MAIS UMA VÍTIMA DA FALTA DE AUTÓDROMOS



A notícia já deve ser do conhecimento de todos. Mais uma vida se foi, vítima de um atropelamento por um carro em alta velocidade, que se suspeita estar participando de um racha em plena via pública e no calor da disputa avançou um sinal com faixa de pedestres.

Pouparei os leitores dos detalhes, já fartamente noticiados por praticamente todos os meios de comunicação. O que chama a minha atenção é: por que este cidadão estava andando desta forma em uma via pública. Esta pergunta obviamente não é inédita e deve ocorrer a cada um de nós sempre que vemos notícias de tragédias relacionadas a altas velocidades ocorridas em vias públicas do nosso país. Por que temos tantos rachas em nossas ruas, que tantas vezes acabam mal, ceifando vidas de quem não escolheu estar ali? Não há apenas uma resposta, mas entre elas uma que destaco é a falta de autódromos.

“Lugar de correr é no autódromo”. Todos nós já ouvimos esta frase, muitas vezes referindo-se ao hábito de se disputar racha na rua — pega de rua, como também é conhecido em outras regiões, com a cidade do Rio de Janeiro. A prática de racha foi sabiamente tornada ilegal por nossos legisladores: o Art. 173 do Código de Trânsito Brasileiro pune severamente quem “disputa corrida por espírito de emulação” (o nome técnico do “racha”) em via pública com multa de 574,62 reais, apreensão do veículo e suspensão do direito de dirigir (tramita  Projeto de Lei no Congresso Nacional que modifica esse artigo elevando o valor dessa multa para R$ 1.915,40, dobrando em caso de reincidência). Lugar de corrida definitivamente não é na rua, mas numa pista, num autódromo.

Desde que se fez o segundo carro em uma mesma região surgiu a vontade de colocar os dois lado a lado para ver qual deles é mais rápido. As competições são inerentes ao próprio automóvel e surgiram junto com este, em fins do século 19. Desde que haja dois carros, surge a vontade de provar que “o meu é mais rápido que o seu”. A competitividade é inerente à natureza humana, não é possível nos dissociarmos dela. Até com cavalos existia esse tipo de disputa, daí nascendo o turfe.

Racha na rua: questão de tempo até acontecer uma nova tragédia


Em momento algum defendo o motorista que resolveu disputar um racha na rua. Ele está errado e deve ser punido com todo o rigor da lei, não para reparar o seu dano  — uma vida perdida não volta —, mas para servir de exemplo para que outros pensem duas vezes antes de cometerem a mesma insensatez.

Ótimo, todos concordamos com isso, quer correr, vai para o autódromo, mas...autódromo onde? Aí começa o problema. Em São Paulo, só existe o Autódromo de Interlagos, que não é aberto ao público, como a esmagadora maioria dos autódromos no país não é. Em Buenos Aires, na região metropolitana, existem nada menos que DEZ autódromos. Os argentinos têm uma longa tradição de automobilismo, o número de autódromos no país reflete isto. O argentino que quer correr não precisa fazer isso na rua.

Já no Brasil, não temos esta possibilidade. O Autódromo de Interlagos é de propriedade da prefeitura paulistana (aquela mesma que tem sido pródiga em demonizar o automóvel). A Prefeitura de São Paulo cobra algo como 100 mil reais POR DIA para alugá-lo. É claro que assim não há como fazer evento que seja viável. Mas não foi sempre assim. No final dos anos 1980 o autódromo foi aberto para o público nas noites de sábado. O evento chamava-se “Racha em Interlagos” e tinha justamente o propósito de tirar os rachadores das ruas, trazendo-os para dentro do autódromo, onde podiam disputar seus rachas com maior segurança para si e para os espectadores.

No autódromo é incomparavelmente mais seguro

Com o tempo, a coisa foi se profissionalizando e se afastando do propósito original. O “Racha em Interlagos” mudou de sábado à noite para domingo de manhã e passou a se chamar “Arrancada em Interlagos”, pois achavam que o nome racha era pejorativo. Com a profissionalização, passou a ser muito caro preparar um carro para rachar em Interlagos. Apenas quem tinha muitos recursos conseguia participar. O racha deixou de ser um evento voltado a amadores que apenas queriam um lugar mais seguro para acelerar, para se tornar uma categoria profissional que demandava muito dinheiro para participar. O sujeito comum que trabalhava no seu emprego de segunda a sexta e tinha o seu Golzinho turbinado, que queria apenas dar umas aceleradas no sábado à noite, não tinha mais lugar ali, pois Interlagos havia voltado a ser um local apenas para pilotos e preparadores.

Paralelamente a isto, policiais começaram a fazer blitze nas vias que levavam ao autódromo para pegar e apreender carros preparados e/ou turbinados. Sem perceber, estavam destruindo a boa idéia de trazer os rachadores para dentro do autódromo e jogando-os de volta na rua. O Racha em Interlagos chegou a voltar, mas foi novamente extinto, substituído por uma categoria de competições chamada “Drag Race”.

Apesar de não se justificar de forma alguma o ato de rachar na rua, podemos tentar entender o motivo que levou o motorista do Fiat Stilo amarelo a rachar naquela noite. Os carros hoje em dia são feitos para serem rápidos e estáveis, transmitindo uma sensação de potência e de segurança ao seu motorista. Provavelmente, o dono daquele Stilo o considerava uma conquista, um carro bonito, moderno e de bom desempenho, em um nível acima dos pequenos e populares carros de 1 litro para levar do ponto A ao ponto B da forma mais econômica possível.

Ter um carro destes em nossas ruas coalhadas de radares e com o trânsito infernal como o de São Paulo e outras cidades grandes passa a impressão de que se tem algo para não usar. Simplesmente não há lugar onde se possa usar toda a potência e comportamento do carro, um potencial represado. De noite, sem trânsito, uma avenida livre e, pronto, nosso diabinho está lá cochichando em nossa orelha. Só que ele omite o detalhe de que alguém pode atravessar a rua. Pronto, tragédia consumada.

Track Day: dia de colocar seu carro no autódromo (atenção: nenhum seguro cobre acidentes ocorridos dentro de autódromos)

Mais uma vez, não aconselho ninguém a ouvir o diabinho. Mas considero este caso, guardadas as devidas proporções, como semelhante àqueles que tentam aliviar a barra de criminosos dizendo que as condições sociais os levam a cometer crimes. Muitos dos integrantes do partido que está no poder na esfera federal e agora na Prefeitura de São Paulo defendem que os criminosos que roubam e furtam em nossas ruas são vítimas da injustiça social. Eles têm alguma razão quando afirmam que a desigualdade empurra muitos a cometer crimes, mas não considero válido usar este argumento para atenuar-lhes a punição, até porque esta desigualdade afeta muitos outros que não seguem o mesmo caminho. Saber que a desigualdade está na raiz das causas da criminalidade nos ajuda a tomar medidas para que esta se reduza através da redução da desigualdade, mas, não, este argumento não deve ser usado para passar a mão na cabeça de ninguém.

Da mesma forma, muitos dos que racham nas ruas o fazem por não ter outro lugar para isto. Não, não nos cabe aliviar-lhes a barra tachando-os de coitadinhos que queriam correr mas não tinham local. Cabe-nos, sim, evitar que fatos trágicos como esse ocorram novamente estimulando que quem quer correr que o faça em local apropriado para isso. Principalmente, lutando para que haja lugares assim, onde qualquer um possa ir com os seus amigos e combinar um “pega” entre eles em um local seguro e sem riscos para terceiros e a um valor acessível.

Algumas cidades têm isto. Para os moradores de Porto Alegre há o autódromo de Tarumã, em Viamão, que regularmente abre seus portões para quem quiser acelerar o carro em sua pista, e o Velopark, a 30 quilômetros da capital gaúcha. Em Brasília, o Autódromo Internacional Nélson Piquet promove track days, isto é, admite carros comuns não só para arrancar, mas para rodar no circuito inteiro. Curitiba também promove alguns track days. Mas em São Paulo, com sua prefeitura que não gosta de carros e cobra valores extorsivos pelo uso do Autódromo de Interlagos, não há nada.

