RENAULT DUSTER TECH ROAD II, NO USO

Fotos: divulgação




Desde o seu lançamento, em outubro de 2011, que eu não dirigia o Duster e, apesar de na ocasião ter andado em todas as versões por bons e expressivos trechos em estrada de asfalto e de terra, incluindo aí locais quase de off-road, faltava mesmo tê-lo por uns dias em nosso velho e bom teste no uso, pegando o dia a dia urbano e uma viagem de fim de semana. Como diria eu mesmo, carro pode ser como aquela mulher que você conhece numa viagem tropical e com ela tem lá um tórrido romance emoldurado por palmeiras ao vento e águas mornas e cristalinas, mas daí, quando você a traz para morar consigo ela se revela completamente inadequada, um incômodo insuportável.


Boa na terra e boa no asfalto


Esse não é o caso do Duster, pois o Tech Road II, apresentado no final do ano passado. Com motor de 2 litros e com câmbio automático, além de ter se mostrado bom de terra, um valente companheiro de quebra-mato, mostrou-se também muito adequado no terreno civilizado. Suspensão macia, motor silencioso, trocas de marcha suaves, espaçoso, banco traseiro confortável, sendo até possível que três adultos ali viagem, bom porta-malas (475 litros), bom som, bom ar-condicionado, em suma, fornece todas as comodidades que hoje se exige de veículos de valor médio.Seu preço público sugerido é R$ 67.050 e a garantia é de três anos ou 100.000 km, prevalecendo o que vencer primeiro.

O Duster Tech Road II traz também o sistema Media Nav, com tela tátil de 7 polegadas integrada ao painel. Com mostrador colorido e ícones grandes, os menus são de fácil identificação e configuração. Em poucos toques, se tem acesso a ferramentas úteis como rádio, Bluetooth e GPS. O equipamento ainda conta com o comando satélite na coluna de direção, que possibilita o motorista acesso as funções do Media Nav. É possível o motorista trocar de música, atender e terminar chamadas telefônicas e trocar estações do rádio sem tirar as mãos do volante.

O motor é silencioso em médias rotações, porém em alta chega a ficar um pouco ruidoso. É potente, rende 142 cv a 5.500 rpm e 20,9 m·kgf a 3.750 rpm, e é bastante elástico. Não é o motor Nissan 2-litros do Fluence. É o mesmo do Mégane, porém com melhorias.

Mas nem tudo é perfeito, o consumo me pareceu alto e o câmbio automático de quatro marchas já ficou para trás, ultrapassado. Só tive isso a reclamar.

Grande área frontal

Pelo computador de bordo, o suve na cidade fez ao redor 5,6 km por litro de álcool, e tocando na calma, com ar-condicionado ligado. Na estrada, a 120 km/h, fez 7,7 km/l, também de álcool. Nessa velocidade e em 4ª e última marcha o giro segue a baixas 2.400 rpm, portanto, bem silencioso. Vi que o Bob, em seu teste no uso, também reclamou do consumo elevado do Duster 4x4, que só vem com câmbio manual, daí, então, não se pode creditar muito da sede desta versão automática ao seu câmbio. Fora as características do motor, o peso é o que mais influencia no consumo urbano, mas pesado ele não é. Pesa 1.294 kg, o que não é muito, e na estrada a aerodinâmica é o que mais conta, e esses suves são, em regra, bem ruins nessa questão. É o preço que se paga para tê-los.

A velocidade máxima informada é de 174/170 km/h (álcool/gasolina) e é atingida em terceira a pouco menos de 5.000 rpm. O 0-100 km/h, segundo a Renault, é feito em 10,7/11,6 segundos, bons números para o peso e câmbio automático epicíclico.

Bom painel, boa leitura

Já o câmbio, em vista do que há hoje no mercado, pode ser considerado bom na cidade, já que faz trocas macias, mas na estrada é preciso atentar que só efetuando o kickdown, isto é, ultrapassando um ponto de resistência no pedal do acelerador no fim de seu curso, se obtém redução, como ao se pretender acelerar mais forte para uma ultrapassagem, por exemplo. Se isso pode ser desconcertante à primeira vista, por outro lado permite retomar velocidade na mesma marcha, o que no uso normal é até apreciável. Num câmbio mais moderno e com maior número de marchas, cinco ou seis, a programação logo baixa marcha sem necessariamente se usar o kickdown e tudo fica mais rápido. Bem, isso não chega a ser um defeito do carro, pois a grande maioria dos motoristas não se dará conta e tudo bem, serve bem. De qualquer maneira, o câmbio dispõe de trocas seqüenciais pela alavanca (sobe marcha para frente).

Espaçoso, porém falta regulagem de distância do volante e bancos mais anatômicos

Em compensação o Duster tem bom chão. Com a boa ventania na estrada encontrada ele, apesar de não se comparar a um bom sedã, se portou muito bem durante as lufadas de ventos laterais, permitindo seguir mantendo tranqüilamente os tais 120 km/h que a lei manda. Nas curvas vai muito bem, equilibrado e certeiro, dando o prazer em fazer curvas limpas e bem traçadas. Os bons pneus, de duplo propósito, Bridgestone Dueler H/T 215/65R16T (para 190 km/h), contribuem para isso, pois agarram muito bem — e eu diria até que surpreendentemente bem para um de duplo propósito.

