem as laterais do baú. O que matava mesmo era o peso dos comandos. A direção não tinha assistência, era um tal de girar o volantão para lá e para cá. A caixa de marchas também estava longe de ser uma seda, o comando da alavanca era bem pesado. Essa combinação delicada dava para deixar qualquer um exausto depois de um dia inteiro de volante.

Foto: commonswikimedia.org

Não era esse, mas era igual, até a cor. O Fiat 500 C era de um grande amigo, o Luís Carlos Barbará, e vivíamos para baixo e para cima nele. Isso por volta de 1957/1958 eu com 15 para 16 anos.

Já tinha algum conhecimento de mecânica, vivia mexendo nos motores de bicicleta Victoria e na Lambretta que tínhamos lá em casa. Por isso, quando o Luís Carlos me disse que o 500 estava com barulho no diferencial, me ofereci para consertar. Antes de começar o serviço dei uma volta e identifiquei ruído de rolamentos da caixa de satélites. Eu lia muito e sabia que pares cônicos helicoidais requerem um bom ajuste de profundidade do pinhão na coroa e distância entre as duas engrenagens, que é o que dá a folga entre dentes. Mas como era só trocar os rolamentos não seria necessário fazer o ajuste - eu nem meios para isso tinha. E mãos à obra.
Foto: GM

Denise Johnson, americana, 43 anos, deixou nesta manhã o cargo de presidente da General Motors do Brasil, posição que assumiu em 1° de julho do ano passado. O motivo alegado é de ordem pessoal. Denise deixa, inclusive a companhia-mãe, a General Motors Company, onde trabalhou durante 21 anos.

Trata-se da fato totalmente inusitado a brevíssima permanência de um presidente numa empresa multinacional como a GM do Brasil.

Jaime Ardila, que deixou o cargo de presidente da GM do Brasil com a chegada de Denise e passou à presidência da então criada GM América do Sul, assume interinamente o cargo deixado pela americana.

BS

Ilistração: ruralwillys.tripod.com


Há algumas coisas para as quais eu gostaria de ter explicação. Determinadas palavras, por exemplo. Tenho visto por aqui alguns textos automobilísticos nos quais, em vez de escrever motor, o autor escreve bloco, como se fossem sinônimos. A expressão bloco do motor já diz que não são. Bloco é a maior peça do desenho acima. Não é motor, mas parte dele.

Mas ontem me encaminharam um link de notícia sobre o Porsche GT3 que tem câmbio de dupla embreagem PDK, mas que pode ser comprado também com caixa manual de seis marchas, ou seja, o tradicionalismo fala alto na Porsche - ao contrário da Ferrari, que além de não ter mais câmbio manual nos modelos mais recentes, como o 458 Italia, ainda acabou com a alavanca seletora.

Oggi CSS, apenas 300 unidades produzidas para homologar o motor 1.415 cm³ para o Campeonato Brasileiro de Marcas e Pilotos, em 1984. A Fiat era o único dos quatro fabricantes que não possuía um motor 1,6-litro, o 1,3-litro era o maior motor que equipava a linha 147 (Spazio, Oggi, Panorama).

Para não ficar em grande desvantagem, desenvolveu um novo virabrequim, com curso de 78 mm (contra 71,5 mm do 1300), levando o motor a 1.415 cm³, que com a adição de um carburador maior, cabeçote com válvulas maiores e nova árvore de comando de válvulas, desenvolvia 78 cv líquidos, contra 59 cv do 1300 a gasolina, um ganho bem razoável.



Não é à toa que os japoneses inventaram o esporte-espetáculo chamado de Drifting. Uma olhadela na quantidade de carros com tração traseira e turbocompressores oferecida ao povo de lá desde os anos 80 explica muita coisa.
Foto: carshavelifes.com

O Citroën 2CV foi produzido de 1948 a 1990 e chegou a 3,8 milhões de unidades. Pode-se afirmar sem medo de errar que nunca existiu nada parecido com ele. Foi projetado antes da Segunda Guerra Mundial, mas o conflito ocasionou o atraso no seu lançamento, tanto quanto o Volkswagen sedã e o DKW com motor de três cilindros. Seria preciso um livro para descrever todos os seus pormenores e soluções brilhantes, mas quero falar de um especialmente: a suspensão.

