BREADVAN: O FERRARI REBELDE


Foto:supercars.net

Rebel rebel, you’ve torn your dress
Rebel rebel, your face is a mess
Rebel rebel, how could they know? 

Hot tramp, I love you so!
(David Bowie)

(Rebelde, rebelde, você rasgou seu vestido
Rebelde, rebelde, seu rosto é uma bagunça
Rebelde, rebelde, como eles poderiam saber?
Vagabunda gostosa, eu te amo tanto!)

Era um dia ensolarado no verão de 1964. As montanhas da Riviera francesa brilhavam pacificamente, banhadas por um sol magnífico. Mas o silêncio tranqüilo daquelas montanhas então pouco povoadas era quebrado naquela manhã pelo inconfundível som de um motor de competição. Já de longe podia se reconhecer o som como um Ferrari de 12 cilindros, aquela inconfundível seda rasgando, aquele magnífico "rumore dei dodici cilindri" de que os modeneses falam com tanto orgulho. E não qualquer Ferrari de doze cilindros, um Colombo, o pequeno três litros que praticamente sozinho, com sua força, suavidade e seu inconfundível e divino som, fez a fama da Ferrari. E não qualquer V-12 Colombo, mas uma versão de competição, o volume e o tom visceral do berro não deixando qualquer dúvida a respeito disso.

Mas o carro que trazia consigo esse divino caos e desordem era diferente dos belíssimos e reluzentes Ferrari de passeio com os quais aquelas estradas estavam acostumadas. O carro que devorava aquelas estradinhas deliciosas, banhado pelo sol do sul da França, era tudo menos reluzente. O som e a cor vermelha denunciavam que só podia ter vindo de Maranello, mas o vermelho era quase fosco, sua carroceria cheia de cicatrizes e marcas de batalha. Por fora, nada, nenhum logotipo ou letreiro dizia a marca do carro, e apenas uma bandeira estampada seus pára-lamas dianteiros, com os dizeres "Scuderia Serenissima - Repubblica di Venezia" dava alguma pista de sua origem. E aquela carroceria definitivamente não se parecia com qualquer coisa que tinha saído de Maranello até então, e se pensarmos bem, mesmo desde então.


Foto:supercars.net

Era algo tão diferente e estranho, tão longe da tradicional idéia do belo, tão longe da pureza de linhas tão reverenciada pelos carrozzieri italianos, que não poderia ser um Ferrari. Na frente, um nariz pontudo e cheio de entradas de ar, baixo e ameaçador. Atrás, a carroceria seguia praticamente reta desde o pára-brisa, acabando em um corte abrupto no fim do carro. Incrivelmente, parecia uma perua, um furgão de entrega. Um furgão maluco, cósmico, maligno, um Fiorino demente vindo das profundezas do inferno. E baixo, extremamente baixo, a ponto de lá dentro, seu jovem piloto se encontrar em posição totalmente ginecológica, pernas para cima e volante no meio delas, e o V-12, de tão baixo e recuado no cofre, praticamente a seu lado.

Mas o que estava fazendo ali um carro de corrida? Certamente não era nenhuma competição, não ali e certamente não na alta temporada. Uma olhada nos seus ocupantes joga um pouco de luz no assunto: o motorista, um jovem sorridente, com óculos escuros modernos e cabelos louros, e aparência de galã de cinema. A seu lado, rindo compulsivamente da situação ridícula, mas divertida, uma belíssima morena, também jovem, seus hipnotizantes olhos verdes escondidos por enormes lentes de óculos escuros, e seu cabelo bem cuidado protegido debaixo de um belíssimo lenço persa. Atrás dos dois, um monte de malas femininas amontoava a parte de trás do bólido.

Mas ao chegar perto da cidadezinha de Saint Maxime, surpresa: uma barreira policial, com os gendarmes de armas em punho, ameaçadores. Carro parado, de longe vem um recado de megafone: saiam do carro com as mãos para cima! Parece que alguns cidadãos pacatos ficaram com medo daquela coisa estranha e barulhenta e chamaram a polícia...