Pneus Bridgestone Dueler de duplo propósito

A assistência hidráulica de direção não é variável, porém agrada. Não é leve na estrada e não é de todo pesada na cidade. Já que decidiram não tê-la variável, ao menos acertaram no meio-termo. Fez falta a regulagem de distância do volante e um banco mais anatômico, mais envolvente.

Multimídia com tela tátil de 7 polegadas

E agora vem pergunta que o leitor pode se fazer se por acaso sabe que há poucas semanas testei o EcoSport. Qual dos dois? Bem, este não é um teste comparativo, mas não devo me furtar a responder com um breve resumo. Considero ambos bons, com a ressalva de que são mesmo diferentes, sendo cada um mais adequado a certas necessidades. Se o interessado precisa de maior espaço no banco traseiro e no porta-malas, o Duster leva a melhor. Se ele pode ser dar ao luxo de ter menos espaço para passageiros e bagagem, para em compensação ter maior prazer ao volante, ter um veículo mais ágil, mais rápido no dia a dia e na estrada, o EcoSport se encaixa melhor, fora que se mostrou bem mais frugal no consumo. Ambos são confortáveis, macios — o Duster é um pouco mais macio de suspensão — e tanto viajam bem no asfalto como são práticos na cidade e encaram sobranceiros as poeirentas e cascudas estradas da roça.

AK


Mais fotos







FICHA TÉCNICA DUSTER TECH ROAD II 2014

MOTOR
Tipo
4 cil. em linha, bloco de ferro fundido, cabeçote de alumínio, duplo comando de válvulas, correia dentada, 16 válvulas, transversal, flex
Cilindrada
1.998 cm³
Diâmetro x curso
82,7 x 93 mm
Taxa de compressão
11,2:1
Potência
138 cv (G) e 142 cv (A), a 5.500 rpm
Torque
19,7 m·kgf (G) e 20,9 m·kgf (A), a 3.750 rpm
Formação de mistura
Injeção eletrônica seqüencial
TRANSMISSÃO
Câmbio
Transeixo dianteiro com câmbio automático de 4 marchas, tração dianteira
Relações das marchas
1ª 2,72:1. 2ª 1,50:1; 3ª 1,00:1 (direta); 4ª 0,71:1; ré 2,45:1
Relação do diferencial
3,48:1
SUSPENSÃO
Dianteira
Independente, McPherson, braço triangular inferior, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
Traseira
Eixo de torção, mola helicoidal, amortecedor hidráulico e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo
Pinhão e cremalheira, assistência hidráulica, diâmetro de giro 10,7 m
Voltas entre batentes
3,4
FREIOS
Dianteiros
A disco ventilado de Ø 280 mm
Traseiros
A tambor de Ø 229 mm
Circuito hidráulico
Duplo em "X"
Controle
ABS com distribuição eletrônica das forças de frenagem (EBD)
RODAS E PNEUS
Rodas
Alumínio, 6Jx16
Pneus
215/65R16T
DIMENSÕES
Comprimento
4.315 mm
Largura
1.822 mm
Altura
1.690 mm
Distância entre eixos
2.673 mm
CONSTRUÇÃO
Tipo
Monobloco em aço, suve de 4 portas, 5 lugares, subchassi dianteiro
AERODINÂMICA
Cx
N.D.
Área frontal (calculada)
2,46 m²
PESO E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha
1.294 kg
Porta-malas
475 litros
Tanque de combustível
50 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h
11,6 s (G) e 10,7 s (A)
Velocidade máxima
170 km/h (G) e 174 km/h (A)
CONSUMO INMETRO/CONPET
Cidade
8,5 km/l (11,8 l/100 km) (G) e 5,8 km/l (17,2 l/100 km) ) (A)
Estrada
10,5 km/l (9,5 l/100 km) (G) e 7,2 km/l (13,9 l/100 km) (A)
CÁLCULOS DE CÂMBIO
v/1000 em 4ª
50,8 km/h
Rotação a 120 km/h em 5ª
2.400 rpm
Rotação à velocidade máx. (3ª)
4.830 rpm
MANUTENÇÃO
Revisões/troca de óleo
A cada 10.000 km
GARANTIA
3 anos ou 100.000 km





EQUIPAMENTOS RENAULT DUSTER TECH ROAD II AUTOMÁTICO

EXTERIOR E INTERIOR
Abertura interna da portinhola do tanque de combustível
Aros das saídas de ar-condicionado cromadas
Barras de teto longitudinais cromadas
Carcaças dos retrovisores externos cromadas
Estribos laterais na cor da carroceria e com face superior em alumínio
Maçanetas externas na cor da carroceria
Maçanetas interna na cor preto Piano
Painéis de portas com insertos em tecido
Painel central na cor preto Piano
Pára-choques na cor da carroceria
Vidros esverdeados
Volante de direção e manopla da alavanca seletora em couro
CONFORTO E COMODIDADE
Acionamento elétrico dos vidros das quatro portas
Ajuste de altura do banco do motorista
Ajuste de altura do volante de direção
Alarme sonoro de luzes acesas
Ar-condicionado
Aquecedor
Banco traseiro rebatível 1/3-2/3
Computador de bordo
Desembaçador do vidro traseiro
Iluminação compartimento de bagagem
Iluminação do porta-luvas
Iluminação interna central
Indicador do nível do reservatório de gasolina do sistema de partida a frio
Luz de leitura para o passageiro
Pára-sóis com espelho
Travas elétricas nas portas e tampa traseira com comando a distância por radiofreqüência
SEGURANÇA
Alarme periférico
Apoios de cabeça traseiros (3) ajustáveis em altura
Bolsas infláveis frontais (itens obrigatórios a partir de 01/01/2014)
Faróis de dois refletores
Faróis de neblina
Freios ABS (item obrigatório a partir de 01/01/2014)
Quatro cintos de três pontos
Travamento automático da portas a 6 km/h
Travas de crianças nas portas traseiras
SISTEMA MULTIMÍDIA
Media Nav com tela tátil de 7 pol. integrada ao painel com GPS
Rádio/toca-CD, MP3 com 4 alto-falantes 3D Surround Aramys, com conexão USB/iPod e Aux, Bluetooth e comando satélite na coluna de direção
OPCIONAIS
Pack  Couro (bancos revestidos de couro)


