PEUGEOT 208: A MARCA DO LEÃO DE VOLTA À BRIGA DOS COMPACTOS

Fotos: Divulgação Peugeot
 


Mal saio da área de desembarque do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, e já encontro o pessoal da Peugeot e um grupo de jornalistas. Quando o grupo se forma, vamos para uma sala do hotel do aeroporto, onde tomamos um breve café da manhã e assistimos a uma rápida preleção de como será feita a apresentação do Peugeot 208, em um hotel em Armação dos Búzios, a mais de 160 quilômetros de distância dali, para onde precisaremos nos deslocar.

Vamos para lá de van, certo? Errado! No estacionamento do aeroporto, uma frota de 208 nos aguarda, um para cada dupla de jornalistas. No GPS da central multimídia de cada carro há um trajeto com pontos marcados até nosso objetivo final e... cada um por si! Nada de comboios ou artificialismos que limitem a experiência. Perfeito. No caminho, estão marcados um posto de combustível para tomarmos um café e trocarmos de motorista e, mais para frente, um restaurante em Cabo Frio, mais perto de Armação dos Búzios.

Estilo da traseira moderno porém sem exagero

Para este deslocamento/teste, não poderia pedir companhia melhor. Fui com nosso colega entusiasta Fernando Calmon. Mas antes de tomarmos contato, precisamos entender que carro é esse. A origem do Peugeot 208 está no sucesso que foi o 206, o mais vendido da marca em todos os tempos, e na sua substituição não tão bem-sucedida pelo 207.

No Brasil, essa história tem uma variação importante. Enquanto o 207 europeu era um carro inteiramente novo, o 207 brasileiro não passou de uma reestilização do 206 nacional, ficando conhecido popularmente como "206 e meio". Este 206 reestilizado e vendido mais caro em paralelo com o 206 original não convenceu o consumidor brasileiro e a marca perdeu muito do seu mercado aqui, enquanto concorrentes, especialmente sul-coreanos e chineses, cresciam.

Era necessário que um sucessor à altura do 206 surgisse para apagar o insucesso do 207. Este foi o ponto de partida para o 208. Porém, com a falha de mercado do 207 e da crise européia que já se anunciava no horizonte, não fazia sentido gastar muito no projeto, e uma reavaliação do 207 permitiu que a geometria e os componentes da suspensão pudessem ser reaproveitados no novo modelo, bem como boa parte do ferramental de produção.

Motor flex 1,6-litro de 122 cv com álcool

Não pense o leitor que isso torna o 208 um carro nascido velho ou obsoleto. Ao contrário, em time que está ganhando não se mexe, e as economias feitas preservaram o que o 207 tinha de bom sem que o carro perdesse em modernidade. O resultado desta decisão veremos mais adiante.

Como não tivemos no Brasil o 207 verdadeiro, a substituição do "206 e meio" como produto-topo da categoria era também mandatório. Assim, a equipe de engenharia da fábrica brasileira se viu integrada no desenvolvimento do novo carro, na França, desde o começo.

O 208, que foi lançado na Europa em maio do ano passado e nesse breve período já conquistou o primeiro lugar em vendas na sua categoria e o segundo lugar em vendas no mercado, com mais de 300 mil unidades produzidas e mais de 250 mil vendidas em território europeu, vem recebendo elogios sobre seu comportamento dinâmico e colecionando vários prêmios internacionais.

E agora é chegada a hora deste carro ser feito aqui no Brasil, em Porto Real (RJ), único produtor fora da Europa. Teria esse carro méritos para tanto? Descobrir exatamente isso e passar tudo ao leitor era a minha missão.

Primeiro contato

Meu primeiro contato cara-a-cara com o carro foi no estacionamento. Enquanto o desenho do 206 era bastante arredondado, com linhas contínuas, que foram exageradas no 207, com faróis e lanternas traseiras em forma de olho de vespa e grade que lembra uma enorme boca aberta, o 208 segue uma linha completamente diversa.

Há mais vincos na carroceria, as linhas são mais quebradas como as dos conjuntos óticos, e até o formato em "C" da lanterna traseira com detalhes de iluminação a LED conferem ao carro um aspecto mais musculoso que o dos antecessores, porém sem radicalizar no nível dos carros sul-coreanos. O carro fica bastante atraente e a falta de exageros estilísticos pode eventualmente manter o desenho pouco cansativo ao longo dos anos.

Desenho com vincos, mas sem exageros

O interior é bem-acabado, com bancos de tecido com trama bem visível, insinuando boa resistência ao uso mas mantendo uma boa suavidade ao toque. Decepciona a falta de oferta de couro na versão mais luxuosa. O painel está bem integrado ao conjunto, apesar do uso extensivo de plástico, incluindo o acabamento preto-piano tão comum hoje em vários equipamentos eletroeletrônicos, e que, convenhamos, risca e suja muito facilmente.

Nas versões intermediária e superior, de série, o teto de vidro com cortina corrediça dobrável, de operação manual, é separada do pára-brisa e se estende até à altura do banco traseiro. Na versão de entrada, este teto não está disponível nem como opcional.

Teto de vidro: visão livre até para os passageiros de trás

O 208 cresceu em relação ao 207. O entreeixos aumentou 101 mm, para 2.541 mm; o comprimento, 96 mm, para 3.966 mm; a largura, 32 mm, para 1.702 mm; a altura, 27 mm, para 1.472 mm. O compartimento de bagagem aumentou 45 litros e chega a 285 litros, e o peso passou de 1.035 a 1.090 kg para de 1.076 a 1.189 kg. O tanque tem 5 litros mais e agora é de 55 litros, uma boa medida. O espaço interno aumentou, mas no banco traseiro não sobra muito, poderia ser um pouco maior.

O coeficiente de arrasto (Cx) é 0,32 com área frontal de 2,125 m², resultando numa boa área frontal corrigida de 0,68 m².

Faróis com contorno irregular
O Calmon e eu escolhemos um 208  branco, versão superior Griffe com motor 1,6-litro e câmbio manual. Deixei o volante do carro a cargo dele na primeira parte da nossa viagem. Como não sou nativo do Rio de Janeiro, então melhor deixar o carro na mão de quem conhece melhor o trânsito local (ele cresceu no Rio, mas mora em São Paulo há mais 30 anos).

Como passageiro, aproveitei para experimentar as funcionalidades da central multimídia. Ela é constituída de duas teclas e um botão de ajuste e uma bem-posicionada tela de cristal líquido sensível ao toque (tela tátil, como nos tablets e smartphones) de 7 polegadas. A tela apresenta suas informações em grafismos simples porém muito coloridos, atraentes e intuitivos. É um recurso muito útil, mas ao mesmo tempo perigoso se não tratado adequadamente, pois pode facilmente distrair o motorista.

Central multimídia com tela tátil

Pego meu telefone, um Motorola Atrix com Android versão 2.3.6, e conecto pelo Bluetooth com facilidade. Faço uma ligação para casa e tudo funciona com perfeição. Chega a vez de experimentarmos o som, e para isso levei a coletânea de músicas das velhas propagandas do cigarro "Hollywood – O Sucesso", que acho ideais para um percurso de estrada. Mas desta vez as coisas não funcionam tão bem. Embora o telefone esteja conectado, não consigo localizá-lo na tela de fontes de mídia de Bluetooth. Apanhei muito e não consegui fazer funcionar.

Mais para frente, já no restaurante em Cabo Frio, um dos técnicos da Peugeot conseguiu fazer o som tocar, mas isso a partir da execução da música pelo telefone. Listar as músicas na tela da central multimídia continuou não funcionando. Desistimos de usar essa facilidade pelo resto da viagem.

Embora meu telefone funcione perfeitamente com outros sistemas sem estes problemas, a culpa da falha não pode ser diretamente creditada ao fabricante da central. O padrão Bluetooth é fortemente normalizado, mas ainda assim as incompatibilidades são bastante comuns. A interoperabilidade total que o protocolo permite entre equipamentos diferentes de diferentes fabricantes, fere os interesses de diferentes grupos, e diferentes graus de incompatibilidades e limitações são impostas às diferentes implementações dos protocolos desse padrão de conexão. Quem sofre com isso é o usuário.Sem som, restou curtir a primeira parte da viagem experimentando as sensações do carro e deixando rolar um papo entusiasta de primeira linha.

Neste trecho, mesmo sem dirigir, deu para perceber o cuidado que os projetistas dedicaram ao controle de ruídos, vibrações e asperezas de funcionamento. Pelo pouco que experimentamos com a ligação telefônica e depois no restaurante, tentando fazer o Bluetooth funcionar, a acústica do carro pareceu bem configurada.

Ao volante

Depois da rápida parada no posto, passo ao volante. Na estrada, atento aos detalhes, começo a perceber a razão do sucesso deste carro no mercado europeu. É nítido que o 208 foi estruturado levando em conta três pilares: ajuste mecânico perfeito, ergonomia revista e aprimorada, e uso extensivo, porém muito sutil, da eletrônica ativa em diversos subsistemas. O ponto de maior destaque onde se nota como estes três pilares se relacionam de forma harmônica está no posto do motorista.

Posto do motorista: ergonomia nos mínimos detalhes

Começa por um detalhe curioso: o painel é lido por cima do volante e não através dele. Porém, por trás desse detalhe aparentemente simples está um grande conjunto de ajustes.

O primeiro ajuste está no tamanho e no formato do volante. O do 208 possui diâmetro medido na horizontal de 350 mm, enquanto um achatamento em sua base faz com que a medida na vertical seja de apenas 330 mm. Como base de comparação, o volante perfeitamente circular do 207 nacional possui diâmetro de 370 mm.

Com estas medidas, mais o achatamento na base, o volante pode ser abaixado até 30 mm em relação ao mínimo do 207 e ainda assim mantendo bom vão livre entre ele e as pernas do motorista. Pode  não parecer grande coisa, mas esta mudança representa uma mudança de paradigma na forma ergonômica de segurar e usar o volante.

A tendência natural dos braços relaxados de qualquer pessoa é a de ficarem em posição vertical, atraídos pela gravidade. Segurar o volante tradicional obriga braços e antebraços a ficarem numa posição mais horizontal, exigindo algum esforço para manter essa posição, quer seja pelo tensionamento da musculatura de ombros e braços, quer seja por agarrar o volante.

