SBARRO, O CRIADOR INCANSÁVEL



Golf com motor Porsche e carroceria articulada. Isto é Sbarro!


Quem gosta de carros exclusivos e com design fora do normal certamente já ouviu o nome Sbarro. Esse italiano, batizado de Francesco Zefferino Sbarro e chamado de Franco, nasceu em uma fazenda  em 27 de fevereiro de 1939, próximo da cidade de Apulia. Como é normal para quem vive junto de máquinas, o interesse nas mesmas o levaram a estudar a disciplina e a ter contato desde muito criança com bicicletas, ciclomotores e qualquer coisa que andasse. Foi assim com ele e com vários outros criadores de veículos, como por exemplo Alberto Santos-Dumont e Henry Ford.

Mas se Sbarro não ficou mundialmente famoso por ter revolucionado a história como esses dois gênios, sua criatividade não pode ser contestada.


Franco Sbarro e um modelo do Challenge


Da fazenda, foi estudar mecânica, ao mesmo tempo em que passou por uma oficina na Suíça, e logo depois de formado abriu em 1959 sua própria oficina lá mesmo, perto da fronteira com a Itáliia. Com um pouco mais de experiência, mirou o esporte motorizado e daí foi trabalhar para a Scuderia Filipinetti, que apesar do nome italiano, é desse país sem praias nem problemas sérios, terra do chocolate, dos relógios, dos bancos e da paz. 

Lá,  trabalhou nos Ford GT40, Ferrari P3 e AC Cobra, que lhe proveram de um conhecimento diverso de mecânicas, chassis e carrocerias de construções diversas.

Como não podia ficar longe de carros nem nas horas vagas, lá mesmo na equipe fez sua primeira construção, um carro com chassis tubular próprio, motor Lancia V-6 de 2 litros e transeixo VW, montados na posição central-traseira.

O primeiro carro, com o jovem Sbarro ao volante

Depois que o veículo já andava, fez uma carroceria para completar o serviço. Compósito de fibra de vidro foi trabalhado sobre arames, resultando em superfícies completamente irregulares e onduladas, e Franco percebeu que não havia solução melhor do que fabricar como a tradição mandava, primeiro construir um modelo, para daí tirar um molde com a forma negativa e desse molde fazer os painéis necessários para fechar a carroceria. Trabalhoso, mas o caminho correto.

A carroceria foi feita de forma primitiva, sem moldes

Admitido esse processo como mandatório, em 1965 fez seu primeiro carro completo utilizando o método tradicional de moldes, e o batizou de Filipinetti Coupé, com base mecânica de um Karmann-Ghia 1600, visto abaixo.

Já bem melhor que antes, a segunda criação

Interior do cupê

Estava provado que ele conseguia idealizar, desenhar e construir um carro, e em 1968 fundou o Atelier de Construction Automobile, ACA, onde fez o Dominique III, esportivo puro com mecânica Ford V-8. O nome do carro foi escolhido por ser o mesmo da noiva da pessoa que encomendou o carro a Sbarro.



Depois converteu um Ford GT40 para uso de rua, e aí as melhorias vieram rápidas, com uma réplica muito bem feita do BMW 328, do Lola T70, do Ferrari P4 e uma muito maluca adaptação num Cadillac, transformando-o em uma limousine com compartimento traseiro avantajado. Foi chamado de Sbarro Function Car.

Na fachada da empresa, os T70 réplica


Absolutamente lindo
BMW 328, uma empolgante réplica
Function Car, Cadillac aloprado
Não me imagino com um desses na garagem


Muitas utilidades para esse interior

Em 1979, uma tentativa de replicar um Bugatti Royale foi feita a pedido de um milionário alemão. Nas fotos é possível verificar que as proporções não são exatas, principalmente na altura dos vidros. Não se tratou de tentar fazer um Royale atualizado, mas sim, apenas uma réplica solta, sem rigores excessivos. Não ficou bom, para dizer o mínimo.

A mecânica é algo interessante, dois Rover V-8 acoplados, cobertos por capas metálicas que tentam imitar o oito em linha do carro original. A qualidade de craftsmanship, a mão de obra construtiva, parece ser muito boa pelas fotos não muito detalhadas, mas a impressão geral é de um carro impreciso, que mal lembra o original. 

