M5 ME VISITA


Fotos: MAO/AE


A sabedoria popular nos ensina: “Nunca conheça seus heróis.” Uma sábia frase com certeza. Afinal de contas, somos todos humanos, e bem de pertinho, bem esquisitos. De longe, a uma distância segura, uma pessoa pode parecer extremamente inteligente e articulada, pode parecer um gênio, seus ensinamentos e escritos podem ter mudado sua vida e sua forma de pensar de forma definitiva. Mas tenha certeza que de pertinho ele é esquisito. Até Steve Jobs, este ícone moderníssimo da modernidade moderna, aparentemente não era muito amigo de um banho, e fedia para caramba.

O Bob certa vez me contou em um dos nossos saudosos encontros no Bar do Juarez, em Moema, que andar com um Mercedes-Benz 300SL roadster 1957, décadas depois de curtir uma paixão platônica danada por este supercarro nos anos 1950, foi uma decepção completa. Não que fosse ruim, mas talvez a expectativa fosse muito alta para algo que tinha ficado velho já. De qualquer maneira, o fato é que, conhecer o seu ídolo foi, para o Bob, decepcionante.

Dois BMs se encontram, o M5 e a perua 328i

Foi com isso em mente que recebi com certa angústia um telefonema de um amigo sábado passado. Este amigo, que prefere se manter anônimo, comprou recentemente um BMW M5 de 1990 (E34, para irritar os aversos a códigos), e ao ler meu post recente sobre o carro (veja aqui), resolveu adiantar a visita para o domingo. “Amanhã cedo estou aí para a gente andar no bicho! Você PRECISA andar nele.”

Tinha motivos para ficar preocupado. O carro, que antes era de outro amigo mútuo, foi vendido para o dono atual porque não estava sendo usado. Em três anos rodara muito pouco, quase nada, e todo mundo sabe o que acontece com carro que não vê uso e manutenção. Logo que comprou, meu amigo agendou uma visita prolongada a Jacareí, na oficina do Matheus (www.kolbercrank.com), o mesmo cara que consertou recentemente a minha perua 328i. Os problemas são pequenos, mas cruciais: os pneus, apesar de ainda terem bastante profundidade nos sulcos, foram fabricados em 1997, e portanto estão implorando para virar asfalto ou criadouro de mosquitos da dengue. O coletor de admissão do motor está com seu sistema de variação de comprimento de duto inoperante, matando todo torque em baixa e impedindo que toda potência marque presença.

Gráfico mostra a diferença na curva de torque quando o coletor de comprimento variável não funciona

Mas ele não podia esperar tudo isso para mostrar o brinquedo novo. E, afinal de contas, eu sou um fraco incapaz de dizer não para um amigo. Somos todos crianças crescidas, no fundo.

O domingo amanheceu quente já. O sol castigava forte, sem nenhuma nuvem para fazer uma sombrinha sequer. Mas isso não impediu o meu amigo de entrar no seu M5 preto e com ar-condicionado inoperante, e partir de São Paulo para minha nova casa no interior, a coisa de 100 km de distância. E mais: trazendo a esposa grávida junto. Chegaram em casa praticamente derretidos…

Mas enfim ele estava lá, um M5 em minha casa. Logo que chegou e parou na minha garagem, bem na minha frente, ouvi já a famosa marcha-lenta nervosa. Era um vru-vruvruvuvu danado, dando meio conta de que é realmente um treco impaciente.

Ilustre visitante

Passamos um dia muito legal em volta dela, eu e meu amigo. Olhamos, fuçamos, passeamos muito, até lavamos o bicho e tiramos algumas fotos. A manutenção que está faltando realmente fez falta, mas a boa notícia é que, mesmo assim meio capenga e devendo algo, o carro ainda assim é nada menos que sensacional. Medos totalmente infundados os meus. O único defeito realmente grave deste carro é que ele não está mais em minha garagem. Veio e foi embora, e nem telefonou nunca mais, o bofe insensível, e me deixou aqui com essa saudade que não passa!