Mas o que fazia essa gente bonita a caminho de Saint Tropez num carro de corrida? Antes de matar o suspense, vamos começar do começo. Vamos voltar um pouco atrás no tempo, para 1962, na pacífica cidadezinha italiana de Maranello, logo na saída de Modena, onde nossa história de hoje começa, paradoxalmente, com gente feia em um feio ambiente industrial...
Vista fantasma do 250 GTO. (foto:mx5forum.es)

Naquele tempo, a Ferrari era comandada com pulso de ferro por Enzo. A empresa gozava de imenso sucesso, tanto industrial quanto em competições, fruto principalmente de um grande conjunto de talentos que convergira àquela empresa. De um lado, Carlo Chiti fazia os carros de fórmula que trariam o título mundial em 1962 (com o americano Phil Hill, depois grande antigomobilista americano, especializado em Packards), de outro o genial Giotto Bizarrini criava o fantástico 250 GTO que se tornaria uma lenda nas competições de carro esporte num futuro próximo. Mas essa equipe estava tendo vários problemas para impor seus planos e vontades na empresa autocrática, e o conflito que se sucedeu chegou a seu ápice no episódio da demissão de Girolamo Gardini, o chefe do departamento de vendas. Aparentemente, Gardini foi demitido a pedido da esposa de Enzo, sem motivo sério algum além dela simplesmente não ir com a cara dele. A tendência italiana para o dramático e operesco então explode de forma completa na empresa.


Ferrari, Carlo Chiti e Bizarrini (foto:autoevolution.com)

Primeiro, os companheiros de Gardini (entre eles Chiti e Bizarrini) se revoltam e decidem que tal coisa era inadmissível; resolvem procurar Enzo e colocar as coisas em pratos limpos. O Commendatore podia ser uma pessoa inflexível e ser orgulhoso de seu poder absoluto sob seus domínios feito um senhor feudal, mas não poderia ignorar toda sua diretoria se rebelando. Não com uma equipe de tanto sucesso recente. Certamente seremos ouvidos, pensaram os galantes e nobres cavalheiros italianos! A justiça falará mais alto! A sinfonia cresce, e o tenor canta olhando para cima numa ária emocionada...Mas chegando lá, adivinhem. Na manhã seguinte o tom era menos operesco e mais triste. Estava mais para uma encenação de "Os Miseráveis" na Broadway: tal qual um bando de Fantines automobilísticas, vai todo mundo para o olho da rua sem dó nem piedade. De um dia para outro tudo muda; Mauro Forghieri recebe o impulso que lhe faltava para uma carreira de sucesso em Maranello, e Chiti e Bizarrini ficam a ver navios, desempregados.


O jovem Giotto Bizarrini. (foto: hemmings.com)

Mas a ópera não acaba ali. Ainda revoltados com o imbróglio, a turma demitida tem uma idéia: e se montássemos uma empresa para bater a Ferrari? Com os melhores engenheiros e executivos da empresa agora juntos, mas sem emprego, nada mais lógico. Só era necessário alguém para financiar o duro começo que qualquer empresa enfrenta até se firmar. Entra em cena então um personagem importante nessa história. Giovanni Volpi di Misurata.

O Conde Volpi era um entusiasta dos automóveis e das competições. Era também jovem (apenas 24 anos em 1962), e muito, muito rico: seu pai, o anterior Conde Giuseppe Volpi (famoso por criar o festival de cinema de Veneza), acabara de falecer deixando para o filho mais velho a fortuna da família, uma das mais tradicionais e famosas da Itália, descendente direta dos Doges de Veneza. Sua Scuderia Serenissima, ativa em competições de primeira linha (e usando na maioria das vezes Ferraris), já mostrava que o jovem conde queria deixar sua marca no mundo do automóvel. Na verdade, já era um dos maiores compradores da Ferrari, e tinha reservado para si, com o próprio Enzo pessoalmente, os dois primeiros 250 GTO que fossem fabricados.


