QUANTO VALE SEU CARRO ANTIGO?


Fotos: Otto7 Editora, divulgação e arquivo pessoal
Caras & Carros, o novo título da editora Otto7


Quem anda de carro antigo por aí, inevitavelmente já ouviu as perguntas "Quanto vale?"; "Você vende?"; "Troca no meu carro?"... Essa última sempre oferecendo um daqueles micos automobilísticos que se tornaram indesejáveis durante a fabricação, perderam valor de mercado e ainda na tenra idade de fabricação já não havia mais peças de reposição. Voltando ao assunto/tema desta postagem, fato é que muita gente tenta dar valor aquilo que é nosso e não tem valor algum, claro que me refiro ao valor monetário!

Maurício Marx com o lendário Karmann-Ghia Porsche Dacon que foi pilotado por Pace e Wilsinho Fittipaldi...

... história tão interessante quanto a do Overland 1923 model 91 Touring.


Tio Adelino tem um Fuscão Branco Lótus 1973, ele tirou o carro 0-km quando sua filha (minha prima) Betinha nasceu. Depois da Betinha veio o irmão mais novo Ricardo e os dois cresceram. Eles mudaram de casa, o tempo passou e a sua esposa — Tia Lúcia — sempre tentou convencer o marido a trocar de carro, mas nada disso. O Fuscão continua lá, quando os filhos tiveram idade para dirigir tiveram seus carros, com o tempo trocaram seus carros e quando casaram saíram de casa, mas o Fuscão continuou lá.

Linha 1973 da Volkswagen, o Fusca 1500 foi o escolhido pelo Tio Adelino...
... entre as novidades da linha 1973, a nova dianteira do Fusca, com faróis menores

Só no momento em que a garagem ficou desocupada é que o Tio Adelino resolveu comprar um outro carro, um 0-km que se tornou companheiro de garagem do Fuscão. Desde sempre me recordo de fazer a mesma pergunta ao Tio Adelino: "Tio, me vende o Fusca, quanto você quer nele?"... a resposta é sempre a mesma: "Pode deixar que quando eu resolver vendê-lo te aviso!".

Os netinhos do Tio Adelino chegaram e, acredite, eles sabem que na garagem do vovô tem um Fusca. Carro com suas marquinhas do tempo e do uso quase diário, automóvel que nunca foi restaurado ou reformado, recebeu apenas manutenção e está perfeito de tapeçaria, elétrica, detalhes, o que faz os desgastados da carroceria se tornarem um charme que comprova a integridade do automóvel.

Particularmente as lanternas grandes e triangulares, que apelidávamos de "picolé" sempre foram as minhas preferidas

Naquela época um carro tinha que ser ferramenta de trabalho, meio de transporte e durar muito; o Fuscão 73 tem cumprido essa dura missão há 41 anos em uso praticamente diário


Os dois parágrafos anteriores foram só para ilustrar como a paixão por seu carro pode fazer com que ele tenha todo o valor do mundo, aquele que dinheiro nenhum consegue pagar. Ttransformando em dinheiro, podemos dizer que isso é algo que dinheiro nenhum paga. Quem acompanha o AUTOentusiastas — ainda que momentaneamente — pode dizer o mesmo sobre seu veículo. Os que aqui escrevem, sem dúvidas, também tem alguma história inesquecível para contar sobre algum automóvel. Se começarmos a garimpar vamos descobrir muitos "Tios Adelinos" por aí.

Pablo Soldatelli e seu Chevrolet Impala Sport Coupé de 1961...
... um caso de paixão pela "marca da gravatinha" tão grande quanto a de Sheldon Stachi

Digamos que, pelo menos "36 Tios Adelinos" são personagens e contam suas histórias nas páginas do livro "Caras & Carros" da editora OTTO 7. Encabeçado pelo trio Carlos Iotti, Alexandre Mesquita e Alexandre Badolatto, a publicação conta a paixão dessas pessoas por seus carros. Tem de tudo: Brasília, Esplanada, Belina, Galaxie, Impala, Passat. Podemos dizer que entre as capas encontramos a democrática paixão pelo automóvel que faz com que cada carro seja o seu preferido e cada leitor entenda a história que torna aquele carro o "Fuscão 73 do Tio Adelino" que existe em cada dono de automóvel antigo.

