PONTEIRO ONDE O CLIENTE QUISER

 

Recentemente, numa viagem, aluguei um Celta por uma semana. Uma das coisas que estranhei bastante nele foi o seu marcador de temperatura. O marcador de temperatura do Celta é um mostrador dividido em quatro quartos. A primeira marcação dele é o motor frio e a última é o vermelho (superaquecimento). Pois bem, saindo com o carro, reparei que o ponteiro demorava para se mexer. Problema de termostática, imaginei. Porém, mesmo pegando pista expressa, o ponteiro não baixava, o que não condiz com uma situação de termostática defeituosa. Além disso, o carro alugado era novo demais para já estar com esse tipo de problema.

Outra coisa estranha: ao pegar trânsito com o carro, quando o marcador chegava um pouco antes de 3/8 (o meio do caminho entre ¼ e ½), entrava a ventoinha. Sabendo que a ventoinha entra por volta de 100 °C, concluí que o 3/8 da escala indicavam 100 °C. O ponteiro baixava até o pouco acima do ¼ novamente, que imaginei ser a marca de 90 °C. Quando pegava pista expressa, o ponteiro ali ficava, cravado na marca de ¼, condizente com a termostática do Celta, construída para manter o motor acima de 92 °C ± 2 °C. Ficando mais tempo com o carro, comecei a “sacar” mais o marcador e perceber o que eram suas marcações. A primeira marcação parecia ser 70 °C, porque o ponteiro demorava a se mexer.

Provavelmente, este comportamento do ponteiro é proposital. Para evitar proprietários apavorados indo à concessionária para se queixar que o carro está trabalhando “muito quente”, o ponteiro foi “programado” para não chegar sequer ao meio em situação de uso normal. O departamento de marketing deve ter concluído: “se o nosso cliente fica mais feliz e tranqüilo vendo o ponteiro da temperatura lá embaixo, é lá que ele irá vê-lo, sempre bem abaixo do meio”.

Termostática: Se ela pifar, o ponteiro não irá indicar
Só que esta forma de calibração do ponteiro de temperatura deseduca. Primeiro, porque passa a impressão de que o bom e o normal é o carro funcionar frio, quando na verdade ele tem uma faixa de temperatura ideal, nem muito frio e nem muito quente. Do jeito que está, se houver problema com a válvula termostática (e minha experiência com os três Monza e dois Vectra que tive me mostraram que as termostáticas usadas pela GM tem uma “validade média” de dois anos), o ponteiro se manterá lá embaixo, indicando para o motorista que “está tudo bem” (na cabeça dele, o bom é o carro funcionar frio, não é?), quando na verdade o carro estará funcionando frio demais, com a injeção quase que permanentemente em “fase de aquecimento”, consumindo mais combustível, emitindo mais poluentes, carbonizando o motor e encurtando a vida do catalisador.

Segundo, se o motor tiver algum eventual problema de superaquecimento, o motorista pode só perceber quando for tarde demais. Com este comportamento, o fato do ponteiro chegar ao meio da escala já indica situação anormal, pois a ventoinha terá sido ligada e sem conseguir diminuir a temperatura. Mas, para o motorista, estará tudo bem, pois meio da escala é temperatura normal. Só que, se seguir a linearidade do painel, o meio deve ser 110 °C, temperatura em que o mais prudente é parar e procurar a causa do superaquecimento antes que haja qualquer dano ao motor. Acima disso, começa a haver dano, mas o motorista só irá se preocupar realmente quando o marcador passar dos ¾. A esta altura, uma junta queimada já é quase certeza.

Painel do Palio: eletrônico, com a indicação de temperatura bem no meio
Hoje em dia, com os painéis sendo eletrônicos e microprocessados, dá para o fabricante programar o ponteiro como quiser. Nos dois Vectra que tive (um 1998 e um 2002), o ponteiro subia com precisão e com alguma linearidade até pouco antes do meio (marca de 90 °C). Passando dos 90 °C, ele perdia toda a linearidade. Subia vagarosamente até a marca de 91 °C, quando estava neste ponto, a ventoinha era acionada e o scanner de injeção marcava 100 °C. A ventoinha funcionava até a água voltar aos 90 °C, de forma que, em operação normal, o ponteiro ficava sempre oscilando entre “89 e 91”. Para o motorista, perfeito, o carro trabalhava sempre cravado em 90 °C. Bem, pelo menos era fácil identificar uma termostática com problemas, o ponteiro caía abaixo de 80 °C em vias expressas.

No Siena de minha esposa e no meu Fusion também é assim. Ambos painéis são eletrônicos, o ponteiro sobe linearmente até chegar na temperatura de abertura da válvula termostática (82 °C no Fusion, 87 °C no Siena), não coincidentemente bem o meio da escala. Chegando aí, “trava” e não sobe mais, mesmo a temperatura variando mais uns 10 °C a 15 °C até a entrada do ventilador. Tudo para que aos olhos do motorista a temperatura pareça “normal”. O que antigamente era uma faixa de temperatura normal, hoje é o exato meio da escala. O marcador de temperatura deixou de ser um instrumento de medição para ser apenas um indicador de condição de normalidade para motoristas que cada vez têm menos interesse em conhecer como funciona seu automóvel.

Antigamente os painéis eram analógicos, seria mais difícil fazer uma coisa dessas. O velocímetro era mecânico, acionado pela rotação de um cabo ligado à transmissão (ou à roda, no caso do Fusca e derivados) e controlado por uma mola. Os marcadores de temperatura da água e do nível de combustível eram elétricos, mas faziam a função de voltímetro/amperímetro. Havia um regulador de voltagem dentro do painel para assegurar os 12 V, uma vez que variações de tensão poderiam gerar variações de marcação.

Era difícil manter uma regularidade de produção e assim manter a precisão idêntica em todos os instrumentos. Por conta disso, havia as variações inerentes à produção. Sendo assim, por segurança, os velocímetros eram calibrados de forma que nunca mostrassem uma velocidade superior à real mesmo contando todas as variações de produção. Daí surgiu o erro de velocímetro, que sempre fazia uma marcação "otimista", para garantir que nunca haveria marcações "pessimistas". Isso até gerou o termo "máxima de painel", sempre maior que a máxima real.

Painel do Del Rey: Muito bonito, mas não muito preciso
Hoje em dia os painéis são totalmente eletrônicos. O que outrora eram instrumentos, hoje são apenas ponteiros ligados a motores elétricos que os colocam na posição que um microcontrolador assim determinar. Atualmente, os painéis são ligados à rede CAN-bus (Controller Area Network). Os sensores enviam seu sinal para a ECU, que os interpreta e os transforma em uma seqüência de bits, transmitindo-os para a rede CAN-bus. O painel é um mero leitor e interpretador destes sinais, comandando o movimento dos ponteiros de acordo com o sinal recebido pela rede. Sendo um microprocessador, ele pode ser programado via software para colocar o ponteiro em qualquer posição que seu programador desejar. Ou na posição que o departamento de marketing determinar ao programador para colocar. Aquela gracinha que alguns carros fazem de levar o ponteiro até o fim da escala (começou aqui com o Vectra 2006) logo que se vira a chave só é possível em painéis totalmente eletrônicos.

Por isso, o velocímetro de um carro atual pode ser muito preciso, se o fabricante assim o desejar. Um pneu novo tem uma profundidade de sulco de 8 mm, sendo que quando ela chega a 1,6 mm é hora da troca. Assim, há uma redução de 12,8 mm no diâmetro do conjunto roda-pneu, que costuma ser por volta de 600 mm, o que representa uma diferença de 2%. Portanto, se o fabricante quiser pode fazer um velocímetro preciso com os pneus novos, mas este terá um erro de 2% para mais quando estiverem gastos ao limite. Infelizmente, não é o que vemos. Graças à voraz indústria da multa, nossos carros continuam tendo velocímetros otimistas de propósito, normalmente marcado em torno de 3 a 5 km/h a mais. Sendo assim, se o motorista passar com o velocímetro indicando 10 km/h acima da velocidade máxima não será multado, pois o Inmetro manda que a tolerância dos radares seja de 7 km/h para velocidades abaixo de 100 km/h e 7%, acima disso. Não era necessário este excesso de cuidado por parte dos fabricantes.

