Editorial: GOLPE DO EXTINTOR PROSSEGUE INABALADO




O  jornalista Boris Feldman, editor de Veículos do jornal Estado de Minas, de Belo Horizonte, publicou na semana passada comentário sobre extintores de incêndio que bem mostra a roubalheira a que estamos sujeitos na velha e absurda questão da obrigatoriedade do extintor de incêndio nos automóveis. Considero a nota oportuna para o leitor do AUTOentusiastas e ela segue transcrita, com a devida autorização do autor.

Bob Sharp
Editor-chefe
AUTOentusiastas

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"O GOLPE DO EXTINTOR

Comentei semana passada sobre o “golpe” do extintor. Confira no seu carro: se for do tipo BC, não importa a validade de cinco anos, pois terá que ser jogado no lixo e substituído por um ABC, obrigatório a partir de janeiro de 2015. E cuidado para não empurrarem a você um BC bem barato, pois as lojas querem se livrar do estoque. Exija um ABC. Caso contrário, multa de R$ 127,69 e cinco pontos no prontuário.

O comentário gerou críticas: alguns leitores entenderam que eu defendia o extintor no automóvel, mas foi apenas um alerta para ninguém cair no conto do vigário e levar outro do tipo BC, que só vale até dezembro de 2014. Extintor é uma aberração e não defendo sua obrigatoriedade no automóvel. Na verdade, só mesmo alguns países incoerentes e corruptos como o Brasil ainda exigem o extintor, mesmo com a injeção eletrônica. Depois que ela eliminou carburador e distribuidor, uma dupla que até parece ter sido projetada para botar fogo no carro, são raros os incêndios em automóveis modernos. Fogo, só mesmo em Kombis e Fuscas...

Extintor sempre foi controvertido. Obrigatório desde 1968, o motorista dificilmente se lembra de onde fica e tem dificuldade para operá-lo corretamente. Pior: raramente tem eficiência ao combater incêndio em automóveis. Sua exigência foi motivada por um poderoso lobby de fabricantes que pressionou o Contran para estabelecer sua obrigatoriedade. Outros países aboliram o extintor quando o carburador foi substituído pela injeção eletrônica. E o inacreditável: em vez de abolir o equipamento, a exigência agora é por outro, mais caro e sofisticado.

Há 10 anos, não satisfeitos de encher as burras com o bilionário faturamento de milhões de extintores, seus fabricantes carregaram para Brasília mais alguns “argumentos poderosos“ e conseguiram emplacar no Contran uma outra resolução, desta vez exigindo um novo modelo de extintor. E a lei mudou em 2005, começando pelos veículos zero-quilômetro. Mas, até o fim deste ano, todos os automóveis terão de substituir os extintores pelos do tipo ABC. Sentiu a mão entrando duas vezes no seu bolso? Depois de utilizado ou dos cinco anos de validade, o ABC não é reciclável nem recarregável e tem que ser descartado e substituído por outro novo. Pode?

Fácil ganhar dinheiro com extintores no Brasil, não? É só multiplicar por R$ 50 (custo dele no mercado) as dezenas de milhões de veículos que ainda têm os antigos, mais os carros na linha de montagem e mais as substituições dos ABC vencidos para se ter uma idéia de quantas centenas de milhões de reais são faturados às custas — como sempre — do indefeso cidadão brasileiro. Um incalculável faturamento originário de um equipamento que, de pouco eficiente na época do carburador, tornou-se quase inútil com a injeção eletrônica dos automóveis modernos."

76 comentários :

  1. Excelente matéria do Boris, parabéns, muito lúcida e clara, só não entende quem não quer. Também entendo que os extintores, no tamanho exigido hoje, ainda mais sem treinamento do condutor, pouco servem e podem até acarretar ferimentos àquele que tentar combater um incêndio. Melhor tomar distância do veículo e deixar o seguro arcar com as despesas que ter o corpo queimado.

