DESABAFO DE UM AUTOENTUSIASTA

Carro não!?
Mais ou menos há uns quatro anos meu pai, que fumou feito uma chaminé a vida inteira, parou de fumar. Apesar do BS afirmar que o cigarro não mata (o que de certa forma não está errado) eu fiquei muito feliz. Mas ele não parou de fumar por causa da saúde. Sua explicação foi que o cerco ao tabagismo ficou tão apertado que o desconforto de fumar ultrapassou o prazer que o fumo proporciona. Nesse caso, a demonização do cigarro e a estratégia dos antitabagistas deu certo. Mas o senso comum, principalmente de quem não fuma, é de que o cigarro no mínimo seria dispensável.

Isso me fez pensar sobre o que estão fazendo com os carros nas grandes cidades como São Paulo e não só no Brasil. Hoje em dia estão querendo nos fazer sentir culpados por andar de carro, ou com medo! Há vários posts aqui no AE, principalmente do BS, sobre a incapacidade dos governantes em melhoras a cidade sem que seja em detrimento dos que usam carros. Isso sem falar que quem usa carro contribui substancialmente com impostos e com a manutenção do nível de empregos. Então, esse cerco, como o próprio BS já disse, é um tiro no pé. Sem contar que o carro sozinho não mata e há tempos não faz mais mal à saúde. 

Demônios enjaulados!!!


Desde de meados de setembro do ano passado, por uma circunstância, estou sem carro próprio e desde então estou enrolando um pouco para comprar outro. Felizmente moro numa região boa, com acesso a tudo que preciso bem perto de casa e consigo viver sem carro, mas não sei até quando. E quando necessário minha esposa usa o carro do meu sogro. 

Entre outros motivos para minha enrolação estão estão o IPVA, o seguro, e a chatice que é andar de carro em São Paulo. Além do trânsito insuportável, há os radares, os novos corredores de ônibus, os motoboys malucos, as ciclovias, as vias esburacadas, a falta de estacionamento pago e não pago, e a total falta de sincronização dos sinais. Fora isso o medo se sofrer um seqüestro relâmpago.

Um semáforo a cada 200 metros

Nesse começo de ano, com a cidade vazia e quase todos esses fatores resolvidos pela simples diminuição significativa dos motoristas, cheguei até a pedir que o trânsito voltasse. Será que fiquei doido?

Não mesmo. Da minha casa até a casa do meu sogro não são mais que cinco quilômetros. Mas descobri que levo quase o mesmo tempo com ou sem trânsito devido a quantidade fenomenal de sinais quase sempre fechados. E não tem nada pior que ficar parado num semáforo, vendo o tempo passar e sem quase ninguém na rua. É a mesma coisa que ficar na frente do computador assistindo o Windows abrir, o antivírus se preparar e o programas carregarem até efetivamente se conseguir usar a máquina. 

O problema não são os carros e sim o excesso de gente numa cidade mal planejada

Então eu estou aproveitando esse tempo sem carro para tentar me virar da melhor forma possível. Vale notar que estou com total disponibilidade de tempo e praticamente posso chegar onde quero só dependendo de ajustar a hora da saída conforme o transporte. Sei que isso não reflete a maioria das pessoas com rotinas apertadas. 

Sempre que viajo ao exterior uma das coisas que eu invejo são as pessoas poderem realmente usar uma bicicleta para transporte. Em Paris, Tóquio, São Francisco, Munique e outras cidades que ainda não visitei, assim como em muitas cidades pequenas e médias do Brasil, as bicicletas estão realmente integradas ao transporte. A bicicleta tem uma série de desvantagens sobre outros transportes que vão desde a necessidade de um local seguro e apropriado para guardá-la no destino, impossibilidade de uso em dias de chuva, necessidade de roupas leves, entre outras. Mas como quando menino eu andava muito de bicicleta e comecei a namorar minha esposa indo ao seu encontro de Caloi Ceci da minha irmã, realmente gosto de pedalar. Mas sempre tive receio de pedalar no trânsito agressivo de São Paulo.

Bicicleta; eu gosto

Eis que em São Paulo e mais outras cidades do Brasil surgiram essas bicicletas laranjas patrocinadas pelo Banco Itaú. Durante meses eu as vi andando pra lá e pra cá mas não venci o receio pela insegurança. Porém, ficar sem carro foi o estímulo que eu precisava. Para utilizá-las é muito fácil. Basta fazer um cadastro e pagar um depósito de apenas 10 reais. Por telefone ou através de um aplicativo para smartphones você desbloqueia as bicicletas na estação desejada, que pode ser localizada pelo app que também informa a disponibilidade e número de vagas vazias. Se a utilização ultrapassar 30 minutos paga-se 5 reais para cada 30 minutos adicionais. Notícia recente é que agora o prazo para a primeira cobrança é de uma hora e é possível a utilização com Bilhete Único de transporte.

As bicicletas são bem confortáveis com selim ajustável e três marchas, embutidas no cubo da roda traseira. A manutenção até que é boa mas poderia ser melhor. Alguns usuários realmente fazem jus à sua falta de educação e cuidado com o que é de todos e acabam detonando as bicicletas. Algumas estações, principalmente próximas a faculdades, também estão bem detonadas e as vezes a bicicleta não destrava. Isso é chato, pois nos faz ligar para a central (o atendimento é muito bom) e perder um tempão ou até ter que procurar outra estação. Dá um certo trabalho e se tiver hora marcada é melhor sair com bastante antecedência e saber que pode precisar caminhar ou pegar um táxi. Com mais de um ano de operação já está na hora de uma reforma geral nas estações e bikes.

Londres, na faixa de ônibus. E eles não andam devagar!

Londres, no meio dos carros

Graz, ao lado do bonde

Paris, na contramão

São Francisco, bem no meio da rua

São Paulo, perigos além dos carros

E o trânsito? Bem, para minha grata surpresa não é que o motorista, aquele ser marginalizado que usa carro, está bem mais manso. Eu sempre achei os ciclistas muito folgados e até sem juízo ao tentarem enfrentar carros, caminhões e ônibus na marra. O motorista brasileiro não tem a cultura de respeitar ninguém e muitos ciclistas se acham no direito de andar no meio dos carros, em vias expressas e de forma irresponsável só por acharem que estão prestando um serviço para a sociedade ao não usarem carros. Claro que isso não pode ser generalizado e existem muitos bons ciclistas. Mas eu sinto um ar de desafio em muitos deles. E os motoristas, "marginais"', em caso de acidente, independente da imprudência de um ciclista, podem ser sempre vilões. Acontece isso com motoboys também, de uma maneira muito pior. Então acho que os motoristas estão aceitando que não haverá outro jeito a não ser conviver com os ciclistas (bons e ruins) e assim estão mais atentos e os respeitando muito mais. Acho também que viagens ao exterior, onde se fizer besteira paga-se a multa na hora ou vai preso, estão ajudado alguns motoristas a se reeducar. Afirmo isso pois é o meu caso. 

Na minha última viagem a Londres, no ano passado, fiquei impressionado como os ciclistas se metem realmente no meio do trânsito, em espaços totalmente inseguros, cruzando na frente dos doubledeckers, sem o menor respeito aos motoristas. Então acho bom que quem ainda não respeita os ciclistas, começar a respeitar pois o caminho é sem volta e nós vamos aprender na marra mesmo. 

Usei muito as bicicletas fazendo integração com o metrô, que há tempos não usava, e com muitos trechos a pé. Funcionou muito bem, economizei muito em combustível e estacionamento além de até ter emagreçido bem. Também tive mais contato com a cidade e o povo percebendo como o consumo de tudo está bem forte através de muita publicidade nas estações e dentro dos trens do metrô. E exercitei muito meu hobby de fotografia de rua, impossível de praticar estando de carro. Ônibus eu não peguei e nem quero pegar tamanho é o desconforto físico e auditivo. Diferente do metrô, os ônibus são o que há de mais terrível em São Paulo.  

Andar a pé é bem legal e às vezes chegamos ao destino antes do que de carro

Além dos semáforos e radares outra coisa que realmente me entristece e tira o prazer de ter um carro bacana (diga-se um pouco mais esportivo) é a qualidade das vias de rodagem. A buraqueira e a total incompetência técnica de que constrói e muito mais, de quem repara nossas ruas, é absurda. É remendo em cima de remendo, asfalto sobre concreto, tampas de bueiro rebaixadas formando verdadeiros cantos vivos, valetas e lombadas totalmente fora de padrão e propósito e ruas abauladas com centro da via de rodagem mais alto que as calçadas de tanto recapeamento feito. Tem certos bairros onde realmente é melhor andar a pé! Até de bicicleta é ruim, de tanto buraco.




Fotos do protesto Buracos de Sampa

Isso me irritou tanto da última vez que dirigi um esportivo, e agora avaliando um Golf GTI, que me fez fazer um protesto contra a buraqueira e a condição de nossas vias.

Veja mais buracos de São Paulo em Buracos de Sampa.

O carro ainda tem qualidades imbatíveis como o conforto do isolamento e a versatilidade. Mas a sensação de liberdade, ao menos no trânsito das grandes cidades, se foi. Não dá para todo mundo querer ser livre ao mesmo tempo num espaço reduzido! E ao poucos sua demonização está dando certo. Tanto que muitos jovens de países desenvolvidos, que tem transporte público de primeira, não se interessam por carros. E na era da informação, a necessidade de ir e vir está diminuindo substancialmente.

Mas, concluindo, depois de usar as bicicletas, metrô e muita sola de sapato por três meses, acabei cansando um pouco e não hesitei em usar o carro do meu sogro ou os de testes sempre que estivessem disponíveis. Acho que o dia em que vou querer parar de usar um carro, bem diferente do que aconteceu com meu pai ao parar de fumar, nunca vai chegar. Apesar de que no dia a dia de São Paulo o prazer já se foi.


Abraço
PK

167 comentários :

  1. Para mim, o problema é todo estrutural. Tem-se um aglomerado de pessoas no lado A que precisa chegar ao aglomerado do lado B. Perde-se muito tempo deslocando-se. Isso deveria ser exceção, e não regra. Os espaços não são ocupados de forma ordenada. Visto aqui em São Paulo, onde as pessoas são obrigadas todas a sair da Zona Leste para trabalhar no Centro. E os empregos na própria região onde vivem? Cadê? Na minha opinião, descentralizar a cidade é a única maneira de combater o transito.

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    1. Uma outra opção também seria o estímulo aos horários alternativos. Recentemente a empresa onde trabalho cancelou a linha de fretado que usava (olha os bean counters aí), e como não existe uma opção decente de transporte público que me leve da ZO à Interlagos em menos de 2 horas, dá-lhe usar o carro diariamente. A empresa me deu a opção de entrar e sair uma hora mais cedo, e digo que não é isento de trânsito, mas a coisa já melhora bastante.
      Uma medida como essa, juntamente com a descentralização e investimento em transporte público (de verdade, não comprar latas de tinta pra pintar faixas de ônibus) dá pra tornar a coisa bem mais aceitável. Mas como isso dá trabalho e não dá lucro, esqueça...