Grupo motopropulsor  e suspensão (raio-x tamegoesworld.com)


O desenho acima mostra o grupo motorpropulsor completo mais freio e suspensão dianteira. Aliás, note os tambores de freio internos, junto ao transeixo e não nas rodas. Outra característica notável era o freio de estacionamento agir sobre as rodas dianteiras, e não nas traseiras, como é habitual. Com isso, numa eventual falha hidráulica do freio de serviço, o motorista dispunha de um freio de emergência agindo nas rodas que realmente interessam ser freadas. O arranjo prosseguiu no DS, BX, XM e Xantia.


Em 1985, meu pai voltou de uma viagem de negócios ao Japão com uma montanha de propagandas de carros japoneses. Naquele tempo, a gente não tinha a fonte maravilhosa de informação que é a internet. Para mim, quase tudo era grande novidade, coisa de um mundo distante e desconhecido... Até hoje os tenho, e se vocês gostarem continuo mostrando algumas coisas por aqui.

Hoje resolvi falar desse sedã grandão aí em cima. Sim, é quadradão e extremamente ultrapassado olhando-se da perspectiva de 2011. Mas uma olhada mais cuidadosa mostra muita coisa interessante...



Olhando meus arquivos, me deparo com um artigo do Stock Car de 1980, um Opala 250-S convertido para andar com álcool, taxa de compressão mais alta, velas diferentes e bem afinado. Falavam em 225 cv brutos, contra os 171 cv brutos do 250-S original a gasolina.

Não é nada demais, estimo que medindo seguindo os parâmetros atuais da ABNT, a potência líquida ficaria por volta de 170 cv, potência não muito maior do que bons motores 2-litros atuais. Mas Opalas antigos eram mais leves, pesavam por volta de 1.250 kg, e um preparado para as pistas, sem bancos, forrações e outras peças, pesava pouco mais de 1.000 kg.



O AK vive sonhando com um sedãzinho pequeno com tração traseira bom de dirigir. Bom, a gente raramente teve algo desse tipo aqui no Brasil, mas no Japão, ofertas deste tipo sempre abundaram. Veja por exemplo o Mitsubishi acima, de 1985.

Fotos: de.academic.ru


Todas as histórias da Volkswagen e seu carro-ícone, o VW Sedã, ou Fusca, esbarram num problema: a marca, ou modelo, como são descritos, só existem a partir do final da Segunda Guerra Mundial na Europa, ocorrido em 8 de maio de 1945. Isso impõe uma dificuldade para os historiadores, que são forçados a mencionar algo inexistente.

A razão é muito simples. a ideia era fabricar um carro que fosse popular, que tanto Ferdinand Porsche quanto Josef Ganz tinham e que Adolf Hitler acabou tomando como bandeira política. Automóvel sempre foi um bem de consumo altamente desejado, especialmente naqueles anos 1930. Só os mais abastados podiam tê-los e torná-los acessíveis resultava em popularidade.

O mundo da ciência e da tecnologia vive uma eterna batalha entre verdades que expliquem o mundo que nos cerca e as "verdades" que são convenientemente aceitas pelas pessoas. O cérebro humano é especialmente adaptado pela evolução para a concordância com fatos que são aceitáveis para ele.


Ouvir um “sim” exige poucos circuitos cerebrais, circuitos mais primitivos, simples, e diretamente ligados às zonas de satisfação. Ouvir um “não”, ao contrário, mexe com circuitos cerebrais muito maiores, complexos e ligados com as zonas depressoras de satisfação.
Foto: Arquivo pessoal do autor


Esse DKW-Vemag é diferente dos demais no material de grande parte da carroceria. Toda a dianteira, portas, folha do teto, para-lamas traseiros e extremidade traseira é de plástico reforçado com fibra de vidro. O carro era um 1964 do meu sócio na concessionária Volkswagen Cota, no Rio de Janeiro. Havíamos sido antes concessionários Vemag e em 1968, com a compra da Vemag pela Volkswagen, mudamos de bandeira automaticamente.

