MOBILIDADE RODOVIÁRIA: COMPLICOU DE VEZ

Foto: noticias.uol.com.br
 


A verdade é incontestável e dura. O Brasil não soube se preparar para o crescimento da frota e o que vemos hoje é o caos da mobilidade rodoviária, sem chance de melhora pelo menos em médio prazo. Nos grandes e médios centros urbanos é normal se esperar essa dificuldade, no mundo inteiro isso ocorre, e as saídas são otimizar ao máximo a geometria a qualidade de ruas e avenidas — no caso de São Paulo, pôr fim às inexplicáveis e famigeradas valetas e, claro, aos dejetos viários chamados lombadas, que vale para o país inteiro —, adotar o controle eletrônico de todos os semáforos e incrementar o transporte coletivo, mas de maneira correta, planejada, com metrô e ônibus realmente decentes. Porém é nas estradas que reside o grande problema e parece que ninguém está pensando nele como deve.

Problema esse causado exclusivamente pelo enorme adensamento populacional das cidades que, por sua vez, acaba gerando migrações temporárias descomunais em qualquer fim de semana prolongado ou até mesmo comum, não interessa o rumo. Pegar a estrada, algo tão natural não faz muito tempo, hoje assume ares de verdadeiro inferno, o que requer planejamento e estratégia ao se pretender viajar de carro.

Compartilho com os leitores alguns grandes problemas que, na minha visão, contribuem para o caos rodoviário atual:

Habilidade em queda

É flagrante: a média dos motoristas está com menos habilidade, manifestada especialmente no medo da velocidade. Justamente quando a vazão de tráfego precisa ser a maior possível para dar escoamento a centenas de milhares de veículos, vê-se freqüentemente carros trafegando em velocidade muito abaixo da máxima, que no Brasil já é exageradamente baixa. Numa autoestrada de 120 km/h, por exemplo, canso de ver carros rodando a 80 km/h na faixa central. Não é proibido, a velocidade mínima em qualquer via é metade da máxima, mas é uma questão de bom senso, um carro lento prejudica enormemente a fluidez do trânsito. Quem já dirigiu nos Estados Unidos, por exemplo, notou que numa autoestrada as colunas seguem todas em velocidade uniforme, inclusive as grandes carretas.

Como as velocidades máxima e mínima podem ser estabelecidas livremente pela autoridade sobre a via, caberia adotar velocidade mínima de 100 km/h nas autoestradas.

Outra causa dos congestionamentos são os boletins de trânsito. É freqüente a informação de que "está chovendo na rodovia tal e as pistas estão escorregadias" — o óbvio do óbvio, mas que acaba incutindo medo aos motoristas menos experientes. Esse palavreado é provavelmente adaptação dos boletins dos países de inverno rigoroso, onde é costumeiro avisar que a temperatura está baixa com possibilidade de formação de gelo.

Há outro problema associado à baixa velocidade que é a falta de plena visibilidade dos motoristas pela colocação dos "sacos de lixo" nos vidros, muitos até no pára-brisa, verdadeira praga nacional. Sei que haverá quem conteste o que digo, mas é um fato. Grande parte dos motoristas brasileiros está dirigindo às cegas — e por isso devagar demais.


Detetores de velocidade, os trava-estradas (listaotapejada.com.br)

Outro problema, também de falta de habilidade, é o frear mais que o necessário diante de um detetor de velocidade. É comum numa estrada de 120 km/h ver alguém à frente frear para 100 km/h, numa de 100 km/h para 80 km/h e assim por diante.

É necessário que todo motorista tenha consciência de que ele ou ela faz parte de um sistema, em que destoando dele sua presença se torna prejudicial ao fluxo. O carro vira um obstáculo móvel.

Engenharia de tráfego deficiente

Falta-nos engenharia de tráfego no sentido estrito. A foto de abertura do post é um bom exemplo. Os carros que acessam a estrada vindo de uma transversal acabam prejudicando o fluxo. Faltam mais junções em ângulo pequeno, a chamada agulha.

Como sempre digo, quanto maior o número de carros, mais engenharia de tráfego é necessária, mas por aqui ninguém dos órgãos rodoviários parece atentar para isso ou procurar resolver. Dá muito trabalho...

Princípio sadios de engenharia de tráfego precisam ser aplicados em todas as rodovias, não apenas nas autoestradas multifaixas de rolamento. Isso vai da sinalização ao traçado da estrada. Cabeça não serve apenas para enfeitar o pescoço.

Um exemplo perfeito de engenharia de tráfego precária é o que aconteceu na Rodovia dos Imigrantes, em São Paulo, que liga a capital à Baixada Santista. Nela há o trecho de planalto e o de serra. No planalto a velocidade máxima é 120 km/h. Ao começar a descida da serra, o limite cai para 80 km/h. O resultado nem preciso dizer. Isso porque algum imbecil do governo do estado ou da concessionária da estrada, a Ecovias, resolveu estabelecer essa velocidade máxima para descer a serra, quando durante sua construção no começo da década passada era fartamente anunciado que havia sido projetada para 110 km/h.

Polícia rodoviária que atrapalha

Engarrafamentos muitas vezes são causados pela própria polícia rodoviária. Vi isso claramente no último feriado de 15 de novembro na rodovia Ayrton Senna. Um grupo de policiais aplicando multas na margem da estrada ocasionava a lentidão que eu e todos vínhamos sofrendo quilômetros antes. Após aquele ponto o tráfego voltava ao normal. Ou então, mais no período noturno, um carro policial estacionado com as luzes rotativas ligadas e causa de lentidão no ponto também.

Polícia rodoviária atrapalhando o tráfego, e o carro policiais, estacionados (esperancafm.com.br)

É como se os policiais rodoviários desconhecessem o que é patrulhar, o rodar pelas estradas atentos a qualquer irregularidade ou infração cometida. Faz anos, ou décadas, que não vejo esse tipo de trabalho. Outro dia ouvi que eles têm cota diária máxima de combustível, autêntica piada.

O policiamento rodoviário deve primar sobretudo por assegurar a fluidez. Quando foi adotado nos EUA o limite nacional de 88 km/h para poupar combustível, em seguida à crise do petróleo de 1979, policiais em  seus carros mandavam motoristas que estavam seguindo à risca o limite, enquanto os demais não, acelerar mesmo que o limite fosse desrespeitado. Por aí se vê a importância da velocidade uniforme de massa de veículos.

Com pequenas providências e cuidados, o inferno pode ser bem mais brando. Que ninguém tenha dúvida disso.
 BS

135 comentários :

  1. Agora os radares "inteligentes" do sul, onde qualquer avanço aos 110 reais na freeway (que comporta facilmente 120 a 130/140 reais de cruzeiro quando com pouco movimento com muita facilidade), serão detectados a 1000 metros....

    Você está vindo praticamente sozinho, aos 140 no seu carro...curtindo se locomover com eficiência, sem risco de pegar no sono na rodovia larga de três faixas, concentração plena mas sem denotar tensão ou o mínimo de cansaço, e vêm um radar fdp desses e te garfa vergonho$amente.

    MFF

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  2. O que se vê por aí, complicar ao máximo a vida que quem usa carro para dizer que o transporte publico funciona.

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    1. Corsário Viajante02/01/14 18:07

      É a velha piada do bode.

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  3. Rafael Ribeiro02/01/14 12:13

    É tanta coisa errada em relação à mobilidade rodoviária que daria não um post, mas uma enciclopédia mesmo.

    Apenas para usar o exemplo dos erros da PRF, na subida da serra Rio-Petrópolis existe um posto de policiamento logo após uma curva. Pois de vez em quando os policiais colocam cones para estreitar a pista, logo após a referida curva! Você subindo lado a lado com um Ônibus ou carreta, e de repente dá de cara com cones fechando sua pista e, sem opção de desviar escolhe entre meter o pé no freio, podendo causar um acidente, ou mandar o cone de borracha "dar um passeio no espaço". Foi o fiz certa vez, era ele ou eu. Confesso que com certo prazer...

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  4. Como sempre digo, o que sofremos no trânsito é reflexo direto da perda de cultura do brasileiro em geral. Cultura como um todo, não a tal da "cultura" aprendida nas escolas (essa, na verdade, é um conjunto de ensinamentos que servirão de base para enriquecer a cultura geral).

    O brasileiro raramente pensa no coletivo. Não pensa que um ato próprio pode provocar um transtorno de proporções enormes. Ou, se percebe que irá prejudicar a maioria, simplesmente faz vista grossa e ponto, o que vale é o meu desejo individual, dane-se a população. Quem já teve o prazer de conhecer países europeus sabe bem da diferença gigantesca de comportamento entre nós e eles do outro lado do Atlântico.

    Outro problema é que o brasileiro médio se contenta com pouco, imagina que jamais as coisas irão melhorar e, portanto, não se esforça nem um pouco em fazer a sua parte para o bem comum. Prefere se misturar à plebe ignara e seguir bovinamente no meio da multidão. Aí, o resultado é esse que vemos nos dias de hoje, uma sociedade em decadência, que tem problemas em todas as esferas do conhecimento...

    Sou só eu ou mais alguém aí acha deprimente ver campanhas para praticar atos de gentileza no dia-a-dia? Isso é o básico do básico, algo que me foi ensinado de berço!

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    1. Road Runner, curiosamente sempre quando vejo alguém fazendo M**** no trânsito, em 90% dos casos a pessoa tem aquele adesivinho do trânsito gentil (campanha da Porto Seguro, péssima diga-se de passagem).

      Aliás, junto ao gado jamais, posso não estar certo através da visão de muitos, mas enquanto o "zé povinho" se rasteja na faixa da esquerda a 80km/h, trafego tranquilamente a 150~170km/h na faixa da direita.

