BRINCANDO COM TECNOLOGIA - SEGUNDA PARTE

O choque de tecnologias

Na primeira parte deste artigo, vimos como eu e um pequeno grupo de colegas de curso técnico transformamos, por pura diversão e puro entusiasmo, o brinquedo do autorama num campo de provas para desenvolvimentos de tecnologia.

Fizemos o máximo que podíamos dentro de quatro paredes, e agora era a hora de respirar os ares do maravilhoso, porém perigoso, mundo exterior.

Do laboratório para o mundo e o choque entre duas realidades

Muitos desses colegas eram moradores da zona sul de São Paulo, e por lá abriram uma pista numa loja da Avenida Santo Amaro. A pista permanente era realmente grande para os padrões da época, quase sempre limitados à pista original da Estrela, e seria um bom lugar para testar as melhorias feitas no nosso carrinho. Foi aí que tomamos contato com o mundo do autorama lá fora.

Para entender o que ocorreu quando aparecemos para o mundo, tanto o nosso choque com esse mundo, assim como o choque que o universo do autorama da época sofreu conosco, é preciso entender antes algumas peculiaridades da época.

O entusiasmo pelo autorama no exterior tinha aparecido nos anos 1960 e arrefecido no meio dos anos 1970, mas no começo dos anos 1980 começava a reaquecer, com o surgimento das grandes pistas. Mas mesmo lá fora ainda era um esporte/brinquedo mantido por pequenos fabricantes de réplicas e lojistas, e não havia tanta tecnologia.  Já começavam a aparecer os primeiros motores de alto desempenho como os Mabushi e Mura,  mas muitos chassis ainda eram feitos de chapas, varetas e tubos finos de aço ou latão com solda a estanho feitos artesanalmente. Ninguém ainda tinha ousado refinar a tecnologia desses chassis e controladores de velocidade.
Chassi em varetas e chapas de latão soldadas com estanho

Ninguém imaginava na época coisas como chassis em compósito de fibra de carbono, compostos de alta aderência para pneus ou circuitos chopperizados de alimentação de motores.

Nessa época, o país estava completamente fechado para importações, principalmente de “supérfluos”. Novidades por aqui demoravam às vezes mais de uma década para aparecerem nas mãos de fabricantes nacionais, e não era raro alguém trazer uma “novidade” dessas dos Estados Unidos ou Europa, e fazer inveja pros amigos e parentes durante anos com a exclusividade.

Os carrinhos da Estrela, nacionais, estavam tecnologicamente estagnados havia mais de uma década em todos os aspectos, mas era a única fonte legalmente acessível de material para autorama. Concorrentes da Estrela, como a Atma e a Trol, tentaram lançar concorrentes, mas cometeram o sério engano de fazer padrões incompatíveis com o sistema da Estrela, o que ajudou a levar a iniciativa ao fracasso.Esses autoramas concorrentes passavam a imagem de produto de segunda categoria, e poucas crianças desejavam.

Pela falta de concorrência, o autorama tornara-se um monopólio da Estrela e ninguém notava que havia uma estagnação na parte técnica do brinquedo. Por assim dizer, os autoramas da Estrela já tinham conjuntos bons o suficiente para o porte do conjunto, e melhorias não seriam percebidas pelas crianças de qualquer idade.

Outra fonte de estagnação era a falta generalizada de informação. Diferente das facilidades da internet, que tornam banal o conhecimento de muitas novidades, naquela época o conhecimento de uma outra realidade era quase nulo. Material técnico era raro, mal tinha-se acesso a livros de física de segundo grau, quanto mais livros de tecnologia específica ou avançada de qualidade. Também sabia-se muito pouco sobre o que acontecia de novo em esportes e outras áreas e para conhecê-los era necessário viajar até o exterior e comprovar essas novidades.

Década de 1980: estagnação técnica no Brasil e no mundo

Apesar da estagnação técnica, a seqüência de pilotos campeões na Fórmula 1 estimulava o comércio de kits de autorama, em especial no Natal.

As crianças das famílias mais abastadas ganhavam o brinquedo, mas dado o tamanho dele completamente montado, geralmente tomando toda sala de visitas, raramente saíam das caixas, e nos poucos momentos especiais em que era montado, a brincadeira corria solta com as crianças de todas as idades. Não raro, os adultos se apossavam do brinquedo e mandavam as crianças para a cama mais cedo.

Foi dentro desse quadro que começamos a sair do laboratório.

Conforme meus colegas passaram a ir mais e mais na loja, os olhos do pessoal por lá começaram a crescer, e nem sempre de forma benévola.

Como todo o projeto foi feito do nosso jeito, buscando desempenho máximo e sem adesão a qualquer regulamento, nossos carrinhos não participavam de provas “oficiais” da loja. A maioria do pessoal ali corria com carrinhos e aceleradores da Estrela, e evidentemente não tinham  a menor chance de competirem conosco. A rivalidade veio de um outro pessoal.

Esse pessoal rival tinha equipamentos importados, que geralmente vinham no fundo das malas de viagem, e geralmente não declarados na alfândega. Ainda não haviam esquemas através do Paraguai para descaminho desse tipo de material.

Quando meus colegas apareceram por lá, primeiro tiveram que aprender a pilotar numa pista grande para os nossos padrões, soltando toda potência dos motores e tirando proveito das melhorias nos chassis e controladores, mas pouco tempo depois, quando pegaram o jeito da brincadeira, começaram a rivalizar com esses “importabandistas”.

Da rivalidade logo surgiu uma rixa entre os dois grupos. O motivo era que atrapalhávamos as vendas deles.

Os “importabandistas” estavam lá para mostrar o quanto o equipamento estrangeiro deles era superior aos 'estrelinha" nacionais, faturando alto com isso, e, de repente, surgem do nada uns nerds espinhentos com equipamento de fundo de quintal, feio, mal acabado e com gambiarras à mostra, batendo feio neles e com tecnologias ainda desconhecidas e cheias de recursos que eles nem tinham idéia de como usar. Para seu público consumidor em potencial, isso passava a impressão que o material importado não era tão superior assim e que se poderia ganhar muito desempenho com medidas simples feitas em casa.

Dizia-se na época que esses "importabandistas" eram testas-de-ferro dos próprios lojistas. Com a proibição das importações ficava arriscado ao lojista assumir oficialmente as vendas no caso de alguma fiscalização, e mantendo os testa-de-ferro, dissimilava-se o comércio de produto contrabandeado. E colocando o material nas mãos de quem parecia apenas frequentador dava a impressão que o que era vendido era material raro, peça única que tinha sido trazida e agora o dono estava se desfazendo, e não a loja, onde qualquer um poderia encostar no balcão, pagar e trazer para casa.
Quem comprava, já pensava no espírito do Gerson: "Agora tenho um carrinho canhão que mais ninguém vai ter e vou ganhar de todos meus amiguinhos!...".
Evidentemente isso permitia vender material artificialmente encarecido e difícil de vender no balcão a qualquer preço.
Mas isso, evidentemente, ninguém assumia.

Os controles eletrônicos ainda engatinhavam no exterior e eram tão caros que estavam acima do poder de comercialização dos “importabandistas”, e experimentando os nossos controles eletrônicos era visível que eles possuíam uma “mágica” que faziam qualquer carrinho correr mais, associados a um comando que era muito mais preciso e rápido de ser usado que o gatilho dos controles convencionais. Nossos motores também não tinham lacre de fábrica, indicando que eram (extensamente) mexidos. Nossos chassis eram artesanais e não obedeciam a escala ou regulamento algum. Não demorou muito pra dizerem que nossos equipamentos eram pura trapaça.