76 comentários :

  1. Tanque de 50 litros para um consumo tão alto... Não me parece ser um bom negócio, principalmente por ser um Sandero por dentro.

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    1. Paulo Freire
      Qual o problema de ser ou parecer um Sandero por dentro? O interior é feio, por acaso? E por que teria que ser "diferente"? As qualidades não contam? E se não lhe parece ser um bom negócio, que eu saiba você não está com uma arma de fogo apontada para a sua cabeça para comprar um, certo? Em compensação, muitos que compraram – 117.303 pessoas, que é o que interessa – acharam que fizeram a escolha certa.

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    2. Bob,
      sim, eu acho o interior feio, os plásticos são de aparência ruim e não parecem robustos, principalmente o acabamento plástico que cobre as colunas A. No Logan e no Sandero o para-sol é posto de forma bem gambiarrada, como se tivessem confeccionado o forro e só depois lembrado da necessidade de tais ítens, não sei se no Duster é a mesma coisa, se for é uma vergonha, principalmente em um carro de 60 mil.

      O motor é beberrão, o cambio é ultrapassado, o carro é caro. De qualidades mesmo só vejo o espaço interno, para mim ele é concorrente do Eco anterior, onde chegou no mesmo patamar, hoje contra a nova concorrência, ainda à chegar o Renegade e o crossover da Peugeot, ele já está bem atrás.

      R$55 mil por essa versão 4x4 automática estaria muito bem pago por aquilo que oferece.

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    3. Sei que a discussão é grande, mas sinceramente eu prefiro um certo compartilhamento de peças tanto mecânicas como de acabamento. Experimente estragar algo no carro de acabamento a dificuldade que é para achar se não tiver na concessionaria.
      Esses botõeszinhos do painel se foram compartilhados sempre a concessionária tem, agora se for de um veículo mais exclusivo, ai só desmanche...e já pode estar colaborando com o roubo de carros.

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    4. Sobre compartilhamento de peças, em 2005 eu tinha um Fusca 1975 e cismei que queria um pisca-alerta, daquele de puxar, com a luzinha dentro e que fica do lado do cinzeiro. Fui na concessionária e comprei o que precisava. Da Kombi.

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    5. Paulo Freire
      Lá vem o brasileirão (não só você, muitos) Rei dos Plásticos... Agora, dizer que NÃO PARECEM ROBUSTOS, não dá, não é, Paulo? Como também não dá para entender como um câmbio epicíclico de comando eletrônico, com trocas manuais, pode ser ultrapassado só pelo fato de ser de quatro marchas. Mas as qualidades, ah, destas não se fala. Beberrão? O Arnaldo disse bem, é o preço que se paga para desfilar de suve.

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    6. Paulo Freire e usuário de carro 1.0 usado ( e bem usado) e vem querer botar banca por aqui
      E cada uma ....

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    7. 1) O interior é feio, mas feio e bonito é tão subjetivo né...
      2) O colega acima disse "não ME parece um bom negócio", não disse que parece um mau negócio à todos, logo, comentário acerca de arma apontada totalmente desnecessário.
      3) 100 mil pandeiros altos vendidos é? Clara demostração que o brasileiro médio não entende bolufas de carro.

      Abraços,

      Alexandre.

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    8. Mas Bob, se eu pago MAIS eu posso pedir uma coisa MELHOR. O acabamento do "finado" Clio passava uma sensação de robustez maior [em seus tempos áureos], o nosso com 120 mil kms não bate absolutamente NADA em termos de interior e eu duvido que com pelo menos metade dessa km esses "Renaults" novos consigam o mesmo feito [temos um Logan, então vamos fazer o tira-teima], e não foi só no nosso que eu notei essa ausência de grilos.

      E sim, o cambio é ultrapassado por ter 4 marchas, se bem me lembro ele está na ativa desde a Scenic, antes do Megane aportar por aqui. Pelo menos 5 marchas ele deveria ter, reduziria o consumo com certeza, e melhoraria o desempenho visto que a concorrência já oferece 6 e até populares mais baratos já contam com automatico de 6 marchas.

      Interessante que a Renault-Nissan puxou o bonde de carros com 6 marchas por aqui com o Megane e a Frontier, mas ao mesmo tempo disponibilizava um automático de apenas 4 que, se para a época servia bem, para os tempos atuais já não mais o faz. Serve? Sim, mas deveria ser melhor.

