FIAT 500L, SUBSTITUTO DO IDEA?

Fotos: autor e divulgação
Versão Trekking: Adventure brasileiro faz escola

Com motor MultiAir Turbo 1,4, o Fiat 500L apenas lembra visualmente o pequeno Cinquecento. Muito mais espaçoso, seu interior é de minivan. Um clássico caso de "parece, mas não é”. Para os leitores com maior quilometragem, ele recorda exatamente o slogan do Denorex, xampu anti-caspa dos anos 1980, que parecia remédio, mas era xampu. O 500L parece o Fiat 500, mas não é. Bem mais longo, com 4.250 mm de comprimento, sua plataforma básica vem do Punto e tem apenas alguns acessórios e recursos visuais para lembrar o pequeno 500. Parece um carro, um hatch, mas não é. Sua arquitetura, principalmente interna, é de monovolume, apesar do capô pronunciado. Tanto que Betim estuda sua produção por aqui para substituir o Idea, outro monovolume. Nada existe de oficial, mas o Idea não embalou mais em vendas mesmo se tornando o “carro do Papa” aqui no Brasil.

Apesar do visual, o 500L nada tem a ver com o Cinquecento

Mas, a “Rádio Peão” da fabrica mineira dá conta de que existem dois grupos, um defendendo a nacionalização do 500L e outro achando que o Idea ainda tem alguma vida útil mercadológica. Se não bastasse toda esta confusão, rodei com o 500L na pista de testes da Chrysler em Chelsea (Michigan, EUA), onde estava toda linha de enormes V-8 e também os Fiat. A passagem do controle da fabricante americana para a italiana criou uma linha de produtos bastante diversificada e até chocante. Descer de um Challenger V-8 com mais de 400 cv, tração traseira, e entrar no 500L com seu 1,4 MultiAir Turbo e tração dianteira exige algum tempo para se acostumar com tanta mudança de filosofia sobre rodas.

         
Bastante espaço e diversos arranjos de passageiros e bagagens...

...e interior amplo, cheio de acessórios e recursos eletrônicos
Atualmente fabricado na Sérvia, o 500L por enquanto parece mirar o mercado americano, que demora a aceitar um minicarro como o Cinquecento ou o Smart. Sucesso de vendas só o 500e, a versão elétrica, de que já falei aqui, já que está na moda ser ecológico, sobretudo na Califórnia. Com a filosofia bem européia do 500L, de “grande por dentro”, ele oferece espaço interno comparável ao de muitos sedãs do Tio Sam, apesar de ser apresentado como Small Station Wagon, uma pequena perua. Mas, para quem já rodou com um legitimo station wagon americano, como o Chrysler 300C, fica difícil aceitar o 500L na mesma categoria, ainda que “small”. Ainda mais no meu caso, totalmente adepto da campanha “Salvem as Peruas”.

Rodei pelos desertos próximos a Las Vegas com uma wagon 300C e só pelo carro a viagem já foi memorável. Claro que, quando comparado com o Idea nacionalizado, o 500L traz muitas vantagens, começando pelo estilo mais atual e descontraído, até o interior bem amplo e cheio de truques para aproveitar o espaço, dezenas de porta-objetos e muita eletrônica. Só que ao volante se percebe mesmo é um monovolume, um estilo bem mais voltado para compras em supermercado do que prazer ao dirigir. Mesmo tendo o ótimo motor MultiAir que tem seus 160 “cavalos” meio sufocados pelo elevado peso do 500L.

 Nos Estados Unidos, são quatro versões, começando com o Pop (por US$ 19,1 mil) e indo até o luxuoso Lounge (por US$ 24,2 mil). Há inclusive o Trekking, equivalente aos nossos Adventure. Esta criação brasileira da Fiat, os “aventureiros urbanos”, continua se espalhando pelo mundo, mesmo onde a ausência de buracos das ruas não justifica a “decoração” exagerada. Apesar do espaço, praticidade e conforto, o destaque do 500L está no motor 1.4 Turbo 16V, bastante valente (160 cv a 5.500 rpm,  principalmente devido ao sistema MultiAir, com atuação eletroidráulica das válvulas de admissão. Isto permite um torque plano entre 2.500 rpm e 4.000 rpm (de 25,5 m·kgf), força suficiente para um carrinho pesado (1.453 kg) rodar com competência. Mas, com pouca emoção. Ou seja, com o excelente câmbio robotizado de dupla embreagem e seis marchas (há opção de caixa manual, também seis marchas), o 500L é até agradável de dirigir, principalmente para quem gosta de se sentar em posição mais elevada, característica dos monovolumes.