Estávamos incomodando porque fazíamos o marketing dos "importabandistas" não funcionar. Em vez de comprarem material caríssimo deles, o pessoal dos “estrelinha” procurava nosso pessoal para ter dicas de como fazer os carrinhos deles andarem mais sem gastar quase nada e as dicas que dávamos evidentemente funcionavam.

O clima entre minha turma e os “importabandistas” ficou tenso, mas o pessoal da loja segurou a briga por um tempo, já que não participávamos de provas oficiais, mas apenas de tempos livres.

A bomba explodiu quando os “importabandistas” descobriram pra que os nerds andavam catando no lixo as peças que eles jogavam fora. Esse pessoal não tinha conhecimentos técnicos, estavam interessados apenas na comercialização das peças novas. Se a peça, quer fosse de estoque ou de demonstração, apresentasse defeito ou quebrasse, era sumariamente descartada na lata de lixo mais próxima, e isso sempre acontecia dentro da loja.

Aí viram que os motores de competição descartados com bobinamentos queimados, escovas gastas e pinhões corroídos voltavam nas nossas mãos ainda mais potentes do que eram originalmente e pneus de competição descartados por deformação voltaram redondinhos e eficientes depois de uma simples lixada girando no próprio carrinho. Até alguns detalhes construtivos dos nossos chassis foram copiados a partir de um chassi empenado num acidente e jogado fora.

Se antes os “importabandistas” já não toleravam nossa turma, mais intolerável ficou quando eles perceberam que estavam perdendo para o próprio lixo deles que reaproveitávamos sem desembolsar um tostão furado para eles. Essa foi a gota d´água.

O ponto final da brincadeira

No final, para evitar brigas, nosso pessoal foi banido de todas as pistas que surgiam na época. E isso foi o fim melancólico para a brincadeira. Entre meu pessoal ir na loja na primeira vez e o banimento, haviam se passado menos de dois meses.

E porque nós fomos expulsos e não os "importabandistas", que esses sim estavam cometendo ilegalidades tributárias? E porque todas as lojas com pistas da região metropolitana, mesmo com donos diferentes foram avisadas para não nos aceitar?
Se isso não era esquema das lojas, o que seria então?

Para nós, que nada fizemos de errado e ainda tivemos de sair com o rabo entre as pernas, restou o desânimo e a falta de lugar para expandirmos nossas experiências. E o projeto morreu por ali mesmo. Os carrinhos e equipamentos foram divididos entre os donos das pistas e cada um levou seu material de volta para casa.

Se tivessem nos dado oportunidade, teríamos refeito os carrinhos segundo os regulamentos e teríamos voltado para a briga de igual pra igual, mas isso não interessava a muita gente.

Nenhum lojista farejou naquilo uma oportunidade para fazer equipamentos de ponta aqui mesmo, com tecnologia 100% nacional e com potencial de exportar. E vejam que tínhamos tudo nas mãos para isso na época.
Comportamento bem típico da mentalidade empresarial tupiniquim. O de fora é sempre melhor. O que é feito aqui sequer merece a honra daquilo que o gato enterra.

Esse foi o primeiro de muitos dissabores que eu teria ao longo da vida, onde o que eu tinha de bom nas mãos morreu por falta de reconhecimento de terceiros. Ruim por um lado, sim, mas positivo por outro. Tal qual um ferreiro, a vida com forja, malho, bigorna e água fria me deram têmpera e forma como profissional tanto quanto como pessoa.

Eu nunca fui na loja, até porque moro bastante afastado de lá. Conto pelo que me foi descrito, dia após dia, pelos colegas na época.

O fim pode até ser triste, mas essa história foi divertida enquanto durou, e muito do que aprendi ali venho usando em toda minha vida profissional posterior. Não é só uma questão de tecnologia, mas uma questão de postura diante de problemas e desafios.

Guardo essa história com alegria e prazer de dela  ter participado.

Na época eu não percebi um detalhe. Encarei aquilo apenas como uma brincadeira educativa, um aprendizado divertido ou algo assim, mas só depois fui reparar que tínhamos dado início, dentro de quatro paredes, uma corrida tecnológica unilateral. Não sabíamos muito bem o que tínhamos nas mãos, numa época que o refinamento técnico do equipamento ainda não existia nem no exterior.

Aprimoramentos técnicos, especialmente em carrinhos de competição, certamente já existiam na época, mas eram fatos isolados, mais por conta da persistência de uns poucos aficcionados. Assim, surgia um melhoramento de chassi aqui, um controle eletrônico ainda tosco ali, mas nada ainda consistente que reunisse especialistas em torno de um assunto técnico complexo em comum, que trocassem abertamente ideias para um avanço em comum, gerando soluções harmônicas entre si e cujos resultados foram expressivos.
Mas no nosso grupo havia uma alegria em compartilhar, ajudar e discutir o assunto, de achar novos pontos de vista, de imaginar novas soluções, de pensar "fora da caixa".

Esse espírito colaborativo fui encontrar depois nos tempos de faculdade, fundamental para minha formação, e depois dela, nas comunidades de software livre, do qual, hoje, sou grande incentivador.

Software livre: o prazer de compartilhar soluções
Quem quiser entender como funciona uma comunidade de software livre, assim como outros tipos de comunidades colaborativas, e o prazer que dá participar delas, recomendo fortemente o livro de Eric Raymond, "A Catedral e o Bazar", um livro escrito dentro do mesmo espírito livre. E sem pirataria. Ele é gratuito.

Mas essa não foi minha aventura final com o autorama. Uma nova aventura me aguardava alguns anos depois.

Essa eu conto na terceira parte.

AAD

Obs: A terceira parte do artigo “As falsas sensações de risco e segurança" não foi esquecida. Ela está em elaboração e em brevs será publicada.

Origem das imagens:
- O próprio autor
- http://en.wikipedia.org/wiki/Slot_car
- http://www.magneto.br.com/autorama-fittipaldi
- http://www.milanoenergia.virtualiza.net/eletroferragens/por/produto/chapa_ancora_nervurada-23
- http://rcrally.ze-forum.com/t1015-existe-il-des-mecaniques-4x4-en-slot.htm
- http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-498505657-autorama-bolha-red-fox-pro-asa-competico-lexan-slot-car-_JM?redirectedFromParent=MLB485709734
- http://cartademagic.mercadoshops.com.br/slot-car-124-motor-parma-499-controle-twp_14xJM
- http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-500446222-brinquedo-antigo-chassi-lato-autorama-estrela-para-bolha-_JM
- http://slotcarillustrated.com/portal/forums/showthread.php?t=25366
- http://www.slotforum.com/forums/index.php?showtopic=52983&st=15
- https://www.ibm.com/developerworks/community/blogs/ctaurion/entry/open_source_tema_que_nao_abordo_ha_muito_tempo?lang=en 
http://www.electricdreams.com/news/images/eldon906bottom2.jpg

48 comentários :

  1. Linux 4ever!

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    1. Eu tava sentido esse pressentimento de longe. Pelo bem de todos, nem iniciem esse debate aqui. Ta no mesmo nivel do pessoal Ford vs. VW por ex., talvez nem devesse ser mencionado.

