DEZ MIL QUILÔMETROS DE FIAT BRAVO DUALOGIC



Dizem que com o tempo vamos nos tornando amigos de nossos carros, íntimos, quando essa amizade se excede ou quando nos sobram motivos para admirá-los.

Não cheguei a esse ponto depois de percorrer 10 mil km com meu Bravo vermelho, versão Absolute, vários opcionais, adquirido com 15.000 km, mas gostei tanto dele, que lhe dei um apelido: Tchikloink, um apelido onomatopaico. Onomatopéia, segundo o dicionário Houaiss, s.f., formação de uma palavra a partir da reprodução aproximada, com os recursos de que a língua dispõe, de um som natural a ela associado. Um exemplo típico é o miado do gato, o gato mia, que é parecido com o som que ele produz; um segundo exemplo é o tchikloink, que é o ruído de engate de marchas de meu Bravo Dualogic.

Não chega a ser tão encantador como o ruído de engate do câmbio de quatro marchas de um Opala 6-cilindros, nada chega perto do velho Chevrolet, estes ruídos tão marcantes quanto prazerosos podem até ter saído de forma involuntária na época. Curioso notar que hoje vários fabricantes voltaram a recriar sons de prazer dos ruídos mecânicos dos carros, depois de décadas gastas em sumir com eles. O engate de marchas do Bravo Dualogic não te dá nenhum prazer especial, mas esse tchikloink o acompanhará por todo o tempo que estiver com ele.

Dualogic é o nome de uma caixa robotizada de comando eletroidráulico e embreagem única, a Ferrari adotou essa solução (F355 F1, em 1997), BMW também (câmbio SMG nos modelos de códigos, E36, E46 e E60), segue sendo uma opção interessante para quem curte as sensações de agilidade que só a caixa de marchas manual pode proporcionar e quer descansar a perna esquerda.

Logo nos primeiros momentos, dentro da garagem do prédio, notei o ruído de engate elevado, abri o capô com o motor funcionando, desliguei o rádio e comecei a mover a alavanca do Neutro para ré, do Neutro para a 1ª e pensei, caramba, por que esse escândalo? Para fazer esse exercício, tive de burlar os sistemas de segurança do câmbio e do carro, ele não liga se a porta estiver aberta, por exemplo. Mas você pode mover o câmbio com o motor desligado e tampa do motor aberta, se quiser.

Cabo de iPhone, música somente, o celular se conecta por Bluetooth, ar-condicionado bi-zona, GPS,, todos funcionam bem

Em um carro com câmbio manual, o ruído de engate das marchas pode variar se o motorista trocar mais rápido ou devagar, não no caso do Dualogic, ele sempre sairá igual, para cima ou para baixo, um robozinho (o que é, na realidade). Ao mesmo tempo, ele preserva também a caixa de danos por mau uso ou mau engate eventual de um motorista, deixando esse ruído característico como marca. Talvez um pouco mais de isolamento acústico atenuasse a situação. Preserva também o motor ao não permitir excesso de rotação numa redução em velocidade incompatível ou ao errar uma troca ascendente, como ocorreu com o colega MAO no seu BMW 328i Touring.

Saio à rua e começo a estranhar os soquinhos do câmbio, já se escreveu o suficiente sobre eles aqui no blog, o Dualogic Plus é uma boa evolução sobre seus antecessores em todos aspectos, mas os soquinhos eles não conseguiram eliminar por completo, então faço a opção de eu trocar, manualmente, e tem sido assim desde o início, a menos que eu precise de uma das mãos para atender o celular ou buscar uma ligação, aí eu aciono o modo automático até me liberar de novo.

Aprendi a caprichar nas trocas, nada de socos e isso logo nos primeiros dias com o Bravo vermelho. Pensei por que a calibração do câmbio não atingiu esse grau de refino? A resposta mais provável pode ser pressa, ou timing de desenvolvimento, o engenheiro-chefe anda, testa, acha que está bom e aprova do jeito que está, poupando horas de seu pessoal. Esse tem sido um dos males de nossa indústria, alguns fabricantes pouparem horas de desenvolvimento em prol da eficiência e compromisso com aquilo que julgam bom o suficiente, tanto faz se aqui, nos EUA, na Europa, na Ásia etc. Tenho a mais absoluta convicção de que a Fiat poderia haver atingido um grau de finesse nas trocas de marcha do Dualogic se ela quisesse e isso faria muito bem a todos os seus clientes. Mas independente de se o resultado da calibração fina fosse outro, o tchikloink é inevitável.

Ou é, porém evitar esse ruído reduzindo manualmente 100% do tempo dá um trabalho desnecessário. A essência do Dualogic e de todos câmbios robotizados que conheço é que o carro fica permanentemente engatado enquanto anda, nada daquela banguela que sempre damos quando nos aproximamos de um semáforo vermelho, ou de uma leve descida, ou mesmo do pára-anda do trânsito, o carro estará sempre engrenado. Isso pode ser entendido como uma leve vantagem, para quem aprecia respostas rápidas quando as quer.

Aliás, aqueles que gostam de câmbios manuais como eu e muitos dos que escrevem neste blog, que os preferem sobre os automáticos, uma das razões está justamente na resposta ao acelerador. Nada, nada é mais instantâneo que o câmbio manual ou desses de dupla embreagem, desde que estes tenham sido corretamente calibrados. O câmbio automático com conversor de torque ou o CVT, ambos tem um "patinador" padrão, você acelera e a primeira peça a acompanhar a subida de giros do motor é o conversor ou as polias do CVT, em seguida virá a mudança na aceleração do carro, por mais rápida seja a transmissão, ou evoluída, essa patinada é aquela que mata um dos prazeres da condução — meus, pelo menos. Porém essa "patinação" é paga de volta na suavidade das trocas de marchas, ela fará seu papel de absorver as mudanças de rotação do motor e não as transmitirá ao motorista e passageiros. Questão de escolha e gosto. E olhem que antes dos aceleradores por potenciômetro, presentes em 100% dos carros produzidos atualmente, essa reação era ainda mais direta, ou seja, as leis de emissões, entre as várias castradas de prazer que deram nos carros, uma delas foi nos aceleradores. As caixas de câmbio manuais e robotizadas seguraram um pouco essa onda.

No Dualogic, ou tchikloink para os íntimos, estando o veículo em marcha, a resposta será a mesma de qualquer carro com caixa manual, salvo algumas exceções que citarei mais adiante.

Mas é aí que entra o ruído estranho, você passa de 1ª a 2ª, daí a 3ª e vem um sinal vermelho à sua frente e você tem de parar. Ao reduzir a velocidade você tem duas opções, ou vai reduzindo as marchas à medida que a velocidade cai, 3ª para 2ª, quando quase estiver parando, engata a 1ª, ou deixa como está e vem a seqüência de tchikloinks, dois, que é o carro baixando as marchas no limite escolhido pela calibração original de fábrica. Vem embalado em 4ª e avista uma lombada, solta o carro e esqueceu de reduzir? Dois tchikloinks pra você e ele transpõe a lombada em 2ª... Antes de possuir este Bravo vermelho já havia dirigido um Fiat Linea Dualogic, mas tempo curto e insuficiente para acionar as minhas percepções, um carro estepe enquanto meu oficial passava por revisões.

Bonito sob qualquer ângulo

Voltando ao primeiro dia de Bravo vermelho tchikloink, na garagem ainda, em 1ª, notei outro ruído de primeira engrenada incomum aos carros que antes possuíra. Pensei novamente no refino de engenharia, talvez ausente nesse trabalho, mas nada de incomodar, apenas uma palavra me vinha à mente, refino.

Os dias e quilômetros foram passando, fui curtindo o que este Fiat tem para você curtir, direção com dois modos de assistência, na cidade você aperta um botão no painel, cujo pictograma lembra uma calcinha em mostruário de vendas, mas depois você deduz ser o desenho de um volante de três raios, a direção fica leve como uma pluma, ideal para conversões ou rápidas mudanças de faixa, num trânsito cada vez mais caótico, sempre lembrando de ver se não há motos se aproximando entre os carros parados. O motor tem boa pegada em baixas rotações e é uma alegria nas altas, seu torque máximo é atingido a 4.500 rpm, mas a 2.000 ele já lhe oferece mais de 90% do pico de torque.