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  2. Concordo com a materia. Item este é totalmente desnecessário, retrógrado, claramente mantido por conta de um lobby idiota. Lembram do kit de primeiros socorros a alguns anos atrás?
    Porém, fogo em Fuscas e Kombis chama-se: falta de manutenção em mangueiras e filtros e outras gambiarras/adaptações não originais... Alias, é a causa para princípio de incendio em QUALQUER carro. De Gol a Lamborghini.
    Nenhum carro foi projetado para pegar fogo. Os VW "a ar" pegava tanto fogo que vendeu pouco no Brasil, acredita?
    Que pérola...!

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  3. Barbaridade!
    Não dói apenas no bolso. Dói também no coração, por saber que aqueles que deveriam zelar pelo bem estar do povo, agem ao contrário.
    Isso me faz lembrar 1917.
    CCN 1410.

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    1. Tou contigo CCN. O que me dá é principalmente um desgosto, uma vergonha. De verdade, uma dor na alma de, dia após dia, vermos essas coisas se perpetuando....... ph*d@.... ='/

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    2. 1917? Autoentusiastas de todos os países, uni-vos!

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    3. É, João Guilherme, revoluções não ocorrem à toa. Revoluções ocorrem quando o povo é terrivelmente explorado por políticos em conluio com empresários inescrupulosos. Foi assim na França, foi assim na Rússia, foi assim nos países árabes.

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    4. Quando dizem que os eleitos são representantes de seu povo, não é de se admirar que aqui seja como é. Eles são apenas reflexo do que é o povo que os elege. Nesse sentido, também não a toa que aqui não acontece como na França, Rússia e países árabes.

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    5. Historicismos à parte, revoluções necessitam sempre de lideranças. Coisa que atualmente em Pindorama não temos.

      E França e Rússia, coitadas, depois das 'libertadoras', caíram em ditaduras militares...

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    6. Apesar de esses países (França e Rússia) passarem por momentos de terror após a revolução, o povo acabou em bem melhor situação do que antes.

      Sem a revolução, a França seria como Portugal ou a Grécia, sem destaque algum na Europa e lembrados como os primeiros a entrar e últimos a sair de uma crise. Já a Rússia seria apenas mais um grande país asiático (como Índia e Indonésia) com pouca influência no mundo e uma população miserável. Mesmo Cuba, sem a revolução seria mais um Haiti da vida.

      Não quero defender o comunismo, mas países capitalistas democráticos onde não há corrupção (como Dinamarca ou Taiwan) nunca passam por revoluções.

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  4. É o Brasil sendo cada vez mais Brasil,certas notícias me envergonham,e não sou patriota nem tenho orgulho desse pais.

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  5. Me desculpe, mas eu não concordo com os comentários de quem é contra a obrigatoriedade do extintor. O autor do artigo, não sei se de má fé ou ingenuidade, acha que só Fusca e Kombi pegam fogo. E o tal Fiat Tipo? E os incontáveis Ferraris e Lamborghinis que pegaram fogo por aí? São como Fuscas também? Será que se fosse no Brasil eles se consumiriam até o fim?

    A possibilidade de incêndio é uma realidade nos automóveis, mesmo que ela tenha sido reduzida consideravelmente nas últimas décadas.

    Ano passado meu primo teve um incêndio no compartimento do motor do seu Fiat Palio, fruto de um serviço mal feito nos bicos injetores. Não fosse o extintor, teria perdido o carro. Eu já vejo alguém argumentar "ah mas foi culpa do mecânico" "se ele tivesse seguro..." Não interessa. O Fato é que sem o extintor ele perderia o carro. Simples assim. Se você pode bancar outro no dia seguinte, bom para você. Mas saiba quem nem todo mundo pode.

    É como airbag e ABS. É melhor ter e não precisar que precisar e não ter. Ninguém vai ficar pobre por causa de 50 reais.

    E quem é contra o extintor, teria coragem de se recusar a usar o aparelho no próprio carro em caso de necessidade, ou daria o braço a torcer?

    Eu sou a favor dos extintores, desde que sejam eficientes.

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    1. Clésio Luiz
      Meu pai tinha extintor no Oldsmobile 88 1950 dele. Eu tinha 8 anos e me lembro. Não era obrigatório mas ele tinha. Ou seja, põe extintor no carro quem quer, isso é que é o correto, o honesto.. Está errado na base ser equipamento obrigatório, carro não é ônibus, embarcação ou avião.