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    2. Anônimo 09/09/13 23:48

      Se vc prefere comprar (ou piratear) software em caixinha de sucrilhos, tudo bem, sem problemas. Mas eu uso software livre e pra mim tá muito bom.

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    3. É uma questão de consistência.

      Vocês sempre vêem ilustrações que eu crio para meus artigos no blog.
      Aqui eu não ganho nada para escrever. Vou desembolsar alguma coisa pra comprar um Corel e um Photoshop? Claro que não.
      Vou usar Corel de Photoshop piratas? Também não.

      O que eu uso? Inkscape e Gimp.

      Todo mundo por aí tem Office pirata. Eu uso Libre Office.

      Internet: Firefox
      e-mail: Thunderbird...

      Não querem usar Linux? Linux É difícil? Tudo bem. Esses softwares que eu disse tem versões pra Windows.
      Só não usa software de qualidade de graça e legal quem não quer.

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    4. Anonimo 22 e 53, que bom pra vc. Cada um usa o que quer, isso parece que num entra na caixola de certos freetards. Eu compro sim, seja caixinha de sucrilhos seja junto com o computador e me serve muito bem, valendo a pena o pouco dinheiro gasto (nem 10% do valor do computador) e paga os que trabalharam nisso.

      Escolha minha, se ninguem pagasse por nada todos passariamos fome. O colaborar e o software livre ficam muito bonitos ate a hora que ninguem deixa de receber por isso, visto que ninguem trabalha por nada. Essa filosofia de tem que ser `na faixa camarada` deixou muito tecnico de informatica de boa vontade e com contas pra pagar num lugar bem amargo, apenas pra dar um exemplo mais comum.

      Queria ver se os `freetards` deixassem de receber salario porque o que fazem profissionalmente, seja o que for que fazem, nem vem com uma misera `caixinha de sucrilhos` (pra ficar no mesmo niver de argumento).

      Em tempo, meu Office seria dos pagos mesmo. Quando posso, pago, se deixo de poder uso algum gratuito/livre. Quem disse que tem que piratear ou que usar software livre ou que nem se pode pagar por software? Tem lei sobre isso?

      Por fim, GIMP me faz chorar. Tem coisas gratuitas, livres ou codigo `fechado` (que crime!), bem melhores. As pagas nem valem a pena comentar, seria o equivalente de uns 20 anos de atraso um comparando um com o outro. Se o GIMP fosse pago nem seria lembrado e ninguem pagaria por ele, como ta na faixa e seria `livre` falam como se fosse a melhor maravilha do mundo. To muito velho pra acreditar e aceitar nesses `sonhos`.

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    5. Hoje em dia, salvo algumas aplicações bem específicas ou alguns poucos usuários com necessidades mais avançadas, ninguém mais precisa comprar software. Softwares livres atendem de maneira excepcional a maioria das necessidades dos usuários. E até hoje eu ainda não vi nenhum desenvolvedor de software livre passando necessidades. Há inclusive muitas empresas que desenvolvem softwares e os licenciam sob a GPL. E a Red Hat é uma das maiores empresas de software do mundo vendendo soluções em Linux.

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    6. Precisar ninguem `precisa` de mais que comida e um teto. Cada um compra o que quer, a moda hoje seria pagar num celular o mesmo que num PC top de linha pra fazer o mesmo que o PC faz mas pior. E um monte de gente diz que `precisa` disso, muitos dos freetards inclusos.

      Usei muito Linux e quando posso compro PC com Windows, porque acho melhor e ponto. O Linux me serve em quase tudo, mas nem me agrada e acho longe dessa maravilha que dizem. Tem aqueles que pagam mais ainda por um Mac porque preferem assim, cada um na sua.

      Desenvolvidor de empresas como Red Hat passa bem, mas seriam os 1%. Vai tentar ser pequeno desenvolvidor com codigo aberto sem ser um gigante com todo um esquema de marketing pra atrair clientes com a lenda do software gratuito e depois prende-los com contratos de suporte e obrigatoriedade de pagar por certas coisas. Tipo Google, pega o trabalho dos outros, atrai com um nome forte e uma meia verdade de ser gratis e livre e depois fecha o codigo que interessa e cobra por isso.

      Desenvolvidor e quem presta suporte seriam coisas diferentes, se deve lembrar. Tem muita gente vivendo de software livre dando suporte, apesar dos mais radicais acharem que isso deveria ser igualmente gratuito (claro que seriam os que possuem outros empregos ou nenhum emprego, comum nesse meio).

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    7. Anônimo 12/09/13 18:30

      Começamos a nos entender. Cada um faz de si ou com o seu dinheiro o que bem quiser. Defendo muito a liberdade individual de cada um.
      Agora, questões de gosto são realmente questões de gosto. Linux me serve para tudo e para mim é essa maravilha toda que dizem. E ele não me aporrinha com os inconvenientes do Windows (virus, antivirus, ativação, serial, atualizar cada programa separadamente, comprar uma nova licença a cada atualização do sistema, etc). Mas se tu é feliz com Windows, continue sendo. Eu "advogo" em favor do Linux, mas nunca obrigo ninguém a adotá-lo.

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  2. A questão, amigo André, é que historicamente fomos levados a pensar que o que vem de fora é melhor justamente para manter a máquina funcionando - comprando (mais caro) o que vem de fora ao invés de usar nosso cérebro para criar por aqui mesmo. Toda uma conjuntura favorável ao subdesenvolvimento do nosso continental país e nosso povo, a favor de manter as potências mundiais como potências.

    O engraçado é que o próprio povo brasileiro se acostumou a não enxergar isso, a ver no que vem de fora o melhor, e olham com desdém nossas iniciativas, desde um brinquedo como um autorama até iniciativas como a do pré-sal. O próprio brasileiro debocha de si. Desde quando? Desde sempre.

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    1. O pre sal tem se mostrado o maior engodo eleitoral das ultimas decadas, visto que la se passam 2 governos e pra sair do papel ainda falta muito. Tem quem fale que a viabilidade dele inexiste, ainda mais com a Petrobras sem dinheiro e infelizmente isso tem sido a verdade.

      Sou mais pragmatico nisso, acho que essa postura de o que vem de fora tem que ser melhor vem de um mero reflexo da realidade que foi feito justamente pelos mais nacionalistas e patriotas, aqueles que trancaram nosso mercado dos importados e que mesmo hoje acham que tudo tem que ser feito aqui (o que nem os EUA ou a China fazem). Claro que hoje isso mudou muito e nem sempre o que vem de fora tem melhor qualidade, mas vivemos meramente a mentalidade de uma realidade que era mesmo verdadeira por muitos e muitos anos.

      Falta igualmente um maior respeito do brasileiro para consigo mesmo, afinal quando ele faz alguma coisa aqui ele sempre pensa em `tropicalizar` o produto. Pra que ser igual ao de fora? Faz mais ao `gosto` (leia-se piorar) do brasileiro e cobra mais por isso dizendo que assim ta `melhor` (pro vendedor). As vezes o mesmo produto vendido fora daqui e que teriamos como fazer melhor por ter fartura de muitas coisas, preferimos dar uma piorada e exportar os melhores.

      Claro que as potencias devem gostar disso, mas elas possuem pouca culpa sobre esse problema especificamente.

