MINI COOPER S ROADSTER

Fotos: autor e divulgação



Algumas vezes um pequeno detalhe se mostra importante quando vamos avaliar um carro. Assim que peguei o MINI Cooper Roadster S, rodeei-o e logo vi as entradas de ar para a refrigeração dos freios dianteiros. Na grande maioria dos carros elas são falsas e lá estão só por estética, mas as do Roadster são verdadeiras, funcionais; são dutos que dirigem um fluxo de ar diretamente aos discos de freio dianteiros. E aí: Opa!, esse detalhe, que para muitos pode passar batido, foi o bastante para que já começasse a considerá-lo como um esportivo verdadeiro, de respeito, pois já havia indícios de que eu estava diante um carro feito também para o racha.

Digo “também”, porque é publico e notório que os MINI são carros que oferecem agilidade, conforto, comodidades e requinte, além de terem um aspecto alegre e esportivo. Mas o MINI Cooper S Roadster é mais que isso. Ele é danado de valente quando o apertamos p'ra valer. É rápido e robusto. E rápido em todos os quadrantes planos, pois acelera com uma pegada das boas (0 a 100 km/h em 7,2 segundos e atinge 222 km/h, segundo a MINI), muda de direção de forma imediata – tipo, apontou, ele vai de imediato, e segue exatamente no trilho traçado, sem balanços de carroceria, no trilho mesmo – e freia realmente muito bem, alinhado e com praticamente nada de afocinhamento da dianteira. 

Alguns comparam-no a um kart, mas esses que o fazem são os que nunca pilotaram um kart de corrida e, portanto, nunca tiveram afundamento ou rachadura de costelas naquela dureza e também não sabem quão rápido é um kart. Deixemos então esse papo de kart p'ra lá, porque isso aqui é um automóvel.

Entradas de ar verdadeiras, para ventilar os freios. Já a do capô é falsa.

O ronco é dos bons, encorpado. Lembra os Alfa Romeo. Silencioso em baixa e grosso em alta, que nem é tão alta assim, já que corta a pouco mais de 6.000 rpm. Essa é uma característica dos motores turbo. Não precisam de muito giro para gerar alta potência, já que têm torque alto. Sendo assim, eles não gritam em alta, não dão aquela afinada final de motor de alto giro, pois além de tudo é sabido que a turbina abafa o som do escapamento.

A dinâmica dele é realmente rápida e bem estudada, esmerada. Curvar com ele é o que há de bom, pois se mantém neutro e, em caso de desgarradas, quando ultrapassamos o seu limite de aderência, ele responde de pronto às correções, e, como disse, com um mínimo de balanço, logo se estabilizando e voltando para o trilho. A carroceria pouco rola nas curvas e, em vista disso e da grande aderência dos pneus, atingir seu limite não é bem coisa para iniciantes, pois seu limite é alto, bem alto; tão alto que merece um autódromo para que possamos explorá-lo a contento. Num autódromo travado ele certamente dá trabalho a carros bem mais potentes e pompudos.

Para o Brasil, p'ra variar, só vieram Roadsters com câmbio automático. Lá fora tem o opcional do câmbio manual, porém, segundo a MINI, aqui não adianta trazê-lo, pois simplesmente a procura é mínima. Uma pena, pois ele ficaria ainda mais divertido para o gosto autoentusiasta de raiz. A compensação é que o câmbio é bom, muito eficiente, rápido e macio nas trocas, rápido no kickdown, com 6ª e última marcha longa (a 120 km/h o giro está a 2.400 rpm). Ele, mesmo estando em modo automático, aceita os comandos das borboletas do volante, o que é bem útil na aproximação de curvas, para já entrarmos na curva na marcha certa.

Ao acionarmos o modo manual, que é deslocando a alavanca para o lado esquerdo, as marchas podem ser trocadas tanto na alavanca de câmbio quanto nas borboletas do volante. E quanto às borboletas há uma diferença dos demais. Como é sabido, na maioria dos carros, a borboleta da direita, quando puxada, sobe marcha, e a da esquerda, desce. No MINI, as marchas sobem ao puxarmos qualquer uma das borboletas, e para reduzir marcha basta empurrarmos os botões ao alcance de nossos dedões, que estão ligados a essas borboletas.