O ATS 2500 GT (foto: ultimatecarpage.com)

Volpi logo se entusiasma com a proposta dos excluídos da Ferrari e é formada a empresa ATS (Automobili Turismo i Sport), que desenvolve um belíssimo GT com um V-8 central-traseiro, e um carro de Fórmula 1. O Conde entrou com dinheiro no empreendimento, mas sua maior contribuição foi dar um nome de peso, o de criar uma face de respeito. A maioria dos investimentos, portanto, acaba por vir de outros grupos de investidores, o que complica muito a política interna de uma empresa que já nasceu meio confusa e cheia de primadonnas recentemente ofendidas. O empreendimento fracassa em menos de um ano, fruto principalmente do grande embate de egos inflados italianos que sucedeu a sua criação. Bizzarrini é o primeiro a sair, para trabalhar com Renzo Rivolta em seus Iso, logo seguido por um desencantado Volpi.

Mas um pequeno prêmio esperava o jovem Conde pelo conluio com traidores confessos da honra divina da Ferrari (só na Itália mesmo...). Recebe uma ligação de Enzo, que sem papas na língua, lhe diz: "Pode esquecer os GTO's. Já vendi para outro. Se depender de mim, você nunca mais terá um Ferrari." BLÉINNNNNN!!!!!!!!

Engraçado pensar na enfadonha lógica empresarial moderna nesse ponto... É possível imaginar o presidente da Ferrari, hoje, ofendendo irremediavelmente o seu maior cliente? Claro que não. Mas essa era uma época onde homens eram homens e as mulheres davam graças a Deus por isso. Mas divago; voltando à nossa história, Volpi então, possesso de raiva, liga para o amigo Bizzarrini, para desabafar. Bizarrini, como sabemos, era o criador do GTO, um detalhe que viria a calhar. Calmo como sempre, fala o seguinte para o amigo:

— Relaxa, se ele não vende, nós fazemos um. Na verdade, a gente pode fazer algo até melhor, tenho algumas idéias que não tive tempo de incluir no GTO. Você faz o seguinte, compra a berlinetta 250 GT passo corto (entreeixos curto) do Olivier Gendebien (da Ecurie Francorchamps da Bélgica), que está à venda e já tem o motor mais forte do Testarossa (tenho certeza; eu mesmo mandei instalar), e leva para a sede da Serenissima em Modena. Quando chegar lá me avisa, que eu já começo a trabalhar nele com o pessoal. Vamos fazer uma evolução da GTO com ele, o velhote vai se dar mal nessa."


O 250 GT Berlinetta passo corto, base para o 250 GTO. Aqui no amarelo da Ecurie Francorchamps belga, como o carro que deu origem ao Breadvan. (foto:wikimedia)

E assim, nas instalações da Neri & Bonacini em Modena (subcontratada para ser a sede da Scuderia Serenissima), Bizarrini recua o motor e o rebaixa ainda mais do que havia feito no GTO. Cria uma incrível carroceria teoricamente ainda mais aerodinâmica, e certamente mais baixa que a do GTO, e com dutos e aberturas colocadas com cuidado para refrigeração e exaustão de freios e radiador. O carro acaba pesando quase 100 kg a menos que o já leve GTO, e Volpi até hoje sustenta que era este seu segredo, o motivo de ser bem mais rápido que os carros de Enzo, mesmo sem contar com o novo câmbio de cinco marchas criado para o GTO.


Em construção, em Modena, 1962 (foto: coachbuilt.com)

Mas o que todo mundo notou de imediato foi a carroceria. Permanece sendo um dos carros mais facilmente reconhecidos da história, uma cruza maldita de um furgão de entregas e um Ferrari GTO. Quando apareceu pela primeira vez em Le Mans, os franceses logo o apelidaram de “la camionette”. Em sua próxima aparição em Brands Hatch, os ingleses o chamaram de: “The Breadvan” (o furgão de padeiro).


De cima para baixo, 250 GTO, Breadvan e Bizarrini 5300GT: a evolução da espécie (foto:mycarquest.com)

O carro foi consistentemente mais rápido que os GTO e chegou perto de vencer Le Mans, mas teve vários problemas de durabilidade que impediram um maior sucesso. Muita gente diz que faltava a Volpi uma velha estratégia de Enzo: com mais de dez GTO competindo, a probabilidade de vitória era sempre maior.