O carro já estava um tanto rodado e o sócio, piloto com eu, resolveu que deveríamos fazer alguma coisa com o DKW, aproveitando nossos recursos e experiência de reparo de carrocerias feitas desse material plástico, uma vez que comercializávamos GT Malzoni e depois Puma GT, ambos com mecânica DKW-Vemag.
Fotos: Paulo Keller


Há coisa de um mês um colega jornalista passou lá em casa com um Audi desses, dei uma breve volta no bairro menos congestionado que o habitual por ser mês de férias, mas mesmo assim deu para despertar uma vontade enorme de andar uns dias com um e depois  falar sobre ele aqui no AE. Programei a cessão de um com a Audi do Brasil e vi que a vontade tinha razão de ser. O A3 Sport 2-litros TFSI é um carro fantástico e, qualidade que aprecio em qualquer carro, absolutamente honesto.

Tudo que promete é verdadeiro. Nem botão de partida e cartão de ignição, mas a velha e boa chave que aciona um interruptor de ignição e partida no lugar de sempre, no lado direito da coluna de direção. Quando diz que são 200 cv de 5.100 a 6.000 rpm - primeiro caso que conheço de platô de potência e não pico - é exatamente o que oferece e se sente, como também os 28,5 mkgf de 1.700 a 5.000 rpm.

Muitos caminhos não têm volta. E não se trata de metáfora: você realmente pode se enfiar numa bela de uma encrenca se decidir empregar o veículo errado em caminhos difíceis. E nessa regra, cabe uma única exceção: você até volta para o seu lugar de origem, mas a pé. O carro costuma ficar onde parou.

Esse tipo de encrenca começa quando alguém conhecido (cunhado chato, primo chato etc.) tem a "brilhante" ideia de fazer algo diferente, algo que fuja da rotina sabática de pizza + DVD. Acredito que todos aqui já ouviram os tradicionais: "Vamos almoçar num hotel-fazenda?", "Vamos curtir o final de semana numa pousada?", "Vamos para a chácara do tio Nonô?" ou então "Vamos curtir um camping em uma praia isolada?".



Comparar automóveis que pertencem a diferentes categorias normalmente nos faz não chegar a conclusão alguma, pois as características de cada um é que vão nos levar a gostar mais de um ou de outro modelo.

Comparar um Fiat Bravo a uma Chevrolet Blazer porque custam praticamente a mesma coisa é um bom exemplo disso, quem gosta de um dificilmente escolherá o outro. Mas é fato que o valor muitas vezes é o pontapé inicial da escolha.



Há alguns dias escrevi um pouco sobre o Accord usado nas férias da família nesse final de 2010. Aquele foi o carro para apenas quatro pessoas, antes do restante da turma chegar.

Pois bem, o que fazer então com 11 pessoas, sendo nove adultos ? A resposta muita gente sabe. Uma perua grande, ou furgão de passageiros, chamada de wagon em inglês.



A empresa de preparação do piloto alemão de rali Günter Irmscher tinha uma boa relação de trabalho com a Opel nos anos 90. A Opel, como qualquer empresa com alto volume de produção, tem dificuldades de produzir carros especiais de pequena série. Uma das saídas possíveis é o arranjo que criou o carro deste post.
Foto: pedaleiro.com.br

Como rola uma boa discussão sobre o que é melhor que o quê, se tração traseira ou tração dianteira, aqui vai uma pequena história.

Bem final dos anos 1960, meu irmão e eu, com as respectivas esposas, fomos ao sítio da família em São Lourenço. A propriedade estava sendo vendida e aquela ida era para a despedida de um lugar onde passamos boa parte da nossa infância, nas férias, muitos momentos felizes.


Há alguns meses destilei mais um pouco de minha admiração pelo Audi Quattro, nesse post aqui. Falei sobre a empresa Ferguson, de onde tudo começou.

Ao se pesquisar um pouco sobre as origens da tração nas quatro rodas para carros modernos, com diferenciais viscosos, e sem os pesados diferenciais de pares cônicos coroa-pinhão dentro de uma caixa de transferência, sempre se chega ao sistema de nome Ferguson Formula.

Em 2006 houve a 24ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, e para este evento a FEI levou alguns de seus carros experimentais. Um deles foi o modelo FEI X-1 (foto acima), uma reconstrução fiel do modelo original que havia sido perdido ao longo dos anos. Como um dos integrantes da equipe que o reconstruiu, quero contar um fato que para nós até hoje não é bem claro, mas foi muito forte na história deste projeto.




