VERDE QUE TE QUERO VERDE: MINHA AVENTURA DE BERLINGO

Fotos não creditadas: MAO/AE

Divulgação

“I have walked through many lives,
some of them my own,
and I am not who I was,
though some principle of being abides,
from which I struggle not to stray.” - Stanley Kunitz


(Eu passei por muitas vidas,
algumas delas minhas,
e eu não sou quem eu era,
embora algum princípio de ser permaneça,
de qual me esforço para não desviar.)


Andy Warhol, e depois o Dr. House do seriado televisivo, diziam que, ao contrário do que diz o famoso ditado, o tempo não muda nada. Nós é que devemos mudar as coisas, e se deixarmos elas como estão, assim elas permanecerão. Apesar de ser uma grande verdade, pessoalmente acredito que o tempo muda tudo sim. Uma mudança não de substância, mas sim de perspectiva.

As coisas não mudam, permanecem iguais, mas somos nós que somos sempre diferentes, a cada dia que passa. Vemos as coisas de modo diferente do que víamos no passado, entendemos coisas que não entendíamos antes. Para nós, como pessoas, o tempo muda tudo.

E particularmente acredito que o tempo muda de forma definitiva a forma que vemos alguns carros. Coisas que eram desinteressantes e banais parecem agora incrivelmente legais, e coisas que eram interessantes, são esquecidas.

A prova disso é que, desde que escrevi sobre o que estava querendo comprar este ano, tudo mudou. Não poderia nem imaginar que ao invés de comprar algum daqueles carros zero-km, ia acabar vendendo o Cruze, sim, mas que ia substituí-lo por um Citroën Berlingo com 13 anos de idade. Na verdade, se em 2001 você me dissesse que um dia eu teria um Berlingo, ia rir até cair de minha cadeira. Ainda mais um Berlingo verde por fora E POR DENTRO.

Mas foi exatamente o que aconteceu. E isso não porque o Berlingo mudou nesses 13 anos, e sim porque, como disse o poeta, eu não sou mais quem eu era. Graças a Deus.

Tudo começou quando eu consegui, finalmente, comprar minha casa nova. O mercado imobiliário brasileiro anda completamente louco, com preços subindo de forma inacreditável, incessantemente, e por isso imaginava que teria que nunca acharia uma casa de tamanho decente que pudesse comprar, mesmo agora morando a 100 km da capital paulista. Mas minha esposa procurou muito este último ano, e todo esse seu trabalho acumulado acabou valendo a pena. Podia virar corretora já, embora ela odeie até a menção de tal coisa.

Mas para fechar o negócio, tivemos que incluir o Cruze como parte do pagamento. Já estava preparado para isso (apesar de incrédulo que acharia algo), e olhando algumas opções de carros usados baratos para substituí-lo, mas não existia nada, até ali, que tinha me animado.


Uma opção que investigava era a Peugeot 406 Familiale, uma perua com sete lugares que não vale mais de 13 mil reais hoje, e é perfeita para mim. Mas nunca vi uma em bom estado à venda, apenas algumas com câmbio automático, o que para mim, claro, é tabu.

Bem, isso não é toda a verdade. Muito, mas muito antes disso, ainda em São Paulo, mencionei casualmente a um colega de trabalho que estava com vontade de algo baratinho como terceiro carro. É uma daquelas vontades que se fala para embalar conversa, vontade vaga e sem pretensão de realização. Mas este amigo me diz: Cara, eu tenho um Berlingo guardado há 3 anos. É bem legal! Interessa?

Apresentado no Salão de Paris de 1996, o carro conceito Gran Large se transformaria no Berlingo Multispace de produção (divulgação)

Conversa vai e conversa vem, descubro que o Berlingo tinha teto solar. Teto solar? Esse utilitário teve teto solar??? Parece que realmente sim, um teto elétrico enorme, de lona! Confesso que nunca tinha, até ali, parado mais de um segundo para prestar atenção nesse furgão francês de entregar pão, mas as palavras barato, teto, e ar-condicionado me atraíram. Além disso, um furgão como terceiro carro é algo de óbvia utilidade em qualquer casa.

O carro de meu amigo era dele desde novo, com 80 mil km rodados, prata, 1999. Mas estava parado porque tinha sofrido um pequeno acidente, uma batida de frente. Ele consertou a frente, mas não o teto que parou sem abrir nem fechar totalmente. E assim está o carro até hoje, parado, na garagem do prédio dele.


Divulgação

Eu realmente quis comprar, e fiz contas, discutimos valores, mas acabou que me mudei para o interior, e perdi o tempo livre para correr atrás daquilo; depois perdi a vontade. O assunto morreu. Detalhe: tudo isso sem ao menos ir ver o carro, sem fotos, sem nada, só a descrição do amigo. Algo me dizia que aquilo era uma boa idéia, apesar de toda lógica estabelecida convencionar isso como loucura. Eu cheguei a olhar algumas vezes desde então anúncios de Berlingo com teto, mas só tinha coisa muito ruim à venda, e me esqueci do assunto.

Quase um ano depois disso, acabei por me lembrar dessa história ao comprar a casa. Explico: fechei o negócio da casa numa quarta-feira. A assinatura do contrato, e a entrega do Cruze, ficou marcado para a segunda-feira seguinte. Ficar sem carro é algo tremendamente ruim para qualquer um, então imediatamente liguei o computador: queria achar algo rápido. E não tinha nada em vista, estranhamente, porque normalmente sempre estou de olho em algo...

Um Berlingo Multispace em seu lançamento, ainda com 3 portas (Divulgação)

Mas estava com sorte: logo na primeira busca me apareceu um Berlingo com teto, ainda com o primeiro proprietário, e apenas 65 mil km. Na hora liguei para o dono, que me disse que cuidava com carinho dele, que só usava gasolina Podium e óleo sintético de primeira linha, que o carro ficava debaixo de capa na garagem. Achei extremamente esquisito alguém cuidar de um Berlingo como se fosse uma rara peça de coleção, mas não ia reclamar. Queria comprar o carro na hora, mas existia um pequeno problema: estava no Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca, a coisa de 650 km de minha casa

Quem me salvou foi o velho amigo e ex-colaborador deste blog, o Alexandre Cruvinel. O Cruvi, sorte minha, mora na Barra, e foi ver o carro para mim. Quando me ligou disse em seu característico sotaque praiano: “Pô, MAO, você tem sorte que sou um cara de princípios. Não tinha noção como esse treco é legal com o tetão. Se você não comprar eu compro.” Fechei o negócio na hora.