O Fiat Bravo tem uma dirigibilidade exemplar em estradas, um de seus pontos fortes, dirijo mais de 100 km por dia, percebo um refino de engenharia na suspensão e direção, ambos bastante bem desenvolvidos. Todo carro tem uma velocidade ótima de cruzeiro, uma crença que levo comigo desde jovem, tive um VW Brasilia, que ia bem até 110 km/h, mais rápido que isso, vinha certo estresse anunciado pelo carro aos passageiros, ruídos, mexidas, enfim. Depois um Fiat 147, esse ia pouco mais rápido com o cruzeiro ótimo. Tirei essa crença das revistas Motor3, quando o finado engenheiro, piloto de avião e jornalista Fernando de Almeida escrevia sobre aviões, ele publicava, para todo avião, a velocidade de cruzeiro e a 75% de potência. No caso dos automóveis, nem sei a potência que o motor está entregando às rodas, mas comecei a identificar essa velocidade ótima de cruzeiro em cada carro que eu dirigia.

Aqui e lá fora já fui multado por excesso de velocidade, descuidos por prazer de andar rápido, acho que sei o que estou dizendo. Certa vez aluguei um Mercedes Classe C, foi em 2009, modelo 220 CDI, fui para a Autobahn e afundei o pé, o máximo que consegui foi passar pouco de 230 km/h no velocímetro, mas a cerca de 200-210 eu percebia o carro bem na mão, sem estresse nenhum do motor ou de qualquer de seus outros sistemas, cruzeiro ótimo. Acima disso, parecia reclamar, até os duendes eletrônicos se ativaram e acusaram no painel em algumas curvas com irregularidades no piso. Percorri assim mais de 2.000 km, num passeio por várias cidades. O Classe C tem motorizações bem mais fortes que esse 220 CDI de aluguel, mas estou seguro que a mudança de motor e caixa de marchas acompanha várias outras, portanto um 350 seis-cilindros teria uma velocidade de cruzeiro mais elevada. Já dirigi outros carros da empresa que me empregava, um Classe C de geração anterior a esse alugado, C280 seis-cilindros, cruzava a 240 km/h na boa, um Série 5, 530d, também a 240 era um passeio rápido, não mais, sem estresse, mas eles cortavam a 250, atendendo a um acordo de cavalheiros da indústria automobilística alemã (salvo exceções, todos são limitados eletronicamente a essa velocidade), portanto não era possível identificar quando o estresse mecânico apareceria.

Mercedes C 220 CDI, um passeio a 210 km/h, repetindo gesto que o JLV fazia de fotografar o painel.

No caso deste Fiat Bravo vermelho, percebo-o com muita desenvoltura e alegria entre 150 e 170 km/h, porém as conseqüências de andar assim por essas bandas podem nos custar caro, multas, pontos na carteira, apreensão da CNH, fica o registro de uma velocidade de cruzeiro ótima muito superior aos limites legais em nosso país. A 200 km/h ele também se comporta muito bem, mas o cruzeiro ótimo é abaixo disso.

Em estrada, modo manual de câmbio é tudo de bom, como diria aquela ex-apresentadora de programa de TV noturno, resposta rápida e ideal, retomadas seguras, enfim, os prazeres que esse carro nos dá. Nos pedágios, 5ª para 1ª, serão quatro tchikloinks na sequência, mesmo depois de 10 mil quilômetros, ainda não me acostumei a ficar reduzindo o câmbio para parar o carro, então esse ruído me acompanha, na verdade acho preferível a ficar reduzindo 100% do tempo, o carro se encarrega de fazê-lo. Deviam inventar um ponto Neutro em andamento, como nos carros manuais, aí você quer engatar algo e a ECU faz as contas qual marcha e as engata, para em seguida você fazer as trocas; fica a observação. E olhem que ele tem também as borboletas atrás do volante, que faço pouco ou nenhum uso, prefiro uma mão só trocando marchas na alavanca, questão de gosto.

Outra coisa que notei foi uma certa hesitação do câmbio em baixas velocidades, quando fazemos uma redução brusca e queremos retomar em seguida, parece a ECU fica pensando o que fazer até escolher ou nos deixar escolher a marcha adequada. Por mais que eu mova a alavanca seguidamente para escolher a marcha desejada, ele demora. Conceitualmente, o Dualogic era para engatar mais rápido que nós motoristas, aqui uma exceção, incômoda. Seria a solução uma ECU de maior capacidade de processamento? Ou, novamente, refino de calibração?

Outra situação que desagrada é não haver uma lógica de redundância, i.e., por exemplo, ao nos aproximarmos de uma lombada, vou reduzindo a velocidade e quando lembro de reduzir para 2ª antes do carro fazê-lo, ótimo, caso contrário, ele reduzirá antes de mim e quando aciono a alavanca para frente ele põe em 1ª, já xinguei muito isso, soco ao contrário. No Fit, por exemplo, tenho um modelo EXS com borboletas, ao dirigi-lo no modo manual ele entende haver solicitações (de redução) redundantes e não atende, fazendo apenas uma redução e não duas. Claro que quando queremos duas reduções para disparar na retomada, tenho de ficar clicando as borboletas insistentemente, mas achei interessante essa opção de evitar redundância e acredito a Fiat poderia desenvolver algo similar.

O consumo? Na cidade, dirigindo de forma econômica, com gasolina consegui até 7,5 km/l, com álcool, 6,6 km/l, não exatamente um destaque perante seus concorrentes. No meu circuito diário, com estrada mais de 75% do trajeto, avenidas de fluxo rápido, consigo bater uns 10 km/l de gasolina, se mais devagar, até 12 km/l.

Carro frio não é seu forte, o motor demora a esquentar, transmissão e embreagem reagem de forma esquisita também, as temperaturas normais tardam alguns quarteirões para serem atingidas, daí em diante, OK, perfeito.

Em viagens longas, com muita carga e solicitação e sob altas temperaturas, também notei o câmbio se me queixando, acendeu uma luz no painel, mas bastou pararmos para descansar e o carro também descansou e esse estresse mecânico não se repetiu. Naquela tarde, enfrentáramos mais de 37 °C, subida de serra, pára-anda, velocidades no limite da lei por longas horas, uso intenso do câmbio, o carro sentiu o baque. Gostaria de conhecer os limites de uso do Dualogic, ficou a impressão que ele poderia ser mais robusto, mas ainda por confirmar.

Aviso de anomalias no painel, visitar o concessionário

Já experimentaram ele numa pista? Num track day? Quem já provou, podia postar seus comentários aqui. Certa vez visitei a pista de Nürburgring, foi em 2007, vi que havia Hondas com caixa automática competindo, Audis com Tiptronic também, alguns fabricantes usam dessa prática, o que ajuda a desenvolver os sistemas melhor e torná-los mais robustos e confiáveis.

Audi A3 com caixa automática: desenvolver resistência nas pistas?

A estabilidade é realmente exemplar, nas curvas de raio curto da Serra do Mar, seja a da praia de Maresias (seqüência bastante fechada), em São Sebastião, ou da Tamoios, nas de raio longo, idem, em todas o Fiat parecia estar na sua praia, realmente gostei do comportamento do carro.

Idiossincrasias, algumas, o balanço dianteiro, i.e., a proporção que avança sobre o eixo dianteiro é acima da média. Em pisos de solo europeu, tudo bem, mas no país das lombadas e valetas este Fiat sofre, você pode ir devagar e não adianta nada, o nariz raspa no chão do mesmo jeito, para realmente evitar você tem de ser daqueles motoristas chatos, que pouco se importam com o  fluxo de trânsito que vem atrás, literalmente pare o carro nas valetas, que ele não raspará. O pára-brisa excessivamente inclinado traz um efeito bastante bonito e aerodinâmico, a conseqüência é um painel muito profundo, com uma bela superfície preta sobre ele para apanhar sol e irradiá-lo para dentro da cabine. Noutra viagem sob sol forte, 38 °C de temperatura externa, o bom ar-condicionado parecia dar conta do recado, porém o calor do painel irradiado aos ocupantes dianteiros chegava a incomodar.