O ideal seria que se conhecesse o assunto um pouco mais a fundo. Conhecer o comportamento do seu próprio carro não faz mal a ninguém, muito pelo contrário. Conhecendo seu comportamento, fica mais fácil detectar situações que fujam da normalidade e identificar problemas quando estes ainda estão no começo. Um exemplo disso? Em um dos Monza que tive, detectei precocemente um problema no alternador ao reparar que o voltímetro passou a oscilar de uma forma que não oscilava antes.

Conhecer o comportamento do voltímetro já me salvou de ficar na rua
Era o regulador de voltagem que estava começando a pifar, ora carregava, ora não carregava a bateria. Este comportamento iria se agravar com o tempo, diminuindo o tempo em que a bateria estava sendo carregada e aumentando o tempo em que ela não estava, até que um dia ou eu não teria energia para a partida ou – pior – a bateria poderia ficar totalmente sem carga durante uma viagem.

O problema foi totalmente resolvido com a simples troca do regulador de voltagem, uma peça barata. Porém, graças à minha atenção ao voltímetro, eu pude detectá-lo bem no início e me poupei do dissabor de ficar sem bateria de repente. E também poupei uma possível troca da bateria, pois ficar sem carga a prejudica.  Coisas que só quem procura conhecer bem o seu carro percebe e que pode ser a diferença entre ser deixado na rua por ele ou não.

CMF

117 comentários :

  1. Muito interessante a postagem. Cabe ainda citar os carros mais modernos que simplesmente abdicaram do medidor de temperatura no painel, justificando com a "quase perfeição dos sistemas de arrefecimento modernos". Uma amiga foi vítima desta economia, pois seu Palio 2001 superaqueceu e nem a luz que deveria acender para alertar apareceu...

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  2. Os velocímetros digitais atuais, também são calibrados com essa diferença? E as lombadas eletrônicas, a velocidade mostrada é a real

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    1. Sim, acho q isso é de praxe ja, no meu Civic a variação é de 6km/h para mais, isso é facil medir por qualquer GPS que te mostra a real, em teoria a lombada eletronica é a velocidade real.
      A titulo de curiosidade, ja ouvi alguns comentários que no caso do Civic SI a velocidade mostrada no painel é real.

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    2. Então, testei meu c4 em uma lombada eletrônica e a diferença foi de 1km/h para mais, acreditei ser a diferença de diâmetro pelo pneu estar gasto.

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  3. Excelente postagem Carlos!

    Meu mecânico conta que muitos clientes dele pedem para retirar a válvula termostática (ou mesmo deixá-la lá, travada aberta...), pois existe este mito do motor trabalhar frio ser melhor (é claro que ele não faz e explica o por quê, mas não consegue catequizar a todos...).

    Andei reparando que os carros atuais andam perdendo o ponteiro, meu atual Civic não o tem: foi substituído por uma luz espia que indica motor frio e outra que indica superaquecimento, uma pena.

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    1. Lorenzo Frigerio25/09/13 20:28

      Vários anos atrás, a válvula do Monza a álcool da minha mãe travou aberta. Eu estava indo ao aeroporto de Guarulhos e, quando cheguei lá, o carro quase não dava lenta. Vi o ponteiro da temperatura lá embaixo e matei na hora. Em outra ocasião, a válvula travou fechada; o carro só não ferveu porque era a álcool. E sempre coloquei válvulas e aditivo originais.

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    2. Lorenzo, o que tem a ver o fato de ele ser a álcool?? Desculpe a ignorância.

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    3. Também não entendi,pois meu uno 95 1.5,álcool original,ferveu devido a queimar um fusível da ventoinha(acreditem,o uno tem um fusível para uma coisa tão séria!!)

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    4. Lorenzo Frigerio26/09/13 22:16

      O poder calorífico do álcool é muito menor que o da gasolina. O ponteiro chega no vermelho, mas, se você não estiver forçando o motor, não terá uma catástrofe tipo junta queimada. No outro extremo, quando a válvula travou aberta, o motor ficou gelado; se fosse à gasolina, estaria funcionando quase normalmente.

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  4. Ola CMF boa tarde tudo bem ? Ótimo post pra alertar alguns desavisados sei bem o que relatou no post acima pois esse mês passei pela experiência que você descreveu acima há uns três meses tinha trocado o regulador voltagem do alternador do meu passat ls 1981 desde então o marcador do combustível começou a dar problema primeiro testei o aterramento da bóia nada, testei então outra bóia nada,desmontei o painel e troquei o regulador tensão que comanda também a temperatura nada eis que o problema era o relógio do marcador um compadre aqui conseguiu restaurar o marcador remontei e passou a funcionar belezinha ! Infelizmente a eletrônica invadiu completamente o sistemas do carro e quando acende uma luzinha tem que correr pro eletricista ver o que esta acontecendo pois não tem como praticar o faça você mesmo por enquanto vou ficando com meu passatinho mesmo e despenso essa tecnologia !

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    1. Dispensou essa tecnologia pra ter que fazer tudo isso pra arrumar um ponteiro de combustivel. Boa escolha!

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    2. Não quero ofender, mas, pelo jeito como escreve, definitivamente deve se manter longe de qualquer tecnologia. Até a mais básica pode se provar um pesadelo diante da sua cabeça.

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    3. Filipe_Santa Catarina25/09/13 15:22

      Compre um Scanner automotivo via OBD II e seja feliz.

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    4. Anônimo das 13:24 boa escolha mesmo tenho o carro que sempre quis ter da cor que queria nao fico andando por aí de plastimovel milzinho mas você não deve saber o que e isso ! Anonimo das 13:31 ao contrário do que você imagina até me entendo bem com a tecnologia que me convém não sou eletricista automotivo por isso achei desnecessário seu comentário ! E felipe santana eu passo esse scaner a que você se refere pois no meu caso serviria apenas como peso de papel passe pra alguém cheio de sensores no carro ! Boa noite a todos !

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    5. O problema não é a tecnologia em si, mas os carros estarem retirando tudo do motorista e passando pro computador do mesmo. O bom motorista está ficando meio que de mãos atadas por conta disso. Você quer dirigir, mas o carro não deixa. Você quer ler uma informação, mas não pode. A questão é essa. E com isso tudo, os motoristas cada vez piores...

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    6. Anônimo25/09/13 13:24 e Anônimo25/09/13 13:31 Estão no site errado.

      P500<<

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    7. Ando de milzinho sim Fabiano, milzinho e 600, milzinho e 800 e 2 milzinho. Faça o favor de fazer uso do simancol antes de comentar improperios.

      Legal que seu Passat alemão importado carburado deu problema justo nos sensores e na eletronica que tanto reclama. Os meus 'milzinhos' ruins e cheios de sensores nunca precisaram mexer no painel. Vou trocar por um Passat carburado azul calcinha, esse um carro bom de verdade e o carro que sempre quis ter. Sempre quis arrumar ponteiro de painel no lugar de ter um carro desses de plástico com injeção que funcione bem.

      Você tem razão. E o meu Passat vai ter DVD que nem o seu do seu site, isso sim tecnologia util num automovel. Boa noite, obrigado pela dica!

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    8. Gente também num vamos esquecer de despensar a tecnologia! Pra que tecnologia? Coloquem esses sensores todos na despensa junto com a comida!

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    9. P500, pelo contrario. Estamos no lugar certo, afinal autoentusiasta despensa (coloca na despensa) a tecnologia inutil de um DVD automotivo. Prefere ter essa tecnologia em outras coisas no carro, como uma ECU que faz ele funcionar redondinho, prefere ter que manter essa eletronica do que ficar arrumando DVD e ponteiro de painel.

      Acho que faltou sacares que tem uma certa ironia no pitaco do colega Fabio, onde ele `despensa` a tecnologia atual dos carros, que fazem eles andarem melhor, por ser `muito complicado` pra ficar meses atras de um problema de ponteiro num carro antigo (ou seja, facil de arrumar que num foi). E ainda por cima preferir gastar tempo e dinheiro com tecnologias nada entusiastas como DVD.

      O AE nunca teve nada contra autos antigos, mas parece que quem tem carro antigo vez ou outra tem falta de simancol e tem algo contra o AE. Um ou outro sempre aparece com umas perolas como essas e provoca os donos de carros novos como se estivessem numa super maquina. Fora ter que ouvir as historias `veridicas` de Corcel original dando pau em carro novo de final, Opala 4 cilindros que anda muito, etc. Isso doi!