Restava ir buscar o carro. O Cruvi mui gentilmente ofereceu pousada em sua casa, o que resolvia um problema. No fim de semana estaria em São Paulo com a família para uma festa de amigos, então minha esposa usou suas milhas para me pegar uma passagem na TAM só de ida no domingo no fim do dia, tirei a segunda-feira de folga no trabalho e assim fui eu para o Rio de Janeiro pegar um carro francês usado de 13 anos que nunca vi ao vivo, e voltar dirigindo 650 km para casa. Uma coisa que não se deve contar em qualquer ambiente social, a não ser que você queira ver caras de completa estupefação e incompreensão.

Cheguei no aeroporto Santos-Dumont no Rio lá pelas oito da noite, e o Cruvi estava lá para me pegar com o Renato, que vocês devem se lembrar como o dono de um De Tomaso Pantera cor de lava incandescente que quase me fez perder as roupas de baixo em minha última visita à Cidade Maravilhosa. O Renato de cara ficou coisa de meia-hora me enchendo a paciência porque só falo de BMW, só posto sobre BMW, não tenho outro assunto. Me deu um novo apelido: MONOMARCA. Eu mereço.

Depois de jantar uma pizza bem legal (pizza boa no Rio; o tempo muda as coisas sim), demos uma passada na garagem do Renato para ver uma novidade: um belíssimo Jaguar E-type serie 1, 4.2 litros. Conversível, preto e com interior vermelho. Como todos os carros do Renato, brilhando até debaixo do capô. Ir naquela garagem sempre vale a viagem por si só: um subsolo de um prédio perdido na cidade, onde inesperadamente vemos coisas tão fabulosas como este E-type. Pena não ter tempo dele me levar para uma voltinha dessa vez


O Mustang fastback 1965 do Renato: um dos carros mais sensacionais que conheço (foto: Rafael Tedesco/AE)

Atrás do Jaguar, o Mustang fastback 1965 branco ainda ticava silenciosamente depois de um passeio que o Renato tinha feito mais cedo. Eu não curto muito Mustang, mas o fastback de primeira geração não tem como não gostar. É uma coisa maravilhosamente linda, um desenho que estreou neste carro e nunca foi superado em toda a sua longa história. Ainda mais com rodas American Racing, o V-8 aumentado para 347 pol³ e mais de 400 cv brutos, e suspensão modificada para que possa ser conduzido à moda. Muita gente acha esse Mustang um sonho, mas andar num deles que esteja original, como saiu de fábrica, é na verdade um baita de um pesadelo. Não é o caso deste. Coisa magnífica é aquilo. Um dos carros mais legais que conheço.

Foto: Rafael Tedesco/AE

Mas estava ficando tarde, então nos despedimos e fomos para a casa do Cruvi. Eu estava realmente cansado, e pior: Enxergando mal. Quando minha esposa pegou o carro no aeroporto foi embora com meus óculos na caixa dos óculos escuros, que estava usando. Pensei em ligar e pedir para voltar, mas pensei que me virava com os escuros, também de grau. Iria me arrepender amargamente.

Chegando na casa do amigo, pensei que íamos dormir. Era tarde, mais de meia-noite, e me preparava para me entregar aos doces braços de Morfeu. Mas o Cruvi some para dentro da cozinha, de onde emerge com um molho de chaves e um enorme espanador de penas. Falou que íamos dar uma volta, e fomos para a garagem.

Meu amigo Cruvi tem alguns carros de interesse para o entusiasta, então logo imaginei que íamos tirar um deles para uma voltinha. Não me preocupei muito em qual, pois todos são legais, diferentes e interessantes. Mas juro que estava a pensar comigo mesmo: para que diabos ele pegou um espanador? Caramba, acho que desde que minha vó era viva não via um desses utensílios de limpeza. Qual seria a sua utilidade em um breve passeio de carro?

Mas entenderia em breve, logo ao chegar no carro. Tratava-se de uma cadeira elétrica que, entre a turma que faz este blog, é quase uma lenda. Apelidado carinhosamente de “Beterraba” por sua cor vermelho sólido escuro, é um Opala Especial 1974, sedã de quatro portas. Nada nesse carro faria um desavisado pensar que era algo especial, ou mesmo algo “de coleção”. A carroceria é impecável e sem podres, mas as rodas de alumínio de época com pneus de tamanho contido não chamam atenção nenhuma. Por dentro, bancos individuais de Opala mais novo, bem gastos e até com alguns rasgos, algumas guarnições ruins, e um estado geral que afugenta os não-iniciados. Mas se você é como eu, logo veria a enorme alavanca de câmbio no assoalho, saindo de um ligar não-original para o Opala, e com uma bola 8 de bilhar em cima, como um indício que tem algo diferente ali. O enorme conta-giros atrás do volante original do carro é outra dica.

Não parece assustador, não é mesmo? Para mim, definitivamente sim... (foto: A. Cruvinel)

Mas é abrindo o capô que se vê a real diferença. Onde antes residia um 4-em-linha de 2,5 litros e potência de carro moderno de um litro, reside há quase 15 anos um motor V-8 Chevrolet de bloco pequeno com 5,7 litros, e preparado para algo que imagino estar em torno dos 300 cv. Isto em um carro que pesa pouca coisa a mais de uma tonelada. A suspensão e freios e todo resto é do Opala 1974 mesmo. Na verdade, a “panela” do servofreio foi retirada para dar espaço ao V-8, então o carro não tem assistência no pedal do meio. Cintos de segurança? Não me façam rir, claro que não tem nenhum. Mamães, deixem suas criancinhas em casa: isto é definitivamente o que convencionamos chamar de entretenimento adulto.

E de cara entendi o porquê do espanador: o carro estava coberto por uma camada considerável de poeira, e sem espanar um pouco os vidros não enxergaríamos nada... Foi chegar no carro para que o Cruvi começar a espanar feito uma arrumadeira feliz, rindo pacas com a minha cara de espanto!

O passeio? Bem, achei que dessa vez ia escapar, achei que não ia dar tempo, mas de novo fui eletrocutado pelos amigos cariocas. Da última vez com o De Tomaso do Renato, desta de Opaloito. Acho que daqui a pouco, se continuar assim, não vou poder nem ver placa dando a direção do Rio sem danificar a roupa de baixo.

O V-8 no seu novo berço


O negócio acelera feito gente grande, e da cadeira dois é algo extremamente apavorante, principalmente para mim que, além de estar sem óculos para ver direito o que acontecia, já teve Opala 1974 e sabe muito bem como aquilo freia... Gritei feito uma menininha apavorada, mas desnecessário dizer que apesar de passar vergonha, fiquei extremamente impressionado com o carro. Mesmo com bastante tempo parado (vide poeira), ligou fácil e manteve marcha-lenta. Dirigi um pouco também, mas bem pouco porque, como vocês já sabem, estava meio cegueta, mas deu pra ver que o freio não é tão pesado quanto imaginei, que o câmbio Clark “de Dodge” com a grande alavanca é bem gostoso de usar, e o motor roda com folga, sobrando torque e potência a qualquer rotação. Gostei muito mesmo. O carro é famoso porque foi feito a muito tempo atrás, perpetrado pelo nosso querido Ogro do cerrado, o Alexandre Garcia, numa época em que Opaloito era algo desconhecido. Raramente carros parecem a altura das histórias que contamos deles, das lendas que os envolvem, mas nesse caso foi o inverso. É muito mais legal ao vivo.

