OS TRÊS MOSQUETEIROS



Tenho vários defeitos. Praticamente um pleonasmo, já que minha natureza humana implica em não ser perfeito. O que não é muito normal, entretanto, é querer e saber curtir os defeitos que tenho. E entre o elenco de minhas imperfeições humanas, uma das que eu mais gosto, e que me divirto muito em possui-la, é o da minha idolatria por carros franceses.

Não sei exatamente quando começou, mas seguramente tem algo a ver com a edição de número 18 da saudosa revista Motor 3. Estávamos em dezembro de 1981 e eu tinha acabado de receber minhas notas da quinta-série. Em breve, no mês de janeiro, estaria descendo a serra no ônibus saindo do terminal Jabaquara do Metrô de São Paulo para passar algumas semanas no litoral santista, onde um dos meus programas preferidos era passar a tarde no campo de aviação da Praia Grande, próximo ao Posto 4. Vi a revista com cores estranhas na capa, porém com uma chamada para a reportagem do Cessna Aerobat, e a levei para casa, seria minha leitura de férias.

Extrato da capa da Motor 3 numero 18


A reportagem de capa, assinada pelo jornalista José Luiz Vieira, sobre o Renault 5 Turbo, entretanto, me impressionou. Ainda hoje quando a leio novamente algo estranho acontece. A maneira emocionante de descrever a viagem através da França, guiando o pequeno foguete francês, tocou minha já predisposta alma entusiasta, e para sempre. Assim como naquela tradicional, bastante batida e muitas vezes recontada história dos três mosqueteiros da corte francesa, José Luiz Vieira nos contava como o pequeno Renault sabia conciliar a tradição de uma dinastia com a sede pela aventura.

Engenharia automobilística passou a ter um significado diferente para mim. Não bastava somente desenhar e projetar um bom carro. Um bom projeto tem que ter uma causa, uma motivação, uma razão e uma emoção para existirem. E nisso nossos colegas franceses são exímios artífices — assim mesmo, com palavra difícil e tudo mais.

Muita coisa legal e estranha já foi realizada pelos engenheiros da terra de Napoleão, porém o texto de hoje é sobre os três mais divertidos veículos, e na minha opinião interessantes, bons de guiar, acessíveis, práticos para o uso diário e também geniais em seus mimos e detalhes, além de bons companheiros na condução esportiva.

E quem sabe até futuros integrantes da família, afinal bons modelos usados estão disponíveis por aqui (alguns raros, porém todos existem no Brasil) e não obstante tivessem um preço de venda na faixa de quarenta mil dólares quando novos, hoje podemos levar os três ao mesmo tempo para casa, pelo mesmo valor que seria investido em um modelo básico zero-quilômetro. Vai custar um pouco para mantê-los, mas bem, não se pode fazer um bom omelete sem quebrar alguns ovos.

Vamos sem mais delongas à apresentação dos nossos três mosqueteiros:

Renault 19 16V
Citroën Xsara VTS
Peugeot 306 GTi-6

Começaremos somando a potência do motor dos três bravos guerreiros: 135 cv + 167 cv + 167 cv, um total de 469 cv. Agora vamos ver o peso de cada um: 1.050 kg + 1.170kg + 1.190 kg, um total de 3.410 kg. Na média teremos cada cavalo de potência ocupando-se de puxar apenas 7,27 kg. Resultado: todos eles são capazes de acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 8 segundos e passam de 200 km/h de máxima.

Renault 19 16V

Lembrando que estamos em sua configuração standard de fabrica, como vieram ao mundo, sem preparação ou melhorias extras, que são bastante disponíveis na Europa, porém amedrontam os nossos preparadores locais e APezeiros em geral.

Agora iremos juntar os mimos e detalhes (ok se quiserem chamar de frescuras), disponíveis em pelo menos um dos mosqueteiros:

- Sistema autodirecional para as rodas traseiras
- Suspensão traseira independente
- Rodas de desenho caprichado
- Conforto interno
- Instrumentação completa com manômetro de óleo
- Quadro de instrumentos com indicador de nível de óleo
- Computador de bordo
- Dois hodômetro parciais
- Volantes de direção com desenho bacana
- Regulagem elétrica da altura do facho dos faróis
- Ajuste lombar nos bancos dianteiros
- Ajuste longitudinal para os bancos traseiros
- Ajuste de altura dos cintos de segurança traseiros
- Aerofólio bem sacado
- Teto solar
- Tomada de ar funcionais no capô
- Estilo assinado (de autor)
- Aceleração lateral equivalente a esportivos bem mais caros
- Câmara do combustão hemisférica
- Coletor de admissão em alumínio
- Injeção eletrônica seqüencial
- Câmbio de 6 marchas
- Ótimos freios, com ABS
- Motor girador com cabeçote de 16 vávulas

E tem o comportamento dinâmico, como os engenheiros franceses dedicam-se a um ajuste acertado de suspensão. No mundo europeu dos automóveis eu arriscaria dizer que a dedicação dos alemães para a qualidade de construção e robustez da estrutura do veículo, e o empenho dos italianos em estilo e motores (principalmente no som que eles emitem), têm um equivalente na escola francesa, o fazer carros acertados de suspensão. O que se percebe ao dirigir os franceses é interatividade, transmitem muito bem a situação da condução e do asfalto, permitindo explorar os limites do carro sem riscos, sem sustos. A sensação ao dirigir é ótima, a cada curva um novo prazer.