Longo balanço dianteiro e nariz baixo o fazem sofrer no piso brasileiro, notem as marcas na saia inferior

Comparando o Fiat Bravo com seus concorrentes diretos, o veria em dois tempos, num quando de seu lançamento, em 2010, havia nesse segmento o Focus MkII, Golf Mk IV, Vectra GT, 307 e C4, i30, esqueci algum? Tecnicamente o Fiat se dava bem perante todos esses, questão de preferências, às vezes, um tem melhor acabamento, outro mais motor, câmbios automáticos epicíclicos ou CVTs que o Bravo não oferece, o Fiat se situava no meio e era o único com caixa robotizada que nos dava a vantagem da resposta mais direta ao acelerador, ao custo dos soquinhos se o motorista optasse pelo modo automático de condução. Seu sistema de navegação era dos melhores, ar-condicionado de duas zonas, sistema Blue&Me co-desenvolvido com a Microsoft, Bluetooth para o celular, que se deu bem como o meu aparelho, apenas não lê os SMS, mas acredito que SMS e direção não combinam aqui e em lugar nenhum, falar ao celular sim, por mais polêmico que seja, o AE já deixou sua opinião várias vezes, que assino embaixo, falar ao celular e dirigir são perfeitamente compatíveis, evidente que dentro de certa normalidade, se você gesticular como um italiano, pare o carro. O sistema de viva-voz é perfeito, o microfone capta bem, filtrando ruídos externos, as pessoas o ouvem com clareza, que diminui um pouco se estiver em velocidade de estrada, um ótimo sistema. A entrada para USB lida bem com tocadores MP3, também com o sistema da Apple, antes de viajar, faço minha lista de músicas, ou escolho as existentes e em marcha seleciono avançar ou recuar músicas através dos botões do volante. Hoje todos carros fazem isso com facilidade, em 2010 poucos, este Bravo entre eles. Depois veio a versão com teto solar, duas fendas grandes acima dos ocupantes, duas peças de vidro escuro cobrindo todo o teto, a dianteira se desloca por sobre a traseira, bem projetado. Nunca tinha pensado em ter carro com teto móvel, nem foi minha razão de escolha desse Bravo vermelho, em autos usados os opcionais o acompanham quase involuntariamente, apesar do vidro escuro atrair muito calor em dias ensolarados, melhor só abrir o teto de manhã ou à noite, as cortinas isolam o calor irradiado razoavelmente. As crianças curtiram de montão, já a mulher nem tanto, por preferir manter os cabelos arrumados. O Bravo é muito bonito sob vários ângulos, talvez um destaque.

Acabei de ler um livro, "Mondo Agnelli", da jornalista Jeniffer Clark, nele conta várias passagens da Fiat em seus mais de 100 anos de história e o Fiat Bravo foi citado, assim como o motor Tritec brasileiro, que vale falar aqui. Segundo a autora, a direção da Fiat buscava recuperar-se das fracas vendas do Stilo, seu antecessor, mas os recursos para fazer um projeto do zero se mostravam bastante limitados, decidiram então aproveitar a base mecânica e desenharam o Bravo sobre ela, em tempo recorde, tinham pressa, no jargão técnico da área, ficou um new body skin. Apesar de reconhecida evolução em relação ao Stilo em vários aspectos, este carro tampouco colheu sucesso de mercado na Europa. Será que erraram algo na fórmula? Faltou algo? Encerraram a sua produção em 2012, sem sucessores até o momento.

O motor que elogiei no Bravo vermelho, era o Tritec, fruto de uma associação da Chrysler com a BMW do início de 1998 para equipar o que viria a ser o ressurgimento da nova geração do Mini, o Dodge Neon e outros. A Daimler comprou a Chrysler no final do mesmo ano e o futuro deste projeto de motor acabou antes dele iniciar produção, mas não por razões técnicas ou falta de qualidades, qual interesse a Mercedes ou a BMW teriam em seguir com esse negócio, entre elas de motores 1,6-L, sendo ambas concorrentes diretas e mortais?

Em março de 2008 a Fiat Auto adquiriu este projeto da Chrysler, teria assim uma solução para o Brasil com o fim da parceria de motores com a GMB já anunciado três anos antes, no pacote vieram a fábrica paranaense, ferramentais produtivos etc. Foi dada baixa da empresa Tritec e no lugar surgiu a FPT Powertrain Technologies, empresa do Grupo Fiat

A Cerberus assumira 80% do controle da Chrysler alguns meses antes, em agosto de 2007, e sondou a Fiat se esta não queria comprar os 20% que ainda pertenciam a Daimler, coisa de alguns bilhões de dólares, formando uma nova parceria. Esta conversa não evoluiu, mas parece que deixou sementes.

Veio a crise de 2008 nos EUA, no final desse ano a recuperação judicial da GM e da Chrysler (Chapter 11), o programa de ajuda do governo americano para que ambas gigantes de Detroit não fechassem as portas e, ainda na administração Bush, reiniciaram conversas com a Fiat, na tentativa de a casa italiana ficar com parte da Chrysler, uma condição mandatória para este fabricante receber mais ajuda financeira. Meses depois, a Fiat levou bem mais que os 20% que haviam sido oferecidos pela Cerberus e ainda por cima de graça, assumiu o comando da empresa e, quase cinco anos depois,  anteontem (1° de janeiro de 2014), foi noticiado que a Fiat adquiriu os 41,5% que faltavam para integralizar a aquisição, percentual este que pertencia a uma associação de fundos de pensão, a VEBA, por US$ 4,35 bilhões. A Fiat Auto terá agora meios de se refinanciar e enfrentar melhor as suas dificuldades no mercado europeu, trazer novo leque de produtos, enfim, dias melhores para a Fiat Auto.

No Brasil, os bons motores da Tritec, que antes se destinavam exclusivamente à exportação, foram nacionalizados, atualizados tecnicamente para lidarem com álcool e gasolina, o flex brasileiro, e surgiu essa versão de 1,75-L, nova, que equipa o Fiat Bravo, o Linea e as versões Adventure da família Palio/Idea/Strada, contudo seu futuro está agora incerto. Tomara sobreviva e receba mais modernizações que merece, mas confesso desconhecer se há limitações técnico-econômicas que ponham a viabilidade dessa idéia em cheque.

As vendas do Fiat Bravo brasileiro se mantiveram no mesmo patamar de baixo volume que o seu antecessor Stilo, tampouco consigo afirmar se aqui ele foi bem compreendido ou não, já vimos ótimos carros padecerem de rejeição de compradores e isso não me diz muito na hora que vou escolher um, quem procura carros best-sellers, o faz por outros motivos que o de dirigir aquilo que mais lhe agrade.

Em 2014 a vida deste Fiat Bravo ficará particularmente mais complicada, refiro-me às suas vendas, a concorrência avançou, a VW importa da Alemanha o ótimo Golf MK VII com caixa robotizada de duas embreagens, o melhor dos mundos, o Focus MK III com também duas embreagens, mas não sei se vem tão bem calibrada quando no VW, o 308 com automática Aisin de 6 marchas, o Cruze Hatch com Aisin automática de 6 marchas, o C4 foi atualizado recentemente (Lounge), muitos deles com pacotes mais modernos estendendo-se além da motorização e câmbio, melhores desempenhos e consumos, conectividade mais moderna (este item avança muito rápido mesmo), para piorar, passado mais de um ano do fim da produção do Bravo na Itália, o seu sucessor anunciado foi um crossover, ou seja, a Fiat parece desistiu momentaneamente de competir no segmento C na Europa.

Infelizmente aqui veremos este bom carro padecendo aos poucos, o fabricante lançando mão de descontos para segurar algum volume de vendas, já baixos, ou anunciando em breve o seu fim de produção, uma pena. Vou curtir mais quilômetros de tchikloink, deixo a decisão de trocar para daqui a uns anos.

MAS

69 comentários :

  1. Acho o mais bonito da categoria. E o seu exemplar tem as rodas mais bonitas disponíveis. Essas rodas com cor azul são pra mim a combinação mais agradável.

    Não teria um modelo com tchikloink, dupla embreagem, nem com conversor de torque, por razões prazeirísticas, mas respeito quem toma essa decisão.

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  2. MAS

    Estava fazendo falta uns posts como esse: Carros do nosso quotidiano! Nada de Ferraris ou Porsches, carros este que o mais próximo que eu e 90% dos leitores daqui chegarão ser á de ver algum metido querendo se exibir.

