DE CARRO POR AÍ





Coluna 1514  9.abril.2014                           rnasser@autoentusiastas.com.br        

Carro 0-km? Cliente da Caixa? É contigo
A indústria automobilística pegará carona com a Caixa Econômica tentando vender carros novos, mexer com o mercado — e reduzir o estoque de 50 dias de produção, hoje nos pátios dos fabricantes e seus revendedores. Não é espaço especial, mas todas as revendas aderentes. O banco estatal intenta aumentar sua participação na carteira de financiamento de veículos após ter-se envolvido e assumido o Banco Pan Americano. Na promoção, executivos da Caixa auxiliarão rápido curso, e seus clientes têm crédito pré-aprovado.
É apenas notícia, registro, evento. Em nada resolverá a conta enfrentada pela indústria automobilística e seus desdobramentos econômicos, do fabricante de arruelas ao motorista do caminhão-cegonha: produção descombinada com vendas, estoques de quase dois meses, demissões, pequenos fornecedores.
Não terá conserto rápido, e as causas são conjunturais, psicológicas, econômicas, físicas. Do medo sobre o futuro da economia, incerteza da veracidade dos dados oficiais, dúvidas quanto aos próximos meses, receio em contrair compromissos, dúvida no aplicar verbas grandes e mal administradas para fazer a Copa do Mundo. Para completar, a peneira mais fina dos bancos para conceder financiamentos a clientes já endividados por outras aquisições de consumo.
Rogélio Golfarb, vice-presidente da Ford conclui, boa parte dos estoques foi gerada pela ampliação da capacidade produtiva dos fabricantes de veículos.
Todos investiram para construir maiores volumes, atender ao mercado de vendas ascendentes, e agora se surpreendem com a falta de demanda. Golfarb projeta que haja 1/3 de capacidade ociosa atual, e estoque superior a mês e meio. Em sua marca, diz, não há tal crise, pois desde o ano passado a produção foi reduzida, e chegou a parar a linha de produção de caminhões em uma semana, no adequar a boca do forno ao tamanho do balcão. No setor a Volkswagen deu férias não previstas, Mercedes diminuiu dias de trabalho e incentiva demissões.
No global, o mercado está contraído e seus números exatos discrepam nas comparações entre a queda de fabricação, de vendas e de licenciamentos.
Como planejamento no Brasil se faz para resolver problemas já ocorridos, não se fala em fórmula para socorro oficial, mas deve ocorrer, turbinados pelos sinais da pré-crise em período eleitoral. Em nome de eleger correligionários, arrepiam-se com a redução econômica, expor a crise e desemprego, em especial no reduto original do ex-presidente Lula e da base sindical do ABC paulista.
No usual socorro oficial é sem criatividade. Para atender a dois segmentos pontuais, opostos como capital e o trabalho, a solução é, sempre, reduzir impostos para baixar preço final e fomentar vendas. Na prática, desassistir a população em geral, abrindo mão de volume de dinheiro tão necessário a ser aplicado em segurança e saúde, relegados neste período onde a prioridade dos governantes é o futebol e sua Copa.
A discussão supera simples fomentar vendas para livrar os estacionamentos das fábricas e seus revendedores. O país, com suas principais cidades quase imobilizadas por falta de planejamento e investimentos no ampliar a rede viária, quer receber mais veículos novos? Ou está na hora de sentar, desenhar e cuidar do futuro?