Volkswagen Vader


Tenho certeza que a grande maioria dos nossos leitores gosta de propagandas de carros que mostram os carros, principalmente das que mostram carros em ação, com bela imagens que nos fazem desejá-los.

Infelizmente a grande maioria das propagandas não é feita para entusiastas porque para os fabricantes o importante é que a propaganda consiga passar uma mensagem de maneira eficiente. E nem sempre o desempenho do motor ou o acerto da suspensão é a principal mensagem. Me lembro da propaganda do Logan, com três adultos no banco traseiro e sem aperto. Nada entusiasta, mas necessária para comunicar o principal atributo do Logan. 


O Alexandre Garcia - Mr. V8 - anda meio sumido e muitos leitores têm nos perguntado se ele ainda faz parte do AUTOentusiastas. Ele faz parte sim! Apenas anda muito atarefado com as encrencas que ele mesmo arruma.

Aí está a mensagem que recebemos do AG ontem.

AE


All,

Deu zebra. Entubei essa jaca aí. Para quem não sabe do que se trata, um Fiat Topolino ano 1938, meio zoado, sem frente, mas sólido e de chapa. Tem muito potencial. Eu não queria, evitei tentei mas não consegui, acabei agasalhando o croqueterio in totum.

Na foto acima, um carro da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), estacionado na esquina da Av. Higienópolis com a rua Martim Francisco, impedindo o acesso dos motoristas que desejavam descer esta última até o largo de Santa Cecília.

"Barbaridade", pensei eu, sem entender uma vírgula do que estava acontecendo ali. Desci a Av. Angélica e logo depois virei à direita na rua Dr. Martinico Prado, onde finalmente pude estacionar o carro.

Por Arnaldo Keller
Foto: desperateseller.com.uk


Outro dia o Bob falou bem da tração dianteira. Depois, nos comentários, ele ressalvou que para competição a tração traseira era superior. Tudo bem, concordo com ele que os carros atuais de tração dianteira estão bem bons e atendem perfeitamente as necessidades do motorista em geral. Concordo que essa é a configuração que baixa custos de fabricação e consumo de combustível, além de aumentar o espaço interno. Fora o Lada Laika e o bugue que tenho na fazenda, todos os carros daqui da família têm tração dianteira. E eles vão bem, são estáveis, et cetera e tal.

Mas acontece que não gosto de tração dianteira e boa. Sinto falta daquele plus para me deixar totalmente satisfeito. Totalmente satisfeito significa ter ao menos uma gaminha, um tesãozinho saboroso inesquecível.

Foto: galeryfrysinger.com

Quando meu querido sobrinho, o primeiro, tinha uns 14 anos, referiu-se, para o pai, a um ciclomotor de um amigo como "enceradeira". Meu irmão me contou isso bem chateado e que por isso havia dado uma tremenda bronca no filho, dizendo-lhe que aquele pequeno veículo havia sido fruto de estudo e empenho de uma ou mais pessoas, que encerrava muita engenharia em meio a toda aquela aparente simplicidade. Jamais poderia ser chamado daquela maneira tão desrespeitosa.

Eu e o mano dois anos mais velho temos muito em comum e uma das coisas que cedo aprendemos - não só em casa mas também com um vizinho americano, que havia se mudado para o Brasil com a família para ocupar alto cargo na Esso - era que devemos respeito às máquinas. "Respect the machine", dizia.


Fotografei o emblema acima ontem (9/2), dentro de uma concessionária Renault localizada em São Bernardo do Campo. Foi a ratificação de um detalhe que eu já havia percebido no próprio site da Renault: o motor 1.6 16V foi suprimido da linha Logan/Sandero, mas mantido no pequeno utilitário Kangoo (agora disponível apenas na versão Express).

Difícil de entender, não? E o argumento de que um cabeçote multiválvulas "tem manutenção mais cara", onde vai parar numa hora dessas? Manutenção constante e custosa é tudo o que um empreendedor menos precisa, principalmente quando é o único veículo da empresa. A Renault parece não se preocupar com isso, ou melhor, só quem se preocupa é o taxista que coloca Logan na praça ou a universitária que curtiu o Sandero.