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    10. Sem exageros. Há bons bons carros dos anos 90, bem mais modernos, mas não tão carregados de tecnologia complicadora. Curto (e muito) carros antigos, mas ficar preso 30 anos no passado, só por causa de fobia ao menor traço de eletrônica, não me parece normal.

      João Paulo

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    11. Olá "anônimo" das 14:16 horas você e um fanfarrão mesmo hein ! Cara so fiz um comentário a respeito do post e parece que virei seu inimigo n° 1, o negócio e o seguinte 1° meu passat não e alemao 2° meu carro não tem sensores eletrônicos 3° se eu quero ter um DVD no meu carro não e problema seu 4° não demorei meses pra consertar o ponteiro do combustível leia bem meu primeiro comentário a pratique um pouco de interpretação de texto ( por favor não vá achar que sou professor de português também hein ) e quem tem carro antigo gosta de fuçar mesmo no carro ,agora se você acha isso outro defeito então some mais um problema a sua listinha e só pra finalizar meu nome FABIANO e não Fábio viu "anônimo" se for responder a esse comentário tenha ao menos a decência de colocar seu nome !

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    12. Cada vez mais perolas. Seu carro deu problema no sensor da boia e depois na eletronica do painel, assim como num carro novo. Achei ironico, como os outros comentaristas, alguem que `despensa` tecnologia por medo de dar problemas passar por tudo isso e ainda escolher gastar grana e tempo numa tecnologia `util` como um DVD. Com o que foi pago nesse DVD dava pra arrumar por um bom tempo qualquer problema de sensor e eletronica num carro mais novo.

      Mas esse nem foi o problema, assim como ter carro antigo num seria problema. O que doeu no ouvido de qualquer entusiasta foi achar essa escolha de gastar com DVD e mexer em ponteiro melhor que ter um carro injetado como se fossem todos porcarias e a supermaquina fosse um Passat carburado com kit multimidia. Fora outras perolas como colocar na despensa e que pra arrumar carro injetado tem que passar no eletricista ou num para-psicologo.

      Pare com esse papo de mecanico boca de porco, arrumar um carro normal atual num tem nada de complicado assim. E da pra fazer sozinho, basta se atualizar, muita gente faz isso.

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  5. Escala do Celta/Classic: 1/4=90ºC, 1/2=95ºC, 3/4=100ºC

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    1. Escala pra agradar o comprador de Celta normal que acha que oleo tem que ser 20w50, motor tem que trabalhar frio e que valvula termostatica seria coisa pra pais frio. O Classic nos ultimos anos realmente passou a ter esse mesmo ponteiro besta.

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    2. Ia postar a mesma coisa, Guillermo.

      Essa "gradação" na verdade é a mesma do primeiro Corsa lá de 94... Mas eu custei a descobrir o que significava cada barrinha!

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  6. CMF,

    Quanto ao marcador de temperatura, tenho como principal indicador de problema com válvula termostática. Nos GM atuais acho esquisito essa escala a que você se referiu. Isso acontece com os Astra, Classic, Celta, Vectra pós 2006 e S-10. A sua observação sobre os GM(duração de 2 anos em média da válvula, que trava aberta) condiz com a minha experiência com Corsa, Celta e Monza. Até os marcadores digitais ajudam neste sentido. Num Renault Sandero, aparecem primeiro 2 barras e depois mais 2 barras, com as 4 barras indicando temperatura "normal". Não é que num modelo com apenas 1 ano e meio de uso e aproximados 27.000Km, após atingida a temperatura normal, em descidas de rodovias e vias urbanas planas e com pouca carga de aceleração começou a descer para apenas 2 barras. De cara já detectei problemas com a termostática e com a sua troca na garantia o problema foi solucionado. Inclusive, em todos os carros que tive, nunca ocorreram problemas de superaquecimento, no meu caso o marcador sempre foi útil para mostrar problema com o motor descendo a temperatura. Por isso sou contra não haver o marcador de temperatura e somente luz espia. Ela não mostrará motor trabalhando em temperatura abaixo da ideal. Já percebi este problema em vários carros de outras marcas e o proprietário que não é autoentusiasta nem percebe a caída da temperatura pelo ponteiro. Agora, dos danos advindos da temperatura abaixo da ideal, muito se fala de maior desgaste do motor. Acredito que não chegue a tanto, apenas haverá maior consumo e carbonização, já que muitos carros rodam com problemas na válvula por muito tempo e não se vê problemas de desgaste precoce. Abraço!

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  7. Seu post de hoje me trouxe a lembrança a antiga Saveiro CLi 1997 que tive. Em dis quentes, na estrada e aclives (como a Serra de Botucatu na Rod. Castello Branco), o indicador da temperatura subia muito, chegando quase que na marca "superaquecimento" e no plano, ficava na metade, mas era normal do carro.

    O Peugeot 207 tem uma boa linearidade do marcador de temperatura. Vai para cima da metade em transito pesado, dia quente e ar condicionado ligado, cai para menos de 80 graus quando em estradas e dias frios, acredito na precisão dele.

    Agora sou contra essa historia de, em nome da redução de custos, abolir o marcador de temperatura, substituindo por uma luz espia. Todas as 2 vezes (num Gol 1L e num Ford Ka) que eu vi a luz espia acendendo em carros sem marcador de temperatura, o cabe cote j á tinha sido afetado, mesmo tendo parado imediatamente...

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    1. Curioso, sempre ouvi que o uso do ar-condicionado favorece o esfriamento do motor já que a ventoinha sempre força a passagem de ar pelo condensador e, consequentemente, pelo radiador que está atrás...

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    2. O negócio é que o compressor força o motor. E o ar que passa pelo condesador acaba esquentando também.

      QUando lançaram o Santana/Versailhes, lemro-me que os primeiros vinham com apenas uma ventoinha. E ele andaram esquentando demais.

      Ai que a VW colocou duas ventoinhas, que ligavam simultaneamente

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    3. Talvez seja besteira minha, mas tenho notado que o uso do ar quente na cabine ajudaria muito a refrigerar o motor em caso de pane. Tenho uma saveiro g5 e o ponteiro da temperatura tem uma precisão razoável, e quando ligo o aquecedor, noto que o ponteiro tem uma queda e a ventoinha do arrefecimento fica desativada por longos períodos.
      Amaury.

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    4. Pois é. Ná teoria deveria resfriar, mas na prática não resfria não. Por incrível que pareça o ar pesa a beça nos motores a gasolina e álcool até hoje e eles esquentam muito pelo excesso de esforço. já no diesel o motor sente muito menos.

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    5. No diesel o motor sente menos mesmo. Mas o MWM 4.10T da F- é nitida a perda de rotação em marcha lenta.

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    6. Lorenzo Frigerio26/09/13 22:23

      Daniel, tenho um Santana GLS "quadrado" (a gasolina) com ar condicionado e ventoinha simples. NUNCA deu problema. É bom lembrar que a coifa ao redor da ventoinha é muito bem elaborada. O Santana "tubarão" tem duas ventoinhas, mas economizaram nas coifas. O Santana "quadrado" 5 cilindros vendido na Europa e Estados Unidos tem o sistema de arrefecimento ainda mais espremido; não consta que apresentasse problemas.

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  8. Preferia os painéis anteriores. Já salvei um motor 1.5 Sevel de um Prêmio exatamente pela subida do marcador de temperatura, quando a correia da bomba d'água se rompeu. Esses painéis atuais eliminaram o marcador, e só usam uma luz-espia de temperatura. Mesmo os que ainda possuem ponteiro e escala têm luz-espia, que tem prioridade.

    Aliás, muito boa matéria. Sugiro uma pauta com os painéis dos anos 60 e 70.

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  9. E tem gente que reclama de alguns modelos que não tem esse medidor de temperatura..... só dar uma olhada nas queixas para o chevrolet cobalt. Hoje em dia esse tipo de sensor não mostra muita coisa, já que a troca térmica e controle de temperatura dos carros modernos estão muito bem resolvidas pelos fabricantes....

