TOYOTA ETIOS 1,3 XS: FLASHBACK?



Flashback. No tempo do LSD, o ácido lisérgico, essa expressão da língua inglesa servia para definir quando o barato voltava dias (ou até semanas) depois da "grande viagem".  Hoje se aplica a situações mais saudáveis: encontrou uma antiga namorada e... rolou? Flashback! Tirou o toca-discos do armário e tascou o seu vinil favorito nele? Flashback!

Pois o meu mais recente "flashback" começou de modo imprevisto ao volante do Toyota Etios, dos mais simplesinhos aliás, um hatch 1,3 XS vermelho, que vestido com todos os opcionais possíveis pulou de algo mais de 29 mil reais para algo menos do que 37 mil.

Ali, no pátio da Toyota em São Bernardo do Campo, o flashback deu as caras. Olhava para o painel e... seria ele? Acelerava, talvez fosse o barulho do motor? Também não! Metros viraram quilômetros, segundos fizeram minutos. Antes de fechar uma hora ao volante do Etios o flashback se materializou: Uno.


O Etios buscou nas profundezas de minha mente um Fiat Uno, um dos primeiros. Mais exatamente um branco, alugado no distante ano de 1984 para me levar a uma das primeiras reportagens de minha vida carregando equipamentos e colegas. Era básico, simples como um chinelo. O inaugural Fiat Uno S made in Betim, motor 1.050 cm³, pouco mais de 50 cv e menos de 800 kg de peso. Naqueles tempos eu era um expert naquela raça ítalo-brasileira: dono de um 147 pioneiro (1977) durante seis inesquecíveis anos e, então, de um recém-comprado Spazio, dos primeiros (1983).  Montado naquele Uno senti imediatamente que a fila andara. Mais amplo, mais moderno, mais eficiente, mais mais que meus recentes Fiat.


Sopro a nuvem do passado e volto ao Etios: o que há nele para me trazer de volta sensações do Uno? Seria o tamanho? Não, muito óbvio. Matutei durante uma semana no vai para lá e para cá com a novidade japonesa fabricada em Sorocaba, SP, e no final concluí que não era um isso ou outro aquilo, mas sim um todo, o conjunto da obra. Toques geniais entremeados a quase porquices, momentos de brilhantismo técnico embaralhados com obscurantismo medieval.

Tenha paciência o leitor que vê o Uno como um pássaro Dodô, improvável sobrevivente de uma estirpe que deveria estar extinta. Entenda o orgulhoso – e portanto ofendido – dono de um Etios o que leva um autoentusiasta ligar dois projetos separados por décadas. Vamos em frente, leiam, e depois me dêem (ou não) razão.


Essencialidade. Esta talvez seja a primeira e melhor palavra para começar a definir o Etios, e talvez o maior ponto de ligação com o velho Fiat de grande sucesso. Pensado para países emergentes, mais exatamente a Índia, o Etios aterrissou no Brasil desbancando nas apostas seu par feito para os europeus, o Toyota Yaris. Convenhamos que não foi nada simpático por parte dos japoneses nos alinhar ao país continental chegado no Curry, renegando as origens de nosso povo mais do que plantadas no velho mundo mas... há lógica nisso. Tiro no pé mercadológico à parte, o Etios – em tese – deve ter um projeto que premia resistência e valoriza simplicidade construtiva. E enquanto eu e você, latinamente, raciocinaríamos que o Yaris era o carro certo para o Brasil, a lógica nipônica não permite tal desvario. Basta apenas constatar que aqui há bem mais estradas de padrão indiano do que de padrão europeu para dar razão aos japas. E assim, Etios sim, Yaris não. Lógico como um Yakissoba.

O painel central do Etios: de dia, ruim, de noite, pior...
E o que mais, fora a essencialidade e a conseqüente (a comprovar...) robustez? Detalhes, pequenos ou enormes: Etios e Uno são carros cuja fórmula é igual, com o motor dianteiro transversal puxando uma carroceria hatch de volume semelhante. Querem mais? Ambos tem paineis insólitos. Um genial (o do Fiat), que se caracterizava pelo amplo "bandejão", um singular cinzeiro móvel e comandos de quase tudo ao alcançe das pontas dos dedos. Já o Toyota... ave maria! A genialidade passou ao largo. Design ruim, aparência pobre e legibilidade triste. Transparece uma miséria à qual nem Madre Teresa de Calcutá aceitaria... Mas em um ponto italianos e japoneses combinaram: no limpador de pára-brisa, monobraço, único, eficientemente simples, com a benesse adicional do braço pantográfico.

Limpador de pára-brisa monobraço e pantográfico: simples e eficiente
Caminho em volta do Etios, rondando o japonesinho, e vou reparando. Há alguns "eu gosto", vários "não gosto". Por que não fazer calotas menos protuberantes (aliás, que coisa velha, calota!). Não dá para caprichar no desenho de uma roda de aço, que não estejam tão propensas a ficar raladas na 1ª semana de uso? E já que estamos em tema de "protuberâncias", por qual razão as lanternas traseiras são assim, esbugalhadas, que parecem pedir para serem quebradas? E essa mania de pára-choques lisos-e-lindos, pintadinhos na cor da carroceria, sem nem sequer um plastiquinho ou borrachinha mais rústica para os inevitáveis contatos do dia a dia? Qual é a idéia? Criar no bem bom os filhos do dono da funilaria e da fábrica de tinta?

A calota pede para ser arranhada no meio-fio.  Mas é a falta de tinta na parte interna do pára-lama que dói na alma...
Falando em tinta, que horror não pintar direito os pára-lamas por dentro! Em nosso Etios, vermelho vivo, a falta de tinta resultava em um péssimo degradê, que do vermelho passava ao rosa para acabar no cinza primer. Isso faz pensar quanto realmente esta economia de tinta resulta em real economia para o fabricante, e se esse tipo de economia não é (outro) tiro no pé? Não é possível que ao olhar para essa antítese do bom acabamento o humor de um monte de potenciais compradores não estrague, resultando em um "até logo" ao vendedor em vez de um fechamento de negócio.

Vale mesmo a pena economizar na tinta deste jeito?
Etios feio? Etios bonito? Um hatch popular precisa mesmo ser digno de prêmio em concurso de beleza? Não. Mas o pequeno Toyota definitivamente não brilha pelo design, pelo contrário. A frente não fala com a traseira, parace ter sido (a dianteira) pensada mais para o sedã, sóbria, Corolla demais talvez. Abrindo o capô, descubro que a miséria de tinta não chegara a seu auge nas caixas de roda, mas sim ali, no berço do motor, que de esplêndido não tem nada. Parece que não deixaram o pessoal da pintura terminar, que tiraram nosso Etios da linha antes da hora mas, lamento, não foi isso. Talvez não seja tão ruim em uma versão cinza, prata ou branca, mas no nosso vermelho, aquela falta de tinta ficou tristemente escancarada, feíssimo.


Compensação? Sim, há. O motor é uma belezinha. Dutos, cabos, mangueiras, conectores... tudo disposto de maneira organizada, nada parece estar ao acaso,  e na caixa do filtro de ar, ao lado do "16 VALVE" está o logotipo da Toyota, o que talvez conforte os inconformados com a falta de tinta, esperançosos que a proverbial tecnologia e rigor construtivo que tornou o fabricante japonês em um líder mundial da produção de automóveis esteja, mesmo, ali.



Sentado ao volante – que também não prima pela estética – olho de novo para o painel, e o pior acontece. Anoiteceu e ele aceso é mais infeliz do que apagado, um injustificável fundo branco e iluminação azulada maltrata o olhar, quase tanto quanto as duas saídas de ar dispostas de modo assimétrico. Nem o mais revoltado designer dos Citroën dos anos 1960 conseguira parir algo de tão insólito em sua prancheta. E insólito também é o local escolhido para o macaco, sob o banco do passageiro, assim como a abertura do porta-luvas e, definitivamente, volto ao Uno, que quase três décadas atrás oferecia simplicidade com bom design enquanto este Etios oferece simplicidade...

Espaço interno, à prova de críticas
Cinza rato, o tecido dos bancos não parece dos piores. Aliás, tem cara que daqui a dois anos vai estar com essa mesma cara. Outra coisa boa é a conformacão dos bancos, bem razoável, confortável até. Agora, bom mesmo é o espaço interno, de dar inveja a carros maiores e bem mais pretensiosos. Nisso, Etios e Uno se abraçam sorridentes.


Se até agora a minha análise do Toyota Etios me parece garantir um visto permanente para a lista negra da marca japonesa, girar a chave e acordar o motorzinho vai salvar a pátria, minha e da Toyota. À essencialidade que beira (e ultrapassa) o limite do razoável se junta uma impressionante regularidade de funcionamento. Quase não se ouve e quase não vibra o 4-em-linha made in Japan (sim, ele vem fechadinho, é 100% importado por enquanto).  A 1ª engatada leva a uma saída vigorosa, cúmplice a embreagem macia e de "tato" sincero. Passo as marchas e... neste item não vejo nada de Uno, pois há tremenda precisão de engates, sem a sensação de que qualquer descuido na manobra da passagem de uma marcha, para cima ou para baixo cause erro, arranhada, me faça encontrar um calo ou uma indevida resistência. A direção, de assistência elétrica, tem peso e redução certas. Curvas de esquina, manobrinhas de garagem, baixa velocidade, ritmo mais animado, nada compromete a boa sensação que o volante passa às mãos, de precisão, de confiança.