      Agora, por esse preço dele eu economizaria 10 mil e levaria uma Idea Adventure Dualogic, não é automática, mas também não está tão atrás assim... O próprio Arnaldo disse que, de superior ao Eco, só mesmo o espaço.

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    9. Bob
      não entendi o porque da ironia com o termo "Rei dos Plásticos"
      é justamente por causa dos clientes que não se incomodam com plasticos duros e acabamento depenado que as montadoras fazem essa palhaçada aqui, como fizeram no New Fiesta hatch, New Civic mk 2 e novo Corolla, de substituir plasticos texturizados e emborrachados, por peças duras e baratas
      E o Paulo tem razão, por um custo deste, espera se algo melhor

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    10. R/T
      É porque tenho notado que brasileiro "só pensa naquilo" — plásticos (e farpas...). Que diferença faz ser ou não emborrrachado? Vai-se ficar passando a mão nos plásticos ou é questão de só quer saber que é emborrachado e nunca mais encostar um dedo lá? Fora que emborrachado propaga chama mais facilmente, há uma questão de segurança aí. Veja lá se existe plástico emborrachado em avião!

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    11. Sou obrigado a concordar mesmo que parcialmente com o Paulo, mesmo sabendo ser um "tiro no pé", sou feliz dono de um Logan 1.6 2012 e acho o acabamento dele condizente com a proposta do carro. Vi numa exposição da Renault próximo a onde trabalho este entre outros veículos da Renault..., gostei, mas também esperava um acabamento mais refinado para um carro dessa categoria e preço (haja visto custar 2x o que me custou o Logan), não é ruim, mas entendo estar abaixo do acabamento da Ecosport.

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    12. Caro Bob, você perguntou se o interior é feio???
      Questão de gosto, eu sei, mas eu acho feio sim e com acabamento bem +ou-.
      Outra coisa, vocês falam muito pouco a respeito de segurança ativa e passiva, não adianta falar que tem 6 air bags se a estrutura não é lá essas coisas. Eu não compraria esse carro para minha família "só" por esse motivo, para começar.
      A comparação é injusta, eu sei, mas você se sentiria mais tranquilo com a sua esposa e filhos andando num XC60 ou num Duster?
      Lembre-se, nós devemos elevar o nosso nível de exigência, e não o contrario.

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    13. questão pessoal, mas prefiro interior emborrachado, que ao passar do tempo se mantem mais silencioso e passa uma aparencia melhor
      digo por experiencia própria, pois tivemos um Gol 1.6 Sportline 2000, daquele que tinha painel espumado, tapetes emborrachados nos porta objetos e forração nas bolsas de porta, e ainda que fosse equipado com uma suspensão dura e pneus P 700 195/50 R 15 mais duros ainda, após alguns anos de uso era mais silencioso do que muitos carros considerados "premium" atualmente no mercado

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    14. Pô Bob, que politicamente correto chato que voce ficou defendendo o seu ponto de vista.
      Aqui no blog não tem ninguém apontando uma arma pra minha cabeça pra eu continuar lendo algo que eu não concordo, nem por isso vou deixar de ler, respeitar e se não concordar expressar a minha opinião.
      Também não curto o Duster, acho um carro oco com acabamento de m……sem nada de mais. Pra mim não vale o que cobram.
      No caso do avião a sua comparação não foi feliz. O painel dos carros TOPs são de borracha, couro ou sei lá o que, e esses carros são muito mais seguros do que os carros com painel de plástico barato rodando pelo Brasil.

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    15. Olha... painel emborrachado é bom até o ponto que começa a descascar... Tenhum uma Grand Tour 2.0 automática... O painel e puxadores de porta são com essa textura emborrachada, e o que não está descascando, está arranhado. E arranha fácil, mesmo sendo cuidadoso.
      Quanto ao câmbio, lembrem-se que, até semana passada, o líder de vendas Corolla usava um câmbio "ultrapassado" de 4 marchas!

      Esse câmbio do Duster é o do Megane um pouco melhorado. Eu, particularmente, não tenho o que reclamar... um pouco beberrão na cidade, sim, mas se não quer gastar 5 km/l de gasolina (meu motor não é gambiarra), que compre um 1L ou 1.4L manual.

      É muito difícil combinar conforto com economia...

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  2. Ótimo texto Arnaldo, como sempre :)
    Acho o Duster um produto honesto, um carro mais 'rustico' para atender um mercado que quer um carro 'altinho' p/ encarar a selva de pedra com solo lunar que nossas cidades se tornaram.
    Claro que essa honestidade infelizmente para no preço, muito alto para o que é entregue em minha opinião, mas estamos numa economia de livre mercado, então se estão comprando pelo preço atual, então que se venda pelo preço atual, afinal as fabrica existem para dar lucro. Quando pararem de vender as tantas unidades por mês, ai normalmente começa o processo de ou abaixar o preço do veiculo, ou melhorar o mesmo, nesse ultimo caso entraria a adoção de um cambio automático mais moderno, por mais que essa relação que permita viajar a 120 km/h a 2.400 rpm soe como musica comparado ao meu Fit 1.5 MT onde a 100 km/h já estou com o motor a mais de 3.000 rpm.
    Também acho Digno de nota que tanto Renault quanto Ford ao menos oferecem versões 4x4 de seus aventureiros da cidade, diferente de outras variações 'altinhas' que são só imagem.