Competições envolvem riscos, que devem ser assumidos com responsabilidade

Deve haver lugares para onde os amantes da velocidade possam levar os seus carros e lá acelerar sem estarem fora da lei e sem arriscarem a vida de terceiros. Aí, sim, cessariam motivos para se rachar nas ruas e casos como este do Stilo amarelo não mais ocorreriam.

Quem racha assume um risco. O que não pode acontecer é que este ato vitime pessoas que não escolheram assumir este risco. Se acontecer algo de errado, as conseqüências têm que se limitar apenas aos rachadores — na pista.

CMF

107 comentários :

  1. Corsário Viajante22/11/13 12:12

    Até acho que estão aparecendo mais opções, a regularidade de Interlagos ou o Hot Lap de limeira para citar dois que faz tempo estou namorando com vontade de ir. Não custam um absurdo e não é complicado.
    Para mim o maior problema é de perfil. Tem um pessoal que NÃO QUER acordar cedo de domingo para correr em segurança, preocupado em diminuir o tempo num autódromo. Quer sim sair à noite e, entre outras coisas, entrar num racha ocasional.
    Não são atraídos pelo esporte à motor, mas sim encontram no veículo uma forma de exteriorizar sua agressividade e necessidade de afirmação.

    ResponderExcluir
  2. Participei de 3 torneios de regularidade, organizados pelo Jan Balder, esse ano em Interlagos. Muito legal (acho que nem preciso dizer isso), mas não é nada barato. Daria para ir umas 4 vezes num bom kartódromo, que também é bem legal.
    Além do custo alto, só tem uns 5 eventos desse por ano com inscrições limitadas. De fato, é para poucos.
    Mais autódromos com valores mais baixos de aluguel poderia ser uma solução, mas óbvio que isso não vai acontecer. É mais provável construírem um grande condomínio de prédios em Interlagos do que inaugurarem mais autódromos.

    ResponderExcluir
  3. CMF,
    absolutamente ponderado e lógico seu texto. Muito bem explicado.
    Apoiado.

    ResponderExcluir
  4. Gostei da sugestão, mas o volume de oferta de serviços depende do volume de demandas. Acredito que se no Brasil houvesse uma quantidade relevante de pessoas querendo pagar por esse tipo de entretenimento, então haveria empreendedores interessados em oferece-los.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Corsário Viajante22/11/13 14:56

      Raramente concordo com vc mas hoje vai ser a exceção.
      TOcou direto no ponto, sem mimimimi.
      FAto é que estão surgindo iniciativas neste setor, vou citar de memória correndo o risco de falar bobagem: Regularidade em Interlagos, Fazenda Capuava, VeloCittá, Hot Lap Limeira, entre outros.
      É caro? Isso depende, o Hot Lap por exemplo fica abaixo dos R$300,00 se não me engano, não pode ser considerado caro num mercado em que carros partem de praticamente R$30.000. Além disso automobilismo é um esporte caro. Eu adoraria praticar iatismo, mas custa fortunas. Adoraria jogar golfe, mas é restrito. Nem por isso saio jogando golfe no canteiro central da 23 de maio ou vou andar de caiaque no meio do oceano.
      E, pra terminar, alguém realmente acredita que este cara pagaria caro, acordaria domingo de manhã, pegaria um capacete e iria, num clima de cordialidade, andar num track day? Nada a ver. O lance da maioria é sair pra "night" com os amigos, beber todas, catar umas minas e deixar a "golfera" para trás. Emoção na balada!...

      Excluir
    2. Concordo contigo. É mais emocionante, barato e fácil brincar de carrinho em vias urbanas. Portanto, se alguém tentar investir em mais autódromos, corre os risco de ter prejuízos.

      Excluir
    3. VeloCittá, pelo que sei, é restrito a copas e a passeios de Lancer... e olha q eu moro do lado...

      Excluir
  5. Se a população pudesse usufruir do Autódromo (se eu pudesse levar meu carro e acelerar na pista), acharia até interessante. Seria um local de lazer como qualquer outro. Mas acelerar em Interlagos é um sonho distante para a maoria da população. Para entrar em Interlagos precisa ter Q.I então....

    É privatizar logo o Autódromo de Interlagos. Acaba logo com ele. Dá um sentido de utilidade publica. Muito melhor do que manter um espa ço enorme dentro da capital apenas para a Stock Car e a F-1 correrem uma vez por ano.

    ResponderExcluir
  6. Muito Bom esse post! Eu sou colombiano de Bogotá é aqui a situação e muito pior porque é um pais com 47 Milhoes de pessoas com um autodromo muito pequeno nada mais, ademais nossas vias som piores tambem com maior consumo do álcool das pessoas que racham nas ruas publicas voce pode ver todo isso em youtube... Este ano dos pessoas ficaron mortas por culpa de isso com un acidente famoso com um carinha que com un Audi Q3 bateu um taxi com 2 mulheres que voltaban de trabalhar... Parabens pelo post e perdoe-me por meu portugues muito ruim.... Saudades desde Bogotá!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Juan, os problemas da Colômbia não justificam os problemas do Brasil.

      Excluir
    2. Anônimo, a diversidade de opiniões dispensa a sua arrogância...

      Excluir
  7. Perfeiro, CMF.

    Mas infelizmente, somos uma minoria em extinção. Dificilmente o poder público vai se mobilizar para atender aos nossos interesses: de uma minoria tida como politicamente incorreta.

    Seria mais ou menos como se estivéssemos tentando legalizar a caça novamente no país. Outra coisa que aprecio, mas é rotulada de todas as formas negativas possíveis.

    Nós, autoentusiastas, somos uma espécie em extinção, lamentavelmente.

    ResponderExcluir
  8. Carla Brolezzi22/11/13 12:53

    Palmas!

    É como qd se dá uma bola de futebol pra criança, mas ñ há campo pra jogar. Solução: jogar bola na rua.

    Infelizmente a Cultura automotiva do país está morrendo, pois o carro é visto como um demônio (ao invés de culparem a falta de infra pública para transportes coletivos e vias urbanas) e a bicicleta uma salvação!

    Enquanto não houver um novo Senna ou um Guga automotivo, o lugar de brincar com carros será na garagem de casa, lavando, montando, desmontando e dando polimento.
    :(

    ResponderExcluir
  9. dudupruvinelli22/11/13 12:57

    Excelente texto, CMF.

    ResponderExcluir
  10. Patrick Lopes22/11/13 12:58

    Ótimo texto que reflete um ótimo ponto de vista. Parabéns!

    Ontem mesmo eu estava pesquisando sobre essa situação. Moro no Rio de Janeiro e por aqui não há qualquer autódromo para que possamos fazer um Track Day ou algo do gênero.

    Comecei a buscar informações sobre como andam as obras do novo autodromo e simplesmente não há nada. A justiça impede qualquer obra no local alegando que não há relatório de impacto ambiental.

    O nosso antigo Autódromo de Jacarepaguá já foi completamente demolido e nós cariocas não temos mais Autódromo.

    Há 1 ano estamos sem ter onde assistir corridas. Achei este texto muito bom e gostaria de compartilhar o link para quem quiser ler. http://sosautodromorj.blogspot.com.br/2013/10/um-...

    E sobre a decisão judicial acerca do novo Autódromo de Deodoro. http://amilporhora.com/2013/10/03/a-versao-nova-d...

    Fico pensando se não há nada que se possa fazer pelo automobilismo carioca no geral e pelas pessoas que gostam de correr.....