Penso nos pneuzinhos, 175/65R14, e... mais Uno me vem à mente. O Fiat era um "canela finíssima" nas suas versões inaugurais, 145SR13, mas também contornava curvas magistralmente com sua pouquíssima borracha tocando o solo, como faz o Etios. O acerto de suspensões do japonês parece perfeito, justo compromisso entre a necessária firmeza e adequado conforto de marcha que se espera de um carro de sua categoria, sem pretensões esportivas, mas que parece adorar ser tratado como se assim fosse. A frente aponta precisa, a carroceria rola pouco e o Etios aceita – feliz – uma levada alegre sem que os eventuais exageros se traduzam em crise ou insegurança.
 
Habitabilidade, ponto alto do Etios

E a vez da família na minha semana Etios chega: cabem os quatro, e se um quinto houvesse, também, desde que não fosse gordo e/ou grande demais. Porta-malas? O supermercado vai todo, e a viagem de fim de semana, com parcimônia e malas pequenas, também. O estepe fica sob o assoalho, pior para o ladrão.




Ao cabo de meu convívio com o pequeno Toyota, o que parecia uma relação fadada à incompreensão se revelou oposta: Etios e eu nos gostamos, não integralmente, mas de um modo sincero nos suportaríamos por longo período. Assim como aconteceu com os Uno (4!) e derivados (Elbas, 3) que tive na vida, consegui enxergar – e valorizar – o que este Toyota tem de bom. Em síntese, a excelente dirigibilidade, o vigoroso e econômico motor (até 10 km/l de etanol na cidade!) e a capacidade de rodar "soltinho", de agradar a quem, como eu, gosta de dirigir. O lado "B", aqueles incompreensíveis tiques de mau design e mau acabamento estarão sempre ali, mas serão sempre menos importantes do que a boa engenharia aplicada ao modelo. O Uno era assim também, maravilhosamente imperfeito. Para gostar, basta abstrair. Flashback...  

RA

147 comentários :

  1. RA, de tudo o que você postou, acho que a falta de pintura é imperdoável.

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    1. Comprei um Etios X há 1 mês pra minha esposa e ele veio com a pintura no compartimento do motor e na tampa do capô também. Acredito que a Toyota já esteja fazendo isso com todos.
      Estamos felizes com o carro. Anda muito e é bem econômico. Detalhe: o carro anterior dela era um Mille 04/05.

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    2. Estou com um Etios Sedan XLS ha um mes tambem. Pelo preço praticado na epoca tratava-se de uma otima opcao de compra sim, ja que estava com um generoso desconto. Realmente ha varias economias bestas neste carro, agora no que é realmente importante para mim a Toyota acertou. Comportamento dinamico muito bom, economia, segurança e baixo custo de propriedade. Ate mesmo o tao mal falado painel central nao me incomoda, embora certamente precisa ser melhorada. Na minha opiniao, para quem conseguir negociar um bom desconto nele deve sim ser olhado como opcao racional de compra.

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  2. Corsário Viajante11/09/13 12:21

    Boa avaliação.
    O Etios até seria tolerável (com má vontade) no preço mínimo, como uma alternativa à outros carros de entrada como G4, Mille, Clio, etc.
    MAs em qualquer outra versão chega a ser ofensivo.
    E o pior, aquele painel monstro, que não deixa ver giro, velocidade, nível de combustível...
    A essência parece boa, mas todo o resto é tão desleixado que mata o conjunto.

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    1. Perfeita a sua colocação, penso da mesma forma..., por $37K, na versão 1.3 até com "falta de tinta"??? Só amando de paixão (platônica) a Toyota ou sendo louco de pedra mesmo...

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  3. Roberto, você disse tudo.
    Não muito bonito (mas beleza, lembremos, é subjetiva), espaçoso, (muito) gostoso de dirigir, econômico no uso. Tenho 1,90m e andei nele sem problemas.
    Mas: acabamento de pintura horroso, painel pior ainda (será que a Toyota não vai acordar e botar o painel no lugar certo? Já fizeram isso com o Yaris da atual geração) e uma coisa que você não disse, mas que merece atenção: como todos os Toyotas que já dirigi (minhas 2 Hilux e meu Corolla, além de um ou outro alugado no exterior), a caixa de direção é muito desmultiplicada, exigindo várias voltas para esterçar. Chato, cansativo e desnecessário, pois há assistência em quase todas as versões.
    Mas sem dúvida um carro muito legal e que merece a atenção da fábrica para esses pequenos e não caros detalhes.
    Torço para que a Toyota acorde do seu sono em berço explêndido e corrija essas pequenas falhas para alcançar o sucesso merecido.

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  4. Excelente texto! Há poucos dias conduzi um Etios e lembrei bastante do Uno, carro em que aprendi a dirigir. Entretanto, o som do motor lembrou outro carro que já tive: Fiesta. Parece uma mistura de sons do Endura-E com o Zetec Rocam. Flashback!

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    1. Tenho um Peugeot 206 1.4 cujo ruído do escapamento é 99% igual ao do Del Rey com motor CHT. Flashback!

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    2. Anônimo11/09/13 16:26

      Concordo totalmente: O 1.4L Peugeot tem o som igualzinho mesmo ao CHT!

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    3. Lembro de minha infância todo dia quando ando no meu C3 1.4 também. Vários Ford Corcel em nossa casa.

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  5. Tudo bem que faz parte da cultura japonesa não dar tratamento caprichado nos locais que não há motivo para tal (caso da economia de tinta), mas pelo valor que a Toyota pede pelo Etios, isso é inadmissível para mim. Não vou ficar admirando o cofre do motor ou por dentro dos pára-lamas, mas isso me chega como descaso com o consumidor. Existem outros concorrentes no mercado a preço mais em conta sem essa economia medonha. Que arranquem então a cobertura plástica sobre a tampa de válvulas, essa sim sem utilidade para mim, pois daria para economizar mais alguns trocados...

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    1. Concordo! Sempre admiro carros bem acertados, coisa que só se comprova ao volante. E isso até me faz relevar algumas coisas. Nunca dirigi um Etios, mas em minha opinião para relevar a economia de tinta e outros aspectos negativos muito bem apontados no texto ele teria que ser um exponente em tudo que se pode perceber em movimento, o que não é o caso, é apenas um bom carro como muitos, mas a maioria melhor acabados. Falando em economia de tinta, no meu saudoso Focus GL 2005 o cofre do motor também não recebia a pintura final externa, mas a Ford fazia algum tipo de mascaramento que impedia que ficasse essa porcaria que se vê no Etios.
      Cláudio

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    2. No caso do Focus só faltava o verniz... Bem menos pior.
      ISM

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    3. Não era só faltando verniz. Sem verniz, tem muitos carros que são. E Focus é um médio, enquanto que Etios é compacto de entrada e tem menos obrigação de esmerar no acabamento.

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    4. A cobertura plástica sem utilidade é a caixa de ar. Antes de falar bobagem, pesquise.

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    5. O Focus foi pouco a pouco estuprado pela Ford. Comparem um 2002 com um 2008, o carro andou pra tras em tudo. No novo parece que pararam com isso, por isso mesmo tem tido mais sucesso.

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    6. Ao Anônimo 12/09 17:09,
      Não sei se você percebeu, mas existem DUAS peças plásticas grandes sobre o motor do Etios. Uma delas é a caixa do filtro de ar (a que traz escrito "16 VALVE"), mas a outra é uma cobertura totalmente inútil. Quem sabe se você abrir a foto ampliada e olhar com atenção dará para ver a diferença entre as duas. Cada um que aparece...

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  6. Rafael Ribeiro11/09/13 12:37

    RA,

    Simplesmente a melhor análise do Étios que li desde seu lançamento. Perfeito!

    Creio que houve um equívoco nesta parte do texto:
    "há bem menos estradas de padrão indiano do que de padrão europeu". Não seria o oposto?

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  7. Agresti, caro "italiano",

    entendi seus pontos e concordo muito. É um carro sintético e lógico em engenharia de projeto, mas muquirana em engenharia de manufatura, principalmente por esse caso de polícia da pintura esfumaçada em cofre e caixas de roda (e partes cobertas, lógico).
    Os instrumentos no meio do painel e não à frente do motorista me desagradam profundamente, assim como capinha plástica no motor, o máximo do desperdício de dinheiro nesses carros modernos. Inutilidade total, definida por quem não sabe nem mesmo abrir um capô e verificar um nível de óleo. Abominável.
    Mesma coisa para sua observação sobre calotas. Há rodas de aço estampado de ótimo desenho, vide Ecosport, no mercado há tanto tempo, e ainda se insiste nessas ridículas calotas obesas, feitas para serem estragadas em guias. Para-choque pintado, então, nem diga.

    Abraço.