Dia seguinte, depois de um agradável café da manhã na varanda do amigo, ele me deixou para conhecer o carro que tinha comprado sem ver, e o motivo desta minha viagem. Confesso que, sabendo que o cartório só abriria as 10h da manhã, e meu compromisso no final do dia para assinar um contrato a 650 km dali, só pensava em sair o quanto antes. Vi apenas rapidamente que o carro estava impecável, melhor que imaginava, e que o dono era absolutamente doente em cuidar do bicho. Acabei saindo do cartório direto para a Linha Amarela, daí Vermelha, e a Dutra a caminho de casa. Saí ao meio dia, e as 14h estava almoçando em Resende. Depois de mais 5 horas de viagem, cheguei á imobiliária e assinei o contrato, e fomos festejar com as crianças em uma pizzaria. Quase dormi na mesa.

Em frente de casa, meu novo/velho carro

E como é o Berlingo verde? A primeira impressão foi de choque. Acostumado que estava com carros baixos e com câmbio longo (Cruze e BMW 328), de cara sentar naquela van, numa posição parecida com a da cadeira da mesa de jantar, e com o teto lá em cima, bem alto, e aquele pára-brisa que parece uma enorme TV widescreen, foi um choque completo. E mais ainda o câmbio curto, que fazia o motor girar muito alto na estrada, gerando um ruído danado dentro da cabine. Muito barulho, demais, não só do motor, mas também de algo lá atrás que, naquela correria daquele dia, não consegui parar para ver o que era. O desempenho não era grande coisa, e o tanque de apenas 40 e poucos litros me fez parar para reabastecer mais do que era desejava. Não posso dizer que, naquele primeiro dia, estava feliz com meu novo carro.



Espaço, espaço e espacho

Outra coisa que me incomodou na viagem foram os filmes nos vidros. Escuríssimos, até no pára-brisa. No final do dia de viagem, luz já diminuindo, eu somente com óculos escuros...foi difícil. Enxergava muito pouco para fora. Um problema de visibilidade externa que nenhum espanador resolveria. Não foi uma viagem agradável, essa.


Mais espaço

Mas hoje, quase um mês depois, tudo mudou. O filme foi facilmente defenestrado, revelando vidros originalmente verdes, uma delícia. Os barulhos atrás vinham da tampa traseira, o acabamento estava solto e o dono anterior tentou resolver o problema colando-o com fita dupla face, sem sucesso, claro. Desmontei o acabamento, comprei 15 clips novos, montei de novo e pronto, quase todos os barulhos resolvidos. A segunda fonte de ruído acabei localizando na junção do coletor de escape com o tubo seguinte. A junta velha fazia o tubo vibrar e tocar no túnel, gerando desagradável vibração e ruído. Comprei uma junta original nova numa concessionária Peugeot (é igual à do Partner) pela fortuna de R$ 43,00 e pronto, carro silencioso novamente.






O carro, de resto, é extremamente novo, até pneus, fluidos e pastilhas de freio foram trocados recentemente, uma das poucas vezes que não precisei trocar em carros usados que compro. Até o tanque veio cheio de Podium! Não precisei fazer nada nele depois da primeira semana, algo que confesso me deixa até um pouco abestado. Como assim não tem nada para fazer?



Descobri também que, como me disse meu amigo Bill Egan (que teve um desses quando mais jovem), faz mais curva do que tem direito uma coisa tão alta e com pneuzinhos tão finos. O entre-eixos comprido dá um comportamento bem diferente nele, já que você pilota bem perto do eixo dianteiro. O câmbio na cidade é uma delícia, curso curto na alavanca comprida, marchas também curtas fazendo um carro bem ágil. Não é especialmente veloz, nem econômico, mas é extremamente divertido.

E útil. Duas portas de correr, uma de cada lado, o que depois descobri ser raro combinado com teto solar, porque 2001 foi o último ano do teto, e o primeiro das 4 portas. Porta-malas enorme, espaço a rodo, porta-trecos para todo lado. E o teto, lógico, elétrico, enorme, que as crianças de todas as idades simplesmente adoram.




 O interior é todo verde. Originalmente até os bancos, que ficaram velhos e foram trocados por couro pelo primeiro dono. Mas permanece o painel verde, o fundo dos mostradores verde, carpete verde e cintos de segurança verdes. Em 2001 achava isso ridículo, hoje achei original, alegre e divertidíssimo. Estamos gostando tanto que a patroa já disse para nunca vendê-lo: quando pudermos compramos um carro novo para substituir o Cruze, mas ficamos com o Berlingo. Vale muito pouco em dinheiro, mas vale uma fortuna em utilidade e versatilidade.





Olhando tudo isso que aconteceu tão rapidamente, como não ver que tudo muda à luz do tempo? Eu fiz absolutamente nada para que isso acontecesse, mas a internet mesmo assim apareceu e mudou absolutamente tudo em nossas vidas. Eu conheci o Cruvi, e toda turma que faz este blog, pela internet. Até ali, com 30 anos de idade então, me achava um alienígena que não conseguia achar um semelhante na terra. Hoje sei que sou normal. Ou normal o suficiente para passar desapercebido pelo menos.

E graças à internet, hoje se você colocar um carro diferente a venda, imediatamente o mundo todo sabe. Comprar um carro a 650 km de casa permanece sendo uma pequena aventura, mas é plenamente factível. Tudo mudou com a internet.

Como mudou também minha impressão por um certo furgão francês verde por fora e por dentro. E ainda que, como disse o poeta, nos agarremos a desesperadamente ao que já fomos, querendo ou não, mudamos. Nem sempre para melhor... mas quero acreditar que neste caso, sim!

MAO

103 comentários :

  1. Já tive a oportunidade de andar num Berlingo algumas vezes quando eu era mais novo, acho que é um carro que eu nunca vou esquecer! Era prata com bancos e painel azul, e do alto de meu conhecimento não muito vasto à época eu achava uma coisa simplesmente sensacional o rádio escondido por uma tampa de correr e aquele teto alto que parecia poder acomodar uma girafa de cartola (na época o Fox ainda era novidade e a Fiat nem pensava em Idea ainda). O acabamento era um pouco frágil (a moldura da maçaneta interna dianteira soltou na minha mão algumas vezes) mas era um carro muito legal de se andar. Parabéns pela compra e boa sorte com seu novo velho carro MAO!