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Patrick, esqueça autódromo no Rio. Não há interesse politico da prefeitura/estado do Rio, e isso eu ouvi de um pessoal graúdo do ministério do esporte. Não vou assinar para não me prejudicar. Mas Deodoro foi inventado para justificar a especulação imobiliária. É o interesse privado acima do interesse público. As empreiteiras ligadas ao governo do Rio forçaram a demolição do autódromo subornando o governo do Rio, já que vão ganhar bilhões de reais lá. E ninguém quer bancar o autódromo. A não ser que alguma empreiteira tenha interesse.

      Excluir
    2. A cada dia que passa eu estou mais enojado de ser carioca.....
      Está ridículo morar aqui!!!!

      O Observador

      Excluir
  11. Não há desculpa pra quem faz rachas. Por acaso se eu ficar "na seca" po um tempo, vou sair por aí estuprando mulheres?
    E se tivessem autódromos suficientes, nada mudaria o quadro das coisas. Esses caras não iriam a autódromo, iriam falar que o preço é caro. O que os excitam é o proibido e ilegal. Não são "amantes da velocidade".
    Texo lamentável.

    João Paulo

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Corsário Viajante22/11/13 14:57

      Assino embaixo, também penso assim, parabéns pela concisão.

      Excluir
    2. Voces viram o "tipo do sujeito" que cometeu esse crime?
      Certamente morador de periferia, com grau de instrucao baixíssimo e convicto de impunidade (dirigia com habilitacao vencida ou cassada).
      Esse cara nunca pisou num autódormo, nao gosta e nao entende nada de carro.
      Somos vítimas desses beócios e boçaisl
      O pior é que nao vai acontecer com esse criminoso. Ficará impune, no maximo alguma pena alternativa ou coisa parecida.
      Uma vida foi ceifada bestamente. A lacuna afetiva deixada na família dessa moca nunca será preenchida...
      Acho que o CMF se expressou mal nesse texto .....

      Excluir
    3. Lamentável é essa sua comparação de bosta, comparar um problema tão simples de ser resolvido com um tão complexo como o dos rachas de rua.

      Excluir
    4. Bosta é esse seu linguajar, NFS! Só não escrevo 500 mil palavrões porque o blog não é meu. O texto é claro e quer fazer dos rachadores, "vítimas da sociedade" como outro leitor já disse. Vá pra casa dormir!

      João Paulo

      Excluir
    5. João Paulo e NFS
      Paremos por aqui, está bem?

      Excluir
    6. Lorenzo Frigerio23/11/13 01:28

      Anônimo das 20:23, para o "tipo do sujeito" ficar completo só faltava estar alcoolizado. E rola, é o que mais tem. Inclusive, quando o carro não sofre avarias desse nível, e longe do perigo de linchamento, essa sub-raça foge do mesmo jeito. Quando morava em SP, houve um caso perto de casa, em plena Pça. do Vaticano (fim da av. Europa/ começo da av. Cidade Jardim), também envolvendo racha. Um rapaz (playboy) que saía bebaço da balada atropelou um valet que voltava para casa após o trabalho, e fugiu. Em seguida, parou num posto para tomar um refrigerante. Só foi preso porque foi seguido por um motoqueiro, que chamou a polícia. A vítima faleceu.

      Excluir
    7. Chora não Anônimo, na vida e assim, fala o quer, escuta o que não quer.

      Excluir
  12. Roberto Carlos a 300 Quilômetros por Hora é um filme brasileiro, lançado em dezembro de 1971.

    Para quem já assistiu o filme (quem não assistiu, vale a pena. Se encontra o filme inteiro no youtube), sabe que nessa época o autódromo de Interlagos era aberto ao público gratuitamente. Ok, eram outros tempos, poucas pessoas tinham carros, hoje em dia seria impraticável...... mimimimimi.

    Enquanto não houverem locais seguros para correr, eu, você, nós todos iremos dar aquela espichadinha na estrada, na madrugada, na ruazinha que nós muito bem conhecemos. Um dia desses pode chegar a nossa vez também de cometer um crime, mesmo sem querer.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Ei porco teu último parágrafo foi uma sentença ein, sintetizou tudo logo mesmo. Serve pra mim e para um monte que anda por aí. Parabéns ao Farjoun pelo post.
      Ricardo - Vitória ES.

      Excluir
    2. porcodio22/11/13 13:01 Fernando ,na estrada até concordo ,mas com condições favoráveis,já na rua não dá ,isso é egoismo, inconsequência, irresponsabilidade ,tanto que alguns mudam de comportamento e atitude quando se tornam pais , se cada um tivesse respeito e consideração pelo próximo ,muitas desgraças seriam evitadas ,abraço

      Excluir
  13. Recomendação: http://www.youtube.com/watch?v=duMY8y3q8vA

    ResponderExcluir
  14. É o caso clássico do "explica, mas não justifica". Infelizmente a cultura anti-automóvel vai estendendo seus tentáculos cada vez mais longe.

    ResponderExcluir
  15. Cobra-se R$550,00 em média para eventos de track day no estado de São Paulo, dessa forma dividindo o absurdo que as pistas nos cobram (Interlagos, Capuava, etc.), o que torna o esporte algo para poucos, realmente poucos. Não há interesse algum em melhorar nosso estado por parte dos nossos representantes públicos, nem para corridas, nem para ciclistas, nem para pedestres, nem para segurança, nem para transporte, nem para rodovias boas, ruas asfaltadas ou mobilidade, nem para saúde, nem para nada. Aqui o que impera e sempre imperou é a ganância e a corrupção, isso não é exclusividade dos administradores atuais, é apenas mais um no bolo sujo que sempre imperou.

    ResponderExcluir
  16. Quanto custa pra construir um autodromo.? Não é um possível investimento altamente rentável, já que não vai ter concorrência?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Imagino que a burocracia (e os custos a ela associados) aqui no Brasil seja altíssima e o dono do autódromo tenha de se responsabilidade por tudo o que acontecer lá dentro. Como automobilismo é um pouco perigoso, não compensa.

      Favor me corrigir se eu estiver errado.

      Excluir
  17. "Com o tempo, a coisa foi se profissionalizando e se afastando do propósito original. O “Racha em Interlagos” mudou de sábado à noite para domingo de manhã e passou a se chamar “Arrancada em Interlagos”, pois achavam que o nome racha era pejorativo. Com a profissionalização, passou a ser muito caro preparar um carro para rachar em Interlagos. Apenas quem tinha muitos recursos conseguia participar."

    Como sempre no Brasil... começa a querer diferenciar os "bons" dos "maus" e o negócio acaba segregando em vez de agregar. Nunca vai funcionar.

    ResponderExcluir
  18. LeandroL64122/11/13 14:00

    Sabe do que mais? Os rachas vão continuar acontecendo simplesmente porque o fato de não ter um local apropriado nunca impediu alguém de fazer isso. Eu já participei de rachas e sei que na hora a mente se esvazia, não interessa que seja na rua, se não tem outro lugar o cara vai lá e faz. Tem que ter muita consciência, bom senso e força de vontade pra gostar disso tudo e recusar uma puxada só porque não tem lugar pra isso.
    Eu não dou muita importância para os autódromos não serem abertos ao público, isso seria bom, claro. Mas bom mesmo seria se não dificultassem tanto a construção de autódromos por empresários ou pessoas que quisessem ganhar com isso, sei que autódromo de graça é inviável para o dono, mas que fossem pelo menos acessíveis.

    ResponderExcluir
  19. Não concordo com vc que tenta justificar o injustificável.O cara é culpado pela morte dela e ponto.Vai pra cadeia refletir no que fez. É igual tentar justificar quem bebeu e atropelou.Não tem justificativa isso,é culpado também e ponto.Tá parecendo aqueles defensores de marginal,dizendo que são assim pq são excluídos da sociedade.Pode até ser,mas são pessoas ruins que merecem cadeia .

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Seu argumento só é válido se você nunca excedeu o limite de velocidade na vida em nenhuma via publica, estrada ou etc. Obvio que voce excedeu, então não seja hipocrita e falso moralista. Todo mundo anda acima da velocidade permitida vez ou outra. Cacete de povo que senta em cima do rabo pra apontar o defeito do outro, sai e faz a mesma coisa!