    Voltando ao Bravo, achei interessante seu comentário sobre o comportamento do carro com motor frio. Não é a primeira vez que eu escuto algueem falar que o 1,75L não gosta de andar frio, se comportando de maneira anômala.

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    1. Em relação ao motor frio no meu carro sinto uma engasgadinha mesmo e ele é manual. Na verdade por estar acelerado até atingir temperatura adequada e ao demorar na troca por exemplo de primeira para segunda ele dá um tranquinho e até um corte na aceleração, estranho. Devido sua grande massa em primeira ou segunda quando aceleramos bem pouquinho em reta ele reclama, sendo melhor nestes casos não acelerar que ele adequa aceleração, acelerando o suficiente para o carro não reclamar e sendo sempre esta aceleração maior que um pouco de pé, o que parece fechar mais a borboleta. Mas torna difícil o andar bem devagar por exemplo para não parar em sinal vermelho a noite quando não tem nenhum carro atrás, acelerando ele reclama, treme, sem acelerar ele anda mais rápido que o desejado.

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    2. Anônimo03/01/14 14:03

      Esse cara que reclamou comigo do E-Torq 1,75L é um vizinho com uma Strada dessas Locker. E eu mesmo cheguei a ver ele sofrendo para fazer a Strada subir a rampa da garagem daqui do prédio. Embora o motor funcionasse sem engasgo, era como se a picape estivesse arrastando uma carreta de tão fraco que ficava na rampa.

      Confesso que fiquei admirado com isso. Minha ex.Saveiro AP1,6L das primeiras flexiveis subia essa mesma rampa, quando fria no álcool, sem grandes problemas.

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  3. Até que enfim um carro que não liga o motor se a porta estiver aberta. Sonhei muito com isso. E é algo tecnicamente muito fácil de se fazer. Tanto quanto impedir que o motor ligue se o câmbio não estiver em neutro ou a embreagem não estiver pressionada (quando o câmbio for manual).
    O Bravo até pode ser bonito, moderno e com ótima dirigibilidade, mas adquirir um zero quilômetro, pelo preço que a Fiat coloca, está totalmente fora de cogitação. Em termos de mercado, está completamente superado.

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    1. Não leve em conta os preços divulgados. Belos descontos são oferecidos.

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    2. A tempos BMW, Eclipse manuais só ligam com embreagem pressionada.

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    3. Provavelmente esses BMWs e os Eclipses devem ter projeto para o mercado norte americano, cuja legislação exige tal procedimento antes de ligá-lo.

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    4. Preço? A fiat ta vendendo Bravo Essence a 51.990 e mais 2.600 pelo Dual Logic Plus. Por cerca de 54.600 não tem melhor custo benefício da categoria.

      É verdade que atualmente os novos lançamentos de hatch medios se apresentam acima do Bravo a ex do Golf, Novo Focus, etc...mas em versões automaticos/automatizados acima dos 65.000. Por 10/12 mil de diferença, optei pelo Bravo sem pensar 2x.

      Estou adorando o carro.

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  4. Seria uma compra a considerar.


    Se custasse o preço de um Palio.

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  5. MAS,
    Respondendo à sua pergunta sobre experimentá-lo numa pista, vou deixar minhas impressões:

    Devo deixar claro que a minha versão é diferente, pois é a T-Jet. Com isso, motor é diferente, câmbio é diferente e suspensão é diferente. Na verdade, sempre considerei essa versão como um outro carro e por isso a comprei ao invés de um Ford Focus 2012 (também adquiri com 10.000 km, semelhante a você). Gosto por carro é pessoal, mas só preteri o Focus porque achei esse T-Jet, caso contrário, certamente passaria de um Focus MK1 para um MK2.
    Sobre o posicionamento atual no mercado, acho que a T-Jet possui mais armas (na parte mecânica) para enfrentar a nova concorrência do que as versões "E-Torq". Digo isso porque há equipamentos que somente a topo de linha possui, como ESP (que inclui até mesmo a vetorização de torque, como nos Golf e Focus atuais). Mas é inegável que o carro perdeu apelo comercial, apesar de ainda possuir um dos melhores níveis de acabamento interno e externo.
    Ao sair de um Focus, cuja suspensão não preciso descrever neste blog, pensei que fosse achar o Bravo T-Jet duríssimo, principalmente pelos pneus de perfil baixo, mas para minha grata surpresa, o carro é muito confortável para o que se poderia esperar em função da combinação de pneus baixos, suspensão mais baixa e rígida, etc... Lógico que o Focus possuía absorção superior, mas a título de comparação, o Bravo ainda fica acima de um Polo, por exemplo (outro carro que já tive). Contudo, nota-se claramente que o acerto é voltado à esportividade, devido às respostas rápidas da suspensão, sempre empurrando a massa não-suspensa de volta para o seu lugar mais rapidamente que o Focus MK1. Pelo preço que encontrei o carro, não encontraria nada tão equipado (vários opcionais os acompanham, como você bem citou). Cheguei a cogitar um Focus 2014, ainda no pré-lançamento devido à ótima experiência com seu primogênito, mas com o preço que a Ford tabelou, rapidamente esfriei minha empolgação.
    Vamos à parte dinâmica na pista: posso falar com alguma propriedade porque também utilizei meu Focus em autódromo e por isso fica uma comparação justa. O Bravo (suspensão do T-Jet, lembre-se) possui menos transferência de peso para qualquer direção, resultando em rolagem menor que o Focus (MK1, lembre-se). Isso faz com que as respostas exigidas sejam mais rápidas também, pois o Focus avisa mais cedo e as saídas eram mais suaves (a velocidade angular no Yaw era mais lenta quando o carro começava a desgarrar). O Bravo se apóia (denotativa e conotativamente falando) mais nos pneus mais largos, enquanto o Focus não exigia tanto deles devido à suavidade com que deslizava de um lado para o outro, sacrificando menos os pneus ao final de umas voltas quentes. Porém, o conjunto voltado à esportividade, no fim das contas, mostra-se superior para atacar as curvas (desprezando aqui compromisso com conforto) e consegue velocidade pouco maior em curvas.
    Eu achei a calibração feita pela Fiat para o ESP até permissiva, pois o carro primeiro desgarra e começa a perder a trajetória para depois o ESP (que não desliga) colocá-lo de volta no lugar. Por isso, creio eu, a intervenção seja mais brusca do que sistemas mais conservadores e invasivos.
    O sistema de direção é tão "interativo" quanto o do Focus (a despeito do que alguns dizem sobre assistência elétrica não ser "comunicativa"). Consumo é muito relativo e não sei qual a topografia da sua região, mas rodando no Grande ABC e Grande SP, minha autonomia unitária média tem se repetido tanque após tanque na faixa dos 7,7 a 8,0 km/L de gasolina sem muito compromisso com a economia (ao contrário do que você citou).

    Espero ter contribuído para enriquecer seu post.

    Abraço,

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    1. belo relato Avatar, esse tipo de resposta que procurava.

      Abs

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    2. Avatar
      Muito bem... otimo seu relato!
      O T-Jet é um carro pelo qual tenho muito interesse.....

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    3. tenho um Linea T-Jet, e minha média global (60-70% estrada, andando bem rápido) é de 10,2-10,5km/l sempre.
      Acho a suspensão dura, comparada ao Marea 2,4 que já tive. A ponto de ser imprópria para o piso judiado de BH, e dar dó de andar em alguns pontos.

      O autódromo fica pro próximo evento em Interlagos.

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    4. Excelente descrição. Seu conhecimento ímpar de dinâmica tornou o relato ainda mais interessante. E parabéns pelo carro. Considero também o T-jet outro carro e, sendo direto, O Bravo!