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    2. RR
      Perfeito comentário. Gostaria de acrescentar algo q uma vez um professor meu na faculdade disse:
      Cultura e educação são sistematicamente confundidas com instrução.
      Educação é berço, é a sua família, principalmente pai e mãe, ñ só com palavras, mas com exemplos, q lhe transmite.
      A escola, em qualquer nível, do primário ao superior lhe propprciona instrução.
      Se vc conseguir obter valores de educação no seio da família e aproveitar os anos de escola se instruindo, vc terá a oportunidade de se tornar uma pessoa culta.
      Portanto ministério da educação e cultura é a coisa mais estapafúrdia em solo brasileiro, apesar q nós tbem tos um "ministério da justiça"
      Abço

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  5. Da minha casa até o trevo da cidade são 5 quilômetros. São 32 lombadas nesse caminho. Preciso dizer mais alguma coisa?

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  6. Como sempre, direto ao ponto. Concordo com tudo. Muitos congestionamentos são "fabricados" por problemas muitas vezes fáceis de resolver. Tudo é colocado na conta do famigerado "excesso de veículos" que virou a desculpa oficial para todos os problemas do trânsito, que já existiam, mas ficaram mais evidentes à medida que o número de veículos aumentou.

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  7. Modo "irônico" ligado.
    Tá preocupado com isso, Bob? Vamos ter Copa do Mundo e Olimpíadas, rapaz!!!!! Estamos construindo e reformando dezenas de lindas "arenas". O "circo" está garantido! O resto (saúde, segurança, educação, habitação, transporte, saneamento, infraestrutura, etc...), é o resto. Compre sua camisa da seleção, sua bandeira, seus ingressos, e deixe de ser chato e se preocupar com bobagens.

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    1. Faltou o "pão" Mr. Car!

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    2. Não faltou não, Marcio Santos. Existem muitos "benefícios" para o povão aí...

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  8. Sabe Bob, devido ao meu gosto por direção, e ao numero de bizarrices que vejo a EPTC fazer aqui em porto alegre e ao transito bizonho de minha cidade natal(Viamão, onde o transporte publico é ridículo e a prefeitura, mesmo sendo uma cidade pequena, faz uma verdadeira provação circular de carro pelo centrod a cidade) resolvi procurar algum curso de engenharia de trafego para uma eventual carreira publica.

    Acontece que isto não existe. Concursos de engenheiro de trafego são abertos para engenheiro civil aqui no estado(que até podem saber construir uma estrada, mas certamente não entende nada sobre automóveis). Ai comecei a entender que raras as vezes ví uma mudança no transito que efetivamente melhore algo!

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  9. Caro Bob, acrescentaria mais um ponto causador de lentidão. Os pedágios. Já que seria uma ilusão querer que por aqui adotassem a tática de liberar as cancelas quando se atingisse um x de filas (como já vi em alguns países), pelo menos que criem condições favoráveis e que estimulem ($$) o uso dos sistema de cobrança automática.

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    1. Foi a melhor coisa que instalei no carro ultimamente! Pedágios muito mais rápidos, estacionamentos em vários locais também. Só vejo vantagens, é barato de manter e muti prático!

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    2. Cobrar pelo sistema automático de cancelas é no mínimo o cúmulo! BRASIL IL IL!!!

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    3. Corsário Viajante03/01/14 15:54

      O problema dos sistemas automáticos é que, em teoria, eles não são vendidos pelas concessionárias. Ou seja, são uma empresa independente que oferece um serviço extra para facilitar o pagamento. Esta é a desculpa oficial. Me parece que o serviço tinha que ser oferecido pelo governo federal para ser funcional no Brasil inteiro, em todas as estradas, ou coisa do gênero.

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    4. como você disse "desculpa"...

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    5. Concordo. O que me impede de colocar um Sem Parar é o fato de viajar muito pouco e não poder comprometer mensalmente mais dinheiro do meu parco salário, ainda mais com algo de pouco uso durante o ano. Além disso, não deveria haver cancelas, as faixas deveriam ser mais espaçadas no ponto do pedágio e o limite para detecção do dispositivo deveria ser de pelo menos uns 60 km/h.

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    6. Anônimo 5/01/14 15:33
      Já existe o Sem Parar e outros dois sistemas congêneres de cobrança automática em esquema pré-pago, atende bem ao seu caso.

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    7. Juvenal Antena05/01/14 22:23

      Justamente... Conectcar tem servido bem...

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  10. Corsário Viajante02/01/14 13:12

    Verdade. Também viajei e passei por essas situações.
    No primeiro ponto, ocorre algo curioso: as pessoas morrem de medo de andar a 110 numa estrada pq "é muito rápido" mas não tem medo de andar em ruas pequenas e urbanas a mais de 70km/h. Ou seja, enfiaram na cabeça das pessoas que a velocidade é um dado absoluto, e não algo relativo ao lugar onde se trafega. Outro ponto que vemos isso é no pedágio, onde repetidamente alguns insistem em forçar a barra no semparar, querendo passar a mais de 60km/h, colando e dando farol, não importa que vc esteja no semparar da direita e deixando bem claro que sua intenção é obedecer a lei. E, neste caso, faz muita falta polícia para parar o apressado e dar-lhe um "sabão".
    Jà a engenharia é piada, além do enlouquecedor exemplo da Imigrantes e seu limite sem sentido, posso citar também o Rodoanel com limite muito abaixo do razoável e repleto de erros em suas saídas, em especial a saída para a Imigrantes no pedágio: um curva cega, sem recuo, que dá direto nas cabines.
    FInalmente, a polícia rodoviária, que vem sendo desmontada sistematicamente, em prol da "fiscalização eletrônica" que multa mas não impede a infração nem os acidentes nem as mortes...

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    1. ahhh Corsario... é você então que fica travando todo mundo na cancela... Tire logo a tag e pague no método tradicional, assim você leva mais tempo!
      Rodoanel pra mim é 150km/h a velocidade de cruzeiro! Só obedeço leis que fazem sentido e estou disposto de pagar eventuais, pois dirijo com segurança.
      Mas você tem razão está cheio de apressadinho na cidade, que se borra pra andar na estrada, a vontade é de tirar da pista mesmo! Podem me xingar... Isso não mudará nada! Nessa p**** de país não dá pra seguir o rebanho! Fábrica de loucos!

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    2. Corsário Viajante03/01/14 15:58

      Não se preocupe, quando vou "travar todo mundo" na cancela sempre escolho a cancela da extrema direita, para quem tiver pressa passar na da esquerda, e deixo bem claro lá de trás que vou devagar, novamente dando tempo para a galera escolher outra baia.
      FOi assim, aliás, que escapei de diversos engavetamentos feios quando a cancela não levanta e o cara resolve brecar ao invés de atravessar a cancela.
      QUando ao rodoanel, hoje para mim é mais negócio ir por SP mesmo, rodo menos, não corro risco de ser assaltado em lugar que não pega celular e ainda por cima não pago pedágio. Cùmulo do ridículo não?

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    3. Boa! Se depender de mim não haverá congestionamento algum, só me certifico que não tenha nenhuma mocinha que possa se machucar, mas sempre tento arrancar a cancela quando não abre... Afinal, pagamos para não parar! Se a porcaria não funciona o problema não é comigo... rs

      Rodanel é vantagem no horário de pico, celular atualmente funciona. O que está melhorando são as cancelas, depois que tentei arrancá-las algumas vezes, parece que a concessionária está mais atenta com o problema.

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    4. Corsário Viajante03/01/14 17:46

      Deve ser esse meu problema, sempre ando com mocinhas do meu lado, do tipo que se machucam com facilidade! hehehehe
      No meu caso, tem horas que não dá para escapar do Rodoanel, mas sempre que posso escapo. Mas claro, se vc não obedece o absolutamente ridículo e absurdo limite imposto, deve valer mais a pena mesmo.

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    5. Esses limites de velocidade antes dos pedágios são ridícuos! A 700 m antes do pedágio querem que você ande a 60km/h? Peraí! Os carros possuem freio de bicicleta pra justificar isso?

      João Paulo

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    6. João Paulo
      Põe ridículo nisso. Por aí se vê como tem idiota cuidando de trânsito no Brasil. Sempre me lembro do aviso de pedágio na estrada Montevidéu-Punta Del Leste, 750 metros antes. Aqui, 2 quilômetros...Tem ou não que mandar prender o Jorge Ben Jor por mentir, dizer que o patropi é abençoado por Deus?

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    7. Corsário Viajante05/01/14 12:33

      POis é, na Carvalho Pinto é isso aí, dois quilòmetros antes já baixam de 110 para 80 ou coisa assim. Resultado: ninguém respeita, e por costume, acabamos desrepeitando sistematicamente todas as orientações.

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    8. E na praça de saída do Rodoanel em SBC... 40km/h! Só de raiva faço a curva que antecede próximo do limite de aderência sempre! Aliás, curvinha boa pra fazer a moda! Depois do radar acelero até uns 90~100, solto o pé pra uns 70, velocidade esta que costumo passar pela cancela... E quando ela não abre... Também não freio, afinal não quero que colidam na traseira do meu carro! Estas praças do Rodoanel são campeãs em falha de abertura da cancela, sugiro que todos tentem arrancá-las pra ver se alguém toma alguma providência além de passar fita adesiva naquele cano de pvc tosco.

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  11. Claudio Fischgold02/01/14 13:23

    Bob,

    muito bem colocado. Me lembro que nos Estados Unidos, na década de 80 já se via nas agulhas (para quem ia pegar a principal) o alerta para acelerar, no sentido de igualar a velocidade dos outros motoristas que vinham pela rodovia.