Com a redução do diâmetro do volante, seu abaixamento e uma maior aproximação deste do corpo do motorista em conjunto com o banco com regulagem em altura, os braços ficam em uma posição mais vertical, enquanto os antebraços ficam numa posição mais horizontal, apoiados pelos cotovelos e pelas mãos no volante, reduzindo a tensão muscular necessária para manter a posição, que é muito mais descansada para dirigir horas a fio.
    
O pequeno diâmetro do volante também gera uma mudança na ergonomia na hora de esterçar, pois consegue-se realizar a mesma manobra usando-se mais a torção dos antebraços do que o movimento dos braços como nos volantes e altura convencionais. A diferença é notável.

Instrumentos visíveis por sobre o volante

O pequeno diâmetro do volante, por outro lado, aumentaria o esforço do motorista, caso a direção não fosse assistida. No 208, mesmo no modelo básico, a direção possui assistência elétrica com regressividade de ação com o aumento da velocidade ajustada na medida, mantendo a direção muito leve em manobras e pesada no ponto para assegurar precisão e segurança em alta velocidade. Sendo a assistência elétrica e não hidráulica, esta regressividade é mais facilmente controlável por meio de controlador eletrônico mapeado, além de eliminar as perdas mecânicas da transmissão por correia entre virabrequim e bomba hidráulica (nos sistemas eletroidráulicos também não há essas perdas, mas continuam as da bomba em si e a complicação de mangueiras, reservatório de fluido etc.).

Por outro lado, como o volante menor propicia respostas mais rápidas, foi preciso que a caixa de direção fosse mais desmultiplicada (a relação não foi informada), adequando a resposta de mudança de trajetória à intensidade do comando vindo do motorista.
Além de todas as modificações e melhorias advindas da diminuição do volante, uma outra preocupação melhorou ainda mais a ergonomia. Banco, volante e pedais estão alinhados entre si e com o eixo longitudinal do veículo. O motorista não dirige torto, com um braço estendido e outro dobrado por causa de uma direção enviesada, ou com os pés acionando pedais  posicionado mais para o lado direito por causa de uma inconveniente caixa de roda ocupando boa parte do espaço do lado esquerdo, defeitos de concepção comuns nos carros desta categoria.

Toda essa modificação ergonômica seria inviável para o motorista sem a possibilidade de ajuste do volante de direção, e o 208 conta com ele regulável em altura e distância, de série desde a versão de entrada. E acompanhando a central multimídia disponível apenas nas versões intermediária e superior, o volante traz comandos das funções de telefone e mídia, evitando que o motorista se distraia ao comandar estas funções.

Lanterna em formato de letra "C" e detalhes de iluminação por LEDs

O volante menor e mais baixo causaria um problema de leitura do quadro de instrumentos, caso este fosse mantido onde tradicionalmente é posicionado, pois ficaria encoberto. Por outro lado, abaixamento do volante abriu espaço para que o painel fosse observado integralmente por cima dele. É de se perguntar qual idéia teria surgido primeiro, a do volante mais baixo para favorecer a ergonomia, como explicado, ou a de colocar o quadro de instrumentos o mais alto possível, por comodidade e segurança?

Instrumentos posicionados para ser lido por cima do volante não é novidade, já que o velocímetro digital do Honda Civic é posicionado desta forma, porém com conta-giros e luzes indicadoras ainda visíveis através do volante. Mas no japonês o conjunto acima do volante é de perfil bem baixo, e não circular como no Peugeot.
    
No 208, no entanto, o quadro inteiro fica posicionado acima do volante, e nesta localização basta um pequeno movimento de olhos para a sua leitura e nada da cabeça, como no Honda,  reduzindo este esforço do motorista e, principalmente, contribuindo para a segurança.

No quadro do 208 o conta-giros está à esquerda, o velocímetro à direita, ambos analógicos, e um painel digital ao centro, dominado por um velocímetro digital de fácil leitura. A presença das duas opções de velocímetro agrada a gregos e troianos, sendo que em tempos de intensa fiscalização de velocidade é conveniente contar com a pronta leitura que o velocímetro digital propicia.

O teto panorâmico de vidro fixo, de série, do Allure e do Griffe, 0,66 m² de área

Nos cantos inferiores estão posicionados o indicador de temperatura do líquido de arrefecimento do motor (esquerda) e o marcador de combustível (direita). Na versão nacional, estes indicadores são do tipo de barra de cristal líqudo, com desenho mais moderno que o modelo europeu, em que são analógicos. Todas as leituras e sinais indicativos são enviados para o painel via CAN (control area network), o que denuncia o uso sutil, porém em larga escala, de eletrônica digital.

O resto dos comandos está de acordo com um bom carro para esta categoria. Leves, precisos e bem posicionados. Destaque para o ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura, inédito nesta categoria e de série desde a versão de entrada.

O desempenho é compatível com o peso e a potência, cuja relação no Griffe manual avaliado é de 9,45 kg/cv. A aceleração 0-100 km/h informada é de 9,7 segundos e a velocidade máxima, 198 km/h. A v/1000 em 5ª é 38,4 km/h, o que resulta em convenientes 3.125 rpm a 120 km/h. Na velocidade máxima, em 4ª, o motor vai a 6.380 rpm.

O comportamento dinâmico do 208 é muito bom. Sua suspensão, calibrada para as condições nacionais, se mostra bastante firme. Passando rápido por algumas lombadas mais altas, foi possível ter a sensação de ser catapultado do banco, especialmente pela suspensão traseira, sem que o batente fosse atingido, indicando uma calibração mais dura de molas e amortecedores do que o normal. Porém esta calibração não é excessivamente dura, permitindo filtrar a maior parte das irregularidades do piso para a cabine. 

Esse ajuste mais duro da suspensão ajuda no bom comportamento dinâmico observado no percurso. Este ajuste mais firme talvez não agrade tanto a quem privilegia o conforto, mas para quem prefere uma suspensão mais dura e esportiva, como eu, vai apreciar bastante.

Durante a viagem, ao me aproximar rápido de um "S" aberto em trecho de pista dupla/mão única, havia um carro mais lento que eu pretendia ultrapassar após a curva. Porém, este carro freou bruscamente, me deixando a tomada errada, por dentro, para a entrada (à esquerda) da primeira perna, que foi feita mantendo a velocidade. Nada que oferecesse algum perigo, mas ali, mais que em qualquer outra curva durante o trajeto, ficou patente o bom trabalho de projeto e calibração da suspensão, fazendo a curva com naturalidade e capaz de corrigir excessos e erros do motorista.

A boa calibração está também nos freios ABS com distribuição eletrônica das forças de frenagem, permtindo fácil modulação e sem intervenção desnecessária do controle antitravamento. Há o acendimento automático do pisca-alerta na freadas fortes. Os freios são a disco ventilado de 266 mm de diâmetro na dianteira e a tambor de 203 mm na traseira, enquanto os pneus são 195/55R16, medida adequada, bem como são de baixo atrito de rolamento. Nas viagens (veja adiante por que duas) o computador de bordo indicou consumo entre 1 litro por 9,5 e 10,8 quilômetros, com álcool. Não foram divulgados os consumos oficiais, para variar

Como usuário e projetista de sistemas eletrônicos, não poderia escapar à minha eterna sina. Não bastasse o problema anterior com o Bluetooth, o GPS do carro se perdeu em uma das marcações de passagem e começou a nos ordenar a seguir por caminhos para logo em seguida mandar dar meia volta, de uma forma inteiramente maluca. Decidimos seguir pelo caminho conhecido e logo o GPS se achou de novo e nos guiou com precisão até o restaurante em Cabo Frio. Portanto, mesmo os avançados GPS originais de fábrica ainda possuem algumas rebarbas a serem retrabalhadas.

Apresentação

Já no hotel em Armação dos Búzios, houve à noite a planejada apresentação oficial do carro com as palestras de praxe, mostrando resultados de vendas no mercado europeu, detalhes de estilo etc., fora os vários dos detalhes já mencionados.

A versão de entrada, chamada Active, conta de série com bolsas infláveis frontais, ABS com repartidor, assistência direção elétrica indexada à velocidade, ar-condicionado, motor de 1,5 litro e câmbio manual de cinco marchas.

A versão intermediária, chamada de Allure, além dos equipamentos da versão Active, traz de série a central multimídia, volante em couro com controles multifuncionais, teto de vidro e rodas de alumínio de 15 polegadas.

A versão superior, chamada de Griffe, conta com rodas de alumínio de 16 polegadas, motor de 1,6 litro e opção de câmbio automático de quatro marchas. Veja, adiante, a lista completa de equipamentos das três versões.

Os preços são R$ 39.990 para a versão Active, R$ 45.990 para a Allure, enquanto a versão Griffe custa R$ 50.690 com câmbio manual e R$ 54.690 com câmbio automático. A garantia é de 3 anos.
O motor flex de 1,5 litro com 8 válvulas das versões Active e Allure tem potência máxima de 93 cv a 5.500 rpm e torque máximo de 14 m·kgf a 3.000 rpm, com álcool. Com gasolina, 89 cv e 13,5 m·kgf, às mesmas rotações.. Já o motor flex 1,6-litro duplo-comando de 16 válvulas e variador de fase na admissão da versão Griffe tem potência máxima 122 cv a 5.800 rpm e torque máximo de 16,4 m·kgf a 4.000 rpm, com álcool. Com gasolina, 115 cv a 6.000 rpm e 15,5 m·kgf também a 4.000 rpm. O corte de rotação é a 6.500 rpm.

A idéia óbvia era retornar ao Rio de Janeiro com um Allure 1,5-litro, mas por uma inadmissível falha da organização todos veículos de versão Allure já haviam partido nas mãos de outros jornalistas, e acabamos voltando com o mesmo carro em que viemos. Duas viagens com o mesmo carro!

Corpo novo, coração nem tanto

A grande diferença entre o 208 europeu e o nacional está na motorização e no conjunto de transmissão. Enquanto lá existe uma vasto leque de motores a gasolina e a diesel, inclusive os de três cilindros a gasolina de 1 litro/68 cv e 1,2-litro/82 cv, aqui foi decidido ficar nos que são fabricados localmente pela PSA e já utilizados no Peugeot 308 e no Citroën C3.
O motor de 1,6 litro da versão Griffe, chamado de EC5, é uma atualização do motor TU5, que começou a ser fabricado pela PSA Peugeot Citroën aqui em 2002 para equipar o 206.