Outro 1.0 de três cilindros, o Ford
A Ford é a segunda indústria de automóveis no Brasil a produzir motores com
base em 1.000 cm³ de cilindrada deslocados em três cilindros. É caminho mundial para reduzir peso e otimizar rendimento. Aqui são disponíveis no Hyundai HB20, importado, e no VW up!, produzido em São Carlos, SP. Caso Ford, fábrica especial em seu complexo industrial em Camaçari, BA. Moderno, laureado em 2013 como “International Engine of the Year” — tipo melhor motor na cilindrada. Tais, com três cilindros e 1,0 dão jogo. Podem ser reduzidos ou ampliados em cilindrada, assim como receber turboalimentador, e ser unidade de força de veículos diversos.
O motor Ford tem peculiaridades, agregando o pico da tecnologia para a cilindrada. Do balanceamento realizado pelo preciso desbalanceamento do volante do motor — forma de dispensar os contrapesos no virabrequim e reduzir peso —,  duplo comando, quatro válvulas por cilindro; sistema de abertura variável em todas; truques para rápido aquecimento do motor; coletor de escapamento fundido direto no cabeçote (deve haver melhor jeito de fazer, os dutos se juntam num só, há aspereza interna e é perceptível o relevo do encontro das formas de fundição. Fossem tubos individualizados e mais lisos geraria, pelo menos, mais um potrinho). Injeção multiponto, solução de custos contidos relativamente ao modelo europeu, que é direta. O bloco não é de alumínio, mas de ferro fundido, pequeno, abrigando peça unindo as três camisas dos cilindros. Explicação da Ford, ser de ferro permite utilizar o turbo alimentador. Blocos pequenos em alumínio não o suportam. Inicialmente irá ao novo Ka, produto pós-Copa. Depois, com turbo, para veículos maiores, como o New Fiesta e o EcoSport.
Será o 1,0 mais potente do mundo: faz, diz a Ford, 85 cv usando álcool e produz
10,7 m·kgf de torque, também maior da categoria. HB20 com
80 cv e up!, 82.

Novo motor Ford 1,0


Fim do mês, novo Fit
Produto rentável, meio milhão produzido no Brasil, a Honda deu gás, atualizou Fit, seu veículo de entrada no mercado, e venderá, ao final do mês, a edição 2 e 1/2. Reformulação inteligente, alterou a estética, manteve as dimensões externas, mas aumentou a distância entre eixos em 5 cm — bom ganho incrementa conforto interno, maior argumento de vendas junto às mágicas capazes com o arranjo dos bancos.
O Fit traz ao Brasil a nova assinatura familiar Honda, dita Solid Wing Face. Mecanicamente não se marcará, como imaginado, pelo motor com injeção direta de combustível. Aprimorou o 4-cilindros em linha, colocado transversalmente na dianteira, 1.500 cm³ com 16 válvulas de abertura e fase variáveis, reduziu atrito entre partes e, com isto ganhou em dirigibilidade e impressão de potência superior aos oferecidos 116 cv e 15,3 m·kgf de torque.
Câmbio manual, cinco marchas e opção com CVT — de polias variáveis, com menor consumo de energia — e que se dirige como automático.
Derivados do Fit: sedã City no segundo semestre e, ao Salão do Automóvel, outubro, vendas em 2015, um utilitário esportivo com nome em pesquisas.
A julgar pelos preços de Fit e City, com certeza a nova variante terá nome japonês — Takaro.