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  10. CMJ, a falta de precisão nos painéis e falta de indicação de temperatura em °C, pressão de turbo (em carros turboalimentados), pressão de óleo, etc., tudo isso além de reduzir custo e aumentar margem de erro ainda transforma os motoristas em salsichas, que é o que a indústria quer: um monte de compradores sem motivo dirigindo sem conhecer o que dirige, comprando pela central multimídia e não pelo conjunto do carro como um todo.

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    1. "Comprando pela central multimídia..." Muito boa, essa, Hugo!

      Guilherme C. Vieira

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    2. (...)ainda transforma os motoristas em salsichas(...)
      Ri muito alto aqui, e realmente o que mais vejo são salsishas ambulantes que mal sabem pisar em um acelerador...

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  11. Eu já acabei com o motor de um vectra 2000 que tive, andei dois invernos com a válvula termostática pifada e acredito que essa foi a causa da grande ovalização precoce no cilindro da esquerda, que acabou por ocasionar a quebra dos anéis desse cilindro. O que me preocupa agora é meu Onix que tem somente luz-espia para alertar a subida da temperatura acima do admissível. Baita economia porca.

    Leonardo Pastori

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  12. Ótimo assunto. Realmente, a industria tem focado nisso, "deixar o motorista tranquilo ao olhar ao painel". Preferia muito mais o marcador do Escort, Mondeo que tive, que apontavam variação de 2 graus no ponteiro.

    Depois desses, tive um Focus, já com painel eletrônico, onde o ponteiro ficava cravado no meio de 70 até 118ºC. Como não gostava daquilo, volta e meia eu acionava o "Test Mode" presentes no carro a fim de acompanhar a temperatura grau a grau e poder identificar algum possível anomalia.

    Sorte minha usar isso. Um belo dia, uma mangueira do arrefecimento estourou e em questão de 10 segundos, vi a temperatura sair dos 98 graus até os 118 e o ponteiro, bem tranquilo lá no meio. Quando bateu os 118, o ponteiro pulou para a faixa vermelha e logo desliguei o motor.

    Eu sabia que a temperatura, em condições normais, oscilava de 98 a 102ºC nesse carro. Quando passou dos 102, já tirei o pé do acelerador e fui encostando. Com isso, evitei um grande preju. Acionei o guincho e no dia seguinte, após troca da mangueira e reestabelecer o fluído, meu Focus já estava rodando normalmente, sem qualquer dano ao motor.

    Se tivesso tomado como base só o ponteiro, iria marchar numa retifica!

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  13. Eu tive um Celta 2006, o sistema do medidos de temperatura deve ser o mesmo ainda, tive um problema com a válvula termostática, mas foi bem fácil perceber isso em condições normais e até pesadas de tráfego eram raros os casos em que a ventoinha era acionada, porém no dia em que em apenas 5 minutos a mesma ligou e insistia em não desligar percebi que havia um problema, estacionei o carro, esperei por mais de meia hora para esfriar, sorte que era um dia em que a temperatura não beirava nem os 10°C, inverno em Curitiba, levei ao mecânico mais próximo e troquei esta valvula. Sem danos a junta do cabeçote, que sobrevivei ainda a dois retentores que romperam e escoaram toda a água do radiador, uma delas na BR a 110km/h fazendo todas as informações do painel sumirem por uns 5 segundos, deve ter molhado algum componente, e quando voltou o ponteiro estava colado no máximo foi só o tempo só de freiar e encostar no acostamento, e chamar o seguro, aí deu uma pequena "queimada" na junta pois o problema que deu foi uma pequena dificuldade em ligar o carro por conta da entrada de algumas minúsculas gotas de água que entraram nos cilindros pela junta, mas quando foi aberto verifiquei que não havia nenhuma marca ou indicio de oxidação, apenas leve mancha esbranquiçada no óleo e um pouco de óleo na água de arrefecimento, só trocar a junta, o óleo e lavar o radiador que ficou uma beleza, até melhor do que tava antes de ocorrerem os problemas.
    Foi vendido com 95.000 km em 2011 com o motor rodando suavíssimo e fazendo cerca de 9-11 km com um litro de alcool e na estrada com o mesmo combústivel cerca 14-15 km com um litro de alcool, suficiente para fazer uma viajem de 500 km e ainda sobrar combusivel, tudo bem que não tinha nada além das travas elétricas, e desembaçador traseiro, o ar condicionado eram as janelas abertas que faziam com que sentisse todos os aromas da estrada, inclusive dos caminhões de porcos, mas passando por sobre a ponte do canal da Laranjeiras em Laguna-SC podia se sentir o cheiro salgado e ao mesmo tempo adocicado das fazendas de camarão, a direção hidráulica era sempre manter o carro em movimento para fazer as manobras, mas mesmo assim eram feitas todas com apenas uma mão e quase se fazer força. Foi o meu primeiro carro e tenho grandes de deliciosas lembranças dele, 5 anos me acompanhou na desde a Universidade, até o início da vida profissional, nas festas, em viajens e em emergências, mesmo com todos os seus problemas e defeitos adorava este carrinho.

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  14. Acho que falou bom senso ao dizer que uma junta do cabeçote se queimaria quando o marcador indicasse mais de 1/2 ou 3/4. Poderia ao menos antes perguntar à GM ou ler o manual do carro que diz que só há riscos para o motor se o ponteiro chegar na faixa vermelha.
    Não se pode presumir linearidade em um marcador que claramente não é linear, como a maioria dos termômetros dos outros carros.
    Imagine que se a faixa vermelha começa alguns milímetros depois da posição em que está indicada a temperatura normal de trabalho, seria difícil de o motorista perceber a movimentação do ponteiro em uma viagem, certo? Acho que a intenção da Chevrolet foi a de dar ao motorista uma maior possibilidade de notar a mudança de temperatura do motor, sem descartar também o efeito psicológico sobre o motorista menos informado, juntando a fome com a vontade de comer.

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  15. prezado Carlos Mauricio: eu tenho uma quantum 1 bico ap 1.8, depois de 2 juntas queimadas, eu coloquei valvula termostatica mais baixa e sensor da ventoinha mais baixa, instalei 2 microlampadas indicando funcionamento da ventoinha, como o termometro da agua é analogico, quando estiver alto e as lampadas acesas é bom encostar o carro pois pode ser algum problema na refrigeração. para testar as valvulas termostaticas é só colocar na panela com agua, se não abrir está com defeito.
    o motor ap é facil, mas as peças de hoje não tem qualidade e vivem pifando. outra dica para não pagar caro é que o motor de passo da wv é o mesmo do uno. isso monoponto. abraços artiquinho

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    1. A fervura na panela não tem a precisão necessária. Em um carro com injeção eletrônica, o melhor método é o scanner mesmo. Pegar uma estrada e manter 100 km/h por 10 minutos, se a temperatura vier abaixo da mínima da termostática, pode trocar

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  16. Palio da frota da empresa já ferveu, e o ponteiro continuava no meio como se nada tivesse acontecido.

    No BMW não tem marcador de temperatura, mas é possível acessar n nos menus ocultos (só procurar no You Tube). É ruim de abrir esses menus, mas vi que ele trabalha de 109 a 112˚C. Temperatura bem mais alta que o normal.

    Mas padrão GM foi sempre mostrar a temperatura para baixo do meio. No Chevette e no Omega eram assim.

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  17. Lembro do manual do meu antigo Passat GTS Pointer 85 que dizia que o ponteiro da temperatura poderia até atingir a faixa vermelha em momentos de grande solicitação, devendo sair dali logo em seguida. Uma vez isso aconteceu. Fiquei tranquilo, aguardei uns instantes e nunca tive problema. Basta explicar as coisas. Mas o cabra tbm tem q ler o "manuel" né....

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    1. O da Saveiro CLi 1997 que tive também informava a mesma coisa

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  18. CMF,
    o Peugeot 206 e 207 tem um marcador de temperatura ótimo. Mostra variações bastante reais de acordo com a condição. Encontrei fácil minha termostática travada fechada ou quase, notando as temperaturas muito altas em locais de trânsito leve, tendo trocado a água e aditivo pouco mais de um mês antes. Fui direto para a oficina trocar. Tiro certo.
    Carros com marcadores estáticos na maior parte do tempo fazem um grande mal à atenção do motorista e aprendizado de informações úteis. Mas compreensível, já que a "paixão do brasileiro pelo automóvel" está se restringindo apenas ao tamanho da tela no meio do painel.