Sobre o TU5, o EC5 recebeu uma nova injeção com acelerador elétrico de comando eletrônico e sistema de partida a frio Flex Start que dispensa injeção de gasolina e seu famigerado tanquinho, ambos da Bosch, novas angulações dos comandos de admissão e escapamento, comando de admissão com variador de fase, pistões, anéis e cilindros com tratamento de baixo atrito, taxa de compressão bem mais alta, bielas forjadas e fraturadas, entre outras modificações. Este motor foi lançado aqui junto com o Peugeot 308 e estendido ao Citroën C3, ambos no ano passado.

Já o motor de 1,5 litro – na verdade 1,45 litro, o arredondamento matematicamente correto por deslocar exatamente 1.449 cm³ – das versões Active e Allure é uma versão do motor TU3 de 1,4 litro que recebeu o virabrequim de maior curso do TU5 (de 75 mm para 82 mm). Os transeixos, tanto o manual de cinco marchas quanto o automático de quatro (AT8) de versão Griffe também já estavam em produção local e aplicadas em outros modelos da Peugeot e da Citroën.

Pelo contato inicial com o carro, o 208 foi uma grata surpresa. Vi muitos pontos positivos e poucos negativos. Porém, um período mais longo de teste mais longo sempre evidencia detalhes que não são percebidos no decurso de um dia.

De qualquer forma, para o consumidor, vale conhecer o carro e ver o que ele oferece. Ele pode alterar seu padrão de exigência.

AAD



FICHA TÉCNICA PEUGEOT 208






Active 1,5
Allure 1,5
Griffe 1.6
Griffe 1,6 Aut.
MOTOR
Denominação
TU4M Flex
EC5M Flex Start
Tipo de motor, instalação
Otto, arrefecido a líquido, transversal
Material do bloco/cabeçote
Alumínio/alumínio
Ferro fundido/alumínio
Nº de cilindros e disposição
Quatro em linha
Diâmetro x curso
75 X 82 mm
78,5 x 82 mm
Cilindrada
1.449 cm³
1.587 cm³
Taxa de compressão
12,5:1
Nº de comandos/localização
Um, cabeçote
Dois, cabeçote
Acionamento do comando
Correia dentada
Válvulas por cilindro
Duas
Quatro
Potência
89 cv (G) e 93 cv (A) a 5.500 rpm
115 cv a 6.000 rpm (G) e 122 cv a 5.800 rpm (A)
Torque
13,5 m·kgf (G) e 14,2 m·kgf (A) a 3.000 rpm
15,5 m·kgf (G) e 16,4 m·kgf (A) a 4.000 rpm
Formação de mistura
Injeção eletrônica seqüencial no duto
SISTEMA ELÉTRICO
Tensão e alternandor
12 volts e 55 ampères
TRANSMISSÃO
Rodas motrizes
Dianteira
Tipo
Transeixo manual de 5 marchas + ré
Transeixo automático de 4 marchas + ré
Relações das marchas
1ª 3,63; 2ª 1,95; 3ª 1,28; 4ª 0,97; 5ª 0,77; Ré 3,33
1ª 3.42; 2ª 1,95; 3ª 1,36; 4ª 1,05; 5ª 0,85; Ré 3,58
1ª 2,73; 2ª 1,50; 3ª 1,00; 4ª 0,71; Ré 2,46
Relação de diferencial
4,29
3,48
3,67
Embreagem
Monodisco a seco, acionamento hidráulico
Conversor de torque
SUSPENSÃO
Dianteira
Independente, McPherson, braço trianguar, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
Taseira
Eixo de torção, mola helicoidal, amortecedor pressurizado e barra estabilizadora
DIREÇÃO
Tipo
Pinhão e cremalheira, assistência elétrica indexada à velocidade, relação 16,7:1
Diâmetro do volante
350 mm na horizontal e 330 mm na vertical
Diâmetro mínimo de curva
11,2 metros
FREIOS
Dianteiros
A disco de 266 mm Ø
A disco ventilado de 266 mm Ø
Traseiros
A tambor de 203 mm Ø
Operação
Servoassistência a vácuo, ABS e distribuição eletrônica das forças de frenagem
RODAS E PNEUS
Rodas
Alumínio, 6J x 15
Alumínio, 6J x 16
Pneus
195/60R15, baixo atrito
195/55R16, baixo atrito
CONSTRUÇÃO
Tipo
Monobloco em aço, 5 portas, 5 lugares
AERODINÂMICA
Coeficiente de arrasto (Cx)
0,32
Área frontal
2,125 m²
Área frontal corrigida
0,68 m²
DIMENSÕES EXTERNAS
Comprimento
3.966 mm
Largura
1.702 mm
Altura
1.472 mm
Distância entre eixos
2.541 mm
Bitola dianteira/traseira
1.475/1.470 mm
PESOS E CAPACIDADES
Peso em ordem de marcha
1.076 kg
1.086 kg
1.153 kg
1.189 kg
Capacidade do tanque
55 litros
Capacidade do porta-malas
285 litros
DESEMPENHO
Aceleração 0-100 km/h
11,7 s (G) e 10,9 s (A)
10,2 s (G) e 9,7 s (A)
12,1 s (G) e 10,7 s (A)
Velocidade máxima
177 km/h (G) e 181 km/h (A)
191 km/h (G) e 198 km/h (A)
184 km/h (G) e 191 km/h (A)
CALCULOS DE CÂMBIO
V/1000 em última marcha
34,1 km/h
38,4 km/h
43,5 km/h
Rotação a 120 km/h, últ. mar.
3.520 rpm
3.125 rpm
2.760 rpm
Rotação à velocidade máxima
5.200 rpm em 5ª
6.380 rpm em 4ª
6.120 rpm em 3ª


 


EQUIPAMENTOS PEUGEOT 208
Active 1,5
Allure 1,5
Griffe 1,6
Griffe 1,6 Autom.

ESTÉTICA EXTERIOR
Acabamento cromado no teto
-
O
x
x
Acabamento preto brilhante na moldura dos vidros
x
x
Acabamento preto fosco na moldura dos vidros
x
x
Antena curta no teto
x
x
x
x
Calotas integrais, modelo Bore, pneus 195/60R15
X
Faróis com luz diurna (DRL) com lâmpadas halógenas
x
x
Faróis de neblina
x
x
x
Faróis elípticos com luz diurna (DRL) com LEDs e guia de luz
x
x
Frisos cromados nos vidros laterais
x
x
Lanternas com LEDs e guias de luz
x
x
x
x
Luz traseira de neblina
x
x
x
x
Moldura cromada nos faróis de neblina
x
x
x
Ponteira de escapamento cromada
x
x
Repetidoras dos indicadores de direção nos espelhos
x
x
x
x
Rodas de alumínio de 15 pol, diamantadas, mod. Azote, pneus 195/60R15
x
x
x
Rodas de alumínio de 16 po, diamantadas, mod. Helium, pneus 195/55R16
x
x
ESTÉTICA INTERIOR
Console de teto com luzes de leitura
x
x
Console de teto com luzes de leitura a LED
x
x
Detalhes cromados no acabamento da central multimídia e nas saídas de ar
x
x
x
Detalhes cromados no acabamento do rádio e nas saídas de ar
x
Maçanetes internas cromadas
x
x
x
x
Painel com faixa na cor Frisson
x
x
Painel com faixa na cor Gris Titanium Dark
x
x
Painel de instrumentos com matriz de cristal líquido e ponteiros brancos
x
x
x
Painel de instrumentos com matriz de cristal líquido e ponteiros vermelhos
x
Painel de instrumentos em posição elevada
x
x
x
x
Teto solar panorâmico
x
x
x
Volante de diâmetro reduzido
x
x
x
x
Volante revestido de couro
x
x
x
SEGURANÇA
Acendimento aut. do pisca-alerta nas freadas fortes
x
x
x
x
Alerta sonoro de cinto do motorista não atado
x
x
x
x
Alertas sonoro de portas malfechadas
x
x
x
x
Apoios de cabeça traseiros com regulagem de altura
2
2
3
3
Cintos de segurança traseiros de três pontos (3)
x
x
x
x
Coluna de direção telescópica
x
x
x
x
Duas bolsas frontais dianteiras
x
x
x
x
Estrutura com deformação programada
x
x
x
x
Freios com ABS e distrib. eletr. das forças de frenagem
x
x
x
x
Limpador e levador do vidro traseiro
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x
x
x
Protetor de cárter
x
x
x
x
Trava de crianças nas portas traseiras
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x
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x
Travamento autom. de portas e tampa tras. ao andar
x
x
x
x
TECNOLOGIA
Alarme perimétrico e volumétrico
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Alerta sonoro de faróis acesos ao deixar o veículo
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x
x
x
Borboletas para troca de marchas
x
Chave eletrônica canivete com comandos de abertura de portas
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Computador de bordo com três modos de operação e indicador de manutenção
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Controlador e regulador de velocidade
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Iluminação ao se aproximar do veiculo
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x
Iluminação temporizada ao se afastar do veiculo
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x
Limpador trasiero indexado à ré
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Pneus de baixo atrito de rolamento
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Sensor crepuscular
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Sensor de chuva
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Sensor de estacionamento traseiro
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Sistema Flex Start para partida a frio sem auxílio de gasolina
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Travamento central de portas e tampa traseira
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MULTIMÍDIA
Central multimídia tátil 7-pol integrada ao painel
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Comando no volante para rádio e Bluetooth
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Conexão Bluetooth para telefone celular
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Conexão streaming para rádio
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Preparação para rádio
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Rádio MP3
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Seis alto-falantes
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Tomada 12 V
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CONFORTO
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Ar-condicionado automático digital duas-zonas com três modos de operação
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Banco traseiro inteiriço rebatível
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Direção com assistência elétrica indexada à velocidade
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Espelho nos pára-sóis
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Iluminação no porta-luvas
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Porta-copos no console
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Porta-garrafas nas portas dianteiras com suporte para garrafas de 1,5 litro
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Porta-luvas refrigerado
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Vidros elétricos nas portasdianteiras, com comandos nas portas
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Volante de direção com regulagem de altura e distância
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(Atualizado em 30/03/13 às 15h15)

82 comentários :

  1. Peugeot é um carro bom, econômico...
    ...Pena que com 3 anos de uso os bancos traseiros (usado apenas para carregar uma criança de peso normal e comportamento civilizado) cedam a ponto de sentir a armação de ferro, os parachoque quebrem o suporte, a partida a frio com álcool fique tão ruim quanto os primeiros Fuscas a álcool e o carro apresente uma serie de ruidos e rangidos incomodos e inconsistentes para um carro que rodou praticamente apenas em estradas de primeira linha.

