A FORD E OS APPS

Ford na feira de tecnologia Campus Party

Não é de hoje que estamos observando e discutindo em posts no AUTOentusiastas o cerco ao automóvel, seja por ativistas implacáveis ou pela própria condição de tráfego nas cidades e megacidades. Não faltam exemplos para mostrar que a liberdade proporcionada por um carro, embora ainda seja algo inigualável, anda prejudicada. E isso acaba refletindo na predisposição para se usar o carro em determinadas situações que antes não haveria dúvida. Chamou muita atenção a recente notícia sobre o crescente número de famílias sem carros no país mais motorizado do mundo, os Estados Unidos. Quem ainda não leu pode achá-la aqui: Estudo mostra que cresce o número de famílias sem carro. Os comentários também valem ser lidos. Em outros países e cidades da Europa e no Japão principalmente, o carro já não é uma necessidade essencial e nem sinônimo de liberdade. 

Mas calma! Pois isso não significa que a indústria automobilística esteja encolhendo ou vá deixar de existir tão cedo. E muito menos que não podemos continuar a ter algum prazer. Desde 2010 a indústria já superou os níveis de vendas de antes da última crise. E muitos países ainda apresentam um potencial enorme de crescimento, pois a motorização é baixa como na China, na Índia e até no Brasil. Além disso, estudos da Shell indicam que o petróleo e derivados só deixarão de ser fonte de abastecimento de veículos em 2070 e o pico da demanda ocorreria em 2035. Temos muito chão para rodar ainda!

Vendas mundiais (fonte: OICA)
Número de veículos por 1.000 habitantes – 2011 (fonte: OICA)

Mas não dá para achar que o automóvel vai manter o romantismo que já teve até recentemente. Embora ainda possa evoluir bastante, o conceito básico de um automóvel já está muito bem dominado. E o que um automóvel pode fazer, também. Há muito o que melhorar em três pontos básicos: segurança, conforto, e sustentabilidade. Porém essas melhorias estão nos distanciando do prazer como conhecemos e gostamos. O recém-testado Golf GTI já é quase autônomo! O carro mais incrível da BMW tem motor elétrico (embora para nós seja o M4, o futuro está no i8). 

A grande maioria dos jovens que conheço não está nem aí para carros. Minha filha de 13 anos cresceu nesse ambiente do autoentusiastas. Já andou em tudo que é carro. Construímos juntos muitas pistas de HotWheels e passamos muito tempo brincando. Ela até teve uma coleção só dela. Mas quando ela ganhou seu celular a coisa mudou muito. Outro dia passou um carro que eu acho bem interessante sob o aspecto do design, um DS5, que imaginei chamar a atenção dela também. Eu apontei para o carro e meio que afirmei perguntando se o Citroën era bacana. Resposta: "É apenas mais um carro!". Para provocar eu falei que o iPhone dela é apenas mais um telefone. Nossa! Ela veio com uma tonelada argumentos contrários para me convencer de quão especial é o aparelho dela. Então, aquilo que dizem sobre a molecada preferir gadgets a carros é fato. Talvez não tão genérico, mas está acontecendo, sim., mesmo tendo gente relutando em observar isso.

Só para se ter uma idéia, enquanto em 2013 se vendeu aproximadamente 83 milhões de veículos, as vendas de smartphones já atingiram a marca de 1 bilhão. Em 2014 estima-se que haverá mais de 2 bilhões de smartphones ativos. No Brasil esse número de celulares ativos em 2014 deve ser de 271 milhões, sendo 44% smartphones de acordo com a Ford. Outro dado interessante é a comparação dos ciclos de desenvolvimento, de um carro que leva entre 3 e 5 anos e de um smartphone que é de 6 a 12 meses. Por melhor que seja um sistema de infotainment de um carro, ele já estará desatualizado em um ano. Pesquisas da Ford também apontam 75% das pessoas querem conectar seus preciosos smartphones ao sistema do carro. Minha filha já entra no carro me atropelando para conectar o dela antes do meu. Além disso, se a interface do sistema do carro não é boa, as pessoas tem o dobro da propensão em usar o smartphone enquanto dirigem, diz a Ford.

Foi olhando tudo isso que a Ford do Brasil  decidiu participar da Campus Party, evento que está correndo no Anhembi e autointitulado como "maior acontecimento de tecnologia, inovação, criatividade e cultura digital do mundo", com edições em diversos países. Está vendo com o automóvel está se transformando e se adaptando à nova realidade? A tecnologia automobilística agora tem que incorporar também as tecnologias de conectividade, avançando para atender às novas necessidades de consumidores cada vez mais ávidos por novidades e não estão nem aí para os carros.

Slide da apresentação da Ford

Sem me alongar muito, vou dar um exemplo para facilitar o entendimento. Para mim o iPod, que é uma coisa até que moderna, já acabou! Eu adoro música e fui um colecionador de discos de vinil e CDs. Depois que comprei um iPod passei a ser um colecionador de arquivos mp3. Tenho música saindo pelo ladrão! Mas há seis meses conheci o Deezer, que assim como outros é um serviço de streaming de música. São mais de 25 milhões de músicas, todas disponíveis quando eu quiser e onde eu quiser. Como caro ou barato é relativo, eu acho justo pagar um valor menor que o preço de um CD por mês para ter todas as músicas que quero. E não preciso do iPod para isso, pois baixo o Deezer em qualquer smartphone ou tablet. Quando testei um MINI descobri que há uma interface do Deezer no sistema do carro. Adorei. Claro que isso não seria um fator decisivo na minha opção de compra, principalmente por um MINI. Mas meu ponto é que com carros cada vez mais iguais (estou falando de carros de massa), com qualidade boa e similar, desempenho e consumo muito parecidos, e dirigibilidade (para andar a até 120 km/h) também sem grandes diferenças, ou seja, com a construção básica já muito bem resolvida, os fabricantes têm que inovar em outras áreas. E concorrer com smartphones que se renovam anualmente também fica muito difícil. Então a sacada está em proporcionar aos usuários a melhor interface/conexão com os seus próprios smartphones.

Comando no volante para acessar o comando de voz

A Ford aproveitou o ambiente da Campus Party para anunciar a implementação no Brasil do Sync AppLink em 2014. Muitos já devem saber que o Sync é o sistema de infotainment da Ford. Foi lançado em 2007 nos Estados Unidos, recebeu críticas, foi sendo aperfeiçoado e agora apresenta um diferenciador sobre a concorrência, pois tem uma loja de aplicativos (app vem de application em inglês) onde o usuário pode escolher entre os 66 aplicativos (nos Estados Unidos) desenvolvidos para o sistema da Ford e fazer o download nas lojas de aplicativos da Apple, da Google (no caso do Android) e BlackBerry. E o grande diferenciador é que esses aplicativos podem ser utilizados por comando de voz e sem a necessidade de tocar no smartphone, de forma segura, foco da Ford no desenvolvimento dos aplicativos. E, além disso, a Ford do Brasil também está disponibilizando um site em português com as facilidades necessárias para desenvolvedores locais criarem novos aplicativos para plataforma do Sync. Isso deve com certeza multiplicar o número de aplicativos disponíveis e agradar ainda mais os usuários da nova geração.  

Unidade de testes para simulação de uso dos aplicativos

Como a quantidade de geeks (obcecados por novas tecnologias) deve ser bem maior que a de autoentusiastas, não me espantarei ser ver um salão do automóvel paralelo nessas feiras de tecnologia não automobilística. Mas o mais importante para nós é que os carros da Ford nessa nova fase já estão muito bons e esses adereços são apenas complementos.

PK

100 comentários :

  1. Se um dia eu for obrigado a comprar um carro com essas telonas, colarei um pedaço de papelão em cima.

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    1. Mas se voce tiver filhos adolescentes vai ter que comprar carro com essas telonas ..
      Ou prefere enfrentar a fúria e mal-criação dessa moçada!

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    2. Basta comprar um carro que não é "mil".

      Você não compra carro novo há tempos, certo?

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    3. Sabugo

      Ai deles se eles quiserem tentar serem enfurecidos ou mal-criados comigo!!! Ai deles!!! Comigo é assim: filho é filho, e vai estar em seu devido lugar. Nada de se achar no direito de mandar. Do jeitinho como foi comigo.