A primeira coisa que se nota hoje em dia quando se vê um série 5 de vinte anos é como ele não é mais tão grande como parecia no fim dos anos 1980. Como vocês podem ver nas fotos abaixo (carros alinhados pelo eixo traseiro), só o porta-malas o faz mais comprido que meu Cruze (um carro que os americanos chamam de pequeno, mas é na realidade bem grandalhão), e no resto das dimensões obviamente perde para o Chevrolet em tamanho. É também muito mais pesado, e olha que o Cruze não é um carro que pode ser chamado de leve. O M5 pesa quase 1800 kg, coisa de picape como a Toyota Hilux, barrabás.



Comparações com o Cruze
Mas é uma coisa linda ao vivo: proporcional, elegante, e na versão M, com uma discreta pitada de agressividade maravilhosa, focada principalmente nas rodas e na falta de frisos cromados. Na frente, o meu amigo me chama a atenção para algo que eu não tinha percebido: a distância entre a grade central e os faróis duplos parece ser a mesma da série 3 da época (E30), a largura maior compensada nos piscas mais largos nas laterais. Realmente nunca mais a frente de um BMW foi tão elegante, nem mesmo quando o mesmo carro recebeu um V-8 e uma grade central mais larga para fazer propaganda disso. Certas coisas não deviam mudar nunca…


Personalidade marcante

No interior, a primeira coisa que chama a atenção, já ocupando o lugar do piloto, são os bancos. Você senta baixo, dentro do banco. As coxas ficam bem acima das nádegas, bem apoiadas. As laterais também apóiam e te seguram na posição. Nenhuma parte sua fica solta e sem apoio, um banco realmente feito por quem entende. A regulagem é elétrica e ele tem memória para três posições, e o mais legal é que a extensão regulável do assento e o apoio de cabeça também são elétricas e ficam guardadas na memória. Minha anterior referência de excelência, o meu Cruze, perde feio na parte de apoio das coxas, mas em compensação é ainda mais confortável (tecido é sempre melhor que o duro couro, se o Cruze fosse de couro certamente perderia) e apóia também a cabeça com sua regulagem do encosto de cabeça “para frente”.


Nos bancos, a excelência; note o apoio de coxas

O volante é daqueles primeiros BMW com airbag: feio, grandão e com o logotipo injetado na capa, sem cor nem brilho algum. Achei que ia odiá-lo, mas sua pega é bem legal, e não obstrui nada no painel adiante. A posição dos pedais e da alavanca de câmbio é boa, e em cima da alavanca se vêem as três faixas características da divisão M, um detalhe altamente erótico. O console é totalmente coberto de couro de qualidade, outro detalhe que nos faz lembrar quanto custava este carro quando novo…


Para que não fiquem dúvidas...

Por dentro é bem maior e mais alto do que os comuns E36 com os quais estamos acostumados a andar. O porta-luvas, sem airbag em cima, é gigantesco, parece ser dimensionado para conter um capacete de piloto. Como não foi criado para ser jogado a uma barreira rígida a mais de 60 km/h, tem bastante espaço entre os ocupantes da dianteira, e a soleira e a coluna A (dianteira) não são grossas como é a norma hoje. Um efeito colateral saudável disso é a visibilidade, bastante boa com as colunas finas e a posição de dirigir mais alta.

O painel é muito parecido em desenho com o da série 3 da época (E30), e conta com uma versão mais antiga do HAL9000 que é famoso na E36. O forro de teto é preto, lindo, e o teto solar de aço tem dimensões generosas.


Excelente visibilidade devido à colunas A finas

Mas chega de rodeios: o que vocês querem saber é como é dirigir o M5. Bem meninos e meninas, andar nele é, em uma palavra apenas, uma delícia.

O carro não é duro, mesmo com pneus velhos com sua flexibilidade deteriorada. Já nos primeiros metros nos mostra como é bom: movimentos controlados de suspensão, sem nenhuma folga ou moleza, mas nenhuma pancada ou irregularidade causa desconforto. Roda com a autoridade que só um pesado sedã alemão consegue ter. Ao contrário do M3 contemporâneo (E30), que é nervoso e impaciente, tendo que ser segurado a toda hora com força nas rédeas para que não saia em disparada louca, o M5 é mais fácil de controlar, mais dócil e menos hiperativo. O M5 é um atleta experiente, deliberado e confiante em seus movimentos, e o M3 um skatista cheio de cocaína, pronto para sair e fazer maluquices em série. Ambos são sensacionais, mas nada parecidos além do motor.


Tipo de painel que o Bob chama de "Wolfsburg", mas quem veio antes?