    Outro problema de falta de planejamento é a Avenida das Américas, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro; a Barra começou a ser povoada no início da década de 70, quando a chamada "onda verde" dos sinais de trânsito já era mais do que conhecida. Pois bem, ao invés de se fazer a pista de ida separada da pista de volta por um quarteirão, fizeram as duas pistas coladas uma à outra. Resultado; a onda verde se tornou uma impossibilidade. Apesar disso, a CET manteve durante anos as placas sugerindo manter a velocidade de 60 km/h para aproveitar a onda verde que todos sabiam não existir.

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    1. Corsário Viajante02/01/14 18:11

      Ironicamente, aqui é o contrário: nos acessos à rodovias é comum diversas placas pedindo justamente velocidade mais baixa. Ou seja, ao invés de incentivar a pessoa a entrar na rodovia na velocidade de fluxo dela, obrigam ela a entrar em média na metade da velocidade da via (ex: rodoanel, limite 100km/h, acesso a 60km/h)

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    2. Corsario... 150 no acesso tb... rs

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    3. Corsário Viajante03/01/14 15:59

      hehehe neste caso não tem o que fazer, também entro em velocidade compatível com o tráfego.

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  12. O caos educa, amansa o povo, todo país de terceiro mundo adota medidas de caos para controle do povo, em diversas áreas, entre elas o trânsito. Um trabalhador cansado (8h jornada, 4h trânsito, 1h refeição = 13h diárias, sobram-lhe 11h para dormir (7h a 8h) e cuidar das outras tarefas (3h a 4h não dá nem pra fazer um curso técnico e conciliar cuidar da família), ou seja, povo quieto, cansado, não pensa, age como gado, aceita o país e a corrupção deste.

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    1. Cara, vc foi direto ao ponto. É exatamente assim.

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    2. Hugo, sem dúvida você levou a taça! Como dizia o AK.
      Por isso que devemos sempre pensar fora da caixa!

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  13. Bob, a diminuição excessiva da velocidade quando da proximidade de um radar realmente é muito comum. Em parte acho que isso decorre da falta de um padrão: afinal, o radar vai multar em qual velocidade? Aqui no Paraná é difícil de saber. A velocidade da rodovia é 110, cai para 40, sobe para 60, cai para 40, sobre para 110... vc, se não é usuário frequente daquela estrada não tem como saber MESMO. Tempos atrás comigo, indo por uma estrada que não me era familiar vi bem ao longe um radar (era possível notá-lo pois havia toda uma pintura amarela e a estrada permitia esta visão). Bom, não notei uma indicação de velocidade local. A da estrada era 110. Alguns kms atrás havia passado por outro radar, parecido, onde havia uma placa de velocidade local limitada em 60km/h. O que fazer? A velocidade ainda era a mesma? Será possível? Ou é 110? A estrada estava vazia, não tinha nenhum carro "local" por perto..., não havia retornos nem faixa de segurança (...). Bom, na dúvida reduzi a velocidade para próxima dos 60 km/h e passei. Algumas horas mais tarde voltei pela mesma estrada, sentido contrário. Neste sentido tinha uma única sinalização, quase em cima do radar: 30 km/h. Conclusão, fui multado na ida, pois passei acima do dobro da velocidade local. Não vi sinalização nenhuma na ida (pedi para minha esposa tentar procurar algum sinal da placa "desaparecida" durante a volta, não achou).
    Aqui no Paraná quase todas as rodovias passam pelo meio de cidades (grandes ou pequenas, isso ocorre até com Curitiba) onde há mistura de trânsito local da cidade, rural, retornos, travessia de pedestres, e raramente há um viaduto ou passarela para no mínimo ligar os dois lados da cidade. Daí, toda hora tem mudança da velocidade da estrada, lombadas na estrada, radares (algumas vezes as lombadas eletrônicas). Bicicleta, carroça, carrinho de mão, ônibus urbanos, carrinho de bebê disputam asfalto com os veículos que de fato deveriam estar na estrada. É uma bagunça enorme. Nunca consegui usar o controlador de velocidade do carro pois a cada 5km, no máximo, tem uma "surpresa" surreal.
    VPJ.

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    1. Anônimo02/01/14 13:47

      Permita-me discordar. Não acho que a diminuição excessiva de velocidade no radar seja decorrencia de falta de padrão. Acho que chama-se MEDO!

      Eu mesmo assumo que reduzo a velocidade perto de radar. Pelo menos uns 10km/h porque tenho medo da regulagem do dispositivo (não confio...quem me garante que se a velocidade maxima é 110km/h por exemplo, o radar multará a 110km/h?. Quem me garante que não tem uma arapucazinha de 105km/h só para pegar o motorista que anda no limite de velocidade da rodovia?).

      Eu sou honesto: Tenho medo! Não confio! Num municipio governado seo por politico usando o cargo de trampolim (São Paulo) e um estado dirigido por um partido que simplesmente deu todas as estradas para 3 empreiteiras, dá pra confiar?

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    2. Daniel, eu já vi uma dessas lombadas eletrônicas (que mostram a velocidade que vc está passando por ele) assim desregulado. O limite do radar era 60 km/h, no painel do meu carro eu estava a 55 (rodas e pneus originais, sem mta margem para erros estapafúrdios) e eis que o radar me mostra 59 km/h........ Isso aconteceu apenas uma vez, mas já foi o suficiente para eu, daquele dia em diante, passar cruzar por ele a 40~45 sempre....
      Isso aconteceu em Sede Alvorada, distrito de Cascavel/PR. Menciono pq sei que há leitores aqui do nosso velho oeste do PR que lêem o blog.

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    3. Daniel, concordo com a questão do "medo"... mas acho que o problema é o "ser humano brasileiro" em geral, não um político ou partido em particular. Aqui em Curitiba (prefeitura PDT / PT) tem várias lombadas eletrônicas. Já várias vezes passei com o ponteiro no mesmo lugar, olhando para o gps para conferir e a velocidade SEMPRE oscila uns 5-7km/h para cima do marcado no gps... nunca que vou confiar. Além disso, geralmente radar é de 60 km/h, lombada 40 km/h. Mas alguns radares operam em 70 km/h, outros em 50 km/h (bem, teoricamente) e tem lombada que opera em 30 km/h e 20 km/h. Dá para ser feliz com isso?
      VPJ

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    4. Nunca fui autuado por uma velocidade que eu não estava, isso eu tenho que reconhecer. O caso do anônimo deve ter sido problema com o equipamento. Tenho fé que o roubo não seja feito desta forma.

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  14. Perfeitas observações, Bob Sharp! Faço minhas suas palavras. Feliz 2014!

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  15. Excelentes observações, Bob. Só que temos um problema: é preciso gostar realmente de carro para aplicar todas as mudanças que fariam nosso trânsito melhorar 100%.

    Da forma que o Brasil funciona hoje, com um mercado automobilístico baseado muito mais no "status" de se ter um veículo do que no prazer de dirigir, e com um grupo crescente de pessoas que vê no automóvel o demônio a ser combatido, isso tudo é sonho de uma tarde quente de verão.

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  16. O motorista médio tem pouca habilidade, o brasileiro médio tem pouco bom senso, o governo em média só quer arrecadar, e o caos reina. E eu que quero viver muito, tenho mais é que proteger meu coração de tanto estresse.

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    1. Mandou bem Eduardo, tenho tentado pensar assim também.

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  17. É patente a falta de investimento em infraestrutura e educação, não só no trânsito, mas em todas as esferas da sociedade brasileira. A começar que os eleitos representantes, por vezes, são marginalmente educados, e portanto, incapazes de avaliar e administrar o atual cenário nacional. Quando também, por puro cinismo, ignoram as reclamações, dizendo que não há problema algum no país, que em outros lugares está muito pior.
    No trânsito, a sede arrecadatória impede qualquer tentativa de educar o motorista. Preferível multar alguém acima da velocidade permitida, que quase sempre é baixa para a capacidade da via, do que multar alguém que fecha um cruzamento, impedindo o bom fluxo de outros carros.
    A formação de condutores é pífia. O ensino teórico é maçante e pouco instrutivo. A prática é apenas para garantir a aprovação na prova, que por sua vez é tão vergonhosa quanto a qualidade do treinamento.
    Não vejo a curto prazo qualquer melhora nesse cenário. O acesso aos meios de transporte individuais por gente inapta sempre ocorreu, e mais recentemente ganhou amplitude.
    Cuidem bem da sua segurança e integridade, porque não há ninguém fazendo isso por nós.

    GB

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    1. Excelente GB, enquanto isso na California, todos na mesma velocidade, algo em torno de 130km/h, mesmo com fluxo intenso. É um sonho morar lá!

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  18. Quanto ao radar, torço para que o senhor, Bob, nunca pegue um radar desregulado, que esteja marcando "para baixo". Uma vez peguei um desses, até meu GPS acusava que eu estava a 40 km/h numa via de 40 km/h, via gente passando a 30, 20 km/h, e eu resolvi passar "no limite". Resultado: fui o burro da história, chegou uma multa me acusando de estar a 48 km/h. Recorrer para quem?

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  19. Robinson Garcia02/01/14 15:13

    Boa tarde Bob e ótimo 2014!

    Concordo plenamente com seu texto. Eu que rodo bastante nas estradas tenho a mesma impressão.
    Acrescento que a falta de uma mínima gentileza associada a "lei de Gerson" tornam as coisas mais difíceis ainda. Costumo ler frequentemente uma publicação sua sobre direção defensiva do BCWS. Ajuda!

    Abraços,

    Robinson.

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  20. Mas Bob, sem querer prolongar o assunto pois não li tudo, me explique uma questão: se a velocidade média é cada vez mais baixa, por que o número de acidentes fatais e de grandes proporções é cada vez maior?

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    1. Velocidade não tem nada a ver com acidente, é óbvio. Ou seria uma verdadeira carnificina nas auto-estradas alemãs.