Lembra um Royale, mas apenas vagamente


Sob a capa, dois motores V-8 Rover

Sbarro já se tornava assim conhecido, e sua capacidade de produzir  trabalho desde  réplicas exatas a cópias de pouca ou nenhuma classe  como o Royale, passando por criações livres, o levaram a ser uma referência da diversidade no desenho de automóveis.

Talvez o resultado do Royale o tenha feito repensar a tarefa de construção de réplicas, e logo depois iniciar um Mercedes-Benz 540K que foi concluído em 1981 e deixou muita gente abismada pela exatidão, inclusive a empresa alemã dona da estrela de três pontas. Foram feitos oito exemplares desse carro, com mecânica completa Mercedes, e o nível de reprodução do carro original é tão grande que a Daimler-Benz autorizou Sbarro a utilizar os logotipos e emblemas Mercedes no carro. Se formos considerar apenas réplicas, é sem dúvida o mais fabuloso trabalho do artista.

Não é fácil descobrir que não é de verdade


Por fotos, é um 540K original




Muito próximo da perfeição

Mais ou menos na mesma época, o prolífico criador fazia uma alteração num carro do mundo normal, um Volkswagen Golf, transformando-o num monstro. Além do motor de Porsche 911 turbo na posição central-traseira,  o assoalho se dobrava, expondo todo o trem de força, com o detalhe insano de poder rodar assim aberto.





Uma estranha maneira de rodar...

 Um carro de desenho exclusivo e bastante interessante foi o  Stash, um dos mais famosos de Sbarro. Teve carroceria  2+2 e conversível. O interior definido com a ajuda de Pierre Cardin, um dos magos da moda mundial popular, fez com que até mesmo o logotipo deste fosse colocado na lateral do Stash. Nome muito conhecido, muita gente mesmo aqui no Brasil já teve uma calça Pierre Cardin, conhecida nos meios de pobreza como “Pierre Cordão”. O melhor mesmo era a mecânica, Mercedes V-8 com 6.834 cm³ e 290 cv. A velocidade máxima chegava a 240 km/h.

O Stash tem um desenho dos melhores

O Challenge é curioso, um excesso do conceito de cunha, uma forma considerada como a melhor para esportivos nos anos 1970. Motor e suspensão do Porsche 911, mas com a informação nos meios de divulgação que qualquer tipo de motor poderia ser colocado no carro, de acordo com a vontade do cliente. Alguns exemplares foram feitos em 1985, um 2+2 no ano seguinte.

Volante vertical, visibilidade dificil para frente


A mais famosa foto desse carro


Ponto cego de visibilidade na base da coluna dianteira é enorme



Já chamava a atenção dos árabes do petróleo, e as encomendas começaram a brotar, sempre com pedidos de exclusividade em acabamentos e acessórios. Um dos mais notáveis é o carro para caçadas, com posição de tiro no teto, chamado de Windhound. Houve também o Windhawk, diferente, mas para o mesmo uso.



O caçador tem posto de honra no Windhound


Windhawk tem dianteira muito equilibrada


Escapamentos adicionais dão o toque absurdo
Escapamento saindo no teto não é muito normal

Como não poderia deixar de acontecer, alguém teve a idéia de fazer algo parecido com um Rolls-Royce, e um Camargue foi usado como base para a obra que aparece aqui.


Sem comentários


Melhor não dizer nada, desculpem-me

De minha preferência máxima, o Super Twelve (Super Doze) me encanta desde que foi apresentado, em 1982. Um minicarro de dois lugares e dois motores de moto Kawasaki Z1 1300 de seis cilindros  acoplados em série, para formar um doze em linha de 2,6 litros. Nenhuma aventura excessiva em estilo, mas um resumo de coisas boas, dois lugares e muita potência.
Já que dois motores juntos poderia ser considerado muito insano, depois de dois anos Franco Sbarro veio a um nível mais terreno, e colocou um V-8 Ferrari na mesma carroceria e chassis, rebatizando a cria como Super Eight.
Pintura degradê, inclusive na roda


Será que o Renault 5 Turbo o inspirou?


Dois motores Kawasaki enfeitados, dentro do carro !