Os comandos não são leves, mas são verdadeiros instrumentos de precisão. A direção é instintiva, telepática, e o câmbio parece idêntico ao da minha 328i (E36): Não é leve, nem rápido, e requer uma mão firme e decidida. Mas com a prática se torna uma coisa deliciosa, passando uma sensação de robustez e positividade nas trocas que é muito legal. Me senti em casa na hora, lógico

Saímos por estradas aqui perto de casa, de mão dupla e com pouco trânsito, mas não muitas curvas boas, e muitos quebra-molas perto das cidades, e quando voltamos para casa, sentimos forte cheiro de freio queimado... Não achei que tinha andado tão rápido, mas esta é uma característica do carro: a facilidade e tranqüilidade com que anda rápido.

Quase nunca se inclina. Seja em curvas, freando ou acelerando, não há movimento aparente em carroceria. Certamente os freios devem ter trabalhado muito para segurar os paquidérmicos 1780 kg, mais dois ocupantes de quase 100 kg, mas só percebemos isso com o cheiro. O carro é simplesmente impassível andando, nada o abala. Buracos, curvas, freadas buscas inesperadas, nada traz drama, apenas uma segurança e certeza de comportamento benigno que é extremamente viciante. Parece que qualquer coisa que se peça a ele, ele fará, feito um obediente mordomo inglês.


Imponente

Freia excepcionalmente bem. Sem mergulho nenhum da frente, os freios são fortes e com uma pegada de pedal que inspira confiança. Por trás das rodas, pode-se ver o tamanho generoso deles. Rodas grandes pelo motivo certo.

Obviamente me esqueci em pouco tempo dos pneus velhos, e somente a cara de medo do meu amigo me lembrando disso me fez refrear um pouco o entusiasmo...

E o motor? Mesmo capenga em seus dutos variáveis inoperantes é uma coisa maluca aquilo. Marcha-lenta alta e nervosa, personalidade meio grosseira, mas gosta de girar e o faz com vontade. Às 3.500 rpm já puxa muito, mas às 5.000 parece que aparece outro motor lá, mais vocal e mais forte. Achava que tinha visto tudo esticando as marchas até 6.500 rpm, e aquilo já era bastante, mas no fim de um passeio, numa longa descida, meu amigo diz: “MAO, pode esticar até 7.500 ou mais, ainda tem muita coisa aí!”


Síntese

Na hora que obedeci, tomei um susto. Tinha ainda mais outro motor lá escondido depois de 6.500, um que era ainda mais potente, um verdadeiro furacão de força e som. E que som! Um berro que não é música, não é grito...é um treco que te dá medo, que só posso ligar ao que se espera ser o mítico grito de morte da Banshee celta. Apavorante.

Fico pensando como deve ficar esse motor com todos os cavalos presentes. Deve ser uma coisa boa demais da conta. Se desse jeito já deu tanta alegria, imagino consertado. Logo, se Ele quiser, carro consertado, vamos andar em estradas melhores e com tempo para se aclimatar. Aguardem que conto aqui como foi.


Não falta nada

Parece então que o conselho de não conhecer seus ídolos não é sempre válido. Às vezes, ele pode ser realmente tudo que se espera. E se no final não for, arrumamos outro ídolo para adorar. A verdade, de uma maneira ou de outra, nos libertará!

MAO


68 comentários :

  1. Rafael Ribeiro28/11/13 12:13

    Mais um sensacional post das maravilhas bávaras! Nada melhor para baixar meu nível de stress que, há 10 minutos atrás, estava batendo no teto da sala do escritório...

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    1. Rafael,

      Grato, que bom que lhe foi útil!
      MAO

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  2. Parabéns pelo texto, MAO !!!

    Me falta coragem e um pouco de $$ para comprar uma 325 ou um Calibra que foram meus carros dos sonhos na infância...

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    1. Seus carros do sonho são modernos. Ao menos em questão de feeling, você não se sentirá perdido ou estranho. O problema é quando a pessoa que está acostumada a um carro moderno, com injeção, direção hidráulica, pedal de freio e embreagem mais leves pega um carro antigo que é o oposto: carburado, direção e pedais pesados, e acha que não haverá problema. Se ela não der uma chance para os sentidos se acostumarem a toda essa experiência mecanicamente bruta, ela desistirá de seu ídolo.

