Notícia: ANFAVEA DIVULGA DESEMPENHO DA INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA EM MARÇO

A Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, divulgou nesta sexta-feira, 4, os resultados da indústria automobilística em março. Os dados apontam que o licenciamento de autoveículos registrou retração de 15,2%, fechando o terceiro mês do ano com 240,8 mil unidades contra 259,3 mil em fevereiro, queda de 7,1%, e 283,9 mil comercializadas em março do ano passado.
 
No acumulado do primeiro trimestre do ano o recuo foi mais ameno: 2,1% quando confrontadas as 812,8 mil unidades deste ano com as 830,5 mil nos primeiros três meses de 2013.

As vendas menores refletem diretamente no estoque nas concessionárias, que aumentou de 37 dias em fevereiro para 48 em março, volume que começa a preocupar o setor.

Para Luiz Moan Yabiku Junior, presidente da Anfavea, três fatores pesaram no resultado de março: “Precisamos lembrar que no ano passado passamos por um momento de expectativa de aumento de IPI em março, que acabou sendo adiado no fim daquele mês. Além disso, tivemos neste ano aumento de preço em razão da elevação do IPI e da introdução de airbag e ABS nos veículos leves e, por último, tivemos ainda dois dias úteis a menos em função do feriado do Carnaval”.

As exportações também recuaram, ainda em conseqüência do comércio com a Argentina: foram exportados no trimestre 75 mil produtos, queda de 32,7% com relação aos três primeiros meses de 2013. Na análise mensal, em março a indústria enviou para outros países 23,4 mil unidades, 18,8% a menos que as 28,8 mil unidades de fevereiro de 2014 e 46,2% menor do que as 43,5 mil de março do ano passado.

A produção refletiu o desempenho do licenciamento e das exportações e encerrou o trimestre com baixa de 8,4% ao se comparar as 789,8 mil unidades produzidas este ano com as 862 mil do ano passado. Em março de 2014 a produção foi de 271,2 mil veículos, abaixo em 17,6% ante as 329,1 mil do mesmo mês de 2013 e em 3,6% contra as 281,5 mil de fevereiro de 2014.

Caminhões e ônibus

No segmento de veículos comerciais, a produção de caminhões e ônibus apresentou redução. No caso dos caminhões, saíram das linhas de produção no primeiro trimestre deste ano 42,4 mil unidades, redução de 1,5% com relação as 43,1 mil do mesmo período do ano passado. Apenas em março de 2014 foram 13,7 mil caminhões produzidos, baixa de 9% frente as 15 mil de fevereiro deste ano e de 18% ante as 16,7 mil de março do ano anterior.

No licenciamento de caminhões, a comparação das 30,4 mil unidades dos três primeiros meses de 2014 com as 34,3 mil do mesmo período do ano passado representa redução de 11,3%. O setor apresentou declínio também na análise mensal: foram 9,2 mil caminhões em março de 2014, contração de 24,7% com as 12,2 mil de março de 2013 e de 11,5% com as 10,4 mil de fevereiro deste ano.

As exportações do segmento registraram alta de 9,2% no trimestre, com 4,7 mil unidades este ano contra as 4,3 mil do ano passado. Ao se comparar as 1,5 mil de março frente as 1,8 mil do mesmo período de 2013 a queda foi de 13%, enquanto que o comparativo com fevereiro deste ano aponta baixa de 18,8%.

Já o segmento de ônibus fechou o trimestre com ligeira queda. Com 9,6 mil ônibus fabricados, a indústria automobilística registrou decréscimo de 3,2% frente as 9,9 mil de 2013. Ao analisar o resultado do mês, foram produzidas 3,5 mil unidades, queda de 7,6% ao se comparar com as 3,8 mil de março do ano passado e de 5,3% sobre as 3,7 mil de fevereiro de 2014.

No licenciamento a baixa foi de 19,3% — foram 2,4 mil unidades comercializadas em 2014 e 3 mil no ano passado. Houve registro de queda também ao se analisar os três primeiros meses do ano: 8,8% a menos quando defrontadas as 6,9 mil de 2014 com as 7,6 de 2013.