Já mais normal, pintura com cor única, motor Ferrari e lanternas de Ascona (Monza aqui)


Imperfeito, mas adorável

Outro carro pequeno incrível é o Robur, de 1988. Motor e transmissão Audi de 5 cilindros, caixa automática ZF desenvolvida para o Saab 9000 acoplada ao motor instalado transversalmente atrás dos dois únicos bancos e um sistema de estacionamento inovador, com duas engrenagens atuando como pequenas rodas em posição transversal na traseira. Ao serem baixadas, levantam o carro e permitem que a traseira entre de lado na vaga de estacionamento. Ao invés de potência baixa como habitual em carros urbanos, 200 cv num carro de 3 metros de comprimento e 800 kg em ordem de marcha. Isso sim é carro urbano legal. Saindo das ruas, chegava a 220 km/h e tinha também um freio aerodinâmico, uma aleta que se levantava ao frear em velocidades altas.

Rodinhas para manobras fáceis


Bravo, muito bravo
Note o pneu fora do solo


Aerofólio trabalha também como freio aerodinâmico



 Em 1989 era feito o Osmos, com escapamentos expostos fora da cobertura do motor central–traseiro V-12 de 3,5 litros de origem Jaguar. Tinha as rodas sem cubo central, fantásticas, cuja patente Franco Sbarro detinha.
A roda sem cubo é uma das criações do passado que Sbarro colocou em prática, mesmo não sendo a mais absoluta novidade. Antes do Osmos, a invenção funcionara em algumas motos construídas por ele.



Rodas parecem flutuar vistas pela direita


Roda do Osmos, difícil acreditar quando apareceu










Escapamentos são impressionantes




Imagina-se um carrinho de brinquedo

O Osmos acabou por chamar a atenção para a invenção e Franco Sbarro negociou com uma empresa da Suíça chamada Globeholding os direitos da patente. Aqui, o link da empresa, com algumas informações complementares.
A roda é formada como um rolamento de grande diâmetro. O corpo externo carrega o pneu, e o interno é fixo, para sustentar a suspensão e freio, que atua em uma superfície do aro externo, o que se move.
Coisas assim induzem pessoas a estudar engenharia

É difícil projetar um sistema de transmissão de força, então, numa posterior evolução, Sbarro construiu uma moto com o motor dentro da roda, fixado junto ao corpo interno, e movendo o externo. Essa moto é a UMA 1. Essa invenção também tem patente, de posse de Sbarro. 

UMA 1, moto de outro mundo


Motor dentro da roda 

O Chrono veio em 1990, pequeno e leve, motor BMW M1, dando relação peso-potência de 1,3 kg/cv. O mesmo sistema de dobra do chassis na parte traseira como no Golf-Porsche, para expor a mecânica sem abrir capô. Um espetáculo.







O grande filão para ganhar dinheiro e manter tudo funcionando são os carros customizados. No melhor estilo criado nos EUA, Sbarro modifica o que o cliente quiser, e também aproveita para fazer conceitos que chamem a atenção para seu trabalho, já que precisa expor em salões, e os carros personalizados estão quase sempre entregues para os donos.
Uma interessante alteração foi feita no Citroën Berlingo, como homenagem às expedições da Citroën no começo do século 20. Rodado traseiro duplo com esteiras. Ninguém mais na galáxia seria capaz de pensar nisso.





Há mais de vinte anos, Francesco fundou uma escola de design, a Espera, cujo site está junto do de Sbarro. Pode ser vista a lista de requisitos para uma pessoa se candidatar a uma vaga. Se eu tivesse condição, já estaria lá. O melhor é que os cursos não se restringem a desenhar carrocerias e interiores. A escola considera todo o processo necessário para projeto e fabricação, também se atendo à mecânica e manufaturabilidade, já que nada adianta desenhar uma obra de arte se não couber nenhum motor e nem for possível construir. Em resumo, conceitos possíveis. Assim, o trabalho prático é fazer o carro andar, e são várias as criações ao longo dos anos.


Um deles é o Essenza, com motor BMW 6- cilindros de 200 cv e apenas 850 kg.







Outros conceitos são o Christelle de 2001, um chassis e mecânica Ferrari Mondial com nova roupagem, o Millenium Coupé, o Twike.Me, um elétrico de 3 rodas, urbano, bem oposto à maioria das criações do suíço, mas plenamente possível na conceituação de alunos que querem resolver problemas sérios de mobilidade urbana. Máxima de 100 km/h e autonomia de 80 km. Lembremos que carros de três rodas não são práticos em lugares onde o piso das ruas é ruim, como no Brasil. Você desvia de buracos com a dianteira e a traseira acerta o defeito facilmente. Coisas de terceiro mundo.