      Quando arrumar a grana, vá em frente. Sufoco todo mundo passa. Se precisar, basta pedir ajuda que você arrumará o devido socorro.

      KzR

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  3. Cadê o vídeo com o ronco do motor? Cadê???? rsrsrsrs

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    1. Gabriel Cunha28/11/13 13:35

      Pra suprir a ânsia de ouvir um 6 cilindros esbravejando, procura no youtube, o Bellote fez um excelente video com as duas M5 (F10 e E34) e vc leva um V8 de brinde!

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  4. "Tecido é sempre melhor que o duro couro". É isso aí: mais macio, mais agradável ao toque, não ferve se ficar ao sol, e pode ser escandalosamente bonito, dependendo do desenho do pano, basta ver aquela arrasadora forração de bancos e laterais internas que a Chrysler do Brasil usou nas linhas Dodge e Polara em 1979. E entre todos os tecidos, claro, mil vivas ao veludo!

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    1. Já que se falou de Dodge, também vamos dar destaque também para as belas rodas de aço que esses modelos ostentavam, seja as "disco de telefone" dos Dojões ou as de centro elaborado dos Dodginhos.
      E, como sabemos, rodas de aço sem calota são bem mais práticas e baratas de se manter do que outros tipos.

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    2. Lorenzo Frigerio29/11/13 00:04

      Depois de alguns anos, esses bancos "sofá" dos Dodges pós-78 ficavam com cheiro de cachorro. Havendo opção de fábrica em couro, é melhor, não só pela ausência de cheiro, mas pela longevidade do material e conforto térmico, sempre agradável no calor ou no frio.

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  5. Respostas
    1. Existiu e tem uma aqui em BSB (ou pelo menos tinha).

      Eu achei ainda mais bonita que o sedã! Ainda mais na versão que tinha aqui, já com o motor 3.8, com o nurburgring pack e as rodas M Parallel, que - pra mim - são as rodas mais belas já feitas pela BMW em todos os tempos.

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    2. Obrigado pela resposta, Carlos.

      Procurei no Google e encontrei várias imagens. Ela é linda!

      http://germancarsforsaleblog.com/wp-content/uploads/2010/03/1995-BMW-E34-M5-Touring-rear.jpg

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    3. Carlos eu sempre falo, carro alemão parece ser desenvolvido como perua e depois dão uma cortadinha ali e outra aqui para virar sedan ou coupé, tamanha a beleza das peruas. Não consigo ver uma Audi, BMW ou Mercedes que não seja mais bela que as outras duas carrocerias.
      Pena que carrocerias perua estão ameaçadas de extinção no Brasil.

      Marcio Santos

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  6. MAO, queria ser teu vizinho, ia viver xaropeando na tua casa!

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    1. -Posso ir com vocês? Deixa-me ir também! Deixa-me ir também!

      Hahahaha!

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    2. Ok, então o MAO é o Manda-Chuva, eu posso ser o Bacana e você é o Batatinha. Risos.

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    3. Perneta, eu também!!!

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    4. Essa foi tirada lá do baú da infância, hahahaha

      KzR

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    5. Perneta et al,

      Ia ser uma decepção, na maioria dos dias não acontece nada, rsrsrsrsr...

      Valeu!
      MAO

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  7. Que belíssimo texto,muito obrigado por compartilhar essa experiência.
    Mas cadê o vídeo ? hehe

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    1. Fernando,

      Eu que agradeço a visita e o comentário!

      Outro dia filmamos, fique tranquilo...
      MAO

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  8. Belas fotos.

    Uma dúvida detergente de cozinha neutro não danifica a pintura? É seguro? Se for, terá minha adesão imediata, em vez dos sabões automotivos que custam 10 ou 15 vezes mais.

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    1. Marcos,

      uso há anos detergente neutro tanto no carro quanto nas motocicletas... não existe problema algum, nem causa absolutamente nenhum dano... pode ir sem medo!

      só não tem o cheiro agradável de alguns detergentes automotivos!

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    2. Se vc não liga pro brilho da pintura e pra proteção com cera, pode usar detergente >>neutro<<;
      Se vc é acostumado a utilizar cera de carnaúba pra repelir sujeira, manter o carro menos sujo por mais tempo e evitar a encrustação de sujeira durante viagens (pixe, insetos), e, certamente, deixar o carro com mais brilho após lavado, continue usando "shampoo" automotivo (mas não aqueles do supermercado. Se for pra usar esses, use Limpol mesmo, que é mais barato).