Foto: jalopnik

Logo em seguida, o jovem Conde se desencanta das competições e aposenta seu estranho Ferrari. E passa a usá-lo como seu meio de transporte mais freqüente. Hoje parece absurdo usar um carro de corrida nas ruas, mas de novo, era um tempo diferente. Volpi certamente faz sucesso no jet-set da Riviera com o carro por algum tempo. Uma das histórias dessa época conta que, sem condução no fim de uma festa na casa do Conde em Mônaco, Gianni Agnelli (herdeiro da Fiat) pega emprestado o Breadvan. Como achava que o carro parecia um rabecão, chegando em casa, ainda meio alto da noitada, instrui seu mordomo a pintá-lo todo de preto. Quando acorda de manhã, olhando de sua sacada, Agnelli vê um sujeito com pincel pintando o carro de Volpi de preto. Já tinha pintado toda a traseira e estava chegando no capô quando Agnelli esbaforido chega no pátio pedindo para que pare! Volpi riu muito da coisa toda, e usou o carro meio preto por mais algum tempo, até se cansar.


Foto: ferraribreadvan.com

Mas o mais famoso incidente envolvendo o carro nesta época foi o descrito no início deste post: a prisão de Gunther Sachs e da Princesa Soraya do Irã! Gunther era um famoso playboy alemão (sua mãe era uma Von Opel, e seu pai dono da Fichtel & Sachs) que pediu emprestado o carismático carro de seu amigo Volpi para impressionar a sua nova conquista: a belíssima ex-mulher do Xá do Irã. Sachs tinha ido buscá-la em Cannes para passar uma temporada em sua casa em Saint Tropez. O episódio foi uma festa das revistas de fofocas da época.


Nada mais sugestivo...(Foto: coachbuilt.com)

Em 1965, Volpi acaba vendendo o carro para um entusiasta de Detroit, nos EUA, pela merreca de 2.500 dólares. Hoje, o carro, restaurado e vivendo na Alemanha tem um valor literalmente incalculável. Apesar de não ter a chancela da Ferrari, é aceito como uma evolução do GTO (GTO EVO?), e para muitos ainda é o mais fantástico de sua espécie.

MAO

Para saber mais:



Tudo que foi contado neste post e muito mais está disponível no incrível livro de Marc Sonnery, “Rebel Rebel”. Um livro inteiro contando a história de somente um carro parece enfadonho, mas nesse caso é como uma grande aventura. Logo na capa se vê o carro em reforma numa rua de Detroit nos anos 1970. Um carro de valor hoje incalculável perdido numa ruazinha de Detroit, sendo reformado como um carro qualquer, já vale o livro inteiro. Mas várias outras aventuras e viagens épicas são recontadas, de forma magistral. Um livro magnífico, que conta a história de um carro incrivelmente legal. Altamente recomendado!


43 comentários :

  1. O vídeo dessa beleza:
    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=oWZqb_PX12A

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    1. Cabritona bruta essa Ferrari!
      O cara toca horrores... um monstro!
      Jorjao

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    2. Jorjao
      Na boa.... mas cara... voce e muito louco!

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    3. Só pelo magnífico ronco do motor V12 o vídeo já valeria a pena. Mas ver o piloto tocando um carro único no limite, sem dó, é insuperável!

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    4. Cabrito bruto e o dono ter a coragem de pôr na pista e descer a lenha num carro de vários milhões de US$ e exemplar único no mundo!
      Barrabas

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  2. Essa Ferrari Breadvan poderia servir ate de carro funebre.
    Muito entusiasta iria querer dar a ultima volta num carro desses.
    He he ...

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    1. To fora...
      Prefiro ela como forno de pizza

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  3. Estranha esse Ferrari mais estranhamente bela!!!!!!!!!! e como era o folgado esse " tal de Enzo " hein... abraço e bom post

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  4. Caraca MAO !!!!!
    belíssima história mesmo.

    Curti demais o Bizzarrini fazendo o que não deu tempo no GTO.
    E cutucar Enzo é sempre algo magnífico !
    Parabéns.

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  5. Caramba MAO,

    Se você escrever uma receita de bolo de chuchu, com esta sua retórica, ainda sim será um texto saboroso.
    E esta frase aqui:
    "Mas essa era uma época onde homens eram homens e as mulheres davam graças a Deus por isso."
    É algo que eu muito mais esperaria encontrar em um texto do Arnaldo.
    Obrigado pela excelente leitura.