Peugeot 306 GTi-6

E nossos três mosqueteiros são perfeitos representantes desta escola, chamados de routières pela imprensa automobilística francesa, são autênticos devoradores de estradas. Na verdade são tão confortáveis e bons de guiar que dá vontade de usá-los até para ir ao banheiro.

Nossos três mosqueteiros possuem também outra característica que se perdeu nos projetos atuais de automóveis. Estão com a altura certa, posição de dirigir melhor ainda. A distância para o chão também é outra vantagem e faz parte do pacote dinâmico. Não precisamos de aderir ao “moderno” conceito de suspensões elevadas, precisamos de motoristas cuidadosos (menos buraqueira e o fim das valetas, claro que ajudariam).

Citroen Xsara VTS

São carros que não deixam a desejar, com comportamento adequado fazem bem o seu serviço de transportar pessoas com o devido gosto. Se for para acelerar, são competentes também, sabem fazer curvas e tem um estilo agradável e renomado. Desenho Giugiaro para o Renault 19, colaboração Pininfarina para o 306 e Donato Coco como responsável do estilo do Xsara.

Renault 19 16V com cinco portas que não tivemos por aqui

Nem sempre encontramos todos estes requisitos reunidos em um modelo. A praticidade, a necessidade de comunizar componentes, a vontade se acompanhar a moda (vide os modelos "aventureiros") é incompatível com o trabalho de desenvolver um carro especial, mesmo que a base seja um médio e convencional hatchback. Câmbio manual e as carrocerias de três portas são outros atrativos, e no caso do Renault mais interessante ainda a possibilidade de ter um sedã quatro-portas com o mesmo equipamento (na Europa existiu ainda o 19 16V cinco-portas, que não veio para o Brasil). Somamos a este conjunto um motor verdadeiramente girador, que acelera e acelera e acelera, subindo de giro como se não houvesse amanhã.

Os Três Mosqueteiros (ilustração de Matheus Mari)

 Os três mosqueteiros da ficção eram na verdade quatro (Athos, Porthos e Aramis e D'Artagnan) e iniciaram sua carreira no formato de folhetim, sendo publicados no periódico Le Siècle de 14 de março a 14 de julho de 1844. Valendo-se de uma mistura entre personagens históricos e fictícios, o romance trata dos jogos de poder e ambições da corte francesa do século 17. Baseado em um documento redigido por Courtilez de Sandras em 1709, após a morte de D’Artagnan, e que se referia às suas memórias e aventuras pela corte, “Os três mosqueteiros” apresenta as intrigas e as paixões que direcionavam os eventos da época.

Amizade e companheirismo são as armas que fazem os heróis do romance mais forte do que seus oponentes, os quatro amigos tomam destinos diversos ao final da história, mas deixam um rastro de transformações que foi fruto de seu empenho pela causa da justiça. Papéis que se acomodariam muito bem aos personagens motorizados de nosso post.

Matra Bagheera emplacado em Minas Gerais

Como estamos em três e não quatro, serve arrumar mais um companheiro, e bem que poderia ser um Matra Bagheera, como este que apareceu tempos atrás, mas abusando do clichê, isso é uma outra história.

E todos os nossos três mosqueteiros se vestem muito bem, com um acabamento interno superior à média da sua época e do seu segmento. Todos os modelos montam ótimos bancos e são refinados. Talvez eles deixem o dono em algum aperto ou dificuldade ocasionalmente, afinal todo bom modelo francês tem se ser problemático e deve quebrar de vez em quando. Porém são muito confortáveis, e bastante aconchegantes para não chatear o dono enquanto se espera pelo guincho.

Conforto interno no Citroën Xsara VTS

Caso ocorra algum problema, arrumá-lo, garimpar e achar peças faz parte do desafio e deve ser encarado como diversão. Comemorar quando ficar pronto de novo para rodar é, portanto, uma conquista, e acelerá-lo novamente, um imenso e exótico prazer. Carros assim são para pessoas que valorizam aquilo que um modelo passa como sentimento, para aqueles que valorizam o automóvel pela seus valores próprios, pela intimidade, cumplicidade e companheirismo e não apenas pela reputação. Como ocorre na história dos mosqueteiros de Dumas.

Ousada campanha do Peugeot 306 GTi-6

E o conceito está na moda, foi batizado pelos consultores de empresas como resiliência. Você atura um ou mais problemas na boa, sem perder a pose e o charme, condição garantida em um autêntico automóvel francês. Tudo somado, qualquer um dos nossos três representantes da escola francesa de construir médios esportivos são uma boa opção para sair do lugar-comum.