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    2. Velocidade não mata. O que mata é parar abruptamente.

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    3. Aliás, hj eu vi uma coisa que eu quase não acreditei: a Globo, no Jornal Hoje, afirmando que, segundo dados da PRF, a maior causa de mortes nas estradas são as colisões frontais provocadas por ultrapassagens em local proibido. Quase não acreditei qdo vi eles se dando conta disso.

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    4. kkkkkk... muito bom Anônimo02/01/14 21:34... É bem por aí mesmo!

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    5. Corsário Viajante03/01/14 16:01

      "a maior causa de mortes nas estradas são as colisões frontais provocadas por ultrapassagens em local proibido. "
      Exato, mas para resolver isso precisa melhorar as estradas, ou seja, cai a bomba no governo. Mais fácil culpar a velocidade e o álcool, que geram receita.

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    6. Corsário

      Precisa melhorar as estradas sempre, mas pisar no acelerador e entrar na contra-mão é decisão do motorista. Enquanto as pessoas não tiverem mais noção do perigo q é ultrapassar em local proibido isso pouco melhorará.
      O galho é q há locais proibidos que não precisariam ser e outros que precisariam ser proibidos e não são. Isso é ph*da.....

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  21. Excelente artigo. Concordo plenamente que nada é feito nesse sentido, de se pensar (e o mais importante: aplicar) melhorias para o trânsito nas grandes cidades. Cada vez que vejo estas fotos tenho a mais absoluta certeza que não aguentaria 1 mês morando em SP. Digo isto pois, no que tange ao TEMPO que as pessoas gastam diariamente com as tarefas e compromissos, penso que alguns AJUSTES (grandes ajustes como: mudar de cidade, médios ajustes como: escolher um bom bairro para morar e uma boa empresa que ofereça transporte, por exemplo, e pequenos ajustes como: chegar e sair 1 hora mais cedo, evitando o rush), se somados, refletem uma melhor qualidade de vida.

    Explico: moro a 10 minutos do trabalho e exatamente no quarteirão ao lado da Faculdade, ao qual gasto 5 minutos a pé da porta de casa até à porta da sala de aula. Mesmo morando a 3km do serviço, não uso o carro para trabalhar, pois a empresa oferece transporte ida/volta todos os dias. Aliado à isso, a jornada diária é iniciada 30 minutos antes da hora do rush. Logo, não há stress de trânsito na rotina. O supermercado fica à 700 metros e vou de bicicleta fazer as compras, com uma mochila. Poderia ir a pé, também. Bancos, Correios, Farmácias e Restaurantes ficam a menos de 5 minutos a pé. Existe também um pequeno shopping a 1 quarteirão de casa e um outro shopping, maior, a 5 minutos de carro, mesmo tempo até um Hospital da região. Ou seja, qualquer carro que possuir, será um legítimo "carro de fim de semana".

    Por estes motivos apresentados (e importante: somados), posso escolher (dentro do orçamento) virtualmente qualquer carro que quiser (de 1.0 a V8), sem me preocupar com consumo/manutenção/preço de seguro e coisas desse tipo que acabam podando as escolhas de nós AUTOentusiastas quando vão comprar um bom carro. Sei que muitos nasceram e viveram toda a vida em capitais como Rio, São Paulo, BH e etc. Mas em cidades como essas, dependendo das circustâncias e compromissos (trabalho/faculdade/etc), chega um momento da vida que se perde mais tempo no trânsito do que vivendo, por isso recomendo refletirem se a prioridade e o bônus de se morar em uma grande metrópole compensa o ônus.

    Ah! A cidade é Vitória (4º melhor IDH do país), o estado é o Espírito Santo (aquele do Roberto Carlos) e o bairro é Jardim Camburi. Bob e equipe: parabéns pelo blog, acompanho diariamente e aguardo a mudança para site/portal. Abraços!!

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  22. Não temos cultura automobilística, não somos ensinados desde cedo a nos comportarmos no transito. A maioria acha normal andar pelo acostamento (escuto dizerem que é a "terceira faixa"). Nao existe, na maioria, a preocupação de que o transito é de todos.

    Tres exemplos: Estava eu de moto em uma avenida de quatro faixas - duas para cada sentido - dividida pela faixa dupla amarela pintada no chao. A faixa da direita é inutilizável, pois é estacionamento, fica, na prática, uma faixa para cada sentido. O transito andava e parava. Andava e parava... E era domingo! Como estava de moto, eu cabia entre os carros estacionados e a faixa "util". Descobri, la na frente um taxista, que a cada quadra, parava para ver se a rua a esquerda era a que ele queria. Ele parava em todas, olhava e depois arrancava. Fez isso por umas dez ruas, pelo menos, até que finalmente consegui passa-lo. Pena de quem estava de carro, pois o taxista estava pouco se lixando com a já enorme fila de carros numa avenida que deveria estar livre no horário.
    Em um final de semana, estava de carro, familia toda, crianca na cadeirinha, em uma rodovia de uma faixa para cada sentido. Como era o fim de um grande feriadao, muito carro, mas o transito fluia, devagar, mas fluia. No fim de semana seguinte, repeti o trajeto, mas mesmo com menos carros, havia muito mais transito. Desta segunda vez, nao haviam policiais rodoviarios a cada 2km como no feriadao, por isso muitos iam pelo acostamento. Foi nítido como houve uma piora no transito.
    Em outra ocasiao, em uma rodovia de duas faixas em cada sentido, me deparei com o transito completamente parado. Desejei muito ter um automatico nesse dia, foi uma hora, cambiando entre primeira e ponto morto em um trecho de menos de 10km. O que era? Uma carreta havia "passado direto" numa curva e estava dentro do canavial. A rodovia estava livre, nao havia nada que impedisse o transito, até a policia rodoviaria havia parado a sua viatura fora da estrada, quase fora do acostamento, mas mesmo assim, *todos* os motoristas passavam beeeeem devagarzinho, pra olhar o "acidente", que provavelmente teve como feridos apenas as pobres plantinhas de cana...

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    1. Corsário Viajante03/01/14 16:05

      Esses curiosos são um saco. Vou dar um exemplo que traz quase tudo que falou:
      um carro atravessou a pista (fato recorrente, aliás) na estrada que liga sorocaba a campinas. Bateu de frente, um dos carros ficou na direita e o outro no acostamento, com destroços na esquerda.
      POis bem, o trânsito logicamente parou, e os espertos resolveram apelar para o acostamento, onde estava o carro. Resultado: o acostamento travou por quilômetros. As ambulâncias não tinham por onde chegar, e tivemos que sair pedindo para as pessoas que estavam na esquerda jogar os carros no canteiro central para elas passarem pelo meio.
      Só que então os curiosos abutres saíram de seus carros e ocuparam o meio da rodovia para ir "assistir" e logicamente filmar os destroços e os mortos, dificultando mais uma vez a chegada do socorro.
      E o mais incrível, ninguém foi multado ou repreendido.

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  23. Rodo graças a Deus 8 horas por dia depois da nova "lei da carga horária", 450 a 600kms por dia com uma carreta de 53 toneladas (estou agora no Maranhão) e infelizmente Sr Sharp o que vejo de colegas caminhoneiros é total despreparo vinculado a profissão de carreteiro, imagina um trambolho desses em faixa contínua num aclive em curva sem ter visão do coitado que vem em sentido contrário fazendo uma ultrapassagem? Deus que ajude o carro pequeno a ir para o acostamento. Na verdade no sentido geral e não generalizado ouvi um sábio deste blog dizer que o povo está ficando doente, não só os cidadãos mas as autoridades de trânsito também, tenho vários vídeos de policiais militares e rodoviários fazendo barbaridades com as viaturas em estradas que despertariam até o interesse na formula 3, não sou parado por nenhum policial a mais de 2 anos e não é porque procuro andar certo e com o caminhão e seus equipamentos em dia "Se quem é a lei não a segue é que a coisa está mesmo ficando preocupante" disse esse mesmo sábio. Eu procuro fazer o meu dever de casa honrando a velocidade dos 80 e não medindo forças com veículos mais potentes mas está uma zona de guerra o tráfego rodoviário. por favor gente vamos deixar a pressa em casa e ter prazer em viajar com a família e Jesus no coração.

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    1. Aplausos para você! De verdade! Parabéns.

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    2. Os teus colegas, Luciano, são os que mais deveriam dar exemplo de bom comportamento no trânsito, mas isso está longe de acontecer.

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  24. Daniel San02/01/14 16:52

    Uma coisa que observo rigorosamente toda vez que saio à rua é a falta de ritmo de muitos motoristas. É comum o sujeito passar por você feito uma barata tonta e depois ficar amarrando todo mundo na faixa da esquerda. Ou então você está calmamente na pista da direita e um cidadão entra na via principal,completamente esbaforido,sem ligar a seta e logo passar a andar a passo de tartaruga,te obrigando,primeiro,a frear pra não acertar a traseira dele,em seguida,ir para a esquerda para ultrapassá-lo,pois o cara se mostra incapaz de andar ao ritmo da via na qual acabou de entrar. Outra situação muito comum é o sujeito reduzir ao passar por um radar e aparentemente esquecer de retomar velocidade,amarrando todos os que vêm atrás. Como se vê,tudo fruto de má educação ao volante.

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  25. Lembrei do Bob neste fim de semana...

    Quem já veio pra Baixada Santista conhece a av. Manoel da Nóbrega, vulgo Tapetão, que liga Santos a São Vicente margeando a praia.
    Pois bem... pleno dia 31 de dezembro comendo solto, 15h, e o trânsito simplesmente congestionado no sentido Santos-São Vicente. Motivo? Um belissimo comando da PM.. s caras conseguiram a façanha de fechar as três pistas mais a motovia que corre rente ao canteiro central com cones e uma viatura Pajero e afunilaram tudo em um mísero "corredor"... passava um carro por vez e olhe lá.