Foto: commons.wikimedia.org

Às vezes, ou quase sempre, tenho impressão de que quem cuida de trânsito no Brasil quer mais é tudo exploda, - não se deve usar termos chulos num veículo de comunicação, embora dê vontade. Pois não é possível que essa gente horrorosa não tenha o cuidado de dar uma olhada como as coisas são feitas nos países ditos avançados para equacionar as questões de trânsito. Problemas de grande volumes de tráfego praticamente todos têm mundo afora.

Mas, não, ir ao exterior para ver trânsito??? Que nada, toca a fazer as famosas comprinhas, que trazem de fora como se fossem troféus. Como trazer chapéu mexicano de aba circular enorme preso nas costas  pela cordinha ao desembarcar - para jogá-lo em cima do armário e nunca ver a cara dele.

Assisti há pouco no Bom Dia Brasil, na Rede Globo, uma reportagem que só confunde mais a cabeça das pessoas, quando diz que no mercado de automóveis o que vale é o ano de fabricação e não o ano-modelo.

A afirmação, do Instituto de Estudo e Defesa das Relações de Consumo, vai contra a prática mais comum no mercado, e mais lógica também, onde o que vale é o ano-modelo. E é muito simples de entender, basta tomar o New Civic como exemplo. Lançado em meados de 2006 e portanto fabricado nesse ano, mas como ano-modelo 2007. Ora, se o ano de fabricação fosse mais importante, teríamos Civics do modelo anterior, ano de fabricação e modelo 2006 valendo a mesma coisa que um dos novos fabricados também em 2006.

Fotos: autor


Faz alguns dias. Era 27 de janeiro. Um dia muito bonito e um pouco frio. O lago estava todo congelado e estava assim há um mês. Pensei: Quantos centimetros de gelo tem agora? Será que dá para sair com o carro no lago para se divertir um pouco?

Também lembrei que o JJ aqui no blog quer que eu explique para os brasileiros que virão passear de carro aqui, se há algumas dicas para não perder o carro no lago e também não ficar resfriado com a água a +1 grau Celsius.


Eu sinceramente não compreendo o porquê, mas a crítica automobilística sempre foi colocada em uma posição inferior em relação à gastronômica, literária, cinematográfica e de arte. Na minha cabeça, o automóvel é uma forma de expressão do intelecto humano tão ou mais importante quanto qualquer outra. Por que será?

Mesmo se separamos arte de indústria, ainda assim vemos que o cinema, uma das maiores indústrias existentes, sempre que recebe crítica, é normalmente embasada e extremamente elaborada. Você pode até discordar da opinião do crítico, o que é perfeitamente normal, mas não tem como não respeitar sua posição, sempre elaborada com base em alguma tese, e explanada em texto.
Foto: obvio.ind.br/Sidney Cardoso

Mais um campeão nos deixou. Foi nesta manhã de terça-feira, em sua casa em Atibaia, SP. Luiz Pereira Bueno vinha sofrendo grave enfermidade há cerca de um ano. Lutou bravamente contra ela, como fazia  nas pistas, com  seu estilo ímpar de pilotagem que muitos, inclusive eu, comparavam ao de Juan Manuel Fangio; rápido sem parecer fazer força para isso. Não era um piloto-show, era um piloto rápido, dos mais rápidos que ja tivemos.

Bem recentemente teve publicado o livro de sua vida, "Paixão e Técnica ao Volante" (Editora Tempo & Memória), patrocinado pela importante indústria de autopeças Mahle Metal Leve, iniciativa do diretor-presidente Claus Hoppen, nome que já faz parte da história do automobilismo brasileiro pelo inestimável apoio que vem dando a publicações sobre o esporte a motor nos últimos anos.

Foto: autor

Com a educação de trânsito que o brasileiro tem não iremos mesmo longe e muitas vidas ainda serão perdidas, sem contar as pessoas que sairão feridas, muitas com sequelas. Há muito que eu queria fazer essa foto e comentar aqui.

Pela posição na foto, estou numa faixa exclusiva para retorno. Esse ponto é imediatamente antes de um que comentei em setembro passado num post, falando de sinalização errada, uma placa de parada obrigatória  (PARE) onde é desnecessária.



Escrevi outro dia sobre os nós-cegos do trânsito nosso de cada dia, e a dificuldade de encontrarmos sinais de trânsito sincronizados que proporcionassem uma onda verde de boa duração, e consequentemente, fluidez do tráfego.