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    3. Costumo usar cera. E uso shampoo automotivo Grand Prix (acho que posso falar a marca, nos comentários), de supermercado. É melhor pra quem usa cera? O outro tira a cera? Qual a relação?

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    4. Na minha moto sempre usei detergente neutro e nunca tive problemas,no Chevette uso ''Shampoo Automotivo'' também da GranPrix,apos a lavagem diluo cera pastosa GranPrix com água em um borrifador,assim encero e já vou dando brilho,é rápido e da uma proteção razoável,mais quando estou com tempo nada melhor que encerar todo o carro com e cera pastosa.

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    5. O detergente tira a cera. Se vc experimentar um dia um "shampoo" automotivo de boa qualidade (infelizmente e inexplicavelmente o mercado brasileiro é escasso nesse tipo de produto) verá que faz muito mais espuma, lubrifica mais a carroceria na hora da lavagem (ou seja, risca menos) e não retira a camada de cera. A questão é a cera que foi passada. Certamente a cera de supermercado, seja qual for a marca, sai da pintura na primeira chuva ou lavagem (mesmo que só com jato d'água). Cera, diferente do xampu, nos temos uma excelente no mercado nacional: é a cera premium de carnaúba marca Lincoln / Drywash, custa R$ 50 e a latinha dura muito, muito. Experimente passar e seu carro vai ficar limpo por mais tempo, com um bom brilho e com uma certa proteção na pintura, que previne piques de pedra no capô e pequenos riscos, além de repelir a sujeira. Não ganho nada dessas empresas...

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  9. He,he he he, doces lembranças amigo MAO, doces lembranças, e faltou mesmo o vídeo. PARABÉNS

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  10. Excelente post, e lindo carro!

    Como eu queria ter um carro desses, acho que eu só não tenho porque sou racional demais, e meu conhecimento prático de mecânica é quase nulo...

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  11. Pra mim, o mais belo bmw já feito.
    Belo texto MAO

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  12. MAO

    Que beleza de domingo, hein! No próximo encontro faça um vídeo, por favor.

    Já imaginou esse Cruze com aquele 2,0L turbo do Malibu?

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  13. MAO, esse volante é maravilhoso quando se viaja com o sol às costas. No meu Peugeot o leãozinho cromado reflete a luz do sol bem dentro dos olhos.
    Mas o modelo que mais me encanta, é um 850 CSi ano 1993 que repousa na garagem do prédio ao lado de onde moro. Volta e meia seu feliz proprietário "acorda" o 12 cilindros, cujo ruído ao ser provocado é simplesmente espetacular.

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    1. CSS,

      O meu tem um emblema bonito no meio e não reflete... esse volante é bom, mas feio, fazer o que...

      Obrigado!
      MAO

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  14. ...Aliás para ver como o autoentusiasmo é eclético. Na garagem a que me refiro, ao lado do 850 descansa uma belíssima Brasília 4 portas.

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  15. MAO,

    Você teria aí o Cx e área frontal do Cruze e da M5? Como você explicou são carros que cumprem normas de "crash test" diferentes mas a foto de comparação dos dois vistos de frente despertou essa curiosidade!
    Só dirigi a M3 até hoje, no ano de 2000, mas tenho más lembranças, era uma carro da frota da BMW, volante na esquerda, tudo para ser um dia maravilhoso, mas eu estava em território inglês, acabou sendo tenso.
    Como engenheiro que trabalhou um pouco nesses carros, acho sensacional o balanço dianteiro mínimo, como tudo fica organizado debaixo desse capô, e todos os cuidados com a facilidade de reparação. Lembro que o radiador tinha uma "torneirinha" para se drenar o fluído de arrefecimento! É demais...
    Quem sabe um dia um BMW na garagem, os seus textos aumentam essa vontade.

    HM

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  16. MAO, parabéns pelo texto, você tem um jeito inexplicável de escrever, em faz esperar sempre pela próxima matéria!