Nada agradável, Mondial 8 disfarçado
Interior pouco alterado, fácil identificar a origem
Traseira também não atraente
Twike.Me é interessante, mas só na Europa

Em 2010 uma das criações mais absurdas foi o Autobau, motor Ferrari V-12 central-traseiro, e estilo para chamar a atenção até de extraterrestres.

Balanço dianteiro impede uso em ruas com valetas e lombadas
Impressionante é a palavra para todo os detalhes
Se não estiver chovendo, tudo bem




A máquina de Maranello

Sempre focando o Salão de Genebra por estar em casa, Sbarro apresentou em 2011 o Evoluzione, um carro-conceito de motor Audi 1,8 litro e 180 cv. Tem a suspensão traseira exposta, bem como o motor. Foi obra de vinte e cinco estudantes, que trabalharam durante treze meses, com clara inspiração no Lamborghini Reventón.






Outra criação interessante é o Espera Fleche Rouge ES13, com trem de força do Citroën DS3 em carroceria  de compósitos de fibra de vidro e de carbono, para massa total de apenas 900 kg.












Para 2014, entre outros, foi mostrado o Wazuma V-8, um quadriciclo com mecânica Ferrari.




Comentar todas as criações desse mestre é algo enorme. Há uma lista completa dos modelos de Franco Sbarro e de sua escola Espera, que estão neste link.
O final do prazo dos projetos deve coincidir com o início de cada ano, para serem apresentados em março, no tradicional Salão de Genebra. Em 2014, Franco Sbarro completou 41 anos de participação nesse importante evento.

Mais algumas modelos nas fotos a seguir.

Monster G 4X4
Mais largo que a maioria das trilhas
As rodas são de Boeing 747, pintadas
   
Sbarro Citroën Aventure
 O Jacklyn, portas com transparência


GT4, estilo barchetta italiana, mas mecânica Audi
Scorpios Bimoto, quadriciclo dois lugares


JJ


Fotos: autoevolution.com; autoblog.com; sbarro.com; diseno-art.com; clubvw.org.au; sbarro.perso.neuf.fr; salon-auto.ch; histomobile.com; carstyling.ru; forocoches.com




44 comentários :

  1. Tá aí um cara que não nada que valha, mas poderia ter feito algo que preste.

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  2. "Francesco fundou uma escola de design, a Espera..."
    Eu tenho muita pena desses alunos, porque nunca vi tanta coisa feia de uma pessoa só.

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    1. Mini One,
      opinião pessoal sua, tenho certeza que os alunos estão muito realizados, ao menos a maioria.

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  3. Não tenho a menor dúvida quanto ao talento criativo do sujeito.

    Porém, altamente duvidoso o desenho de suas criações (aberrações).

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    1. Mendonça,
      é aquela estória: melhor fazer do que só pensar e criticar.

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  4. Pablo Picasso na versão AUTOentusiasta...

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  5. Fleche rouge tive oportunidade de ver ao vivo no último salão de Genebra. Mais bonito em fotos mesmo...

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  6. Antônimo do Anônimo26/04/14 15:41

    "Uma interessante alteração foi feita no Citroën Berlingo, como homenagem às expedições da Citroën no começo do século 20. Rodado traseiro duplo com esteiras. Ninguém mais na galáxia seria capaz de pensar nisso."

    Ainda mais com esteiras nas rodas TRASEIRAS, quando o carro é (ao menos originalmente) de tração DIANTEIRA...
    Mas dadas as loucuras que ele já fez, de nada me impressionaria se este também tivesse o motor colocado na traseira, tracionando as esteiras...

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  7. O título do post ficaria mais apropriado se fosse "Sbarro, o criador incansável de aberrações".

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    1. Mr. Car,
      eu não colocaria esse título, já que a criatividade sempre deve ser prestigiada, exceto a dos bandidos e políticos.

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  8. Este ultimo parece um sapo.