Só que não atentei para um detalhe, as três avenidas que tomei como exemplo servem ao tráfego em sentidos contrários, o que impossibilita uma onda verde com os sinais abrindo em sequência, já que quando eles abrem e fecham, o fazem para os dois sentidos, para permitir que o fluxo transversal cruze as pistas.

O primeiro carro exposto no museu é o primeiro carro da Toyota, o modelo AA. Será que alguém adivinha qual é o segundo?

Réplica do Benz Patent Motorwagen, de 1886, no Museu Toyota. Note, na traseira, o grande volante do motor horizontal. Era rodado à mão para dar partida

Isso mesmo! O primeiro automóvel da história, ou o primeiro carro movido a motor, patenteado por Karl Benz (1844-1929) em 29 de janeiro de 1886. Há 125 anos!

Naquela época existiam muitos projetos de motor a combustão de dois e quatro tempos que estavam em pleno desenvolvimento. Karl Benz trabalhava tanto no desenvolvimento do "carro" quanto do motor. Ao mesmo tempo o inventor Nikolaus August Otto também patenteava os princípios do que conhecemos por ciclo Otto de quatro tempos.

Foto: nextgenbikes.com


Quem vive no mundo do automóvel convive com três mitos: amaciamento, aquecer motor e  nível de combustível baixo. Sei que este post irá gerar muitos comentários acalorados, mas mesmo assim vale a pena tocar nesse assunto, em favor dos nosso milhões de motoristas. Há outros, sobre determinadas marcas e modelos, como no post do MAO de hoje de manhã. Vamos ver os três mitos citados.

Amaciamento

No manual do proprietário do Volkswagen 1953 lá de casa se lia algo como: "O motor do seu Volkswagen foi fabricado dentro das modernas técnicas. Assim, não é preciso nenhum cuidado especial ao dirigi-lo nos primeiros quilômetros". Viram bem o ano? Faz quase 60 anos! Entretanto, persiste até hoje a  noção de que é necessário o amaciamento do motor novo. Não precisa.

Fotos e ficha técnica - primeiro teste do carro na revista "The Autocar", 1961


Quando a Jaguar mostrou o seu novo XK-E  em março de 1961, deixou o mundo inteiro embasbacado. Acredito que tenha sido o último grande choque evolutivo na história do automóvel, e comparável em impacto somente ao lançamento do Citroën ID/DS em 1955.
Foto: motorauthority.com


A foto acima é uma novidade que a ZF Friedrichshafen AG apresentou no recente Salão de Detroit. Um  conceito de transeixo para motor transversal de nove marchas epicíclicas, ou seja, um câmbio automático convencional para carros compactos e crossovers de tração dianteira (até o BMW de  tração dianteira seria candidato). Não foram revelados detalhes, mas já se soube que o conversor de torque bloqueia automaticamente já na primeira marcha e o objetivo do novo câmbio é reduzir consumo de combustível. Todavia, é de se perguntar onde irá parar essa loucura de um número exagerado de marchas.

O pioneiro Lexus LS 460, em 2006, e depois o BMW 760i, dois anos depois, já contam om câmbios automáticos longitudinais de oito marchas. Mas agora a ZF já tem em desenvolvimento um 9-marchas transversal que deverá estrear nas minivans da Chrysler em 2013. Assim, os exóticos câmbios automáticos de seis marchas que marcaram o século 21  rapidamente se transformaram em "câmbios da plebe". Mas o que está acontecendo, afinal? Qual a idéia por trás dessa inflação de marchas de câmbio?

Foto: www.carmagazine.co.uk

A foto acima chegou ontem ao AE pelo boletim da revista inglesa Car e se refere ao BMW Z2 (primeiro plano) e Série 1 GT, ambos ainda distantes, 2016 e 2014, respectivamente. A novidade é algo temido pelos admiradores da marca bávara, entre os quais me incluo, mas sem nenhum temor de minha parte: tração dianteira. Esse assunto vem ao encontro do que o MAO escreveu sobre a vinda dos motores BMW 4-cilindros de alta eficiência, qual seja, novos tempos de parcimônia no uso dos combustíveis, embora eu já tenha manifestado estarmos diante de uma verdadeira histeria, a carbônica.