O romance de Alexandre Dumas tem uma imperfeição, o correto seria ter sido batizado como “Os quatro mosqueteiros”. Acontece que o personagem que nasceu para ser secundário, D’Artgnan, ganhou força e aos poucos foi se tornando mais importante no decorrer da saga, já que a publicação dos episódios era periódica. D’Artgnan progride durante a saga, de aspirante a mosqueteiro de verdade, compondo então o quarteto, porém mesmo quando a história foi transformada em livro o título original e impreciso foi mantido.

Diz-se que Dumas em carta a um de seus editores teria comentado que o absurdo do título contribuíra para o sucesso da obra.

Renault 5 Turbo, fazia sentido acomodar um motor no lugar do banco de trás?

Também gosto de carros assim, a princípio não fazem muito sentido, parecem complicados e até às vezes são mesmo um absurdo pensar em aturar um na garagem, porém escondem muitas vezes um grande e recompensador sucesso.

Carros são uma marca de personalidade, uma assinatura do caráter. Que tal ser reconhecido como alguém de bom gosto, conhecedor e apreciador da exclusividade, inteligente na hora de empenhar seu dinheiro, um fanático, porém que não é desleixado e não tem medo de um bom desafio de manutenção? Se você não tem medo de desafios, está aí uma boa escolha. Ou três, se tiver de verdade aquilo roxo.

FM

Fotos: vsdesign69, JJLuoma; Playmobil, varbak.com, coceptcarz.com divulgação, autor

63 comentários :

  1. Que texto legal! Infelizmente são carros dificeis de serem encontrados no Brasil. Bem cuidados então...
    Talvez o Xsara VTS seja um pouco menos raro, mas do 306 GTI acho que chegaram menos de 10. Aproveito e pergunto; o 19 16S chegou certamente como Cabriolet e Sedan ao Brasil (respectivamente 20 e 15 unidades), mas e como hatch 3p?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não sei quantos mas do hatch 3 portas vieram vários. E acho que do sedã vieram bem mais que esses 15. de onde vc tirou a informação?

      Excluir
    2. Até onde me consta, existem exatamente seis 306 GTI-6 rodando no Brasil, todos bem escondidos, com donos que não os vendem nem sob decreto.

      Muito tempo atrás (lá pra 2009 ou 2010), apareceu no Clube Peugeot um tópico sobre um anúncio de um suposto GTI-6 em Curitiba. Pouco tempo depois, o carro sumiu de novo.

      Excluir
    3. Apenas seis GTI-6??? Isso procede mesmo? Não era difícil ver um ou outro a venda na internet...

      Em todo caso, são mesmo difíceis de achar, a solução é pegar o S-16, mais velho, com câmbio de 5 marchas, mas excelente! Sempre quis um S-16 pra mim...

      Excluir
  2. Minha experiência com os franceses legítimos (meu "Renault-Dacia" Logan não conta, he, he!) está por conta de um Xsara Exclusive 1.8 16v de uma tia, que eventualmente eu dirigia, e até fiquei com ele emprestado por uns tempos. Veredito? Carrão!!! Não só por ele, mas por muitos outros exemplos, uma das maiores imbecilidades que se pode ouvir (e infelizmente, como se ouve!) de gente que acha que sabe o que está falando, é aquela "pérola" de que "carro francês não presta". Você pode até ter um monte de defeitos, Felipe, mas gostar de carros franceses, certamente não é um deles.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Em tempo: no "Mercado Livre" tem um Renault 19 16v sedã. Parece muito inteiro mesmo.

      Excluir
    2. Mr. Car, agradeço o seu comentário! Já andei muito em carros franceses, importados ou os fabricados por aqui e sempre foi uma experiência positiva. E este sedã à venda tem tirado meu sono nos últimos dias. Abraço.

      Excluir
  3. Esses carros foram feitos para a Europa,não para o Brasil,pois aqui raramente se vê um em regular(não digo nem em bom)estado de conservação,aliás,esses esportivos Franceses,com sua delicadeza,ajudaram a criar o mito de "carros frágeis e quebradiços"!!!!!!!!!!!!!Na Europa podem até funcionar,aqui não!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não se acha em bom estado porque custam entre 10 e 20 mil e o pessoal compra pra moer e passar pra frente na hora que precisar de manutenção. Eles não são exemplos de resistência mesmo, nem de peças fáceis de achar, mas não são tão frágeis não. E carros esportivos quase sempre possuem probleminhas e dores de cabeça, além de cuidados com suspensão aqui no Brasil. Vai tentar achar um Golf GTI em bom estado para ver se é fácil, por exemplo

      Excluir
    2. Tenho um peugeot 106 com 130 mil km, esta em bom estado de conservação

      Excluir
    3. Eu conheço vários e inclusive tenho um.. O problema é que o brasileiro até hoje não gosta de fazer manutenção e acha que o carro tem que durar a vida inteira só colocando gasolina e completando o óleo. Inclusive esse foi o que gerou a má fama do Marea que também é um excelente carro.