No começo, estranhei, mas logo me acostumei e até gostei, pois na hora do racha, quando em curvas em grampo, onde se vira bastante o volante, não nos perdemos procurando onde está, afinal, a borboleta que sobe marcha e onde está a que desce. Continuo preferindo as borboletas fixadas no cubo do volante, como são nos Ferrari e Maserati, por exemplo, e agora a segunda preferência fica para o sistema adotado pela MINI. Funciona melhor, é mais prático e eficiente.

Com a capota levantada e...

E dá para dar uma encapetada no já encapetado pequeno conversível. Aperta-se um botão, o tal "S", no console, junto à alavanca de câmbio. Com isso a pressão do turbo aumenta e assim aumenta o torque em 2 m·kgf. A potência máxima não aumenta, pois a limitam, mas aumenta a aceleração, já que aumentando o torque teremos mais potência à mesma rotação. O câmbio, quando no automático, também fica mais esportivo quando apertada a tecla S. Podemos também desligar o controle de tração, o que só achei recomendável se numa pista de autódromo, pois dificilmente achamos local em vias públicas onde possamos forçá-lo a ponto de ser vantajoso nos livrarmos desse controle.
    
Uma coisa que impressiona é a sua tração; que chega a ser incomum para carros com tração dianteira. São 184 cv a 5.500 rpm, que, quando aceleramos no talo, parece que chegam todos juntos. O carro é leve, são 1.235 kg, e a pegada do turbo já começa desde baixo giro – a faixa de torque máximo, 24,5 m·kgf, vai de 1.600 a 5.000 rpm –, então já em baixa vem uma cavalaria das boas.

Testei sua tração no asfalto molhado da subida da Anchieta. Controle de tração desligado e tecla S acionada. Nada à frente e nada atrás, e toco a quase parar, para em seguida acelerar no talo, esperando que ele perdesse a frente, como se procurando onde se agarrar. E nada! O danado pulou reto adiante, como se estivesse no seco, e partiu feito uma bala. Daí resolvi piorar a coisa p'ra ele e fiz o mesmo, só que dessa vez com o volante meio esterçado, justamente esperando que ele desgarrasse e saísse de frente, e toca ele a jogar praticamente tudo no chão de novo. O carro partiu forte para onde as rodas dianteiras apontavam, com um mínimo de desgarre.

Aí, aqui em São Paulo, resolvi piorar p'ra ele ainda mais, e no caminho ao trabalho sei que tem uma rua larga calçada de paralelepípedos. Chovendo, paralelepípedos molhados, carro quase parado e toca a acelerar com controle de tração desligado. E não é que o danado partiu parecendo ter tração nas quatro?! Os bons pneus Continental ContiSportContact 3SSR 205/45R17V ajudam a explicar, mas eles não explicam tudo. Aro 17, banda baixa, pressão alta: 41 lb/pol² nos quatro. Pneus duros, portanto, mas a suspensão compensa bem essa dureza e o carro roda até que macio. Porém, cuidado com buracos e tijolinhos, pois na certa é fácil cortar pneu e rachar roda, caso os pegue.

A suspensão traseira é independente multibraço, e tem braços longos, que vão quase ao centro do carro, muito parecida com a arquitetura adotada na linha BMW, só que, por não ter tração traseira, os braços são ainda mais longos e leves. Excelente. Pneus traseiros sempre grudados no chão, mesmo em curvas com piso ruim. A traseira não pula. Faz vrruup e não desgarra. Ele é, portanto, um esportivo que encara com brio coisa feia. Não precisa de asfalto tapete para ele poder mostrar que anda forte.

Na verdade ele é um conversível e não um roadster, já que um legítimo roadster não tem janelas, com vidros de correr, nas portas, mas sim janelas de plástico que se encaixam nas portas, tipo Jaguar XK 120 ou AC Cobra. E, como todo conversível, ele não tem a estrutura tão rígida como um carro fechado. Mesmo assim ele pouco chacoalha e é preciso um piso muito ruim para sentirmos alguma oscilação de painel comum a todo conversível, até porque a área aberta do MINI Roadster é bem pequena, logo amarrada atrás de nossas costas. Em suma, o carro está muito bem estruturado.