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  6. Belo olhar do posicionamento dele no mercado. Mas na Europa ainda vende duas opções de motores diesel. Para o Brasil merece o cabeçote Multiair trazendo assim a variação na admissão que falta neste bom motor e aproveitando a robustez do seu sincronismo feito por corrente, acredito o comando único ser ainda mais viável para a implantação do sistema variável da Fiat. Muito já foi falado sobre turbinar o motor 1,6 etorq para substituir e bom o caro 1,4 importado. Acredito ele ainda resista por um tempo até a definição de Viaggio hatch/Ottimo. Tirar de linha agora seria avalizar o receio que o "mercado" tem em apostar nos seguimentos superiores da Fiat por aqui. Levando em conta o tempo do Linea no mercado e agora sua remodelação para ser lançada, espero pelo menos mais dois anos para o Bravo em respeito aos que compraram o modelo, no mínimo. O preço ainda é um grande atrativo nele, as versões básicas que são bem equipadas mesmo hoje tem bons preços, se compararmos o Bravo com o 308 1,6 ou o novo Focus 1,6 acho que ainda dá para brigar. Os novos pequenos Fiesta e 208 tem versões que encostam ou ultrapassam em preço o Bravo, vejo vantagem no Bravo devido seu tamanho, porta malas e equipamentos.

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  7. Marco Aurélio,

    Parabéns pela matéria, uma descrição perfeita das virtudes e defeitos (poucos diga-se de passagem); também deixo minha humilde opinião, que sobre o cambio Dualogic ( mesmo o PLUS), é falta de "paciência" para o refino, ou se odote um de dupla embreagem como fez a FORD no New Fiesta e Novo Focus com preço compatível.

    Abraço,

    Marco Antonio

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  8. Corsário Viajante03/01/14 14:51

    Adorei o post.
    Acho o Bravo um carro muito bonito, diria até arrebatador. Na cor azul como um colega falou acima, é realmente apaixonante.
    Mas o resto do post mostra bem pq patina tanto nas vendas.
    Primeiro, este barulho 'tchikloink" irritante é incrivelmente alto, lembro que também me chamou atenção quando meu tio comprou um Punto dualogic. Sinceramente, achei horrível. Em tempos que temos dupla embreagem e automáticos de seis marchas até em compactos como Fiesta e Onix, fica difícil convencer a levar um médio com um sistema simples desses.
    Depois, na parte de "penduricalhos", ficou superado e a Fiat naõ se mexe, devia imediatamente trocar a central multimídia, colocar um GPS bom, aquele monte de airbags de série, farol mais sofisticado, essas coisas que agradam e dão uma impressão positiva sem aumentar o preço, a maioria dessas coisas já é oferecida como opcional, porque não melhorar os pacotes?
    Mecânica também perdeu o brilho com os concorrentes, exceto pelo T-Jet, mas aqui ocorre algo engraçado, a Fiat tentou vender ele como "esportivo" mas agora fica claro que ele é apenas uma alternativa à um 2.0 aspirado normal. A VW não cometeu este erro com o golf TSI. A Ford optou pelo caminho tradicional e trouxe um 1.6 muito bom e um 2.0 com números impressionantes. Ou seja, o bravo "esporitvo" anda junto com as versões "comuns" dos concorrentes, cobrando inclusive valores próximos, pelo menos na tabela.
    Para mim, além de tudo, tem porta-malas de acesso alto e fundo, similar à um baú, e pouco espaço nos bancos traseiros. Se é para ter pouco porta-malas e pouco espaço atrás, prefiro ficar com um compacto mesmo que é mais fácil de estacionar, etc.
    A vida vai ficar bem mais difícil para o Bravo em 2014 a menos que a Fiat se mexa e traga esse "refino" que anda faltando.

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    1. Corsário,
      Acredito eles até avaliem rechear o produto com as opções que você colocou, mas tem de valer a pena, investir horas de projeto deve fazer virar $$, se não der 'business case' interno, não vai adiante.
      Evidente que nós consumidores queremos sempre mais, pare eles a equação é vendas e lucro positivos sempre.
      MAS

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    2. Corsário Viajante03/01/14 19:16

      Sim MAO, mas me refiro à opcionais já presente na linha, por exemplo os múltiplos airbags. Porque não equipar todos com eles? Seria um diferencial e tanto, poder ter um médio com sete airbags na faixa dos 55 mil. Só o minúsculo fiesta oferece isso, por valor praticamente igual.
      Outro é a central e GPS, será tão complicado (talvez seja!) instalar uma melhor, como a do Freemont, se não me engano?
      O Bravo me parece passar pelo mesmo que passou o Polo e o GOlf 4,5: as fabricantes deixam vender na osmose, se vender ok, se não vender azar. Esqueceram deles.

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  9. Eu sou aquele motorista chato até com L200: em lombada ou valeta eu passo devagar, não é minha culpa elas estarem lá e não vou sacrificar meu dinheiro de manutenção de carro por isso. Quem quiser, freie, quem não quiser, bata, depois paga a franquia do meu seguro.

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  10. O Bravo não foi descontinuado em 2012 na Europa, continua sendo produzido em Stabilimento Fiat di Cassino e ainda é oferecido na maioria dos países de lá. Existiu um enxugamento de versões.
    Quanto ao preço no Brasil, é oferecido com descontos enormes. Na tabela assusta mesmo mas depois de uma negociada os preços caem muito. Sou dono de um Essence 1.8 MT e pelos 49mil que paguei não encontrei nada 0km que oferecesse o mesmo. Tem seus deslizes, está longe por exemplo do Golf 7 mas não deve nada para 308, C4, i30, Cruze, Focus. Único pecado é a ausência de um cambio automático "convencional".

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  11. O tal sucessor crossover não é para o Punto?

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  12. Carro bacana, mas "nao pegou" !
    Jorjao

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    1. Bem colocado Jorjao
      A Fiat padece de falta de tradicao no mercado em seus carros medios...
      Foi assim com Tempra , com Stilo, com Marea e agora com o Bravo

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  13. Não liga o motor com a porta aberta? E como utilizar um Bravo num tiroteio entre policiais e traficantes?

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    1. Abra a porta e saia correndo! depois volte e pegue seu carro, se ainda estiver lá.

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  14. Tenho um Bravo Essence 2014 com teto. Lindo. Ótimo carro para o dia-a-dia. Mesmo sabendo que ele parou de ser fabricado na Itália e que terá dias amargos aqui, passo a gostar mais e mais dele. Tenho também um Marea Weekend Turbo e estou vacinado a respeito de comentários de compradores ou pseudo compradores que acham os carros best selers pretos, pratas e todo filmados as únicas opções sensatas. Esses dias mesmo, voltando de Macaé, um colega falou "muito bonito seu carro, lindo mesmo, mas não tenho coragem de comprar carro azul, da Fiat nem pensar." Vá entender!

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    1. Ainda é fabricado na Itália.

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  15. O primeiro Brava que vi foi um azul, parado aqui perto do meu serviço... simplesmente hipnotizante, creio ter perdido uns bons 2 minutos babando no carro.

    Minha versão preferida dele é a Sporting... a Fiat conseguiu um bom efeito visual com as faixas nas portas e na tampa do porta-malas.

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  16. Só para completar a história do desenvolvimento do Bravo e sua história de ser basicamente um novo "chapéu" para a plataforma do Stilo, é necessário lembrar que seu desenvolvimento foi confiado à Magna-Steyr (aqui, mais uma curiosidade envolvendo a ligação com a Chrysler que se concretizou por completo neste ano, uma vez que esse fabricante austríaco faz os Jeeps e minivans vendidos na Europa e já tivemos Chryslers austríacos por aqui). O prazo era curto (18 meses) e a Fiat naquela época já estava meio balançada (recém-saída da conturbada ligação com a GM). Para o que ocorria naquele tempo, o resultado final saiu bom, com direito a ser dos primeiros carros da Fiat a ter o 1.4 T-JET em seu cofre (motor esse tão bom que poderia ser usado em um Croma no lugar do 2.2 16V Ecotec da GM, pois tinha mais potência e torque em todas as situações).
    Foram esses desenvolvimentos da Magna-Steyr que acabaram abrindo caminho para a realização da plataforma C-Evo que conhecemos no Alfa Giulietta. Essa plataforma, ainda que nova, tem pequeno carryover da C na parte do assoalho (com o túnel central sendo modificado), algo parecido ao que temos por aqui nos novos Uno e Palio e Grand Siena (cujas bases só têm 18% de carryover, basicamente restrito ao assoalho). Essa C-Evo ao ser alargada gerou a base conhecida por CUSW, estreada no Dart, prosseguida no Viaggio/Ottimo e também na nova Cherokee.