Novo Fit

Nova assinatura familiar diz ressaltar o "H", mas parecem chifres

Roda-a-Roda

Plus – Quer mais de um automóvel Mercedes? Há no mercado possibilidades em
desempenho: versões AMG acessíveis nas revendas da marca. E os Brabus.
História – Empresa alemã, fundada em 1977, especialista em bons trabalhos em melhorar Mercedes e iates com responsabilidade e garantia — as peças Mercedes  agüentam desaforos. Representante no Brasil, Strasse inicia vender através da Europa Motors, logo permeando a Rio, Brasília, Curitiba e Salvador.
Que e quanto – Inicia com C 180, motor 1,6 turbo, potência elevada a 182  cv, preço R$ 149 mil. Últimas unidades — nova linha no segundo semestre encontráveis a médios R$ 105 mil. C 200, 1.8 turbo e 224 cv aos R$ 175 mil. Topo de linha, CSL 63. Motor V-8 biturbo, 620 cv a US$ 310 mil. Assemelhado, o AMG 63 custa US$ 321 mil.
Mais - Detalhes aditivando aparência, funcionamento e segurança — aumentar  velocidade e aceleração exige aprimorar direção, suspensão e freios. E garantia. Motores, dois anos ou 100.000 km — o ultimo a ser atingido.
Parte – Peças e acessórios para Mercedes normais. De pinos para travar portas, a manetes para troca de marchas sob o volante, os pomposos paddle shifters.
Mais – Marca existe no Brasil, registro do grupo Souza Ramos. André Novis, diretor, informa ter feito acordo com a chegante, permitindo uso se precedido pelo termo Germany, o que não ocorre. Vai aos tribunais. Diria Romário, filósofo e bom deputado federal, a nova Brabus mal entrou no ônibus e já quer a janela.
Caminho – General Motors anuncia nova família de motores três-cilindros, 12 válvulas de acionamento variável, injeção direta, turbo. Mudando cilindrada e  aplicando turbo equipará veículos compactos e pequenos, incluindo o Cruze.
E mais – Diz, de operação mais suave que os VW EA211 e os Ford de três  cilindros. Será aplicado em cinco marcas GM e 27 modelos até 2017.
Esqueça – Mas não será produzido aqui, exceto se a filial local se impuser à administração superior, mas nos EUA, China, Hungria, México e Coréia do Sul.
Sintonia – Mitsubishi tem série especial Savana do picape Triton. Restritas 200 unidades, plaqueta numerada no painel, emblema do Mitsubishi Motorsports 20 Anos, sobrecapas do revestimento interno em neoprene, adesivos.
Detalhes – Cor especial, bege Jisan, — Al Jisan é a Pirâmide de Gisé, uma das sete maravilhas do mundo —, e informa Renato Muratori, diretor da empresa, é mistura de lama, terra e areia.
Do ramo – Japoneses com os olhos menos puxados — a empresa aqui é 100% nacional — foge das liquidações. É especial até como série especial, não está em estoque, mas feito sob encomenda: www.l200savana20anos.com.br
Preferência – Má a informação: Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, preso, ganhou Ranger Roger Evoque de doleiro por consultoria. Cliente e patrão estão presos e o doleiro do caso André Vargas. Antes, outro periférico do poder, o Silvinho Land Rover, havia ganho um Defender em mau feito. A marca se arrepia com a possibilidade de ser identificada com tais clientes.
Design – Lexus, marca luxuosa Toyota. promove exposição na Semana do Design em Milão e, nele, concurso mundial Lexus Design Award.
Conserto – Citroën protocolou chamada de recall no Ministério da Justiça. Coisa
ampla, quase 89.000 modelos C4 Pallas, Hatch e VTR, produzidos entre dezembro de 2006 e novembro de 2012.
Desinteresse - Razão prosaica não fosse o risco de incêndio: remoção parcial ou má recolocação da manta de isolamento acústico, que pode cair sobre a tubulação do escapamento do motor, causando chama.
Onde – Tens? Confira: 0800 011 88, sítio www.citroen.com.br, e Ministério da  Justiça, http://portal.mj.gov.br/recall.
Porrete – Vamos combinar, mecânico de revenda autorizada, ao remover partes do carro e, por simplificação do serviço, não as repõe nas especificações originais, é caso para Citroën dar um aperto — no dono das revendas.
Ocasião – Bons negócios no mercado a apreciadores de descontos: Honda Fit nas últimas unidades antes do lançamento de modelo novo — muda muito —,final do mês. Outro, Renault Sandero, ora em série despedida. Se você gosta de argumentar para fazer economia, hora é esta.
Promoção – Mercado parado, exigindo vender, terá série de promoções: descontos ou financiamento a juros zero – pré-pagos no desconto não concedido; feirão de fábrica, vendas diretas, ingressos para a Copa, TVs de plasma...
Tecnologia – Fabricante de GPS, a Garmin tem novidade no mercado: o HUD – head-up display, no programa Navigon, recebido em Smartphones e dele projetado no pára-brisa do veículo. Dispensa mudar o olhar, mantendo-o à frente. Dados incluem velocidade, tempo para chegar, radares. R$ 699.
Ciclo – O Inmetro, instituto oficial de metrologia, baixou a Portaria 123/2014 obrigando certificação de peças de reposição para motocicletas. Quer garantir qualidade. http://www.inmetro.gov.br/legislacao/rtac/pdf/RTAC002103.pdf
Ciclo – Transportadora TNT aposta fichas ecológicas em mudança de logística: nas cidades, para a coleta e entrega final de encomendas, mensageiros, a pé.
Cala-boca – Para quem não conhece e critica o maior encontro de antigos na América Latina, o argentino Autoclásica, programas sobre ele. Sábado, 12, 22 horas, ao vivo, http://www.ar.elgarage.com/tv/el-garage-en-vivo, no site do programa El  Garaje: http://www.ar.elgarage.com;
e http://www.ar.elgarage.com/tv/programas
DNA – Também no automobilismo – sorte nossa. Pedro Piquet, 15, mais novo do tricampeão mundial Nélson, estreou e venceu na abertura de temporada da Fórmula 3 Brasil: pole-position com 55m712s, melhor tempo já marcado no circuito de Tarumã, RS; carro morreu na largada; saiu em último; ultrapassou todos, venceu.

