COPO QUEBRADO, MOTOR TAMBÉM

Foto:Quatro Rodas
O meu TS era igual, só que amarelo Imperial

Ainda morando no Rio, precisei vir a São Paulo. Tinha um Passat TS 1977, que já vinha com o comando de câmbio certo, estava com 24 mil e poucos quilômetros. Um grande amigo, desde a infância, estava passando uns dias conosco e resolvemos, eu e minha mulher, trazê-lo junto. Alguma coisa, porém, me disse que aquela viagem não seria normal: um copo que estava sobre a bancada da pia do banheiro estourou em mil pedaços, era de vidro temperado. Sozinho, nada de choque térmico tipo banho super-quente e golpe de ar. Não havia ninguém no banheiro. Simplesmente estourou. Muito estranho. Nessas horas pensa-se no sobrenatural.

Escolhi vir pela estrada litorânea, para espairecer um pouco. Estava com problemas com um dos sócios da concessionária e dirigir em estrada me é relaxante. Sempre foi assim. Mesmo de pé embaixo. Era como eu vinha nesse dia de primavera de 1977.

Rio-Santos, paisagem relaxante (aefetivagem.blogspot.com)

O TS me pareceu estar andando mais que o normal, solto, chegava aos 160~170 km/h indicados com total facilidade. Aquilo me preocupou um pouco – motor quando passa a andar mais é mau sinal – e a cena do copo em mil pedaços toda hora me vinha à cabeça. Pois uns 50 quilômetros antes de Ubatuba, o temível ruído crescente de coisa batendo no motor. Eu não queria acreditar, havia batido biela!!! 

Desliguei e encostei apenas para uma providência, desligar a ignição do cilindro da biela avariada e seguir até Ubatuba em três cilindros, devagar. Pelo manual vi que havia uma concessionária lá. Havia. Quando cheguei vi que havia sido cancelada. Mas estava aberta  e funcionando.

Falando a mesmo linguagem de dono de oficina, tiramos o cárter para olhar o moente de biela e o que havia sobrado do casquilho. Bateu feio. Motivo, não tinha a menor idéia de como um motor como aquele poderia abrir o bico do nada, e tão pouco rodado.
Aspecto do casquilho quando novo (tamagushimotors.com)

Não tinha casquilho na concessionária, o jeito era buscar um jogo em Taubaté, a quase 100 quilômetros dali. Único jeito, táxi. E o copo me vinha...

Brasília, roda "gauchinha", volante de uns 32 cm, esse era o táxi que o dono da ex-concessionária me conseguiu, um amigo dele. Exterior todo emperequetado, só não tinha vidro "filmado" porque a moda ainda não tinha chegado  

Eu no banco do carona, a mulher e o amigo atrás. Subida da serra, tudo bem, chegamos ao planalto, quando começou a chover. O nosso "piloto" continuava andando mais forte do que eu gostaria, mas ia bem. Aí num trecho de reta vi o asfalto adiante mudar de cor. Disse-lhe "atenção, diminui". Foi entrar na curva à esquerda adiante e sairmos rodando, e para fora da estrada. Sorte, era um descampado. Paramos no acostamento e eu dei o sermão, claro. Continuamos, mais devagar agora.

Chegamos a Taubaté, comprei os casquilhos e voltamos – eu dirigindo. Enquanto eu estava na seção de peças o meu amigo "catequizou" o chofer do táxi no sentido de que seria melhor eu dirigir, era mais experiente, piloto, essas coisas.

Montamos motor, que funcionou bem, sem ruído. Dá para seguirmos, mas com calma, pensei. Fui a 80~90 km/h, pouca carga, subi a Imigrantes com todo cuidado, mas no planalto começou a bater biela de novo. O copo...Fui direto à oficina do preparador Anésio Hernandes, era umas 5 da tarde, e novamente tira o cárter para ver o moente de biela. Desta vez, com a habilidade do excelente preparador que é, ele lixou bem o moente e achamos o "serviço" ficaria bom  Oito da noite, carro pronto, fomos para o apartamento do também muito amigo e piloto Antônio Castro Prado, tomar um banho e sair para jantar, ele com a mulher Dulce.

Na manhã seguinte fiz o que tinha que fazer (ir à Volkswagen, eu era concessionário, lembre-se). Almoço na fábrica, peguei a mulher e o amigo no apartamento para a viagem de volta. Desta vez vim pela Dutra mesmo, mais aconselhável diante das circunstâncias.

Viagem normal, vinha a 100 km/h, cheio de cuidados nas acelerações de ultrapassagem. Veio a serra de Cruzeiro, o motor bem, até vi pelo espelho um Fiat 147 – novidade absoluta no mercado! – e me "jantou", claro. Essa não, esse cara com esse carrinho não vai me passar assim, pensei, e acelerei. Passei-o, obviamente, mas a alegria durou pouco. O leitor já sabe o que aconteceu. E desta vez bateu biela feio, não dava para andar mais. Sentados à beira do caminho, umas 4 da tarde. Celular? Só na Nasa, e olhe lá.
Foi por aí que o TS encerrou sua viagem (www.cidade-brasil.com.br)

Havia um posto visível, caminhada de uns 5 minutos. Telefonei para um amigo, morava na rua de baixo, advogado de uma seguradora (eu só tinha seguro de roubo e incêndio, pois tinha a concessionária), que conseguiu mandar um guincho pegar o TS. Já era noite quando chegou e levou o carro.

Num tempo que violência era primeira página de jornal, fizemos sinal para um ônibus Rio–São Paulo, que nos atendeu. Pouco depois de meia-noite chegávamos à rodoviária da cidade.

Só tive duas viagens complicada na vida, uma foi com um Galaxie, à Argentina, que já contei aqui. Outra, uns dez anos antes dessa com o TS, com DKW, que outro dia eu conto.

Motor desmontado, não demorou para o Pedro, chefe da oficina, descobrir porque bateu biela: o furo do do óleo do moente mal feito, "esclerosado', pouca passagem de óleo. Até que durou muito. Virabrequim, quatro bielas e demais itens novos e o motor voltou à vida.

Usei o TS normalmente até 35.000 km quando, ao entrar para a Fiat em agosto do ano seguinte (vendemos a concessionária VW) e passar a usar um 147 em outubro, vendi-o para o meu irmão, que ficou três anos com ele sem nenhum tipo de problema.

Reprodução do cenário do copo que estourou sozinho

Será que o copo quis dizer alguma coisa?

BS

122 comentários :

  1. Pois é, caro editor, há dias em que a bruxa parece estar solta mesmo. Numa determinada viagem, em 1985, 86, conseguimos estourar 5 pneus novos num intervalo em apenas uma tarde, sem nenhuma razão aparente.

    Coisas da vida. Desta vida.

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    1. Tuhu
      Cinco pneus? Que impressionante!

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    2. Nossa, e eu achando que era azarado por ter que trocar 2 pneus furados em questão de 10 minutos... Pneu traseiro direito furou, troquei... andei nem 10 minutos e o estepe furou também... Que azar!

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    3. Tuhu
      Voce tem certeza que nao atropelaram nenhum urubu pelo caminho nessa viagem??

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    4. Há exatos 27 anos que eu não sei o que é furar pneu.

      Será que eu ainda saberia trocar?

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    5. Lembram o quanto era comum pneu estourar há uns 20 anos atrás? E de for,a espontânea, se buraco ou furo. A tecnologia e o controle de qualidade dos pneus melhoraram muito.

      Comentário 2: o taxi deve ter sido uma daquelas Brasilias com um forro de banco peludo, amarelo ou azul horroroso, e aqueles babadinhos na parte de cima do parabrisa parecendo manta de bebê. Já vi varias assim.