    Uma característica dessa base desde seus primórdios era o fato de ser pensada desde sempre para gerar carros médios-pequenos e médios-grandes, com essa última característica só sendo aproveitada agora que a estirpe atende pelos nomes C-Evo e CUSW (e em breve também D, na especificação do próximo Chrysler 200), ainda que já houvesse variações dimensionais importantes entre o Bravo e o Delta (que usa as mesmas portas dianteiras e para-brisa do Bravo, mas entre-eixos maior). Logo, em que pese ser base nova, tem um pouco de Stilo e Bravo em seu DNA e não duvidarei que parte do ferramental hoje usado em Betim para o Bravo acabe indo parar em Goiana quando a fábrica pernambucana abrir.

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  17. Um belo carro, mas fadado a falecer em breve. Compraria mesmo assim, mas só manual. E com bons descontos. A Fiat continua com seu estigma de 'fazedora de carrinhos pequenos'. E o que é pior: até nesse terreno começa a perder - vejam os números do Fiesta novo no último mês.

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  18. Em resumo, Delta, Bravo, Giulietta, Dart/Viaggio/Ottimo e por que não o Ypsilon tem mais coisas em comum que imaginamos?

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    1. O Ypsilon compartilha plataforma com Panda e 500 e tem dimensões externas intermediárias entre as de nossos novos Uno e Palio, mais Grand Siena, que por sinal são plataformisticamente semelhantes ao pequeno trio italiano, bastando comparar a posição dos componentes do painel dos cinco, uma vez que os mesmos ficam atrelados ao desenho da parede corta-fogo.
      Dentro das curiosidades, podemos incluir o fato de que a plataforma SCSS na especificação do Punto brasileiro tem os componentes de suspensão derivados dos utilizados na C do Stilo (talvez uma das razões de ele ter comportamento dinâmico elogiado, mas diâmetro de giro maior que o do equivalente italiano).

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    2. Sim, mas incrível como desenho das portas dianteiras e também traseiras são parecidas com o Bravo. Perfeito, em relação suspensão do Punto, na Fiat aqui é assim, reaproveitamento e melhoria do que se tem disponível sem demérito, pelo contrário. Diâmetro de giro ainda menor no Punto t-jet, ótimo acerto do Bravo com base no Stilo mas com bitolas maiores.

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  19. Marco Aurélio,

    Excelente matéria! Belo casamento de sua descrição pessoal com boas informações técnicas e mercadológicas e uma reflexão sobre o sucesso/insucesso deste modelo em nosso mercado. Concordo em todos os pontos citados.

    Não prevejo recuperação de vendas. O modelo patina em vários detalhes, há concorrentes bem mais modernos e há um certo alvoroço em face ao robotizado dualogic e a um médio Fiat. Só cabe a ela agir como no caso do Stilo, tornar o CxB cada vez mais atrativo para alavancar as vendas.

    Sou fã do Bravo, mas a versão que realmente considero Bravo é a T-jet por ser voltada exclusivamente para o prazer (câmbio manual de 6 marchas!). Já dirigi a versão e.torq manual e achei-a bem competente e bem macia. Independente da versão, os pontos fortes que acho do carro são o design e o acabamento. Ainda hoje sou fascinado por a beleza dele.

    Agora admito, se escolhesse um Bravo, seria em maior parte por motivo emocional. Gosto dos médios da Fiat

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  20. Julgo que o carro que poderia dar pitacos para um novo realce do Bravo seria o MiTo. Ele tem o motor que falta para o Bravo se destacar, incremento de controle pelo DNA e de nível de acabamento.
    http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2013/02/com-o-mito-durante-uma-semana-na-italia.html

    Seria bom também tê-lo a venda por aqui. Os hermanos são quem está aproveitando!

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  21. Belo texto MAS. Tenho um 2012 Essence manual com quase todos os opcionais do Absolute. Hoje está com 19000Km. Estou muito satisfeito com o carro, realmente na estrada o auto se destaca. As retomadas são fortes e a confiança que passa nas curvas é impressionante, contornando-as em alta velocidade sem sinal de chegar perto de seu limite.

    Dezembro desci do norte do Paraná até o Litoral de SC (800km) com o carro bem carregado, e o Bravo teve uma desenvoltura acima do esperado. Média de 11,5Km/l mesmo com medias altas de velocidade. Meu pai que vinha atrás em uma Outlander 2.0 sofreu pra acompanhar o ritmo.

    Acho que atualmente só o trocaria por um T-Jet pelo apelo mais entusiasta, pois mesmo com os concorrentes atuais ainda o considero uma ótima opção pelo preço (com descontos).

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  22. A Fiat precisaria se mexer para colocar o Bravo nos trilhos. Na parte de motor, se o carro não chega ou não é viável fazê-lo chegar na casa dos 140cv que os motores 1.8 hoje oferecem, então seria mais interessante oferecer uma versão 1.6 16v calibrado para um consumo destacável e com um preço menor. As outras versões receberiam o 1.4T. A versão Absolute poderia contar com o 1.4T com 152cv e câmbio Aisin de 6 marchas. A versão t-jet seria recalibrada para 170cv e poderia ganhar um câmbio de dupla embreagem. Solução melhor ainda seria turbinar o 1.6 16v não sendo necessário assim importar o 1.4. Todas as versões deveriam ter a altura da suspensão que tem a versão t-jet. O Bravo é um carro muito bonito, a Fiat só não o tornou destaque no segmento porque é desleixada. Seria (ou será) um erro trocar este belo desenho pelo genérico Viaggio.

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  23. Eduardo - Quando o carro foi lançado, tinha um pacote tecnológico superior aos rivais, mas o preço desses equipamentos que eram opcionais custavam uma fortuna. Hoje, os concorrentes renovados apresentam estes equipamentos como itens de série. Então a FIAT deveria baratear ou incorporar itens considerados corriqueiros para a categoria, tais como GPS, bluetooth e teto. O carro da reportagem está bem recheadinho. Se apresentado a um preço interessante, estaria muito bem para brigar com os demais hatches.

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  24. Cristiano Reis04/01/14 14:23

    No Linea Dualogic que temos em casa, sempre que vou chegando próximo a um semáforo fechado, aperto de leve no freio, movo a alavanca para o neutro e vou na banguela...

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  25. O Bravo apesar de toda a rejeição no mercado continuará sendo a minha primeira opção na futura troca do meu Punto. Sou apaixonado pelo design do carro. Aqui em Recife, por incrível que pareça, vejo um quantidade muito maior de bravos circulando nas ruas em comparação com o 308 ou cruze hatch por exemplo. O Bravo tem um custo benefício muito bom, mas o que mais me impressiona é o comodismo da FIAT em promover a imagem do carro. Outro fator que atrapalha muito nas vendas é a falta de continuidade de um modelo da Fiat no segmento de médios. A Fiat luta contra "rótulos" já consagrados pelo tempo de mercado (Golf e Focus), sem contar os outros concorrentes que têm um apelo midiático maior (Cruze e 308). O Stilo passou uns oito anos em linha no Brasil, acredito que o Bravo também passará no mínimo este tempo, pois tirá-lo de linha agora seria uma queimação de filme total para a Fiat. Infelizmente a Fiat está matando o Bravo aos poucos, como já fez com o Linea.