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  3. Com poucas palavras, mas indo direto aos pontos que interessam, AK já respondeu antecipadamente à pergunta que eu ia fazer, o que um possível consumidor deve esperar do Duster e do Ecosport.
    Grato.

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  4. Arnaldo, o primeiro parágrafo do texto está em duplicidade: "Desde 2011..."

    Sempre tive uma queda pelo Duster... considero seriamente a compra de um quando for a hora de trocar meu 307.

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    1. Leonardo Brito
      A duplicidade do parágrafo já foi corrigida, foi bobeira minha, que cuido da edição final de todos os textos, não ter visto.

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  5. Só umas observações:

    1 - O primeiro parágrafo ficou repetido.

    2 - Na ficha técnica, a relação da terceira marcha ficou 100:1 (imagino que seja 1.000:1)

    3 - Nos cálculos de câmbio, os títulos dos campos referenciam a uma quinta marcha.

    Obrigado pela atenção. :)

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    1. Renato Mendes Afonso
      Corrigida a questão do parágrafo repetido, foi meu erro não ter visto durante a edição final. Igualmente, faltou a vírgula na relação de terceira. E a "5ª" já foi corrigida para "4ª". Agradeço os alertas.

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  6. Fui com meu pai ver um Duster e um Ecosport para ele. Ele ficou apavorado com a complexidade de botões do painel, ele também reclamou do pequeno espaço interior do Ecosport. Já na Duster ele se sentiu super bem principalmente pela aparente simplicidade do painel.

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  7. AK,

    Você repetiu o primeiro parágrafo, dê uma conferida.

    Abraços

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    1. AGM
      De fato, mas o erro de não ter visto foi meu, que faço a edição final. Já está corrigido e agradeço o alerta.

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  8. O Duster é um dos poucos SUVs que me atraem. Gosto de pensar como ele seria com um v6 e tração traseira...

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  9. Certa vez aluguei-o quando fiz a revisão de meu carro em outra cidade e me surpreendi positivamente. Não existe asfalto ruim para ele, nas estradas de terra também vai muito bem proporcionando conforto aos passageiros. Em alguns pontos a Renault se esforça para compensar quem pagou mais de 60 mil por ele mas em outros é relapso como o para sol confeccionado em plástico de aparência barata. Também os pedais que estavam frouxos transversalmente no plano dos pedais. Mas isso poderia ser algo a ser reparado pela assistência tecnica. Estava equipado com BlueNav, de fácil configuração, mas o manete colocado atrás do volante me parece uma adaptação quando poderia ser colocado sobre o volante sendo assim de melhor manuseio. Tive que parar o carro, olhar atrás do volante para entender como funciona. Tirando a falta de intuitividade inicial do apêndice, nos demos bem adiante. Sempre tive sedãs, mas com buraqueira aumentando esse tipo de veículo parece o mais adequado para os dias de hoje. Se em alguns pontos fosse mais caprichado, seria uma opção bem palpável de compra. Eduardo - Joinville

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  10. o comando de válvulas de admissão é variável como o era no antigo Megane Sedan ? até onde sei este motor é importado da França.

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    1. A. 12/04/14 17:18
      Não há essa informação, se fosse estaria no material de divulgação.

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  11. Mais um carro PROJETADO para mercado "emergente" igual nosso amigo Etios (Na essência do projeto, categorias diferentes..) , com isso traz um péssimo chassi, motor antigo, acabamento interno ruim e feio... até pode ser um bom carro, mas não vele esse preço todo pois não há refinamento nenhum....

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    1. Caro Piero, você não foi correto nas colocações.
      O Duster vende muito bem na França. É um modelo valente. Foram produzidos mais de 1 milhão de unidades desde seu lançamento.
      Carro de baixo custo não significa dizer carro ruim, muito pelo contrário, ele foi projetado para durar. O público desse carro não quer muita "perfumaria", controles difíceis e muitos botões, quer que ele seja funcional. E o Duster é.
      Aliás, a plataforma do Duster é considerada como uma das mais resistentes do mercado, e é incorporada por vários modelos Renault e Nissan.
      O motor 2.0 também é bom, o carro utiliza amortecedores na abertura do capô, coisa que nem todo carro "caro" tem.
      Meu único senão é o motor. Poderia ser o mesmo do Fluence para reduzir custos.
      Temos 1 Sandero Stepway em casa e o carro é muito bom.
      Lindercy.

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    2. Piero
      Projetado para cá então, pois é o que somos, mercado emergente, certo? Mas é tão projetado "para mercados emergentes" que está cheio deles na Europa Central...Achou feio e caro? Não compre, ora....Ou você acha que suve tem que ser "lindão"?

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    3. Também penso assim... Pessoal fala de Kombi, Uno e Classic como se o governo tivesse baixado um decreto forçando a todos comprar esses carros. Não gostou? Vai na Land Rover e compra um Evoque oras...
      Acho que nosso mercado nunca foi tão variável como é hoje. Tem praticamente todos os carros do mundo a venda aqui. Uma lamentável exceção são os Mazda.