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    6. Em estrada boa, sem panelas, pneus com no máximo uns 5000 km de uso. Pressões checadas antes da viagem, enfim, sem motivo racional. Coisas que só Deus explica...

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    7. Tuhu,
      me lembrei de uma viagem que fiz com meu irmão, perdemos 3 pneus numa tarde! Nesse caso, foi porque, naquela época (1985), os borracheiros não sabiam arrumar pneus sem camara, aí foi colocado camara nos pneus, que acabaram estourando. O pior é que era um XR3, então pneus série 60 no aro 14 era uma raridade, final de semana, então tivemos que colocar pneus diagonais, imagina como foi, parecia que estava andando sobre sabão, kkk...Só depois, é que conseguimos achar pneus compatíveis...
      Renato

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    8. Ah, lembrei: o carro tb era um Passat. GL, 1.6 MD 270, mod 83 ou 84, sei lá.

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    9. Numa viagem Sampa/São Sebastião, ¨(seis) furos de pneu ! O último, menos de 1 km depois do %º... .Um Golzinho. Em compensação, no meu Fiesta, com 6 anos e 46.000 absolutamente nada. Inexplicável...

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  2. Esse amigo era o Araken novamente aprontando as suas? rsrsrs

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    1. Não era o Araken, era o Emílio. O Araken é amizade bem depois, eu já com 25~27anos.

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  3. Avisado vc foi né bob..

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  4. Nessas horas não adianta nem ficar irritado, pois dá para perceber que existem forças agindo e que vão além do nosso controle.

    E tem dias que a gente não está com a cabeça para dirigir então eu até prefiro entregar a direção para a patroa para não me incomodar.

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  5. Surpreende-me ver um erro primário de usinagem de virabrequim como esse do seu ex-TS ter acontecido e, pior, ido para dentro de um motor. Tudo bem que na época os motores não tinham as tolerâncias ínfimas de hoje e o melhor óleo que pudesse existir naqueles tempos não tinha o desempenho do óleo mineral mais barato e de boa qualidade que se possa encontrar, mas ainda assim surpreende a tal peça ter ido para aquele motor.
    Imagino eu que o tal erro de fabricação em questão também tenha gerado um vendaval na Volkswagen, ainda mais que à época você era concessionário e, portanto, com acesso a mais detalhes do dia a dia da fábrica e recomendações pontuais da mesma que um consumidor médio. Aconteceu algo na marca depois desse virabrequim malfeito que foi parar no seu TS?

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    1. Caro Anônimo,

      Você se surpreenderia com muita coisa nesse aspecto. Falhas de fabricação irão ocorrer sempre, por mais perfeito que seja o processo. Isso em todos os fabricantes. Já peguei até Mercedes com algumas falhas que você não acreditaria. Faz parte. Isso não desmerece a VW do Brasil, ou qualquer outro fabricante conceituado.

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    2. Sobre Mercedes, eu mesmo conheço um caso de Sprinter da atual geração que começou a vazar diesel do nada. Falha primária de não terem apertado uma braçadeira qualquer (aqui, sempre levando em conta que linhas de produção argentinas costumam ser mais descuidadas que as brasileiras). Também conheço o caso de um Tipo cujo tanque de gasolina caiu no chão e seu dono, ao ligar para o serviço de atendimento da Fiat, teve de lidar também com algum atendente que não acreditava na história que estava sendo contada (enquanto isso, seguia o tanque do Tipo no chão). De Fiat, há também os casos recentes de motores e.TorQ 1.8 com problemas de pistão.

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    3. Nunca, foi só no meu.

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    4. Prezado Anônimo, os casos de e.Torq são os relatados pela 4rodas? Se sim, eu desconfiaria do proprietário, pois perder dois motores, quase simultaneamente e na mesma casa é um fato para poucos.
      Participo de um fórum de proprietários de FIAT Bravo, que usa este mesmo bloco (1.8L), com mais de 3500 membros e nenhum relato como o da revista.
      Vale um pouco de reflexão sobre a matéria.
      Abraço!

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  6. Bom post, gosto dessas histórias.

    Em 96, voltando de viagem de Marília para São Paulo, na madrugada dum domingo, comecei a ouvir um assovio e, em seguida, o Chevete 89 azul-metálico-coisa-mais-linda (o monzete) puxou violentamente o volante para a esquerda, voltando ao normal em seguida. Como já estava preocupado e atento, não houve problema, não sou mecânico, mas também não sou leigo.

    Estacionei o carro no posto Panorama, perto uns 12km de Galia. Celular também era novidade de rico, e se houvesse, o sinal não tinha chegado lá ainda. Que fazer? Mulher e filho de 2 anos, não tinha seguro, nem telefone de guincho e muito menos dinheiro. Tinha lá um borracheiro 24h que acordei. Emprestou umas ferramentas de precisão - marreta, ponteira, chaves de fenda enormes com o cabo quebrado de tanto martelo... Enfim, o que suspeitava: rolamento.

    Consegui uma carona com um cara que ia para Gália, mas só de ida. Fomos todos, que eu não ia deixar a família sozinha, lá me deixou na frente de um autopeças fechado. Acordei o cidadão da casa de cima da autopeças - o dono, que desceu para me atender com total boa vontade.

    Tinha o rolamento, me recomendou levar graxa e - surpresa: me levou até o posto de volta, só não desceu, me deixou lá. De posse de tudo o que precisava, consegui trocar o rolamento (que praticamente tinha se fundido no semi-eixo). O preço que o dono da autopeças cobrou? O exato valor de um rolamento e de um pote de graxa, nem um centavo mais.

    Depois de quatro horas estava de volta à estrada, mas não sossegado. Na pressa e na escuridão, apertei mal o espelho interno que protege o disco, e o bicho começou a fazer barulho a cada buraco. E eu achando sempre que era a porca da ponta do semi-eixo, rosca que quase espanei de tanto bater sem querer no desespero de separar o rolamento da peça. Na minha cabeça uma presilha pouco mais encorpada que um grampo de cabelo era o que segurava a suspensão + conjunto de freios, tinha pesadelo acordado pensando na roda saindo com disco e tudo.

    Essa foi minha viagem inesquecível. E a última na madrugada de domingo.

    Abs.

    Eduardo Trevisan.

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    1. Eduardo...eu moro em Garça!

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    2. Coloquei essas referencias todas na certeza de que encontraria alguém que conhecesse tudo isso.

      Ainda vou para Marília pelo menos 6 vezes ao ano. Ê região boa essa aí.

      Eduardo Trevisan

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    3. Gostei da história das ferramentas de precisão!
      E aprendi uma coisa na vida: toda ferramenta é um martelo - menos a chave de fenda, que é uma talhadeira. Abraços.

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    4. Em um Monza que dirigia soltou essa porca do pivô (pino-bola). Que susto! A roda ficou enjambrada na caixa. O carros deslizou uns 10m. É um perigo!