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    1. Sim Juvenal. O termômetro do 207 é bem preciso. Já espetei um scanner e comparei a indicação de temperatura desse com o do painel. Os valores sempre foram condizentes. A injeção eletrônica tem como diagnosticar se o motor está trabalhando frio (já aconteceu com um Fiat Tipo que eu tinha). Para quem gosta de reloginho, sugiro a compra daqueles scanners Bluetooth com aplicativo para celulares com Android. Se você colocar um tablet de 7" fixado no parabrisa o carro passa a ter painel de avião.

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    2. Tenho um 206 da última série (2010) e acho toda a instrumentação dele excelente. O velocímetro à francesa (que para mim não foi novidade pois tive um Passat 74) não me causa mais estranheza, é só uma questão de acostumar. Inclusive o marcador do tanque é bem confiável e consegue manter uma linearidade bem mais visível do que nos modelos da Chevrolet ou da Fiat, e ainda por cima tem aviso sonoro para os distraídos quando a luz da reserva ou do sistema de freios acenderem com o veículo em movimento. Termômetro em ºC e não em "tracinhos" - que o Corsa tinha e perdeu. O carro em si, apesar de todos os defeitos e de ser um modelo já superado e fora de fabricação, ainda tem algumas qualidades superiores às de outros do segmento.

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    3. Isso é tendência mundial Juvenal, não cabe síndrome do vira-latas aqui.

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  19. Por que apenas um indicador visual para algo tão importante. Quando eu tinha uns 19 anos, meu pai me emprestou um golzinho velho que ele tinha e durante uma viagem uma mangueira furou. Eu simplesmente não percebi o ponteiro chegar na faixa vermelha, hoje sou mais atento quanto a isso mas acredito que a temperatura possa subir muito em pouco tempo e tenho certeza que ainda hoje ainda passo mais de 5 min sem olhar pro medidor de temperatura.
    A dúvida é, porque não um indicador sonoro de problema, um apito pra te avisar que é pra olhar por painel e encostar?

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    1. Alguns carros têm esse alarme sonoro. Os da PSA, por exemplo, alertam para a falta de óleo ou superaquecimento com o alarme e a luz STOP no painel.

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    2. Tínhamos há alguns anos um Corolla 95 (dos importados ainda). Sabe o q ele faz qdo superaquece e vc não vê? Desliga o motor! O carro estava com problemas na tampa do radiador, que fez perder toda a água. Não vimos o superaquecimento na hora, mas antes de perdermos o motor, ele mesmo se desligou, evitando maiores prejuízos. A sorte foi estarmos em rodovia com bom acostamento, pois foi só sair e parar. Se estivéssemos em transito urbano seria mais complicado.

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  20. Meu Corsa responde exatamente igual ao que relatou. Também demorei um pouco para entender o que era "bom" e "quando" deveria começar a ficar preocupado. Pior é o meu Fox (o da patroa) que não tem marcador e rachou o radiador de aquecimento de ar vazando toda a água... Ela só me disse que a ventoinha estava muito barulhenta... e que eu tinha derrubado algum refrigerante de cor esverdeada dentro do carro... quase fundiu!

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  21. Vou dar meu pitaco no assunto.

    Sempre gostei de painéis completos, com muita informação, mas quase sempre tive carros com informações pobres. Aí o jeito era estar sempre de olho no motor pra não ter problemas.
    Aprendi muito a dirigir de ouvido, já que contagiros era luxo.

    Meu carro atual, a Ipanema, veio com um painel muito simples, com velocímetro enorme mas sem hodômetro parcial, medidor de combustível e indicador de temperatura do motor, lâmpadas indicadoras e só.

    Tempos depois, numa oportunidade, comprei um painel completo de Monza, com voltímetro, vacuômetro e contagiros.
    Assim como o CMF, nesses 12 anos que possuo o carro, ele me salvou umas 3 vezes de problemas com alternador.

    O vacuômetro também é um companheiro na hora de encontrar alguns defeitos.
    Já escrevi sobre ele:
    http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2010/11/vacuometro-esse-desconhecido.html

    O medidor de temperatura me salvou em uma oportunidade de rompimento de mangueira de água, mas não me salvou em outro, causando a queima de junta e empenamento do cabeçote.

    O problema foi ocasionado pelo mecânico que cuidava do meu carro. Uma vez mandei para ele trocar todas as mangueiras do carro, pois as que ali estavam ainda eram as originais.
    Ele montou todas usando cola de junta de silicone para evitar vazamentos. Com o tempo, rebarbas dessa cola se soltaram e foram se acumulando nas estreitas passagens de água entre o bloco e o cabeçote, ficando aberta apenas uma passagem larga, na extremidade do lado da embreagem.
    Com as passagens intermediárias entupidas, a água fria do radiador entrava pela frente do motor, era impulsionada pela bomba, circulava o bloco inteiro, chegava na outra extremidade do motor, subia pela única passagem aberta, onde fica o sensor de temperatura do painel, e essa água retornava de trás para a frente pelo cabeçote até sair pela válvula termostática rumo ao radiador. Como o sensor do painel ficava no meio do caminho, ele marcava a temperatura do bloco e parecia normal, enquanto a água que saía pela termostática estava bem mais quente que o marcado. O carro tinha um problema, mas eu não tinha a menor indicação disso.

    Quando queimou, eu mesmo desmontei tudo, mandei o cabeçote para uma boa retífica e remontei o carro. Estou usando o motor sem problemas até hoje.
    Que isso sirva de exemplo pra vocês verem que mesmo quem entende pode sofrer com seu mecânico.

    Essa troca de painel teve algumas adaptações interessantes.
    A luz de falha da injeção acende no lugar da lâmpada de afogador do painel.
    No lugar da luz de acionamento manual de injeção de gasolina, puxei uma lâmpada que se acende em paralelo com o acionamento da bomba automática de partida a frio do carro. Todas as vezes que o carro injeta gasolina no frio, eu fico sabendo. Bom para não esquecer de abastecer o tanquinho.

    A injeção EFI da Ipanema tinha também uma lâmpada de troca de marcha (shift light), que ficou sem lugar no painel completo. Instalei essa lâmpada usando um LED vermelho de alto brilho instalado no canto esquerdo, no encontro do painel com o parabrisas e com a coluna "A".
    Ela é uma boa referência para guiar de forma econômica.

    Hoje eu acho que boa parte disso pode ser substituído por uma boa tela de LCD multifuncional.
    Ninguém precisa monitorar tanto assim o termômetro do carro. Um microcontrolador bem programado pode acompanhar melhor e ter melhores parâmetros de diagnose.
    Na tela funcional, coloca o indicador de temperatura, o vacuômetro, o voltímetro e qualquer outro instrumento quem quiser. Se houver uma emergência, o computador de bordo informa a condição.

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    1. Se passasse menos tempo sendo de esquerda, talvez tivesses um carro que viesse de fabrica com um painel de verdade. Nem hodometro parcial a Impanema tinha?

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    2. Anônimo 25/09/13 18:15
      Q comentariozinho desprezível esse seu eim......

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    3. Nem sei se meu comentário será aprovado, mas que opinião ridícula essa tua, anônimo das 18:15...

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    4. Complicado a pessoa se dispor a visitar um blog chamado AUTOentusiastas e fazer um comentário desse tipo.

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    5. Anonimo 18:15, eu não gasta dinheiro que não tenho, para comprar coisas que eu não preciso, para impressionar pessoas que não aprecio.
      Eu tenho o carro que me satisfaz, que atende as minhas necessidades, e que faz por mim o que qualquer carro zero faria. Trocar pra que? Para satisfazer comentários de quem não tem o menor compromisso comigo?
      Meu carro não te agrada? Vc faz questão de um carro novo? Compra ele pra mim com o seu dinheiro. E estamos conversados.

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    6. André Dantas/

      Esquece o tosco do Anonimo 18:15 e vamos falar de carro!

      Você n nao acha que com a eletronica atual, a proteção do sistema de arrefecimento poderia ser redundante (quando no caso da luz-espia), conjugando temperatura e pressão do sistema?

      Assim, quando houvesse excesso de temperatura ou uma queda de pressão do sistema selado, a uma x temperatura (equação de Clapeyron!), o sistema alertaria o motorista com a luz e aviso sonoro?