    Como deve funcionar a cabeça dele; um dia, por algum motivo, ele deve ter ido pegar um avião andando na pista, ele vê o pneu de um avião Boeing 747 e pensa: poxa que pneu bonito, preciso colocar esse pneu num carro, hii mais pelo tamanho do pneu não da para ser esportivo...só se for um off road, pronto Ta ai o Monster G.
    CerberosPH

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    1. Ao que consta foram utilizadas as rodas do 747, não os pneus. Mas vá lá, entendi.

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  9. Posso estar enganado mais seu trabalho, superficialmente, me parece dividido em dois grupos.
    O primeiro o das replicas e dos carros fora de serie: parece me, em geral, seus melhores trabalhos mais deviam envolver mais riscos financeiros, dependiam de demanda, processos por plágios etc.
    O segundo são os carros de encomenda, deve ser o que lhe pagavam as contas, esses não passam de carros tunados, tunados com qualidade, para endinheirados. Ter dinheiro não quer dizer ter bom gosto e não passam de carros xunados, mesmo que por uma pessoa que sabe o que esta fazendo e tendo noção de designer. Merecem participar deste site:

    http://bizarricesautomotivas.blog.br/

    CerberosPH

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    1. CerberosPH,
      concordo que dinheiro não resolve gosto estragado. Basta ver a quantidade de carros caros e ridículos que rodam nas nossas ruas.

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  10. Esses pequenos construtores de carros precisam agradar os endinheirados, que nem sempre tem "bom" gosto. Vi vários carros legais nessa lista, mas também várias aberrações. GT4 , Jacklyn, Essenza, Super Twelve/Eight, Robur todos parecem incríveis. Não dá para negar que apesar de algumas aberrações, ele tem talento, faz coisas magníficas e gosta do que faz. Aquelas rodinhas para manobrar a traseira devem ser bem interessantes para usar no dia dia. .

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  11. Excelente Seu JJ, mostrou-nos o que faltava sobre Sbarro. Seu design inconformava e surpreendia, Tanto as criações geniais quanto as bizarrices atraiam muito espaço em mídia. Penso que Rinspeed é um sucessor natural desse encarroçador.

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    1. Luiz CJ
      deu trabalho, muita pesquisa, e como sempre aprendi o que não sabia.

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  12. Lorenzo Frigerio26/04/14 20:41

    O Stash é o único que presta... aposto que usou o Giugiaro como "ghost-designer". JJ, tem certeza que Sbarro também não "cometeu" o Pontiac Aztek para a GM?

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    1. Lorenzo Frigerio,
      tenho certeza que não foi ele quem fez o Aztek, um carro de ótimo conceito deturpado para a produção. Coisas fábrica grande.

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  13. Não conhecia o Sbarro mas já vi algumas de suas criações na internet anteriormente, e tudo que posso dizer é que esse cidadão tem um gosto no mínimo inusitado para carros, haha. Fico só imaginando os sonhos dele durante a noite, ele deve visualizar todo tipo de coisa existente nesse mundo com rodas e meter a mão na massa no outro dia! "Colocar rodas numa escultura cubista? Por que não?!", deve ser um bom resumo do que ele pensa.

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    1. Davi Reis,
      deve ser por aí mesmo, uma cabeça sempre imaginando o que criar de novo.

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  14. Eis aí um entusiasta que pensa fora da caixa.
    Podem chamar suas criações de aberrações, mas são extremamente criativas - o que não significa que sejam de bom gosto.
    Sbarro poderia ser classificado como uma especie de artista plástico do mundo automotivo. E acreditem, em algumas de suas bizarrices sempre poderá estar escondida uma boa ideia que pode ser aproveitada em uma escala de produção em série.

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    1. Lorenzo Frigerio27/04/14 21:00

      Ótimo comentário, faz lembrar aquelas casas projetadas por artistas plásticos que se parecem com "casulos" ou com visual "Barbarella", ou obras de Gaudí. Como aqui em SP as casas-bola do Eduardo Longo ) que aliás é arquiteto).

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  15. Não faz muito que saiu uma matéria com o criador da VECTOR - Wieget Wector , e meio veio a cabeça : Gurgel versão americana.

    Hoje, não me veio nada na cabeça, senão : Gurgel versão Ítalo-Suíça. Ao menos este senhor Sbarro aparenta ter lucros e uma pós vida com as suas criações.