    Some-se a isso a habitual e proverbial mania do brasileiro de não saber o que fazer nem como se portar diante de uma viatura (não sabe se acelera, se breca ou se caga todo) e estava feito o apocalipse de verão.
    Não sou contra iniciativas neste sentido, muito pelo contrário, mas um mínimo de bom senso seria muito bem vindo. Não se fecha uma via como essa assim, ao bel-prazer.

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    1. Leonardo,
      Alguma razão eles deviam ter para realizar uma blitz assim, a Praia Grande estava medonha este fim de ano... Aquela coisa, funk no último volume, motoqueiros estourando o giro da moto para fazer graça... Cena do inferno!
      Agora o que me chamou a atenção na Pe. Manoel foi o acostamento liberado para a operação descida e o povo parado no trânsito reclamando de quem corretamente o utilizava. Se nem ler placa o povo sabe, acho que estamos querendo demais deste país, os errados somos nós!

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  26. jopamacedo02/01/14 17:40

    Não adianta fazer uma rodovia com 20 pistas se nas cidades a malha viária é deficiente. Exemplo disso é a Tamoios, que está sendo duplicada, mas quando você chega em Caraguá pra ir às praias em direção a Ubatua, por exemplo, tem que passar no meio da cidade! No caso de SP, não há muito jeito: uma região com 20 milhões de pessoas, metade deles desce à praia, não tem cidade que suporte essa demanda. Só se derrubar as montanhas.
    Vai um pouco do bom senso da população, também. Dos 365 dias do ano, pelo menos 250 são de sol. Mas a população vai à praia só durante 2 meses. Vai dar rolo!!
    O que poderia amenizar isso? Já que querem fazer um trem bala inútil, porque não fazer um moderno trem (não precisa ser trem bala) pras cidades do litoral?

    João Paulo

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    1. João o problema não está na descida da serra, está na capacidade das cidades litorâneas. A Rio-Santos mesmo precisa ser melhorada, apesar de já ter um tempo que não a utilizo, não acredito que melhorado tanto.

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    2. Sim, foi exatamente isso que eu disse. As estradas que partem do planalto podem ser maravilhosas. Mas chega lá embaixo é 3º mundo.

      João Paulo

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  27. Bob;

    Excelente seu post! Exatamten o que eu penso sobre a quest ão do transito rodoviário: Conjunção de falta de habilidade do motorista+policiamento rodoviário feito de maneira inadequada+radares+ausencia total de planejamento, tudo levando ao caos rodoviário

    Outro ponto que levanto é o excesso de pedágios em algumas rodovias. Na Castello Branco tem pedágio no km 17 e outro no 32, um autentico caça niqueis. Além do aburdo de rodar em estradas repletas de pedágio, eles são bons para entupir o transito.

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  28. Bob, muito boa tarde! Primeiro desejo-lhe um ótimo 2014, com saúde e paz extensivo a todos os seus!
    Segundo, foi um prazer (re?) vê-lo em Interlagos na Regularidade. Tem um "bando de malucos" lá que estão arquitetando uma "1.0 cup", só prá brincar de acabar o trecho sem pneus e com pedal de freio no carpete. Se a brincadeira (séria) vier a acontecer, te informo ( e te convido!). Seria uma "válvula de escape" da neurose que se tornou o transito neste país.
    Quanto ao seu post (excelente por sinal), seria interessante lembrar aos "roda-presa" que passam a 90 no radar de 110, vale ainda lembrá-los que todo radar é aferido levando-se em conta uma margem de erro de 8 a 10 %; logo, num radar de 110 você pode passar até a uns 117 / 118 que não terá problema. Esse fato me incomoda bastante, já que rodo 95 % do meu tempo em rodovia com radar - e é só chegar perto e tome freios! Grande abraço Bob!!!

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  29. João Carlos02/01/14 18:50

    Considerando a época do ano, dói ler e ouvir que "os acidentes foram causados pela imprudência", sendo que o português claro seria: causados por não saber dirigir. Claro que isso fere o ego do brasileiro "apaixonado por carros".

    Infelizmente o conceito da massa sobre saber guiar é mover pedais e virar volante e dar seta automaticamente. Andam completamente largados e sem noção alguma do que há e o que vem ao redor. Certamente é por isso que películas negras não incomodam essa gente. A falta de noção ao redor mostra-se evidente na quantidade de seteiros; dar seta pra fantasma mostra total falta de noção do que ocorre a sua volta. Geralmente é a mesma turma que acha risco de vida guiar carro sem ABS e controle de estabilidade; sendo que esquecem do risco maior: não saber guiar, é duro, mas é isso mesmo.

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    1. Ok, mas não entendo sua pegação de pé com os "seteiros". Os que não usam seta dão muito mais problemas.

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    2. Também não entendo a implicação com "seteiros". A seta deve ser usada tanto para indicar conversoes quanto mudanças de faixa, e não utilizá-la sempre pode causar problemas sempre que houver alguém no seu ponto cego, além de prejudicar demais motoristas que não poderão prever de antemão suas intenções .
      Você está atestando que é objeto de sua própria crítica.

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    3. João Carlos, se entendi vc. está implicando com aqueles que dão seta sempre que pretendem trocar de faixa ou virar em uma esquina, por exemplo. Pois saiba que os veículos pequenos (motos e bicicletas, por exemplo) são de dificílima visualização. Isto não tem nada a ver com películas, e sim com a forma como o cérebro funciona. Logo, além de ser obrigatório, tem de dar seta sim, independentemente de vc ACHAR que tem controle total do ambiente no seu entorno (o que obviamente não é verdade, vc. está se iludindo).

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    4. Até entendi o ponto de vista do João, mas o Anônimo 03/01/14 11:55 está correto.

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    5. Tudo errado. Seta é para avisar sua intenção quando isso é necessário. Ligar seta num entroncamento em "T" onde só é possível dobrar a direita é burrice. Ou aguardar o sinal verde numa faixa exclusiva para dobrar à esquerda, com aquela porcaria piscando na sua cara, Ou quando consultados os espelhos não há carro por perto ao pretender mudar de faixa para iniciar uma ultrapassagem. Mas a pior "raça de seteiro" é o que acha que seta é autorização e não aviso de intenção – causa um acidente e depois vem com "mas eu dei seta..." – em razão dessa obrigatoriedade de dar seta para tudo..E quem nunca presenciou um idiota costurando feito doido no trânsito e dando seta esquerda e direita o tempo todo? "Mas eu dou seta"...

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    6. João Carlos
      Nota 10 para o seu comentário.

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    7. 4x2 para nós! Perderam, Bob e João Carlos. Nota zero pros dois!

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    8. HA HA! 4x3 então! Já já a gente empata!

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    9. Concordo com Bob e João, a seta é um aviso de intenção para os outros motoristas que trafegam na mesma via, qual o sentido de dar seta para trocar de faixa se você está dirigindo solitário na via? Só para não perder o hábito? Não vejo motivo.

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    10. Bob, realmente sinalizar quando só há uma opção na faixa em que está rodando é um tanto ridículo. Mas acredito que o anônimo acima esteja falando sobre situação de tráfego intenso, troca de faixa com sinalização pode evitar problemas com um ponto cego, ser surpreendido por um motociclista em alta velocidade, algo assim... A questão de sinalizar pra mim é tão automática, eu sinalizo somente o necessário, mas entendi o ponto de vista. Creio que o importante é ser consciente, independente se anda rápido ou não, sinaliza ou não, ter noção do que acontece ao redor e interagir com os demais de forma harmoniosa. Como já falado, "dar seta" é sinalizar intenção!
      Hoje um "bração" sinalizou e mudou de faixa, ele estava parado no trânsito, não se importou com quem vinha e em que velocidade, no caso eu tive que frear, foi uma fechada, farol alto só para avisar o mau motorista, que não foi legal... Mas o babaca ainda freou na sequência para me atrapalhar... Porém o babaca estava tão preocupado em me atrapalhar que não percebeu que as faixas ao redor ficaram livres, joguei para direita e fui embora... E ele ficou, no mínimo com fumaça saindo pelas orelhas rsrs... No caminho houve mais um ou dois casos estúpidos e isso que o trânsito em SP ainda está ótimo! Ainda mais quando "legalizamos" o corredor de ônibus, isso é lindo de ver! Por que respeitar aquela faixa se a porcaria da prefeitura não está nem aí pra gente, todo aquele rebanho parado... Não dá né! Esse é tipo de manifestação que eu curto fazer parte!

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    11. Anônimo 06/01/14 11:26
      A troca de faixa com cuidado independe do uso da seta. Ninguém pode mudar de faixa se vem um veículo se aproximando rapidamente na faixa que se quer tomar e não é a seta que vai tornar a manobra segura, mas a consulta aos espelhos. O que se passou com você hoje é típico. Além disso, não existe ponto cego quando o carro tem espelho convexo nos dois lados, o que me faz considerar os tais avisos de ponto cego equipamentos totalmente inúteis, mais para impressionar o comprador do que qualquer outra coisa.
      A seta é útil quando: 1) Se diminui a velocidade para parar junto ao meio-fio ou ao pretender dobrar uma esquina; 2) Se ao se pretender dobrar uma esquina houver pedestres em atitude de atravessar a rua, orientando-os; 3) Se deseja informar intenção de mudança de faixa e obter autorização do carro atrás que venha por qualquer dos lados; 4) Durante uma ultrapassagem e havendo carro atrás pedindo passagem, dar seta direita informando o motorista desse carro que você já entendeu que ele quer ultrapassar e que sairá da faixa assim que possível, atitude que contribui para evitar tensão na estrada; 5) Ao se avistar um carro pelo espelho que esteja se aproximando rapidamente e você se aproximando de um veículo lento, avisar àquele motorista pela seta direita que você ficará onde está. Em resumo, a seta é para dar informações úteis, realmente necessárias, não por mero hábito, reiterando que dar seta não significa ter autorização para absolutamente nada.