    Jefferson

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  26. Tenho um Wolverine 2014, na verdade essence com o kit, foi minha escolha devido bom desconto e o mesmo ter a suspensão do t-jet/Sporting mas sem teto, foi a única maneira de ter essa suspensão mas sem o teto que acredito esquentar muito, pois desde 2012 vem de série no t-jet e desde o lançamento na versão Sporting. Realmente uma delicia na estrada um belo comportamento para uma suspensão simples, sofre um pouco com os buracos das cidades mas acredito mais pelo perfil 45 dos pneus. Algumas coisas que notei: A maior crítica fica com relação ao acelerador eletrônico da Fiat, para punta tacco sem problemas mas ele demora algo para abrir a borboleta em algumas situações e principalmente nas saídas, neste ponto os VW são perfeitos. O Fiat se quisermos sair queimando um pouco a embreagem ele corta a aceleração um pouco, não como os novos VW que impedem acelerar com carro parado mais que 3 ou 4 mil rpm, assim como o Focus. E para sair normal realmente existe uma demora na abertura, o que não existe nas retomadas onde inclusive com o controlador de velocidade ele acelera vigorosamente. Na linha 2014 a capa do motor, na verdade a tampa do filtro de ar que fica acima do motor mudou e agora é a mesma de todos os carros que trazem o motor 1,75, não mais uma exclusiva do carro escrito Bravo, acredito a marca simplifique um pouco as coisas após os resultados de venda certamente menores que o esperado. Nas avaliações aqui do Ae ficou claro o corte sujo em 6.250 rpm, o que acontece com o meu carro é corte sujo por volta de 6.000 rpm em primeira e segunda marchas, à partir daí limite de corte sobe um pouco aparentemente a cada marcha, como o Bob mesmo já disse ele berra em alta mas infelizmente com esta nova configuração da injeção achei que o corte chega muito cedo exatamente quando a coisa fica realmente interessante. O modo de direção dual drive quando acionado não auto desliga aos 46Km/h ele fica ligado direto mas enrijece a direção conforme aumenta a velocidade. Já havia dirigido em estrada e achado o câmbio curto especialmente a quinta, mas agora acho que está na medida para a massa do carro, logicamente uma sexta seria ótimo.

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  27. Carro excelente de guiar, muito bonito, sem comparação o mais bonito da categoria, os italianos realmente são bons no que fazem. Aqui em Campinas a quantidade de Bravos rodando é pequena, o que é bom, pois como não é comum de ver na rua, sempre dá gosto de ver um, com suas linhas muito harmoniosas e normalmente em cores que se destacam da grande massa. Tive um Brava 2002, sinto saudade do carro até hoje, muitos anos depois de vendê-lo, imagino que o Bravo seria uma ótima alternativa e um mata-saudade digno.

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  28. Tenho u sporting dualogic. Estou super satisfeito. Já fiz viagens longas nele, é gostoso de dirigir, confortável e principalmente muito bonito. Gosto do câmbio.

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  29. Acho que talvez mande este post para o serviço de dúvidas da FIAT para dar uma ajuda a eles entender porque o carro não se dá melhor, hehehe.

    Abs.

    KzR

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  30. Tenho um absolute dualogic de 2011, em breve fará 3 anos, exatamente neste vermelho da foto, com as mesmas rodas. Confortável (posição de dirigir, bancos, fantástica ergonomia, silencioso, direção razoavelmente rápida e com carga proporcional à velocidade), bom motor, gosto muito do câmbio dualogic (o meu é de 1.a geração/versão), faço média de 8,2 km/l na cidade (depois que aumentaram o teor de álcool, antes fazia 8,9) no meu percurso diário. Considero o carro agradavelmente estável, comparando com um focus de 1.a geração que tive 10 anos atrás (era um 1.8 zetec glx manual), diria que o bravo obviamente anda muito mais, é um pouco menos estável que o focus porém mais previsível (andando em velocidades de até uns 70 km por hora o meu focus parecia andar sobre trilhos, mais estável que o bravo; em velocidades superiores à 100 km/h acho que ambos se equivalem, andando em rodovias tomei vários sustos com o focus em velocidades dentro dos limites das rodovias, o que não senti com o bravo).
    O único detalhe que me incomoda neste carro é visibilidade dos instrumentos. A iluminação deveria estar sempre acesa, pois a profundidade dos "copos" em que o velocímetro e o contagiros estão inseridos dificulta sua visualização quando uso óculos escuros e o sol está em certas posições. Na primeira revisão pedi para que configurassem a luz como permanente no painel, mas fui informado que apenas o t-jet podia operar com painel iluminado independentemente dos faróis acesos ou apagados.
    O carro não apresentou nenhum problema, enfim, fora a questão da iluminação do painel que muitas vezes me faz andar com luzes acesas em pleno meio dia, adorei o carro.
    Aqui em Curitiba vejo uma número considerável de Bravos, assim como ainda de Stilos. Bom, uma das revendas daqui é a que mais vende Fiat no Brasil, logo é de se esperar que o n.o de Bravos fosse razoável.

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    1. Agora ao virar a chave a luz do painel e instrumentos fica acesa sempre, tenho um essence 2014.

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    2. No meu Bravo Essence (11/12) sempre ando com as lanternas acesas, com isso o painel sempre fica aceso. O bom é que quando desliga o carro, a lanterna apaga, ou seja não corre o risco de deixar o carro com o farol aceso.

      O meu Essence é o mais simples, sem central multimidia, sem a/c digital, sem volante com comandos e sem USB/bluetooth, mas gosto muito do visual e acabamento do carro, se o seguro não fosse tão caro tentaria pegar um T-jet seminovo...

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  31. Nós temos um Bravão desse aqui em casa, só que sem ser Dualogic, e com certeza é um carro muito prazeroso de se dirigir, pode não ser o melhor da categoria, mas o mundo não é só feito de números e fichas técnicas, o que vale é a prática e nisso ele se dá muito bem.

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    1. Guilherme, você falou tudo cara! Afinal, as pessoas ficam se debatendo com base em ficha técnica e esquecem que só queremos um carro para o transporte diário (com prazer, claro), não para competições em autódromo.

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  32. Ótimo relato.

    O carro é muito bonito, única ressalva que faço é para a altura da suspensão. O vão existente entre pneu e lata é muito grande; cabe um boi ali... Abraços!

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    1. É verdade "Os Nerds", o vão é muito grande, pelo menos no Essence... Me parece que o Sporting tem o mesmo vão do T-jet, o que serial ideal para todas as versões.

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  33. MAS, faz tempo que ensaio para comprar um Bravo/Punto com o Dualogic, mas me assustam os relatos de problemas com esse câmbio, especialmente quando ele passa para N "do nada", o que deixa a direção insegura em estradas e grandes avenidas... Não sei se sabe algo a respeito. Enfrentou problemas com seu Dual nestes 10 mil rodados?

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    1. Caro Anônimo de 6-1 18:43
      A nda não enfrentei problemas com o Bravo, além dos relatados neste post, as primeiras unidades equipadas com este sistema tiveram sim problemas, que foram resolvidos, eventualmente encontramos na internet relatos, mas sem saber precisamente o que ocorreu, nem o histórico, entendemos não ser correto especular.
      Abs

      MAS

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  34. Olá.
    Tive um Linea Dualogic 2010 que me serviu muito bem.
    Acabei de trocar por um Bravo 2014 dualogic plus e para minha surpresa o comportamento em rampas é muito diferente. O Bravo tem um lag gigante e acaba escapando pra trás até o o comando do acelerador ser entendido e o bicho andar. Alguem sofre com isso? Esse problema é causado pelo creeping (dá pra desativar? não sinto falta nenhuma desse recurso).
    Grato
    Amauri

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  35. Amauri
    Pelo contrário, o creeping até ajudaria. Como só há pedais de freio e acelerador, mantenha o carro imobilizado com o pé esquerdo e acelere com o direito. Quando você sentir o aumento de esforço do motor pela embreagem começar a acoplar, tire o pé do freio que o carro não recuará.

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    1. Ok. muito obrigado pela dica. vou experimentar.

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  36. Eis a questão, um Fiat Bravo Essence MT 14/14 + opcionais (sensor de estacionamento traseiro, Blue&Me e Rebatimento dos retrovisores) por 58 mil e alguma coisa ou um Ford Focus SE 13/14 por 63.500 (preço de tabela 63.990)???? Lembrando que Fiat paga 28 no meu Stilo Sporting 08/09 e a Ford 30...