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    1. Charles,

      Obrigado!

      Por mais que quisesse tomar crédito por essa frase genial, ela não é minha, é algo que os americanos repetem muito, peguei do Jay Leno, mas não sei sua origem.

      Comente sempre!
      MAO

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    2. Pelo que li aqui no AE mesmo (não lembro em post, nem de quem...) a frase inteira é mais ou menos assim: "No tempo em que homens eram homens, carros eram carros, o ar era limpo e o sexo sujo, Mopar Rulles!" Tava em inglês e acho que a idéia geral da frase é essa.
      Klaus

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  6. A frase do texto: " no tempo que homens eram homens e as mulheres davam graças a deus por isso..." Pois é, pode ter certeza que o caboclo não quis dar um trato na patroa e ela fez-lhe a caveira... Pena que não deu certo. Sempre torço para o menor dar uma coça no grandão. Quase nunca acontece.
    Klaus

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    1. a frase é genial mesmo, mas como disse acima, não é minha, infelizmente...

      Comente sempre!
      MAO

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  7. Fantástico, só nos anos 60, quando não era feio ter dinheiro.

    McQueen

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    1. McQueen,

      Hoje em dia é feio até ser hétero.
      Mais uma frase para fazer par àquela que nosso escriba tão bem encaixou na narrativa:
      "Dos tempos em que fumar era bonito e dar a bunda era feio".

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    2. Sério mesmo que você é repreendido e discriminado por ser Hetero? Eu sou heterossexual e NUNCA tive problemas com isso. O que percebo é que uma parcela da sociedade que era tratada como pária agora tem direitos como todo cidadão, assim como negros e mulheres hoje tem direitos iguais aos homens brancos.

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    3. UUUiiii!!!!

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    4. Não era feio ter dinheiro, principalmente para "condes" e "Playboys" de oligarquias corruptas ligadas ao fascismo e ao nazismo, bem como "ex-princesas" de monarquias absolutistas, violentas e entreguistas. Pelo menos hoje em dia é feio ter dinheiro sujo, mas continua tendo gente que não tem o menor remorso. Eu como entusiasta me sinto triste as vezes ao analisar que as grandes genialidades das mentes mais brilhantes só existem para satisfazer egos financiados por sangue e suor de gente explorada. Mas a vida é assim, o ser humano é o animal mais cruel e vil que existe (com algumas excessões). Melhor deixar para lá e curtir as maquinas.

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  8. Valeu pela história MAO.
    Mais italiana impossível!!!!
    Neste mundo politicamente correto, cada vez mais asséptico, é impensável tal história ocorrer nos dias de hoje.
    Abs
    Filipe W

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  9. Zéh Gabilão03/09/13 15:43

    Incrível, parabéns pelo texto MAO.
    Nem sabia da existência desse livro, e agora deu até lumbriga de vontade de lê-lo =/

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    1. Zeh,

      Grato!

      Leia, compre e leia que não se arrependerás!

      Abraço,
      MAO

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  10. Sem dúvida, os anos sessenta foram anos que eu gostaria de ter vivido com minha cabeça ainda nos quarenta...Hoje este tempo não volta mais e minha cabeça já está alem da metade dos cincoenta...Belissima história. Antes que alguem critique ou caçoe: Não, não é saudosismo! é apenas um enfastiante ponto de vista de um mundo moderno onde não importa mais o que se tem e nem o que se é, apenas o que se parece ser e o que se parece ter... ( Falso como um jogo de vídeo game! )

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  11. Grande história, não conhecia detalhes sobre o Ferrari Breadvan. Agora entendo porquê o Breadvan é tão diferente de todo Ferrari já produzido! E esse Enzo Ferrari era mesmo de lascar, intragável era pouco...

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  12. Lorenzo Frigerio03/09/13 17:35

    MAO, não conhecia esse carro, mas deixo a sugestão para um artigo descrevendo o que veio depois... Iso Grifo/Bizzarrini 5300GT. Além de outros carros da Iso, como o incrível Lele, uma espécie de Passat pré-histórico (mas igualmente "pintoso"), desenhado por Giugiaro (ainda na Bertone) com motor de Corvette, que poucas pessoas conhecem.