      Excluir
    2. Você ao menos leu o texto? O autor deixou bem claro - e mais de uma vez - que não tinha por intuito defender os rachadores ou justificar seus atos.

      Excluir
    3. Pois é, as pessoas só entendem 8 ou 80.

      Excluir
    4. Isso se chama analfabetismo funcional, sabe ler mas não entende nada.
      O CMF disse umas 30 vezes no texto que não quer justificar a ação do cara, pelo que eu li ele quis explicar um dos motivos da ação e não justificá-la.

      Excluir
    5. Exceder limite de velocidade nem sempre é por "comichão",ainda mais em época de limites esdrúxulos. O anônimo das 14:47 falou em hipocrisia, mas ele mesmo se enrolou. tsc tsc...

      João Paulo

      Excluir
    6. Tem certeza que vc leu o texto todo?

      Excluir
  20. Grande texto CMF, tem o meu apoio em relação a isso. Hoje em dia realmente o brasileiro tem uma cultura cada vez mais afastada do automobilismo, o que eu acho uma pena. Reparo entre meus amigos que poucos, quase nenhum, tem interesse em manter o seu carro sempre em plena forma, verificando luzes, calibragem de pneus, ajustes dos faróis e etc, e um número menor ainda se preocupa em aprimorar suas habilidades no volante, se tornando um motorista melhor. Chegamos ao ponto de casos extremos como esse da jovem morta, estarem se tornando mais comuns, justamente por essa falta de consciência sobre estar no comando de uma máquina que pode matar. Não que eu, ou qualquer um de nós, seja perfeito, mas alguns parecem se esforçar bastante pra pisarem na bola tão feio.

    ResponderExcluir
  21. "O racha deixou de ser um evento voltado a amadores que apenas queriam um lugar mais seguro para acelerar, para se tornar uma categoria profissional que demandava muito dinheiro para participar."

    Estão fazendo a mesma coisa com os Track Day, aos poucos.
    Morro de vontade de ir pra um com meu carro (Peugeot 307) mas só de imaginar que vai ter um monte de gente com carro fuçado até as últimas disputando tempo como se valesse um prato de comida me desanima brutalmente... quero curtir um dia na pista, só pelo prazer mesmo, não quero ser atropelado e xingado por "atrapalhar meu tempo de volta com essa m..."

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lorenzo Frigerio22/11/13 19:18

      O encontro de carros antigos do Sambódromo começou de maneira bem mais modesta... evoluiu para a Pça Charles Miller, virou uma muvuca e acabou indo para o Sambódromo, onde não só ficou quase impossível entrar, mas surgiram "organizadores" para cobrar entrada e estacionamento. E é estranha essa mentalidade brasileira, que acha que tudo tem que acontecer num só lugar, especialmente numa cidade congestionada como São Paulo.

      Excluir
    2. Já tem uns dois anos que sempre participo dos track days de Brasília e, pelo menos por aqui, é mais fácil ver um ônibus dentro da pista que um comportamento desses. O pessoal faz piada, como ocorre em qualquer esporte, mas reclamar de carro lento não.
      O que acontece, muitas vezes, é de alguém ser novato, não prestar atenção no briefing e já ir para a pista achando que é piloto. Nesse caso não tem jeito, ele vai fazer besteira.

      Excluir
    3. Leonardo,

      concordo com alguns pontos que disse, mas discordo da idéia principal. Participo com regularidade de Trckdays em Brasília, o que me permite tirar algumas conclusões.

      Como em qualquer atividade, vai ter gente com muita grana e disposta investir tubos de dinheiro para ter o carro mais rápido. Mas, E DAÍ? Trackday não é competição, você só entra na disputa dos tempos se quiser. Você anda no ritmo que quiser, contando que não chegue a atrapalhar os outros, o que bordo de um 307 isso nunca aconteceria. A disputa no TD é com você mesmo, e ainda assim só se você quiser.

      A regra no TD de Brasília é simples: quem vai ultrapassar é que sai do traçado. E sempre funciona. Já estive na pista com meu Astrinha compartilhando o espaço com GT40, Ferrari, Porsche GT2, Nissan GTR. Eles simplesmente chegam e vão embora, nem tomam conhecimento de sua existência. Nunca tive problema desse tipo.

      Acontece no decorrer de um TD que carros com tempo semelhante se encontrem, e aí começam os pegas. Não quer entrar? alivie o pé que em poucos segundos o "oponente" entende e vai embora. Simples.

      Provavelmente, o meu carro é o mais barato que frequenta o TD de Brasília. E nem por isso o mais lento. Mas o que importa é o que me diverto e aprimoro minha direção. Não tenho dúvida que o TD é uma fantástica escola.

      Quanto a não ser "atropelado", ajuda muito se você um curso de pilotagem. O conhecimento que adquirirá será útil até mesmo para voce ser divertir mais. Não é barato, mas vale quanto custa, em minha opinião. Se vc não quer mesmo contato com outros participantes na pista, uma tática é sair do box somente depois de uns minutos da pista liberada. O bolo já se dispersou e em poucos minutos já tem gente encostando nos boxes.

      Posso te garantir que não é barato, mas é sensacional, excelente. Gasto em torno de R$ 600,00 por cada vez que participo. Inscrição, R$ 200,00. Um tanque de pódium, R$ 150,00. Gasto proporcional de pneus, R$ 250,00.

      Abaixo, uma foto de meu carro na pista. Diversão em altíssimo grau! Vergonha do carro velhinho? Nenhuma, aliás dê uma olhada na quarta foro do post!

      http://www.digus.com.br/2013_3o_td_pre/fotos/2013_3o_trackday_pre_797.jpg

      http://www.digus.com.br/2013_3o_td_pre/fotos/2013_3o_trackday_pre_1246.jpg

      http://www.digus.com.br/2013_3o_td_pre/fotos/2013_3o_trackday_pre_1250.jpg

      http://www.digus.com.br/2012_2o_td_pre/fotos/2012_2o_Track_Day_PRE_1185.jpg

      http://www.digus.com.br/2012_2o_td_pre/fotos/2012_2o_Track_Day_PRE_1056.jpg

      http://www.digus.com.br/2012_2o_td_pre/fotos/2012_2o_Track_Day_PRE_1057.jpg


      Excluir
    4. Marcos: ri alto do lance do ônibus na pista.

      Lucas: fazia tempo que eu não via um Astra belga... gostei das fotos, principalmente da quarta foto.

      Excluir
    5. Leonardo,

      temos esse carrinho desde 0 km. Está conosco há quase 18 anos. Está com 280 mil km, o motor foi feito aos 260.

      Conheço o Marcos. Cara bacana, toca bem. Tem uma sequencia de fotos dele fazendo uma curva de lado que é impressionante. Vou procurar mais...

      Excluir
    6. Leonardo, há anos atrás o Paulo Mello, do clube Santa Fúria, recém chegado dos EUA, conseguiu realizar vários 'Time trials' no autódromo do RJ, copiando uma receita de sucesso lá de fora.
      Práticas separadas por grupos, para não misturar carros muito diferentes, proibição de ultrapassagens nas curvas e pessoal de apoio voluntário. Eu mesmo gostava de ficar de bandeira em uma das curvas do autódromo. A despesa que era rateada entre os participantes era o aluguel do autódromo, uma ambulância e um guincho. Infelizmente a politicagem em torno do autódromo fez com que o evento não fosse mais possível. O mesmo sujeitinho que, em uma reunião onde estive presente, disse 'o autódromo é nosso', foi o que acabou com o autódromo Nelson Piquet.

      Excluir
  22. CMF

    Até concordo com alguns pontos do texto mas não creio que rachas de rua irão deixar de existir, caso se incentive sua prática em autódromos.
    Esses que fazem isso nas ruas são acéfalos de pai e mãe e nada irá mudar nesse aspecto. Pra eles, somente pau no traseiro e uma boa temporada na cadeia.