Alexandre Badolatto, idealizador do Museu Dodge, conta sua história com os Simcas Esplanadas GTX
Alexandre Mesquita e sua jornada para tornar o sonho realidade

As histórias que estão em suas páginas servem para quebrar alguns preconceitos que existem — ainda — no universo do carro antigo. Se o leitor se permitir viajar em cada narrativa, entenderá que existem sentimentos nesses amontoados de peças que transformam meros meios de transporte em carros admiráveis. Cada modelo, com suas características, ficam mais belos quando contextualizamos com seus donos, um parágrafo sucede o outro e os motivos brotam de forma tão clara que fica impossível não admirar a ligação dessas pessoas que tem a paixão por determinado veículo o melhor dos combustíveis para superar as barreiras impostas pelo trânsito diário cada vez mais caótico.


Carlos Eduardo de Soveral apredneu a gostar de Passat, tanto que hoje tem dois

Três gerações da família Pagotto e a "Velha Senhora", a Kombi Turismo de 1960

A história do cara que organiza uma corrida de calhambeques e tem um Uirapuru (Brasinca 4200 GT) para ser restaurado, a moça que vendeu a casa para comprar o Dodge Charger americano sorteado pela Toddy, o neto que ganhou do avô o Alfa Romeo 2300 vermelho, a menina que aprendeu tudo sobre os Fuscas 1600S... Cada um, do seu jeito único, à sua maneira preserva a história de determinado modelo, estuda a trajetória do automóvel e contribui com o movimento da cultura antigomobilista em nosso país. Peças fundamentais que juntas preservam os carros que às gerações futuras ainda vão admirar! Famosos e anônimos tão importantes quanto os milhares de "Tios Adelinos" que andam por aí, a história dele pode até não estar no livro, mas quem sabe numa próxima edição. Enquanto isso continuo a perguntar ao "Tio, me vende o Fuscão?".

Ricardo Oppi, famoso restaurador, encontrou dois FNM Onça...

... e Tiago Songa, criador da Corrida de Calhambeques, aguarda pelo dia de andar em seu Uirapuru.
Mais informações sobre o livro e outros títulos da OTTO 7 no site: www.otto7.com.br
PT

67 comentários :

  1. As histórias são fascinantes.
    Para possuir carro antigo, só mesmo sendo muito apaixonado, pois as pessoas - principalmente aquelas com menos recursos financeiros - acabam abdicando de muita coisa em suas vidas para sustentar este nobre sentimento. E embora não pareça, carros também possuem sentimentos. Que o diga meu Escort... hehehe

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Muito feliz no seu comentário , porque manter nossa paixão em um país que nos "estrangulam" com impostos se torna uma tarefa desafiadora.

      Excluir
    2. Os impostos talvez sejam o menor dos problemas perto da dificuldade de se encontrar certas peças....

      Excluir
    3. Fábio Vicente

      Não tenho dúvidas a respeito dos automóveis terem sentimentos, já contei aqui no texto "teimosia automobilística" algumas das peripécias sem explicação lógica pelas quais passei. Como disse Roberto Lee - nos anos 60 - para o Roberto Nasser: " ...nunca diga ao seu carro que ele está ultrapassado ou que você irá vende-lo, senão ele começa a quebrar!..."

      Anônimo 18:51: Os impostos são vilões na hora da mão de obra e/ou importação de peças, motivo que me incentiva a fazer muitas das coisas nos meus carros e que me faz querer ter uma garagem equipada com ferramentas para que diminua esse tipo de custo.

      Anônimo 20:19 - Deixemos claro que a dificuldade está em encontrar peças para restaurar carros nacionais, porque os de origem norte-americana, europeia ou que foram fabricados na Argentina sempre (ou quase sempre) tem peças novas à disposição. Agora, para quem gosta de automóvel nacional, só mesmo com muita fé e paciência....