Por que não temo um BMW de tração dianteira? Simplesmente porque o comportamento dinâmico dos carros converge de maneira impressionante, pouco interessando quais são as rodas motrizes. Aquilo que o experiente jornalista automobilistico canadense Jim Kenzie disse há coisa de dez anos, "A tração é nas rodas que Deus quis que fossem motrizes", referido-as às rodas traseiras de um Cadillac que testou, perde sentido cada vez mais. Mesmo dirigido com máximo vigor, um carro de tração dianteira bem-feito nada deixa a desejar em relação a um tração-traseira projetado e fabricado com esmero.


Lendo um excelente livro emprestado por meu amigo JJ esta semana (“Life is a Highway” – A Vida é Uma Estrada, uma coletânea de grandes textos sobre automóvel), achei um ótimo exemplo de algo que sempre tive para mim como uma verdade absoluta. E esta é o fato de que tudo que se vale a pena saber está escrito em algum lugar.

A foto acima foi cedida a mim em 2002, época em que eu era funcionário da Prefeitura de São Bernardo do Campo. A memória me trai, mas acredito que foi presente de algum integrante do setor responsável pelas relações governamentais da VW do Brasil, ciente de que eu gostava muito de Santanas.


Outro dia alguns amigos aqui do blog entraram numa discussão sobre a iminente substituição dos motores de seis cilindros em linha de pequena capacidade da BMW por motores de quatro cilindros em linha turbocomprimidos, especialmente nos BMW Série 3. Muitos dos meus amigos reclamaram, acharam um grande sacrilégio, dizendo que o seis em linha faz parte indivisível da personalidade de um BMW. Já este colunista achou algo muito normal. E o por que disso merece uma explicação mais longa, que acaba por passar sobre passado e presente da famosa marca de luxo alemã do título. Mais que isso, requer uma reflexão sobre o significado da marca, o que ela representa e sua relevância passada e atual. Como precisei de muitas linhas para explicar meu ponto de vista, resolvi dividir a discussão com os amigos leitores.
Fotos: Divulgação do fabricante
A moda dos supercarros com fontes de energia alternativa está chegando para ficar. Depois do Porsche 918, a Jaguar mostrou o conceito C-X75, um novo carro-conceito de alto desempenho e motorização sem o tradicional ciclo Otto e pistões.

O 75 do nome é uma referência ao aniversário da fábrica que completa três quartos de século. Para a celebração, criaram este conceito esportivo com características de design que remetem a modelos clássicos da Jaguar, como o XJ-13 e o D-Type.

Texto de Arnaldo Keller

Já ensinei bastante gente a dirigir. Muito disso se deve a eu ter morado por quase trinta anos na fazenda, e nessa, com toda a segurança que aquele espaço oferece, ficava fácil colocar a molecada pra guiar. Irmã, primos, filhas, sobrinhos, amigos das filhas, peão, filho de peão – quem passava por lá, e não soubesse guiar, eu acabava ensinando.

O bugue Glaspac: com meu tio Roberto
Outro dia, e é por isso que escrevo este texto, minha filha caçula estava lembrando de quando a soltei sozinha no nosso velho bugue Glaspac 1970. Ela tinha coisa de uns sete ou oito anos. Estávamos num campo de feno, ou seja, um imenso gramado de alguns alqueires de chão, quando a coloquei no banco do motorista com almofadas nas costas. Fiquei no banco do carona, estiquei as pernas pra alcançar a embreagem e acelerador, engatei a 1ª e botei o bugue pra andar.

Me mudei recentemente, estou morando próximo ao autódromo Nelson Piquet (ou o que restou dele) aqui no Rio, no bairro de Jacarepaguá, e hoje percorro diariamente três avenidas que são as grandes artérias da região da Barra da Tijuca e Jacarepaguá-autódromo, que são as avenidas das Américas, Ayrton Senna e Embaixador Abelardo Bueno.

Outro dia me surpreendi como percorri uma boa parte do trecho entre os shoppings Barrashopping e Downtown (o mais movimentado) e só parei em um sinal de trânsito, mas isso não é a regra. Esse trecho tem menos de 5 km, com sinais sincronizados e com tempo de verde entre 2min e 2min30, provavelmente seria possível sair do primeiro assim que abrisse e cruzar todo o percurso sem parar em sinais, melhorando a fluidez do trânsito na região.