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    2. Amigo, respeito sua opinião. É o princípio do alarme anti-furto: com ele, pode-se inibir um roubo. Mas, ele não é obrigatório e passível de multa caso não seja instalado, correto?
      Acredito que ele pode ser um acessório que contribua para a integridade do veículo mas que não pode ser enquadrado como item obrigatorio com aplicação de multa. Se perder meu veículo, o ônus será totalmente meu.
      Desculpe discordar, mas extintor não esta na mesma categoria que air-bag´s e ABS. Extintores protegem ou apaziguam danos ao veiculo (patrimônio).
      A dupla Air bag/ABS resguardam a vida (seja de motoristas e/ou pedestres)
      Portanto, se eu quero resguardar meu patrimonio eu carrego um extintor, coloco alarme, travas no volante, etc etc.. Se quero reduzir o risco à minha vida, air-bag´s e ABS contribuirão para isso.
      Optar por não resguardar um patrimônio tem que ser uma escolha minha não passível de multa. Seu primo certamente andará com extintor pela experiência que teve. Porém eu não quero ser punido por uma escolha onde o custo financeiro (somente financeiro) será 100% meu.

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    3. Respondeu por mim, Bob: quem QUISER que compre um e tenha no carro.

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    4. Só para complementar, a manutençao que seu primo teve com este mecânico picareta ocasionou o principio de incendio. Se seu primo perdesse o veiculo e a justiça brasileira realmente funcionasse com a velocidade e eficiência que merecêssemos, este mecanico seria responsabilizado seriamente pelos danos que causou, sob provas.
      Não sei se agora percebe que o problema é mais embaixo... É mais facil "responsabilizar" o cidadão com multas e custos desnecessários do que fazer uma justiça ou orgão publico funcionar como deveria. Se prosseguirmos neste topico, entraremos na tão discutida "industria da multa" que racionalmente o AutoEntusiastas argumenta há tempos...

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    5. Como um serviço nos bicos injetores pode causar incêndio? só se deixar as manqueiras da flauta soltas, mesmo assim bem complicado, devido ao tipo de trava que vai nelas. Mas não sei se é fato, anda chamando a minha atenção, a quantidade de Fiesta Rocam e Ecosport de geração anterior, entrando em combustão espontânea... só aqui em Goiânia, foram três casos em um ano.

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    6. Se coloca extintor quem quer... que coloque ABS ou Airbag quem quer também... nada mais lógico. Estou sendo irônico, mas é verdade.

      Eu concordo que existe toda uma maracutaia, extintor descartável é um exemplo disso. Mas daí até remover o extintor é absurdo.
      Outro exemplo? Existe industria da multa, mas não é ela que pisa no acelerador do carro. Falta uma boa dose de discernimento.

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    7. Sou obrigado a concordar com o Clesio nessa... os argumentos dele são bastante coerentes.

      Pode-se - aliás, DEVE-SE questionar - a suruba que os legisladores fazem com o assunto, mas a presença do extintor eu também considero fundamental... é como a camisinha: tem que estar sempre a mão para "apagar o fogo" (pressupondo que o usuário saiba operar ambos, é claro...)

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    8. Eu concordo. Já tive um princípio de incêndio no rádio do meu carro, rapidamente combatido pelo extintor. Sempre o tenho em boas condições no carro por causa disso, eventos assim nunca se pode prever.
      Extintor não serve só para resguardar patrimônio, como foi dito. No meu caso, por exemplo, o fogo foi rapidamente extinto e pude seguir meu caminho normalmente. Caso não o tivesse, me carro teria pegado fogo no meio da via, prejudicando muitos outros motoristas, acionando desnecessariamente o corpo de bombeiros, ou seja, causado um transtorno plenamente evitável.

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    9. Eu não tenho extintor em casa, e acho que maioria das pessoas também não, e tenho certeza que muito mais casas pegam fogo do que carros.

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    10. Boa analogia, Benedusi! Estou com a maioria.. quer se protejer, compra. Leonardo Brito, desde quando camisinha é obrigatório? É por uma questão de costume e vale a mesma regra. Anda com ela quem quer se precaver. Obrigatoriedade de extintor é uma burrice e um atentado aos nossos bolsos. Não fosse só para beneficiar os picaretas, porque então a norma não fala que os AB sejam substituídos pelos ABC somente após o fim da validade?
      Brasíl, um país de corruptos!