      Preferimos, por ex., durante os anos 80 e 90 manter um monopolio atrasado na tecnologia em nome de um `nacionalismo` do que fazer parte do jogo de comprar e vender ao mesmo tempo nos desenvolvendo. Pra vender tem que comprar, outra coisa que temos mania de ignorar e achar que assim vamos virar grandes exportadores mesmo sendo bem protecionistas na hora de importar e tendo produtos caros devido ao problema da concorrencia.

      E temos que agradecer aos `contrabandistas` que naqueles tempos traziam para o Brasil coisas como computadores. Sem eles a internet ainda seria novidade aqui e muita gente aqui nem teria tido computador, que chegavam aqui nos anos 90 APENAS via `contrabandistas`. Ou a alternativa era pagar muitas vezes mais nos `nacionais` do monopolio que estavam atrasados ao ponto de nem terem utilidade.

      Por isso que temos um parque automobilistico dos maiores e mais modernos do mundo e o que exportamos mal compete com a Argentina por ex. Nisso acho que a culpa ta mais nas nossas costas que na `maquina`. E nenhum governo `nacionalista` mudou isso, mesmo o atual.

      Quer ver como somos longe de sermos santinhos? O AD falou em interesses, compartilhar conhecimentos e a sacanagem que fizeram com sua turma mas e o outro lado? Correr com um carrinho fora de qualquer regulamento numa pista feita por eles mesmos seria mesmo justo? Eles abriram o jogo com os `bandidos` que furavam uma lei de mercado fechado estapafurdia ou preferiram simplesmente bater de frente com eles?

      Preferiram compartilhar os segredos em um tempo em que faltava tanto liberdade de mercado como desenvolvimento ou queriam apenas mostrar que seus carrinhos eram melhores? E porque deixaram de levar a ideia adiante mantendo a pista de autorama mesmo com o banimento?

      Enquanto quisermos fazer parte do jogo, mas sem o dar e receber e fazendo as mesmas coisas que reclamamos, seremos fadados a ser o lugar do contraditorio. Temos fartura, tecnologia, gente com capacidade mas preferimos fazer o mesmo de sempre e no fim temos produtos e um mercado de exportar comparavel ao de paises sem nada.

      Desculpas caros amigos, mas esse chororo pra mim eu num engulo.

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    2. Aplausos e mais aplausos

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    3. Anonimo, no estágio em que estávamos, corríamos com carrinhos fora de regulamento por puro desconhecimento.
      Se passassem pra nós os termos de regulamento, votaríamos com carros regulamentares em questão de dias.

      Talvez o único problema que teríamos seria algum regulamento que exigisse motores lacrados de fábrica.

      Em compensação, regulamentos também tem brechas e todo competidor de ponta sabe que se joga com essas brechas.
      Na época, controles eletrônicos eram praticamente desconhecidos, e certamente não havia qualquer linha que os proibisse.

      Não é uma questão simples de chororô.
      Se estávamos fora de regulamento, nos passassem os regulamentos e voltaríamos pra cima, competitivos e com carrinhos equilibrados em uma semana ou menos.

      Além disso, treino livre é treino livre. Não é competição oficial.
      Vale a diversão e não regulamento.
      Bola de meia nunca foi regulamentar, nem por isso as crianças de antigamente deixaram de se divertir com elas, e elas formaram muitos campeões mundiais.

      Esconder o leite? No próprio texto eu digo que o pessoal amador perguntava e dávamos dicas que realmente melhoravam os carrinhos sem custo significativo e isso enfurecia os "importabandistas".

      Eu estou aqui em pleno espírito colaborativo. Não ganho um tostão furado pra escrever aqui. Vá no histórico do blog e levante meus posts. Depois procure as coleções das publicações comerciais, com jornalistas pagos e tente achar conteúdo comparável.

      Pense no mundo que existia em torno de Newton, quando ele publicou seus trabalhos em matemática e física.
      Naquela época a trajetória de uma bala de canhão era um completo mistério e Newton poderia ter ficado muito mais rico do que ficou apenas dando consultoria para as grandes nações sobre como apontar os canhões.

      Existe muito sobre espírito colaborativo que você não conhece.

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    4. AAD,

      Não perca seu tempo com ignorantes que nem sequer sabem que a produção atual do pré-sal já superou os 300 mil barris por dia. E continua crescendo.

      Também não perca seu tempo com regulamentos idiotas que se resumem somente a "so pode correr brinquedo original".

      O que voces deveriam ter feito é lançar suas próprias pistas em lojas que não eram do ramo, levando os importabandistas à falência.

      Uma coisa que os americanos ensinaram ao mundo é: não se negocia com bandido. E quem o impediu de continuar utilizando as pistas não passa de bandido.

      Seria como se eu, quando eu ultrapassar uma Ferrari na rodovia (tenho carro importado preparado com atuais 500hp), ser proibido de circular na rua simplesmente porque "carro preparado não vale".

      Danem-se as regras! Elas tolhem a criatividade do ser humano.

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    5. AD, seria certo eu dizer que se os concorrentes ficassem sabendo do controle usado pela sua equipe, que embora genial controlava o carro sozinho, isso seria prontamente colocado pra fora de qualquer regulamento? Hoje ainda fica de fora, imagine no seu tempo.

      Autorama sempre foi competitivo, mesmo com carrinhos mais baratos ou completamente originais. Em qualquer meio assim o vale tudo arranja problemas, pois para ser justo ao menos as regras devem ser claras para todos, nem que seja dizer que regra nenhuma vale e todos podem fazer de tudo (colocar 2 motores por carrinho, usar 36 volts, etc.). Em treino no automobilismo igualmente se pode andar nas regras, pois o fator psicologico e de poder saber em que lugar do grid sua equipe ta tem GRANDE importancia.

      De espirito colaborativo, sei demais pra cair nessa que tudo seriam flores. Falo de outros casos, mas vi de tudo com essa desculpa. Gente que quebra concorrente fazendo sem cobrar e depois que pega o mercado passa a cobrar, gente que pega produtos feitos pelos outros e depois vende cobrando e gente que usando o nome do `colaborar` quer se apossar de propriedade de outras empresas ou pessoas.

      Nem estou comentando sobre o seu caso aqui, bem entendido, mas poderia dar milhares de exemplos de jornalistas escrevendo no `colaborativo` que na verdade se usam disso para manipular os leitores com algum objetivo ou causa (inclusive pelo dinheiro).

      Nesse caso dos carrinhos seria que essa atitude colaborativa da parte do seu grupo ficou concentrada em concorrer com o outro grupo.

      O que quis dizer seria, teria havido o mesmo rumo essa historia toda se a atitude de colaborar e de amizade tivesse incluido os importadores de carrinhos? Se eles fossem convidados a participar das melhorias no lugar de serem tratados como `bandidos` pelo `crime` de importar carrinhos e de meramente comparar o produto deles com um carrinho fora de regulamento teria tido esse final infeliz?

      Com desculpas, vi nisso mais inimizade e rivalidade onde cada um deu um jeito de deixar o outro mal visto do que um mundo de espirito colaborativo. Depois os com mais poder bateram mais forte, como sempre acontece.

      bussoranga, me permito responder apenas o que num vai para o pessoal. Isso nem seria permitido pelas regras do AE em nome de manter o debate em bom nivel, ademais comentar sobre seu campo pessoal levaria tempo e cairia em algo nada bonito, visto seu historico de comentar aqui sempre para defender uma marca, um partido e falar muita coisa sem sentido quando corretamente discordam da sua pessoa por esses comentarios.