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    1. JJ,
      Ia escrever mas é desnecessário. Faço minhas as suas palavras. Você resumiu o que penso.
      Preciso de um novo carro prático para trabalhar em substituição ao meu corsa já bem rodado. Quero segurança, robustez, economia a um custo baixo, atributos que o Etios parece ter. Mas não consigo engolir esse carro por estes motivos.
      Fora a questão da segurança, em que todos os demais nacionais parecem ser nivelados por baixo, encontro os mesmos bons atributos em um pacote mais coerente num Sandero. E por quase 5 mil a menos.
      Da forma que é, tem que ser muito fã de Toyota para aceitar o Etios.

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    2. Estou contigo, Juvenal Jorge.

      Pelo preço que se paga nesse carro é inadmissível essa engenharia de manufatura porca.

      Aquele visor minúsculo com hodômetro e nível de combustível deve pedir lupa para ser lido, mesmo pra quem tem boa visão.

      O Yaris é bem mais esmerado nisso e eu sinceramente duvido que ele iria se dissolver nas nossas estradas ao ponto de terem preterido ele pelo Etios. Para mim, o critério foi trazer o mais barato, vender pelo preço do mais caro e assim faturar mais alto no lombo dos brasileiros.

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    3. Daniel, se está procurando um carro bom nesse seguimento que tal testar o March 1.6 ? Precisei de um carro desse tipo e me surpreendo cada vez mais com ele.....

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    4. Caro Daniel, endosso plenamente a sugestão do "Anônimo 11/09/13 22:50", comprei um March 1.6 para minha filha e ela vive enciumada por eu toda hora pegar o carrinho dela emprestado. O carrinho faz 16 km/l, andando a 140 nas estradas paulistas. Um bom lembrete: o March é Nissan, também japonês, mas sem economia porca!

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    5. Infelizmente a alegria de possuir um Nissan acaba quando voce precisa comprar uma peça. Um amigo que andava falando maravilhas sobre seu carro esta chateado. Roubaram o braço do limpador de para brisa traseiro e repor custou 500 reais. Uma calota do nissan sentra custa 900 reais e uma lampada h11 do farol de milha custa 400?! Um absurdo!!!

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    6. Deixe a calota para lá. Mas as peças estão meio caras. Pelo menos o carro agrada até chegar nessa parte. Eu considero muito o March 1.6.

      KzR

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  8. Eu esperei o lançamento do Etios com a certeza de comprá-lo, mas depois de ver o painel, desisti.

    E sendo sincero, eu gostei muito do design externo. Até parece que ele foi desenhado para mim.

    O dia em que a Toyota trocar o painel, colocar o macaco no seu devido lugar e pintar todas as partes do carro, eu comprarei dois hatch. Um 1,5 para mim e outro 1,3 para minha filha.

    E tenho dito, hehehe...

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  9. Depois de ler o comentário do JJ, lembrei que gosto de rodas de aço bem desenhadas, como aquelas das décadas passadas e que detesto calotas de qualquer tipo que seja.

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    1. CCN,

      Quando se refere ao fato de que detesta calotas de qualquer tipo que seja, fala das modernas ou de todas, novas e antigas até as origens do equipamento?

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    2. Anônimo 12/09/13 10:00,

      Todas! Novas ou antigas não fazem "meu barato".

      Nos carros antigos, a primeira coisa que fazia ao comprar um carro era tirar as calotas e se possível, os frisos também.

      Já nos carros modernos que comprei sem rodas esportivas, eu as deixo por imposição da esposa, hehehe, mas também não gosto.



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  10. LeandroL64111/09/13 13:00

    Concordo com o texto quase todo, mas ainda acho que os defeitos desse carro superam as vantagens, aliás, defeitos não, defeito.
    O defeito imperdoável e "anti-engolível" é o painel que faz tudo para dificultar a vida do motorista, o design e os outros defeitos pra mim são bobagens, mas o painel ser construído dessa forma é de lascar, ainda mais nessa terra em que a cada 5 segundos temos que conferir a velocidade pra não tomar multa.
    Sim, se os mostradores forem para o lugar certo eu sinceramente posso considerar um Etios uma compra, mas assim não da.

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  11. muito bom o texto. falta apenas corrigir o "desvairio" para "desvario".

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  12. O Etios desanima até a primeira batida da chave - eu andei muito forte com a versão hatch 1500cm3 e fui conquistado pela franqueza e agilidade do carrinho.

    Para quem gosta de dirigir, é algo a considerar seriamente...não fica atrás (ok, um pouco talvez) do gol/voyage 1.6 no quesito divertido de conduzir.

    MFF

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    1. Corsário Viajante11/09/13 15:53

      Pois é MMF, o problema é andar forte sem ver o conta-giro, o velocímetro, e o pior, talvez parar no meio do nada pq a gasolina acabou e você não viu... rs

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    2. Ah, têm que tocar de ouvido heheh!

      Mas pra andar na boa, também é muito bom...eu tava ligado nos bons comentários nas avaliações dinâmicas do carro e fui tirar a prova.

      MFF

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    3. Perdoem-me os mais puristas. Guiar sem poder consultar o conta-giros uma vez sequer para mim é como pilotar uma canoa a motor, as cegas.

      Tocar de ouvido é fácil. Quero ver é tocar a autonomia. No Etios checar combustível e autonomia enquanto anda parece-me perigoso.

      KzR

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  13. Olhe, tive a oportunidade entrar em um etios, não o dirigi. Quanto ao painel, realmente não é o primor em beleza, mas dá pra visualizar bem o velocímetro e o conta-giros, achei não ser de tão ruim quanto falam e creio que facilmente você se acostumaria, mas seria um ponto que eu colocaria para ser refeito no carro. O problema mesmo é o marcador de combustível e odômetro... não tem como ser pior..... O interior segue a proposta do carro, bem simples, também não é o primor em design, mas são apenas peças plásticas que separam a carroceria dos ocupantes, cumpre seu papel...... Concluindo sobre o interior. Não é um espetáculo mas também não é o que a maioria das pessoas acham quando veem as fotos deste modelo, mas concordo que é passível de modificações.

    Lendo as avaliações de direção, sempre são elogiáveis, com baixo consumo de combustível, boa potência em baixas rotações, suspensão bem ajustada....

    Emfim, é um carro racional e não emocional.

    grato!

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  14. Concordo com o Bob em sua visão de que, hoje em dia, não existe carro ruim, mas uma coisa me incomoda demais: acabamento porco. Economizar tinta nas caixas de roda, cofre do motor (incluindo as partes internas do capô), e também na parte interna da tampa do porta-malas, bem como porta-malas sem forração nas laterais, fora outras inúmeras coisinhas a menos, pode resultar em economia de escala para a fábrica, mas também resulta em um estrago danado na imagem do produto. Eu não me incomodo se faltar uma sofisticação tipo ar condicionado digital (por acaso gela mais que o não digital?), mas olhar para o carro e imediatamente ter a impressão de que saiu da linha de montagem antes que o terminassem...

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  15. Simplinho?!?!! Parei de ler aí, antes que o autor dissesse que virou em uma ruinha!

    Respeito à lingua, senhores!

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    1. Professor Pasquale, já substituí o "simplinho" pelo mais aceitável, e correto, "simplesinho". No futuro evitarei maiores coloquialidades em consideração à sensibilidades aguçadas como a sua. Como V. Sa. pôde constatar, respeito mais aos leitores do que a língua. Abraço.

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    2. Não se assuste caso o Pasquale, ao ver a esposa vestindo calcinha de cor que lhe desagrade, vire para o lado e durma, pois ele curte "parar na primeira frescura".
      Como se o Agresti não soubesse escrever.
      Mas tem gente que deixa de comprar modelo de carro por falta de um friso cromado. Que exponham suas superficialidades a vontade.

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    3. Quando eu escrevia no Motorpasion sempre aparecia um cidadão com essr nick pra me apurrinhar rsrs

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  16. Concordo que é um bom carro, com várias qualidades técnicas. O desenho e a falta de tinta, em pontos "escondidos", eu perdoaria. Mas, esse quadro de instrumentos simplesmente não dá para engolir...