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    11. Concordo com o Bob.
      É como plano de saúde, tem quem quer (e pode pagar), claro que quem não tem está (mais facilmente) sujeito a morrer num hospital do SUS.
      Lamentavelmente aqui no país das bananas é assim que funcionam as coisas.
      Mas falando do extintor, quem deveria lutar pela sua extinção, com o perdão do trocadilho, são as próprias montadoras. Afinal de contas, elas procuram economizar em tudo o que for possível (e impossível também); assim sendo, por que não liquidar de vez com o vermelhinho?

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  6. E a roda, roda. E o Brasil segue. Para trás! ¬¬

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  7. O fato de ter de trocar o extintor a cada 5 anos é positivo, pois elimina do mercado algumas empresas picaretas que faziam a "recarga" do extintor tipo BC, que precisava ser feita a cada ano, muitas vezes só trocando o rótulo e revendendo como extintor recarregado.

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    1. Concordo. Antes gastava-se R$ 10,00 por ano pra trocar por um recarregado de origem duvidosa, hoje se gasta R$50,00 a cada 5 anos pra trocar por algo de procedência garantida. Ou seja, gasta-se o mesmo no final por um produto de melhor qualidade e ainda com menos chance de se tomar multa, pois antes você tinha de lembrar todo ano de troca, agora só de 5 em 5.

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  8. Como diferenciar o 'BC' do 'ABC'? Está escrito? Confesso minha ignorância absoluta, nunca usei esse troço.

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    1. Bosley de La Noya28/04/14 23:02

      Se você ignora algo tão simples assim, com certeza nem saberia usar o extintor. Mas seria bom se você e os outros reclamões fizessem uma forcinha e aprendessem a usar, pois além de ser utilizado em automóveis, lojas, prédios, oficinas e fábricas geralmente também tem esses "troços" pendurados para serem usados em caso de incêndio...

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    2. Só pra responder ao colega João, os extintores são classificados conforme o tipo de combustível cujo fogo são destinados a combater. Para combater fogo em papel, madeira, etc o extintor é do tipo A. Para combustíveis líquidos, como álcool, gasolina, óleo diesel, etc, é do tipo B. Do tipo C serve para combater incêndios em equipamentos elétricos energizados. Raramente são mencionados os do tipo D, usado para incêndios em metais, sódio, magnésio, etc e o tipo K, destinado ao combate do fogo em óleos em geral e gorduras (combate fogo em restaurantes, cozinhas industriais e comerciais, por exemplo).

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    3. Bosley de La Noya28/04/14 23:02 Se estivessem tão preocupados com a segurança não cobrariam tão caro o extintor ,deveria ser um preço simbólico.

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    4. Não sei usar mesmo. Jamais usei. Obrigado pelos esclarecimentos.

      PS. Dispenso o patrulhamento dos 'palmatórias do mundo', que nunca admitem que não sabem alguma coisa.

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    5. Eu só aprendi o significado do ABC quando fui tirar meu ARRAIS.

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  9. Eu usei extintor uma única vez, quando avistei, uma impecável TL 1971, suplicando por socorro, parada num cantinho da da via, e tufos de fumaça negra, saindo no compartimento do motor... Pedi para o dono... Um senhor desolado, com o corrido, para tentarmos abrir a tampa do compartimento do motor... parte do revestimento traseiro já estava em brasa. Conforme as proporções do incêndio, não adianta bater o pó por baixo, pois ele não atingirá todas áreas afetadas... Abrimos o tampão que cobre o compartimento do motor.. aos poucos.. já fui jogando o pó... Pedi que ele removesse o tampão de uma vez, e já disparei o extintor por completo, e a distância para o pó espalhar bem... Fogo apagado! Depois disso é que chegaram os bombeiros. Detalhe. O extintor do meu velho Uno, era um BC com prazo de validade vencido! Nunca entendi esse negócio de validade em pó químico... se perder a pressão tudo bem vale a troca, mas vencimento? Isso me cheira a pilantragem. Mas eu vejo a outra utilidade para o extintor... Se eu vejo uma pessoa presa num carro que começou a incendiar após um acidente, é claro que eu vou tentar fazer de tudo para extinguir o fogo... É claro que vou querer muito que fazem isso por mim, se eu tiver na mesma situação. Já vi acidentes em estrada, que o sensor inercial, não foi suficiente para conter o início do incêndio. Os curto circuitos são comuns nessa situação. Pelo menos em uns três acidentes que aconteceram nas Rodovias que cortam aqui na região os carros se incendiaram e eram todos novos. (Fiesta Rocan, Novo Uno e Gol).