      Digo apenas os FATOS encontrados em QUALQUER jornal que a Petrobras ta sem poder investir no processo de explorar o pre-sal ou refinar o que sai dele. O governo pensa em aumentar a gasolina para niveis europeus para compensar isso e NINGUEM duvida. Os 300 mil barris nem fazem o suficiente para manter as contas em dia e esse numero ta nesse patamar por anos a fio.

      Desde sua descoberta o pre sal nada trouxe para o Brasil em grana, dado que nem compensou o investimento e ainda por cima nem tem como os aumentar no momento. O governo, aliados ou opositores, brinca de dividir dinheiro do pre sal que nem chegou e ta longe de chegar.

      Por favor, sem colocar palavras na minha boca e nem me chamar de insultos que caberiam mais ao seu comentario. Existem milhares de regulamentos que permitem carrinhos modificados corram, cada um respeitando certas regras para que a disputa seja justa. Nem tem porque de comentar sobre sonhos nada relacionados ao assunto em contextos puramente de hipotese, afinal ninguem falou em proibir carrinhos preparados de qualquer tipo.

      As regras permitem ao humano competir e ter criatividade positiva. Se o vale tudo fosse bom, a atitude dos `importabandistas` (e seu carro seria importado, to enganado?) de simplesmente banir tudo seria correta igualmente.

      Existem, por ex., regras que se respeitadas evitam comentarios que pouco agregam e saem do assunto completamente, eu teria deixado de ser agredido e todos teriam o privilegio de um debate que tenha algum sentido.

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    6. Anônimo Chorão11/09/13 09:58

      mimimi mimimi sou um anônimo chorão mimimi

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  3. Sensacional post! Me fez lembrar dos meus 14-15 anos, que corria lá na Red Fox do Tatuapé. Tive um Mura 16 (salvo engano) e um 20. Um amigo na época tinha um Mura 27, que era uma coisa estúpida de tanto que andava.

    Tentei aprender a dar manutenção (que era bem cara) por conta, mas não deu muito certo... sou um zero à esquerda com essas coisas.

    Bons tempos... Uns anos atrás resolvi ir em outra pista andar pra matar a saudade, mas os preços da brincadeira mataram qualquer vontade de retomar o hobby.

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    1. GFonseca, no Brasil temos muita distorção quando o assunto é esporte. Existem esportes tradicionalmente elitizados aqui que são baratos lá fora.

      Autorama é um deles. Kart é outro.

      Além da ganância dos lojistas em faturar muito vendendo pouco, os próprios praticantes preferem que tudo seja caro porque afugenta a "gentalha" da brincadeira deles. Aí, para ambos os lados, quanto mais caro, melhor.

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  4. Envie o link pra primeira parte.
    Obrigado

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    1. Anonimo, a primeira parte saiu ontem:
      http://autoentusiastas.blogspot.com.br/2013/09/brincando-com-tecnologia-primeira-parte.html#comment-form

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  5. É uma pena a humanidade não ser tão colaborativa em torno de seu progresso moral e científico, mas sim em torno de seu mundo financeiro e jogos de poder.

    Tanto nos pequenos exemplos, como nos maiores, temos o reflexo do que o homem tornou-se, transformando a si mesmo. Em um mundo sem guerras - de interesse - não precisaríamos de tal forja; não precisaríamos de tal endurecimento.

    E difícil é manter-se firme e não cometer erros, por vezes os mesmos erros quais repudiou-se outrora em seus semelhantes. Em reflexão, somos pegos de surpresa ao descobrir que também falhamos, mesmo com o conhecimento. Parece também uma espécie de forja, mas a deixar o ser humano menos rijo.

    Pouco se conhece quem manuseia esta forja, mas boa sorte tem quem consegue claramente percebe-la - não é para a rigidez, mas sim para o contrário dela. E assim como foi forjado, também forjar os seus.
    Sim, há quem precise de mais tempo, e há quem o fogo parece não surtir efeito, mas o bom aprendiz de ferreiro sabe que também pode errar por não tentar, pois nunca é impossível um erro de prejulgamento. E como é bom descobrir que por baixo de toda a oxidação existia tão rico material, ou que todo aquele aspecto de dureza era apenas uma espécie de revestimento.

    Boa sorte tem aquele que é impelido em repensar seus próprios atos, e também refletir sobre o que já fora feito. Sim, boa sorte, pois o mundo encarrega-se de cada vez mais ocupar o homem; e segue o homem, a cada dia mais ocupado com o mundo, e pouco com ele mesmo.

    É luta constante do interior do homem contra algo tão intrínseco que mesmo parece ser de sua própria natureza. Em luta também com o exterior, que o governa sutilmente com o uso de todas as suas artimanhas.

    E nisto o homem observa o mundo, e também observa a ele mesmo, temendo, sem saber onde o tempo em sua jornada os levará.

    Boa sorte. Para todos. Precisamos.

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  6. Senti uma revolta sem tamanho ao ler que, um bando de idiotas limitados técnica e moralmente, só por terem dinheiro e possibilidade de trazer de fora equipamento ilegal à época, proibiram sumariamente a participação de vocês em todas as pistas de São Paulo. A esses, só nos resta dar todo o desprezo e lamentação por pensamento tão limitado e tacanho. Por outro lado, fiquei extremamente feliz em saber que um grupo de jovens ainda no ensino técnico deu um verdadeiro chocolate nos carrinhos mimimis importados e caríssimos que usavam. Essa satisfação ninguém poderá tirar de vocês. E a dor de cotovelo dos imbecis, nada irá curar, por mais que passe o tempo ou usem o topo de linha do momento.

    A primeira coisa que me veio à cabeça foi justamente a limitação de todos em não verem o tremendo potencial que tinham nas mãos, de poder usar todo esse conhecimento que vocês tinham para fazer rios de dinheiro! Esse pensamento tupiniquim, limitadíssimo ao extremo, de grande parte dos brasileiros é que me deixa doente, que amarra o desenvolvimento de fato do Brasil. Por essas e outras é que temos o governo que aí está, somadas às ditas manifestações por melhorias.

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    1. Caro Road Runner, o que me revolta de verdade não é a limitação dos idiotas descritos no texto. O que me deixa bem p**o da vida é que esses mesmos que detém idiotice em quantidades industriais dentro de si é que se dão bem na vida. É o mesmo tipo de gentinha que diz: "Você fique aí com sua razão que eu fico com o dinheiro ( e, consequentemente, com o poder). "
      Quando digo que este país não vai pra frente por que o poder econômico e político daqui está na mão de idiotas rematados e analfabetos funcionais, ainda me falam que sou antipatriota.
      Klaus

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    2. Road Runner, leia isso:
      http://www.raceboy.com.br/autorama_historia.htm

      Tente se posicionar em 1983 dentro dessa história e tente imaginar o que estávamos fazendo na época.

      Tivemos campeões brasileiros em campeonatos nacionais norte-americanos de slot cars, mas com as tosqueiras da época.

      Imagine o que teria acontecido se tivessem ido com nosso equipamento. Tínhamos tudo pronto antes dessa história toda acontecer.

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    3. Eu tenho uma vista menos otimista. Acho que o brasileiro reage ao seu meio. Acho mesquinho e tudo mais, mas quem vai muito no ser `bonzinho` acaba passado pra tras num meio em que os `santinhos` querem fazer o mesmo que os `mauzihos`.