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    12. Bob, no caso 5 você quis dizer seta esquerda, certo?

      Bob, utilizo seta direita para sinalizar aos caminhoneiros que devem voltar à faixa que deveriam estar e o recado é muitas vezes entendido, isso com veículos emparelhados, funciona como um lembrete "Hey você não deveria estar trafegando na direita? Olha! Está livre!"

      Não utilizo seta para esquerda para pedir passagem, se o motorista à frente não está atento passo pela direita, esta ultrapassagem sempre com muita atenção, com seta direita quando entendo que é necessário, a diferença no consumo de combustível é muito grande. Evito usar o freio na estrada.

      Solicitação de passagem, somente com boa distância uma breve sinalizada com o farol alto, se percebo que não haverá colaboração, já puxo pra direita e nela continuo... Muitas vezes quando isso se repete, passo a trafegar direto pela pista direita em velocidade maior que a do fluxo da esquerda.

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    13. Seta direita mesmo, para o sujeito que vem rápido ter certeza de que vou esperar ele me ultrapassar para só depois eu fazer o mesmo em relação ao veículo lento. Assim não precisa se preocupar em frear. / Não sei como é possível você estar atrás de um caminhão, dar seta direita e o motorista notá-la. / Na estrada e vias expressas sou um "educador" por excelência, espero quem está à frente me dar passagem. Um truque que não falha é jamais colar, que irrita, mas ficar a uma distância de dois carros, que preenche o espelho dele, que incomoda. Nem é preciso relampejar faróis. Só uso o expediente de ultrapassar pela direita quando a estrada está muito cheia e vira "mão inglesa", com a direita bem mais livre. E, claro, fazer isso com o máximo cuidado.

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    14. Bob, agora entendi a situação que descreveu. No meu caso, eu disse quando estou emparelhado com o caminhão, no caso eu na faixa da esquerda e o caminhão trafegando na faixa do meio com a direita livre, algo que diminui consideravelmente a velocidade da via.
      Também tento ser um educador, mas muitas vezes troco esta atitude por uma velocidade de cruzeiro maior, desanima quando tentamos educar e percebemos que a pessoa está totalmente desligada do que acontece ao redor, verdadeiro risco iminente.

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    15. Se eu dar seta ao mudar de faixa quando não há ninguém por perto; 1º: não vou incomodar ninguém. 2º: é uma maneira de me acostumar e adquirir hábito.

      João Paulo

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    16. Mais um desligado... vulgo mané! Não entendeu nada do que foi falado.

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    17. Sim, adquirir o hábito e subconscientemente dar seta e mudar de faixa com a "autorização" recebida sem se preocupar em ver se vem carro se aproximando...

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    18. Perfeitamente Bob, faço das suas palavras as minhas. Mas talvez o cidadão que comentou acima não tenha entendido o uso das aspas.

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    19. João Carlos08/01/14 02:42

      Aquela opção número 2 que o Bob disse, também serve para orientar os carros que vão cruzar a via em que vc vem. Entretanto, como um dos efeitos colaterais de ser seteiro é esquecer de desligar a seta quando ela não retorna, nem pedestres nem motoristas acreditam muito nela nesse caso, piorando a fluidez.

      Como curiosidade, vi uns videos de um brasileiro guiando pelos EUA, e é de doer a quantidade de seta pro Gasparzinho, e outras para sentido único. Fora as ordenhadas de vaca! Gostar de carro é, sobretudo, e, antes de tudo, guiar bem.

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    20. Pior do q os seteiros, que dão seta pra todo tipo de fantasma, são os que nunca ligam o pisca qdo deveriam. Aqui no PR, desconfio que vendem carro sem pisca. Só pode!! Não tem outra explicação!

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  30. Bob, concordo com tudo o que você disse e acrescento: faltou planejamento das cidades! Deixaram os bairros ficarem superpovoados e o resto é consequência. Reparem nas casas e prédios grudados uns nos outros, servidos por ruas estreitas. Além de complicar o trânsito, a qualidade de vida cai muito. É o que acontece em São Paulo, Guarulhos e Belo Horizonte, por exemplo. Procurem no Google Street view cidades como Atlanta, Edmonton, Montreal e vejam a diferença.
    As construções daqui ainda se parecem com as construções coloniais. Naquela época, era até uma questão de segurança a proximidade dos prédios. Esse modelo está petrificado na nossa cultura. Hoje só em condomínios vemos espaço e área verde entre as construções. Resultado: vivemos numa panela de pressão, que se reflete no trânsito. Os políticos se aproveitam desse caos.

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    1. Por aqui, se faz uma rodovia e depois de alguns anos, surgem bairros às margens, cujo único acesso é a rodovia. Aí ocorrem atropelamentos, mortes e vem a população fazer protesto, bater panela e botar fogo, pedindo lombada, radar e o escambau. Aí vai o poder público e bota radar de 30km/h em uma rodovia e a transforma em rua. É assim que acontece.

      João Paulo

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  31. Bob, acho que merece um post noticia a prefeitura de Sao Paulo ter anunciado que vaimmultar carros com som alto. Se é pra financiar a industria da multa, pelo menos que seja com os motivos corretos: que tal o próximo passo ser autuar os rebaixados e os filmados?

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    1. Demorou! Som alto, rebaixados, filmados... APREENSÃO DO VEÍCULO SERIA MELHOR!

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  32. "...incrementar o transporte coletivo, mas de maneira correta, planejada, com metrô e ônibus realmente decentes..."

    Bob, na sua opinião, o que é preciso para um transporte público ser considerado "decente"? Considerada a realidade encontrada no Brasil, logicamente.

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    1. CSS
      1. Bancos de ônibus com largura suficiente para dois adultos de estatura e porte físico dentro do normal. Hoje dois de mim (1,80 m e 85 kg) não conseguem se sentar.
      2. Proibição de passageiros de ônibus viajarem de pé.
      3. ônibus de rodar confortável
      4. Câmbio automático em todos os ônibus.
      5. Metrô, número de carros ajustado à demanda, é inadmissível um vagão de metrô superlotado por motivo de freqüência insuficiente; passageiro não é gado.
      6. Malha metroviária condizente com o porte da cidade.

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    2. Bob,
      Se eu transportar gado do jeito que os ônibus transportam gente nas cidades grandes, eu vou responder processo. Se um ônibus na zona rural andar do jeito que anda um ônibus na cidade grande (torto, com a manutenção atrasadíssima, gente apertada como sardinha em lata, etc), ele é apreendido pela PRE. Isso demonstra o respeito que se tem para com o cidadão brasileiro.

      PS: antes de se transportar gado é necessário tirar uma Guia de Trânsito Animal, na qual você declara se sua caminhonete tem capacidade para transportar tal animal. Você não verá caminhões onde os bois ficam esfregando-se uns nos outros.

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    3. Lucas dos Santos03/01/14 22:17

      Bob,

      Para o item 2 ser viável, o ônibus deveria deixar de ser a principal opção de transporte coletivo.

      Hoje em dia, a lotação máxima NOMINAL de um ônibus urbano - convencional, não-articulado - é de aproximadamente 98 passageiros - "nominal" porque sabemos que os ônibus carregam muito mais gente do que isso. Se os passageiros fossem proibidos de viajar em pé, essa quantidade cairia para aproximadamente 42 passageiros, isso já considerando que houvessem somente bancos duplos no interior dos veículos.

      Isso aumentaria demais a demanda por ônibus, tornando-o inviável como transporte público, pois seria necessário o dobro de veículos em uma frota para transportar a mesma quantidade de passageiros que atualmente. Essa ideia somente seria viável se veículos maiores e mais longos como o trem e o metrô se tornassem o principal meio de transporte coletivo, com os ônibus servindo apenas de "alimentadores".

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  33. Ótima notícia essa do som alto. Carro não é danceteria. Além de incomodar todos à sua volta, o som em volume exagerado distrai e não permite que o motorista preste a devida atenção ao ambiente externo. Dependendo do tipo de música, até pode ajudar a piorar um perfil ou estado psicológico mais agressivo. Quando era mais jovem até gostava de um som mais potente, se bem que não em volume excessivo, com as janelas fechadas. Hoje só dirijo com som ambiente de um simples CD player original.

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  34. Concordo com o autor, exceto na parte dos vidros escurecidos. Não acho que sua quantidade em relação ao número total seja tão grande a esse ponto, a maioria dos carros que vejo por aí não usa películas.
    De qualquer forma, acho que faltou citar aquela que acredito ser a principal causa: A falta de investimento na ampliação da capacidade das vias. A venda de veículos cresceu fortemente nos últimos anos, porém o aumento de capacidade das nossas principais estradas cresceu pifiamente nas últimas 3 décadas. Como resultado, as nossas principais rodovias trabalha hoje seguramente em níveis de serviço E ou F, na melhor das hipóteses no nível D. Nossas rodovias hoje trabalham com volumes de tráfego muitíssimo maior do que foram projetadas para receber. O que precisamos é um verdadeiro PAC, um programa para aumentar a capacidade das principais estradas do país de modo que possamos ter a maioria delas em nível A ou B, ao invés dessa enganação do governo petista de chamar um amontado de obras desconexas de programa de aceleração de crescimento.

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  35. E o pior é que o povo continua a eleger pessoas de má fé, corruptas que só querem prejudicar quem os elegem, quem era o Hadad tres meses antes da eleição? Foi só aparecer o Lula na campanha para ele ganhar, agora os paulistanos, tem mesmo que se ferrarem, e o PSDB? 20 ANOS! de governo, e o povo continua a elege-los, agora quem tem possibilidade que mude daqui ou aguente esse inferno!