      Excluir
  2. Sensacional postagem, que elucida muito bem o que a Equipe Otto7 teve como intensão ao criar esse livro, ou seja, provar por A+B que a relação Homem/Carro, muitas vezes, vai muito além de meio de transporte ou algo parecido.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Otto & Editora:
      Sensacional é o livro e a iniciativa de vocês, sou honrado por ter nesta casa que tem soltado maravilhosos livros amigos tão bons que produzem material onde fica fácil se inspirar!
      Obrigado pela oportunidade de divulgar um trabalho tão bom - e primoroso - quanto o de vocês.

      Excluir
  3. Quando minha mãe tirou carta (~1985), meu pai comprou um fusca 1969 1300 pra ela.
    Minha mãe por fim não andou muito no carro, que começou a receber mais cuidados em 89, quando meu irmão começou a trabalhar e pegava todo salario e investia nos acessorios de epoca.
    Recebeu na época, motor 1600, carburação dupla, cambio completo de brasilia (mais longo, e deixava o uso da bitola canelinha no passado, sem precisar de alargador), escape 4x2, rodas jolly estilo "snowflakes" (GT) com furação 4 furos para fusca, suspensão dianteira da versão 73 (se não me engano) a unica adaptavel ao chassi antigo com disponilidade pra por panelas 4 furos ( meu irmão sempre foi contra adaptações, então tudo que ele fez foi criteriosamente buscando: Nada de adaptações, tudo plug em play, como se fosse original de fabrica, nada de "caixinhas" (a ignição eletronica foi adaptada como original) nada de alargadores... E os antigos bancos (infelizmente) deram lugar aos "Procar" de época comprados na caixa, esses só vão lembrar quem era da época, mas pra quem não sabe digamos que era um concorrente do recaro.

    Meu irmão e eu aprendemos a dirigir nele... Meu pai vendeu mais ou menos perto do ano 2000, depois de uns 2 anos recomprou (!!) e passou pouco tempo vendeu de novo...
    Bom, ele não esta nos melhores estados hoje em dia (ainda mais porque quem comprou caiu na moda do "rat rod", agora com rodas cinza largas, calotas e um bagageiro, algumas partes raspadas e enferrujadas de proposito), mas quase toda semana vejo ele aqui na minha cidade... 45 anos depois, mesmo chassi, mesmo assoalho (reformado com fibra, mas ainda o mesmo), todas as peças de lataria, paralamas, capo... ainda as mesmas...
    E o 4x2 trançado, ainda fazendo um barulho ao estilo porsche que chama a atenção por onde passa.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Anônimo,
      Vou te confessar que fiquei imaginando a historia que esse fusquinha teria para contar, como a originalidade dele foi saindo de cena e dando lugar aos acessórios e com o tempo foi se transformando, dá para dizer que à sua época é um carrinho que esteve sempre na moda. Uns torcem o nariz, outros elogiam, mas moda é moda, assim mesmo.

      Excluir
    2. O duro é que era original, quando meu pai pegou até a pintura era... Meu irmão só conseguiu convencer a mudança porque guardou todos os acessorios, desde o "volante de madeira" bege com o arco cromado (apelido, que volante duro e grande), até os bancos, e tudo mais, convenceu meu pai que seria tudo reversivel, que por fim não aconteceu... sei lá onde foi parar as coisas.
      .
      esqueci tambem que recebeu de acessorios de epoca a antena de GTI, o tape rio de janeiro e logico, o tojo... Que tocava alto falantes de 10" atras e de 8" na frente com os leson's quadradinhos de época, havia acabado de lançar.
      É bem isso, como ele estava sempre brilhando, com os acessorios chamava bem a atenção, não era espalhafatoso, era como ver hoje um new beatle com um VR6, rodas de golf gti, bancos recaro e um bom som..
      Era comum perguntarem quanto meu pai queria pelo carro, e a resposta era parecida, q não iria vender...
      Me lembra esse comercial aqui, que pra quem não viu vale a pena...
      Era igualzinho (mesmos farois estilo porsche, e tudo mais), só que bege cor de PC velho... hehehe
      http://www.youtube.com/watch?v=dIVaU3pXir4

      Excluir
    3. Anônimo,
      Não sou de contar muito isso por ai... mas depois de alguns carros que ainda "preciso" conquistar, farei um automóvel com todos os acessórios de época que conseguir. Ainda não está - muito - bem decidido qual será, deixarei o futuro me contar o que será... Enquanto isso, vou guardando uns KP500, umas calhas de janela, persiana de vigia traseira... essas "coisinhas"!