    ResponderExcluir
  23. O desenho da maioria das vias urbanas é favorável ao excesso de velocidade. Acredito ser possível construir vias urbanas seguras e sem a necessidade de intensa fiscalização de trânsito. Mas para isto, engenheiros necessitam ser mais inteligentes e criativos.

    Por exemplo, o local onde moro não há cruzamentos de vias, mas somente intersecções em "T", consequentemente nunca haverá necessidade de instalar semáforos naquele bairro, no máximo faixa de pedestres. Criatividade semelhante poderia ser desenvolvida para desestimular o excesso de velocidade, mas sem comprometer o fluidez no trânsito.

    O automobilismo, por exemplo, utiliza chicana para desestimular o excesso de velocidade em pontos críticos. Não sou especialista no assunto, mas penso que o desenho desses limitadores de velocidade, por si só, define a velocidade máxima desejada. Na minha opinião, vias urbanas de 60 km/h deveriam ter esses limitadores à cada 200 metros de distância.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Caraca... desenho da maioria das vias urbanas é favorável ao excesso de velocidade? Onde isso? Só se for no papel, porque o que eu vejo todo dia são ruas estreitas, com traçado tosco e sinuoso, asfalto tremendamente arrombado e mal conservado (chegando até a ter "bueiro periscópico", bueiro que por obra e graça das infinitas cagadas governamentais passa a se elevar um palmo acima do nível do asfalto), um número sem fim de afunilamentos irritantes e desnecessários, lombadas e redutores de velocidade por toda a parte, radares fiscalizando velocidades ridiculamente baixas etc. etc. etc. (depois ninguém sabe porque o trânsito é esse caos ou então culpam o "excesso de carros")

      E aí... chicana nas ruas??? WTF??? Tipo... onde tem uma reta e não há necessidade de curvas, tascar um caminho de rato pra desnecessariamente dificultar tudo ainda mais e deixar o trânsito ainda pior e mais lento (como se já não estivesse um bocado)??? Putzgrila velho...

      Problemas aí como o da matéria do Farjoun não são causados por excesso de velocidade, leia o comentário do Paulo Roberto logo abaixo que ele te explicou muito bem qual é a causa desse tipo de fatalidade...

      Excluir
    2. Adilson Teixeira da Silva
      Cara ! Em que país voce mora?!

      Excluir
    3. Onde o trânsito é normalmente lento não faz sentido instalar limitadores de velocidade. Mas este post refere a um acidente que causou a morte de uma jovem vítima do excesso de velocidade. Se o assassino da jovem estivesse impossibilitado de exceder o limite de velocidade da via, a menina estaria viva.

      Excluir
    4. Não cara, ela não foi vítima do excesso de velocidade e sim da falta de educação, irresponsabilidade e falta de fiscalização correta (fiscalização não é a mesma coisa que sair pregando radar em poste por aí). Reduzir velocidades das vias não é solução, daqui a pouco tá todo mundo andando a 10 km/h e nem assim esse problema vai se resolver.

      Excluir
    5. Cara tu e maluco, com a via cheia de pardais e velocidade maxima de 60km/h ninguem anda, ja ouviu falar em velocidade natural da via?

      Excluir
    6. Santo Deus! Pare o mundo que quero descer.

      Excluir
  24. Para mim, não tem essa de "vítima da falta de autódromos". Foi vítima de mais um irresponsável de pai e mãe, assassino em potencial. Não existe atenuante para quem disputa rachas em perímetro urbano, assumindo um risco ainda muito maior que se o fizesse em uma rodovia.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Leia novamente o texto!!!

      Excluir
    2. Boa Mr.Car!
      Vitimas somos nós desses irresponsáveis!

      Excluir
    3. Mr. Car,
      Penso exatamente da mesma forma. E a lei é muito branda para com quem disputa racha nas ruas. Para mim, foi pego disputando racha em via pública, deveria ter a CNH cassada em definitivo, já na primeira vez. Ou, no mínimo, tomar um "gancho" de uns 10 anos, para aprender a ser responsável atrás de um volante. TODOS, sem exceção, sabem que é proibido disputar racha em vias públicas. Portanto, pisou na bola, dançou. Que pensasse melhor antes de fazer meleca.

      Excluir
    4. Eu já fiz racha(s) na rua, há muito. Coisas de juventude rebelde. mas sou favorável também ao endurecimento das punições.

      Excluir
  25. O trânsito já está estagnado e você quer estagnar mais ainda? Não existe "intensa fiscalização do trânsito" e o problema é justamente esse. Nossas vias são esburacadas, cheias de obstáculos, depressões, lombadas etc. Não facilitam em nada a locomoção. A solução para trafegarmos corretamente é a mesma de todos os outros problemas: educar e fiscalizar. Aqui não temos nem uma coisa nem outra e não existe solução mágica que dispensará o poder público de fiscalizar. É para isso, justamente, que ele existe. A função primordial do Estado é fiscalizar, é fazer cumprir a lei. Todo o restante pode ser provido por concessão, autorização ou permissão. O problema é deixar na mão do particular e não fiscalizar. Está aí justamente o erro. Esse tipo de ideia de que as regras serão cumpridas sem intervenção do Estado é uma distorção.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Disse tudo.

      Excluir
    2. O Estado deve cumprir suas obrigações, por exemplo garantir segurança no trânsito. Neste caso, há diversos métodos, entre eles a fiscalização intensiva e o redesenho de vias urbanas de baixa velocidade, até 60 km/h.

      Excluir
    3. Adilson
      Sessenta por hora é muito! Talvez 30 km/h ou mesmo 20 km/h fosse melhor...Francamente, não sei o que você está fazendo aqui.

      Excluir
    4. Bob

      Não estou sugerindo redução de velocidade, mas respeito a velocidade máxima permitida já estabelecidas na maioria da vias urbanas, 40 e 60 km/h. Nas vias de maior velocidade, por exemplo 80 km/h, não é necessário modificar suas características, mas somente garantir fluidez e controle de velocidade.

      Minha participação no seu blog se restringe a assuntos relacionados ao trânsito urbano. Observe que nunca faço comentários quando o assunto se refere características técnicas de automóveis.

      Na minha opinião este blog deveria evitar discutir problemas do trânsito urbano, para não incentivar a demonização do automóvel.

      Excluir
    5. "Na minha opinião este blog deveria evitar discutir problemas do trânsito urbano, para não incentivar a demonização do automóvel."

      Cara, discordo novamente... pessoal aqui do blog, tanto quem escreve as matérias quanto quem as comenta, curte carro, entende bastante de carro, convive diariamente com o trânsito urbano e seus problemas... acho que a opinião deles tem bem mais valor do que a de varios desses "urbanistas", muitos dos quais são na verdade pessoas que odeiam carros e odeiam quem os pode comprar e só estão interessados em dificultar cada vez mais a vida dos motoristas. Se não for o blog aqui oferecendo um contraponto a essa insanidade toda, quem mais seria?

      Excluir
    6. MarcosS,

      Muito bem colocado. Totalmente de acordo.Você é o exemplo de uma pessoa sensata.

      Excluir
    7. Anônimo 23/11/13 18:12,

      Obrigado, cara. Abraços. :)

      Excluir
    8. Corsário Viajante30/11/13 12:12

      E vou além, talvez este blog seja um dos últimos redutos que tem a coragem de dizer abertamente ser a favor dos carros. Pensem nisso.