      Excluir
    4. Carro francês é que nem jiló. Ninguém gosta sem nunca ter provado.
      Mas depois que experimenta, vê que o gosto é bom e sempre tá perguntando se tem...

      Excluir
    5. Tivemos em casa um 307, a princípio achava que o carro era mais frágil, depois de usar e usar e abusar... Percebi que vendi o carro bem cuidado e inteirão (90k), com algum acabamento descascando e só. Problema dele era o motor, 1.6 é fraco para um carro daquele tamanho. Já o 308 falaram que anda bem com o motor novo, 1.6 também.

      Excluir
  4. FM

    Belo texto e bom gosto esse seu. Essa revista também foi minha leitura de férias em janeiro de 82.
    O R5 turbo foi protagonista de muitos de meus sonhos.

    Embora sejam apenas três eu colocaria mais alguns nessa lista, que me venha logo de cara à cabeça, fazendo assim um exército de mosqueteiros:
    -Citroen AX Gti
    -Citroen ZX Dakar
    -Citroen BX 16S
    -Peugeot 106 rally
    -Peugeot 106 GTi
    -Peugeot 205 GTi
    -Peugeot 405 T16
    -Renault Clio Willians.

    Tem mais alguns mas esses são o que estão mais frescos na memória.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. joao celidonio24/01/14 14:12

      +1!

      Excluir
    2. FVG, valeu! ficou legal a sua lista.

      Excluir
    3. Acrescentaria o 405 2.0 Mi, com o mesmo motor do 306 S16, e que rende saudáveis 155 cv. Tem um à venda no Mercado Livre, inclusive.

      Quanto ao T16, tinham dois no Brasil. De um, não se sabe o paradeiro. O outro era do Barrichello, foi dado a ele na época que ele pilotava a Jordan patrocinada pela Peugeot. Hoje está com o dono da oficina Motorfast, de SP, que cuida como se fosse um filho.

      Excluir
    4. Tive um ZX, não o Dakar, mas o Coupé, praticamente o mesmo carro, apenas 13 cv a menos no motor, que tive que retificar 3 vezes em um único ano...são bem temperamentais esses franceses. Apesar de andar mais no guincho do que com os próprios pneus, quando andava, ô meu amigo, como andava...

      Excluir
    5. Dizem que apesar da diferença de só 13cv, os 167 andavam bem mais que os 154.

      Excluir
    6. Quem disse que 13 cv é uma diferença pequena?

      Excluir
  5. Corsário Viajante24/01/14 12:55

    Legal o texto, abordando um assunto que raramente aparece, os carros franceses. Gostei da distinção entre as escolas alemã, italiana e francesa.
    E gostei também dos três mosqueteiros, mas simpatizo mais com o 19.

    ResponderExcluir
  6. Só 15 unidades do Sedan 16S? Uma professora minha tinha um, na cor branca. Na época, valia 7 ou 8 pilas...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu tive um 19 16S Sedan, fabricação francesa, também branco, aqui em Caxias do Sul. Comprei por 6 pilas em 2003 e vendi pelos mesmos 6 uns dois anos depois e nunca mais o vi. Mas não creio que tenham vindo somente 15. Apesar de ter um desenho no geral esquisito, eu gostava do carro e principalmente das rodas, que eram de bom gosto. Não raro, era confundido como um modelo turbo, por causa do buraco no capô.
      Mas o francês que me agrada mesmo, é o Citroën DS.

      Excluir
  7. Um tanto off topic, acho interessante registrar como uma reportagem escrita por um entusiasta pode influenciar seus leitores até pelo resto da vida, como no caso acima...
    O engenheiro e jornalista José Luiz Vieira consegue transmitir este entusiasmo contagiante em tudo a que se dedica, principalmente automóveis.
    Eu também gostava muito destas antigas reportagens escritas por ele.

    Certa vez sentei a seu lado numa mesa (inauguração da fábrica da Gurgel, faz um bocado de tempo!), e conversamos sobre um trabalho sobre ônibus elétricos que ele desenvolvia para a CMTC, se não estou enganado. Fiquei impressionado com o seu animadíssimo envolvimento na questão, bolando alternativas viáveis aos motores à explosão.
    Contagiante!
    Pena que só o encontrei nesta ocasião.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. BlueGopher, o mestre José Luiz Vieira e seus textos repletos de tônus entusiasta servem de inspiração para muitos apaixonados pelos automóveis e pelo seu papel amplicado em nossas vidas. Continue lendo AUTOentusiastas que encontrará uma legião de fãs do JLV.

      Excluir
  8. Eu como fã de carro francês fico honrado e maravilhado com a homenagem deste texto. Só quem já andou num destes mosqueteiros é que sabe o seu valor.
    Sim vieram poucos GTI-6 para o Brasil, mas vieram muito Xsara VTS. E com o tempo nasceram muitos GTI-5, que é um Peugeot 306 (geralmente Rallye) com o motor do Xsara VTS. Embora o pessoal nem ligue muito para nomes. O que vale mesmos é ter um carro bem montado e bem acertado fazendo o que ele sabe fazer de melhor, proporcionando o prazer de dirigir ao seu dono.