Pessoalmente, acredito que a maior emoção quando se dirige “altinho” é encarar o volante de um caminhão com uma enorme carreta e mais 400 cv no motorzão Diesel. Mas, reconheço que muitos (e principalmente muitas) se sentem mais “seguros” dirigindo em posição elevada no trânsito urbano. Como ainda estamos falando do mercado americano, por lá o MultiAir é muito econômico, ainda mais se comparado ao tradicional padrão da Terra do Tio Obama, no qual um V-6 é um motor “pequeno”. A ecologia e economia de combustível finalmente começam a entrar na moda também nos Estados Unidos, por um motivo muito simples: o galão (3,785 litros) de gasolina já passou dos US$ 3,50. Fazendo as conversões, o preço da gasolina lá está bem mais perto da nossa alcolina. O que é caro para eles.
          
Motor é o 1.4 MultiAir Turbovde 160 cv, já conhecido por aqui só que em versão de aspiração natural de 105 cv
Rodando nas diversas pistas do campo de provas de Chelsea, a sensação ao volante (com assistência elétrica) era exatamente ao de um monovolume até esperto e obediente, além de competente nas curvas devido a calibração de suspensão “européia” da Fiat, mais firme e com curso reduzido. Como é relativamente alto (1.670 mm) e com ampla área lateral, ventos cruzando a pista influenciam a dirigibilidade, principalmente em velocidades mais elevadas. Mas, não se trata de um esportivo, apesar do turbo: se trata de uma wagon familiar, que chega aos 180 km/h e faz o 0 a 100 km/h em 12,3 s, números modestos, porém adequados a proposta de um Quinhentão.

Minivan familiar feita na Sérvia pode ser nacionalizada
Entre as quatro versões do 500L, a maior novidade para os americanos é um velho conhecido dos brasileiros: o 500L Trekking. Nada mais que uma versão Adventure, um carro normal com roupagem de aventura e altura do solo um pouco mais elevada. Ou seja, apesar de ser uma invenção da Fiat/Betim, não é mais uma jabuticaba, algo exclusivo do Brasil. A Fiat já havia adotado a idéia na Europa e agora tenta introduzir no mercado americano. No Campo de Provas de Chelsea, a Trekking exposta contava com uma prancha de surf e uma bike no teto, uma mostra clara do seu alvo, os clientes da ensolarada Califórnia, onde a Fiat acabava de estrear com enorme sucesso o 500e, o Cinquecento elétrico. E nos EUA funciona exatamente assim: se der certo na Califórnia, os outros estados vão atrás, tanto em carros como em costumes e modismos.

Claro que tudo isto vale para os Estados Unidos, mas assim como o pequeno Cinquecento, o 500L também deve se internacionalizar, ainda mais que a Fiat em breve terá mais uma unidade industrial funcionando em Goiana, Pernambuco, onde deve também fazer produtos conjuntos com a linha Chrysler. O que aumenta a chance do 500L aparecer por aqui, como sempre acontece, com algumas simplificações de projeto. O que esperamos, não chegue até a parte mecânica. Imaginar este monovolume com um motor 1,4 EVO aspirado, com menos de 90 cv, seria realmente uma pena.

 

JS         
         

40 comentários :

  1. Muito melhor que o Idea. Seria um ótimo substituto.

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  2. "Imaginar este monovolume com um motor 1,4 EVO aspirado, com menos de 90 cv, seria realmente uma pena". Outra pena é imaginar que possa perder esse interior bem bacana, outra pena é imaginar que não será oferecido com cores de carroceria menos conservadoras, e por aí vai. Um outro carro que eu achei muito bacaninha mesmo lá fora, estava louco para ver aqui, mas que até já perdi o tesão com as modificações anunciadas para a versão nacional, é o VW Up!

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  3. Josias, prancha de surf ou caiaque!?

    Se viesse para cá com o mesmo pacote tecnológico (mecânica/eletrônica) que possui lá, e valor compatível (lá vamos nós com a "regrinha de três" com o 500 em pacote compatível para comparação), seria ótima opção. Que para o pacote nacional ao menos o 1,6L 16v nacional seja o escolhido para as versões mais econômicas.