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  7. José Carlos04/09/13 12:44

    Sr.Bob,
    Há uns dois meses atrás, estava indo de Taubaté para S.Bento do Sapucaí, num domingo, quando ao sair de Santo Antonio do Pinhal, o motor do carro, um Fusca 1996 com apenas 33.000 km começou a fazer um barulho típico de biela batendo. Imediatamente parei o carro, e retornei para Sto. Antonio para providenciar um guincho. Vim bem devagar para não causar maiores danos para o motor, mas tentando entender o que havia acontecido. Pela lógica não havia razão para tal: óleo recém trocado, não havia nenhum indício de defeito, enfim , um mistério.
    Deixei o carro em um posto fui procurar um guincho. Neste interim , apareceu um mecânico da cidade que diagnosticou que o motor "havia abrido o bico" , que já era. Fiquei uns 30 minutos tentando encontrar alguém que fizesse o transporte do carro até Taubaté, mas não consegui, pois estava em plena temporada de inverno e todos estavam prestando serviço para as seguradoras.
    Resolvi vir com carro do jeito que estava, já me conformando em ter que "fazer" o motor inteiro, em consequência de andar com ele neste estado. Para minha surpresa, ao liga-lo, o motor não fez nenhum barulho anormal. Quieto, silencioso, com o som típico dos VW a ar.
    Desci a serra e sempre escutando o motor que vinha sem nada de anormal e assim cheguei em Taubaté. Na segunda -feira levei o carro ao mecânico que faz a sua manutenção. O motor foi examinado, checado, acelerado e nada de barulho de batida de biela.Não fiz absolutamente nada no carro, apenas troquei o óleo uns 2.000 km depois e só.
    Ficou o mistério: o que teria acontecido ? Qual teria sido a causa do barulho que era muito forte e que aumentava conforme se acelerava?
    Já fiz inúmeras viagens com o carro que hoje está com 37.000 km e está perfeito.
    Tem algum palpite ?
    Um abraço e parabéns pelo AE. leitura obrigatória na hora do almoço.

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    1. Senhor jose Carlos.
      Fiquei aguardando para ver se alguem dava algum Palpite.
      O senhor Não vai acreditar mas estou aqui com um fusca na mesma situação, O motor fez um barulho de Biela batendo foi ginchado e mesmo tirando a correia do ventilador continuava bater, De repente sumiu o barulho. Mas por via da duvidas resolvemos e desmontar e Não Achamos nada de nada Esta tudo no mais pefeito estado.

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  8. Eu, de carona na D-10 do pai da namorada, dois pneus furados e dilacerados numa madrugada, ambos na traseira direita, bem onde eu estava sentado.
    Dormimos na estrada, perto de Ourinhos - SP, até a manhã seguinte.
    Gozação total comigo depois, dizendo que a "mala" de excesso de peso era eu.
    Bem engraçado. Casei com ela.

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  9. Adorei a parte "voltamos - eu dirigindo", he, he! Há muitos e muitos anos não tenho a sensação (bastante) desagradável de pegar estrada em um carro que esteja sob outro comando, que não o meu.

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    1. Mr.Car
      Entao tomará que voce tenha que pegar uma carona com a sua sogra!
      Que tal uma viagem entre Rio e SP pela velha Dutra com ela ao volante?
      Desfrute!

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    2. Anônimo 04/09/13 14:25
      O que o Mr. Car te fez para desejar isso a ele??? Cuidado com o que dizes. Suas palavras podem se voltar contra vc.

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  10. Sensacional. Obrigado Bob.
    Roberto Mazza

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  11. Pôxa Bob, pelo que vi na foto o Passatão foi justamente dar o último suspiro na minha Queluz -SP.
    Entretanto, naquela época foi decisão acertada voltar pela Dutra e acho que até hoje é a melhor opção em casos de emergência.
    Um grande abraço.
    César Arruda Jr.

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  12. Essa história já foi contada aqui, não?

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    1. Guilherme,
      Sim, em julho de 2011 (eu havia me esquecido), junto com outras quebras de motor, inclusive na pista, mais a tal do DKW. Mas a versão de hoje tem o detalhe do copo, inexistente na anterior. Se quiser ler (reler) a de antes, http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/07/quebra-de-motor.html

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  13. Coisa linda esse Passatao, Bob !
    É o modelo que mais gosto.. um grande classico.
    Jorjao

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    1. Esse modelo ja sao bem raros e valem uma nota quando achados em bom estado.
      Tambem gosto deles , bem como os ultimos GTS Poiter 1.8
      Ma epoca meu pai teve um desses na cor creme.

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  14. Bob, não acredito que o fato de o copo ter se estourado seja um indício de coisa errada. Mas acho que a lembrança do copo que estourou te incomodando o várias vezes sim! Não o fato em si, mas o que ele causou no seu subconsciente.

    Prefiro ser intuitivo, e não me incomodo em ser assim, mesmo trabalhando com coisas técnicas. Aliás, já vi ótimos mecânicos que também são. São vários os casos em automobilismo, motociclismo e aviação em que a pessoa tinha a percepção de que tinha alguma coisa errada antes de um incidente.

    Um cunhado meu, policial federal, que escreveu recentemente um livro sobre segurança (se puder, posto o link do blog dele), em certo momento de um de seus posts sintetizou o que eu penso sobre isso:

    "Sempre confie na sua intuição. Sempre. É o acúmulo das experiências que fazem sentido para você e que está trabalhando de modo subconsciente para mantê-lo a salvo."

    Se até policiais dão valor a isso, por que eu não daria?
    Abraços.

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    1. Opa! Parente do Agente Especial DPF Humberto Wendling (http://www.comunidadepolicial.blogspot.com.br/).

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    2. Anônimo 16:17

      Ele mesmo!

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    3. Rodrigo MG
      Perfeito, concordo com o policial seu cunhado. Muitas vezes tomamos uma decisão diante de uma situação como se alguma coisa nos guiasse. Dê o link dele, por favor.

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    4. Bob, o link é esse mesmo que o anônimo daí de cima postou:

      http://comunidadepolicial.blogspot.com.br/

      Os dois blogs que estão nos favoritos do meu celular são o Autoentusiastas e esse do Humberto.

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  15. Durante a volta da Serra da Bandeira para Belo Horizonte, percebi a luz da bateria do Chevette acesa, fui olhar o que havia acontecido: O parafuso tinha espanado a rosca do corpo do alternador e assim a correia ficou bamba. Rodei mais uns bons KM assim, até me aproximar de um lugarejo, onde, por sorte, encontrei um mecânico lavando sua oficina.

    Expliquei meu problema para o sujeito, que rapidamente encontrou em sua sucata um parafuso mais longo que o original, porém de mesmo diâmetro, e uma porca adequada, passamos o "parafusão" e com a porca ficou tudo certo, e assim está até hoje!

    Em outra oportunidade, também com o Chevette, voltando da Serra do Cipó, luz da bateria novamente, mas dessa vez foi o chicote elétrico que havia se rompido do conector. Era noite, e voltei grande parte da viagem com faróis apagados, até me chegar na atual Linha Verde, onde há iluminação pública.

    Dois sufocos com o Chevette. O Omega nunca me chateou em viagens.

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  16. Bob
    Off topic.
    Ha alguma previsao de voces testarem o novo Golf G7?
    Pelo que li por ai, a VW elevou a barra de vez no segmento. Nao vai haver concorrencia para esse carro.
    Abracos

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    1. Sim, será no dia 7, em Wolfsburg. Viajo à Alemanha amanhã.

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    2. Bob sabe porque o vidro de muitos carros antigos ficam como esse do Passat na foto? Com essas manchas. Delaminam?

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    3. Esse vidro é temperado e o que se vê são as marcas da têmpera. Em geral são visíveis quando o sol está baixo ou com óculos de lentes polarizadas. Quando nos anos 1970 passou a ser obrigatório vidro laminado no pára-brisa, os comissários técnicos das provas, na Europa, tinham esses óculos para certeza de ninguém estar usando vidro temperado.

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    4. Então boa viagem e uma ótima volta Bob!

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    5. Nem se confie, lembre-se que o Focus está aí.