      Excluir
    4. Eu particularmente gosto do carro original, mas como meu irmão, sempre achei que se for pra equipar, que seja como de fabrica, ou como de bom gosto de época (afinal tem acessorios de epoca que mesmo na época não agradavam, quanto mais agora).
      .
      O carro que tenho não dá pra por acessorios (fiat premio csl 92), qualquer coisa que ponha nele, se não for muito bem escolhido, ia deixa-lo ridiculo. Ele é lindo original, como esta. Melhorar isso é muito dificil.

      Excluir
    5. Eu tive um 1300 74 durante quatorze anos. Comprei do meu pai, que tinha tirado ele zero km. Sempre gostei de manter a originalidade, mas como o carro era para o uso diário eu troquei os bancos originais por reclináveis (Procar) e por fim instalei uma ignição eletrônica - original de um modelo mais moderno. Vendi ele em 1998, quando comprei outro carro.

      Excluir
  4. Um dia vou contar aqui a minha história com a GM Veraneio.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. ChAndré,
      Mande-nos sua história, quem sabe vem para uma postagem aqui; Né?

      Excluir
    2. E eu um dia vou contar a história do meu Corcel 74 vermelho, comprado 0km pelo meu pai.
      Com ele fiz minha faculdade inteira. Depois comecei upgrades leves (motor 1.6, suspensão mais firme, e agora vou de MPFI no motor quase original mesmo).
      Bom, já falei demais. Temos mais de 380000km de história com ele.

      Excluir
    3. Chevrolet Veraneio. Outro saudoso carro que fez parte da minha saudosa infância.

      Excluir
    4. Bussoranga,
      Mande ai, por e-mail, sua história cara!

      Mr. Car,
      E qual sua história com as Veraneios?

      Excluir
    5. Portuga, a Veraneio para mim tinha cheiro de felicidade: felicidade de estar com meu avô (o mesmo do Simca), felicidade de estar de férias (meu avô morava em São Paulo, e só o via nas férias, bem como o carro dele, he, he), e felicidade de estar dentro dela (com mais um monte de primos para brincar) rasgando a Castelo Branco e a Marechal Rondon rumo ao interior para ir ao lugar que eu mais amava no mundo: a fazenda Retiro Rio Dourado, he, he!

      Excluir
  5. Bacana demais... três gerações da família Pagotto e a velha Kombosa 1960!
    Jorjão

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Jorjão,
      Realmente a história da Kombi da família Pagotto tem uma história ímpar.

      Excluir
  6. Impala 1961 , coisa linda!
    Jorjão

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Jorjão,
      Também gosto, muito, dos Impala entre 59 e 61.

      Excluir
  7. Caro Portuga,

    Parabéns pela matéria, você pode não acreditar mas quando vi a foto do Passat TS, meus olhos se encheram de lágrimas... eu tive um igualzinho... Que saudades!!!!

    Abraço,

    Marco Antonio

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marco Antônio,

      Obrigado pelo elogio, que legal saber que uma foto pronta trouxe emoção, no final das contas essas são as melhores memórias que o automóvel nos dão de emoção.

      Excluir
  8. tem um Uirauru
    Correção: Uirapuru.

    Quanto tempo em não vejo um GTX, esse carro (bem como os outros do período pré-Dart) bem que mereciam uma postagem, hein?
    E na falta de um Passat TS... o cara já tem logo dois.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Opa Leonardo, vamos corrigir.

      Realmente um GTX não está figurinha fácil de ser encontrada.

      Excluir
    2. Mais um voto por uma postagem sobre o GTX, o Esplanada, bem como sobre os Simca que os antecederam. E fartamente ilustrada, he, he! O Simca Chambord é o "culpado" direto por fazer nascer minha paixão por carros, lá pelos meus 5 anos de idade, absolutamente fascinado que eu era pelo "belo Antônio" do meu avô materno, que por acaso também era Antônio.