      Excluir
  26. Lorenzo Frigerio22/11/13 19:09

    O Autódromo de Brasília deve a Nelson Piquet o fato de ser aberto ao público. Lembro dele falando na TV, já faz muitos anos, sobre o fato da maioria dos autódromos serem fechados à população, e que a popularização do automobilismo passava pela abertura dos mesmos. Creio que em relação a Interlagos exista um certo elitismo em relação às pessoas que o controlam, uma velha "panelinha", mas existe também um outro problema, que é a falta de outros autódromos numa cidade tão grande. E a razão dessa ausência é a velha conhecida dos paulistanos, a especulação imobiliária totalmente liberada na Capital, o que leva o preço do metro quadrado de terreno a valores absurdos (porque em tese qualquer terreno pode ser incorporado para virar prédio), de forma que nada mais se faz em São Paulo que não seja prédio ou shopping.

    ResponderExcluir
  27. Sou de uma geração que disputava racha de uma forma quase profissional, no final dos anos 70. Tínhamos uma disputa renhida entre oficinas de preparação, e essa disputa ficou ainda maior quando grande parte de nós migrou, com o passar do tempo, para o automobilismo amador que se praticava em algumas categorias dos Torneios Paulistas, em Interlagos. Turismo Classe C, Turismo 5000, Estreantes e Novatos, Speed 1600 posteriormente, eram a forma de trocarmos a quase marginalidade por algo que tinha um mínimo de segurança e regulamentos. Eram categorias baratas, (até onde o automobilismo pode ser barato), fáceis de se manter um esquema de pista e muito, muito divertidas. Em quase todas as oficinas mecânicas, lojas de acessórios, lava-rápidos e afins, você podia ver um carro de corrida guardado, geralmente com o patrocínio do próprio estabelecimento, que se não ia para pista em todas as etapas, ao menos duas ou três vezes por ano "batia ponto" por lá. Junto com esse carro e seu piloto, uma quantidade de amigos e simpatizantes estavam lá também, criando toda uma rede de futuros entusiastas e, quem sabe, futuros profissionais da mecânica e do segmento. Iniciativa bem lembrada por vocês também, nessa mesma época, foram os torneios de arrancada que faziam a mesma função. Acontece que, com a sensibilidade que lhes é característica e peculiar, nossas doutas autoridades políticas, via Federações de Automobilismo diversas, resolveram que o único automobilismo que interessa é o de grandes eventos, (espetáculos maravilhosos, mas que não tem absolutamente nada com a nossa realidade), ou então corrida de qualquer coisa que se mova desde que inflada artificialmente via "plinplin", (onde alguns ganham muito com os "cartéis de fornecedores exclusivos de chassís, motores, carenagens, etc.), e o resto todo mundo sabe. Interesse no esporte, interesse em futuros pilotos e preparadores, para que? Isso é bobagem... O futuro do Brasil na própria Formula 1 atesta essa triste realidade.

    ResponderExcluir
  28. CMF, você tocou na ferida, parabéns, excelente texto.
    Eu possuo carro preparado e me sinto órfão em SP neste sentido... é f... pagar em média R$ 550,00 para andar no track...a turma que gosta de arrancada ainda têm alguns espaços dentro do estado (Saltinho, Taubaté, Artur Nogueira e até o Drag Race de Interlagos), mas só arrancada não é a minha praia.....
    Não sou a favor de rachas nas ruas, ando feito uma "moça" dentro do perímetro urbano, mas confesso que vou para as rodovias de vez em quando dar as minhas aceleradas... e garanto que muitos aqui o fazem também.......
    O que f... dentro das cidades é a molecada sem experiência alguma que "montam" em seus bólidos e saem por ruas e avenidas fazendo as barbáries.. e o pior: quando estes ainda estão sob o efeito de bebidas ou entorpecentes.... o motorista brasileiro já extremamente despreparado, aí junta tudo isso e o resultado é essa tragédia que vemos todos os dias..

    Forte Abraço!

    ResponderExcluir
  29. Não preciso. Entendi perfeitamente que o Farjoun não está justificando o rachador, embora atribuir esta vítima ao problema da falta de autódromos possa sim (ainda que não seja a intenção), ser interpretado como atenuante. E nem isso um rachador merece. Só estou deixando as coisas bem claras.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lorenzo Frigerio23/11/13 01:41

      Mr. Car, a falta de autódromos não é apresentada pelo CMF como um "atenuante" para o ato de tirar racha, e sim como um possível fator causal entre vários. O atropelador não tem nenhum atenuante: ele poderia argumentar que estava levando a mãe ao hospital porque ela estava tendo um ataque cardíaco, se fosse o caso, e que essa seria a razão da sua velocidade acima da média.

      Excluir
  30. Comentários: quando não 8, 80. É preciso ler todo o livro. Não só a capa, ou os títulos de cada capítulo.
    A educação - e que seja com bons exemplos - pode mudar a atitude de algumas pessoas. Bons exemplos, boas amizades, transformam pessoas para o bem; o contrário também. A influência determina a atitude de muitos. Forma, até define caráter - ou nunca escutaram falar sobre as más amizades? Será que não devemos dar a oportunidade para as boas transformações?

    Lugar de correr é na pista.
    E, sem justificar nenhum tipo de mal comportamento, perguntam-se: que pista?
    Não vos parece aquela típica arrogância daqueles que empunham as canetas, e que estando tão distantes da realidade, não deveriam ter a autoridade de proferir julgamento?
    Não adianta apenas apontar, tem que oferecer alternativas.
    Quantos destes grandes campeões das pistas não já estiveram em transgressão aos limites impostos pela lei? E repetidas vezes (autuados ou não)? Claro, isto não justifica àqueles que ignoram um sinal vermelho, porém, em mesmo minimizando as causas de possíveis acidentes, não deixaram de transgredir a lei. Assim como o que toma um gole de cerveja, e o que não consegue nem mesmo ficar de pé estão sobre o mesmo peso da lei, assim o que tenta "responsavelmente afundar o pé" também está. Os executores da lei não irão avaliar a cada caso pelo bom senso e irão perdoar àqueles que transgrediram os limites em condições menos favoráveis para a ocorrência de acidentes - não é assim que funciona. E para que os "bons" - não aos olhos da lei - não sejam punidos como "maus", deve-se procurar procurar fazer de forma a minimizar estes tipos de conflitos, e parece não existir nada melhor do que um circuito de corrida.

    Devemos pensar em melhores soluções, racionalmente, analisando os mais diversos pontos de vista. Ensinando, e dando oportunidade para fazer de modo correto, pode-se cobrar, justificando, comportamentos adequados.
    Esporte e lazer parece ser necessidade humana. Alguns jogam futebol naquele espaço reservado para um campinho de terra, outros em enormes estádios. De toda forma foi buscada uma solução adequada para cada tipo de solicitação - seja para aquele que joga com uma simples bola de plástico, como também para aqueles que em equipamento assemelham-se aos que fazem do esporte uma profissão.
    Pode-se diminuir o tamanho do campo, mantendo-se em muito da essência principal. Nem sempre a a única alternativa é o "futebol de botão" ou vídeo-game, ou nem isso:
    -Tire isto de sua cabeça, vá assistir televisão. Típico. E assim tolhe-se diversos talentos. Não é sempre a única alternativa; não se deve sempre aceitar e ficar contente com isto.

    Por vezes basta apenas uma melhor organização, honestidade, e força de vontade dos envolvidos. A depender do tamanho do empreendimento, talvez tenha que ser feito somente por quem realmente gosta, e não por quem enxerga apenas como oportunidade de ficar ainda mais rico.

    ResponderExcluir
  31. Eu sou radical ao extremo nessa questão de racha em vias públicas. A lei é muito branda nesse sentido, mesmo com esse novo projeto em tramitação. Já passei por essa idade em que não pensamos exatamente como deveríamos. Sempre fui apaixonado por automóveis e competições automobilísticas. Gosto muito de velocidade, me faz um bem danado quando participo das etapas do torneio de regularidade promovido pelo Jan Balder. Porém, antes de poder acelerar em Interlagos, nunca, jamais disputei racha em vias públicas. Não sou hipócrita de dizer que nunca fiz algo fora da lei, claro. Já andei em velocidades acima do que o bom senso recomenda, mas em momento algum disputei corrida deliberadamente, muito menos madrugada adentro.