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    6. Tinha esquecido que foi apenas depois de 70 que os laminados viraram obrigatorios. Aqui no Brasil foi igual?

      Essa das marcas da tempera desconhecia, legal saber.

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  17. Adoro essas histórias... alguma bacana com o 147?

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    1. Devem haver várias anonimo, afinal como dizem 147 são 147 defeitos !!! huahuahuha

      Brincadeiras a parte a coisa de 3 anos atras tive um 147 78, azul metálico. Comprei o carro para a mulher usar, havia sido todo reformado(era pura massa!) e estava em bom estado no geral, só que o marcador de combustível não funcionava. Fechei o negocio e como o vendedor trabalhava em uma concessionária ele ia pedir para o despachante de lá fazer a função do cartório. Sendo assim assinamos o DUT e no dia seguinte eu ia buscar e pagar o carro.

      Cheguei no lugar combinado para pegar o carro e nada de o vendedor chegar com o carro, liguei para ele e ele me disse que já chegava(e logo em seguida chegou). Ele disse que havia ficado sem gasolina e colocou 20 reais para chegar até ali. Pago o carro, aperto de mãos final e cada um para o seu canto.

      Acontece que a mulher não conseguiu se habituar com a caixa do 147(4 marchas, original) e resolvemos vender. Nessa época sofri um acidente com meu uno e ele ficou 3 meses parado até conseguir arrumar tudo, então eu ia usar o 147 no dia a dia. Na primeira semana ele começou a falhar e não desenvolvia... achei que devia ser o carburador sujo(o carro saia muito pouco com minha mulher, em menso de um ano já havia mandado limpar umas 2 vezes) como tava vendendo o carro e estava sendo sugado financeiramente pelo concerto do meu uno, resolvi deixar o 147 parado e usar um outro uno que meu pai havia acabado de comprar da minha irmã(já que tinha carro sobrando na casa naquela época).

      Um determinado sábado tive que ir no centro comprar uns parafusos e fui de 147 para fazer ele andar um pouco, quando estava saindo do carro um senhor se interessou no carro e pediu para me encontrar a tarde em uma lavagem para conversamos melhor.

      A tarde eu e a mulher pegamos o carro para ir ao encontro e ao pegar a rodovia e acelerar mais fundo o carro engasga e apaga... eu emputecido com o carro, desci e empurrei o carro para fora da rodovia. Estava pensando em oque fazer quando a mulher se vira e pergunta quando havia sido a ultima vez que eu abasteci o carro....na hora eu me dei conta que havia parado de usar o carro por que ele estava dando pane seca! Não sabia como tinha conseguido ir no centro pela manhã para comprar os parafusos!

      Arranjei 2 litros de gasolina e levei o carro em um posto, seguindo a tradição do carro, coloquei 20 pila de gasolina com uma certeza na cabeça: no encontro que estava indo eu ia vender o carro!

      Como não podia deixar de ser fechei negocio com o senhor, mas foi uma pena, por que ao sair do posto o carrinho estava andando muito bem! Deveria ter insistido em usar ele no dia a dia!

      Nos 11 meses que fui proprietario deste 147 ele andou coisa de 2000Km, quebrou uma homocinética, estragou o motor de arranque e entupiu o carburador, fora o que eu gastei em extras( fiz um console com porta luvas em madeira, tampão do porta malas, radio...)

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    2. Sim, duas historietas que podem (e sairão) no mesmo post. Aguarde.

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  18. Ano passado fui a Alto Paraíso com minha ex. Ranger diesel quando na volta, comecei a enfrentar problemas: Desligava o carro e quando voltava a ligar, o motor não pegava, somente motor de partida.

    Com muito custo, um eletricista de Alto Paraiso descobriu que um fusível, a cada partida, se queimava e disse que arrumou a causa do problema (descobri tarde demais que ele colocou um fusivel de 30A no lugar de um de 5A). E o carro veio bem até a hora do lanche em Itumbiara, fronteira de GO com MG. Lá a Ranger não pegou mais, nem fazendo jump com pedaço de fio. Ai, já sem fusível reserva e fio para fazer jump, abri um clips de papel, fiz o jump e a Ranger pegou, e eu só desliguei ela quando cheguei em casa, em Garça, 520km depois, sem sequer desligar o motor nem para abastecer.

    O problema? Um solenóide que corta o diesel quando o motor está desligado estava em curto e queimava o fusivel. Se o motor nao pegava, ele não conseguia acionar a bomba de alta pressão e como conseguencia, não pegava.

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  19. Legal! Agora descobri como foi a história do táxi que você dirigiu.

    Um abraço, Bob!

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  20. Eu tenho uma.

    Tinha que sair de Agudo-RS para Passo Fundo-RS no domingo para recepcionar um grupo de Finlandeses no aeroporto que visitaria a fábrica no dia seguinte. Viagem de 350km por rodovias mais conhecidas.

    Mas no mapa havia um caminho que encurtava em quase 100km a distância e ningúem naquele momento tinha idéia sobre as condições deste percurso.

    Saí mais cedo e já no meio da viagem descubro que vou andar 60km em estrada de chão. Até tudo bem, a estrada estava boa mas logo rodei em um entrocamento, sem danos.

    Quase chegando ao final dela e pronto para voltar a rodovia, numa baixada, bato o cárter de alumínio em uma pedra que rompe e libera todo o óleo do motor.

    Com muito custo e rebocado por uma Pampa caindo aos pedaços chego em uma borracharia, exatamente no meio dos dois destinos.

    Nada ao redor, arrumo uma câmara de ar de caminhão fazendo uma cárter improvisado, como uma bolsa embaixo do motor. Coloquei óleo e levei mais alguns litros de reserva.

    Os primeiros 100km tudo correu relativamente bem mas faltando 40min de viagem alcancei uma chuva forte, que fez a bolsa deslizar e lambuzar tudo de óleo, impossibilitando um novo reparo.

    Consegui um guincho e fui para casa.

    Resultado, 8h de viagem, um motor detonado e a certeza de uma despesa alta.

    Uma semana depois, redimindo minha falha com o grupo, recebo uma gorjeta em agradecimento à minha receptividade e suporte durante a viagem.

    Com o dinheiro, consegui comprar um bloco completo 0KM ainda na caixa por uma pechincha, que estava jogado no fundo de uma oficina.

    Um abraço,

    Rafael Aun

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  21. Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay.

    Apesar da minha formação em engenharia, eu presto muita atenção nos sinais estranhos que a vida nos envia.
    O copo do Bob é um bom exemplo.

    O grande problema é saber de onde vem e o que vai nos trazer a "onda esotérica" que pode (ou não) estar a caminho...


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  22. A zica tava braba rsrsrs...mas não acredito nessas coisas (superstição),acredito mais no problema de usinagem de peças feitas no feriado de carnaval rsrsrs...

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  23. Esse Passat TS quatro faróis pra mim é o mais lindo Passat dessa carroceria,não dá pra cansar de olhar,abraço.

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  24. Clésio Luiz04/09/13 14:23

    É Bob, na estrada as vezes é melhor engolir o orgulho e chegar ao destino em segurança, do que dar corda à certas vontades, como foi o caso da ultrapassagem do 147.

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  25. Bob,

    Esse amigo que viajou com vocês no TS era o Araken? Depois de ler seu post sobre o Galaxie, se você não conta o real defeito do Passat, eu juraria que o problema era seu amigo... (rsrs)

    Um abraço!

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    1. Marcelo, não era, mas o Emilio. O Araken só conheci já adulto e casado.