...com a capota baixada. De qualquer jeito esse MINI é atraente

A capota de lona tomou chuva à beça. Mais chuva, impossível, e não vazou uma gota. Eu, particularmente, dispensaria também a abertura automática da capota, já que isso pesa e custa. Ficaria como eram os primeiros modelos MINI Roadster, com abertura manual, pois ela é pequena e muito jeitosa, mas, o leitor sabe como é; isso conta pontos a muitos compradores nem tão esportivos assim, que até disputam os segundos para a abertura automática das capotas. Para eles isso é uma espécie de ritual, tal qual um pavão abrindo as plumas do rabo.

A regulagem da posição dos bancos não tem assistência de motores elétricos, o que acho ótimo, pois seria peso desnecessário a carregar e também este não é carro para táxi, que fica mudando de motorista a cada turno. É carro para ter um único dono.   

Sendo como é, ele tem o dom de agradar a uma enorme gama de pessoas. Um piloto se delicia com a dinâmica, uma mulher adora sua beleza sofisticada (bom porta-malas de 240 litros) e as crianças piram, pois o Roadster lhes parece um brinquedão de sonho e divertido p'ra burro. 

Duas cenas que ocorreram quando íamos para a praia, minha mulher e eu, pela Rodovia Rio-Santos. Passo devagar por uma lombada e, ao lado, no acostamento, umas seis crianças gritam sorridentes em uníssono: “Linndooo!” Dou uma buzinadinha e acenos e sorrisos alegres delas e nossos. Legal! Outra cena adiante, nessa mesma estrada: passo o carro para minha mulher tocar um pouco, já que ela estava se contorcendo de vontade de guiar – coisa rara. A tarde estava fresca, boa para abrir a capota. (É só destravá-la no teto, erguê-la uns 10 cm e em seguida mover um botão, que a capota se abre automaticamente e se encaixa direitinho atrás; coisa de uns 15 segundos). E nessas passamos devagar por outra lombada. Um ciclista ali parado olha e fala alto, também sorrindo: “ numa boa, hein, cara!”. E eu “tava” mesmo, uai. Então só ergui o braço, acenei e fiz sinal de “positivo”, concordando.

Essas cenas agradáveis dão o clima que é rodar com este conversível. Parece rodar com carros tipo as réplicas de AC Cobra ou Jaguar XK, ou os Alfa Spider, Corvette e MG TD antigos, pois a manifestação dos que olham – e é inevitável que nos olhem, pois todos esses esportivos chamam a atenção – não é de inveja venenosa, mas sim de alegre admiração. Parece que nos dizem: “Vão lá! Divirtam-se!” É meio que por aí a coisa. E isso é bom, e isso conta pontos, pelo menos pra mim, que não gosto e não preciso da inveja dos outros.

A caminho da praia, devido ao descaso da Polícia Rodoviária, a Rodovia Cônego Domenico Rangoni (ex-Piaçagüera-Guarujá) estava travada de caminhões, o que nos obrigou a ir pela cidade de Santos. O GPS, na procura de caminho alternativo, acabou nos levando às docas em meio a caminhões trançando por todos os lados. Aproveitei e parei para tirar umas fotos e foi a festa dos caminhoneiros. Tudo na boa. O Roadster não faz pinta de ter dono fresco. Faz pinta de ter dono esportivo.


O leitor que me desculpe se me alonguei demais com essas cenas, mas creio que elas descrevem o que é rodar por aí com o MINI Roadster. É algo leve.

O Cx, coeficiente de arrasto aerodinâmico, é ruim, bem ruim em se tratando de um esportivo: 0,37. Mas como ele tem potência para levá-lo a 222 km/h, nada a reclamar. Ele tem um aerofólio que se abre automaticamente quando atinge 120 km/h. Segundo a MINI, ele pressiona ao redor de 40 kg quando a 200 km/h. Não posso falar nada a respeito, já que não tive onde experimentá-lo. Isso ficou para uma ainda melhor oportunidade...

O preço do brinquedo? R$ 145.000. Tudo bem, tire 50 reais para ter o preço exato!

AK

Uma pequena filmagem:


57 comentários :

  1. Corsário Viajante27/03/13 12:48

    AK, suas avaliações são muito legais, consegue passar o "espírito" do carro.
    Inclusive deu vontade de comprar um, mesmo com esta decisão idiota de só oferecer câmbio automático. Poxa vida, um carro de nicho, voltando no mundo inteiro à esportividade, importado, porque não dar a opção? Mania de afunilar o mercado! Aposto que teria público sim, o que não tem é vontade.
    ENfim, parece um carro bacana. A vantagem do automático é que vai agradar a patroa também.
    Ah sim, faltou o preço ou eu não vi?