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    2. Numa cidade grande e populosa como Sâo Paulo, bem que os recrutadores de empresas poderim usar um pouco a cabeça nesse sentido. Duvido que num raio de 1 ou 2km da empresa, não existam pessoas qualificadas e dispostas a assumir a maioria dos postos de trabalho. Mas não! O cara tem um escritório de contabilidade no Tatuapé e contrata um contador do Jabaquara. A outra tem um escolinha de criança em Itaquera e contrata uma coitada com dois filhos pequenos e sem carro, moradora do raio que o parta. E por aí vai...

      João Paulo

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    3. Acho difícil privar uma pessoa de um emprego porque ela não mora na região. Mas faz sentido. Abraço!

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    4. Não se trata de privar, mas seria um critério que, mesmo não dando certo em todos os casos, ajudaria bastante.

      João Paulo

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    5. João Paulo,

      Talvez as empresas brasileiras devessem fazer como as japonesas ou como as empresas mineradoras: os empregados moram nas dependências das fábricas, em alojamentos construídos para esse fim. É simples: a empresa contratou o sujeito vai morar lá.

      Até mesmo um shopping center poderia funcionar assim: constroi-se um arranha-céus, nos andares inferiores ficam as lojas e nos superiores ficam os apartamentos de quem trabalha por lá. Por que não?

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    6. Seria algo um pouco mais radical, mas daria certo, também.

      João Paulo

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    7. Concordo com o Anônimo do primeiro comentário, o problema é estrutural. Mas o problema estrutural é causado por um problema cultural: NINGUÉM, população inclusa, se importa em resolver o problema se tiver que ceder 1cm e demonstrar 1s de boa vontade.

      Vide o exemplo do nosso "prefeito" (assim entre aspas mesmo) que preferiu se indispor com motoristas e taxistas em troca do eventual ganho de imagem com usuários de ônibus. A conta nesse caso é bem simples: em três ou quatro carros cabem de 15 a 20 eleitores e em um único ônibus cabem 70, e ainda fica com aquela velha imagem de "O Caçador de Marajás" que o Collor criou. Mas se houvesse algum comprometimento da parte do "prefeito" e de seus comparsas, gastaria-se a mesma energia em organizar o tráfego e melhorar a estrutura de deslocamento. O governo do estado também se encaixa nisso, quantas estações de trem e metro possuem um estacionamento publico por perto? Aliás, alguém aí já viu um estacionamento publico próximo do transporte público? É mais provável encontrar o Saci dirigindo o ônibus...

      Moro no extremo sul da cidade e trabalho próximo ao Aeroporto de Congonhas, e a única alternativa humanamente tragável quando venho sem o carro, é pegar a linha Esmeralda da CPTM, descer na Berrini e subir até o aeroporto a pé, pois os ônibus que fazem este trecho já estão entupidos no meu horário e possuem intervalo de até 40 minutos.

      Governo e prefeitura deveriam procurar eliminar gargalos: cruzamentos imbecis, travessias desertas ou que poderiam ser substituidas por passarelas, acessos e saídas dos dois lados de vias que deveriam ser expressas, trechos com corredores de ônibus do lado esquerdo e faixas exclusivas do lado direito, semáforos feitos de algodão-doce (que se desmancham com qualquer garoa), fiscais (porque "agentes" já não são faz tempo) de transito absolutamente mal intencionados que priorizam as multas em detrimento da orientação do tráfego, incentivo de verdade a descentralização dos empregos (já que não adianta dizer para a empresa "vá para lá" se não haverá retorno humano e financeiro) e de nossa parte, deveriamos avaliar melhor em quem votamos e como nos comportamos do portão de casa para fora, pois assim como o Paulo Keller destacou, há ciclistas bons e ruins, há motoristas bons e ruins, há motociclistas bons e ruins e há os motoboys! Brincadeira a parte, também somos parte do problema. Eu adoraria poder fazer um trecho de carro, pegar um trem e completar o percurso de bicicleta, mas para isso precisaria deixar o carro em um estacionamento seguro e que não vá me extorquir, pegar um trem onde seja possível pelo menos entrar e devolver a bicicleta em um ponto próximo do meu destino.

      Mas Paulo, o meu prazer em dirigir nem São Paulo vai tirar, já basta terem levado minha cidadania.

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    8. Acredito que o monotrilho seja a solução do seu caso... #luznofimdotunel

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  2. Mas hoje em dia é assim mesmo. Qualquer lugar que vou de carro em São Paulo sem conhecer, eu tenho que me informar antes, não só o trajeto, mas se tem onde estacionar e etal. Sempre achei que estavam respeitando essas bicicletas do Itaú, até que ontem vi que roubaram todas e destruíram a estação que fica na Rua do Glicério no Centro. Ena minha opinião, ainda demorou para acontecer, visto a região em volta.

    Agora eu ando de bike desde criança e ainda ando muito hoje em dia, mas somente em locais afastados ou de domingo, pois até aos sábados eu estou achando loucura andar em São Paulo.

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    1. Sobre essas bicicletas do Itaú, em protesto recente os black blocs chegaram a pichá-las. Eles também já picharam e incendiaram ônibus e nós iremos perguntar como esses atos depredatórios deles contribuem para a maior adoção de outros modais que não o carro particular.

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    2. Atos depredatórios são repugnantes!
      Não sabia dessa depredação no Glicério. Triste. Mas pior ainda são os estudantes de classe A e B detonarem as bikes. Abraço

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  3. Concordo com tudo. Realmente, o uso moderado dos carros tem suas vantagens. Outro ótimo pensamento é o de que a informatização diminui a necessidade de transporte. É verdade. Entretanto, o que me irrita e acho que a outros leitores, é o poder público não cumprir sua parte na infraestrutura e apelar de cara para rodízio e fomento do uso da bicicleta, bem diferente dos países citados. Quanto ao comportamento dos ciclistas aqui e no mundo, direitos e deveres para todos é a saída. Não dá pra deixar direitos para uns e deveres apenas para outros.

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    1. Paulo Roberto você completou bem "direitos e deveres para todos é a saída". Mas de maneira geral as pessoas pensam só nos direitos. Abraço

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    2. O problema é o que que é uso moderado? Eu mesmo uso meu carro todos os dias para ir trabalhar e voltar. Para mim é extremamente necessário, pois o transporte coletivo na minha região á ruim, e eu levaria mais tempo no deslocamento e com muito menos conforto. Mas eu quase não faço hoje algo que sempre gostei, que é sair por aí dirigindo à toa, só para curtir. Então, mesmo usando o carro todo dia no horário de pico meu uso é moderado, pois não o uso além do necessário. Ainda assim ajuda a tumultuar o transito. E aí?

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    3. Desculpe-me mas onde você escreveu "uso moderado" eu leio "restrição a circulação", pois o conceito de moderação dos poderes públicos é altamente divergente do da maioria dos proprietários de veículos. Ainda em tempo, em se tratando de São Paulo, cabe destacar ser o IPVA mais caro do país, dinheiro que certamente deveria ir para obras e manutenções viárias, sabidamente não é isso que ocorre.

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    4. Moderado é deixar de usar o carro quando for possível. Para isso o poder público tem que fazer mais do que apenas pintar faixas e gastar nosso dinheiro em propaganda dizendo que está tudo lindo. Claro que para a prefeitura "moderado" é deixar de fazer a parte dela e restringir nossos direitos ao máximo.

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  4. Por forças profissionais estou morando agora em Imperatriz/MA. Antes RJ/RJ. Falta aqui o autoentusiasmo: a oficina especializada; o profissional adequado; e me falta espaço e ferramentas pra brincar. Meu Ford Focus ainda não pode ganhar um bom sistema exaustivo nem um upgrade no motor (bem leve) por falta de peças e profissionais. Meu caveirão (um Tempra ie 2.0 97) não sobreviveria por falta de peças no mercado local. Repousa na casa dos meus pais, no RJ. Nas ruas falta capricho, embora não tão esburacadas, porém mal feitas; nos cruzamentos temos as valetas de São Paulo. Na verdade vãos (morros, montanhas, algo maior) que fazem o parachoque do carro sumir de tão grande que são. Passar rápido neles fazem as rodas saírem do chão e raspar a dianteira. Mas tem uma coisa boa: O transito ainda é aceitável. Exceto nas horas de pico que duram bem pouco.
    Essa vida de cidade do interior me faz pensar se um dia valerá a pena voltar a morar numa cidade grande. A embreagem dura mais, os freios tambem e não fico limitado a primeira e segunda.

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    1. Realmente morar em cidades grandes e adjacências está insuportável. Por isso meu pai se mudou para o Guarujá e odeia ter que vir para São Paulo. Acho que você não voltará...
      Abraço.

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  5. Bicicleta é legal, mas como meio de transporte em PEQUENOS deslocamentos e lazer. Mais do que isso é tentar impor um estilo de vida que nem todo mundo tem disponibilidade de levar. Quando vejo um ciclista com a roupa toda atochada no rego, parecendo um fantoche de plástico, destilo todo meu ódio contra aquele ser alienado que pensa ter todos os direitos do mundo, mas nenhum dever no trânsito. E o pior, sem pagar um único centavo de imposto para poder usar a sua bicicleta nas vias públicas enquanto nós motoristas somos achincalhados por essa corja.
    No dia que bicicleta pagar IPVA, licenciamento como carros, motos, etc, vou passar a respeitá-los.
    Mas hoje, quando vejo um ciclista pedalando a sua Barra Forte, com uma sacola na garupa, pneus sujos e suando em bicas sob um sol forte ou embaixo de chuva, esse cara merece o meu respeito e admiração pois às vezes pedalar é uma das poucas formas de otimizar o seu curto orçamento.

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    1. Anônimo, acho que não dá para generalizar! Tem muito folgado mesmo, mas tem gente sen noção (assim com muitos motoristas) e tem os que preferem e realmente gostam de pedalar. O que eu defendo é que além das iniciativas atuais se atue também na formação das pessoas.
      Abraço.

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  6. Os carros realmente já não fazem mal a saúde como antes e sua segurança esta muito melhor hoje em dia, até para o pedestre e ciclista em caso de atropelamento, mas uma coisa jamais será resolvida o espaço que ele ocupa.
    Se pode otimizar o espaço, mas não será mantendo o atual modelo onde carros de passeio circulam livremente, em sua maioria com somente o motorista.
    Ando diariamente de moto, pela manhã deixo minha esposa no serviço dela e sigo para minhas andanças (visito vários lugares durante a semana).
    Infelizmente a bicicleta é impossível para mim, além da distância que tenho que percorrer (nunca menos de 100km/dia) tem uma ponte no meio (Rio - Niterói).
    Faço minha parte e realmente tem horas que me sinto "no direito" de reclamar com motoristas, como um que abriu a janela outro dia e disse que nós motociclistas éramos muito "engraçadinhos" por estarmos "forçando passagem" por entre os carros e que ele não via a hora de sermos multados e até presos por isto.
    No meu referencial se tratou de uma bizarra situação na qual o problema estava reclamando com a solução.
    Adoro carro, tanto que entro aqui todos os dias, mas já me rendi às praticidades da moto e assumi como normais os riscos e desconfortos deste veiculo.
    Assim e enquanto não temos um transporte que me atenda, faço o melhor que posso, vou de moto, gastando pouca energia 30 km/l, ocupando 1/4 do espaço e em 50% do tempo com duas pessoas.
    Por isto sempre que alguém me recrimina por qualquer coisa, enquanto motociclista, afirmo que se trata da bizarra situação na qual o "problema reclama da solução".
    Acosta
    PS: Faça chuva ou faça sol, na chuva a patroa não vai comigo.