    Desapontado com a marca. Apostei mas teria feito melhor negocio com um VW Gol, um GM Corsa, um Fiat Palio ou um Ford Fiesta.

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    1. Considere-se de sorte,teve gente que passou por coisa pior com esses Peugeot,como ter carro guinchado devido a pane,suporte do alternador que quebra etc...

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    2. ENGRAÇADO!!! NUNCA TIVE PROBLEMAS... TIVE UM 206 - 207 - 307 NO MOMENTO E AGORA VOU PARTIR PRO 308... MAS NAO VEJO NADA DE ERRADO..ACHO QUE OS AMIGOS SÃO DE 'SORTE' EH EH EHHEHEHE


      SDS
      FONTANA

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    3. Tenho um 307 com 80000km carregando três adolescentes e nunca tive nenhum desses problemas, apenas troquei pneu e bateria após três anos de uso. O amigo Daniel deve ter tido azar. Agora tenho também um 308 e continuo com sorte, aparentemente.

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  2. Mais uma ótima matéria! Parabéns a equipe do AE!
    Até deu vontade de agendar um test drive do bichinho!

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  3. A briga na categoria está mesmo muito boa, talvez uma das melhores do mercado. E pelo menos por fotos, achei o interior deste 208 campeão. Mesmo assim, para mim ficou faltando aquilo que faria este interior ainda mais campeão: forrações monocromáticas em cinza bem claro, ou bege, ou ainda "caramelo". Se tivesse em azul claro então, como houve aqui no Brasil para o Dodge Polara e o famoso Charger R/T "triple blue", só por isso já seria meu próximo carro. Não consigo me conformar com esse quase monopólio dos claustrofóbicos e soturnos interiores em pretinho básico.

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    1. Mr. Carro
      Meu caro nao quero lhe desapontar mas será muito difícil qq das montadoras adotar esse padrão de acabamento que vc gosta
      Tbm achava lindo o interior azul nos Dodges!
      O melhor e vc comprar um belo Polara ou Dodjao com essas configurações. Um carrão para ser curtido apreciado e muito bem cuidado
      Para o dia a dia qq carro simples com ar condicionado cumpre bem sua função
      Saudações Moparianas!!

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    2. Montadora, não, amigo. É fábrica, fábrica! rsrs Abraço!

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  4. O teto de vidro possui cortina elétrica bipartida ? Pelos videos que vi no Youtube, não é bipartida e é de operação manual.

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    1. Moises_SP
      Houve um mal-entendido entre o autor André e eu, que edito os textos. Na realidade a cortina se retrai dobrando-se, e a operação é manual. Texto será alterado em seguida. Obrigado pelo aviso.

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  5. O problema da peugeot é a confiabilidade mecânica. falo isso não apenas por ouvir dizer. tenho uma irmã que teve um 206 e duas amigas que tem 207, ambos os carros problematicos, com várias quebras e falta de peças tanto na autorizada como no mercado paralelo. Não inspiram confiança... sem contar que a peugeot ainda ousa em querer cobrar muito caro em um 207. Troquei meu carro essa semana, queria um sedã compacto, mas com motor maior que 1.0. Olhei cobalt, versa, logan, Novo prisma e Grand siena (o vencedor na minha escolha) e por desencargo de consciencia fui olhar o 207 passion, eis que para a minha surpresa, um 207 com motor 1.4 custa 38 mil Dilmas, na cor branca e com ar cond., sem direito a ABS e Air Bag. 38 mil reais em um carro defasado, sem opcionais de segurança, e que se vc pedir na cor metalica, some mais 1000 reais... com 41 mil reais vc leva o grand siena na cor solida, com ABS, Air Bag duplo, ar. cond, vidros e travas eletricas, apenas 2000 mil reais a mais, leva-se um carro mais atual, mais confortavel e mais seguro. Para equipar o Passion igual ao Grand Siena, o preço ia ficar quase igual. Se a peugeot tivesse um pouco mais de semancol, jogava o preço do Passion lá pra baixo e fazia com que ele competisse com o chevrolet Classic, na casa dos 33 mil reais ia dar um canseira no veterano da GM, pois aí sim, ele teria condições de vender bem no mercado.
    Pior foi a lábia que vendedor jogou p tentar me convencer a levar o Passion: mas o designe é francês, e é um carro muito bonito, esportivo.... Minha pergunta: ok, mas quanto ficaria o custo da 1ª revisão? Resp: perto de 250 reais... (a do siena fica em 130 reais)... dá para confiar em uma marca que tem um produto pior do que as concorrentes e ainda quer cobrar mais caro proporcionalmente?
    Grande problema do 208? superestimado o valor que ele realmente merece... um compacto com preço de carro de luxo. pelo jeito as concessionárias da peugeot continuarão as moscas...

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    1. Creio que o problema principal das suas reclamações sejam a concessionária peugeot a culpada, minha irmã tem um 207 e é muito bem tratada na champs elysée de santa maria, o carro dela foi arrombado(porta entortada) e os mecânicos da peugeot arrumaram de graça, evitando o acionamento do seguro e consequente encarecimento deste. some-se a isso a melhor negociação comparada as outras concessionárias da cidade na época e fica fácil entender o porque da cidade ser tomada de hatches felinos.
      Fato interessante é a citröen da cidade adorar uma postura esnobe quando fui com ela cotar um C3, muitas vezes o vendedor tentou nos ludibriar falando sobre supostas superioridades construtivas e dinâmicas do C3 sendo que ambos usam a mesma plataforma e são feitos na mesma fabrica, enfim postura de concessionário safado.

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    2. A decadência da Peugeot aqui no ABC é evidente!!só uma CSS,em SBC,para todo o Grande ABC é um absurdo,e mesmo só nessa CSS é bem meia boca o atendimento e o resto...

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    3. Tenho um 206 comprado em 2008 peguei zerinho, até hoje nunca tive nenhum problema com o carro, muito economico, so fiz manutenção de rotina, que não foge muito de peças do carros da mesma categoria, claro que se vc for fazer tudo numa concessionaria o valor é exorbitante para qualquer marca , vi a materia e achei show de bola esse 208

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    4. Minha irmã comprou um 206 ano 05 usado, em 2009. Se foi sorte, não sei, mas o carro é confiável, anda bem com o motor 1.6 e nunca deu problema.

      Ricardo2

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    5. Tenho um 207 e o carro nunca apresentou problemas. O carro além de tudo é super econômico, e com um motor adequado ao peso do carro. Apresenta também uma excelente dinâmica na estrada. Dirigir o mesmo é um prazer. E olha que antes do mesmo eu tive um Focus, que era referência no mercado em termos de dirigibilidade.

      Também ouvi muita coisa antes de comprar o Peugeot. No final comprei e percebi que muito o que se escreve não passa de lenda ou um azar específico. O carro é sim bem feito e talvez a melhor relação custo benefício dentro do seu segmento. Cheguei a comparar com o Gol e não dá para comparar. 1.0, tudo que você quer(cor, volante, acabamento) não pode para o modelo. Parecia que eu estava comprando um carro usado. Sem falar do mico do problema nos motores(pesquisem um pouco)... Quem tiver alguma dúvida, faça um test drive.

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    6. Azar especifico? Nãooooo. Foi amostragem mesmo.
      Vou aqui citar os casos:
      206 da minha irmã: A tampa da bomba de gasolina ressecou. Os genios da autorizada lá de salvador tiveram a magnifica ideia de remendar com cola super bond... não aguentou o calor, ressecou, e jogou gasolina p dentro do carro todo. Ok isso é pontual, caso isolado, peugeot é bom! Passados mais uns meses de convivencia a suspensãpo de papel se desfez nas ruas da capital soteropolitana. "Mas isso acontece com todos os carros, a culpa é do governo!", Ok, tá certo. Minha irmã solicitou uma cópia da chave com telecomando na autorizada... cobraram mais de 300 reais pela cópia... "mas cópia de chave é cara"... Aff, desisto.

      207 da amiga de minha esposa: quebrou o suporte do vidro do motorista, o vidro simplesmente despencou para dentro da porta. Passou 02 meses para a peça chegar da fabrica... enquanto isso, a autorizada colocou um calço por dentro da porta que não deixava baixar o vidro. Dois meses sem poder baixar o vidro. "Mas o peugeot 207 é completo, não precisa baixar vidro!" e quem comprou o carro 0km quer passar 2 meses sem poder baixar o vidro.

      206 de minha amiga: trocou a bomba da embreagem, não passou 02 meses, voltou a apresentar problemas e a mesma ficou na rua, quem socorreu lea foi a minha pessoa, então eu não ouvi falar, eu vi. "Mas bomba de embreagem é normal dar problema, todos os carros dão problema" irão falar o defensores da peugeot.

      Sem contar o valor da manutenção na autorizada que extrapola qualquer limite do bom senso, chegando a cobrar até o dobro de carros do mesmo seguimento

      Bom, mostrei que eu não sou "eu ouvir dizer", todos esses fatos eu vi pessoalmente. Então para mim, por enquanto a Peugeot tem tanta credibilidade quanto a JAC ou a Chery (mas ganha da Lifan). Hoje eu não compraria um carro dessa marca francesa nem sob tortura. para quem gosta e tem boas referencias, vá em frente, fique a vontade, tenha um peugeot e seja feliz...