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    1. Ace,
      Gerald Wiegert, ou Jerry.
      Sbarro é muito mais abrangente nas criações do que foi Gurgel, sem desmerecer esse grande brasileiro.

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  16. Projetos bem dramáticos...

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  17. Engraçado, o pessoal comenta da mesmice dos carros de hoje em dia mas quando são apresentados à coisas diferentes taxam-nas de aberrações. Povo estranho... por essas e outras, extrapolando, entendo porque a Dilma é presidente...

    Excelente matéria, como sempre, e que houvessem muitos mais como o Sbarro!

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    1. Já que fui indiretamente citado, vamos lá: diferente é uma coisa, aberração, é outra. Um Smart Fortwo se enquadra na categoria "diferente", um Ford Ka (o primeiro), podia-se dizer que era diferente. Essas coisas aí em cima, são aberrações, de fato. A mesmice que várias vezes critiquei aqui mesmo e vou continuar criticando, é somente quanto às cores de carroceria (o "mar" de preto/prata") e os interiores "pretinho básico". E não me coloque no balaio dos responsáveis pela eleição da guerrilheira, que isso é extremamente ofensivo. Para todos que acompanham meus posts por aqui, está claro que não colaborei em nada para a perpetração desse crime contra o Brasil.

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    2. André Luiz,
      eu ia escrever algo nessa linha, mas você já disse. Obrigado pelo elogio.
      Só acrescento que a maioria adora de paixão desenhos arroz com feijão, muitas vezes sem nenhum tempero, haja visto a quantidade de Volkswagens vendidos.

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    3. Mr. Car,
      na política, estou com você, e preto e prata mesma coisa, apesar do prata ser a melhor cor para uma boa conservação do veículo. O preto é a pior, sem dúvida.

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  18. Só sei que curti mais da metade dos carros e gostaria muito de ter um super 12.

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    1. Raphael Vieira,
      é o meu preferido também, uma idéia muito bacana esse Super 12.

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  19. Impressionante a capacidade de executar. O cara mereçe a admiração por isso. Lembro do ditado. " de boa intenção o inferno está cheio" . Não adinta nada ter boas idéias e não conseguir executar nada.

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    1. Giovanni,
      exatamente. Muito melhor pensar e fazer do que só pensar.

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  20. JJ, valeu pela matéria. Nunca tinha ouvido falar do sr. Sbarro e suas criações.
    Alguns me lembram veículos de algum filme futurista ou de algum herói. Outros carros são muito estranhos, mas boa parte é comprável e mostram conceitos interessantes:
    Golf-Porsche, Stash, Windhawk, Super Twelve, Robur, as motos, Osmos, roda sem cubo, a moto com motor na roda, Chrono, Essenza, Fleche Rouge, Wazuma, Monster G, Jacklin e GT4.
    O pessoal aqui tá muito careta... :)

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    1. Bera Silva,
      concordo com você.
      Obrigado.

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  21. Um construtor deveras impressionante! Muito obrigado pelo post!

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    1. Anônimo,
      não precisa agradecer, eu é que agradeço a leitura.

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  22. Muito louco o velho Sbarro; vi pela primeira vez seus trabalhos na Motor 3, e eu - muito jovem - achei tudo fantástico e surreal (na verdade, a réplica da mercedes me chamou muito a atenção).

    Ótimo post JJ, farto material para quem não conhecia esse designer e construtor supra imaginativo.

    MFF

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    1. MFF,
      obrigado. Não deixe de ver o link no final, pois há um site em francês com um resumo ótimo sobre todos os carros, motos e outras doideiras deliciosas. É muita coisa !

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  23. No meu funeral, quero que meu caixão faça a última viagem naquela perua Cadillac (Function Car).

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  24. JJ,

    Post sensacional sobre um personagem sensacional!
    Obrigado!
    MAO

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  25. Lindos,maravilhosos,diferentes,ok mas não queria nenhum desses p mim,sem hipocrisia...E como disse o autor,por isso q a volks vende tanto...sou um desses q só compra carro,(ou carroças da Volkswagen )mas para voces verem q sou um cara humilde,tem um carro da chevrolet q me faz chegar ao orgasmo,ele já é um idoso...Mas sou louco nesse carro,CHEVROLET OPALA DIPLOMATA SLE 1992 série COLECTORS,estão vendo?Não sou fã só de Volkswagen,rsrs!

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