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  22. Carlos, será que há alguma forma de fazer esse ponteirinho regulado para iludir voltar a funcionar de uma maneira linear?

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    1. Não, pois isso é programado no software do painel. O painel recebe a informação da temperatura do motor pela rede CAN e movimenta o ponteiro de acordo com o que o software manda.

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  23. Meu Civic 04 também trabalha igual esse Celta citado. O ponteiro fica "colado" um pouco abaixo do meio. A mesma coisa no Civic 03 do meu pai. Sempre acreditei que o motor é um reloginho por nunca ter oscilado a temperatura, mas depois desse post fiquei intrigado com o assunto. Seria o caso de um ponteiro programado para nunca sair dessa posição?

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  24. É a velha frase: Carro para usuário ou carro para entusiasta saudosista...Eu, jurássico, não troco um painel analógico, com direito a todos os instrumentos possíveis ( e bons! ) por um smartphone no painel parecendo aqueles televisores miniaturas que eram comuns nos anos 70...

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  25. Tenho um Kadett GLS 98. Quando estou em rodovia, o ponteiro da temperatura desce para o início.

    Problema na válvula termostática ou o comportamento do ponteiro é proposital?

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    1. O comportamento do ponteiro do Kadett é mais ou menos parecido com o de um Corsa mais ou menos contemporâneo que tive. Quando ficava na estrada, ele ficava na marca mais baixa e não se mexia, algo coerente com o ar estar passando pelo radiador em grande quantidade e sendo cortado pelo carro em alta velocidade. Quando ficava na estrada, o ponteiro subia um pouquinho, mas ficava em uma faixa normal para o uso urbano, em uma oscilação normal e esperada.

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    2. Muito provavelmente problema na válvula termostática!

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    3. Janduir Medeiros de Morais25/09/13 19:49

      Valvula termostática com certeza...

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    4. Acredito que problema na válvula. Meu antigo Passat 85 em qualquer condição sempre se mantinha +- no meio mas nunca fixo.

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    5. Provavelmente sim. O ideal seria medir com um scanner, mas se ele desce para o início, quase certeza de termostática ausente ou defeituosa. É uma peça barata, que se paga em pouco tempo com a economia no consumo.

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  26. CMF. Andei mais de 400.000 km entre Corsa, Kadett e D-20, e essa característica é a mais marcante do painel de todo Chevrolet. Segundo o termômetro, o motor está sempre frio.
    Num dos exemplares de Corsa, inclusive, andei, acredito, quase 40.000 km com a válvula termostática trancada aberta, o que só foi constatado na troca da correia dentada. “Acredito”, porque foi o momento em que notei que o ponteiro passou a demorar ainda mais para subir.
    Mas o fato é que o brasileiro sempre acha que tudo tem que funcionar da forma como ele acha que deve ser e não da forma como é. A maioria dos motoristas incautos gosta de ver o termômetro no azul, o conta-giros abaixo de 2.000 RPM, o comando da ventilação interna só na posição fria (mesmo no gelo aqui do Sul) e na velocidade 1...

    Acredito que a simplificação dos painéis não tenha sido um caminho totalmente errado adotado pelos fabricantes de veículos. Afinal a maioria nem sabe a diferença entre um voltímetro e um amperímetro (conheço muita gente que nem mesmo sabe a diferença entre Volts e Watts), quanto mais saberá para que serve um vacuômetro ou um manômetro de óleo.

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  27. Na linha Logan/Sandero, o problema (crônico) é outro: uma falha no aterramento faz as barrinhas de temperatura apresentarem grandes oscilações, inclusive com todas elas se acendendo, e dando a falsa e assustadora indicação de que o carro ferveu. E já que ele (Monza) foi citado: o meu também apresentou problemas no marcador.

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    1. Nos Renaults-Dacia, além do marcador de temperatura, o de combustível tb é uma porcaria. Super impreciso. No entanto, o computador de bordo tem sido bem exato.

      Aliás, marcadores digitais creio serem mais imprecisos que os analógicos. E a GM colocou agora um painel quase todo digital na sua linha 'Daewoo'.

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  28. O marcador analógico é uma das poucas coisas de que não sinto saudades de ver na minha velha L200 GLS 2003... Ô picape pra deixar o motor aquecer...

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  29. Excelente post!
    Tenho um Chevette 1983 a alcool e segundo o manual o correto é o ponteiro se manter no meio,passando um pouco alem se o uso for mais severo.
    Pode estar frio ou quente,o ponteiro fica no meio ou meia escala alem.

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  30. fora que o marcador de temperatura dos Renaults é ridículo, um bargraph que ainda na fase " fria " de funcionamento do motor varia os 2 primeiros traços e em regime de trabalho normal já pula para o quarto traço, você só tem uma vaga ideia qualitativa da medição da temperatura, e não quantitativa que faria você dar muito mais valor ao funcionamento de seu motor.

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  31. os carros modernos têm o sensor de temperatura acoplado a uma peça em plastico. se a agua vazar, ate o plastico receber o calor do bloco, o motor ja fundiu

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  32. Muito bom o post, Farjoun

    Bom, a válvula termostática travada aberta é facilmente diagnosticável, basta ligar o carro a frio, esperar meio minuto, se a mangueira inferior do radiador mornou ou mesmo aqueceu ( e a mangueira de cima já vai estar bem quente) nesse primeiro ou mesmo segundo minuto, a válvula está travada aberta. Tomem cuidado com as polias. Uma vêz por mês e está verificada

    Bateria : Basta um multímetro, coloque em volts corrente contínua, carro frio, nenhuma luz acesa , a bateria deve mostrar valores entre 12,35 volts e 12.70 volts. Motor ligado a frio, aguarde um meio minuto e meça, medir com cuidado com as polias e nada elétrico ligado além do motor, a bateria deve mostrar valores entre 13,60 e 14,50 volts . Esses valores podem ser tirados de dentro do carro tb, da tomada 12v ou acendedor de cigarros do carro, basta ter o plug . Um multímetro custa 20 reais. E a luz vermelha do painel indicando não carregamento da bateria pode não acender com o alternador gerando pouquíssimos amperes, 1 ou 2.

    Baterias abaixo de 12.00 a 12.20 volts devem receber carga lenta, tem carregadores inteligentes apropriados no mercado, com 5A, em que isso pode ser feito sem retirar a bateria do carro, ao chegar aos 13,80 volts eles maneram a carga para não evaporar água da bateria, , depois cessam o carregamento, custam cerca de 120 reais, o processo pode demorar de 3 a 10 horas.

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  33. Janduir Medeiros de Morais25/09/13 19:51

    No meu caso tenho um Astra Elite 2005 e trocando a valvula termostatica recentemente, na estrada ela fica estabilizada proximo ao meio. Antes de trocar, ela ficava em 1/4. Fica o alerta para os amigos...

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  34. Troquei os pneus originais da minha Parati Surf (195/55R15) por pneus 205/60R15 e o painel marcava apos a troca a velocidade real do GPS.

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  35. Lorenzo Frigerio25/09/13 20:39

    Essa é para o Bob (off-topic):
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/09/1347460-limite-de-velocidade-no-centro-de-sp-sera-de-40-kmh.shtml
    E tem mais essa:
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/09/1346995-plano-diretor-preve-triplicar-area-para-construcao-em-sao-paulo.shtml

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    1. São Paulo já era fiih. Pode dar a extrema-unção.

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    2. Autoentusiasta Cansado de Guerra25/09/13 21:46

      Se depender desse Jilmar Tatto vamos voltar à época da Bandeira Vermelha.

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    3. Esse prefeito ta querendo ser tirado do cargo. Vai querer colocar limite de centro de cidade europeia com ruas de paralelepipedo no nosso centro com grandes avenidas. Falta criar alguma taxa como a taxa do lixo pra encher de vez todo mundo.

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    4. O principal da coisa é que agora com o Haddad o PT vai se queimar tanto, mas tanto, em São Paulo que vamos torcer muito para que jamais seja reeleito. Também seria bom pleitear a extinção da CET.

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    5. anonimo 26/09 11:15

      Bobagem, pro partido não pega nada (ou quase). A prova é o próprio Haddad estar aí depois das bobagens feitas pela Martaxa.