    ResponderExcluir
  9. Eu escalaria o 405 Mi16 para o lugar de quarto mosqueteiro... todo dia, por 3 meses, eu manobrei um até a porta da CCS da família. O dia que ele foi vendido foi uma tristeza só..
    E trocaria de bom grado o GTI pelo S16... boas lembranças desse carro, tive dois, ambos pretos.

    A dificuldade de encontrar um carro desses em bom estado deve-se, também, aos donos que saíam caceteando esses carros pelas ruas afora... lembro de um caso onde o filho do dono de um Mi16 fundiu o motor ao bater o carter numa pedra durante um racha, carro com 11.500 km.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Leonardo Brito
      Motor não funde porque fura cárter, mas porque o carro andou com pressão de óleo zero, devido exclusivamente a não se observar o aviso no painel, qualquer que seja o tipo.

      Excluir
    2. Atesto isso. Meu fiat siena soltou a base do filtro de óleo (alguma gambiarra do dono anterior) na pista da esquerda da marginal Tietê a 90 km/h, a luz do óleo acendeu, olhei pra trás e vi um rio de óleo na pista. Levei uns 8 segundos para atravessar as pistas e parar imediatamente em lugar seguro na pista da direita, desligando o motor. O mecânico disse que o motor estava seco de óleo, mas felizmente só precisou trocar bronzinas do virabrequim que estavam azuladas, o resto estava intacto.

      Excluir
    3. as brunzinas provavelmente já estavam azuladas e que belo "féla" o dono anterior né...

      Excluir
  10. De francês só tive um. Um 206 1.6 1999. Realmente era muito bom na curva. Tinha nele pneus Bridgestone Potenza 195/60-14 e era incrível. Mas da mesma forma a durabilidade da suspensão e terminais de direção eram patéticos. E graças a esse 206, por um bom tempo nunca mais terei carro francês. Sem falar o péssimo atendimento na Super France.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Opa!
      Carro frances vem com um monte de brinde junto: Mal-antendimento, Indiferença e o Nariz empinado das concessionárias....
      A mim, também nao pegam nunca mais.
      Boa sorte a quem tem um!

      Excluir
  11. Pra quem tem o mesmo gosto do Felipe Madeira, tem um 19 16v 2 portas a venda aqui em Curitiba.
    http://www.bomnegocio.com/parana/regiao_de_curitiba_e_paranagua/renault_19_27126710.htm?

    Leandro Lovato

    ResponderExcluir
  12. Belos carros, também gosto dos carros franceses justamente por isso, por, em geral, eles irem na contramão de tudo.

    ResponderExcluir
  13. O Renault 19 tem um espacinho bem especial no meu coração, pois foi o primeiro carro que dirigi quando tinha 14 anos. Era um RT 1,8 litro que meu pai enchia a boca pra dizer que era mais potente que os 2 litros da GM. E de fato andava muito! Quando íamos na concessionária comprar alguma peça, eu "viajava" no luxo do Laguna. O R19 RT tem aquela barra que liga a torre da suspensão (algo raro de se ver) e alguns mimos como controle do rádio na coluna de direção e informação do nível do óleo do motor. O banco tem um belo veludo com estampa quadriculada - de muito bom gosto - e os faróis de neblina com lentes amarelas.

    Com relação aos modelos citados no post, atualmente temos o 308 THP e o DS3 e nada na Renault. E aquele Megane amarelo que o Bob testou, vem ou não vem?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Arregaram com o Megane, mas o 500 Abarth já está aqui.

      Excluir
  14. MOTOR 3, ah essa MOTOR 3. tenho todas e reler os textos do J L Vieira é hábito ainda hoje. Faz pouco tempo (1 ano) que não tenho notícias dele. Ainda escrevia. De tudo que fez na MOTOR 3, o texto que mais me impressiona é sobre a Mercedes asa de gaivota que ele viu quando viajava nos Eua, isso nos anos 1950 ou 60. Depois de hipnotizar na introdução, ele começa a descrever o carro como só se vê aqui no AE.

    Ano passado tinha um 306 GTS ou rallye 1996 branco 3 portas por 9 mil no compreauto, ficou quase um ano anunciado em Bebedouro-SP. Menos de 100 mil km. Volante e bancos caprichados. Aqui na região tem muito peugeot de 106 a 306 bons, de Ribeirão a Barretos, as agencias eram fortes na venda e vemos muitos carrinhos na mão de madame ainda, guardados na sombra e pouco rodados.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Essa reportagem da Asa de Gaivota é épica.
      Para mim o maior clássico do jornalismo automotivo!
      Salve JLV !