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  2. Rafael Ribeiro09/04/14 12:27

    MAO,

    Post muito bacana, muito legal ter conquistado a desejada casa e, ao mesmo tempo, ser "premiado" com um carro que agradou tanto a todos por tão pouco. A simplicidade às vezes é a chave para a felicidade mesmo... estou na mesma condição neste momento, trocando meu carro num mais barato para terminar a obra em minha nova casa, espero ter sorte semelhante.

    Já tive dois Partner, um carro muito mais agradável para trabalho do que seu concorrente mais bem sucedido, o Fiorino (que também já possui, nem sei quantos). Apenas o custo operacional joga contra, mas para uso particular, isso não é problema, principalmente com donos zelosos. Bela aquisição!

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    1. Rafael,

      Administrar expectativas é a chave para felicidade!

      Grato!
      MAO

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  3. Essa "verdança"toda, até no fundo dos mostradores, em tempos cinzas e negros, dá um toque de subversão e rebeldia que eu gostaria de ostentar também.

    Viva a Internet, que aproxima os iguais. Costumo dizer que a internet é tão democrática que se alguém gostaria de comer cacos de vidro, com certeza vai achar um grupo de comedores de caco de vidro pra aprender sobre o assunto.

    Também me sentia um alienígena, até junto aos meus amigos, com minhas idéias automotivas. "pegar um carro francês usado de 13 anos que nunca vi ao vivo, e voltar dirigindo 650 km para casa. (...) não se deve contar em qualquer ambiente social, a não ser que você queira ver caras de completa estupefação e incompreensão". Vivi muito isso pelo tempo que tive o Marea 2.4. Saudades dele.

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  4. Eu tinha um enorme preconceito contra o Fiesta Mk V (1999/2006). Achava-o feio e ridículo no desenho. Hoje tenho um; acho o desenho magnífico e diferenciado. É um carro honesto de dirigibilidade irrepreensível. Me dá prazer dirigi-lo, como poucos. E não troco.

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    1. Tenho um MK4 Endura 98...desde zero na familia...até hoje nao dirigi carro que me de mais prazer...pretendo trocar sim, o motor..quem sabe algo entre um rocam 1.6 e um duratec 2.0....

      e na empresa tenho um Kangoo, que é elastico, acelera feito gente grande, e relativamente economico (10/11 na cidade com gasolina acho ate bom).. um cambio curto que faz ele ir de 0-100 em 10s (ja medi) e muito bom de estabilidade pro carro que é...

      Lucas Mendanha

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  5. Mas que história!!! Impressionante saber que a vida é assim e podemos mudar. Tenho 28 anos e com isso vejo que ainda existe muito pela frente pra mudar.

    Parabéns pela compra.

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  6. MAO, foi uma aventura completa essa!! Andou de possante V8, passeou pela cidade maravilhosa... espetáculo!
    Posso dizer a você que esses carros "não convencionais" me agradam muito. E sofro quando estou em roda de amigos, pois gosto de todos os carros que o resto da humanidade despreza. Quer um exemplo? Lada Laika: amo este carro de paixão, morro de vontade de comprar 2 - um para ficar original e ouro para fazer digamos, uma pequena revolução...
    O Berlingo, o Partner e o Kangoo são carros que sofreram mais injustiças por sua origem francesa do que propriamente pela categoria a que pertencem. Se fosse o contrário, o Fiat Doblo não venderia tanto assim em nosso mercado - e alias, como é caro um Doblo!!
    Parabéns por sua aquisição, e espero vê-lo daqui alguns anos em um encontro de carros raros, junto com sua esmeralda automotiva!

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    1. Fabio,

      É, foi uma aventurazinha legal, sim...
      Grato!
      MAO

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  7. O Berlingo é um carro muito gostoso de dirigir, especialmente em estrada. Minha mãe possuiu um ano 2006, que eu herdei e usei por algum tempo. Era vermelho com o interior verde e amarelo, tal qual o seu, mas o motor já era o 1.6 16 válvulas. Fazia curva muito bem e era muito macio, dinamicamente era infinitamente melhor que o Kangoo que tivemos anteriormente, comprado em 2000 e dado em 2006 em troca pelo Berlingo. Essas multivans são o tipo de carro que me agrada. Fico triste que no Brasil não haja mais a versão de passageiros do Kangoo e do Berlingo (não gosto do Doblò), pois hoje eu certamente compraria. Na Europa todos os fabricantes dispõem de veículos nesse segmento (Ford Touneo Connect, Opel Combo, VW Caddy, etc.).

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    1. Mas a Peugeot tem a Partner, que é o Berlingo com outra casca, vc pode tentar...

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    2. O Partner tanto furgão quanto passageiros infelizmente saiu de linha em 2014, nem consta mais no site da Peugeot. Até o ano passado ainda se encontrava em algumas concessionárias o modelo 2011/2012 disponível, mas os vendedores eram tão ruins de negócio que queriam vender um carro parado há mais de 1 ano no estoque pelo preço de tabela do 0 km.

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  8. O negócio é ser feliz. Para isso a simplicidade ajuda muito. Muitas pessoas não se dão o direito de ser feliz, justamente porque dão muito atenção aos outros. Tem vergonha de ter um carro usado, um modelo menos valorizado etc. Bela história. Felicidades na casa nova e com o Berilngo "velho"

    Real power

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    1. Real Power,

      Muita verdade no que você falou. Concordo!

      Grato!
      MAO

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  9. História genial , cheia de sub histórias! (e sei lá como se escreve isso, junto, separado, com hífen... Maldita reforma ortográfica!).

    Adoro carros verdes metálicos, me lembram os imponentes omegas e vectras da década de 90. Mas até o carpete verde é palmeirense demais, rsrs...

    E sim , comprar um imóvel decente a preço justo parece uma missão impossível hoje em dia...

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  10. Prezado Autor. Adorei o seu texto. Apesar de conhecer pessoalmente todos os membros citados nessa aventura carioca, eu quase não apareço para comentar, mas nesse caso, não pude deixar de escrever. Hoje, após 16 anos de angústia, consegui realizar um dos sonhos do passado e posso dizer que sou um feliz proprietário de um citroën ZX 1.8 8v automático ano 1996, comprado de único dono. O carro está bem legal, falta fazer poucas coisas para deixa-lo digamos como zero km. E apesar de ser um carro para uso exclusivo de final de semana, não vendo por nada, não troco por nada e fico feliz feito criança com doce na mão quando coloco o pequeno francês para rodar. Fico feliz em saber que temos mais um dono de citroën por aqui. Ficarei aguardando novas historias do modelo. Abraços Hugocitroneta!

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    1. Tivemos um também, ZX Paris auto 4p 1998, uma delícia.
      Todos que colocaram a mão nele exclamaram: "que carrinho gostoso de dirigir!"

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    2. Muito bom de dirigir sim, bom de curva também. Uma pena que o motor 1.8, sendo 103 cv do meu não seja um exemplo de potência. Mas quebra bem o galho!