Fiat líder e GM vice

Como no mês passado, a Fiat se manteve na liderança com 23.5% do mercado de automóveis e comerciais leves, posição folgada sobre a segunda colocada General Motors, com 17,6%, e a terceira Volkswagen, com 16,4%. Demais posições na tabela abaixo:


Licenciamento total de veículos leves - março 2014






Fabricante
Autos
Com. leves
Total
%










Fiat
37679
16091
53770
23,469


GM
32766
7659
40425
17,644


VW
31615
6123
37738
16,471


Ford
14673
5433
20106
8,776
66,359
4 grandes
Renault
10285
4120
14405
6,287


Hyundai BR
11991
0
11991
5,234


Toyota
7397
4344
11741
5,125


Honda
9151
245
9396
4,101


Outras
3046
3997
7043
3,074


10º
Citroën
4324
86
4410
1,925


11º
Mitsubishi
250
3823
4073
1,778


12°
Hyundai Imp
814
3156
3970
1,733


13°
Nissan
2921
903
3824
1,669


14º
Peugeot
3226
399
3625
1,582


15º
Mercedes
575
764
1339
0,584


16º
Audi
637
231
868
0,379


17º
Iveco
0
281
281
0,123


18º
Mahindra
0
55
55
0,024


19º
Subaru
9
44
53
0,023


20º
Agrale
0
2
2
0,001



171359
57756
229115
100,000




Fonte: Anfavea

Fiat Strada, o veículo mais vendido em março

Pela primeira vez na história da indústria automobilística brasileira uma picape, a Strada, foi o veículo mais vendido, com 13.017 unidades, representado 22,5% do segmento de comerciais leves e 5,7% do total de automóveis e comerciais leves. Em segundo outro Fiat, o Palio, 12.782 vendas, com o Gol ocupando o terceiro degrau do pódio dos mais vendidos, 12.546 licenciamentos.

Ae

7 comentários :

  1. Será que apos tanto tempo mostra um desgaste na imagem do gol?
    Ele não esta tão desatualizado, mas arrisco dizer que o perfil do consumidor brasileiro esta mudando, as fabricantes que não perceberem isso vão perder mercado. O brasileiro, depois de mais de 20 anos da abertura das importações, parece que só agora tá olhando pro lado e pensando... Como eu tive coragem de pagar mais de 30 mil nisso? (Não estou falando do gol, estou falando da maioria dos carros, principalmente esses que são destinados a "mercados emergentes")

    Pra mim esses carros destinados a emergentes (ou desatualizados) o brasileiro deveria repudia-los veemente quando puderem na compra. O que temos nós de inferior pra merecermos produtos "pra emergentes", e pagando preço que pagam lá fora de produtos superiores?

    Exceto por esses utilitarios pequenos, que atendem o nosso mercado, que praticamente só existem aqui! (Posteriormente, o mercosul tem adotado, e a fiat, principalmente tem tentado 'emplacar' essa criação nossa lá fora) E acho legal, acho a strada, saveiro, courier, muito legal, é algo realmente nosso!

    O que eu sempre lembro nessas ocasiões é quando fui vender meu videogame master system, com uns 12 anos, e a pessoa só perguntou... porque você esta vendendo?
    Respondi, que queria comprar um novo, mais moderno (o ultimo lançamento de 93, o SNES) ao que a pessoa respondeu...
    Se não serve pra você, não serve pra mim.

    Pra mim todo brasileiro tinha o direito de dizer na cara da VW com o seu Gol, na cara da GM com seu onix, na cara da fiat com o novo uno e até na cara da ford com esse novo ka (se realmente se confirmar que é só pros emergentes)...
    Se não serve pra você, não serve pra mim!