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    4. Exatamente, mal criação.
      Crianças e adolescentes tão querendo muito, e oferecendo pouco, ultimamente.
      A frase que cabia a mim quando criança, deve caber a qualquer filho: "O dinheiro é meu, eu vou comprar o que eu quero, quando você for comprar o seu XYZ (qualquer coisa aqui) você mete o seu bedelho!"
      .
      Sou contra: Tablet, smartfone, notebook para crianças e adolescentes, hoje tem pais que se veem pressionados a comprarem isso pro seus filhos, sobre pena da chatisse e deles serem "out"... Não tenha medo de dizer o belo NÃO, sera a melhor resposta para ele, pois hoje as consequencias dessas tecnologias na vida deles esta destruindo-os sem que percebam, só perceberão no futuro... Quando suas fotos pessoais tiverem na internet, quando forem prejudicados na entrevista de emprego pelo que postaram no face, bom... por ai vai... o estrago vai desde pequeno a gigantesco e pro resto da vida.
      Trabalho com T.I., então sabendo de como é esse mundo, recomendo a qualquer pai que mantenha seus filhos pelo menos até os 15 anos longe de "gadgets proprios", para o proprio bem deles. Não sou contra celular, fique claro, é uma segurança... mas sou contra qualquer coisa que custe mais que 200 reais e não faça apenas ligações.
      (Eu poderia recomendar por programas de rastreamento e etc, mas acredite, adolescente tem muito tempo pra pensar como burlar tudo isso!)

      Se ele quiser que você compre, não compre. Se parente comprar, devolva. Se ele comprar com a mesada, venda-o, lembrando que ele esta proibido da aquisição. Depois não diga que não avisei.

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    5. mal CRIAÇÃO. O nome diz tudo...

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    6. Não vou comprar carro pros meus filhos, eles irão comprar os deles.

      João Paulo

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    7. Anônimo 29/01/14 16:53

      Tou contigo! Tbm penso como vc.

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    8. Pergunta: quem é que cria a cria pra ela ser mal-criada??

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    9. Somente no meio da adolescência é que um jovem humano tem capacidade para reconhecer as funcionalidades de um gadget/tablet/etc.. antes disso é infância e eles encaram tudo como brinquedo, logo, devem brincar com BRINQUEDOS, aqueles que podem cair, molhar, são baratos e educativos.PkornDF

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    10. O anonimo 8:55 matou a charada. De algum lugar esse mal comportamento vem e "irônicamente" vem em sua maioria de pais com essa atitude de "filho meu vai me ouvir caladinho", como numa espécie de descontar o que passou quando criança. Filho não é cachorro em que se é dono, aliás outra irônia moderna é educar mais e tratar com mais carinho os animais que os filhos. Depois reclamamamos das birras e de terem que ficar comprando coisas para não ter que aturar o mal comportamento.

      É justamente essa geraçãozinha criada dessa forma que surgiram os viciados em tecnologia. Não adianta nada tratar como se fosse dono da criança, negar qualquer um desses aparelhos (o que é diferente de também dar tudo o que a criança quer) e a pior atitude que é tratar o filho como um incapaz que não pode dar opinião nas decisões. Elas logo aprendem que se funciona com ferro, ferro irão usar. Fazem birras, usam ou compram o que for "proibido" escondido dos pais e até mesmo passam a dar mais valor do que essas coisas tem (virando viciados tecnológicos) apenas por questão de "liberdade" ou de rebeldia contra os pais.

      Lembra muito a questão mais do nosso tempo que era a sexualidade. Principalmente com meninas, se adotava uma atitude igual. Não podia fazer nada, que não se questionasse nada, vai ser como foi comigo e ai de quem fizer diferente. Desses lares que acabavam saindo as/os maiores promíscuos.

      Educar ninguém quer. Ensinar os filhos a usar essas tecnologias com bom senso e moderação vai ter um efeito muito melhor e provávelmente vai te poupar de ter que ouvir birra porque o filho/filha quer smartphone até no carro da família.

      Não deixemos nossos filhos para a internet educar, ou pior, para o governo educar. Estudem o que acontece em países onde existe mesada dada pelo governo, um jeito de comprar os jovens. A obediência aos pais simplesmente acabou. Será que se os pais não fossem educadores melhores e não apenas "donos" dos filhos isso aconteceria? Entre ouvir um pai autoriário e não educativo e alguém que te dá dinheiro...

      O futuro está em nossas mãos. Pensem bem antes de repetirem erros do passado, algum bolsa smartphone pode roubar nossos filhos e acentuar esse processo de jovens mimados e bitolados.

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    11. Eu sou da ideia de q a responsabilidade pelo o que os filhos são quando crescem é toda dos pais (ou daqueles com quem a criança conviveu na infância, afinal "pai é quem cria e não quem faz"). Na minha opinião as crianças hoje tem sido educadas com muita liberdade. Tá tudo muito fácil pra elas. Tudo o que elas querem, elas ganham/conseguem. Tá faltando muito "não" na cara dessa gurizada de hoje em dia. E esses "não" tem q vir desde bem cedo, pra depois a criança não achar que tem q sempre receber um "sim".

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    12. A verdade é que falta mais que não. Os pais de hoje andam muito pouco presentes, tenho reparado que mesmo entre os de melhor condição financeira e de melhor estudo (e com mais tempo para os filhos) a separação está sendo muito comum e a negligência com os filhos também. Tem pais assim que sabem que o filho/filha de 12 ou 13 anos bebe constantemente mas não falam nada, alguns até DEIXAM o filho fazer isso na frente deles! E não são casos incomuns, pelo contrário!

      Isso volta ao x da questão. Realmente é a criação. Não é só a privação de itens ou um comportamento autoritário que resolvem a situação, é realmente preciso EDUCAR os filhos ativamente. Acho que hoje isso fica cada vez mais claro e cada vez pior porque além da inversão de valores atual, os jovens hoje vivem naturalmente num mundo muito conectado. Se antes só privar de certas coisas e trancar em casa funcionava (ainda que bem mal), hoje isso de nada adianta. Um clique na internet e ele/ela é capaz de achar tudo o que procura, seja bom ou ruim.

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    13. Anônimo31/01/14 02:03 "Educar ninguém quer. Ensinar os filhos a usar essas tecnologias com bom senso e moderação vai ter um efeito muito melhor e provávelmente vai te poupar de ter que ouvir birra porque o filho/filha quer smartphone até no carro da família."
      1° Pergunta: Criança, quando quer algo, ou quer fazer algo, ouve a instrução de um adulto? Você ouvia?
      2° Pergunta: É certo a birra? Se fez birra o não é garantido, e deve ser mais do que reforçado, agora, mesmo que você estava injusto, a birra é o motivo de se firmar no não.
      -
      Então, o que vejo hoje é justamente duas opniões distintas, uma dos pais pais libera tudo, que são maioria, e uma parecida com a sua, que acha que ficar gastando saliva com quem não entende ou não quer entender, ou as vezes não esta preparado pra entender (seja sincero, quantas coisas depois de adquirir mais idade não percebeu que seus pais estavam certos, mas demorou anos para isso)... mas, o resultado dos dois é parecido, os filhos fazem o que querem e mandam nos pais.
      ...
      Eu estou no meio termo entre gastar saliva, dar castigo e dar palmada... Sou da geração y e espero criar filhos como na geração passada, que já não foi muito boa, mas melhor do que a porcaria que é hoje.

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    14. Na casa dos meus pais, quem manda até hoje são eles. O detalhe é q eu não moro mais lá, mas lá eles sempre mandaram e ainda mandam. Eu sempre fui o filho e TIVE que obedecer o q eles diziam. A última palavra era SEMPRE a deles. E eles nunca se deixaram dobrar por filho birrento. Se eu tentasse me rebelar levava tapão na boca, chinelada na bunda e até varinha de grevilha. E eu hoje digo com toda a certeza q isso foi muito bom.
      O que quero dizer é q hoje está faltando os pais exercerem autoridade sobre os seus filhos. Estão cada vez mais deixando-se dominar pelos filhos. E criança que não aprende limites cresce depois achando que pode tudo, que não há limites para ele no convívio em sociedade. Não é questão de ser autoritário. Penso que a criança não pode achar que pode bater as asinhas como bem quiser. Explica-se as coisas uma vez, duas vezes, na terceira, se a criatura não quer entender que não pode ou que está errado o que ela quer, o pai tem que se impor. Se o pai se dobra às vontades do filho uma vez, o filho vai achar que ele poderá se dobrar duas, três vezes, quantas vezes forem. E aí bicho, se foi o boi com a corda........

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    15. Anonimo 17:51, é tudo uma questão de consequências. A criança realmente é um ser que ainda precisa aprender, no entanto, se você for ensinando ela no lugar de simplesmente ou liberar tudo ou só agir como "dono do cão", com o tempo tudo isso de birra passa. Se a criança aprende que ou consegue tudo ou só consegue na porrada, a birra AUMENTA no lugar de diminuir e se "educa" a criança no sentido que ela vai saber onde ficar calada e onde fazer birra.