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    1. Corsário,

      vou conferir o preço. Obrigado por avisar.

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    2. Corsário,
      R$ 144.950,00. Estava sem o preço realmente, mas já está lá, no final.

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  2. Arnaldo,

    É o caso de agradecer-lhe imensamente por mostrar e comentar sobre esta gracinha que é o Mini Roadster!

    E se não bastasse, ainda nos permite um "rolê" através do vídeo!

    Não há como deixar de se estender ao falar sobre um carro como este.

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  3. Realmente um carro bom e bonito, só que acessivel para poucos. Tem idéia de quanto custa?

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  4. Rafael Ribeiro27/03/13 12:54

    Os Mini são todos muito interessantes, desde a versão de entrada (One). Alguns vão falar dos altos preços, mas que carros dessa categoria são baratos no Brasil? Fazer o quê, quem gosta e pode, que aproveite. Só não gosto dessa combinação de cores, Flamengo demais para mim. Verde "british" seria a perfeição...

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    1. Que carro é barato no Brasil? Ou mesmo, o que é barato no Brasil? Talvez bananas e só. E o salário ó!

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  5. Excelente!!!

    O único detalhe que eu não gosto dos Minis é esse velocímetro gigante no meio do painel. O carro pelo que consta tem comportamento magnífico para um FF, porém o Design no painel não me agrada.

    Mendes

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    1. Mendes, esqueci de comentar que ele tem um velocímetro digital no mostrador do conta-giros. Acaba sendo a ele que olhamos, quem dirige. O grandão acaba ficando pro passageiro.

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    2. Informação importante!!! Mas a minha mulher ia me matar! hahaha Eu corro muito e às vezes ela não tem noção da velocidade, se tivesse esse velocímetro enorme 'na cara' dela... putz! Ia ficar falando pra colocar 60 km/h na estrada! hahaha

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  6. Arnaldo,
    duas coisinhas:
    1 - a Piaçaguera não está ruim só por descaso da Polícia Rodoviária. O maior descaso é do Governo Federal, que sucateou o porto de Santos, com investimentos mínimos, a isso dentro do "espetáculo do crescimento" propalado pelo ex-presidente Luis Inacio da Silva, o mentiroso. Os congestionamentos são informados constantemente pela rádio Sul América Trânsito frequência 92,1MHz. Bastava ter ligado o rádio para evitar o transtorno.

    2- Os Minis são carros muito legais, mas essa de só automático me faria ir direto a outra marca, caso eu quisesse um carro pequeno e cheio de graças.

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    1. Corsário Viajante27/03/13 14:16

      Concordo com os dois pontos.

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    2. Pedro de Albuquerque27/03/13 14:19

      Tenho reparado quem reclama que tal carro falta algo, não o compraria tendo ou não.

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    3. JJ, vai de JCW, 211 CV e câmbio manual. Pare de reclamar, tira o escorpião do bolso e seja feliz.

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    4. Juvenal,
      é claro que é por causa de um descaso ainda maior do governo federal em relação aos portos, mas cabe à Polícia Rodoviária fazer alguma coisa para resolver a situação imediata. E eu ouço a radio que quero a hora que quero. Não preciso que me digam o que fazer. No caso, estou indo pra lá justamente agora e sei que AGORA está passando carros, mas também sei que em 10 minutos aquilo trava, e aí á era, pois aí é tarde pra escapar, portanto, vou por Mogi. Sei o que estou falando. Sei bem. Já conversei com os policiais a respeito. Parece proposital...

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    5. Pior que nem dá pra ouvir a rádio na hora que a gente quer...

      Uma vez, não lembro se era por volta das 19-20hs, precisava de uma rota alternativa pra fugir do trânsito aqui em SP, sintonizei na referida rádio, e... PQP, VOZ DO BRASIL!!!!

      Fala sério, até nisso os governos tem culpa.... já que as rádios são obrigadas a veicular por determinação de lei.

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    6. Bela resposta! (Sem ironia)

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    7. OK Arnaldo, claro que você pode escutar o que quiser a hora que quiser, foi apenas uma sugestão, já que não sei se você conhece a rádio que informa sobre trânsito o dia todo.
      E eu sempre vou achar mais produtivo escutar algo chato mas que me poupe ficar parado, mas isso sou só eu.