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  17. Roberto Agresti,
    Algumas historias e dicas de fieteiro poderiam vir a pauta, hein.
    Concordo sobre o uno (ainda mais tendo 2 na garagem), e ainda adiciono algo que faltou no texto, e que tambem falta nos carros atuais: Pedigree.
    O Uno era um carro simples, sincero, mas seu DNA tinha sangue azul, coisa que hoje é visivel que falta em muitos carros, ainda mais nos de baixo custo.
    O design de hoje parece ter sido feito por estagiarios que mandaram o arquivo por e-mail pra matriz, que mal sequer olhou direito e disse só "se vai ficar barato, mete bronca!"
    O uno tinha seu design feito por giugiaro, coisa que quem quer algo parecido hoje na fiat vai precisar comprar um punto. No baixo custo, acabou algo feito por designers renomados, vejo até carros de segmento alto feitos por designers novos (como o novo golf, que pela materia do bob foi feito por um designer "novo" no ramo, q só teve o velho giugiaro batendo o martelo).
    O motor era de aurelio lampredi, que engendrou varios motores da Ferrari.
    Os motores Fiasa e Sevel/128 sohc (semelhantes entre si) engendrados por aurelio lampredi são motores incriveis, mas completamente incompreendidos no mercado brasileiro, tanto que nosso mille acabou por usar o fire nesses ultimos anos de vida (que não tem a mesma elasticidade), e ter esse design tosco ('pitbull') que desmerece sua historia.
    A suspensão independente do uno nacional, herdada do 147, apesar de criticada tem um comportamento em curvas fora do comum, com certeza melhor do que a que foi do uno italiano (que é exatamente a mesma do palio, e o palio apesar de confortavel é visivelmente pior em curvas).
    Um dos maiores pontos criticos do uno é o cambio, esse eu não sei quem desenhou, mas deve ser algum tratorista da fiat.
    Quanto ao Etios, realmente pelo que descreve parece ter grandes semelhanças, mas exceto pelo motor, infelizmente não vejo o pedigree dele.
    Por mais louco que possa soar, o uno era o mais proximo até então que um mero mortal poderia chegar de de um alfa romeo ou até, pelos genios que trabalharam no projeto, uma ferrari. Assim como um fusca tb o era em relação aos primeiros porsches.
    Hoje o baixo custo é baixo custo mesmo, não uma versão simplificada de algo bom.

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    1. Corsário Viajante11/09/13 15:59

      Verdade isso.
      Acho que o FUsca ou Uno eram carros de entrada para mercados maduros e, portanto, exigentes. Eram feitos para um cara que conhecia e convivia com modelos melhores, mas não podia ou não queria tê-los.
      O Etios e cia. são carros para mercado emergente, ou seja, o termo de comparação é a moto. Se proteger da chuva e der pro carona ir sentado, já está excelente!
      Um exemplo inverso disso no Brasil é o Polo, um perfeito exemplo de como um compacto pode ser bem feito. Para quem não precisa do espaço de um médio, um Polo serve muito bem - é, aliás, meu caso.
      E vale lembrar que, em determinadas versões, o Etios-indiano custa o mesmo que o Polo-alemão. Coisa pra se pensar... rs

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    2. Lorenzo Frigerio11/09/13 16:27

      O motor Fiasa tem aquele erro de projeto no posicionamento do tensor da correia dentada, que fazia ela durar apenas 20.000 km, que faz parte da História. É injustificável.
      O design de Giugiaro para o Uno também foi perturbado no Brasil sem a menor cerimônia - o capô do motor passou a avançar sobre os paralamas dianteiros, destruindo as linhas do carro - ficou horrível!
      Os carros da Fiat são ruins de mecânica e bons de design. Agora Toyota, eu nem considero, pode ser qualquer modelo. Carro bom de mecânica tem de monte por aí, e alguns também são bons de design; não entendo o que se passa na cabeça de uma pessoa que compra um Toyota. É uma marca que poderia deixar de existir e não faria falta nenhuma.

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    3. O motor Fire é bem mais elástico do que o Fiasa! Mais torque e docilidade o tempo todo...parece um motor maior que o valente e girador Fiasa.

      MFF

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    4. Anônimo11/09/13 17:22

      Concordo! O Fire é bem melhor que o FIASA, além de ser mais suave!

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    5. Sou o autor do primeiro texto, vamos lá:
      Corsario: O polo é um carro sincero, e feito realmente para o mercado europeu, infelizmente o fox o canibaliza, apesar do fox ser um projeto nacional, e exceto pela altura, um bom projeto, mas ainda assim iria prefirir o polo novo por aqui.
      Lorenzo: Tenho feito trocas com 40 mil, e exceto por isso não vejo problemas no projeto, alguns dizem que a causa disso era que o motor poderia ter sido feito pra girar o contrario, já q ele é uma copia do "sevel" em espelho. Mas minha desconfiança é que na época de importações fechadas, começo da fiat no brasil (vale lembrar que o fiasa estreoou no 147) não duvido q algum cabeçudo viu os projetos ao contrario e mandou fazer as formas assim... heheheh
      E eu não vejo problema algum na mecanica da fiat (dos sevel / fiasa), pelo contrario, como eu disse apenas incompreendida e cheia de preconceitos, meu irmão é mecanico (há uns 20 anos) e até hoje não lembro dele ter feito um motor sevel, fiasa fez pouquissimos, fazer um motor desses é igual enterro de anão... Enquanto o Fire, EA-111 já fez varios, e com menos de 100 mil km.. O grande problema da fiat é a parte eletrica, pelo menos nos carros até 90 tem o mesmo padrão de qualidade... proximo a de um pisca pisca do paraguai, mas nada que um bom eletricista não faça bons 'workarounds' e resolva. Quanto ao design, talvez até a filial BR lançou moda, o Tipo e o Fiat Chroma vieram depois e usam o capo assim.
      Anônimo11/09/13 17:22 / Daniel Araujo: Falando dos 1.0, ele só tem o torque entrando na rotação mais baixa, devido a ser um motor "quadrado" enquanto o fiasa é um motor superquadrado. (tem motivos pra isso, mas apenas pense uma coisa: só é vantajoso para a empresa, e é um efeito psicologico, o fire da uma pulada ao toque do acelerador, mas depois dos 4 mil rpm o motor some) Alem disso o fiasa 1.0 tem R/L de meros 0,21... tem como ser mais suave que isso? Pra ter uma ideia, ao limite teorico (grifo aqui) de 20m/s um fiasa 1.0 poderia girar até os 10 mil RPM! Como um motor de uma moto esportiva. O fiasa tem molas duplas no comando, e o overreving é bem aceito sem reclamar, uns 7 mil rpm não faz nem cocegas.
      O problema do fiasa é a aberração criada em betim, o 1.5... esse sim, vibra, mas até o 1.3 ele tem um projeto fantastico.
      https://www.youtube.com/watch?v=a3lOUUrdPMI
      99 HP (na roda) no 1050 @ 7600RPM
      Isso se não me engano na suecia, suiça, não sei... Aqui simplesmente o unico motor que existe é AP.

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    6. Ta gente, muita historia pra pouca coisa. Tudo bem o Uno teve projetistas de grande nome e teve grandes ideias, mas cada detalhe dele nunca deixa de falar `sou um carro racional e apenas isso`. O carro tem apelo emocional e entusiastico zero, sendo lembrado por ser um meio de transporte eficiente e barato (e o comportamento dinamico, por ser um carro leve, acaba agradando um pouco e seria o que salva de num ser esquecido por qualquer entusiasta por mais tarado que seja).

      Acho a mesma coisa do Etios, nem me importanto muito se tem pedigree. Isso fez dele pior em algumas coisas, como o desing realmente sem sentido e coisas nada praticas como o painel. Por outro lado tem uma qualidade mecanica maior que a de ser apenas um carro 100% racional e pode servir para um carro com maior apelo se modificarem os defeitos.

      Em tempo, o desing do Uno realmente ficou pior que o original, que chegava a quase ter alguma simpatia. Agora parece querer te lembrar que se comprou um carro apenas para o racional a todo momento.

      Lorenzo, hoje compram Toyotas pelo mesmo motivo exatamente que nos anos 90 compravam VW.

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    7. Eu acho que ainda hoje se compra VW pelo mesmo motivo de Toyotas, com a diferença que um Corolla é algo muito mais agradável de se olhar todo dia cedo na garagem do que um Jetta, por exemplo.

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    8. Anônimo12/09/13 13:45: Um carro racinal não usa suspensão independente e motor superquadrado...
      Pode ver, que hoje pra vc ter uma suspensão independente na traseira dificilmente vai achar no baixo custo. Vai achar primordialmente eixo de torção... até em carros ditos premium ou "sport". Então de racional, em seu lançamento ele só era um carro totalmente passional mas modesto, e isso não é o mesmo que ser racional... Racional é hoje que o consumidor "gerson" compra carro não porque ele usa uma bela suspensão independente, mas porque ele ou custa barato ou vem com uma central multimidia ou pior... porque o seguro ou a revisão é barata. Pelo amor de Deus.
      Antigamente só se levava 3 parametros pra comprar um carro, hoje são um monte, e
      - Marca (é estranho, mas infelizmente é verdade, e mostrava a imaturidade do nosso mercado)
      - Potencia do motor
      - Preço (incluia-se no preço a simplicidade de manutenção)
      estranhamente aqueles que eram os determinantes de antigamente hojem pouco importa, o seguro, valor de revenda, a cor do carro, as bugigangas e etc parecem pesar infinitamente mais do que o a função primordial do carro, como hoje compram um celular que faz tudo menos ser usado como telefone.

      Enfim, o uno não era um carro racional, era um carro totalmente passional (o proprio design era a frente de sua época, sua mecanica inovadora, não tinha como não ser, pense em quem comprou ele no começo de 80, um publico semelhante aos que hoje compram cinquecento) e seria como uma "ninjinha" hoje, uma miniatura das grandes esportivas, uma miniatura de um alfa, um carro passional, esportivo, mas sempre com muita sobriedade.. infelizmente o fim dele foi esse, com essa cara de doblo e com o motorzinho de tobata, custando barato e servindo de carro de frota... um fim mais racional impossivel, mas ele nem sempre foi assim.