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    4. Não é por que não sou obrigado a comprar que não posso achar feio correto? se ver uma mulher feia na rua, vou achar ela feia, mesmo não sendo obrigado a dar em cima dela

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    5. Bob.. concordo... se temos duas opções de carros vendidos em mercados desenvolvidos e outros não com o mesmo preço....... cada um escolhe o que acha melhor... Eu jamais compraria.. mesmo estando em um país pobre... nessa categoria fica complicado por causa das opções... mas um Etios da vida eu passaria longe... (pela essência do projeto pobre)... Luiz: A Kombi é um atentado suicida com a sua família... segurança zero.. por 85 mil garanto que vc compra algo mais seguro... já sofri acidente grave com carro seguro e não aconteceu nada... imagino nesses projetos pobres com 0 estrela em crash test... penso mais nisso que em beleza....

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    6. Não culpem as fábricas, pessoal. Eles visam lucro. Se oferecem aqui, é porque vende. E caro. Se oferecem na Europa do ocidental, não vendem. A culpa é de quem compra, que não pressiona por carros menores.

      Deixa a Opel oferecer um Classic lá pra ver o que acontece...
      Aqui o "menos velho" sai de linha, e continua o mais velho firme e forte. E a gente ainda escuta que brasileiro é apaixonado por carro.

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  12. Tenho um Duster Tech Road 2.0 mecânico. Antes de comprar, fui conhecer o Ecosport. De fato, este é, digamos, mais moderno e mais econômico. Mas decidi pelo Duster. Dentro, não há comparação. O apertadinho Eco perde feio. No andar, o Duster é (minha opinião) muito mais confortável que a Eco. Coloquei todas as medidas dos carros (entre eixos, altura do solo etc.) em comparação. O Duster superou o Ford em todas. Passei ao preço. À época, a Eco 2.0 (sem "Media Nav") custava algo em torno dos R$ 70 mil, talvez um pouquinho mais que isto. Comprei meu Duster 2.0 por exatos R$ 61.990,00 (ganhei da concessionária de brinde o acessório da frente do carro, aquele que traz consigo 2 faróis de milha). Hoje, ele tem quase 20.000 km. De fato, com álcool o consumo é absurdo. Mas com gasolina, faço de 9,5 a 10km/l na cidade, com ar ligado (cerca de 70% do tempo). Na estrada, fiz 12 km/l.

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    1. Francisco, o seu é câmbio automático ou manual?
      Não tive como testar usando só gasolina, mas se a diferença entre álcool e gasolina é essa, é muito grande; estranho. Os consumos que levantei foram numa tocada leve, econômica, normal do nosso dia a dia -- ao menos do meu, que ando maneiro.

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    2. É manual e 4x2.

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  13. Off topic - Eu estive observando no carro aqui de casa, um Astra, que quando eu dou uma leve cutucadinha no acelerador com o motor em marcha lenta, subindo uns 100 giros mais ou menos apenas, o carro dá uma vibradinha. O Que pode ser ?

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    1. Pode ser um monte de coisas. Assim não dá para saber. Leve-o a um bom mecânico que ele acha.

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    2. A. 12/04/14 18:48
      Se ao subir mais 100 rpm acima desse ponto de vibração ela passar, pode ser característica do motor. Esqueça, problema é que não é.

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    3. Isso só acontece quando eu dou umas beliscadas milimétricas no acelerador soltando instantaneamente sem nem subir o giro acima de 1000 rpm. Aí o motor dá uma vibradinha. Mas isso é algo sem importância no uso.Só acontece mesmo se eu "provocar", e nesse regime de rotação tão baixo que não se usa . O motor funciona perfeitamente, sobe de giro bem, já o puxei até o corte de giro várias vezes ps: o Astra é um carrão. Experimentei um Agile e ele também faz isso. Parece que não com o que se preocupar. Obrigado pelas respostas

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    4. Eu tbm tenho um Astra e te digo que tbm acho q não seja nada com o que se preocupar. Como ele se comporta em lenta? Estável ou fica oscilando? Tu percebe se há situações q ele dá "tiros" pela admissão?? Se tu disse q leva ele até o corte e ele vai liso, então não tem nada.

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    5. Olá, Sr. Anônimo!

      Trata-se do motor 2-litros, 8 válvulas, Flexpower? Caso seja, tive um Zafira 2005 com este motor e sei do que está falando, era exatamente assim. Pois, se desse essa tal "cutucadinha", vibrava estranho, parecia que estava falhando ou "entupindo" alguma coisa e o motor iria morrer.

      Como este Zafira tinha manutenção impecável, e fiquei com ele de 37.500km a 114.900km rodados sem qualquer dor de cabeça, creio ser característica do motor - e quando acelera pouco mais que isto, parece que ele "respira" melhor, e não vibra.

      Um abraço,

      André.

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  14. É claro que não faz falta, mas as fabricantes poderiam estender os discos traseiros a outros segmentos, como fez a Volks com o Gol Rallye.

    Nícolas.

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    1. Nícolas, para o Duster, tambores atrás vai muito bem. Qual o motivo de você achar que deveriam fazer?

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    2. Por se tratar de um componente mais eficiente,ora. Se é possível melhorar, porque não? Por que a tendência em eliminar o anacrônico reservatório de partida a frio? Faz parte do passado, incomoda e, claro, não é eficiente como os modernos sistemas.

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    3. Nícolas, pelo jeito não vai adiantar eu lhe dizer que custos contam, não vai adiantar dizer que não é necessário discos atrás para esse carro, pois o que segura a onda mesmo são os dianteiros, e esse não é carro de lenha, de pegar pista, etc. Porém, volto a afirmar que os a tambor são eficientes, sim, e lhe vão perfeitamente bem. E feio a disco não é coisa moderna coisa nenhuma, pois estreou no Jaguar C-type lá por 1952 em Le Mans, e ganhou. Têm, portanto, mais de 60 anos, não é? Isso é moderno?