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    7. Esse problema do vidro parace que era comum nos primeiros 206, já ví outors casos.
      Meu primo teve um dos primeiros 206 1.0. Com 2 anos e 30 mil Km, o carro já tinha problemas na caixa de direção, no sitema elétrico e ainda por cima arrebentou a correia dentada. Como ainda estava na garantia, a css queria apenas fazer uma "meia-sola" no cabeçote, foi a maior briga para instalar um novo. Nunca ví um carro novo com tantos problemas.

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  6. Esse 1.4 promovido a 1.5 na ficha técnica é muito fraco perante o da Chevrolet. e por que motivo colocam AC, DH, ABS, air bag, travas e etc. na versão mais barata de R$ 40.000,00 e não colocam os malditos vidros elétricos na traseira. que economia porca é essa. Afinal quanto custaria essa porcaria desses vidros na traseira?

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    1. Por outro lado ele tem bom torque e é ágil da cidade, o 1.4 é froucho em baixa rotação, chega a ser chato.

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  7. Acho que esses motores oferecidos no Brasil não estão nada aquém do que se está oferecendo no nosso mercado atualmente, muito pelo contrário até.
    A minha ressalva ficaria pelo motor 1.6 16v ser oferecido somente na versão topo de linha, que acho lamentável, porque a versão de entrada já traz todos os mimos de que eu precisaria. Para mim, a versão de entrada com o motor mais forte seria o ideal.

    No mais, muito boa avaliação. Esperamos mais detalhes em um "no uso" posteriormente.

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    1. É porque você não presta atenção nos chineses...
      Os motores são anêmicos e beberrões...

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  8. Achei uma tacada certa da PSA. O 208 é bonito, inovador e representa um upgrade na linha. Resta melhorar o pós-venda. E o preço poderia ser melhor.

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  9. É controverso falar em falta de qualidade e confiabilidade na marca.
    Andei 145.000 km num 206 1.4 2007 sem grandes problemas, somente fazendo manutenção básica. Claro que a manutenção foi feita em oficina competente (sugiro intensamente fugir da rede autorizada, que além de não conhecer o carro, ainda por cima cobra muito caro e é muito demorada) e com peças originais. Até mesmo a famigerada chave do pisca durou essa quilometragem sem incomodar. Eu diria que as marcas francesas padecem muito mais com a falta de confiabilidade eletrônica do que mecânica propriamente dita.
    Mas o 208 se revela com boas credenciais para compensar a falta que o 207 europeu fez no mercado brasileiro. Ele lembra ligeiramente o Citroën C2. O acabamento acima da média, o desenho ousado e a aposta na central multimídia como forma de conquistar o consumidor (tem marcas perdendo com a falta dessa opção...) com certeza fazem dele um bom concorrente. Só me parece que falta uma versão mais básica, de preço menor, ou então um outro modelo da marca mais próximo da "entrada" do mercado automotivo (que poderia ser o 107 ou o 1007).

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    1. Disse bem. O Peugeot 106 era um belo carrinho, e merecia ter seu sucessor por aqui.

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    2. Vc agora tocou no ponto principal: quem em sã consciência compraria um carro que nem as autorizadas sabem consertar? Como um vendedor pode convencer um comprador a levar um 207 se o mercado tem outras opções até mais em conta e melhores? Na minha opnião, a peugeot tem tanta confiança quanto uma JAC ou Chery (chinesas) e olha que as chinesas trazem carros completos.
      Descartando todos os outros sedãs do mercado, e hipoteticamente as unicas opções fossem o 207 passion e um JAC J3 turim, quem vcs levariam? Eu levaria de olho fechado o JAC...
      A credibilidade da peugeot anda muito em baixa, e infelizmente não será o 208 sobretaxado que irá reverter a situação. O unico jeito é a francesa cortar na carne, nos lucros, e tentar reconstruir sua imagem com carros completos a preços muito mais baixos do que a concorrencia.
      Exemplo:
      207 Hacth ---> no maximo 28 mil reais completo, competindo com o celta LT
      207 Passion ---> competir com o Classic e com o siena EL 1.0L
      Hoggar ---> coloca mais barata que a corrier, e as vendas podem aumentar
      208 ---> a versão mais barata no preço do onix LTZ, HB20 1.6 e etios 1.5.

      Só assim p que as vendas da peugeot decolem

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  10. No fundo, na alma, o carro ainda é o mesmo 206 lançado aqui em 1999. O motor evoluiu, mas não mudou. A suspensão foi recalibrada, mas continua dura e não tão segura quando proxima do limite. O acabamento permanece barulhento. O espaço interno não cresceu muito (o aperto na traseira é identico). O custo de manutenção permanece alto.

    Enfim, é um carro que, em 15 anos, só teve evolução acentuada no design, que, aliás, já era o ponto forte quando do lançamento no milenio passado...

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    1. Só um detalhe...as suspensões são bem diferentes...206 - barra de Torção e 208 - Eixo de torção...portanto não é a mesma mecãnica...

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    2. Como assim o acabamento continua barulhento? O 208 já andou por ai com alguém de verdade? Tenho um 207 com mais de um ano de uso e não tenho barulhos. Acho que gente escrevendo que nunca teve o carro.

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  11. Aléssio Marinho30/03/13 16:21

    Acho que o mundo perdeu um bom Engenheiro e ganhou um excelente Jornalista...

    Quanto ao 208, a Peugeot fez um belo trabalho neste produto, com suas inovadoras soluções e pensando o produto pra rodar por aqui desde o começo do projeto, cuidado que se observa nos projetos de suspensão.
    Quando conheci o verdeiro 207, fiquei espantado como o carro cresceu em relação ao 206. Seria o mesmo que pôr um Sandero ao lado do 206.
    Espero que 0 208 seja um divisor de águas na Peugeot, trazendo um novo público à marca e que seja acompanhada de uma mudança de atitudes por parte da fábrica e dos concessionários em relação a política de pós-vendas, o calcanhar dos Peugeot.
    Fora isso, a um bom tempo um carro não me despertava tanta curiosidade em conhecê-lo.

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    1. Aléssio, continuo sendo apenas um engenheiro que escreve sobre carros. Apenas surgiram duas oportunidades seguidas de cobrir lançamentos que o resto da equipe não pode participar.

      Foi uma boa experiência, mas continuo com meus artigos técnicos por aqui.

      De qualquer forma, grato pelo elogio de excelente jornalista.

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  12. A marca deixou de adotar no velocímetro o padrão de anos! (50, 70, 90, 110, 130km/h...)

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  13. Lorenzo Frigerio30/03/13 17:16

    Parece bem ergonômico, mas só a versão automática tem rpm condizente a 120 km/h para um carro dessa potência e peso. Seria lógico se supor que, com câmbio manual, sem o roubo de potência do conversor de torque e com uma marcha a mais, essa rpm poderia ser ainda mais baixa. Mas não, simplesmente usaram as peças disponíveis na "parts bin" e não mudaram uma vírgula nelas. Aliás, parece que a economia chegou ao uso do mesmo virabrequim nas duas cilidradas disponíveis, o que prejudica a relação r/l da versão "1.5", aquela que se beneficiaria do uso de rotações mais elevadas.
    A hora que a GM soltar o Ônix e o Prisma com o automático de 6, vai fazer picadinho do 208.
    Minha visão de carros franceses é esta: bons de se ver, mas não de se ter.

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  14. Antônio Martins30/03/13 19:04

    A PSA deveria adotar a caixa Aisin pra todos seus carros, tanta modernidade não combina com uma caixa com número de marchas de mais de 30 anos atrás.

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  15. Pude vê-lo pessoalmente hoje à tarde numa concessionária da zona norte de SP, só tinha uma unidade na versão Allure, cor muito bonita Gris Moondust (cinza metálico), o pecado é que estava com a lataria riscada (deu até dor no peito).
    Não tive boa impressão da concessionária, poucos funcionários, e estava às moscas. O carro em si, é bonito e bem melhor que o 207.
    Ponto positivo é o teto de vidro, que é um charme à parte, mas deveria na versão mais cara ter seu funcionamento elétrico e não manual.
    Gostei da tela com gps, é fácil de usar e o touch é muito bom, lembra um tablet.Também gostei dos bancos, do tamanho do porta malas e do estepe interno.
    Não gostei do volante, é definitivamente muito pequeno, mas como não pude fazer o teste drive (só daquí um mês segundo o vendedor), não sei como seria na prática. O carro continua muito pequeno para quem vai atrás, falta espaço para a cabeça e as pernas (tenho 1,78) o teto de vidro contribui para tirar preciosos centímetros da cabeça dos ocupantes do banco traseiro.
    Esperava mais do carro, pelas fotos estava mais impressionado. Não compraria, pois prefiro um carro mais confortável. Fico imaginando que o pós venda da Peugeot, deve ser mesmo sofrível como muitos tem descrevido, mas ainda assim marcarei um teste drive quando houver uma unidade disponível. A Peugeot vai ter muito trabalho para melhorar sua imagem perante os consumidores, não basta oferecer um produto bonito, tem que ter eficiência no atendimento e respeito pelo consumidor.

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  16. João Carlos30/03/13 20:12

    Geralmente os GPS de fábrica são da TomTom, como é o Renault, esse também é?

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  17. Será que a Peugeot voltará aos bons tempos do 205, mostrando como se faz um bom compacto? Tomara que sim

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  18. Não gosto de teto de vidro.

    Não gosto de carro com motor 1.6 fazendo apenas 10 km/l em estrada.

    Não gosto dos preços desse 208.

    Acho menos mal, em custo-benefício, o irmão Citroen C3.

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  19. Só lembrando que parte do sucesso do 206 se deveu a uma versão 1.0, que o 208 não tem.
    Me parece que a Peugeot decidiu não brigar por volume desta vez - imagino que eles tenham suas razões.

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    1. Pelo preço da versão de entrada, parece que os motivos são óbvios.

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    2. Franklin, o 207 continua em linha, e, acredito, deva ser reposicionado para o mercado mais popular, com preço mais baixo.

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  20. Poderia ter uma versão com o motor THP, hein! Seria o décimo primeiro! Aí, essa sim eu compraria, com certeza seria bem divertido! Não compro 1,6-litro aspirado! Sobre 208, achei-o muito bonito. O 'posto de comando' do carro me parece muito agradável, muito interessante o volante e a posição do velocímetro e conta-gíros.