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    9. Caro Juvenal Jorge, ao comparar o Corolla com o Jetta você deve estar na garagem, com o carro parado, depois que girou a chave, comparar o 2.5 com câmbio tiptronic de 6 velocidades com o 1.8 com câmbio automático de 4 velocidade fica covardia. Fora que querem vender o Altis ao preço do Jetta turbo. Ahhh, já sei, vai responder que o Corolla não quebra, tem maior valor de revenda, blá, blá, blá...

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    10. Anonimo 13 e 49, o Uno europeu tinha eixo normal na traseira. O racionalismo fica em usar partes da prateleira, que apesar de boas no conceito na pratica seriam apenas o suficiente.

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    11. Me desculpe, mas o Fiat Uno nacional tem pouca coisa do Italiano fora a casca. Sua estrutura foi bem modificada, a suspensão traseira veio do mais descarado carry over e seu motor ja existia quando meu pai ainda brincava de gude.

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    12. Trocar correia de Fiasa com 20.000 Km? Nunca! Rodei mais de 15 anos em carros de motor Fiasa, correia trocada a cada 60 mil Km como determina a fabrica, nunca deu problema. Sempre correias originais.
      Só fala mal desse motor quem nunca teve a oportunidade de toca-lo como se deve, girando liso a 6.000 Rpm. Motor totalmente autoentusiasta.

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    13. Soeed boy
      Não vejo nenhum problema em carryover, você vê? Acha melhor eixo de torção do que a suspensão traseira independente McPherson do nosso Uno? Prefiro a segunda, simples e eficaz. Sem contar que o Uno brasileiro tinha localização do estepe perfeita, repetindo – "carryover" – a do 147. A alteração no desenho de Giugiaro foi apenas no corte lateral do capô por causa do estepe no compartimento do motor, que de modo algum alterou-lhe as linhas, e a tomada de ar na base do pára-brisa, que precisou ser deslocada para a direita devido ao estepe. No resto as linhas são exatamente iguais às originais.

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  18. Ótima reportagem. Apesar da boa fama do fabricante, o mercado rejeitou esse carro felizmente. Que sirva de lição aos outros: Façam pesquisas e realmente vejam o que o mercado quer. Achar que é só colocar um produto que tem na prateleira indiana não é sensato. Comemos feijoada na quarta e pastel sábado de manhã. Nao comemos curry nem temos problema com carne de vaca.
    Se esse carro custasse 25 mil com ar seria ótimo. Estaria nas frotas de todas as locadoras de automóveis. Como está é fadado ao fracasso.

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    1. Corsário Viajante11/09/13 16:00

      Na versão básica até entendo alguém comprar, ainda mais com os descontos, brindes e mimos que estão dando.
      Mas nas versões de topo, na faixa dos trinta e muitos a quarenta mil reais??
      Jamais entenderei.

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  19. Espero que Toyota acorde,duas coisas precisam ser mudadas urgentes ; a localização do painel e a pintura do cofre.O carro tem visual agradável ,espaço e motor ,só que acho também que o para-choque tem que ser pintado,senão fica estranho demais.

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  20. O carro nas fotos parece feio. Ao vivo, as coisas além de se confirmarem, se tornam piores... O exterior é estranho, não casa. A falta de pintura no cofre do motor, em baixo do capo e nas caixas
    de roda não é nada, quando abrimos a porta do motorista e nos deparamos com o interior. Bancos com padronagem "Gol Special" (quem teve, sabe o que eu digo), o volante de minivan onde só se salva o emblema Toyota, e o supra sumo do mal gosto: O painel central! Conta giros de fundo branco, deslocado e torto. Ler o nível de combustível ou de temperatura (o último, nem sei se há) no pequeno mostrador digital escondido parece ser uma aventura enquanto se dirige. O que dizer do rádio quadrado e atarracado padrão início dos anos 90? Pior fica sem ele, com uma tampinha com o nome do carro e um porta objetos raso. O motor é bom? 1.3 16v com 84 cv (o 1 litro 3 cilindros da VW tem 80), esse sim, representante da estirpe Toyota certo? Até notarmos que é o motor do Yaris simplificado, sem o VVTi. Sabe o que é legal? Pesquise sobre o motor em questão e tenha a seguinte informação: “VVT-i is now a feature of all current Toyota engines”. Acho que eles não conhecem o modus operandi obscuro da Toyota no Brasil. Resumindo, mais uma "economia de porco". Mas o que dizer de uma montadora que economiza tinta da parte externa, quem dirá na engenharia do carro. Na concessionária, o vendedor de Hilux e Corola não parece dar muita atenção para o cliente do "primo pobre", não parece se esforçar para vender o Etios. O “hors concours” fica com o preço: 1.3 com ar e direção por 37 mil! Sem desconto, sem promoção, sem vidros ou travas, sem rádio, sem tapetes ou protetor de cárter... Definitivamente, uma tremenda pisada na bola da Toyota, que para desfazer essa má impressão, deveria não melhorar o Etios e sim lançar outro carro! Para pelo menos se desculpar com a empáfia na qual se apresentou aos consumidores brasileiros.

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  21. Muito bom, RA!
    Gostaria de ver mais posts seus nesse estilo.

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  22. Ótimo texto. Minha irmã tem um só que 1.5, realmente as soluções para o painel no centro é horrenda.
    Mas em compensação a dirigibilidade com o acerto mecânico é algo encantador.
    Mas realmente poucos vão comprar pela ¨não¨ beleza dele.
    A Toyota errou a mão, se tivesse investido um pouquinho mais em um design mais atraente certamente seria um carro de sucesso.
    Nos comparar com os Indianos foi um erro grosseiro da montadora.O que vende bem lá, não vende aqui.

    Claudinho

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    1. Na verdade, nem lá na Ìndia e sudeste asiático tem vendido como eles (Toyota) esperavam. Tanto é que a segunda geração (ou "tapa", dependendo do ponto de vista) foi antecipada em 2 anos, estava programada para 2016, será em 2014, três anos após o lançamento.

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  23. Meu pai tá usando um há 3 meses. Só alegria. É um senhor que faz viagens de 1 hora e roda pesado dentro da cidade (capital, trânsito pesado).

    Eu peguei o etios deles umas 4 vezes. Vou querer comprá-lo, quando ele - daqui a alguns anos - quiser vendê-lo. Tenho atualmente um classic 11.

    Por 35k ele foi, na minha opinião, a melhor opção possível. Gol, Onix e HB são lindos, mas sempre mais caros que o Etios. Este eu considero "mais seguro" (latin ncap), mais econômico (consumo baixo, motor toyota, revisões baratas), e mais forte (1.3 85cv vs. 1.0) que os outros. Todos os critérios que eu listei são contestáveis, mas não dá pra desqualificá-los completamente sem deixar de ser razoável. No fim das contas, se a aparência não tiver importância pra você (este é o meu caso, meu classic vê em média 3 banhos por ano e ainda tem na lataria arranhões de 2011), o Etios é um páreo muito forte (acho que o mais forte) na briga dos populares.

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    1. Parei de ler no "Gol, Onix e HB são lindos"

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    2. Compara na faixa de preço, anon. Reclamar e dizer que o focus é muito mais bonito fica fácil, hehehehe.

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  24. Sobre as vendas do Etios: Pelas minhas contas, somando o hatch + o sedan, pegando os dados informados no ranking de carros do IG, se a Toyota vender até dezembro a mesma média que vendeu até aqui, vai fechar perto de 75mil unidades. Essa não é a capacidade da fábrica deles?
    Se for, tá vendendo tudo.

    A ressalva a fazer é que o volume tá bom porque deram descontos "permanentes" desde o começo do ano.

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    1. Quem trabalha na unidade da Toyota de Sorocaba sabe que ociosa lá não está. Com o preço que vem sendo praticado, realmente é a melhor compra para determinados usos e necessidades.

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  25. Na verdade quando vi o Etios pela primeira vez, veio à minha mente um flashback do Renault Twingo que tive: instrumentos ao centro do painel, limpador único e pantográfico. Design tipo "ame-o ou deixe-o", interior cinza claro. A mesma economia de tinta no interior do cofre. As calotas do Twingo eram um tanto superiores, com pintura metalizada.
    O Uno original possuía refinamentos estilísticos interessantes. O cinzeiro deslizante sobre o painel, os comandos agrupados em satélites mas que, nunca entendi porque razão, não eram iluminados. As portas "magras" que ampliavam o espaço interno, tão incomuns na época. Na sua simplicidade espartana, uma grande evolução das linhas 127/147 e um verdadeiro carro urbano que se propunha ser um modelo para o século XXI.

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  26. Nos dois a simplicidade tem origem diferente. No Uno ela vinha da inovação, da vontade de fazer diferente, de mandar o estepe para o motor e ter porta-malas num carro pequeno, conquistar um consumidor atento. No Etios ela vem do conformismo e determinismo; de que será vendido num mercado com standards medíocres. No Uno o tempo foi tomado buscando soluções e sacadas inovadoras. No Etios o tempo foi gasto buscando onde economizar tinta, plástico, mão de obra. O fracasso de público e crítica desse carrinho tem me dado esperança, mas não muita...