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  26. Aléssio Marinho04/09/13 14:31

    Uma das minhas histórias:

    Estava em Cuiabá e mandei um "mexânico" regular o motor do Escort Hobby. Serviço feito, uns dias depois peguei a estrada de volta pra Belém. O carro estava ruim, mais amarrado que de costume. Perto de Nova Olinda-TO, resolvi parar e dar uma ajustada no distribuidor. Ficou bom, mas logo ouvi um estralo e o motor ficou pior que estava.
    Rodando devagar consegui chegar à cidade. Procurei uma oficina aberta e não encontrei, afinal era domingo de manhã. Só uma borracharia ao lado de uma autopeças. Conversei com o borracheiro que afirmou ser mecânico. Desconfiado, deixei examinar o carro, após contar o que havia feito. Ouvi que teria que tirar o cabeçote fora pra diagnosticar corretamente, o que concordei.
    Cabeçote removido, uma das válvulas do 1º cilindro havia entortado. Onde encontrar uma válvula de CHT 1.6 Álcool num domingo no interior do Tocantins?
    Já estava me conformando em passar o dia por ali e procurar a peça na segunda-feira em Araguaína, quando ele me disse "peraí, já volto", apeou na sua barra circular, cruzou a Belém-Brasília e se embrenhou no cerrado.
    Meia hora depois eis que resurge atrás de uma moita com um dos braços erguidos e uma válvula na mão.
    Ele tinha uma sucata de Gol AE, do mesmo ano do meu Escort e retirou as válvulas pra me tirar do sufoco. Montou e ficou uma beleza, o suficiente pra chegar em casa.
    Conversa vai, papo vem, fiquei surpreso com o conhecimento dele sobre CHT. E me confessou que nos anos 80 trabalhara numa pequena equipe de corrida em Goiânia, e que corriam com Escorts, que a equipe só acabou pq o dono não tinha $ pra mantê-la, mas que tinha muita saudade daqueles tempos.

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  27. Bob,
    A toda hora estamos fazendo algo em nossas vidas, é claro que uma hora ou outra vai acontecer alguma coincidência, e não é muito raro copo de vidro temperado estourar.
    Comparo o sobre-natural à deus, se existe está fora do nosso alcance.

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  28. Claudio Fischgold04/09/13 14:37

    Viagem? Que tal fazer Rio - Brasilia na década de 60 com este equipamento? Chefe do comboio, um Jipe Candango, teto de lona, puxando uma carreta com o DKW de corrida do Bob e Arakem em cima, e mais um monte de ferramentas, peças etc... (estávamos indo para a corrida de 1000 km). Como fiel escudeiro, meu Fusca 62.

    Nós éramos 6 nos dois veículos. Dois mecânicos do Arakem, meu irmão Gerard, Roberto Kastrup, Ronaldo Beicht e eu. Decidimos que cada um dirigiria 2 horas e depois iria dormir no banco de trás do Fusca (a "cama de casal").

    Saímos da oficina do Arakem no Catumbi (Rio) de quarta para quinta feira às 3.00 horas da madrugada. Logo descobrimos que não ia ser uma tarefa fácil pois o valentão não podia passar de 60 no plano, senão não parava. Na subida da serra da Petrópolis, descobrimos que a velocidade máxima era 40 km/h.

    Chegamos em Pedro do Rio às 7.00 horas e logo paramos com a junta do cabeçote queimada. Como tínhamos as peças e a mão de obra (os mecânicos do Arakem) o conserto foi feito na estrada mesmo. Seguimos na mesma estonteante velocidade e chegamos em Juiz de Fora às 2 da tarde. BH por volta das 2 da manhã (porque só parávamos para abastecer e ir ao banheiro). Chegamos em Brasilia na sexta às 7.00 horas da noite, e quase perdemos o treino.

    Foram só 40 horas.

    CF

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  29. Bah que loucura ein Bob, mas a moída ao ultrapassar o 147 você pediu kkkkkk
    Hoje você deve rir mas na época...

    Bem desde que conheço meu pai ele sempre foi neurótico com a questão de conferir e revisar o aperto das porcas/parafusos das rodas, sempre achei exagero dele pois revisava semanalmente e nunca vimos nenhum indício de afrouxamento nos carros que tivemos aqui.

    À um mês atrás viagem daqui de Porto Alegre até São Borja no meu Focus 2004 1.6, a média de velocidade vou 110~140km/h, e na volta depois de Santiago quase chegando à Santa Maria comecei a notar um barulho "toc toc toc" que aumentava conforme aumentava a velocidade, e numa freiada forte esse barulho ficou muito alto e minha namorada e minha sogra notaram também, decidi parar o carro no primeiro posto que vi e fui conferir as porcas das rodas, com as mãos não conseguia mexer, mas resolvi retirar toda bagagem da mala, peguei a chave de roda e então constatei que TODAS as porcas estavam soltas, não perdi nenhuma por sorte, para não falar de um acidente maior.

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    1. Brankowski
      Ainda bem que seu pai parou a tempo!

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  30. fica uma dica para o tio BoB:
    podiamos juntar todos os macetes em casos de problemas em estradas, já fiz junta de cabeçote em papelão, tirar oleo velho de motor com diesel, são macetes que valem uma mão na hora do desespero. artiquinho

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    1. Boa dica! Uma vez um mecânico usou a sola de couro do sapato da mulher para calçar um casquilho...

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  31. Bob. Essa linha de motores MD/AP/AT da Volkswagen é extremamente problemática nesse aspecto e duvido que tenha melhorado.

    Para mim foram três episódios. Eu trabalhava numa revenda de carros usados, do tipo multimarcas, e seguidamente era "escalado" para trazer carros de Santa Catarina para o Rio Grande do Sul. Primeiro foi a biela do Passat GTS Pointer 87 (sem contar que o Passat tinha "n" problemas de superaquecimento), que atravessou o bloco; a biela do Santana 97, que igualmente atravessou o bloco - partiu do mesmo cilindro que no Passat. E a biela do Gol 16 V 99, que (logicamente também) atravessou o bloco. Nesse último chegou a ser engraçado, pois era noite e um pedaço da biela que saltou estava incandescente, parecia brasa de churrasqueira. Todos eles foram comprados usados em concessionária VW, estavam em ótimo estado, com as revisões preventivas feitas e com o óleo correto e no prazo de troca. O mecânico que consertou os três, em diferentes épocas, foi o mesmo, e nos disse que o problema (que não lembro qual era) foi o mesmo nos três motores.

    Noutra ocasião estava eu conduzindo um Fiat Dobló quando, do nada, parado num sinal vermelho, o vidro da porta do motorista explode.
    É culpa do copo...

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    1. Putz!!! AP é extremamente problemático? De onde saiu isso? O AP, todo mundo sabe é muito robusto. O meu até perdi as contas, de tanto virar odômetro nao sei se está com 420 ou 520 mil km.

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    2. O AP tem muitos detalhes que podem dar xabu no lugar de toda essa resistencia interminavel que dizem que ele tem. Como todo motor, quando nada desses detalhes mostra problemas o motor dura muito apenas trocando lubrificante na hora certa. Muitos deles deixam de ter essa mesma sorte e com baixas KM pedem retifica, isso tem de monte.