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    1. "...No meu referencial se tratou de uma bizarra situação na qual o problema estava reclamando com a solução."

      Colocação Perfeita! Muito defendi por aqui um incentivo (não obrigatoriedade, mas incentivo) a motocicleta como meio de transporte diário, pois no meu ponto de vista é a solução mais realista sem trazer grandes incômodos a população e, justamente, com as vantagens que você mesmo abordou: consumo, espaço físico, agilidade e mais além, manutenção e preço de aquisição baixo.

      Assim que nem você Acosta, adoro carros, porém 3,20 no litro da gasolina e de quebra aturar condições adversas de tráfico (que aumentam o consumo) me fazem crer que, pra maior parte da população e, para maior parte de suas situações diárias, a motocicleta é a melhor solução.

      Mendes

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    2. Alvaro, você tocou num ponto importante. A quantidade de carros, grandes, que trafegam com apenas um ocupante é irritante. A moda dos SUVs pegou lá fora e aqui e é notório o desperdício. Mas lembre-se que nem todo mundo tem habilidade para andar de moto. Além do que, você foi penalizado pelo comportamento inconsequente de 'motoqueiros'. Eu adoro moto mas não posso concordar que um motociclista seja melhor do que eu, que pago todos os meus impostos em dia (e que não ando de SUV!). Valeu pelo comentário e um abraço.

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    3. Alvaro, você tocou num ponto importante. A quantidade de carros, grandes, que trafegam com apenas um ocupante é irritante. A moda dos SUVs pegou lá fora e aqui e é notório o desperdício. Mas lembre-se que nem todo mundo tem habilidade para andar de moto. Além do que, você foi penalizado pelo comportamento inconsequente de 'motoqueiros'. Eu adoro moto mas não posso concordar que um motociclista seja melhor do que eu, que pago todos os meus impostos em dia (e que não ando de SUV!). Valeu pelo comentário e um abraço.

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    4. Mendes, não estou certo de que o problema e a solução são esses. De fato dá para melhorar. Mas moto não é solução para todos. Gosto da ideia do Smart, Toyota iQ, Tata Nano, Renault Twizy e outros carrinhos com menos de 3 metros.

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    5. PK, curto também sua ideia com carros menores, pois é mais uma solução próxima de agradar gregos e troianos. Mas como eu falei, para a "maior parte da população e, para maior parte de suas situações diária", uma motocicleta cairia bem. Não quis dizer para todos, afinal cada um tem suas devidas necessidades (transportar coisas, filhos para escola, entre outros). E relembrando: não é "Imposição" mas sim um "incentivo", mostrando pontos positivos (e negativos também), melhores noções de segurança, dentre outras coisas que talvez eu tenha esquecido de mencionar.

      Uma redução nos impostos de itens de segurança (Capacetes, botas, Jaquetas, Luvas e etc) também ajudaria, pois mesmo uma moto sendo barata, entendo que nem sempre é fácil gastar, por exemplo, 300 reais só num capacete de qualidade. Sem contar os outros itens que citei.

      Mas tem outros (que não são poucos) que usam o carro para transporte exclusivamente individual. Não precisa nem ser um SUV, um carro popular por si só, ainda que muito menor que um Ford Ranger, por exemplo, já ocupa um bom espaço, seja transitando na via ou estacionado. Se aqui no Brasil há a cultura de culpar nossos carros pelos acidentes, com motos essa cultura é multiplicada até de forma recursiva por ser um veiculo onde o motorista fica "totalmente exposto".

      Desculpas por me alongar demais, mas espero que tenha explicado melhor.

      Mendes

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    6. Basicamente o Alvaro defende o mesmo que os ciclistas, ele pode fazer o que bem entende no trânsito pois é "solução". Classe média sofre!

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  7. João Carlos08/01/14 13:18

    Realmente, critério para compra de carro tem de levar em conta como ele passa em lombadas e valetas. Dei uma volta de teste num carro de altura não tropicalizada e de muito balanço dianteiro, e desisti de comprá-lo, seria muita chatiação e falta de respeito ao próximo ter de quase parar para enfrentar essas porcarias - sim, ao contrário da maioria que pouco se lixa pra fluidez, eu tenho educação e sentido de coletividade. Ficaria como segundo carro, mas não posso.

    Outra coisa que venho notando nos últimos anos é a quantidade de pseudoentusiastas que gostam de carro como objeto de beleza, "antenados" no que a industria irá mudar no proximo ano-modelo: "puxa, viu as novas maçanetas de tal carro", dizem. E na hora de guiar são um desastre, gente que em pista simples e mão dupla dirigem como se estivesse numa carreta de transporte de cimento: só embalam na descida. Os demais usuários da via? Ora, que se danem.. Usar o acelerador pra essa gente estraga o motor. Velocidade é risco de vida. Mas na hora de respeitar um faixa de pedestre sem semáforo, são uns apressados. Ocupam vaga de dois carros numa vaga de rua, para proteger o párachoque de seu bibelô. E ai de vc se desejar fazer uma baliza à sua frente: quantas vezes já não fiz o babaca dar ré por não entender a manobra, fora que nessa hora, o tranca-rua tem pressa, não dá pra entender!

    Delimitação de vagas, o que é isso? O "apaixonado por maçanetas" acha bonito estacionar de qualquer jeito. Do mesmo modo que acha bonito se sentar mal ao volante, e ficar pescoçando feito louco para consultar um retrovisor mal ajustado. Claro, isso só ocorre à noite quando leva uma piscada de faról para abandonar o seu lote comprado na faixa esquerda da via; no dia a dia lhes basta fazer uso da seta instantaneamente à virada de volante. E quem está à volta? Que se danem. "Mas eu deu seta", dizem.

    É tudo muito desanimador. E a lista não terminou.

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    1. João Carlos, essa do pseudoentusiasta foi muito boa. Realmente desanima qualquer um. Abraço

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  8. Ótima reflexão!

    Assisti esses dias "Lugar Incomum" no Multishow. É um programa de viagens com a bela e simpática Didi Wagner. Ela foi para Los Angeles e, logo no início do programa, desfila pelas ruas num belo Corvair 65 conversível comentando que, naquele momento, não poderia reclamar da vida, tamanho prazer que estava sentindo. Um pouco depois, mostrando as linhas de metrô da cidade, opina que considera o carro uma das piores invenções do homem. Opinião que contradiz o prazer proporcionado pelo Corvair...

    Arnaldo, adorei as fotos com o "Bandeirantinho", ficaram ótimas. Vou compartilhar o site na minha fanpage.

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    1. Corsário Viajante08/01/14 16:38

      Ela, coitada, só é igual á maioria, que adora cuspir no prato que come. E junte que está na modinha malhar carro, pronto, o discurso está preparado!

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    2. Agora que reparei que o post é do Paulo, e não do Arnaldo!
      Paulo, desculpe a falha e parabéns pelas fotos.

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    3. Portuga, obrigado pelo comentário. E fica tranquilo porque quase todo mundo confunde os primos!!!! Abraço.

      Abraço para o Corsário também.

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  9. De um lado o governo incentiva a compra do carro baixando IPI, facilitando linhas de crédito e parcelamentos a perder de vista, dessa forma os fabricantes batem recordes de venda a cada mês. De outro lado o governo imobiliza o cidadão e coloca o carro como culpado dos problemas de uma cidade sucateada. Bipolaridade perigosa.

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    1. Hugo, verdade! Mas o principal ponto é que o Brasil ainda tem mais ou menos um carro para cada 9 ou 10 habitantes. Então tem muito potencial de crescimento de vendas. Só que que está comprando os carros são as pessoas que estão empilhadas nas grandes cidades.
      Abraço, PK

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  10. Ótimo post! Duvidava que alguém que também gosta de carros tivesse interesse em pedalar. Ótima comparação entre metrô e ônibus: ônibus horrível, a maioria fora de manutenção, motoristas grossos (provavelmente sobrecarregados), intervalos longos prejudicam por demais um serviço de qualidade. Metro, mesmo lotado chega a ser "suportável".

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    1. Fernando, essa é realmente minha impressão sobre ônibus. Mas posso estar generalizando pois li um comentário mais abaixo que em certa região o ônibus funciona bem. Mas realmente eu prefiro andar a pé, pegar um taxi (que nem todo mundo pode) ou se disponível, pedalar.
      Agora, se não houvesse trânsito, de carro se ganha muito tempo! Abraço e obrigado por comentar.

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  11. Pedalo sempre que posso e gosto muito, mas na boa, não uso minha bicicleta como meio de transporte em SP nem que me paguem.

    E parabéns pelo protesto do buracos de sampa, belíssimas fotos. O jipinho ficou bem sugestivo, se o asfalto continuar piorando no ritmo que piorou em 2013, daqui a pouco vamos precisar de um bandeirante pra poder circular pela cidade, rsrsrs.

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    1. GFonseca, com algum cuidado e paciência é possível usar a bike! Valeu pelo comentário sobre as fotos. Abraço.

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    2. Drive your bike
      http://www.youtube.com/watch?v=fDm6jiQz5BY

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  12. Em se tratando de bicicletas, o grande problema de todos que se julgam "politicamente corretos" é ficar reivindicando os direitos, mas se esquecem dos deveres. Vide o último acidente noticiado com um ciclista em SP que não respeitou uma regra básica de trânsito: ao mudar de faixa, deve-se olhar para a faixa adjacente para ver se há tempo suficiente para realizar a manobra (mais do que espaço, diga-se de passagem). Ao invés de aguardar atrás do ônibus enquanto a carreta estava passando, foi querer se enfiar no "corredor", tal como seus parceiros motorizados, os motoboys.

    Será que ele achava que a carreta carregada deveria parar instantaneamente em plena avenida para que ele trocasse de faixa para ultrapassar o ônibus? Sejamos razoáveis: que motorista em seu automóvel ou motocicleta mudaria de faixa naquela condição? As regras de trânsito são iguais para as bicicletas.

    Tenho mais dó do motorista do caminhão, pois já ouvi dizerem que estão atrás dele, sendo que ele não teve culpa nenhuma. Daqui a pouco vai ter gente pulando da ponte sobre os carros para reivindicar algum tipo de indenização, pois tudo é culpa do motorista sobre 4 ou mais rodas na cabeça das nossas hipócritas autoridades.

    Caso não tenham visto o vídeo, o mesmo encontra-se na página inicial do Terra por enquanto.