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    1. Estepe no motor no Uno brasileiro, porque o original italiano tinha o estepe no porta-malas. Aliás, o original tinha vários elementos diferentes do "nosso" que o tornavam ainda mais interessante.

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    2. O estepe no motor era por causa da suspensão traseira....

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    3. Elementos diferentes tipo o que? Nosso Uno nunca deveu nada ao italiano, exceto a versão turbo, que só foi corrigido aqui nos anos 90. De resto era um bom carro. Aliás o Uno CS brasileiro quando chegou na Itália surpreendeu até a própria FIAT, vendendo mais que o esperado. O mercado Italiano gostou da maior robustez do modelo brasileiro em relação ao deles. Tanto que o Uno e a Elba brasileiros continuaram a ser vendidos na Itália após a saída do Uno italiano com a marca Innocenti

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  27. Por mais incrível que possa parecer, essa história de motor “100% fechadinho” importado do Japão pode ser uma verdadeira faca de dois gumes : tanto pode atrair o comprador que quer um produto tecnologicamente atual, quanto pode repulsar um comprador mais ignorante, com o perdão da palavra, que vai mentalizar uma manutenção caríssima...

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  28. Roberto Agresti, seria essa a sua primeira avaliação aqui no Auto Entusiastas? Gostei bastante do seu estilo, bem dinâmico e mais leve se comparado aos textos do Bob e do Arnaldo, mas sem ser menos competente, claro! E sobre o Etios, é uma pena a Toyota ter planejado uma estratégia tão duvidosa como essa para entrar em um segmento tão concorrido, ainda que o acerto dinâmico do carro seja muito bom, como sempre defendo quando o assunto é o mascote da linha da marca.

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    1. Escorregadas de iniciante, já que a Toyota é novata nesse segmento, de carros de entrada para mercados emergentes. É normal que o primeiro produto da marca em determinado segmento tenha algumas falhas a mais, e certamente o Etios de segunda geração virá bem mais competitivo.

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    2. Caro Davi, não é a primeira não. recentemente fiz Mini Countryman, Alfa Romeo MiTo, Nova Saveiro e outras. Obrigado pelo elogio. Abraço.

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  29. Boa avaliação, parabéns. Acho que o painel central faria sentido se fosse simétrico, possibilitando a mão inglesa apenas colocando o volante à direita. Mas não é..., precisa trocar tudo pra fazer mão inglesa. Não entendi. Aliás, entendi sim, trata-se de um empobrecimento do Yaris (sim Toyota, nós já temos google images no Brasil). Mesma coisa na falta do VVTi no motor, um tapa nos fãs da marca. Podem dizer: "Ah, mas é um Toyota e vai durar para sempre". E quem é que quer ficar anos e anos dirigindo um carrinho desses? Nessa faixa ele tem que durar 36 prestações e pronto, qualquer chinês faz isso. Gastar dinheiro em projeto para reduzir qualidades é somente o contrário do que se propunha com o Uno. Abraço a todos!

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  30. Excelencia mecânica é o mínimo que um automóvel tem que ter. A toyota errou feio neste carro, feio e mal acabado. Não compraria jamais.

    Marcus Lahóz

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  31. É inegável a qualidade da mecânica ( ganha de lavada até do novo uno! )Mas, bem que os Japoneses poderiam melhorar um pouquinho o design de algumas perfurmarias para tornar o carro além de confiável, também atraente...Putz, até a JAC motors com aquela salada de frutas conseguiu isto, porque não a toyota!

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    1. "É inegável a qualidade da mecânica ( ganha de lavada até do novo uno! )"
      Ganha "ATÈ" do novo uno? ATÉ do novo Uno?
      O Novo uno é referÊncia de qualidade mecânica?
      Não estou acreditando que li isso.
      Não consigo mesmo.

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  32. Ótimo texto Roberto Agresti, mas.... que banho de água fria ler este após o do Golf VII.

    O banho de água é em razão do carro, e não pelo texto.

    Sei que são de propostas diferentes (Golf VII e Etios), mas....


    Michael Schumacher

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  33. É um carrinho com muitas qualidades, sem dúvida, mas que foi sabotado pela própria marca. Motor, transmissão, suspensão, parte elétrica, dirigibilidade, até o projeto da carroceria (que se mostrou bom em teste de impacto), esses são os pontos altos do Etios.

    A partir daí o Etios começa a "descer o barranco" rapidamente... visual exterior não é dos melhores, mas ok, passa. Acabamento... aí se começa a ver uma série de economias ultra porcas em toda parte... sendo muito bonzinho, seria até possível tentar ignorar tudo isso e conviver com esse monte de falhas...

    Mas então se chega ao desastre máximo do Etios, seu terrível painel central. Não bastasse a localização péssima, ainda tem leitura ruim e iluminação esquisita e incômoda (sobretudo à noite). Ah e a Toyota recentemente ainda piorou a lambança, colocando uns apliques plásticos "black piano" por toda a parte: o que já era feio ficou ainda pior, com muito plástico preto lustroso de gosto duvidoso e que geralmente risca com facilidade.

    Não tivesse sido sabotado pela própria Toyota, acho que o Etios teria condições de vender muito, muito mais. Quem sabe em uma futura versão, com esses problemas resolvidos?

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    1. Comentário perfeito! Seria fácil conviver com todas essas falhas se não fosse o bizarro painel com mostradores no centro. Qualidades ele tem, mas deram mancada demais no Etios, mais até do que o próprio brasileiro tolera.

      Mendes

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    2. Agora que eles têm a chance de mexer no painel, em vez de fazer um cluster de instrumentos decente, pegam e fazem um painel preto???

      Não entendo... o que custa para eles substituir aqueles ponteiros de leitura péssima por um grande mostrador digital LCD estilo Citroen??? Na minha opinião resolveria 99% do problema, nem precisaria mudar para a frente do volante.

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  34. Bruno Fonseca11/09/13 18:07

    Boa tarde! De modo objetivo, excluindo o fator confiabilidade da marca, considera hoje o JAC J2 uma opção mais interessante que o Etios hatch considerando itens como custo-benefício e desempenho?

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  35. esse pintura do pára-lamas veio com defeito, não acredito que todos estejam assim, aliás só acredito vendo mais um dois destes. não é possível!

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  36. Deu até saudade de uma estradinha sinuosa perto de Campo Belo, MG, fazendo o FIASA girar a gosto (meu e dele), sentindo os pulinhos da suspensão firme nos raros remendos do asfalto.

    Flashback também.

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  37. Um bom carro. Mas muito feio e paupérrimo. Que painel nojento! A Toyota tem que se mexer e consertar o produto, que já virou 'sapato' no mercado.

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  38. Gostei do post de hoje e o paralelo dos primeiros Fiat´s Uno com o Etios. Ambos, carros bem bolados com grandes virtudes e enormes e toscos erros ao mesmo tempo. Em comum, ridiculo painel de instrumentos, (os primeiros Fiats tinham um painel horripilante, com aquele plástico de segunda linha e o cinzeiro que andava de um lado para outro) e alguns detalhes matados que são simplesmente imperdoáveis.

    Em tempo: É uma pena que a Fiat parece não ter se esforçado para salvar o Uno Mille do "facão" de 2014. Assim como a Kombi, deixará uma lacuna grande no mercado.

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    1. Desculpe Daniel, apesar de respeitar sua opinião, discordo totalmente dela.

      O cinzeiro que andava de um lado para o outro foi um recurso estilístico dotado de uma vanguarda sem precedentes, um verdadeiro marco na história do automóvel do século XX e que por si só representava a praticidade que um automóvel concebido essencialmente para o deslocamento urbano deveria ter. Um símbolo do design, um "must" nunca mais por mim visto na indústria automobilística até, talvez, o vaso de flores no painel da primeira geração do New Beetle. Ainda mais considerando-se sua adoção em plena década de 80, o ápice da moda fumante, com todo o seu apelo comercial.

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    2. Concordo com CSS. Considero sensacional o painel dos primeiros Unos, Prêmios e Elbas. Poderia estar em linha até hoje. Os comandos satélites estão inigualados desde então.

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    3. Não há hoje uma montadora que ouse fazer um painel como do uno, não por ser uma aberração (como esse do etios, que é uma ousadia aberrativa), mas por ser algo legal e eficiente...
      Porque legal?
      Não tem como você dirigir um carro assim:
      http://www.doubleyoudigital.nl/imgsold/digidash_fiatuno.jpg
      ...
      E não se sentir assim:
      http://knightknetwork.com/wordpress/wp-content/uploads/2007/10/cockpit.jpg
      ...
      :o)

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    4. Se exagero matasse

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    5. Claro que opinião é opinião mas...nunca fui simpatico ao painel do Uno. Nunca gostei mesmo

      Sempre gostei dos paineis de instrumentos da linha Volkswagen, qualquer que seja, em especial, do painel "satélite" dos Gols quadrados GL/GTS/GTi. Pena que a VW andou desaprendendo um pouco a fazer paineis (a aberração do Gol G-4 Fox e Kombi 1,4L. Parece que agora estão aprendendo novamente.