      Excluir
  15. Cara, tu fala a minha língua, no momento em que diz: "Estão com a altura certa, posição de dirigir melhor ainda. A distância para o chão também é outra vantagem e faz parte do pacote dinâmico. Não precisamos de aderir ao “moderno” conceito de suspensões elevadas, precisamos de motoristas cuidadosos"... Bingo! Eu penso exatamente do mesmo jeito, não sei se por implicância ou por que aprendi que quanto mais se levanta um carro e se eleva seu ponto G, mas se endurece a suspensão para conter os movimentos da carroceria e recuperar a estabilidade. Aprendi também que quanto maior é a altura de rodagem, pior será a aerodinâmica... Mas fazer o que? Na inesquecível década de 90, tínhamos os melhores carros de todos os tempos. Naquela época, era a engenharia quem ditava as regras hoje, infelizmente é o mercado... Mercado formado por pessoas valorizam muito mais apelos estéticos do que eficiência. Mas vamos aos franceses... O meu melhor carro foi, justamente, um legítimo representante da escola francesa, fabricado em Porto Real. Desfiz do meu 206 com muita dó, depois de 140.000 Km rodados, o único problema que deu, foi se livrar do silencioso do escape, lá pelos 80.000Km, afinal, o coitado estava sufocado por aquele trambolho, cheio de fibras soltas e metal corroído. Rodei uns 20.000 Km com o pedaço de cano que sobrou.. ficou literalmente mais solto, e passou a fazer um barulho legal, parecido o som dos kadrons do Gol GTS...Não era nenhum escandalo só um ronco agradável nas acelerações e desacelerações.. em ritmo constante, ficava calado... Ia providenciar um prolongamento desse cano com uma ponteira cromada, mas a polícia cortou meu barato, com uma multa... O Leãozinho me levou de Catalão para São Paulo (5x), Porto Seguro, Vitória, Rio de Janeiro, além das incontáveis viagens curtas, para Brasília, Goiânia e Uberlândia, Não é para qualquer carro... Mas por vaidade, opinião da mulher e necessidade de um ar condicionado, fui obrigado a trocá-lo por um novo Palio Essence 1.6... Culpa da própria Peugeot, que não fez oferta decente na troca por um apaixonante 208. O Palio é assim, meio que sem graça. Anestesia nossas sensações do mundo exterior! Parece que não estou me entendendo muito bem com o motor E-Torq 1.6. É que o francesinho aceitava de tudo, já o Fiat é meio enjoado... Sei que parece loucura, mas o 206 com 35 cv a menos, parecia ser mais nervoso, ultrapassava com mais decisão... segurava o velocímetro em qualquer subida e sem recorrer a pisadas fundas ou redução de marchas... Mesmo tendo um legítimo cambio 4+E... e o consumo? Não contava para ninguém, para não passar por mentiroso (e era flex, o danado!), tem hora que nem mesmo eu acreditava... Virei fã do carro francês, e nem acredito que perdi a oportunidade de comprar um XSara VTR de 165 cv. à venda aqui na cidadezinha onde moro, por uma pechincha... O pessoal aqui no interior, ainda tem os dois pés atrás com as marcas francesas... Mas quem já teve, como eu, sabe que não é bicho de sete cabeças, pelo contrário... Um bom carro francês vicia e te deixa mal acostumado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Eu sempre tive essa impressão na maioria dos Peugeot que dirigi... que o melhor rendimento do motor era sempre na quarta marcha.

      Excluir
    2. Eu digo pros meus amigos que a terceira marcha dos Peugeot é milagrosa, impressionante como o carro retoma bem nessa marcha.

      Quanto ao motor, eu tenho um 207 1.4, e consigo fazer uma média de 14 km/L aqui em Brasília.

      Excluir
    3. É que os Peugeot costumam acertar nas relações de marcha, inclusive não estragando ela pra ficar bem curta, "ao gosto do brasileiro", o que costuma deixar uma marcha boa e todas as outras ruins.Renault e Citroen já não acertam tanto e vez ou outra encurtam demais as marchas para o nosso mercado.

      Excluir
    4. Os 206 1.4 e 1.6 usavam as mesmas relações de marcha. A diferença ficava por conta da rodagem, 175/65-14 no 1.4 e 185/65-14 no 1.6.

      Excluir
  16. Rafael Ribeiro24/01/14 18:49

    FM, ótimo post!

    Temos a mesma idade e gostos muito parecidos. Lembro de capa de cada Motor 3, além das Status Motor que a sucederam. Tinha a coleção inteira, sendo que as primeiras compradas num sebo. Perdi praticamente todas numa enchente anos atrás, uma pena... Mas os textos de JLV continuam vivos na minha memória, assim como de outros colaboradores da revista que formou meu gosto pelo mundo sobre rodas. Depois dela, só o AE me enche os olhos da mesma forma.

    Tivemos alguns carros franceses na família: Renaults Laguna e Scenic, Peugeot Partner (2) e Citroen Picasso (ainda conosco). Nenhum deles nos aborreceu, pelo contrário. É verdade que não são tão "inquebráveis" quanto outros que temos/tivemos, como Toyota Fielder, Hondas CRV e FIT, mas se equivalem aos demais nacionais quanto a durabilidade. O problema é sempre o mesmo, dono e mecânico relapsos podem fazer a brincadeira ficar cara...