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    8. Juvenal, meu amigo. Ali tem treta. Vai por mim. Aquilo tem um propósito escuso. Escutar rádio não resolve. Trava de uma hora pra outra e ninguém faz nada, absolutamente nada. Deixa eu reclamar desse descaso. Nem todos são ligados nessa rádio específica que nem você e eu sou um desses desligados.

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    9. Voz do Brasil é super legal, sempre que quero sentir que estou no tempo do Vargas eu sintonizo ela. Ou dou uma lidinha na CLT.

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  7. Esse é o carro que eu teria, se tivesse grana para tal... :D

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  8. Tenho uma dúvida em relação ao motor (que é o mesmo do Citroen DS3 e do Peugeot 308 thp, se não me engano). Quais as modificações feitas no motor para que ele apresente diferença de rendimento, nos diversos modelos da Mini e também nos BMW, Citroen e Peugeot? Eu poderia comprar um 308 por exemplo e implementar tais modificações com a mesma segurança do motor de fabrica, sem prejudicar sua durabilidade?

    Eduardo

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    1. Eduardo
      Respondo pelo Arnaldo.
      Não temos acesso a esse tipo de informação, mas sempre tem a ver com calibração, pressão de superalimentação, sistema de escapamento, assunto de engenharia dos fabricantes. Teoricamente o motor do 308 poderia ter a potência aumentada usando os recursos à mão, mas para os mesmos resultados, só mesmo a fábrica.

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  9. Filipe_GTS27/03/13 14:07

    Mas que brinquedo. Um desses aí pra curtir nas estradas e passeios e um hatch médio ou sedã 4-portas 1.6 com ar condicionado e direção hidráulica para uso civil é tudo de que preciso.

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  10. João Strauch de Mello27/03/13 14:29

    Mais uma vez,

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  11. Sr.Arnaldo Keller, esse carro foi a gande sacada de Sir Alec Issigonis, em 1955 , deixando o Lampredi da Fiat louco da vida com o Giacosa, pois o Lampredi já em 1947 pensava exatamente nesse carro, claro que com a idéia da época menos de 600 Kg.de peso e motor em torno de 35 a 50 C.V.. Aí a vida continuou sendo a MG vendida à Austin, e essa posteriormente à B.M.W.
    Esse é o meu desejo de consumo, talvez caso minha promoção a General saia eu tenha condições de comprar um.
    Abraço
    Coronel Anônimo

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    1. Estamos todos aqui na torcida pela sua promoção a General
      Depois vem pagar uma cervejada para a gente!
      E com certeza se tiver uma filha solteira vou lhe chamar de General Sograo!

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  12. Se não me engano a entrada falsa de ar no capô é herança dos tempos em que ele usava motor Tritec com compressor mecânico.

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  13. Ótimo texto. Bem sobre o carro, sou fã de carros deste porte. Apesar de ter mais de 1.90m de altura rsrsrsrsrs

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    1. Daniel,

      se não for muito mais que 1,90, vc cabe. Qualquer coisa, ande só quando não chover, de capota aberta...

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  14. Ótimo, AK. Bela avaliação. Porém, essa obrigatoriedade dos automáticos me enoja. Acredito que nenhum país esteja tão fechado aos câmbios manuais como aqui. Corrijam me caso esteja enganado. Uma pena que esse carrinho só esteja disponível com este infeliz tipo de câmbio.
    Abraço
    Lucas CRF

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  15. Arnaldo, gosto bastante do seu jeito de escrever e o vídeo complementou bem o texto. Excelente!

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  16. Gostei! Testaram a topo de linha da MINI disponível (acredito eu). Eu só não entendo a diferença entre o MINI Cooper S Cabrio e a MINI Cooper S Roadster (o próprio AK disse que esse MINI não é Roadster). Pelo que vi, esses carros têm o mesmo preço, mas qual é a diferença?

    Sempre me senti atraído pelo visual desse carro, mas quando tive a oportunidade de entrar nele, foi um desgosto tremendo. Jamais o compraria devido ao interior. Não me agrada nem um pouco. Mas está com um preço convidativo.

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    1. No caso da Mini, o Cabrio tem 4 lugares e é conversível. O Roadster tem 2 lugares.