      Convenhamos que por mais autoritário que seja o pai, criança fazendo birra é muito chato e uma hora alguém (pai ou mãe ou parente acaba cedendo). Se ninguém cede a criança acaba virando revoltada, porque também não consegue nada do que quer (o que é errado também, sejamos francos). Criança não é boba, percebe essas coisas, percebe que às vezes um não está sendo dito só para marcar autoridade (portanto vale a pena insistir) e que abusar da paciência pode dar resultados...

      A posição de "gastar saliva" é a única que educa realmente o filho e não significa ceder, o filho mandar no pai quando não deve e nem que é inútil porque a criança não entende. Crianças não são burras e com o tempo entendem sim. Se não entendem ou não querem entender, como você muito bem disse, aí já se parte para outra atitude. E te garanto que com uma criança educada desse jeito vai ser poucas as vezes que você vai ter que recorrer a isso.

      Não pode dar desculpa também de achar que só porque a criança não entende/finge que não entende às vezes, que já tem que partir para a palmada e a mera autoridade de uma vez. Não deu certo isso, toda a nossa classe política é da geração criada assim por exemplo. Acho que isso basta como exemplo!

      Anônimo 20:13 o problema da autoridade é como exercer ela. E ter a última palavra em tudo não significa nada em termos de educação. Conheço muita criança e jovem que na frente dos pais é cabeça baixa e obediência total e na sociedade chega a ser criminal a falta de respeito delas (infelizmente a lei acaba protegendo elas nisso). A educação tem que vir primeiro para depois, se necessário, vir a autoridade e a imposição. O tapão na boca não pode vir antes de uma conversa com a criança, que também não é porque quer discutir (diferente de fazer birra) alguma coisa com você que está te desrespeitando ou sendo rebelde. Você disse muito bem no último parágrafo. Se explicar, se for errado o que a criança quer e ainda assim não funcionar. Bom, aí é outra história...

      Tem muito trauma por trás disso. Tem pai que acha que ficar explicando coisa para criança ou negociando com a criança é como se rebaixar. Tem outros que acham que a criança tem de olhar para o pai como um líder inquestionável, se não a criança não o respeita (como se isso fosse verdade em qualquer relação humana, todos duvidamos uns dos outros às vezes) e outras coisas que funcionam apenas para manter a hierarquia em casa e não para educar.

      Como disse, lembremos que Sarney, Lula, gente da Alstom, Collor e outros "grandes humanos" foram dessa criação da palmada. Abaixa a cabeça para o pai mas passa a mão no seu bolso sem nem ficar com vergonha. A criação atual de simplesmente deixar tudo rolar também vai dar errado, mas nenhum desses extremos deu certo. É fato consumado.

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    16. Apenas reforçando a resposta ao anônimo 17:51, eu ouvia o adulto sim. Fui educado de verdade e assim o adulto não precisava bater, brigar, exercer autoridade nem nada disso. Mas também sabia quando estava certo ou errado, e se algum adulto que não fosse meus pais me dessem ordens que eu percebesse que era só para o bel prazer deles (algo do tipo, faz o que eu mando, pirralho/a) eu também ignorava. E se me fizesse algo, que se entendesse com meus pais depois.

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    17. "Se explicar, se for errado o que a criança quer e ainda assim não funcionar. Bom, aí é outra história..."

      Acho q é bem por aí. Penso q o não pelo não simplesmente só piora. Penso que, preferencialmente a criança seja levada a compreender o porque das decisões de seus pais e que nessas situações elas também devam ter voz e vez. Só não suporto pais que se deixam levar por birra de criança, que sucumbem à vontade dos filhos só para que parem de espernear.

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  2. Os smartphones estão substituindo os computadores de mesa (com teclado decente) na preferência dos usuários de Internet. Em consequência há menos leitores de textos com mais de três parágrafos, e menos comentaristas de blogs que escrevem mais de duas orações coordenadas numa única frase.
    As pessoas estão gastando mais tempo em redes sociais do que em sites e blogs convencionais. Curtir é muito mais fácil do que comentar. Ler dá muito trabalho...
    As vezes atualizo um blog e coloco uma foto do conteúdo no Facebook, com um link na legenda, e percebo que muitas pessoas curtem a foto, mas não acessam o link.
    Portanto, não são apenas os carros que estão tendo que se adaptar aos novos tempos - a mídia eletrônica também precisa de reinventar, caso queira sobreviver aos smartphones e redes sociais. Os sites e blogs, por enquanto, estão perdendo de goleada para os aplicativos.

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    1. O preocupante é que esta pretensa facilidade de comunicação troca a qualidade (da informação) pela quantidade (de acessos).
      Conversando com jovens, vejo quantos deles nunca tiveram o prazer (e o desejo) de ler um bom livro, pois não conseguem se envolver no argumento do texto.
      A busca é por informação instantânea, e preferivelmente visual, do tipo infográfica.
      Será que a tecnologia não está levando nossa espécie a uma acomodação mental, onde, sem esforço, o sistema atende imediatamente a todos seus desejos?
      Isto é destrutivo...
      Lembrei agora do bem bolado desenho WALL·E.
      Vale a pena revê-lo!

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    2. velho rabujento29/01/14 14:45

      E a inteligência das pessoas, como é que fica? Ninguém mais sabe a velha tabuada, ningúem mais escreve no teclado com os dez dedos ( só sabem e mal catar milho), ninguém faz pequenas contas de cabeça, ninguém mais lê e daqui a pouco também não vão mais gostar de carros. Será esse o rumo da evolução humana, cada vez mais dependência de equipamentos cada vez mais sofisticados e que quando não funcionam deixam todo mundo parado e com aquela cara de bobo ( o sistema deu pane, ou tá fora do ar). Veremos, daqui em diante, gerações cada vez mais dependentes de bugigangas ( na sua maioria dispensáveis). Tô fora!

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    3. Dizem dessa substituição como algo que fosse bom... acho ridiculo.
      1- Um smartfone ou tablet, por melhor que seja, é inferior em desempenho a um computador de mesa (seus aplicativos são simplorios por causa disso, não só pra facilitar o uso, mas tambem porque não há poder de processamento pra isso).
      2- Tela e teclados pequenos: Se usar externo, perde a tal "praticidade" alardeada por esses dispositivos, que vantagem leva se colocar um monitor, um mouse, e um teclado num tablet em relação a um pc? Nada.
      3- Armazenamento limitado e não confiavel: Na media os dispositivos a venda tem 8 gb (sendo que não são tudo de espaço livre) isso mal cabe 2 dvds completos. Tudo bem, que dispositivos que tenham slot SD podem ser ampliados, mas ainda esbarram no desempenho ridiculo dos cartoes SD. E por fim, e o pior disso tudo, basta alguem roubar e tudo que estava nele estão nas mãos de outra pessoa!
      Alguem pode dizer... mas mandei pra nuvem... Mandei pro picasa, pra onde for... Eeee... Será que isso é confiavel?? Será que é seguro deixar aquilo que é seu, somente seu, na mão de uma empresa que seus termos de contrato permitem fazer o que quiser com aquilo??? Mas... como alguem aqui disse... Ninguem mais lê. (pra esses, assista documentario terms and conditions may apply)
      .
      Então o que penso dos smartfones/tablets em relação ao 'computador pessoal'?? (note computador pessoal, ele é seu, o conteudo é seu, o processamento é seu, os aplicativos são seus, armazenados num disco que é seu)
      >Penso que é um grande retrocesso!!
      - O cloud computing, para mim, se assemelha muito ao antigo esquema de mainframe-terminal... Voltar a esse esquema é um retrocesso.
      - Sair do conforto de um monitor de no minimo 15" para uma telinha de no maximo 10" (que normalmente é dividida para teclado) é um grande retrocesso.
      - Sair de um dispositivo com processamento infinitamente mais rapido, para um mais lento, limitado e caro é infinitamente um retrocesso ainda maior, pois esta fadado a uma obsolescência ainda mais rápida que a do computador pessoal (e quem discorda, diz ai se não da pra contar na mão os aparelhos antigos que receberam o android "kitkat" ou o ios 7, ou seja, em menos de 6 meses... tudo obsoleto. O PC de ultima geração pelo menos dura 3 anos, nego vai ter muito mais trabalho pra roubar, e meus dados não estão a disposição facil do governo dos EUA, do governo brasileiro, dos hackers que conseguirem invadir os sites de cloud computing, de quem roubar a senha, de onde eu esquecer o gadget.... (vai longe hein?)
      ....Meus dados estão lá no meu HD (coisas importantes backup em DVDs double layers ou em outros HDs), enfim, bem guardadinhos!! hehehe

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    4. Penso exatamente o mesmo anônimo das 17:22. A tecnologia sempre teve suas críticas, mas andávamos para a frente no fim das contas. Hoje andamos para trás e achamos lindo. Imagina onde estaria o desempenho dos computadores normais se os investimentos estivessem nisso no lugar de fazer um telefone rodar jogos sem gastar bateria. E imagina a que preços. Com os 2 ou 3 mil reais de um computador ruim (smartphone) se teria um computador bom o suficiente para durar 10 anos sem perda de desempenho.