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    1. Se bem que escolher entre o cara que esculhambou o ENEM ou o cara que esculhambou São Paulo, era como escolher entre ter AIDS ou ter câncer de próstata.

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  36. Aqui no Japão as rodovias expressas são realmente expressas,são elevadas e não existe subir ou descer serras,entramos em túneis,patrulhas nas auto estradas só gtrs e toyotas crows para pegar os muito apressados,sacos de lixo nos vidros só traseiros e laterais traseiros,rebaixar pode,até a altura mínima de uma régua de 10 cm,lombadas já me esqueci do que é isso,e extintor de incêndio em carros não existe,e nunca vi um carro pegar fogo aqui,média de dois automóveis por habitante e o trânsito flui.
    Um feliz 2014 para todos os autoentusiastas!
    Carlos

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    1. Não é a toa que o Japão está do outro lado do mundo!!! Mas um dia chegaremos lá. As placas tectônicas estão se movimentando, não estão? Então, um dia a gente chega lá! ;-)

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  37. Acredito que o principal problema de nosso trânsito é a escassa familiaridade do motorista brasileiro com o automóvel e sua interação com a vida quotidiana. 85% dos condutores são o primeiro elemento de sua família a manejar um veículo motorizado. Por exemplo, em 1960 havia em POA 22 mil pessoas habilitadas; hoje são 1 milhão e meio. Evidentemente a maioria está sendo apresentada ao automóvel em sua geração. Este fenômeno já ocorreu em países com motorização acelerada como os EUA. Mas os norte-americanos saíram na frente, criando uma estrutura viária capaz de suportar o intenso tráfego e diminuir os numerosos acidentes. Nós não tivemos a mesma sorte...

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  38. Bob e colegas infelizmente as pessoas que comandam o trânsito no Brasil em todas as esferas (municipais, estaduais e federais) não são capacitadas para tal, por isso este caos.

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  39. Aos autoentusiastas aqui, quem pode falar algum BOM exemplo de algo que foi feito para ajudar alguma estrada / avenida ou mesmo uma melhora no bairro?

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    1. Gostaria de citar alguma, mas sinceramente não me lembro. No meu bairro, todas as intervenções que eu vi deixaram pior o asfalto. Eles quebram o asfalto para consertar ou instalar alguma coisa e depois deixam mais alto do que o restante ou muito ondulado. A Avenida Nova Cantareira estava com o asfalto perfeito. Mexeram e estragaram.

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    2. Na saída da empresa onde trabalho tem uma longa ladeira, até chegar a uma estrada. Essa ladeira é descida, neste sentido saída do trabalho -> estrada. É uma região rural. Colocaram três lombadas grandes (fora dos padrões determinados por lei) e uma semana depois começaram os assaltos, onde os assaltantes, fortemente armados, ficavam à espreita de quem passava pelas lombadas (que não dava para pular, simplesmente por serem gigantes), abordavam e roubavam. Como é área de canavial e aconteceu um sequestro relâmpago com uma moça que saída do trabalho, a empresa acionou a prefeitura que ordenou a remoção das lombadas. Acabaram os assaltos.

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    3. Daniel
      Aqui perto de casa mesmo, na av. Rubem Berta, criaram uma faixa "Só" na rampa de saída para a av. Indianópolis ou para quem quer entrar em Moema, e outra de acesso à Rubem Berta sentido centro, coisa simples, que resolveu o rolo que tinha ali todos os dias. Basta um pouco de cabeça e querer, para atenuar significativamente os problemas de alta densidade de tráfego.

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    4. O Contorno Oeste de Cascavel/PR, grande obra, mas que demorou séculos pra sair.
      Falta resolver o Trevo Cataratas, um entroncamento de 4 rodovias mais o acesso da cidade.

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    5. Só esclarecendo, nesse Trevo Cataratas encontram-se a BR-277 sentido a Foz, a 277 sentido a Curitiba, a BR-369 sentido ao norte do PR, a BR-467 sentido a Toledo, Guaíra e MS e o acesso à cidade de Cascavel pela Av. Brasil. Tudo isso num trevo sem um único viaduto, todo semaforizado e q vive dando carreta tombada e batidas de todo tipo.
      Quem duvidar pode conferir aqui http://goo.gl/maps/DRRBx

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    6. Lucas dos Santos03/01/14 22:43

      Aqui em Ponta Grossa, no Paraná, alguns radares tiverem seus limites de velocidade AUMENTADOS a fim de melhorar a fluidez do trânsito.

      Nesta cidade, radares são usados como lombadas eletrônicas. No ponto em que estão instalados, o limite de velocidade é menor que o do restante da via. Dessa forma, ao se aproximar do radar - muito bem sinalizado - o motorista deve reduzir para a velocidade determinada e, após passar pelo equipamento, retornar à velocidade em que estava.

      No entanto, verificou-se que os motoristas estavam reduzindo demais a velocidade nos locais em que havia esses radares e prejudicando a fluidez do trânsito. A fim de resolver essa questão, os "radares-lombada" das principais vias das cidade tiveram a sua velocidade máxima aumentada, já considerando a redução exagerada de velocidade dos motoristas. Dessa forma, mesmo que os motoristas continuem reduzindo demais a velocidade, eles não atrapalharão o trânsito, devido à referência mais alta.

      Não sei se a medida surtiu o efeito esperado, mas ao menos as autoridades de trânsito demonstraram a sua preocupação em melhorar a fluidez do trânsito e fez a parte que lhe cabia em prol disso. Enquanto em cidades grandes só se ouve falar em redução de velocidade, a prefeitura daqui surpreendeu anunciando aumento das velocidades a fim de melhorar o trânsito.

      Outra medida importante anunciada recentemente, aborda a respeito da elaboração de um novo plano-diretor para a cidade. Dentre outras coisas, foi anunciado o AUMENTO de vagas de garagem em condomínios. O objetivo é permitir que os carros tenham um local para serem guardados ao invés de serem deixados na rua. Dessa forma seria possível remover os estacionamentos das ruas, dando lugar a uma nova faixa de rodagem.

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  40. Bob, todo o seu comentario é verdadeiro. Faltou comentar por exemplo na Carvalho Pinto que tem um "radar" nas saídas dos tuneis e assim todos reduzem a velocidade repentinamente e passa dentro dos tuneis a 80/90 km e ainda dão uma "freadinha" na frente do radar!!!! É o fim da picada. Será que im imaginam que reduzindo a velocidade fazem a "media" com os radares!!!.
    Engenharia de transito depois do sr. Scaringhela virou piada. È mais facil fazer uma lombada; deixar valetas nos cruzamentos. Aqui em Suzano tem destas coisas e formam aqueles congestionamentos devido a passagem em valetas.

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    1. Realmente, Suzano é um exemplo de tudo o que NÃO se deve fazer com o trânsito. Tem umas super-lombadas por aí que eu nunca tinha visto igual. Fora que são todas diferentes, umas são redondas, outras são triangulares. Buracos em profusão. Estreitamentos ridículos. Má conservação. Uma pena.

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    2. Fazem a média com os radares foi ótima! kkkkkkkkkk

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    3. Braz
      E radar escondido é proibido por lei estadual!

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  41. Os idiotas estão sobrevivendo, casando com uma idiota e gerando um idiota maior ainda e o ciclo vai se repetindo até idiotizar completamente da humanidade.
    Viraremos robôs obedientes.
    Caracas! Que coisa doida esta cara escreveu? É né, até pode ser, mas contra fatos não há argumentos.
    Quando eu tinha meus 20 e poucos anos ia ao Maracanã levando foguete e bandeira, com pau de bandeira e tudo, atravessava as barcas Rio - Niterói sentado na proa e nunca vi ninguém cair na água.
    Tentem liberar isto hoje, quantos cairiam por viagem e a lancha passaria por cima? Tente deixar entrar fogos e paus de bandeira nos estádios e veja o que vai acontecer, carnificina, vários mortos ao fim dos jogos.
    A capacidade intelectual media já decresceu por isto a necessidade de mais e mais restrições que gerarão mais e mais imbecis.
    Geração de imbecis intencional? Manobra Illuminati?
    Fui.....já deixei muita gente zangada , voltando ao trabalho em 4, 3, 2, 1.
    Acosta

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    1. Lucas dos Santos03/01/14 22:46

      Acosta,

      Se isso é uma "manobra Illuminati" eu não sei. Só sei que o seu comentário foi perfeito. Assino embaixo!