Pedro Piquet. Barba, cabelo e bigode...

Idem – Mesmo rastro genético no talento de Pietro, 17, neto do bicampeão Émerson Fittipaldi, vencedor na abertura da Renault BARC, categoria de base na Europa. Ambos esperança para o futuro.
Gente – Sérgio Ferreira, executivo, de volta. OOOO Era Chrysler, saiu para vice-presidente da Nissan, voltou. OOOO Convite pessoal de Sergio Marchionne, o capo de tutti capi na organização Fiat Chrysler. OOOO Missão, crescer a marca Jeep no Brasil, turbinada pela produção do jipinho Renegade em nova fábrica Fiat, Goiana, PE. OOOO Carlos Eugênio Dutra, engenheiro, feliz, deixa o acúmulo com a posição de Diretor de Planejamento e Estratégia de Produto de Fiat e Chrysler. OOOO Mathias Carlbaum, novo diretor-geral para vendas na Scania. OOOO Substitui Roberto Leoncini, que foi para idêntica função na Mercedes. OOOO Jenson Button, piloto de Fórmula 1, merchandising. OOOO Fora das pistas dirigirá modelos Rolls-Royce para promover a marca. OOOO No Brasil, Rolls é um dos carros de uso do tricampeão Nélson Piquet. OOOO Porém a BMW, dona da marca, não capitaliza o fato. OOOO

RN
A coluna "De carro por aí" é de total responsabilidade do seu autor e não reflete necessariamente a opinião do AUTOentusiastas.

17 comentários :

  1. O PT caminha rumo a hegemonia no poder. Enche a barriga do povão que o elege e sustenta financeiramente com dinheiro público os ricaços que financiam suas campanhas.

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  2. Vendas em queda mas os preços subindo!

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    1. Claro!

      Assim quando o desgoverno arriar as calças e baixar o IPI, as sanguessugas lançam campanhas publicitárias pra convencer trouxa a comprar porque "baixou" quando na verdade não baixou coisa nenhuma!

      Elas não estão vendendo nada agora pra vender MUITO daqui alguns meses.

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  3. Louvável a atitude das fabricantes com seus pequenos motores de três cilindros. Só falta agora um sistema de troca de motores usados por retificados de fábrica.
    Também imagino uma mentalidade diferente de nossos governantes, empresários e consumidores, em fabricar e consumir carros menores, mais econômicos, baratos, menos taxados e totalmente recicláveis. Isso evitaria a enormidade de sucatas abandonadas ao léu e ainda geraria mais empregos.
    É difícil acreditar nas boas vendas do "Takaro". Deve existir algo de muito bom nesse carrinho que eu não sei. Futuramente talvez eu compre um para averiguar o que pode ser.
    Dizem que ele é muito ruim em ultrapassagens. Será que com câmbio manual também?

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  4. Saudades do FHC.Estamos indo pro buraco meu caro Nasser.