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  32. Voltando de Brasília para Goiânia no Gol bola com 11 anos de vida, o cabo do acelerador solta entre a divisa DF/GO e a cidade de Alexânia. Encostei, liguei para pedir o guincho e previa já a demora que seria até chegar em casa. Eis que sai de uma estrada de fazenda bem próxima uma família em um Fusca velho, e o dono vem beirando o meu carro:
    -Que aconteceu?
    -O cabo do acelerador soltou.
    Ele foi enfiando a mão por baixo do filtro de ar e falou:
    -Ô fulana, traz a caixa de ferramentas aí.
    Eu: Você vai olhar?
    Ele: Olha aqui, esse conector de plástico é muito vagabundo, vai gastando até perder o contato. Vou arrumar aqui pra você, acho que consigo prendê-lo e você chega em Goiânia. Depois tem que ir trocar o cabo.
    Eu não tinha 1 real no bolso, apenas agradeci e segui viagem. Não devo ter ficado parado mais do que meia hora.

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  33. Bela história!
    A questão dos sinais é abordada em alguns estudiosos. Li o livro de um neurocientista norteamericano que defendia a tese de que tais sinais, aliados à intuição humana (aliás, somente os humanos têm intuição, sendo que alguns animais apresentam instinto), são captados pelo nosso subconsciente e que, se observados com atenção por nós, podem traduzir na prevenção desse tipo de situação adversa. Resumindo: Sei lá! Hehehe...

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    1. Como animais não tem intuição? Quando tem terremoto, todos os gatos fogem antes da cidade. Quando houve o tsunami na asia em 2004 nenhum anumal selvagem foi pego. A tecnologia nos deixa burros. Quanto mais usamos ferramentas para ajudar em nossas tarefas, mais nos tornamos preguiçosos e menos perceptivos, portanto menos intuitivos. A junventude hoje é bem menos criativa do que a de trinta anos atrás.

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    2. Luiz AG sempre no discurso. Acho que estas confundindo, fugir de terremotos tem origem justamente no instinto. Esperar o mesmo de um ser humano seria puro sonho, afinal com tecnologia ou sem dessa capacidade e sensibilidade estamos desprovidos. Ninguem consegue sentir um terremoto, mesmo no passado sem tecnologia.

      As pesquisas hoje revelam uma juventude onde mesmo os jovens mais mediocres tem criatividade grande justamente pelas caracteristicas do mundo de hoje, onde todos sabem de tudo e comunicar qualquer coisa acontece na hora. O problema da juventude e do mundo atual estaria na sua criatividade grande mas pouco util e na criatividade voltada mais pra se aproveitar do que em ajudar em algo.

      Os jovens de 30 anos atras em seu grosso teriam feito o mesmo se pudessem. Ai fica o problema do mundo, a tecnologia nada tem a ver com isso.

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  34. Imagina o Bob dirigindo uma Brasília táxi com rodas gaúchas, com direito a placa vermelha e tudo! Deve ter sido engraçado demais.
    Mas que maravilha essa paisagem da segunda foto.

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  35. Se isso acontecesse c/ um leigo, ele teria de pagar um motor novo p/ seu Passatão. Procon, Código do consumidor, juizado especial, naquele tempo não tinha nada disso...Esse Passat TS da ilustração não é o modelo 78? Tivemos um desse que durou só 2 anos - apodreceu fulminado pela ferrugem da beira-mar.

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  36. Eu procuro não ser supersticioso, mas algumas vezes acontecem coisas que nos deixa com a pulga atrás da orelha. Comigo foi a trinca das lentes dos dois faróis de neblina de meu carro atual, justamente no mesmo dia que meu saudoso pai decidiu unir-se ao Criador a alguns anos atrás. Até hoje não consegui explicar como é que as duas lentes foram se quebrar.

    Sobre o motor do Passat TS, tremenda de uma urucubaca! Provavelmente o motor demorou mais de 20 mil km para "chiar" devido a algum resíduo que tenha obstruído ainda mais o duto de óleo, piorando de vez a lubrificação.

    Comigo não aconteceu nenhum causo curioso em viagem. Nem mesmo nos pouco mais de 500 km que percorri de Londrina a Sorocaba trazendo o Opala SS que havia comprado no dia anterior. A emoção ficou por conta dos freios pesadíssimos e com ação, digamos, limitada, além de umas pequenas férias na caixa de direção... Não aconselho ninguém a repetir o feito, pois foi emoção pura até chegar em casa!

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  37. É isso que muita gente inimiga da velocidade não entende: andar rápido onde dá e pode, o exemplo da Brasília rodando serve de lição.

    Eu gostaria de voltar ao tema Mitos. Eu tenho um carro que quando atinge o limitador de velocidade (por volta de 190 km/h), o solavanco do corte/retomada é bem sentido. Gostaria de saber se nessa situação por estar com carga total e bastante rpm, o motor poderia vir a quebrar

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    1. De pé embaixo na hora do corte dá um solavanco mesmo, e na volta também.

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    2. Sem problema os trancos. Não acontece nada.

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  38. Bob bela história sou proprietário de um ls 81 ha 2 anos e meio ja fiz algumas viagens o carro tem quase 33 anos está com 105.000 kms originais faço sempre as preventivas nunca me deu trabalho e essa do copo que história hein ta parecendo "déjà vu" !

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  39. Sempre temos algum tipo de sinal. hehe
    Eu sempre tenho sonhos esquisitos antes de acontecer alguma coisa errada comigo. Certa vez viajei para o Uruguay tendo começado esses sonhos uns dois dias antes. Na ida, o sistema que monitora a pressão nos pneus começou a me dizer que ela estava baixa e não estava.
    Aí na volta eu estava a 120 km/h numa estrada sem curvas e a direção elétrica parou de funcionar. Foi uma luta parar o carro e estacionar no acostamento. Sem falar em subir ele no guincho, já que tive que voltar nele para o Brasil.

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  40. Uruca, né Bob? E se não fosse um conhecedor como você, a encrenca teria siido pior. Tem dias em que tudo dá errado mesmo. Agora, estou ansioso pela narrativa do DKW.

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    1. Luiz,
      Eu esqueci que já tinha contado a história dessa quebra de motor em julho de 2011, junto com outras quebras, inclusive em corrida. Leia em http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2011/07/quebra-de-motor.html. Só não tinha o detalhe do copo.

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  41. Boa história...No início do relato, sem saber a causa da primeira e mesmo da segunda "batida", já me veio a mente a falta do furo de lubrificação no virabrequim de algums motores AP que eram instalados em carros Ford nos tempos de Autolatina...Intuição! Talvez... Na verdade o copo foi apenas a espoleta de como seria teu dia... Parece bruxaria, mas não é. Depois que um vizinho, teólogo e cientista ( e também escritor! ) Relatou-me que em qualquer laboratório moderno de pesquisas se trabalha com duas novas variáveis que são : Intenção e energia ( Física quantica!)Algumas coisas passaram a fazer mais sentido para mim...Bela prosa, parabéns.

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    1. Antonio Pacheco04/09/13 18:32

      Meu pai foi vítima desse motor AP 1.8 com problema de furo de lubrificação (ou falta dele), em 1991. Comprou um Escort Gl 1.8, carro muito econômico, só que gastava mais óleo do que gasolina. Depois de várias idas na concessionária, com direito até a entrar no showroom dizendo que o motor do Escort era a diesel, um mecânico informou que um engenheiro da ford iria dar uma passada por lá, e pediu pra ele levar o carro. Resultado, trocaram todo o motor por dentro, mais ou menos o que aconteceu recentemente com os motores VW 1.6. Mas só conseguiu a troca depois de muita reclamação, e o problema, segundo o mecânico, era a falta de um furo de lubrificação.

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  42. Antonio Mattos04/09/13 18:31

    Bob
    Já que você se impressiona com copos que explodem que tal o pé de vidro de uma tv samsung de 40 pol. explodir igual, absolutamente do nada em zilhões de pedaços?
    E eu aqui, no mesmo lugar em que estou sentado agora, vendo uma chuva de vidro sem entender nada. Até hoje não entendi e isso já tem uns 6 meses. Ah, e nada de mal aconteceu em casa, na família ou nos carros... Abraços.