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    5. Jean, isso mesmo! Os acessos do facebook por smartphones já superam os por pcs!. Gostemos ou não do facebook e mídias sociais elas estão aí e vão ficar. Melhor nos adaptarmos a isso.

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  3. Eu acho esse excesso de conectividade um saco! Ultimamente cada vez mais as pessoas "PRECISAM" estarem conectadas. Acho o cúmulo quando dizem quem não vivem mais sem o celular. A vida do infeliz tá naquela porcariazinha com tela de toque! Não, não, eu tou fora disso tudo. Não estou no face, nem twiter, nem em mais nada disso e meu celular é só um celular que faz ligações e me acorda de manhã. Pergunta se sinto falta de algo. Nem um pouco!

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    1. +1. Só tou no Google plus (por estar) e no orkut defunto. Mas, raramente vejo ele mais de uma vez por semana, até porque não tenho nem 10 pessoas adicionadas (e ninguem usa o G+ hehehe)

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    2. O excesso de conectividade ainda por cima MATA a conectividade. Já perceberam como muitas redes sociais foram sumindo? O orkut sumiu e o facebook que parecia invencível hoje já está ameaçado de morte pelos whatsapp da vida. Os programas de chat todos morreram e foram substituídos por programas PIORES, em que digitar ou ler algo mais longo é muito ruim. Ainda por cima, funcionam apenas em telefones, enquanto os velhos programas funcionavam em telefone, computador e até TV.

      E os substitutos, além de serem novos a cada semana, vão piorando em relação ao que tinhamos antes. O orkut permitia muito mais compartilhamento de conteúdo e comunicação que um whatsapp por exemplo. E é muito mais incomodo porque é otimizado para funcionar em tempo real, de forma que dá esse efeito de ter que ficar grudado no aparelho o tempo todo.

      Antes se passava 2 ou 3 horas por dia numa rede social e era possível se comunicar/se informar até dizer chega. Hoje se passa quase 24 horas por dia num smartphone para pouco saber e você diz chega de cansaso de usar o aparelho.

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  4. Auto entusiastas,

    Estamos fritos! Até o Paulo Keller se rendeu a essa nova tecnologia.

    Nossa! Eu dou tanta importância a essa tecnologia, que o que tenho de melhor é o laptop que agora vos escrevo.

    Até a pouco tempo, eu tinha a coleção completa das músicas do Raulzito e dos Creedence em cds e achava isso o máximo. Depois de não aguentar mais nenhum nem o outro, passei a curtir um pouco o Pink Floyd e só.

    Na compra do meu carro, o vendedor incluiu um aparelho de som, - é assim que se chama? e ao chegar em casa notei que a droga do cd não entrava, aí minha filha falou que aquela saliência era só enfeite, porque o aparelho só funcionava com pen drive. Que agonia! Ainda bem que ela tinha um prontinho com algumas músicas que gosto.

    Minha vizinha recentemente adquiriu um Ford Ecosport novo e se gaba que tem um monte de comandos no volante, mas ela mesma confirma que nem sabe usar aquilo tudo e diz que vai atender e falar ao celular como sempre fez. E olha que ela nem é velha.

    Sinceramente, o que de melhor as fábricas podem fazer aos consumidores, é aperfeiçoar o pós venda. O resto é resto.

    Ô Juvenal... Eu farei o mesmo!

    E.U

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  6. O que tem de mais "tecnológico" no meu carro é um radio com bluetooth; é a minha única exigência moderna por questão de segurança. Mas quando quero realmente sentir prazer ao dirigir, não gosto nem de música tocando. Ouvir todos os sons inerentes dinâmica do carro não tem preço. Pena que cada vez mais esses pequenos e sutis prazeres vem sucumbindo diante da sedução ostensiva da tecnologia.

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    1. É isso aí Danilo,

      A maior parte do tempo que estou no carro, eu fico a curtir o barulhinho legal do motor e quase nunca ligo o "som".

      E.U

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    2. Também acho.. desligo o rádio quando quero dar umas aceleradas. O som do motor é pra ser ouvido sozinho.

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  7. LeandroL64129/01/14 14:36

    É o mercado se adaptando aos clientes, se as pessoas gostam de ficar mexendo os dedos para dar satisfação de suas vidas a todos em suas telinhas, é essa possibilidade que as empresas vão dar pra elas.
    Juvenal, eu sou um pouco menos tolerante, se algum dia não tiver jeito e eu tiver que comprar um carro com central, que ela tenha botões físicos, porque se vierem com esse maldito "touchscreen" eu arranco aquela desgrama e fico com o buraco no painel.
    Eu não era avesso as novas tecnologias, mas desde que inventaram essas telas sensíveis ao toque eu me estresso toda vez que preciso lidar com isso, e como querem enfiar elas em tudo eu acabo me tornando o homem das cavernas por odiar essa tecnologia inútil, imprecisa e frágil.
    É bom evoluir, mas não deixar as pessoas sem opções, se o sujeito quer um computador portátil beleza, mas eu prefiro andar só com um celular, que tenha funções simples e faça a bateria durar pelo menos 2 dias, eu sei que ainda dá pra achar desses mas em pouco tempo duvido que existam.

    A mesma coisa com todo o resto, os câmbios automatizados são o futuro próximo, assim como os motores elétricos devem ser o futuro mais distante, mas deixem as pessoas decidirem se querem ou não esse futuro, até o petróleo acabar pelo menos.

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    1. Meu celular tem quase 10 anos, e faz somente aquilo que um celular tem que fazer: faz e recebe telefonemas. Perfeitamente. Tanto quanto os de R$ 2500/3000, 00, e só me custou R$ 150,00. Vou andar com um telefone desses que só falta tirar cópias xerox, para chamar atenção, e ter um baita prejuízo se me roubarem ou perder? Negativo!

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    2. Pois é, esses aparelhos touch screen são profundamente irritantes, e num automóvel têm o agravante de tirar a atenção do motorista, pois você nunca sabe se o dedo apertou o ícone correto. Além disso eu gosto de ouvir CDs no carro, e acho um desrespeito ao cliente alguns fabricantes terem abolido os leitores de CD.

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  8. Uma coisa que achei boa nessa história é a Ford ter se aberto aos desenvolvedores brasileiros de aplicativos. Partiu bem depois, mas já está na frente da GM no que diz respeito a isso. Será que a Ford finalmente está exorcizando seu passado histórico de amarelar bem na hora em que poderia botar pra quebrar (vide Maverick no lugar do Taunus, não-lançamento do Sierra no Brasil, não-fabricação de uma sucesso para a Courier que fosse derivada do EcoSport e outras coisas)?

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    1. A Ford ja nasceu amarela!
      Pelo menos aqui mó Brasil...

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    2. pra melhorar o primeiro passo seria trazer o mustang oficialmente ,por que ate hoje ainda não o fizeram ???

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  9. Acho que a maioria esta preocupada sem razão.Como a maioria dos equipamentos eletrônicos inventados nos últimos 20 anos, o telefone celular também não perdurará por muito tempo.Na minha visão o telefone vai ficar tão barato que fará parte de qualquer tipo de equipamento que você tiver. Não será preciso levá-lo para o carro, o carro já terá um , como o rádio. E assim a mobilidade e a praticidade levará vantagem no final.E viva o carro como sempre foi.

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  10. Interessante esse mapa estatístico. Muito interessante.
    Com toda a quantidade imensurável de automóveis que assola as ruas das grandes, médias e também das minúsculas cidades brasileiras, muitas delas que com seus menos de 30.000 habitantes sofrem diariamente com congestionamentos já irreversíveis, é um dos países que tem a menor taxa de automóveis por 1.000 habitantes.
    Note-se que o mapa mostra países com bolsões de pobreza bem mais exacerbados do que os nossos, como a Argélia, a África do Sul e o próprio México, que possuem índices bem similares aos brasileiros.
    Esses países, inclusive o Brasil, são muito vastos e com diferenças sociais abissais. Desta forma, a impressão que me dá, é que essa não é a forma ideal de determinar tais dados estatísticos. Parece que não há nenhuma correspondência válida entre o número de veículos e o número de habitantes de determinado país. Mesmo porque esse número costuma incluir veículos oficiais, militares, de transporte coletivo e de carga, além daqueles já sucateados sem terem tido a documentação baixada.

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  11. ..."Só para se ter uma idéia, enquanto em 2013 se vendeu aproximadamente 83 milhões de veículos, as vendas de smartphones já atingiram a marca de 1 bilhão..."