    Bom concorrente - em proposta - com o VW Space Fox, não é mesmo? Seria opção para quem deseja um visual mais "descolado" neste segmento. Se tivesse uma versão ao menos "esportivada" (não-aventureira), mas que possuísse este teto e retrovisores brancos - ou preto, e até vermelho, poderia ser o "FIAT Countryman" de alguns bolsos mais modestos.

    Pergunto se para o mercado local a opção "500XL" não seria um projeto interessante. Acho que daria até para aposentar o Palio Weekend também, e talvez não fosse uma má "idea".

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    1. Oi Allan. Realmente o da foto está com um caiaque. E, pior, fui eu quem cometeu essa foto. Havia outra de divulgação com uma prancha de surf.

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    2. Josias, o que acha do 500XL (Living) em lugar do Palio Weekend? Que tragam logo toda a família 500.
      http://www.youtube.com/watch?v=sKNF_3brAn4

      Para quem gosta de viajar com a família, espaço para bagagem não será grande problema (648 litros). Poderiam cortar custos retirando os acentos extras - ou não, e ter mesma funcionalidade do Chevrolet Spin.

      Mais alguns vídeos:
      Exterior Design - http://www.youtube.com/watch?v=pB_jMhgz97U
      Interior Design - http://www.youtube.com/watch?v=NvGpQKqlsZQ
      Driving Scenes - http://www.youtube.com/watch?v=Zed2mLtDNBw

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  4. iH......é ruim heim....nada substituirá o Idea, principalmente o Adventure. Esse carro é tudo de bom!!!! Para competir, para alavancar, é só baixar os preços, eles sabem disso. Só que ao invés de fazerem isso, eles vão lançar um outro carro e aí já viu....os apressadinhos de plantão, vão correndo fazerem filas e ficarem babando nas portas das revendedoras.

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  5. Josias Silveira,

    Você acabou com a peruazinha.

    É bom manter distância do pessoal da Fiat por uns tempos.

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    1. CCN.
      Não acabei com a peruazinha. Este é o risco que um fabricante corre ao mostrar toda a linha. Vc acaba analisando mais como consumidor e escolhe o que lhe agrada. E depois de rodar com um V8tão, é difícil de gostar de qq outro ser rodante. E monovolume é isso mesmo, legalzinho de rodar, mas sempre tem gosto de eletrodoméstico.

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  6. Lorenzo Frigerio28/09/13 14:59

    Josias, você pode não acreditar, mas outro dia eu estava passando na Raposo Tavares e vi uma Chrysler 300C Touring preta RABECÃO. Era de uma casa funerária de Osasco (pelo bem, pelo mal, cidade que nunca deixa de chamar a atenção).

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  7. Rafael Ribeiro28/09/13 15:12

    Ok, bonitinho, simpático, fashion, mas... CONTA AÍ SOBRE O CHALLENGER!!!

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  8. Parece que o foco dele é o morador do subúrbio de Los Angeles, que carrega toda a tralha e vai para a praia surfar. Ele parece não ter sido feito para viagens longas, mas para isso os americanos tem picapes e sedãs grandes.

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  9. "não embalou mais em vendas mesmo se tornando o “carro do Papa”" E por que emalaria? Todo mundo sabe que o Papa perdoa pecados que uma pessoa comum jamais perdoaria!
    Não que seja o caso do Idea, um carro muito mais bem resolvido do que a aparência sugere (talvez esse seja o problema dele, uma aparência de pino de boliche esperando para ser derrubado não é um bom atrativo de vendas afinal...),
    Mas confesso que me animei quando comecei a ler. Uma "giardinera" que substituísse o cansado Idea não seria má ideia mesmo. Mas um 500 com quase 1,5 toneladas só por muito amor mesmo! Cadê os Fiat leves, práticos e miraculosamente espaçosos que fizeram a fama da marca? Morrerão com o verdadeiro Uno, agora em 2014?
    Como carro, e não como continuidade de uma lenda, até que as decepções devem parar por aí. Câmbio automático não é do meu agrado, mas cada dia mais concordo que é impossível mexer no câmbio manual e jogar "angry birds" ao mesmo tempo, e, ao que parece a maioria das pessoas prefere jogar no celular. De qualquer forma, vejamos: Minivans não são o inferno na Terra que algumas pessoas descrevem, sendo a Fiat brasileira uma notável acertadora de suspensões, talvez o modelo nacional com câmbio manual até agrade, tanto quanto agradou a combinação de preto e bege no interior.
    Mas o "teto de estufa" não agrada em carro nenhum. Na Europa e nos EUA até entendo a praticidade: Dá para ver o céu no verão, às custas de gastar mais combustível com o ar-condicionado, e no inverno, quando há um consumo maior de combustível com o aquecimento, economiza-se deixando o carro esquentar em umas poucas horas de sol. Mas por aqui os lugares que pegam menos sol ainda têm mais de 10 horas de claridade por dia no inverno! É ter que ligar o ar-condicionado mesmo nos dias em que está frio lá fora. Não é um acessório muito prático...