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    1. Calma Anônimo.... pelo que eu sei a Peugeot vai utilizar o motor THP no 208 aqui no Brasil, só tenha um pouco mais de paciência, o carro acabou de ser lançado.

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  21. Por que a Peugeot não fabrica 208 de três portas? Por que apenas de cinco portas? Adoraria ter esse 208 de três portas e até estaria disposto a pagar mais por isso!

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  22. Uma coisa que gostei no 208 em comparação ao irmão de plataforma C3 de segunda geração é que independente de haver ou não certo panoramismo para acima de onde estiver o retrovisor interno, usa-se sempre o mesmo para-brisa, apenas trocando-se o teto. Logo, é um item diferente a menos na rede para troca (no C3, é preciso para-brisas especificos para o Origine e os outros, enquanto o 208 sempre usa a mesma peça).
    Imagino que também tenham conseguido usar vidros de diferentes tipos conforme a localização, possivelmente com o do teto sendo de tipo cristal e laminado (só para tornar bem difícil a invasão por cima) e o para-brisa ser laminado convencional.

    Como temos uma travessa acima do para-brisa, espero que tenham conseguido montar quebra-sóis decentes, bidirecionais e sempre ficam no ponto mais adequado possível que se consiga em carros de coluna A muito inclinada (infelizmente não me lembro que tipo de quebra-sol montaram nesse carro, mesmo o tendo visto no Salão). Até agora não me conformo de a Citroën não ter dado um capricho a mais no C3 e montado bidirecionais (coisa bem simples de se fazer e que não joga à estratosfera os custos da implantação da infraestrutura que vem junto com o para-brisa panorâmico).
    Gostei de saber que a transmissão está bem escalonada no 1.6 e o mantém sempre em rotações baixas para as velocidades que desenvolve. Talvez o autor da matéria pudesse nos falar se a curva de torque tem boa planificação, pois se for o que confirmamos é de se imaginar que trocas de marcha sejam pouco frequentes. Surpresa de ver que a rotação em última marcha do automático seja ainda menor que a do manual, mesmo se pensarmos que é a folclórica AL4.

    É boa a solução do painel acima da linha do volante e pelo que vi no Salão, esta pareceu-me mais bem executada que a do Honda Civic (cuja parte superior do aro do volante quase sempre bloqueará a leitura de parte das informações do módulo superior, independente da regulagem adotada). Poderiam ter montado os mostradores uns poucos centímetros acima, só mesmo para aumentar a garantia de visão desimpedida, pois certos posicionamentos da regulagem do volante cobrem parte do mostrador (vamos de pensar no máximo possível de tipos físicos que irão ocupar o carro). Em relação a acabamento, realmente está acima da média da categoria, mas resta saber se não virará escola de samba após certos milhares de quilômetros, como costuma ocorrer com o 206 e seu sucessor.
    Há algo que me incomoda nesse carro: o diâmetro de giro de 11,2 m. O C3 de segunda geração, que usa a mesma plataforma, marca 10,3 m nesse quesito, ainda que beneficiado por 9 cm a menos de entre-eixos. Será tão impossível assim conseguirem que um pequeno atual faça um círculo com diâmetro na casa de 10 metros? Não estou pedindo os 9,5 m de um Corsa B nem os 9,8 m de um Fit de segunda geração, mas apenas algo que facilite as manobras. Sequer se pode falar dos pneus do C3, pois estes têm medidas que regulam com as do 208.

    Não devemos esquecer que ele está em uma faixa que é das mais concorridas do mercado e com tendência de se fundir com a dos compactos mais baratos com o passar dos anos pós-novas leis de segurança. Além dele teremos o novo Fiesta nacionalizado, o Sonic (ainda que este seja concorrência simbólica), o Fit (que em breve muda de geração), o próprio C3, o HB20 1.6 e modelos mais estabelecidos, como o Punto (que pode acabar mudando, vai saber). Logo, nota-se que não é uma faixa de preços em que se consegue pegar a concorrência tão desprevenida assim (vide o impacto duplo de HB20 e Onix na base do mercado, impacto esse que em breve será complementado com o Fiesta Mk6 nacional partindo de R$ 32 mil já com motor 1.5) e teremos de ver que outros argumentos oferecerá para venda. É bom que tenha garantia de 3 anos, mas é melhor que também ofereça bons consumos (ainda que tenhamos visto que ele tem cara de ser beberrão, apesar da rotação baixa em estrada) e que as peças estejam com boa disponibilidade, uma vez que esse costuma ser problema histórico na PSA brasileira.

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    1. Anonimo, com as cortinas fechadas, o 208 fica igual a um carro convencional, com os para-sóis bem posicionados.

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  23. Olá André.

    Parabéns pela avaliação. Tomara que sejam freqüentes estas suas avaliações, e não apenas "oportunidades", tanto para automóveis franceses, como para fabricantes de outras nacionalidades (ou respectivos representantes locais). Mas não nos deixe órfãos dos seus artigos técnicos, e até mesmo filosóficos, ok?

    Apesar do contato unicamente "fotográfico", este automóvel atraiu-me bastante. Possui conceitos interessantes como esta grande área envidraçada no teto em alguns modelos (em outros automóveis do mesmo grupo existe para-brisa que invade parte do teto), o que, ao menos conceitualmente - ainda não tive a oportunidade de andar em veículo com determinada característica - parece muito agradável. Concordo com os colegas que o acionamento elétrico da cortina/anteparo seria bem-vindo, preferencialmente com a função "um toque". Vidros traseiros elétricos também.

    A parte mecânica e eletrônica parece em bom nível, inclusive com a solução "Flex Start" no sistema de partida (que agrega partida assistida eletronicamente), algo que os demais fabricantes também possuem acesso (inclusive um outro implementou em uma série de automóvel bastante limitada), mas que ainda devem achar o custo incompatível com a proposta.
    Também acho, como outros colegas, que deveria possuir uma opção de câmbio automático com mais marchas (aproveitaria melhor o rendimento destes motores pequenos), de preferência com bloqueio do conversor de torque da segunda marcha em diante. Tanto pelo custo de aquisição deste opcional, como pela característica do desenho do automóvel denotar esportividade (até a ponteira do escape colocaram à vista em relação ao modelo europeu), algo que o câmbio utilizado não parece de acordo.

    Em desenho e forma parece mesmo bem resolvido, com ergonomia acertada, inclusive, como relatado, na posição do volante de direção e pedais. Agrada-me bastante o desenho dos mostradores e instrumentação, e faz-me lembrar dos carros de fabricantes alemães. O mostrador de temperatura do líquido de arrefecimento é algo que estava tornando-se incomum, e neste ele faz-se presente. Parece que com marcação para indicar faixas adequadas para a operação do motor, a julgar pela coloração azul da primeira barra indicadora. Inclusive deveria "piscar" esta faixa azul (assim como uma vermelha) quando o motor estivesse em temperatura inadequada de operação, sendo inclusive eficaz para chamar atenção de quem nem mesmo compreende do porquê evitar certos tipos de uso do motor quando fora da faixa de temperatura ideal de utilização.
    No marcador do nível de combustível, apesar de sublinhado em vermelho a marcação para o nível reserva, também deveria ter esta barra em vermelho, e com a característica de piscar para alertar para o baixo nível de combustível.
    É sempre bom que algo que necessite de atenção seja em aviso luminoso intermitente, pois só assim para ter relevância diante dos demais itens luminosos dos painéis modernos. E como observado pelo outro colega, a marca deixou de utilizar a marcação "ímpar" para o velocímetro; globalização, tempos modernos...

    Será que roteirização de mapa provocou problema no GPS? A depender do fornecedor de mapa, este pode não ser tão bom produto voltado ao Brasil, parecendo ser culpa do hardware (e firmware). Será que existe update e com custo aceitável? Tomara que não seja mais um item a já nascer com a tal "obsolescência eletrônica"...

    Uma pena que não tenham testado a versão de motor 1,5 litro. A organização do evento não pensou nesta troca? Deveria ter sido metade dos modelos com uma motorização e metade com outra, assim, feitas as trocas para a viagem de retorno, cada dupla teria oportunidade de testar ambas as motorizações.

    Espero melhor popularização das marcas do grupo PSA no país. Talvez um renovo na parceria com seus concessionários - que parecem não concordar com o tipo específico de cliente que a gama de produtos atinge - possa melhorar a imagem que muitos colegas comentam. É bom ficar de olho - nós e eles também.

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    1. Na Europa o 208 continua a usar dezenas múltiplas de ímpares no velocímetro. Só aqui no Brasil que mudaram isso, provavelmente porque brasileiro é fresco demais para entender particularidades de marcas e quer tudo padronizadinho para só depois ficar falando que os carros estão todos iguais.

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    2. Allan, obrigado pelos elogios. Não se preocupe, pois meus artigos técnicos e filosóficos estão garantidos. Existe até uma nova série como foram as das válvulas no forno, mas o assunto é... segredo absoluto!!!

      Sobre os testes, é bem capaz que outros venham. O blog vem se firmando no meio automotivo e os convites para participar vem se tornando mais frequentes. O BS e o AK são nossos testadores oficiais, mas em virtude de compromissos deles, repare que o CMF começou a fazer esse tipo de cobertura, e depois eu.

      Repare em um detalhe na minha matéria. Não sou um jornalista escrevendo sobre o lançamento de um carro. Sou um engenheiro escrevendo sobre o que descobriu no que observou no carro. São duas coisas bem diferentes, e os enfoques refletem essas diferenças.

      Sobre o problema de roteamento, não se pode esquecer de um componente importante: o mapa.
      Já atualizei várias vezes os mapas do meu GPS xingling usando sempre a mesma versão do programa, e cada vez que eu atualizava, o roteamento que o programa fazia usando o novo mapa era diferente da que ele fazia usando o antigo. Alguma diferença significativa entre os mapas existe para isso, mas não sei dizer qual é.

      Além disso, os mapas do Brasil, feitos pelas mesmas empresas que fornecem mapas para o resto do mundo, sofrem de muita qualidade quando confrontados com os mapas da Europa e Estados Unidos.

      Isso deve explicar muito do problema que enfrentamos.