    Pra quem quiser ouvir o ronco, eu já tive a oportunidade de ouvir uma dessas pessoalmente, durante várias horas, e o som desse motor vai ficar guardado na minha memória durante um bom tempo, além de eu ter me tornado ainda mais fã desse carro. Mas procurando no youtube um tempo atrás, para relembrar, este vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=rkIuhg8LyKE), a partir dos 2:00 minutos, é o que deixa o som mais parecido com o ao vivo.
    Vale a pena ver!

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    1. Unknown,

      Obrigado pelos elogios! Comente sempre!
      Abraço!
      MAO

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  17. Marco Molazzano28/11/13 18:50

    Ótimo texto, MAO.

    Mea culpa, mea maxima culpa!

    AUTOentusiasta que não arruma tempo pra andar de M5 deveria ser punido em praça pública. Mas fico feliz que o meu querido veículo está em boas mãos e fazendo mais entusiastas felizes.

    Espere um dia de chuva pra brincar com a traseira da M5, com o LSD fazendo esse carro virar um kart de 1.800kg!

    Dois posts com referencias diretas à minha pessoa. Motivo pra ficar feliz!

    Abraços a todos

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    1. Adorei seus posts antigos, meu quase-xará. Porque não está mais na equipe? Aposto que tem mais belas histórias de andanças pra contar.

      Abraço,

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    2. Você foi muito sortudo por ter sido o dono desta M5. E como aparenta, você soube brincar muito bem com ela. A experiência adquirida ainda tem bastante valor para se contar.

      Abs.

      KzR

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    3. MM,

      É assim mesmo, tem carros que vem para a gente na hora errada... Eu tive carros muito legais que aproveitei muito pouco...

      Obrigado pelo elogio, feliz que gostou do texto!
      Abraço!
      MAO

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  18. E mais uma vez me bate aquele gigantesco arrependimento de não ter ido atrás do M5 E34 que estava abandonado no SOF Sul, aqui em Brasília. Um modelo preto, igual ao da foto, com pneus murchos, um pequeno vidro traseiro quebrado e mais nenhum problema - ao menos aparentemente. Depois sumiu e, passado algum tempo, apareceu na W2 Sul, todo vandalizado (pichado, amassado e com vidros quebrados).
    É, a parede aguarda minha cabeça novamente...

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  19. MAO,
    Texto e carro extraordinários !!
    Valeu !!

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  20. É assustadora a falta de proporção no desenho da grande maioria dos carros atuais.
    De um lado um elegante sedan do fim dos anos 80, do outro uma "batatona" vermelha da década de 2010, sem ofensas MAO.

    Sinto o mesmo contraste aqui na garagem do prédio onde ao lado do meu Monza 1988 fica estacionado um Focus, acredito que 2010. Os dois carros tem praticamente o mesmo tamanho, mas o Monza é baixo, esguio, proporcional e elegante (dono babão que fica olhando o carro enquanto espera o elevador rs.) enquanto o Focus é inchado, volumoso e desproporcional, uma aparência muito desengonçada (embora o considere um excelente carro). Não é um carro que me pareça "aconchegante" ao dirigir, mas sim claustrofóbico, com suas janelas altas e estreitas.

    Na minha opinião no Brasil, hoje, não exista um carro de preço acessível que possa ser chamado de belo, parece que a indústria se perdeu na virada do milênio. Mas as vezes também acho que eu sou só um velho reclamão de 24 anos de idade rs.


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    1. Lorenzo Frigerio29/11/13 00:15

      A partir dos anos 90, os carros foram ficando com "desenho de golfinho", ou seja, com pouquíssima diferenciação de volumes. A idéia é obviamente otimizar o espaço interno dado o tamanho externo. Quando se trata dos típicos econo-box fabricados no Brasil e na Europa, a coisa chega a níveis obscenos, dado que, para piorar, a maioria desses carros é "hatch" - em outras palavras, utilitários.

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  21. A primeira BMW que tive foi uma M5 1990. Morava na Suiça na época. Cor champagne. Acredite se quiser, sem ar condicionado. Perfeita. Um dos melhores carros que tive até hoje. Muitas outras BMWs depois...de volta no Brasil... encontro uma BMW M5 E34 1991. Preta. Precisando de carinho, pois teve o(s) dono(s) errado. Tudo bem. Hoje, a velha senhora está com motor refeito (não me perguntem quanto tempo levou, nem quanto custou... não quero falar no assunto... já até esqueci....rs rs), Bilsteins por todo lado, todas as buchas de suspensão novas, todos os discos e pastilhas novos. Pintura nova. E a chamo de "A senhora sinistra". Tenho uma BMW M3 E92 também. Um p*t*a carro. Mas.... to cut a long story short, é mais gostoso andar na E34.