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  11. As coisas de ontem já não são mais as mesmas de hoje...

    Mesmo nunca caindo de amores pelo Berlingo, sempre o achei (não só ele, como todos em sua categoria) um carro bem interessante para se ter. Esse formato de furgão, além de ser bem prático, também foge dos já tradicionais sedans e hatches.

    Legal esse Opala. Realmente ele V8 é melhor que 6 em linha.

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  12. Lindo post! Poesia pura! Cada dia gosto mais deste blog!

    Roberto Neves

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  13. Parabéns MAO, mas antes de tudo, por ter conseguido a casa como (penso) que queria; isso é muito importante, vale - quase - qualquer sacrifício automotivo (ficarei mais 3 anos sem trocar de carro, sei como é!)

    Bacaninha mesmo essa Berlingo, esse interior monocromático lembra de uma época que tudo parecia ser mais divertido, incluindo os 80's.

    MFF

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    1. MFF,
      Grato!
      Na verdade, não está sendo sacrifício algum...
      MAO

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  14. Parabéns pelo carro e pelo post!! Realmente o teto e as 5 portas e ainda neste estado é muito raro, aproveite!

    Sou um dos adm do clube da Citroen, se precisar de alguma coisa dá um toque.
    Abraço

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  15. Tem carros que são chamados de duas alegrias... comprar e vender!!!!!!

    Lamentavelmente o meu atual é assim...

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    1. Mas conta para os amigos aqui...
      Que carro é ??

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    2. É necessário realizar a segunda alegria... kkkkkkkkkkk

      Depois eu conto!

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  16. MAO

    Bela história! E seja muito feliz na sua nova casa.

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  17. É isso mesmo!!! Pela atual conjuntura...O negócio é ser feliz com aquilo que tem em mãos!

    Em paralelo, comento que também fiz uma compra "pela internet"... Em 2011 vendí meu confiável Corsa Sedan GLS 1.6 16v 97/98 no qual eu era o segundo proprietário com seus quase 100.000 km rodados na minha mão, completíssimo, seguro e conservado pra comprar uma "inhaca" dum Vectra CD 95/96 de primeira geração. Loucura? Uma das viagens mais gostosas que fiz foi a primeira nele, no qual saí de ônibus de BH pra busca-lo em São Caetano do Sul/SP. Saí de lá em confiança pra leva-lo de volta pra BH, "passando" em Uberaba/MG. Foram 970km de muita diversão, fuçando em todos os aparatos do velho Vectra com um interminável sorriso no rosto.
    É verdade, hoje em dia a internet aproxima as pessoas, mas tem que se responsabilizar pelos riscos, sim!? A minha "sorte" é que eu tb tive um colega paulistano que pode ver o carro pra mim...

    Robson Lott

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  18. MAO; Um Frances sem as complicações e sofisticações dos franceses ( que adoramos mas sabemos dos bônus e dos ônus). Tem muito para dar certo. Depois conta aí. Abs.

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  19. Gostei bastante
    Feliz carro novo!
    Jorjão

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  20. Parabéns pelo achado, muito bacana e... novinho! Gosto desses utilitários, tanto do Berlingo quanto do Partner, e do Kangoo. E outra: se fosse meu, tratava de ver se conseguia restaurar os bancos na forração original, Ah, se tratava! Meu reino por um interior que não seja o maldito "pretinho básico". Quando falou que o carro era verde inclusive no interior, fui com mais sede ainda ao texto, e ansioso por fotos, he, he!

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  21. Carro bacanudo para passear com a família nas tardes agradáveis ou noites quentes, com o teto aberto e tomando sorvete!

    Ou pra rebater o banco e carregar muitas tralhas, bicicleta, mudanças... Gostei.

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  22. O Berlingo está naquele livro: 1001 Carros para Dirigir Antes de Morrer.

    Parabéns pela aquisição.

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  23. marcus lahoz09/04/14 17:33

    HAHAHAHA..eu achei que era somente eu que tinha me dado mal com carro após compra da casa. Dei meu stilo (que comprei zero) no apto e comprei um xsara picasso. Mas pode ter certeza, depois de um tempo a compra completamente técnica e racional incomoda. Hoje quero vender o Xsara (que minha irmã apelidou de Supositório Gigante) e comprar algo bem diferente.

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    1. Marcus,
      Não entendi... eu não acho que me dei mal não...
      MAO

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    2. MAO, deve ser um daqueles que comentam sem nem ao menos ler o texto. Cheio desses por aí na www.

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  24. "pegar um carro francês usado de 13 anos que nunca vi ao vivo, e voltar dirigindo 650 km para casa". Fiz parecido com um C4 vtr 2007 em que dirigi até de São Paulo Capital até Ribeirão Preto, tudo bem que é mais novo más é francês e de nicho o que para a maioria não é compreensível.. Acabei não fechando com o Vtr porque no meio tempo entre ir ver o carro e acertar com consórcio apareceu um Hatch que foi mais negócio..
    Parabens pela compra, interessantíssima!!!

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  25. MAO, meu caro.
    Deliciosa sua história. E nada como um caco velho para alegrar a vida.
    abração
    Josias

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    1. Cada vez que leio histórias como a sua do Chepala, do AG desses dias trocando marchas e essa, concordo mais com isso q tu acabou de dizer.

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  26. MAO, meu caro.
    Deliciosa sua história. E nada como um caco velho para alegrar a vida.
    abração
    Josias

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    1. Josias,

      Obrigado, que bom que curtiu.
      Concordo, esse tipo de coisa é sempre uma alegria!
      Abraço!
      MAO

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  27. A melhor coisa que aconteceu a Berlingo e a Partner foi a adoção do motor 1.6 16V... esse, sim, casou bem com ambas, melhor em tudo que o 1.8

    Uma pena que o segmento delas não tenha dado certo no Brasil... aqui é assim, ou o cabra se enfia numa minivan ou já apela pra um SUV... como diz o compadre Washington na propaganda, "sabem de nada! Inocentes!"
    MAO, você deu uma sorte que nem a Mega-Sena chega perto... pegar um carro desses com 13 aninhos no costado, 65.000 km originais e único dono é coisa de destino mesmo, de planetas alinhados, Era de Aquarius e tudo mais.

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    1. Leonardo,

      QUASE Mega-sena ná, não exageremos, rsrsrsrs
      Mas foi sorte sim!

      Obrigado!
      MAO

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  28. MAO, seria muito eu dizer que já tive um Renault Clio Sedan e foi uma experiência incrível?

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    1. Não é muito, amigo. Somos vários... hehehe. Sou órfão de um Clio Sedan 1.6 16v que se perdeu em um acidente e nunca mais encontrei outro igual para substitui-lo.

      Abraço.

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  29. MAO,

    "Eu não sou mais quem eu era".