    Não acredito que autódromos mais acessíveis iriam mudar grande coisa nessa questão de rachas em ruas e avenidas. Poderia diminuir sim, mas sempre haveria os idiotas que não dão a mínima para leis e os demais cidadãos. Para mim, nada explica, justifica ou atenua o fato de alguém matar uma pessoa por estar disputando racha em via pública. Se a pessoa não tem capacidade de se controlar e querer dar uma de piloto em vias públicas, esse cidadão simplesmente não tem maturidade para dirigir um veículo em meio aos demais.

    E com os automóveis modernos, é possível o cabra manter o controle mesmo a velocidades impublicáveis e situações adversas, desde que o sujeito conheça os seus limites e os do carro. Portanto, é preciso muita falta de cérebro para fazer meleca nas ruas, tem que abusar muito para se perder e sair pipocando por aí.

    ResponderExcluir
  32. Easy Rider22/11/13 21:12

    PORQUE SEMPRE TEM QUE PROFISSIONALIZAR TUDO? MALDITO CAPITALISMO...

    ResponderExcluir
  33. Nâo passa de um criminoso que acha que é piloto, sendo que não tem nem carteira de motorista. Gente frustrada, que quer se aparecer de alguma forma. Não tenho pena de gente assim, se fosse uma garota da minha família, ele já era. Fica a dica para os homens da família da moça, se é que tem algum. Esqueçam o judiciário, esse "poder", só existe para masturbar o ego dos inúteis parasitas togados.

    ResponderExcluir
  34. Longe de mim querer julgar as pessoas ou as autoridades, acho que, na minha humilde opinião, o problema maior é quando o racha vem acompanhado pelos efeitos das bebidas e dos entorpecentes, o que vejo com frequência. Na cidade onde moro (aproximadamente 600.000 habitantes), lei municipal impede as lojas de conveniência de abrirem após as 22 horas justamente para tentar coibir as reuniões que acontecem nesses locais e antecedem os rachas. O que, diga-se de passagem, têm surtido efeito.
    O assunto levantado pelo post me deu a entender que o uso e o acesso aos autódromos poderia ser franqueado. Se é que entendi certo, desculpe, mas não concordo. De forma alguma. Não tem como promover gratuitamente esse tipo de evento. Esse tipo de cidadão como o que conduzia o Stilo em questão, certamente não possui o discernimento e a cultura necessárias para participar de um evento desse escopo. Esse público que sai às ruas provocando acidentes durante as madrugadas, em geral faz parte do rol dos foragidos da Justiça, dos CNH-cassada, dos licenciamento-vencido, e assim por diante.
    Parece-me que o valor considerável cobrado (aqui nos autódromos de Tarumã ou Guaporé, por ser interior, o valor médio da inscrição para um Track Day, que não é um racha, supera os R$ 250 por pessoa - certamente em SP é bem mais caro), consegue por si só selecionar o tipo de público que participa dessas atividades.
    O "racha", em toda a sua essência original, se levado para dentro dos autódromos de forma gratuita e liberal, só tenderia a mudar as vítimas de lugar: das ruas para dentro dos circuitos.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. CSS
      O andar em autódromo tem um efeito curioso. A pessoa descobre uma nova dimensão do que é andar rápido, acha tudo aquilo fantástico, não ter pedestre, ciclista, ônibus, enfim, trânsito para atrapalhar. e nem árvore, poste, meio-fio. Sem querer, o rachador começa a ter consciência de que andar rápido na rua é arriscado demais (todo ser humano tem medo) e que fazer como vinha fazendo deixa de ter o prazer, a tal "volúpia da velocidade". O efeito educador é um fato.

      Excluir
    2. Lorenzo Frigerio23/11/13 01:49

      Acho os preços altos, esse não deveria ser o critério "eliminatório", e sim o porte de uma "carteira de autódromo", obtida após um curso específico (normalmente, de pilotagem) que ensina como se comportar no mesmo, e igualmente sujeita à pontuação negativa.

      Excluir
    3. Bob, certa vez andei de kart de noite na chuva. Andar o tempo todo no limite da aderência, rodar algumas vezes, entrar nas curvas sabendo que o carro iria deslizar e andar de lado para 2 ou 3 metros depois pegar aderência novamente e continuar seguindo, perceber que quando o carro está em aquaplanagem mais nada pode ser feito... A partir daquele dia eu passei a respeitar muito mais a chuva. Foi uma experiência fantástica, edificante e educadora.

      Excluir
  35. Muito bom, CMF. Muito bom mesmo.

    Sobre uma possível "profissionalização" dos Trackdays, por favor, veja o que respondi ao colega Leonardo, mais acima. Serve para o Easy Rider e outros que pensam da mesma maneira.

    Abraço

    Lucas CRF

    ResponderExcluir
  36. Quando li o título quase peguei ódio mortal pelo autoentusiastas, achei que a matéria ia defender o motorista... Mas ao decorrer do texto, ponderado, entendi o recado. Ótima matéria! Sou apaixonado por carros, fiz curso de pilotagem de kart, mas parei por aí, pois não tive grana pra continuar e me sentia discriminado, por não ser playboyzinho, no kartódromo. Gosto de velocidade, aprecio uma curva bem feita, mas infelizmente estamos no nosso querido país, sobre o qual não preciso gastar palavras aqui. ASSIM, MESMO APAIXONADO POR CARROS E POR VELOCIDADE, NÃO É PELO FATO DE NÃO TER UM AUTÓDROMO DISPONÍVEL QUE IREI CORRER NA RUA E EXPOR INOCENTES A RISCO. SIMPLESMENTE NÃO CORRO!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo com você. Pelo menos, além dos Kartódromos (muitos improvisados!), há os campinhos de pelada com acesso pelas ruas.

      KzR

      Excluir
  37. O Adilson Teixeira da Silva deve ser um ET ou deve morar em algum alpha ville e so sai de helicóptero...

    Bom aqui na Cidade de Pinhais, no autodromo internacional de Curitiba, tentamos fazer o TrackDay mais acessível do pais. Valores variam de 99 a 290 reais. Praticamente sem o apoio de ninguém. Esse ano, inéditamente, tivemos 10 edições, sendo a próxima no dia 22/12/2013. Porem infelizmente algumas pessoas rejeitam a oportunidade em andar na pista por inúmeros motivos misticos, varia do $ do combustível ate a inferioridade dos modelo$ inscritos....
    Tento fazer a minha parte. Mas a verdade é que uns 80% dos motoristas nao podiam estar guiando...

    ResponderExcluir
  38. Apoio totalmente a criação de mais autódromos e acredito que isso ajudaria muito a diminuir esse tipo de barbaridade.

    Mas vamos dar uma olhada na ficha do atropelador: "...Entre as infrações cometidas por Ferreira estão: manobra perigosa ou arrancada brusca; transitar em calçada com carro; lacre, chassi, selo ou placa violada ou falsificada; e excesso de velocidade." (Folha)

    Não me parece que um autódromo resolveria essa situação. Cadeia nele!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Perfeita colocação!

      João Paulo

      Excluir
  39. Ainda acho que existe uma grande diferença entre amantes do automobilismo e rachadores.

    João Paulo

    ResponderExcluir
  40. Caro CMJ,

    Brilhante texto, parabéns !
    Comcordo plenamete com seus pontos de vista.

    ABRAÇO.

    ResponderExcluir
  41. Artigo perfeito, fazia tempo que não lia algo tão bem escrito.

    ResponderExcluir
  42. É vendo o comentário de alguns que passo a entender pq os autódromos são tão restritos.

    Iniciativa privada em lugar nenhum do mundo consegue manter um autodromo. Até nurburgring e seus trackdays (com centenas de carros) semanais faliu e precisou de ajuda do governo.