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    3. Andei muito em Peugeot e o velocímetro "ímpar" nunca me incomodou.
      Talvez nem todos lembrem, mas os primeiros Passat nacionais (1974) também tinham o velocímetro com essa configuração.

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    4. Eu lembro bem desse velocímetro dos Passats antigos. Na linha 79 acabaram com isso, dando lugar ao 20, 40, 60... curiosamente mantiveram o último número em 190 quando o normal seria ou 180 ou 200. Acho que foi uma forma de manter a identidade com o modelo.

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    5. Oi André.

      Sim, apercebi-me deste detalhe em suas avaliações, e é um tipo de olhar que atrai-me bastante. É um outro ponto de vista, e isto enriquece-nos (ao blog como um todo).

      Sobre o problema de roteamento, foi justamente este ponto que mencionei, a tal questão de roteirização do mapa. Inclusive mencionei que o fornecedor - do mapa - poderia não oferecer produto de boa qualidade (aqui para o Brasil) e até perguntei sobre o custo de atualização de mapa; talvez não tenha ficado claro, enfim.
      Esta questão de mapa é complexa, depende de padrões, e nem sempre o software do navegador permite o tipo de padrão - de arquivo - que o fornecedor de mapa de nossa preferência disponibiliza, como nem sempre o formato de arquivo é aberto, o que facilita encontrar ferramentas para conversão entre padrões. Deveria ser obrigado todo software de navegação aceitar um tipo de formato padrão - alô entidades padronizadoras! - para leitura destes arquivos de coordenadas, mas não é assim, e aí surge mais um fator para a tal "obsolescência eletrônica"...

      Obrigado pelo retorno André. Sucesso em seus projetos.
      Quando puder, sempre traga algo para darmos uma espiadinha - desta espiadinha eu gosto!

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  24. Oi pessoal!

    Existe algum carro vendido no mercado brasileiro com compressor elétrico do sistema de ar-condicionado?

    Nos automóveis que dispõem de ar-condicionado com controle de temperatura digital (ou até mesmos nos de controle analógico/mecânico), a regulagem de temperatura parece ser feita pelo controle da mistura entre ar frio e ar quente (através da portinhola que controla o fluxo de ar quente e frio nas "entranhas" do painel), ou seja, o compressor parece não entrar em modo de economia, está sempre a funcionar no máximo, exceto quando atinge-se a temperatura mínima limite no evaporador ou em momentos onde é desacoplado automaticamente (embreagem eletromagnética) por exigência extra de potência do motor.

    Se o sistema de embreagem eletromagnética estivesse acoplado a um sistema de relação de transmissão do tipo CVT, ao menos poder-se-ia diminuir a carga ao motor do veículo, quando um sistema eletrônico escolheria uma relação em que o poder de resfriamento fosse satisfatório para a temperatura escolhida, e assim o compressor poderia girar mais lentamente (e de forma mais leve), de forma a roubar menos potência do motor do veículo.

    Com motores elétricos isto fica muito mais fácil de ser controlado. Será que os sistemas de ar-condicionado atuais carecem de alguma modernização, tais como os sistemas de direção assistida estão agora a receber?

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    1. Acho que só os hidridos. Não tenho certeza ,as acho que as vans tipo Sprinter também. Concordo com você!

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    2. Pelo que me lembro, no Astra B quando este ainda não havia sido esculachado pela equipe de depenação, havia um motorzinho elétrico que simultaneamente movimentava a bomba da direção hidráulica e o compressor do ar-condicionado.

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    3. Não esqueçam que veículos a diesel não possuem vácuo no coletor de admissão, e que para o servofreio funcionar existe uma bomba de vácuo elétrica para esta função.

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    4. Aléssio Marinho01/04/13 01:46

      "Não esqueçam que veículos a diesel não possuem vácuo no coletor de admissão, e que para o servofreio funcionar existe uma bomba de vácuo elétrica para esta função."

      Peguei muita L200 com bomba de vácuo acoplada ao alternador e com lubrificação a óleo do motor. Simples e eficiente.

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    5. Obrigado pessoal.

      Para quem desejar mais alguma leitura, segue alguns links:

      Compressor Elétrico Denso
      http://globaldensoproducts.com/engine-management/electric-hybrid-vehicle-components/electric-compressor/
      http://globaldensoproducts.com/engine-management/electric-hybrid-vehicle-components/

      Compressor elétrico com velocidade variável Tecumseh Masterflux
      http://www.tecumseh.com/pt/corporate/masterflux
      http://www.tecumseh.com/pt/south-america/products/variable-speed-compressors

      Catálogo com compressores e controladores Tecumseh Masterflux
      http://docs.google.com/viewer?url=http%3A%2F%2Fwww.masterflux.com%2Fuserimages%2FBrochure%2FMX_Catalog.pdf

      AUTOMOTIVE
      Consensus of opinion is that electric compressors represent the future of automotive air conditioning. The Masterflux DC variable speed hermetic compressors offer the automotive industry the "future" today. The Masterflux family of compressors are up to 40% smaller and lighter than competing belt driven DC automotive compressors. The Masterflux compressors are available to handle input voltages of 12 to 420 VDC to meet today's electric vehicle requirements for both battery and comfort cooling.


      Projeto nacional que utilizou este tipo de compressor:
      Palio Weekend elétrica (CPFL/FIAT/Itaipu)
      http://www.afolha.com.br/noticias.php?noticia=2307

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  25. Para mim, o teto panorâmico só faria sentido se abrisse. Ou seja: teto solar.

    As marcas francesas gostam mesmo de ser diferentes...

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  26. `Para mim esse teto solar é obsoleto, moro no nordeste onde é predominante o Sol o ano inteiro e só vai esquentar muito mais para quem estiver dentro do carro, mesmo com a cortina. Eu acho que deveria ter dentro da versão Allure, ou versão B, a troca desse teto panorâmico de vidro por outros opcionais oferecidos. na versão Griffe, por exemplo, os vidros elétricos traseiros, alarme perimétrico e sensores, sem falar que em nenhuma das versões têm controle de estabilidade, uma prova que não respeitam o consumidor brasileiro. Tá muito caro para um carro compacto e ainda mais por ser Peugeot, conhecidamente como péssimos de revenda(Pergunte a qualquer um vendedor de usados) e tambem péssimos de atendimento pós-venda. Eu espero que com esse carro sendo feito aqui no Brasil esses conceitos mudem. Enfim, vamos esperar ver o mercado dá a resposta.

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  27. Fica espantado com alguns comentarios aqui... Tive 206 2004, depois um 206 moonlight 2008, depois um 307 2010 e agora tenho um 207 - 2012. todos comprados zero e trocados com dois anos de uso aproximadamente, nunca tive nenhum problemas com os carros, as revisões foram rápidas e eficientes. Não tenho nada pra falar da peugeot, e acho que vou comprar um 208..

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    1. concordo.

      tenho um 207sw sport 11/12 - comprado zero - fiz todas as manutenções na css - nao tive problema com nenhuma
      para os que falam mal - me digam um carro nas dimensoes e equipamentos que tem o sw por R$40.000,00.
      não gostei nada da noticia que o sw foi descontinuado - estamos todos refens desses suv...os station morreram ... triste
      penso seriamente no futuro compra o 208 para a mulhe e o 308THP para mim..

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  28. E esse câmbio automático de 4 marchas, é o mesmo dos 206/207, é uma versão atualizada ou é outro câmbio?

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  29. Pessoal adora meter o pau porque o amigo do amigo, a irmã do amigo, tem um Peugeot problemático, é sempre assim. Porque será hein?

    Estou na marca a 5 anos e NUNCA tive um problema siquer relatado aqui, sempre fazendo as manutenções de 10 em 10 mil. Quem faz o carro é o dono, tenho certeza que 90% das reclamações são de pessoas que não estão nem ai para o carro, levam em mecânicos mixurucas para economizar.

    Participo de um encontro mensal de Peugeots aqui em minha cidade, cerca de 20 carros e todo mundo elogiando, problemas são raros, quando acontecem são compatíveis com o nosso lixo de mercado automotivo comparado a outras marcas.

    Acabem com esse ACHISMO, só porque ouviu dizer que a marca é problemática, sim ela ERA, a muito tempo atrás quando os carros ainda vinham da frança, não aram adequados ao nosso solo lunar.

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    1. Disse tudo...tbem tenho meu 207 a 4 anos...fiz 4 revisões na rede de concessionarias, não tenho nada a reclamar, pelo contrario, meu carro segue excelente. Não trocaria por um VW de maneira alguma. A lias, muitos dizem que o Peugeot desvaloriza q perderia 40% em seu valor, etc...Quando fui comprar meu 207 xs 1.6, estava em duvida entre um gol power 1.6 ambos na faixa de R$ 43.000,00, porém se trouxemos para os dias de hoje o meu peugeot está na fipe no valor de R$ 25.064,00 e o gol (todo completo e seguro em seu valor de revenda...quanto mesmo? pifios..."""R$ 25.980,00""", ohhh...quer dizer que, tbem perdeu 40%...além de que o valor do seguro, nem se compara?). DESTA FORMA...ANTES DE CRITICAR PENSEM, PESQUISE COM QUEM TEM OS VEICULOS E CONHEÇAM ANTES O PRODUTO... Abs.

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  30. Será que teremos uma versão SW? Eu sei que em breve teremos o 301, então fazer um "Passion" a partir do 208 não teria muito sentido, já que ele teria entre-eixos menor que o "low-cost" (sempre na casa dos 2,60...). E a Hoggar? Será a "Courier" da Peugeot? Ou será usada a cabine do 301? Mistério...

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  31. Rafael Pinto01/04/13 12:45

    Gostei da solução dos relógios por cima do volante, embora sejam fotos 3D e não reais (acredito que cedido pela marca). Talvez só eu seja chato, mas não sou muito fã de teto envidraçado...imagina numa chuva de granizo?

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    1. Rafael, fiz um vídeo analisando o design do 208. Nele tem uma foto que tirei no Salão do Automóvel, exatamente do ângulo de visão do motorista. Dá uma olhada: http://www.youtube.com/watch?v=ncOIUW7Hkj8&list=UUQmkM00VARUgkaOsLbWOsHg&index=3

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    2. Rafael Pinto02/04/13 10:09

      Agora sim!
      Valeu Portuga!