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  5. Nasser.
    Penso a mesma coisa em relação ao motores modernos com coletor de escape integrado ao cabeçote.
    Dizem os engenheiros que é justamente para aquecer mais rápido o motor. Mas tem outras maneiras de aquecer o motor de forma rápida, uma delas fazendo uso de resistências elétricas que inclusive alguns motores tem. A velha tomada de ar junto ao coletor de escape, que deixaram de usar!!!. Hoje é possível fazer controle eletrônico dessa válvula que permite ou não o fluxo de ar aquecido pelo coletor de escapamento chegar na admissão. Nos motores flex principalmente no inverno rigoroso no sul, melhoraria muito a performance do motor e economia de combustível na fase fria. Quem já enfrentou temperaturas abaixo de zero, sabe do que estou falando.
    Desde os primórdios do desenvolvimento dos motores, os engenheiros descobriram que o sistema de escape tem grande importância no desempenho do motor. Alguns fabricantes exploram isso mais que os outros. E agora eles simplesmente ignoram. Tenho certeza que um coletor de escape com tubos individuais e otimizados faria esse motor Ford, bem como o do UP! ter mais potência por toda a faixa útil de rotação. Isso me cheira economia na produção desses motores, pois outros tantos motores modernos destinados a carros de maior valor os coletores de escape bem desenvolvidos ainda estão lá.
    Abraços.

    Real Power

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    1. Lorenzo Frigerio11/04/14 15:16

      Real Power, o coletor de escape integrado aquece o MOTOR mais rápido. Não tem nada a ver com os carros antigos, carburados. Naqueles, as resistências elétricas e a mufla em volta do coletor de escape aqueciam o ar da admissão, para evitar que o combustível vaporizado pelo carburador tornasse a se liqüefazer em contato com as paredes frias do coletor, especialmente em carros a álcool, mesmo porque a vaporização produzida pelo carburador era de má qualidade. Hoje, os carros são injetados e a mistura é vaporizada por injetores sob alta pressão, direto nas válvulas de admissão. E o motor sempre produzirá mais potência, quanto mais frio e denso for o ar da admissão. São situações e épocas totalmente diferentes.
      Quanto aos escapes com tubos individuais, o benefício é pequeno para justificar o custo; por isso, o artifício só é usado em motores mais potentes, porque em porcentagem equivale a um número maior de cavalos. Além do mais, carros injetados não se beneficiam tanto de um escape dimensionado quanto os carros carburados, pois nestes o movimento dos gases de escapamento ajudava a puxar a mistura fresca vinda do carburador.

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    2. Lorenzo, a resistência elétrica é instalada geralmente próximo ao cabeçote para aquecer a água, não o ar. Está presente em caros modernos na Europa. Ar frio na faze de aquecimento não interessa em nada. Na fase fria o motor polui muito mais. Mais potência com motor fria não é algo que venha a ser de grande importância assim. Temperatura do ar inferior a 18º já torna a queima quando usando álcool menos eficiente. Para um motor a álcool estando a 40º é ótimo, a gasolina 30º. Se consegue cerca de 1,5 % a mais de potência do motor quando se reduz 15º na admissão, mas isso quando esta temperatura é superior a 60 a 70º. O escapamento é de extrema importância, não importando como a mistura é formada. O motor em si não sabe o que esta alimentado ele. Para ter noção, os motores de F-1 aspirados tem seus coletores extremamente estudados, e chegou-se a conclusão que o escape só perde um pouco da sua influencia na performance do motor em rotação acima dos 15000 / 16000 RPM. Quando mais baixa for a rotação do motor, mais influência tem o escape na potência do motor. Na própria F-1 o regulamento sempre teve algumas informações sobre a geometria e dimensional do coletor de escape, para limitar a performance do motor, exigindo por exemplo um comprimento máximo para fazer a transição entre uma forma geométrica e outra. A quem define que a performance do motor depende de 3 grandes grupos. 1º Admissão, 2º ignição e 3º escapamento. Se um dia tiver a oportunidade de colocar um sistema de escapamento realmente bem feito no motor, vai perceber o quando ele influência na performance. Se conversar com qualquer preparador de alto nível e dizer a um deles que o escape não influencia num motor injetado, eles vão chorar, em vez de rir.