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  36. Os ponteiros "estelionatários" não estão só na termômetro e velocímetro. Podem ser encontrados também nos marcadores de combustível, em que as fábricas os calibram para marcarem bem mais combustível enquanto há algo como até meio tanque. Fácil matar a charada: é para enganar aquele consumidor idiota, tão comum hoje, que marca o consumo em tanque por tempo, que diz, por exemplo, que o carro faz meio tanque por semana. Assim, o cabra roda roda e o ponteiro mal se mexe.

    Só que o preço vem depois: o ponteiro precisa correr atrás do atraso, e passa a se mover com velocidade absurda a partir de certo ponto, pois quando o tanque acabar e tem que mostrar de fato, zero de combustível.

    Isso já vem de alguns anos para cá e, imagino, em determinados modelos. A montana que tive, possuía um marcador sem nenhuma credibilidade. A situação era tão ridícula, que ao se desligar o carro estava marcando um nível. Ao ligá-lo novamente, o combustível tinha baixado.

    Culpa de quem? Do brilhante consumidor brasileiro, que sequer é capaz de medir o consumo com se deve. As espertas fábricas, sabendo do modo sui generis do brasileiro em medir o consumo do carro, em tanques por tempo, aprenderam bonitinho a fazer o que ele que ver.

    Abraço


    Lucas CRF

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    1. Nem sempre é assim, xará. Tem muitor carros em que o tanque "afunila" na parte inferior mas o indicador não é feito para corrigir isso. Como ele "afunila" na parte de baixo, alí tem menos combustível.
      Um caso em que isso acontece, mas que teve o indicador do tanque acertado é o Fusca. http://bimg1.mlstatic.com/painel-fusca-jacaranda-courvin_MLB-F-4354295382_052013.jpg
      Veja como a indicação de 1/2 tanque é bem para a direita, fora do centro. Agora veja (certamente vc sabe) como é o tanque dele: http://4.bp.blogspot.com/_VE8Y5WNjSVY/TI6scqDdPkI/AAAAAAAAAGw/LE3w_Yyr2pU/s1600/Lavagem+tanque+fusca+7.JPG

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    2. O buraco ta mais embaixo. O brasileiro é cheio de lendas e de misticismo, além de pegar raiva de coisas que não façam milagres ou que não parecem perfeitas (só parecer mesmo, ser num importa).

      Se o cabra coloca 20 reais de gasolina e o ponteiro do tanque fica abaixo do meio, pode esperar que ele vai ficar com raiva, vai achar o carro gastador, vai achar que precisa de muita grana pra manter e que não dá sorte. Logo pensa em vender ou então passa a falar mal do carro pra todo mundo se num consegue se livrar.

      O problema de tudo é pagar 2 carros em juros e depois querer viajar com 20 reais, assim como acha que oleo tem que custar no máximo 30 reais pra trocar (se precisar num troca filtro). Mas 30 reais por semana pra lavar e ficar com o carro 'bonito' sempre ele tem.

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    3. No Corsa que eu tive era bem assim: em estrada eu rodava uns 200 km e o ponteiro ficava umas duas barrinhas abaixo da marca de tanque cheio. Passava essa marca, via o ponteiro despencar em queda livre e aí eu chegava a um destino depois de 350 km e notava o quão beberrão aquele carrinho era (a melhor marca que consegui com ele foram 15 km/l, mas descida de serra e usando o cut-off quase o tempo todo. Em estradas normais, a média ficava entre 12 e 13 km/l), pois o tanque chegava já abaixo da metade. Pode ser por causa do formato do tanque, que tinha uma cavidade para passar o cano do escapamento e nessa, não havia o tal lance do marcador de combustível feito para levar em conta isso. Ainda assim, havia coisas que eu apreciava naquele marcador, como o fato de as marcações estarem em litros (o vermelho eram os 46 e a marca imediatamente abaixo, dos 40, com os 20 estarem em destaque) e o aviso de reserva ser bem proativo (em vez de a luz ficar permanententemente acesa e te avisar que você só tinha menos de dez litros, ela ficava piscante quando sobravam 12 litros e quando ficava o tempo todo acesa, já se sabia que eram 7), de maneira a permitir um bom aproveitamento de cada tanque.

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    4. Primeiro anonimo: sim, mas com a eletrônica de hoje, facilmente se consegue um marcador fiel à quantidade de combustível que se tem no tanque, por mais esdrúxulo que seja o formato deste último.

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  37. Bruno Souza25/09/13 20:48

    Esse voltímetro de painel serve pra fazer aquele teste de, ao dar a partida, a voltagem da bateria não poder cais de 9,6 V?

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  38. Já que o assunto é o marcador de temperatura, vou dar o meu relato. Tenho um Astra 2002 a álcool (mono-combustível). Sua válvula termostática é de 92 ou 93 ºC (não lembro precisamente) e o seu painel é como esse da imagem do link: http://bimg1.mlstatic.com/painel-do-astra-com-rpm-novissimo-confira-mando-com-km_MLB-F-224272480_8397.jpg única diferença é q o meu não tem os numerozinhos.
    Coloquei certa vez o scanner nele e, no modo de teste me foi indicado que o inicio da escala é em 60 ºC, depois 80, 90, 100 (como na imagem) e o vermelho indica 120 ºC. O sensor de temperatura é novo, original (Bosch) comprado na concessionária. Já a válvula termostática tem uns 2 anos, não é original, mas é uma MTE-Thompson (dizem que é boa). O ponteiro, quando acorda, sobe relativamente rápido até a marca de +- 85 ºC (meio entre 80 e 90 da imagem). Dali em diante vai mais devagar até cerca de 92 (pouco além do risquinho vertical), parando momentaneamente por alí. Andando com o carro ele avança ainda mais um pouco, chegando até onde poderia ser +- a indicação de 96 ou 97 ºC (passa um pouco do meio entre o risquinho vertical e o próximo, com a indicação de 100) e só então volta. Dali em diante ele oscila, indo até esse supostamente 96 ºC e voltando aos 92. Quando o ambiente está frio e o motor não é exigido, como por exemplo em uma descida segurando em freio-motor, ele até volta aos 90 ºC (risquinho vertical) mas dificilmente diminui disso. O que me dizem?? Problema?? Devo me preocupar?? Alguém que tenha um carro como o meu reparou se funciona como citei??

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    1. Seu carro está perfeito, não tem o que mexer. Se a marca de 100 do painel é efetivamente 100 ºC pelo scanner, não tem problema nenhum em o ponteiro dar uma beliscada ali e logo começar a baixar, quando a ventoinha liga (ela costuma ligar a 100 ºC mesmo). O problema é que a Dona Maricotinha apavora quando vê o ponteiro bater no 100, ela acha que o carro está fervendo e corre pra concessionária. Aí o consultor explica que é assim mesmo, mas ainda assim ela desconfia (porque muito consultor de concessionária diz que qualquer defeito é assim mesmo pra não ter que consertar em garantia), uma vez que sempre ensinaram pra ela que água ferve a 100 ºC. Para evitar isso, a fábrica meteu o ponteiro sem indicação e lá embaixo, pra Dona Maricotinha ficar feliz que seu carro trabalha frio "nem no meio chega".

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    2. Pois é Carlos, era o q presumi. O carro assim está funcionando de boa, nunca acionando a segunda velocidade da ventoinha. Estou rodando assim já tem um tempo.
      Falando da dona Maricota, o q tu acha q aconteceria com ela num dos novos Ford flex, cuja válvula termostática é feita pra deixar o carro trabalhar, quando com álcool, a CENTO E SETE graus?? É quente pacas eim....

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  39. Apesar da foto de abertura, dessa vez ninguém falou mal do Celta...
    Parabéns aos editores e também aos leitores, está a cada dia melhorando o nível.

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    1. Eu falei, carro com um ponteiro desses atende a um certo tipo de comprador, que com certeza num ta entre os melhores.

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  40. Os VW atuais também travam em 90ºC (exatamente no meio) e só sai de lá depois de um tempo com o carro desligado...

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  41. CMF,

    Muito bem observado!
    Quando tinha a Quantum 94 eu cheguei a conclusão que a vávula termostática estava com problema observando a indicação da temperatura da água, que é graduada em Graus Celsius.
    Comprei uma válvula nova e mandei o mecânico trocar. Testando a válvula antiga pude constatar que ela não estava trancada, mas bastante descalibrada.
    O nosso Ka não tem indicação de temperatura, o que eu acho imperdoável num carro refrigerado a água.
    Nos meus outros acontece o que você falou, o ponteiro sobe até pouco antes do meio da escala, que não tem graduação numérica, e ali fica estático enquanto o motor estiver funcionando.