    Difícil manter uma comparação entre um produto que custa pelo menos R$ 23.000 e outro que pode ser adquirido por menos de R$ 400...
    É mais ou menos como comparar as vendas de garrafas de vinho Screaming Eagle com a venda de latinhas de Coca...

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  12. Ok. Que a moçada de hoje em dia está menos interessada em carros q em épocas passadas não parece restar muitas dúvidas. O que vejo como problema é que quando muitos dessa mesma moçada desinteressada pega num volante só fazem besteira. Bebem até cair o ânus da bunda e depois saem por aí querendo pagar de bonzão. Quando pegam num volante, daí o carro é legal, daí ele serve pra se exibir e se sentir. Mas quando o papaizinho, que dá tudo, não libera a chave ou não dá um carrinho pro filhote, aí o "massa" é o aiPhone............... Galera hoje em dia só é mais aquilo que tem, que pode mostrar e se gabar. Valores de moral, respeito, cordialidade, responsabilidade e tantos outros não existem mais.

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    1. Fechou o artigo. É exatamente isso. O que importa é só ostentar mesmo, até os gadgets são para ostentação. É como se a vida fosse um clip de funk.

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  13. Pena que o reconhecimento de voz do Focus Ghia Mk2,5 com rádio Sony + bluetooth Nokia não funcione direito e não tenha atualização. O meu abandonei faz tempo, só uso quando quero dar umas risadas sozinho.

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  14. Sou um que não concorda com essa afirmativa de "jovens não estarem nem aí para carros". O que ocorre é que, especialmente para um jovem ainda até fora do mercado de trabalho, ou no comecinho da vida produtiva, com pouco poder aquisitivo, um carro ainda é um bem caríssimo, fora de suas possibilidades. Já os gadgets... Como é sabido, quem não tem cão, caça com gato, então se voltam para eles. Antes, não havia essa "alternativa", então, talvez até falassem mais sobre carros que hoje, mas isso não significa que não existe ou perderam totalmente o interesse. Outra coisa que reforça minha convicção de que eles estão aí sim, para os carros, é a massa de jovens que participam de sites e blogs sobre automóveis ,como o próprio "Autoentusiastas", "BCWS", "Notícias Automotivas", "FlatOut", e inúmeros outros.

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    1. Pois é, eu gostaria de saber uma estatística da idade média dos frequentadores aqui do blog (e de outros similares). Sempre tive essa curiosidade, haja vista que a Internet é um meio totalmente eclético. Nos mesmos blogs, existem leitores desde a pré-adolescência até a terceira idade.

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    2. Com certeza!
      Sou um desses jovens e graças a Deus carro é um assunto obrigatório nas rodas de conversa do pessoal da minha idade. Infelizmente, mesmo que seja razoável atualmente, o número de jovens que gostam de carros vem diminuindo muito. A sociedade vende pra nós desde de pequenos que carros são um mero meio de transporte que curte acabar com a vida de urso polar, é tratado como um simples eletrodomésticos. Odeio abrir o capô de um carro e ver plástico tampando o motor, parece a minha geladeira. Outros pontos importantes é que o automobilismo não é um esporte tão querido mais pela sociedade, carros se tornaram algo comum (antes era um carro por família, um modelo 0 km era novidade na rua, e hoje é normal 2 ou 3 carros por casa) e por último um carro ser tratado como uma posse que confere status social e não uma máquina do car***o que faz o coração disparar e sorrir até babar ao pisar no fundo.
      Mas nem tudo está perdido, ainda há pequenos maníacos por aí!!! Meu priminho de 4 anos sabe até onde se olha o nível de óleo de alguns modelos,boa parte do tempo gasto na TV é vendo pela milésima vez Carros da Disney, e lógico uma coleção que até eu tenho inveja de vários carrinhos de brinquedo. Mesmo não entendo nada o moleque ama ver Top Gear só pelos possantes hahaha

      Pedro

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    3. Geralmente a idade daqui é maior... Dificilmente um pos adolescente vem comentar sobre corcel e passats clássicos. São testadores de ficha técnica, cospem frases como carro bom tem que ter AB4, ABS, Ar digital e afins. Mesmo que seja uma cadeira elétrica para dirigir.. .
      É para esse público que os fabricantes estão preparando os novos carros. Saudade de regular o carburador no sábado de manhã com um amigo com carro ou moto (para jaudar a sair correndo comprar uma peça estragada).

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    4. Luiz AG, achei essa visão também bem preconceituosa. Hoje muitos blogs de gente que entende e que são entusiastas foram fundados por esses "pós-adolescentes", que há 10 anos atrás estavam entrando na internet e se informando sobre o assunto. Muitos dos novos jornalistas de jalopniks da vida eram esses "pós-adolescentes" que também sabem apreciar os clássicos (sem ter a mania de alguns com mais tempo no meio de achar também que só museu que é carro de verdade).

      Não vamos exagerar também. Os jovens e pós-adolescentes que REALMENTE gostam de carro costumam serem bem informados hoje em dia e já vi muitos por aqui. Já vi muito comentário de gente que assumia não ter carteira e eram comentários bons, sem falar abobrinha. Lembremos também que com a melhoria do país na economia e a evolução nos carros, os jovens também já não toleram mais carros pelados e completamente fora da realidade do Brasil (como não ter um mísero ar condicionado) como nós costumávamos tolerar. Antes era isso ou nada, hoje eles têm a opção felizmente.

      O problema é que a maioria dos jovens hoje simplesmente não gostam de carro ou então fingem que gostam, mas só pelo status ou por ser um meio de transporte. Esses querem que o carro seja recheado de gadgets e só acham bom se for assim e as fabricantes infelizmente buscam conquistar esse mercado. Mas também tá cheio de zé do carburador por aí que só finge entender de carro e também buscava só status e frisinho cromado.

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  15. Moisés_SP29/01/14 18:22

    Estou aguardando o lançamento do VW Up!. Vocês farão uma cobertura do evento ?

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    1. Moisés_SP
      Certamente. Lançamento para a imprensa no dia 4.

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    2. Bob Sharp,

      Seria interessante perguntar porque os vidros traseiros são de acionamento manual.

      É que tem algo que eu não engulo. Se na configuração européia os vidros são basculantes, porque mudar aqui no Brasil para o sistema atual.

      Ex.: Vidro basculante + ar condicionado e motorista sem a preocupação com os caroneiros que não fecham os vidros.

      E cá entre nós, nos dias atuais alguém adquirir um carro sem ar condicionado, deve ser uma baita anta.

      E. U

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    3. O Citroen DS4 possui vidros que não abrem na porta traseira. Ta garanto que, pra muita gente, isso é altamente brochante durante o conhecimento do carro, pois há costume da possibilidade de abaixar o vidro, mesmo que pela metade, para pegar algo, falar com alguem, etc. Acredito que a VW possa ter pensado na mesma forma, senão não compensaria alterar o projeto.

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    4. E.U.
      Trata-se de escolha da fábrica e concordo com a medida, considero solução muito melhor do que janela de vidro basculante, mas devemos levar em conta que é um carro barato, de entrada. Durante muito tempo o BMW 325i E36 (1990) vinha com vidros traseiros manuais, elétricos era opcional. Tive um Escort GLX 1998 durante oito anos e era como no up!, jamais vi problema nisso. Hoje é raro um carro sem ar-condicionado, de modo que quase não se abrem as janelas traseiras..

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    5. Anônimo29/01/14 21:01,

      Acho que tem coisa pior que comprar um carro sem ar-condicionado. É comprar um carro com ar-condicionado e não usá-lo! E não me refiro as pessoas que tem algum problema respiratório, que é agravado pelo uso do equipamento. Andando por aí, vejo muitos Civics, Corollas, SUVs e picapes de mais de R$ 150.000,00 (novos!!) com as quatro janelas abertas, debaixo de um calor de 35º, ao invés de fazer uso do equipamento que vem de série neles. Não dá para entender esse tipo de coisa...

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    6. Tambem prefiro eletrico na traseira. Por ter opcao de bloqueio no caso de criancas, e, no caso de uso do ar, evitar abertura. Os Fiat ate em modelo mais caro ele e opcional, questao de economia do fabricante.

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    7. Mais Marcelo R., veja q o ar caumdicionado faiz gastar mais gasulina..................... us cara num usa ele pa mode q aconomiza, tendeu??

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    8. Anônimo30/01/14 08:35,

      Entendi, sim. A pessoa gasta mais de R$ 150.000,00 para comprar o SUV/picape, uns R$ 40.000,00 de rodas e pneus aro 30", uns R$ 20.000,00 para transformar o "possante" num trio elétrico e depois precisa economizar na gasolina. Agora a coisa faz sentido... (rsrs)

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    9. Marcelo R.
      É q com tudo isso q tu disse, se não "aconomiza" acaba sobrando mês no fim do salário pra tanto carnê.