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    1. Nâo sou especialista no assunto, então vai uma OPINIÃO DE LEIGO. Quando você disse "O extintor do meu velho Uno, era um BC com prazo de validade vencido! Nunca entendi esse negócio de validade em pó químico... se perder a pressão tudo bem vale a troca, mas vencimento?", vamos lá...Acho o que vence não é o pó, mas a pressão do cilindro para expelir o produto que baixa. Na recarga, penso que eles dão apenas uma recarga na pressão com algum gás ou coisa que o valha, o pó permanece o mesmo. Certa vez, um amigo com um extintor vencido fez uma ateou fogo nas folhas do quintal da casa e apagou a fogueira com o extintor, utilizando todo produto. Quando ele levou o cilindro para troca, ele me disse que o vendedor NÃO FICOU NADA FELIZ!!! Pode ser bobagem minha, mas acredito nesta tese. Abraços, Baptista.

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    2. Lorenzo Frigerio29/04/14 13:12

      Já presenciei uma cena dessas. O carro que estava pegando foco era um Chevy Monza. São sempre esses carros velhos que pegam fogo, e que não têm extintor de incêndio quando isso acontece; invariavelmente rola a cena do infeliz pedindo socorro e filando o extintor dos outros.

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    3. O pó, no caso do extintor BC, é bicarbonato de sódio. Ele não tem validade e pode até ser reaproveitado. Normalmente este pó em contato com umidade pode "empedrar", o que impede o funcionamenro. O que se faz com o pó é submetê-lo a um processo de secagem e peneiramento para eliminar eventuais pedras.

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    4. Lucas dos Santos30/04/14 22:42

      Anônimo29/04/14 10:06,

      O seu comentário me fez lembrar de uma prática comum no supermercado onde eu trabalhava. Lá, sempre quando o prazo de validade de algum extintor expirava, eles faziam questão de esvaziá-lo e só enviá-lo assim para a recarga.

      Com isso, aproveitava-se os extintores vencidos para treinar os funcionários sobre como usar um extintor em caso de emergência.

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    5. Lucas dos Santos, quando trabalhei em revenda de carros usados, volta e meia nos víamos obrigados a comprar extintor novo (na verdade recondicionado) para poder aprovar algum veículo na famigerada vistoria do DETRAN. Era mais rápido e barato do que ficar discutindo fiado com um servidor cheio de razão.
      E na hora de dar o antigo na troca, fazíamos justamente isso, romper o lacre e esvaziar antes de enviar ao fornecedor. Pois sabíamos que este poderia fazer somente a troca da etiqueta. E já vi muita gente ser ludibriada tendo o seu extintor ABC dentro da validade trocado por um BC etiquetado, e ainda deu R$ 15 ou 20 "de volta". Isso em carros praticamente novos, com menos de dois anos de uso. E não existe qualquer fiscalização. Aviltante.

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  10. Mais um item para movimentar a indústria do roubo/ peças usadas...

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  11. Marcus Lahoz28/04/14 21:09

    Mais um item para roubar o povo.

    Este governo do pt quer acabar mesmo com o Brasil.

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    1. PT? A obrigatoriedade vem desde 1968... Só mudam as moscas...

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    2. A diferença é que as moscas do PT são daquelas verejeiras.
      BZZZZZZZZZ...

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    3. Agora está na moda odiar o PT e dizer que tudo é culpa deste partido...kkk
      Se fosse para odiar um partido eu escolheria o PSDB, que em oito anos de governo causou mais estragos ao país e prejudicou mais os pobres do que qualquer outro governo.