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    1. Avatar, pegou bem o meu ponto. Não sou nem um pouco contra ciclistas, desde que eles se deem o respeito respeitando minimamente o bom senso. Outro dia tinha uns caras pedalando na Av. Santo Amaro que tem uma faixa e meia no lugar de duas faixas. E o caras batendo papo enquanto pedalavam de uma maneira esnobe. Contei até 10... pois é claro que eu nunca teria razão... Abraço

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    2. PK, imaginei a cena, eu com uma F-250! GTA5!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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  13. Tudo certo, tudo lógico. Há trajetos a pé que são ótimos, de bicicleta idem, de ônibus também, de carro a mesma coisa. Nenhum pode ser amaldiçoado pelos usuários dos outros.
    Mas que quem acha carro dispensável ainda vai passar um perrengue forte e vai precisar de um carro, ah isso vai !

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    1. Boa JJ! Quero ver uns caras enfiando a viola no saco! Abraço

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  14. KKKKKKKKKK Essa de que o cigarro não mata é ótima.
    O que mais gosto do AE é ler coisas assim como essas.

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    1. KKKKK digo eu, você estar sendo respondido por um morto há mais de 20 anos e não saber!!!

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    2. Alguma hora a bomba explode...

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    3. O cigarro em si não mata, pois ele não se acende sozinho, não levita até a boca da pessoa nem cria sozinho um fluxo de ar que vai até os pulmões do infeliz. Isso tudo depende da ação de um humano, o que significa que ele está se matando em suaves prestações e provavelmente, como a maioria dos fumantes, irá criar racionalizações para tentar justificar o porquê de fumar, até o dia em que um enfisema ou câncer o pegar e ele sofrer em vida uma triste e prolongada agonia que abalará muito tanto a si mesmo quanto aos que estão a seu redor vendo seu declínio físico. Porém, como já dito antes, a culpa não é do cigarro, mas sim de quem o acende. Caso não se acenda o cigarro, ele fica lá paradinho dentro do maço e não causa os problemas que causa caso se friccione a pedrinha do isqueiro ou se risque o fósforo.

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    4. Cigarro não mata ninguém.

      O que mata é câncer de pulmão.

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    5. AutoEspiritismo, Sto Antônio da Periquita!!!

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    6. Sabia que essa parte ia gerar alguma polêmica. AutoEspiritismo foi demais!!!!
      Abraço

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    7. Não se preocupe, há tempo ainda para o Sr. morrer de causas relacionadas com o cigarro, já que há extensa coleção de problemas comprovados pela medicina causados pelo cigarro.

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    8. kkkkkkkkkkkk... Agora que a verdade seja dita, cada organismo reage de uma forma... Existe o cara que fumou a vida toda e falece "sei lá de morte natural"... E o outro que fumou 15 dias e deu "PT" no pulmão... OPS! PT não! Coisa feia! rsrs

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  15. A que ponto chegamos: um editor do AUTOentusiasta sem entusiasmo para andar de carro, e com razão. Tamanhas as adversidades que estamos encontrando. E a tendência é piorar.

    Somos seres em extinção. Mais umas duas gerações e carro para se dirigir será coisa de nicho, ou restrita a autodromos, sem licenciamento para andar nas ruas. Só os autônomos poderão experimentar o gosto da liberdade.

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    1. "Somos seres em extinção. Mais umas duas gerações e carro para se dirigir será coisa de nicho, ou restrita a autodromos, sem licenciamento para andar nas ruas."
      Isso mesmo, ou nos simuladores que estão cada vez melhores! Uma pena. Abraço

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    2. Aí vai uma dica para quem pode ($$):

      Não compre um carro de nível. Compre um terreno bem longe da cidade, e mande fazer uma pista de corrida nele. Uns R$ 500.000,00 dá conta do recado.

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    3. 500 paus acho que não fecha essa conta não heim... Bob, tem idéia do custo? Acho que ninguém aqui poderia ter uma noção melhor deste orçamento... Acho melhor morar próximo a um autodromo... tipo o Velocitta...

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    4. Não precisa fazer autódromo asfaltado, basta passar trator num terreno mais ou menos grande e fazer uma pista de autocross particular. E comprar umas gaiolas baratas.
      Diversão garantida.
      E depois pode alugar o trator para alguém passar em cima do prefeito besta e seus secretários malfeitores !

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  16. Julio Bomfim08/01/14 14:01

    Bem legal o ensaio/protesto "Buracos de Sampa", Paulo! Continue com mais projetos assim... abs!

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    1. Julio, obrigado!!!! Já estou pensando em outros projetos. Um deles é a 'beleza' dos fios e gambiarras penduradas nos postes de Sampa. Abraço.

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    2. Cuidado com esse projeto PK, vai mexer com os amigos de Lula, que curtem uma gambiarra for da lei.

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  17. PK; em recente adição de amizade virtual (no entanto, real), talvez tenha percebido que eu utilizo bastante as bikes (Bob pira...rs!) para fins esportivos e recreativos - malgrado viver em um centro urbano de insignificância severa diante de uma "Sampa", posso atestar ao amigo que bicicletas só são adequadas em meios quase rurais, em pequenas cidades pastoris ou onde de fato exista uma ciclovia pró-ativa.

    Eu realmente não consigo conceber que existam ciclistas se atirando nesse circo romano que é o tráfego de São Paulo; peitando caminhões, carros, ônibus...etc - é anti natural, é suicídio, é roleta russa sobre dois finos pneus.

    Sei lá, se a síndrome do rato no labirinto que se aperta (metáfora que imaginei para o trânsito em geral) continuar crescendo; o nível de agressividade sobe, as pessoas não acham mais alternativas, rotas de fuga, escape....e vai sobrar para o mais fraco, sempre!

    De todo modo que solução? Ser autoentusiasta é tarefa ingrata: carros caros, rodovias com péssimo piso, indústria da multa...mas deve ser ainda mais calamitoso no cotidiano de São Paulo.

    Boas pedaladas, linda a miniatura Toyota e aguardo ansioso a avaliação do Golf GTI.

    Abraço

    MFF

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    1. MFF, eu achei o trânsito londrino muito ruim e bem perigoso também, um 'circo romano'. Mas lá funciona. Funciona também em Nova York! Tem que funcionar aqui. Mas as pessoas que moram nas grandes cidades tem que se desarmar...

      Quando sentei para escrever esse post na verdade iria começar o do GTI. Mas veio o insight...

      Valeu! Abração

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  18. Na Grande São Paulo é indispensável para muitos! Em 2030 talvez estejamos em situação melhor, mas até lá... Chora!

    PK, muito bom esse grafite do seu xará heim!

    As tampas de bueiro se transformaram em verdadeiros buracos, todo o trânsito em zig-zag com motos entre os carros... Andar em SP é uma piada de mau gosto! Mais uma vez, faixa, corredor de ônibus, com trânsito travado, EU LEGALIZO MESMO! F*** Y** HADDAD!

    A última vez que usei bicicleta (mountain bike) percebi que o modelo ideal para andar por aqui é aquela de downhill, ( http://www.p69.com.br/wp-content/uploads/2013/06/bike-downhill-7.jpg?0bce15 ) ou você destroi com a sua coluna.

    Pagar tanto imposto para... Brasil, país dos tolos, não dá pra ter orgulho mesmo!

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    1. Essa bike é animal! Boa para a buraqueira. Mas esse selim... eu peso 100 kg e prefiro algo mais confortável. Valeu pelo cmentário e um abraço.

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  19. Melhor mesmo é ver as belas fotos do Paulo Keller . Porque se eu pensar, não saio de casa.

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    1. Ótimo comentário Rafael! Adorei isso. Abraço.

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  20. Por isso saí de São Paulo, após ter sido nascido e criado nessa cidade linda, com opções ímpares. Mudei para Sorocaba, pois tem bom clima e topografia, trânsito ainda não tão pesado, e possíbilidade de uso de rodovias boas e com pouco tráfego nos deslocamentos diários. E, como na correria do dia-a-dia, pouco acaba se aproveitando de SP, tenho os finais de semana para curtir a capital a meros 50' de casa. De fora, digo com propriedade: "Coitada de São Paulo, o que estão fazendo com ela; já foi tão bom viver ali." Gde abs!

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    1. Dercílio
      Certíssima a sua decisão de se mudar para Sorocaba.

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    2. Há 20 anos troquei São Paulo por uma cidade do interior do RS que à época tinha 250.000 habitantes. Foi o melhor negócio que fiz na vida.
      Hoje já penso em mudar para uma cidade cuja população tenha um dígito a menos...

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    3. Dercílio08/01/14 14:38 Se eu pudesse e meu dinheiro desse rsrsrs...

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    4. Dercílio,
      Também me mudei para Sorocaba a cerca de 9 anos atrás, por motivos de trabalho, e gostei muito da cidade. Tem-se boa estrutura, a violência ainda é abaixo da média nacional e pode-se encontrar praticamente de tudo por aqui. Antes, morava em Campinas, que já está grande demais para meu gosto pessoal...

      Abraço!

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    5. Dercílio, eu amo São Paulo e minha esposa é super apegada. Nunca cogitamos em sair daqui. Mas nos últimos anos a ideia vem nos rondando. Precisamos criar coragem...

      Abraço!

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    6. Sorocaba é show em vários sentidos! Uma cidade no interior onde a cena do skateboard está presente, algo que me entusiasma tanto quanto carros ou mais.

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  21. Na verdade o governo não fomenta o uso da bicicleta, ele apenas dá uma boa desculpa para a população não se queixar do preço de carros e motos e não pedir melhor infraestrutura de transporte público.

    Os impostos sobre bicicletas são superiores a 40%: http://www.folhapolitica.org/2013/11/imposto-sobre-bicicletas-no-brasil-e-de.html. Isso sem contar a tributação sobre os lucros dos fabricantes e dos comerciantes.

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    1. Impressionante e irritante! Não sabia disso. Obrigado por compartilhar. Abraço.

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    2. Por isso sugiro comprar sua bike naquela loja que um ciclista mais experiente indicou... Aquela no bairro X e talz... Só nos resta tentar burlar o sistema... Dê a César o que? Ãããã?

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  22. Não sei qual a solução para o problema do trânsito. Mas gostaria de comentar a questão da bicicleta. Há um mito de que elas são 100% do bem, e ponto. Bom, noutros países (em particular na europa ocidental) o motorista é o absoluto responsável por tudo. Pedestre fez burrada, culpa do motorista (bom, nas capitais isto não é beeem assim não, mas claro que quem morre é o ciclista, logo ele deveria ter mais juízo). Logo, o motorista realmente tem de se comportar com muita calma e gentileza no trânsito, algo que nos falta aqui: comportamento civilizado do motorista. Praticamente em todo lugar do mundo o pedestre costuma agir irresponsavelmente, e o ciclista está sempre pondo a sua vida e muitas vezes, as dos pedestres, em risco. Só que lá fora o motorista faz o possível para dirigir calmamente, sem reações rápidas. Tive a oportunidade de ver a implantação das bicicletas "públicas" em Paris, in loco. Foi um desastre. E é até hoje, pois os ciclistas (será que por excesso de turistas?) atropelam pedestres, andam na mão errada, furam sinal, etc, iguais aos nossos aqui. E vive dando zebra. Em Amsterdam cansei de ver ciclista levando pito da polícia por estar andando na CONTRAMÃO DA CICLOVIA. Não tinha jeito, o cara tinha de descer da bicicleta, atravessar a rua e pegar a outra mão da ciclovia... Alguns meses atrás vi uma jovem senhora, calmamente andando de bicicleta numa ciclovia ( faixa pintada na rua) numa tarde de quase trânsito nenhum, ser atropelada e morta numa capital regional da Espanha (era Sevilha? não tenho certeza) pelo caminhão de lixo. A verdade é que: pedestre x bicicleta => ganha bicicleta (machuca mais o pedestre); pedestre x moto => ganha moto; bicicleta x carro => ganha carro, etc. Não tem jeito. Ou nos tornamos mais pacientes, nos estressamos menos com o trânsito, ou morreremos todos de apoplexia, ou atropelados, etc, pois o caos só tende a aumentar.