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    1. O torque do motor do Bravo é maior. Comparei o acabamento e me pareceu melhor no Bravo.
      Porta-malas do Bravo é maior. O Bravo tem alguns mimos como parafuso anti-furto, sistema cornering (liga o farol de milha do lado interno quando entra em curva) .
      Tem também o clube lunico que dá desconto em shows e outras promoções exclusivas.


      abs
      Amauri

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    2. Amauri, a questão do torque eu senti e MUITO quando fiz o test-drive nos 2 veículos. O que me deixa intrigado nos 2 veículos é a questão de continuidade dos modelos. Bravo parece-me que está com os dias contados, mas ninguém sabe quanto, 1, 2, 3, 4, 5 anos, na realidade, parece que é questão de tempo para o modelo sair de linha e o consumidor ficar no prejuízo, igual a mim em 2010 com o Stilo (lógico que carro não valoriza, mas não sei se um Bravo hoje seria um bom negócio). O Focus acabou de chegar e para o meu bolso, aliás, pelo meu bom senso, teria que ser no máximo o 1.6 SE manual, que assusta pelo motor, pela quantidade de plástico no painel e pelo porta-malas "anão". Lógico que estamos 03 anos atrasados com o modelo rodado na Europa, o que já especula-se por lá um facelift na parte frontal do veículo (equiparar o "bocão" com o Fiesta e o Fusion), ou seja, comprar um Focus hoje também não seria um bom negócio, já que o seu facelift, ao meu ver, será bem antes do que a possível-certeza saída do Bravo do mercado brasileiro.

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    3. Bom, como eu precisava trocar o meu, em razão da desvalorização absurda que sofri em quase 6 anos com ele (+- 34 mil), em razão do alto valor do seguro por um carro 08/09, e diante do ótimo CxB do Bravo, embora todas as divergências em relação à ele, acabei de fechar em um Essence 14/14 Branco + alguns opcionais, sendo que, no total, acabei economizando uns 5 mil +- em relação ao Focus SE 1.6 (63.990,00). Se fiz um bom negócio ou não, só o tempo dirá, mas que reduzirei BEM o preço do seguro, terei um carro mais potente e mais atual, isso terei. Não foi desta vez que me desvincilhei da Fiat.

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  37. Alguem aqui usa o spring booster? Parece que é o único jeito de acabar com o lag do acelerador eletrônico.

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  38. Tenho um BRAVO Sporting Dualogic 2014 há 2 meses aproximadamente, eu ex-proprietário de um c4 hatch exclusive 2.0 automatico com xenon, estou insatisfeito com alguns aspectos do carro, começando pelo acabamento bem inferior ao francês como tbm a qualidade dos materiais empregados, outro ponto importante é a caixa automatizada que deixa a desejar em vários aspectos principalmente com o baixo torque abaixo dos 2500 rpm que deixa o carro parecendo 1.0 em subidas onde a força do motor só aparece após 2500 giros e forçando em alguns casos reduzir para primeira marcha (até manualmente) e aí que fica pior pois para voltar para a segunda marcha "automática" ele só muda após os 4500 rpm que acaba sendo muito alto, o problema desse câmbio também aparece em pequenas manobras onde ele não obedece as trocas de marcha com rapidez e em alguns casos ignorando a troca que pode ser perigoso em manobras de estacionamento, as reduções de velocidade também carecem de ajuste e quando solicitado o cambio/motor demoram em responder as trocas, os pacotes de opcionais são inconsistentes com o nível de preço, por exemplo, um carro com ar condicionado digital e bancos em couro, vem sem sensor de chuva e crepuscular, não há fechamento automático dos retrovisores e também do teto solar, se for o caso de instalar precisamos desembolsar R$1000,00 na concessionária somente pelo fechamento automático do teto e retrovisores ao efetuar o acionamento da trava, não há opção para instalar o sensor de chuva e luminosidade. o módulo para fechamento automático pesquisado na internet custava para consumidor final R$60,00 uma economia ridícula para um modelo desse porte/custo. o sistema BLUE-ME tbm decepciona por não permitir conexão A2DP (BLUETOOTH ESTÉREO) se limitando a efetuar apenas ligações no celular, resumindo esse carro me decepcionou pela economia besta da FIAT que poderia com certeza tornar esse carro bem mais atrativo. com certeza estarei trocando-o por outro modelo de melhor acabamento/tecnologia.

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    1. Hugo Sales20/03/14 00:43

      Tambem tenho um bravo sporting dualogic, você achou a função de tirar o pe do freio e o carro ja começar a andar(creeping) mais lento do que o do c4 automático? Eu achei que podia ser igual a de um automático convencional que no caso anda mesmo sem ter tirando o pe do freio totalmente, no bravo dualogic plus ele so começa a andar depois de tirar o pe do freio totalmente, não sei se você também reparou isso.

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  39. Tenho duas considerações a fazer aqui: A primeira é sobre o Bravo, sobre o qual muitos subvalorizam dizendo que tem a cara do Punto: Ignoram que os carros da Volkswagen são todos com a mesma cara, mudando apenas o tamanho e alguns detalhes; (2) dizem que paga-se muito por tão pouco: a indústria automobilística no Brasil sempre agiu dessa forma, e a FIAT não é a única; (2) que já está com design ultrapassado: A FORD lançou o Focus já com frente ultrapassada, pois na Europa está lançando ele com a nova identidade visual da marca. A conclusão é que cada consumidor tem seus gostos, e se identifica com um determinado modelo. Ficar aqui discutindo e disputando com os demais leitores qual é o melhor carro em detrimento dos demais modelos é pura infantilidade. Esse post pode e deve ser usado para troca de experiências e sugestões válidas como bem faz o Bob Sharp. Sobre o Dualogic, falo no próximo comentário.

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  40. Sobre o câmbio Dualogic. Nossa sociedade sempre foi (e continuará sendo por muito tempo) repleta de preconceitos, e no campo automotivo não estamos livre dessa característica que tanto prejudica nosso convívio. As pessoas estão cansadas de ler, falar e observar que o Dualogic não é câmbio automático, mas há ainda aqueles que insistem em fazer comparações. Cada tecnologia tem sua característica própria e um perfil específico de consumidor. Eu mesmo prefiro um automatizado e tenho plena consciência de que não se trata de um automático. Mas há quem prefira um automático e até outros que ainda prefiram os câmbios manuais. Tenho um Bravo Dualogic 2012 e nunca tive problemas com ele, e até os famosos trancos do qual alguns reclamam (inclusive a imprensa tendenciosa). Há algumas semanas estive em Manaus e Belém. Observei que lá há muitos Idea Dualogic sendo utilizados como taxi e fiz questão de andar neses em ambas as cidades. Conversei com os motoristas e não ouvi queixa alguma, assim como não senti os trancos tão criticados. Essa disputa entre qual o melhor câmbio pode ser comparada à disputa entre qual o melhor time de futebol, o melhor candidato para a próxima eleição e a religião mais próxima da perfeição: não nos levará à nenhum avanço, pois cada qual terá suas prioridades, preferências e a marca com a qual se identifica. Façamos deste espaço um meio para trocarmos experiências e tirar duvidas.

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  41. Galera tenho um Bravo Sporting branco 2014 com 18.000, p/ quem vem de um palio 1.0 é o estado da arte, desse carro só tenho uma reclamação que é o barulho ao dar a ré freando o carro, alias se alguém souber como resolve isso me digam. Emfim fiz viagens longas e pequenas e o uso no dia a dia para trabalhar, o carro é muito bom tando em desempenho como em consumo. Na época estudei o New Fiesta sedã, Prisma, Grand Siena, todos sedãs..Mas ao ver o Sporting na concessionaria eu e minha esposa nos apaixonamos pelo Hatch passei a pesquisar a questão custo benéfico e acabamento, não tivemos duvidas em levar o Bravo. Pelo que oferecia o modelo dava uma surra nos modelos sedãs e e mesmo em alguns hatches de montadoras com um marketings mais apelativos, com um bom porta malas e itens de serie/opcionais como : Cruise Control, retrovisores rebatíveis, banco de couro por volta de 59.000. Hoje onde passo desperta olhares sendo um excelente carro no dia a dia. Em uma reportagem que li na revista Auto Esporte ele ficou frente a I30 e n Cruze Sport ¨6, só não ganhou do 308 devido ao preço algo excelente para um carro que já não é considerado tão atual! Abs a todos.

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  42. MAS... já algum tempo venho ensaiando para comprar um Bravo Sporting Dualogic Plus, mas a cada pesquisa minha, encontro cada vez mais e mais reclamações de falhas e problemas no câmbio.

    Todavia percebo que os modelos que mais são alvo de reclamações são Lineas, Grand Sienas, alguns Stilos e Idea. Será um desatino meu, ou estou correto em afirmar que raramente (ou nunca) vejo um dono de Bravo reclamando de falhas no câmbio?

    Tens a mesma impressão?
    Alguma alteração mecânica que o torna diferente dos demais modelos?

    Abs

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