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  22. Mais uma obra que reúne as deusas bávaras. Como adoro ler sobre elas! Parabéns mais uma vez MAO, e aguardo novas postagens.

    Sem querer ser atrevido, mas você poderia fazer uns vídeos pequenos, nem que seja só para mostrar a bimmer roncando levemente ou fazendo um close de 360 graus ao redor do carro. É só deixar de ser menos egoísta aproveitando todos os sabores que as máquinas te oferecem e compartilhar um pouco deles com seus assíduos leitores, rsrs.

    Abs.

    KzR

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    1. KzR,

      Espero que não fique repetitivo, mas é o assunto mais presente hoje, então vou continuar com certeza, rsrsrsr

      Abraço!
      MAO

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  23. Mais um post do meu carro preferido.
    Obrigado MAO.
    Tenho procurado aqui em UK alguns E34 M5 mas é simplesmente impossível, seja pelo estado deplorável ou pelo preço que já atingiu patamares assustadores. Na verdade E34s já são bem raros por aqui. 535i e 540i são tão raros quanto o M5.
    Vou ter de partir para E39s...

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    1. Adalberto,

      Eu que agradeço a visita e o comentário.

      Eu ando olhando E39 também... doença isso, só pode ser!

      Abraço,
      MAO

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  24. Carro dito "de luxo" ou com pretensão a isto ou simplesmente querendo iludir bobos aqui na doce terrinha, só vem com estes execráveis bancos de couro. Ô coisa mais sem graça é o tal do banco de couro! Duro, escorregadio, dá sinais do tempo muito fácil, etc. Já o de tecido....Ahh, que delícia!! Não os que temos aqui. Mas os veludões e outros bons panos que equipam os Norte Americanos, principalmente. Coisa de doido de tão confortáveis e legais. MAC.

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  25. MAO; quanto aos pneus tenho dúvida cruel aqui comigo que NINGUÉM tecnicamente conseguiu me esclarecer. Explico: comprei uma Moto Guzzi California que ficou presa na receita 12 anos. A moto estava na caixa de madeira e embalada a VÁCUO, conforme fotos que tenho aqui guardadas. A referida embalagem era tipo uma capa protetora de carro, destas que a gente põe em casa, mas só que envolvente em toda a mota e selada. Retirada a caixa e capa, a mota parecia sair de uma cápsula do tempo! Brilhava tudo e estava nova, nova, nova. Zero como saída da fábrica e sem nenhuma poeirinha sequer. Os pneus, imediata preocupação, vieram cobertos com uma espécie de CERA que estava levemente esbranquiçada. Ao colocar a moto no chão, depois de montar a frente, os pneus escorregavam feito QUIABO no piso. A cera foi então removida e o pneu verificado. Nada, mas NADA MESMO, foi encontrado nele que o depreciasse. Nem a mínima trinca, ou fissura ou a mais leve referencia a qualquer tipo de desgaste. A borracha estava macia, fresca como um pneu novo. Imaginei em trocá-lo de qualquer jeito mas os pneus ficaram me olhando como que tristes por estarem querendo dar um passeio que a eles seria eternamente negado. Iniciei então uma pesquisa que se tornou uma cruzada infeliz (como quase toda pesquisa sobre qualquer coisa referente a veículos e peças aqui), pois quem menos sabe do assunto são justamente quem os vende. Ouvi todo tipo de lenda, de falácia, de conselhos, mas tudo na base do ACHO ( e quem ACHA não sabe!) sobre o pobre do pneu. TODOS os condenaram. Fábrica nada informou (Metzeler, hoje controlada pela Pirelli,) empurrando o problema para as revendas. Revendas falaram todo tipo de besteiras que um pobre ouvido humano é obrigado a escutar ! Os doutos atendentes semi-analfabetos desfiavam seu rosário de teorias psico-absurdas a respeito e nada. Ninguém respondia a simples pergunta: O PNEU PODE ESTAR BOM? PRESTA OU NÃO PRESTA? PODE OU NÃO PODE SER USADO? ALGUM DADO TÉCNICO DE FÁBRICA SOBRE O QUE VC ESTÁ FALANDO? ALGUM TESTE? Bom, ninguém me convenceu e como outros que compraram motos similares já tinham rodado com estes mesmos pneus cerca de 5000 km, busquei a mota em SP e vim rodando até o Rio com ela e continuo rodando tranquilo até hoje, quase um ano depois, sem qualquer problema nos pneu, que, FELIZES, continuam macios, sem trincas, ou qualquer coisa que os desabone, teimando em desafiar aqueles que o condenaram. Alguém da coluna ou que lê o post tem alguma informação ou dado técnico que possa compartilhar? Já sei do prazo de garantia. Mas tenho carros com garantias de 1 a 3 anos, alguns deles com mais de 10 anos e não joguei nenhum deles fora por isto. Garantia é uma coisa, validade outra! E ninguém soube falar de validade. E validade nas condições de armazenagem descritas certamente não é validade rodando. Será que eu e os demais que compraram estas motas somos os únicos "corajosos" no mundo a testar pneus com 12 anos sobre duas rodas? Tenho também estepes em 2 carros importados com mais de uma década que nunca foram ao chão. Já retirei e olhei os mesmos umas duas vezes e eles se encontram novinhos. A aparência não é tão fresca e jovial quanto os da mota, pois já tem poeira do tempo neles. Mas também não vi nada aparente que os condenasse. Estes dos carros estão sem a referida CERA. MAC.