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    1. Isso mesmo. Uma coisa que me irrita muito é o senso comum que o resto do mundo é melhor que o Brasil. Não é bem assim, ou não é tão melhor. Se cada um de nós aprender mais sobre respeito e cidadania podemos evitar a morte por apoplexia.
      Valeu pelo longo comentário. Um abraço. PK

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  23. Pois é ,pra azar nosso e o da Toyota Bandeirante,alias,cliquei no link buracosdesampa,que criatividade e que fotos legais! .

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    1. Speedster, o link está lá pra ser clicado... Valeu e um abraço.PK

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  24. dudupruvinelli08/01/14 14:58

    Aqui em Porto Alegre está acontecendo o mesmo: ciclovias absurdas (mal planejadas/ sou totalmente a favor das bikes e pedalo também), sinaleiras a cada 200m e dessincronizadas e, claro, a buraqueira e o remendão. Excelente texto. PK, posso pegar a sua ideia e fazer um "Buracos de POA"?

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    1. Dudu, demorou. Claro que pode e deve fazer o Buracos de Poa. Use o Insta ou o próprio JUX que é gratuíto e bem fácil de usar. Abraço pra você e pro Golf!

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  25. Rafael Pinto08/01/14 14:59

    Muito legal PK!
    Moro há uns 3-4 km do meu trabalho. Uma dos meus objetivos de ano novo é voltar a pé pra casa. Como é só descida, é tranquilo. Quando volto de ônibus, demoro 40 min - 1 hora!

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    1. Rafael, caminhar é ótimo para o corpo e para a cabeça. Manda ver! Feliz 14. Abraço.

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    2. Rafael, não sei qual a sua idade, mas subir é melhor que descer para os joelhos...

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  26. Muito interessante seu projeto e, a propósito, feliz dia do fotógrafo!
    Coincidência ou não, bela homenagem do Ae a quem se dedica a esse tipo de registro.

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    1. Valeu César!!! Só descobri agora que hoje é dia do fotógrafo. Abração! PK

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  27. O erro do talibikers é querer empurrar goela abaixo uma cultura e um jeito de viver que ainda não se adequam ao nosso país e a nossa realidade.

    Brasileiro foi criado dentro de carro, nossas cidades foram planejadas para o uso do veículo automotor. Bicicleta? Oras... no quintal de casa e olhe lá.
    Até o brasileiro aprender e aceitar a bicicleta, vai tempo... é um trabalho de formiguinha, uma coisa que deve ser administrada em doses homeopáticas, de forma lenta porém pertinente. Não, os caras querem porque querem que São Paulo (pra ficar no exemplo do texto) vire uma Londres da noite pro dia, onde nego toma até o chá das cinco em cima da bike... daí vem a ojeriza da população motorizada, que até aceita a bicicleta mas não aceita o exagero travestido de ativismo vindo de certos grupos, e pra cair na vala comum de "bando de idiotas", "monstroristas", "ciclista folgado" é um pulinho.

    Tenho a felicidade de morar numa cidade onde a rede de ciclovias é grande, inclusive uso uma que começa na porta de casa e passa na porta do serviço, literalmente falando. Mas até as outras cidades chegarem a isso, pfff, vai tempo.

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    1. Leonardo, gostei do termo talibikers! Realmente tem que ir começando aos poucos. Eu rodei bastante e confesso que me senti inseguro em muitas ocasiões. Recorri vária vezes a calçada, muito devagar e literalmente parando para os pedestres. Tudo com muito bom senso. Mas um dia eu abusei um pouco. Um motorista tirou uma baita fina. Eu o chinguei. Ele ficou muito p da vida. Deu vontade de voltar lé e pedir desculpas. Tem muito uma quastão de tolerância que é difícil nas grandes cidades. Valeu pelo comentário. Abraço.

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  28. Desculpem, PK e Bob, já que este último sempre me diz que o blog é um dos espaços mais democráticos que existem, vocês terão que abrir espaço para o pequeno desabafo de um fumante passivo.
    O cigarro até pode não matar, mas ele onera, e muito, o nosso já caótico sistema público de saúde. Talvez seja difícil para uma pessoa do nível do Bob ter essa visão, pois certamente é uma pessoa esclarecida e que possui plano de saúde e plenas condições financeiras de custear um eventual tratamento médico particular.
    Longe de querer dar lição de moral, fuma quem quer, mas não há como negar que o cigarro possui inúmeras substâncias tóxicas que contribuem para o surgimento de todo o tipo de disfunção do organismo, e mais cedo ou mais tarde a maioria dos fumantes, que não têm plano de saúde e muito menos condições de custear um tratamento particular por mais simples que seja, acabam batendo às portas do SUS.
    O problema do Brasil é que se faz tudo sempre pelo caminho inverso. Só para citar um pequeno de muitos exemplos, vide-se a história dos acidentes de trânsito envolvendo ciclistas e motociclistas: se houvesse um maior conjunto de conscientização, fiscalização e punição para os atos indevidos, os hospitais públicos não estariam sempre superlotados de feridos. Desse jeito, pode importar médico, construir hospital, destinar cifras de 8 dígitos para a saúde, que nunca os recursos serão suficientes. De modo análogo, se esse pessoal que trabalha na construção civil utilizasse os equipamentos de segurança da forma correta, e fosse aberto a orientações com certeza as quedas e amputações seriam muito menos frequentes. Isso para ficar somente nos acidentes mais brandos.

    E quem tem que custear o tratamento dessa gente somos todos nós, pagadores de impostos.



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    1. Corsário Viajante08/01/14 16:47

      Comer ovo, manteiga, bacon e mesmo carne vermelha em excesso também causa diversas doenças e males de saúde. Salgadinho, refrigerante, mcdonalds, mesma coisa... E sol? Tomar muito sol causa câncer de pele. E aí? Vamos proibir que estas pessoas usem o SUS? Se o cara toma sol sem filtro solar não pode usar o SUS, tem que se virar com o câncer de pele.
      Não acho que é por aí.
      ACho que é um direito da pessoa fumar, e uma obrigação do estado cuidar da sua saúde.
      Pense num suicida, se ao invés de morrer fica gravemente ferido, o estado tem que cuidar dele ou simplesmente deixar ele sangrar até a morte? Lógico que tem que cuidar. O mesmo com o fumante, um "suicida sem pressa"... rs
      Ou então é mais fácil: o SUS não atende fumante, mas tirem todos os impostos do tabaco, ou obriguem que os impostos do tabaco sejam usados para uma rede exclusiva para fumantes.

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    2. CSS
      Primeiro, essa história de fumante passivo é pura balela, invenção dos antitabagistas para angariar adesão à campanha, já que na primeira (1968, EUA), ninguém deu a menor importância. Segundo, a indústria do fumo com um todo gera mais de R$ 7 bilhões de impostos por ano, paga os (supostos) gastos da rede hospitalar com doenças relacionadas ao fumo (gostaria de ver isso provado) da ordem de R$ 2 bilhões por ano, por isso sai no lucro. Há enorme hipocrisia nisso tudo e foi a atitude idiota da FIA de proibir propaganda de cigarro na F-1 que deixou a categoria em dificuldades, que aumentam cada vez mais.

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    3. CSS,

      Fumar numa fazenda é menos tóxico do que morar num bairro industrial de uma metrópole. Viver em SP equivale a fumar 4 cigarros por dia. Por esse seu raciocínio nenhum paulistano poderia usar o SUS, afinal só mora em SP quem quer, quem não quer é só arrumar a mala e ir viver de Bolsa Família numa baiuca no interior.

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    4. São dados dos próprios governos que há mais dinheiro entrando do que saindo na questão do cigarro.

      Bob, não se se vc viu um documentário que chama-se O mineiro e o Queijo. Já lá pro final, demonstrando a indignação e tristeza dos produtores artesanais em não poder vender legalmente seu produto em outros mercados que não o Estado De Minas Gerais, pelo fato do leite usado não ser pasteurizado, um deles, uma pessoa simples, comenta: o cigarro não está escrito que faz aquele tanto de males, e mesmo assim não é vendido, bastando o alerta; então porque não colocam um alerta do risco bem menor que o queijo gera por uma tal bactéria, e deixa a gente vender.

      Ou seja, os caras proibem um queijo nacional pode lhe dar uma caganeira, mas deixam passar algo que causa as piores doenças existentes, algumas incuráveis. É muita hipocrisia nesse país

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    5. Bob, me desculpe, se você gosta de cigarro...tudo bem. Cada um é cada um. Também vejo um certo exagero em algumas medidas antitabagistas. Mas dizer que não faz mal e etc não cola né! Essa sua postura de às vezes negar fatos...
      Já perdi parentes por causa de cigarro, doenças diagnosticadas por médicos que sabem do que estão falando. E te garanto: faz um mal danado pra muita gente que fica perto de quem fuma, a ponto de parar no hospital.

      Abraço

      João Paulo

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    6. CSS, realmente a democracia aqui é presente. Nesse assunto do fumo o BS tem argumentos (bons) contra tudo. Então eu evito discussões com fumantes. A única coisa que não gosto mesmo é fumaça na minha cara, fazendo mal ou não. E quando estou com o Bob isso não acontece.
      Abraço. PK

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    7. Tá bom Bob, me convenceu. De verdade, Nunca me dei conta de nada disso. E inclusive você demonstra saber exatamente o que está falando quando dá a entender que não se prova que os recursos provenientes dos impostos do tabaco nem sempre têm o destino que deveriam.
      Mas vou continuar abominando a fumaça e o cheiro na minha roupa.
      Ocorre, PK, que a "média" do fumante costuma ser uma pessoa mal-educada que não se importa em bafejar fumaça fedorenta na cara dos outros. Convivi durante anos com um pai fumante que era assim. Por isso a minha aversão. Mas há 20 anos ele parou. Abraço.

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    8. João Paulo,

      Pois é, pode notar que a posição do Sr. Sharp é que se ele gosta de algo está certo, se não gosta está errado.
      Ele tem todo direito de fumar e se acha que isso não faz mal para ele, é problema dele, mas querer que todos acreditem que cigarro não faz mal e que as campanhas anti tabagistas são uma espécie de complô é algo no mínimo surreal. Se a indústria do tabaco gera tanta receita, ninguém, acabaria com a galinha de ovos de ouro de graça, só pra fazer bonito.