      Se eu corresse em um regulamento e viesse um grupo qualquer desrespeitando completamente o regulamento eu ficaria esperto igualmente. Acho uma sacanagem sem tamanho que fizessem um boicote a esse grupo apenas por ter os carrinhos mais rapidos, mas a coisa muda completamente se esse grupo passa a querer comparar carrinhos dentro do regulamento com carrinhos fora do regulamento.

      Imagine ter um negocio, mesmo que `ilegal` devido a leis idiotizantes, e se ver concorrendo com um grupo que corre fora do regulamento e ainda se usa disso para dar a entender aos clientes que o que o seu negocio vende vale nada. Depois o mesmo grupo ainda passa a se usar do seu tempo e do seu investimento para, de forma questionavel, conseguir partes e melhor imagem ao custo de piorar a imagem do seu negocio e pegar as vendas para eles.

      Eu veria isso com maus olhos, me desculpe. Uma coisa seria concorrer, outra seria colocar o concorrente com uma imagem ruim se usando de meios questionaveis.

      Posso estar enganado, mas foi o que pareceu no que foi contado. O outro grupo decidiu nesse ponto se defender e se usar do poder que tinha para isso, o que SE for o que parece nada tem de errado. Penso que usaram com os donos das pistas o argumento do regulamento e dono de pista nenhum quer que seus clientes deixem de vir ao seu negocio por saberem que, devido a um grupo que deixa de seguir as regras, nem existe possibilidade de competir.

      Espero estar enganado, mas com minha idade vi tanto desses casos de `coitadinhos` e de `ser justo` que nada mais eram que pessoas tentanto fazer a mesma coisa que reclamam nos outros, que no fim do texto do AD senti que no fim ficou tudo `certo`, cada qual com o seu cada qual.

      A infelicidade maior seria que em nosso Brasil as pessoas acabam, em seu grosso, agindo dessa forma independente de ser certo ou errado devido tanto a cultura `GERSON` como por terem se escaldado tantas vezes.

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    4. Anônimo 10/09 00:56,
      Eu tenho uma visão completamente diferente do que você expôs ao ler o texto do André Dantas. Eles (os "nerds") simplesmente usaram a pista maior para ver o potencial que seus aprimoramentos realmente havia atingido. Em momento algum chegaram querendo se impor e mostrar aos demais as carroças que tinham em mãos. E não fizeram nenhuma malandragem, pois estavam pegando material no lixo, descartado pelos míopes de plantão (nota: por esse motivo é que, onde trabalho, TODO o material protegido por patente própria é destruído antes do descarte no ferro velho, justamente para evitar o risco de reuso pela "concorrência").

      Por isso que digo que fiquei perplexo com a visão míope da panelinha de lojistas e o pessoal que trazia ilegalmente os carrinhos de fora. Aliás, esse é outro ponto crítico, pois esses carrinhos importados eram fruto de contravenção, portanto nada de lícito no negócio... Só mesmo tendo uma visão de negócios muito limitada para não terem percebido o tremendo potencial que eles poderiam usar do grupo do André. Se eles conseguiam pegar sucata e transformar em algo estupidamente superior, imagine dando suporte a essa turma para fabricar carrinhos de ponta nacionais, dentro do regulamento e tudo? Poderiam ser vendidos inclusive com preço acima dos importados ilegais, dada a superioridade de desempenho frente ao topo do momento.

      Essas visões limitadas, de proteger um negócio já estabelecido, além de emperrar o desenvolvimento tecnológico, nem sempre funciona, dando inclusive possibilidade de empresas concorrentes adquirirem a nova tecnologia e virarem fortes candidatas a morder uma parte grande justamente do mercado que se quer proteger (exemplos: a Kodak ter desprezado o início da tecnologia de fotocópias; a IBM ignorar os PCs; as fábricas de relógio suíças terem desprezado os relógios digitais).

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    5. Anonimo, novamente.
      Estávamos lá pra brincar. Brincávamos em treinos livres. Treinos livres não tem regulamento, vale a diversão.

      Tínhamos uma brincadeira. Queríamos ver até onde podíamos fazer carrinhos tão rápidos quanto possível. Tínhamos recursos e conhecimento pra isso.
      O que tem errado nisso?

      Se o pessoal faz um track day, e aparece alguém com um velho Omega de Stock Car dando de lavada nos carros de rua, quem defende chutá-lo da pista por "não aderir ao regulamento'?
      Track Day é diversão, não competição.
      Não sei quanto a vc, mas eu iria babar no carro e querer conhecê-lo melhor, e não reclamar com a organização exigindo a expulsão do carro e do dono deste e de outros eventos semelhantes por me sentir ultrajado por levar um banho na pista.

      E quem falou que estávamos lá pra vender material? E mais, quem falou que usávamos de irregularidades pra bater e fazer má imagem de quem estava lá pra vendermos?

      Acho que aí se pisou na batatinha e escorregou na maionese.

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    6. André Dantas,
      Muito legal o texto com a história do autorama, bem rica em detalhes. Com certeza se algum brasileiro aparecesse com os carrinhos que vocês aprimoraram, teriam feito um estrago enorme na concorrência! De duas uma: ou alguém se interessaria em adquirir a tecnologia ou então seriam banidos como aconteceu por aqui...

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    7. AD no contexto que se percebe isso. Se tinha uma disputa entre os 2 grupos, dos carrinhos importados e dos modificados, tudo muda. Pode ser que por serem treinos livres os tempos nem valiam, mas ficou claro que tinha uma disputa entre os grupos mesmo assim. Um grupo tinha um negocio, o que piora ainda mais.

      Se existe um contexto desses e ainda se parte para atitudes como desqualificar o concorrente por picuinhas como o produto ser `ilegal` (ilegal era o fechamento de mercado daquele tempo) e pegar partes nas escondidas temos de concordar que mesmo que fossem bem intencionados esse grupo ficaria descontente e com motivos bons. Acho que se houvesse da parte do seu pessoal um jogo mais aberto sobre as melhorias, a possibilidade de fazer negocios melhorando igualmente os carrinhos importados e avisando antes de pegar as partes usadas teria tido outro rumo.

      Posso estar falando abobrinha, afinal se o grupo dos `ilegais` fosse mal intecionado nada disso teria funcionado, mas o contexto dado no texto passa essa ideia que houve uma atitude negativa da parte de ambos os grupos.

      Fica no contexto igualmente que havia sim uma vontade de fazer vendas ou algum negocio, o que nada tem de errado, mas muda tudo novamente. Correr fora do regulamento serve como vitrine da capacidade que seu grupo tinha, o que nada tinha de errado, mas com certeza vai deixar os outros esbravejantes se passarem a usar essa capacidade como sendo igual para dentro do regulamento. Pense bem, cliente nenhum compraria os caros carrinhos importados se pudessem ter a mesma vantagem dos carrinhos fora de regulamento dentro do regulamento, o que seria impossivel e arruinaria a imagem e o negocio dos importados de forma injusta.

      Se o seu pessoal deixou a entender isso (e se foi intencionalmente devido a disputa pior ainda) claro que o grupo dos importados, que pelo texto tinha bastante influencia, deve ter dado um jeito de se proteger.