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    1. Oi Braulio.
      A tonelada e meia é consequencia do monte de acessórios para o o mercado americano. Por aqui com certeza perderia um bom peso. Tbém o "teto de estufa" não é obrigatório e concordo com vc. Só acrescentam peso e no lugar errado: bem acima do centro de gravidade. Além de tornarem o interior um inferno em termos de calor. Quer olhar o céu? Senta na beira da estrada.

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    2. Será que prejudica tanto assim a estabilidade rolagem uns quilogramas a mais no teto? Quase todo carro europeu é assim.

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    3. Realmente não mexe muito com a estabilidade. Acredito que o pior efeito é o aquecimento do interior, principalmente em dias ensolarados, a ponto do condicionador de ar não dar conta de manter a temperatura agradável.

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  10. A Fiat deveria adotar essa caixa Aisin no lugar da Dualogic, muito melhor.

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    1. Anonimo. O segredo é simples, custo. A Dualogic é bem mais barata.

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  11. Espero realmente que venha substituir a Idea. Chega de carros requentados ad eternum.

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  12. Josias,

    Sou realmente fã dos sedans, mas também totalmente adepto da campanha “Salvem as Peruas”, que são os veículos versáteis e utilitários que mais se aproximam dos sedans e em conforto e comportamento dinâmico.

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  13. Também achei esse Fiat Countryman muito pesado. Teria que ser mais leve e ter o mesmo espaço traseiro da Idea para substitui-la.

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    1. Oi Anonimo.
      Se vc chama de espaço traseiro o banco para os passageiros de trás, além de distancia dos bancos dianteiros, o 500L é muiiito mais amplo que o Idea. Qto ao porta-malas, confesso que não comparei, mas tbém parece maior.

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    2. Pelo que vi, pelo menos quem vai no centro não vai sentado num calombo, como na Livina. O New Fit então, tem uma montanha pra quem vai no meio. Não dá pra entender.

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  14. Como é incrível o gosto do ser humano, achar uma coisa desta bonita é realmente uma afronta ao bom gosto, o parachoque dianteiro mais parece uma colheitadeira com esta "pequena " boca, mas fazer o que ?????????

    Tem gosto pra tudo neste mundo.....

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  15. Não imaginava que o Idea estivesse vendendo mal... Pelo menos aqui na região de Campinas vejo muito desses carros, e no geral as mulheres, principalmente, gostam bastante. É o carro ideal para quem quer um carro alto, mas que não seja tão grande como o Ecosport e etc.

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    1. Pra quem não mede nem 4 metros, tem um baita aproveitamento de espaço. E só reclama que é ruim de guiar rápido quem é ruim de guiar rápido kkkk: http://bestcars.uol.com.br/carros/fiat/idea/hlx-curva-4g.jpg

      Como diria o cidadão da foto: quem faz o carro é o dono.

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    2. De fato, ela é boa de curva, ainda mais se pensarmos em sua altura excessiva até mesmo para minivans, como se pode ver na Fullpower Lap que fizeram com ela em Interlagos e na qual virou o circuito mais rápido que um JAC J2 (que por sua vez vira mais rápido que um Golf IV 2.0). E quem já viu o ranking da Fullpower sabe que tem carros que surpreendem mesmo não sendo tão potentes ou leves, mas que viram bem Interlagos graças ao acerto geral.
      Tudo bem que aqui é uma Sporting, que saiu de linha e tinha suspensão 1,5 cm mais baixa, mas ainda assim estamos falando de uma minivan que vira Interlagos mais rapidamente que carros com centro de gravidade mais baixo que o dela.

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  16. Não vejo problema em 90 cvs, mas se vier com essa potência e seus 18/19 k.g.f.m, vai ser muito boa de chão.

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    1. Como potência e torque são relacionados por rotação e uma constante, se tiver esse torque máximo, com potência máxima de 90 cv, esse motor vai dar um "soluço" em baixo giro e "morrer" logo após.