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    9. Corsário Viajante,

      Ninguém é proibido que fumante seja tratado pelo SUS, nem ao menos dizendo que isso seja feito. O que se disse , e com razão é que os fumantes sim sobrecarregam o sistema de saúde e que então e que é justo sim que paguem por isso através dos impostos sobre o cigarro.
      Já seus outros exemplos são falaciosos. Não tem como vivermos sem a presença do sol, a não ser que viremos homens-toupeiras e passarmos a viver debaixo da terra. Bacon, ovos, manteiga, Mac Donald's são alimentos, não vivemos sem nos alimentar. Nesse caso, o problema está no excesso dessas coisas, não simplesmente em seu uso. Não é o caso do cigarro. O cigarro não tem nenhuma valentia para o ser humano, é um vício, que só tem efeitos maléficos em seu uso e nenhum efeito benéfico, a não ser que você considere vício como benefício.

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    10. Anônimo 08/01/14 22:49, dois anos atrás perdi um tio muito querido, vítima de enfisema pulmonar, que havia sido constatado alguns anos antes, sendo que ele estava há uns 20 anos sem fumar, coisa que o fez por mais de 40 anos. Sim, isso mesmo: fumo prolongado pode gerar males na pessoa que o pratica mesmo que ela tenha parado com isso há muito tempo.
      Ainda assim, ele foi pego por esse mal e lentamente foi definhando. Dois anos antes de morrer, a baixa oxigenação do sangue o obrigou a ficar ligado a um balão de oxigênio que o limitou sobremaneira em seu ir e vir. Sim, podemos considerar o cigarro como algo tolhedor da liberdade de alguém no longo prazo, especialmente quando pensamos que pessoas idosas podem de fato ter problemas para se deslocar por esforços próprios.

      O fim de sua vida foi extremamente triste, pois se cansava para fazer coisas corriqueiras, como sair de um cômodo de seu lar para ir a outro. Foi também emagrecendo e, de alguém que pesava uns 70 kg, faleceu com 46. Nos dias antes de vir a óbito, tomou um tombo saindo do banheiro e não conseguia levantar. Tive eu de ir lá e ajudá-lo a ficar em pé, e digo que mesmo tendo emagrecido o tanto que ele emagrecera em decorrência do enfisema, ele parecia bem pesado de tão enfraquecido que estava.
      Seus últimos dias foram em um leito hospitalar e suas últimas horas, na morfina, a ponto de quando se soube disso, o marido de uma das irmãs dele já ter falado para que ela se preparasse para o pior. Perdemos alguém muito inteligente (exceto pela parte de ter fumado pelas tais quatro décadas), extremamente competente naquilo que fazia, cidadão honrado, bom marido, bom pai e bom avô. E que também era um bom tio e que muita referência foi para seus sobrinhos.

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    11. Aos leitores acima, a questão do cigarro
      Só um cego não vê que existe um complô oficial contra o cigarro, por meio legislação específica. Vocês não percebem que há interesses escusos por trás? Classifico dois. Um, os laboratórios farmacêuticos: remédios contra resfriados e gripes. Notem no seu círculo como fumantes são bem menos sujeitos a esses dois males e os bilhões de dólares gastos anualmente na compra desses remédios. Perdê-los seria um baque financeiro insuportável. Outro interesse escuso é o narcotráfico. A dificuldade cada vez maior em fumar é estímulo natural para se passar para "outras coisas". O lobby desses dois grupos deve ser algo impressionantes. A invencionice do século 20 é o "fumo passivo", maneira encontrada para dar força às campanhas antifumo, pois antes dessa "descoberta" tais campanhas não surtiam efeito. Quanto ao fazer mal, morre-se de infarto, câncer, enfisema etc. fumando ou não. Conheço inúmeros longevos fumantes, de saúde perfeita. Eu mesmo, com 71 anos, ou meu irmão, 73. Nossas radiografias de pulmão mostram aspecto absolutamente normal. No site da Organização Mundial de Saúde há a informação de que o país de maior longevidade saudável é o terceiro maior de fumantes per capita: Japão. Acho que chega, não?

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    12. Esquizofrênicos, políticos corruptos e fanáticos religiosos sempre falam em complô.

      João Paulo

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    13. Por aí você como são as coisas, patrulheiros ideológicos se acham salvadores do mundo, os sabem-tudo, cheios de razão. Estou para conhecer raça pior.

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  29. ...Em tempo: incrível a miniatura do Bandeirante.

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    1. Comprei numa banca de jornal um dia que estava a pé. Procurei um lugar bacana para uma foto com celular e encontrei um buraco. Já fazia tempo que queria fazer algo com os buracos mas precisava de um algo mais... Assim nasceram as fotos do Bandeirante!

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    2. Paulo Keller estava sem saber o que fazer com os buracos.... eu sempre sei o que fazer quando vejo um disponível na minha frente.

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  30. Tem gente que se revolta por ter que pagar R$ 3,00 por 1 litro de gasolina.
    Hoje mesmo fui almoçar e paguei R$ 2,50 por meio litro de água mineral.
    Sem comentários...

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    1. É bem diferente... Ninguém abastece 1 litro de gasolina nem toma 50 litros de água. Compare o valor de um galão de 20 litros com a mesma quantidade de gasolina.

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    2. No Brasil TUDO está caro. O Brasil não é um país rico, é um país caro.
      E viver nas capitais (acho que todas) custa caro demais pelo que elas oferecem. Ir para a roça pode ser uma boa opção, principalmente que o grande crescimento econômico do Brasil está nas pequenas cidades.

      Talvez se tirassem um pouco dos impostos sobre as mercadorias, isso incentivasse mais investimentos e por fim aumentasse a concorrência. Seria benéfico para todos, menos para os governantes, pois aí eles teriam de mostrar serviço.

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    3. Água só é barato nos pacotões de 24 garrafas no Wal-MArt nos Estados Unidos. E do jeito que estamos cuidando mal do nosso planeta (consumido e fazendo lixo desmedidamente) a água vai custar cada vez mais caro.

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    4. Anônimo08/01/14 17:53

      Compare o processo de extrair petróleo do subsolo ou do fundo do mar, transporta-lo para uma fábrica, refina-lo para obter a gasolina e distribui-la. Compare com tirar a água de uma fonte, engarrafa-la e distribuí-la. Um processo bem menos complexo, não?
      Além disso você pode viver o resto da sua vida sem gasolina se quiser, mas experimente ficar um dia sem água.

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    5. Em relação aos muitos impostos do Brasil, estamos naquela situação de estar com uma bomba-relógio e não saber o que fazer com ela. Se tirarmos todos os impostos de uma só vez, há o risco de gerar aumento súbito de demanda e isso refletir-se na inflação, fantasma esse que não queremos que se repita. Se mantivermos os impostos ou os aumentarmos, aí empobrecemos ainda mais a população.
      Seria preciso que os impostos fossem retirados em um ritmo mais ou menos parecido com o evolução normal de uma inflação nos atuais patamares, de maneira que a remoção de um tributo ou a diminuição de uma alíquota na prática servisse como uma barreira ao aumento de preços, até que a evolução do poder de compra dos mais pobres conseguisse chegar a produtos mais caros que os possíveis de serem adquiridos com a situação do jeito que está hoje.

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  31. A ideia da bicicleta só é boa enquanto os ciclistas não forem obrigados a cumprir as mesmas leis que os motoristas. Inclusive aquela que manda respeitar os pedestres.
    E ir para o trabalho de bicicleta sob um sol tropical de alto verão beirando os 40° C, é completamente inviável. As realidades europeias são bem diferentes das nossas.

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    1. tenho várias bikes normais e uma elétrica. quando tá quente e tenho reunião com o cliente, vou de elétrica. Bem vestido e sem suar. É possível, basta estar com o equipamento certo.
      Mesmo vale para chuva. No kit "ciclista" tenho capa de chuva e "galochas" especificas para bike. Já peguei temporal e cheguei seco. Mais uma vez o equipamento certo para a função certa.
      Quando tenho que carregar pessoas ou coisas grandes, vou de carro.
      Quando não preciso, vou de bike.
      simples assim.

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    2. Rafael Ribeiro08/01/14 21:29

      As pessoas tem diferentes estilos de vida e necessidades. Para uns, a bicicleta pode ser usada em muitas ocasiões, para outros não. E cada um precisa entender isso, não achar que seu estilo e necessidade deva ser o mesmo do outro. Não é isso ou aquilo, não sou eu contra ele, é "tudo junto e misturado", com respeito mútuo e sem egoísmo.

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    3. Quanto à bike elétrica tudo bem, apesar de existr um certo risco de você ser assaltado.
      Agora andar na chuva mesmo com capa, carregar aquele plástico desengonçado... não dá!

      João Paulo

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    4. Legal saber desses kits. Quando se tem vontade os obstáculos podem ser vencidos. Valeu

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  32. As fotos ficaram muito boas! Sobre a comparação de Metrô e ônibus, discordo. Na região onde moro os ônibus são de qualidade e conforto muito superior ao lotado metrô. Geralmente espero muito pouco pelo ônibus e vou e volto sentado, mesmo saindo nos horários de pico. Já no Metrô o desconforto varia conforme a linha, vermelha, azul, verde e amarela (que é ViaQuatro), sendo vermelha a pior e a amarela a melhor.

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    1. Andycds, acredito que deva haver linhas de ônibus melhores e usáveis. Assim como o metrô, realmente nos picos, não é legal. Mas eu sou sensível a barulho e a buraqueira, valetas e lombadas, além das trocas de marcha e acelerações e frenagens nada amigávis, deixam as viagens de ônibus extremamente desconfortáveis, mesmo com o ônibus vazio.
      Abraço.

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    2. Aqui em São Paulo há o agravante de a maioria dos ônibus ser da Mercedes. Impressionante como aquelas geringonças são mais ruidosas que as de VW, Scania e Volvo. É um ronco grosso, mas estridente, que contrasta com o ronco grosso e contido de um motor MWM International ou Cummins de um VW ou aquele ronco mais abafado e assobiado de um Scania ou Volvo.

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  33. Foto 4. Pausa para analisar a eterna beleza de um Golf Mk4.

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    1. Prado, bem notado. Já fiz uma pausa também. Abraço

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    2. *Foto 7. Abraço!

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    3. Beleza de Golf ??????
      O post foi publicado em alguma outra dimensão visual, tipo um 8D ou coisa assim ???

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    4. JJ, larga a mão! Olhe novamente, o Golf sem dúvida é um carro lindo! Não é porque a VWB não trouxe as gerações V e VI que o Golf IV passou a ser um carro feio... Se fosse o 4,5 eu aceitaria este desdém.

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  34. Aproveitando o tema vejam esta notícia. Demorou pra alguém perceber que tinha um gato nessa tuba.

    http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/tcm-veta-corredores-de-onibus-de-haddad

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    1. Esse gato tá na tuba das licitações! Mas a outros tantos gatos na execução precária de algumas faixas em vias que não as comportam e/ou sem outros ajustes necessários. Existem pontos em que a faixa de rodagem simplesmente desaparece invadida pela faixa dos ônibus.
      Ser motorista em São Paulo é u m megadesafio.