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  42. Puts, sempre achei que meu ex palio 2007 tinha um sistema de arrefecimento perfeito...e que meu peugeot estava com inicio de problemas..pois sempre passa um pouco do meio...
    Agora depois de tantos relatos, preciso rever isso aí...

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  43. Comprei um premio csl, recentemente.
    O indicador de temperatura oscila (frio!) de 60 a 90... quente, as vezes fica nos 90 mesmo... nunca passou disso.
    O de combustivel, não sei se é a boia, mas ele só marca de 2/4 a 3/4.
    E o econometro, estava desligado sei lá porque (é ligado a um sensor de vacuo, então ele é eletronico), e ao ligar me surpreendi que ele é o que parece funcionar melhorzinho, mas não marca pressão positiva no coletor só negativa.
    o checkcontrol funciona pela metade tambem, mas no geral até que tá legalzinho (só não funciona os sensores das portas frontais, como são dois, nas fechaduras e o sensor comum de portas, não sei qual é o problematico)
    Enfim, talvez um dos ultimos fiats com caracteristicas de fiat, carro piccolo e leggero (pequeno e leve) um acerto de suspensão bom, um cambio q gosta de ser tratado com carinho, um motor excelente mas uma parte eletrica que faz arrancar os cabelos... hehehe

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    1. hehahea
      Boa sorte, eim cara. Vai ter bastante com o que se divertir aí.

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  44. Excelente matéria. E concordo com você Farjoun, conhecer o carro é fundamental para prever as imprevisibilidades e seria muito bom que o painel procurasse mais ajudar do que tentar tranquilizar o motorista.

    Falando sobre o painel da Chevrolet, na temperatura normal de funcionamento da minha S10 T-Diesel o ponteiro do marcador de temperatura fica quase que cravado na marca de 1/4. No Fiat Palio, o ponteiro fica como você descreveu, na metade. Achei que a diferença era pelo tipo de combustível. Mas não passa de programação da empresa. Algo que realmente pode induzir ao erro de interpretação de informação pelo condutor.

    Na S10 o marcador de pressão é ainda pior, oscila direto. Acho que é defeito de sensor, mas mesmo tedo feito vários pedidos de reparação para a autorizada, o problema nunca foi resolvido.

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  45. Parabéns Carlos Mauricio Farjoun.
    É raro ler na net matéria simples e esclarecedora como esta. Ótimo blog, muito melhor que ficarmos só criticando preço de carro zero (que virou moda em comentários) é aprendermos a usar o carro que temos.

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  46. Ford fiesta rocam, sendo eletrônica a válvula ao desligar o carro quente ela aberta, ela fechará novamente após ligar o veículo quando este estiver frio?

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    1. marcelo (jmvieira)27/09/13 11:19

      Gostei do post, e percebi que os GM novos com marcador de temperatura são todos assim, falta escala de leitura para o motor frio, e como se o motor vivesse frio. Como curiosidade, quando o ponteiro chega no meio tendendo a passar do meio, o eletroventilador vai para o 2º estágio (ou 3º estágio - é 3º estágio memo - no caso dos astras 140cv 2009 em diante) dando a entender que o motor já está de FATO sobreaquecido, mesmo com a temperatura marcando algo ainda normal. Isso conciliado com os oleos 5w30 minerais que a GM indicou desde 2009, eu acho um perigo... pois esse 5W30 mineral tem viscosidade 9,5cSt @100ºC, bem mais baixa que os ~15cSt@100ºC dos 20W50 anteriores, e se o motor esquentar demais (com o painel marcando erroneamente algo "nada desesperador") isso pode induizir o motorista ao erro que ainda dá pra rodar e com isso levar o motor à perda de pressão e ruptura de filme de lubrificação (ou seja, SE isso ocorrer, o motor rajaria e/ou quebraria)

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    2. Marcelo jmvieira, aproveitando seu conhecimento, qual seria o óleo ideal para usar em um Astra 2.0 Flex 128 cavalos (aquele ainda com o coletor metálico)? Moro na cidade do Rio de Janeiro e estamos nos aproximando da época em que faz 40 graus de calor fácil e gostaria de usar um óleo ideal para essa temperatura. 15w40 semi sintético?

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    3. marcelo (jmvieira)29/09/13 22:14

      Eu não sei te informar um oleo ideal pro motor gm F2 2,0L como regra geral, a única coisa que eu definitivamente não utilizaria - e não utilizo no meu - é o 5W30 seja ele mineral ou sintético. No meu caso, tenho usado o 5W40 (mobil sintético API SN) sem nada a reclamar. Agora tem outra coisa importante que decidi, por minha conta e risco, foi trocar este oleo sempre aos 10mil km mesmo usando o motor nas condições severas de uso.

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  47. O relato sobre o marcador de temperatura do Celta só me faz ter mais certeza de que a válvula termostática do meu Classic está indo pro saco, se já não foi faz tempo. Rodando em via expressa, o ponteiro pode tanto indicar "1/4" como "vazio". Costumo rodar quase 20 km todas as noites até o ponteiro começar a mexer. Aí ele vai até o "1/4" e lá fica. Mas também pode ser que desça até "1/8".

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  48. O indicador de uma Montana 1.4 2010 que tenho também não vai além do equivalente a 25% da escala, em temperatura normal.

    Achei estranho no início, mas me habituei. Até o dia em que o ponteiro começou a se aproximar da metade, o que não tinha acontecido.

    Parei o carro, e vi que o nível da água tinha baixado bastante. Levei no mecânico, e o veredito foi: radiador vazando.

    Se tivesse esperado chegar próximo da faixa vermelha, possivelmente teria ficado a pé.

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  49. Carlos, tudo bem?

    Tenho uma dúvida: Meu Sandero 1.6 (modelo 2012, nova frente) enfrenta um problema após os 30.000 e não é do cabo de aterramento (comum nos logan e sandero do passado)

    O Sandero sempre trabalha com o mostrador digital no meio (4 barras). A partir dos 30 mil ele não passava dos dois pontos. Na revisão dos 40.000 o sensor de temperatura foi trocado... ele está mais sensivel mas continua desta forma.

    Usando um leitor da injeção ligado ao meu smartphone notei que ele pula para duas barras quando o carro está abaixo de 89 graus. Ele só fica com 4 barras em temperaturas acima disso. A impressão é que o carro aumentou (sozinho) a sua temperatura minima para exibir 4 "barras" no display de temperatura. Nessas condições o carro permanece OK em consumo de combustivel, desempenho, etc.

    O mecânico da Renault já não tem mais idéias... está testando praticamente tudo no carro, mas isso é demorado. Você teria alguma sugestão?

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  50. Realmente, peguei um Celta LT completo p/ trabalhar há poucos meses e a primeira coisa que notei foi essa questão do marcador. Os modelos antigos de Celta ficavam com o marcador exatamente no meio, que subiam p/ o 3/4 quando era hora de acionar a ventoinha. Na GM me disseram que estava normal e um mecânico de confiança confirmou... mas é muito esquisito vc parado num engarrafamento, com o ar ligado, e a temperatura láááá embaixo!

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  51. outra vergonha é o marcador de temperatura do GOLF que de 75° até 110° fica no meio marcando 90° como se estivesse tudo ok!

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  52. heheh Eu achava mesmo que os carros novos não oscilassem a temperatura já q ventoinha é acionada seguidas vezes num engarrafamento por exemplo.

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  53. eu tenho um Palio fire 2007 que o ponteiro não sai do meio ate depois mesmo da ventoinha ser acionada, ele só realmente baixou a temperatura depois que arranquei a grade inferior do para-choque dianteiro, para entrar um fluxo maior de ar para seu resfriamento, mas como gosto muito do meu carro eu o comprei em 2012 com 40.000 km hoje ele esta com 73.000 eu mandei desenhar um para-choque novo para maior fluxo de ar na parte superior do para-choque (nas grades) . Diferença (para-choque original r$ 200,00 preto) (para-choque personalizado r$ 600,00 pintado) vale a pena para quem gosta do seu carro e quer que ele dure um bom tempo.

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