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    2. Não se ele for turbinado, e com o Multiair as coisas ficam ainda mais faceis. Fora que minivan não é para acelerar, com um cambio de 6 marchas é possível rodar tranquilamente na rodovia a 120 ou mais utilizando apenas o torque abundante provindo do turbo. Visto que os turbinados de hoje em dia conseguem manter uma constante entre 1500 e 4500, não vejo problema nenhum em pouca potência, lembre os Diesels.

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  17. 1- o Idea é bem injustiçado, carro bem resolvido,confortável e bom de dirigir,de conforto dá de mil no Fit,lembra o Focus nesse ponto,outro injustiçado,acho mais carro que o Corolla,enfim...

    2- já começou a aparecer "noticias" sobre o Dualogic: embreagem com pouca durabilidade( em torno de 80 mil km) e custa uma fortuna ( a do Voyage bate nos 1200 reais), a bomba do sistema pifa lá pelos 80/100 mil km e custa quase 700 reais....

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    1. Olha, eu conversei com um taxista que tem uma Weekend Adventure com Dualogic [com a qual ele, aliás, está muito satisfeito com] e ele disse que um amigo tem um Siena que só foi trocar a embreagem com 120 mil kms.

      O Voyage não é Fiat, mas com 80 mil kms eu não acho que seja uma durabilidade ruim para uma embreagem. Se ela fosse para o ralo com 50 mil, aí sim poderia se dizer que ela tem uma baixa durabilidade.

      Em tempo, Dualogic não combina com GNV, essa Weekend do citado taxista tem, nele o cambio amarra o carro, só vai passar marcha lá para 3 mil R.P.M. Quando passou para a gasosa, era outro carro! Mais disposto, cambio trocava com 2 mil R.P.M e talz, provavelmente é por isso que não há Siena Tetrafuel com Dualogic.

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    2. A troca de marchas é proporcional à carga. Se o carro fica mais fraco com GNV e vc dá mais carga, a troca se faz com mais rpm. Mesma coisa com carro de caixa automática.

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    3. 80 mil km para uma embreagem está dentro da média. Quanto a custar uma fortuna, isso provavelmente é culpa de concessionária picareta, pois a embreagem é exatamente a mesma dos modelos manuais.

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    4. A embreagem é diferente. Tem apenas o mesmo princípio e "parece igual", mas é outra peça. E para trocar é necessário scanner com software do cambio.

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  18. Não vou nem zuar, vai que é doença.

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  19. Interessante o Quinhentão. Só continua feinho, como o 500inho. Pelo menos o painel não é aquela coisa horrorosa do carro matriz. Mas prefiro mil vezes mais a velha Idea.

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  20. A frase de Mark Twain, "Parece-me que as notícias sobre a minha morte são manifestamente exageradas", cai como uma luva para a Idea.

    Creio eu que ainda tem muito chão pra ela rodar... não vejo essa 500L como um substituto a altura para ela.

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  21. A linha Fiat anda meio caída. Só fatura graças ao carros pequenos. Jamais conseguiu emplacar um médio e sequer uma van. Já se fala na morte de Bravo e Linea, dignos sucessores de Tempra, Marea, Brava, Tipo... Por que nunca lançaram por aqui o Croma ou os sedãs médios da Lancia italiana?

    P.S. Esse 500 tb não emplaca. Não tem preço nem design.

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    1. Nada do que você escreveu procede jovem. Strada é líder da categoria, Dobló ídem. Idea até onde me lembro também era lider, superando o Fit. 500 vendia maravilhosamente bem para um carro de 40 mil a ponto de ter 120 dias de espera por um novo. Freemont estava vendendo tão bem que até se deram ao luxo de aumentar o preço em 10 mil [se bem me lembro].

      Sobre emplacar líderes, o Tempra e época chegou a ser lider de vendas e o Tipo vendeu mais até que o Gol. E a Tempra SW só não foi lider da categoria porque já chegou no fim da carreira do Tempra [pena, pois era de longe melhor que tudo que tinhamos aqui, menos que a Suprema].

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    2. Nem tão jovem assim, afinal já passei dos 50, reitero minhas palavras. Strada não é carro médio; Freemont é um SUV caríssimo, quase de nicho. Quanto ao 500, além de sem graça, é caríssimo tb e se trata de carro pequeno...Todos os médios da fábrica italiana são fracassos no BR. Os números de vendas estão aí para mostrar.

      A claque da Fiat agradece... :P

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