      Excluir
    3. Bom, então só me resta pedir para dar umas voltas num dos GTXs do Badolato! hehe

      Excluir
  9. Rapaz, em 1973 os carros eram coloridos!!! Desculpem ,he, he, não consegui perder a oportunidade de alfinetar a maldita mesmice atual do preto/prata. E notem, no mesmo anúncio da VW, que até carros que não eram de luxo, podiam vir com um bendito interior clarinho. Me lembro de Fuscas, Variants, e Brasilias assim, com interior bege monocromático, além de mais tarde o Passat, um carro mais refinado. Outra maldita mesmice de hoje: interiores "pretinho básico". Quanto ao livro, deve ser uma delícia. Coisa para um apaixonado por carros antigos "devorar" em uma tarde.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Mr. Car,
      Sincaramente nunca entendi porque os "interiores coloridos" nunca pegaram em nosso país. Olha que tentativas não faltaram, até o Gurgel BR800, com toda sua economia, trazia para os modelos de 1990 e 1991, na versão SL opção de interior azul. é provável ainda que existissem outras opções e eu não me recorde, mas - pelo menos - o azul e cinza eu conheço!

      Excluir
    2. Os primeiros 206 Soleil na cor verde - até o ano/modelo 2000 - vinham com os bancos e painéis de porta na cor verde e a maior parte do painel em cinza claro.

      Excluir
  10. Po, eu tenho um carro 2007 que comprei antes de me casar e eu tenho a impressão que vai pro caixão comigo. Não é só carro antigo que participa de boas histórias não!

    Tem gente que olha e diz que é apenas um sedã japonês genérico com um motor um pouco mais apimentado. Mas eu não to nem aí, tenho muitas histórias com ele e o fato dele ser um sedã japonês sem graça com um motor um pouco mais apimentado só ajuda nisso. Nunca fiquei na rua com ele, e apesar de muita gente (idiota, por sinal) dizer que o carro quebrar é "personalidade forte", "temperamental", etc., para mim é característica de carro mal projetado, mal feito ou mal cuidado.

    No mais, quando to curtindo com meus "semi-antigos" (tenho 2 carros do começo dos anos 90), sempre escuto essa famosa frase "Vende?". Como eu não quero vendê-los, sempre falo um preço muito alto, no que recebo uma careta como resposta.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Civic SI?? Pô meu, cuida bem do teu 2007 aí q um dia ele fica antigo. O antigo de hj era o zero de ontem hehaehah

      Excluir
    2. O bom desses carros é que eles entregam muito e pedem pouco em troca. Revisões só em concessionária, boa gasolina, bons pneus e trocas de óleo a cada 5k km (só pq eu sou enjoado com isso) é o que basta pra deixar ele sempre em combate.

      Excluir
    3. Carlos Eduardo,

      Na minha humilde opinião - numa analise fria - assim como as pessoas podem adoecer, as máquinas podem quebrar. A origem pode ser a falta de manutenção, erro de projeto, problemas com fornecimento de matéria prima para determinado lote e mais uma infinidade de motivos. Como envolvemos sentimentos nesses "meios de transporte", temos a tendência de humanizar e atribuir características que só existem nos seres vivos. É o jeito que um AUTOentusiasta tem de criar o seu próprio Herbie, logicamente ninguém está dando vida ao inanimado, é só uma brincadeirinha, sacou?

      Quanto aos "seminovos", "semi-antigos", ou qualquer outra denominação, sou da opinião de que para cada ser humano um carro é o que faz o coração sair de giro. Tenho um amigo - que foi piloto de Formula 1 - que admira alguns esportivos antigos, tem miniaturas dos carros antigos que acha bonito, mas não gosta de carro antigo, só de atuais, para mim é válido, afinal é a vida do cara e quem sou eu para convencer um herói nacional ao antigomobilismo? hehehe...