    O mais engraçado que hoje pela manhã, fui para o trabalho atrás de um Peugeot 306 Cabriolet branco, em ótimo estado, com um casal maduro curtindo o sol da manhã com a capota arriada. Fiquei apreciando a curtição dos dois e pensando que eu adoraria um carro daqueles, desprezado pela maioria dos consumidores comuns atualmente. Até fotografei a cena!

    Mais tarde, ao sair para almoçar, passei a pé por um Xsara estacionado, em excelente estado, num lindo azul metálico escuro, muito limpo, e pensei novamente em como certos carros franceses, quando nas mãos corretas, podem ser prazerosos ao longo do tempo.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Rafael Ribeiro25/01/14 00:03

      Correção: ...Status Motor, que a precedeu

      Excluir
    2. O Picasso você não largou, né Rafael!?

      Excluir
  17. Falando em carros franceses, lembrei do Xantia Activa, com sua incrível suspensão que o permitia atingir 1,0 g de aceleração lateral e bater o recorde de velocidade no "teste do alce" de uma revista sueca - vencendo até o Porsche 996.

    Vídeo em um autódromo: http://m.youtube.com/watch?v=09-C33SrJi8

    ResponderExcluir
  18. A Motor3 adquiriu status mítico entre todos que a leram. Seria maravilhoso poder contar com esse conteúdo em formato digital (como a 4Rodas fez, anos atrás)...

    ResponderExcluir
  19. Aos carros franceses, eu tiro o meu chapéu.

    ResponderExcluir
  20. Excelente texto. Me identifiquei por ter tido 03 Renault 19 16v, 03 Xsara VTS de 167cv e 01, não mais que 01 306 GTi-6, que faz cia a um Citroen ZX Dakar de 168cv (comigo há 10 anos). A cerejinha do bolo na garagem é um raro, no Brasil, Citroen Saxo VTS 1.6 16v. O trio da Puegeot-Citroen alegra minhas manhãs de domingo nas curvas da serra de Petrópolis e extensões a Itaipava, onde moro. Guio carro corporativo 2014 como daily drive, mas me reservo o direito de abusar dos franceses em viagens a trabalho a fim de me manter ativo na condução de carros de verdade. A quem interessar, a garagem está ä disposição. Abraços, Rafael Winter Bayao.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Carros interessantíssimos e muito raros, além da quantidade. É um privilégio com certeza, independente de gostar ou não de franceses. Sempre babei nos Dakar e nos Saxos VTS, que nem sabia que existia no Brasil. Sei que existe um C3 VTS na região de São Paulo, talvez seja um carro que te interesse para ir atrás.

      Algum deles está a venda?

      Excluir
    2. Aqui em SP também circula um Citroen C2 VTR preto. Mosca branca. Outro francês que nunca veio pra cá foi o Renault Safrane. Pois em 1995 eu vi um na porta da CSS Renault na av.Ibirapuera, provavelmente era do sr. CAOA, aquele que representava a marca na época e que quase afundou com o nome dela aqui no Brasil.

      Excluir
    3. O outro anônimo acertou, acho que era C2 VTR mesmo, confundi. O C3 acredito que não teve versão VTS e a Citroen infelizmente abandonou essa sigla depois dos Saxos e dos Xsaras. Parece que existe um vermelho também e o motor é o 1.6 16v da PSA mas com 126cv (como nos Saxo VTS).

      Safrane não sabia da existência, era um belo carro. Parece também que existem versões do Laguna que não foram vendidas ao público (como as mais novas) perto da fábrica no PR e também existem vários Meganes RS do modelo antigo, além deles com 4 portas e motorização normal. Além de Clios 2.0 RS e pelo menos um V6 (muitos ou todos não emplacados), esses todos estavam em SP.

      Logo os Meganes RS novos devem começar a aparecer circulando caso a Renault desista mesmo deles. Aliás, como o modelo já mudou a frente na europa é quase certo que os primeiros que vieram tomem esse mesmo caminho de raridade/exclusividade.

      Excluir
  21. Otimo texto e realmente sao ótimos modelos. Sou dono de um 306 s16 turbo 1995 e posso te dizer que o carro e fantastico... vale cada centavo e eu faço questão de ser responsável por sua manutenção. Faço tudo nele e é um prazer conhecer a fundo a engenharia francesa!

    ResponderExcluir
  22. E são 3 anos e 60000 km com meu Xsara GLX 2003 manual último da fornada. Que carro. Comprei visando preço e conforto mas não sabia que o DNA Collin MacRae habitava em meu carro. Diferente do que alguns fofoqueiros dizem é um carro que se usado corretamente garante diversão no asfalto e me levou pra muitas aventuras na terra. Não sabia um esportivo na estrada que me leva pra Chapada e chácaras da vida. Quando faço a manutenção dele (3700,ooR$ desde a compra) ainda lembro que talvez queira trocá-lo, mas não. É só contornar uma curva da forma exemplar que ele faz que esta vontade se torna uma blasfêmia em minha cabeça. Hoje procuro um segundo carro para minha família pois a Sarinha permanecerá como amante exclusiva minha.