    Quando nos damos conta disso ficamos assustados, mas com o tempo passamos a entender a mudança e perceber ser necessária.

    Justamente por isso, talvez, teus textos estão cada vez melhores.

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  30. Certa vez eu quis comprar um Kangoo, mas minha esposa encrespou e disse que não por ser "carrinho de entregar pão", mas eu confesso que sempre gostei do desenho desse tipo de veículo.

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  31. MAO,

    Muito bacana a historia. Finalmente voce sentou na cadeirinha eletrica do Cruvi e viu ao vivo e a cores o que é um opaloito. Muito bom isso.
    A troca do Cruze pela nova casa foi um movimento fantastico, grande movimento e de quebra ainda pegar o francesinho verde foi demais de tão legal!
    Parabéns!!

    AG

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    1. AG,
      Obrigado, mermão!
      Gostei pacas da jaca, perturbador!
      MAO

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  32. O maior revés que eu tomei de que eu me lembre foi com uma Doblô.... isso foi anos atrás, tínhamos que ir em um evento da Honda em Sumaré e o nosso time de engenharia estava convidado (na época que trabalhava em fornecedor).... ao invés de alugar dois carros, me propuseram: e se eu alugar uma Zafira Elite e você leva a turma toda?
    Ok, vamos lá.... but não me lembro o que aconteceu com a Zafira e o que tinha disponível era..... uma Doblô novinha 1.8........ torci o nariz logo de cara pois não sou muito chegado nos carros da casa de Betim e ainda por cima, um utilitário alto e feio pra burro....
    Saí com ela e fui conhecendo o terreno..... motor GM FI com muita força em baixos e médios regimes, porta trecos para todo o lado, leva 7 pessoas tranquilamente e por incrível que pareça, sabendo tocar, o comportamento dinâmico é melhor do que eu imaginava...
    Foi uma viagem muito legal, fomos cantando o tempo todo com o som ligado, coube todo mundo com espaço de sobra, e na gostosa Bandeirantes, de vez em quando o ponteiro do velocímetro belhiscava 160 km/h....
    Pra quem tem família grande, é o que há!
    Abs,

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  33. Corsário Viajante09/04/14 20:29

    Eu sou um cara bem excêntrico e gosto de umas esquisitices, mas esse interior verde... Eu não encarava! rs
    Ainda bem que cada qual com seu cada qual!

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  34. Podem me chamar de louco, mas eu já fiz algo similar (comprar um carro em outro estado e voltar dirigindo pra casa). Três vezes.

    Na primeira foi pra trazer um civic vti 97 de Vitória para BSB (1350 km, com 100 km de erro meu);
    Na segunda trouxe uma parati gls 93 de sampa pra BSB (1000 km, mas feito em 3 dias - queria conhecer o museu aeronáutico da TAM e aproveitei a oportunidade);
    Na terceira foi pra buscar um golf gti vr6 94 também em sampa;
    E nesse exato momento tô namorando um audi avant S2 que está a 900 km de casa.

    Meus amigos "petrolheads" acham o máximo, os outros acham que eu sou um caso de interdição.

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    1. Queria ter essa disposição toda, perdi um focus duratec 2007 completinho e manual(alias, completo, manual e branco, mosca branca do olbo azul, cega do outro olho e manca) por causa disso, meu primo em sampa foi ver e falou: "Esse é o carro, vem comprar, Dudu!!" E eu, com cagaço(e uma dose de preguiça também) de voltar toca do sozinho o carro por 400km até o Rio, deixei o bicho pra lá, e me arrependo amargamente. Sorte que eu consegui um 1.6 aqui no Rio, mas confesso que ainda penso naquele focus..

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    2. E eu esqueci de comentar. Tenho também um civic si, que hoje é o carro da dona patroa, que eu fui comprar em Goiânia, que fica a 200 km daqui. No caso do si, foi até fácil, porque os 400 km (ida + volta) me economizaram R$ 6.000,00 e de quebra eu comprei um carro muito melhor do que os exemplares vendidos aqui. Mas essa eu nem conto porque costumo ir a GYN com alguma frequência e é corriqueiro pegar essa estrada.

      De Sampa até o Rio é moleza, pega a Dutra e vem embora. Agora de Vitória pra BSB é osso. E eu fiz essa km toda de uma vez só, saí de lá 5h da manhã e cheguei aqui 21h da noite.

      No seu caso, como um primo seu viu o carro e era relativamente novo, realmente valia a pena arriscar. Da próxima, caia de cabeça e não deixe a oportunidade passar! Vale a pena e depois ainda te rende um bocado de histórias pra contar! Fora que pegar estrada boa é sempre divertido para um autoentusiasta.

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  35. João Carlos09/04/14 20:57

    O que estraga neste carro é ser muito alto. O formato hatch monovolume é o melhor aproveitamento de espaço que se pode conseguir sem perder o jeito de automóvel. Tenho um New Fit 1,5 e não troco por minivan, e muito menos suv, como carro de família.

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  36. Caramba, MAO, caramba... Como é (era) lindo seu Cruze. Vermelho e manual. Duas "micagens" brutas no nosso ridículo mercado automobilístico, mas que me faz desejar esse carango intensamente. Mesmo que ele não tenha o fabuloso comportamento dinâmico do Focus contemporâneo a ele, seria a minha escolha. Aliás, infelizmente, para mim, o Focus caiu na vala comum, ao somente disponibilizar o (suponho) insuficiente 1.6 para a versão manual.



    Há muitos anos, o Bob já havia testado o Berlingo no BCWS. Lembro claramente que ele havia gostado bastante.O carro tem tudo para ser de fato bom.

    A sua compra me chama atenção para uma feliz realidade: não precisamos gastar muito para sermos felizes com carros. É perfeitamente possível encontrar carros MUITO legais gastando pouco. A questão é sair do convencional, do feijão com arroz, daquilo que todo mundo, e nosso maldito mercado, gosta.

    Há tanta coisa boa esquecida por aí, literalmente não valendo nada no mercado, que cabe a nós, que de fato amamos carros, garimpar essas joinhas, aproveitar a oportunidade e trazê-las de volta a vida.

    Eu, MAO, estou cada vez mais convencido que vale a pena comprar algo "fora da curva" da normalidade do que comprar algo convencional. Na minha garagem, por exemplo, só tem bicho esquisito. E adoro todos eles, de paixão. E tá chegando mais um, talvez o carro mais "mico" do mercado brasileiro, mas que já tive um e adorei: Marea. Depois de amanhã, tá aqui.

    Cara, felicidades em suas novas aquisições.

    Um grande abraço!

    Lucas CRF

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    1. Lucas,
      Sim, aquele Cruze era show, deixou saudades...
      Obrigado e forte abraço!
      MAO

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  37. Diogo R Santos09/04/14 21:57

    Que história bacana...