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  12. E mais uma vez o bolso nosso sofre uma tungada.

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  13. Excelente matéria!, eu nunca havia parado para pensar na inutilidade de extintores em automóveis. Entretanto, já me irritei quando tentaram me vender extintores recarregáveis, quando os "descartáveis", com validade de cinco anos, já eram obrigatórios. Achei que fosse vantagem, mas agora, depois de ter lido esse texto, me dei conta de que é um dinheiro jogado no lixo, e uma mina de ouro para os fabricantes do equipamento.

    Antigamente, os extintores eram de gás carbônico, e, pelo menos, serviam para encher pneus...

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  14. Brasil: um país de tolos.

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  15. E digo mais: você até exagerou na questão da dupla carburador-distribuidor. Sempre tive carros assim, sempre mantendo a manutenção em dia - mangueiras novas, tudo impecável. Nunca um carro pegou fogo na minha mão. Mais um motivo pra isso não ser obrigatório.

    João Paulo

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    1. Nunca diga nunca meu amigo João Paulo. Você pode queimar a língua. Literalmente...

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  16. Extintor é coisa de país corrupto e desorganizado. Verdade.

    E Kit de Primeiros Socorros com tesoura infantil e pacotinho de gaze, é coisa de país de que tipo?

    Acho melhor deixar essa pergunta sem resposta.

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    1. Interessante que, naquela época do Kit, o sofisticado Kit de Primeiros Socorros que vêm nos Mercedes-Benz foi rejeitado, e os Mercedes-Benz vendidos aqui tiveram de usar aquela porcaria ao invés do kit em aço cirúrgico alemão. Alguns modelos da Mercedes vinham com os dois...

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  17. Leo Cordeiro29/04/14 06:28

    Clésio Luiz:"ninguém vai ficar pobre por causa de 50 reais". Mas muita gente já ficou rica com os milhões de extintores vendidos a 50 reais no Brasil.

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  18. E o importante é a Copa de jogo de bola, a novela, o Carnaval e o Big Brother. O resto, " nóis si vira mano ! "

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  19. Um um país corrupto como o nosso, o melhor é não ter mais carro, lembrando que se o país conquistar a copa do mundo ,haverá carnaval desfile e aumentos da gasolina diesel alcool e da energia elétrica.

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  20. Bob ,creio que os vilões dos incêndios não eram os carburadores/distribuidores mas sim as mangueiras e encaixes ,que ao meu ver antigamente eram problemáticos ou de material de mais frágil do que hoje .

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    1. Speedster,
      Certamente que carburadores e distribuidores não eram os únicos vilões, mas, como você viu, foi transcrição de matéria e não me cabia alterá-la.

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    2. Bob Sharp29/04/14 10:48
      Perfeito Bob ,me expressei de forma errada ,na verdade estou discordando do Boris,até a próxima...

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  21. Minha opinião é a seguinte: deveria ser uma opção livre e não obrigatório passível de multa. Mesmo que fosse opcional, eu optaria em ter um extintor no carro. Como compulsório, que tal obrigarem os fornecedores de extintor a fornecer um livreto de instruções funcionamento e forma correta de combate do fogo com o equipamento? Sei que já existe essas instruções no corpo do extintor e poucos fazem como eu que retira o extintor para ler as instruções, juntamente com o manual do veículo. Mas acredito que esses instruções 'no papel' junto ao manual do veículo (assim como existe o livreto de segurança no trânsito) seria bem interessante.

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    1. Não dá esta idéia de livrinho, por favor, que acabam fazendo e cobrando o olho da cara por eles...

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    2. Em teoria o custo seria mínimo, mas como tudo costuma ter um valor acima do normal....imaginei algo bem simples.

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  22. Bob, uma sugestão: seria interessante o acréscimo de uma ou mais imagens dos diferentes tipos de extintores para evidenciar a diferença entre ambos. Eu mesmo não sei diferenciar um do outro, infelizmente.
    Ficarei atento à troca no fim do ano.

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  23. Acho muito polêmico, já usei meu extintor para ajudar numa colisão em que um dos carros acabou se incendiando. Sei que existem sistemas de segurança que cortam o combustível e etc mas falham. Se não tivesse extintor a pessoa teria morrido carbonizada pois estava presa dentro do veículo.