      Abraços

      Real Power

      muito enganado a respeito de sistema de escapamento

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    3. Lorenzo Frigerio12/04/14 15:52

      Real Power, resistência elétrica no cabeçote é coisa para países frios. Aqui no Brasil, mesmo em São Joaquim, seria de menor utilidade. O mesmo vale para os outros dispositivos, ficando nos carros injetados.
      Quanto aos coletores de escape dimensionados, a Fórmula 1 é o pior exemplo possível, pois são carros de potência extrema para competição. Os benefícios de escapes dimensionados, nos outros usos, são marginais, ocorrendo somente a rotações elevadas. Em rotações normais de rua, não há ganho de potência algum.
      Nos sistemas de injeção de combustível (multiponto), apenas ar passa pelo coletor de admissão. Os coletores de admissão desses carros têm um "pulmão" com amplas borboletas na entrada, portanto esses sistemas apresentam pouca restrição. Os sistemas carburados, em que o ar tinha que passar pelo "gargalo" do venturi do carburador para provocar a vaporização do combustível, era muito mais restritivo. Você pode preparar um motor carburado, com dimensionado tubular e carburadores com venturis grandes, para que não haja restrição, mas não pode passar de um certo ponto, senão o carro não poderá ser guiado em baixa. A injeção elimina grande parte desses problemas, pois o motor pode ter o ar e o combustível que quiser. É bom lembrar que é possível desenhar coletores de escape de ferro fundido que fluem bem. A única coisa que eles não terão será a característica única dos tubulares, de poder ser sintonizados para transmitir a onda de choque negativa durante o cruzamento das válvulas, mas, não havendo carburadores (em especial Weber DCOE), esse benefício será desperdiçado.
      Portanto, a fábrica pode dotar um motor moderno de rua de coletor de escape tubular, mas isso será mais marketing, ou então por razões de custo, quando se trata de uma série limitada.

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    4. Lorenzo, O coletor de escape como escrevi tem maior importância em baixas e médias rotações que nas altas,. E afirmo, seja o motor carburado ou injetado. Um motor aspirado admite cerca de 60% de sua real capacidade. Com coletor de escape, sincronismo de comando, ignição e boa admissão pode chegar a 85 a 90%. Os F-1 aspirados em mais de 100% de eficiência, dizem que chegaram a mais de 115%. Assim um motor F-1 de 2,4 l pode admitir no seu ciclo 2,76 L. Somente com coletor de escape dimensionado se consegue isso. Vide os motores Honda K20, por exemplo. Abraços
      Real Power

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    5. Senhores, o motivo pela "tosquisse" dos coletores de escape atuais a o seguinte: os motores modernos nâo têm cruzamento de válvulas. Entre outras coisas pra baixar a marcha lenta e diminuir o consumo em trânsito pesado e melhorar o torque em baixa, principalmente nos cabeçotes multi-válvulas.

      Motores de competição são outra coisa, não têm que passar por homologação de emissões.

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  6. Poderiam exportar o excedente de produção dos carros... Alguém se interessa? Ninguém? Eu dispenso. Se não é bom para o resto do mundo, também não é bom para mim...

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  7. Lorenzo Frigerio11/04/14 15:02

    Nasser, pode ter certeza que a aspereza interna e a costura visível nos coletores de admissão do novo Ford 1.0 não existem nos motores idênticos fabricados na Europa. A Ford Brasil nunca imaginou que você fosse notar isso, muito menos publicar. Agora, o AE não receberá mais carros da Ford para avaliação. Viu o que você fez?

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  8. Caro Nasser,
    Ouso discordar somente da parte que você cita que parte das causas é conjuntural. Acho que as causas são "estruturais". Pelos preços praticados, não há poder aquisitivo para alimentar essa ciranda de produção ampliada e vendas exuberantes. Nem existe estrutura viária para comportar 3 milhões de carros novos a cada ano.
    Passada a euforia da "marolinha" da crise, o mercado tende a cair na real.
    Abraço

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  9. João Carlos11/04/14 20:14

    Bem sacado o Fit ser um 2 e 1/2.

    Ocorreu o mesmo com o C3.

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  10. Caro Nasser,

    Que sua coluna é excelente, todos sabemos. Mas esta o sr. se superou. Na minha humilde opinião foi uma das melhores, ou mesmo a melhor.

    Agradecemos.

    Leo-RJ

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  11. E o Nasser, como sempre, matando a pau!

    Nícolas

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