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    2. Ah, sim! Obrigado por responder, AK. Eu não cheguei a ver mais informações sobre as versões, apenas os preços. E na versão que eu entrei não era coversível.

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    3. Prezado Arnaldo, o Cabrio tem o mesmo motor? Será que é praticamente a mesma coisa que esse Roadster avaliado pelo senhor?

      Pois eu tenho condições para comprar esse carro, mas não para manter dois carros. E eu tenho filho, logo, só é possível eu comprar o de quatro lugares.

      Minha mulher sempre achou lindo esse carro! E esse preço está excelente, hein!

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    4. Realmente, eles têm o mesmo preço. Chega até a ser curioso, normalmente não é assim. E a topo de linha é a Cooper S Cabrio Highgate.

      Os preços:

      One
      Manual – R$ 74.150
      Automático – R$ 79.150

      Cooper
      Cooper S – Exclusive – R$ 99.950
      Cooper S – Sport – R$ 114.950
      Cooper S – Top – R$ 124.950
      Cooper S Bayswater – R$ 129.950

      Cabrio
      Cooper S Cabrio – Exclusive – R$ 134.950
      Cooper S Cabrio – Top – R$ 144.950
      Cooper S Cabrio Highgate – R$ 148.950

      Countryman
      Cooper Countryman Chili – R$ 116.950
      Cooper Countryman S – Exclusive – R$ 124.950
      Cooper Countryman S – Sport – R$ 129.950
      Cooper Countryman S – Top – R$ 139.950

      Coupé Cooper S - R$ 134.950

      Roadster Cooper S - R$ 144.950

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  17. O estilo desse carro é fantástico mesmo. Conversível, então...

    Só não gosto de uma coisa: esse velocímetro central. Para mim, é muito vintage. Agora podem me crucificar. rsrs

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  18. Mineirim
    Até podem crucificá-lo, mas eu não, pois concordo com você. Seria ótimo se a MINI reescrevesse o painel desse carro fantástico.

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    1. Mas tem o velocímetro digital no centro do quado de instrumentos não é? Eu ando usando um GPS só por causa de ter velocímetro assim, muito mais prático.

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    2. Mineirim,
      No dia a dia nem lembro que existe o velocímetro do centro, só se olha para o contagiros na coluna com o velocímetro digital, se o combustível ou algum alerta aparece do display, toma o lugar do contagiros nos obrigando a consultar o central, nessa hora vejo que se tivesse só o do centro seria multado com muita frequência com toda certeza ainda mais que sou baixo e uso o banco mais próximo, logo o ângulo fica ruim de olhar.

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  19. Ficou ótimo esse vídeo, AK! E o texto, como sempre, ao mesmo tempo que despojado, passa credibilidade. Esse brinquedo deve ser realmente muito divertido!

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  20. Esse Mini Roadster tem tudo para fazer época. Ele é da turma do BMW Z3 e do Miata, descendentes diretos do MG B, só que muito mais vitaminados. E ao contrário das SUVs e dos super esportivos, não desperta inveja mas desperta empatia, não só por causa do carro mas também pela postura de quem dirige.
    É muito raro ver gente esnobe guiando um conversível desse tipo.
    Sobre os engarrafamentos cada vez maiores nas estradas, eu não confio muito nas rádios, mas costumo recorrer à minha memória das vezes que fiz caminhos diferentes, mesmo sem precisar. Uma das minha manias é variar as rotas para chegar ao mesmo destino e com isso já me livrei de engarrafamentos monstros na Rodovia dos Tamoios, na descida de Campos do Jordão e no anel viário de Campinas, por exemplo. São rotas alternativas que os aparelhos de GPS não indicam e que a gente também não pode ficar abrindo o jogo abertamente, senão a coisa não funciona.

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  21. Acho que o painel combina. Vintage por dentro e por fora, mas realmente é questão de gosto.

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  22. Tenho um ONE com câmbio manual que uso no dia a dia, ando uns 100km por dia, filho no colégio trabalho etc. O modelo apesar de ser o de entrada com acabamento bem espartano também provoca a simpatia das pessoas e é todo calibrado para economia. Tem feito 16.3 km/l em Brasília. Apesar de ter o mesmo motor do Cooper, tiraram uns 30 hp do motor, não sei se como estratégia de vendas ou impostos de importação. No modelo antigo era muito fácil devolver os cavalos cortados mastava atualizar a central pela tomada OBDII, Já neste a BMW acabou com a farra e só abrindo acentral, coisa que ninguém quer fazer para não perder a garantia . Ele tem pneus estreitos de 175 mm de largura e com a potência e o torque deste motor mesmo tentando é muito difícil faze-lo destracionar, mesmo com o controle desligado. Me parece ser uma característica mesmo da suspensão em conjunto com acelerador eletrônico. O curso da suspensão é bem curto mas o carro é muito sólido não torce por nada chega a tirar uma roda do chão em entradas de garagem subterrâneas onde a rampa é espiral e com ângulo de inclinação muito ruim.