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    1. Concordo em grande parte com você, discordo somente pelo fato de que boa parte dos brasileiros não tem condição de dizer: "_Se não for de 1.o mundo não compro!", devido aos valores elevados que os "moderninhos" que temos em nosso mercado atingem (culpa das próprias montadoras e dos impostos extorsivos que temos em "terra pátria", afinal, cerca de 50% do valor que nós consumidores pagamos pelos mesmos nunca chega as montadoras). Diante disso, há muitos que contam as moedas das economias para compra de um 0km e "abraçam" o que melhor consiga equilibrar a balança entre necessidade/equipamentos/confiança, venha lá de onde vier o modelo em questão...

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    2. Esses 50% de imposto é papo de fabricante. Não é isso que o relatorio da anfavea demonstra. Nosso imposto no melhor caso (carros 1.0), "apenas" 7% maior que a maioria da Europa (27% tributos brasileiros somados vs ~20% VAT/IVA) e 9,2% maior nos carros até 2.0.
      Só que a diferença de preço, daqui pra lá, não se traduz nisso.
      Então a culpa não é do imposto.
      Tambem não podem dizer que a culpa é dos salarios, pois eu duvido que ganhem mais do que um funcionario alemão.
      A culpa é dos ganhos sem escrupulos desses fabricantes. Eu estava vendo uma publicação dos anos 90 ontem, e os preços dos carros populares (mille, gol, corsa...) estavam todos em dolar... a minha surpresa foi em converter o dollar e ver que bateu mais ou menos com preços de hoje!! O que isso significa?
      Matriz para filial:
      Faça carros de 5 mil dolares, e queremos aqui para a matriz 2 mil dolares limpo... Essa é a primeira conta que o "fabricante brasileiro" tem que fazer, depois a isso ele soma os custos, os impostos, e seu lucro... Não duvido que realmente o lucro dos fabricantes sejam so 5%, porque o restante, eles tem que enviar tudo pra matriz. Eu não lembro o valor, mas o dinheiro que é enviado pra fora é algo monstruoso pelas montadoras... dizem as mas linguas que se não fosse a Fiat brasileira a da italia já tinha fechado faz muito tempo... Eles tão no vermelho lá.

      http://www.virapagina.com.br/anfavea2014/#54/z

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  2. É a crise começando a repercutir no mercado automotivo...o governo cada vez tendo que imprimir mais dinheiro para financiar gastos crescentes, incluindo programas assistencialistas eleitoreiros, pressionando os juros de volta para a estratosfera, o endividamento das famílias chegando no limite...o desgoverno dos últimos 5 anos vai cobrar a conta. E vai ser bem cara.

    Imaginem a capacidade ociosa da indústria com tantas fábricas anunciadas ou recém-inauguradas...a alternativa seria a exportação, mas quero ver se os produtos terão qualidade para competir, ou mesmo competitividade de preço (com nossa ridícula infra-estrutura, que 200 PACs depois, continua ao mesmo lixo). Afinal, quando será que vão entender que o país não precisa fabricar (em alguns casos apenas montar mesmo, pois os componentes vêm de fora, como no caso dos eletrônicos) tudo o que consome? Mentalidade anos 50, essa de manter o país fechado para bons produtos estrangeiros em troca de gerar alguns empregos em plantas industriais ultrapassadas..

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  3. Seria uma ótima notícia para o consumidor em qualquer lugar do mundo. Para tentar manter os números, as montadoras dariam descontos, melhorariam os equipamentos do carros ou mesmo lançariam novos modelos para não perder vendas. Já no Brasil , a terra da jabuticaba...

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  4. Bob, na Argentina são também regularmente divulgados os números mensais de produção discriminados por marca e modelo. Temos algo assim no Brasil? Acho que seria muito interessante saber pois daria uma perspectiva diferente de nossa indústria. Por exemplo, o veículo mais produzido na Argentina em março não foi um carro de passeio mas uma picape, no caso a Toyota Hilux com expressivas 6.101 unidades. E no Brasil?

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  5. A. 05/04/14 22:36
    A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) tem esse registro, tanto que veio da lá a informação de que o veiculo mais vendido em março foi a Strada. Vou pensar numa maneira de sistematizar essa informação aqui no Ae.

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