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  32. Analisando e comparando o Peugeot 208 MANUAL e seus concorrentes, eu que viajei e estive em seu lançamento no Salão do Automóvel SP/2012, o carro realmente se destaca, principalmente no acabamento primoroso, esportivo e de excelente qualidade dos materiais empregados. A verdade é que com as opções que temos hoje no seguimento, o Peugeot 208 ganha em disparada, pois fizeram um veículo do jeito que a maioria gosta, bonito, confortável e recheado de "mimos" que balançam qualquer um, pois possui equipamentos agregados de carros de categoria superior. Estou esperando a liberação do test-drive e já li tudo o que podia a respeito do carro, onde várias revistas especializadas elogiam o conforto, sua estabilidade e segurança ao dirigir, devido ao propulsor e excelente relação de torque, além do seu pacote de série que é o mais robusto e bonito da categoria. Crítica em se comparando a versão europeia, por tratar-se de uma categotia "premium", pela falta de um acionamento elétrico da cortina do teto e acionamento para abertura da tampa de combustível (não encontrados nem na versão europeia, tampouco brasileira). Já a luz de conforto do teto panorâmico e o excelente opcional denominado de "Park Assist", possui na versão europeia e não teremos na nacional, infelizmente!
    Estava namorando o carro da coreana (HB20), mas resolvi aguardar e relatarei o porquê. Abaixo listarei o que se tem de incômodos reais na promessa coreana, que na minha opinião, se tornaram um pesadelo para seus proprietários. Quanto aos outros concorrentes, Onix LTZ (péssimo acabamento e cheio de rebarbas), a versão que fiz o test- drive estava com a tampa do porta-luvas que não encaixava corretamente, pelo trecho percorrido não pude ter uma avaliação precisa da suspensão, a central multimídia necessita integralmente da atenção do condutor, pois não existem controles ao volante. O Etios é um carro feito para os anos 50, ou seja, já nasceu com cara de velho e ele deve ser bom para ser customizado em pleno século XXI, fala sério! Gosto muito da Fiat, acabamento, credibilidade e opcionais oferecidos, mas o Punto merecia estar com uma aparência mais moderna e não tão duvidosa como essa nova frente que seus designers acharam ser a melhor opção, enfim...
    Como prometi acima, seguem os dissabores que hoje os donos de HB20 passam:
    1. Bancos finos demais - o que podem causar cansaço e dores nas costas depois de longas horas ao volante; 2. Painel não tem qualidade de carro de segmento inferior superior - a Hyundai alardeou que seu carro teria um painel com acabamento de classe superior. Não é isso que é visto no HB20, nem mesmo na versão Premium, pois os plásticos são duros e não agradáveis ao toque; 3. Direção leve demais - a calibragem da assistência da direção é excessivamente leve e chega a causar insegurança com o carro andando a mais de 90 Km/h; 4. Câmbio automático de quatro marcas é pouco eficiente: o motor 1.6 de 128 cv do HB20 pede um câmbio mais moderno, de seis marchas, como o adotado no Kia Picanto; 5. Suspensão não está totalmente adaptada para os pisos esburacados do Brasil - ao andar com o HB20 em pisos de baixa qualidade, com lombadas e buracos o HB20 decepciona e muito, pois fica evidente que a suspensão e a carroceria não toleram essas imperfeições. A carroceria torce, faz barulhos e sente-se as pancadas secas. Fica claro que a suspensão deveria ter maior curso para suportar as vias brasileiras; 6. Acabamento com padrão abaixo do Volkswagen Gol - a primeira imagem do HB20 pode sugerir que ele tem um padrão de construção similar ao do Volkswagen Gol, mas uma análise mais detalhada mostra que isso não é verdade. O carro da Volkswagen ainda é campeão em termos de acabamento e qualidade construtiva.
    E eu fiz questão de buscar inicialmente como fonte um "blog" especializado, e posteriormente as redes sociais para ver a bomba que vem se tornando a tal promessa coreana.
    Agora é aguardar o test-drive do 208!

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    1. Só discordo da tua opinião sobre o gol, não acho que seja bem construído internamente, tanto gol quanto fox com o passar do tempo passam a bater muito as partes plásticas.
      Internamente acho o acabamento muito ruim.

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  33. André Dantas, sabe dizer se este cambio automático de 4 marchas, teve alguma atualização? Gostei do carro e quero analisar melhor, porém queria automático, cansei de manual haha, em sua opinião vale a pena gastar este valor do griffe automático ou partir pra um 308 intermediário? Atualmente possuo um C4 glx manual.

    Parabéns pela matéria.

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    1. Jean, tem muita gente falando que essa transmissão automática seria a velha AL4, mas segundo o pessoal da Peugeot não é ela.

      Como o lançamento é recente, ainda faltam muitas informações sobre o carro. Acredito que quando fizermos um teste "no uso", muitos desses detalhes já tenham sido esclarecidos.

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    2. Não podemos afirmar com certeza que não é a velha AL4, mas soa-me estranho que as relações de marcha sejam as mesmíssimas. Talvez a Peugeot tenha feito melhorias significativas, mas a base desta nova transmissão AT8 muito provavelmente deve ter sido a própria AL4.

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  34. É incrível que o teto panorâmico e luzes diurnas de led no 308 só a partir da versão Allure 2.0 Automático 2013 que custa R$ 60.990!

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  35. Parabéns pela ótima matéria! Muito bem escrita e detalhada. De todas as avaliações que li acerca desse primeiro contato com o 208, esta foi, sem dúvidas, a melhor. Com relação ao carro, estive numa concessionária da Peugeot aqui em BSB para conhecê-lo e me surpreendi positivamente. O carro é muito bonito. De todos os hatches disponíveis no mercado, deve ser um dos mais belos, senão o mais. Já com relação ao preço, é alto com certeza. Mas, o que não é nesta roça em que moramos. O que dizer de um i30 a R$80.000,00? Pelo nível de equipamentos que o 208 oferece e pela qualidade de acabamento, o preço esta dentro do aceitável. Digo isso porque tive o desprazer de fazer o TD num HB20. Putz! Como alguém se dispõe a comprar aquilo? O carro é super apertado e mal acabado. E ainda tiveram a cara de pau de me cobrar R$49.000 num top manual. Ah! Mas o motor tem 128cv! Duvido! Tendo em vista o Lerdoster, aquele motor do HB20 deve ter uns 122cv e olhe lá! Enfim, o 208, com certeza não é a melhor opção, mas é mais uma e ajudará a aquecer a concorrência dos "compactos premium".

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  36. Uma matéria do ótimo BestCars, bem relevante quanto a imagem da Peugeot no Brasil.
    http://bestcars.uol.com.br/bc/informe-se/colunas/marcas-mercado/399-o-novo-208-da-peugeot-a-emocao-e-a-realidade/

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  37. Quanto ao câmbio de 04 marchas eu pude confirmar com um vendedor da concessionária que tem 12 anos por lá e ele disse tratar-se da AL4 com modificação no conversor de torque, ou seja, passo! Prefiro aguardar um pouco, pois já existem alguns comentárias sobre uma versão de 06 marchas ou optar pelo manual mesmo.

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  38. Errata:

    ... "do AL4"
    ... "comentários"

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  39. "O padrão Bluetooth é fortemente normalizado, mas ainda assim as incompatibilidades são bastante comuns. A interoperabilidade total que o protocolo permite entre equipamentos diferentes de diferentes fabricantes, fere os interesses de diferentes grupos, e diferentes graus de incompatibilidades e limitações são impostas às diferentes implementações dos protocolos desse padrão de conexão. "

    Só por essa explicação já virei seu fã.
    Continue assim!
    Parabéns!

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  40. Não gostei do 208, achei feio pra caramba e os preços exagerados. Tenho um 206, decidi mais pelo valor de aquisição e valor do seguro mas talvez troque por um Honda. Mesmo fazendo a manutenção só em oficinas independentes de mecânicos especializados em PSA já que tenho a sorte de ter algumas na minha cidade ( São Paulo ) sai um pouco mais caro do que os outros carros da categoria porque as peças são mais caras. A política de preços da concessionária é ridícula. Não conseguem vender carros novos, li em um dos clubes de proprietários de carros PSA que foram só cerca de 4 mil mês passado. Tentam sobreviver nos extorquindo, cortaram o chicote do meu som e pra arrumar está sendo um parto porque novo e original só querem vender o chicote principal do carro por módicos R$1550, o friso da alavanca do porta-mala que quebrou na minha mão ao me enganar e puxar um pouco mais para o lado do que o lugar certo. Custa uns R$170, uma simples peça de plástico vagabunda. Calotas originais, ridículos R$ 68,00 cada e assim vai... Espero não precisar de nada mais sério que não possa comprar original fora da rede concessionária. Até tenho vontade de trocar por um Citroen, usado obviamente, só pelo desenho do carro mesmo mas antes farei uma pesquisa sobre viabilidade de manutenção e fontes de peças críticas originais. Os preços dos carros zero são uma piada, pretendo continuar boicotando enquanto puder a menos que o preços dos usados comecem a subir por causa disso. Não fossem as negativas das seguradoras em renovar carros mais antigos talvez nem trocasse no futuro e se essas alternativas de seguro como esses cooperativas se firmarem talvez fique com um carro usado mais tempo ainda.

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  41. Tenho um Sandero 1.6 8v 2011 expression com ar,direção,farol de neblina,som, vidro elétrico. È um carro alto, fácil e gostoso de dirigir, manutenção baratíssima, 3 anos de garantia, consumo de combustível razoável no trânsito urbano pesado de Florianópolis, 9 km/10km litro.Estrada mais de 14 sempre, já fiz 18 a 90Km horários e 100/110 nas permitidas.Não é nenhum carro de luxo nem muito macio, mas muito bom.
    estava vendo para trocar agora o 208,ônix,Hb20 X,Fit,Polo. As opiniões são tão desencontradas que acho que sei o que tenho e vou ficar, pois a concessionária Automega da Renault é espetacular no atendimento.Só espero que volte o Sandero 1.6 16 V com mais potência e economia, principalmente no Stepway manual.
    Aí, mesmo com todas estas firulas dos modernos, não tem pra ninguém.


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