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    10. velho rabugento30/01/14 16:53

      velho rabujento deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A FORD E OS APPS":

      Brasileiro é tão burrim! Que droga, a gente, vai não vai, fala mal do nosso povo, mas é porque não tem jeito mesmo. O sujeito normalmente nasce na maior liseira, passa a vida toda ralando, desde o estudo em colégio público, até o busão prá ir trabalhar, mora mal, come mal, de repente, ou passa num concurso público, ou ganha dinheiro (um golpe de sorte ou por competência - acontece às vezes). Aí, o complexo de inferioridade tá tão acumulado, os recalques são tantos, que o "nouveau riche" tem que mostrar prá todo mundo que saiu da pindaiba (principalmente para vizinhos e conhecidos); então, toca comprar celular caro, roupas de grife, carro da moda (quase sempre um suve), academia, tudo regado a cartão de crédito e crédito diluido em n prestações até que a morte venha salvá-lo. Então, trocou a liseira por preocupações sem fim, e o infeliz continua vivendo mal, comendo mal e talvez nem mais se divirta. Bem feito!

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  16. O brilho dessas telas não incomodam a noite?

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    1. Normalmente elas são ajustáveis e você pode deixa-las com menos brilho, até mesmo porque raramente estão na direção do rosto. Te garanto que os mostradores brancos atrapalham muito mais.

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  17. Pessoal, é necessário entender que essa conectividade, recursos multimídia e demais "frescuras tecnológicas", cada vez mais presentes, é muito bem vista por quem é mais novo, e investir nos mais novos, que são os seus futuros clientes ou que tem tendência a comprar e trocar mais carros, é obviamente rentável! Eu por exemplo, tenho 32 anos, trabalho com tecnologia, sempre tenho smartphone bem recente, entre outras tranqueiras, como tablet, smartwatch, etc... no momento de comprar meu carro mais novo, fui conquistado pelo Peugeot 408, não só por causa de sua beleza (o meu é azul, série Limited) e potencia, mas pela tecnologia embarcada. Acreditem, isso conquista quem vive nesse mundo, a cada vez mais pessoas estão nesse realidade. É MERCADO, como já comenta o texto, o "romantismo" vai se acabando...

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    1. Isso vai de cada um, eu sou mais novo que você e prefiro que o carro não tenha essas tecnologias.
      Toca-CD e freios ABS já é o suficiente.

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    2. Eu tenho 30 anos e tbm não vejo graça nenhuma nesse monte de bujiganga. E tbm trabalho com TI. Acho q isso q vc diz não é bem assim. É muito relativo.

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    3. Pra mim, um carro bom e confortável é ter uma suspensão forte e ao mesmo tempo macia, direção hidráulica (nada de elétrica), ar condicionado (pode ser sistema com cabos mesmo) e air bags. Mais que isso é supérfulo.

      João Paulo

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    4. Mas é relativo mesmo... felizmente cada um tem gosto diferente (e ainda bem, imagine se todos tivessem que brigar pelas mesmas coisas). Porém, para andar no dia a dia (dirijo uns 40, 50km/dia, em boas vias e estradas normalmente), ainda prefiro conforto e segurança. Agora, para diversão, na lama, nos morros e tal (curto trilhas), aí tenho a intenção de pegar um 4x4 sem frescuras, mecânico, ainda esse ano. É questão de onde será usado... não tem porque eu ter uma Toyota Bandeirante para pegar Via Dutra.

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    5. Eu tenho 24 anos, sou designer gráfico, modelador 3D, convivo com tecnologia diariamente, monto um PC com os olhos fechados mas não troco meu Monza SL/E 2.0 1988 por nada. A maior tecnologia dele é o relógio/cronometro digital verdinho rs. E dá pra ligar meu Sony Xperia no TOCA FITAS do carro com um adaptadorzinho desses: http://raphaelhagi.files.wordpress.com/2013/04/cassete-adaptador-kenwood-p-toca-fita-carro-ap-de-som_mlb-o-3546422509_122012.jpg
      Qualquer coisa além do rádio acho frescura. Bom mesmo é ouvir o motorzão roncando saudável pelo escapamento Kadron!
      Ah e se pego gente no transito na minha frente marcando bobeira com essas telinhas touch, DALHE BUZINADA!
      O mundo tá virando um lugar muito fresco.

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    6. Gente, mas do jeito que vcs falam parece que se o carro tem central multimidia (por ex.) não pode ter abs ou air bag ou uma suspensão boa? Claro que pode, essa tecnologia da Ford e tantas outras veio para somar e não dividir.
      Eu vou me atentar na hora de trocar meu carro, se estiver indeciso sobre dois modelos e um deles tiver a central eletrônica, meu voto irá pra ele...

      Agora também concordo que o comprador tivesse a opção de escolher se ele quer ou não, mas creio que em muito pouco tempo os carros sem central serão exceção (tirando os populares)...

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    7. Danilo Grespan, é por aí mesmo. O pessoal gosta disso! abraço.

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  18. Por essas e outras to guardando dinheiro pra comprar uma picape full size, com motor Diesel equipado com a velha e boa bomba injetora. Não vou instalar sequer um rádio AM/FM. Nada de eletrônica nela. E como vi há tempos como são os tais adolescente de hoje em dia, optei por ter cães ao invés de filhos (é dez vezes mais satisfação e alegria e cinquenta vezes menos despesa que criar uma pessoa). Quiçá até o fim do anos a danada tá na garagem.
    Klaus

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    1. Já exagerou um pouco também. Nem rádio, nada de eletrônica (não use faróis também) e não ter nenhum filho... Já pensou em fazer a diferença e educar um filho que não seja como esses bobinhos de hoje? E de ter um carro com o ponto certo em eletônica?

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  19. Acelerador eletrônico, ABS, AB, EBD, XYZ... Ahhh, chega!
    A conexão física e direta com o carro está desaparecendo. Por decorrência, também a conexão emocional.
    Frear forte sem travar as rodas? Trocar as marchas no tempo, sem usar a embreagem? Estacionar "de prima"? As respostas estão na sopa de letrinhas das quinquilharias eletrônicas.
    Alguém aí quer um carro com personalidade, mesmo que idiossincrática? Eu quero, mas está cada vez mais difícil comprar porque o Estado Babá proíbe vender.
    Sorry, folks.
    Assinado: Eduardo Van Halen

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    1. Anônimo 29/01/14 23:51,

      O "homem" moderno só pensa em cerveja, mulheres e futebol e em consequência disso, as mulheres estão tomando o seu lugar na sociedade. Em muitos lares, por exemplo, ela já é a chefe da família.

      Então, os fabricantes precisaram facilitar a vida delas com essa sopa de letrinhas, mais espelhinhos no quebra-sol, porque elas não podem se virar um pouco, para se olhar no espelho central do carro. Dá muito trabalho. E muitas outras novidades desse tipo aparecerão.

      E os novos "homens", que amoleceram há muito tempo, as seguem.

      E. U

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    2. Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "A FORD E OS APPS":

      Anônimo das 23:51
      Não tem muito a ver com o post, mas você tocou num ponto interessante. É tão verdade isso que eu tenho mais amigAs. Eu tento, mas é mais difícil fazer amizade com homens. É exatamente isso, falam só de cerveja, futebol e mulher. Não que eu gosto dessas coisas, rsrs (exceto futebol), mas percebo que falta assunto pra maioria dos caras. Chegam em você, perguntando: "e aí, saiu com aquela mina?" Política, atualidades, economia ou até mesmo sobre os sentimentos humanos.

      João Paulo

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    3. Já eu acho que tanto os homens como as mulheres de hoje vivem a fase do oba oba. É muita tecnologia inútil pra ficar fazendo confete e as pessoas ficam vivendo em torno disso e maravilhadas com isso. Como consequencia todo produto hoje é um iPhone.

      Sou completamente a favor da tecnologia e do uso dela nos carros. E se bem empregada ela AUMENTA o prazer de dirigir e a conectividade com a máquina. O problema é desviar do assunto e transformar o carro num tablet ou numa máquina de lavar roupa ou num táxi móvel que se dirige sozinho enquanto você nem presta atenção no trânsito e fica mexendo no celular.

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  20. Calma pessoal... A tecnologia se bem usada só faz bem para todos. O que não pode acontecer é o uso indiscriminado e exagerado de coisas inúteis.

    Sou a favor do carro com o mínimo de tecnologia possível para facilitar a vida do motorista, e não para deixar ele num parque de diversões.