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    6. Eu tb gosto do painel volks, mas aprendi a gostar do painel do uno. Tinha a sensação q não era pratico, franzino, ou mesmo feio.
      No uso percebi que aquela sensação era totalmente falsa, é um painel legivel, e agradavel a vista, não se cansa ficar vendo ele, como é o painel do GTI da decada de 90, por exemplo... que só falta estar escrito no meio, onde tem as siglas GTI... "look me!!" Talvez tenha razão, vendo o comercial do voyage e o painel ao estilo wolfsburg, que apesar de muito bonito voltou a fazer o mesmo "look me" com o display no meio... "Não acelere o carro parado, cabeção!" hehehe
      A unica coisa irritante dessa época é a buzina igual de MB 1113, na alavanca de seta.

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    7. Engraçado como ninguém gostava daquele painel satélite quando ele era usado. Frágil e ruidoso.

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    8. O painel satélite do Uno era excelente. Além de moderno, era muito prático e a visualização dos instrumentos era ótima, muito melhor que a do citado Gol. E o painel poderia ser mais completo, com versões com medidor de pressão de óleo, check-control e computador de bordo. Isso se contar as várias versões de mostradores digitais que existia na Italia.

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  39. Se for para não ficar voltando várias vezes na concessionária - e naturalmente ficar a pé - para reparar defeitos, é melhor aceitar o que esse carro é, e boa.

    Melhor assim.

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  40. comprei um Etios XS há cerca de 4 meses para a minha esposa, até o momento um otimo carro, economico e valente.
    Na epoca fiz vários orçamentos com outros carros (HB20, Onix, Novo Palio e March), e todos eram na versão 1.0 e as css desvalorizavam o carro da minha esposa para dar a entrada. Fui na Toyota sem esperar nada, só por desencargo d consciencia, e fiz o teste drive do etios. Na epoca o valor era 36,900 reais, acabei pagando 36.000, ganhei o emplacamento total gratis e o protetor de carter, minha esposa vm adorando o carro, e elogiando a direção eletrica, levissima nas manobras. A mecanica do Etios é muito boa e as revisões são a cada 10 000 km, o que gera uma boa economia (tb o valor a ser pago pelas revisões é mais barato do que os concorrentes já citados) e o motor é um 1.3 que é muito superior a qq motor 1.0 aspirado. Quanto ao painel, não senti dificuldades de visualiza-lo, e a estranheza passa com o tempo e vc se acostuma ao local mais centralizado. O ar cond gela muito, chegando ao ponto de termos de desligar pois não aguentamos de tanto frio que faz ao fim da tarde(moro no nordeste). outro fato a favor da Toyota é que ela não cobra nada a mais pelas pinturas metalicas e nem pelo branco, é tudo um preço só.
    Pontos fortes: espaço, mecanica, preço das revisões, ar condicionado
    Pontos fracos: o painel poderia ser mais "normal", falta iluminação nos botoes do vidro eletrico, não tem temporizador das luzes internas, falta iluminação no porta malas, a chave poderia ser com telecomando e as travas poderiam ser automaticas quando o carro começasse a andar, pintura nas caixas de rodas e cofre do motor.

    Será que não dava para a Toyota arrumar um cantinho no porta malas para colocar o macaco e o triangulo? Embaixo do banco é terrivel para tirar e depois recolocar o macaco...
    Mais uma particularidade do Etios: a caixa de fusiveis fica por detras do painel, então se precisar trocar um fusivel, tem que tirar a cobertura... trabalho da zorra.

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    1. Use o seletor de temperatura para nao passar frio com o ac ligado

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  41. Acho que imperdoável é ofender o projeto do Uno comparando-o com o Etios.

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    1. Exato. Giugiaro não merece isso.
      Fez um fantástico design, que durou 20 anos APESAR das mexidas locais, cansou de ser copiado (com a traseira bem reta).
      Não, nada nada se assemelha a essa horrenda criação indiana.

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  42. Estirpe grafa-se com S.

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    1. Em cuase todos os testos do AE se encontram-se erinhos bobos como esse, mas oje aqui a cobransa tá feróis, eim....

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  43. A Toyota não aprendeu o que a Hyundai tirou de letra.

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  44. A Toyota conseguiu acertar o mais difícil que é a mecânica e pecou no mais fácil que é o design e acabamento.
    Será que fazer um painel decente aumentaria tanto assim o preço?

    Se eu tivesse um carrinho desse, seria um péssimo começo de dia toda vez que eu entrasse nele e olhasse aquele painel.

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  45. O Etios é uma falta de respeito ao consumidor Brasileiro. É a prova da arrogância da Toyota do Brasil, não raro a mesma de muitos donos de seus outros modelos.

    Eles pensaram (dentro de uma certa lógica, infelizmente) que se tem tanta gente que fica de quatro pelo Corolla, e o têm como "melhor carro do mundo", de certo o Etios com mínimas alterações daria muito certo, "afinal, é um Toyota".

    Vale lembrar que a ideia deles era de vender a pelo menos R$5mil a mais que os preços praticados atualmente, fato este que só não foi consumado por conta do HB20 que vai muito bem, obrigado.

    É inegável a eficiência mecânica dele, mas não bastasse o velocímetro no meio do painel, as saídas de ar centrais mostram que eles tavam pouco se lixando (pra não dizer outra coisa) pro consumidor. Sério, qualquer um, mesmo sem habilidade pra desenho e sem o know-how de ergonomia de um fabricante proporia algo muito mais lógico do que este painel inútil.

    E pro modelo 2014 mudaram a cor dos instrumentos e o painel central é em preto piano. Mesmo quando tinham a chance de corrigir a caca, ainda tentam com MÍNIMO ESFORÇO recauchutar este erro primário. Palhaçada!

    Fico feliz de toda a crítica em torno do modelo, e do mico que ele se tornou, na prática. Fiquei com medo de ser mais um dos muitos "sucessos inexplicáveis" de nosso país.

    RM

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  46. Eu trocaria um Etios por um casal de Dodôs.

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    1. (y) Concordo.

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    2. Eu trocaria um casal de Etios por um Dodô só. E ainda estaria no lucro.

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  47. Lendo o texto eu lembrei de quando fui comprar meu Nissan March: visualmente o carro não me chamava atenção (muito pelo contrário), mas quando dirigi mudei minha opnião e estou a pouco mais de 1 ano com ele muito satisfeito. Tem lá seus defeitos, mas no geral me agrada bastante.

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  48. Este carro é mais feio que uma bolada de basquete nos colhoes. Até então era o único "defeito" dele....

    Mas infelizmente a matéria mostrou que o fizeram aos moldes dos piores carros chineses... Esta da tinta foi de lascar mesmo.

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  49. eu tenho um, a cada dia curto mais meu carro, nao tenho o q reclama dele, quanto ao painel é tranquilo acostuma-se rapido, e realmente o powertrain e a suspensão são o que há de melhor, o meu é um 1.5 xls hatch

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  50. Roberto, excelente matéria. TIve a mesma impressão quando dirigi o Etios. De longe, olhando o carro, odiava, não tinha entendido qual era a intenção da Toyota. Mas aí fui fazer o test-drive e mudei completamente de ideia. Sendo admirador dos Uno (tive dois 1.6R, durante 8 anos), também reconheci no Toyotinha traços do Fiat. De fato, acho que para melhorar, o Etios precisava de um pouco mais de cuidado (a tinta nos pára-lamas, por exemplo) e tecidos mais animados no interior. A questão do design é secundária, vi dois Etios na rua com rodas melhores, e o carro já fica muito mais interessante. Fica a sugestão para a Toyota caprichar mais no design nas gerações futuras. Hoje meu carro é um médio, mas se precisasse comprar um compacto 0km, é muito provável que comprasse um Etios.

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  51. Por que a Toyota não fez uma versão básica 1.0, aproveitando IPI menor? O Etios parece suficientemente leva p/ rodar c/ motor 1.0, sua vocação é carro de entrada, sem entusiasmo.

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  52. Já perdeu 1 quilo e Meio de vendas só pelo fato de não ter regulagem de altura do banco. Minha esposa ficou irada e não me deixou realizar o TD. Uma pena esse desastre do interior, pois me agradou o designer exterior e na cor cinza.

    Queremos uma carro seguro (4 estrelas), testado pela Latin Ncap, e a outra opção ficou sendo o City mas o preço é assombrosamente safado. Vamos partir para comprar um usado com 2 anos de idade.

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    1. Corsário Viajante12/09/13 12:35

      E o Polo?

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    2. O Polo é um carro "inseguro", Corsário.

      Tem gente que realmente tá comprando carro pelo número de estrelinhas que ele ganha. Parece hotel.

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    3. Tem quem compre pelos cavalos, pelo acabamento, pela cor, etc. Saibamos respeitar as escolhas, ainda mais por motivos nobres.

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    4. Marco R. A.13/09/13 09:49

      Além da sua, qual é a opinião mais importante: A da Ncap/Latin Ncap ou a do seu vizinho?

      Tem os que compram pelo status.