      Cá entre nós hein, Japonês sabe fazer carro eficiente, para quebrar um Civic, Corolla e outros orientais duráveis o cara tem que ter muito "sangue nós olhos", como dizem por ai! hehehe

      Excluir
  11. Fiquei muito feliz de também participar desse projeto, contando a história do "resgate" do nosso querido Dart Sumatra para a nossa família, e adorei ler as histórias de tantos amigos, algumas já conhecidas, outras não. Quero reencontrar todos os personagens que fizeram o livro e colher um autógrafo de cada para o meu exemplar - já consegui os que figuram aqui no Sul. Farei a minha "peregrinação" pra ter todas as assinaturas, isso eu faço questão !
    Valeu pela matéria, Portuga !
    E prepara a caneta aí, tu também assina o teu capítulo...
    Abração grande do Sul, meu caro !!

    Mário Sumatra Emoção 79 Buzian

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu amigo Mário César Buzian.

      Precisamos nos encontrar mesmo, também quero colher sua assinatura em meu exemplar, mais que isso quero aprender com seus arquivos e seu conhecimento.
      quando tu vens à São Paulo?
      Abraços do teu amigo daqui!

      Excluir
  12. Belíssimo texto, achei muito legal ver o Soldatelli ali no meio da matéria, pude ver de perto alguns de seus carros através dos anos nas exposições de antigos que acontecem em São Marcos, muito gente boa e adoentado por carros, principalmente de Opalas. Um grande amigo meu teve a felicidade de adquirir do Pablo um Opala Las Vegas 79 com míseros 20mil km, um dos carros mais lindos que já vi pessoalmente. Alguns dos carros de sua coleção são vendidos de tempos em tempos, quem procura por algo diferenciado tem que ficar de olho no estoque da Covimarco, concessionária GM de qual ele é proprietário. Aquela Caravan 91/92 Verde Capri um dia irá chegar a minha garagem...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Só uma pequena observação: a Covimarco não é concessionária GM. É uma revenda multimarcas, com a qual o Pablo ficou depois que a Servibras de Caxias do Sul, da qual ele tinha uma representação em São Marcos, foi absorvida pelo Grupo Sponchiado.

      Não tira o brilho de seu comentário, somente para esclarecer as coisas. Conheço os carros do Pablo e realmente são sempre selecionados.

      Excluir
    2. Iago e CSS,

      Quando for ao RS, na região de São Marcos quero procura-los e conhecer esse local, me levariam até lá? - Sim, sou assim mesmo, vou me convidando e pode preparar um churrasco e a erva mate, que também gosto muito! hehe

      Excluir
    3. Portuga, com muito prazer, São Marcos é uma cidade muito bonita e carismática, adoro passear por lá... Além de tudo podemos dar uma olhada nos brinquedos legais de conhecidos que temos aqui em Caxias do Sul.

      CSS, muito obrigado pela correção, por ter muitos GM novos em estoque eu tinha praticamente certeza que era GM ainda, mas de qualquer maneira, a lembrança da Servibras é a que fica.

      Excluir
  13. Meu avô se aposentou em 1980,trocou a kombi dele por um fusca 0km,esta lá com ele até hoje,ao lado de um "moderno"gol mil bolinha,hoje ele não dirige mais devido a idade,mas ai de quem por a mão em seus xodós.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Carlos,
      E esse Fusca, você pegará o carrinho? Conte-nos sua história, aguardamos pela sua conquista!

      Excluir
  14. Belo texto, agora tenho mais vontade ainda de comprar o livro. Espero um dia que a minha história dê certo, estou correndo atrás de comprar um Corcel II 79 que meu pai tirou 0km, vendeu em 96 e que continua nas ruas. Quero pegar de volta, tenho nota fiscal, docs antigos, capa do manual, chaves originais, só falta o carro!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Sua situação e como a do caipira que queria casar
      Tinha tudo pronto menos a noiva
      Pelo menos voce sabe onde esta a noiva só precisa busca- lá
      Boa sorte!

      Excluir
    2. Ravelli,
      Faço votos de que você recupere seu Corcel II 79 e que nos conte essa história!