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  43. Lorenzo Frigerio04/09/13 18:39

    É curioso... estou reformando meu Oldsmobile Cutlass Supreme 1967, carroceria e motor, um serviço de anos. Estou lentamente montando a carroceria, o motor já passou pela retífica mas falta o balanceamento do virabrequim antes de começar a montagem, e o cabeçote também passará por instalação de válvulas ligeiramente maiores e remoção do calombo da bomba de injeção de ar dos dutos de escape.
    Pois bem, eu havia mandado fazer a retífica das bielas. Já estava com elas em casa, quando, fuçando, notei que algumas não davam passagem de óleo, apesar de apresentarem os canais devidamente usinados. Esses canais captam óleo do virabrequim e o esguicham na parte de baixo do pistão. Não havia entupimento, era provavelmente um defeito de usinagem da fábrica, onde o trabalho era feito mas a eficiência não era conferida. Os casquilhos fornecidos para esses motores também não têm a abertura, que tem de ser feita com uma Dremel.
    Levei as bielas de volta para aumentar o chanfro em torno do parafuso da biela, por onde passa o óleo, naquelas onde havia bloqueio.
    O maquinista levou uma biela para mostrar ao dono da retífica e deixou uma capa sobre uma mesa perto do escritório. A capa sumiu enquanto eu estava saindo do lugar; pensei que o maquinista a havia recolhido. Na verdade, a capa havia "evaporado" e nunca mais foi encontrada.
    Precisei encomendar uma biela recondicionada no eBay. Detalhe: só se encontram as do 68 em diante, que não usam o sistema do jato de óleo (usinado no corpo), então precisei aproveitar só a capa, que naturalmente ficou um pouco deslocada e precisou passar por usinagem para alinhar com o corpo da biela.
    Isso numa retífica que mexe com motor de Ferrari, Audi etc.
    Daí o fato de motores "premium", como o da Corvette ZR1, AMG, Nissan GT-R etc. serem montados à mão.
    É um assunto que a imprensa automotiva não comenta muito, mas existe uma "lista" dos motores com maior probabilidade de dar xabu, liderada por marcas que a gente nem imagina.

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    1. ...E desde quando motor de Ferrari precisa de retífica???

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    2. Desde que qualquer motor com quilometragem avançada acaba fatalmente chegando a esse ponto.

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  44. Bob,

    Eu acredito sim em coisas sobrenaturais, e geralmente quando coisas frágeis como vidro quebram sem motivo, foi descarga de alguma energia negativa.

    Acho que o motivo de tudo foi olho-gordo do seu amigo em cima do seu Passatão! Kkkkkk....



    Quanto à reconstituição da cena do copo quebrado: fala sério, vc usa o barbeador amarelinho mais chinfrin?! Kkkkkkk, esse corta a pele, corta tudo, menos a barba!

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    1. Claro que não, esse é de uso feminino. Uso Mach 3.

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    2. Esse anônimo das 19:37 hs e um fanfarrão mesmo hein bob !

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  45. Bob, fantástico Passat da foto, simplesmente fantástico... adoro todos os Passat, mas os TS 76~78 e os GTS Pointer 85~88 são os top....

    Com relação à histórias, também tenho a minha: lá pelos idos de 1998, comprei meu primeiro carro, um Gol LS 1985 em excelente estado de conservação, e com um veneninho de leve (nada de mais, carburador 2E, comando 49G, filtro esportivo, escape 2", taxadinha básica e um tapinha no cabeçote)... este carrinho me deu muitas alegrias e fez muita gente passar raiva... depois de 1 ano e meio com ele, me preparava para colocá - lo à venda e pegar um carro mais novo, resolvi dar uma revisada no menino... porém o tapado aqui, ainda sem muita experiência, resolveu trocar o líquido de arrefecimento, colocou aditivo e teve a infeliz idéia de derrubar um Bardhal para limpeza de sistema de arrefecimento... carro perfeito, pintou uma festa em um sítio de um amigo em Piracaia, nem pensei, toquei para lá com um amigo... no meio da Fernão, o carro começou a dar umas "cabeçadinhas" mas era virar o pé e o gostoso AP 1600 preparadinho limpava... fiquei com a pulga atrás da orelha, mas vamos lá....
    Saindo da Rodovia D. Pedro e entrando na estradinha de Piracaia, eu e esse amigo, som ligado, ouvindo e cantando o bom e velho Raul Seixas e de repente, me vem aquele calorzão nas pernas; olhei para o cluster e o ponteiro da temperatura no "talo"..... poutz.... encostei, esperei esfriar um pouco, vi que o vaso expansor estava quase vazio... faltava muito pouco para chegar ao centro da cidade, liguei, passei o aclive, desliguei e cheguei no posto de entrada da cidade, abasteci de água, esperei a temperatura descer e fui até o sítio do amigo, disse para mim mesmo, amanhã vejo isso...
    O pessoal passou a noite bebendo, comendo, pegando a mulherada e eu preocupado... fui dormir cedo e o amigo que veio comigo, entrou no quarto para dormir, completamente bêbado.. não demorou muito para ele vomitar..... peguei minhas coisas e fui dormir dentro do Golzinho..
    No domingo cedinho, nem tomei café, lavei o rosto e fui investigar, a primeira coisa que fiz foi puxar a vareta de óleo, quando vi o "melzinho", matei a cagada que tinha feito.... sem celular, sem seguro, longe de casa, não pensei, coloquei minhas coisas no carro e fui atrás de alguma oficina em Piracaia.... o que eu encontrei foi uma oficina onde haviam porcos e galinhas no quintal, me recusei a deixar meu carrinho lá.. fui para o posto, mandei descer o óleo, abasteci com óleo 40W60, abasteci o vaso expansor, enchi uma garrafa de água, peguei o amigo bêbado (numa ressaca brava) e pé na estrada... vim bem na manha, sem dar giro no motor à 60km/h e ele vinha bem, mantendo a temperatura, porém veio a serra de mariporã e ele começou a aquecer, coloquei a terceirinha e mantinha o giro baixo e ele esquentando, chegou nos túneis, ele quase superaquecendo, passou o túnel, eu encostei e a chuva caia... me enfiei debaixo do carro, liguei a ventoinha direto, esperei esfriar um pouco, abasteci de água e pau na estrada.. vim bem até a Tiradentes, parei em um posto, troquei de óleo novamente (40W60) afim de tentar preservar o motor, abasteci de água novamente e consegui chegar em casa... totalmente com o corpo duro, todo dolorido do stress, mas cheguei.... durante a semana seguinte, arranquei o cabeçote, o Bardhal havia limpado "demais", rs, arrancou a ferrugem do cabeçote e a água passou por trás da junta... arrumei, o vendi, comprei um carro bem mais novo, um celular e fiz seguro...

    Abraços

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    1. Lorenzo Frigerio04/09/13 23:14

      Esses produtos em geral são feitos para circular no motor 15 minutos em marcha-lenta, até a ventoinha ligar pela 2a. vez. Depois, drenar e colocar água com aditivo.

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    2. Não foi problema de deixar 15 minutos. Provavelmente o dono anterior não usava o aditivo anti-ferrugem, colocando apenas água no radiador. Isso levou à ferrugem que foi removida pelo Bardahl. O produto funcionou bem, porém removeu alguma casca de ferrugem que funcionava como tampão.

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  46. Bob,

    Grande post!