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  21. "Sem me alongar muito, vou dar um exemplo para facilitar o entendimento. Para mim o iPod, que é uma coisa até que moderna, já acabou! Eu adoro música e fui um colecionador de discos de vinil e CDs. Depois que comprei um iPod passei a ser um colecionador de arquivos mp3. Tenho música saindo pelo ladrão! Mas há seis meses conheci o Deezer, que assim como outros é um serviço de streaming de música. São mais de 25 milhões de músicas, todas disponíveis quando eu quiser e onde eu quiser. Como caro ou barato é relativo, eu acho justo pagar um valor menor que o preço de um CD por mês para ter todas as músicas que quero. E não preciso do iPod para isso, pois baixo o Deezer em qualquer smartphone ou tablet."

    PK,

    Também acho o iPod uma coisa inútil, depois de conhecer o iPhone. Pois, ele faz tudo o que o iPod faz, além de poder fazer e receber ligações, enviar mensagens e entrar na internet, sem depender exclusivamente de Wi-Fi. O mesmo vale para o iPad, em relação ao iPhone, na minha opinião.

    Sobre o Deezer, com a "qualidade" da internet móvel oferecida por muitas operadoras brasileiras (suas limitações de tamanho de pacotes de dados, velocidade, qualidade de conexão e preços), a menos que você viva "debaixo" de uma conexão Wi-Fi, não vejo vantagem alguma em depender de streaming por aqui. Nos EUA, por exemplo, onde os planos são baratos, a qualidade da conexão é boa e não há limite de dados, faz sentido.

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    1. Marcelo R.,

      Já desprezei o Deezer pelos motivos que você menciona mas existe uma opção bacana que é "sincronizar", você entra lá escolhe as músicas / álbuns e ele baixa tudo para o seu iphone, aí depois mesmo off-line você pode ouvir o que sincronizou previamente.

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    2. Mas o problema hoje é justamente esse. Tudo tem que fazer tudo, acabou a moderação, principalmente nos eletrônicos. E nos carros, infelizmente, a moda pegou também. A eletrônica e a informática são coisas maravilhosas, revolucionaram o mundo nos últimos anos (e muito mais do que muita revoluçãozinha maia boca e sangrenta que somos obrigados a achar lindo). Mas já passamos do tempo que usavamos ela com moderação e bom senso. Injeção eletônica, ótimo. Ter obrigatóriamente um computador no painel de cada carro que ainda por cima pode interferir na injeção (inclusive para o mal), já não.

      Claro que cada um tem uma necessidade, por isso também não sou contra que existam essas possibilidades infinitas, pelo contrário na maior parte das vezes. O problema é ter isso em tudo, a todo o tempo, independente de gostar/ser necessário ou não trás uma série de complicações, de aumento de custos, de disperdícios e de encheção de saco.

      O celular tem que ser computador, que tem que ser mp3, que tem que ser tablet, que tem que ser telefone, que tem que ser VOIP, que tem que ligar seu carro remotamente. E claro, basta um app com malware para roubar seus dados mais importantes, zoar seu carro, suas músicas e te deixar sem alternativa. Pior ainda é ter que manter e cuidar de tudo isso repetidamente, no celular, no computador, no tablet, no video game e agora até na central multimídia do carro.

      Eu já desisti faz tempo. Smartphone uso apenas porque infelizmente as pessoas só se falam via apps hoje em dia, como se não houvesse ligação por preço baixo, sms quase de graça e vários programas de comunicação muito melhores e que podem serem usados em qualquer lugar (e não só num telefone com aquele teclado incomodo). Se não fosse isso, nem usaria. MP3 uso o do celular apenas porque é mais prático que carregar um mp3 player separado e porque hoje qualquer aparelho tem isso. Computador uso só um em casa e no carro no máximo o GPS. Já perdi a paciência de usar e manter praticamente um computador completo em cada aparelho do dia a dia, muito menos vou usar isso no carro. Já ficava maluco em ter que manter 3 computadores, eu que não vou manter uns 10 no total. E isso porque me interesso pelo assunto.

      Seria como ser obrigado a manter uns 20 carros, mesmo gostando de carro não dá.

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    3. HM,

      Eu prefiro ligar meu computador, entrar no iTunes, navegar muito mais confortavelmente nele (escolhendo as músicas que eu quiser), baixá-las no PC e depois sincronizá-las com o celular. De quebra eu fico com um backup na máquina para sincronizar quantas vezes eu quiser, sem me preocupar em ter conexão ou não no celular para isto.

      Um abraço!

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    4. Também faço o mesmo. E é realmente muito mais confortável.

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    5. Marcelo R.
      O Deezer tem a opção de "baixar" as músicas para seus aparelhos, até 3, e escutar off-line. Como eu também uso o cel para fotos prefiro separa as músicas em outro aparelho. Ah! Os cds das bandas que eu realmente gosto, acabo comprando no iTunes,
      Abraço

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  22. Deinfra libera operação de 29 novos radares em rodovias catarinenses.

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  23. Essa conversa de tecnologia me lembra um episódio bem pitoresco da nova Super Máquina, onde o único veículo que um virus nanotecnológico não conseguiu invadir foi, justamente, uma Harley-Davidson do tempo do ronca, justamente por não haver nada eletrônico nela.

    Não sou, em absoluto, contra tecnologia, mas uma coisa não se pode deixar de notar:
    Muita gente vende o carro sem ter usado, sequer, 10% dos recursos que o carro oferece.

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  24. A propósito esse assunto da preferência jovem pelos gadgets, considero que as fábricas são culpadas por outras coisas serem prioridade na mente dos jovens que não os carros e marcas. Vejo nos EUA, Europa e Austrália que há verdadeiro entusiasmo e legiões de fãs das marcas. No Brasil isso não ocorre, produtos medíocres não geram entusiasmo. Cadê os esportivos? Cadê as competições? (bolhas com mesmo chassi e motor não valem). Carros 1.0, versões "esportivas" de adesivo ou off road de shopping, modelos com 40-50 anos de mercado ainda em linha. Carros novos com motores de 1970-80? Qualquer tablet fajuto ganha disso na mente de um jovem hoje.

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  25. Ainda bem que não estou sozinho na minha repulsa às telinhas de toque e montes de bugigangas eletrônicas. Tecla em volante, então, irgh !!!

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    1. velho rabujento30/01/14 22:06

      Ai, Juvenal! Já tô ficando meio velho e cheio de rabujices, ou sempre as tive e as assumo mais e melhor hoje; também não gosto dessas porcarias que estão tornando os carros muito parecidos com videogames. Prá quem gosta, melhor ficar jogando em casa que dá quase na mesma. Estou na casa dos sessenta e um dia desses tava me lembrando que aprendi a dirigir num jipe velho, só observando, apenas com treze anos de idade, nunca passei por auto escola, mas aos dezoito já estava habilitado e já conduzi quase todo tipo de veiculo por esse Brasil afora, sem nunca sofrer um acidente que não fosse aquelas pequena batidas ocasionais no trânsito. Agora, vem essa porcariada eletrônica toda só prá tirar meu prazer de dirigir! É por isso que gosto cada vez mais de carros velhos!

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  26. Na avalição que li do Golf GTI aqui fiquei horrorizado com número de assistências de todos os tipos, desde as mais simples até as mais complexas, e na minha opinião, 80% delas completamente dispensáveis, vejo que o Golf GTI é uma maquina genial, mas quem dirige por você, são sensores e transistors. Isso prejudica e muito a interação com o carro, e você passa a ser cada vez mais dependente dessas facilidades, e cada vez menos um bom motorista. Vejam se o irmão mais esportivo do GTI, o Golf R tem todas essas bugingangas? Nem metade.

    O cúmulo pra mim é a recente adição de um sistema de telemetria no Corvette Stingray, que foi imediatamente adicionado também pela Ferrari na 599 GTO. Agora também se vende a mentira de que você pode ser um piloto, só porque tem um carro caro?

    Hoje a formula 1 morre sem entusiasmo por parte de niguém. Quem assistiu a formula 1 na era piquet sabe muito bem o que era conciliar a dificuldade de fazer um motor durar uma prova inteira e ainda assim ter bons resultados. Naquela época se sabia quem era piloto e quem não era, quem era valente de verdade, quem sabia usar corretamente um câmbio, quem sabia controlar um carro de mais de 1000 hp numa saída de curva, quem tinha braço pra sair de uma situação de perigo num piso molhado. Hoje em dia? Vejo muitas ultrapassagens em linha reta abrindo um aerofólio.

    Um monte de gente pode dizer que hoje a segurança é melhor, que eu estou sendo nostálgico, que os carros evoluíram muito...
    Tudo isso é verdade, mas e o humano, evoluiu? Quem evoluiu foi a máquina.

    Hoje os jovens usam equipamentos dos quais não sabem absolutamente nada sobre. O humano evoluído não é o que sabe usar tudo que a tecnologia dispõe, mas sim quem construiu ela, e isso está na mão de poucos.