      Excluir
  15. Em tempo: gostei da homenagem ao meu amigo Sheldon Stachi.
    Conheço pessoalmente alguns dos projetos dele. São de um nível e capricho realmente sem igual. Ele consegue sempre deixar o carro num nível acima da fábrica.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bussoranga,
      ainda não tive o prazer de conhecer o Sheldon, apenas "o conheço" pelo livro, quem sabe um dia dou a sorte de conhecer seus projetos "over-restauration", como os norte-americanos apelidam os carros que ficam superiores aos de fábrica.

      Excluir
  16. Marcus Lahoz16/04/14 20:53

    Ótimo texto. Nada melhor que um carro velho na garagem.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Marcus Lahoz,
      Melhor ainda do que tê-lo na garagem é passear com os nossos queridos "carros velhos".

      Excluir
    2. Marcus Lahóz17/04/14 10:41

      Perfeito. Carro não foi feito para ficar na garagem, foi feito para rodar por isso tem rodas.

      Excluir
  17. Lorenzo Frigerio16/04/14 21:35

    Maravilhosa a Impala 61, especialmente dessa cor. Em geral elas têm o interior azul, também. Devem ter vindo muitas ao Brasil nessa combinação. É uma das Impalas mais lindas que existem, lembra um pouco aquele estilo "Ghia by Giugiaro", refinado ao máximo num carro bem servido de tamanho. Adoro a ampla área envidraçada (se fosse vendida atualmente, a turma mandaria direto instalar o infalível saco preto). Um carro desses tem que ser posto no Flickr e o link divulgado aqui. Aliás, acho que nunca vi artigo sobre as Impalas, o JJ podia sair um pouco dos carros obscuros e abordar o blockbuster que é essa marca.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lorenzo Frigerio,
      Eu gosto muito também dos Chevrolet Impala de 1959 com carroceria Hollyday. aquele teto reto fica lindo naquela combinação, se for então o Sport Sedan (quatro portas sem coluna) a ampla área envidraçada dá uma falsa ilusão do carro ainda maior 9ou seria gigante) do que realmente é.

      Excluir
  18. Por incrível que pareça, gosto de um carro que quase ninguém gosta: VW Logus, carro que marcou minha história pois foi num deles que tive a oportunidade de namorar uma garota, que morava a 300 Km de mim... E que depois de dois anos, entre namoro e noivado e de somar mais de 200.000 no hodômetro (zerado pela segunda vez... é um dos poucos carros que tem apenas 5 dígitos no hodômetro) me levou à igreja para um inesquecível casamento,.. E que pouco tempo depois me conduziu rapidamente à maternidade, pois minha filha estava prestes a nascer... Foi o primeiro carro que minha pequena andou na vida (e ela, já adolscente, é a que mais me incentiva a comprar outro). Não tenho mais o velho guerreiro, que só me cobrou pelo uso intenso, alguns pares a mais de bandejas da suspensão dianteira (nenhum transtorno, eram baratas). Nunca me deixou na mão...Devia ter deixado em um canto da garagem, com seu painel marcado quase 300.000 Km, é só usá-lo em sessões de nostalgia. Se eu acho um inteiro a venda, especialmente se for um Wolfsburg, acho que não vou resisistir

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rogério Ferreira,
      Tenho um primo que durante anos foi fissurado em Logus, chegou a ter três. Como ele é da minha idade comprou os carros também usados, mas o sujeito é meio "cupim de ferro", então nem dá para culpar a baixa durabilidade dos veículos que foram dele! rsrsrs

      Excluir
    2. Ninguém comenta do Logus pois o carro é perfeito.

      Excluir
  19. Sempre ouço essa história sobre vender o carro. Normalmente dizer "Esse aqui vai morrer no pasto!" resolve a discussão, se bem que tirando uns fazendeiros muito velhos, o AK e essas ocasiões em que eu mesmo falo, nunca ouvi ninguém mais usando essa expressão...
    Bob, já que vai ter que moderar o comentário mesmo, achei esse texto sobre o trânsito de minha cidade, mas acho que esses doze vícios listados são irritantes em qualquer lugar: http://socialbauru.com.br/2014/04/15/12-coisas-que-irritam-no-transito-de-bauru/?fb_action_ids=835087816505850&fb_action_types=og.comments

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Brauliostafora,
      Não conhecia essa expressão, normalmente eu uso: "...Xi, cara o que eu vou te pedir você não vai querer me pagar mesmo, então deixa para lá..." ou então falo: "... comprei esse aqui de um cara na quadra de trás dessa rua, ele tem mais um, lá num portãozão cinza... e saio o mais rápido possível do lugar" rsrsrsrs.