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    5. Corsário Viajante14/09/13 15:47

      Polo tem as mesmas quatro estrelinhas que o Etios... rs
      Pelos números ficou um pouco abaixo.
      E, pelo preço de algumas versões do Etios, acha-se Polo 0km, ainda que em breve vá sair de linha. Mas para quem quer carro para passar no mínimo uns cinco anos, o POlo parece um bom amigo... rs

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  53. quanto a pintura da caixa de rodas nas versões sedã já são pintadas de preto fosco... nao custaria nada fazer o mesmo no hatch.
    Friso que as revisões do toyota são a cada 10000 km e são mais baixas $$$ do que a pretensa concorrencia. A espuma dos bancos são bem firmes e confortaveis. Em uma escala de 0 a 10, estou satisfeito com nota 9 com o Etios.
    O que me incomoda: só tem uma luz de ré, não tem iluminação nos botões do vidro eletrico, a chave é comum, igual ao do corolla brad pitt, macaco e triangulo embaixo dos bancos (ideia de jerico), não tem temporizador das luzes internas, o carro não trava as portas ao andar, batente do porta malas na tinta (poderia ter uma capinha plastica p proteger).

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  54. É.
    Design não conta nada mesmo pra quem gosta de carros.
    Depois dessa reportagem o Etios virou um carrão nos comentários...
    Vamos lá, todo mundo comprando pra provar que somos diferentes da "massa" que não gostou do desenho.

    pff

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    1. Ledoni,
      não diga isso. Eu não compro carro por ficha técnica. Estilo é meu primeiro quesito, depois preço e consumo.

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    2. Antônio Martins14/09/13 01:24

      Por isso que o Juvenal não gosta de VW, mas gosta de Aztek... kkkkk

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  55. Provavelmente a ideia do painel foi do "Grande Presidente" e como os japoneses morrem de medo de seus chefes, todos se calam e o "GP" que não tem tempo para ver blogs e sites, acha que o produto está ok e o problema das vendas baixas está nas css.

    Todos os sites e blogs do Brasil criticam o painel, a pintura não terminada e o local do macaco, mas os caras da Toyota não se importam com nada disso.

    O produto precisa urgentemente mudar e quando a Toyota trocar o painel, que será necessário, espera-se pelo menos que façam de uma maneira em que possa se trocar o atual dos carros já vendidos, a um custo mínimo.

    Mas será que esse pessoal da Toyota se digna a ler o comentário das pessoas?

    Sinceramente acredito que a barriga desse pessoal está tão cheia que não conseguem enxergar os próprios pés.

    Bonifácio.

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  56. Dêem uma busca no google. Haverá um novo painel logo. Na verdade é o mesmo painel central, só que com fundo preto e iluminação azul. Plásticos mais escuro no lugar dos cinzas e algumas partes em black piano. O aparelho de som e os comandos de som também parecem que são novos. Mas enfim, continua o mesmo painel central.

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  57. Autoentusiasta Cansado de Guerra12/09/13 22:22

    "E essa mania de pára-choques lisos-e-lindos, pintadinhos na cor da carroceria, sem nem sequer um plastiquinho ou borrachinha mais rústica para os inevitáveis contatos do dia a dia?"

    Isso foi um modismo de design que pegou e acabou com a funcionalidade. Até hoje não me entra na cabeça. Um pára-choque que não condiz ao nome; um leve toque já perde a tinta, no mínimo.

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    1. Certamente foi isso que levou à febre de cigarras "sensores" de estacionamento e câmeras. Encostar no pára-choque de um "apaixonado por carros" ele te dá um tiro!

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    2. Se tira tinta do parachoque teria que arrumar de qualquer forma, o problema na verdade ta bem menos grave do que parece. Quando a tinta sai o parachoque quebra ou fica com marcas, mas ainda assim ter uma faixa separada era um pouco melhor. Mas tem que ser grande, caso contrario nem serve pra nada e na hora de arrumar vai a mesma grana

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  58. O 1.3 de 90 cv por menos de R$ 30.000,00 dá para encarar, mas para todos as outras versões o Nissan March dá uma surra nele. O March é um carro feito para todos os mercados (é vendido até no Japão!).

    Está aqui o site japonês do March. http://www.nissan.co.jp/MARCH/

    Fosse o brasileiro mais inteligente e menos arrogante, esse carro seria o campeão de vendas por aqui...

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    1. Corsário Viajante14/09/13 15:44

      OU talvez fosse melhor dizer:
      "Fosse a NISSAN mais ambiciosa e menos acomodada esse carro seria o campeão de vendas por aqui..."

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    2. Olhei por bastante tempo o March, ele ia ser a minha escolha (do meu pai) antes de visitarmos a CSS Toyota local. O March 1.6 "completo" (ar, vidros, travas, alarme, direção) custaria, no fim das contas, uns r$1000 mais caro (37mil, se não me engano) que o Etios que compramos (1.3 xs + alarme).

      Realmente era nossa escolha preferencial, até a concessionária local avacalhar com o preço e a gente fazer o test-drive do Etios.

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  59. Eu levei um amigo na css da Toyota para que ele retirasse seu carro da revisão. E finalmente vi o Etios mais de perto.

    Ele já tinha o novo painel da linha 2014, aonde a parte central mudou o acabamento para um blackpiano. O rádio tbm ficou mais moderno, ainda que (RISOS) não tenha bluetooth. Os mostradores ficaram melhores.. fundo preto.
    O volante também mudou um pouco. Parecia mais com o Corolla.

    MAS... na vdd ficou "menos pior".

    Thiagones

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  60. Deram uma "melhorada", mas para mim nasceu morto.

    http://carplace.virgula.uol.com.br/toyota-etios-2014-chega-com-novidades-e-preco-a-partir-de-r-29-990/

    http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2013/09/12/toyota-etios-recebe-maquiagem-para-parecer-mais-nobre.htm

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  61. Pelo que li no texto trouxeram o Etios porque ele é melhor que o Yaris. O Yaris é ruim? Aguenta menos o tranco que o Etios? Tenha santa paciência. Nunca!
    1.5 16V entrega menos potência que 1.4 8V. Onde esse motor é moderno?
    Etios nem de graça.

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  62. Não sou um entusiasta!
    Mas sempre visito o blog para aprender um pouco.
    O que sempre me faz voltar são os textos profissionais como este.
    Difícil encontrar esta qualidade 'por aí'.
    Abç,
    Patrick

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  63. Me emocionei na parte do "pára-choques lisos-e-lindos". Achei que era o único que não entendia essa aversão do brasileiro a qualquer detalhe plástico, como se plástico fosse sinônimo de pobreza.

    Para as fábricas, fica claro que é muito mais barato fabricar um para-choque liso.

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  64. Esse carro é exatamente o contrário do UNO. Apesar da essencia simples de ambos, o Uno primava por ser inovador em estilo (por mais controverso que tenha sido), com boas soluções ergonômicas por todos os cantos. A mecânica não era o forte, pelo menos no Brasil.
    No Etios, a ergonomia é ruim, o desenho é ultrapassadíssimo. Parece um carro que nasceu lá no passado. Compensa pelo conjunto mecânico.
    Enfim, conceitos totalmente contrários.

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  65. Estou com um Etios Sedan como taxi, como é branco não sabia desse problema de pintura. Comprei pela Internet (venda direta, com desconto), depois de ter tido outros nacionais de categorias semelhantes. Confesso que nem test drive do Etios eu tinha feito. Como era carro para trabalho, deixei o design de lado. Pontos fracos: odômetro e marcador de combustível são realmente pequenos, não gostei, tapetão de borracha simples, aqueles plásticos todos (típico de carro popular). Pontos fortes: porta-malas enorme no sedan (ótimo para passageiros), espaço traseiro bom para pessoas altas, espelho no retrovisor do motorista (sou mulher), porta luvas como "geladeirinha" (refresca bebidas em viagens mais longas). Não entendo nada de mecânica, mas é um carro que me deixa segura para dirigir e para fazer manobras. Pontos neutros: Sobre a manutenção, no site tem preços tabelados mais baixos que os nacionais, mas só pagando para saber. Painel no meio não ajudou nem atrapalhou. Faço 7,5 km/l com etanol na cidade, mas com ar condicionado no máximo e não tenho os massetes de economizar combustível. Enfim, como eu não havia criado expectativas e pesando os comentários negativos ("feiura", painel no meio, acabamento simplório) e positivos (atendimento Toyota, motor, dirigibilidade, espaço interno e porta malas), resolvi apostar nos últimos. Não sou entusiasta da Toyota, nunca tinha dirigido um antes, mas na minha opinião, os pontos positivos se destacam para um carro de entrada, até o momento estou satisfeita.

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  66. Independemente da avaliação feita, parabéns por escrever bem! Este blog é o melhor que encontrei tanto em informação quanto em estilo.

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  67. RA: "...Nem o mais revoltado designer dos Citroën dos anos 1960 conseguira parir algo de tão insólito em sua prancheta. E insólito também é o local escolhido para o macaco, sob o banco do passageiro, assim como a abertura do porta-luvas..." foi a melhor!!! Parabéns pela matéria..., vale lembrar que além de melhores ideias o Uno tinha menor preço e mesmo assim, demorou a convencer...

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