      O exemplo do Omega cabe bem aqui. Se for mesmo apenas uma mostra de capacidade e de quanto o carro pode fazer de tempo, muito bom. Acho que mesmo os mais invejosos e mal intencionados iriam querer conhecer melhor o carro. Se o track day passa a colocar os tempos desse Omega na lista de tempos, passam a dar premios e comparar novamente tudo muda. Os outros carros devem obedecer o regulamento, que exige que o carro respeite as leis de um carro emplacado para andar na rua e com certeza estariam certos em se sentirem sacaneados ao terem que competir com um carro fora de regulamento. Ou mesmo de tomar nabo na pista depois de gastar tempo e dinheiro preparando o carro, sendo que se passassem a simplesmente desrespeitar o regulamento estariam andando na frente com bem menos tempo e dinheiro.

      Existe sempre o competir e isso jamais deve ser ignorado, ainda mais quando existem regras a seguir. Se for pra nem ter competidores, se deve deixar de cronometrar tempos e deixar regras claras para todos do que vale fazer, o que muitos track days fazem. E nesses jamais um carro de corrida seria permitido.

      O Omega teria que correr fazendo tempos que fossem desprezados da lista e ate mesmo correr em uma bateria apenas para carros fora do regulamento, ou que tivessem outro regulamento com outra lista de tempos.

      Se misturam as coisas isso vai dar problema porque passa a deixar de ser justo para todos. Complica ainda mais se tem gente colocando tempo e dinheiro, se tem gente disputando por lista de tempos, etc. Nem adianta misturar as coisas e depois dizer que seria em nome da tecnologia, do desenvolvimento ou da esportividade. Fica facil por demais, nesse exemplo, o piloto do Omega bater tempo de todo mundo sem respeito de regulamento e ainda pegar os premios, a lista de tempos e deixar os outros com imagem de inferior e depois querer dizer que seria apenas brincadeira.

      Acho que foi exatamente esse erro que foi cometido com os carrinhos de autorama. Uma categoria do tipo vale tudo, bem separada das outras, poderia ter resolvido o dilema etico e de inimizade.

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    8. Anonimo, há muitas facetas quando falamos de competitividade, e muitas delas dependem de um fator que é o tempo de amadurecimento.

      Antes de irmos na pista, ninguém tinha ido numa pista de competição antes. O que todos conheciam era unicamente o brinquedo. Questões de regulamentos, categorias, técnicas de condução, ética competitiva eram completamente desconhecidas do grupo.

      Quando se começa em qualquer coisa e não se conhecem todas as regras que controlam aquele ambiente, qualquer coisa está valendo, desde que não viole as regras sociais que são universais.

      Quando criamos nossos carrinhos era uma brincadeira tecnológica pura, ninguém pensou em dinheiro na época. Pra nṍs, a regra era: vamos criar os carrinhos mais infernais que pudermos. E foi o que fizemos.
      Se esses carrinhos estavam muito acima ou muito abaixo do que o pessoal estava usando nas pistas oficiais, não tínhamos a menor ideia, assim como não tínhamos a menor ideia de como esses carrinhos se comportariam numa pista grande dessas.

      A questão foi que quando aparecemos, fazendo um paralelo com outra brincadeira de criança, foi o mesmo que aparecer um garoto novo na turma pra brincar de polícia e ladrão, e o moleque, sem conhecimento de proporção da brincadeira, levasse uma pistola 45.

      Eu lembro dos colegas comentando nas primeiras vezes que foram lá, haviam alguns frequentadores com carrinhos da Estrela, mas com motores Mura, que fora o pessoal dos carrinhos importados, se impunham sobre os demais.
      Nessa época só tínhamos motores Estrela retrabalhados, mas ainda assim muito mais fracos que os Mura.
      Esses caras achavam que seríamos "patos" pra eles, por causa dos motores.
      Só que nós tínhamos efeito-asa, chassis mais leves e com equilíbrio do centro de massa, fora as vantagens dos controladores eletrônicos.
      De reta não tínhamos a mínima chance, mas enquanto eles tinham que diminuir a velocidade nas entradas de curva pra não rodar, fazíamos muitas curvas de dedo colado no acelerador, emendando retas.
      Ganhamos de lavada deles, mas isso não trouxe nenhuma rixa. Trouxe respeito. Ambos os lados perceberam que estavam em níveis diferentes.

      Como deixei bem explícito no texto, entre aparecermos e sermos expulsos foi uma questão de 2 meses. A rixa já surgiu antes do primeiro mês.

      Pensar em ganhar dinheiro com aquilo significa saber quantas unidades poderiam ser vendidas. Isso já depende de uma visão empresarial de quem vive nesse meio, algo que não se forma em 2 meses.
      Aí é que entra a visão do lojista.

      Quanto custava mandar alguém pros Estados Unidos pra trazer 20 ou 30 peças de cada e correr o risco de ter a retenção do material na alfândega?
      Quanto custaria pegar uma oficina de usinagem e espampariae mandar fazer 300 chassis próprios? Garanto que bem menos e sem o risco de se envolver com a contravenção.

      E qual o custo de substituir o patrocínio de viagem dos "importabandistas" pra trazer material na ilegalidade pela viagem de pilotos com carrinhos nacionais pra ganhar lá fora de lavada e fazer propaganda pra exportar?

      Essa dimensão do negócio adolescentes daquela época e que estavam tendo contato com o esporte aberto naquele instante, não tinham a menor noção.
      Quem saberia dizer se seriam vendidos 2 carrinhos ou 200 mil? Nós, certamente, é que não.
      Quem tinha essa dimensão era o lojista.

      Claro que se esse lojista viesse com uma boa proposta de trabalho pro grupo fazer carrinhos de autorama e até outros tipos de brinquedos, iríamos adorar.

      Por isso que eu digo. O que nos aconteceu foi cegueira do lojista.

      Você está enxergando malícia onde ela não existiu.

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    9. AD mas chegando com a 45, os outros moleques iriam reclamar com certeza. Compreendo que existia essa vontade de fazer o carrinho mais top que poderia existir e mesmo que pela parte do seu grupo pudesse ter certa ingenuidade, mas se num teve malicia igualmente fica claro que nem teve essa bondade toda.

      Seu grupo se aproximou dos lojistas e de quem corria com os `importados` ou deixou a rixa chegar onde chegou? Se seu grupo conseguiu o respeito dos que usavam nacionais e nacionais modificados, foi por terem se aproximado, deixado o jogo claro do que faziam e que na verdade estavam em outro nivel. Fica claro que o mesmo deixou de acontecer ao lidar com o grupo dos importados e lojistas, seja por rixa, seja porque desses nem sempre seu grupo ganhava deles ou seja por motivo qualquer que nem vale a pena discutir aqui.

      Acho que se inexistisse qualquer vontade de vender alguma coisa ou se simplesmente o objetivo fosse ter uma pista onde tudo valesse e que o carrinho mais rapido ganhasse, a pista teria continuado aberta mesmo com o banimento e o pessoal dos importados deixando de ir.

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  7. Lorenzo Frigerio09/09/13 15:36

    Se isso serve de consolo ao André, digo apenas um nome: Preston Tucker.

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    1. Outra pessoa muito, mas muito alem de seu tempo e que também sofreu injustiça foi:

      Nikola Tesla.

      http://pt.wikipedia.org/wiki/Nikola_Tesla

      Na verdade quem sofreu não foram eles, Tesla, Tucker, ou os meninos do autorama, fomos nós que deixamos de progredir!!!