      Excluir
  20. Sou apenas mais um dos Tios Adelinos deste país. Em 1984, ao completar 18 anos, ganhei de presente do meu avô meu primeiro carro, um Gol GT 0 km. O primeiro carro é muito especial para Autoentusiastas. Mais ainda quando nos traz lembranças de pessoas muito importantes em nossas vidas. Hoje, com 36 mil km, o velho Gol é testemunha viva de muitos momentos da minha história e espero que no futuro conte também parte da história dos meus filhos. Não tem preço. Claudio

    ResponderExcluir
  21. Se você gosta do carro não tem nada de errado em "casar" com ele.

    Meu avô tinha um Monza 1989 2.0, um carrão muito bem cuidado, mas aí um dia ele viu que não tinha mais chance de andar nele pois a sua hora tinha chegado e vendeu a preço de banana para o seu cunhado que vivia lhe pentelhando. Hoje o carro tá um bagaço e o meu sangue ferve toda vez que o vejo pois simplesmente nem uma reforma é possível de se fazer.

    ResponderExcluir
  22. Eu me lembro perfeitamente daquele verão de 1994, eu descendo a rua da casa dos meus pais no alto dos meus 15 anos e de repente vi o velho encostando na frente de casa com o Voyaginho....Era um CL 1.8 1992 bege equatorial com 47000km. ..todo original e em perfeito estado. .. nessa época eu já dirigia bem, esperei o meu pai dar um cochilo e fui mexer com ele. ...lógico que o veio percebeu e o sermão foi dado. .. Fiz 18 anos, comprei vários carros, vários companheiros de garagem, os outros se iam e o Voyage sempre ficava.... eu que sempre cuidei dele. .. quase foi substituído por um Gol GLi 1.8 que era meu, bx km e impecável estado de conservação, mas na marca do penal meu pai desistiu. ..Ainda bem, rs...
    Em 2009, no alto de seus 96000km me tornei dono do carrinho... ganhou upgrades na mecânica mas o visual continua de original. ..Não o vendo por nada, tenho outros carros mas o Voyaginho é o meu Hobby, meu xodo, meu companheiro. ..Conheço cada detalhe. ..
    Abraços

    ResponderExcluir
  23. Ah, para a felicidade ser completa, faltava a Brasília 78 verde mantiqueira e interior monocromático. ...ficou 10 anos com meu pai, desde 0km

    ResponderExcluir
  24. ...eu rodo feliz com Chevette 1990 (há 12 anos), Caravan 1982 com motor 1990 (há 19 anos), e Caravan 1987 (há 4 anos)......todos com mecânica o mais impecável possível.....

    acabamento, pintura, bancos detonados, goteiras, etc....não dou bola......gosto é de pilotar....

    cada um com sua necessidade....

    m.n.a.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Perfeito!

      Nícolas.

      Excluir
  25. Marcelo Schwan22/04/14 16:38

    Portuga Tavares,
    excelente relato.

    Sou apaixonado por carros e procuro manter isso com os meus.

    Tenho 3 desses em casa, sendo dois antigos e um que vai virar.

    Meu saudoso pai me deixou um Omega 4.1 1996 automático, cinza chumbo, que está comigo desde 2001. Original de fábrica, inclusive com o estepe nunca usado. Vai virar clássico.

    Tenho um Maverick 302 V8 1975, laranja, original de aparência, exceto pelos Cooper Cobra 255/60-15 e 235/60-14, pra segurar a cavalaria da preparação do bicho.

    Recentemente adquiri outro sonho antigo: um Opala SS 1978, 151S, todo original, prata. Mas esse precisa de uma restauração, o que começa no mês de maio. Com exceção das rodas, vai ficar absolutamente original.

    Seria muito interessante continuar nos enriquecendo com textos como esse.

    Abraço,
    Marcelo Schwan

    ResponderExcluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.