    Isto me fez lembrar que o primeiríssimo episódio do Top Gear britânico (na segunda e mais conhecida fase), lá em 2002, foi o teste de Jeremy Clarkson do Citroen Berlingo - e era verde com interior verde.... E, sem zoeira, ele gostou muito do carro

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    1. Diogo,
      Graças a seu comentário fui procurar esse episódio. Episódio 1 temporada 1, primeiro carro.
      O Berlingo foi o primeiro carro avaliado pelo JC no Top gear! sensacional!
      Obrigado!
      MAO

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  38. Cada vez me convenço mais de que os carros dos anos 90, como os que têm sido mencionados aqui no AE (Astra belga, Vectra A, Bravo, Marea, esse Berlingo agora, entre outros) foram os carros mais legais que tivemos. Perfeitos. Dos anos 2000 para cá as fábricas exageraram nas invencionices, principalmente na questão estética. Carros pesados, altos (tudo bem que minivans e suves são altos por "definição", digamos assim, mas me refiro a carros "normais", como sedans e hatches), janelinhas avançadas que criam pontos cegos, rodas enormes e pneuzinhos fita, faróis e lanternas repuxados, linhas de cintura lááá em cima, área envidraçada quase nula, luminosidade interna idem, painéis cheios de arestas e detalhes, quadros de instrumentos que parecem olhos te olhando com raiva, faltando instrumentos, de leitura difícil, cofres de motores apertados....
    Acho q não é a toa q sempre falam tão bem dos carros dos anos 90.

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  39. MAO, você é um fora de série meu caro. Pra ler com gosto, como sempre. Parabéns pelas belas mudanças.

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    1. Mateus,
      Obrigado, bom saber que gostou!
      Forte abraço!
      MAO

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  40. Cara, gostei demais dessa história, eu também tive que abrir mão de um carro novo, por conta de uma casa... só que no meu caso, foi uma construção... Para não ficar a pé, comprei um Uno S 1985, isso em 2002. O estado do carrinho era de ruim a pior, para mantê-lo rodando, gastei mais do que valor que paguei nele, só que me serviu por três anos. Falei para mulher.. melhor um carro velho e acasa nova, do que uma nave, e pagando aluguel... não dá! Gosto muito dos carros da PSA, Já tive um excelente 206 1.4 Flex, um dos melhores custo-benefício de todos que passaram pela minha garagem, e que colocou um enorme ponto de interrogação no preconceito que antes sustentava pela marca. Até hoje não entendo de onde vem a má fama dos franceses. Observo que se um carro de uma marca tradicional dá uma pane, é normal, se é francês, com o mesmo defeito, é bomba! A maioria dos problemas que esses carros dão é pelo fato de terem péssimos donos. Outra tolice que observo e que leva muitos a rejeitar uma marca francesa, é tal da manutenção .. o que adianta ter manutenção barata e toda hora dar defeito... Para se ter uma ideia, trabalhava viajando, e para dividir a quilometragem tinha que manter dois carros. O parceiro do 206, era um Gol G3, com o famoso motor AP, 3 anos de diferença e praticamente a mesma quilometragem, o 206 botou as rodas, em 10 estados diferentes do Brasil, enquanto o Golzinho, tinha a vida bem mais fácil, em mais viagens curtas. Adivinha qual me deu mais despesa com manutenção? advinha qual me deixou na mão por problema elétrico intermitente, que fazia a ventoinha parar e o arrefecimento ferver? Mas voltando ao Post. o Berlingo sempre foi uma opção interessante, com o charme francês e bem confiável. Geralmente acho esse tipo de veículo bem estranho, tijolo sobre rodas, Kangoo e Doblô, são feios até no nome, mas a dupla Parther/Berlingo é muito bem resolvida, em termos de desenho. Compraria, um sim, sem problemas...Tem a Parther nova, fabricada na Argentina, se não me engano tem 7 lugares, mas vende a contra-gotas. De novo o maldito preconceito, que leva muitos a preferirem a monstrengo da Fiat. Aqui na cidadezinha onde moro, tinha uma Parther ambulância, passou do 300.000 Km sem abrir o motor, e olha como o carrinho sofreu com a manutenção negligente da Prefeitura, e andando, só em ritmo de corrida... Salvou muitas vidas... e só saiu de circulação depois de um fatídico capotamento... O mais impressionante, é depois de arredondar as quinas, e sacar a suspensão traseira, o motor ainda funcionou.

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    1. Trabalho com Peugeot desde a implantação da marca (a CCS da família é a mais antiga em funcionamento no Brasil) e vivencio isso quase que diariamente.

      A questão da manutenção eu até entendo pelo fato que os primeiros vendidos no Brasil eram todos importados, de nacional só tinham a placa e o papel dos documentos... logo, o custo de manutenção era mais alto por causa do preço das peças importadas. Hoje em dia a oferta de componentes paralelos e a implantação das fábricas no Brasil mudou muito esse cenário... arrisco a dizer que certas peças e certos serviços estão na média ou até abaixo dos similares nacionais (já deixei em negrito pra nego não achar que tô generalizando).

      Outra questão pertinente pra alguns é a tal desvalorização acentuada... a respeito do assunto eu tenho uma opinião particular que prefiro não expor aqui pra evitar polêmica desnecessária. Mas como dizia um ex-professor dos tempos de Administração, "quem quer alguma coisa que valorize pra vida toda que vá ao cemitério e compre um jazigo perpétuo."

      Sei que sou suspeito pra falar e alguns podem achar que essa minha opinião está corrompida pelo longo tempo de convivência com a turma do croissant... mas... creio que deu pra me fazer entender.

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    2. Já tive vários carros e o melhor de todos foi um Renault Clio 1.6 16v, comprado com 4 anos de uso e 40.000 km rodados. Só manutenção básica e preventiva, até que se perdeu em um acidente, já com 8 anos de uso e 100.000 km. Minha vontade era de não vendê-lo, de tanto que gostava do carro.

      Ano passado, passando por problemas financeiros, precisei vender meu Corolla e comprei um 307 1.6 2008. Estou apaixonado pelo carro. Revisão de praxe após a compra, e até o momento, só alegria. Está se provando um carro tão bom quanto o Clio, ou até melhor, pois é bem mais confortável. Quem sabe este também me desperta a vontade de nunca vendê-lo?

      Portanto, meus franceses nunca me deram dor de cabeça, ao contrário de um Ford Fiesta comprado zero que veio com tantos defeitos que vendi depois de 6 meses e com um baita prejuízo, e até do "inquebrável" Corolla, que também deu seus defeitinhos.

      Já estou mirando um 208 Griffe de um amigo que deve ser vendido daqui a uns dois anos...

      Vida longa aos franceses!

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    3. Junior, meu primeiro 307 foi justamente um Presence 1.6 e do mesmo ano do seu.