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  42. É justamente o que eu digo a todo mundo tambem. Vejo os reporteres na televisão culpando a todo momento que os engarrafamentos o problema é a maior quantidade de veiculos. Vejos já muitas pessoas com esse argumento na ponta da lingua. Tambem vejo que eles colocam todos os acidentes (todos!) no "excesso de velocidade" até o que não é… ontem no jornal da EPTV, apareceu um mané (desses que andam a 20 por hora na pista) junto com a reportagem e foi ultrapassado por um carro a cerca de 10 km por hora a mais que ele, a reportagem já disse "a falta de fiscalização torna a imprudencia algo comum" calma ai... imprudencia???? Se o cara tivesse passado ao lado dele a uns 200 km/h... mas não!!! o mané com a reportagem estava no maximo a 50 km/h (noção pelo movimento) e o cara que passou ele devia estar a 60, no maximo um pouco mais que isso... e a reportagem fala de imprudencia... ai logo depois colocou o flash de um grave acidente na tal rodovia, e só no finalzinho explicou que o acidente foi causado porque o motorista do carro tentou desviar de um fogão (!!!?) que estava na pista. Mas, pro sensionalismo da imprensa brasileira e sua grande massa que aceita manipulação é sempre um acidente causado por imprudencia e excesso de velocidade.
    Eu tenho tentado explicar, incansavelmente pra todo mundo que eu como trabalho na area de informatica, vejo o transito (estradas) como uma rede. No inicio da banda larga, cogitou-se pensar que a banda larga sobrecarregaria servidores, pela velocidade mais alta. O que aconteceu e verificou-se foi justamente o oposto. Quando um computador baixa um arquivo, por exemplo, um anexo de email, numa conexão lenta esse servidor é usado por mais tempo e a via (cabos) são usados por mais tempo. Os cabos, fibra oticas, e wifi tem limites teoricos de velocidade e trafego (por exemplo, uma rede com os famosos cabos azuis, na velocidade de 100mbits, tem teoricos 12,5 Mb/s de transferencia, não vai passar nada alem disso, e se varios computadores estiverem ligados ao servidor por um unico cabo esse limite torna-se um entrave em pouco tempo)
    O mesmo ocorre hoje, os congestionamentos ocorrem porque a via é usada por mais tempo, uma redução de poucos km/h ocasionam kilometros de congestionamento. A via é usada por mais tempo, carros que não eram mais pra estarem lá ainda continuam nela, ocupando espaço de outros carros...

    Assim, como os acidentes tambem não diminuem!!! Why??
    Pra entender, vamos ao extremo, ao qual é noticiado varias vezes na midia. Digamos que a via que você esta com o carro é a "linha vermelha" no rio de janeiro. Alguem aqui duvida que quanto mais lento você passar por um trecho violento como esse mais chance de levar uma bala??? Mais chance de um arrastão?
    O mesmo ocorre no transito, quanto mais tempo você esta nele mais exposto a imbecis você esta.
    Assim como você mesmo pela debilidade do transito esta mais sujeito a fazer besteiras, como por exemplo, fechar um motoboy num engarrafamento (eu não sou o tipo de motorista que fica de fila em fila, mas brasileiro é cheio disso, muda de faixa a todo instante, e isso ocasiona mais acidentes), ter que fechar alguem pra entrar exatamente naquele ponto que você quer entrar na via.

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  43. Continuando...
    Então primeiro: Velocidade não ocasiona acidentes, o que ocasiona acidentes é imperícia e problemas mecanicos (se não fosse assim, deveriam proibir todas categorias de automobilismo, e Schumacher esta ai pra provar que velocidade não é o problema, correu a vida inteira, desde os 4 anos, e o acidente grave veio completamente de lugar inusitado, e não por velocidade - ele foi salvar uma pessoa que estava fora da pista de sky)
    Segundo: O transito aumentou sim por maior quantidade de carros, mas aumentou principalmente porque as vias estão ocupadas por mais tempo, pelos baixos limites de velocidade.
    Terceiro: O CFC foi um avanço, mas parece que serviu mais pra criar esses motoristas imbecis em cativeiro. Ao inves de educar, de dizer não mudei de faixa no congestionamento, idiota! Caminhoneiro cabeção, fique somente na direita, seus 5 km/h a mais que o outro caminhão na subida, fazem diferença de alguns segundos na sua chegada, porem fazem minutos aos motoristas dos carros (Veja numa pista, quando uma carreta, caminhão, o que for, ultrapassar outro do mesmo tipo, ele segurará uma faixa inteira por no minimo 20 segundos a no minimo 20 km/h a menos - isso quando não segurará uma subida inteira!! - Traduzindo são 5,5 metros por segundo considerando carros de 5,5 metros são 20 carros que não ocuparam/passaram essa via enquanto ele ficou travando... É um egoismo maledeto, não?

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    1. Quanto aos caminhões, uma diferença de 5 km/h a mais pode significar 80 ou 100 km a mais rodados no fim do dia. É disso que os caminhoneiros vivem, eles tem mais de fazer isso mesmo, tirar para ultrapassar a 20 km/h um caminhão que está a 15 km/h. Culpa da péssima malha rodoviária, que oferece poucos pontos de ultrapassagem.

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    2. pra dar 80 km a mais rodados ele teria que ter uma média de 5 km/h a mais por 16 horas seguidas, pode acreditar isso não é tão facil ultimamente. Sou o que escreveu, meu pai é carreteiro, e eu mesmo assim não concordo com isso.
      Isso é o famoso jeitinho, e os caminhoneiros se matam (e infelizmente matam a outros) porque exageram demais. Exageram na velocidade num veiculo que nitidamente não comporta (caminhão freia mal, faz curva mal, e as vezes não tem sequer potencia pra levar ele sozinho vazio, quanto mais cheio ou no extremo, com excesso de carga).
      Graças a isso, os fretes são barateados, e quando há varios profissionais "abraçando o mundo" a oferta acaba aumentando (já que o caminhoneiro apressadinho do seu exemplo fará mais viagens pois ficará livre antes).
      E por fim, a frota é sucateada, o caminhoneiro (ou transportadora) mal consegue se sustentar pelo valor baixo dos fretes, quanto mais ao seu caminhão.

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    3. E indo um pouco mais além, a nossa cultura rodoviária para transporte de carga não ajuda em nada, é o maior custo de frete dentre as opções disponíveis, principalmente devido as distâncias, que são muito grandes para um país de dimensões continentais como o nosso, e pior, apesar dessa cultura, as estradas são péssimas, mal projetadas e mal conservadas, o que eleva os custos de manutenção, e consequentemente, do frete.

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  44. Moro em Betim-MG, a ultima prefeita conseguiu acabar com o trânsito da cidade, ela tirou todas as rotatórias do centro e substituiu por cruzamentos com semáforos de 4 ou 2 tempos. Depois disso o centro virou um verdadeiro caos! Mas o pior de tudo é que mesmo antes com as rotatórias o transito já estava ruim, as pessoas tem medo de entrar na rotatória, esperam um tempo absurdo e alguns chegam ao cúmulo de parar! Betim era uma cidade pequena até a instalação da FIAT em 76, hoje já somos 500.000 habitantes. Não vejo a hora de poder me mudar para alguma cidade do interior mineiro ou do sul do país.

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  45. Caro Bob: Você disse tudo ,existe tambem a falta de prática dos novos motoristas, da classe que ascendeu,
    rápidamente em relação aos outros. Perigo total.Costumo ir frequentemente para a cidade serrana de Nova
    Friburgo aqui no Estado do Rio numa distancia de +- 160 quilometros, gastava no máximo 2horas meia, para chegar lá. Com o travamento das rodovias com lombadas e velocidades que variam de 40,50,60,80 em todo o trecho fora os pardais estou fazendo em 3 horas e meia a quatro.

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  46. Mayc
    Conheço bem a estrada, ia com freqüência a Nova Friburgo, e era isso mesmo, 2 horas e meia no máximo na viagem. Esses idiotas – idiota é até elogio – à testa dos órgãos rodoviários estão parando o país.

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  47. Aqui no Brasil há uma dificuldade enoooorme em se antecipar aos problemas. Tudo só é justificável pela demanda já existente. É incrível como não se faz nada antecipadamente. Não há a cultura da prevenção, só a da remediação. É preciso o problema estar instalado e um monte de gente sofrendo há algum tempo com ele para que algo seja feito. E isso infelizmente não é privilégio unicamente do poder público brasileiro.

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  48. Gabriel F Tomass03/01/14 23:38

    O nosso problema de trânsito não é um problema de trânsito.
    É um problema de formação, que começa na falta de um núcleo familiar estável e presente.
    Junte-se a isso o governo babá, tomando para si as responsabilidades que deveriam ser individuais e gerando uma massa de acomodados, que esperam que, aquele que só busca o poder total, os salvem, e temos um problema que se repete dia após dia e que a cada repetição se agrava geometricamente.

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  49. BR 101 em PE. Lombadas eletrônicas de 50km/h ... O pessoal passa a 20 ou 25km/h. Nisto forma-se o maior engarrafamento. Depois da lombada, tudo volta ao normal.
    E as pessoas dizem que a culpa é da lombada.
    Deve ser muito complicado para os "motoristas" manterem a velocidade limite bem antes da lombada, pois deixam pra freiar em cima.
    A gente somos inútil.

    Moy

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  50. Economizem com as multas... Gastem tudo em track days...

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  51. O problema não é a velocidade, mas sim, as velocidades relativas entre os veículos. Se todos andam numa média semelhante, não haverá problemas, as besteiras acontecem quando uns andam a 180km/h e outros a 60km/h na mesma estrada. Fora isso, uma das principais causas de acidentes, tanto em estradas quanto nas cidades, é a imbecilização das pessoas, que parecem não mais raciocinar, guiando seu comportamento somente através de manipulações idiotas promovidas pela mídia em geral. Há algum tempo atrás, fui fechado por uma mocinha que dirigia seu Onix com Insulfilme, som alto, com chuva e à noite; ela simplesmente veio da faixa da esquerda (rua de mão única com 3 faixas) e entrou na minha frente, freei, mas mesmo assim o parachoques do meu carro foi arrancado, e o carro dela ficou com um vergão que ia desde a lanterna dianteira até o parachoques traseiro. Mesmo assim, a cidadã nem percebeu que havia batido, fui atrás dela e a parei, e qual não foi minha surpresa quando a mesma disse: "O senhor bateu na lateral do meu carro, agora exijo que o senhor pague a franquia do meu segura senão vou processá-lo!" Respondi: "Ok, vá em frente, faça o BO e diga ao escrivão que meu carro tem 4m de largura, já que ele estragou TODA a lateral do seu carrinho". Sem comentários...

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  52. Ah, Bob, meu amigo Bob. Te desejo um ótimo ano. Gostaria de ter a Spadium Laser do Jaspion, para cortar tudo o que é radar de Satan Goss.

    Mibson Lopes Fuly

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