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  35. Uma dupla de semáforos bem troll está perto da estação Barra Funda, na continuação da Germaine Burchard, inaugurada recentemente e que fica ensanduichada entre uma subestação elétrica e um conjunto de prédios residenciais de certo padrão. Quando você cruza a Tagipuru quando dá o sinal verde e vai em direção à Auro Soares de Moura Andrade, em um trecho que tem menos de cem metros, não adianta você acelerar para pegar o segundo sinal verde, pois ele irá se fechar assim que você está perto da esquina com a Auro.
    O detalhe é que os dois sinais (o da esquina com a Tagipuru e o da esquina com a Auro) abrem-se exatamente ao mesmo tempo e em tese você deveria ter um corredor livre, ainda mais que é uma distância bem pequena a ser percorrida. Porém, a Companhia de Engenharia de Trollagem (CET) parece ficar contente em ver as pessoas retidas no segundo semáforo.

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    1. Eu prefiro acreditar na tese da completa incompetência do que na da sacanagem. Mas não duvido da segunda!

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    2. Independente de incompetência ou sacanagem, continua sendo uma dupla de semáforos trolls, pois alguém incauto irá em uma velocidade normal (para aquela via uns 40 a 50 km/h) e encontrará o segundo sinal fechando no trajeto, enquanto alguém que quiser acelerar mais um pouco (uns 60 km/h) também será trollado e obrigado a frear de maneira brusca pelo fato de o sinal fechar. E tudo isso em um trecho que se tiver 100 m, é muito. Qualquer coisa você pode dar um pulinho lá para ver essa história, se é que já não esteve lá e possa até ter constatado sem perceber essa particularidade semaforística.

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    3. Caco Antibes09/01/14 16:42

      A culpa é sua de não ter um Porsche Turbo S para aproveitar o semáforo amarelo!

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  36. PK, muito boa comparação do carro com o cigarro, só faltou mencionar a famosa fase que o Sr. Jaime Lerner fica ventilando internacionalmente: O carro será o cigarro do futuro (antes que eu me esqueça. vou também encerrar meu comentário fazendo uma "homenagem" a essa figura, o qual está dando um monte de sugestões sobre o uso - ou não - do carro em São Paulo).

    Pois bem. Essa demonização existe desde 1960, 1970, basta ver quantas resistências países como EUA e Australia enfrentaram ao construir as suas freeways (ou motorway, como se diz no segundo caso). E sempre vai ter. Realmente, a coisa está piorando porque a população está aumentando e não vai ser só o carro, mas se não houver nenhum ponto de inflexão, teremos problemas também com falta de água, energia elétrica, etc... Há quem diga que o mundo está perdendo o glamour, mas também há quem diga que as coisas se ajustam (prefiro acreditar no segundo caso, por razões óbvias). O tempo vai dizer.

    Ficar repetindo esses clichês de que a bicicleta é a salvação, de que é inconcebível vermos carros transportando apenas uma pessoa (que crime!) e de que devemos dificultar a vida dos motoristas é a mais pura "balela".

    Estou fazendo um curso na California, em uma cidade a 90 km de Los Angeles, é incrível a quantidade de estradas (freeways) que nos servem, assim como a quantidade de carros. Os deslocamentos são rápidos. Existe trânsito, verdade, mas tem se mostrado suportável, assim como será impossível ter ônibus e metrôs vazios.

    Qual o segredo que vejo aqui? Investimento! Investimento, respeito e seriedade. As rodovias, avenidas e regras de trânsito foram feitas para facilitar. Sempre. Os lugares têm amplos estacionamentos.

    Mais alguns outros exemplos:

    1. Em um cruzamento de vias, quem dobrar a direita, na mesma direção do tráfego, não precisa esperar o farol ficar verde (isso facilita o fluxo e economia de tempo)

    2. Não existem lombadas (ou como diz nosso amigo Bob, "dejetos viários", rsrsrs, essa é boa), valetas e o cruzamento de ferrovias são quase imperceptíveis.

    3. Não existem muitos radares e câmeras de sinal. Estava conversando com o professor e ele me explicou que quando começaram com essas palhaçadas a população se dirigiu à camara (city council) e muitas delas já foram e estão sendo removidas.

    Resumo da ópera: é possível ter a matriz de transporte com participação expressiva de deslocamento por carros particulares, embora não é bem isso que estou defendendo aqui, mas sim o respeito e a vontade de investir em infraestrutura como um todo. Com respeito e boa vontade as coisas funcionam. Obviamente, em alguns países da Europa, por exemplo, fica difícil arrumar espaço, mas não é o caso de grande parte das cidades brasileiras e dos Estados Unidos.

    Voltando ao Jaime Lerner, só p/ fechar meu comentário: eis uma manchete que gostaria de ver publicada nos jornais:

    MORRE URBANISTA JAIME LERNER AOS 76 ANOS

    Jaime Lerner, de 76 anos, Ex-governador e ex-prefeito de Curitiba, morreu, na noite de segunda-feira (20), a caminho do Hospital de Clínicas, Curitiba-PR. Na ocasião, o urbanista havia passado mal devido a uma parada cardíaca e, por isso, foi levado ao hospital.

    O urbanista não resistiu e morreu dentro de um ônibus bi-articulado, a caminho do hospital. O hospital informou que não haviam ambulâncias disponíveis devido à restrição vigente ao número máximo de veículos automotores em circulação, lei a qual o urbanista ajudou a formular. No hospital, o corpo não pode dar entrada e a família está tendo problemas para conseguir um carro para tranportar o corpo de Jaime Lerner para o velório e sepultamento.

    Vocês podem substituir o nome e idade pelos respectivos dados de Gilberto Dimenstein, Soninha Francine, Fernando Haddad e outros ícones ilustres.

    André

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    1. Mandou bem André.
      Viajar para California é pra deixar qualquer brasileiro "de cara", como as coisas funcionam aí!

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    2. Fabio, exatamente!! Não sei se você conhece aqui, mas isso aqui é um paraíso, no que diz respeito a tudo. Estou usufruindo ao máximo o Dodge Grand Caravan que aluguei aqui, sem "encheção" de saco, sem estress, sem assaltos, sem ecochatos dizendo como e quando devo usar o meu carro, sem rodizio, sem trânsito, sem limites de velocidade ridículos, sem lombadas, sem valetas, sem sacanagem, sem erro. Muito bom!
      Abs,
      Andre

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    3. Estive numa viagem breve no fim de março, trip com foco no skateboard, Cali é o paraíso das pistas de skate (Lake Forest, Los Angeles, Chino Hills, Costa Mesa e Venice). Na próxima farei uma trip mais longa, para conhecer outras skateparks, talvez até vá para o Oregon e Colorado, desta vez seria uma "Road-Skatetrip".

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    4. Verdade, Santa Mônica me fez lembrar dos tempos que jogava Tony Hawk. Oregon e Colorado parecem ser dois excelentes lugares que tenho vontade de conhecer, principalmente o último. Estava inclusive pensando em fazer um roteiro saindo de Portland, passando em Seattle até Vancouver, mas fica p/ uma outra ocasião.
      André

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  37. Eu também sou mais um autoentusiasta que anda repensando o uso do automóvel. Deixar de ter ou usar carro, somente por motivo de força maior, não consigo viver sem, mesmo que seja apenas para um passeio ou outro aos finais de semana.

    Por isso que fico indignado em não se investir em transporte público de qualidade nestas terrinhas tupiniquins. Em 99,9% do Brasil, a única opção de transporte coletivo são os terríveis caminhônibus, com ergonomia zero e desconforto ímpar... Sem contar que, devido à necessidade de haver pontos de parada de ônibus a distâncias curtas entre si, os ônibus urbanos acabam gerando um belo de um transtorno para o trânsito em geral. Pior ainda são os iluminados que resolvem determinar um ponto de ônibus próximo justamente a esquinas. Aí, se você precisa virar à direita, tem duas opções, ambas medonhas na minha humilde opinião: ou fica-se parado sabe-se lá quanto tempo atrás do ônibus ou arrisca-se a dobrar a esquina bem no momento em que o mastodonte resolve reiniciar a marcha...

    Bicicleta nesta terrinha tropical não me serve como transporte para trabalho, pois suo baldes quando me movimento um pouco mais, o que tornaria inviável trabalhar sem tomar um banho antes...

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    1. Road Runner, outro dia quase comprei uma briga com a patroa em razão desta decisão, pois eu tendo a escolher a segunda opção, digamos que não sou muito bom na arte oriental da paciência, esperar.
      Parece que não se estuda nada neste país, eles saem fazendo essas "maravilhas", assim de qualquer jeito, não há nenhum tipo de homologação, aprovação, avaliação ou procedimento? Ontem me doeu os ouvidos ao escutar meu cunhado dizendo que o Brasil exporta engenharia civil de autoestradas, então devem estar exportando o que é bom e aqui fica o refugo, como no caso de frutas, café e etc.

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    2. Se exporta ou é para a china ou para a Índia heheheh

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  38. PK, que coisa linda os "buracos de Sampa". Adorei mesmo! Parabéns!

    Abraço!

    Lucas CRF

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  39. Rafael Ribeiro09/01/14 00:14

    Off topic: Vejam a mais nova "maravilha" da engenharia de tráfego, no Rio de Janeiro. I-N-A-C-R-E-D-I-T-A-V-E-L:
    https://www.facebook.com/photo.php?v=10201355480230169

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    1. Rafael
      Tem que ser muito irresponsável para engendrar um crime desses.

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    2. Literalmente deram uma carioca no tráfego.

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  40. Sou ex-fumante(parei tem 5 anos) mas ao contrário se muitos, não sou hipócrita.

    Fumar é bom pra cacete! Até hoje sinto vontade de dar uns tragos, mas foi uma decisão e tenho que continuar seguindo.

    Acho o álcool uma droga muito mais maléfica, mas é socialmente bonito encher o capacete de pinga.

    Agora também considero equivocado dizer que papo de fumante passivo é balela. Eu tinha um lema comigo quando fumava... Ninguém é obrigado a cheirar e nem ficar fedendo a fumaça de ninguém.

    O mínimo que temos que ter é respeito ao próximo.

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    1. Igor
      Balela na questão de "prejudicar a saúde". Nossa empregada está conosco há 22 anos e não tem nenhum problema por "ter fumado passivamente". Minha casa é de fumantes e ninguém fica fedendo a fumaça, o que é outro exagero criado para adesão à "campanha".

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    2. Nunca vi um fumante dizer que fica fedendo a fumaça, simplesmente porque se acostumam com ele. Se não fumasse ou se tivesse parado a algum tempo, veria como o cheiro de cigarro se impregna no carro, na casa, nas roupas de fumantes.Alguns não se importam com esse cheiro, mas para outras pessoas é insuportável.

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    3. Dizer que os males causados aos fumantes passivos é balela é a mesma coisa quando o funkeiro diz que o som alto do seu carro não incomoda os vizinhos.

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    4. Anônimo das 11:44,
      essa foi uma comparação absolutamente perfeita. Parabéns.