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    1. Lorenzo,

      Anotada a sugestão! Uma história longa e interessantíssima, que já rendeu uns 3 ou 4 livros bem grandões...

      Abraço,
      MAO

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    2. Já de cara podia indicar os livros MAO!

      Leonardo Pastori

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    3. Leonardo,

      Os melhores são os dois de Winston Goodfellow, sobre a Iso e sobre o Bizarrini:

      Iso Rivolta: The man & the machines
      Bizzarrini: A Technician Devoted to Motor-Racing

      O primeiro é um dos meus livros preferidos, comprei-o a quase 20 anos em maranello...
      MAO

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    4. Caraca, Lorenzo! Iso Lele foi do fundo do baú, nunca tinha sequer ouvido falar do dito cujo. Depois de uma zanzada pela net vi que o carro é bonito, além do ronco maravilhoso do V8 americano lá na frente! E um modelo raro, menos de 300 fabricados.

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  13. Nunca achei que fosse me empolgar tanto ao ler sobre algum "Ferrari" e, após eu ver o vídeo da primeira postagem, simplesmente senti grande vontade de estar naquele carro (de preferência, naquela época).

    Fiquei curioso em relação aos escapes. Nas primeiras fotos eles são foscos e saem pelas laterais, mas em outras fotos o escape se prolonga até a traseira. Algum motivo específico para tal alteração?

    Mendes

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    1. Mendes
      Em cirquito fechado usava-se o mais aberto e livre possivel (saida lateral) .
      Para prova em rua ou uso eventual em rua ( como foi o caso desse carro) ficava com os de saida traseira como nos Ferrari GTO originais
      Saudacoes

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  14. Pura magia.História fantástica. Não se faz mais homens nem carros como esses.
    Valeu xará.
    Marco Antonio.

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  15. Olá MAO, belíssimo texto!

    Gostaria, se me permite, complementar o artigo: a carroceria do Breadvan foi feita pela Carrozzeria Sports Cars, que pertencia à Piero Drogo.

    Piero Drogo, fez entre outros carros, o tão comentado "Ferrari 250 GTO", do Camilo Christofaro que, na realidade, era um Ferrari 250 TR "Pontoon" com uma carroceria parecida com a da 250 GTO.

    O Iso Rivolta Breadvan e o Maserati Tipo 151/3 (este um dos carros de corrida dos anos 60 mais bonitos , na minha opinião), ambos feitos pela Carrozzeria Sports Cars e muito parecidos com o Ferrari em questão, pois todos usavam o conceito "Kammback".

    Um abraço,

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  16. Mauricio,

    Segundo Bizarrini e Volpi, e outros que participaram da construção (em entrevistas publicadas na íntegra no livro "Rebel Rebel"), Piero Drogo e sua Carrozzeria Sports Cars nunca tiveram nada a ver com este carro.

    Segundo eles, este mito se espalhou porque muitos funcionários de Drogo faziam um bico em outras empresas de Modena, a noite, para complementar sua baixa renda. A Neri & Bonacini com certeza usou muitos deles, mas a carroceria é do Bizarrini, com pitacos de Volpi e Bonacini.

    Abraço, e comente sempre!
    MAO

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  17. Muito legal o texto MAO.
    Acredito que o Bizarrini se inspirou na Alfa Giulia TZ para fazer o desenho dessa Ferrari.
    As Alfas TZ foram desenvolvidas em conjunto pela Autodelta e a carroziere Zagato de Milao. Apesar de ser um carro bem menos potente (1.600cc)e mais simples que essa Ferrari, tambem fizeram muito sucesso nas pistas.
    Adoro quando tem materia sobre carro italiano!
    Abracos

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    1. Anonimo,

      Grato!

      A TZ é de depois, 1963. Cria de Chiti na Autodelta. Provavelmente foi o contrário, influenciada por Bizarrini.

      comente sempre!
      MAO

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  18. Conhecia em partes essa história - sensacional MAO!


    MFF

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