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    4. Arnaldo, eu me referia aos modernos sistemas de partida a frio que dispensam o reservatório.

      Nícolas

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  15. Arnaldo,
    na foto me parece que esta o pneu da foto é o Continental Cross Contact LX.
    Poderia confirmar a informação sobre o pneu?
    Abraços!

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    1. Anônimo,
      A foto é da divulgação. O carro que testei tinha os pneus Bridgestone que citei.

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  16. Fiquei com uma dúvida quanto aos pneus. No texto e na legenda da foto, constam ser Bridgestone Dueler HT, mas a foto mostra um Continental. Qual deles, afinal, equipava o carro testado? O texto fala ainda em pneus duplo propósito, mas os Dueler Ht são voltados para asfalto, não? Pelo menos no site da Bridgestone eles são indicados para o "on road".

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  17. Rafael Ribeiro12/04/14 19:14

    Minha cunhada acaba de comprar um Techroad com câmbio manual, em breve terei suas impressões. Porém o "cartão de visitas" foi uma falha grosseira: O carro simplesmente veio sem... a fivela do cinto de segurança do motorista! Não deu nem para sair da concessionária dirigindo, teve que voltar para buscar outro dia...

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    1. Infelizmente começou bem...
      Verifique, com cuidado freios, caixa de direção e setas
      Boa sorte

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  18. Marcus Lahoz12/04/14 19:46

    Meu sogro tem um destes, mas manual. Ele adora o carro.

    Eu acredito que na segunda geração será nem melhor. Assim como foi com o logan, pelo menos na estética.

    O que me incomoda é a segurança, uma vez que ele é derivado do Sandero.

    Bob, fora de tópico, mas tem como mudar o sistema de comentário, colocar aquele disques (como do bcws)!!??

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    1. Marcus Lahoz
      O que é o disques? Fui ao Best Cars agora e não vi nada ligado a isso.
      Segurança: imagine você entrar numa máquina do tempo e voltar a 1970. Você não teria um carro dessa época por "não se seguro"?

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    2. Se for pra usar na cidade eu iria é de Fluence ou coisa semelhante. Jamais de jipe.

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    3. Marcus Lahoz13/04/14 09:25

      Bob o disqus (escrevi errado) é um sitema de comentários. O BCWS esta usando, o FLATOUT também (tenho visto alguns outros por ai também). Achei o site deles: http://disqus.com/ . A vantagem é fazer o login pelo facebook ou twitter, e receber apenas respostas ao seu comentário. Elimina o chatissimo captcha. Eu tenho usado nestes sites e achei bem bacana.

      Nos anos 70 o conceito de segurança era outro, mas a grande questão é com relação a concorrencia, ou ao avaliar um carro não devemos levar isso em consideração? Sobre o que eu compraria, já comprei até carro sem cinto de segurança. Mas se puder comprarei o mais seguro possível (não apenas isso). Mas entre um sandero 1.0 e um up 1.0 pode ter certeza que a segurança será um fator de peso na escolha (apenas dando como exemplo).

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  19. Como Duster e Ecosport se comportam diante do Pajero TR4? Tenho um Mégane e penso em trocá-lo num Mitsubishi. A diferença de acabamento interno entre meu carro e o Duster e a falta de disco de freio traseiro no mesmo não me convencem a continuar na Renault.

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    1. Cara, se você aguentar o preço das peças da Mitsubishi, a Pajero é uma boa. Não é de quebrar, mas quando quebra... Fora que TR4 é mais apertado que ambos e é um jipinho, se você for usar para pegar lama ou areia ele é uma boa, se for para usar na cidade, melhor ficar com os outros 2 mesmo.

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    2. Se for pra usar na cidade eu iria é de Fluence ou coisa semelhante. Jamais de jipe.

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    3. Marconi, é como o Paulo Freire disse a respeito do conforto e espaço.

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    4. Se a comparação for com a TR4 4x2 é melhor pegar um Duster e Ecosport, faz o mesmo e são bem mais baratas.
      Já a versão 4x4 da TR4 é um jipe de verdade (com redução e bloqueio de diferencial), e, portanto, muito melhor que as versões 4x4 de Duster e Ecosport cuja tração só serve para melhorar a aderência em asfalto liso (água ou lama) ou pista de barro/terra durinha.

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  20. Fiz um test drive em um carro igual á este, tinha 830 km e já fazia um barulho insuportável na suspensão dianteira, e quando falei ao vendedor, ele disse que o barulho era uma característica de todo SUV, portanto o Duster também fazia.

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    1. Dirigi vários e nenhum apresentava esse barulho. Esse vendedor deveria estar exercendo outra profissão.

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    2. Arnaldo,pior que o vendedor era um dos donos da concessionária Armando do ABC!
      Meu pai estava comigo e também ficou pasmo com a resposta.
      Minha tia que estava pensando em trocar seu Civic em um, desistiu depois que aconteceu.