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    1. Até concordo, mas tem muita groselha nisso ai. O GTI tem a maioria daqueles recursos como opcional (a matéria não frisou bem isso) e se você for um bom motorista não vai atrapalhar em nada sua interação com a máquina. Você nem vai saber que os recursos estão lá se alguém não te disser, na verdade. É um pouco de desconhecimento isso, certos itens tecnológicos de assistência são de utilidade discutível, mas também não atrapalham em nada o bom motorista.

      Sobre telemetria, alguns carros de rua já contavam com isso antes dos anos 2000. Acho extremamente interessante, ao menos é uma tecnologia útil e relacionada com dirigir e o prazer de dirigir. Dá para aprender muito usando telemetria e melhorar sua direção. Não é uma central multimídia que tem utilidade discutível num carro. Em carros super esportivos como Corvette e 599 telemetria tem tudo a ver, apesar que em qualquer carro seria interessante. Melhor a "mentira" de ser um piloto num Corvette ou 599 usando telemetria que a mentira de achar que é legal dirigir jogando no celular ou na central multimídia.

      F1, o problema no Brasil se resume a não ter brasileiro ganhando e brasileiro médio não gostar de esporte nenhum que não seja futebol. Se não fosse pelo Senna tinha gente que nem saberia o que é F1. Mas concordo que ficou chata a categoria, mais pelo regulamento cheio de erros do que por ter ou não tecnologia. Baniram controle de tração há uns bons anos e a categoria continua chata.

      Mas concordo que realmente as máquinas evoluiram mais que o ser humano. Vou mais longe, as máquinas evoluíram e o ser humano regrediu (porque quis).

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    2. "O Golf é equipado com o sistema Start-Stop, que desliga o motor quando ele pára e o freio permanece aplicado. O sistema é normalmente ligado. Ou seja, se não quiser usá-lo tem que desligar. Embora esse sistema traga uma contribuição para diminuição do consumo e emissões gasosas, principalmente no trânsito da hora do rush, eu ainda não me acostumei com ele. Eu sou daqueles que gosta de pular na frente quando o sinal abre e mesmo que a partida do motor seja bem rápida, não é a mesma coisa."

      "Outro botãozinho que os autoentusiastas em geral não gostam é o freio de estacionamento elétrico" (...)

      ( nem sobresterçar intencionalmente é possível mais ?)

      "Se o carro da frente reduzir a velocidade o Golf também reduz podendo chegar a parar se for o caso" (...)
      "Juntando o ACC com o Park Assist, e pelo que ando observando, o carro autônomo já é uma realidade inevitável" (...)

      O autor conclui que carros autônomos são uma realidade inevitável. Como ser um bom motorista em um carros que cada vez mais autônomos ? Quer dizer então que eu posso andar distraído que o carro freiará por mim ? onde estão os meus reflexos e a minha responsabilidade de guiar prestando atenção no carro da frente?)

      É o que eu interpretei.
      Muitos estão se tornando dependentes dessas tecnologias, principalmente os jovens.

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    3. O ACC é opcional no Golf GTI e na verdade ainda nem está disponível para a venda, apenas nos carros de avaliação. O Park Assist nos TSI é opcional também, não sei no GTI (o básico tenho quase certeza que não tem).

      E sim, se você for um bom motorista mesmo não vai usar o ACC, pois não vai se distrair e vai manter a distância adequada do carro da frente e o sistema não vai ser ativado. Não é um sistema que dirige por você, não ainda pelo menos. E, caso você se distraia (convenhamos, acontece até com piloto de F1), sim, o carro freia por você e evita um prejuízo desnecessário. Bater só para falar que é bom de braço me parece ignorância. Se usou o sistema é porque já estava dirigindo errado de qualquer forma, para que um acidente ainda por cima?

      De qualquer forma, o recurso é opcional. E o start stop faz algo que em nada interfere nas habilidades do motorista, sejamos francos. Dá para ser desligado. Por último, o freio de mão automático atrapalha apenas realmente num "cavalo de pau". Mas convenhamos também que cavalo de pau é a coisa mais desnecessária que tem e qualquer um que sabe dirigir ou pilotar sabe que isso não serve para nada. Ninguém dá cavalo de pau num circuito.

      Pensando bem, o freio de mão pode fazer falta numa manobra evasiva, algo como ter que fugir de alguém e ter que mudar de direção o mais rápido possível. Mas isso requer treinamento (vire um cavalo de pau com o carro a mais de 40 km/h e veja como geralmente se perde o controle) e é uma situação bem rara.

      No mais, o GTI tem uma ótima estabilidade (mecanica mesmo, sem depender do ESP) e responde muito bem a um bom motorista. Todos esses sistemas, tirando talvez o freio de mão nessa situação de emergência, atuam somente em caso de necessidade ou de erro do motorista. Não é um carro que dirige sozinho nem que te deixa desconectado.

      Mas concordo quanto à dependência. Muitos não se importam em dirigir bem e passam a realmente TER que usar esses sistemas (e não a usá-los somente em emergência). Mas isso é defeito do homem e não da máquina.

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  27. Marcelo Schwan31/01/14 15:36

    Paulo Keller.

    Comigo aconteceu algo parecido no tocante ao interesse por gadgets dos jovens.

    Comprei um Golf TSi DSG Elegance. Cheguei em casa empolgado e contei pro meu filho de 17 anos. Resposta dele: "Golf!!! Por que não outro Focus?"

    Pois é, tive um baita trabalho pra mostrar pra ele toda a tecnologia embarcada no carro, motor turbo, câmbio DSG e ele respondia: "Prefiro o Focus preto." (tenho também um Focus 2.0 2012).

    As coisas mudaram quando o carro chegou. Quando ele entrou no carro e viu a central multimídia e depois o cabo que ligava ao iPhone dele, achou o carro uma maravilha.

    Eu tentando mostrar o carro, bancos, volante justinho com as borboletas e outras coisas, e ele vidrado na central multimídia, acessando as músicas e o conteúdo do iPhone.

    A mãe dele chegou junto com o irmão de 12 anos e ambos olharam rapidamente o carro e logo depois pediram pra dar uma volta.

    E o de 17 anos grudado na central multimídia...nem aí pro carro.

    Vai fazer 18 anos em setembro. Perguntei pra ele que carro compraria e ele respondeu: "Não pensei nisso ainda. Sei lá."

    Pouco tempo depois, comprei um Macbook Air pra mim. Fez absurdamente muito mais sucesso com ele que o Golf.

    abraço

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    1. Afff..... Mac?? Tá rasgando dinheiro eim.....

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    2. Oi,tenho 16 anos,vou fazer 17 esse e ano e ano que vem já faço 18 :)
      Pelo menos aqui onde eu moro(São José do Rio Preto),a maioria da galera,assim como eu,é MUITO vidrada em tecnologia,mas mesmo assim não perde interesse por carros,a maioria aqui prefere um Opala SS ou um Maverick GT(de preferência preparados)à qualquer lançamento,à não ser os esportivos de verdade(Challenger e afins),eu posso te falar,teus moleques são estranhos mesmo .-.

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    3. O triste disso é como não separamos mais as coisas. Nada de errado em gostar ou até preferir um iPhone ou um computador, o problema é olhar para um carro e só notar isso. É como olhar uma geladeira e só se importar se ela roda Candy Crush!

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    4. Marcelo Schwan01/02/14 15:27

      Anônimo31/01/14 19:53

      Com certeza rasgar dinheiro é algo que não faço. Mas investir em coisa boa é comigo mesmo.

      Anônimo31/01/14 21:36

      Bom gosto, parabéns. Eu e um amigo começamos a reformar um Opala SS que eu comprei semana passada (um SS prata 1978). Ele tem dois Maverick GT, um laranja e um azul.

      Anônimo31/01/14 22:11

      Concordo, gostar do iPhone ou do computador, nada de errado. Mas grande parcela dos jovens atuais enxergam o carro apenas como um veículo de transporte. E nos países mais desenvolvidos, servidos de transporte público decente e com restrições ao uso de automóveis, estes estão realmente perdendo importância.

      abraço

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    5. Marcelo Schwan,

      Desculpe a demora! Mas para algumas pessoas acreditarem nesse fenômeno (que não deve ser é o seu caso) só quando acontece na pele. Eu prefiro continuar adorando carros e não rejeitar o mundo em que minha filha vive. Até porque, sabendo viver bem, não ´[e um mundo ruim. Abraço!

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  28. Eu devo estar bem véio. Só entro no carro pra dirigir, e no máximo ouvir música enquanto dirijo.

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  29. Bom, tenho 30 anos e não posso reclamar das telefones espertos, graças a ele tenho acompanhado o AE de perto e acabei de ler e comentar esta postagem. No carro gosto de uma música boa pra me acompanhar e o GPS para me ajudar

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