    Desde meu 1o trackday nunca mais corri na rua. Mas infelizmente aqui em São Paulo eles praticamente acabaram.

    E como tem gente burra por aqui. Ta loco!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Concordo. Tem que ter iniciativa pública também. Não há dinheiro o suficiente para alimentar a ganância dos desonestos e corruptos da gestão de Estados e Municípios, bem como de instituições públicas e privadas? Bem que poderia ser realocado de forma mais apropriada.

      E mais... autódromos permitem turismo, permitem cultura, permitem até preservar ambientes (Nurbugring é um belo exemplo). Permitem até locais mais seguros para que alunos de auto-escola possam se aperfeiçoar antes de enfrentar o mundo tenebroso do rodoviário brasileiro.

      Off topic: Depois falam mal dos argentinos... como se futebol fosse a única coisa que devesse ser levada em conta. Vi com meus próprios olhos como Buenos Aires é outra realidade. Em certos pontos, muito melhor! Principalmente para autoentusiastas e turistas!

      KzR

      Excluir
  43. Falou tudo o que penso "lugar de correr é na pista. Mas que pista?"

    ResponderExcluir
  44. Montei um carro de pista e acabaram com nosso autódromo do RJ, o que eu fiz? acelero na rua mesmo!

    ResponderExcluir
  45. Quer um EXEMPLO MUITO BEM DADO??? Alemanha!!! Isso.... Todo mundo que gosta mesmo de carros, velocidade, etc (ate uns que não manjam nada). Ja ouviram falar das Autobahn, as auto-estradas alemãs cujo limite de velocidade eh inexistente e a via tem segurança e infra-estrutura para suprir acidentes em alta velocidade. Eu não ouço falar desse tipo de acidente acontecendo lá porque, alem das Autobahns, ainda há o fato de Nurburgring ser aberto ao publico para Track Days, ou seja, POR QUE RAIOS alguém vai rachar nas, avenidas, etc, no meio da cidade se há espaço para isso fora das ruas???

    ESSE EH O PONTO!!! Aqui é essa bagunça por causa disso. (Claro que não acho q esse seja o único motivo, como foi ressaltado na matéria, mas eh um fator importante, porque isso vem de culturas educação, coisas que não temos em abundância por aqui.)

    E mais.. Faço Minhas as palavras do PORCODIO: "Enquanto não houverem locais seguros para correr, eu, você, nós todos iremos dar aquela espichadinha na estrada, na madrugada, na ruazinha que nós muito bem conhecemos. Um dia desses pode chegar a nossa vez também de cometer um crime, mesmo sem querer."

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Para começar, a Autobahn tem trechos com limites rigorosos e baixos, e trechos sem limites. Não é esse "paraíso sem regras" que alguns imaginam.
      Em segundo, óbvio que existem acidentes por lá, pouco tempo atrás tivemos um enorme engavetamento na A2 se não me engano, por exemplo.
      Como aqui, os preços tbm são altos, quanto custa mesmo o litro de gasolina na Alemanha?
      Vamos parar de mimimimi, a ÚNICA e GRANDE diferença é a fiscalização, Lá ninguém arrisca muito fazer grandes bobagens pq tem fiscalização forte, severa e constante. Aqui você consegue rodar QUILÔMETROS (ou, como gostam de dizer, "káêmes) na contramão numa estrada e sair impune ou dirigir por horas num carro irregular, sem carta, tirando racha, atropelar uma pessoa, estacionar o carro no meio de uma ponte, sair à pé e a polícia ainda demorar quase uma semana para localizar o "poprietário" do veículo, que é enquadrado por homicídio sem intenção de matar.

      Excluir
    2. Fale por você, Diogo.

      João Paulo

      Excluir
  46. Concordo integralmente! Precisamos de mais autódromos neste país e abertos ao público. Não adianta tê-los e só uma pequena minoria que possa bancar 100 mil reais de aluguel possa usufruir. Essa imbecilidade burocrática deve acabar. É por isso que este artigo só mostra que um Partido Auto Entusiasta deve ser formado para defender os direitos negados aos amantes do mundo automobilista.

    No meu caso que moro no Nordeste, o autódromo mais perto de mim fica a mais de 100 km (ou 2h de viagem). Para ir, tem que ter infraestrutura para transporte e na própria pista. Nem cheguei a cogitar se o custoXbenefício pode compensar. E o problema não é só esse: até esticar um pouco o motor está proibitivo e não falo em rodar acima de 100 km/h haja tanta infestação de lombadas eletrônicas e pardais detestáveis. Parece que o jeito é se contentar com os campinhos de futebol e jogar videogames...

    Resposta: se você não mora no RS ou DF, nem pode ir a Buenos Aires com seu carro, proteste!


    KzR

    ResponderExcluir
  47. Acham mesmo que a sociedade brasileira vai aceitar a construção de autódromos? Primeiro, que haverá um exército de politicamente corretos defendendo que "a cultura do carro é errada e poluidora" e "o espaço de um autódromo serviria para construir N quadras de esportes ou N casas populares" (na tentativa da criação do museu do automóvel de Sorocaba, num armazém abandonado da prefeitura, houve protestos e mais protestos, pois o local deveria ser "melhor utilizado como um espaço sócio-educativo e não um lugar pra expor carros velhos". Resultado? O museu não saiu e o Armazém continua lá, caindo aos pedaços).

    O segundo ponto é que será questão de tempo pra algum boçal morrer lá dentro e toda a imprensa ignorar o fato de que uma pessoa assume os próprios riscos e passar a chamar o autódromo de "ringue da morte, pista assassina de jovens com sonhos", além é claro da família exigindo todo tipo de indenizações porque nesse país ninguém assume a culpa de nada.

    Enfim... mas pro empresário corajoso que quiser tentar, boa sorte!

    ResponderExcluir
  48. O problema é outro... o "piloto de rua" não quer um evento.. não quer um esporte.. quer apenas acelerar a sua máquina, que muitas vezes suou para comprar... é uma sensação única de satisfação e liberdade... que estremece da ponta dos dedos à ponta do pé...

    Profissionalizar ou burocratizar tira a graça... tira o gosto das emoções repentinas.. da corrida inesperada... mas tem solução...

    Quem sabe algumas avenidas sem limite de velocidade, com passagens seguras para pedestres... nem precisam ser muitas...

    Afinal, limite de velocidade pra que, se uma parcela ínfima respeita... se nem autoridades por vezes não entram nessa parcela...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. AnÔnimo das 10h27, você está defendendo "piloto de rua"? Reveja seus conceitos meu caro, inclusive se você ama sua mãe, sua esposa, até porque elas também utilizam as mesmas vias que você julga correto acelerar. Aliás, na rua não existe piloto, existe motorista ansioso querendo curar algum complexo de inferioridade. Quer esportividade procure o local certo, se ele não existe, NÃO FAÇA BESTEIRA!

      Excluir
    2. Defendendo não.. justificando seus atos...

      Autódromos não vão tirar esses caras das ruas, pq é da rua que eles gostam... autódromo é para um público específico... ninguém quer pagar todo final de semana pra acelerar seu carro por 2 minutos... por isso a proposta de ter algumas avenidas sem limite de velocidade, com passagem segura a pedestres conforme mencionado...

      Agora, quero ver se existe algum amante de carro que nunca excedeu a velocidade em qualquer rua, avenida ou rodovia....

      E não são autódromos que fazem pilotos...

      Excluir
    3. Não são autódromos que fazem pilotos mesmo, são anos de experiência, dedicação, estudo, muito treinamento e por aí vai... coisa que não é da realidade da maioria dos brasileiros. Exceder a velocidade é uma coisa, ainda mais considerando as velocidades limites de algumas estradas brasileiras, tirar racha é outra...

      Excluir

Pedimos desculpas mas os comentários deste site estão desativados.
Por favor consulte www.autoentusiastas.com.br ou clique na aba contato da barra superior deste site.
Atenciosamente, Autoentusiastas.

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.