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  24. Eu tenho 2 conhecidos com relatos interessantes a respeito do uso de extintores, não apenas em veículo, mas também em imóveis e prédios em geral.
    Um deles trabalhava em uma grande empresa fornecedora de extintores, de todos os tipos. Não posso e nem vou relatar detalhes de como ocorrem as manutenções para não compromete-lo - também não me comprometer, já que não tenho provas - mas de forma alguma são confiáveis. Em um dos casos, o que achei um absurdo, o extintor estava com prazo de validade vencido. Foi levado para a fábrica, teve a pintura refeita, foi trocado a etiqueta de validade e só! Precisa dizer mais alguma coisa? Fora outros casos que como citei, não irei entrar em detalhes...
    O outro conhecido é da área de segurança patrimonial. Ele relatou que são poucos os profissionais realmente capazes de fazer uma inspeção correta nos equipamentos, e não são todos que controlam a periodicidade da validade dos extintores. E menos pessoas ainda sabem a forma de operar corretamente os extintores em caso de incêndio, o que seria uma tarefa básica em se tratando de segurança! Isso representa um risco enorme em ocasiões de emergência, onde seria necessário o uso de extintores.
    Isto posto, fica a pergunta: as mesmas pessoas que determinam a obrigatoriedade do artefato têm conhecimento desta causa? E não estou falando apenas de governo, mas também instituições que normalizam a segurança patrimonial e pessoal no país.

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  25. Não estou defendendo extintores em automóveis, até mesmo porque não quero levar uma bronca do Bob (adoro as broncas do meu xará Bob, desde que em outros), o que vou contar é que já impedi a propagação de um PRINCÍPIO de incêndio (extintores agem apenas em princípios de incêndio) na casa de um amigo, decorrente de uma panela com óleo de cozinha esquecida no fogo, com o extintor de incêndio do meu carro. Corri, abri o carro, arranquei o extintor do seu "berço", voltei correndo e arrancando a trava do extintor, entrei na casa e apaguei o fogo que havia, enquanto meu amigo, dono da casa, engenheiro, nem havia conseguido tirar a trava do extintor que tinha dentro de casa. Acontece que eu tinha treinamento (básico) de prevenção e combate a incêndio, recebido na empresa onde trabalho. Conclusão: é muito mais importante o treinamento que o equipamento; devemos ter extintores (ou outros equipamentos de segurança) em casa.

    Abraços.

    Roberto Neves

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    1. Lorenzo Frigerio29/04/14 13:19

      Também quase botei fogo na casa uma vez. Eu estava na cozinha preparando cera para móveis com terebintina quando a mistura se inflamou. A mistura estava num pote de plástico e o fogo se alastrou do bico, derretendo o pote. No desespero, joguei água (nunca faça isso!), alastrando o fogo. O que me salvou foi o extintor de incêndio do carro. A empregada é que não gostou de ter que limpar a bagunça depois, todo aquele pó misturado com cera, e o teto ficou enegrecido. Então, sabendo que ninguém tem extintor na cozinha, o do carro tem suas utilidades.

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  26. Eu acho que os extintores se tornaram obrigatórios por causa da Kombi - essa sim, um perigo real de incêndio! Já vi umas 5 pegarem fogo. Os outros com motor a ar que esquentam pra cacete também têm um risco maior de incêndio. Em qualquer outro carro refrigerado a água e com o tanque atrás, se pega fogo é por pura falta de manutenção.


    João Paulo

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    1. Isso, culpe o carro que se incendia. Culpe a arma que dispara, e culpe o carro que atropela pessoas e causa acidentes...

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  27. Agora começou a negociação das montadoras com o Governo novamente... pátios cheios e ameaça de demissões... diminuir o preço, nem pensar!!! Como o governo é corrupto e precisa de $$ para a campanha, vão ceder novamente...

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  28. Acredito que o ideal seria respeitar a validade dos atuais extintores e que a troca por um "melhor" seja natural, sem datas... no vencimento do modelo ultrapassado. Controle feito nos fabricantes, não nos consumidores como é hoje.