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  21. O interior mal-acabado desse carro incomoda, e muito, assim como boa parte dos mesmos de quase todas as barcas metálicas massivas, hoje em dia conhecidas como "SUV". Aliás, esses carros me irritam. Basicamente paga-se milhares a mais apenas por uma altura de rodagem infimamente maior e mais massa métlica. O único ponto que credito a esses carros é a desenvoltura com que desbravam nosso tapete asfáltico, capaz de deixar qualquer engenheiro competente vislumbrado em como conseguem realizar algo relativamente antigo, com técnicas de sobra, de maneira tão porca.
    Voltando ao quesito interior, geralmente concordo com o Bob em tudo, mas, nesse caso, discordo completamente. O conforto de alguém, ao entrar em qualquer meio de locomoção, começa pelos pequenos detalhes. Gosto de comparar o interior de carros com as diferentes alas de um avião: se o acabamento e o aspecto geral da cabine fossem tão desimportantes assim, as pessoas não pagariam, as vezes, quase quatro vezes mais por assentos na primeira classe. Não são todos que têm a condição financeira/oportunidade de viajar de primeira classe. Felizmente, eu tive/tenho, dependendo da diferença de preço, e posso afirmar, com firmeza, que praticamente tudo nos assentos é diferente em relação aos da classe econômica. Não raramente sentia pontadas nas minhas costas por conta de estofamento pífio das poltronas. O mesmo vale para o apioio de braço. Para quem tem as batatas da perna mais grossas, deve saber como é: a haste que sai debaixo do assento, para suportar o apoio de pés, ficava raspando na minha batata. Ao ir para os assentos da primeira classe, não encontrei quase nenhum problema relacionado ao acabamento e, como quero demonstrar, a viagem foi completamente diferente.
    Se tem uma coisa que me dá mais desprazer em um automóvel é sentar no banco e, de cara, ouvir algum estalo vindo de alguma parte dele, principalmente quando é novo. Após isso, ainda ser obrigado a ouvir o revestimento do volante ranger ao segurá-lo. Já em movimento, os diversos estalidos vindos do painel, principalmente acima dos mostradores, mesmo quando em asfalto relativamente em bom estado, matam de vez o entusiasmo para com o carro. Tudo isso pode ser facilmente corrigido com simples revestimentos melhores nas diversas partes do interior de um carro, vide o novo Golf, em minha opinião verdadeira revolução no mercado brasileiro em que, pelo menos na teoria, oferece aquilo pelo que ele cobra, interior incluso.
    A maioria desses carros são planejados para levarem famílias, em sua maioria por ambientes urbanos, com ocasionais rodovias, logo, presume-se que tenham o melhor conforto possível, esse passando pela qualidade do interior.

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    1. A 12/04/14 22:03
      As alas dos aviões dizem mais respeito a espaço do que qualquer outra coisa, complementado por mais equipamentos de entretenimento e serviço de bordo mais elaborado, mais os bancos que podem ficar na horizontal, algo impensável num automóvel. E onde você encontrou "plástico macio" num avião? Eu nunca vi.

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    2. Resumindo tudo o que ele falou:
      "..."

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  22. Leo Cordeiro13/04/14 07:05

    Bem divertidas ( não tanto para quem as recebe ) as tiradas ácidas do Bob Sharp. Consegui dar boas risadas neste post...

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    1. O Sr. Saraiva tá arrasando... mas o pessoal merece!
      He he he

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  23. Eu acho um baita carro. E sem dúvida sucesso de mercado - compete com o 'endeusado' Ecosport e por vezes o supera. Mas recomendo o 2.0, mais adequado ao porte do carro. E mais econômico.

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  24. Tenho um Duster techroad II 2.0 manual 2014, com pouco mais de 1000 KM rodados e posso dizer que estou achando o carro muito bom. Roda macio no asfalto (mesmo na Buraqueira) e tem uma excelente estabilidade na terra. Um pouco beberrão sim mas o problema maior que estou encontrando e na ergonomia dos bancos para viagem mais longa. Caso eu continue sentindo este problema aos mais algum tempo, acho que vou considerar em trocar o banco para ver se resolve. Fora isso é um excelente veiculo. Caso alguem passou por isso e conseguiu resolver por favor postar a solução.

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  25. Gostei da bicicleta...

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  26. Olá a Todos!

    Sr. Arnaldo Keller,
    Boa Noite!

    Peço licença à todos pelos meus desabafos que farei por entre linhas garrafais na gramatica da língua portuguesa.

    Sou Também um proprietário de um a Duster a seis meses, meu único incômodo é o barulho na suspenção quando trafego em ruas acidentadas com ondulações, começa a batedeira á frente de minha Duster.
    Eu também tive a péssima resposta da concessionária e do SAC da Renault, de que se trata de uma característica do carro SUV. Sinceramente não me convenceu!
    Ai eu pergunto aos outros proprietários de demais SUVs , é verídico a afirmação?

    Pessoal tem um detalhe importante, verifiquem boa parte de alguns componentes tanto no motor como os acessórios, tais com chave de roda e o macaco, pois os mesmos são seguros por presilhas de plásticos próximos a lataria do veículo e que as mesmas não firmes e no motor observe como ás borrachas do limpador do para-brisa ficam soltas próximo a lataria e também o radiador é bastante móveis ou seja presos por apena presilhas também de plásticos.

    Como deve ser a suspenção então?

    Confesso a vocês quando ando por essas ruas, eu aumento o som do rádio para não ouvir a bateria desafinada á minha frente. Rs

    Gosto do Carro! Mas bem que a Renault poderia dar uma atenção melhor neste quesito bateria na comissão de frente....

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