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    5. Bob, tive um professor de biologia que era médico cirurgião pneumologista, Murilo Ranulfo, que dizia em sala de aula que o seu pai fumou a vida toda e quem acabou morrendo de câncer de pulmão foi a mãe dele que nunca tinha fumado um cigarro.

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    6. Engraçado... A maioria que vão contra as coisas que o BS fala só respondem como anônimo. Mostrem a cara, caras pálidas!

      E pra complementar... Para né Bob! Ninguém fica cheirando fumaça? Fica parecendo que todo mundo saiu do banho? Rsrsrsrs..

      Brincadeiras a parte, vamos voltar ao assunto principal do texto.

      Abraços.

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  41. Para mim o único problema do trânsito em cidades como São Paulo e Rio é somente a falta de transportes públicos decentes,uma malha de metrô e trens eficiente,ônibus rodando em bons asfaltos,ai vai ter espaço para todos,motos,carros,minicarros,bikes,suvs,e principalmente esportivos,é assim aqui no Japão.excelente matéria.
    Carlos

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    1. Pois é. Limitar o trânsito de qualquer veículo é como impedir o acesso à telefonia celular. Não vivemos mais na idade média onde alguém passava a vida toda sem se deslocar mas do que alguns poucos km de sua moradia, muitos não saiam a vida toda de seu vilarejo... Agora, qual a questão? O prefeito de SP disse que quer aumentar a densidade da cidade, ao mesmo tempo que quer impedir que as pessoas se movam livremente. O que é isso, a criação de alguma espécie de super presídio? A cidade precisa constantemente de ajustes de infraestrutura, investimentos privados e públicos. Será possível que em SP não seria viável a construção de imensos estacionamentos subterrâneos privados? Será possível que não seria possível multiplicar por 5 o alcance do metrô? Não seria viável, em algumas regiões, uso de monotrilhos aéreos? Em alguns lugares a instalação de CICLOVIAS (não ciclofaixas) fazendo conexão com estações de metrô por exemplo?
      Todas as formas de locomoção podem se expandir enormemente em São Paulo, todas precisam se expandir.

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    2. Carlos, não tenho dúvida alguma de que aí no Japão funcione, mas referindo-me a Brasil (sil, sil, sil...) permita-me discordar. Claro que com um transporte público decente (em qualidade e custo, né?) boa parte dos motoristas poderia optar por ele, o problema é aqui que este "poderia" vira "ficaria obrigado a". Sou muito radical quanto a isso: comprei meu carro, mantenho-o em perfeitas condições de uso, pago o seu (caríssimo) imposto e combustível ou seja MINHAS OBRIGAÇÕES, então tenho o MEU DIREITO de utilizá-lo onde, quando, quanto eu bem entender. Infelizmente temos que relembrar a diferença cultural (populacional e governamental) entre os países, certamente um dos maiores do planeta!!!

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  42. Minha mãe foi fumante durante uns trocentos anos (segundo os cálculos dela começou aos 15 e só parou por volto dos 67)... cresci vendo-a fumar e nunca senti vontade sequer de tragar um cigarro, nem pra ver qual era o lance da coisa.
    Fiquei feliz por ela ter parado, confesso, mas respeito quem fuma... 95% das pessoas com quem convivi/convivo são fumantes e convivemos sem stress algum, cada um na sua.

    Abrindo um parêntese nessa discussão, é interessante ouvir as histórias dos fumantes... cara, eu passei uma madrugada rindo com as peripécias da mãe de uma ex-namorada dividindo o último cigarro do maço com o ex-namorado dela... acendiam, cada um dava uma tragada e apagavam, ficaram umas 3 horas nesse ritual até a padaria da esquina abrir.

    Fora que cada fumante tem sua mania peculiar... conheci um que fumava por prazer mas detestava cinzeiro sujo, outro que após fumar limpava os braços com álcool em gel, e por aí vai.

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  43. Respostas
    1. O que me preocupa não é apenas a imbecilidade de alguns desses pseudo humanistas/moralistas/ambientalistas e tantos outros "istas" mas como eles parecem representar uma número crescente, e parecem ter uma característica comum de quererem pregar e disseminar suas idéias , parecem que tem talento nato para a política, e isso é preocupante pois há tanta gente cabeça de vento que se deixa levar por essas ideologias imbecis e de pouca reflexão.

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    2. O articulista ao que o anônimo acima se refere não é especializado em trânsito ou mobilidade ou coisas parecidas. É apenas um representante da chamada esquerda, que aqui no Brasil por algum motivo que está além da compreensão racional ganhou o status de "únicos reais representantes de tudo que é bom para a humanidade". Criaram motes que são repetidos à exaustão, são os mantras que saem da boca destas pessoas enquanto espumam ao abordagem assuntos que eles definiram como tabus. Exemplo: gestão do trânsito virou mobilidade. Carro é do mal, bicicleta e pedestre são do bem, e quem se dispõe a discutir é simplesmente alguém do "mau", da "direita".
      Já perdi as esperanças, tanto quanto o governo (federal) perdeu controle da situação da economia. A conta que já começamos a pagar (e que vem mais forte a partir de 2015) é tão grande quanto esse consenso "esquerda é A ÚNICA COISA DO BEM" que existe.
      Veja, a lei e a educação devem prevalecer para manter a sociedade coesa, e NINGUÉM tem direito absoluto sobre o que é "do bem" e do "mal" fora destes limites (bom, fica para a filosofia).

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  44. Cada vez mais pune-se os cidadãos comuns, inclusos claro os motoristas, basta uma breve análise no caso da cidade de São Paulo para se notar a ausência de obras viárias, como a abertura de avenidas, túneis e até mesmo finalização das (pouquíssimas) obras em andamento, nem investimento em semáforos inteligentes, maré verde (quando os semáforos em sequencia de uma avenida abrem sequencialmente promovendo fluidez ao trânsito) desta forma, não há como evitar filas, congestionamentos e outros traumas - Interessante como só em multas a motoristas a CET - cujos responsáveis tem a coragem de dizer estar sucateada - arrecada por trimestre mais de 250 milhões totalizando mais de 1 BILHÃO ao ano - cuja maioria das obras é custeada pelos proprietários dos arredores (sugestão: pesquise o que significa a sigla PGT). Aí nossos governantes partem pra teoria do "mais fácil", restringindo e proibindo a circulação (exatamente como se fez com o cigarro - diga-se de passagem, pelo custo que o tabagismo causava ao INSS e não por preocupação com a saúde popular, não se iludam!), eu confesso ser 110% contrário a este tipo de medida por uma questão muito simples, custo/benefício, se resido e pago IPVA na cidade de São Paulo e por "x" dias por ano não posso utilizar o veículo entendo que esta mesma proporção deveria existir de redução do meu IPVA, afinal, estou sendo impedido de utilizar um bem que me pertence (além do meu direito de ir e vir). E infelizmente, as previsões são preocupantes: enche-se a cidade de ciclo-faixas (outro absurdo, é um engodo, para se economizar de fazer o certo, a ciclo via) e corredores exclusivos de ônibus (que os fretados não podem utilizar, como se não fossem transporte coletivo da mesma forma) ao invés de encarar o problema de frente e investir na sua solução, transfere-se o mesmo para a conta de quem??? DO POBRE E ESFOLADO MOTORISTA DE SÃO PAULO!!!

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  45. Só para mostrar o ódio petista pelo carro particular e sua possibilidade de estender a liberdade de ir e vir sem ficar dependente de esforços alheios ou horários programados, eis que agora querem estender o rodízio até para a periferia.

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    1. E teve quem festejasse nosso prefeito indo para a prefeitura de ônibus (2 dias), eu queria vê-lo indo o ano todo, ou que os veículos oficiais tivessem de obedecer o rodízio dos demais (hum..., pensando bem, eles iam adorar este álibi...)

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  46. Interessante a reflexão.

    Sobre como o mundo nos faz mudar "na marra" coisas das quais gostamos mas que não são bem aceitas atualmente.

    Quanto ao cigarro, lembro do início da faculdade,(deve ter uns cinco anos) quando podíamos fumar nos corredores. Aí vieram leis e mais leis, até que ficou insuportável fumar mesmo em alguns ambientes abertos. Algumas pessoas não suportam cheiro de cigarro, e ficam fazendo cara feia o tempo todo, acabando com qualquer interação prazerosa. O que não acontecia antes da lei antifumo nos ambientes internos. Parece que a lei aguçou o olfato de algumas pessoas.

    Hoje sempre antes de acender um cigarro socialmente pergunto se incomoda os demais, e fumo BEM menos do que antes, justamente porque não gosto de "olho gordo", que tira o prazer do cigarro e das boas conversas que existem em uma tragada e outra.

    Quanto ao carro na cidade, eu já desistí.
    Pelo menos aqui em BH, só uso quando é estritamente necessário. Não tenho um saco com três bolas cabeludas pra ser inflado pelo transito nosso de cada dia. Não que o transporte público aqui seja um exemplo de qualidade, longe disso, mas ao colocar na balança transporte público e carro nos trajetos que faço, o carro perde, e feio.
    Carro por enquanto pra mim, só pra esporte. Tenho um uno 1.6R que usava diariamente e um Puma GTS.
    Talvez algum dia tenha que usar carro de novo nas cidades, mas tomara que quando esse dia chegar, a cidade esteja preparada pro carro.Tomara.

    Ótima a reflexão despertada pelo post.


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    1. Pois é, nosso mundo "ecochatamente correto" - que ninguém nos ouça, logo vai querer obrigar os fumantes e os proprietários de carros com motores de 6 ou 8 cilindros a comprar "créditos de carbono"

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  47. Eduardo José09/01/14 21:00

    Bicicleta, um bom meio de transporte dependendo do caso. O que eu não gosto são os maus ciclistas. Existem maus motoristas, maus motociclistas, maus pedestres e maus ciclistas. As vezes leio na internet cada depoimento que mostra que o autor ciclista pensa que o trânsito é a casa da mãe Joana, e que ele pode transitar da forma que der na telha onde quiser. Ciclista em meio de avenida movimentada ? Isso é uma falta de bom senso absurda. O condutor sempre deve almejar a fluidez da pista, e isso em cima de uma bicicleta significa na maioria dos casos transitar na direita da pista e sempre consultar o trânsito antes de mudar para uma parte mais interna da pista caso necessário.

    Mudando um pouco de assunto, comecei um hábito, procurar os motociclistas sem espelhos retrovisores, é bom sempre ficar atento o que uma pessoa assim vai fazer.

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  48. LeandroL64125/03/14 18:09

    Eu só não entendo uma coisa. Porque os "bicicleteiros" de Brasília reclamam tanto da falta de ciclovias se não as usam?
    A pista que eu passo todos os dias tem uma ciclovia paralela e em qualquer evento/passeata (seja la o que seja aquilo) os caras atravancam 2 das 3 faixas. É a visão do inferno ver mais de 50 bicicletas juntas no meio da pista atrapalhando com a ciclovia vazia do lado.
    Os motoristas de carros não passam pela ciclovia só porque estão em grande número ou porque cansaram da pista, então eles deveriam ficar no lugar deles também, ou eu estou errado?

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