    ResponderExcluir
  23. Eu devo ser um exemplo de maluquice então... Já tive 3 Mareas, e agora tenho 2 franceses. E como sou satisfeito de ter estas ditas "bombas" do mercado automobilístico.

    Bom mesmo nesta República das bananas é somente "Das Auto" dotô.

    ResponderExcluir
  24. Não sou fã nº. 1 dos Citroen. Minha irmã está com um C3 1.4 (não me lembro o ano, acho que 2009), que é ótimo de dirigir: justinho, colado no chão etc., contudo, manutenção caríssima. O meu Focus 1.6 2007 tem manutenção extremamente mais barata (comparo os dois apenas pelo preço, pois o Focus e o C3, usados custam praticamente o mesmo no RJ).

    Em novembro trocamos os terminais de direção de ambos os carros, no Focus custou R$ 118,00 e no C3 R$ 510,00. Ambos carros tiveram de trocar o pára-brisas dianteiro (estavam estacionamos lado a lado, defronte a lateral de um prédio de onde caíram entulhos de uma obra - o prédio pagou). O pára-brisas do Focus custou R$ 535,00 e o do C3 custou e R$ 890,00.

    Em uma eventual batida de frente, tendo de trocar o "clip" dianteiro (pára-choque, grade e faróis), o Focus dará um prejuízo de cerca de R$ 1.050,00 ao passo que o C3 gastará R$ 2.300,00.

    Não questiono a qualidade construtiva do carro, mas sim o custo de manutenção que é acima do razoável.

    Contudo, minha mãe teve um Xantia que eu era apaixonado. Ê carrinho bom! Aquela suspensão é quase perfeita! Esse carro depois ficou um tempo comigo, passou para minha esposa, e voltou para a minha mãe até ser repassado novamente. Era um modelo praticamente livre de problemas (em razão da manutenção preventiva), mas, suas peças eram bem carinhas, também.

    Abç!

    Leo-RJ

    ResponderExcluir
  25. Dirigi por aproximadamente 900km, de Cascavel-PR a Florianópolis, sendo 600 desses debaixo de chuva, maior parte do tempo em pista sinuosa e depois do sol se por - inlcusive teve uns 100km de neblina - em uma Xsara Break Exclusive 2.0 16v, toda carregada. Apesar do câmbio ser de quatro marchas e aparentemente ter uma programação bem rudimentar e o carro estar com pneus chineses não muito bons na chuva, a perua se mostrou muito estável e transmitia muita confiança. Descendo a serra catarinense dei uma animada no passo devido a estrada estar vazia e rapidamente deixei o companheiro de viagem (um Honda Fit 1.5) para trás, rapidamente. A peruazona foi minha parceira naquela noite de aventura, no que foram minhas horas de maior prazer automobilístico, até hoje. Nas raras vezes que consultava o tacômetro, estava difícil flagrar o conta giros a mais de 3000 RPM, não porque eu tenho medo de rotação, mas porque simplesmente não precisava.

    ResponderExcluir
  26. Não gosto de carro francês, mas não vim aqui para falar mal, se tem e gosta, isso é o importante... Agora, o que me chamou a atenção é o recalque (inclusive do autor) com VW e AP...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu caro, não é recalque. São fatos. Em se tratando de Hot Hatches, os franceses são referência. A Renault ostenta o recorde FWD em Nurburgring hà anos com o Mégane RS Trophy. DS3 e 208 GTI deixam o Polo GTI europeu com vergonha. Quando falamos de Brasil então, a coisa complica e muito! Se você teve oportunidade de andar em um Xsara VTS, saberá que não existiu VW da mesma época para peitá-lo em terras tupiniquins... Muito menos algum que ostentasse um AP no cofre. Abraços.

      Excluir
  27. Não consigo gostar da geometria de direção dos Citroen. O centro da direção é muito curto e rápido, sendo necessárias constantes correções no volante. Outra coisa que me irrita é tendência que a direção tem em continuar fazendo a curva!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Cardozo... O que você está fazendo aqui?

      Excluir
  28. Vitor Castro27/01/14 20:49

    Ano passado estava procurando na internet um carro barato que tivesse ar condicionado, inj. eletrônica e que não fosse muito visado por ladrões... Pensando no 106, por exemplo... Achei um Renault 19 16S 2 portas, verde, em bom estado, por R$ 4mil... Me chamou a atenção o interior esportivo, a entrada de ar, e a barra ligando as torres... Não conhecia este modelo e fui pesquisar, e vi vídeos no YouTube... Descobri que é um carrão... Contei para meu pai e para uns amigos sobre o carro , mas todos falaram q era loucura comprar... Acabei não comprando nenhum carro e fiquei com o dinheiro parado... Antes eu tivesse comprado o 19 16S...
    No meio do ano vi um 19 16S sedan abandonado na rua no interior de SP...

    ResponderExcluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.