    Engraçado como tenho saudade desse tempo, que saiamos de casa para viajar sem celular, sem guincho de seguradora... Engraçado como era normal, e hoje vemos como uma grande aventura. Se o carro quebrava, a gente tinha que dar um jeito a gente mesmo, sozinhos.

    Lembro de um dia em meados dos anos 80 que meu pai me deu um cartão do Touring clube, e me disse, meio envergonhado: é, se tiver problemas com essa m... que vc chama de carro (meu Opala seis velho mais cheio de veneno) liga aqui pra esses caras. Por mim vc que se vire, mas sua mãe me encheu tanto o saco que comprei essa m....

    E sim, alguém tava tentando te ajudar com o copo, e pelo menos conseguiu te deixar avisado....

    Abraço!
    MAO

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    1. MAO
      Era mesmo outro tempo. E me lembro do Touring Club do Brasil, tinham uma boa assistência ao motorista.

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  47. Bob, me desculpe, mas fiquei sem entender direito esse trecho, seria asfalto molhado, mancha de óleo??
    abs

    "Aí num trecho de reta vi o asfalto adiante mudar de cor. Disse-lhe "atenção, diminui".

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    1. Felipe
      Chovia, mudança de cor, granulação diferente, liso.

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    2. Eu lembro de certa vez na Fernão Dias eu vinha rápido, com chuva mais com total aderência para a velocidade. Quando o asfalto mudou de cor para mais escura, representando asfalto mais liso, aliviei o pé do acelerador e a traseira que tinha pneus já com 3 mm começou a dançar. Curioso que todo mundo que estava andando mais rápido começou a sentir o mesmo, alguns passando a andar mais devagar do que o necessário, dado o susto inicial e talvez pneus piores que os meus. Ir até o TWI é suicídio, nunca mais esqueci da dica do Bob de trocar antes.

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  48. Caro Bob: Não acredito em bruxas mas...Conheço muito bem a Rio-Santos já que moramos 10 anos em um condominio em Paraty,anos 90, rodovia perigosissíma com muitas mortes pelo trajeto. Mas a sorte tambem estava com vocês.
    Abraço, Marco de Yparraguirre

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  49. Bob,
    Falando nisso...oq vc acha desse óleo 20w 60 para motores muito rodados como o do meu Voyage GL álcool? 250000 km e nunca quebrou motor.

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    1. Danilão,
      Peço licença ao Bob, mas sobre esses lubrificantes eu conheço algo para dar meu pitaco. Esqueça esses óleos para alta quilometragem, são uma verdadeira gambiarra. O maior problema é que motor algum foi projetado para usar esse óleo mais viscoso. Mesmo com alta quilometragem, algumas partes do motor ainda estão com folga dentro dos limites de fábrica, o que irá causar deficiência de lubrificação ao usar um óleo muito viscoso.

      Por experiência própria, em um Caravan 6 cilindros a álcool, que fiquei com ele por 9 anos e o vendi com mais de 340 mil km (só comigo rodou mais de 160 mil km), pelo motor estar bem rodado sempre usei óleo 20W50, a maior viscosidade recomendada pela Chevrolet para a linha Opala/Caravan e nunca houve qualquer problema de consumo excessivo de lubrificante. O importante é sempre trocar o filtro de óleo junto com o lubrificante, pois assim remove-se todo o lubrificante velho antes de pôr o novo e garante-se que a filtragem estará sempre em ordem.

      Abraço!

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    2. RR,
      Afinal de contas, com 20w50, o meu AP ñ baixa nadinha de óleo, apesar da kmetragem. Enfim, nenhum beneficio.
      Sabe do paradeiro da Caravan?
      Valeu...

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    3. Danilão,
      Exato, se o motor não baixa óleo, ainda está com muita saúde para rodar!

      Não sei por onde anda o Caravan que foi meu fiel companheiro de muitas aventuras. Espero que esteja sendo tão bem cuidado quanto quando estava comigo... Uns 3 meses depois da venda me arrependi muito de ter trocado pelo meu carro atual. Não que meu carro atual seja ruim ou tenha dado dor de cabeça, mas é que tenho especial paixão pelos Opala/Caravan.

      Abraço!

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  50. Bob qual é a melhor receita para um passat ts 77 tenho um parecido com o da foto !

    Salsa

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  51. Bob,

    O que me intrigou nessa história foi o que você disse:

    "motor quando passa a andar mais é mau sinal".

    Por quê?

    Aproveita a viagem à Alemanha!

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  52. Harerton
    Intrigante mesmo, mas resulta de vivência e observação. Explicação lógica, não tem. É quando o motor parece andar mais do que habitual. Note que eu morava no Rio, portanto nada de influência de altitude. E obrigado pelos votos da viagem.

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    1. Bob, eu também fiquei intrigado com essa do carro "andar mais" e depois quebrar. Já tive essa sensação em carros carburados (fusca Itamar 94 e Uno Mille) e alguns injetados (gol bola 97 e sandero 2012), mas nenhum apresentou problemas posteriores. E observei que isso aconteceu em dias nublados e mais frios aqui em BSB. Faz sentido?

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  53. Acho que o pior foi ter que fazer o treco Rio-Santos Guaecá-Bertioga pela precária estrada de terra que em boa partedo percurso se transformava na própria pria como em Boracéia onde hoje é a Riviera de São Loureço. Deve ter sido uma aventura em 1977 por que uma vez demorei mais de 24 horas para fazer essa viagem nesse trecho por causa da maré.

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  54. Imagino que essa viagem à Alemanha será um banquete automobilístico, motivo pelo qual estou com inveja "da boa".

    Bob, se puder ande em Nürburgring, gostaria muito de ler um post seu sobre umas aceleradas no Nordschleife, o relato de um piloto a bordo de um carro de rua em uma pista de corrida construída nos anos 20 do século passado, portanto, cheia de perigos.

    Ainda se puder procure a Sabine Schmitz (sou Zé Gasolina)e se possível entreviste-a, este pobre leitor iria ao deleite com um post nesses moldes, "apaixonei-me" pela moça após assistir as peripércias dela a bordo de uma Van Ford Transit.

    De toda forma, boa viagem e tenho certeza que o post germânico aqui no AE será espetacular. Ha muito venho esperando um post sobre sobre o Golf de sétima geração, um post ambientado aqui no Brasil mesmo, nem precisava ser na Alemanha, mas confesso que o texto relatando o "convívio" com o carro em sua terra natal será ótimo, pois lá temos as famosas estradas sem limite de velocidade e uma pavimentação "um pouquinho melhor" que nessas glebas tropicais, além do que o modelo testado será a Diesel ou bebedor de gasolina pura, sem adição de álcool e a suspensão não será "tropicalizda".

    Acredito que eu e os demais leitores adoraremos o post tedesco oriundo dessa sua viagem.

    Será que leremos um "no uso" ambientado na Alemanha (terra do DTM, Oettinger, M, OPC, ABT, Schnitzer, Alpina, Brabus, AMG)... Ah que sonho.

    Nunca fui á Alemanha, mas acredito que seja um ótimo destino turístico para nós que fomos infectados pelo bichinho da gasolina e do Diesel, transmissor de doenças como a carrite, motite, caminhonite, onibusite, avionite, tratorite e outras patologias similares e incuráveis.

    No aguardo do post.

    Michael Schumacher

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  55. Oi Bob, segue apenas sugestão de leve correção na parte destacada abaixo para melhor fluência do texto:
    "(...)Desta vez, com a habilidade do excelente preparador que é, ele lixou bem o moente e achamos o "serviço" ficaria bom Oito da noite (...)"

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  56. Muito bom o post eo blog gostei muito !

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