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    1. Giovanni, bom relato!

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    2. Fala, meu amigo, e o seu mini chega a raspar em rampas inclinadas, como as de Brasília?

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  23. Anônimo de 27/03 22:48 horas, estou impressionado como se fala e 100,150 reail como se fosse dinheiro de café, sinto informar a você meu amigo que algo de errado está acontecendo no Brasil, mas como sempre(desde 1824) as Forças Armadas do Brasil, principalmente o Exército põe as coisas em seu devidos lugares.
    Nos demos 9 Presidentes da República, não há outra categoria profissional que tenha mais Ex-Presidentes.
    Eu poderia escrever centenas de páginas sobre o assunto, mas o Blog é sobre carros, então voto a afirmar, hoje cmo Coronel(44 anos de Exército) não tenho condições de comprar uma jóia dessa, agora se politico fosse compraria uns 20(vide Zé Sarney, Renan Soares, Lula e milhares de outros pelo Brasil afora)
    Abraço a todos
    Coronel Anônimo
    PS: Sr.Bob Sharp se não quiser publicar meu comentário entenderei perfeitamente.

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    1. Realmente o assunto aqui é carro e sabemos que esse bem que tanto nos traz emoção é bem caro aqui no Brasil. E certos 'brinquedos' não estão acessíveis para a maioria das pessoas.

      Coronel Anônimo, duvido que alguém fale de 150 mil reais 'como se fosse dinheiro do café', mesmo tendo milhões de reais. Esquecendo um pouco o dinheiro dos políticos do Brasil que pode ter uma origem escusa; é notório que nenhum funcionário público de carreira (honesto) ou mesmo ser funcionário de alguém torna a pessoa rica.

      Se quisermos elevar nosso padrão de vida precisamos ir além, buscar essa posição. Eu sei que sou privilegiado por poder comprar o carro assunto dessa matéria, mas longe de mim achar que 150 mil reais é pouco! Porque, claro, trabalho muito para conseguir a minha renda atual. Já fui executivo em várias empresas, sou consultor empresarial, tenho comércios e ações de várias empresas.

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  24. Obrigado a todos, principalmente ao Sr.Robert Sharp, é com gente assim, corajosa, que colocaremos os pingos nos is.
    Obrigado a Todos
    Coronel Anônimo

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  25. Senti falta de fotos... Por que tirou tão poucas fotos? Mas, ao menos, bom texto.

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  26. Ahhh... Como eu gosto das análises do AK... Textos sem o "ranzinzamento" costumeiro do Bob! :-D

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  27. Tô na Rede!
    Pelo menos você é sincero! [:-)

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  28. Acabamos de comprar um, curtimos muito pouco..,ainda, mas ja' deu para perceber que sera' um sonho dirigi-lo!

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  29. Boa Tarde,

    Gostaria de comprar um Mini Cooper One 2011 Manual, em um valor a aproximadamento 18,5% menor que o de tabela. Qual seria a sua sugestão? Entre o mini cooper one ou o veloster?

    Obrigado

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  30. Muito bom seu post sobre o Mini, dá pra perceber que você sabe bem do que está falando.
    Comprei um Mini Cooper S Cabrio recentemente para minha esposa e acaba que hoje está dando briga pra ver quem vai sair no carro! rsrsrs
    Me identifiquei muito com seus relatos sobre a alegria que é sair por aí dirigindo o "carrinho", realmente as pessoas se encantam e não disfarçam ao fazerem comentários positivos. Em uma certa ocasião uma pessoa me pediu para tirar fotos do carro, quando percebi havia pelo menos umas 8 pessoas fotografando, confesso que eu me minha esposa nos sentimos celebridades, mas na verdade a verdadeira celebridade era ele, o Mini! éramos apenas e simplesmente seus condutores.

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