      Não tinha grandes expectativas em relação a motorização mas me surpreendi com o carro... vendi depois de 2 anos e meio pra pegar um automático mas até hoje bate uma saudade violenta do General Lee.
      Boa sorte com o carro e aproveite bastante.

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  41. muito massa a historinha e outra coisa que eu achei que nunca fosse ver nessa vida é alguém constatando que a berlingo faz curva, eu já dirigi ela durante um tempinho e tive uma ótima impressão dela na cidade... retornos e por aí vai! hehe ótima matéria!

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  42. MAO
    Ótimo texto,e muito legal seu "lanterna verde".

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  43. O briga de hoje é o cult de amanhã

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  44. Como muitos já disseram, texto muito bacana de se ler. Esse Berlingo foi um verdadeiro achado, raramente alguém cuidaria tão bem de um carro desse tipo.

    E, de fato, com o tempo nossos valores vão mudando, muito provavelmente porque adquirimos experiência e passamos a dar valor ao que realmente importa, deixando de lado as futilidades. No meu caso, a maior mudança foi em relação aos câmbios automáticos epicicloidais. Desconjurava esse tipo de câmbio, não acreditava que me sentiria plenamente satisfeito ao dirigir um carro assim equipado. Isso caiu por terra ao dirigir um carro com câmbio moderno que, de fato, troca as marchas no momento em que eu o faria se fosse câmbio manual. Não vou dizer que virei fã de câmbios automáticos epicicloidais, mas hoje eu teria um carro com esse câmbio sem problema algum.

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    1. RR,
      Obrigado!
      Mas quanto o cambio auto...ainda continuo o mesmo, rsrs
      MAO

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  45. Gosto dos Citroens um pouco mais antigos ,o interior verde não acho problema ,somente o painel ,porem esse tipo de carro somente sendo o segundo/terceiro carro ,resumindo tudo ,foi um bom negócio o que fez com certeza,abraço.

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    1. Speedster10/04/14 09:06 Tenho mania de não ler o que comento antes de publicar,peço que desconsiderem o excesso de virgulas rsrsss.

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  46. Parabéns MAO pela casa, pelo carro e pelo belo post!

    Me lembrou um post do PK falando sobre o Nissan Altima durante uma viagem pelo sul do país (desconsiderando a pequena diferença pela "preparação" de cada um de vocês para realização das viagens hehe). Tal post foi minha porta de entrada no AE, desde que li-lo virei leitor assíduo.

    Que o blog continue com essa qualidade por muito tempo...

    Abraços,

    AGM

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  47. Não se preocupe, você é tão normal quanto eu... (ok, preocupe-se um pouco, hehe). Carros "mainstream" são para pessoas pouco originais. Na época do Corsa Wind e Gol mil eu peguei um Escort hobby. Já namorei um Kangoo furgão pra comprar, mas ainda preciso de bancos traseiros... por enquanto....
    Parabéns pela nova residência e um abraço;
    Douglas

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  48. E aí, já estão chamando ele de incrível Hulk? Porque vocês VÃO chamá-lo de Hulk...

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  49. Eu é que sei disso... ano passado fui do RS até Curitiba buscar meu Civic LX AT 93 do segundo dono. Dirigi quase 750km e sofri um bocado com os faróis velhos e perdendo a cromagem interna, que os fazia parecerem faróis de neblina iluminando não mais que 5 metros à frente do carro...

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  50. Eu li "ficar sem carro" no texto. E a Bimmer?

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    1. Somos dois motoristas em casa, precisamos de dois carros.

      Não se preocupe que a Bimmer está sã e salva.
      Grato!
      MAO

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  51. Caro MAO,

    Que texto-história excelente. Você realmente consegue transportar o leitor para dentro de sua história.

    Já comentei aqui inúmeras vezes que minha mãe tinha um "afã" por Citroens. Não sei bem porquê, e nem ela, mas o fato é que teve alguns (por sorte ela sempre gostou de carros, tendo sempre alguns em casa e nunca teve problema em liberá-los aos filhos), assim, quando moleque e morava com ela, sempre tinha um sobrando. Muitas vezes Citroen...

    Tivemos um Berlingo (acho que 1998), comprado usado, que ela não gostou e ficou comigo até quando passei no concurso e saí de casa. Esse carro eu usava mesmo como "furgãozinho", levando instrumentos musicais, barracas de camping, mudança e tudo o mais. E eu gostava dele por um motivo prosaico: as meninas adoravam esse teto solar gigante!! O teto fazia muito mais sucesso do que eu sozinho mesmo... rsrs. Era um barato.

    Só achava a manutenção bem carinha, pelo menos no Rio.

    Gostava também como ele fazia curvas, embora o achasse um pouco duro. Quando curso de pilotagem (Escola Bi-Campeão), algumas pessoas de lá diziam que bastava trocar os amortecedores e molas pelas do Peugeot Partner que o Berlingo ficava mais macio. Nunca fiz isso, será que procede??

    Enfim, parabéns pelo carro. É ótimo e foi um verdadeiro achado! Aposto que você vai adorar ele, que ficará na família por anos. Prefiro o Berlingo ao Doblo, por exemplo.

    Abraços!

    Leo-RJ

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  52. Não sou fã desse tipo de carro. Sei lá,acho estranho, talvez por ser muito alto, mas reconheço que são carros versáteis. Só que já tenho minha preferência por outro tipo de carro versátil, uma picape pequena. Se fosse para ter um carro assim, acho que partiria para uma Doblo 1.8 16v, colocando nelas umas rodas de Idea Essence (não gosto das rodas 14 na Doblo, muito estranho)
    Mas do que gostei mesmo foi da sua nova vizinhança. Para mim, lugares assim que é bom para se morar. Não dá para comparar com os apertamentos que andam querendo empurrar, caríssimos porque "ficam perto do transporte público, perto de comércio, e blablabla"

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  53. tambem tenho um berlingo 1.8 8v 2001,verde sou apaixonado por ele,gostaria de lhe fazer uma pergunta sera q consigo adaptar um teto solar original no meu e sabe me dizer onde consigo sem ser encomenda pela fabrica? desde ja agradeço! e a sua aventura com todos os detalhes foi maravilhosa e muito confortante para nós q temos berlingo pois somos muito criticados por ser um modelo antigo mas não ultrapassado ,ao contrario pelo ano ele é muito evoluido!!!!

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  54. Caro Longado, tive um Berlingo com o teto original, contudo, este deve vir de fábrica, pois não se tem como adaptar o original em um Berlingo que veio sem.

    Porém, algumas empresas oferecem o teto solar de lona, semelhante ao original, que pode ser uma boa opção. A empresa "Quemacocos" está acostumada a instalar esse tipo de teto em vários carros. Já instalado em Fusca, Pajero e Grand Vitara por eles, e o trabalho é bom.

    http://www.quemacocos.com.br/

    Espero que ajude.

    Leo-RJ

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