    O correto uso do extintor devia ser tema na formação do motorista, que é uma piada e devia ser atualizado como um todo.

    Retirar o extintor não é solução pra nada. - Ah, mas nunca usei. Tudo bem, eu também nunca bati e nunca usei o cinto de segurança. Posso andar sem?

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  29. O fabricante do extintor deve estar contribuindo com o fundo de campanha do partido...

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  30. Também sou contra extintor em automóveis. A chance de um veículo atual se incendiar é mínima, não justificando o equipamento.

    Meu carro é 2007. O extintor é o original. Nunca sequer o retirei do local.

    E, por incrível que pareça, nos últimos anos, somente me deparei com carros incendiados em viagem para a Alemanha, em 2011. Dois BMW.

    Mencionaram aí o kit de primeiros socorros. Lembro que na época, meu pai (eu ainda não dirigia) comprou os tais kits. A tesoura já vinha inclusive enferrujada.

    Alguns ganharam muito dinheiro com essa medida. Da mesma fora aquele selo de "IPVA PAGO", que era obrigatório fixá-lo no parabrisa em 1997. Se não me engano, a empresa que produzia tais adesivos era ligada a um deputado.


    Marco

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  31. Esses dias minha mãe me relatou um fato muito engraçado. Ao abastecer o carro o frentista perguntou se ela queria que ele verificasse o extintor. Minha mãe nem sabia que havia extintor em seu Fiat Uno 1996. Resultado: O extintor estava vencido desde 1998! desde que ela comprou o carro. Mais um pouco e este extintor ia cumprir a maioridade penal dentro do carro dela.

    Sou totalmente contra a este inútil acessório. Tendo conhecimento em incêndios devido a um curso que fiz na Brigada de onde trabalho, sei que manipular um extintor não é tarefa para qualquer um, podendo causar inclusive ferimentos em pessoas sem o devido treinamento. A carga dele também é tão pouca que mal apaga uma churrasqueira. Além disso, fica feio e incômodo sua localização, principalmente em carros importados, que não foram originalmente projetados para o mesmo.

    Mais ridícula que essa lei, só a que obriga o cambão de reboque na Argentina, se é que a lei ainda exista.

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  32. Bob,

    Esse lobby do extintor me lembra o lobby mundial do gás refrigerante e também a antiga aberração brasileira: "kit de primeiros socorros".

    Se possível, gostaria bastante que fosse feita uma publicação sobre o kit de primeiros socorros, que ainda bem que caiu por terra.

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  33. Douglas
    Não vejo absolutamente nada de errado em haver um kit de primeiros socorros no carro. Inclusive — já contei isso aqui — quando eu estava na GM e caiu a obrigatoriedade, veio ordem da diretoria para retirar os kit de todos os carros de frota para doá-los a Santas Casas, postos de saúde, creches etc. Me opus veementemente, não tinha nada que tirar do Omega que eu usava, deu a maior confusão, mas fiquei com o kit. Certos itens não custa ter, como na Europa, jalecos laranja para o caso de se precisar sair do carro, como para trocar um pneu.

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    Respostas
    1. Tê-los, OK. Mas não que sejam obrigatórios, não é?

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  34. Detalhe: já não basta ser obrigatório, o dito aparelho ABC não é recarregável ou reciclável. Engraçado terem aprovado isso com uma "preocupação" atual tão grande a cerca dos impactos ambientais.

    KzR

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  35. Em parte eu concordo com alguns que somos bastante "reclamões".. afinal, qualquer um pode contestar, denunciar no MP, solicitar esclarecimentos e, em última hipótese, abrir uma ação popular.. Mas.. é mais fácil ser ativista de cadeira mesmo... Afinal, dá trabalho, a gente passa raiva...
    Quem sabe uma hora a gente começa a tomar mais atitudes...

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  36. LeandroL64130/04/14 17:35

    Ah, vá. Agora tem essa? Os caras só vão parar quando tirarem tudo da gente, meu Deus!!
    Que bom então que eu comprei um daqueles extintores descartáveis que só valem 1 ano, só pra fazer a vistoria do meu carro mesmo, pelo menos não vou passar tanta raiva quando tiver que trocar um que ainda tenha 4 anos de validade.

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