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    1. Cara, pelo que sei a borracha dos pneus, assim como outros polímeros, continuam a reação de polimerização depois de prontos, no entanto num rítmo muito mais lento.

      O que aceleraria esta reação, e conseqüente degradação do polímero seria principalmente a luz e o calor. Por isso os pneus estepe de carros que ficam muito tempo parados se preservam mais que os em contato com o chão, ficam sem contato com a luz.

      Sendo assim, se a embalagem da moto era opaca e a vácuo também (o oxigênio sempre contribui na degradação de quase tudo), muito provavelmente os seus pneus estavam praticamente intactos no momento em que você retirou a embalagem.

      Provavelmente também você já comprovou isso na prática. Então fique tranqüilo e aproveite sua linda Guzzi. E parabéns pela sua aquisição.

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    2. Se não foi exposto ao tempo, e está perfeito, deve estar bom o pneu. O que envelhece o pneu é o sol, humidade e temperatura. E uso, lógico, que não é o caso.

      Mas eu trocava. Pneu novo é uma alegria, e portanto trocaria por via das dúvidas.

      Abraço,
      MAO

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  26. Belo carro e incrível texto.
    Só um detalhe. Gosto do termo carronalidade para carros e personalidade para pessoas.
    Abraço.

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  27. "O M5 é um atleta experiente, deliberado e confiante em seus movimentos, e o M3 um skatista cheio de cocaína, pronto para sair e fazer maluquices em série."

    Hahaha... ótimo, uma metáfora melhor e bem mais compreensível do que as usadas pelos jornalistas ingleses.

    Deu para pegar a manha da M5...

    MFF

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  28. Primeira vez na vida que vejo uma M5 com aerofólio.

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    1. Hoje eu vi pela segunda vez, então... Razoavelmente perto da casa do Bob:
      https://lh6.googleusercontent.com/-Lg4qoirEKKE/Upk0qlUmo4I/AAAAAAAAAtc/eSatZAiniaM/s720/2013-11-29%2017.16.12.jpg

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  29. grande texto, mas seu amigo é irresponsável se viajou com estes pneus velhos levando a bordo uma gestante, isso não se faz, ainda mais numa maquina com esta potência e este peso, pneu é algo essencial em qualquer carro

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  30. Nem sei o que dizer, sonho, sonho e sonho.

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  31. Toda vez que vejo esse carro me lembro da minha primeira vez em assistindo uma arrancada, no Autódromo de Jacarepaguá, no RJ: Na categoria importados, sem restrição de motor aparentemente, um M5 desse modelo arrancava na diagonal, que se tornava linha reta ao fritar os pneus na largada. Fez isso em todas as puxadas, e venceu todas também, apesar de haver motores preparados na disputa. Boa sorte na desintoxicação!

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