      Pauher Canary

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    2. Aqui, creio que é preciso dizer que nomes como Ford, Edison e Jobs (e outros) são gênios não por que ofereceram produtos geniais em si, pois havia quem os oferecesse ainda melhores, mas por que foram aqueles que melhor e primeiro identificaram necessidades latentes de mercado.
      Qualquer produto que não seja desejado pelo mercado, fenece.
      Interessante que ninguém tenha lembrado de um grande brasileiro: Alberto Santos Dumont, talvez o maior injustiçado dessa lista. Por causa do avião? Do dirigível? Também, mas principalmente por ter criado o avião e não o ter patenteado, no melhor estilo participativo citado no post. Não conheço iniciativas deste tipo anteriores a ele.
      AAM

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    3. Antonio,

      Devo discordar da parte de Santos Dummont. Antes dele muitos outros já havia desbravado os princípios da aviação, colocado em experimentos e feito coisas decolarem das mais diversas formas. Era uma ideia convergente e que efervescia em várias partes do mundo. Questão de tempo até sair do papel. Dummont foi dos pioneiros, dentre muitos outros.
      Foi participativo, mas ele tanto bebeu da fonte como ajudou a aperfeiçoá-la.
      Os irmãos Wright, a exemplo, tinham em seu avião coisa que o 14 Bis não tinha, como a capacidade de curvar. A eles muito se dedica a invenção do voo. Otto Lilienthal, a exemplo, fez dos primeiros equipamentos planadores efetivos. A ele se dedica o voo planado. Morreu e fez acontecer antes de o 14 Bis sair do chão.
      Dummont juntou várias idéias anteriores e as colocou em um mesmo equipamento.
      Sua maior contribuição, unânime e singular, talvez tenha sido mesmo o relógio de pulso.

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    4. Charles,

      Toda e qualquer tecnologia é construída sobre o que se fez antes. Podemos recuar até o dia em que alguém conseguiu dominar o fogo. Com o avião não é diferente.
      O 14 bis curvava, além de decolar, subir e descer, coisa que o flyer one de 1903 nunca fez. Isso porque a potência de seu motor não tira todo o seu peso do chão. Quando do centenário do alegado primeiro vôo houve uma tentativa de decolar uma réplica e sob os olhos de ninguém menos do que G. W. Bush, fracasso: um belo mergulho na lama.
      Dumont foi o primeiro a entender a necessidade de uma relação peso potência adequada e só colocou o 14-bis na pista quando conseguiu comprar um motor potente o suficiente ( um v8 de Levassor se não me falha a memória).
      Era uma idéia convergente, claro, mas ele foi o primeiro e deve ser reconhecido.
      Mas, o que quis pontuar foi seu total desapego. Enquanto os Wright estavam interessados em vender uma eventual patente ao exército americano e por isso faziam seus experimentos (de grande valor diga-se) em segredo, Dumont era um diletante e ofereceu seus estudos e o projeto do Demoiselle à humanidade, gratuitamente.
      O relógio de pulso me parece ter sido um presente do joalheiro Cartier.
      AAM

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    5. Antonio, exemplo que sempre dou quando falamos de colaboração e avião.

      Nos EUA, houve uma briga por patentes entre os irmãos Wright e o empresário Curtiss que só levou o setor aeronáutico americano à estagnação, enquanto o ambiente colaborativo europeu permitiu que a aviação florescesse e se desenvolvesse.

      Quando estourou a Primeira Guerra Mundial, os pilotos americanos precisaram voar em aviões franceses porque os americanos não tinham aviões de combate.

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    6. Exatamente, André.

      O mais interessante, é que o Flyer-2 já era suficientemente bom, bem melhor que o 14-bis, em c. 1907 tendo sido demonstrado à exaustão na Europa e nos EEUU.
      AAM
      E.T. Excelente série de posts.

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  8. O final do texto me emocionou. Sou estudante de engenharia e ao ritmo do curso me apaixono por tudo que este engloba. A multidisciplinaridade é um atributo que busco com muito esforço pois acredito que me trará grandes benefícios no futuro. E eu, que não me interessava tanto por eletrônica, não vejo a hora de começar a cursar disciplinas mais complexas e começar a explorar esta área. Aguardo ansiosamente pela parte 3. Um abraço.

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    1. Allan, espere pela terceira parte deste artigo. Vai te interessar bastante.

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  9. Outros tempos em termos de informação, comunicação e abertura de mercado. Mas a mentalidade do brasileiro ganancioso padrão e o culto à malandragem permanecem os mesmos, 30 anos depois.

    Penso ser esse o grande mal do brasileiro. E mudar isso dá trabalho e demora.

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    1. Marcos, chegue para qualquer empresário brasileiro e cutuque pra saber o que ele acha de pesquisa e desenvolvimento.

      Empresário brasileiro quer produto pra vender amanhã dando lucro. Colocar dinheiro em investimento de risco em pesquisas que talvez virem produto daqui 4 ou 5 anos não faz o menor sentido.

      Pra que ele vai correr esse risco se ele pode pegar uma caixa preta do Japão, da China, da Coréia do Sul, de Singapura e deixar o produto dele "atualizado"?

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  10. Antigamente precisava-se invadir fisicamente um país para controlá-lo, hoje o Brasil é um país dominado e nunca foi invadido.

    Henrique Sousa

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  11. Marco Brito10/09/13 16:05

    André, infelizmente você passou pela mesma experiência que nosso Gurgel passou e teve sua fábrica fechada.

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    1. Marco, os exemplos são tantos que não dá pra dizer que a falha foi minha. A falha é do país.

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  12. André, fui frequentador da loja mencionada, inclusive quando abriram uma unidade perto de um shopping.

    Fui vira-lata de peças para meus carrinhos e me vi em seu lugar. Não raro, me sentia excluído desse meio.

    No aniversário do 4º ano de minha filha havia uma pista de autorama simples no salão. Meu pai, eu e minha filha brincamos tanto que fiquei com vergonha dos convidados.

    Muitas lembraças. Valeu!

    Rafael Aun

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  13. Ahhh. Mais uma coisa.

    O máximo era possuir um Mura 20, seguido por Mura 12 e Mura 0.

    Parmas eram para inciantes e já não eram para qualquer um.

    Andava com um chassis mais antigo mostrado no primeiro post com motor "estrelinha".

    Gostoso era vencer a galerinha abonada de Parma no "dedo" com restos de bolha e pneu encontrados no lixo...

    Voltei no tempo...



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    1. Aun, imagina como era pro meu pessoal chegar na pista, onde tinha um pessoal com chassi estrelinha com motor Mura.
      Nós ainda não tínhamos nenhum motor desses, só os estrelinha vitaminados, mas com chassis e controladores eletrônicos nossos.

      Esse pessoal achava que motor bravo era tudo. Não sabiam o que era estabilidade em curva.

      Na reta, eles eram mais rápidos, mais só um pouco, graças ao nosso motor retrabalhado, chassi mais leve, mas com o arrasto da bolha. Nas curvas nosso carrinho sumia enquanto eles tinham de desacelerar pra não sair da pista.
      Nosso carrinho, nas curvas de alta, era acelerado "de pé embaixo" e sem medo de ser feliz.

      Era muito gostoso bater esses carinhas usando um motor mais fraco.
      O pessoal chegava na escola, contava as histórias, ríamos às pampas, e isso impulsionava ainda mais o trabalho.

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